sábado, 14 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE VITOR HUGO LAPENTA CSsR

É com pesar que comunicamos o falecimento do nosso confrade, o Pe. Víctor Hugo Lapenta, C.Ss.R 
(+)15 de Fevereiro de 2024 
Dentre tantas qualificações de seu bonito ministério, uma se sobressai: a de professor. Ele nos ensinou a buscar a sabedoria que vem de Deus, e independente de tudo, a sermos fiéis a Ele. Contamos com as orações de todos vocês! Que o Senhor acolha nosso querido confrade em seus braços de amor. 

NOME COMPLETO: Víctor Hugo Silveira Lapenta 
NASCIMENTO: 29.07.1930 em Itápolis - SP 
PAIS: Víctor Lapenta e Nair Silveira Lapenta PROFISSÃO PERPÉTUA: 02.02.1953 
ORDENAÇÃO DIACONAL: 20.03.1955 
ORDENAÇÃO PREBISTERAL: 10.07.1955 Bispo Ordenante: Dom Antonio Ferreira de Macedo C.Ss.R, Bispo Auxiliar de São Paulo - SP
ESTUDOS REALIZADOS, A PARTIR DO II GRAU: (local e diploma) Filosofia e Teologia, em Tietê SP, no Seminário Santa Teresinha Pedagogia, no Pontifício Ateneu Salesiano (ano escolar 1967/1968). No ano escolar 1968/1969 cursou de Psicologia no Institute de Psychologie, em Louvain, na Bélgica. Em dezembro de 1977, formou-se na Escola Superior de Psicanálise Sigmund Freud, em São Paulo. 
CAPACITAÇÃO PASTORAL E/OU PROFISSIONAL E/OU ARTÍSTICA (adquirida em cursos ou por experiência pessoal) 
Em 1969, em Lisboa, fez um Curso de Verão (40 dias), sobre Civilização e Língua Portuguesa.
COMUNIDADES ONDE VIVEU E CARGOS JÁ EXERCIDOS: (locais e períodos) professor no Seminário São José, em Campinas, Goiânia GO;
Em 1957, foi nomeado Vigário Paroquial em Aparecida SP; 
Em 1958, foi transferido para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, como professor; professor no Alfonsianum, em São Paulo - SP; 
Em 1973 e 1974, deu aulas no Instituto de Psicologia de Lorena, dos Padres Salesianos; foi também, nesse período, Superior da Comunidade do Seminário Santo Afonso; 
Em 1975, foi transferido para o Jardim Paulistano, em São Paulo, como Mestre dos Noviços Clérigos e Superior da Comunidade; 
Em 1976, morou na Comunidade Provincial da Avenida Angélica, em São Paulo, como coordenador da Pastoral da Província. Dava também aulas no ITESP e no Seminário Bom Jesus, em Aparecida; 
Em 1979, foi transferido para a Comunidade de Pesquisas Religiosas, no Ipiranga, São Paulo. Dedicou-se ao magistério da Psicologia, cursos, e psicoterapia de clientes; 
Em 1997, passou a residir no Seminário Santo Afonso, em Aparecida, como Coordenador do Centro de Espiritualidade Redentorista = CERESP;
A 20.06.1998 foi nomeado membro de nosso Secretariado Geral de Espiritualidade; 
Em 2000, passou a residir na Comunidade das Comunicações, no Convento Velho, prosseguindo com seu trabalho de atendimento psicológico; foi membro e coordenador da Comissão do Patrimônio Histórico, tanto da Congregação como da Arquidiocese de Aparecida; lá continuou, no mesmo endereço, mas como Comunidade Padre Gebardo a partir de 2007. Foi superior da Comunidade de 2008 a 2010.

Padre Vitor Hugo. O nome já indicava uma sólida cultura quando adentrou à sala de aula. Objetivo e elegante foi sempre didático em suas aulas no “Santo Afonso.” Meu apreço por literatura vem das ótimas apresentações que fazia. Outro lado cativante era ouvi-lo falar de futebol com o saudoso Padre Carlos Silva. Pareciam dois repentistas na arte do improviso naquelas brincadeiras. Nesse início de quaresma que fazemos para a Páscoa, nosso bom Padre Vitor Hugo antecipou a sua. Cremos que ele já viu face de Deus. Pedro Luiz

Tenho orgulho em dizer: Padre Vitor Hugo, por 4 anos, foi meu professor de francês no SRSA! Pelo que parece, dos meus professores da época, 1957/1962, resta apenas o Padre Peixoto, hoje em Araraquara! Ele nos ensinava botânica e era o nosso prefeitão!!!!! Ierárdi
QUE JESUS E MARIA O RECEBAM EM SEUS BRAÇOS. Foi meu professor de francês e era muito amigo de meu Irmão Messias e minha cunhada Anna, fez o casamento religioso deles, eu fui o coroinha na Santa Missa e celebrou as bodas de ouro de matrimônio deles . Requiescat in pace. Sebastian Baldi
Pe. Vitor Hugo, vai deixar saudades por seu bom humor, sua espiritualidade e dedicação à vida religiosa. Um redentista em plenitude!Jonival Cortês







94 anos de vida bem vivida desse Digníssimo Professor, Padre Vitor Hugo Lapenta, CSSR, um ícone na Historia da Igreja e Congregação Redentorista. Grato pela vida e ensinamentos dele conosco. Oremos!Vicente de Paula Alves





O Seminário Missionário Bom Jesus da Arquidiocese de Aparecida presta suas condolências aos familiares e amigos do reverendíssimo Pe. Víctor Hugo Lapenta, CSsR, bem como à toda a Congregação dos Missionários Redentoristas, por seu retorno a casa do Pai neste dia 15 de fevereiro de 2024. Pe. Víctor Hugo, fiel seguidor de Nosso Senhor Jesus Cristo por inspiração de Santo Afonso Maria de Ligório, destacou-se grandemente em seus diversos trabalhos como professor, dentre os quais, também lecionou em nosso seminário no ano de 1976. Prestamos nossa eterna gratidão pelo sublime exemplo de vida ministerial e por toda a sua dedicação à formação dos futuros sacerdotes que passaram por esta casa de formação. Que o Senhor o recompense por seu serviço, e sobretudo por seu amor para com a Santa Igreja. Que possa cantar agora no céu, junto de Santo Afonso e de todos os santos, as eternas "Glórias de Maria".Seminário Missionário Bom Jesus

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. MIGUEL (MÁRIO GABRIEL FELIPE) CSsR

IR. MIGUEL (MÁRIO GABRIEL FELIPE) CSsR
+13 de FEVEREIRO 1997 
Nascido em Santa Rita de Caldas, em 1916, nosso Ir. Miguel recebeu na pia batismal o nome de Mário Gabriel. Era, com mais 15 irmãos, filho de Gabriel e Maria Amélia Felipe. Duas de suas irmãs fizeram-se religiosas e um irmão, sacerdote franciscano. Ele mesmo entrou já maduro de seus 34 anos, fazendo o noviciado em Pindamonhangaba, em 1949. Como noviço tinha a responsabilidade da cozinha, que desempenhou com muito carinho e competência, mas lamentando que lhe sobrava pouco tempo para o cultivo espiritual. Este cultivo seria a marca de toda a sua vida. Professando em fevereiro de 1950, trabalhou nas diversas casas de Goiás, do Rio Grande do Sul, em Sacramento-MG., e São Paulo. Os últimos anos foram vividos em intensos trabalhos de hortelão e de apicultor no Seminário de São Geraldo no Potim, onde cuidou do reflorestamento dos espaços. Foi um amante da natureza. Mas seus cuidados maiores sempre foram a vida de oração e a fraternidade. De gênio forte, perdia a calma diante das coisas erradas, mas seu coração imenso logo o levava a pedir perdão e a refazer o relacionamento atencioso e carinhoso com os confrades. Seu zelo apostólico levou-o a atuar na pastoral da saúde, difundindo a medicina natural e preventiva, zelando muito pela alimentação das crianças subnutridas. 53 Atingido por um câncer no estômago, seu primeiro desgosto manifesto foi com relação ao não ter mais forças para o trabalho. As dores, ele as suportou com paciência e muita oração. Enquanto pôde ainda exercia o ministério da eucaristia no Santuário, em Aparecida, em cuja comunidade estava em tratamento. A morte veio buscá-lo no dia 13 de fevereiro de 1997. Aqueles que com ele conviveram ficaram marcados pelo seu testemunho de vida e de santidade, de amor a Deus, aos confrades e aos necessitados. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO-JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA LIMA-ZEQUINHA-ANTIGO SEMINARISTA

JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA LIMA
ZEQUINHA
(✝︎)12 FEVEREIRO 2026
Elegia a Zekinha

A notícia sobre a Páscoa de Zekinha, batizado José Bonifácio Ferreira Lima, ex-aluno do Santo Afonso, chegou com a mesma velocidade que ele imprimia à bola quando marcava gols pelo time do seminário. Veio rápida, cortante, inesperada — como seus chutes certeiros que nos arrancavam aplausos e abraços no campo de terra batida.

“Zekinha partiu”, disse um amigo de turma, José Carlos Criado, numa mensagem embargada entre memória e incredulidade.

Sabíamos que há dias ele pelejava pela vida, resistindo na trincheira branca de uma UTI. Lutava como quem não desiste fácil, como quem sempre acreditou que ainda havia um segundo tempo a ser jogado. Mas o árbitro do tempo apitou diferente desta vez.

Zekinha partiu.

Zekinha fez a sua Páscoa.

E se a Páscoa é passagem, não é fim - é travessia.

O criador do projeto Livro na Praça, aquele que acreditava na força da palavra espalhada ao vento livre das cidades, foi apresentar sua mais bela iniciativa no Paraíso. Levou consigo páginas invisíveis, histórias partilhadas, sementes lançadas em solo fértil de leitores anônimos. Foi, certamente, organizar bibliotecas de luz onde os livros não se fecham e a sabedoria não tem crepúsculo.

Ficam conosco o riso fácil, o companheirismo de turma, o suor do jogo, a ousadia dos sonhos culturais, a generosidade de quem acreditava que a praça podia ser sala de aula e altar da convivência.

Zekinha não apenas marcou gols.

Marcou vidas.

E agora, no campo eterno onde não há prorrogação nem despedida definitiva, talvez corra leve — sem dor, sem UTI, sem limites — apenas com a alegria dos que completaram sua corrida.

Que a terra lhe seja leve.

Que a eternidade lhe seja abraço.

E que nós, seus companheiros, saibamos honrar sua memória jogando com a mesma paixão com que ele viveu.

A Família Leiga Redentorista apresenta condolências aos Familiares e amigos.

Uma visita inspiradora ao Centro de Planejamento do Projeto Educacional e Cultural “Livros no Chão”, idealizado pela Família Zeka & Edna.O projeto transforma praças em bibliotecas a céu aberto, levando literatura, imaginação e cidadania aos espaços públicos de Guarulhos.Recentemente, a Câmara Municipal reconheceu esse trabalho exemplar com um Diploma de Honra ao Mérito concedido ao nosso confrade-leigo — missionário da cultura e da esperança — José Bonifácio-“Zeka”. A comenda agora ocupa lugar de destaque na parede da sua biblioteca particular, cercada pelos livros que seguem encantando gerações.Parabéns, Zeka & Edna! A missão continua — e continua transformando.29 de junho de 2025! PEDRO LUIZ DIAS

https://youtu.be/m2PgvFmMygk?si=MPNbrL46shenJQ8z

ELES NOS PRECEDERAM - IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR

IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR
+5 de NOVEMBRO 1912 
Nosso irmão, que se tornou conhecido por seus trabalhos de pintura e escultura. — Filho de ricos agricultores, nasceu na Alemanha a 4 de janeiro de 1837. Desde criança começou a mostrar queda para a escultura. Como jovem, sempre alegre e divertido, tinha sua turma de amigos e, com eles, não perdia festas e barulhos. Mas, durante uma Missão pregada pelos nossos, o rapaz resolveu a mudar de vida. Dedicou-se mais à oração e acabou resolvendo fazer-se Religioso. Contrariando a vontade dos pais, procurou os Redentoristas e foi admitido na C.Ss.R. professando a 26 de agosto de 1865. Durante alguns anos pôde aperfeiçoar-se na escultura, sob a direção de um outro irmão Redentorista, escultor famoso. Em 1895 prontificou-se a vir trabalhar no Brasil. Encaixotou diversos instrumentos do seu ofício, e não se descuidou de trazer também revólver, facas e facões, para se defender dos índios... A princípio teve dificuldades para iniciar sua nova vida e, numa carta a um de seus irmãos, ele escreveu: “Se soubesse que a coisa era assim, eu não teria vindo”... Durante alguns anos foi professor de desenho no “Colégio Santo Afonso”, passando depois a trabalhar somente nos seus quadros e esculturas. Fez diversos trabalhos para as nossas casas, e mesmo para igrejas de São Paulo e de Minas. Sua melhor obra é certamente o Crucifixo esculpido em madeira, atualmente num dos altares da Igreja de São Benedito, em Aparecida. Com a vista arruinada, já em seus últimos anos, Irmão Bento começou a pensar em sua volta para a Alemanha. Voltaram as saudades, e ele se julgava inútil para os trabalhos da casa. Mas desistiu de sua idéia, a conselho dos superiores. Três meses antes de sua morte sofreu muito com uma unha encravada que arruinou, devido a queda de uma vigota de madeira que, ao cair, acabou estraçalhando aquela sua unha de estimação... Levado para São Paulo, os médicos extraíram-lhe a unha. Mas o pé continuou horrivelmente inflamado, provocando dores intensas que não davam ao Irmão o mínimo descanso, mesmo durante a noite. Os médicos decidiram amputar-lhe o pé; mas isso não foi possível, já que o pobre Irmão estava com 75 anos de idade, e com deficiência cardíaca. Em meio aos seus sofrimentos, o enfermo apenas rezava, aborrecendo-se muito se lhe escapava algum gemido. Homem de muita oração, que trabalhava recitando contínuas jaculatórias, Irmão bento foi principalmente nos seus últimos dias, um modelo de paciência e conformidade. Nenhuma queixa, e sempre com o terço nas mãos. Dias antes de morrer, pediu água benta, persignou-se, e continuou rezando, até perder os sentidos. Faleceu às 14 h. do dia 5 de novembro de 1912. 
CERESP Centro Redentorista de Espiritualidade- Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(✝︎) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(✝︎)  
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO -PE.BALDUINO BIRK CSsR

PE.BALDUINO BIRK CSsR
+11 de FEVEREIRO 1996 
Gaúcho de Selbach - RS, nasceu a 03 de setembro de 1922. Eram seus pais: João Birk Filho e Elisabeth Schwab Birk. Entrou para o Pré-Seminário de Cachoeira do Sul - RS, a 13 de dezembro de 1934. Em janeiro de 1936 veio para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida- SP. Aí terminou o curso secundário, em dezembro de 1941. Fez o noviciado em Pindamonhangaba-SP, no ano de 1942. Professou na Congregação Redentorista no dia 02 de fevereiro de 1943. O seminário maior foi feito no Seminário Santa Teresinha, em Tietê. Foi ordenado sacerdote em Aparecida, no dia 02 de outubro de 1948, por Dom João Batista Muniz, C.Ss.R., Bispo da Barra na Bahia. Cantou sua primeira missa solene, a 10 de outubro de 1948, na igreja matriz de Selbach - RS. Em janeiro de 1949 começou sua vida apostólica como professor no Pré-Seminário de Pinheiro Marcado - RS. Passou grande parte de sua vida trabalhando nos seminários como professor e ecônomo: de 1949 a 1951, em Pinheiro Marcado; de 1953 a 1959, em Aparecida, no Seminário Santo Afonso; de 1959 a 1965, em Passo Fundo - RS, no Instituto Menino Jesus. De 1965 a 1969 foi Ecônomo da Província de Porto Alegre, morando em Porto Alegre. Em seguida voltou a ser ecônomo do Instituto Menino Jesus, em Passo Fundo - RS. Em 1974 veio para São Paulo, pertencendo à Comunidade do Jardim Paulistano, aí ficando até 1979, quando foi transferido para Tietê. dedicou-se então às missões populares, principalmente ao trabalho difícil do confessionário. Era entusiasmado pela Renovação Carismática. Pe. Balduíno pertencia à Província de Porto Alegre, mas a 02 de setembro de 1986 pediu e obteve adscrição definitiva à Província de São Paulo. Ele era irmão do Pe. Artur Birk. Nos últimos anos não estava com saúde boa: problemas cardíacos e circulatórios. No dia 12 de janeiro de 1996 foi operado do coração. Ele precisava estar fisicamente bem para, em março, ser operado de um aneurisma abdominal. Foi para Aparecida para sua recuperação. Aí faleceu inesperadamente, em nosso convento da Basílica, pelas 6 horas da manhã, do dia 11 de fevereiro de 1996. Depois de uma missa na capela da comunidade do Santuário, seu corpo foi levado para Tietê, onde foi velado em nossa igreja de Santa Teresinha. A missa de corpo presente e enterro foram na manhã do dia 12 de fevereiro de 1996. (Arquivo Provincial)
CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Ierardi, Padre Balduino cuidava da fazendinha, não muito longe dali, havia algumas vacas leiteiras, era também "ecônomo", cuidava de nossa comida. Passava o dia na fazendinha cuidando das coisas, e era meu professor de Português, às vezes chegava bem atrasado à aula e com a bota cheia de bosta de vaca. Muito trabalhador, grande professor, me disse uma vez que eu fora um ótimo aluno. Deus o tem bem pertinho dele com toda certeza. Abner(✝︎) 
Lembro-me muito bem do Padre Balduíno, apesar de ter sido ele uma pessoa muito discreta. Quanto à lembrança da Fazendinha, que você agora me traz, que bacana...lembro, além das incursões nos morros atrás de coquinhos, o inesquecível churrasco gaúcho feito com a brasa diretamente na terra e os suculentos espetos de carne. Era sempre um dia diferente em nossa rotina. Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. LADISLAU BERNARDINO CSsR

IR.LADISLAU BERNARDINO CSsR
+11 DE FEVEREIRO 2004 
Nasceu em Natércia MG (antigamente chamava-se Santa Catarina), dia 1 de dezembro 1930. Eram seus pais: José de Sousa Campos e Deolinda Olympia de Jesus. Entrou para o Seminário S.Afonso, em Aparecida, em 09.08.1944. Terminou o Seminário em dezembro de 1950. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1951, e afez a Profissão Religiosa na C.Ss.R. dia 02.02.1952. O Seminário Maior foi feito em Tietê SP. Em 02.02.1955 renovou os votos por 1 ano. Saiu da Congregação Redentorista dia 01.02.1956, voltando para a casa de seus pais, em Natércia MG. No mesmo ano, pediu para reingressar na C.Ss.R., agora como Irmão Leigo. O documento da Sagrada Congregação dos Religiosos, dando a permissão, de 12.05.1956 e o documento do Pe. Geral de 16.05.1956. Entrou em Pindamonhangaba, como Postulante para Irmão, dia 03.07.1956. Ali iniciou seu Noviciado no dia 15.10.1956, fazendo sua Profissão Religiosa na C.Ss.R., agora como Irmão Leigo, em 16.10.1957. Após a Profissão, sua primeira transferência foi para o Seminário S.Geraldo, no Potim, ali permanecendo até 1962. Morou depois nas seguintes comunidades : 1963 e 1964: Pré Seminário S.Afonso, no Bairro da Pedrinha; 1965: Seminário S.Afonso, em Aparecida; 1966 e 1967: em Cachoeira do Sul RS; 1968 a 1973: no Alfonsianum, na Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo; 1974: no Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento MG; 1975 e 1976: Seminário S. Afonso, em Aparecida; 1977 e 1978: no Jardim Paulistano, em S.Paulo; 1979: em São João da Boa Vista; 1980 a 1984: no Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento; 1985 a 1987: em Araraquara; 1988 a 1990: em Tietê; 1991 a 1995: no Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento MG; 1996: No Convento do Santuário, em Aparecida; 1997: Seminário S.Geraldo, no Potim; Em 2003, com a saúde bem combalida, voltou novamente a morar na Comunidade do Santuário. Faleceu na madrugada do dia 11.02.2004, na santa Casa de Guaratinguetá SP. A missa de corpo presente foi nesse mesmo dia, às 16 horas na Basílica Nova. Estava com 74 anos de idade e 47 de Vida Religiosa. 
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR 
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 
Foi meu contemporâneo, 1949 e 1950, era da turma de Dom Batistella, não sabia dessa sua trajetória, descanse em paz, irmão Ladislau! Alexandre Dumas Pasin

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. MELQUIOR JOÃO BATISTA HEBAUER CSsR

IR. MELQUIOR JOÃO BATISTA HEBAUER CSsR 
+10 de FEVEREIRO 1965 
Nasceu na Alemanha, a 23 de março de 1882. Ingressando na C.Ss.R. em 1904, veio para o Brasil em 1909, e em 1911, já em Aparecida, fez sua profissão perpétua. Não sendo de grande saúde, Ir. Melquior trabalhou sempre como porteiro, sacristão, e principalmente como roupeiro, em Araraquara, na Penha, no Juvenato (Aparecida) e Cachoeira do Sul. Sempre atencioso com os confrades, era dedicado e caprichoso nos trabalhos da sua responsabilidade. Mas devido a falta de saúde, já em 1962, em Araraquara, pouco podia trabalhar; apenas ajudava na limpeza da casa e cuidava do refeitório. Em dezembro de 1963, por motivo de tratamento, foi transferido para a Penha. Com toda a paciência soube suportar seus últimos anos de sofrimento, até que Deus o chamou, a 10 de fevereiro de 1965.
CERESP Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR 
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

domingo, 8 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. AFONSO (GERALDO MAJELA F. MAIA) CSsR

IR. AFONSO (GERALDO MAJELA F. MAIA) CSsR
+8 de FEVEREIRO 1986 
Nasceu a 08 de março de 1907, em São Sebastião do Rio Preto- MG. Adolescente estudou em Pirapora e Uberaba -MG, por conta dos Padres Dominicanos.Tinha uma boa formação humanística e sua caligrafia era impecável. Também sabia um pouco de Francês. Tentou entrar para os padres redentoristas, de Belo Horizonte, mas não foi aceito. Então veio para São Paulo, onde foi aceito e fez a sua Profissão religiosa a 02 de fevereiro de 1934. Trabalhou sempre como cozinheiro nas casas de Aparecida, Araraquara, Pindamonhangaba, Penha, São João da Boa Vista, durante dezoito anos. Daí foi transferido para Goiás, onde ficou até a morte. Irmão Afonso era muito alegre e brincalhão, falava alto, dava grandes gargalhadas, era contador de histórias e gostava de jogar damas. Tinha uma irmã que era religiosa da Congregação do Calvário. Em 1985 foi operado da próstata e de um tumor, mais grave, na bexiga. Não se recuperou mais. Faleceu no hospital, em Goiânia, aos 08 de fevereiro de 1986, depois de ter dado provas de paciência e santidade. Foi sepultado em Trindade (GO). Estava com 79 anos de idade e 52 de profissão religiosa. (Pe. Arlindo Thomaz, “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 7 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE OLIVIO COPETTI CSsR

Pe. Olívio Copetti CSsR 
+ 7 de fevereiro 2009 
P. Olívio Copetti nasceu a 06.07.1928, em Camobi (ex-Colônia), distrito de Santa Maria (RS). Eram seus pais: Albino Copetti e Élide Tagliari Copetti. Foi batizado a 22.07.1928 em Santa Maria (RS). Entrou para o Pré-Seminário de Pinheiro Marcado (RS) a 25.01.1939. Veio para o Seminário Sto. Afonso, em Aparecida, dia 31.01.1941, terminando o curso em dezembro de 1945. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba durante o ano de 1946, onde fez a Profissão Religiosa na C.Ss.R. a 02.02.1947. O Seminário Maior foi feito em Tietê (SP). Aí fez a Profissão Perpétua no dia 02.02.1950. Foi Ordenado Sacerdote a 20.07.1952, em Tietê (SP), por D. José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba (SP). Celebrou sua Primeira Missa Solene, em Santa Maria (RS), a 27.07.1952. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1953, começando seu Apostolado como Vigário Cooperador na Paróquia da Penha, em São Paulo (SP), aí ficando até o fim de 1954. De janeiro de 1955 a setembro de 1956 foi Vigário Cooperador na Paróquia de Aparecida (SP). Dia 24.09.1956 viajou para Roma, onde se licenciou em Teologia Dogmática, no Angelicum, e em Teologia Moral na Academia Alfonsiana. Regressou de lá a 10.06.1959. No segundo semestre de 1959, fez o IIº Noviciado em Pindamonhangaba (SP). Em 1960 foi para Tietê para ser Professor de Teologia Moral, em nosso Seminário Maior, aí ficando até fim de 1963. Em 1964 trabalhou na Basílica de Aparecida (SP). Em 1965 voltou a ser Professor em Tietê. Com a mudança do Seminário para o Alfonsianum, em São Paulo (SP), Pe. Copetti veio junto e continuou a dar aulas até o primeiro semestre de 1970. No segundo semestre de 1970 foi transferido para Araraquara (SP) como Missionário, dedicando-se às Missões Populares. P. Copetti pertencia à Província de Porto Alegre. A 10.09.1971 obteve licença para adscrição definitiva à Província de São Paulo. Em 1974 foi transferido para Tietê (SP), como Missionário. Daí em diante sempre foi missionário da ativa! Dia 02.02.1997 celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa. Em 1997 foi transferido para a Comunidade do Seminário S. Geraldo, ajudando na Basílica e nas Missões. Em 1998 foi transferido para São João da Boa Vista (SP), como missionário. Em 2000, deixou o trabalho das Missões Populares, passando a trabalhar em nossa Igreja de São João da Boa Vista (SP). Em 2001, com a aceitação pela Província da Paróquia da Santíssima Trindade, em Tietê SP), Pe. Copetti foi nomeado Vigário Paroquial, passando a morar em Tietê (SP). No dia 20.07.2002, celebrou Jubileu de Ouro de Ordenação Sacerdotal. Por dez anos P. Olívio Copetti foi professor de Teologia Moral em nosso Seminário Maior, em Tietê (SP) e depois no Alfonsianum, em São Paulo (SP). Mostrou-se bastante comunicativo e prático e suas aulas, permeadas de muitos exemplos, eram alegres e divertidas. Alto, forte, de aspecto físico bastante avantajado, P. Olívio Copetti tinha como hobby o trabalho braçal e manual. Nas horas vagas e dias de folga, sempre era visto trabalhando na horta e no quintal, empunhando a enxada, enxadão, picareta e machado. Nos últimos anos, ocupava sua horas vagas na criação de galinhas e ovelhas. Ao longo de sua vida dedicou-se também ao trabalho manual de mecânica e eletrônica. Sempre consertando torneiras, chuveiros e encanamentos de nossas casas, proporcionando-lhes excelente benfeitorias. Aproveitando os conhecimentos eletrônicos do curso feito em Roma, durante muitos anos, foi revisor dos aparelhos eletrônicos de nossas igrejas e principalmente os alto-falantes de nossas Missões Populares. Dizem que a caixa de ferramentas, que conseguiu colecionar, nos últimos anos, faz inveja a qualquer profissional do ramo! Pe. Copetti tinha espírito de liderança bem aguçado. Isso foi muito bem demonstrado nos tempos do Pós-Concílio, quando os métodos pastorais estavam sendo reavaliados. Enquanto alguns grupos optaram por interromper a pregação de Missões Populares, a equipe missionária da Província de São Paulo optou em reavaliar, atualizá-las, mas sem interrompê-las. E o Pe. Copetti foi um dos líderes como coordenador. O “Copetão”, assim familiarmente chamado, era homem de oração, muito simples, pobre e desprendido. Tranquilo, paciente e amigo de seus confrades, como coordenador da Missões estava sempre atento às diferenças, necessidades e limites de cada um. Igualmente contava com um seleto grupo de amigos e admiradores na cidade de Tietê, onde residiu boa parte de sua vida. Faleceu dia 7 de fevereiro de 2009, às margens da Represa Furnas, em Minas Gerais. Estava de férias com o P. Rubem Leme Galvão e um amigo leigo de Tietê (SP). Estavam à beira da represa. Os dois se afastaram um pouco e quando voltaram P. Copetti estava morto. Descanse na paz do Senhor ! E interceda junto de Deus por nós. Amém. 
Caro Ierardi, Esse padre Copetão quando entrei no seminário, todo mundo falava dele, era quase que uma lenda. Diziam que ele tinha uma força física descomunal, e que uma vez ele carregava um motor e quando foi pegar o ônibus na Rodoviária, um carregador de malas se ofereceu para levar a mala do Pe. Copetti e sorridente disse para o homem: "faz-me o favor, pode levar sim" O carregador não conseguiu levantar a mala e ele rindo disse:" Isso é para homem forte" e pegou a mala e saiu. Essa história todo mundo sabia no seminário e era admirado por todos, por sua força física e sua alegria e bom humor. Abner(+) 
Caro Abner! Conhecia essa história e também outra interessante: Ele esteve na Itália, em Roma, entre 1956 e 1959.Naquele tempo surgiram na Alemanha uns microfones muito aperfeiçoados e bem pequenos.Padre Copetti achou interessante trazer alguns para serem utilizados principalmente na Basílica de Aparecida....Entretanto havia de passar pela alfândega aqui no Brasil....Como?Não teve dúvidas: Ele tinha um par de botas grandes, pois era alto e forte, encheu as botas com os microfones e colocou sobre eles meias bem usadas e até cheirando mal. Aconteceu exatamente o que pensou: os fiscais por aqui não quiseram nem chegar perto!!!! Ierárdi 
Ierardi, Eu estava lembrando das botas enormes que tinha trazido, não sabia se eram da Italia ou Alemanha, pareciam as botas Sete Léguas do conto de Fadas, kkkkk Abner(+)
Não tenho história com ele, mas ele tem uma história, padre Geraldo Correia, meu contemporâneo, ex-redentorista, aposentado do senado, fez referências em seu livro, não entro no mérito, recolho-me às minhas conjecturas.Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Eu acho que o nome correto é Abílio e não Olívio. Foi meu colega de sala, junto com Pacheco, Daniel Tamassia, Bianor, Geiger, Avancini, Higino e posteriormente os chilenos.João De Deus Rezende Costa
João De Deus Rezende Costa, veja bem, esse aí se formou no seminario em 1945. Vocês se formaram em 1954, o seu colega de turma era o Copetinho, talvez até irmão mais novo do Copetão.Alexandre Dumas Pasin de Menezes
João De Deus Rezende Costa, em 2012 o Pe.Vitor Hugo Lapenta publicou pela Editora Santuário o livro: "ELES VIVERAM CONOSCO"  Este foi o relato da biografia do Pe.Copetti... que era OLÍVIO..... Dumas tem toda razão! Ierárdi



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ESTAMOS SÓ COMEÇANDO

De certo modo, depois das festas e férias, estamos quase começando o ano. 
Temos diante de nós tantas possibilidades de crescimento, realização e vida. 
Não podemos perder as oportunidades que Deus nos oferece.
Nem deixar que o desânimo nos prenda. 
Isso nos lembra muitas coisas. 
Por exemplo, que precisamos aproveitar cada minuto, como crianças que antigamente, ao brincar na rua, não queriam perder nem um restinho da luz da tarde. 
E tudo será muito melhor se, feito essas crianças, semearmos alegria e entusiasmo. 
Deus não nos promete um ano fácil, mas nos dá certeza que teremos sempre sua ajuda, e avançará um passo mais seu projeto divino. 
Mesmo que não saibamos como. 
Vamos, coragem, e que não deixemos ninguém para trás.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

ELES NOS ANTECEDERAM - PE. ESTÊVÃO (MARIA) HEIGENHAUSER CSsR

PE. ESTÊVÃO (MARIA) HEIGENHAUSER CSsR 
+5 de FEVEREIRO 1937 
“Foi um homem verdadeiramente religioso” — assim escreveu D. José Gaspar, Arcebispo de São Paulo, a respeito do nosso Pe. Estêvão. E por ter sido verdadeiramente religioso, foi também o tipo exato do missionário redentorista. — Nasceu em Reit im Wink (Alemanha) a 23 de março de 1879, e aos quatro anos de idade ficou órfão de mãe. Feitos os estudos primários, ingressou no Juvenato C.Ss.R. onde foi aluno do Pe. Gaspar Stanggassinger(beato), do qual (dizia ele) aprendeu muito a respeito de Nossa Senhora. Durante o noviciado, com os nervos abalados, precisou voltar para casa; mas, não querendo perder tempo, matriculou-se na Universidade de Friburgo. Já restabelecido, voltou ao noviciado, professando a 8 de setembro de 1900. Já antes de terminar seus estudos, ofereceu-se para vir trabalhar no Brasil. Aqui continuou estudando, sendo ordenado em Aparecida, onde cantou sua primeira missa. Nomeado depois professor e prefeito do Juvenato, Pe. Estêvão soube aproveitar essa oportunidade para aperfeiçoar seu português. De espírito aberto, otimista, ganhava logo a amizade e confiança de todos. Foi Superior nas Casas de Aparecida, Penha, Araraquara, em vários triênios; e como Vice-Provincial foi um homem de extraordinária visão. Sua idéia de abandonar o antigo Colégio Santo Afonso, passando o Juvenato para o chamado “Colegião” surpreendeu a todos, como uma bomba que ninguém ousava aceitar. Trocar uma casa já montada, por uma ala do Colegião, sem janelas e nem portas, com paredes sem rebocar, sem instalações, não era um sonho, diziam, mas um pesadelo que só o Pe. Estêvão podia ter. Este, porém dizia: “A Redenção começou numa estrebaria; nós vamos começar num pardieiro”. — Ele olhava para o futuro da Vice-Província, com maior numero de juvenistas, maior número de Padres, para um campo de trabalho que ele já previa sem fronteiras. Quando o chamavam de idealista, respondia feliz: “Levo o nome daquele que, ao morrer, viu abertas as portas do céu!” Trabalhou, lutou pela sua idéia, e em 1929 estavam os Juvenistas no Colegião. Dormiam no corredor aberto, onde à noite, as corujas agouravam, fazendo vai-vem, e deixando cair lembranças raras.... Aos poucos a casa foi melhorando, tudo entrando no seu lugar, e, com maior número de vocações, pôde a Vice- Província contar com as forças de que precisava. — Quando o Núncio Apostólico quis entregar aos Redentoristas a Prelazia do Xingu, Pe. Estêvão moveu céus e terra, até conseguir ficasse a Vice-Província livre desse ônus. Enfrentando as maiores dificuldades, e com muito sacrifício, comprou uma quase fazenda em Pinda, onde construiu e consolidou a Casa do Noviciado que a Vice-Província ainda não possuía. — Olhando sempre para o futuro, ele viu a necessidade de uma fundação no centro de São Paulo, para sede do governo Vice-Provincial; o que só não realizou por dificuldades que não pôde superar. Após três anos apenas de Vice-Provincialado, podemos dizer que Pe. Estêvão fez a Vice-Província avançar muitos anos, saindo da estagnação que já a ameaçava. Apesar de toda a sua atividade como Superior e missionário, Pe. Estêvão ainda achava tempo para o apostolado da pena. Se ele falava bem, escrevia melhor. Varias edições teve a “Vida de São Geraldo” que ele escreveu; e seus artigos no “Santuário” ou no jornal da Liga Católica J.M.J. eram conteúdo e doutrina em linguagem simples, mas leve e atraente. O forte, porém do Pe. Estêvão foram sempre as Missões. De 1921 até o fim da vida dedicou-se de corpo e alma às missões e retiros populares que o tornaram conhecido em toda a parte. Missão redentorista e Pe. Estêvão eram sinônimos, e os vigários faziam questão da sua presença, como um missionário simples, original dono de uma palavra que empolgava e convencia os mais indiferentes. Grande organizador, era, de guarda-chuva em punho e apito na boca, que ele comandava as grandes concentrações. Foi ele quem introduziu e aperfeiçoou o plano de conferências de estado, principalmente para os homens. Soube usar da sua experiência para fixar a estrutura das nossas Missões: horários, temas, cerimônias etc. Sabia impor-se aos homens pela sua piedade, seu entusiasmo e otimismo. Deixou numerosos manuscritos: sermões, conferências planos e estudos sobre as Missões. Como superior e confrade Pe. Estêvão foi sempre muito estimado pela sua bondade e compreensão. Tendo conseguido trazer para o Brasil os redentoristas americanos, estes o tinham como o maior amigo e mentor em todas as iniciativas que deviam realizar. Foi o homem que trabalhou até quando lhe permitiram suas forças. De 1934 em diante, todos começaram a notar que Pe. Estêvão já não era o mesmo. Ele, porém, não admitia cansaço, nem doença. Continuou trabalhando até dezembro de 1936, quando pregou um grande retiro para os Vicentinos de Taubaté. Aí teve de interromper o seu trabalho, e voltar para casa, sem forças para continuar. Pensava ele estar sofrendo de uma úlcera no estômago. Os exames, porém, acusaram câncer, e ele teve de ser logo internado no Hospital Santa Catarina. A operação revelou que nada mais se podia esperar. Mas ele, que ignorava sua própria situação, sonhava ainda com restabelecerse, para voltar às missões. Apenas quinze minutos antes da sua morte foi que ele se convenceu de que chegara ao fim. Com o terço nas mãos, pediu sua cruz de Missionário, e, fitando o Crucifixo, faleceu no dia 5 de fevereiro de (1937) às 9 horas da manhã. Era a primeira Sexta-feira do mês. Seu corpo foi transportado para a Penha, e, na manhã seguinte, D. José Gaspar cantou o Requiem solene de corpo presente, oficiando, depois as cerimônias do sepultamento. 
CERESP Centro Redentorista de Espiritualidade- 
Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR 
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. GREGÓRIO (JOSÉ DE ARRUDA CAMPOS) CSsR

IR. GREGÓRIO (JOSÉ DE ARRUDA CAMPOS) CSsR
+5 Fevereiro 1991 
No dia 05 de fevereiro, sem aviso, repentinamente e silencioso, como vivera, sentando em um banco, na Rodoviária de Tietê, partiu o Irmão Gregório. Nascera em Tietê, fora batizado em Cerquilho, alguns dias depois do nascimento, que se dera a 14 de agosto de 1928. Tinha apenas o curso primário. Serviu o Exército, no Quartel de Itu, recebendo o Certificado de Reservista de 1ª Categoria. Entrou para a Congregação Redentorista em Pindamonhangaba, aos 15 de abril de 1949. O Noviciado também foi em Pinda, em 1950 e professou em 1951. Nos primeiros anos de vida religiosa, foi cozinheiro em nossos conventos. De 1959 em diante exerceu o cargo de porteiro e, principalmente, de sacristão. Trabalhou em Goiás, Rio Grande do Sul e, depois, em nossos conventos de São Paulo. Morou por mais tempo em Araraquara, de 1977 até 1985 e, depois, em Tietê, de 1986 até sua morte. Como sacristão destacou-se pelo cuidado com as igrejas que lhe eram confiadas. Como ministro da Eucaristia, Irmão Gregório não se descuidava de seus doentes, aos quais levava a Comunhão semanalmente e, sempre, de batina. Era um homem de vida tranqüila, não tinha pressa e até seu modo de falar era calmo. Em 1990 teve uma ameaça de derrame, do qual se recuperou, mas não ficou mais bom de todo. Nos últimos tempos apareceu o diabetes, alcançando taxas muito elevadas. Infelizmente, ele não se preocupava muito com a saúde. No dia 05 de fevereiro, depois do café, o Irmão pediu para ir pescar. Antes porém iria dar sua costumeira volta a pé, a conselho médico. Passou pela rodoviária e conversou com um motorista de táxi, seu conhecido. Depois sentou-se num banco. O motorista notou que o Irmão não saía de lá e nem se mexia. Aproximou- se e viu que já estava morto. Infarto, provocado pelo diabetes muito alto. Assim partiu o Irmão Gregório, silenciosamente como vivera! Uma jovem, da comunidade de Araraquara, escreveu o seguinte sobre o Ir. Gregório: “Muito obrigada pelo exemplo de humildade que você deixou para todos nós. O seu amor ao rosário, sempre em suas mãos, fez de você um apóstolo fiel. Quantas vezes, no silêncio da igreja, a igreja de Santa Cruz ainda vazia, avistávamos você, lá no fundo, olhando para o crucifixo e para a Mãe do Perpétuo Socorro, gritando com seu silêncio o seu amor a Jesus e a Maria! Essa lembrança ficou bem viva em nós”. (Pe. Arlindo Thomaz, “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

ELES NOS ANTECEDERAM - IR. FRANCISCO XAVIER (WITTMAN) CSsR

IR. FRANCISCO XAVIER (WITTMAN) CSsR
+4 de FEVEREIRO 1945 
Na Alemanha chamava-se Irmão Afonso; e entre nós era o Ir. Xavier. Muito pouco é o que nos ficou escrito a respeito desse nosso confrade. Nasceu a 1º de janeiro de 1912, na Baviera (Alemanha). Não sabemos quando ingressou na Congregação, nem quando veio para o Brasil. Consta- nos, porém, que em 26 de abril de 1936, em Cachoeira do Sul, ele renovou seus votos temporários, passando, depois, a trabalhar na recém - fundada casa - Juvenato de Pinheiro Marcado (RS). Devido a falta de Irmãos, era o Irmão Xavier quem fazia de tudo: ótimo eletricista, cozinheiro, marceneiro e hortelão. Um antigo juvenista de Pinheiro Marcado que o conheceu, diz numa carta, que o Irmão era um homem sempre alegre, pronto para qualquer trabalho, muito amigo dos juvenistas, ao mesmo tempo observante e muito mortificado. Como nossos antigos Padres e Irmãos alemães, não era homem de se entregar diante de qualquer enfermidade. Sentindo-se doente do apêndice, continuou trabalhando sem nada revelar sequer ao superior. Quando não aguentou mais levaram- no para o hospital de Boa Esperança. Mas já era tarde; o apêndice estava em adiantado estado de supuração. Calmo, e com seu terço nas mãos, Irmão Xavier aguardou que a morte chegasse. E esta o levou para a ressurreição eterna a 4 de fevereiro de 1945, sendo sepultado em Pinheiro Marcado.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GUY BARRETO RIBEIRO CSsR

PE. GUY BARRETO RIBEIRO CSsR
+2 de FEVEREIRO 1972 
Irmão dos PP. Gil e Ney Barreto Ribeiro. Nasceu em Goiatuba - GO a 28 de janeiro de 1940, professando na C.Ss.R. em 1958. Estudou em Tietê, e foi ordenado a 27 de junho de 1964. Passou depois a trabalhar como professor no Pré-Seminário de Campinas, (GO) e, em 1972, estava em Brasília, como Vigário da nossa Paróquia. Num desastre de automóvel, dia 25 de janeiro de 1972, em São Paulo, sofreu fratura de crânio. Levado imediatamente para o Hospital das Clínicas, permaneceu em estado de coma até o dia 2 de fevereiro, aniversário de sua Profissão. Nesse dia faleceu, com apenas 32 anos de idade, e sete de sacerdócio.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsRPe.
Flávio Cavalca de Castro CSsR
Estudamos juntos no Santo Afonso, era uma turma abaixo da minha, chegou no Colegião no início de 1951, fomos bons amigos. Lembro-me de uma característica sua, lavava as mãos muitas vezes ao dia, era extremamente escrupuloso e avesso a micróbios, abria as maçanetas, principalmente as dos banheiros, com os cotovelos. Nasceu em Goiatuba, mas morou e se considerava de Morrinhos, terra de seu pai Antonio Cândido, muito amigo de meu sogro. Estive com ele, pela última vez, em Tietê, em 1959, quando contei-lhe que estava nomeado para tomar posse no Banco do Brasil em Morrinhos, ficou feliz e elogiou muito a cidade, confesso que exagerou um pouco, mas fui para lá e me casei com a filha de um dos maiores amigos de sua família. Alexandre Dumas

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Francisco Neves CSsR

Pe. Francisco Neves CSsR 
+ 02 de Fevereiro 2008 
Nasceu a 05.07.1923, em Santo André SP. Eram seus pais : Sátiro Marcelino Gomes e Maria Aparecida Fonseca. Morou e cresceu em São Bernardo SP. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida SP, a 05.01.1938, terminando o curso em dezembro de 1944. Em 1945, em Pindamonhangaba SP, fez o Noviciado. Aí fez a Profissão Religiosa na CSSR, a 02.02.1946. O Seminário Maior foi feito em Tietê SP, no Seminário Santa Teresinha. Aí fez a Profissão Perpétua a 02.02.1949. Foi Ordenado Sacerdote, em Tietê SP, a 27.12.1950, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP. Celebrou sua Primeira Missa Solene em Santo André, a 06.01.1951. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1952, iniciando sua Vida Apostólica como Prefeito do Seminário São José, em Goiânia. Em 1956, deixou o cargo de Prefeito, para ser o Diretor Espiritual do Seminário, onde ficou até agosto de 1962. Em 1962, no segundo semestre, veio para Aparecida para trabalhar na Pastoral com os romeiros. Em 1963 foi transferido para a Penha, em São Paulo. No segundo semestre morou em Araraquara. No primeiro semestre de 1964, no Jardim Paulistano, em São Paulo, fez o IIº Noviciado, preparando-se para as Missões Populares. No segundo semestre voltou para Araraquara. Em 1965, voltou para o Seminário São José, como Diretor Espiritual Em julho de 1967 foi nomeado Pároco da Paróquia de Trindade GO. Em 1970 foi transferido para Rubiataba GO, onde exerceu o cargo de Vigário Geral da Diocese e Coadjutor da Catedral, apenas por 5 meses. Depois disso morou em Iporá GO, Jandaia GO, São Luiz dos Montes Belos GO (Vigário da Catedral), auxiliando onde foi possível. Em novembro de 1972, foi transferido para Aparecida para a pastoral com os romeiros. Em março de 1974, voltou para Trindade GO. Na ocasião foi Pároco de Bonfinópolis. Em agosto de 1976, foi nomeado Pároco da Paróquia de São Cristóvão, em Campinas, Goiânia. Em dezembro de 1981, foi nomeado Pároco de Trindade GO. Em outubro de 1983, foi nomeado Pároco da Paróquia de Santo Antônio, de Piracaia SP, Diocese de Bragança Paulista SP. Estava adscrito à Casa Provincial da Avenida Angélica. Em maio de 1985 foi morar em São João da Boa Vista, ajudando na Igreja do Perpétuo. Em fins de 1985 e 1986 fez tratamento de saúde em Goiânia, morando em Campinas. No segundo semestre de 1986, junto com o Pe. Tito, aceitou a Paróquia de Nova Veneza, na Diocese de Anápolis GO.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

JUBILARES, CONSAGRADOS E LEIGOS!

Os familiares dos jubilares da Congregação do Santíssimo Redentor, dos nossos conhecidos e estimados padres redentoristas, vivem neste dia 1º de fevereiro de 2026 um momento de festa profundamente emocionante. 
Trata-se de uma celebração marcada pelas histórias de superação dessas famílias, que acompanharam a caminhada de seus filhos na vida religiosa, muitas vezes iniciada ainda na infância. Como recorda o Evangelho, “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16), palavra que ilumina e dá sentido a cada vocação hoje celebrada. 
São muitas as histórias de vida e incontáveis os motivos de gratidão pelas graças recebidas ao longo desse percurso. Deus relembra, na missão confiada à Igreja, o caminho percorrido por Jesus, que foi às regiões mais humildes, mais devotas e até mais pobres para chamar aqueles que caminhariam de forma ainda mais dedicada à Missão.
As famílias dos jubilares guardam viva a memória do dia em que viram esses filhos partirem de casa, quando muitos ainda eram crianças, e hoje os celebram como jubilares, reconhecendo que cada vocação amadurecida traz consigo a marca do amor familiar, da oração perseverante e da confiança em Deus. 
A Congregação do Santíssimo Redentor, ao longo dos séculos, tem o mérito de formar e acompanhar milhares de famílias. 
O conceito de família é intrínseco à vida redentorista, sustentada pelo apoio da Família dos Devotos e pela gratidão permanente da Família Leiga Redentorista, formada por tantos homens e mulheres que também beberam na fonte da espiritualidade e da educação afonsiana. 
Parabéns a todos os familiares. 
Esta celebração é também de vocês. 
Pedro Luiz: 
“Por Trás de Cada Vocação, Uma Família”

ALEGRIAS E CINZAS

Se não presto atenção, vou transformar a vida numa pequeno absurdo. 
Vou dizer que nossa alegria é tão volátil, fugaz como a luz da tarde. 
Como Terça-feira de Carnaval, flor que fenece na Quarta-feira de Cinzas. 
Essa, porém, não é a mensagem de Jesus. 
A alegria é boa, os pequenos prazeres são dons do Pai, que preciso receber em mãos agradecidas. 
E se, no vai-e-vem da vida, a tarde chega antes do esperado, não é castigo, é para o sono de criança que me prepara para o dia seguinte, para nas alegrias de agora pressentir a alegria de sempre. 
Preciso aprender a viver a vida, como se fosse semana só de dois dias, 
Terça e Quarta, que não destoam nem impedem na vida a alegria que paga a pena procurar. 
Boa Quaresma para você.

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. ANTÔNIO (GERALDO DE OLIVEIRA)CSsR

IR. ANTÔNIO CSsR 
(GERALDO DE OLIVEIRA)
+1 de FEVEREIRO  1969 
Tinha de ser Antônio Geraldo, pois nasceu a 16 de outubro de 1932, em Guaratinguetá. Pequeno, pálido e tímido — era a sua moldura, quando se apresentou em Pinda, pedindo ser admitido como Irmão leigo. Foi aceito, recebendo o hábito C.Ss.R. a 1º de fevereiro de 1945. Após a profissão, trabalhou em nossas casas da Penha, Araraquara, Tietê e Aparecida. Desde o noviciado mostrou-se muito esforçado para aprender, e ser útil à Congregação. Pôde, por isso, trabalhar como cozinheiro e costureiro, resolvendo muitos problemas da indumentária dos confrades. De compleição fraca, era assíduo no trabalho, atencioso com todos, ao mesmo tempo que recolhido e piedoso. Teve, certo dia, uma idéia original; conhecendo o folheto “Hora Santa sobre o Sacerdócio” pediu ao superior da casa que escrevesse também uma “Hora Santa sobre o Trabalho”. Infelizmente, até hoje, essa Hora Santa não foi escrita. Tendo ido passar uns dias de férias em nossa casa de Caraguatatuba, foi, como já fizera em outras ocasiões, tomar banho na praia Baraqueçaba. Após o salto de uma pedra sobre à água, não voltou mais à tona. Faleceu, não de uma fratura de crânio, como a princípio se pensou, mas de uma congestão. Dia 1º de fevereiro de 1969. Antes de sair, rumo à praia, fizera seus exercícios da tarde, completando-os com a recitação do terço. “Rogai por nós na hora da nossa morte!”
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR