IR. GERALDO (G. VALDERREY ALONSO) CSsR
+13 de OUTUBRO 1937
Disse alguém que este nosso Irmão viveu e morreu oculto; isso devido ao seu tipo franzino, retraído e taciturno. Era espanhol, nascido a 25 de fevereiro de 1900, e não sabemos quando veio para o Brasil. Antes, porém, de entrar na C.Ss.R. o espanholito trabalhava no hospital Santa Catarina — SP, como enfermeiro, conhecido pelas Irmãs como um rapaz piedoso, exato nas suas obrigações e muito dedicado aos doentes. Internado nesse Hospital, o Dr. José Pires do Rio, grande amigo nosso, esteve algumas semanas aos cuidados do Geraldo, que não abandonava o seu doente, dele cuidando com maior dedicação. Dr. José ficou impressionado com aquele seu enfermeiro: delicado, atencioso, e que encarava o sofrimento com muito espírito de fé. Perguntou-lhe, um dia, se ele não gostaria de entrar na vida religiosa. Geraldo aceitou logo a idéia que já o vinha perseguindo, e o Dr. José o encaminhou aos redentoristas. Foi admitido, e feito o seu noviciado em Pinda, professou a 2 de agosto de 1929. Já como noviço, apesar da sua saúde fraca, distinguiu-se pelo seu amor ao trabalho, prestimoso em ajudar no que podia; sempre quieto e recolhido, passava o seu tempo livre na capela da casa. Após a profissão trabalhou na Penha, Araraquara e no Juvenato de Aparecida. Não sabemos por quê, talvez devido ao seu acanhamento, nunca revelou, sequer aos Superiores, a precariedade da sua saúde, sofrendo como estava do estômago e dos intestinos. Foi com muita dificuldade que, um dia, pediu para consultar um médico: e este achou necessário que fosse o Irmão operado. Meses depois nova operação. Mas o Irmão continuava definhando sempre mais. Foi, por isso, levado à Santa Casa de Guaratinguetá. Desenganado pelos médicos, pediu para ser operado pela terceira vez, dizendo: Assim como estou não posso continuar; ou me restabeleço, ou a operação me manda para o céu. Operado, ele percebeu que sua vida estava no fim. Preparouse para a morte, rezando sempre apesar das dores que o atormentavam. A 13 de outubro de 1937, ao meio-dia, faleceu Irmão Geraldo, assistido por diversos confrades de Aparecida. Para todos que o haviam conhecido deixou a lembrança de uma alma profundamente recolhida e de sincera piedade.
IR. ULRICO (JOSÉ KAMMERMEIER) CSsR
+13de OUTUBRO 1946
De família pobre e religiosa, Irmão Ulrico herdou de seus pais a disposição para o trabalho, ótima saúde, bem como uma piedade sincera e firme. Veio para o Brasil em 1894 com a primeira turma, sendo logo designado para a Fundação de Campinas (GO). Era com entusiasmo e visível saudade que, em seus últimos anos, ele recordava as peripécias vividas na primeira fundação em terras goianas. Acompanhado de algum outro colega, e de madrugada, ia para o mato cortar madeira para a construção da casa. Nem as chuvas torrenciais que lhes encharcavam a batina, interrompiam aquele trabalho que só terminava ao anoitecer. Em casa, a alimentação não passava de arroz e feijão. Somente no dia onomástico do Geral, foi permitido a cada confrade saborear uma rolinha, resultado de uma caçada que fizeram... Passavam as noites guerreando com toda espécie de mosquitos, deitados no chão, sobre um couro de boi. Homem dos setes instrumentos, Irmão Ulrico era cantor, e aprendeu a tocar um pouco de harmônio, para solenizar as missas e rezas na igreja. Era ele quem fabricava o vinho para as celebrações, e o seu famoso vinho de tucum chegou a ser premiado numa exposição no Rio de Janeiro. Sempre disposto para qualquer trabalho, nem por isso ele se descuidava da sua vida interior. Quando não trabalhando, lá estava ele na capela, com seu terço às mãos, ou fazendo a Via Sacra. Escrupuloso na observância, era com impressionante humildade que, às vezes, até nos recreios, censurava alguma falta sua, involuntária. Primava pelo respeito aos padres e superiores, e em qualquer reunião, mesmo nos recreios, procurava o último lugar. Transferido para Araraquara em seus últimos anos, trabalhou enquanto teve forças, na casa ou na horta. E quando se viu impossibilitado de qualquer atividade, era chorando que ele se dizia um Irmão inútil e indigno da Congregação. Mostrou, porém, grande confiança e admirável coragem, quando percebeu que a morte se aproximava. Rezando sempre e pedindo perdão de suas faltas, teve uma agonia tranqüila, entregando sua alma ao Pai a 13 de outubro de 1946.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
ALEXANDRE DUMAS E O SRSA
Assistindo, ontem, a um programa da tv Aparecida, tive uma surpresa sobre o assunto em pauta, uma abordagem sobre o prédio onde estudei no seminário, hoje transformado em hospedaria. Grandes transformações, apartamentos cinco estrelas, atendimento vip, acesso às partes sacras, capela, sala de reuniões espirituais, o palco, refeitório, tudo que nos era comum, um mixto de lembranças, orgulho de ter por ali passado, vivido um ideal, hoje já, infelizmente, em outro contexto. A entrevista com padre João José Pereira foi a parte interessante, ele entrou em 1952, quando para lá nos transferimos, ocupando um prédio semi-acabado, tudo improvisado. A capela foi inaugurada em 1953, com uma festa incomum, muita cerveja, uma representação teatral exuberante, um cômico, talvez o maior passado no seminário, dom Carlinhos, felizmente ainda vivo. Sua mãe, presente, após o ato, dirigiu -lhe palavras que, até hoje, guardo: -."..até quando você vai continuar a ser palhaço, meu filho ?"
