sábado, 3 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JOSÉ BERTANHA CSsR

PADRE JOSÉ BERTANHA CSsR.
(*)24 DE MARÇO DE 1940
(✝︎)03 DE OUTUBRO DE 2025
Com profundo pesar, a Província Nossa Senhora Aparecida comunica o falecimento do missionário redentorista Padre José Bertanha, C.Ss.R. 
Residente na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista (SP), Pe. Bertanha voltou para a Casa do Pai na madrugada desta sexta-feira (03). 
Que o Santíssimo Redentor o acolha em Sua misericórdia e lhe conceda o prêmio da vida eterna, por ter perseverado fielmente na vinha do Senhor, anunciando a Copiosa Redenção. 
As informações sobre o velório e o sepultamento serão comunicadas posteriormente.
03 DE OUTUBRO DE 2025
O Missionário Redentorista Pe. José Bertagna fez sua páscoa definitiva na madrugada desta sexta-feira, 3 de outubro, em São Paulo. Em nota, a Província Nossa Senhora Aparecida informou que o sacerdote foi diagnosticado com câncer no fígado em março de 2025. Desde então, ele realizava tratamento no Hospital Samaritano, na capital paulista, onde veio a falecer. O velório será realizado a partir das 10h30 desta sexta-feira, na Igreja Santa Teresinha, em Tietê. A missa de corpo presente será realizada na mesma igreja, às 15h30, seguida do sepultamento. 
Biografia 
José Bertagna nasceu no dia 24 de março de 1940, em Cerquilho (SP). Seus pais chamavam-se Ângelo Bertagna e Herminia Bette e tiveram 10 filhos. José Bertagna é o sétimo entre os irmãos. Foi batizado no dia 25 de agosto do mesmo ano, e crismado no dia 10 de maio de 1944, na Igreja Matriz São José, em sua cidade natal. Ingressou no Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no ano de 1951, e permaneceu lá até 1958, cursando a primeira etapa dos estudos. 
Fez o noviciado em Pindamonhangaba (SP), no ano de 1959, e professou os Votos Religiosos temporários na Congregação do Santíssimo Redentor, no dia 2 de fevereiro de 1960, na Basílica Histórica de Aparecida. Cursou filosofia de 1960 a 1962, e quatro anos de teologia de 1963 a 1966, ambos os cursos no Seminário Santa Teresinha, em Tietê. Perpetuou os Votos Religiosos na Congregação Redentorista, no dia 2 de fevereiro de 1963, na Igreja Santa Teresinha. Foi ordenado diácono no dia 31 de outubro de 1965, por Dom José Melhado Campos, bispo auxiliar de Sorocaba; e sacerdote no dia 27 de dezembro de 1965, pelas mãos de Dom José Carlos de Aguirre – bispo de Sorocaba, também na Igreja Santa Teresinha. Pe. José Bertagna iniciou o seu apostolado missionário no atendimento aos romeiros, residindo na Comunidade Pe. Gebardo, em Aparecida, em 1967. Durante os anos de 1968 e 1969, residiu em Garça (SP), como vigário da Paróquia São Pedro. Retornou para a Comunidade Pe. Gebardo, atuando na Basílica Histórica, no atendimento aos romeiros de 1970 a 1974. Fez o segundo noviciado preparando-se para as Santas Missões em 1975, na Comunidade do antigo Seminário São Geraldo, no Potim (SP). Atuou nas Santas Missões compondo a Equipe Missionária de Tietê, nos anos 1976 e 1977. De 1978 a 1982, foi transferido para Aparecida, com a incumbência de atuar na Editora Santuário e nos finais de semana colaborar com a pastoral do Santuário, residindo na Comunidade Pe. Gebardo. Entre 1983 e 1999, compôs a equipe de confessores do Santuário Nacional, e residiu na Comunidade do Convento Novo. Pe. José Bertagna, homem sereno, discreto, organizado e apaixonado por história foi convidado a ser secretário e arquivista provincial, cargo que assumiu com zelo e competência entre 2000 e 2014. Nesse tempo, residiu na Comunidade do Jardim Paulistano e exerceu a função de vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Em São João da Boa Vista (SP), cooperou como vigário paroquial de 2015 a 2017. Em 2018, voltou para o Santuário Nacional, no acolhimento aos peregrinos. Foi transferido para a Comunidade Santa Cruz para ajudar na pastoral da Igreja e lá permaneceu de 2019 a 2021. 
Ele tinha um carinho imenso pela Comunidade de São João da Boa vista e pelos paroquianos. Por isso, voltou a residir nessa Comunidade, em 2022, e permaneceu até março de 2025, quando a sua saúde começou a dar sinais de que havia algum problema. Em São Paulo, deu início aos exames e foi diagnosticado câncer no fígado, e prosseguiu o seu tratamento no Hospital Samaritano. Não resistindo a doença, despediu-se deste mundo selando seus olhos para sempre na madrugada do dia 3 de outubro de 2025. Deus agraciou esse seu servo que perseverou até o último dia na vocação, vivendo 85 anos de vida, 65 anos de consagração religiosa e 59 anos de sacerdócio. Das mãos de Cristo, cremos que receberá o prêmio da vida eterna, “Comigo irá cear, o Pão da Vida ter quem até o fim fiel permanecer”! “Que sua face, para a qual se apagou a luz deste mundo, seja para sempre iluminada pela verdadeira luz, que tem em ti a fonte inesgotável. Que tua face, que perscrutou as tuas vias para mostrá-las à Igreja, veja agora a face paterna”. Que o Senhor da Vida, conceda-lhe o descanso eterno, e a luz perpétua o ilumine! Descanse na paz do teu Senhor! Amém. 
Fonte: Secretaria da Província Nossa Senhora Aparecida
Convivemos por cinco anos, faz parte do grupo que perseverou, nunca mais nos vimos, mas acompanhei sua trajetória. Descanse em paz, Bertanha !Alexandre Dumas Pasin de Menezes 
Descanse em paz Bertagna!José Morelli
Nossos sentimentos. Descanse em paz Bertagna.Nelson Félix Vianna Costa
Parece que a família é de Passos MG, sim? João De Deus Rezende
João De Deus Rezende Costa, não. A família dele é de Cerquilho, vizinha de Tietê. Ele estudou no Seminário Santa Terezinha de Tietê.Diva Maria Hernandes
Amigas & amigos: Ainda uma palavra de reconhecimento, na Páscoa do Confrade Padre José Bertagna, deste leigo que guarda as melhores recordações. O projeto de viagem de final de ano da nossa Turma incluía a necessidade de “batalhar uns trocados” para viabilizar o passeio. Foi então que surgiu a oportunidade de encenar a peça O Cavalinho Azul, inspirada no livro de Ruth Rocha e adaptada pelo Padre J. R. Escudeiro. A cidade escolhida foi Garça, em São Paulo. Ali, fomos recebidos com imensa fraternidade pelo Padre José Bertagna e pelas Irmãs que, com dedicação e generosidade, cuidaram da divulgação, da venda dos ingressos e também da hospedagem dos jovens atores. O acolhimento foi tão marcante quanto o aprendizado que a experiência nos proporcionou: percebemos que o carinho da comunidade é sempre reflexo da alma de quem a conduz e cuida. No caso do Padre Bertagna, esse cuidado não se limitava ao zelo humano e comunitário, mas também se irradiava em sua dimensão espiritual, deixando marcas profundas de fé, esperança e generosidade em todos nós. Foi graças a essa união de esforços e à hospitalidade sincera que nossa viagem se tornou possível, transformando-se em um momento de amizade, aprendizado e crescimento coletivo. Hoje, ao recordar sua Páscoa, trago viva a lembrança desse gesto que uniu juventude, cultura e espiritualidade sob a luz do seu testemunho.Pedro Luiz Dias
Que ele volte para a casa do Pai e seja recebido com alegria!Jonival Côrtes

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Eliminada a causa, cessa o efeito.

