segunda-feira, 22 de junho de 2026

Deus Também Está em Campo: Uma Teologia do Futebol

Nas últimas semanas, a memória afetiva de milhões de pessoas tem sido estimulada por emoções intensas, mensagens inspiradoras e verdadeiras viagens no tempo. As transmissões esportivas que acompanham grandes competições internacionais revelam algo que vai muito além dos resultados das partidas: mostram a força da fé, da oração e da gratidão presentes na vida de inúmeros atletas e torcedores. Talvez seja oportuno falar de uma verdadeira teologia do futebol. Em diferentes campos, diante de diferentes bandeiras e culturas, vemos jogadores que se ajoelham para rezar antes das partidas, atletas que agradecem a Deus após uma vitória, equipes inteiras reunidas em oração e manifestações espontâneas de fé que alcançam milhões de espectadores. São gestos simples, mas profundamente humanos, que recordam a presença de Deus nos momentos mais significativos da existência. A relação entre esporte e espiritualidade não é nova. Ao longo da história, a prática esportiva sempre ocupou lugar importante nas casas de formação, seminários, conventos e colégios religiosos. O esporte foi compreendido como instrumento de educação integral da pessoa humana. Muitos de nós guardamos na memória frases que marcaram esse período de formação. Uma delas, frequentemente presente nas salas de estudo dos seminários, era a célebre expressão latina: “Mens sana in corpore sano” — mente sã em corpo são. Não se tratava apenas de incentivo à atividade física, mas de um convite ao equilíbrio entre inteligência, disciplina, saúde, espiritualidade e convivência fraterna. O esporte ensina valores essenciais para a vida cristã: perseverança, respeito às regras, trabalho em equipe, superação, humildade diante das derrotas e gratidão pelas conquistas. Em muitos aspectos, a prática esportiva se aproxima da caminhada espiritual, que também exige disciplina, dedicação e confiança. Ao observarmos os grandes torneios internacionais, percebemos ainda outro aspecto relevante. O futebol reúne povos, culturas e nações em uma dimensão raramente alcançada por outras instituições humanas. Em determinados momentos, o esporte consegue aproximar mais povos do que muitos fóruns internacionais. Essa capacidade de congregar pessoas recorda o permanente chamado à unidade, tão presente no Evangelho. Poucos sabem, por exemplo, que o próprio Vaticano possui uma seleção esportiva formada por sacerdotes, seminaristas e colaboradores da Santa Sé. Mais do que competir, essas iniciativas buscam promover fraternidade, amizade entre os povos e testemunho dos valores humanos e cristãos. Também merece destaque a visão do saudoso Papa Francisco, que sempre enxergou o esporte como uma poderosa ferramenta de educação, inclusão e construção da paz. Em 2013, ele criou a Fundação Scholas Occurrentes, uma iniciativa internacional que reúne escolas, educadores, jovens, atletas e lideranças de diferentes culturas e religiões. Presente em dezenas de países, a Fundação utiliza a educação, a arte e o esporte como instrumentos de encontro e transformação social. A Scholas Occurrentes conta com o apoio de reconhecidos atletas e personalidades do esporte mundial, que atuam como embaixadores de seus projetos. Sua proposta é simples e profundamente evangélica: aproximar pessoas, fortalecer valores humanos e promover uma cultura do encontro. Dessa forma, o esporte deixa de ser apenas competição e torna-se também um caminho de fraternidade, diálogo e formação integral das novas gerações. Os grandes torneios realizados entre diferentes países demonstram que a convivência pacífica é possível. Mostram que povos distintos podem celebrar juntos, respeitar-se mutuamente e compartilhar sonhos comuns. Nesses momentos, a chamada “teologia do futebol” torna-se visível: o esporte deixa de ser apenas competição e transforma-se em encontro, educação e comunhão. Quando observamos atletas que manifestam sua fé com simplicidade e humildade, compreendemos por que seus testemunhos alcançam tantas pessoas. Não são discursos elaborados que atraem multidões, mas a autenticidade de quem reconhece que seus talentos e conquistas são dons recebidos de Deus. O torneio que atualmente mobiliza nações de diferentes continentes oferece uma imagem eloquente dessa realidade. Dentro e fora dos gramados, homens e mulheres de diferentes idiomas, culturas e tradições religiosas convivem, competem e celebram juntos. É uma demonstração concreta de que a humanidade possui mais pontos de união do que de separação. Em tempos de um verdadeiro cálice mundial de emoções, talvez sejamos convidados a olhar além dos placares. Somos chamados a perceber que, por trás de cada esforço, de cada abraço, de cada lágrima e de cada gesto de gratidão, existe uma dimensão espiritual que aproxima o ser humano de seu Criador. Que possamos reconhecer, também em nosso cotidiano, a presença de Deus em campo: no trabalho, na família, na comunidade e em todas as circunstâncias da vida. Afinal, quando a fé entra em campo, a vitória mais importante não está no troféu levantado, mas na capacidade de unir, celebrar e educar para o bem. Como nos ensinou São João Paulo II, grande admirador do esporte, o ser humano encontra no esforço físico não apenas um caminho para fortalecer o corpo, mas também uma oportunidade de elevar o espírito. Talvez seja essa a maior lição que os gramados continuam oferecendo ao mundo: Deus também está em campo, inspirando gestos de fraternidade, esperança e paz. 
Texto: Pedro Luiz Dias 
Rev.: IAmada Hikari

Aniversário do Padre Márcio Fábri dos Anjos,CSsR

Hoje celebramos o dom da vida do Padre Márcio Fábri dos Anjos, missionário redentorista em sua plenitude: completo de corpo, alma e de uma sabedoria construída com fé, estudo e dedicação à missão.

Vindo de uma família abençoada, marcada por múltiplas vocações religiosas, Padre Márcio trouxe para a Congregação do Santíssimo Redentor e para a Igreja uma sensibilidade singular. Sensibilidade que, ao longo dos anos, o fez enxergar, com olhar pastoral e profético, a força transformadora dos leigos preparados à luz do carisma de Santo Afonso. Foi assim que, desde os primeiros momentos, ele reconheceu na UNESER uma expressão concreta desta grande lavoura missionária que Santo Afonso sonhou e a Igreja tanto necessita.

Sua cultura sólida, seu intelecto brilhante e seu profundo compromisso com a Moral Afonsiana deixaram marcas indeléveis nos diversos campos onde atuou: na academia, nas missões, na formação de novos redentoristas e no acompanhamento pastoral dos leigos. Muitos de nós, ao longo das décadas, fomos alunos, ouvintes e destinatários das reflexões que Padre Márcio tão generosamente compartilhou.

Hoje, a Família Leiga Redentorista, unida em espírito e oração, eleva seus pensamentos a Deus pedindo pela saúde, perseverança e renovação das forças deste irmão e mestre que tanto nos inspira.

Que Santo Afonso, São Geraldo e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro o sustentem e acompanhem sempre.

Parabéns, Padre Márcio! Gratidão por sua vida e missão! 

PEDRO LUIZ DIAS
Padre Márcio, a quem chamávamos de Fábri, esteve na mesma época em que estive no SRSA! Não mantínhamos contatos diretos porque ele era da turma dos maiores e eu da dos menores e as turmas não se falavam, não mantinham entre si quaisquer contatos! 
Ele é irmão do já saudoso Padre Gervásio(+) que  nos deixou em 16 de maio pp.!
https://tavolaseminarios.blogspot.com/2025/05/eles-viveram-conosco-padre-gervasio.html
Antônio Ierárdi Neto

domingo, 21 de junho de 2026

*Entre a inteligência Divina e a Inteligência artificial *

Já estávamos na segunda parte da aula de História Geral, após o intervalo, no Seminário Santa Terezinha de Tietê. A disciplina era magistralmente lecionada pelo saudoso Padre Marcos Moser, da Congregação do Santíssimo Redentor, que também exercia a função de diretor do seminário. Padre Marcos representava, em sua melhor essência, o verdadeiro educador. Preparava suas aulas com dedicação admirável e utilizava pequenas cartelas com anotações resumidas, cuidadosamente organizadas. Mais do que transmitir conhecimento, ensinava um princípio que carregamos pela vida: a importância de ter método e disciplina em tudo o que fazemos. Durante as aulas de História Geral, especialmente quando estudávamos as grandes civilizações e os processos de colonização, era comum ouvi-lo discorrer sobre Roma, seu crescimento, sua influência e a formação da Itália. Entre uma explicação e outra, compartilhava reflexões que iam muito além dos livros. Costumava dizer que gostaria de nascer cem anos no futuro para contemplar as grandes conquistas que a humanidade ainda alcançaria. Muitas vezes me recordo dessa frase. Certamente, se estivesse entre nós hoje, Padre Marcos estaria admirado diante dos avanços da inteligência artificial. Para muitos especialistas, ela representa um extraordinário acelerador de pesquisas, dados e informações, ampliando de forma impressionante a capacidade humana de acesso ao conhecimento. Entretanto, ao recordar seus ensinamentos, surge uma reflexão que talvez lhe fosse muito cara: a relação entre a inteligência artificial e a inteligência divina. Não há comparação possível entre uma e outra. A inteligência artificial é fruto da criatividade humana, capaz de processar informações, reconhecer padrões e oferecer respostas em velocidade extraordinária. Já a inteligência divina permanece como fonte maior de inspiração, luz e sabedoria, impulsionando o próprio ser humano a pesquisar, descobrir, criar e avançar. Se a inteligência artificial aponta caminhos, a inteligência divina inspira a caminhada. Se uma amplia horizontes do conhecimento, a outra dá sentido à busca desse conhecimento. Ao cruzarmos as fronteiras deste novo século, seremos presenteados com descobertas que hoje sequer conseguimos imaginar. A inteligência artificial certamente fará parte dessa jornada. Mas, acima de todas as conquistas tecnológicas, continuará existindo aquilo que transcende os algoritmos: a centelha criadora que inspira a humanidade a sonhar, acreditar e seguir adiante. Ao recordar as palavras do saudoso mestre, percebo que compartilho do mesmo sentimento. Tal como Padre Marcos Moser, eu também gostaria de nascer daqui a cem anos para testemunhar as maravilhas que a humanidade ainda construirá, os conhecimentos que serão revelados e os horizontes que se abrirão diante das futuras gerações. Não por inconformismo com o presente, mas pelo encantamento diante da capacidade humana de evoluir, aprender e transformar o mundo. Talvez Padre Marcos Moser, com seu olhar de educador e sua confiança no futuro, sorrisse ao ver tudo isso. E talvez repetisse, mais uma vez, a lição que nos deixou: toda grande conquista humana começa com a busca do conhecimento, mas encontra sua plenitude quando iluminada pela sabedoria.

UNESER - Jonival celebra 71 anos de vida, de fé e de história.

Sete décadas que traduzem uma trajetória marcada por conquistas, aprendizados, superações e, como na vida de todos os grandes, alguns poucos revezes, que só fortaleceram seu espírito resiliente.

Filho espiritual de Santo Afonso, sobrinho da inspiradora Madre Celeste Crostarosa, afilhado de São Geraldo e São Clemente. Carrega, assim, na própria biografia, os valores redentoristas da missão, do zelo, da fraternidade e do amor incondicional.

Por trilhar, ao longo da vida, os caminhos da compreensão, da escuta generosa, da resiliência e da perseverança, foi naturalmente conduzido à liderança. E não uma liderança qualquer, mas aquela que exige sabedoria rara: presidir a UNESER, um desafio que muitos julgariam próximo do impossível — não fosse sua extraordinária capacidade de harmonizar sensibilidades, de acolher diferenças e de fazer da diversidade uma mesa de comunhão. É como equilibrar cristais em meio a uma festa de torcida organizada — e, não raro, sair aplaudido!

Os novos anos que se abrem diante dele, certamente, serão tão abençoados quanto os que ficam para trás. Pois Jonival é, por essência, um combatente do bom combate, aquele que não desiste, que não recua, que sabe transformar cansaço em esperança e obstáculos em pontes.

