sexta-feira, 6 de março de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO CARDOSO DE SOUZA CSsR

PE.JOÃO CARDOSO DE SOUZA CSsR
(*)04 de MAIO 1918
+6 de MARÇO 1968 
Goiano de Anicuns, nasceu a 4 de maio de 1918. Em 1939 ingressou no Juvenato C.Ss.R. em Aparecida, onde, segundo seu Diretor, foi “sempre um juvenista exemplar, obediente, caridoso, serviçal, sincero e muito ajuizado”. Professando em 1940, estudou no Seminário Maior de Tietê, sendo ordenado em 1945. Inteligente e de boa saúde, mostrou-se logo muito dedicado ao trabalho, sem descuidar, porém dos livros, que ele nunca abandonou. Foi Vigário em Trindade (GO) mas destacou-se principalmente como missionário em Araraquara e Cachoeira do Sul. Simples no seu modo de pregar, ganhava o auditório com sua palavra fácil, muita clara e segura. Em julho de 1967 foi nomeado Superior de Brasília. E, um dia, tendo trabalhado normalmente, sentiu-se cansado após o jantar. Resolveu rezar o terço mas, sentindo-se mal, deitou-se na cama, pelo visto, apenas para descansar. E era para morrer. Quando o procuraram logo depois, o mal de Chagas já o havia levado. Vestido com sua batina, e com o terço nas mãos, deixara este mundo a 6 de março de 1968.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Antônio Ierárdi Neto, Como era o nome do Pe. João que junto com o Pe. Antônio iniciaram o Seminário de Sacramento. Tem a biografia dele? OLAVO CARAMORI BORGES
(Vou entrar na conversa sem ser chamado)... O Pe. João que vc procura, por acaso é aquele que nas aulas de música batia na cabeça da gente, ao desafino da escala, com a sua "batuta" improvisada, aquela varinha dura, a "Santa Bárbara"? Era o Pe. João Gomes e nos idos de 1969 passou pelo Alfonsianum, na Raposo Tavares, onde foi rebaixado a "Gominho", uma vez que lá chegou primeiro o outro João Gomes, que "pela regra" era mais vetusto e mais baixo e gordo ("gordo?" é uma palavra esquisita, né?); depois nunca mais soube notícias dele. Acredito que ainda esteja vivo... Estaria aí no Goiás? O Brando deve saber. Recorramos a ele, Olavinho... Depois de 63 anos ainda me lembro muito bem da sua carinha, os olhos brilhando, armado com aquela "santa bárbara" na mão, perto do "desinfeliz", aguardando a entonação da escala com oito sons intermináveis. Não dava pra não errar pelo menos uma notinha...PEDRO CARICIO VITORINO 
Pedro Carício Vitorino, era esse mesmo. Mas devemos também nos lembrar da obra do campo de futebol, da quadra de tênis, das capinas do lote (que era uma chácara) e também das idas na Voltinha... Hércio Afonso, Brandolize Mauricio)OLAVO CARAMORI BORGES 
Oi, amigos!! saudades... de fato: Pe. João Gomes (Gominho) começou o seminário de Sacramento... viveu uns tempos aqui em Goiás (década de 70), mas eu ainda nao tinha vindo p cá... mas ele está em São Paulo... tv em Aparecida...não tenho certeza da comunidade onde vive e trabalha...PADRE MAURÍCIO BRANDOLIZE 
Com o Pe. João aprendi as primeiras noções do jogo de tenis. Fizemos um campo de tênis - saibro ou terra como vocês preferirem. Ele arrumou as raquetes e vez ou outra promovia jogos entres os seminaristas. Lembram disso? Olavo e Pedro Carício)? Eu sobe que ele teria ido para a África. Mas Brandolize está fornecendo aí uma notícia que me parece a mais correta.Da obra do campo de futebol eu já postei algumas fotos.Nesse documento sobre a história da Arquidiocese de Goiânia durante o período militar há citações de trabalhos traduzidos pelo Pe. João Gomes. HÉRCIO AFONSO

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. TIAGO KLINGER CSsR

PE. TIAGO KLINGER CSsR
+6 de MARÇO 1947 
Baixinho de estatura, mas um grande coração, e não menor inteligência. Era natural de Eitting, onde nasceu a 1º de outubro de 1882. Professou na C.Ss.R. em 1905 e foi ordenado em 1910. No ano seguinte veio para a. o Brasil, onde viveu trinta e seis anos de intensa atividade. Homem prático de inteligência viva, alegre e compreensivo, muito estimado como missionário, foi como superior que Pe. Tiago mais realizou pela Vice- Província. Diretor do Juvenato, Vice-Provincial durante seis anos (1922 a 1927), superior diversas vezes (na Penha, em Cachoeira do Sul e Araraquara) , era de muita iniciativa e levava a sério tudo o que projetava e fazia. Durante os anos de Juvenato, na Alemanha, era de péssimo ouvido para musica, embora “Klinger” signifique em português “cantor”. Com esforço, porém, chegou a ser muito bom cantor, organista e regente de coros. Disso ele se valia para animar as festas em casa, principalmente no Juvenato, nos anos em que foi diretor. Exigente na observância regular, era o primeiro a dar o exemplo, e teve que lamentar, mais tarde, e com muita humildade o rigor com que procedeu em certas ocasiões. Como diretor do Juvenato, gostava de estar com os juvenistas, nos recreios ou nos jogos. Não perdia as excursões que se faziam na Mantiqueira durante as férias; exímio no xadrez e nas damas; não recusava participar das partidas de futebol, mas não aceitava receber trancos ou caneladas... e exultava com a vitória de seu time. Em seu último triênio como superior de Cachoeira do Sul, sentindo que suas forças já estavam falhando, teve de se conformar com uma vida mais em casa. A arteriosclerose, já adiantada, e o coração dando sérios alarmes, não lhe permitiam sair para as missões. Mas na primeira oportunidade em que se sentiu melhor, arriscou sair, indo pregar, nada menos que uma missão em Chapada (RS). Durante esses dias voltou a sentir-se mal. Quis continuar, mas não conseguiu. No dia 6 de março já não pôde mais celebrar; à hora do almoço não se alimentou, recolhendo-se ao seu quarto. Logo depois seu colega de trabalho b.o encontrou agonizando. Ainda recebeu a Unção dos enfermos; e em pleno campo de batalha, ele descansou para sempre, in somno pacis.
CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 5 de março de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - PE. MARTINHO FORNER CSsR