Pois bem, voltando ao colóquio do padre João José, do qual fui zelador em 1953, ele descreveu minimamente nossa rotina diária, despertar, rezar, estudar, praticar exercícios, recreios, música, literatura, um ideal que abraçamos, cantamos e juramos fidelidade, toda oportunidade que a vida nos proporcionou e deixamos naquela dúvida enorme, seguir ou tentar outros caminhos. Foi doloroso, queríamos ficar, era bom, mas outros destinos , outros desafios se nos apresentavam, fomos em frente, valeu. Dá uma pena: a gente sempre dá uma olhadinha para trás. Alexandre Dumas Pasin de Menezes
São lembranças que ficam gravadas na mente e na alma...acontece comigo quando vou no " Colegião"...Getulino Do Espírito Santo Maciel Maciel
Muita saudade daquele tempo.... Hoje muito frustrado sou pela desarticulação do SEMINÁRIO MENOR SANTO AFONSO-SRSA!
Tudo muda na vida mas nem tudo aceito....essa é uma delas.... Onde aqueles sacerdotes valorosos que sempre de sotaina preta, rosário à cinta, trazendo-nos o melhor da religião, o mais completo da cultura.??? Lá, tamanha competência, dedicação de preceptores idôneos...e muito respeito de nossa parte..... Lamentavelmente deixou-se de levar avante o verdadeiro conceito e propósito da CONGREGAÇÃO REDENTORISTA, segundo Santo Afonso Maria de Ligório... Hoje a casa transforma-se numa arrecadadora imponente! Antônio Ierárdi Neto(TAMPINHA)
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
NOSSA SENHORA APARECIDA - 2 VEZES RESTAURADA PARA NOSSA FÉ E EMOÇÃO
“Jardins viçosos, ciprestes em alameda,fachada majestosa, janelões de vidro...portais se abrem a um convite amigo transpor umbrais da soberana casa...”
Corria ao ano de 1951. O diretor do colegião era o Pe. José Ribola. Às 5 h da manhã daquele dia, dentro da rotina à qual já nos acostumáramos, bate a sineta convocando-nos às primeiras orações, meditação e missa. Todos já na capela,Pe. Ribola, ansioso, se apressa em nos comunicar a boa nova: naquele dia chegaria uma visita muito importante e pedia-nos que a recebêssemos como uma bênção e nos tornássemos seus guardiões pelo tempo necessário de sua permanência entre nós. Essa grata visita seria nada menos que a pequena imagem da Virgem Aparecida, a mesma encontrada e retirada das águas do rio Paraíba por três pescadores. E o “porquê” de tão ilustre visita? Tudo bem explicado: a imagem de barro, retirada das águas em duas partes, já não suportava as inúmeras colagens feitas ao longo de mais de duzentos anos desde seu achado. No seminário, tínhamos um padre novinho, recém-chegado de Tietê, com grande fama de artista, padre Isidro, a quem caberia o reparo definitivo na imagem. Pois bem, o trabalho foi iniciado em ateliê montado na própria cela do Pe. Izidro e acompanhado, é claro, por curiosos devotos entre os quais me incluo. Era a oportunidade de tocar a Santinha e pedir-lhe a graça mais desejada: a perseverança na vocação.
ALEXANDRE DUMAS PASIN
Restauração da Imagem de Nossa Senhora Aparecida completou 47 anos após atentado
A Imagem original de Nossa Senhora Aparecida sofreu um atentado em 16 de maio de 1978, sendo quebrada em mais de duzentos pedaços.
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| MARIA HELENA CHARTUNI |
A Imagem foi restaurada e levada de volta ao Santuário Nacional de Aparecida, em um carro aberto do Corpo de Bombeiros, no dia 19 de agosto do mesmo ano, causando comoção nacional. Uma multidão esperava pela Imagem em Aparecida, lotando o entorno do Santuário Nacional e da Rodovia Presidente Dutra.
Em 2012, a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado), de São Paulo. Ela continua exposta no nicho do Santuário Nacional de Aparecida, tendo sido visitada por 11 milhões de devotos em 2012.
+25 de MARÇO 2011
Foi Ordenado Sacerdote em Tietê, a 29.07.1951, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP Celebrou sua Primeira Missa Solene em Riacho de Sant’Ana BA, a 03.08.1951.
Em fevereiro de 1974 foi nomeado Superior da Comunidade do Convento de Aparecida e Reitor do Santuário Nacional, cargo que ocupou até dezembro de 1978.
Em 1992, cuidou da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Goiânia GO, até 10.02.1994.