Por ser goiano de nascimento, é brasileiro de corpo, alma e coração. Um homem que carrega em si as raízes do cerrado e os sonhos de um país inteiro.

Que a vida lhe seja sempre generosa, que nunca lhe faltem fé, saúde, esperança e amor. 

Vida longa, repleta de bênçãos e realizações, ao confrade e amigo Jonival!

PEDRO LUIZ DIAS
Viva o Goiano!!! Para nós dos muitos goianos, o Côrtes ficou goiano. Alma boa e serena, amigo de longa caminhada. A família UNESER tem um presidente de alto nível, que a nobre associação é merecedora. Vamos pelos acertos e aparando arestas sempre, a jornada às vezes é penosa, mas o sorriso e a alegria da família unida no mesmo ideal e filhos de Afonso de Ligório, vale muito a pena. Forte e fraterno abraço, que Maria Santíssima continue cuidando da gente. JOSÉ VICENTE NAVES

PADRE BIGÃO CSsR - FELIZ ANIVERSÁRIO

Na pia batismal, recebeu um nome grande — talvez um sinal de que aquele menino estava destinado a crescer, não só em estatura, mas, sobretudo, em coração e vocação —Reinaldo Norberto das Graças Tristão. Um nome que carrega peso de história, de fé e de esperança.

Mas, como a vida gosta de moldar seus próprios símbolos, esse nome extenso e sonoro logo ganhou um afetuoso apelido que o acompanha até hoje: “Bigão” — sim, vindo do inglês “Big Man”, o homem grande. Grande no acolhimento, grande na amizade, grande na missão.

Uma de suas professoras, que guarda dele as melhores lembranças, gosta de dizer — com legítimo orgulho — que aquele aluno sempre teve três características marcantes, que pareciam já anunciar o sacerdote que estava se formando:

                 Espírito sereno, capaz de escutar, acolher e acalmar;

                 Profundo amor à missão redentorista, vivido com alegria e fidelidade;

                 Sabedoria espiritual, que não se aprende nos livros, mas nasce da oração, da escuta e do serviço.

E assim tem sido sua vida religiosa: uma caminhada feita de entrega, de presença amorosa e de serviço pastoral em todas as comunidades por onde passa. Quem o encontra, encontra alguém que sabe olhar nos olhos, ouvir sem pressa e fazer do encontro um espaço sagrado.

Hoje, o nosso Bigão — o Big Man da fé e do amor redentorista — celebra a vida. Celebra o dom precioso de mais um ano e, com ele, a oportunidade de continuar sendo luz, ponte e sinal da presença de Deus no meio do povo.

Parabéns, caro amigo e irmão! A Família Leiga Redentorista, com alegria, te abraça, te agradece e reza por tua saúde, tua missão e tua vocação. Que Santo Afonso, São Geraldo e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro continuem te inspirando, fortalecendo e conduzindo teus passos.

Feliz vida, Padre Bigão!

PEDRO LUIZ DIAS

ELES NOS PRECEDERAM - IR. GEBARDO (KONZET) CSsR

IR. GEBARDO (KONZET) CSsR
+21 de JUNHO 1916 
Extremamente simples, e mesmo um tanto ingênuo, este Irmão foi um ótimo Religioso. De uma família pobre, nasceu em Wernsreut (Alemanha) a 12 de agosto de 1855; e somente em 1889 pôde ingressar na C.Ss.R. aos trinta e quatro anos. Após algum tempo, trabalhando em diversas casas da Província Mãe, veio para o Brasil com a primeira turma, em 1894, indo logo para a fundação de Campininhas, em Goiás. Aí ficou até 1901, prestando grandes serviços à Casa, como marceneiro, ao lado do nosso Irmão Simão. Vindo para Aparecida, aí residiu por pouco tempo, já que precisou voltar para Goiás, onde havia trabalhos urgentes para um marceneiro. Mas não pôde trabalhar muito, pois começou a sofrer da vista. Veio, por isso, para a Casa da Penha, onde passou seus últimos anos. Acanhado e taciturno, Ir. Gebardo nunca chegou a aprender o Português. Chegando a uma quase cegueira, sua vida na Penha foi toda de recolhimento e de oração, embora não deixasse de auxiliar nos trabalhos de casa, em tudo o que lhe fosse possível. Seu zelo redentorista aparece bem numa carta ao Provincial, nos primeiros meses de trabalho em Goiás. Diz ele nessa carta: “Aqui há muito mais pobreza do que aí, na Alemanha. Mas, quando penso que estou ajudando os Padres na salvação destas almas abandonadas, sinto-me feliz, e tudo se torna mais fácil”.— Em outra passagem da mesma carta ele diz: “Estou contente com a minha vocação, e preparado para sofrer tudo pelas missões; aqui vivemos todos alegres e unidos, pelo vínculo da caridade”. Afastado de qualquer trabalho em seus últimos meses de vida, por motivo da cegueira que se ia acentuando sempre mais, Ir. Gebardo passava o dia na Capela, com o terço nas mãos. Sua última enfermidade não foi prolongada, e a 21 de junho de 1916 descansou para sempre.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 19 de junho de 2026

O DIA E AS MEMÓRIAS DO DUMAS - SRSA=E e M- "ESCOLHIDOS DE MARIA"

Hoje, fui a Aparecida, em meu périplo diário. 
As ruas de minha trajetória estavam todas impedidas. 
Sou aparecidense, sei me virar, conheço alternativas. 
Optei por cortar lá pelo antigo guano, uma avenida construída por sobre nossas posses do Seminário Santo Afonso.
Visualisei espaços que ocupam lembranças de um passado que insiste em se fazer presente e a reclamar justificativas de um abandono abrupto de um juramento de perseverança naquilo a que me direcionaram preceptores consagrados . 
Os jardins viçosos postados em alameda, a placidez de um prédio construído em E e M, escolhidos de Maria, assim diziam, lembranças afogadas em pranto contido, as noites e dias vividos com outros jovens imbuídos em um mesmo ideal, "Jovens, lá do alto, Cristo vos acena, vamos desfraldar o seu Santo Emblema , pois já soou da vitória o sinal, marcham soberbas as hostes do mal. Viva Jesus, rei e senhor, nós venceremos por sua Cruz " . ALEXANDRE DUMAS
Dumas, sempre estimado colega, outro dia comentava com um de nossos colegas que estiveram no SRSA sobre porque não adoto "ex"para quem foi seminarista redentorista. Prefiro mencionar sempre: ANTIGOS SEMINARISTAS!  A explicação:
Nós somos perenes, não egressos! Isso, como outras vezes, leva-me ao atrevimento de corrigi-lo: VOCÊ NUNCA ABANDONOU! CONTINUA SEMPRE LÁ! PERSEVERA! Veja: o meu ANTIGO SEMINARISTA compactua com UMA VEZ REDENTORISTA, SEMPRE REDENTORISTA! Um forte abraço! ANTÔNIO IERÁRDI NETO(vulgo TAMPINHA!)