 
Uma reflexão sobre comunhão, percepção pública e diálogo institucional na Igreja
Ao examinar o amplo conjunto de críticas, ataques e controvérsias que hoje atingem a CNBB e, por extensão, diferentes estruturas da Igreja Católica no Brasil, recordei uma antiga expressão latina muito presente no Direito: 
Sublata causa, tollitur effectus. 
(Eliminada a causa, cessa o efeito.) 
Talvez seja uma chave interessante para nossa reflexão. Antes de respondermos aos efeitos - críticas, acusações, incompreensões, desinformação e conflitos - deveríamos procurar compreender suas causas. 
Por que isso ocorre? Quando ocorre? Como ocorre? 
Vejo, inicialmente, dois grandes campos que merecem atenção. O primeiro está dentro da própria Igreja. Não podemos ignorar as divergências existentes entre grupos, movimentos, lideranças, clérigos e leigos. Em alguns momentos, diferenças legítimas de interpretação pastoral ou de percepção da realidade transformam-se em antagonismos que fragilizam a comunhão. 
Recordo-me, nesse sentido, dos insistentes apelos de Dom Orlando Brandes, emérito Arcebispo de Aparecida, nas celebrações dominicais: é preciso preservar a unidade da Igreja. 
Unidade, evidentemente, não significa uniformidade. 
A Igreja sempre conviveu com diferentes sensibilidades, espiritualidades e formas de atuação pastoral. Mas todas elas precisam encontrar seu ponto de convergência em Cristo. 
O Evangelho é o mesmo. 
A missão é a mesma. 
E nenhuma preferência ideológica ou político-partidária pode tornar-se maior do que a comunhão eclesial. 
Quando nossas divergências internas ultrapassam os limites do diálogo fraterno, elas produzem consequências externas. 
A sociedade percebe nossas contradições e, muitas vezes, passa a interpretar a Igreja a partir delas. 
É aqui que encontramos o segundo campo: a relação da Igreja com a sociedade e com a política. 
A Igreja não vive isolada. 
Sua missão necessariamente encontra questões relacionadas à dignidade humana, à vida, à pobreza, ao trabalho, à família, à justiça social, à economia, à liberdade, aos direitos humanos e à própria organização política da sociedade. 
Esse encontro é inevitável e faz parte de sua missão. 
O problema surge quando uma manifestação pastoral passa a ser percebida, corretamente ou não, como identificação partidária. 
Há setores da sociedade que associam historicamente a CNBB ou determinados organismos católicos a movimentos políticos e sociais específicos. 
Há também quem utilize expressões depreciativas, chegando a apresentar a Conferência como extensão de determinada corrente ou partido. 
Essa percepção precisa ser enfrentada não apenas pela negação, mas sobretudo pela clareza institucional, pela coerência e pelo diálogo. 
A Igreja deve conservar liberdade suficiente para defender a dignidade humana diante de qualquer governo, partido ou corrente ideológica. 
Deve poder reconhecer o que considera justo e denunciar aquilo que considera incompatível com seus princípios, venha de onde vier. 
Essa independência é fundamental para sua credibilidade. 
Por isso, talvez o caminho para a harmonização deva começar dentro de casa. 
Precisamos fortalecer espaços de escuta entre bispos, sacerdotes, religiosos, movimentos, novas comunidades e, especialmente, leigos e leigas. 
Não para eliminar diferenças, mas para estabelecer aquilo que constitui nosso denominador comum: Cristo, o Evangelho e a Doutrina Social da Igreja. 
A comunhão interna fortalecida permitirá um segundo movimento: reconstruir e ampliar o diálogo institucional externo. 
Universidades, associações empresariais, trabalhadores, sindicatos, entidades profissionais, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, meios de comunicação e diferentes correntes do pensamento democrático precisam encontrar na Igreja uma interlocutora capaz de dialogar sem submissão partidária e sem hostilidade ideológica. 
Não se trata de retirar a Igreja da sociedade. Muito menos de silenciá-la. 
Trata-se justamente do contrário: preservar sua liberdade para que sua voz possa ser verdadeiramente evangélica. 
Talvez seja este o grande desafio institucional deste momento: transformar um ambiente de polarização em oportunidade de comunhão. 
Primeiro, fortalecer a unidade dentro da própria Igreja. 
Depois, ampliar pontes com a sociedade. 
E, permanentemente, reafirmar que a Igreja não pertence à esquerda, à direita ou ao centro.
Sua referência primeira deve continuar sendo o Evangelho e sua missão de anunciar Cristo e servir à dignidade da pessoa humana. 
Voltamos, então, à antiga máxima: 
Sublata causa, tollitur effectus. 
Se identificarmos com serenidade as causas das divisões, das percepções equivocadas e das incompreensões - inclusive reconhecendo nossos próprios erros quando existirem - talvez consigamos reduzir seus efeitos. 
Não será tarefa de um documento, de uma reunião ou de uma declaração. 
Será um processo. Longo, certamente. Mas profundamente necessário. 
Porque antes de perguntarmos como defender uma instituição, talvez devamos fazer uma pergunta ainda mais importante:
Como reconstruir a comunhão e a confiança? 
É por aí que o diálogo pode recomeçar. 
Pedro Luiz Dias

DO COLEGIÃO PARA O SANTO AFONSO....

Era janeiro, passamos por fevereiro, entramos em março de 1952, vivíamos na Pedrinha, médio-menores, turma mais fraca, os médio-maiores foram retidos em Aparecida, encarregados da mudança para o seminário Santo Afonso. Era festa, entretenimento, zero estudos, demorava o início do ano letivo, passei naquele espaço um período de reflexão, muita oração, contemplação, torcendo pela volta a uma rotina costumeira lá onde nos esperava a conclusão ou segunda etapa de nosso mister. Tomamos posse de nosso espaço, provisório, ainda em conclusão, convivendo com pedreiros, os pisos não terminados, a capela num dormitório, os banheiros divididos por tábuas. O Santo Afonso cresceu, nós ajudamos de alguma forma, a capela surgiu, padre Izidro, um artista, foi inaugurada solenemente, muita cerveja distribuída, algum pito consequente. Orgulho-me do Colegião, escrevi histórias, o Santo Afonso, fui seu primeiro morador, ali fui zelador dos menores, fui eleito secretário da Congregação Mariana, fui redator da revista Estúdio, exerci alguma liderança, esperavam mais de mim. Foi ali que, em reflexão de tudo que me era destinado na vida, resolvi inverter meu caminho e direcionar minha vida a outros desígnios onde venci, mas sempre saudoso daqueles tempos prazerosos onde o ideal nos convidava a escalar o monte e implantar o Signo. ALEXANDRE DUMAS
Caro colega/amigo! Quanta saudade daqueles tempos....ainda que esses que você testemunha não foram os meus tempos... Em 1957 estive na Pedrinha com o Padre Brandão(+)! Em 1958, com o Padre Sônego(+) foi quando cheguei a essa maravilhosa Casa de Santo Afonso..... Estava tudo pronto e terminado!!!! Havia até uma seriema nos jardins da Capela!!!!! Antônio Ierárdi Neto

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

PADROEIRA DO BRASIL

Em 31 de maio de 1931, após um decreto de Pio XI, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada padroeira do Brasil. 
Foi uma grande e festiva manifestação no Rio de Janeiro, então capital do país. 
Neste mês escolhemos dirigentes de nossa pátria. 
São tempos difíceis e um tanto confusos, de conflitos e animosidades. 
Bem que precisamos da ajuda da Mãe de Jesus. 
Vamos pedir que ela interceda por nós, para que nossos dirigentes e candidatos a dirigentes se deixem guiar pela verdade, pela justiça e pelo interesse de nosso povo. 
Que eles olhem pelos mais frágeis e necessitados, que sejam exemplos de honestidade para nossos jovens, e não coloquem o poder a serviço de seus interesses pessoais e familiares.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

MENINO JOÃO PEDRO FERNANDES(✝︎)-SONHO SAMPAULINO

Criança com tumor realiza sonho de entrar em campo com time do São Paulo: "Nunca vou esquecer" 
Sorocabano João Pedro Fernandes(✝︎), de nove anos, luta bravamente contra a doença na costela e teve a oportunidade de conhecer os jogadores do time de coração  Menino de 9 anos com tumor realiza sonho de entrar em campo com São Paulo Paixão, felicidade, superstição, devoção e, por vezes, a tristeza. O futebol na vida de um torcedor apaixonado pode ser resumido por essas cinco palavras. Mas, para muitas pessoas que enfrentam dificuldades na vida, o esporte também é visto como uma válvula de escape, uma espécie de "ombro amigo" que ajuda nos momentos de maior necessidade. E este é o caso de João Pedro Fernandes, de apenas nove anos, que está em tratamento oncológico por contra do tumor sarcoma de Ewing. Ele luta bravamente desde fevereiro de 2023 e pôde encontrar, durante uma visita ao Morumbis e na entrada em campo com os jogadores do São Paulo, na última terça-feira, um "gás a mais" para seguir batalhando contra a doença. João Pedro, de óculos, entra em campo com os jogadores do São Paulo.
Por Bárbara Bruno — Sorocaba, SP 07/02/2025 12h02
Queridos amigos. Informo vocês que o nosso menino está internado. Ele não está bem e acreditamos que a passagem dele está próxima. João foi luz, foi fé, foi força. Ele pediu para chamar os médicos e agradeceu eles por tudo, por todo cuidado, por todo carinho. Rezem, orem pelo João, pela passagem, e por nós tbm. João uniu todos vocês para nos ajudar a carregar a cruz. E vocês fizeram isso com maestria. Não teria sido fácil sem vocês. Levem para a vida de vocês que a oração tem poder, é linda, é mágica e esse poder é real. Não podemos receber visitas nesse estágio, mas peço humildemente que se conectem a nós através das orações. Elisa e eu só carregamos gratidão a Deus. Deus nunca nos abandonou nesses quase três anos. Ele foi fiel, amoroso e cuidadoso. João não é deste mundo, nós só fomos os escolhidos e espero que tenhamos conseguido cumprir a missão. Voltarei com mais notícias no momento oportuno. Um grande beijo no coração de cada um de vocês. 
Anderson e Elisa. 29 de setembro de 2025


terça-feira, 29 de setembro de 2026

ELES NOS PRECEDERAM- PE. JOSÉ LOPES FERREIRA CSsR

PE. JOSÉ LOPES FERREIRA CSsR
*16 de DEZEMBRO 1890
+29 de SETEMBRO 1940 
Um dos primeiros padres brasileiros da nossa província. Nasceu em Aparecida a 16 de dezembro de 1890. Aos dez anos foi recebido no recémfundado “Colégio Santo Afonso”. Em 1906 fez noviciado sob a direção do Pe. Lourenço Hubbauer, de reconhecida austeridade e não menor rigor. Após a Profissão iniciou seus estudos de Filosofia na Penha, indo depois para a Alemanha. Dedicou-se com afinco ao estudo da Teologia, interessando- se mais pela Ascética, pelo que se tornou profundo conhecedor das obras de Santo Afonso e do nosso Pe. Desurmont. Ainda na Europa, iniciou a tradução de “A Escola da Perfeição” mais tarde publicado pelas “Vozes”. Ordenado sacerdote em 31 de julho de 1913, voltou para o Brasil, iniciando suas atividades na Penha, onde ficou até fins de 1915. Bom orador, e ótimo missionário, trabalhou em Goiás, Araraquara e Penha, não se poupando no trabalho das Missões e Retiros. Em 1935 foi transferido para Aparecida, onde viveu seus últimos anos como redator de “O Santuário”, da “Liga Católica”, dos “Ecos Marianos” e do “Boletim Redentorista”. Filho de Pai português, Pe. Lopes nunca negou seu sangue: bom coração, sabia ser delicado e atencioso; mas quando necessário, era franco e sincero, falando o que sentia, e nada deixava para depois. Isso lhe deu, às vezes, incompreensões e aborrecimentos. Tenho de ser assim — dizia ele — para não ser hipócrita. Era homem que não usava restrições nem subterfúgios. Escrupuloso na observância do regulamento, fazia questão dos exercícios comuns, e seguia rigorosamente um horário para seus trabalhos e práticas de piedade. Amava sinceramente a Congregação, e sentia profundamente qualquer notícia desagradável a respeito de Superiores e confrades. Sua acentuada vida interior apareceu bem nos seus escritos particulares, em suas notas de retiros e o testemunho dos seus penitentes que não eram poucos, e dele diziam: “Exigente, compreensivo e piedoso”. Nunca foi orador de empolgar auditórios; mas foi pregador de exposição clara, comunicativo, que sabia prender seus ouvintes. Era nos retiros que ele se sentia mais à vontade, dirigindo-se à inteligência e reflexão de grupos, já que não se impressionava muito com o entusiasmo fácil das multidões. Como jornalista, era de um estilo todo original. Em suas mãos “O Santuário” foi sempre elogiado, pela ordem, clareza e conteúdo. Foi no dia 24 de agosto de 1937, quando estava ele escrevendo um artigo para o “Ecos Marianos”, que teve, de repente uma congestão cerebral, e foi levado para a Santa Casa de Guaratinguetá. Após dois meses de tratamento, conseguiu melhorar. Voltou para o Convento, e embora com dificuldade, continuou trabalhando na igreja e nos seus escritos. Como não chegou a recuperar bem os seus movimentos, seus três últimos anos foram de grandes sacrifícios. Mesmo assim não se dispensava dos exercícios comuns, andando com dificuldade, ia, todos os dias para o confessionário, e semanalmente fazia, no salão paroquial, a reunião da Congregação Mariana que ele mesmo fundara. Mas em agosto de 1940 começou a piorar sensivelmente. Quase não se alimentava. Tinha o coração inflamado, e complicações renais. Não deixava, porém, de celebrar sua missa e rezar seu Breviário todos os dias. Na véspera de sua morte, sofrendo muito quase sem poder respirar, concordou em ficar na cama. No dia seguinte, 29 de setembro (dia de São Miguel) com muito sacrifício conseguiu celebrar, sendo depois carregado para o seu quarto. Ainda rezou as horas menores do Breviário. Ao meio-dia recebeu a Unção dos Enfermos; a Comunidade foi avisada, e enquanto os confrades rezavam junto ao seu leito, ele fitou longamente o quadro de Santo Afonso, e expirou sem um gemido sequer.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

A foto acima é  do 1o. Redentorista brasileiro e aparecidense Pe. LOPES.
Primo de nosso avô Benedito Júlio Barreto
Ainda Dom José Carlos de Oliveira, 
Pe. Isac Barreto Lorena.
E tantos outros  perseverantes bons padres aparecidenses. PEDRO LUIZ DIAS

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÃO (JORGE) HECHENBLAICKNER CSsR

PADRE ANTÃO (JORGE) HECHENBLAICKNER CSsR 
+28 de SETEMBRO 1965 
Um confrade que soube elevar muito o nome da Congregação, não somente pela sua virtude, como pelo seu dinamismo. Tirolês austríaco, Pe. Antão nasceu a 5 de junho de 1880. Após seus estudos ginasiais ingressou na C.Ss.R. sendo ordenado em 1904. Saúde de ferro, e com uma extraordinária capacidade de trabalho, achou que na Europa não teria campo suficiente para a sua atividade. Veio, por isso, para o Brasil, logo após sua ordenação. E nunca mais voltou a rever a sua terra natal, tendo renunciado à respectiva licença para tal. Embora nunca o tenha revelado, sua longa vida nos deixou a impressão de que tinha voto de não perder tempo. “Sanctifica te pro Brasilianis, ut et ipsi sanctificentur per te” — esse o lema que o trouxe ao Brasil, escrito logo no cabeçalho do seu diário de viagem. E esse lema ele o viveu intensamente. Como Superior de Campinas (GO) foi de um zelo incansável, nas pregações, no confessionário, na construção do Santuário de Trindade, bem como da igreja de Bela Vista. E como se isso não bastasse, dedicou-se ainda à pregação de Missões e Retiros. Como Vigário da Penha distingui-se pelo seu zelo e caridade no trabalho de socorrer os pobres por ocasião da celebre gripe espanhola (1915-1918). Novamente como vigário em 1924 teve destacada atuação como mediador entre revoltosos e Governo, na revolução desse ano, bem como organizando a assistência aos pobres e necessitados, com a distribuição de gêneros e roupas. Como Superior e Vigário de Aparecida (1927-1932) apesar de todo o trabalho do seu cargo, tomou parte ativa no movimento de 9 de julho de 1932; promoveu o Congresso Mariano de 1929, e trabalhou intensamente para que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada Padroeira do Brasil, a 16 de julho de 1930. De 1950 a 1956 foi, pela segunda vez, Superior e Vigário de Aparecida, muito fazendo pela Rádio e construção da nova Basílica. Como Missionário trabalhou em Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul, sempre com seu invejável entusiasmo e extraordinária disposição para o trabalho. Foi ainda diretor espiritual e professor no Seminário Maior de Tietê, participando também da Pastoral da Matriz ou nas Capelas rurais. Rigoroso consigo mesmo, jamais se dispensava do trabalho ou dos exercícios comuns. Com os confrades, ou com os estranhos, era sempre o religioso equilibrado, simples e atencioso com todos. Duramente provado pela idade e pela esclerose que não lhe permitiam qualquer atividade, passou seus últimos anos na Penha. Mesmo assim trabalhou com seu exemplo de conformidade, profundo espírito de fé e de oração. Nunca se dispensou do Breviário, rezando geralmente de joelhos, na Capela da casa; e quando já não podia mais celebrar, fazia questão de assistir a todas as missas que se celebravam na igreja. Somente pela sua grande energia e profundo espírito de fé pôde suportar esses anos de inatividade, sem uma palavra de queixa ou desânimo. Desse calvário, porém, Deus o tirou chamando- o para a glória eterna no dia 28 de setembro de 1965.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Foi vigário de Aparecida no tempo em que eu estava no seminário, meu pai, fotógrafo na praça, era muito amigo do padre Antão, certa ocasião autorizou-o com exclusividade a tirar fotos na gruta de Nossa Senhora no sopé do Morro do Cruzeiro, o negócio ia muito bem, mas outros fotógrafos foram ao padre Antão denunciar que meu pai não era devoto de Nossa Senhora e por isso não merecia aquele privilégio, isso o consternou muito, chamou meu pai e fez-lhe uma proposta, pediu que ele entrasse para a congregação mariana para calar a boca dos invejosos, papai não aceitou e deixou o ponto para um dos denunciantes que usava a fita azul.Alexandre Dumas

domingo, 27 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. ÂNGELO LICATI CSsR

Pe. ÂNGELO LICATI CSsR 
*26 de Janeiro de 1928
+27 de Setembro de 2019
A Província Redentorista de Goiás está em luto pela perda de um de seus membros: Padre Ângelo Licati, de 91 anos(incompletos), não resistiu a uma intervenção cirúrgica, feita na última semana, para o tratamento de uma úlcera. O velório acontece na Basílica Santuário do Divino Pai Eterno em Trindade (GO), a partir do meio-dia.Em nota, o Superior Provincial de Goiás, Padre André Ricardo de Melo, pede que recomendemos a alma de Padre Ângelo em todas as orações nestes dias, especialmente, oferecendo missas em sufrágio. 
Mais sobre Padre Ângelo Licati 
Os números da sua vida são expressivos: mais de 70 anos de vida consagrada e 67 de sacerdócio.Padre Angelo nasceu em 26 de Janeiro de 1928, em Avaré (SP). Entrou para o Seminário em 1938, fez o noviciado em 1947 e foi ordenado sacerdote em 1952. Trabalhou como professor no Seminário Santo Afonso e no Santuário Nacional de Aparecida (SP). Missionário na Igreja da Penha, estudou Teologia Moral em Roma (1967), e dentre tantos outros trabalhos, foi Superior vice-Provincial da então vice-Província de Brasília por cerca de 10 anos.Em Trindade, exerceu o cargo de Reitor e Pároco. Os dois últimos lugares em que atuou foram Campinas e Trindade. Ultimamente, residia na Comunidade da Basílica do Divino Pai Eterno.
91 anos(incompletos) de vida, 72 anos de vida consagrada, e 67 anos de sacerdócio: estes são os números que acompanham o Pe. Ângelo Licati neste ano de 2019. Paulista da cidade de Avaré, filho de imigrantes italianos que vieram para o Brasil trabalhar nas fazendas de café. Em 1938, entrou para o seminário redentorista. Além da formação no Brasil, cursou Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma, na Itália. Trabalhou por muitos anos no Santuário Nacional de Aparecida, onde foi Prefeito de Igreja e Reitor. Também acompanhou pastoralmente os operários nas fábricas, na capital paulista. Entre 1961 e 1970, integrou a equipe de missionários itinerantes em Araraquara/SP, e colaborou com o início da Novena “Natal em Família”. Em 1976, foi transferido para Goiás, onde foi missionário itinerante, Superior Vice-Provincial (1985-1988), Reitor do Santuário do Divino Pai Eterno (1988-1994), vigário paroquial na Paróquia/Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Goiânia. Colaborador do Santuário Basílica de Trindade. Pe. Ângelo tinha a paixão pela pescaria e natureza, mas também pela leitura e a escrita. Além do português, estudou latim, espanhol, italiano e um pouco de francês. Devoto de Maria Santíssima, é o autor do livro “A caminho com Maria”, da Editora Santuário; na Scala Editora, é o autor do subsídio “Semana Santa nas Comunidades – Coordenada animada por leigos”.
NOSSO GUIA – FEVEREIRO/2017(atualizado)
Padre Ângelo era um dos meus chegados. ele gostava de jogar futebol quando eu era goleiro, pois todas as bolas que pegava passava para ele. e gostava quando eu dizia, vamos por fogo nisso. A última vez que o vi foi em Trindade, em 97 ou 98, não me lembro. Um grande seguidor de Cristo.Abner Ferraz de Campos(+)
MINHA NOTA ESPECIAL- Aos domingos, pela REDEVIDA, assistia às missas do Padre Ângelo Licáti. Ele era um perfeccionista do Evangelho! Explicava com segurança e detalhes todos os pontos da celebração. Às vezes até "estourava" o tempo previsto(1:30h), mas demonstrava que o mais importante deveria ser dito com prioridade.Quando benzia as imagens e objetos ressaltava que aquilo era apenas para ter em casa a lembrança do templo do Senhor! Ele agora está na melhor vida pois UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU!!!! Antônio Ierárdi Neto
Padre Ângelo, devo-lhe uma homenagem. Foi meu prefeito, andava em má companhia, apoiava um grupo de má índole, quase todos foram convidados a sair, menos o delator que se tornou padre. Tivemos um atrito, me rebelei, respeitou minha posição. Saí do seminário, minha mãe morreu algum tempo depois, compareceu ao féretro acompanhado de vários seminaristas. Recentemente, nós nos vimos na novena de Nossa Senhora, identifiquei-me, ficou feliz.

SEMINARISTAS E EX-SEMINARISTAS - DUMAS

Que bom voltar a este espaço. Os ex-seminaristas nomeiam-me como um dos titulares de um grupo que aqui postam situações, histórias, conjecturas..... Orgulho-me de ser citado entre o Thozzi, Cunha, Pinheiro, Ierardi e outros saudosistas de nosso tempo, embora diverso, mas espaços comuns no Santo Afonso. Vivemos o padre Pereira, Brandão, Rodrigues, Ângelo, Torres e outros mais. Vivemos situações em cada tempo, repetidas igualmente noutros tempos. A saudade é igual, um ideal sonhado e projetado para uma vida, mas abortado por razões diversas. Alguns foram além, vestiram a batina, professaram, estes sofrem mais, as lembranças remontam às laudas e ministérios conferidos, antecipando a sagração. Outros sonharam, como eu, o púlpito e o altar. Fomos chamados e não escolhidos, a frustração nos acompanha pela vida. Grande é o Senhor, ele fez em nós maravilhas. Alexandre Dumas
Caro Dumas....tivemos um dia orientação cristã, católica, redentorista no Seminário Santo Afonso! Nossos orientadores e professores eram os padres redentoristas, muitos recém saídos da ordenação para nosso convívio, morando na clausura do seminário e sempre prontos para as salas de aula: Latim, Português, Álgebra, Química, Física, Francês, Inglês, Botânica e ainda História Geral, Geografia Geral, Grego, Literatura, Música, Oratória, Religião. Tivemos, ainda no curso médio(clássico/científico), aprendizado ao nível da formação universitária de fora! Percebi isso quando saí! Por isso foi-me fácil achar emprego administrativo!!!! Nunca paguei nada pelo estudo no SRSA, assim tenho agradecimento eterno à Congregação Redentorista! Aos meus professores, sacerdotes redentoristas! Formação religiosa e cultural! Entretanto, meu amigo, devo discordar de você.... em momento algum senti-me frustrado....Um dia meu orientador espiritual, Padre Azevedo Toffuli, após 5 anos de colóquios mensais, disse-me: - Você não deve ser padre! Você deve construir uma família! Assim, saí do seminário, constituí uma família e surgiram três filhos e ainda quatro netos! Dessa forma coloquei em prática, tanto a minha orientação religiosa, como a cultural! Hoje, no mundo, como dizíamos, trabalho com os mesmos princípios e objetivos que aprendi um dia no seminário! Antônio Ierardi Neto
Li o texto acima, o Sr. Dumas te mencionando como um dos titulares da "Távola Redonda". 
Legal pai ! 
Sou grato por ter tido uma educação exemplar de pai e mãe; e orgulho de ser seu filho. 🙏🏻 Como sou feliz e grato por ser filho do Avô Toninho  e da Avó Mercedes;  da educação e do amor que tive e tenho até hoje; feliz por transmitir ao meu filho que eu amo...... a importância de ter caráter, de ser honesto e de viver com bons costumes como aprendi com o meu pai e com a minha mãe. Feliz também pelos irmãos  que eu tenho, que sempre foram exemplos para mim; além de amar  todos os meus sobrinhos queridos. E assim segue a família Ierardi; uma família feliz que tem como prioridade seguir ao nosso pai : DEUS. Obrigado pai !
Do meu filho caçula!
Estava lendo a primeira parte, do Sr. Dumas e enquanto lia , pensava exatamente no que você escreveu em resposta! Estamos aqui, neste mundo, para aprender e servir, não importa a quem, aonde ou a forma!! Estes seus anos no seminário foram cruciais para a sua formação e para formação das nossas famílias! ... GRAÇAS A DEUS ... 🙏🏼🙏🏼🙏🏼 
Do meu filho do meio!
Que linda mensagem pai! 
Também sou muito grato por ter recebido a benção de fazer parte dessa família! Os netos estão na mesma direção e certamente os bisnetos também seguirão nossos passos. Tudo valeu a pena, graças a Deus! 
Do meu primeiro filho!

sábado, 26 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE OSCAR JACOB KRINDGES, CSsR

PE OSCAR JACOB KRINDGES, CSSR
* Porto Alegre 06.07.1916
+ Passo Fundo  26.09.2011 
Nenhum dos 10 filhos do casal Jacob Krindges e Maria Hortência Krindges lhes foi tão querido como o 4º, o nosso Pe. Oscar. Nasceu a 06.07.1916, em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Recebeu o Batismo aos 10 de julho do mesmo ano, em Porto Alegre. Nessa cidade cursou os estudos primários. Aos 27.02.1929 começou o seminário menor no antigo e recém-fundado Clementinum, em Cachoeira do Sul. Dentre os que começaram os estudos no Clementinum, foi o primeiro a ser ordenado padre.  Ele chama a si mesmo ”o primeiro fruto do seminário redentorista gaúcho”. Terminou os estudos secundários em Aparecida SP, aos 20.12.1934. Começou o noviciado em Pindamonhangaba SP aos 02.02.1935. Após intensa preparação, levada a sério, emitiu a primeira profissão religiosa em Tietê SP, aos 19.07.1936, cidade em que já tinha começado o estudo de filosofia no dia 03 de março do mesmo ano. Ainda em Tietê iniciou a teologia em 1938. A emissão da profissão perpétua, aos 09.02.1940, foi a porta de entrada para o diaconato (17.11.1940), conferido por D. José Carlos de Aguirre,  Bispo de Sorocaba. O mesmo prelado lhe conferiu, a 21.12.1940, o sacerdócio, também em Tietê.
Após a ordenação, foi professor no seminário Santo Afonso, em Aparecida SP, até 1942. De 1943 a 1945 derramou suor e preocupação como vigário paroquial na Penha, paróquia da capital paulista.
Em 1945, em Aparecia SP fez o ‘segundo noviciado’ como preparação para a atividade missionária, indo em seguida a Campinas e  Trindade GO,  como missionário e pároco de Palmeiras de Goiás.
Igualmente dedicou-se às missões populares de 1953 a 1955, quando residiu em S. João da Boa Vista SP. As missões populares o ocuparam de 1955 - 1957 em Cachoeira do Sul RS. Nesta cidade, além de reitor da comunidade religiosa redentorista, foi o 1º  pároco da nova paróquia Santo Antônio, da qual tomou posse a 01.01.1958. Voltou às missões populares, agora residindo em Lages SC a partir de 1960.
Como professor no Seminário Instituto Menino Deus em Passo Fundo foi estimado por suas aulas de história e de ciências naturais; foi  reitor da comunidade religiosa a partir de 1964. Montou o Museu do Seminário, pedindo e se interessando por imagens, pedras, antiguidades e animais. Por seu interesse em tudo isso, popularizou-se-lhe o apelido de “Pirata”, pois “salvou” muitas preciosidades para o museu.
Em 1972 foi um dos pioneiros da nova frente missionária que a Província de Porto Alegre teve de assumir na Prelazia – hoje Diocese – e Rubiataba GO, onde, como pároco de Crixás, construiu, entre outras coisas, a matriz local. Doente, cansado, pediu para voltar ao Sul, pois sentia “necessidade da comunidade”.
Residindo novamente em Passo Fundo, já em 1977, pediu para voltar a Goiás, porque
“eu não suporto essa vida de professor... sonho poder trabalhar no meio do povo simples e amigo como em Crixás”. Mas, a determinação do médico que não desejava que ele ficasse num lugar tão retirado de recursos, o fez continuar o tratamento da saúde no Sul. Em 1981 trabalhou na paróquia de Ibiaçá RS, onde terminou, como pároco, a construção do santuário de N. Sra. Consoladora, com torre e tudo o mais a que tem direito um lugar de romarias. Com a entrega dessa paróquia, pela congregação, à diocese de Vacaria (25.02.1984), Pe Oscar  voltou  residir em Passo Fundo. Ali, cuidou do museu, embelezou o seminário.
Em 1987 foi um dos fundadores da casa redentorista de Lontras, diocese de Rio do Sul SC, onde, como vigário paroquial, deixou rastros de amizade, esparramou a alegria na  visita às casas de família, catequizou jovens e  crianças e seus dotes de oratória eram bem apreciados.
Desde  1989 viveu em Passo Fundo, no Instituto Menino Deus, onde cuidava do acervo histórico da Província de Porto Alegre e do museu, cuidava do visual ecológico do terreno adjacente, se deliciava com as orquídeas, bromélias e pássaros, pesquisava a história da Congregação no Sul do Brasil. Cada ano, porém, durante os meses de inverno migrava para o norte do Brasil, especialmente à Bahia, diocese de Juazeiro, onde exercia bom trabalho pastoral nas desobrigas daquelas imensas Paróquias.
Homem de hábitos simples, fala fluente, gostava de enfeitar as conversas com piadas e brincadeiras. Enérgico na defesa de suas idéias, também sabia dialogar. Gostava de viver entre os jovens, já que sua jovialidade era contagiante. Apesar da idade provecta, relacionava-se bem com a juventude. Houve momentos de bom entrosamento; a diferença de idade, contudo, trazia seus conflitos, levados na esportiva por ambos os lados.
Amou a congregação redentorista, à qual serviu como superior nas comunidades,  conselheiro provincial e demais cargos comunitários. Procurou encarnar na vida o espírito de Sto Afonso, o fundador. A Constituição 20 da CSSR serve para um bom retrato falado do confrade: forte na fé, firme na esperança, sempre dado à oração, disponível para  urgências pastorais..... A Província de Porto Alegre lhe deve muito pelas benemerências em trabalhos de resgate da memória histórica.
A coerência é uma das dimensões da fidelidade em viver, sem rupturas, e acordo com o que se crê. A fidelidade deve passar pela prova mais exigente: a prova da duração. Tudo isso transparecia nele por ocasião dos 60 anos de sacerdócio (12.12.2000) e nos 75 anos de  vida religiosa (10.07.2011). Foram datas de duração suficiente para provar a fidelidade. Louvemos ao Senhor.
Faleceu a 26 de setembro de 2011, as 13,00 h, durante a comemoração do Bem-aventurado Gaspar Stanggassinger, enquanto estava internado na UTI em hospital de Passo Fundo, atacado de pneumonia. Contava 95 anos de idade. Paz e alegria ao servo fiel. 
Veja fotos:
Pe Euclides
Sec.prov.
Congregação do Santissimo Redentor
Provincia de Porto Alegre
Barros Cassal, 767 – Bom Fim
90035-030  - Porto Alegre   rs
fone 0xx(51) 3311 0883

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE VICENTE ANDRÉ DE OLIVEIRA CSsR

PADRE VICENTE ANDRÉ DE OLIVEIRA CSsR 
(*) 02 DE OUTUBRO 1956 
(+)26 DE SETEMBR0 2023 
O missionário redentorista padre Vicente André fez sua páscoa definitiva na madrugada desta terça-feira (26), em São Paulo. Ele contraiu uma grave pneumonia no primeiro semestre de 2023 e, após duas internações em menos de seis meses, veio a falecer no Hospital Samaritano, no bairro de Higienópolis. 
Biografia 
Vicente André nasceu em Monte Carmelo (MG), no dia 2 de outubro de 1956. Era o filho caçula, entre 11 irmãos, de João André de Oliveira e Maria Ricarda de Jesus. Ingressou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), no dia 12 de fevereiro de 1973, onde cursou o Ensino Médio. Em Lorena (SP), cursou Filosofia, Psicologia e História na Faculdade Salesiana. Viveu o Noviciado em São João da Boa Vista (SP), no ano de 1979, celebrando a Profissão dos Votos Religiosos no dia 2 de fevereiro de 1980. Em São Paulo (SP), fez os estudos de Teologia no ITESP. Foi ordenado diácono no dia 31 de julho de 1983, na capela-mor do Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), juntamente com os colegas de curso, como o Pe. Ferdinando Mancílio e o Pe. Inácio de Medeiros. 
Ordenação e missão 
No dia 14 de janeiro de 1984, foi ordenado sacerdote, iniciando a sua vida missionária, naquela época, na Vice-Província de Goiás, como vigário cooperador. No ano seguinte, em 1985, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, como pároco, até o ano de 1987. 
Em fevereiro de 1988, foi transferido para Brasília (DF), servindo como superior da comunidade e diretor do Centro de Pastoral Popular (CPP) durante seis anos. 
Em fevereiro de 1994, mudou-se para Trindade (GO), para atuar como vigário paroquial e, em 1995, foi nomeado reitor e administrador do Santuário do Divino Pai Eterno – serviço que exerceu até o ano de 2002. Nesse período, concluiu a obra do Santuário e coordenou a construção da praça, onde hoje se encontra. 
Em maio de 2002, foi designado para trabalhar na pastoral e atendimento dos devotos da Mãe Aparecida, sendo transferido para a Comunidade do Santuário Nacional, em Aparecida (SP). 
Entre os anos de 2004 e 2007, foi diretor da Academia Marial e participou de dois Congressos internacionais em preparação para a V Conferência de Aparecida: no Santuário de Guadalupe, no México; e no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França. No Santuário de Aparecida ele foi o criador da Equipe de Acolhida. 
Em janeiro de 2009, foi transferido para o Seminário Santa Teresinha, em Tietê (SP), onde foi o superior da comunidade e reitor da Igreja durante seis anos. 
Pe. Vicente foi autor de algumas obras publicadas pelas nossas editoras redentoristas, tais como: 
“Conhecendo o Santuário do Divino Pai Eterno”, em 1999, pela Gráfica e Editora Redentorista (Goiânia-GO); e pela Editora Santuário (Aparecida-SP), “Acolhida – Como Formar Comunidades Acolhedoras”, em 2004; “Segredo de Viver”, em 2005; e “Discípulos e Missionários com a Mãe Aparecida”, em 2007. 
Em janeiro de 2015, foi transferido para Campinas (SP), para exercer a função de pároco na Paróquia de Santo Afonso, região do Campo Grande, por três anos. Pe. Vicente se mudou para a Comunidade de Araraquara (SP), em fevereiro de 2018, onde cooperou na pastoral da Igreja de Santa Cruz até o final do ano seguinte.
Entre os anos de 2020 e 2021, atuou na Província de Porto Alegre (RS), trabalhando na pastoral do Santuário Mãe de Deus, em Lages (SC). 
Desde 2022, exercia suas atividades missionárias na Província de Minas, Rio e Espírito Santo, residindo e servindo na Basílica de São Geraldo, em Curvelo (MG). 
Neste ano de 2023, ele contraiu uma grave pneumonia e enfisema pulmonar, precisando ser internado no dia 31 de maio. 
No dia 15 de junho, recebeu a alta hospitalar e, no dia 19 do mesmo mês, foi transferido para a comunidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro do Jardim Paulistano, em São Paulo (SP), a fim de realizar outras avaliações médicas e continuar recebendo os devidos cuidados. 
No início de julho, Pe. Vicente André começou uma terapia respiratória, fazendo uso do aparelho de oxigênio. 
Entretanto, no dia 18 deste mês, ele teve uma crise respiratória, com saturação baixa ao decorrer de toda a noite.
Às três da manhã, apresentou um nível ainda menor na saturação e cianose, no qual teve que ser acionado o SAMU para sua transferência ao Hospital Samaritano, do bairro Higienópolis, na cidade de São Paulo (SP). 
Por meio dos exames clínicos, teve que ficar entubado e sedado, para preservar as vias aéreas e iniciar um novo medicamento. 
Fonte: Secretaria da Província Redentorista de São Paulo

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

TRÊS VOZES, UMA MISSÃO: DAS ONDAS À EVANGELIZAÇÃO

Como de hábito, no final da madrugada, quando o silêncio favorece as primeiras reflexões, repasso textos, informações e notícias das últimas horas. 
Esta madrugada não foi diferente. 
A mensagem do presidente Donald Trump e de Melania Trump por ocasião da beatificação do arcebispo Fulton J. Sheen chamou-me a atenção para uma característica marcante de sua missão: a extraordinária utilização dos meios de comunicação para anunciar o Evangelho. 
Imediatamente me vieram à memória dois sacerdotes brasileiros: Padre Roberto Landell de Moura e Padre Vítor Coelho de Almeida, C.Ss.R. 
Três presbíteros das Américas. 
Três histórias distintas. 
E uma percepção comum: ciência, tecnologia e comunicação também podem servir à evangelização. 
Landell de Moura (1861–1928), sacerdote, cientista e inventor, realizou experiências pioneiras de transmissão da voz sem fios. 
Mais do que discutir a primazia da invenção do rádio, interessa-me sua visão: ciência e religião não precisavam caminhar em direções opostas.
Landell procurava descobrir como a voz poderia chegar mais longe. 
Décadas depois, Fulton Sheen compreenderia que essa mesma possibilidade tecnológica poderia colocar o Evangelho diante de milhões de pessoas. 
Do rádio passou à televisão, dominando a linguagem dos novos meios e fazendo da sala das casas uma extensão do púlpito. 
No Brasil, Padre Vítor Coelho percebeu igualmente a força pastoral do rádio. Sua voz tornou-se inseparável da história da Rádio Aparecida. Pelas ondas, chegava às famílias, aos trabalhadores, aos enfermos e às comunidades mais distantes. 
Era a Missão Redentorista viajando pelo rádio. 
Não pretendo estabelecer uma relação histórica direta entre os três. 
O paralelo está naquilo que perceberam: os meios mudam; a missão permanece. 
Landell pesquisou as ondas. Sheen ocupou as ondas. Vítor Coelho transformou as ondas em missão popular. 
Mais tarde, o Concílio Vaticano II reconheceria, no decreto Inter Mirifica, as extraordinárias possibilidades dos meios de comunicação social. 
E chegamos a 2026. 
Se esses três evangelizadores estivessem hoje diante da internet, dos podcasts, das redes sociais, dos algoritmos e da Inteligência Artificial, o que fariam? 
Talvez não perguntassem se devemos utilizar essas ferramentas, mas como utilizá-las a serviço do ser humano e da Boa-Nova. 
Ontem, ondas eletromagnéticas. 
Depois, rádio e televisão. 
Hoje, plataformas, redes e Inteligência Artificial. 
A tecnologia muda. 
A pergunta missionária permanece: como fazer a Palavra chegar mais longe sem perder sua verdade e sua humanidade? 
Fulton Sheen agora é Beato. Padre Vítor Coelho, Venerável, prossegue em sua causa de beatificação. E Padre Landell de Moura merece ocupar cada vez mais o lugar que lhe corresponde na memória das comunicações. 
A ciência descobre caminhos.

A comunicação encurta distâncias.

A evangelização lhes dá um sentido: chegar ao outro.
PEDRO LUIZ DIAS

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. LUIZ ÍTALO ZÔMPERO CSsR

PE. LUIZ ÍTALO ZÔMPERO CSsR 
+25 DE SETEMBRO 1981 
Natural de Brotas-SP, nasceu em 23 de dezembro de 1934. Em 1942 sua família já estava residindo na vizinha cidade de Pederneiras-SP onde freqüentou a Escola Paroquial. Ingressando no Seminário Santo Afonso em 1944, recebeu o hábito em 1952 e fez os estudos superiores em nosso Seminário de Tietê, onde foi ordenado a 1º de julho de 1958. Durante alguns anos Pe. Zômpero trabalhou como professor e vice-diretor do S. R. S. A.(*) Posteriormente esteve como cooperador na Penha, e em São João da Boa Vista como missionário, ocupando-se também com os cursilhos. Daqui seguiu para o nosso Seminário em Goiás, e em 1978 foi vigário da nossa paróquia em Goiânia. Deixando o cargo de vigário, assumiu a direção da Rádio Difusora, tornando-se bastante conhecido através dos seus programas, sempre apreciados; e durante esses anos colaborou também no “Santuário de Aparecida”. De Goiás, Pe. Zômpero veio trabalhar na Rádio Aparecida. E foi a serviço da R. A. que, no dia 25 de setembro (1981) foi encontrar a morte, na estrada São Paulo-Curitiba. Capotando por duas vezes o carro em que viajava ao lado do motorista, fraturou ele diversas costelas, com grave lesão na coluna. Levado às pressas para Curitiba, faleceu ao dar entrada no hospital. Foi sepultado em Aparecida. Sua morte, repentina e violenta, foi muito sentida, principalmente pelos seus confrades que, nele viam um grande companheiro, sempre alegre, ativo, e disposto para qualquer trabalho. Deus o chamou quando tinha ainda muito para dar. (Comunicado do Governo Provincial) 
(*)Pe. Zômpero possuía porte físico excelente e foi exímio futebolista. O esporte, aliado à sua simpatia pessoal, foi o caminho para muitas amizades e para a pastoral entre os jovens. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR.

Padre Zômpero, ordenado sacerdote em 1958, iniciou os trabalhos como mestre no SRSA. Como todos podem lembrar-se, aos domingos havia a famosa "festinha" após o jantar, quando treinávamos nossa comunicação de púlpito por meio da oratória e declamação de poesias. Recordo que numa dessas ocasiões, Pe.Zômpero presidiu o evento e coube-me ser um dos oradores. Fiz um discurso com tema da FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE tendo como base uma historieta que li de artistas da Ópera de Paris. Padre Zômpero elogiou minha apresentação e solicitou-me cópia para seus futuros sermões (naquele tempo dizíamos "sermões" ao invés das "homilias" de agora!). Saudosa memória! Esteja em paz, padre amigo! Antônio Ierárdi Neto - Tampinha
Amigo Ierardi, padre Zômpero foi também meu professor de música e nestas festinhas que você citou eu tive que fazer um solo. Eu sempre fui muito tímido, mas tive que fazer aquele solo. No palco do auditório, quando todos pararam de cantar eu cantei sozinho o famoso lá lá lá lá, lá lá lá lá lá. Nem sei como consegui, só sei que consegui. Tanta gente boa que gostava de cantar, ele foi escolher justamente a mim. E me lembro que o Natal teve que cantar uma música (Al di lá...) e ele escreveu na palma da mão para não esquecer e aí eu que tinha que declamar um poema fiz a mesma coisa, escrevi na palma da minha mão para não esquecer a letra. (era sobre a palavra "tempo", onde "tempo" aparecia várias vezes) Mas era um bom amigo e lembro-me que no esporte tinha uma coisa interessante, padre naquela época não podia tirar a batina preta de jeito nenhum (a batina branca ainda estava sendo liberada) então ele arregaçava a batina, prendia no cinto da batina dos redentoristas e era assim que ele jogava bola com a gente. Ele nos conquistava através dos esportes. Todos gostavam muito dele. Pena ter morrido tão cedo. Abraços do amigo, Natanael de Jesus Criado.
Zômpero, vulgo "Pirulito" foi de meu tempo, estava ele na quinta série e eu na primeira, convivemos por três anos, nunca nos comunicamos em virtude da separação de turmas, maiores, médios e menores. Eu admirava sempre os mais velhos, eram exemplo de fé e perseverança, dele só me lembro da alegria sempre estampada no rosto e o espírito esportivo. Reencontrei-o posteriormente em Trindade na missa das nove, celebrada pelo padre Alexandre Morais, conversamos após a cerimônia e nos identificamos, ele se propôs a entrevistar-me na rádio onde ia conversar com os romeiros, exatamente como era feito na Rádio Aparecida pelo padre Vitor, recusei pela urgência que tinha em voltar para Morrinhos. Despedi-me e infelizmente só fui reencontrá-lo alguns anos depois enterrado no cemitério de Aparecida próximo ao túmulo de meus pais, os redentoristas têm várias sepulturas naquelas proximidades, coincidentemente ali também se encontrava o padre Alexandre Morais.Alexandre Dumas
Foi meu professor. Cuidava de meu caderno financeiro (créditos e débitos). Depois de Aparecida veio para a Rádio Difusora de Goiânia. Tive a oportunidade de lhe fazer uma visita. Olavo Caramori Borges
Meu querido mestre de música e grande tenor. Deus esteja contigo. Vagner Gaspar
Um dos meus grandes mestres lá no SRSA..e jogava bola com a gente....Grande Pe. Zompero! Ivanir Vicari
E jogava bola com a batina levantada na frente e presa no cinto. Natanael de Jesus Criado
Era a compulsoriedade do uso da batina que demonstrava a todo momento a presença do sacerdote ainda que dentro de um campo de futebol participante do jogo....Lembra-me isso a presença do nosso estimado Venerável Padre Vitor Coelho de Almeida, que um dia jogou entre a turma dos maiores...de batina em pontas presas á cintura...e.....fez um gol de cabeça!!!! Comemorou alegre como criança!!! Ierárdi
Tive a honra e privilégio de conhecer a ambos no SRSA..joguei bola com Pe. Zômpero e assisti uma partida do Pe Vitor Coelho...todos com a batina amarrada. Ivanir Vicari
Já relatei, em outros contextos, minha vivência com o Pirulito, como nós o conhecíamos no seminário, era esportista, artista, alegre, seguiu carreira, foi consagrado. Encontrei-o em Goiânia numa missa das nove, queria me entrevistar, aquiesci falar em reminiscências, conversamos. Grandes lembranças de um vocacionado, fiz parte do grupo que o impulsionou, cantamos juntos, rezamos juntos, juramos juntos um ideal comum, fiquei pelo caminho gritando incentivos a uma santa caminhada.Alexandre Dumas Pasin de Menezes