ELES VIVERAM CONOSCO - PE. MIGUEL POCE CSsR
PE. MIGUEL POCE CSsR
+12 de OUTUBRO 1985
Quando faleceu, era o decano dos padres da Província de São Paulo. Nascera em Redenção da Serra – SP, no dia 26 de junho de 1897. Sua vocação brotou de um dos primeiros trabalhos apostólicos dos Redentoristas alemães que percorriam as regiões circunvizinhas de Aparecida, no dia 13 de fevereiro de 1908. Fez o noviciado em Perdões – SP, onde professou no dia 02 de agosto de 1916. Devido à primeira guerra mundial (1914-18), fez a Filosofia em Aparecida. Cursou teologia na Alemanha, sendo ordenado sacerdote no dia 15 de abril de 1922, em Munique, pelo Cardeal Faulhaber. Voltou ao Brasil, começando seu apostolado em Aparecida, trabalhando na Basílica de Nossa Senhora e também dando aulas no Seminário Santo Afonso. Depois foi transferido para Cachoeira do Sul – RS, onde ficou 10 anos. Lá, iniciou suas andanças missionárias, começando a despontar então o grande orador sacro que foi. Além do Rio Grande, pregou missões em São Paulo e Goiás. Era líder nato e, por isso, foi superior em quase todos os conventos da Província. Deixou marca de sua passagem, reformando ou embelezando as igrejas da Penha, em São Paulo, Araraquara, São João da Boa Vista e Campinas-Goiânia. Por toda a parte ficaram célebres suas “missas dos homens”. Desenvolveu ao máximo as Novenas Perpétuas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Era querido por todos, mesmo pelos padres mais jovens, pois foi um padre que soube envelhecer, embora tivesse sido um superior severo. Em 1972 celebrou o Jubileu de Ouro, e, em 1982, o de Diamante de Sacerdócio. Dos padres brasileiros da Província, foi o primeiro a celebrá-lo. Os últimos 15 anos de vida passou-os aos pés de Nossa Senhora Aparecida, onde se dedicava ao atendimento dos romeiros. Nos últimos anos dedicou-se também a traduzir do alemão para o português, as cartas dos primeiros padres alemães. Foi um trabalho insano que lhe custou horas e horas de incrível paciência. Já espocavam os primeiros foguetes anunciando a festa de Nossa Senhora Aparecida, quando o Pe. Miguel entregou sua alma a Deus: 12 de outubro de 1985, às 3,15 da madrugada. A missa de corpo presente, foi depois da solene procissão de Nossa Senhora Aparecida, com as naves da Basílica Nova completamente lotadas de povo. Foi sepultado em Aparecida. Estava com 88 anos de idade e 63 de sacerdócio. (Arquivo Provincial)
CERESP-Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Padre Poce um redentorista santo, pobre, enérgico, coração imenso, gente boa, daquelas de quem sempre lembramos. Eu era muito amigo de sua irmã Dona Zizi Poce, que veio morar em Aparecida, na casa das Mensageiras para ficar perto do irmão, muito parecida com ele física e espiritualmente, de abraço e sorrisos largos. Fomos uma vez ver a Redenção da Serra que soubemos ter reaparecido com a baixa das aguas da represa, acho que foi o Odair Temporim ou o Cunha o nosso motorista, os dois velhos ficaram encantados em rever a terrinha o que sobrou dela, ruínas da antiga Igreja e casario.
Uma vez fui ter com ele num sábado à tarde, pelas 15 horas ele rezava o breviário (Oração do Tempo Presente à epoca) "Completas" e eu o interroguei, mas Padre Miguel o senhor já está rezando Completas??? A que ele me respondeu, hoje teremos confraternização da comunidade é melhor rezar agora do que depois da cerveja! kkkkk-JOSÉ ALCIDES MARTON
MÃE, COMO SERIA BOM
Elas e eles trazem um brilho nos olhos, uma tranquilidade no rosto, uma alegria que não cabe no coração.
Nem se vê o que podem trazer de preocupação, de sofri-mento, de
precisões.
Mãe, como seria bom se eles e elas, todos tivessem oportunidade de estudar e aprender, recursos para a saúde, bons momentos de descaso, trabalho digno e paga justa, um teto sob o qual formar um lar.
Mãe, como seria bom se tivessem uma pátria de justiça e fraternidade, em que a verdade fosse a garantia da confiança, e a alegria marcasse o ritmo da vida.
Mãe, como seria bom.
Mãe, sabes que não basta sonhar.
Ajuda-nos, pois, a querer, a agir para fazer acontecer, a mudar em vez de lamentar, a começar em vez de esperar.
Mãe, com será tudo melhor se soubermos aprender contigo.
domingo, 11 de outubro de 2026
Uma Viagem Caleidoscópica pela Távola dos Seminários
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| PEDRO LUIZ DIAS |
Desta vez, o destaque é uma bela recordação trazida pelo colega Alexandre Dumas — uma lembrança memorável, que se abre como um caleidoscópio para todos nós que vivemos, moramos e estudamos boa parte da vida no Seminário Santo Afonso, em Aparecida.
Recentemente, ao celebrar o aniversário de outro grande amigo, o Perdigão, reencontrei-me também com o Zequinha, e juntos registramos uma foto que, de certo modo, sintetiza uma época. Três colegas - José Antonio Perdigão, Zequinha e eu, Pedro Luiz -, reunidos nas mesmas áreas onde outrora ecoavam risos de juventude, passos apressados para as orações e ensaios de esperanças.
As reflexões de Alexandre se misturam a essa imagem, como se os espelhos do caleidoscópio se movem lentamente para formar novas figuras - lembranças, sons, cheiros, cores. E, ao girar essa memória, a pergunta que nos acompanha é sempre a mesma: o que era, o que foi e o que é hoje o nosso Seminário Santo Afonso?
Essa viagem caleidoscópica é também um gesto de reverência. Reverência ao esforço formador da Congregação do Santíssimo Redentor, que educou e moldou milhares de nós - os ex-alunos redentoristas, espalhados pelos quatro cantos do Brasil. Cada um leva consigo um pouco da luz e da disciplina que ali aprendeu.
Hoje, quando a UNESER (União dos Ex-seminaristas Redentoristas) convoca os ex-alunos a retornarem àquele espaço de tantas memórias, encontramos um Seminário que, embora renovado, mantém sua alma intacta. O antigo centro de formação deu lugar também a um centro de acolhida e hospedagem, onde se preserva o espírito de hospitalidade que sempre nos marcou. A Congregação, fiel à sua missão, soube introduzir novos conceitos de administração, manutenção e acolhimento, sem perder a essência da casa que nos viu crescer.
Assim, seguimos nossa viagem no tempo - admirando o passado e compreendendo o presente. Seguimos em missão, como sempre. E, como dizia um antigo mestre da palavra e da fé, “uns nos ombros dos outros subiremos aos céus formando um cacto” — símbolo da resistência, da vida que floresce mesmo nos desertos, e da esperança que renasce a cada reencontro.
sábado, 10 de outubro de 2026
ELES VIVERAM CONOSCO - NELSON DUARTE - ANTIGO SEMINARISTA
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| NELSON DUARTE(+) (*)25 de abril de 1948 (+)10 de outubro de 2022 |
Da sua irmã NILENE:
Meu amado irmão faleceu em 10/10/2022.
Em complicações de um pós operatório.
Fez cirurgia em uma quinta-feira e na segunda feira faleceu.
Foi inesperado e muito doloroso ficar sem ele.
Hoje já se passaram 10 meses de muitas saudades.
Ele sempre foi muito presente em nossas vidas.
Em 29.08.2023.
Nelson Duarte - nasceu em 25/04/48 e faleceu em 10/10/202.
Ex-seminarista se dedicou a família e aos estudos (extremamente culto e inteligente) poliglota falava fluentemente 4 idiomas.
Trabalhava com comércio exterior.
Viveu muitos anos em Santos/SP e nós últimos 30 anos se estabeleceu em Cuiabá/MT.
Para se dedicar a família.
Muito religioso e devoto de Nossa Senhora Aparecida.
Ajudou na construção da Basílica de NS APARECIDA.
Sempre lembrava das passagens pelo seminário, seus mestres e colegas.
Realizou várias viagens ao exterior a trabalho e ficava feliz quando voltava para casa.
Meu irmão, meu parceiro e amigo para todas as horas.
Deve estar junto ao Pai e nossa mãe Aparecida.
ELES VIVERAM CONOSCO - IRMÃO JOÃO CARLOS MENDONÇA CSsR
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| IRMÃO JOÃO CARLOS MENDONÇA CSsR (*)24 DE JUNHO DE 1963 (+) 10 DE OUTUBRO DE 2020 |
Comunico-lhes com elevada tristeza e já saudades deste grande missionário, Ir. João Carlos Mendonça, que no dia de hoje, 10 de outubro de 2020, por volta das 18 horas, encerrou sua jornada nesta terra.
O Pai Celeste o convidou para a glória eterna.
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DESCANSE na paz do Senhor.
Seu tempo aqui nesta terra deixou muitas sementes de amor, de alegria, de vida conforme os princípios do santo evangelho.
Você foi um grande servidor do Redentor e de Maria Santíssima, a Senhora Aparecida.
Obrigado por tudo que fez e pelos grandes trilhos missionários, especialmente na atuação evangelizadora, as Santas Missões Populares Redentorista.
Foi maravilhoso trabalhar com você. Seu sorriso, sua dedicação, sua espiritualidade permanecerão em nossas lembranças, guardadas no coração.
Irmão João Carlos, C.Ss.R. saudades eternas.
Deus console sua família e a nós redentoristas.
O céu está em festa com sua chegada.
Amém 🙏🙏🙏
- Ir.Manoel Aparecido
Irmão João Carlos tinha 57 anos de idade e foi vítima de um infarto fulminante, em casa. Nascido em São Gonçalo do Sapucaí (MG), professou seus votos perpétuos em 06 de março de 1999.
Que Nossa Senhora Aparecida, "modelo por excelência para toda vocação", como o próprio Irmão João Carlos a descreveu, o acolha no Céu e o conduza a contemplar o Cristo. Aos familiares, amigos e confrades, nosso profundo pesar.
https://www.a12.com
Ir. João Carlos Mendonça nasceu aos 24 de junho de 1963 na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, MG. Filho de Cláudio Mendonça Alves e de Clara Isabel Braga Mendonça, ambos falecidos. O casal teve quatro filhos.
João Carlos sentiu o chamado para ser Irmão Consagrado e entrou no Seminário São Geraldo, na cidade do Potim, SP, aos 14 de fevereiro de 1986.
Fez o Noviciado em Tietê, SP, no ano de 1992, e em 31 de janeiro de 1993 fez os votos de castidade, pobreza e obediência para ser discípulo de Jesus Redentor, como Missionário Redentorista. Em 06 de março de 1999 confirmou sua consagração com o voto de perseverar até o fim na Congregação do Santíssimo Redentor.
Para se preparar melhor no trabalho missionário o Ir. João Carlos fez, durante dois anos, o Curso de Teologia no Instituto Teológico de São Paulo.
Durante quatro anos trabalhou no Secretariado Vocacional Redentorista, orientando e ajudando no discernimento vocacional de adolescentes e jovens que sentiam o apelo de Deus para a vida missionária redentorista.
Nos seus 27 anos de Vida Consagrada, o Ir. João Carlos participou e trabalhou nas Missões Populares durante 19 anos, evangelizando e levando a Boa Nova através do anúncio e do testemunho alegre de vida junto ao povo de Deus.
Foi missionário também como Sacristão na igreja Santa Cruz de Araraquara e prestando serviços em nossas comunidades redentoristas.
Neste ano de 2020 o Ir. João Carlos residiu e serviu como missionário no Santuário do Bom Jesus, na cidade de Pirapora, SP.
Neste dia 10 de outubro sentiu-se mal e veio a falecer, em decorrência de um infarto fulminante.
O Ir. João Carlos era uma pessoa simples, humilde, alegre, de boa convivência e participava sempre dos momentos da vida fraterna na comunidade. Com o povo, o Ir. João Carlos era acolhedor, dócil e amigo.
Sentimos com pesar sua morte, mas, pela fé, temos certeza e esperança na ressurreição, porque, junto do Ressuscitado é Copiosa a Redenção!
Dentro da novena da Mãe Aparecida, o Ir. João Carlos, revestido da Palavra de Deus, que sempre anunciou e procurou viver, participa agora, em plenitude, da Vida Eterna, prometida ao discípulo fiel e perseverante. “A Festa da Padroeira no céu terá a presença desse confrade que vai deixar saudades aqui na terra” (Pe. Marlos, provincial).
Com Deus e a Virgem Maria para sempre, Ir. João Carlos, e peça a Deus por nós!
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
DOM MAURO MORELLI-BISPO DE CAXIAS/RJ
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| DOM MAURO MORELLI(+) (+)09 DE OUTUBRO DE 2023 |
Descanse em paz, Dom Mauro!
Nossa Igreja tão querida o guardará no coração.
Dom Tarcisio Nascentes dos Santos
Bispo Diocesano de Duque de Caxias
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
ELES VIVERAM CONOSCO - PE. AUGUSTO CHERUBINI CSsR
*7 DE AGOSTO DE 1918
+8 DE OUTUBRO DE 1961
Um ótimo confrade, que muito prometia pela sua piedade e dedicação ao trabalho. Mas foi outra a vontade de Deus. Pe. Cherubini nasceu a 7 de agosto de1918, em São José do Rio Preto. A seu respeito o Diretor do Juvenato escreveu: “Muito ajuizado, calmo, consciencioso, caridoso, alegre, piedoso, humilde, dando em tudo ótimo exemplo; é um juvenista exemplar”. Professando a 2 de fevereiro de 1939, foi ordenado a 6 de janeiro de 1944. Durante um ano foi professor no Pré- Juvenato de Goiás, trabalhando, depois, durante dois anos, como auxiliar na Basílica. De resto, sua vida foi toda no Juvenato de Aparecida, como lente de Matemática, Física, Química e Mineralogia. Sempre dedicado às suas matérias sabia ser alegre e compreensivo com seus alunos. Qualquer favor que lhe pedissem, era, para ele, uma responsabilidade que levava a sério. Uma compra a fazer, um relógio ou rádio para consertar e semelhantes, eram pedidos freqüentes que lhe faziam, e que ele não esquecia, nem deixava para depois. Alegre nas horas alegres, aplicado ao estudo, consciencioso no cumprimento de seus deveres, era homem de vida interior, e de uma piedade sólida. Quando operado, na última doença, alguém lhe revelou que se tratava de câncer. Aceitou a sentença com toda calma, e, com muita naturalidade, respondeu: “Seja feita a vontade de Deus”. Recolheu-se, então, para viver seus últimos dias em oração, esperando que a morte chegasse. E esta não demorou. A 8 de outubro de 1961, no Hospital da Penha, Pe. Cherubini trocou esta vida por outra, infinitamente melhor. Tinha apenas 43 anos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Meu professor de matemática, substituiu o Padre Campos. Abner(+)
Também foi meu professor de álgebra, trigonometria, química e física....no outro lado do corredor da clausura dos padres.....lembra?Ierardi
Ele foi o professor dessas matérias até o fim do meu curso.Abner(+)
Vivo, só o vi uma vez. Foi à Pedrinha buscar pedras no Ribeirão para montar um filtro enorme para a piscina. Morreu antes de concluí-lo. Fomos de caminhão para Aparecida assistIr a Missa de Requien e acompanhar seu enterro em 1961.Sebastian Baldi
Padre Cherubini , talvez não acreditasse em mim, certa feita, após seu afastamento do seminário para tratamento de saúde, nos visitando, ao deparar comigo, dirigiu-me estas palavras :- Você ainda está aqui ?- Foi um banho de água fria, eu resisti, continuei até onde minhas forças permitiram, saí não por ele, mas pelas circunstâncias da trajetória na minha frustada vocação.Alexandre Dumas
ELES VIVERAM CONOSCO - IR. BALTAZAR (JOÃO DESS) CSsR e IR. JOÃO DE DEUS (LÁZARO PAPA) CSsR
+8 de OUTUBRO 1958
Era de Holzheim (Alemanha) e nasceu a 10 de dezembro de 1887. Professou na C.Ss.R. em 1909, vindo para o Brasil em 1913. Trabalhou sempre nas casas de São Paulo: cozinheiro em Aparecida e no Jardim Paulistano, sacristão e porteiro em São João da Boa Vista, e finalmente jardineiro em Pinda. Sempre recolhido, embora não fosse de muita saúde, procurava ocupar-se onde era necessário, como homem dos sete instrumentos. Em Aparecida era conhecido como cozinheiro de alta classe; e a cerveja que fabricava para “uso interno” foi sempre elogiada, não só pelos confrades, mas também pelos hóspedes que não a dispensavam. Muito cuidadoso como sacristão, era também entendido em eletricidade e mecânica: que o digam os sinos de Aparecida, dos quais cuidou durante algum tempo. Estava ele como auxiliar em Pinda, quando começou a adoecer, precisando então ser transferido para a Penha. Já com quase setenta anos, sua saúde não reagiu mais. E Deus o chamou a 8 de outubro de 1958, sendo sepultado na Penha.
IR. JOÃO DE DEUS (LÁZARO PAPA) CSsR
+8 de OUTUBRO 1966
Ele não era de Deus apenas de nome: era-o de fato, pela sua piedade sincera e grande amor ao trabalho. Um legitimo tieteense, filho de pais italianos, do Bairro de São João. Em 1959 recebeu o hábito na C.Ss.R. fazendo seus votos perpétuos em 1966. Em 1965 estava no S.R.S.A. trabalhando como roupeiro e hortelão. Lidando freqüentemente com herbicidas, por ignorância, ou por não acreditar muito no perigo, respirava veneno ao pulverizar as verduras. Resultado: os herbicidas acabaram afetando-lhe o cérebro. Tratou-se na Penha, mas sem resultado. A 8 de outubro estava ele no Potim, a título de repouso, e já sob uma certa vigilância. À tarde desse dia, sem que os confrades notassem, saiu de casa caminhando pela estrada de Guaratinguetá. Chovendo torrencialmente, não se sabe se o Irmão quis atravessar um ribeirão, ou caiu na correnteza. Procurado à noite toda, e nos dias seguintes, ninguém o encontrou; até que, às 9 horas do dia 11, seu corpo foi encontrado no Paraíba. Identificado pelo número da roupa, foi sepultado no dia seguinte em Aparecida.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
ELES VIVERAM CONOSCO - PE. IBANEZ ALVES COELHO DE CAMARGO CSsR
(*)13 DE MAIO 1919
(✝︎)07 DE OUTUBRO 2000
Nasceu em Silvânia, municio de Matão SP, em 13 de maio de 1919 Foram seus pais: José Custódio Alves de Camargo Filho e Odete Coelho de Camargo. Foi batizado em 14 de novembro de 1919, em Aparecida . Entrou para o Pré Seminário de Pindamonhangaba SP, em 15.04.1931, passando para o Seminário S.Afonso de Aparecida, em janeiro de 1932. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba SP, em 1938, onde fez a Profissão Religiosa na CSSR, em 02.02.1939. O Seminário Maior foi feito em Tietê no Seminário de Santa Teresinha, de 1939 a 1944. Fez a Profissão Perpétua em 02.02.1943, em Tietê SP. Foi Ordenado Sacerdote, na Penha, em S.Paulo SP, em 06.01.1944, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP. Celebrou sua primeira Missa Solene em Araraquara, em 09.01.1944. Em janeiro de 1945, deixou o Seminário Maior, iniciando sua vida apostólica, como Vigário Cooperador na Basílica de Aparecida. Ao mesmo tempo era professor no Seminário S.Afonso. Em 1946 foi Vigário Cooperador na Penha, em S.Paulo SP. Em 1947 voltou para Aparecida. Em 1948 foi Vigário Cooperador em nossa Paróquia de Campinas, em Goiânia. No 1º semestre de 1949, em S.João da Boa Vista, fez o 2º Noviciado preparando-se para as Missões Populares. Terminado o 2º Noviciado, foi transferido para Araraquara, como missionário, começando sua longa vida de missionário. Em 1954, foi transferido para Cachoeira do Sul RS, no apostolado das Missões. Em 1959, foi nomeado Superior da Comunidade e Vigário da Paróquia de S.Antonio, em Cachoeira do Sul RS. Terminado seu Superiorado, em janeiro de 1962, foi transferido para Araraquara. Em junho de 1962 foi transferido para a Penha, para trabalhar na Paróquia, tornando-se Pároco da Penha e Superior da Comunidade, em 1963 e 1964. Em 1965 foi transferido para Araraquara, como missionário. Daí em diante foi missionário, morando em S.João da Boa Vista (1967 a 1976), Araraquara (1977 a 1979), Tietê(1980 a 1985). Em 1985 voltou para Araraquara, onde morou até seu falecimento. Em 02.02.1989 celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa. Em 06.01.1994, celebrou seu Jubileu de Ouro de Sacerdócio. Sempre foi um confrade muito alegre e brincalhão, amigo de uma boa prosa e de uma piada. Nos últimos tempos, por, sua saúde já não estava muito boa. Teve de tirar um rim. Tinha também problemas cardíacos. Dia 02.02.1999 celebrou seus 60 anos de Profissão Religiosa. Sentindo-se mal, na manhã de 07 de outubro de 2000, foi levado para o Pronto Socorro, onde faleceu. Causa da morte: embolia pulmonar. A missa de corpo presente foi às 15 horas, em nossa Igreja provisória de Araraquara. Foi sepultado no mesmo dia, em Araraquara, no túmulo da Congregação.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
terça-feira, 6 de outubro de 2026
O Sequestro do Menino Jesus
o inquebrável humor do povo brasileiro
No interior do Brasil, onde a fé anda de chapéu de palha e o milagre veste sandália, há tradições que beiram o inacreditável.
Mas nada — absolutamente nada — prepara o cronista para o dia em que alguém decidiu “sequestrar” o Menino Jesus.
Há no interior desse Brasilzão — mundo velho, porteira aberta, chão de poeira e coração escancarado — uma infinidade de tradições, simpatias e manias que só a sabedoria popular é capaz de explicar.
Ou melhor: nem explicar explica, apenas aceita.
É o tipo de coisa que se transmite por gerações, de avó pra neta, de comadre pra vizinha, misturando fé, poesia e um certo jeitinho de conversar com o divino.
Tem de tudo.
Tem gente que, pra casar, põe Santo Antônio de cabeça pra baixo, planta o coitado num vaso de arroz, de feijão, até o santo se render.
Outros, quando a criança está com sapinho, pegam a chave do sacrário e encostam na boquinha, num ritual antigo, cheio derezas baixas e olhares esperançosos.
É o Brasil profundo, onde o milagre anda de chinelo e a fé dorme na rede.
Mas confesso: já vi muita coisa nessa estrada da vida e nunca, nunca mesmo, tinha ouvido falar em sequestrar o Menino Jesus.
Sequestrar!
Veja o ponto a que chegou a criatividade do povo de Deus.
Lembrei de um episódio em Mogi das Cruzes, quando, por um capricho do destino — e umas taças de vinho a mais — alguém resolveu “emprestar” a bandeira do Divino Espírito Santo, em pleno império da festa!
Aquilo foi um rebuliço só.
Corre-corre, promessas, rezas, e a bandeira apareceu três dias depois, enrolada num lençol de linho, como se fosse relíquia sagrada.
Mas, tudo bem, bandeira é bandeira.
Agora… sumir com o Menino Jesus de Praga, essa foi inédita.
Dois mil anos de cristandade — vá lá, dois mil e poucos pra arredondar — e eu nunca ouvi história igual.
Já esconderam imagem de santo, já trocaram manto de Nossa Senhora, já levaram cálice de missa.
Mas tirar o Menino Jesus do altar e sumir com Ele?
Aí já é demais até pra imaginação de beata.
Fiquei pensando: será que foi por devoção? Por promessa?
Ou será que o sequestrador(a) andava precisando de um milagre mais urgente, desses que não podem esperar a fila das intenções?
Porque, convenhamos, o Menino Jesus de Praga é milagreiro.
Resolve causa impossível, cura desenganado, abre caminho onde não há trilha.
Talvez tenha sido isso: uma alma aflita, com pressa de céu, resolveu trazê-lo pra mais perto.
E é assim, nesse Brasil de fé inventiva e esperança teimosa, que as histórias nascem e viram tradição.
Hoje é o sequestro do Menino Jesus; amanhã pode ser o desaparecimento do sino da matriz ou o sumiço do terço da madrinha.
O importante é que, no fim, tudo volta ao lugar.
Porque a fé — essa sim — ninguém sequestra!
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| PEDRO LUIZ DIAS |
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
12 DE OUTUBRO É FESTA
E fico a pensar como posso fazer festa em louvor de Maria de Jesus Aparecida, que todos amamos.
Lembrei-me do canto que Lucas teceu com tons colhidos da Bíblia antiga.
E ali vejo que todos haverão de dizer que Maria é feliz, é a feliz, porque Deus olhou para ela, tão pequena.
E a amou e fez mãe de seu Filho e de todos nós.
É feliz porque a amamos e porque tantos filhos lhe deu o Senhor.
Imagino que hoje se sinta um pouquinho mais feliz ao ver que tantos filhos e filhas se alegram com sua felicidade.
Quem sabe hoje nos alegrando com ela recuperemos a alegria, a que Deus quer para nós, mesmo no meio das dificuldades da vida.
Apesar de tudo na paz.
domingo, 4 de outubro de 2026
ORAÇÃO PELA PÁTRIA
Tenho certeza que hoje Maria Apareci-da, nossa Senhora, olhará com o maior carinho para nosso Brasil.
E pedirá que Deus lhe conceda alguns favores.
Um Legislativo voltado apenas para o bem do povo, sem interesses próprios, justo e transparente.
Um Judiciário justo, livre, atento ao direito de todos, em especial dos pequenos.
Um Executivo responsável, sábio e prudente, preocupado só com o bem de nosso povo.
"Maria Aparecida, Senhora nossa, será pedir demais a vós que conheceis tanto nossa vida?
Vede, temos tantos sonhos e não desanimamos.
Pedi para nós a paz, a verdade; e que não haja oprimidos, nem opressores, violentos, gananciosos; nem ricos demais nem pobres demais.
Ajudai-nos a ser apenas irmãs e irmãos.
Só isso."
sábado, 3 de outubro de 2026
ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JOSÉ BERTANHA CSsR
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| PADRE JOSÉ BERTANHA CSsR. (*)24 DE MARÇO DE 1940 (✝︎)03 DE OUTUBRO DE 2025 |
Residente na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista (SP), Pe. Bertanha voltou para a Casa do Pai na madrugada desta sexta-feira (03).
Que o Santíssimo Redentor o acolha em Sua misericórdia e lhe conceda o prêmio da vida eterna, por ter perseverado fielmente na vinha do Senhor, anunciando a Copiosa Redenção.
As informações sobre o velório e o sepultamento serão comunicadas posteriormente.
03 DE OUTUBRO DE 2025
https://www.instagram.com/p/DPV-ovCiXNy/
https://tavolaseminarios.blogspot.com/2018/06/sobre-o-padre-bertanha-e-servo-de-deus.html
O Missionário Redentorista Pe. José Bertagna fez sua páscoa definitiva na madrugada desta sexta-feira, 3 de outubro, em São Paulo.
Em nota, a Província Nossa Senhora Aparecida informou que o sacerdote foi diagnosticado com câncer no fígado em março de 2025. Desde então, ele realizava tratamento no Hospital Samaritano, na capital paulista, onde veio a falecer.
O velório será realizado a partir das 10h30 desta sexta-feira, na Igreja Santa Teresinha, em Tietê. A missa de corpo presente será realizada na mesma igreja, às 15h30, seguida do sepultamento.
Biografia
José Bertagna nasceu no dia 24 de março de 1940, em Cerquilho (SP). Seus pais chamavam-se Ângelo Bertagna e Herminia Bette e tiveram 10 filhos. José Bertagna é o sétimo entre os irmãos.
Foi batizado no dia 25 de agosto do mesmo ano, e crismado no dia 10 de maio de 1944, na Igreja Matriz São José, em sua cidade natal. Ingressou no Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no ano de 1951, e permaneceu lá até 1958, cursando a primeira etapa dos estudos.
Fez o noviciado em Pindamonhangaba (SP), no ano de 1959, e professou os Votos Religiosos temporários na Congregação do Santíssimo Redentor, no dia 2 de fevereiro de 1960, na Basílica Histórica de Aparecida. Cursou filosofia de 1960 a 1962, e quatro anos de teologia de 1963 a 1966, ambos os cursos no Seminário Santa Teresinha, em Tietê.
Perpetuou os Votos Religiosos na Congregação Redentorista, no dia 2 de fevereiro de 1963, na Igreja Santa Teresinha. Foi ordenado diácono no dia 31 de outubro de 1965, por Dom José Melhado Campos, bispo auxiliar de Sorocaba; e sacerdote no dia 27 de dezembro de 1965, pelas mãos de Dom José Carlos de Aguirre – bispo de Sorocaba, também na Igreja Santa Teresinha.
Pe. José Bertagna iniciou o seu apostolado missionário no atendimento aos romeiros, residindo na Comunidade Pe. Gebardo, em Aparecida, em 1967. Durante os anos de 1968 e 1969, residiu em Garça (SP), como vigário da Paróquia São Pedro. Retornou para a Comunidade Pe. Gebardo, atuando na Basílica Histórica, no atendimento aos romeiros de 1970 a 1974.
Fez o segundo noviciado preparando-se para as Santas Missões em 1975, na Comunidade do antigo Seminário São Geraldo, no Potim (SP). Atuou nas Santas Missões compondo a Equipe Missionária de Tietê, nos anos 1976 e 1977.
De 1978 a 1982, foi transferido para Aparecida, com a incumbência de atuar na Editora Santuário e nos finais de semana colaborar com a pastoral do Santuário, residindo na Comunidade Pe. Gebardo.
Entre 1983 e 1999, compôs a equipe de confessores do Santuário Nacional, e residiu na Comunidade do Convento Novo.
Pe. José Bertagna, homem sereno, discreto, organizado e apaixonado por história foi convidado a ser secretário e arquivista provincial, cargo que assumiu com zelo e competência entre 2000 e 2014. Nesse tempo, residiu na Comunidade do Jardim Paulistano e exerceu a função de vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Em São João da Boa Vista (SP), cooperou como vigário paroquial de 2015 a 2017. Em 2018, voltou para o Santuário Nacional, no acolhimento aos peregrinos. Foi transferido para a Comunidade Santa Cruz para ajudar na pastoral da Igreja e lá permaneceu de 2019 a 2021.
Ele tinha um carinho imenso pela Comunidade de São João da Boa vista e pelos paroquianos. Por isso, voltou a residir nessa Comunidade, em 2022, e permaneceu até março de 2025, quando a sua saúde começou a dar sinais de que havia algum problema. Em São Paulo, deu início aos exames e foi diagnosticado câncer no fígado, e prosseguiu o seu tratamento no Hospital Samaritano. Não resistindo a doença, despediu-se deste mundo selando seus olhos para sempre na madrugada do dia 3 de outubro de 2025.
Deus agraciou esse seu servo que perseverou até o último dia na vocação, vivendo 85 anos de vida, 65 anos de consagração religiosa e 59 anos de sacerdócio.
Das mãos de Cristo, cremos que receberá o prêmio da vida eterna, “Comigo irá cear, o Pão da Vida ter quem até o fim fiel permanecer”!
“Que sua face, para a qual se apagou a luz deste mundo, seja para sempre iluminada pela verdadeira luz, que tem em ti a fonte inesgotável. Que tua face, que perscrutou as tuas vias para mostrá-las à Igreja, veja agora a face paterna”.
Que o Senhor da Vida, conceda-lhe o descanso eterno, e a luz perpétua o ilumine! Descanse na paz do teu Senhor! Amém.
Fonte: Secretaria da Província Nossa Senhora Aparecida
Convivemos por cinco anos, faz parte do grupo que perseverou, nunca mais nos vimos, mas acompanhei sua trajetória. Descanse em paz, Bertanha !Alexandre Dumas Pasin de Menezes Descanse em paz Bertagna!José Morelli Nossos sentimentos. Descanse em paz Bertagna.Nelson Félix Vianna Costa
Parece que a família é de Passos MG, sim? João De Deus Rezende João De Deus Rezende Costa, não. A família dele é de Cerquilho, vizinha de Tietê. Ele estudou no Seminário Santa Terezinha de Tietê.Diva Maria Hernandes
Amigas & amigos:
Ainda uma palavra de reconhecimento, na Páscoa do Confrade Padre José Bertagna, deste leigo que guarda as melhores recordações.
O projeto de viagem de final de ano da nossa Turma incluía a necessidade de “batalhar uns trocados” para viabilizar o passeio. Foi então que surgiu a oportunidade de encenar a peça O Cavalinho Azul, inspirada no livro de Ruth Rocha e adaptada pelo Padre J. R. Escudeiro. A cidade escolhida foi Garça, em São Paulo.
Ali, fomos recebidos com imensa fraternidade pelo Padre José Bertagna e pelas Irmãs que, com dedicação e generosidade, cuidaram da divulgação, da venda dos ingressos e também da hospedagem dos jovens atores. O acolhimento foi tão marcante quanto o aprendizado que a experiência nos proporcionou: percebemos que o carinho da comunidade é sempre reflexo da alma de quem a conduz e cuida.
No caso do Padre Bertagna, esse cuidado não se limitava ao zelo humano e comunitário, mas também se irradiava em sua dimensão espiritual, deixando marcas profundas de fé, esperança e generosidade em todos nós. Foi graças a essa união de esforços e à hospitalidade sincera que nossa viagem se tornou possível, transformando-se em um momento de amizade, aprendizado e crescimento coletivo.
Hoje, ao recordar sua Páscoa, trago viva a lembrança desse gesto que uniu juventude, cultura e espiritualidade sob a luz do seu testemunho.Pedro Luiz Dias
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