quinta-feira, 18 de junho de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Benedito Justiniano de Andrade – C.Ss.R.(Ex-Irmão Geraldo)

Pe. Benedito Justiniano de Andrade C.Ss.R.
(Ex-Irmão Geraldo) 
+18 DE JUNHO 2012 
Nasceu em Bom Repouso MG, no dia 05.11.1932. Seus pais: Justiniano Inácio de Andrade e Maria Lázara Crispim. É o primeiro dos 5 filhos do casal. Teve apenas 6 meses de estudos em escola particular. Trabalhava na lavoura, quando entrou para a Vida Religiosa, como Irmão Coadjutor, em Pindamonhangaba, a 13.05.1950. No segundo semestre desse ano, fez o Postulantado, lá mesmo. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1951, e aí fez os votos religiosos na Congregação do Santíssimo Redentor, como Irmão, a 02.02.1952, com o nome de Ir. Geraldo. No segundo semestre de 1957, entrou para o Segundo Noviciado, preparando-se para os votos perpétuos. Sua Profissão Perpétua foi celebrada em Pindamonhangaba, no dia 02.02.1958. Terminado seu Noviciado, foi transferido para Tietê, onde ficou até início de 1954, quando foi transferido para Araraquara, onde ficou até julho de 1956. De julho de 1956 a julho de 1957, morou em Tietê. No segundo semestre de 1957, voltou para Pindamonhangaba. Em 1958, voltou a morar em Tietê. De 1959 a inícios de 1964, morou no Jardim Paulistano, em São Paulo. De 1964 a inícios de 1972, morou no Convento da Basílica, em Aparecida. Aí começou a dedicar-se também aos estudos. Em 1970, prestou os exames de Madureza Ginasial e foi aprovado. Em fevereiro de 1972, foi residir no Seminário Santo Afonso, como Irmão da Comunidade. Em dezembro de 1973 concluiu o 2º grau, na Escola Américo Alves, em Aparecida. Em março de 1974, foi residir em Garça, auxiliando a Comunidade Religiosa e a Paróquia São Pedro, onde ficou até fim de 1975. Em 1976, voltou para Aparecida, morando no Instituto Filosófico São Clemente e dedicou-se ao estudo da Filosofia, junto com os seminaristas. Estudou com os Padres Salesianos, em Lorena. Em janeiro de 1978, foi transferido para o Alfonsianum, em São Paulo, para o estudo da Teologia, no ITESP, terminando o curso em dezembro de 1981. A 02 de agosto de 1980, na Capela do Seminário Santo Afonso, em Aparecida, Dom Lelis Lara CssR, ordenou-o Diácono. Foi Ordenado Sacerdote no dia 12 de dezembro de 1981, na Igreja Matriz de Bom Repouso MG, por Dom José Carlos de Oliveira, Bispo de Rubiataba-Mozarlândia GO. De 1982 a 1984, foi Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, de Sacramento. Em 1985 passou para a Equipe Missionária, morando em Araraquara. Em 1997, foi residir em Tietê, continuando na Equipe Missionária. Em 2000 foi transferido para a Comunidade do Santuário, em Aparecida, dedicando-se ao apostolado com os romeiros. Em dezembro de 2005, em Miracatu SP, trabalhou como Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora das Dores. Em 2007, passou a residir no Seminário Santo Afonso e, sempre que podia, auxiliava na Pastoral das confissões no Santuário de Aparecida. Sempre muito doente, mas sem esmorecer, retornou a residir no Convento do Santuário em 2012, continuando seu trabalho pastoral de atendimento dos romeiros. Depois de muitas doenças, principalmente as cardíacas, e de vários tratamentos, estava internado no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, vindo a falecer às 01h00 do dia 18 de junho. Pe. Benedito foi sempre um exemplo de religioso (padre e irmão). Caridoso, fraterno, humilde e simples. Dedicado à oração e ao trabalho, muito paciente nas contrariedades e enfermidades. Descanse em paz. 
Padre José Bertanha CSsR, 
arquivista provincial!

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Na Távola da Eucaristia e da Fraternidade

Foi numa távola. Não uma mesa redonda, como depois ficou popularizada nas lendas e iconografias, mas, segundo sugerem as Escrituras e as representações mais antigas, uma távola retangular. Ao redor dela, doze — e, no centro, Ele. A simbologia é tão forte que atravessa os séculos, permanece viva, impactante e carregada de significado: o pão e o vinho consagrados. Eis o Mistério. Eis a Liturgia Eucarística. 

Algo que nos transcende… e, ao mesmo tempo, nos acolhe. Porque, diante daquela mesa, nenhum coração sincero é estranho, nenhuma alma sedenta fica de fora. Naquela távola, Cristo não apenas reparte o pão, mas se reparte — Corpo, Sangue, Alma e Divindade — num gesto de amor absoluto e eterno. 

Assim também, aqui e agora, o querido Antônio Ierárdi Neto mantém sua própria “távola redonda” — símbolo da fraternidade e da comunhão — reunindo os eternos alunos afonsianos, geraldinos e clementinos. Uma mesa onde todos têm lugar. Ninguém excluído. Ninguém esquecido. Porque, como naquela mesa sagrada, a regra é simples: “Fazei isto em memória de Mim” — e isso significa partilha, encontro, escuta e fraternidade. 

Na Última Ceia, Jesus chamou os seus — seus “influenciadores” de então — não para ostentar, mas para servir. Não para dominar, mas para amar. A Eucaristia nasce deste amor que se faz serviço, entrega e missão. 

Hoje, festa de Corpus Christi, o Corpo Santo e Divino se faz luz nos altares da aldeia global. Milhões de fiéis se ajoelham diante do Mistério. Tapetes se desenrolam pelas ruas, as procissões enchem as praças, e a presença real de Cristo no Santíssimo Sacramento se faz alimento para a alma do mundo. 

E nós, nesta humilde távola redonda, também nos encontramos. Para celebrar, para recordar e, sobretudo, para orar. Orar por todos aqueles que nos formaram: pelos mestres dos seminários, pelos diretores, reitores e formadores. Mas também pelos nossos familiares, que foram e continuam sendo apoio, sustento e inspiração nas nossas caminhadas.

Que o Corpo de Cristo, presente na Eucaristia, também se faça presente em nossas vidas, nossas conversas, nossos reencontros e nossas orações. 

Porque, no fundo, toda mesa partilhada é já um sinal do Reino.
PEDRO LUIZ DIAS

terça-feira, 16 de junho de 2026

Sob o telhado das memórias

IGREJA SÃO LÁZARO
GOMERAL-GUARATINGUETÁ/SP
Capelas, oratórios, pequenas, médias ou grandes igrejas. Santuários e catedrais. São edificações que ultrapassam a dimensão da arquitetura e da engenharia. Em seus espaços silenciosos, conversas íntimas e pensamentos profundos encontram abrigo. Ali, entre bancos, altares e vitrais, meditações e lembranças ganham forma, muitas vezes envoltas pela sinceridade que somente a presença de Deus inspira. Afinal, para Deus não existem segredos.
Muitas dessas construções guardam memórias especiais. Histórias familiares, alegrias, despedidas, promessas e agradecimentos permanecem ali, preservados pelo tempo e pelo afeto de gerações.
Dias atrás, admirava uma dessas antigas igrejas. Do lado de fora, a chuva caía insistente e o frio convidava ao recolhimento. Acolhido na sala paroquial, observava os detalhes daquela construção centenária quando ouvi uma informação que transformou meu olhar sobre o edifício.
- Esse telhado tem uma importância que atravessa gerações, disse alguém.
Curioso, aproximei-me para ouvir a explicação.
- As mãos hábeis de um carpinteiro ajudaram a construí-lo. Era um ilhéu que chegou ao Brasil trazendo apenas seu ofício e sua esperança. Trabalhou na estrutura desta igreja e deixou aqui parte de sua vida.
A história, porém, não terminava na madeira e nas telhas.
Na mesma igreja onde aquele imigrante empregou seu talento, sua neta fez a Primeira Comunhão. Ali também ocorreram celebrações, encontros e momentos marcantes de toda a família. O telhado, mais do que uma cobertura, tornou-se testemunha silenciosa de uma trajetória humana.
Naquele instante compreendi que algumas igrejas são construídas com pedra, madeira e argamassa. Outras, porém, são edificadas também com sonhos, sacrifícios e lembranças. E são essas histórias, discretas e quase invisíveis, que transformam uma construção religiosa em patrimônio afetivo de uma comunidade e de uma família.
Talvez seja por isso que, ao contemplarmos uma igreja antiga, nem sempre enxergamos apenas suas paredes. Vemos, ainda que sem perceber, as vidas que ajudaram a erguê-la e as gerações que, sob o mesmo telhado, aprenderam a rezar, agradecer e recordar.
PEDRO LUIZ DIAS

Leão XIV e a Távola Por Pedro Luiz Dias

O papado do jovem Papa — jovem sim, aos 69 anos de vida e recém-eleito para uma das mais exigentes missões da humanidade — ainda vive seus primeiros dias. 
Ele mesmo, com bom humor e humildade, pediu paciência aos fiéis: está “aprendendo o novo ofício”. 
É apenas o início, mas que início promissor! 
Um horizonte se abre, carregando a esperança de novidade, sem abandonar o compromisso com a tradição e a continuidade de seu antecessor. 
O Espírito Santo, mais uma vez, surpreendeu. 
Buscou nas terras do chamado Novo Mundo o novo Vigário de Cristo. 
Leão XIV nasceu na América do Norte, mas se naturalizou latino-americano — mais precisamente, peruano. Sim, peruano. 
Das terras altas, das montanhas que guardam mistérios milenares e, segundo contam as lendas locais, até segredos de visitantes extraterrestres. 
Mistérios da criação que nem a fé, nem a ciência, conseguiram ainda decifrar por completo. 
Ao escolher o nome Leão XIV, o novo Papa quis fazer um resgate simbólico. 
Um nome que remete à coragem, à força e aos tempos medievais, quando a Igreja estruturava comunidades, espiritualidade e cultura com uma clareza que o mundo de hoje volta a buscar. 
E não é por acaso. 
O renascimento de ordens religiosas com espiritualidade medieval, hábitos simples, foco na evangelização e na presença missionária tem crescido no mundo inteiro — sinal dos tempos e, quem sabe, sinal do Céu. 
O Papa das Américas — escolhido nas montanhas do Peru para servir ao mundo — é homem de comunicação, de diálogo, de ação. 
Logo estará na estrada, em seus périplos pela aldeia global, como já previa Marshall McLuhan, aquele visionário canadense que primeiro chamou o planeta de aldeia global.
O mundo observa. 
A Igreja se reinventa. 
E a Távola de Leão XIV começa a ser montada.
PEDRO LUIZ DIAS

segunda-feira, 15 de junho de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. HERMENEGILDO BISCARO CSsR

