sexta-feira, 10 de abril de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE GERHARD RUDOLFO ANDERER CSsR

PADRE GERHARD RUDOLFO ANDERER CSs
(*) 9 DE NOVEMBRO 1935 
(+)10 DE ABRIL DE 2025 
Faleceu na manhã desta quinta-feira (10/04/2025) o missionário redentorista Pe. Gerhard Rudolfo Anderer, que fez sua Páscoa definitiva aos 89 anos. O padre estava hospitalizado desde o dia 23 de março, no Hospital maternidade Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP), após apresentar dificuldade respiratória e receber um diagnóstico de pneumonia. A Província Nossa Senhora Aparecida informa que o velório será realizado a partir das 18h desta quinta-feira, na portaria do Convento Novo do Santuário. A Missa de corpo presente será celebrada nesta sexta-feira (11), às 9h, no Altar Central do Santuário Nacional, com transmissão da Rede Aparecida de Comunicação, pela TV Aparecida, Rádio Aparecida e YouTube do Santuário Nacional. 
Biografia 
Gerhard Rudolfo Anderer, nasceu no dia 9 de novembro de 1935, no bairro de Itaquera, em São Paulo (SP). Seus pais, Augusto Anderer e Maria Bambach, tiveram três filhos, sendo Gerhard Rudolfo o primeiro dos irmãos. No dia 8 de fevereiro de 1936, foi batizado, no Mosteiro São Bento, na capital paulista. Seus pais eram católicos assíduos e ensinaram para os filhos que a oração é o sustento da vida cristã. Gerhard Rudolfo conheceu os missionários redentoristas através de sua própria família, ficou encantado com o jeito de ser dos missionários, e quis ser também um redentorista. Ingressou no Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), no dia 6 de março de 1949, e ficou até dezembro de 1955, completando os seus estudos básicos. Ao concluir essa etapa, fez o noviciado, em Pindamonhangaba (SP), em 1956, e professou os Votos Religiosos temporários na Congregação do Santíssimo Redentor, no dia 2 de fevereiro de 1957, na Capela do Noviciado em Pindamonhangaba. No mesmo ano, seguiu para o Seminário Santa Teresinha, em Tietê, para cursar os dois anos de Filosofia: 1957 e 1958. No mesmo Seminário, cursou Teologia, de 1959 a 1962. No quarto ano de Teologia, professou os Votos Perpétuos na Congregação Redentorista, no dia 2 de fevereiro, sendo ordenado diácono no dia 15 de março e recebeu a ordenação presbiteral no dia 22 de julho do ano de 1962. Foi Dom José Carlos de Aguirre, bispo de Sorocaba (SP), quem o ordenou diácono e sacerdote na Igreja Santa Teresinha, em Tietê. Elisangela Cavalheiro.Elisangela Cavalheiro. Padre Rudolfo diante de várias pastas onde guarda parte da história de Nelsinho Santana. 
De 1963 a 1964, residiu no Santuário da Penha, em São Paulo, fazendo estágio pastoral e colaborando com a formação das pastorais. Em agosto deste mesmo ano, o Pe. Gerhard Rudolfo conheceu na Santa Casa de Araraquara (SP), o ‘Nelson Santana’, um menino enfermo que ficou seu amigo e veio a falecer com fama de santidade, no dia 24 de dezembro de 1964. O Vaticano declarou Servo de Deus, no dia 29 de abril de 2009. Pe. Gerhard Rudolfo, escreveu um livrinho intitulado “Nelsinho para Todos”, que narra sua história comovente e sua paixão por Jesus na Eucaristia. De 1965 a 1967, o missionário redentorista foi transferido para o Pré-Seminário na Pedrinha, em Guaratinguetá (SP), para ajudar na formação. De 1968 a 1971, foi formador no Seminário Santa Teresinha em Tietê. Foi transferido para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, continuando o seu apostolado na formação de 1972 a 1977. Neste tempo, cursou Pedagogia no Instituto Teresa d’Ávila, em Lorena (SP). Pe. Gerhard Rudolfo era possuidor de um coração de pai. No ano de 1978, foi enviado em missão para a Paróquia Sagrada Família em Luanda – Angola. Ele foi o primeiro padre da então Província de São Paulo, a trabalhar em missão nas terras angolanas, e permaneceu lá até o ano de 1990. Com seu jeito simples, uma espiritualidade aguçada, homem de oração e testemunho, foi convidado pelo arcebispo de Luanda, a ser diretor espiritual do Seminário Interdiocesano de Angola, na etapa da Filosofia e Teologia. DivulgaçãoDivulgaçãoPe. Rodolfo G. Anderer quando trabalhou no país africano Em 1991, retornou para o Brasil, devido o falecimento do seu pai, e sua mãe encontrava-se enferma e carecia de ajuda. Com o seu retorno, compôs a equipe missionária de São João da Boa Vista (SP), e revezava com o seu irmão Pe. Werner Anderer, C.Ss.R., nos cuidados com sua mãe e assim permaneceu até o final de 1994. De 1995 a 1997, voltou para o Seminário Santo Afonso em Aparecida, como responsável pela Pastoral Vocacional. No ano de 1998, foi reenviado para Angola, e assumiu o ofício de Pároco, na Paróquia Sagrada Família, ajudando na formação dos seminaristas diocesanos; chefiou a missão em Vouga e, nesse trabalho, ficou até o final de 2006. Após muitos anos dedicando a vida na missão Ad Gentes, voltou para o Brasil e residiu em São João da Boa Vista, como vigário paroquial de 2007 a 2012. Em vista do seu jubileu de sacerdócio, em 2013, foi convidado pelo Pe. Lourival, da Paróquia Bom Jesus de Ibitinga (SP), a passar um ano em sua paróquia. Foi-lhe concedida essa licença como ano sabático, e assim, ele o fez. No término desse tempo, foi transferido para o noviciado Santa Teresinha, em Tietê (SP), como auxiliar do Mestre de noviços. Em 2015, foi transferido para o Santuário Nacional, em Aparecida, para ajudar nas confissões e no atendimento aos romeiros, e lá permaneceu até março de 2023, quando foi enviado para a Comunidade Irmão Bento, em Potim (SP), para receber melhores cuidados. Pe. Rudolfo, como era chamado entre os confrades, possuía uma profunda espiritualidade que o levava a viver intensamente o ideal da Copiosa Redenção. Soube aproveitar bem o tempo, conjugando momentos de oração, estudo e trabalho pastoral. Não media sacrifícios para estar disponível aos mais diversos trabalhos da comunidade. No dia 23 de março, diante da dificuldade respiratória e um diagnóstico de pneumonia, Pe. Rodolfo, foi hospitalizado no Hospital maternidade Frei Galvão, em Guaratinguetá, e permaneceu até o dia 10 de abril, quando o Santíssimo Redentor, o visitou e o levou para a eternidade. Deus, concedeu ao Pe. Gerhard Rudolfo, a graça de viver 89 anos de vida; 68 anos de consagração religiosa e 62 anos de ordenação presbiteral. Que sua vida doada para anunciar a Copiosa Redenção, seja merecedora da eternidade ao lado de Maria Santíssima, santos, beatos, servos e bem-aventurados redentoristas, onde cantarão eternamente: “Demos graças repetindo / Copiosa apud Eum Redemptio / Demos graças traduzindo / Será grande a Redenção com Ele”. Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno, e a luz perpétua o ilumine.
Descanse em paz. Amém. 
Fonte: Secretaria da Província Nossa Senhora Aparecida
Era um homem entusiasmado com a evangelização. Ativo, disposto a ouvir, orientar. Vivia a Palavra. João Loch
Meu especial colega de turma, convivemos por sete anos, para nós era Rodolfo, exemplo de seminarista, trocamos muitas confidencias, eu fiquei no meio do caminho, mas valeu ter conhecido e testemunhado sua santidade, não vou rezar para ele, não precisa, vou invocar sim sua ajuda junto ao Senhor. Descanse em paz, Rodolfo ! Alexandre Dumas Pasin de Menezes 
 
Padre Rodolfo, diretor espiritual da minha classe em Pedrinha em 1966. O último ano que esse local teve atividades de pré- seminário foi em 66 até o mês de junho. Fomos dispensados para as férias de julho e sabendo que no segundo semestre daquele ano ficaríamos no Santo Afonso. Ficou com minha classe em 66 e 67. Em 1968 fomos transferidos para Tietê cursar o ginásio. José Antonio Dias Filho 
Bons tempos! Ele esteve conosco!!!
Mauro Alves Santos(Tabela))
Ele era um habilidoso desenhista das revistas Maristela(médios) e Redemptio (maiores). Um santo sacerdote. João De Deus Rezende Costa

quinta-feira, 9 de abril de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. TIMÓTEO (TJIPKE) VELTMAN CSsR

PE. TIMÓTEO (TJIPKE) VELTMAN CSsR
+9 DE ABRIL 1999 
Nasceu em Workum, na Holanda, a 14 de outubro de 1918. Foram seus pais Keimpe Veltman e Suzanna Juliana de Vreeze. Foi batizado no mesmo dia do nascimento. Em 1934, terminou seus estudos secundários. Daí em diante, começou a estudar sozinho. Fez o serviço militar por dois anos. Em 1938, tirou o Diploma de Contabilidade e começou a trabalhar como bancário em Roterdã. Por essa época, iniciou os estudos de Latim e Grego, sempre sem curso formal ou professor. Em 1946, submeteu-se a exames e foi aprovado, podendo prestar exames em todas as faculdades e universidades da Holanda. Em seguida, entrou para a Congregação Redentorista, diretamente para o Noviciado. Fez sua Profissão Religiosa em 1947. A Profissão Perpétua foi a 08 de setembro de 1950. Durante o Seminário Maior em Witten, dedicou-se também aos estudos de hebraico, italiano e espanhol. Ordenou-se sacerdote em 1952. Em 1954, veio para o Brasil, como membro da Vice-Província do Recife. Por vários anos percorreu o Nordeste brasileiro como dedicado missionário. Sua figura alta e esguia, levemente curvada, um rosto habitualmente tranqüilo e olhos atentos, voz forte e gestos largos, edificavam o povo. Fé e ciência marcaram a vida desse nosso confrade. Fez por três vezes o retiro inaciano de 30 dias. Pe. Timóteo foi um apaixonado pelos estudos de Matemática e Física. Apesar dos trabalhos missionários muito cansativos, ele nunca deixou seus livros de ciências. Aproveitava as férias na Holanda para aprofundar os conhecimentos nessas matérias. Como ele mesmo dizia, tinha muito conhecimento e pouco diploma, pois quase sempre foi autodidata. Eis as línguas que conhecia além do holandês e do português: inglês, francês, alemão latim, grego, hebraico, sânscrito, italiano e espanhol. Andou também estudando o russo. Seus conhecimentos de Matemática e Física Teórica correspondiam ao PHD dos Estados Unidos, título universitário a nível de doutorado. Escreveu uma tese sobre Gravidade - Strongforce, com teoria própria, discordando de Einstein. Em suas pesquisas ele pretendia comprovar matematicamente a existência de Deus criador. Em 1992, recebeu o título de membro da "The New York Academy of Sciences” e, em janeiro de 1994, o certificado de membro da "American Association for lhe Advancement of Science" (AAAS), dos Estados Unidos. Esses títulos deram-lhe grande satisfação. Obediente, Pe. Timóteo fazia questão de manter os superiores informados de suas pesquisas, para as quais pedia as autorizações. Depois da Missão de Curitiba - PR, em 1975, começou a integrar os trabalhos missionários da Província de São Paulo, morando em Araraquara. Em começos de 1985, pediu e obteve a adscrição definitiva a esta Província, onde podia dedicar-se às missões populares, num período em que a Vice-Província do Recife havia abandonado esse modo tradicional de pastoral popular. Mas logo em 1986 veio morar no Jardim Paulistano, São Paulo, para ter mais facilidade de continuar seus estudos e também para realizar apostolado no meio Universitário. Também ajudava muito em Aparecida, nos fins de semana. Em 1994, foi transferido para Aparecida, para a Basílica, trabalhando na Pastoral com os romeiros. Aí ele permaneceu até a morte. Sempre, porém, achava tempo para os estudos e escritos científicos. Pe. Timóteo, além de suas duas irmãs casadas, tinha uma irmã Religiosa Redentorista e outra Dominicana. Nos últimos tempos sua saúde começou a decair, quase não saía mais do quarto, celebrando lá mesmo a eucaristia. Faleceu repentinamente na tarde de 09 de abril de 1999, em nosso Convento da Basílica, em Aparecida. Estava com 81 anos de idade, 52 de Profissão Religiosa e 47 de Sacerdócio. Descanse na paz do Senhor! (Pe. Vítor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GABRIEL DE CAMPOS VILELA CSsR

PE. GABRIEL DE CAMPOS VILELA CSsR
+9 de ABRIL 1992 
Nasceu a 18 de maio de 1915 em Maria da Fé - MG. Eram seus pais: Manuel Vilela Pereira e Maria Augusta de Campos Vilela. Foi o oitavo dos nove filhos do casal. Em 1929 entrou para o Seminário Diocesano de Pouso Alegre - MG, que freqüentou até 1933. Foi quando pediu para entrar para a Congregação Redentorista. Como já tivesse completado o Seminário Menor, foi admitido diretamente no Noviciado de Pindamonhangaba- SP em 1934. Sua profissão religiosa na C.Ss.R. foi no dia 02 de fevereiro de 1935. Fez o Seminário Maior em Manuel Ocampo e Villa Alende, na Argentina, até dezembro de 1936. E em Tietê-SP, de 1937 a 1940. Sua profissão perpétua foi a 02 de fevereiro de 1938 em Tietê. Ordenou-se sacerdote em Sorocaba- SP, no dia 08 de dezembro de 1939. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1941, sendo seu primeiro campo de apostolado a Paróquia da Penha, em São Paulo, onde foi coadjutor por um ano. Foi professor de Teologia Dogmática no Seminário Maior de Tietê, de 1942 a 1950.P 1 P Foi transferido para Trindade, em Goiás, onde foi pároco e superior da comunidade. Aí fundou o “Pequeno Cotolengo” para crianças excepcionais, que até hoje é uma bênção para a cidade e o Estado. Terminou seu triênio e passou para a equipe missionária, pregando missões até 1956. Nos anos seguintes foi professor de Pastoral e Oratória Sacra. Voltou a ser professor de Teologia Dogmática, de 1960 a 69, quando foi transferido para a Comunidade da Basílica, dedicando-se ao trabalho com os romeiros. De 1973 a 1975 foi Superior do Seminário São Geraldo e também Mestre do Segundo Noviciado, preparando os futuros missionários. Voltou então para o apostolado na Basílica, onde ficou até 1981, quando foi transferido para Tietê, onde ficou até sua morte. Ajudava na medida do possível, em nossa Igreja de Santa Teresinha, anexa à casa do Noviciado. Apesar da diferença de idade, Pe. Vilela sempre teve um relacionamento bom com os noviços. Ele gostava muito do Movimento do Focolare, cujas reuniões freqüentava assiduamente. Tinha uma irmã que era carmelita, no Carmelo de Pouso Alegre. Nos últimos tempos não teve boa saúde. Estava com dificuldade até para andar. No dia 09 de abril, na hora do almoço, teve um derrame muito forte. Foi imediatamente internado na Santa Casa local. Apesar de todos os cuidados, veio a falecer no mesmo dia às 20,30 h. Foi sepultado em Tietê, no dia 10 de abril de 1992, depois da missa de corpo presente, às 15,00 horas. Estava com quase 77 anos de idade, 57 de profissão religiosa e 53 de sacerdócio. (Arquivo Provincial) P 1 P De fato, em 1950 foi professor de Direito Canônico. Pe. Vilela era um professor competente e exigente. Defendeu num Congresso de Teologia em 1949, com pleno êxito e brilho , uma tese sobre a Assunção de Maria. Seu espírito desconfiado e suspeitoso não lhe facilitou a boa convivência com os seminaristas. Mas seu espírito observante e piedoso sempre lhe granjearam muito respeito dos confrades. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 8 de abril de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. DÉLCIO VIESSE CSsR

PE. DÉLCIO VIESSE CSsR
*21 de OUTUBRO 1925
+8 de ABRIL 2003 
Nasceu dia 21 de outubro de 1925, em Cerquilho SP. Eram seus pais José Viesse e Angelina Brocca. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, em 07.04.1938. Ali concluiu o curso em dezembro de 1944. Durante o ano de 1945, fez o Noviciado em Pindamonhangaba, onde fez a Profissão Religiosa na CSSR, em 02.02.1946. O Seminário Maior foi feito em Tietê, onde fez a Profissão Perpétua dia 02.02.1949. Foi Ordenado Sacerdote, na Igreja Matriz de Tietê SP, em 27.12.1950, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP. Celebrou sua Primeira Missa Solene, em Cerquilho SP, em 07.01.1951. Deixou o Seminário Maior, em janeiro de 1952, iniciando sua vida apostólica como professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Aí ficou até 1964. Músico, nesse tempo formou a Banda do Seminário. No primeiro semestre de 1965, fez o 2º Noviciado, no Jardim Paulistano, em São Paulo, preparando-se para as Missões Populares. Terminado o 2º Noviciado foi transferido para São João da Boa Vista, como missionário. Ali ficou até 1969. Nesse período foi Superior da Comunidade. Em 1970 foi transferido para Araraquara, como missionário. Foi por essa época que começaram seus graves problemas de saúde (varizes, problema circulatório, etc.) que o levaram a várias operações e o fizeram sofrer muito até sua morte. De 1973 a 1975, morou em Tietê. Em 1976, voltou para Araraquara, onde morou até sua morte. Fazia o que podia, na Igreja de Santa Cruz. Teve enfarte e ameaça de outros. Homem inteligente, ótimo pregador, mas infelizmente muito sofrido, devido a suas várias doenças. Grande músico, compôs muita coisa, mas destruiu quase tudo! Em 1996, celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa. Dia 27.12.2000, celebrou seu Jubileu de Ouro de Sacerdócio. Em fins de março de 2003, teve outro enfarte e foi internado no Hospital da Beneficência Portuguesa de Araraquara. Ficou em estado de coma vários dias. Mas não resistiu. Faleceu dia 08.04.2003, pelas 21 horas. Suas exéquias, às 14,30 h., no dia seguinte, contaram com a presença de Dom Joviano, Bispo de São Carlos, inúmeros sacerdotes diocesanos, Pe. Provincial, muitos confrades e o povo da Santa Cruz. Foi sepultado em Araraquara. Estava com 77 anos e 6 meses de idade, 58 de Profissão Religiosa e 53 de Sacerdócio.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR                                                         
                                                  
CAI A TARDE, TANGEM SINOS
DESCE O SOL, ALÉM DO MAR
ALMAS MIL ,SAUDOSOS HINOS
PÕEM-SE PRESTES A CANTAR
QUANDO VEM O FIM DO DIA
SANTA VIRGEM, MÃE MARIA

VÓS , ESTRELAS, LÁ DO CÉU
LÁ DO CÉU, LÁ DO CÉU
VÓS ESTRELAS, LÁ DO CÉU
CONDUZI-NOS AOS CÉUS
CONDUZI-NOS ATÉ DEUS

Grande músico, compôs muita coisa, mas destruiu quase tudo!....
A poesia-oração acima não foi destruída...
Um dia ele a cantarolou perto de mim e em mim ficou....
Foi o meu maestro no coral, quando com 13 anos tinha voz de soprano e aos 18, ao ter mudado de voz, passou-me a segundo tenor.
Quantas músicas aquele coral cantou, inclusive na basílica velha de Nossa Senhora Aparecida.
Num dia de ensaios o Pe.Viesse pacientemente conduzia o coral no palco do salão de festas do seminário. Estava nos preparando para as solenidades do dia 1ºde Agosto, Santo Afonso Maria de Ligório, o fundador dos redentoristas!
O coral compunha-se das vozes soprano, alto, 1ºtenor, 2ºtenor e baixo. Geralmente a turma dos menores fazia o soprano e o alto e os maiores faziam os tenores e baixo.
A turma dos médios ficava fora, pois estavam mudando de voz e o seu som era de “taquara rachada”.....
De repente, dei um tremendo fora num estridente agudo totalmente alheio à boa harmonia dos demais.
-VOCÊ ESTÁ MALUCO, TAMPINHA! – gritou o Padre Maestro, sem parar de reger...
Naquele momento fiquei totalmente irritado, sentia frio por dentro e tremor por fora.....Calei-me....Não cantei mais, ainda que estivesse bem ao lado dele....Fiquei calado até o fim do ensaio...
Antes de dispensar a turma, o Pe.Viesse voltou-se para mim e publicamente, em alto tom, mas sem gritar, falou:
-O que aconteceu, Tampinha? Por que parou de cantar?
Permaneci calado, por dentro mais frio e por fora mais tremedeira.....e ele continuou:
-Isso não é próprio de um seminarista! Olhe você é um “olha-eu” desgraçado, precisa saber que sua voz, ainda que bonita deve harmonizar-se com as outras...-e voltando-se para todos :
-Estão dispensados!
Esse fato foi muito importante na minha existência! Se não fosse assim não sei a que pináculo da minha vida teria tentado galgar e que tremenda queda um dia poderia vir a ter....
Ele me mostrou naquele momento, quando procurava o caminho do ideal: “Padre, Missionário, Redentorista, Santo”, que estava, ainda precocemente, vagando pela vaidade e desconhecendo a verdadeira humildade.
Isso serviu para toda a minha vida.
O coral era muito bom, algumas vezes chegamos  a representar musicalmente a Paixão de Cristo ...no balcão da velha basílica de Nossa Senhora Aparecida, ao lado daquele imenso órgão de tubos...
”  et dixerunt: Hic dixit: Possum destruere templum Dei, et post triduum reædificare illud.”...
“Reus , reus est mortis”....
“Et tu cum Jesu Galilaeo eras.”....
“Et hic erat cum Jesu Nazareno.”
E  a “Messa Gaudiosa in onore della B.V. di Lourdes” de Franco Vittadini, nas grandes solenidades do seminário.
Esses compassos nunca deixaram minha bossa musical.
Foi o meu maestro na banda que me iniciou no triângulo, depois o sax-trompa e, por fim, o piston...
E as músicas: Última Inspiração, Luar do Sertão, Saudades de Matão e outras tantas do nosso cacioneiro...
Desfilávamos pelas dependências do seminário e até chegamos a participar de cerimônias da cidade de Aparecida. 
Tenho saudades desse mestre de batina, cinto e rosário suspenso...
...e, na discrição de sua batuta e partitura, estava a mensagem de Deus.....
Que Deus o tenha para sempre, caro mestre!
Antônio Ierárdi Neto
(Tampinha)

Amigo Ierárdi!
Obrigado por nos lembrar sempre figuras que marcaram nossa vidas.
Pe. Délcio Viesse é uma delas. E que figura! E que  marcas deixou!
Mais feliz estou hoje porque, ao celebrar a entrada na vida eterna desse nosso grande mestre na música, celebro a entrada, nesta vida, da caçula das minhas meninas: Maria Cristina.
Um abraço.
A. Bicarato(+)

Que feliz coincidência....
As datas têm muita correspondência e importância em nossas vidas e quando nos apegamos às pessoas, tornam-se inesquecíveis!!!! Um grande abraço!
Ierárdi

Lindo. Lindo, tudo o que aqui está escrito sobre este grande mestre. De Música e de Geografia. 
Na música, aprendi com ele tudo que sei. A ler partitura, a tocar na banda o sax horn. Depois, o trombone de pisto. Ah! que saudade de ser "bandido" da Banda do Santo Afonso. Saíamos para tocar em cidades próximas. Uma vez fomos a Cunha...
Na geografia, é só citar alguma cidade do norte do Brasil que me faz lembrar o Pe. Viesse. Motivo? Acho que foi o assunto da geografia que nos lecionou no longínquo 1964: Região Norte.
E uma perguntinha com a qual brincávamos, jocosa e infantilmente, naquele tempo:
Se o Pe. Viesse viesse, o que o Pe. Faria faria?
Abraços
Antônio Carlos - Sacristão(+).

Caro Tampinha,
Tenho a impressão, de que quando você deu um grito fora do conjunto, ele deve ter quebrado a estante da partitura com um murro bem dado. Ele não tinha muita paciência, não.
Um vez, numa aula de música, não sei porque, ele rachou a mesinha de pau ferro (aquelas mesinhas de madeira negra muito pesada e dura) com um murro, bateu a porta e foi embora.
Aquele organista  Elenir, não sei é esse o nome dele, teve um entrevero muito forte com ele a ponto de o organista quase ter abandonado o oficio de ser organista.
O problema que ele era muito perfeito e tinha um ótimo ouvido, não perdoava desafinamento.
Abraços
Abner(+)

Meu colega e amigo Abner!
Pois é, nós convivemos muito esse espírito quente do saudoso Padre Viesse.
Mas sempre foi estimado e hoje é saudoso.
Isso porque em primeiro lugar naqueles nossos tempos sabíamos distinguir, e muito bem, o que era vaidade e humildade, assim sempre reconhecer quanto estávamos errados.
Em segundo lugar, o Padre Viesse era MÚSICO.
Muito dificilmente se veem músicos calmos e tranquilos.....Eles, pela sua bossa musical e inspiração, são sempre agitados e o nosso querido padre não fugia à regra.
Como mencionei, aquele “pito” foi-me muito produtivo na vida....afinal o que se aprende em primeiro lugar é sempre olhar para si apenas....mas a chamada foi muito importante para perceber que aquele não era o caminho bom...por isso agradeço muito ao nosso estimado maestro!!!!Um forte abraço!
Ierárdi

Caro Tampinha,
Verdade, apesar de seu sangue quente, era bem compreendido e amado por todos, não quis dizer que ele não era bom, era e muito. Na época, fiquei muito triste  ao saber de sua morte, sabia de seus problemas de circulação e que tinha sido operado.Eu nunca sofri reprimenda dele, pelo contrario, só muita atenção e carinho.Abraços
abner(+)

segunda-feira, 6 de abril de 2026

A Confissão. A Misericórdia. O Perdão.

A Interseção. (Lc 23,33)
 
Jesus, na sua vida pública, sempre revelou o perdão do Pai. O perdão foi a marca de sua vida. As primeiras palavras ditas pelo Cristo tão logo pregado na cruz e levantado aos olhos de todos: “Perdoa-os, eles não sabem o que fazem” não se referia apenas aos soldados romanos que acabaram de cravá-lo na cruz ou apenas aos homens que lhe fizeram mal. Tampouco a todos que escarneciam dele. Essa palavra, dita no início dos maiores tormentos que O aguardam, é mais um testamento para Sua Igreja: o grande sacramento do perdão. Jesus na Cruz consegue continuar vendo humanidade em seus verdugos, Ele consegue continuar crendo haver esperança para aqueles que o cravaram e cravam seus semelhantes na Cruz. Nesse grito por perdão, Jesus desbrava a vida, não deixando ser determinada pelos erros do passado. Nasce, da boca do próprio Deus, a promessa do perdão, resultado do amor infinito: O perdão de Deus é sem medidas porque surge de um amor sem medidas. Jesus não pede perdão ao Pai pelos males a Ele impingidos, mas ao mal que os homens fazem a eles mesmos, por tantas vezes sem o saber… Pendente da cruz, pedia perdão pela ignorância dos pecados cometidos, pela maldade causada e desconhecida, pelo mal causado ao próximo injustiçado e sofrido… E perdão por todo homem que peca sem saber a dimensão total do mal que causa! Ele (o homem) não sabe e nunca saberá a dimensão total de sua maldade praticada. Do mal imposto ao próximo. O pecado tem uma dimensão que o homem jamais poderá atingir e compreender. E é sobre essa dimensão, além de sua compreensão, que o crucificado clama por perdão! Não pede perdão pelos pregos que lhe perfuraram o corpo, nem pelos flagelos que o atormentam nesse momento, o perdão que Jesus pede ao Pai é pelos pecados que cada homem comete e cometerá, sem saber de suas verdadeiras consequências. O Deus que se encarnou conhece o homem. Conviveu com ele, sabe de seus medos e de suas deficiências. São seres sempre necessitados de ajuda e alimento espiritual. Precisam continuamente alimentar sua esperança num mundo que teima em limitá-los. Precisam continuamente da benevolência de Deus, da misericórdia infinita de um Deus que tem como limite uma medida ilimitada de amor. O filho de Deus morre intercedendo pela ignorância do homem mau, preocupado e intercedendo por perdão de alguém que comete o mal, sem saber que o faz. Clama ao Pai pelos homens que são incapazes de gritar por si próprios pela misericórdia e nem tão pouco sábios para saber de sua necessidade. Os atores desse mal estavam ali representados pelos soldados romanos que o crucificaram, pelo povo que zombava dele… Pai, perdoa-os, eles não sabem a quem crucificaram! Eles não sabem o valor desse momento e deste sofrimento! Perdoa-os, eles não sabem o que fazem com eles mesmos quando praticam o mal! O momento do sacramento do perdão se avizinha dessa forma. Muitas vezes, o homem não sabe o que confessar porque não sabe a dimensão do mal que fez, do pecado que cometeu, do sofrimento que impingiu. Como se apresentar a Deus repleto desse mal, desse pecado? No momento do confessionário, esse momento de intercessão na cruz se repete: Jesus pede por ele, suplica ao Pai pelos pecados que o homem não sabe que cometeu, portanto, não pode se arrepender, nem suplicar por perdão e misericórdia. Ao subir a cruz, suas primeiras palavras foram para esse mesmo homem que se ajoelha no confessionário e se confronta com sua consciência! É o momento sublime da intercessão do próprio filho de Deus pelo pecador. O perdoa, isentando-o até do arrependimento, porque sabe que muitas vezes desconhece o mal que cometeu. O pecado é e sempre será maior que o homem, por isso precisamos deste momento de Jesus.
Deus sempre será maior que o pecado! 
“O nosso testemunho seria excessivamente pobre, se não fôssemos primeiro contemplativos do seu rosto. Ao retomarmos o caminho de sempre, conservando na alma a riqueza das experiências vividas neste período muito especial, o olhar permanece mais intensamente fixo no rosto do Senhor” 
(João Paulo II, carta apostólica “Novo millennioineunte”, 16). 
Um homem, de joelhos num confessionário ou no silêncio de seu momento com Deus, pede perdão, precisa dessa reconciliação, como afirma o apóstolo Paulo: “Deixai-vos reconciliar com Deus” (2 Cor 5, 20), mesmo sem ter a consciência total do mal praticado. Como então se aproximar de Deus repleto de um mal que não tem consciência de que cometeu? Essa palavra do Cristo, esse momento, é o momento do sacramento da reconciliação, da misericórdia pelo mal ignorado, pelo mal praticado sem consciência de sua dimensão, do sofrimento causado aos demais. É Jesus que não só assume o pecado do mundo, mas se põe no lugar do confidente do penitente num confessionário frente ao Pai. Provoca, pede, suplica o perdão e ao mesmo tempo se oferece como sacrifício, assume a consequência desse mal praticado pelo homem. 
Aquele que confessa os seus pecados e os acusa, já está de acordo com Deus. Deus acusa os teus pecados; se tu também os acusas, juntas-te a Deus. O homem e o pecador são, por assim dizer, duas realidades distintas. Quando ouves falar do homem, foi Deus que o criou: quando ouves falar do pecador, foi o próprio homem quem o fez. Destrói o que fizeste, para que Deus salve o que fez. Quando começas a detestar o que fizeste, é então que começam as tuas boas obras, porque acusas as tuas obras más. O princípio das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz,
(Santo Agostinho, In Iohannis evangeliumtractatus, 12, 13: CCL 36, 128 (PL 35, 1491)
Cada momento de Jesus no alto do madeiro é uma frase histórica, um ponto final e definitivo de sua missão. É chegada a hora de voltar ao Pai, de retornar aos seus braços com a humanidade como oferta de amor: a criação foi redimida, foi perdoada, retorna à casa do pai onde um dia saiu pelo pecado da soberba. Não sabia o que lhe reservava o externo do paraíso. Não sabia do suor de sua fronte, das dores do parto, do mal que a cada minuto lhe seria proposto… Não sabia. Nas palavras, “Pai, perdoa…” Ele pede ao Pai por todos naquele minuto de cruz! Na Redemptorhominis o Papa escreve de um “direito” que o crente possui diante de Deus, o direito de ser perdoado: 
É o direito a um encontro mais pessoal do homem com Cristo crucificado que perdoa, com Cristo que diz, por meio do ministro do sacramento da reconciliação: ‘Os teus pecados estão perdoados’; ‘Vai e de agora em diante não tornes a pecar’. Como é evidente, isto é, ao mesmo tempo o direito do próprio Cristo em relação a todos e a cada um dos homens por ele remidos. É o direito de encontrar-se com cada um de nós naquele momento-chave da vida humana, que é o momento da conversão e do perdão (RH, nº 20). 
O retorno ao Pai torna-se, nesse momento, uma realidade. É o caminho de volta que se abre ao homem. A eternidade que lhe é oferecida num ato de amor. Não havia outra maneira de reconciliar o homem com Deus: o amor oferecido só pode ser dado num ato de amor de igual dimensão: o amor do filho de Deus ao homem oferecido ao Pai num momento em que este assume o mal que o pecado cometido causa. 
“Tenhamos os olhos fixos no sangue de Cristo e compreendamos quanto Ele é precioso para o seu Pai, pois que, derramado para nossa salvação, proporcionou ao mundo inteiro a graça do arrependimento” .[1]
[1]São Clemente de Roma, Epistula ad Corinthios 7, 4: SC 167, 110. Extraído do CIC 1432.
DR. SÉRGIO RIBARIC

PÁSCOA, FESTA NA UNIDADE

Desde o século 16 os cristãos não celebram a Páscoa no mesmo dia.
Isso porque usam calendários diferentes, depois da alteração feita pelo papa Gregório XIII. 
Neste ano de 2025 as datas dos dois calendários coincidirão. 
Muitos cristãos. pelo menos para um começo de união, gostariam de aproveitar a oportunidade para voltar a celebrar a Páscoa do Senhor no mesmo dia. 
É o desejo do papa Francisco e de outros responsáveis por igrejas.
Bem que poderíamos começar a sonhar com a volta de todos os seguidores de Jesus à unidade. 
À unidade na fé, na caridade e na adoração. 
Não necessariamente na uniformidade e no abandono de tradições. 
É Páscoa, alegramo-nos com o Cristo vivo entre nós. 
E peçamos que nos leve à unidade que ele quer entre nós todos, no seu tempo, do seu jeito.

domingo, 5 de abril de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GERALDO GONÇALVES BEZERRA CSsR

PE. GERALDO GONÇALVES BEZERRA CSsR 
+5 de ABRIL 1982 
Pe. Gonçalves era de Novo Horizonte- SP, nascido aos 02 de dezembro de 1925. Em 1938 entrou para o Seminário Redentorista Santo Afonso, de Aparecida. Fez o noviciado em Pindamonhangaba- SP e estudou Filosofia e Teologia em Tietê-SP., ordenando-se sacerdote no dia 27 de dezembro de 1955. Licenciou-se em Direito Canônico em Roma e, durante dez anos, foi professor no Estudantado da Província. Ali foi também superior da comunidade. Foi ainda superior da comunidade e reitor do Santuário de Aparecida. Fez parte do Conselho Provincial. Em 1974 foi trabalhar na Cúria Geral da Congregação, em Roma, como eficiente secretário do Superior Geral. Ali faleceu repentinamente, de um enfarte do miocárdio na noite de 04 para 05 de abril de 1982. Foi sepultado no jazigo da família, na Penha -SP. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Tio daquele padre maluco de S. Paulo ... Tão logo terminou o Concílio funesto vaticano II, vestiu terno e gravata e jogou a Batina na lixeira. Nunca mais o vi de batina. Espero que esteja em bom lugar, eu não o suportava. Nunca mais o vi celebrando missa, nem participando das orações das horas. O VATICANO II FOI UMA DESGRAÇA COMPLETA PARA A VIDA RELIGIOSA E SACERDOTAL. ÍAMOS DORMIR E NO OUTRO DIA FICÁVAMOS SABENDO: - PE. FULANO LARGOU TUDO E SE MANDOU... NÃO FOI O CASO DELE, CLARO, MORREU EM ROMA, FOLHEANDO LIVROS NUMA BIBLIOTECA... parece... Sebastian Baldi 
Qual foi o tal padre maluco? Ierárdi
 AQUELE, ESQUEÇO O NOME DELE, AMIGO DE GAYS, LEVA GAYS PARA O ALTAR, AMIGÃO DO BOFF DE ONÇA.... UM ESCÂNDALO.  Sebastian Baldi
Já me recordo... é o PADRE PAULO SÉRGIO BEZERRA!!!!
A quem também tenho sempre mostrado minha indignação pelo seu comportamento inconsequente.... Ierardi

PADRE PAULO SÉRGIO BEZERRA

sábado, 4 de abril de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - IR. LUIZ (Franz Xavier Knott ou Aloísio) CSsR

IR. LUIZ (Franz Xavier Knott ou Aloísio) CSsR
+4 de ABRIL 1898 
Foi o primeiro membro da nossa Província, chamado por Deus para a eternidade. Chamava-se, no mundo, Francisco Xavier Knott, e nasceu em Pietrich, na Alemanha, em 29 de julho de 1843. Filho de um rico agricultor foi, antes, soldado do exercito alemão, tomando parte nas guerras de 1866 e 1870. Nesta última foi ferido gravemente, e abandonou a carreira das armas, ingressando no Noviciado redentorista, em 1871, com o nome de irmão Luiz. Professou em 1878, distinguido-se, logo pelo seu amor ao trabalho e profunda piedade. Vindo para o Brasil em 1895, foi adscrito à Comunidade de Campinas, em Goiás, onde se encarregou da chácara e dos animais. Tratava com verdadeiro carinho os cavalos e mulas do convento, única condução dos nossos Missionários naqueles tempos. Sofreu muito com uma infecção no nariz, devido a uma picada de varejeira. Restabelecido, contraiu tuberculose, e faleceu a 4 de abril de 1898. Soube esperar a morte com muita tranqüilidade, e até com alegria, repetindo muitas vezes “Serei o primeiro dos nossos a caminho do céu”. Humilde e obediente, Irmão Luiz foi sempre um modelo de conformidade. Aqueles que o conheceram deixaram anotado que nunca ouviram uma queixa de seus lábios. Em meio aos trabalhos, e mesmo nos seus sofrimentos, ele somente dizia: tudo está muito bem... Reflexo de uma serenidade interior que todos admiravam.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 3 de abril de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM PEDRO FRÉ CSsR

DOM PEDRO FRÉ CSsR
3 DE ABRIL 2014
Faleceu na madrugada de quinta-feira (03), em Aparecida (SP), o primeiro bispo emérito da Diocese de Barretos, Dom Pedro Fré, aos 89 anos. Com o lema “Curar os corações feridos”, Dom Fré foi nomeado terceiro bispo de Barretos aos 27 de dezembro de 1989.
Tomou posse em 11 de fevereiro de 1990 e sua renúncia foi aceita pelo então Papa João Paulo II, em 20 de dezembro de 2000. Em 2010, o bispo emérito passou por cirurgia de hérnia e sofria de problemas cardíacos.
O velório foi realizado na capela São José do Santuário Nacional e às 16h, de quinta-feira (3), foi celebrada missa de corpo presente, e em seguida, o sepultamento no cemitério local. O administrador diocesano, padre José Roberto Santana, junto a outros padres, estiveram em Aparecida para participar do velório e sepultamento.
Dom Pedro Fré nasceu na cidade de Tietê – Cerquilho (SP), em 30 de agosto de 1924 em Cerquilho (SP). Era da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) e em fevereiro deste ano completou 68 anos de profissão religiosa. Foi ordenado padre em 27 de dezembro de 1950. Foi pároco de Aparecida (SP) e reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida na mesma cidade.
Foi eleito bispo de Corumbá (MS) em 28 de outubro de 1985 sendo sagrado bispo em 5 de janeiro de 1986. Em 1989, foi transferido para a Diocese de Barretos como terceiro bispo diocesano, sucedendo a Dom Antonio Maria Mucciolo. Renunciou ao episcopado em 20 de dezembro de 2000 sendo sucedido por Dom Antonio Gaspar.
Após o falecimento de D. Pedro Fré, bispo emérito da diocese de Barretos e o terceiro bispo a ser nomeado para a diocese, o administrador diocesano, padre José Roberto Alves Santana, comentou a passagem dele por Barretos.
“Dom Pedro Fré, esteve à frente da diocese por longos anos e ele foi marcado pela simplicidade, era o homem da Graça de Deus. Se conversarmos com as pessoas pelas ruías, vamos ouvir que ele foi um homem de Deus. Foi uma pessoa que andava pelas ruas, amava e cumprimentava a todos, não fazia acepção de pessoas. Ficou marcado como o homem da humildade e da simplicidade, levava a palavra de Deus de uma forma muito simples. Nós sentimos muito a ausência desse homem, mas Deus ganhou no céu um grande santo”, destacou.
O padre Salvador, de Colômbia, afirmou que D. Pedro Fré foi amigo da diocese. “D. Pedro Fré foi um grande amigo da diocese de Barretos, aceitou com muito sacrifício vir de onde ele estava, em Corumbá, aceitou e veio com muita alegria para a diocese, desempenhou muito bem o seu trabalho e fez tudo o que tinha que fazer como bispo, fez a diocese caminhar. Tornou-se realmente muito querido entre nós pelas famosas procissões que fez no dia de Nossa Senhora Aparecida. O povo gostava demais. D. Pedro deixa uma saudade muito grande”, ressaltou.
Pessoas da comunidade, como Luiz Carlos Diniz Buch, afirmaram que para a diocese, D. Pedro Fré foi um bispo atuante e presente.
“Foi com muito pesar que eu recebi a informação do falecimento de D. Pedro Fré. Foi um bispo muito querido aqui por todas as pessoas da diocese, um bispo muito atuante e presente, uma pessoa diferenciada, que realmente amava a sua diocese e as pessoas. É uma grande perda para todos nós, apesar de não estar mais conosco, uma pessoa que ficou no coração de todos nós que pertencemos a diocese de Barretos, foi um privilégio ter contato com uma pessoa como Dom Pedro Fré”, declarou.
Mussa Calil Neto destacou o bispo como um verdadeiro pastor de ovelhas.
“Como membro ativo da comunidade da Catedral do Divino Espírito Santo, convivi com líderes religiosos igualmente virtuosos, mas cada qual no seu estilo, e classifico Dom Fré como o verdadeiro pastor de ovelhas, que sempre soube cuidar do seu rebanho com firmeza, sem jamais perder a ternura. Como coordenador de eventos em prol da Cidade de Maria, tive o prazer de trabalhar com um Diretor Espiritual competente e dinâmico, que ajudou a fazer os fiéis barretenses valorizarem como merece aquele centro de religiosidade e ação social. Sei que este tratamento é, protocolarmente, reservado ao Sumo Pontífice, mas com todo respeito aos cânones da Igreja, para mim Dom Pedro Fré o verdadeiro “Santo Padre”, que já está ao lado de Deus Pai. Continuando a iluminar aqueles que o seguiram atrás de Cristo, como o seu xará de Cafarnaum”, disse.   
Segundo o padre Santana, o bispo emérito de Barretos estava muito debilitado já a algum tempo. “Ela já vinha muito debilitado nos últimos três anos, sempre de casa para o hospital e do hospital para casa. Nos últimos tempos as pessoas se perguntavam se ele iria agüentar, mas ele sempre agüentou porque era uma pessoa de fé, que amava a vida. Infelizmente, não houve mais possibilidade de continuar”, disse.
Segundo informações do administrador diocesano, D. Pedro Fré estava internado em São Paulo e seu sepultamento ocorreu na tarde de ontem em Aparecida. 
“Ele foi sepultado em Aparecida, por decisão dos padres de sua congregação. Foi lá que ele viveu, saiu pouco de lá para prestar serviços às dioceses. Ficou decidido o seu sepultamento lá e depois de cinco anos será trasladado aqui para a Catedral de Barretos”, comentou padre Santana.
Alguns padres da diocese de Barretos seguiram para Aparecida na manhã de ontem para participar de uma celebração de corpo presente e do sepultamento de D. Pedro Fré. Padre Santana, padre Marcos, de Jaborandi, padre Ivanaldo, de Olímpia, e padre Carlos, da paróquia Bom Jesus em Barretos, foram os representantes da diocese em Aparecida. 
DIÁRIO ON LINE
Foi vigário de Aparecida por muitos anos. Devo muito de meu crescimento na Fé Católica a este Santo Homem!
Com meus 7 anos , ele era nosso vigário e sempre nos visitava nas aulas de Catecismo, na antiga igrejinha de S. Roque, observava e orientava as catequistas, nos interrogava, para saber de estávamos aprendendo, mesmo, os fundamentos da Fé, no belo Pequeno Catecismo de S. Pio X.  Tínhamos que sabê-lo de cor.
Santo homem, visitava os doentes, diariamente, levando a Santa Comunhão e ministrando a Extrema Unção, sempre de Batina, no calor, na chuva. Víamos nele, sempre, a figura de Nosso Senhor. Grande devoto de Maria Santíssima, fiel filho de Santo Afonso.
Em sua missão apostólica foi muito auxiliado por outro santo que já nos deixou, Pe. Silvério Negri, o homem da Cruzada Eucarística e da Catequese nas Escolas.
Como Deus foi bom conosco, numa fase da vida que muito precisávamos, nos enviando Sacerdotes Santos. SEBASTIAN BALDI
São Pedro Fré, roga por nós!
Roga por esta Congregação, que te acolheu e que tanto amaste.
Roga por teus confrades, que neste instante,ao lado da dor da separação, sentem tua mão a abençoá-los todos.
Roga pelo povo que teve a ventura de, ouvindo de teus lábios palavras sempre sábias nas inúmeras missões por este chão brasileiro, mais te seguiram pelo exemplo de vida.
Roga pelos rebanhos que apascentaste, Corumbá e Barretos.
Roga por todos os que te conhecemos e, um dia, partilhamos da convivência de um homem simples e humilde, sorridente e sempre pronto a servir, homem sábio e santo.
O Pai te chamou, desta vez no chamado derradeiro, e, como sempre em tua vida, prontamente respondeste:
Eis-me aqui, Senhor!
São Pedro Fré, roga por nós! 
A. Bicarato(+).

ELES NOS PRECEDERAM - IR. NORBERTO (MIGUEL WAGENLEHNER) CSsR

IR. NORBERTO (MIGUEL WAGENLEHNER) CSsR
+3 de ABRIL 1935 
Examinando os alicerces da nossa província S.P. 23, não encontramos nenhum nome ilustre aos olhos do mundo. A obra grandiosa que os Fundadores iniciaram e consolidaram, não nasceu apoiada em valores humanos; mas em toda a sua vida brotou de um imenso e generoso amor à gloria de Deus. A humildade, a dedicação e os sacrifícios que fecundaram a nossa Província, somente a eternidade os conhece; estão in libro vitae. Entre os primeiros que iniciaram essa Obra que hoje todos admiram, está nosso Irmão Norberto. Nascido a 2 de março de 1857, de família muito pobre, desde criança aprendeu a ganhar seu pão com o suor do seu rosto. Certo dia, ele mesmo o narrou, enquanto trabalhava, pensou consigo: “Se tivesse que me apresentar hoje diante de Deus, como estaria eu?” — Esse pensamento continuou a persegui-lo durante alguns dias, até que ele resolveu ingressar na vida religiosa. Procurou os redentoristas, e foi muito bem recebido pela impressão que deu de um homem muito sincero e bem intencionado. A 25 de março de 1888 professou em Gars, e em 1894 veio para o Brasil com a primeira turma, sendo logo designado para a fundação de Goiás. Pertenceu depois às comunidades de Aparecida, Penha e Araraquara, conforme as necessidades, exercendo sempre o ofício de cozinheiro. Era o homem que sempre pensava, e rezava em voz alta, dirigindo-se a Deus, a Nossa Senhora ou aos Santos com a maior naturalidade. Sempre no seu trabalho, sem qualquer contato com estranhos, e não chegando a aprender o Português. Certo dia, em Araraquara, tendo o porteiro que sair, pediu ao Irmão Norberto que atendesse o telefone, caso alguém chamasse. Com toda simplicidade o Irmão aceitou o encargo. Logo depois o telefone tocou. Todo apressado, Irmão Norberto correu para atender. Postou-se diante do aparelho (que ele desconhecia por completo) e, sem tirar o fone do gancho, gritou: Não está! — Virou as costas, e voltou correndo para a cozinha. Foi como cozinheiro em Araraquara que ele adoeceu: pés inchados, com dores horríveis. Os exames revelaram mal de Hansen. E o Irmão, já doente, tinha sido cozinheiro, durante anos, em diversas Comunidades! O pobre enfermo teve de ser internado em Sant’Angelo. Não sabendo quase falar em Português, ele viveu seus últimos anos numa solidão feita de sofrimentos, mas também de união com Deus. No seu quarto, ou na capela do leprosário, estava sempre em oração. Aos 78 anos, martirizado, e consumido pela doença, ele entregou sua alma a Deus, no dia 3 de abril de 1935, sendo sepultado em Sant’Angelo.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR