sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ESTAMOS SÓ COMEÇANDO

De certo modo, depois das festas e férias, estamos quase começando o ano. 
Temos diante de nós tantas possibilidades de crescimento, realização e vida. 
Não podemos perder as oportunidades que Deus nos oferece.
Nem deixar que o desânimo nos prenda. 
Isso nos lembra muitas coisas. 
Por exemplo, que precisamos aproveitar cada minuto, como crianças que antigamente, ao brincar na rua, não queriam perder nem um restinho da luz da tarde. 
E tudo será muito melhor se, feito essas crianças, semearmos alegria e entusiasmo. 
Deus não nos promete um ano fácil, mas nos dá certeza que teremos sempre sua ajuda, e avançará um passo mais seu projeto divino. 
Mesmo que não saibamos como. 
Vamos, coragem, e que não deixemos ninguém para trás.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

ELES NOS ANTECEDERAM - PE. ESTÊVÃO (MARIA) HEIGENHAUSER CSsR

PE. ESTÊVÃO (MARIA) HEIGENHAUSER CSsR 
+5 de FEVEREIRO 1937 
“Foi um homem verdadeiramente religioso” — assim escreveu D. José Gaspar, Arcebispo de São Paulo, a respeito do nosso Pe. Estêvão. E por ter sido verdadeiramente religioso, foi também o tipo exato do missionário redentorista. — Nasceu em Reit im Wink (Alemanha) a 23 de março de 1879, e aos quatro anos de idade ficou órfão de mãe. Feitos os estudos primários, ingressou no Juvenato C.Ss.R. onde foi aluno do Pe. Gaspar Stanggassinger(beato), do qual (dizia ele) aprendeu muito a respeito de Nossa Senhora. Durante o noviciado, com os nervos abalados, precisou voltar para casa; mas, não querendo perder tempo, matriculou-se na Universidade de Friburgo. Já restabelecido, voltou ao noviciado, professando a 8 de setembro de 1900. Já antes de terminar seus estudos, ofereceu-se para vir trabalhar no Brasil. Aqui continuou estudando, sendo ordenado em Aparecida, onde cantou sua primeira missa. Nomeado depois professor e prefeito do Juvenato, Pe. Estêvão soube aproveitar essa oportunidade para aperfeiçoar seu português. De espírito aberto, otimista, ganhava logo a amizade e confiança de todos. Foi Superior nas Casas de Aparecida, Penha, Araraquara, em vários triênios; e como Vice-Provincial foi um homem de extraordinária visão. Sua idéia de abandonar o antigo Colégio Santo Afonso, passando o Juvenato para o chamado “Colegião” surpreendeu a todos, como uma bomba que ninguém ousava aceitar. Trocar uma casa já montada, por uma ala do Colegião, sem janelas e nem portas, com paredes sem rebocar, sem instalações, não era um sonho, diziam, mas um pesadelo que só o Pe. Estêvão podia ter. Este, porém dizia: “A Redenção começou numa estrebaria; nós vamos começar num pardieiro”. — Ele olhava para o futuro da Vice-Província, com maior numero de juvenistas, maior número de Padres, para um campo de trabalho que ele já previa sem fronteiras. Quando o chamavam de idealista, respondia feliz: “Levo o nome daquele que, ao morrer, viu abertas as portas do céu!” Trabalhou, lutou pela sua idéia, e em 1929 estavam os Juvenistas no Colegião. Dormiam no corredor aberto, onde à noite, as corujas agouravam, fazendo vai-vem, e deixando cair lembranças raras.... Aos poucos a casa foi melhorando, tudo entrando no seu lugar, e, com maior número de vocações, pôde a Vice- Província contar com as forças de que precisava. — Quando o Núncio Apostólico quis entregar aos Redentoristas a Prelazia do Xingu, Pe. Estêvão moveu céus e terra, até conseguir ficasse a Vice-Província livre desse ônus. Enfrentando as maiores dificuldades, e com muito sacrifício, comprou uma quase fazenda em Pinda, onde construiu e consolidou a Casa do Noviciado que a Vice-Província ainda não possuía. — Olhando sempre para o futuro, ele viu a necessidade de uma fundação no centro de São Paulo, para sede do governo Vice-Provincial; o que só não realizou por dificuldades que não pôde superar. Após três anos apenas de Vice-Provincialado, podemos dizer que Pe. Estêvão fez a Vice-Província avançar muitos anos, saindo da estagnação que já a ameaçava. Apesar de toda a sua atividade como Superior e missionário, Pe. Estêvão ainda achava tempo para o apostolado da pena. Se ele falava bem, escrevia melhor. Varias edições teve a “Vida de São Geraldo” que ele escreveu; e seus artigos no “Santuário” ou no jornal da Liga Católica J.M.J. eram conteúdo e doutrina em linguagem simples, mas leve e atraente. O forte, porém do Pe. Estêvão foram sempre as Missões. De 1921 até o fim da vida dedicou-se de corpo e alma às missões e retiros populares que o tornaram conhecido em toda a parte. Missão redentorista e Pe. Estêvão eram sinônimos, e os vigários faziam questão da sua presença, como um missionário simples, original dono de uma palavra que empolgava e convencia os mais indiferentes. Grande organizador, era, de guarda-chuva em punho e apito na boca, que ele comandava as grandes concentrações. Foi ele quem introduziu e aperfeiçoou o plano de conferências de estado, principalmente para os homens. Soube usar da sua experiência para fixar a estrutura das nossas Missões: horários, temas, cerimônias etc. Sabia impor-se aos homens pela sua piedade, seu entusiasmo e otimismo. Deixou numerosos manuscritos: sermões, conferências planos e estudos sobre as Missões. Como superior e confrade Pe. Estêvão foi sempre muito estimado pela sua bondade e compreensão. Tendo conseguido trazer para o Brasil os redentoristas americanos, estes o tinham como o maior amigo e mentor em todas as iniciativas que deviam realizar. Foi o homem que trabalhou até quando lhe permitiram suas forças. De 1934 em diante, todos começaram a notar que Pe. Estêvão já não era o mesmo. Ele, porém, não admitia cansaço, nem doença. Continuou trabalhando até dezembro de 1936, quando pregou um grande retiro para os Vicentinos de Taubaté. Aí teve de interromper o seu trabalho, e voltar para casa, sem forças para continuar. Pensava ele estar sofrendo de uma úlcera no estômago. Os exames, porém, acusaram câncer, e ele teve de ser logo internado no Hospital Santa Catarina. A operação revelou que nada mais se podia esperar. Mas ele, que ignorava sua própria situação, sonhava ainda com restabelecerse, para voltar às missões. Apenas quinze minutos antes da sua morte foi que ele se convenceu de que chegara ao fim. Com o terço nas mãos, pediu sua cruz de Missionário, e, fitando o Crucifixo, faleceu no dia 5 de fevereiro de (1937) às 9 horas da manhã. Era a primeira Sexta-feira do mês. Seu corpo foi transportado para a Penha, e, na manhã seguinte, D. José Gaspar cantou o Requiem solene de corpo presente, oficiando, depois as cerimônias do sepultamento. 
CERESP Centro Redentorista de Espiritualidade- 
Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR 
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. GREGÓRIO (JOSÉ DE ARRUDA CAMPOS) CSsR

IR. GREGÓRIO (JOSÉ DE ARRUDA CAMPOS) CSsR
+5 Fevereiro 1991 
No dia 05 de fevereiro, sem aviso, repentinamente e silencioso, como vivera, sentando em um banco, na Rodoviária de Tietê, partiu o Irmão Gregório. Nascera em Tietê, fora batizado em Cerquilho, alguns dias depois do nascimento, que se dera a 14 de agosto de 1928. Tinha apenas o curso primário. Serviu o Exército, no Quartel de Itu, recebendo o Certificado de Reservista de 1ª Categoria. Entrou para a Congregação Redentorista em Pindamonhangaba, aos 15 de abril de 1949. O Noviciado também foi em Pinda, em 1950 e professou em 1951. Nos primeiros anos de vida religiosa, foi cozinheiro em nossos conventos. De 1959 em diante exerceu o cargo de porteiro e, principalmente, de sacristão. Trabalhou em Goiás, Rio Grande do Sul e, depois, em nossos conventos de São Paulo. Morou por mais tempo em Araraquara, de 1977 até 1985 e, depois, em Tietê, de 1986 até sua morte. Como sacristão destacou-se pelo cuidado com as igrejas que lhe eram confiadas. Como ministro da Eucaristia, Irmão Gregório não se descuidava de seus doentes, aos quais levava a Comunhão semanalmente e, sempre, de batina. Era um homem de vida tranqüila, não tinha pressa e até seu modo de falar era calmo. Em 1990 teve uma ameaça de derrame, do qual se recuperou, mas não ficou mais bom de todo. Nos últimos tempos apareceu o diabetes, alcançando taxas muito elevadas. Infelizmente, ele não se preocupava muito com a saúde. No dia 05 de fevereiro, depois do café, o Irmão pediu para ir pescar. Antes porém iria dar sua costumeira volta a pé, a conselho médico. Passou pela rodoviária e conversou com um motorista de táxi, seu conhecido. Depois sentou-se num banco. O motorista notou que o Irmão não saía de lá e nem se mexia. Aproximou- se e viu que já estava morto. Infarto, provocado pelo diabetes muito alto. Assim partiu o Irmão Gregório, silenciosamente como vivera! Uma jovem, da comunidade de Araraquara, escreveu o seguinte sobre o Ir. Gregório: “Muito obrigada pelo exemplo de humildade que você deixou para todos nós. O seu amor ao rosário, sempre em suas mãos, fez de você um apóstolo fiel. Quantas vezes, no silêncio da igreja, a igreja de Santa Cruz ainda vazia, avistávamos você, lá no fundo, olhando para o crucifixo e para a Mãe do Perpétuo Socorro, gritando com seu silêncio o seu amor a Jesus e a Maria! Essa lembrança ficou bem viva em nós”. (Pe. Arlindo Thomaz, “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

ELES NOS ANTECEDERAM - IR. FRANCISCO XAVIER (WITTMAN) CSsR

IR. FRANCISCO XAVIER (WITTMAN) CSsR
+4 de FEVEREIRO 1945 
Na Alemanha chamava-se Irmão Afonso; e entre nós era o Ir. Xavier. Muito pouco é o que nos ficou escrito a respeito desse nosso confrade. Nasceu a 1º de janeiro de 1912, na Baviera (Alemanha). Não sabemos quando ingressou na Congregação, nem quando veio para o Brasil. Consta- nos, porém, que em 26 de abril de 1936, em Cachoeira do Sul, ele renovou seus votos temporários, passando, depois, a trabalhar na recém - fundada casa - Juvenato de Pinheiro Marcado (RS). Devido a falta de Irmãos, era o Irmão Xavier quem fazia de tudo: ótimo eletricista, cozinheiro, marceneiro e hortelão. Um antigo juvenista de Pinheiro Marcado que o conheceu, diz numa carta, que o Irmão era um homem sempre alegre, pronto para qualquer trabalho, muito amigo dos juvenistas, ao mesmo tempo observante e muito mortificado. Como nossos antigos Padres e Irmãos alemães, não era homem de se entregar diante de qualquer enfermidade. Sentindo-se doente do apêndice, continuou trabalhando sem nada revelar sequer ao superior. Quando não aguentou mais levaram- no para o hospital de Boa Esperança. Mas já era tarde; o apêndice estava em adiantado estado de supuração. Calmo, e com seu terço nas mãos, Irmão Xavier aguardou que a morte chegasse. E esta o levou para a ressurreição eterna a 4 de fevereiro de 1945, sendo sepultado em Pinheiro Marcado.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GUY BARRETO RIBEIRO CSsR

PE. GUY BARRETO RIBEIRO CSsR
+2 de FEVEREIRO 1972 
Irmão dos PP. Gil e Ney Barreto Ribeiro. Nasceu em Goiatuba - GO a 28 de janeiro de 1940, professando na C.Ss.R. em 1958. Estudou em Tietê, e foi ordenado a 27 de junho de 1964. Passou depois a trabalhar como professor no Pré-Seminário de Campinas, (GO) e, em 1972, estava em Brasília, como Vigário da nossa Paróquia. Num desastre de automóvel, dia 25 de janeiro de 1972, em São Paulo, sofreu fratura de crânio. Levado imediatamente para o Hospital das Clínicas, permaneceu em estado de coma até o dia 2 de fevereiro, aniversário de sua Profissão. Nesse dia faleceu, com apenas 32 anos de idade, e sete de sacerdócio.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsRPe.
Flávio Cavalca de Castro CSsR
Estudamos juntos no Santo Afonso, era uma turma abaixo da minha, chegou no Colegião no início de 1951, fomos bons amigos. Lembro-me de uma característica sua, lavava as mãos muitas vezes ao dia, era extremamente escrupuloso e avesso a micróbios, abria as maçanetas, principalmente as dos banheiros, com os cotovelos. Nasceu em Goiatuba, mas morou e se considerava de Morrinhos, terra de seu pai Antonio Cândido, muito amigo de meu sogro. Estive com ele, pela última vez, em Tietê, em 1959, quando contei-lhe que estava nomeado para tomar posse no Banco do Brasil em Morrinhos, ficou feliz e elogiou muito a cidade, confesso que exagerou um pouco, mas fui para lá e me casei com a filha de um dos maiores amigos de sua família. Alexandre Dumas

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Francisco Neves CSsR

Pe. Francisco Neves CSsR 
+ 02 de Fevereiro 2008 
Nasceu a 05.07.1923, em Santo André SP. Eram seus pais : Sátiro Marcelino Gomes e Maria Aparecida Fonseca. Morou e cresceu em São Bernardo SP. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida SP, a 05.01.1938, terminando o curso em dezembro de 1944. Em 1945, em Pindamonhangaba SP, fez o Noviciado. Aí fez a Profissão Religiosa na CSSR, a 02.02.1946. O Seminário Maior foi feito em Tietê SP, no Seminário Santa Teresinha. Aí fez a Profissão Perpétua a 02.02.1949. Foi Ordenado Sacerdote, em Tietê SP, a 27.12.1950, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP. Celebrou sua Primeira Missa Solene em Santo André, a 06.01.1951. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1952, iniciando sua Vida Apostólica como Prefeito do Seminário São José, em Goiânia. Em 1956, deixou o cargo de Prefeito, para ser o Diretor Espiritual do Seminário, onde ficou até agosto de 1962. Em 1962, no segundo semestre, veio para Aparecida para trabalhar na Pastoral com os romeiros. Em 1963 foi transferido para a Penha, em São Paulo. No segundo semestre morou em Araraquara. No primeiro semestre de 1964, no Jardim Paulistano, em São Paulo, fez o IIº Noviciado, preparando-se para as Missões Populares. No segundo semestre voltou para Araraquara. Em 1965, voltou para o Seminário São José, como Diretor Espiritual Em julho de 1967 foi nomeado Pároco da Paróquia de Trindade GO. Em 1970 foi transferido para Rubiataba GO, onde exerceu o cargo de Vigário Geral da Diocese e Coadjutor da Catedral, apenas por 5 meses. Depois disso morou em Iporá GO, Jandaia GO, São Luiz dos Montes Belos GO (Vigário da Catedral), auxiliando onde foi possível. Em novembro de 1972, foi transferido para Aparecida para a pastoral com os romeiros. Em março de 1974, voltou para Trindade GO. Na ocasião foi Pároco de Bonfinópolis. Em agosto de 1976, foi nomeado Pároco da Paróquia de São Cristóvão, em Campinas, Goiânia. Em dezembro de 1981, foi nomeado Pároco de Trindade GO. Em outubro de 1983, foi nomeado Pároco da Paróquia de Santo Antônio, de Piracaia SP, Diocese de Bragança Paulista SP. Estava adscrito à Casa Provincial da Avenida Angélica. Em maio de 1985 foi morar em São João da Boa Vista, ajudando na Igreja do Perpétuo. Em fins de 1985 e 1986 fez tratamento de saúde em Goiânia, morando em Campinas. No segundo semestre de 1986, junto com o Pe. Tito, aceitou a Paróquia de Nova Veneza, na Diocese de Anápolis GO.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

JUBILARES, CONSAGRADOS E LEIGOS!

Os familiares dos jubilares da Congregação do Santíssimo Redentor, dos nossos conhecidos e estimados padres redentoristas, vivem neste dia 1º de fevereiro de 2026 um momento de festa profundamente emocionante. 
Trata-se de uma celebração marcada pelas histórias de superação dessas famílias, que acompanharam a caminhada de seus filhos na vida religiosa, muitas vezes iniciada ainda na infância. Como recorda o Evangelho, “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16), palavra que ilumina e dá sentido a cada vocação hoje celebrada. 
São muitas as histórias de vida e incontáveis os motivos de gratidão pelas graças recebidas ao longo desse percurso. Deus relembra, na missão confiada à Igreja, o caminho percorrido por Jesus, que foi às regiões mais humildes, mais devotas e até mais pobres para chamar aqueles que caminhariam de forma ainda mais dedicada à Missão.
As famílias dos jubilares guardam viva a memória do dia em que viram esses filhos partirem de casa, quando muitos ainda eram crianças, e hoje os celebram como jubilares, reconhecendo que cada vocação amadurecida traz consigo a marca do amor familiar, da oração perseverante e da confiança em Deus. 
A Congregação do Santíssimo Redentor, ao longo dos séculos, tem o mérito de formar e acompanhar milhares de famílias. 
O conceito de família é intrínseco à vida redentorista, sustentada pelo apoio da Família dos Devotos e pela gratidão permanente da Família Leiga Redentorista, formada por tantos homens e mulheres que também beberam na fonte da espiritualidade e da educação afonsiana. 
Parabéns a todos os familiares. 
Esta celebração é também de vocês. 
Pedro Luiz: 
“Por Trás de Cada Vocação, Uma Família”

ALEGRIAS E CINZAS

Se não presto atenção, vou transformar a vida numa pequeno absurdo. 
Vou dizer que nossa alegria é tão volátil, fugaz como a luz da tarde. 
Como Terça-feira de Carnaval, flor que fenece na Quarta-feira de Cinzas. 
Essa, porém, não é a mensagem de Jesus. 
A alegria é boa, os pequenos prazeres são dons do Pai, que preciso receber em mãos agradecidas. 
E se, no vai-e-vem da vida, a tarde chega antes do esperado, não é castigo, é para o sono de criança que me prepara para o dia seguinte, para nas alegrias de agora pressentir a alegria de sempre. 
Preciso aprender a viver a vida, como se fosse semana só de dois dias, 
Terça e Quarta, que não destoam nem impedem na vida a alegria que paga a pena procurar. 
Boa Quaresma para você.

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. ANTÔNIO (GERALDO DE OLIVEIRA)CSsR

IR. ANTÔNIO CSsR 
(GERALDO DE OLIVEIRA)
+1 de FEVEREIRO  1969 
Tinha de ser Antônio Geraldo, pois nasceu a 16 de outubro de 1932, em Guaratinguetá. Pequeno, pálido e tímido — era a sua moldura, quando se apresentou em Pinda, pedindo ser admitido como Irmão leigo. Foi aceito, recebendo o hábito C.Ss.R. a 1º de fevereiro de 1945. Após a profissão, trabalhou em nossas casas da Penha, Araraquara, Tietê e Aparecida. Desde o noviciado mostrou-se muito esforçado para aprender, e ser útil à Congregação. Pôde, por isso, trabalhar como cozinheiro e costureiro, resolvendo muitos problemas da indumentária dos confrades. De compleição fraca, era assíduo no trabalho, atencioso com todos, ao mesmo tempo que recolhido e piedoso. Teve, certo dia, uma idéia original; conhecendo o folheto “Hora Santa sobre o Sacerdócio” pediu ao superior da casa que escrevesse também uma “Hora Santa sobre o Trabalho”. Infelizmente, até hoje, essa Hora Santa não foi escrita. Tendo ido passar uns dias de férias em nossa casa de Caraguatatuba, foi, como já fizera em outras ocasiões, tomar banho na praia Baraqueçaba. Após o salto de uma pedra sobre à água, não voltou mais à tona. Faleceu, não de uma fratura de crânio, como a princípio se pensou, mas de uma congestão. Dia 1º de fevereiro de 1969. Antes de sair, rumo à praia, fizera seus exercícios da tarde, completando-os com a recitação do terço. “Rogai por nós na hora da nossa morte!”
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 31 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE GERCÉ DIVINO BORGES CSsR

PADRE GERCÉ DIVINO BORGES CSsR
(*) 10 DE ABRIL 1959
(+) 31 DE JANEIRO 2024
A Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e a Congregação do Santíssimo Redentor lamentam o falecimento do missionário redentorista padre Gercé Divino Borges, ocorrido nesta quarta-feira (31/01/24), aos 64 anos, devido a uma grave pneumonia. O padre estava internado no Hospital do Coração, em Goiânia. Ele era o Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Abadia, em Abadia de Goiás. Nos últimos anos, padre Gercé estava na Comunidade Mãe do Perpétuo Socorro, localizada na BR-O60, próximo à Goiânia (GO), onde abriga os idosos do Santíssimo Redentor, desempenhando uma função de ajuda ao próximo com grande zelo.
Biografia 
Gercé Divino Borges nasceu no dia 10 de abril de 1959, na cidade de Goiânia (GO). Filho de Gervásio Borges e Iolanda de Paula Borges.
Entrou para o Seminário Pe. Pelágio, na época em Goiânia, no dia 04 de fevereiro de 1987. Fez seu noviciado na cidade de Tietê (SP), no ano de 1994. 
Sua primeira Profissão Religiosa aconteceu no dia 05 de fevereiro de 1995, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Matriz de Campinas), também em Goiânia. 
Ele cursou filosofia e teologia no Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás.
No dia 03 de maio de 1998, ele fez a Profissão Perpétua dos votos. 
No dia 1º de agosto de 1998, foi ordenado diácono por Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, na Igreja Matriz do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO). 
Em 10 de janeiro de 1999, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ele foi ordenado presbítero pelas mãos de Dom Celso Pereira de Almeida, OP.
Padre Gercé Divino realizou diversos trabalhos missionários. 
Foi pároco na Paróquia Santo Afonso em São Sebastião (DF). 
No ano de 2011, na Paróquia Divino Pai Eterno em Trindade (GO), assumiu a função de vigário paroquial. 
Em 2012, desempenhou também o trabalho de vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora da Guia em Trindade (GO). 
Em 2014, foi transferido para cidade Vila Rica (MT), desempenhando a missão de vigário paroquial da Paróquia São Pedro. 
Nessa mesma Paróquia, em 2017, ele assumiu a função de pároco e passou a ser o Superior Local da comunidade. 
No ano de 2020, foi pároco da Paróquia São Sebastião em Confresa (MT), e recebeu o encargo de animar os confrades da comunidade religiosa local como superior. 
No ano de 2021, passou a realizar uma importante missão de assistência e animação dos confrades idosos, sendo assim, nomeado superior local da comunidade Mãe do Perpétuo Socorro, em Goiânia (GO). 
Dedicou-se a essa missão até o seu último dia. 
Em todas as suas missões, padre Gercé desempenhou um trabalho de dedicação e zelo. 
Os Missionários Redentoristas agradecem pela vida e missão desse grande propagador da palavra do Pai Eterno. 
Que o Divino Pai Eterno o acolha com amor e paz!

Frei Guilherme Sônego OFMcap

Frei Guilherme Sônego OFMcap +31 Janeiro 2013 (Irmão do Padre Guilherme Sônego CSsR (+15/12/69)
Rua Padre Visconti,nº5, foi a referência da presença diária de uma pessoa marcante aos olhos dos paroquianos da comunidade do Embaré,Frei Guilherme. A espera da condução com destino certo lá ia ele com muita disposição presidir as celebrações na comunidade do Quarentenário em São Vicente, onde por muito tempo desenvolveu vários trabalhos sociais junto aos pobres. Na diocese de Santos ministrou aulas sobre o apóstolo São Paulo, na Faculdade de Teologia para leigos,um programa em que desenvolvia com profundo conhecimento.Na paróquia de Santo Antônio do Embaré pôde ensinar a importância dos Sacramentos e falar sobre o Evangelista João com muita sabedoria.Palestras não se tem conta das inúmeras vezes que se dirigia ao público.Anos e anos celebrou na comunidade do Colégio Stella Maris e ministrou comunhão aos jovens que se preparavam para o sacramento da Eucaristia. Frei Guilherme conservou uma juventude espiritual e uma vitalidade incomparável.Dizia que o segredo está na alegria de seu sacerdócio que, a cada dia,renovava seu amor à vida pelo espírito do carisma franciscano. 
Biografia 
Nome: Frei Guilherme Sônego, OFMcap 
ordenação: 08/12/1944 
natalício: 03/07/1920 
paróquia: Santo Antônio do Embaré - Santos 
nasceu em : Limeira SP 
país : Brasil 
Nascido na cidade de Limeira/SP, o menino Jiácomo Sônego vivia com os pais Santo Sônego e Luiza Pegoree e seus quatro irmãos. Com o tempo, a família cresceu, o casal teve mais oito filhos e mudaram-se para Santa Cruz do Rio Pardo/SP. Foi seu avô quem lhe deu um livro contando a vida de São Francisco de Assis. Jiácomo leu, e, no momento em que devolveu o livro, o avô o convidou a seguir o carisma franciscano. Foi o primeiro dos irmãos a seguir a vocação religiosa. Mais tarde, um deles se tornaria padre Redentorista, outro padre Dominicano, uma irmã seria freira Marcelina e mais duas irmãs e um irmão fariam parte da Ordem Paulina. Aos doze anos, Jiácomo com o pai Santo - homem devoto, de comunhão diária, estava dentro do trem noturno que o levaria ao Seminário Seráfico São Fidelis, em Piracicaba. Foi ordenado sacerdote no dia 08 de dezembro de 1944 com o nome de Guilherme, porque queria ter o nome do irmão. O frei ainda viveria nas comunidades de Mococa, Piracicaba e São Paulo, chegaria a assumir o cargo de Provincial do Estado de São Paulo por seis anos. Seria professor de Filosofia, Matemática, Grego e Latim em várias cidades de são Paulo, tanto em seminários franciscanos, quanto na Faculdade de Serviço Social de Piracicaba. E, no ano de 1981, estaria passando a ter como seu lar a Paróquia Santo Antônio do Embaré, em Santos. 
Cronologia 
1932 - Ingressou no Seminário Seráfico São Fidelis em Piracicaba/SP; 
1936 a 1944 - Cursa Filosofia em Mococa/SP e Teologia em São Paulo/SP; 08/dez/44 - Foi ordenado sacerdote pelas mãos de Dom Luiz Sant'Anna em Botucatu/SP; 
1975 a 1981 - Torna-se Provincial da Ordem dos Frades Menores na Província do Estado de São Paulo; 
1981 - Torna-se vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio do Embaré/Santos; 
1991 - Junto de Irmã Dolores, atua na evangelização no Quarentenário em São Vicente.
PADRE GUILHERME SÔNEGO CSsR(+)
Padre Sônego, irmão de Frei Guilherme, foi diretor do Seminário Santo Afonso entre 1957 a 1959, vindo a falecer em 15 de dezembro de 1969.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - BENÊ(+) E ANTÔNIO BICARATO(+), oblato redentorista

Hoje lembramos 14 anos que a Benê nos deixou para ir ao encontro de Deus PAI.

BENÊ AO LADO DO ESPOSO BICARATO(+)
Logo após seu falecimento recebemos do Bicarato(+) a cópia abaixo do poema/oração inédito feito por ela, provavelmente já em perfeito colóquio para ir ao encontro com o Senhor...
"Senhor, hoje estou aqui para fazer sala contigo.
Desaprendi há muito o sentido do silêncio, do murmúrio
Ouvi muito o vento que curva as árvores e esqueci 
como é o som da brisa,
que, quase calada, passa por meu rosto como um beijo suave.
Há tanto barulho, Senhor, que houve momentos absurdos
que me fizeram esquecer Teu nome.
E, quando voltei a mim,
senti uma necessidade muito grande de Tua presença.
Por todos os lados, ruidos, latidos, gritos e meu coração calado,
mais que nunca precisando de Ti.
Curvei meus ombros e humildemente
chego silenciosa para esse abraço amigo, fraterno
Quero ouvir Teu coração batendo ao lado do meu,
numa cadência bonita, carregada de sons meninos,
onde volto a ser criança precisando de colo."

CLICAR SOBRE A IMAGEM PARA LER
Benê Bicarato
* 25/12/1944
+ 30/01/2011
30 de janeiro, ah, que data!
Para mais doer o coração
ouço Fábrica de Mágicas.
Zezé e Simões cantam:
Estas são as manhãs, que cantava o rei Davi.
Hoje é o teu dia santo, e cantamos por ti!
Desperta, meu bem, desperta,
veja que já amanheceu!…
Desperta, Benê, desperta,
basta deste sono que dois anos já dura.
Acaso de nós te esqueceste?
Não vês qu’inda marejam os olhos
quando te sinto e no entanto
te ver, tocar, abraçar não posso?
Desperta, Benê, desperta,
hoje é o teu dia santo!
Bicarato - Oblato Redentorista
(+)24/11/2014
Não conto em meu vocabulário o auxílio de uma palavra para deixar aqui depositada em homenagem ao Bicarato e à Benê . A ela, tomo dele a poesia e dedico a essa pessoa doce, santa, que tive o privilégio de conhecer e conviver . A ele um pedido de desculpas por palavras impróprias, sarcásticas , talvez inveja de sua fé e tranquilidade no tratamento de coisas divinas. Fomos contemporâneos no seminário, ele mais novo, mas, mais espichado, chegamos juntos aos maiores, já se destacava entre os melhores. Foi adiante, professou, saiu, mas teve uma vida inteira dedicada ao Dies Impendere, muito mais que outros que perseveraram.Alexandre Dumas
Grandes pessoas, ótimos amigos! Em meu primeiro ano de seminário, admissão na Pedrinha, o Bicarato estava no noviciado. O Pe. Arthur Bonotti era o mestre. Acho que mais ou menos em abril, vieram à Pedrinha. Foi o primeiro contato que tive com noviços redentoristas. A Benê, conheci em 1996, muito simpática e meiga. Deixaram saudades! Antônio de Lima
Quando entrei ao SRSA ele estava de saída para o noviciado em Pindamonhangaba-SP. Nunca conversamos, posto que ele era da turma da maiores e eu nos menores. Entretanto, passava-me a imagem de líder discreto. Encontrei-o por diversas vezes nos eventos em que o Mané nos proporcionava na Pedrinha. Ali sim, pude discorrer bons assuntos com ele. Seu Toninho Bicarato....
Uma lembrança do último encontro na Pedrinha, 
com a presença do Pe.Libárdi(+) em 2011!
Antônio Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - Padre João Batista Libânio - SJ

 Padre João Batista Libânio - SJ 

+30 DE JANEIRO DE 2014 

Religioso da Companhia de Jesus - Jesuítas, que faleceu na manhã de quinta-feira, 30 de janeiro de 2014, aos 81 anos, em Curitiba (PR), em decorrência de um enfarto. Reconhecido mundialmente por seu profundo conhecimento na área teológica e sua ação pastoral junto aos mais simples, padre Libânio prestou importante e valioso serviço à Igreja. Era doutor em Teologia, professor na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia e vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano. Em novembro de 2012, Padre Libânio nos brindou com sua sabedoria durante o VI Encontro do IPDM realizado no Santuário Nossa Senhora da Paz – Cidade Líder.
“Nada faz o ser humano mais feliz do que colaborar no crescimento espiritual das pessoas”
 Padre João Batista Libânio, SJ
(1932  - 2014)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

CAPELA SANTA CRUZ

A Capela Santa Cruz, no bairro do Sapé, em Ubatuba/SP, encontra-se hoje rodeada por roseiras.

Novas mudas já estão sendo preparadas e, em breve, serão plantadas ao seu redor.

Esse jardim em formação nos oferece uma dupla imagem e, com ela, uma mensagem pastoral profundamente evocativa.

Os espinhos remetem à coroa que feriu a fronte de Jesus no caminho da Cruz; as rosas, que nascem protegidas por esses mesmos espinhos, anunciam a delicadeza que brota mesmo no terreno da dor.

É um convite à contemplação do mistério cristão: a dor não tem a última palavra. Da entrega nasce a vida, e do sofrimento pode florescer a beleza que salva. Como nos recorda o apóstolo Paulo:

“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20).

Assim, as rosas que cercam a Capela Santa Cruz tornam-se sinal silencioso da esperança cristã: na fidelidade ao amor, até os espinhos podem guardar a promessa da ressurreição. PEDRO LUIZ DIAS




EVANGELIZAÇÃO LEIGA REDENTORISTA

Os frutos da evangelização no ambiente digital tornam-se visíveis quando compromisso, fidelidade carismática e constância missionária caminham juntos.

Os endereços mantidos por Antônio Ierárdi Neto, voltados à reflexão espiritual e à integração da Família Leiga Redentorista, alcançam números expressivos e significativos:

Momentos Oportunos ultrapassa 4.092.427 visualizações;

Tempo Espiritual registra 104.420 visualizações;

a Távola Redonda dos Seminários soma 530.341 visualizações.

Mais do que estatísticas, esses números expressam alcance pastoral, interesse contínuo e impacto formativo, revelando um trabalho consistente de evangelização e serviço à fé no contexto contemporâneo.

Inspirado no exemplo de Santo Afonso Maria de Ligório — que, ao abandonar uma promissora carreira jurídica em Nápoles, escolheu dedicar sua vida à evangelização dos mais abandonados —, o apostolado desenvolvido nas mídias digitais reafirma o núcleo do carisma redentorista: anunciar a copiosa redenção por meios acessíveis, atuais e profundamente humanos.

A Congregação do Santíssimo Redentor e a Família Leiga reconhecem, com gratidão, o valor desse testemunho missionário, que contribui para manter vivos os vínculos espirituais, a formação permanente e a comunhão entre aqueles que partilham do mesmo ideal afonsiano.

Manifestamos nosso reconhecimento e estima ao missionário leigo redentorista das mídias sociais, desejando-lhe perseverança, fecundidade apostólica e abundantes bênçãos, à luz do legado de Santo Afonso.

PEDRO LUIZ DIAS

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. SIMÃO - (CORBINIANO VEICHT)CSsR

IR. SIMÃO - (CORBINIANO VEICHT)CSsR
+26 Janeiro 1959 
Nosso marceneiro, cujos trabalhos ainda continuam em muitas de nossas casas. Bávaro, nascido a 7 de setembro de 1866, veio para o Brasil com a primeira turma, em 1894, fazendo sua profissão perpétua em 1899. Trabalhou como pedreiro e marceneiro na construção da primeira casa e da primeira igreja de Campinas (GO) onde viveu até 1913. Veio depois para Aparecida, foi para Cachoeira do Sul, voltou novamente para Aparecida, terminando seus dias em São João da Boa Vista. Marceneiro habilidoso, era esse o seu ofício em todas as casas em que residiu. Fez mais de 40 altares, entre os quais o da capela do convento de Aparecida; e o forro da nossa igreja em São João da Boa Vista, ainda hoje, continua lembrando o seu trabalho dedicado e paciente. Era ao mesmo tempo uma alma de Encantadora humildade. Profundamente piedoso, observante, comparecia pontualmente a todos os exercícios comuns; e aos domingos, seu descanso era na capela, com o terço nas mãos. Trabalhando sempre, chegou à invejável mocidade dos seus 91 anos, dos quais 65 dedicados à Província. Já acamado, sem forças, horas antes de morrer, tomou a sua cruz de madeira (que estava sempre sobre sua cama) apertou-a contra o peito, e encolhendo-se todo, esperou que a morte chegasse. Quando ela chegou, ele já estava morto, para o mundo, e para si mesmo. Não houve problemas; ele apenas parou de respirar. Último remanescente da primeira turma, foi juntar-se a seus antigos companheiros, na gloria do Pai, a 26 de janeiro de 1959.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES NOS PRECEDERAM - PE. JOSÉ WENDL CSsR

PE. JOSÉ WENDL CSsR
+26 Janeiro 1916 
Ativo e trabalhador, ele teve uma alma de apóstolo. Nasceu em Hollerdau (Alemanha) a 15 de março de 1844. Feitos os estudos primários, aos doze anos passou a trabalhar na lavoura com seu pai. Com muito sacrifício, devido a distância, pode cursar o ginásio, e em 1869 conseguiu realizar o seu sonho de ingressar na C.Ss.R. Mas depois de nove meses no noviciado, teve de professar para não ser chamado à guerra de 1870. Estudou Teologia até os fins de 1872, sendo ordenado em 29 de junho desse mesmo ano. Logo depois começou, na Alemanha, a perseguição religiosa que fechou todos os conventos redentoristas no país. Pe. José teve de ira para a Holanda, onde apenas podia celebrar, por não conhecer a língua. À custa de muito estudo conseguiu aprender o Holandês e arriscou pedir uso de ordens, para ser capelão de um convento de religiosas. Estas, na ocasião, iam começar um retiro de oito dias. A resposta do Arcebispo foi desanimadora: Jurisdição por nove dias, para atender somente às religiosas durante o retiro. É que, naqueles anos, os bispos holandeses, extremamente rigorosos, não viam com bons olhos os padres alemães, tidos como relaxados. Pe. José conta que, na ocasião, chegou a chorar de tristeza, mas conformou-se. Impaciente por não poder trabalhar, pediu ao Geral que o mandasse para a América do Norte. A resposta foi negativa porque o Provincial se opôs. Mais uma vez — diz ele 34 — precisei rezar: Ita, Pater. Terminada a perseguição, Pe. José pôde voltar para a Alemanha, sendo logo enviado para a Áustria, onde trabalhou sete anos como professor no Seminário da C.Ss.R. Finalmente, em 1894, conseguiu ser mandado para o Brasil, com a primeira turma. Em outubro desse ano chegou a Aparecida, sendo designado para a missão de Campininhas (Goiás) onde viveu anos de intenso apostolado, de acordo com seu zelo que não conhecia sacrifícios nem dificuldades. Pouco parava em casa, pois os Redentoristas tinham a seus cuidados nada menos que... sete paróquias. Pe. José as visitava quatro ou cinco vezes ao ano, permanecendo oito, dez ou quinze dias em cada uma, pregando e administrando os Sacramentos. O cansaço, os sacrifícios e as privações dessas viagens pelo sertão, em lombo de mula... só Deus ficou sabendo. A 13 de junho de 1915, ao voltar de uma de suas excursões missionárias, já perto de casa, o cavalo que montava caiu de uma ponte, atirando Pe. José a uma distancia de dois metros. Ferido no ombro, foi logo levado ao convento pelo seu ajudante. Mas, para tratar-se melhor, e descansar um pouco, veio para São Paulo. Meses depois, tendo que ser operado, sua idade avançada não resistiu, e Pe. José faleceu a 26 de janeiro de 1916, longe daquele seu Goiás que tanto amava, e onde tanto havia sofrido pelas almas abandonadas.
CERESP
 

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 25 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JÚLIO BRUSTOLONI CSsR

PADRE JÚLIO BRUSTOLONI CSsR
+25 de Janeiro 2017
Nota de falecimento
Perdemos mais um confrade que renasceu para a vida em Deus.
Na tarde de hoje, por volta das 14h45 faleceu em Guaratinguetá (SP) o Pe. Julio Brustoloni com a idade de 90 anos, 70 anos de consagração religiosa e 65 anos de vida sacerdotal.
Em anexo colocamos a sua biografia.
Somos gratos a Deus pelos muitos dons com os quais ele cumulou o Pe. Julinho como nós o conhecíamos e pelos muitos trabalhos que ele realizou, especialmente no pesquisar e escrever a História de Nossa Senhora Aparecida e também a História de nossa Província de São Paulo.
Pe. Julio era incansável, mas que lá do céu ele alcance o repouso eterno nos braços misericordiosos de Deus Pai. 
RIP 
Bênçãos de Deus para cada um de nós e para nossa Província.
CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR
Pe. Inácio Medeiros
Superior Provincial
Tel. 11 4890-2980

O missionário redentorista padre Júlio Brustoloni, faleceu às 14h30 da tarde desta quarta-feira, 25/1, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP). Ele tinha 90 anos e estava com complicações decorrentes da idade, além de uma fratura no fêmur. O velório e a missa serão no Convento do Santuário de Aparecida, às 10h30, desta quinta-feira 26/1 e o sepultamento no cemitério Santa Rita em Aparecida. 
Padre Júlio comemoraria 70 anos de profissão religiosa no próximo dia 2 de fevereiro. Ele nasceu no dia 18 de julho de 1926, no bairro de São Roque no Tietê (SP). Filho de Ettore Brustoloni e Angelina Dalto, entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), em 04 de janeiro de 1939. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba (SP), durante o ano de 1946.
Estudou Filosofia e Teologia, em Tietê, onde fez a Profissão Perpétua em 02 de fevereiro de 1950. Foi Ordenado Sacerdote também em Tietê, em 27 de dezembro de 1951, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba (SP). 
Suas atividades se iniciaram como Vigário Paroquial em diversas de nossas Comunidades: Santuário de Aparecida, Paróquia Imaculada Conceição, em Campinas, Goiás, e na Igreja Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, em São João da Boa Vista (SP), Paróquia de São Pedro, em Garça (SP) e Igreja de Santa Teresinha, em Tietê (SP). 
A partir de 1959, depois de fazer o segundo noviciado, dedicou-se à pregação das Missões Populares, nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Depois de deixar as Missões, foi o coordenador da Pastoral do Santuário de Aparecida, por mais de dez anos. Tinha o cargo que entre os Redentoristas se chama “Prefeito de Igreja”. 
Naqueles tempos difíceis pós-conciliares, a Pastoral do Santuário era um constante desafio. Ele soube coordenar com sabedoria as atividades evangelizadoras, com as celebrações liturgicamente atualizadas, ao mesmo tempo que valorizou as expressões das devoções populares. Reorganizou os arquivos do Santuário e manteve corretamente atualizados os livros de missa, de batizados e casamentos.
Outro desafio que precisou enfrentar foi a mudança do Santuário (da Basílica Velha para a Basílica Nova). Nos finais de semana (sábados, domingos e feriados) o atendimento dos romeiros acontecia no Santuário Novo em construção. Quase tudo meio ao ar livre, sem portas e janelas, havia o desconforto do vento e da chuva, que invadia o recinto das celebrações, e a lama nos arredores não pavimentados.
Padre Brustoloni sempre mostrou tendência para a Pesquisa Histórica. Tinha boa redação e escreveu vários livros. A partir de 1982, transferido para a Comunidade das Comunicações, em Aparecida mesmo, dedicou-se a um trabalho totalmente diferente: cuidar de toda a Documentação Histórica da Província de São Paulo, o que fez com brilhantismo. Seu trabalho até serviu de modelo para outras Províncias da Congregação. São volumes e volumes de cartas e crônicas catalogadas, ano por ano, tudo bem digitado. 
Mas, nem por isso deixou os trabalhos apostólicos. Sempre saía para ajudar os párocos na Semana Santa e aceitava também tríduos, novenas, sempre que possível.
Nos seus últimos anos de vida, residiu no Seminário São Geraldo, no Potim (SP), que, a partir de 2012, se tornou simplesmente Comunidade Irmão Bento. 
Diva Maria Hernandes (Lili)
PADRE JÚLIO BRUSTOLONI E O SERVO DE DEUS PADRE VÍTOR COELHO DE ALMEIDA
DECLARAÇÃO DO PADRE VITOR COELHO:
“Eu, Pe.Vítor, depois de minha morte, se Deus me der a salvação, pedirei a Nosso Senhor que castigue salutarmente as pessoas que, ignorantes e supersticiosas, se meterem a me venerar como santo. Rogo, porém, a todos que rezem muito pelo meu descanso eterno.”
Padre Júlio Brustoloni encarou o desafio do Padre Vítor, dispôs até receber o salutar castigo sugerido e assumiu a vice-postulação para a causa de canonização do seu confrade....Pe.Júlio conhecia pormenorizadamente a biografia do Pe.Vítor, escreveu alguns livros sobre sua santa vida e apenas, por questões de saúde, deixou o encargo embora continuasse na sua clausura em preces constantes para esse objetivo.
Agora ambos se encontram na outra vida e o Pe.Vítor irá abraçar seu colega que chega retirando aquele desejo, ainda que salutar, e agradecendo pelo que desenvolveu a seu respeito por aqui nosso já saudoso Pe.Júlio Brustoloni....Requiescant in pace.... Ierárdi
Hoje, Pe. Júlio Brustoloni termina sua caminhada entre nós. Sua trajetória de vida foi fértil, deixando para a Congregação Redentorista uma riqueza inigualável de produções escritas e organizações de documentos históricos. Seu modo incansável de dedicação ao apostolado, sua inteligência e inquietude, manifestada no modo de ser, era fruto de sua paixão, seu amor ao ser humano, cuja Congregação foi a mediação. Pe. Júlio era uma biblioteca ambulante um arquivo vivo da história dos Redentoristas e do Santuário de Aparecida. Despretensioso, autêntico e corajoso, lutou até o fim dos seus dias pelos seus ideais. Muito ele nos ensinou, mas teremos muito ainda para aprender com ele. Obrigada, Pe. Júlio Brustoloni, pela sua vida, sua doação, seu patrimônio construído e deixado em nossas bibliotecas e arquivos históricos. Esse homem viveu e deixou marcas. Descanse em paz, Pe. João Júlio Brustoloni.
A nossa homenagem, com carinho e saudades!

Biblioteca Seminário Santo Afonso