quarta-feira, 2 de abril de 2025

PÁSCOA, FESTA NA UNIDADE

Desde o século 16 os cristãos não celebram a Páscoa no mesmo dia.
Isso porque usam calendários diferentes, depois da alteração feita pelo papa Gregório XIII. 
Neste ano de 2025 as datas dos dois calendários coincidirão. 
Muitos cristãos. pelo menos para um começo de união, gostariam de aproveitar a oportunidade para voltar a celebrar a Páscoa do Senhor no mesmo dia. 
É o desejo do papa Francisco e de outros responsáveis por igrejas.
Bem que poderíamos começar a sonhar com a volta de todos os seguidores de Jesus à unidade. 
À unidade na fé, na caridade e na adoração. 
Não necessariamente na uniformidade e no abandono de tradições. 
É Páscoa, alegramo-nos com o Cristo vivo entre nós. 
E peçamos que nos leve à unidade que ele quer entre nós todos, no seu tempo, do seu jeito.

terça-feira, 1 de abril de 2025

Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R.

Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R.
+01 de abril 2011
Arcebispo-Mor de Ernakulam Angamaly da Igreja Siro-Malabar Cardeal-Presbítero de San Bernardo alle Terme.
 O Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R., nasceu em 29 de maio de 1927 em Parur, Índia. Foi ordenado para os Redentoristas em 12 de junho de 1954 e doutorou-se em direito canônico pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum), de Roma. Durante 25 anos ensinou direito canônico no Seminário Maior dos Redentoristas em Bangalore. Foi também Superior provincial na Índia e no Sri Lanka (1978-84), Presidente da Conferência dos Religiosos da Índia (1984-85) e Administrador Apostólico do Mosteiro Beneditino de Asirvanam em Bangalore (1990-96). Em 11 de novembro de 1996 foi nomeado Arcebispo titular de Acrida (desde 19 de abril de 1997, Arcebispo de Antinoe) e Administrador Apostólico da sede vacante de Ernakulam-Angamaly para os cristãos do rito Siro-Malabar, tendo recebido a ordenação episcopal das mãos do Santo Padre em 6 de janeiro de 1997. No dia 18 de dezembro de 1999 foi nomeado Arcebispo-Mor de Ernakulam-Angamaly para os cristãos de rito Siro-Malabar. Foi Presidente do Sínodo da Igreja Siro-Malabar. Foi também Presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Índia (CBCI), de fevereiro de 2008 a fevereiro de 2010. Nomeado e proclamado Cardeal pelo Papa João Paulo II no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe dada a igreja titular de San Bernardo alle Terme (São Bernardo nas Termas). 
P. Gary Ziuraitis, C.Ss.R. I Redentoristi Direttore delle Comunicazioni Via Merulana, 31 C.P. 2458 - PT 158 00185 Roma, ITALIA (+39) 06 49490 609

segunda-feira, 31 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. CARLOS FRIDOLINO SCHLEINKOFER CSsR

PE. CARLOS FRIDOLINO SCHLEINKOFER CSsR 
+31 de MARÇO 1974 
Bávaro, nascido a 01 de janeiro de 1887. Professou na C.Ss.R em 1908, sendo ordenado em 1914. Antes de vir para o Brasil, trabalhou na Alemanha como Missionário, Mestre de Noviços e Provincial. Em 1936 andou pela Itália e Suíça, fugitivo dos nazistas. Em 1937 conseguiu vir para o Brasil, trabalhando quase sempre como Confessor dos Noviços e Estudantes, ou na Basílica de Aparecida. Fundador e primeiro superior das Casas de Lages e Passo Fundo, trabalhou em Cachoeira do Sul e Porto Alegre. Era bem o tipo dos antigos redentoristas bávaros, militarmente rigoroso consigo mesmo, exemplo de recolhimento, de oração e pontualidade na vida comum. Era, porém, compreensivo, caridoso, e pronto para atender seus confrades. Desejando voltar para a Alemanha, em 1965 foi novamente adscrito á Província de Munique, onde ainda trabalhou, nos seus últimos anos, como Capelão de Religiosas, vindo a falecer a 31 de março de 1974.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
QUANDO CRIANÇA GOSTAVA DE ME CONFESSAR COM ELE. Naquela época os confessionários tinham o nome do sacerdote numa plaquinha. Todo dia atendia confissões. Hoje, para a gente se confessar, é preciso procurar muito, os padres não têm mais tempo, estão correndo atrás de outras coisas. Sebastian Baldi 
Temos, na Penha, uma rua bem próxima do centro que homenageia este padre. Seu assassinato se deu quatro anos depois da chegada dos padres redentoristas na paróquia .Morelli

Morelli, veja o final do texto: 

"Desejando voltar para a Alemanha, em 1965 foi novamente adscrito á Província de Munique, onde ainda trabalhou, nos seus últimos anos, como Capelão de Religiosas, vindo a falecer a 31 de março de 1974." 

Considero que não seria o mesmo sacerdote a que se refere!  Ierárdi

ELES NOS ANTECEDERAM - PE. JOÃO BATISTA SCHAUMBERGER CSsR

PE. JOÃO BATISTA SCHAUMBERGER CSsR
+31 de MARÇO 1909 
Um genuíno Redentorista, pela sua piedade, seu zelo incansável, e ardente devoção a Nossa Senhora. Natural de Schwandorf (Alemanha), nasceu a 13 de dezembro de 1849. Desde criança mostrou seu desejo de se tornar sacerdote; e foi no colégio que cursava em Metten, um dos melhores alunos, devido a sua inteligência e aplicação. Já na mocidade começou a despontar como grande poeta que seria mais tarde, tanto em alemão, como em latim. Suas melhores poesias foram dedicadas a Nossa Senhora, escritas com grande delicadeza e ternura. Terminados seus estudos superiores, foi ordenado sacerdote diocesano em Ratisbona, a 7 de junho de 1874. Até 1876 não quis assumir a direção de nenhuma paróquia, pois já sonhava com a C.Ss.R. Mas, devido a perseguição religiosa, teve de esperar até 1883 para iniciar o seu noviciado. No entanto não conseguiu terminá-lo devido a uma enfermidade grave em sua vista. Restabelecido, voltou ao noviciado em 1894, professando no ano seguinte. Por determinação dos Superiores veio para o Brasil em 1903, permanecendo em Aparecida. Apesar de doente, e com 54 anos, aprendeu facilmente o Português, e pôde facilmente lecionar latim no juvenato. Em dezembro de 1907 foi transferido para a casa da Penha. Sempre muito fraco de saúde, embora culto e muito preparado, raramente subiu ao púlpito, e seu trabalho era mais no confessionário. 85 Raramente saia de casa, impressionando sempre os seus confrades pela profunda piedade. No dia 31 de março (1909) dirigiu-se da Penha para a cidade (São Paulo) a fim de buscar os óculos que mandara consertar. Na volta, à altura do Tatuapé, desceu do bonde, para fazer um pouco de exercício, caminhando até a Penha. Naquele tempo era esse trecho um caminho quase deserto. Rezando o seu terço, passou em frente de um botequim, onde estava tomando suas doses um desordeiro famoso naquelas redondezas. Vendo passar o Padre, começou a lhe gritar palavrões e ofensas. Como o Padre não lhe desse atenção, montou a cavalo, e a relhadas, derrubouo junto a um poste da Ligth, desfechando-lhe dois tiros. Com isso achou que havia matado o Padre, e continuou a cavalo, com seus palavrões e blasfêmias. Olhou, porém, atrás, e viu que sua vítima estava tentando levantar-se. Voltou furioso, e deu-lhe ainda mais um tiro, acabando por matá-lo. Preso, o desordeiro declarou: — “Sou maçom, e dos graduados; ninguém vai me condenar”. — Mas foi condenado a trinta anos de prisão. O enterro do Pe. João, que todos reconheceram como um mártir, foi mais triunfal do que fúnebre. Sepultado na Penha, seus restos mortais estão hoje na “Capela dos Mortos” em nosso convento em Aparecida.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 30 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - IRMÃO ESTANISLAU CSsR

(*)24 DE FEVEREIRO 1929
(+) 30 DE MARÇO 2023
Faleceu na quinta-feira (30/03/23), aos 94 anos de idade, o missionário redentorista Manoel Pereira dos Santos, conhecido como Ir. Estanislau, C.Ss.R. Acometido pelo Mal de Alzheimer e pela diabetes, ele estava recebendo todos os cuidados necessários na Comunidade Irmão Bento, em Potim (SP). Filho de José Pereira dos Santos e Margarida Olímpia de Miranda, ele nasceu em Aparecida (SP), no dia 24 de fevereiro de 1929. Além dele, seus pais tiveram outros oito filhos. O jovem Manoel escolheu seguir os passos de São Geraldo Majella, ao se tornar um Irmão Redentorista, em 1946. À época, assim como todos que escolhiam o mesmo caminho, precisou mudar de nome ao fazer a Profissão Religiosa. Foi então que escolheu ser chamado de Irmão Estanislau, de modo a reverenciar outros irmãos que passaram pela Província de São Paulo. Esta e outras curiosidades foram reveladas pelo Redentorista em sua última entrevista, na série “Tesouros Redentoristas”, que você pode assistir abaixo: Na oportunidade, ele também recordou que parte do seu trabalho foi dedicado à cozinha, com devoção a Santa Marta, a padroeira dos cozinheiros. O seu ofício mudou quando foi requisitado a cuidar do Pe. Alexandre Miné, C.Ss.R., que estava debilitado na época. Essa missão foi passada ao Ir. Estanislau por sua organização e dedicação nas cozinhas das casas redentoristas. A recém-inaugurada Comunidade Irmão Bento, em Potim (SP), foi a última morada do irmão missionário, antes do mesmo se juntar a Santa Marta, São Geraldo Majella e a Deus, na Eternidade. 
O velório do Ir. Estanislau realizado na Capela São José, na Comunidade Ir. Bento, em Potim (SP). 
A Missa de corpo presente realizada às 16h, no mesmo local e, em seguida, o sepultamento.

sexta-feira, 28 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Mauro José Matiazzi, CSSR

Pe. Mauro José Matiazzi, CSSR 
+28 de MARÇO 2012 
Nasceu a 26.06.1949, em Mineiros do Tietê, SP. Seus pais: Albertino Matiazzi e Teresinha Claro Matiazzi. A 11 de fevereiro de 1972, entrou para o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida, onde concluiu o Colegial, que já tinha começado em São Carlos, SP. Estudou Filosofia, de 1973 a 1975 na Faculdade Salesiana de Lorena SP, residindo no Instituto São Clemente, em Aparecida. Em 1976 frequentou o Noviciado no Jardim Paulistano, São Paulo SP. 
Compromissos Religiosos: 02.02.1977, na Basílica de Aparecida. O Curso de Teologia foi realizado de 1977 a 1980, no Instituto Teológico São Paulo – ITESP – Ipiranga. 
Profissão Perpetua: 21.02.1981 em Aparecida SP. 
A Ordenação Diaconal foi ministrada a 08.03.1981 por Dom Frei Daniel Tomasella OFMCap, em Garça, SP. E a Ordenação Sacerdotal, a 16.05.1981, na Igreja de Santo Antônio do Prado, na cidade de São Carlos SP, por Dom Constantino Amstalden, Bispo de São Carlos, SP. Depois da ordenação, residiu nas seguintes comunidades: 
1981 – Vigário Paroquial na Paróquia São Pedro em Garça, SP 
1984 – Santuário de Aparecida, pastoral com os romeiros. 
1988 – São João da Boa Vista: Equipe das Missões Populares. 
1999 – Tietê: Equipe das Missões Populares 
2005 – Estudos Teológicos no Instituto Superior de Pastoral (ISPAL), em Belo Horizonte, MG Em dezembro de 2005, foi nomeado Reitor do Santuário de Aparecida e Superior da Comunidade Redentorista. 
2009 – Araraquara: Equipe das Missões Populares. 
2011 – Tietê: Equipe das Missões Populares. 
2012 – Tietê: Igreja Santa Teresinha e auxiliar de Mestre. Acometido por problemas cardíacos, foi internado no Hospital Paulistano, em São Paulo, a 23 de março de 2012. Seu estado clínico foi piorando, depois de sofrer dois enfartos. Veio a falecer às 12h30, dia 28 de março de 2012. Descanse em paz! 
Pe. José Bertanha, C.Ss.R. 
Arquivista provincial 2012
Matiazzi 
é totalmente despojado de riquezas e bens terrenos. Sofre com a dor dos outros, tem um coração inocente como de uma criança, sendo incapaz de prejudicar alguém. Foi perseguido por causa de Jesus (quem não se lembra do tal catecismo?), ama as pessoas com uma simplicidade encantadora. Dedica-se à missão de sacerdote com o coração de Jesus acolhendo, escutando, aceitando a todos. Sua felicidade consiste em amar o povo de Deus. Ama a Palavra de Deus e a ela se dedica dia e noite, como a gente pode ver. Não tem moleza no serviço. É um homem de Deus. Tem defeitos e dificuldades, mas estas não fazem mais que salientar o quanto é bom o nosso Padre Matiazzi. Padre Luiz Carlos de Oliveira
MINHA NOTA- 
O exemplo de interesse, desapego e humildade! No ano 2008, no encontro dos antigos seminaristas redentoristas em Aparecida-SP, o ENESER XIII, estava buscando matéria para página que havia montado no ORKUT em objetivo da campanha do processo de beatificação e canonização do Servo de Deus Padre Vitor Coelho de Almeida, missionário redentorista. Na sexta-feira à noite, em conversa com o Padre Matiazzi, então reitor do Santuário Basílica Nacional de Aparecida, ele informou-me sobre entrar em contato com o Padre Júlio  CSsR, no Potim, que era, nesta época, o vice-postulador da causa. Agradeci muito pela informação. No sábado, pela manhã, qual não foi minha agradável surpresa quando vejo em minha frente o Padre Matiazzi, superior maior na basílica nacional de Aparecida-SP, com dois pacotes contendo 200 informativos sobre o processo e vida do Padre Vítor Coelho CSsR. Ficou isso gravado em mim por 2 bons e grandes motivos:
1º O interesse enorme daquele padre para o desenvolvimento da Causa do confrade.
2º Ele não pediu para qualquer pessoa trazer os pacotes...Ele mesmo o fez com muito carinho.
Requiescat, Pater Matiazzi CSsR.

quinta-feira, 27 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE TADEU PAWLK CSsR

PADRE TADEU PAWLK CSsR
+27 DE MARÇO 2019
Veio da Polônia para o Brasil, em 1976. Em todos esses anos, foi um incansável missionário. Ele integrou o grupo dos primeiros missionários redentoristas poloneses que vieram para o Brasil a partir da década de 70. Atuou na cidade de Bom Jesus da Lapa (BA), onde ficou muito conhecido pelo suporte dado às famílias vítimas da grande enchente no ano de 1979. Trabalhou na pregação das Santas Missões e em outras frentes apostólicas da Vice Província da Bahia. Foi fundador de muitas comunidades, associações, grupos e movimentos de base. Faleceu em Salvador (BA), enquanto dormia, em seu quarto na Comunidade Santo Afonso, vítima de infarto. Seu corpo foi transladado para Bom Jesus da Lapa, onde ocorreu velório e missa de corpo presente.  enterro realizado em 28/19, às 16h. 

terça-feira, 25 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - ANTÔNIO FIRMINO DA SILVA NETO-SEMINARISTA REDENTORISTA DO PROPEDÊUTICO

ANTÔNIO FIRMINO DA SILVA NETO
SEMINARISTA REDENTORISTA DO PROPEDÊUTICO
+25 DE MARÇO 2016
Prezados Confrades e Estudantes, no dia em que celebramos a Paixão do Senhor, faleceu em Santa Bárbara d'Oeste o nosso seminarista Antônio Firmino da Silva Netto, aos 22 anos de idade. Ele era natural de Iguape-SP. Há alguns dias ele apresentou um quadro de pneumonia. Ficou internado, teve alta e ontem, teve uma crise muito forte e foi internado novamente. E hoje veio a falecer à tarde. O sepultamento foi em Iguape-SP. Rezemos pelo seu descanso eterno, pelos seus familiares e também pelos seus colegas seminaristas e formadores! Que o Antônio repouse em paz! “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo 14, 1-3). 
Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R

segunda-feira, 24 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - BIANOR FERREIRA LIMA, ANTIGO SEMINARISTA

BIANOR FERREIRA LIMA, ANTIGO SEMINARISTA
+24 de MARÇO 2013
Faleceu em Goiânia, 24 DE MARÇO DE 2013, o promotor de Justiça aposentado Bianor Ferreira de Lima. Ele nasceu em Buriti Alegre /GO, em 13/04/1936. Foi seminarista redentorista, cursando a filosofia em Tietê/SP, entre 1956 e 1958. Graduado em Direito e Letras, atuou como advogado e professor. Na vida política, foi vereador em Goiânia (1963-1966), deputado estadual (suplente 1967-1971, assumindo temporariamente em 1967, mas teve seus direitos políticos cassados pelo AI-5). Foi superintendente-adjunto do Instituto de Desenvolvimento Urbano e Regional – INDUR (1983). Cursou a pós-graduação em processo civil pela Faculdade de Direito da USP. Fundador e professor no Colégio Cruzeiro do Sul, Goiânia; e professor no ensino superior em diversos estabelecimentos em São Paulo e em Goiânia. 
O corpo foi velado no cemitério Parque Memorial, e o sepultamento ocorreu em 25 de março, às 10h30.
Informação do FB Irmão Diego CSsR.

Queria ter tempo suficiente para falar do Bianor, ele foi meu colega por muitos anos no Colegião e Santo Afonso, considero-o um dos seminaristas mais inteligentes de meu tempo. Guardo uma imensa gratidão por seu gesto de solidariedade incondicional em um fato acontecido em nosso tempo quando fui injustamente punido por insubordinação e quase fui excluído do seminário, ele correu um grande risco e ficou de meu lado. Alexandre Dumas
Eu me lembro dele, que Deus o tenha. Quando eu entrei ao seminário ele era da sétima série. Abner(+)
Que Deus o tenha, participou de alguns encontros da UNESER, grande entusiasta e Filho de Santo Afonso.Nossas preces pela alma do Saudoso Bianor. José Vicente Naves
O Bianor era um grande colega! Nos curtíamos! João Geiger(+)
O Bianor era tio da Irê, que, por sua vez, se casou com o Humberto, tio da Lucy. Certa ocasião, num encontro da Uneser, apresentei-lhe a Lucy e ele, num gesto simpático, pediu para tirar uma foto com ela, colocando-se na condição de seu tio avô. Grande goiano! Engraçado, falamos muito do Bianor, mas nos esquecemos de seu irmão Higino Ferreira, mais velho e que cursava a mesma série do Bianor, fez o noviciado, passou pela filosofia e saiu antes dos votos perpétuos, voltou para Buriti Alegre, prestou concurso para o Banco do Brasil e ali se aposentou sem pretensão a galgar cargos mais altos, se acomodou, constituiu família e deve ter morrido em paz,poderíamos resgatar também uma história de sucesso de um ex-seminarista que esteve conosco por mais de dez anos e morreu, como eu sei, deixando um legado talvez tão rico como de seu irmão. Alexandre Dumas 
Caro Dumas, estamos mencionando o Bianor porque lembramos o dia, 24 de março, que ele seguiu para a vida eterna como tenho publicado neste blog TÁVOLA REDONDA DOS SEMINÁRIOS a lembrança de todos os redentoristas, sacerdotes e religiosos, bem como dos antigos seminaristas em seu dia de passamento. Assim, neste momento azado, caso seja possível, solicito a você os dados biográficos do Higino Ferreira, datas de nascimento e morte e alguns outros detalhes para publicarmos e anualmente o rememorarmos na data do seu falecimento. Amigo....MISSÃO A GARCIA!!!!!Um abraço! Ierárdi
Eu não sabia que o Higino tinha galgado todos esses degraus após a minha saída do seminário, só sei que ele era muito humilde, metódico e inteligente! João Geiger(+)
Eu não falei que ele galgou degraus, mas sim que optou por uma vida mais acomodada compatível com sua maneira de ser, humilde, metódico e inteligente, como você bem o define.Alexandre Dumas
Foi meu colega de sala. Nós dois éramos muito amigos. Ele, eu e a minha querida e saudosa Emília, participamos de um ENESER, uns vinte anos atrás. Foi tudo muito bom, muito alegre, maravilha pura. Bênçãos de Deus sobre nós generosas. Amém. João De Deus Rezende Costa
Tenho duas passagens com Bianor, uma lembrando o seminário, outra em um nosso encontro em Morrinhos. Narro a primeira:- Estando em uma rodinha e comentando sobre nosso time de futebol, escalamos os titulares, no Gol, fulano, na zaga, sicranos, meio de campo completo, linha de frente com alguma dúvida, Bianor deixou uma posição a ser preenchida. Quem ? Era a sua, ele sabia de suas qualidades na linha de frente. Noutra feita, estando em Morrinhos a trabalhar no BB, Bianor surgiu capitaneando um grupo de estudantes. Visitou-me na República dos Bancários, pediu-me para ensinar jogar xadrez, pacientemente, expliquei-lhe a função de cada peça, assimilou. Começamos um jogo amistoso, deu-me um xeque-mate arrasador. Na vida, temos que ter consciência de nossas capacidades e aplicá-las na hora devida. Quando chegou ao céu, ignorou São Pedro, apresentou a carteira de redentorista e mandou chamar Santo Afonso. Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Caro amigo e colega Dumas, como é importante e feliz a oportunidade que temos para nos comunicarmos. Neste blog TÁVOLA REDONDA DOS SEMINÁRIOS, criado há 12 anos, podemos manter os nossos bons encontros entre antigos seminaristas redentoristas que, de tempos e turmas diferentes, hoje nos congregamos por aqui em um único tempo e uma única turma pelo Facebook trazendo as ricas memórias de nossos tempos de SRSA e, sobretudo, mantendo sempre em dia esta amizade perene. Por isso gosto muito de usar o Salmo 132(ou 133) "COMO É MARAVILHOSO ESTAR COM OS IRMÃOS" Por outro lado, ao ler a última linha do seu comentário, sobre a chegada do colega Bianor ao Céu, vem-me o pensamento que criei, plageando nosso saudoso e estimado Padre Libárdi: "UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU!"  Com certeza, é isso que nos espera! Um forte abraço, Ierárdi

domingo, 23 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - Beato Pe. Metódio Domingos Trcka CSsR

Beato Pe. Metódio Domingos Trcka CSsR 
(+)23 DE MARÇO 1959
Nasceu a 6 de Julho de 1886 em Frýdlant nad Ostrava (actual República Checa). O mais novo dos sete filhos de Františka (Francesca) e Tomas Sterbova Tomás Trcka, foi baptizado no dia seguinte. Concluída a escola primária em Frýdlant, cursou primeiramente o ensino médio e depois no internato dos Redentoristas em Místek Cervenka. Orientando-se para a vida religiosa, em 1902 entrou para a Congregação do Santíssimo Redentor, pronunciando os votos religiosos em 25 de Agosto de 1904, após um ano de noviciado. Ele estudou teologia e foi ordenado sacerdote em Praga a 17 de Julho, de 1910, pelo Arcebispo Leo Skrbenský. Passou os primeiros anos de sacerdócio na pastoral das missões populares, residindo em Praga, no santuário mariano de Svatá Hora e Plzen. Durante a Primeira Guerra Mundial, não poupou forças no trato particular de refugiados croatas, eslovenos e russos, aos quais não somente administrou os sacramentos e ensinou o catecismo, mas também procurando fornecer-lhes auxílio nas necessidades.  Durante os seus anos no seminário tinha manifestado o desejo de trabalhar entre os cristãos de rito oriental, O que pode realizar em 1919, quando, pelo Superior Provincial dos Redentoristas de Praga, foi enviado para Lviv, para realizar o apostolado entre os fiéis greco-católicos. Na comunidade redentorista, especialmente com a ajuda do irmão Beato p. Nikola Čarneckyj, aprendeu a língua e os costumes da tradição local. Foi durante este período, que ele tomou o nome de Método. Em Dezembro de 1921 ele foi enviado para Stropkov no leste da Eslováquia, onde, com os irmãos fundaram a primeira comunidade redentorista latim e de rito bizantino. Tornou-se superior da comunidade, em 1924, desempenhou uma fervorosa actividade missionária nas três eparquias de Prešov, Uzhgorod e Križevci, proclamando a Palavra de Deus e fundou a Irmandade de “Mãe do Perpétuo Socorro e do Santo Rosário”. Em 1931, os Redentoristas greco-católicos transferiram-se para a nova casa em Michalovce. P. Metódio foi superior até Julho de 1932, quando, cansado do trabalho e da construção da casa religiosa, voltou para Stropkov, onde, para além do tratamento médico, se ocupou da pastoral na cidade e paróquias vizinhas. Voltou para Michalovce, em 1934, e em Março do ano seguinte, foi nomeado pela Congregação para as Igrejas Orientais, visitador apostólico das freiras basilianas em Presov e Uzhgorod. Reeleito superior em Julho de 1936, desempenhou esse papel até Abril de 1942. Sob sua liderança, a comunidade redentorista tornou-se o ponto de referência da vida espiritual em Zemplin. Ele terminou a construção da igreja, trabalhou para na fundação de um convento de freiras, tentou fundar uma nova casa redentorista para ser utilizada para exercícios espirituais, trabalhou na fundação de uma casa em Khust, na eparquia de Uzhgorod. Ele criou tudo isto sem esquecer as obras de apostolado. No entanto, apesar de já não fazer pregações, ele sempre teve uma grande atenção para com os mais pobres. Por isso mesmo, teve a ideia da fundação de uma associação de mulheres de serviço que se ocupassem das mais abandonadas no ponto de vista espiritual. Durante a Segunda Guerra Mundial, os Redentoristas sofreram numerosas dificuldades da parte do Estado eslovaco, que os suspeitava de intolerância e de propaganda contra o Estado. O Padre Metódio, o principal suspeito enquanto que superior, para o bem da comunidade achou por bem renunciar e ir para a Ucrânia, com três outros irmãos, mas não recebeu a autorização do Estado. Com o final da Segunda Guerra Mundial, melhoraram as relações com o Estado, de modo que os Redentoristas, em 21 de Dezembro de 1945, erigiram canonicamente a Vice-Província de Michalovce e em 23 de Março do ano seguinte, o Padre Metódio foi nomeado primeiro vice-provincial. Sob a sua liderança aos Redentoristas voltaram para Stropkov, onde construíram a igreja de S. Cirilo e Metódio, fundaram a casa de Sabinov, pregaram fecunda missões populares e deram vida a inúmeras publicações. Com o advento do regime comunista, porém, em um curto espaço de tempo, tudo foi encerrado. Em 1949, a Vice-Província foi abolida, e durante a noite de 13 de Abril de 1950, todos os homens foram levados para campos de concentração. O Padre Metódio, que na época estava em Sabinov, Podolínec foi transferido para Podolínec e daqui várias vezes levado ao famoso “Mlyn de Leopoldov”. Os depoimentos de outros presos afirmam que para proteger os irmãos ele assumiu toda a culpa e responsabilidade, suportando as torturas calmamente. Durante o processo, a 12 de Abril de 1952, foi acusado de colaboração com o bispo Gojdič, porque divulgava as cartas pastorais e dava informações aos seus superiores de Praga e, através deles a Roma. Este procedimento foi considerado como alta traição e espionagem contra o Estado. Com esses argumentos e com uma falsa história de tentar escapar para o exterior, o Padre Metódio foi condenado a 12 anos de prisão. Viveu os últimos anos nas prisões de Ilava e Mirove Leopoldov. Apesar da doença, devido à idade e às duras condições de vida, o seu espírito permaneceu forte, esperando sempre em Deus e no cumprimento da sua vontade. Quando tinha a possibilidade, ele não só rezava, mas também celebrava a sagrada liturgia. Diversas vezes pediu a amnistia para ele mesmo e sua família, mas sempre recebeu uma resposta negativa, porque foi considerado perigoso e fanático porque ele se mantinha firme nas suas convicções religiosas. Em Abril de 1958, ele foi transferido para a prisão de Leopoldov, considerada uma das prisões mais duras. Durante a época natalícia, enquanto cantava uma canção religiosa a qual foi ouvida pelo guarda, foi transferido e encerrado na “célula de correcção”, onde, por causa das dificuldades e do lugar duro e insalubre, ficou doente com pneumonia. Um companheiro de prisão, que era médico, pediu aos responsáveis da prisão que o Padre Metódio fosse levado para o hospital, mas só conseguiu apenas que fosse transferido para uma cela de isolamento, coisa que não trouxe qualquer melhoria à saúde deste que já estava bastante comprometida. Voltou, após um tempo para a sua cela, e ali morreu às 9 horas do dia 23 de Março de 1959, perdoando àqueles que o tinham preso. Enterrado no cemitério da prisão em 1969, com a restauração da Igreja greco-católica, os Redentoristas conseguiram transferir o seu corpo para Michalovce, onde agora descansa na igreja redentorista do “Espírito Santo”. Afonso Rocha (traduzido do italiano)

quinta-feira, 20 de março de 2025

ELES NOS PRECEDERAM - PE. VICENTE GRILHISL CSsR

PE. VICENTE GRILHISL CSsR
+20 de MARÇO 1930 
Como Religioso um modelo, e como missionário um apóstolo, embora, humanamente falando, pouco dotado — esse foi o nosso Pe. Vicente Grilhisl. Nasceu a 31 de dezembro de 1872, perto de Linz na (Áustria). Ainda garoto começou a aprender com seu pai o ofício de alfaiate; e, anos mais tarde foi-lhe proposto um ótimo casamento, o que ele recusou, porque já tinha seus planos de ingressar na vida religiosa. Isto não lhe foi difícil, pois seu Irmão João Nepomuceno, que já estava na C.Ss.R. encarregou-se de lhe conseguir a desejada licença. Noviço redentorista leigo em 1892, recebeu nome de Irmão Floriano, e, após a Profissão, continuou em Gars, como alfaiate da comunidade. Em 1894, ao saber da missão que os nossos projetavam iniciar no Brasil, pediu para vir logo com a primeira turma; e aqui chegando, foi adscrito à primeira comunidade de Campinas (Goiás). Numa fundação daquelas, onde tudo faltava, Irmão Floriano, com a maior boa vontade, quis ser tudo para todos. Um dos problemas da casa era a falta de um cozinheiro. E o Irmão logo se prontificou a exercer esse cargo, do qual nada entendia. Resultado: o primeiro almoço que aprontou foi um absoluto desastre e o improvisado cozinheiro teve de ser imediatamente deposto... Mas esses fracassos não desanimavam o Irmão, nem lhe diminuam a disposição para qualquer trabalho. Muitas vezes era ele quem lavava as roupas da comunidade. E fora de casa, era quem fazia as compras, e resolvia todos os assuntos, por ter aprendido o português mais depressa que seus confrades. Impressionado com a falta de sacerdotes em Goiás, começou a alimentar um sonho que, anos mais tarde, seria realidade. Manifestou aos Superiores o desejo de ser ordenado para trabalhar como Missionário. Conhecedores do seu bom espírito, os superiores concordaram. Ir. Floriano começou logo a estudar o latim; graças a sua vontade férrea, em pouco tempo já estava entendendo o que lia nos manuais de Filosofia e Teologia. Fez um segundo noviciado, como corista, professando em 1899. E a 27 de abril de 1900 foi ordenado sacerdote. Trabalhou em Aparecida até 1904, ano em que fez o noviciado para as Missões, partindo logo para Goiás. Aí trabalhou até 1909, voltando então para Aparecida. Mas seu campo predileto de trabalho era Goiás, e para lá regressou em 1912. Após quase vinte anos, já cansado e com a saúde abalada, veio em 1921 para a Penha. Mas ali ele também não soube medir suas forças; como antes, ele estava em todas: Missões, retiros, trabalhos nas igrejas ou nas paróquias vizinhas. Em 1924 foi transferido para Araraquara, afim de se cuidar um pouco. Mas já era tarde. Mesmo viajando para a Europa em 1926 não conseguiu melhorar sua saúde que já começava a falhar. Incorrigível, porém, no seu zelo, continuou pregando as missões e retiros, tríduos e novenas por toda a parte. Muito procurado como confessor, passava horas na igreja, atendendo no confessionário. Pe. Vicente reconheceu o pouco estudo que fizera, e a reduzida cultura que possuía. Mas sobravam-lhe dedicação e esforço. Vivia copiando conferências e sermões, tanto de confrades como de estranhos. Decorava tudo com perfeição; e ao falar, sabia fazê- lo com tanta naturalidade, que ninguém suspeitava que estivesse falando o que havia decorado. Não era orador; mas tinha lá suas originalidades que, nele, eram verdadeiros recursos oratórios. Aparentava cansaço, tossia, falava mansinho, para explodir de repente em exclamações de grande efeito. Tinha um dom especial para comunicar-se com seu auditório; e era dono de uma voz invejável, que, com o tempo, as contínuas pregações acabaram arruinando. Seu campo de trabalho, por excelência, foi sempre Goiás, que, durante anos, ele percorreu em todas as direções. Dotado de invejável memória, conhecia todos os caminhos, atalhos, rios, pontes e fazendas. Sentia-se feliz e realizado em meio do povo simples e abandonado; por isso, o bispo D. Prudêncio o escolheu como companheiro inseparável em suas viagens apostólicas. Em Araraquara (1930) indo de carro sacramentar um doente, sofreu um desastre que lhe afetou gravemente a espinha. Surgiram logo outras complicações, principalmente nos rins. E o velho missionário teve de viver ainda meses de um verdadeiro martírio. Faleceu aos 20 de março de 1930, querido e invocado como um santo por aqueles que o haviam conhecido.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Jamais foi visto sem batina, rosário na cintura e, nas missões, com o crucifixo ao peito, bem do gosto de Santo Afonso. Grande Santo e um exemplo para nós católicos que lutamos pela plena restauracão da Santa Igreja e das Ordens e Congregacões Religiosas. Hoje é muito difícil reconhecer um Sacerdote ou Religioso. Se despojaram do Homem Novo e se revestiram do Homem Velho e desapareceram e, no rastro disto tudo, as vocacões viraram fumaça.Sebastian Baldi
Baldi, comentário oportuno e real! Em 1965 houve a pretensão de São João XXIII no desejo de atualização da Igreja pelo CVII. Lamentavel e intencionalmente os mentores não compreenderam e surgiram os abusos atualizados hoje até pelas TV's! Ierárdi

terça-feira, 18 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JEFERSON DOS SANTOS LEITE CSsR

PADRE JEFERSON DOS SANTOS LEITE CSsR
+18 de MARÇO 2013
Aos Confrades Redentoristas, Amigos e Familiares, É com tristeza que nós, redentoristas da Bahia, informamos o falecimento de um dos nossos confrades, o Pe. Jeferson dos Santos Leite. Jeferson tinha apenas 32 anos e foi ordenado em 2012, em sua cidade natal, Ecoporanga, Espírito Santo. Ainda não tinha um ano de padre. Menino bom e querido por todos, de origem humilde e família religiosa, nascido em uma comunidade rural do seu município. No início de 2013 foi destinado a trabalhar na Pastoral Vocacional da nossa Vice-província. Saiu de Salvador, dia 17/03/13, para visitar vocacionados, na companhia de um seminarista. Por volta das seis horas da manhã, capotou o carro na saída de Salvador. Era ele quem conduzia o veículo. O seminarista nada sofreu. Ele foi conduzido ao Pronto Socorro e constatou-se fratura em um braço e pancada na cabeça. Estava consciente e conversou com nosso vice-provincial, Pe. João Batista. Fomos pegos de surpresa, com a notícia de sua morte, em decorrência de um ataque cardíaco. Certos de contar com a vossa solidariedade, pedimos orações, sobretudo para sua família que está muito sofrida. Fraternalmente, Pe. Rosivaldo Motta, CSsR pela Vice-província da Bahia.

ELES VIVERAM CONOSCO -PE. JOÃO RIBEIRO DE CARVALHO - REDENTORISTA

PE. JOÃO RIBEIRO DE CARVALHO 
 REDENTORISTA 
*12 De Junho 1920 
 +18 De Março 2017 
Origem familiar 
Pe. João Carvalho nasceu a 12 de junho de 1920 em Salto Grande (SP). Eram seus pais: Agostinho Ribeiro de Carvalho e Laura Roza da Cruz 
A Vocação 
Ele entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, a 09 de setembro de 1936. Em 1943 fez o noviciado em Pindamonhangaba, onde fez a Profissão Religiosa emitindo os votos religiosos na Congregação Redentorista a 02 de fevereiro de1944. Fez os estudos de Filosofia e Teologia no Seminário Maior Santa Teresinha, em Tietê (SP), de 1944 a 1949 e ali fez a Profissão Perpétua a 02 de fevereiro de 1947. Foi Ordenado Sacerdote em Sorocaba (SP), a 06 de janeiro de 1949, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. 
Atividades pastorais e outros trabalhos apostólicos: 
Pe. Carvalho iniciou sua Vida Apostólica em Aparecida, como Vigário Paroquial onde ficou de 1950 a 1951. Em Aparecida foi também redator do jornal “Santuário de Aparecida”. Grande parte da vida foi dedicada à pregação das Missões Populares, em diversos períodos, a saber: de 1952 a 1958; de 1962 a 1964; de 1968 a 1969 e, por fim, de 1971a1978. Nesses períodos residiu nas comunidades de Cachoeira do Sul (RS), Pinheiro Marcado (RS), Goiânia (G0), São Paulo, comunidade do Jardim Paulistano e ainda Araraquara (SP). No tempo em que não havia o Conselho Missionário, Pe. João carvalho foi um dos “Chefes da Missão”. Ele trabalhou também na Pastoral do Santuário de Aparecida, dedicando-se ao atendimento dos romeiros, entre 1982 e 1984. Ele se destacou na Pastoral da Igreja Santa Cruz, em Araraquara (SP) por alguns períodos, de 1959 a 1961; de 1985 a 1996 quando trabalhou muito na reforma da igreja Santa Cruz e do ano 2000 em diante. Até poucos anos atrás Pe. Carvalho ainda se dedicava à pastoral. Ele também trabalhou na Pastoral da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista (SP), de 1965 a 1967 e de 1997 a 1999. No ano escolar europeu de 1969/1970 fez o curso de Pastoral Missionária, no Instituto Superior de Pastoral, em Madrid, na Espanha. No serviço de animação da vida comunitária redentorista ele foi Superior da Comunidade e Reitor da Igreja Santa Cruz, em Araraquara (SP), de 1959 a 1961, e também Superior da Comunidade e Reitor da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista (SP), entre os anos de 1965 e 1967. Pe. Carvalho integrou o Governo Provincial sendo Conselheiro Provincial, de 1973 a 1975. Homem de temperamento calmo e tranqüilo, era sério em todas as posturas, mas demonstrava muita simpatia e agradável relacionamento. Dedicado à leitura e ao estudo, possuia excelente voz, sendo um mestre da oratória. Era um confrade tipicamente pastoralista: Paciente confessor e dedicado ao aconselhamento espiritual. Ardoroso batalhador no campo das Missões Populares, juntamente com um grupo de valorosos confrades, soube assumir os ensinamentos do Concílio Vaticano II, atualizando essa prática tradicional da Congregação. Teve espírito de liderança bem aguçado e enquanto outros grupos e Províncias optaram por interromper a pregação das Santas Missões Populares, a equipe missionária da Província de São Paulo optou em reavaliar, atualizá-las, mas sem interrompê-las. E o Pe. Carvalho foi dos líderes das missões e um dos líderes como coordenador. Ele sempre expressou o desejo de alcançar o centenário de sua vida e até o fim de seus dias manteve a lucidez, interessando-se por tudo o que era da Província, dedicando tempo à leitura dos jornais e revistas. No dia 17 de março foi hospitalizado em Araraquara (SP) onde residia vindo a falecer na madrugada do dia 18, véspera da festa de São José. Em junho ele iria completar 97 anos (Era o mais velho de nossa Província de São Paulo) e já viveu 73 anos de vida consagrada e 68 anos de vida sacerdotal. Que Deus recompense o Pe. João Carvalho pela sua longa vida, pela sua dedicação e ardor missionário e que do céu ele nos ajude a sermos nós também fiéis à nossa missão. 
Pe. José Inácio de Medeiros, CSsR
Superior Provincial – SP 2300

domingo, 9 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. LUCAS KOCIK, CSsR

PE. LUCAS KOCIK, CSsR 
*04.01.1932 +09.03.2008 
No sábado, dia 8 de março de 2008, Pe. Lucas Kocik, celebrando a missa vespertina da liturgia do domingo, na capela do Colégio ISBA, em Ondina, fez a homilia comentando o Evangelho sobre a ressurreição de Lázaro, frisando as palavras que Jesus tinha dito a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida! Quem crê em Mim, mesmo que morra, viverá!" (Jo 11,25). No dia seguinte, 9 de março, estava marcado para duas celebrações, na igreja de São Lázaro e São Raimundo, no centro da cidade de Salvador. Não as celebrou, nem fez as homilias sobre a ressurreição, porque ele mesmo experimentou a maravilhosa veracidade das palavras de Jesus: "Quem crê em Mim, mesmo que morra, viverá!". Na madrugada do domingo, o nosso confrade passou para a 'Casa do Pai', concluindo seu trabalho de evangelização e as obras que o mesmo conseguiu realizar para o bem do Povo de Deus e da Congregação Redentorista. As irmãs de São Raimundo ligavam para lembrar ao Pe. Lucas da celebração, e os confrades de São Lázaro se admiraram por ele não ter ido, já que o mesmo era tão responsável em seus compromissos. Diante disso, a constatação, estava morto na cama do seu quarto. Pe. Lucas Kocik nasceu no dia 4 de janeiro de 1932, no sul da Polônia. No ano de 1949, fez sua primeira profissão religiosa na Congregação e iniciou os estudos de filosofia e teologia, no Seminário em Tuchów. Em 1956 foi ordenado sacerdote, iniciando aí um período de trabalho sacerdotal muito abnegado e frutuoso, na região da Polônia. Era um tempo muito carente e de abandono, devido à devastação causada pela II Guerra Mundial. No início de 1972, juntamente com três outros padres viajou para o Brasil. No dia 11 de fevereiro do mesmo ano chegou a São Paulo, onde iniciou o estudo da língua portuguesa. Depois de alguns meses, tendo já os rudimentos da língua, começou o trabalho pastoral em Bom Jesus da Lapa. Pe. Lucas foi o primeiro ecônomo da Missão Redentorista da Bahia e do Santuário de Bom Jesus da Lapa. Depois da saída dos confrades da Vice-Província Nordestina, acontecida nos primeiros meses do ano de 1973, além dos compromissos pastorais, Pe. Lucas continuou a construção do Abrigo dos Pobres e da residência das Irmãs Filhas da Caridade (Vicentinas). Construiu, também, a igreja de Santa Luzia e, juntamente com o Pe. Ceslau Stanula, a nova casa do Santuário, onde hoje abriga a comunidade redentorista. Quanto às edificações, Pe. Lucas tem muitos méritos também em Salvador. Durante vários anos orientou a construção do Centro Comunitário Paroquial (um prédio de quatro pavimentos) na Igreja Matriz da Ressurreição do Senhor, em Ondina, desde o alicerce até a cobertura. Pe. Lucas teve participação ativa na montagem da Gráfica Bom Jesus e, durante longos anos, foi responsável pelo funcionamento e desenvolvimento da mesma. Preocupou-se em preservar os objetos de valor histórico para o futuro museu do Santuário do Bom Jesus. Seguindo o exemplo de Santo Afonso - nosso fundador, Pe. Lucas "não perdeu nenhum minuto", por isso, à margem dos trabalhos pastorais e de outros compromissos, conseguiu contribuir para resgatar, preservar e ordenar muitos documentos referentes à história do Santuário do Bom Jesus e da Vice-Província da Bahia, editando-os, em dezenas de volumes, principalmente para as bibliotecas e arquivos da Congregação. Elaborou e editou ainda vários livros, brochuras e fascículos de orientação catequética, pastoral e religiosa para os peregrinos, sobre a história do Santuário do Bom Jesus. Nos últimos anos, trabalhou como arquivista e secretário, organizando o arquivo Vice-Provincial. Não é possível resumir, em poucas palavras, os 76 anos do fiel seguimento de Cristo, sobretudo, o trabalho de um sacerdote e missionário. Só Deus sabe quanto sacrifício exigia esse seguimento, carregando a cruz de cada dia. O enterro do Pe. Lucas aconteceu no dia 10 de março, em Bom Jesus da Lapa. A liturgia eucarística fúnebre foi realizada na Gruta de Nossa Senhora da Soledade, presidida por D. Ceslau Stanula, CSsR, bispo diocesano de Itabuna-BA, concelebrada por D. Francisco Batistela, CSsR, bispo diocesano de Bom Jesus da Lapa e cerca de trinta sacerdotes redentoristas e diocesanos. Após a Missa e orações litúrgicas realizadas pelo Pe. Antônio Niemiec, superior Vice-Provincial, os restos mortais do Pe. Lucas foram levados até o cemitério de Santa Luzia, em local reservado aos redentoristas, e sepultado ao lado do Pe. Francisco Deluga, que havia falecido há dois meses antes. No cortejo e sepultamento, participaram associações e movimentos religiosos e uma multidão de fiéis lapenses.

ELES NOS PRECEDERAM - IR.WOLFGANG (SEBASTIAN TEUFEL) CSsR

IR.WOLFGANG (SEBASTIAN TEUFEL)  CSsR
+9 de MARÇO 1900 
No século, Sebastião Wolfgang Teufel. Filho de uma família pobre, nasceu em 21 de setembro de 1858, perto de Lanshut, na Baviera (Alemanha). Foi ele mesmo quem narrou que, em 1879, teve um sonho, no qual ouviu uma voz que o chamava para a vida religiosa. Não acreditando muito em sonhos, resolveu falar a respeito do assunto com o redentorista, Pe. Lourenço Gahr. Não imaginava que, um dia, esse Padre iria ser o seu Superior, num lugarejo chamado Aparecida, lá no Brasil... Posto a par daquele sonho, Pe. Lourenço lhe aconselhou que fizesse um bom retiro para refletir sobre o assunto, e resolver, depois se entraria ou não para a Congregação redentorista. Nesse mesmo ano, após muita reflexão, ele iniciou o seu noviciado, professando como redentorista a 25 de março de 1888. Enviado para o Brasil em 1895, em 25 de outubro desse ano chegou a Aparecida, casa em que ficou até a sua morte. A principio trabalhou como cozinheiro e chacareiro; mas depois que aprendeu um pouco de Português, distinguiu-se na portaria pela sua bondade e mansidão em atender aos pobres. No ultimo retiro feito, antes da sua morte, entre outras resoluções, escreveu: “Terei como norma, para toda a minha vida: Minhas orações e trabalhos não os farei para mim, mas para a minha Congregação, com minha Congregação, e dentro do espírito da minha Congregação”. Nunca foi visto ocioso e, mesmo durante os recreios, ocupava-se em fazer terços, que dava aos pobres, na portaria. Faleceu a 9 de março de 1900, assistido pelos confrades que muito o admiravam como um Religioso simples, trabalhador e profundamente piedoso.

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 8 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - IR.JOÃO BATISTA DO AMARAL CSsR

IRMÃO JOÃO BATISTA DO AMARAL CSsR
(*)01 DE MAIO 1950
08 DE MARÇO 2025
Faleceu na manhã deste sábado, 8 de março 2025, aos 74 anos, o missionário redentorista Ir. João Batista do Amaral, que estava residindo na Comunidade do Jardim Paulistano, em São Paulo (SP). O velório será realizado neste domingo (9), a partir das 6h, na portaria do Convento redentorista do Santuário Nacional. A missa de corpo presente está marcada também no domingo, às 14h, no Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida (SP), e será transmitida pelo YouTube do Santuário Nacional. 
Biografia 
João Batista do Amaral, nasceu no dia 01 de maio de 1950, na cidade de Perdigão (MG). Seus pais chamavam-se Antônio Luiz do Amaral e Conceição Luiza do Amaral. Foi batizado, no dia 21 do mesmo mês, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde, onde em 1955, recebeu o sacramento do Crisma. Descendente de família mineira, numerosa e cumpridora das práticas religiosas, João Batista do Amaral recebeu boas instruções do catolicismo, era assíduo frequentador das missas dominicais na sua juventude. Conheceu os Missionários Redentoristas através da Rádio Aparecida. O seu chamado foi despertado ouvindo a programação da Semana Vocacional. Enviou uma carta ao Secretariado Vocacional e iniciou o acompanhamento em 1971. Ingressou no Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), em janeiro de 1972, e permaneceu até 1974, para concluir o Ensino Médio. Após avaliar a caminhada formativa e discernir sua opção vocacional, pediu transferência para o antigo Seminário São Geraldo, no Potim (SP), para continuar a formação religiosa como candidato a Irmão, no ano de 1975, na etapa do pré-noviciado. Em 1976, fez o noviciado na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo (SP), e professou os Votos Religiosos temporários na Congregação do Santíssimo Redentor, no dia 2 de fevereiro de 1977, na Basílica Histórica de Aparecida. Após a sua profissão religiosa, permaneceu na Comunidade do Jardim Paulistano, até 1985, colaborando na sacristia e auxiliando nas atividades da Secretaria da Igreja. De 1986 a 1987, residiu na Comunidade de São João da Boa Vista (SP). Entre 1988 e 1992, morou na Comunidade do Santuário Nacional, em Aparecida (SP), e exerceu seu apostolado na Sacristia e na formação dos acólitos, com grande dinamismo e maestria. Sua Profissão Perpétua foi realizada no dia 30 de janeiro de 1986, na Paróquia do Senhor Bom Jesus, na cidade de Potim (SP). Após esse tempo, retornou para a Comunidade Religiosa do Jardim Paulistano e permaneceu por lá entre 1993 e 1999. Dos anos de 2000 a 2002, residiu no Potim, no Seminário São Geraldo e atuou na então fábrica de velas. De 2003 a 2006, voltou para o Santuário Nacional, exercendo seu apostolado na sacristia e no atendimento aos romeiros; de 2007 a 2008, trabalhou na Igreja Santa Cruz, em Araraquara (SP); de 2009 a 2018, compôs novamente a Comunidade do Jardim Paulistano e, em 2019, foi transferido para a Comunidade Pe. Gebardo (Convento Velho), em Aparecida, e ficou até dezembro de 2022. Em 2023 foi residir na Comunidade Irmão Bento, em Potim, quando teve um mal súbito e foi diagnosticado com um tumor intestinal; foi enviado para São Paulo para iniciar o tratamento contra o câncer no Hospital AC Camargo, morando na Comunidade do Jardim Paulistano. Ir. Amaral, assim conhecido e chamado pelos seus confrades, era um confrade amável, coração bondoso, de uma espiritualidade aguçada, seu jeito calmo de falar adocicava o convívio por onde passava. Homem de fé e devoto de Nossa Senhora. Na manhã do dia 8 de março de 2025, o Santíssimo Redentor visitou a Província Nossa Senhora Aparecida e levou o Ir. João Batista do Amaral para a eternidade, onde viverá ao lado da Bem-Aventurada Virgem Maria, dos Santos, Beatos e Servos Redentoristas, contemplando a face de Deus. Ir. Amaral teve a graça de viver 74 anos de vida e 48 anos de consagração religiosa redentorista. Ele dedicou sua vida consagrada a cuidar das igrejas e santuários, agora vai cuidar do Céu com tanto zelo, preparando para acolher seus confrades que continuam a peregrinação com a Igreja de Cristo na terra. Que a Mãe Aparecida, possa conduzir esse nosso Confrade à felicidade plena ao lado de Deus, a quem Ir. Amaral um dia se consagrou e perseverou até o fim de sua vida, sendo testemunha e memória viva do Santíssimo Redentor. 
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno, e a luz perpétua o ilumine. 
Descanse em paz! Amém. 
Ir. Amaral durante entrevista concedida ao Portal A12 em 2019,
sobre os 40 anos da quebra da Imagem de Aparecida

quinta-feira, 6 de março de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO CARDOSO DE SOUZA CSsR

PE.JOÃO CARDOSO DE SOUZA CSsR
(*)04 de MAIO 1918
+6 de MARÇO 1968 
Goiano de Anicuns, nasceu a 4 de maio de 1918. Em 1939 ingressou no Juvenato C.Ss.R. em Aparecida, onde, segundo seu Diretor, foi “sempre um juvenista exemplar, obediente, caridoso, serviçal, sincero e muito ajuizado”. Professando em 1940, estudou no Seminário Maior de Tietê, sendo ordenado em 1945. Inteligente e de boa saúde, mostrou-se logo muito dedicado ao trabalho, sem descuidar, porém dos livros, que ele nunca abandonou. Foi Vigário em Trindade (GO) mas destacou-se principalmente como missionário em Araraquara e Cachoeira do Sul. Simples no seu modo de pregar, ganhava o auditório com sua palavra fácil, muita clara e segura. Em julho de 1967 foi nomeado Superior de Brasília. E, um dia, tendo trabalhado normalmente, sentiu-se cansado após o jantar. Resolveu rezar o terço mas, sentindo-se mal, deitou-se na cama, pelo visto, apenas para descansar. E era para morrer. Quando o procuraram logo depois, o mal de Chagas já o havia levado. Vestido com sua batina, e com o terço nas mãos, deixara este mundo a 6 de março de 1968.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Antônio Ierárdi Neto, Como era o nome do Pe. João que junto com o Pe. Antônio iniciaram o Seminário de Sacramento. Tem a biografia dele? OLAVO CARAMORI BORGES
(Vou entrar na conversa sem ser chamado)... O Pe. João que vc procura, por acaso é aquele que nas aulas de música batia na cabeça da gente, ao desafino da escala, com a sua "batuta" improvisada, aquela varinha dura, a "Santa Bárbara"? Era o Pe. João Gomes e nos idos de 1969 passou pelo Alfonsianum, na Raposo Tavares, onde foi rebaixado a "Gominho", uma vez que lá chegou primeiro o outro João Gomes, que "pela regra" era mais vetusto e mais baixo e gordo ("gordo?" é uma palavra esquisita, né?); depois nunca mais soube notícias dele. Acredito que ainda esteja vivo... Estaria aí no Goiás? O Brando deve saber. Recorramos a ele, Olavinho... Depois de 63 anos ainda me lembro muito bem da sua carinha, os olhos brilhando, armado com aquela "santa bárbara" na mão, perto do "desinfeliz", aguardando a entonação da escala com oito sons intermináveis. Não dava pra não errar pelo menos uma notinha...PEDRO CARICIO VITORINO 
Pedro Carício Vitorino, era esse mesmo. Mas devemos também nos lembrar da obra do campo de futebol, da quadra de tênis, das capinas do lote (que era uma chácara) e também das idas na Voltinha... Hércio Afonso, Brandolize Mauricio)OLAVO CARAMORI BORGES 
Oi, amigos!! saudades... de fato: Pe. João Gomes (Gominho) começou o seminário de Sacramento... viveu uns tempos aqui em Goiás (década de 70), mas eu ainda nao tinha vindo p cá... mas ele está em São Paulo... tv em Aparecida...não tenho certeza da comunidade onde vive e trabalha...PADRE MAURÍCIO BRANDOLIZE 
Com o Pe. João aprendi as primeiras noções do jogo de tenis. Fizemos um campo de tênis - saibro ou terra como vocês preferirem. Ele arrumou as raquetes e vez ou outra promovia jogos entres os seminaristas. Lembram disso? Olavo e Pedro Carício)? Eu sobe que ele teria ido para a África. Mas Brandolize está fornecendo aí uma notícia que me parece a mais correta.Da obra do campo de futebol eu já postei algumas fotos.Nesse documento sobre a história da Arquidiocese de Goiânia durante o período militar há citações de trabalhos traduzidos pelo Pe. João Gomes. HÉRCIO AFONSO