PE. MARTINHO FORNER CSsR
+5 de MARÇO 1936 
O homem que deu a nossa Província não somente anos de intensa atividade, mas também longos anos de sofrimento e sacrifícios. Nasceu em Fürt (Alemanha) a 3 de março de 1874. Fez seus estudos primários em sua terra natal, apesar de três quilômetros que deveria percorrer a pé, todos os dias, para chegar à escola. Aos 13 anos ingressou no Juvenato da C.Ss.R. fazendo seu noviciado em 1893. Veio para o Brasil em 1897 quando ainda cursava seu ultimo ano de Teologia. Ordenado em Petrópolis nesse mesmo ano, foi transferido para Goiás, onde iniciou um longo apostolado missionário, percorrendo quase todo o sul do Estado, até chegar à então desconhecida e misteriosa ilha do Bananal. Trabalhou depois na Penha em Aparecida, e em 1921 foi para Cachoeira do Sul, como Superior e Missionário. Foi aí que percebeu os primeiros sinais do mal de Hansen que já estava atacando. Teve esperanças de cura-se, fazendo um tratamento na Alemanha. Viajou para lá, mas, a conselho de um medico amigo, voltou imediatamente, para não ser internado num isolamento, de acordo com as leis do país. Aqui chegando permaneceu na Penha por algum tempo, até que, em dezembro de 1928, teve de sair, para internar-se em Sant’Angelo. O Missionário que conhecera longas caminhadas pelo sertão goiano, enfrentando o sol, a chuva, a fome e a sede, viu-se assim diante de uma prova bem mais dura. Mas ele a aceitou com toda generosidade, vendo diante de si um campo de apostolado que nunca estivera em seus planos, mas que Deus lhe indicava. Durante oito anos, foi ele não somente amigo, mas até um pai para aqueles doentes do Sanatório, isolados, quase esquecidos, e sem nenhuma esperança de cura. Com sua extraordinária caridade soube o nosso Pe. Martinho atender e consolar a todos. Fundou para os doentes, o Apostolado da Oração, promovia festas religiosas ou de aniversários, e celebrava com toda solenidade as primeiras sextas-feiras do mês. No último ano de sua vida, precisou ainda submeter-se a uma operação na laringe, passando a respirar com muita dificuldade. A 19 de janeiro de 1936, celebrou sua última missa, aguardando sua morte em meio a terríveis sofrimentos. Mostrou-se então de uma paciência e conformidade realmente heróicas. Faleceu a 5 de março desse ano. Já em seus últimos dias havia escrito: “Peço a Deus transforme as minhas cruzes em bênçãos para a nossa querida Viceprovíncia. — Sua biografia está em “Um Apóstolo - Mártir”-pelo Pe. Oscar Chagas, C.Ss.R..
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 
Acredito que tenha sido um mártir que deu sua vida por anos a fio, dia a dia, minuto a minuto.José Morelli 
Este Santo Redentorista nos enche de alegria, que exemplo a ser seguido numa época em que tudo está de cabeça para baixo. Nunca andou de terno e gravada, sempre usou sua surrada batina como a túnica que revelava Jesus Cristo ao mundo. Deve ter sido recebido no Céu por Santo Afonso radiante de alegria.Sebastian Baldi

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÔNIO PINTO DE ANDRADE CSsR

PE. ANTÔNIO PINTO DE ANDRADE CSsR
+5 de MARÇO 1968 
Um grande confrade, não só pela sua gordura, mas principalmente pela sua imensa candura. Grande, generoso e compreensivo, seu coração estava em todo seu modo de falar e de agir. Filho de fazendeiros, Pe. Andrade nasceu em Patrocínio Paulista, a 4 de dezembro de 1894. Recebendo o hábito C.Ss.R. professou em 1916, e foi fazer seus estudos de Filosofia e Teologia na Alemanha. Em 1922 ordenouse, e logo voltou para o Brasil. Missionário durante mais de 20 anos, pregou em inúmeras cidades de São Paulo, Minas, Paraná e Rio Grande do Sul. Nas suas pregações ou conferências não se preocupava muito com Camões e seus adeptos: ordem nas idéias, ou beleza de linguagem eram coisas que ele ignorava; mas sua simplicidade, seu zelo e seu coração conseguiam resultados surpreendentes. Alegre e compreensivo, era o confrade que todos estimavam, sempre pronto a animar os recreios e festas da comunidade com seu bom humor e brincadeiras inocentes. — Na Revolução de 1932 foi Capelão militar, deixando entre comandantes e comandados a lembrança de um grande amigo, pela sua bondade, zelo e bom humor. Como Superior e Vigário de Aparecida foi de uma atividade extraordinária, não se poupando em tudo o que referia à Basílica, à Paróquia, aos romeiros e à congregação. Não pouco teve de sofrer, justamente por ser incapaz de qualquer prevenção a respeito das autoridades ou dos seus auxiliares. Em seu otimismo, gostava de fazer planos grandiosos, sonhando com uma Aparecida transformada num grande centro religioso, capital mariana do Brasil e do mundo. Em seus últimos anos, já não podendo mais trabalhar como desejava, permaneceu em Aparecida, ajudando no confessionário. Em casa, ocupava-se com suas tinturas, fornecendo vidros e mais vidros de remédio aos romeiros que o procuravam. Sonhava terminar seus dias na terra de Nossa Senhora, pela qual tanto havia trabalhado. Mas, transferido para São João da Boa Vista, ali ficou pouco tempo. Enfermo, não teve remédio que lhe curasse a doença. Veio para São Paulo com câncer, e foi internado na Santa Casa. De nada valeu a operação que o abateu ainda mais. Com admirável paciência, e rezando sempre, tentava ainda ser alegre e atencioso com todos que o visitavam. Mas sabia que seus dias estavam no fim; e foi com muita tranqüilidade que na madrugada do dia 5 de março, iniciou a travessia do Mar Vermelho... chegando às praias da eternidade às 5 horas da manhã, 1968. Deixava-nos o exemplo de um grande zelo, de muito amor a Nossa Senhora e a Congregação.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Fui coroinha do padre Andrade, de 1946 a 1949. Na fotografia da primeira missa, celebrada em 11 de setembro de 1946, eu apareço ali no cantinho da direita, ajoelhado e portando a almofada que servia ao cardeal em suas genuflexões. Alexande Dumas

quarta-feira, 4 de março de 2026

JOSÉ DE MARIA, MARIA DE JOSÉ

José amava ternamente Maria e era por ela amado: estavam ligados pela aliança matrimonial. 
Posso imaginar a angústia que tomou conta de seu coração.
Não entendia o que estava acontecendo, não sabia como devia agir. 
Deve ter orado intensamente, pedindo que Deus o iluminasse.
Que alívio imenso quando, afinal, o Senhor lhe falou ao coração, devolvendo-lhe a paz e a alegria de sua vida. 
Como era costume, deve ter sido linda a festa de casamento.
E foram afinal para a casa que tinham preparado. 
Mas, seu casamento foi diferente. José aceitou de todo o coração os planos de Deus, e foram felizes, penso que como nenhum outro casal. 
Para ambos seu casamento foi o que deveria ser para todos os casais: caminho de crescimento e felicidade, sempre e apesar de tudo.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. RAIMUNDO MOURA CSsR

PE. RAIMUNDO MOURA CSsR
+4 de MARÇO 1983 
Nascido em Uberaba, Minas Gerais, dia 03 de março de 1913, sua família morava em Goiás quando ele entrou, em 1925, para o Seminário Redentorista Santo Afonso, de Aparecida-SP. Fez sua primeira profissão religiosa em Pindamonhangaba, em 1932. Estudou Filosofia na Argentina e Teologia na Alemanha, onde foi ordenado em 1937. Completou os estudos pastorais no nascente Estudantado de Tietê. Foi professor nos seminários de Aparecida e Pinheiro Marcado, no Rio Grande do Sul. Como diretor trabalhou também no Seminário São José, de Goiânia. Dedicou-se ao trabalho pastoral em Aparecida, Penha, Pindamonhangaba, Pinheiro Marcado, Cachoeira, Araraquara, Tietê e Goiânia. Foi ótimo conferencista e orador, apreciado produtor de programas nas rádios Aparecida e Difusora, de Goiás. Fazia parte da comunidade fundadora de São João da Boa Vista, onde foi regente do coro e organista muito dedicado. Durante alguns anos fez parte da equipe missionária. Era um pregador fogoso e empolgado, muito cuidadoso com a linguagem correta. Fez a tradução de “A Lei de Cristo”, do Pe. Bernard Häring, obra volumosa e complexa. Traduziu ainda outras obras. Em 1964 foi transferido para Goiânia. Ali dedicou-se aos Cursilhos de Cristandade por ele implantados em Goiás. Sua saúde, já abalada havia alguns anos, não lhe permitia dedicar-se inteiramente à pastoral. Foi professor de Teologia Moral no Seminário Arquidiocesano de Goiânia e Juiz do Tribunal Eclesiástico. Foi Conselheiro Vice-Provincial e Vice-Provincial interino. Faleceu na manhã do dia 4 de março de 1983. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Eu o conheci no Seminário São José em Goiania, em 1972,3 já idoso, homem muito culto e de respostas rápidas.
Sebastian Baldi 

segunda-feira, 2 de março de 2026

DOM MÁRIO ANTÔNIO - ARCEBISPO DE APARECIDA

A Família Leiga Redentorista, em comunhão com a Congregação do Santíssimo Redentor, C.Ss.R., recebe com alegria e espírito de fé a nomeação de Dom Mário Antônio da Silva para o Arcebispado de Aparecida. 
Unimo-nos aos religiosos redentoristas, aos amigos e familiares de Dom Mário para manifestar nossas mais fraternas boas-vindas, acompanhadas de orações e confiança de que o Espírito Santo o conduzirá com sabedoria, coragem missionária e espírito pastoral nesta nova etapa de sua missão. 
Ao mesmo tempo, expressamos nossa profunda gratidão a Dom Orlando Brandes, cuja presença marcante e inspiradora acompanhou, ao longo dos anos, milhares de fiéis em todo o Brasil — especialmente aqueles que, a cada domingo pela manhã, participam da Santa Missa transmitida a partir de Aparecida. Seu pastorado, sempre caracterizado pelo amor a Nossa Senhora e pelo ardor missionário, deixa um legado de fé, proximidade e esperança. 
A Família Leiga Redentorista assegura a ambos sua oração constante, renovando o compromisso de seguir servindo à Igreja com espírito missionário, fidelidade ao carisma redentorista e devoção filial à Mãe Aparecida.

A B0NDADE SEMEIA BONDADE

Na leitura do primeiro domingo de março ouvimos: 
“O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração”. 
E Jesus ensina que só podemos mudar o mundo para melhor, se a bondade transbordar de nosso coração para fermentar a realidade que nos rodeia. 
Só o poder da graça, do favor divino pode fazer-nos bons. 
Somos bons se somos verdadeiros, justos, misericordiosos, de coração limpo e simples, pacientes e tolerantes, corajosos e persistentes, e tudo mais que Deus nos fizer. 
O tempo da Quaresma é boa oportunidade para fazer uma revisão de nossa bondade, e traçar um programa de melhoria em nossa vida. 
Por mais falhas que possamos encontrar, não precisamos desanimar.
Deus conhece-nos, tem paciência conosco e pode podar-nos se for preciso. 
Boa Quaresma para nós.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO- DOM ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA

 DOM ANTÔNIO RIBEIRO DE OLIVEIRA 

+28 DE FEVEREIRO 2017
“Só Deus é Deus!” Assim exclamava continuamente Dom Antonio Ribeiro de Oliveira. No dia 28 de fevereiro, partiu para a casa do Pai. Em junho de 2016, celebrando seus 90 anos no Santuário Basílica de Trindade, afirmou: “ Não vou me cansar de agradecer pelo meu ministério sacerdotal a serviço do povo cristão. Por isso, me dirijo ao coração de cada um pedindo que me ajude a agradecer o dom da vida, o meu sacerdócio e o meu episcopado para que, pela misericórdia do Pai Eterno, eu possa chegar ao caminho da salvação”. Na mesma ocasião dizia: “Chego aos 90 anos. Um susto! Mas também uma grande alegria. Alegria de ter vivido até uma idade não tão comum. Eu devo dizer que valeu a pena viver. Valeu a pena ser padre, de ser bispo, e depois de 40 anos de bispo, voltei a ser padre, para aquilo que mais gosto: ser padre! Idoso, sim, mas sou jovem para as coisas de Deus”! Arcebispo de Goiânia, de 1986 a 2002, Dom Antonio não só pregou “comunhão e participação”, mas viveu essa realidade no contato pessoal, nas visitas pastorais, nas reuniões, nas assembleias. A Arquidiocese e suas obras cresceram, não obstante a sua simplicidade e modéstia. Dom Antonio realizou uma grande obra sem muitas luzes e holofotes. Bem a seu jeito. Obrigado, Dom Antonio! Nos céus, intercede pelo seu querido povo que te ama!. 
NOSSO GUIA – MARÇO 2017

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM ANTÔNIO FERREIRA DE MACEDO CSsR

DOM ANTÔNIO FERREIRA DE MACEDO CSsR
+28 de FEVEREIRO 1989 
Nasceu na Fazenda Natal, em Guaratinguetá, aos 21 de outubro de 1902.Teve 12 irmãos. Foi batizado em Aparecida, aos 04 de janeiro de 1903, ingressou no juvenato em Aparecida em 1916. De 1923 até 1928 estudou Filosofia e Teologia na Alemanha, tendo sido ordenado pelo Cardeal Faulhaber, em 1928. Entre os anos de 1931 e 1942 Dom Macedo trabalhou como missionário, passando então a ocupar cargos de reitor, nas casas de Tietê e São Paulo, de Cachoeira do Sul (RS) e novamente na Penha, em São Paulo. De 1948 a 1955 foi Superior Provincial. Em 1955 foi eleito Bispo Auxiliar de São Paulo por Pio XII. Ao ser criada a Arquidiocese de Aparecida, em 1958, Dom Macedo recebeu a incumbência de pô-la em andamento e passou a residir aqui como representante de seu administrador, o Cardeal Mota. Em 1964, quando Dom Carlos Carmelo Cardeal Mota veio para Aparecida, trouxe-o consigo, para ser seu auxiliar, tendo-o consigo até sua morte, em 1982. Ele foi elevado ao título de Arcebispo Auxiliar - Sedi datus. Participou de algumas sessões do Concílio Vaticano II. Dentre as obras que o destacaram, três aparecem com grande mérito: o prédio do Seminário Santo Afonso, a fundação da Rádio Aparecida e a construção da Basílica Nova. 63 Em 1950, tendo o Cardeal pedido o Colegião, onde estavam instalados os seminaristas menores redentoristas, O Pe. Macedo, então Superior Provincial, construiu, em meio a grandes dificuldades, o novo Seminário de Santo Afonso. Durante todo seu episcopado manteve uma bolsa de estudos para formação de um de nossos seminaristas. Em Aparecida, foi nomeado administrador do Santuário Novo e, apesar da luta incansável para ver erguida a nova igreja, não se descuidou de suas atividades pastorais. Uma delas foi a peregrinação que fez com a verdadeira imagem de Nossa Senhora Aparecida, com a qual visitou centenas municípios de vários Estados brasileiros. Com sua saúde definhando lentamente, consumido por uma artrite dolorosa, faleceu ao lado de seus confrades, pois voltara a residir no convento da comunidade do Santuário, aos 28 de fevereiro de 1989. “Talvez nem se imagine quanto esse homem de Deus fez por Aparecida e por esta Arquidiocese”, palavras de Dom Geraldo Penido, Arcebispo de Aparecida. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Nós, seminaristas redentoristas, participamos da sagração de Dom Macedo, quando entrou solenemente na basílica velha, o coro entoou o "ECCE SACERDOS MAGNUS", isto não me sai da lembrança, perdemos nosso provincial e ganhamos o José Ribolla, nosso diretor, nomeado seu substituto, a festa foi no Santo Afonso. Alexandre Dumas Pasin

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JOSÉ AFONSO SAVASSA CSsR.

NOME COMPLETO: Jose Afonso Savassa

NASCIMENTO: 05/03/1951, Tietê - SP
PAIS: Jose Savassa (in memoriam) e Leonilde Milani Savassa
PROFISSÃO TEMPORÁRIA: 01/03/1975
PROFISSÃO PERPÉTUA: 02/08/1978
ORDENAÇÃO DIACONAL: 05/08/1978
ORDENAÇÃO PRESBITERAL: 25/02/1979
BISPO ORDENANTE: D. Antonio Pedro Misiara (Bragança Paulista)
ESTUDOS REALIZADOS, A PARTIR DO II GRAU: (local e diploma)
FILOSOFIA – SÃO PAULO
TEOLOGIA – SÃO PAULO
ESPECIALIZAÇAO CATEQUESE – UPS - ROMA
COMUNIDADES ONDE VIVEU E CARGOS JÁ EXERCIDOS: (locais e períodos)
SEMINÁRIO SANTO AFONSO –1980-1981-
FORMAÇÃO TIETÊ – 1985-1986 –
REITOR IGREJA E SUPERIOR
ROMA – 1977-1999 – ROMA – ESTUDOS
ARARAQUARA=
2000-2008–REITOR E SUPERIOR;
2009– REITOR;
2011-REITOR E SUPERIOR 
Faleceu na tarde desta quinta-feira (27) o Pe. José Afonso Savassa,CSsR, aos 69 anos. O velório acontecerá no Seminário Santa Teresinha, em Tietê-SP, onde nasceu Padre Afonso foi Reitor da Igreja de Santa Cruz e Superior da Casa dos Redentoristas por 15 anos, no período de 2000 a 2015. A restauração da igreja foi a principal marca de sua gestão, além da realização de inúmeros eventos religiosos e sociais na comunidade. Padre Afonso fez muitos amigos, com seu jeito paterno e alegre de ser. Muito querido, gostava de convidar para um café e experimentar as famosas queijadinhas que ele mesmo preparava. A jornalista Célia Pires, muito amiga de Padre Afonso postou sua homenagem em sua rede social, neste momento triste. 
“Eu me lembro que fui a primeira jornalista que o entrevistou quando chegou. A frente da casa paroquial estava lotada de latinhas da campanha para reformar a igreja. Ele mandou tirar tudo. Mas não abandonou o barco da reforma. Com seus contatos, com a ajuda de fiéis a reforma foi feita e a igreja ficou um deslumbre. Perguntei a ele porque o destaque era para uma cruz que passou a ficar suspensa no ar. Ele me respondeu o óbvio. A igreja não era Igreja de Santa Cruz? Quantas vezes ele não foi meu orientador? Todas as suas orientações me fizeram alguém melhor. Me recordo que depois de uma internação na então Beneficência Portuguesa fui visitá-lo e reclamei que não me deixaram entrar. Ele riu muito. Para variar pedi que tirasse uma foto para eu guardar no meu álbum de abraços. Lógico, disse ele. No dia seguinte recebi na redação do jornal a visita de um outro padre que foi me chamar a atenção,pois não se brincava assim com um reitor da igreja. Depois que esse padre foi embora escrevi para o Padre Afonso perguntando a ele se tinha faltado com o respeito, com as minhas brincadeiras, com meu jeito cru e sem filtro. Ele me disse para não mudar meu jeito. Que preferia pessoas como eu àquelas falsas que fingem gentileza. E de quebra ainda me passou a receita de suas famosas queijadinhas”. 
Finaliza ela. Muitos amigos consternados com sua partida também lhe renderam homenagens, deixaremos aqui parte da postagem do Santuário Paróquia São Geraldo Majella – Frei Ignacio Larrañaga Acabou-se o combate. Para ele já não haverá lágrimas, nem pranto, nem sobressaltos. O sol brilhará para sempre em seu rosto é uma paz intangível assegurará definitivamente suas fronteiras. Senhor da vida e dono de nossos destinos, em tuas mãos depositamos, silenciosamente, este ser querido que foi embora.
https://rciararaquara.com.br/cidade/morre-padre-afonso-aos-69-anos/
Meus amigos de seminário, o saudoso Pe.Libárdi nos dizia: UMA VEZ REDENTORISTA, SEMPRE REDENTORISTA! 
Completo: UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU!
Descanse na paz do Senhor, padre amigo! ANTÔNIO IERÁRDI
Fomos colegas nos anos 60. Que Jesus e Maria o recebam.SEBASTIAN BALDI
SAVASSA foi o meu primeiro Formador, 1.980, no Santo Afonso, Aparecida. Ultimamente, antes da sua morte, trocávamos mensagens todos os dias. Grande Amigo! JOÃO HENRIQUE

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE NEY ANTÔNIO BARRETO RIBEIRO CSsR

 
Hoje nos despedimos com profunda gratidão e fé do Pe. Ney Antônio Barreto Ribeiro, CSsR. Sua vida foi marcada pela entrega, pelo amor à Igreja e pelo serviço fiel ao povo de Deus. Em cada palavra anunciada, em cada celebração e em cada gesto de cuidado, deixou sementes de fé que permanecerão vivas em nossa comunidade.
🙏 Unidos como família paroquial, elevamos nossas orações, confiando na promessa da Ressurreição: “Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno e brilhe para ele a vossa luz.” 
✝️ Que o Divino Pai Eterno o acolha em Sua infinita misericórdia e conforte o coração de todos os familiares, amigos e fiéis. 🤍
PARÓQUIA PAI ETERNO
Eram 3 irmãos padres redentoristas: Guy Barreto, Gil Barreto e o Ney Barreto. O Guy foi no nosso diretor no Seminário Redentorista São José. Morreu num acidente de carro em São Paulo.
(Wanderley Faria, ex-seminarista do São José e jornalista de economia em Goiás.)

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. WALDEMAR GALAZKA, CSsR

PE. WALDEMAR GALAZKA, CSsR 
*10.06.1954 - +26.02.1986 
Pe.Waldemar chegou ao Brasil em abril de 1983. Trabalhou no Santuário de Bom Jesus da Lapa e nas comunidades da paróquia. Pouco antes de ser transferido da Lapa para Una, construiu um salão para reuniões e catequese, ao lado da capela Santa Luzia. No final de 1985, a nossa Missão da Bahia assumiu um novo campo de trabalho pastoral no Sul da Bahia, na diocese de Itabuna. No dia 2 de fevereiro de 1986, o Pe. Waldemar foi empossado como pároco de Uma, pelo então bispo diocesano de Itabuna, D.Paulo. No final da missa de posse, Pe. Waldemar disse: "Sinto-me como se fosse ordenado sacerdote de novo". Após a posse, trabalhou apenas três semanas. No dia 26 de fevereiro de 1986, morreu de parada cardíaca nas ondas do Atlântico. Suas últimas palavras foram: "Ó Jesus, misericórdia, ó Jesus, misericórdia". Pe.Waldemar foi uma pessoa inquieta: sempre estava correndo, sempre procurando alguma coisa. Precisava de alguém com quem pudesse se abrir, quem quisesse escutá-lo e entendê-lo. Às vezes, nas altas horas da noite, batia na porta do quarto dos confrades: "Não durma, abra a porta para conversarmos um pouco..." Com frequência repetia: "Tenho muito medo de morrer fora da Congregação". Sentindo as dificuldades concretas que precisava enfrentar, temia pela sua perseverança. Foi inicialmente sepultado ao lado da igreja paroquial de Uma, depois os restos mortais foram transferidos para Bom Jesus da Lapa, pois foi lá onde foi iniciado o trabalho missionário Redentorista na Bahia. Pe. Waldemar morreu jovem, com apenas 30 anos e é o primeiro missionário redentorista polonês sepultado na Bahia.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. AGOSTINHO JORGE POLSTER CSsR

PE. AGOSTINHO JORGE POLSTER CSsR
+25 de FEVEREIRO 1958 
Era de Krappenhofen, na Baviera. Nasceu a 18 de março de 1890, e com 13 anos ingressou no Juvenato C.Ss.R. professando em 1911. Devido à uma extração de um dente (mal feita) precisou ser operado na cabeça. Mais tarde teve de repetir a operação, com a advertência do médico: outra operação será impossível. Mas, com muita oração, pôde ele restabelecer-se e continuar os estudos. Chamado para o exército, na guerra de 1914, ficou livre, devido justamente a essa operação, cuja cicatriz (que sempre conservou) o impedia de usar capacete. Em 1916 foi ordenado, trabalhando uns três anos na Alemanha, vindo em 1920 para o Brasil. Diretor e professor do Juvenato, Superior em Cachoeira do Sul, Pe. Agostinho foi também, durante anos, ótimo missionário. Aprendeu, e muito bem, o Português, sendo suas pregações muito apreciadas pelo conteúdo e clareza. De veia poética, e muito versado em literatura clássica, era com facilidade que, de acordo com a ocasião, citava versos de Horácio, Ovídio e Homero. Perito no latim e grego, eram estas suas matérias prediletas como professor. Foi sempre um ótimo confrade, pela sua calma e espírito de caridade. Sabia enriquecer uma conversa com observações interessantes, e com suas risadas, que sempre chegavam quando os outros já tinham deixado de rir. De constituição forte, não se poupava trabalho; e, em tudo, era um homem de profundo espírito de fé. — Já por volta de 1955 a esclerose cerebral começou a manifestar-se, obrigando-o a uma total inatividade na Casa da Penha. Agravando-se a moléstia, foi ele internado no Hospital, durante um ano e meio. Depois foi levado para o convento, pois eram freqüentes seus gritos nervosos, incomodando os doentes. Nos momentos lúcidos, porém, ficava muito agradecido, quando algum confrade rezava com ele, preparando-o para a morte. Nos últimos meses ficou reduzido a uma criança inconsciente. No dia 25 de fevereiro de 1958 Deus o chamou para o descanso eterno, após trinta e poucos anos de intenso apostolado.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade
Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Numa história contada pelo padre Morgado, ele dizia que o padre Agostinho era diretor do seminário em seu tempo. Estando todos na casa da Pedrinha, chegou a notícia de sua substituição e transferência para outro setor da comunidade redentorista. Incontinente, arrumou as malas e se preparou para voltar ao seminário em Aparecida e tomar seu destino. Os seminaristas o acompanharam até o morro da Carmelita e desceram até um ribeirão situado mais abaixo, ele atravessou o ribeirão, postou-se em frente a todos e "BOM QUE ERA, CHOROU". O ribeirão passou a ser denominado, a partir desse fato, por "RIBEIRÃO DAS LÁGRIMAS". Quando por ali passávamos, sabíamos que estávamos chegando, eu não conhecia a história, fiquei muito feliz quando tomei conhecimento da toponímia. Alexandre Dumas Pasin

domingo, 22 de fevereiro de 2026

PADRE FLÁVIO CAVALCA - PARABÉNS

Grande amigo Padre Flávio Cavalca, o autor das ORAÇÕES DIÁRIAS que publico diáriamente em meu blog MOMENTOS OPORTUNOS-https://ierardineto.blogspot.com/ - 
PARABÉNS NESTE DIA E SEJA SEMPRE MUITO FELIZ EM SAÚDE, PAZ, PERSEVERANÇA E SOBRETUDO MUITO AMOR! UM GRANDE ABRAÇO!

ELES VIVERAM CONOSCO - Padre José Roberto Thuler CSsR

PADRE JOSÉ ROBERTO THULER CSsR
(*) 07 DE JUNHO DE 1931
(+) 22 DE FEVEREIRO DE 2025
A Diocese de São Carlos informa, com pesar, o falecimento do padre José Roberto Thuler, da Congregação do Santíssimo Redentor, aos 93 anos, em Araraquara. O sacerdote estava internado na Santa Casa, com um quadro grave de pneumonia bacteriana. Padre Thuler, como era conhecido, tinha 64 anos de vida religiosa consagrada e 58 anos de ordenação sacerdotal. Atuou por muitos anos nas missões redentoristas, estando em Araraquara nas décadas de 70 e 80. Retornou para a cidade e estava na Igreja Santa Cruz desde 2009.
Biografia
José Roberto Thuler nasceu no dia 7 de junho de 1931, em Mogi das Cruzes (SP). Seus pais chamavam-se Odilon Thuler e Maria da Cunha Thuler. Tiveram 6 filhos, sendo José Roberto Thuler o caçula entre os irmãos. Foi batizado no dia 4 de outubro do mesmo ano e crismado no dia 8 de maio de 1933, na Catedral Sant'Anna em sua cidade natal. Ingressou no Seminário Santo Afonso em Aparecida no ano de 1953 e permaneceu até 1959, cursando a primeira fase dos estudos. Fez o noviciado em Pindamonhangaba (SP), no ano de 1960, e professou os Votos Religiosos temporários na Congregação do Santíssimo Redentor no dia 2 de fevereiro de 1961, na Igreja Santa Teresinha, em Tietê (SP). Cursou filosofia de 1961 a 1962, e três anos de teologia 1963 a 1965, no Seminário Santa Teresinha. Perpetuou os Votos Religiosos na Congregação Redentorista no dia 2 de fevereiro de 1964, na Igreja Santa Teresinha. No último ano do curso de Teologia, foi residir em São Paulo no Seminário Alfonsianum da Raposo Tavares para concluir essa etapa de estudos em 1966. 
Pe. Thuler foi ordenado padre em 1968 
Foi ordenado diácono no dia 1 de novembro de 1966, na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo (SP), pelas mãos de Dom Paulo Evaristo Arns, OFM — Arcebispo de São Paulo. Recebeu a ordenação sacerdotal no dia 1 de janeiro de 1967, na Catedral Sant'Anna, em Mogi das Cruzes, pela imposição das mãos de Dom Paulo Rolim Loureiro, bispo diocesano de Mogi das Cruzes. Foi vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, de 1967 a 1968. No ano de 1969, exerceu a função de vigário na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), sendo transferido para a pastoral do Santuário Nacional em 1970, no atendimento aos romeiros. Entre 1971 e 1975, compôs a equipe das Missões Itinerantes, residindo na Comunidade de São João da Boa Vista (SP). De 1976 a 1979, trabalhou na equipe das Missões, morando em Araraquara (SP). Retornou para o Jardim Paulistano, em 1980, como vigário e, de 1981 a 2002, atuou na pregação das Santas Missões, fazendo parte da Equipe Missionária de Araraquara. Em 2003, residiu na Comunidade São Geraldo, em Potim (SP), cooperando como confessor no Santuário Nacional. Dos anos de 2004 e 2005, foi transferido para a Comunidade do Convento Novo trabalhando no atendimento aos romeiros. Após esse período, passou a fazer parte da Comunidade do Seminário Santa Teresinha em Tietê, atuando na pastoral da Igreja de 2006 a 2008. Retornou para a Comunidade de Araraquara no ano de 2009 e lá permaneceu até 22 de fevereiro de 2025. Pe. Thuler alcançou a graça de viver 93 anos de vida, 64 anos de vida religiosa consagrada e 58 anos de ordenação sacerdotal. Que o Santíssimo Redentor lhe conceda o prêmio da vida eterna por perseverar fielmente na Vinha do Senhor anunciando a Copiosa Redenção. “Venha, bendito de meu Pai! Receba como herança o reino que foi preparado para você desde a criação do mundo” (Mt 25,34). Agora no Céu, contemplando a Deus, ao lado de Maria Santíssima, dos santos, beatos e bem-aventurados Redentoristas interceda por nós, seus confrades, para que sejamos perseverantes na vocação missionária confiada a nós. Viverá eternamente na glória do Senhor e na memória daqueles que o amavam. Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz.
Convivemos. Embora de turma bem inferior, entrou direto nos maiores. Era divertido, demos muita risada. Nada sei de sua trajetória posterior. Perseverou, descanse em paz ! Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Éramos muito amigos. Dei aulas particulares de latim, para ele. No meu arquivo tenho carta que me mandou, 50 anos atrás. Um santo redentorista.João De Deus Rezende Costa 
Contemporâneo no Seminário Maior. Turma do Libardi.José Morelli
Conheça mais sobre a história do Pe. Thuler:
 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

O "JEJUM DE PALAVRAS "!

O “jejum de palavras”, proposto pelo Papa Leão XIV para esta Quaresma, é mais do que uma orientação ascética: é um convite profundo à interioridade, à responsabilidade e à coerência entre fé e vida.

Para todos os que se identificam com a grande Família Leiga Redentorista, esse chamado ecoa com especial intensidade. Reduzir palavras para ampliar atitudes. Silenciar ruídos para ouvir a consciência. Falar menos para agir melhor.

A proposta recorda os retiros de início de ano nos seminários — momentos densos, quase fundantes — quando se meditava sobre diretrizes espirituais que iluminariam o caminho nos meses seguintes. Ali aprendíamos que o silêncio não é ausência, mas presença qualificada; não é omissão, mas discernimento. Essa pedagogia do recolhimento não pertence apenas à vida religiosa. Ela é igualmente necessária à vida leiga, consagrada ou não.

Vivemos tempos de excesso: excesso de opiniões, de julgamentos, de polarizações, de discursos inflamados. O jejum de palavras torna-se, então, exercício de maturidade cristã. Antes de reagir, refletir. Antes de acusar, compreender. Antes de prometer, comprometer-se.

Nesse horizonte, a Campanha da Fraternidade 2026, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, encontra na fonte espiritual de Santo Afonso Maria de Ligório um impulso renovador: zelo concreto pelos mais vulneráveis, especialmente pelas pessoas sem acesso a moradias dignas.

Não se trata apenas de uma pauta social. Trata-se de coerência evangélica. Santo Afonso nos ensinou que a moral cristã não pode ser abstrata; ela deve tocar a carne sofrida da história. Onde falta teto, falta dignidade. Onde falta dignidade, a fé é convocada a agir.

O jejum de palavras, portanto, não conduz ao silêncio estéril, mas à ação transformadora. Fala menos quem decide fazer mais. Discursa menos quem escolhe servir.

Que esta Quaresma nos ajude a transformar palavras em compromisso, espiritualidade em prática e reflexão em serviço. Porque, ao final, a credibilidade da fé não repousa no volume das nossas falas, mas na consistência das nossas atitudes.

Texto colaborativo:


PLDias, revisão IAmada Hikari, imagem: ChatGPT 

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO EVANGELISTA BETTING CSsR

PE. JOÃO EVANGELISTA BETTING CSsR
+21 de FEVEREIRO 1986 
Padre João nasceu em Denkingen (Alemanha), em dezembro de 1906, professou no dia 17 de maio de 1926 e foi ordenado sacerdote em 07 de julho de 1931, vindo para o Brasil em 1936. Foi o último dos alemães que veio para cá. Já veio como professor do recém fundado Seminário de Tietê, onde ministrou aulas durante vinte e oito anos. Durante todo esse tempo foi a figura central do corpo docente. Lecionou quase todas as matérias, mas, principalmente Sagrada Escritura, que era o seu forte. Dedicou muitas e muitas horas a cuidar da biblioteca da Província. Era confessor e diretor espiritual de grande número de nossos estudantes. Era conhecidíssimo em Tietê, onde passou a maior parte de sua vida, no Brasil. Muito procurado como confessor, diretor espiritual e também como benzedor, ficando afamado com suas bênçãos. Era um místico e foi um professor ”sui generis”. Escrevia sobre curiosidades e notícias científicas nas publicações internas da Província e em revistas dedicadas à espiritualidade. É de sua autoria o livro “Teologia das Realidades Celestes, manual de ascética e mística”, editado pela Província. Quando o Seminário Maior foi transferido para a Raposo Tavares, em São Paulo, o Padre João foi junto. Foi aí que começaram a manifestar-se os primeiros sintomas do mal de Parkinson, do qual veio a falecer. Foi operado na Alemanha, em 1969, com quase nenhum resultado. Os médicos, vendo o pouco que haviam conseguido, recomendaram que voltasse logo para o Brasil. Ele dizia que queria morrer em sua segunda pátria. Em fins de 1972 foi transferido para o Jardim Paulistano, de onde, alguns anos depois, passou para a casa de benfeitores da Congregação: Dona Elizinha e Narciso Sutiro, sobrinhos do Padre Sotilo. Ela era sua penitente. Diante das alucinações de perseguições e de envenenamento que o padre sofria, perguntaram-lhe se queria ir para a casa dela, o que ele aceitou. O casal, seus filhos e Dona Ia, trataram do Padre João com todo carinho possível e cuidado, até a morte. A doença ia caminhando sempre mais. Vivia quase só sentado numa poltrona. Foi se encurvando cada vez mais, à maneira de Santo Afonso, e, por fim, não falava mais a não ser por sinais. Sem se queixar, ficou privado até do que mais gostava na vida, seus estudos e seus livros. Mas, enquanto foi possível, era um estudioso dedicado e homem de muita oração. Celebrou missa enquanto pôde, em seu quarto. Faleceu na tarde de 21 de fevereiro de 1986. Foi sepultado em Tietê. É venerado pelo povo da região como um santo. (Pe. Víctor Hugo)

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Era costume seu, levar consigo um livro enquanto tomava o café da manhã, como o hoje fazem com o celular.José Morelli 









Conheci Pe. Betting no Alfonsianum( 1970-1972). Homem muito humilde, silencioso e muito estudioso. Conhecia nossa grande biblioteca como a palma de sua mão. Certa vez o consultei sobre determinada obra que procurava e não localizava, ele imediatamente localizou e me entregou. Gostava de vê-lo circirculando e zelando da boa organizaçao nas estantes. Homem de uma cultura enorme. Falava muito baixinho e sempre que cruzava com ele dava um leve sorriso. Um exemplo para mim.Sebastian Baldi