PE. HERMENEGILDO BISCARO CSsR
+15 de JUNHO 1991 
Nasceu o Pe. Biscaro a 13 de abril de 1923, em Tietê-SP, de família muito ligada ao Seminário Santa Teresinha. Seus pais foram Ângelo Pedro Biscaro e Dozolina Citroni. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no dia 02 de fevereiro de 1945. Durante o ano de 1944 fez o noviciado em Pindamonhangaba, onde, a 02 de fevereiro de 1945, fez sua profissão religiosa na C.Ss.R. O Seminário Maior foi feito em Tietê, no Seminário Santa Teresinha. Foi ordenado sacerdote em Tietê, a 27 de dezembro de 1949, por Dom José Carlos de Aguirre, bispo de Sorocaba-SP. Celebrou sua primeira missa solene em Tietê, a 29 de janeiro de 1950. Deixou o seminário maior, no dia 01 de janeiro de 1951, iniciando sua vida apostólica em Tietê mesmo, como coadjutor em nossa igreja de Santa Teresinha. No mesmo ano foi transferido para o Seminário de Pinheiro Marcado, como professor. Aí ficou até o fim do ano. Em seguida foi coadjutor em nossa paróquia de Santo Antônio, em Cachoeira do Sul - RS. No ano seguinte estava como coadjutor em nossa paróquia de Aparecida-SP. Por dois anos foi coadjutor da igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista SP. Nos anos seguintes trabalhou na igreja da Penha, em São Paulo. Voltou para Tietê, onde foi ecônomo do Seminário. Em 1959 foi mais uma vez transferido para Aparecida. No 2º semestre do mesmo ano fez o 2º noviciado, preparando-se para a pregação das Missões Populares. Como missionário foi transferido para Araraquara - SP. No dia 09 de abril de 1962, com a devida dispensa do Pe. Geral, deixou a C.Ss.R. e, aceito por Dom Davi Picão, incardinou-se na Diocese de São João da Boa Vista. Foi readmitido na Congregação “in articulo mortis”, quando estava com câncer terminal, no dia 28 de maio de 1991, pelo Pe. Geral Juan Manuel Lasso de la Vega. Foi o Pe. Provincial, Hélio Libardi, quem recebeu seus votos na UTI do Hospital da UNICAMP, em Campinas - SP. Pe. Biscaro faleceu na Santa Casa de Tietê, no dia 15 de junho de 1991. Foi sepultado em Tietê, no dia 16 de junho de 1991. (Arquivo Provincial)
PE. JORGE ANGERER CSsR
+15 de JUNHO 1903 
Veio para a Vice-Província em 1902. Não se adaptando aqui, já no ano seguinte voltou para a Alemanha. Mas faleceu em Londres, durante a viagem. (Arquivo Provincial) 
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 14 de junho de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. RENATO DE FRANCISCO POSSETTI CSsR

PE. RENATO DE FRANCISCO POSSETTI CSsR
+14 de JUNHO 1971 
Era de Santa Lúcia, perto de Araraquara; e nasceu a 2 de dezembro de 1924. No Juvenato (Aparecida) mostrou-se “piedoso, obediente, serviçal e agradecido”. Após a profissão em 1946, estudou no Seminário Maior de Tietê, sendo ordenado a 27 de dezembro de 1950. Embora não fosse de grande inteligência, Pe. Renato foi um ótimo confrade, sempre humilde e dedicado ao trabalho. Granjeou, por isso, a estima de quantos o conheceram, principalmente como vigário de Trindade - GO e Superior de Araraquara. Muito responsável no desempenho de suas obrigações, tinha o meticuloso cuidado de escrever todas as conferências e instruções que fazia aos irmãos noviços, como mestre. Operado de câncer, pensava restabelecer-se para trabalhar na zona rural de Araraquara. Mas conformou-se, vendo que isso não lhe seria possível. Passou seus últimos meses de vida em São João da Boa Vista, entregue, como ele dizia, nas mãos de Deus. Em meio a intensos sofrimentos, suportados com imensa coragem e resignação, entregou sua vida a Deus, na Santa Casa local, a 14 de junho de 1971.
De espírito alegre, espirituoso e cômico, foi a alegria das comunidades de que fazia parte. Pe. Renato foi Mestre de Noviços por algum tempo. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 13 de junho de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - JOSÉ DE ARIMATÉIA RANGEL(ANTIGO SEMINARISTA REDENTORISTA)

JOSÉ DE ARIMATÉIA RANGEL
(ANTIGO SEMINARISTA REDENTORISTA) 
Faleceu no dia 13 de junho de 2012 às 3:00h. na cidade de Lorena, SP, o colega JOSÉ DE ARIMATÉIA RANGEL(ANTIGO SEMINARISTA). O velório foi na cidade de Lorena. As 15:00h. Celebrada missa de corpo presente e, após, seu corpo foi levado para a cidade de Aparecida onde às 16:00h foi sepultado. 
MINHA NOTA
FEVEREIRO DE 2011-ÚLTIMO RETIRO COM 
O PADRE LIBÁRDI(+)
Nos encontros da Pedrinha em fevereiro de cada ano, convivi com esse colega que conheci e passei a estimá-lo como grande amigo. Muito tranquilo e até meio calado, acompanhava sempre com todo interesse tudo o que acontecia naqueles eventos anuais.

JULHO 2007 - NO REFEITÓRIO (de costas)
Ainda o encontrei em Aparecida-SP em julho de 2007 no encontro dos antigos seminaristas, por sinal o meu primeiro desde os anos 60. 
Esteja em paz caro Arimatéia, pois você também é um redentorista no Céu! 
Antônio Ierárdi(1957/1962)
DO FACEBOOK
Luiz Sales Corrêa Nossa... muito gente boa
Naira Valente devo muito á ele
Nelson Félix Vianna Meu amigo Arimateia de muitas reuniões na União Nacional dos Ex Seminaristas Redentoristas em Aparecida e Pedrinhas.
Verusca Araújo Um grande ser humano , pessoa boníssima!
Hercules Reginaldo Gente fina.Gente Boa. Que meu DEUS seja sempre com ELE . Abraços da dona Cacilda Reginaldo e família.
Antônio Neto José de Arimateia, de saudosa memória! 
Miriam Rangel Muito Obrigada!!
Luciana Julio Grande ser humano
Marcelo De Oliveira Santos Grande figura. Educador 24 horas por dia. Muita saudade.
Maria José Saudades ser humano muito bom
Celio De Souza Silva Tomei cascudo ate umas horas dele,o saudade do Mestre!
Marli Pantoni Nossa,tinha maior medo dele,(respeito na verdade),  kkkkkkkk
Lilian Wilde Galvão Miriam não sei se você tem essa foto..
Miriam Rangel Muito Obrigada Lilian Wilde Galvão!! Amei !
Joao Paulo Souza Puxava a orelha saudade grande homem
Laurindo Pinto Grande mestre.
Antonio Carlos Junior Grande pessoa...foi meu diretor tbm enquanto no padre Leôncio...gente muito boa
Telma Leite Grande diretor e amigo. Gostava muito de meus filhos. Deixou muita saudade.
Miriam Rangel Meu Amado Pai !
Cristóvão Souza Grande homem. Tive a satisfação de trabalhar um tempo ao seu lado.
Cassia Mira grande pessoa! gente do bem! Amigo dos meus pais. Trabalhei com ele no padre Leôncio e no Patrocínio São José. Grande mestre educador!
Luiz Cobianchi Boa pessoa, passava na praça sempre pela manhã, batia um papo bem humorado como quem lá estava.
Posso comentar, Arimateia foi meu colega de grupo, Chagas Pereira, filho do Sr. Piloto, administrador da sala dos milagres, sua mãe também trabalhava lá, morava na Rua Santa Rita, próximo a nossa residência. Apareceu no Santo Afonso em 1950, permaneceu algum tempo, voltou como professor e assim ficou mais conhecido dentro da comunidade. Uma vez redentorista, sempre redentorista. Alexandre Dumas
Bom dia, Grande ser humano, foi nosso professor no Santo Afonso, "um Paizão". Eterna saudade. José Vicente Naves

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO BATISTA KIERMAIER CSsR e PE.NICOLAU ANTÔNIO SCHNEIDER CSsR

PE. JOÃO BATISTA KIERMAIER CSsR
+13 de JUNHO 1958 
Certamente uma das colunas da nossa Província, pela qual trabalhou durante 60 longos anos. Nascido em Reichetsheim, em 1874, professou na C.Ss.R. em 1892, sendo ordenado em 1897. Em agosto desse ano embarcou para o Brasil, ficando adscrito à Casa de Aparecida. Após dois anos foi para Campinas (GO) como Missionário, durante seis anos. Voltando para Aparecida como diretor do Juvenato, ocupou o cargo durante onze anos, formou diversas turmas de redentoristas, marcados com a sua formação firme e rigorosa. Foi Vice- Provincial em dois triênios seguidos, e procurou estender a Vice- Província ao Rio Grande do Sul, fundando a Casa de Pelotas, depois transferida para Cachoeira do Sul. Melhorou muito o prédio do “Colégio Santo Afonso”, e o maquinário das Oficinas Gráficas. Como Superior de Campinas - GO, fundou o “Santuário de Trindade” do qual foi redator. Aparecida e Penha também o tiveram como Superior. Incansável como jornalista, escreveu durante quase cinqüenta anos para o “Santuário de Aparecida” sendo seus artigos usados por muitos vigários como pregação dominical para o povo. Equilibrado e prudente, sempre gozou de muito prestígio junto ao Arcebispo de São Paulo que lhe confiou várias vezes, missões delicadas e difíceis. Ao lado de toda essa atividade, Pe. João Batista foi, por excelência o homem do confessionário, principalmente em Aparecida, onde viveu muitos anos. Era com uma pontualidade matemática que ele iniciava, todos os dias, o trabalho das confissões, sendo sempre o último a deixar o confessionário. Em seus trabalhos era metódico ao extremo, com hora marcada para tudo. Parecia ter feito voto de obediência ao relógio, tal pontualidade e exatidão com que organizava suas ocupações. Primava pelo seu zelo na observância regular, e sentia-se preocupado, ao notar que algum confrade estava ausente de algum exercício comum. Como religioso, avaro do seu tempo, procurava estar sempre ocupado, na igreja, ou em seu quarto. Um confrade muito simples, afável, de uma calma imperturbável. Era caridoso. e pronto para atender a todos. Gozava de uma ótima saúde; e se nunca fumou, nunca também dispensou a sua cerveja, no almoço ou no jantar. Gostava de lembrar que nunca tivera qualquer doença, nem mesmo uma dor de dentes. Com 84 anos, em Aparecida, continuava a colaborar no “Santuário” e não faltava ao trabalho do confessionário, na igreja. Mas, um dia, subindo a escada para a meditação da manhã, o coração falhou, e ele, agarrado ao corrimão, já estava para cair, quando dois confrades o levaram para o quarto. Era o primeiro aviso de um fim próximo. Mas o velho batalhador quis ainda continuar trabalhando; e foi com os olhos marejados que ele aceitou a ordem do Provincial, dispensando-o dos exercícios comuns, com ordem de permanecer no quarto. A 13 de junho (1958) festa do Sagrado Coração, ele ainda celebrou, rezou todo o seu Breviário e, às 4 da tarde, no quarto, teve um novo ataque cardíaco. Quase agonizando aceitou, muito contrariado, que lhe aplicassem uma injeção. Mas já era tarde. Respirando com muita dificuldade, pôde ainda rezar, em alemão: Meu Jesus, misericórdia! — E, tranqüilamente, devolveu sua vida ao Pai.
PE.NICOLAU ANTÔNIO SCHNEIDER CSsR
+13 de JUNHO 1999 
Nasceu o Pe. Schneider em S. José do Maratá - RS, no dia 01 de dezembro de 1915. Era filho de João Pedro Schneider e Elisabeth Steffen. Entrou no seminário de São Leopoldo no dia 28 de fevereiro de 1928, onde fez os estudos básicos. Sentindo o chamado divino, entrou em o Noviciado Redentorista, em Pindamonhangaba SP, no dia 01 de fevereiro de 1934. Um ano depois, dia 02 de fevereiro, fez a primeira profissão religiosa. Estudou Filosofia e Teologia na Alemanha. Voltou para o Brasil para completar os estudos teológicos em Tietê SP. Aí ordenou-se a 22 de dezembro de 1940. Começou seu ministério como vigário paroquial na Penha, na cidade de São Paulo. Foi também gerente das Oficinas Gráficas, em Aparecida, passando ao trabalho missionário na comunidade de Araraquara e de Cachoeira do Sul RS. De 1947 até 1950 foi diretor do Seminário Menino Jesus, em Pinheiro Marcado RS. Daí passou para Tietê, onde foi reitor da comunidade e professor de Direito Canônico e de Pastoral. Foi também reitor e pároco na Penha. Transferiu-se para a recém-fundada Vice-Província de Porto Alegre. Aí foi Vice-Provincial, missionário e vigário paroquial. Foi um fiel e observante redentorista, de convivência muito agradável, atencioso e educado com todos. Eram famosas suas historinhas sempre engraçadas e alegres. Desenvolveu grande atividade na difusão da devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, tendo introduzido a novena perpétua em Porto Alegre. Escreveu um livro sobre essa devoção. Como devoto da eucaristia, uma de suas palavras derradeiras foi: “A Santa Missa é a última coisa que dispenso.” Pregador talentoso, preparava os sermões e palestras com muito cuidado, e sua memória privilegiada permitia-lhe falar de cor. Um câncer generalizado maltratou seus últimos dias. Faleceu tranqüilo no dia 13 de junho de 1999, em sua residência, na capital gaúcha, enquanto os confrades rezavam o terço. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE RUBEM LEME GALVÃO CSsR

PADRE RUBEM LEME GALVÃO
*27 de Junho de 1924
+13 de Junho de 2022 
Faleceu na madrugada desta segunda-feira, 13 de junho de 2022, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), o decano redentorista Pe. Rubem Leme Galvão, C.Ss.R. Nascido em Lavrinhas (SP) em 27 de junho de 1924, Pe. Galvão completaria 98 anos de idade no fim deste mês. Fez sua Profissão Perpétua em 12 de fevereiro de 1947, tendo sido ordenado diácono em 14 de março de 1948 e tendo sua ordenação presbiteral no mesmo ano, em 02 de outubro. Seus estudos de Filosofia e de Teologia se realizaram no Seminário Maior Santa Teresinha, em Tietê (SP), tendo iniciado suas atividades pastorais no Santuário Nacional de Aparecida em 1949. Em 1950 e 1951, foi professor no Seminário Maior Santa Teresinha, em Tietê (SP), onde também cuidou da construção da igreja. Em 1952, fez o segundo noviciado em Pindamonhangaba (SP). Entre 1952 e 1955, trabalhou nas Missões Populares, residindo em Araraquara (SP). De 1956 a 1965, trabalhou como radialista da recém-fundada Rádio Aparecida, da qual foi o terceiro diretor, destacando-se e obtendo fama nacional através do programa “MARRETA NA BIGORNA”. A partir de 1966, dedicou-se novamente à pregação das Missões Populares. Escreveu pela Editora Santuário os livros “Fatos Pitorescos das Missões Redentoristas” e “Quatro pneus cheios e um coração vazio”. Padre Galvão recebeu de Deus o dom e carisma de evangelizar com firme e agradável voz, com palavras fluentes e cativantes, que fizeram dele um exímio conferencista e um pregador zeloso que comovia os corações. Em entrevista ao Jornal Santuário, em 2014, Pe. Galvão fez uma síntese daquilo que esperava para seu futuro na Congregação: 
"Por intercessão da Rainha dos Apóstolos e Mãe do Sumo e Eterno Sacerdote, o Senhor da Messe, mande muitos e santos operários para a vinha. Que as Províncias não se esqueçam do grito angustiante do nosso Santo Fundador, quando ofereceram aos redentoristas a Igreja Del Gesu em Roma: “Que iríamos fazer lá? Não seríamos carne, nem peixe. O dia em que deixarmos de pregar as missões, será a morte da congregação”
Por isso, quanto a mim, se Deus não dispuser algo diferente, quero morrer nas missões. Mãe da Perseverança, rogai por nós!" 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - PE. JOÃO DA MATA SPAETH CSsR

PE. JOÃO DA MATA SPAETH CSsR
+12 de JUNHO 1903 
De uma família de abastados lavradores, Pe. João nasceu a 5 de fevereiro de 1831, em Wilflingen, Alemanha. Teve dezesseis irmãos, entre os quais, seis irmãs religiosas. Não mostrando gosto nem aptidão para o trabalho do campo, seu pai achou que ele só daria para os estudos. Inteligente e aplicado, João chegou aos cursos da universidade da Tübingen, distinguindo-se sempre pela sua seriedade e respeito em tudo. Em 1855 foi ordenado Sacerdote diocesano e, a 2 de agosto de 1858, ingressou no noviciado da C.Ss.R. professando no ano seguinte. Durante anos viu-se praticamente foragido, fugindo de uma cidade para outra, devido à perseguição religiosa de Bismark. Até que, em 1894, ofereceu-se para integrar a turma dos primeiros redentoristas bávaros que viria para o Brasil. E sua primeira preocupação foi arranjar uma boa espingarda e treinar a pontaria, para matar onças e outros bichos que por aqui encontrasse... Chegando ao Brasil, em 1894, foi designado para a turma destinada à fundação de Campinas, em Goiás. A viagem foi pesada para os seus anos já um tanto avançados e, em Campinas, não suportou a dureza daquela fundação. Doente e já um tanto surdo, foi transferido para Aparecida, onde aos poucos, pode recobrar a saúde. Mas como não conseguiu aprender suficientemente o português, seu trabalho resumia-se em fazer batizados e dar Comunhão na Igreja. Nos últimos anos soube suportar com muita conformidade a sua surdez que chegou a ser total. Um grande mérito do Pe. João: em diversas cartas ao Provincial da Alemanha, mostrou-se valente defensor da recém fundada Vice-Província, que esteve para ser suprimida devido à distancia, e outras dificuldades que alguns viam nas primeiras fundações. Faleceu a 12 de junho de 1903, em Aparecida, sendo sepultado ao lado do Pe. Eugênio Malhbacher.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR