domingo, 2 de agosto de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR

IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR 
+02 DE AGOSTO 2011 
 O Ir. Waldemar nasceu a17 de outubro de 1929, em Sant’Ana, município de Patos de Minas MG. Seus pais eram: Mário Barbosa da Silveira e Maria Teodora de Jesus. Entrou no Seminário São Geraldo, no Potim, a 12 de agosto de 1959. O Noviciado foi feito em Pindamonhangaba em 1962 e se consagrou a Deus na Congregação Redentorista, pelos votos religiosos, a 02 de fevereiro de 1963. A profissão perpétua foi realizada a 02 de fevereiro de 1969. Depois de sua primeira profissão, continuou residindo no Seminário São Geraldo, exercendo o ofício de sapateiro. Depois residiu na Comunidade do Santuário (Convento Velho) – 1972 a 1975 - exercendo o ofício de sacristão. Em 1976 retornou ao Seminário São Geraldo, exercendo ofício de alfaiate. Em 1979 foi convidado pelos confrades da Província de Porto Alegre RS para trabalhar em Passo Fundo, exercendo os ofícios de formador dos seminaristas e secretário do Colégio, Instituto Menino Deus. Retornando à Província de São Paulo, em 1993, reassumiu o ofício de sacristão no Santuário de Aparecida, residindo no Convento Novo. Depois, continuou em tal ofício nas Comunidades de Santa Teresinha, em Tietê, - 1994 a 2005; Comunidade  Santa Cruz, em Araraquara – 2006 a 2008; Comunidade de São João da Boa Vista – 2009 a 2010. Estando com a saúde um tanto abalada, sofrendo do pulmão e do fígado, foi residir na Comunidade Redentorista do Jardim Paulistano para se tratar. O Ir. Waldemar sempre levou muito a sério a vida religiosa, procurando cumprir com fidelidade os votos. Percebia-se que estava atendo ao horário da comunidade, valorizando principalmente os momentos de oração. Sempre apreciou muito o esporte e gostava ver as competições através da televisão. Tinha uma bela voz e ajudava a entoar os cânticos durante as celebrações, na época em que residia no Santuário. Quando já estava bem doente, nunca se ouviu um lamento ou reclamação de sua parte. Apenas passou a conversar menos, mas dava atenção a todos. Talvez até a conversação o deixasse cansado, devido a seu estado de fraqueza. Sofreu bastante no final. A doença agravou rapidamente e foi internado diversas vezes. Depois da última internação voltou para a comunidade na sexta feira, 29.08.11. Mas domingo, dia 31, voltou ao hospital onde veio a falecer no dia 02.08.11 às 11,20. Seu corpo foi levado para Aparecida e foi velado no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde serviu e no dia 03.08.11, após a Eucaristia, foi sepultado no Cemitério Santa Rita. 
Pe. José Bertanha, C.Ss.R.
Arquivista Provincial
Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente quando residiu em Tietê. Muito culto e religioso. Gostava muito de uma boa prosa. Saudades!!! Ubaldo Bergamin Filho

NO DIA DE SANTO AFONSO, FUNDADOR DA CSsR

PADRE ROGÉRIO GOMES CSsR
SUPERIOR GERAL
Na noite em que a Governadoria Redentorista mundial, sob a liderança do Padre Rogério Gomes, C.Ss.R., se reunia em celebração com a comunidade leiga internacional, uma tônica espiritual e profundamente reflexiva marcou o momento dedicado a Santo Afonso. Em sua mensagem, Padre Rogério teceu pontes entre a tradição redentorista e os clamores espirituais e existenciais do mundo contemporâneo. Ao evocar o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, destacou que “a esperança abre o horizonte do sentido”, sendo essa uma chave para interpretar e resistir ao niilismo e à fragmentação de nosso tempo. Esse pensamento encontrou eco na teologia de Jürgen Moltmann, particularmente na afirmação de que “a esperança é a força pela qual o sentido da vida se realiza” — não apenas no plano imediato, mas na direção do Reino que virá. Padre Rogério ressaltou que, para os cristãos, a esperança não é mera projeção psicológica: ela é escatológica por natureza. Aponta para a plenitude prometida, para o cumprimento das promessas de Deus, onde justiça e paz se abraçarão definitivamente. A escatologia da esperança, presente em Moltmann e vivida profundamente por Santo Afonso, é aquilo que impulsiona o cristão a não se conformar com as estruturas de morte, mas a agir no presente com os olhos voltados para o futuro definitivo em Cristo. Na memória litúrgica de Santo Afonso, fundador e farol da espiritualidade redentorista, a mensagem de Padre Rogério ecoou como um chamado a manter firme a esperança, não como fuga do mundo, mas como força transformadora: uma esperança que antecipa no hoje os sinais do Reino eterno.
PEDRO LUIZ DIAS

sábado, 1 de agosto de 2026

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Querida Família Leiga Redentorista, Santo Afonso nos recorda que a missão não pertence apenas aos que atravessam oceanos ou pregam em grandes templos. 
Missionário é todo aquele que, onde Deus o colocou, faz florescer o Evangelho por meio da fé, da esperança e da caridade. 
Cada um de nós recebeu um campo de missão diferente: a família, o trabalho, a comunidade, a escola, o campo, a cidade, os meios de comunicação ou os espaços de convivência humana. 
Nenhuma dessas missões é pequena quando é vivida com amor. 
Cristo nos deixou um único mandamento capaz de transformar o mundo: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.” (Jo 13,34) 
É esse amor que deve orientar nossas palavras, nossos gestos, nossas escolhas e nosso testemunho. 
Onde houver uma pessoa desanimada, sejamos esperança.
Onde houver sofrimento, sejamos consolo. 
Onde houver divisão, sejamos instrumentos de reconciliação.
Onde houver indiferença, levemos a alegria do Evangelho.
Santo Afonso ensinava que Deus não abandona quem confia em sua Providência. 
Caminhemos, portanto, com coragem missionária, levando a Boa Nova aos mais necessitados, sobretudo aos pobres, aos esquecidos e aos que mais precisam experimentar a misericórdia de Deus. 
E que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Mãe dos Missionários, caminhe sempre à nossa frente, proteja nossas famílias, fortaleça nossa vocação e nos mantenha unidos na mesma fé e no mesmo ideal de servir. 
Que o Espírito Santo ilumine nossos passos e faça de cada membro da Família Leiga Redentorista uma presença viva do amor de Cristo no mundo. 
Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós. 
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, permanecei em nosso meio e conduzi-nos sempre ao vosso Filho Jesus. 
Viva Cristo 
Amém.

ELE TINHA TEMPO DEMAIS

Santo Afonso de Ligório
Acho que, como eu, você diga às vezes que lhe falta tempo para isto ou aquilo. 
Nosso horário é carregado. 
Será? 
A Sto. Afonso de Ligório, parece que não lhe faltava tempo. 
Seu dia era bem aproveitado: dez horas de trabalho, oito de oração, cinco de sono, uma de descanso. 
E viveu 91 anos. 
Andei fazendo conta e fiquei meio sem jeito. 
Cheguei à conclusão que, sem nenhuma extravagância, poderia aproveitar um pouco mais meu tempo. 
Afinal, por mais que viva, não posso perder tempo. 
Há tanta coisa para ver, aprender e fazer. 
Ao meu redor há muitos precisando até da ajuda de meu sorriso para vencer a solidão. 
Bem que posso conversar um pouco mais com Deus. Não há dúvida; se quiser aproveitá-lo, haverá tempo de sobra em minha vida.

ORANDO COM MARIA

Dia 15 alegramo-nos com Maria, por tudo que Deus lhe concedeu. 
Bem que nos podemos unir a seu louvor por tudo que recebemos. 
Senhor, temos tanto a agradecer. 
A vida, a família, o amor, o conhecimento, a natureza amiga e severa, a fé, a esperança de uma vida para sempre na felicidade da paz. 
Bendito sejais, porque sois poderoso e misericordioso, acima de nossas fraquezas, acolhedor e bom. 
Alegramo-nos, porque nos criastes por amor, e nos levais paciente através do tempo, para que em vosso Filho Jesus, nosso irmão, possamos chegar à plenitude pa-ra a qual nos chamais. 
Olhai por nós, livrai-nos da opressão e não permitais que cedamos ao medo. 
E guiai-nos pelo caminho do presente, tão novo que nos desorienta.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

31ºENESER-E a palavra mágica era: ENCANTAMENTO

Todos os anos, os ex-seminaristas redentoristas (UNESER) se reúnem, em Aparecida, no final mês de julho. 
É um momento muito bonito de confraternização, de relembrar os bons tempos vividos no SRSA. 
Para alguns, 60, 50, 40 ,30 anos atrás. 
Esse ano, foi realizado o 31 º encontro. 
Nos primeiros encontros, o número de participantes era grande, mas com o passar dos anos a presença dos ex-seminaristas foi caindo. 
Desta vez, o número estava bem reduzido. 
Um dos dirigentes, o Antonio Cláudio, em sua fala, fez um questionamento, já que os participantes eram sempre os mesmos e, a maioria, de idade avançada. 
- Por que os mais jovens não vêm , não participam? 
Ele, na hora, achou a resposta. 
Porque não se sentem motivados. 
Falta a eles o ENCANTAMENTO
Todos os que ali estavam, um dia, ficaram encantados ao ver os missionários redentoristas nas Santas Missões, pregadas em sua cidade, lá no interior de Goiás, Rio Grande do Sul, Minas, Bahia, Paraná, São Paulo e até no longínquo Amazonas. 
Sim, eles tinham um encantamento, uma força maior que o encorajou a deixar a família, parentes e amigos. 
Sim, eles tinham um ideal: ser um Missionário Redentorista, sem medo de trabalhar em missões, até mesmo em terras estrangeiras, como em Angola, na África, por exemplo. 
Os longos anos longe da família e no longo percurso dos estudos, para maioria foi amadurecendo a ideia, e percebendo que seu caminho era outro, sem deixar de viver tudo o que aprenderam no seminário sendo, hoje, bons pais e ótimos profissionais, nas áreas da Educação, do Direito, da Medicina, da Engenharia e em outros campos de trabalho, sempre trilhando os passos deixados, no nosso caso, por Santo Afonso Maria de Ligório. 
O Antonio Cláudio tem razão. 
O encantamento faz a diferença, lembrando que sempre há um barco na beira da praia ou do rio, aguardando alguém para manejar os remos. 
José Pinheiro 
27.07.2026

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR(+)

*09 de novembro de 1927
+31 de julho de 2023
A Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e a Congregação do Santíssimo Redentor lamentam o falecimento do Pe. Clóvis de Jesus Bovo. Nascido em 1927 e natural de Boituva, São Paulo. Em 1946 fez a sua Profissão Religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor em Pindamonhangaba. A ordenação foi em 1951, em Tietê. Desde então, dedicou sua vida a servir ao Pai Eterno. Desde 1997 ele foi cooperador paroquial em Goiânia e vice-postulador da causa de beatificação do Servo de Deus Padre, Pelágio Sauter. Padre Clóvis tinha como preocupação a beatificação do padre Pelágio, que segue em andamento. 
Nota de Falecimento 
Saudações Confrades, nosso confrade Pe. Clóvis de Jesus Bovo, após uma vida de dedicação ao anúncio do Redentor, veio a falecer. Como já era sabido por todos, ele vinha passando por uma enfermidade mais grave nas últimas semanas e não resistiu. Rezemos ao bom Deus pelo bom descanso de nosso confrade. 
Cordialmente,
Pe. Aragonês de Jesus Parreira, CSSR.

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
*09 DE NOVEMBRO DE 1927
+31 DE JULHO DE 2023
Ficha biográfica

1927 – Nascimento em Boituva, SP - Pais: Américo Bovo e Rosa Sartorelli Bovo

1938 – Ingresso no Seminário S. Afonso em Aparecida, SP

1946 – Profissão Religiosa na Congregação do Ssmo. Redentor (Redentoristas) em indamonhangaba, SP

1951 – Ordenação sacerdotal em Tietê-SP por Dom José Carlos de Aguirre

1952/53 – Especialização em Jornalismo no Brasil e na Itália.

1954-1971 – Cooperador paroquial em Aparecida e Redator do “Santuário de Aparecida”.

1972-1997 – Membro da equipe missionária de Goiás.

1997... - Cooperador paroquial em Goiânia e Vice-postulador da Causa de Beatificação do Servo de Deus Padre Pelágio Sauter.

OBRAS LITERÁRIAS

* Jesus, nosso Irmão

* Unidos em Cristo

* Fica conosco, Senhor

* Novena do Padroeiro

* Maria de Deus, Maria do Povo

* Vem, Senhor

* Santo Antonio do Povo (Trezena)

* Novena a Santo Antônio

* Novena a Nossa Senhora Aparecida

* Minhas dúvidas de Fé

* Oração da vida (4 volumes)

* Viva a vida

* 365 Dias, 365 Historias

* Essa alegre gente de Deus

* Maria Rainha da Paz

TRADUÇÕES

* Vida do Padre André Hamerle CSsR

* Vida do Bom Jesus

* Geraldinho

* Dicionário das Religiões

* Cartas entre o Céu e o Inferno

* Santa Maria Goretti

* Kateri, a índia do Grande Espírito

* Irmão João Batista Stöger

* Orar 15 dias com São Vicente de Paulo

* Meditar como cristãos

* São Clemente (8º Volume de Espiritualidade Redentorista)

* Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Sua história Sua imagem

Do site :

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/licoes_de_vida.htm 

Pouco antes do Pe. Clovis morrer tive a graça de me encontrar com ele na frente da Basílica de Campinas em Goiânia e pude dizer a ele, 68 anos passados, que ele foi o meu primeiro catequista na Igrejinha de S. Roque em Aparecida e que todo mês me confessava com ele. Ele ficou muito surpreso e ficou muito feliz. Ele la´ chegava numa bicicleta philips preta e , quando possível, no jeep da paróquia.Sebastian Baldi

terça-feira, 28 de julho de 2026

UNESER = SEMPRE MANÉ

MANUEL HILDEGARDO DE ALMEIDA(MANÉ) 
(*) 28/07/1954
(+) 17/01/2015 
ANTIGO SEMINARISTA
No dia 17 de janeiro de 2015 seguiu desta vida este nosso estimado colega.
Neste mês de julho, em 28, estaria ele comemorando 72 anos de idade se ainda aqui estivesse.
O Mané, o que dizer sobre o Mané!!!!!
Sempre vi nele alguém apegado à sua obra! 
Qual foi sua obra?
Sem dúvida sua grande obra foi a UNESER. A entidade que viria reunir os antigos seminaristas redentoristas, cujo início aconteceu em um churrasco na casa do Bode, pai da Diva, nossa Lili, em Tietê, no ano de 1994. 
De lá até 2014 manteve sob sua responsabilidade e empenho a condução daquela associação que ajudara a fundar e, com o apoio sem limites do estimado Padre Libárdi CSsR(+), ainda que não dando muita atenção aos trâmites burocráticos, fez evoluir os projetos durante 20 anos de sua permanência, conduzindo 18 encontros oficiais em Aparecida-SP(ENESER) e ainda 8 Retiros na Pedrinha-SP.(Embora tenha discordado de que os encontros na Pedrinha fossem retiro e debatido essa questão com o Mané, hoje, em tributo ao reconhecimento que lhe tenho, aceito a nomenclatura do ilustre e perene presidente da UNESER a respeito!)
Assim, aproveito este momento para externar os fatos que presenciei e reconhecer que o Mané era determinadamente apegado à sua obra e por essa obra, a UNESER, lhe deve muito!!!!!
ANTONIO IERÁRDI NETO
Muito obrigado!
Que esteja em Deus.
Um abraço
João Loch
Só isso tinha o Mané ? Foi embora sem dizer adeus, mas está presente no meio de nós. Alegre, sorridente, amável e cordial como sempre. Grande Mané. Vamos fazê-lo patrono da Uneser. Quem não gosta da Uneser ! Até Você está lá para interceder por todos nós, como são os outros que nos precederam. Diácono Adilson


segunda-feira, 27 de julho de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JOSÉ BENEDITO DA SILVA CSsR

PE. JOSÉ BENEDICTO DA SILVA CSsR
+27 de JULHO 1945 
Com os Padres Oscar Chagas, Orlando Morais e José Lopes, Pe. Silva formou a primeira turma de padres brasileiros da nossa Província. A respeito dele um cronista escreveu o que todos já diziam: “Um Israelita autêntico, sem uma sombra de maldade”. ( Jo 1, 47 ). Pe. Silva nasceu em São Luiz do Paraitinga, a 1º de novembro de 1886, e seus pais, muito pobres, eram caboclos da roça. Desde criança vivia pensando em ser padre. Tanto insistiu que, um dia, sua mãe resolveu tentar o que lhe parecia impossível. Pôs o filho num jacá e, a cavalo, foi a Aparecida saber se os padres aceitavam o seu garoto. Ao entrar na cidade (narrava o Pe. Silva) ficou tão amedrontado que, quase chorando, tratou de se “afundar” no jacá, e não quis mais olhar para fora... Mirabilis Deus! O garoto foi aceito no Colégio Santo Afonso. Embora fosse um caipirinha tímido, de inteligência mais pobre do que remediada, à custa de esforço e aplicação deu conta dos estudos e chegou ao noviciado em 1906. Professando em 1908, foi cursar Filosofia e Teologia na Alemanha. Ao voltar, trabalhou sempre como missionário, ou como professor. Nas missões era muito estimado pela simplicidade no seu modo de tratar com o povo. Sempre atrás das expressões e piadas caipiras, não deixava de contar também as suas. Pregava com clareza e naturalidade, podendo ser compreendido facilmente por todos. Como religioso era exato, e por vezes, escrupuloso na observância regu199 lar. Edificava os juvenistas com sua piedade simples e sincera, mostrando-se entusiasmado quando lhes falava da vocação e da vida redentorista. Ótimo confrade, era de uma prosa agradável e alegre, interessante para todos. Estava ele em Pinheiro Marcado (RS) como professor do Juvenato, quando começou a declinar a sua saúde: rigores do clima, aliados a uma grande saudade de São Paulo, onde crescera e trabalhara sempre. Adoecendo gravemente, precisou ser levado para o hospital de Boa Esperança. De nada valeram os cuidados médicos, e a 27 de junho de 1945, ele trocou esta vida por outra infinitamente melhor.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO -PADRE NAZARETH MAGALHÃES CSsR

PE. NAZARETH MAGALHÃES, CSsR
1925 - 2016
Origens  
Nasceu em Pratápolis (MG) a 29 de agosto de 1925, filho de Horácio Carlos de Magalhães e Maria Conceição Magalhães, como 12º de uma família de 15 irmãos. Lá mesmo em Pratápolis foi batizado e lá viveu até entrar no seminário.
A Vocação
Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no dia 31 de maio de 1939, onde concluiu seus estudos em dezembro de 1945. Durante o ano de 1946, fez o Noviciado em Pindamonhangaba SP, onde professou na Congregação a 02 de fevereiro de 1947.
Os estudos de Filosofia e Teologia foram realizados no Seminário Maior Santa Teresinha, em Tietê. Durante três anos esteve fazendo estágio fora do Seminário e isso provocou um atraso em sua Ordenação Sacerdotal. Seus companheiros de curso foram ordenados a 27 de dezembro de 1951. Pe. Magalhães foi ordenado Sacerdote a 27 de dezembro de 1954, em Tietê, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. Celebrou a primeira missa em Passos (MG) no dia 01 de janeiro de 1955.
Atividades pastorais
Padre Magalhães começou seu apostolado como Vigário Paroquial em 1955, na Paróquia da Imaculada Conceição, em Campinas (GO) onde ficou até 1956. Depois, de 1957 a 1959, trabalhou na Igreja de Santa Cruz, em Araraquara (SP). Foi ainda professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida (1960-1967) e Diretor do Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento (MG) a partir deste ano. Em 1971 começou a trabalhar como Vigário Paroquial na Paróquia de Sacramento. Por um breve tempo, entre 1979 e 1981, esteve também nas Missões Populares, morando nas casas missionárias da Província.
Em 1980, quando morava em Tietê (SP) ofereceu-se para trabalhar em Angola, na África para onde partiu no dia 04 de janeiro de 1982. Foi adscrito temporariamente na Vice-Província de Luanda, morando em Huambo, no interior do país. Em 1989, foi nomeado Pároco de nossa Paróquia da Sagrada Família, em Luanda, por três anos.
Durante os anos que passou em Angola sofreu muito por causa  da guerra civil e por causa disso Pe. Magalhães voltou ao Brasil de férias em 1992, por alguns anos não pode mais voltar àquele país.
Cessada a guerra interna, Pe. Magalhães retornou para Angola, em 1995, indo morar em Huambo e depois em Menongue. Voltando ao Brasil, em 1999, foi morar por pouco tempo na Comunidade do Jardim Paulistano, depois no Santuário, em Aparecida. Em 2009, transferiu-se para o Seminário Santo Afonso trabalhando no atendimento e aconselhamento de pessoas e como capelão na Santa Casa de Misericórdia.
Padre Magalhães foi um confrade de profunda espiritualidade e austeridade de vida. Sabia aproveitar o tempo na oração, nas leituras e estudos. Tinha especial carisma para o atendimento das pessoas, através do aconselhamento espiritual. Tendo grande apreço pelo hábito religioso; não deixou de usar a batina redentorista um dia sequer.
Caridoso, sempre preocupado com o bem dos confrades, disposto a ajudá-los, relacionava-se bem com todos, sabia na hora certa contar alguma anedota para divertir a comunidade.
Depois de mais de dois meses hospitalizado em Guaratinguetá, veio a falecer no dia 27 de julho de 2016, contando 90 anos de idade, 69 anos de consagração religiosa e 62 anos de vida sacerdotal.

CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR
Pe. Inácio Medeiros
Secretaria Provincial
pe.inacio@gmail.com

Tel. 11 4890-2980

Algo que me fascinava no Pe. Magalhães, era a sua prontidão. Não tinha hora para ir ao hospital Frei Galvão dar o sacramento da Unção dos Enfermos. Não tinha hora para ir à Casa do Sol Nascente, para atender os aidéticos em fase terminal. Não tinha hora para atender uma confissão. Não tinha hora para fazer um atendimento e reconciliar muitos casais. Não tinha hora para dormir, nem hora para descansar. Foram tantas as vezes que saia de sua salinha de atendimento e já ia direto para a capela, rezar sua oração pessoal e logo em seguida rezar com a comunidade religiosa. Para isso ele tinha hora. Tinha hora para viver em comunidade, para estar com a comunidade e para atender à todos os que dele esperavam uma bênção, um aconselhamento e uma confissão. Aquela luz de sua salinha que as madrugadas presenciou acesas, hoje se apagam perpetuamente. E na salinha que Jesus o preparou, ela será e permanecerá acesa por toda a eternidade. Obrigado pelos puxões de orelhas e pelos chocolates, e pelas vezes que nos deixava entrar escondidos na clausura para comer chocolates e tomar guaraná. Tenho a certeza que será a luz que nunca se apagará na salinha que muitos de nós chamamos de coração.Jorge Oliveira(Facebook)
Faleceu na tarde de hoje, aos 90 anos,o nosso confrade Pe. Nazaret Magalhães. Ele morava no Seminário Santo, Afonso em Aparecida e estava há mais de dois meses hospitalizado. Sua vida de santidade é inquestionável. Homem de convivência agradável, missionário de grandes experiências de missão, com grandioso senso de justiça e fidelíssimo à Igreja e à sua vocação Redentorista. Voltou hoje para o Coração do Pai, de onde rezará sorrindo por todos nós. Abaixo,um dos momentos de agradável convivência em que ele sempre fazia a diferença em nossa Comunidade Redentorista. José Torres (facebook)
https://www.facebook.com/torresminho/videos/10206916412535148/
Quando ele retornou de Angola, foi nosso exímio Professor de Latim! De suas aulas, ainda lembro bem da "Regular primae latinitatis precípua" e da "Paraphrasis poetica primae philosophiae" Inesquecível pessoa, querida pessoa que marcou positivamente a nossa juventude! Deus o receba em seu Reino! Padre Júlio Rodrigues (Facebook)
"A gratidão é o único tesouro dos humildes", por isso não posso deixar de manifestar o sentimento de saudade e tristeza que hoje tocou o coração ao saber do falecimento deste grande Missionário Redentorista Padre Magalhães. Nos anos 2005 e 2006 foi nosso professor de latim no Seminário Redentorista Santo Afonso em Aparecida - SP. Obrigado Pai por nos doar sacerdotes segundo o teu coração. "In Paradisum deducant te Angeli; in tuo adventu suscipiant te Martyres, et perducant te in civitatem sanctam Jerusalem Chorus Angelorum te suscipiat, et cum Lazaro quondam paupere, aeternam habeas requiem " Que os Anjos te conduzam ao Paraíso; que os Mártires te acolham à tua chegada, e te introduzam na cidade santa de Jerusalém. O Coro de Anjos te receba, e com Lázaro, outrora pobre, tenhas um descanso eterno. Fábio Heliodoro (Facebook)
"Primeiro o útil, depois o necessário e, se der tempo, o agradável" era o que nos dizia o Padre Magalhães em suas aulas de latim no meu tempo de colegial no Seminário Redentorista Santo Afonso. Ele sempre vinha depressa pelos longos corredores. Com o tronco inclinado para frente e olhos atentos por onde andava. O único da velha guarda que nunca tirava a batina preta. Entrava na sala de aula (chamava-se sala da física, o que fora num tempo mais passado ainda). De sua bolsa, também preta, tirava seu material, os exercícios corrigidos P-L e L-P (as traduções entre português e latim), um relógio tipo despertador, que botava sobre a mesa, para anunciar o final da aula e, o mais esperado por nós, uma maçã. Suculenta maçã, tipo argentina. A vermelha maçã era para premiar um de nós ao final da aula... de modo que no decorrer do semestre todos fossem contemplados. Entre as declinações do latim, ele nos contava trechos de sua vida, de quando plantaram eucaliptos no morro do cruzeiro em Aparecida e que cada uma das mudas "seria uma alma a ser salva". Para chamar nossa atenção era apenas um assovio seguido de "zé olha para a pedra" e apontava para a lousa... E tudo era de uma riqueza tão simples. Enfim, o que ficou? "Brasilia terra est" -o Brasil é um país- pequenas frases? Anedotas? Ouso dizer, o latim era só uma desculpa para que aprendêssemos a ser um grande homem, como era este eterno missionário. É isso. Foram 90 anos de vida muito bem gasta a favor da redenção. Que sua missão permaneça viva! Cristiano Souza (Facebook)
Pe. Magalhães - Professor de Latim. Quem não se lembra daquela aula: Scudeler. Scudeleris, Scudeletur, Scudelemur, Scudelemini, Scudelentur. Acho que era assim o tempo do verbo. Eu posso ter esquecido, mas o Scudeler, tenho certeza, nunca esqueceu. Olavo Caramori Borges(Facebook)
O sonho do Pe.Magalhães sempre foi o Seminário Menor Santo Afonso em Aparecida-SP....ali ele viveu a maior parte de sua vida....ali ele esperou que o SRSA viesse novamente tornar-se um seminário para pré-jovens e jovens, os chamados juvenistas, ali ele deu aulas de latim e religião, ali ele foi o orientador de jovens, ali ele foi o confessor, ali ele percorria com sua desgastada mas inseparável batina os místicos corredores e hoje, 28 de julho de 2016, o dia seguinte de sua morte, seu corpo está presente na saudosa e tradicional capela do Seminário Menor Santo Afonso onde ele pretendeu fazer sua despedida daqui desta terra. Requiescat in pace, Padre Nazareth Magalhães, sempre missionário redentorista! Antônio Ierárdi Neto (SRSA 1957/1962)
Lembram-se da "poeira medicinal de Minas Gerais? Padre Magalhães não perdia a chance de enaltecê-la.José Morelli
Caro Dr.Morelli, estou curioso com essa "poeira medicinal de Minas Gerais"...pode esclarecer um pouquinho para meu conhecimento.....????Antônio Ierárdi Ierárdi.
Era uma forma do Padre Magalhães rebater às brincadeiras que os paulistas, principalmente, faziam relacionadas à poeira das estradas em Minas. Talvez algum dia descobrirão que perdemos muito com tanto asfalto nas estradas. José Morelli 
Obrigado!Entendi bem! De fato o Pe.Magalhães dizia muita verdade com espiritualidade....Em todos os momentos que convivi ou estive com ele percebi uma pessoa inquieta com a vontade de ajudar a todas as pessoas...Sei que alguns, inclusive nossos colegas, não entenderam isso muito bem e guardaram até rancor por procedimentos dele às vezes severos e rigorosos....mas ele foi um perfeito orientador.....Ele faz muita falta para os vocacionados de hoje!!!! Padre Magalhães nunca se apresentou sem a sotaina redentorista... ele era aficionado pelos SEMINÁRIOS MENORES, que lamentavlmente deixaram de existir! Ierardi
Após o funesto Vaticano II , sofreu muito, pois, foi um dos poucos que conseguia ver o desastre que se iniciava na vida religiosa e sacerdotal e a ruína que se abateria sobre a Igreja. Por ser muito escrupuloso, teve que engolir muito sapo... sofreu calado. Sebastian Baldi
Prefecti classis, quis abest? Nemo, pater! respondia o Décio Brites.Também era especialista em suas aulas de latim passar o filminho, juntando o polegar com o indicador à altura dos olhos deslizando os dedos para direita e esquerda enquanto dizia: FIXAR TODA ATENÇÃO POSSÍVEL NAQUILO QUE ESTÁ FAZENDO. O pe. Magalhães foi um exemplo pra mim em busca de santidade todos os dias, em consagração a Deus como todo ministro (servidor) de Deus deve ser... exemplo para todos que viveram na época mas precisariam estagiar com ele... sozinho, com sua batina preta e colarinho branco, com sua rotina de louvores e hinarios em latim, no seu missal romano e na sua demorada, mas profunda celebração da santa missa... todos os dias.... se consagrando conscientemente a Deus... um grande líder, ativamente quieto, dando exemplo... e que belo exemplo... Elberto Mello
Padre Magalhães. Ele que nos acompanhou em nosso passeio de sétimo ano. No último encontro ele lembrou tudo comigo. Uns dos padres que foi muito amigo. Ele foi um dos padres do seminário com quem mais me entrosei. Gostava muito dele. No nosso passeio de fim do ano, encerramento da sétima série e preparação para o Noviciado, passamos alguns dias no parque do Itatiaia e ele que nos acompanhou e assim estreitou muito mais a nossa amizade. A última vez que o vi, foi num dos encontros dos ex-seminaristas, e batemos um grande papo. lembrando do nosso passeio no Parque do Itatiaia. Eu nem preciso desejar que esteja bem junto de Deus, porque tenho certeza de que está. Abner(+)
Ele me ensinou a importância de estudar Português e o domínio do vocabulário...
“Ó etíope, podes me informar qual a cidade mais propínqua?”...João Aparecido de Lima

...ou...Etíope, qual a urbe mais propínqua ? Grande sacerdote, ajudou-nos muito a aprender latim e, de lambuja, o português. Após o funesto Vaticano II , viveu anos de angústia ao presenciar a vida religiosa ir para o vinagre. Foi muitas vezes ridicularizado por não querer se despir do Homem Novo e voltar a ser o Homem Velho, sem a sagrada batina, manto revelador da presença de Nosso Senhor Jesus Cristo na pessoa do Sacerdote e sinal visível da morte do religioso para a vida mundana. Sebastian Baldi
 Sebastian Baldi, me esqueci da urbe! Dos mais íntegros, consistentes e coerentes que conheci. Duro mas humorado. Bom mineiro!João Aparecido de Lima
Quando íamos lá ao Putim...Pe Magalhães não tirava a batina para jogar futebol....ele pendurava as partes da batina no cinto e ia jogar! Lá na minha cidade Sacramento o pessoal católico reuniu e o convocou para tal, daí na reunião ficou decidido que iriam dar um carro para ele fazer suas visitas aos enfermos. Pe Magalhães não aceitou e pediu no lugar do veículo uma moto! Deram a moto então.. e quando saiu de Sacramento deixou a moto para a igreja. Luiz Paulo de Rezende


domingo, 26 de julho de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. PEDRO (ATANÁSIO KULURAS)CSsR

IR. PEDRO (ATANÁSIO KULURAS)CSsR 
+26 de JULHO 1949 
Avis rara! um grego redentorista. Irmão Pedro nasceu em Galípoli, perto de Atenas, a 8 de dezembro de 1881. Filho de pai marinheiro, ele também conheceu a vida no mar, viajando meio mundo, como cozinheiro de navios em diversas Companhias. Embora batizado, e tendo feito a sua primeira comunhão, ele era grego cismático, e foi em 1900 (com 19 anos) que ele se converteu para o catolicismo. Esta sua decisão foi amargamente chorada pela sua mãe, cismática de profundas convicções religiosas. A 21 de junho de 1908 casou-se em Tergesti (Itália) com Da. Eufrásia Ermelanda; e a certidão de casamento o dá como “guarda noturno”. Não sabemos, porém, quando enviuvou. Aí pelo ano de 1901 vamos encontrá-lo em Constantinopla, trabalhando por uns meses para os Padres Assuncionistas franceses. Afinal, nosso Pedro Kuluras foi parar na Argentina, de onde veio para o Brasil, em 1922. Sempre como cozinheiro, trabalhou no Rio, Paquetá, Belo Horizonte, e, por fim, não sabemos como, veio para Aparecida, em 1926, resolvido a ingressar na C.Ss.R. Foi aceito como candidato a Irmão Leigo, fazendo seu noviciado e profissão em Pindamonhangaba. Trabalhou em Araraquara, Aparecida, Penha., Pinda, Cachoeira do Sul, e finalmente em Araraquara; já não era marinheiro, mas um bom viajante. Sempre dedicado a sua arte culinária, que dominava com perfeição, Irmão Pedro não deixava de ser um homem recolhido, e de vida interior. O convertido aparecia em todo o seu modo de pensar e agir. Se não estava trabalhando na cozinha, era na capela que ele se recolhia para rezar. Suas mortificações chamavam a atenção dos confrades, pelo rigor, e, às vezes, até pelo exagero. Seus últimos anos ele os viveu em Araraquara, trabalhando enquanto teve forças. A 26 de julho de 1949 fez sua última viagem, e essa para a eternidade.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 25 de julho de 2026

FORBECI(Fordinho)-UMA VIDA A SERVIÇO DA MISSÃO

José Ramos Forbeci, conhecido carinhosamente como "Fordinho" nos conta que seu chamado foi produto da Missão Redentorista em julho de 1953 no vilarejo de Alexandra, Distrito de Paranaguá-PR. Iniciou sua trajetória há 72 anos, na segunda quinzena de julho desse mesmo ano, aos 11 anos de idade, quando deixou a família para ingressar no Seminário Santo Afonso. Apresentado aos Redentoristas pelo Padre Moacir Bossay, chegou de avião e, já no dia seguinte, foi enviado pelo Padre José Ribola, CSsR, ao Seminário da Pedrinha, então em período de férias. Lá, ainda menino, começou a colocar em prática seus conhecimentos do mundo rural, participando das atividades como a coleta de pedras para a construção da piscina. Mais adiante, Fordinho participou da construção do Seminário de Ponta Grossa-PR e, posteriormente, realizou os estudos de Filosofia nos Estados Unidos. Com o tempo, foi orientado a se desligar da Congregação, mas os valores e ensinamentos recebidos como redentorista o acompanharam por toda a vida. Em sua carreira profissional como Delegado de Polícia em Guaraqueçaba-PR em 1989, manteve forte vínculo com as comunidades litorâneas, tornando-se conhecido como o "Delegado Padre" e com apoio dos ribeirinhos, usando embarcações para se deslocar. Foi nesse contexto de prontidão e serviço comunitário para o qual foi formado no Seminário que respondeu ao "chamado redentorista", como um sacerdócio, dedicando-se à Ação Missionária com os "cabreiros" da região. A convite da Irmã Ivone e Padres da Missão (Vicentinos) que "sempre pediam que visitássemos aquelas capelas das comunidades situadas entre o continente e as ilhas e atuassem nas celebrações de Páscoa", diz ele, atendendo o chamado ao trabalho missionário. Desde o ano 2000, com o início das atividades durante o Tríduo Pascal e a vivência do sentido da Semana Santa, José tem se dedicado de forma contínua à missão. Em sua kombi, auxilia no transporte de leigos para as celebrações, oferecendo suporte em diversas demandas sociais. Sua presença constante fortalece a espiritualidade e a organização das comunidades mais isoladas. Em 2025, Fordinho retomou sua missão no dia 19 de julho, atuando na Vila Fátima, uma das vinte capelas da Paróquia Bom Jesus dos Perdões. O local, registrado em imagens por ele compartilhadas, situa-se às margens da baía de Guaraqueçaba, a cerca de 50 minutos de barco da sede paroquial no continente e a 90 minutos da cidade de Cananeia-SP. A história de José Forbeci é um testemunho de fidelidade ao espírito missionário redentorista, mesmo fora da vida religiosa formal. Seu compromisso com a evangelização e o serviço às comunidades litorâneas é exemplo de fé, entrega e amor ao próximo. Lembramos que é assíduo com sua família aos Encontros Redentoristas em São Paulo e Campo Grande/Curitiba/Paraguay, organizando esses encontros.
VICENTE DE PAULA ALVES