domingo, 22 de fevereiro de 2026

PADRE FLÁVIO CAVALCA - PARABÉNS

Grande amigo Padre Flávio Cavalca, o autor das ORAÇÕES DIÁRIAS que publico diáriamente em meu blog MOMENTOS OPORTUNOS-https://ierardineto.blogspot.com/ - 
PARABÉNS NESTE DIA E SEJA SEMPRE MUITO FELIZ EM SAÚDE, PAZ, PERSEVERANÇA E SOBRETUDO MUITO AMOR! UM GRANDE ABRAÇO!

ELES VIVERAM CONOSCO - Padre José Roberto Thuler CSsR

PADRE JOSÉ ROBERTO THULER CSsR
(*) 07 DE JUNHO DE 1931
(+) 22 DE FEVEREIRO DE 2025
A Diocese de São Carlos informa, com pesar, o falecimento do padre José Roberto Thuler, da Congregação do Santíssimo Redentor, aos 93 anos, em Araraquara. O sacerdote estava internado na Santa Casa, com um quadro grave de pneumonia bacteriana. Padre Thuler, como era conhecido, tinha 64 anos de vida religiosa consagrada e 58 anos de ordenação sacerdotal. Atuou por muitos anos nas missões redentoristas, estando em Araraquara nas décadas de 70 e 80. Retornou para a cidade e estava na Igreja Santa Cruz desde 2009.
Biografia
José Roberto Thuler nasceu no dia 7 de junho de 1931, em Mogi das Cruzes (SP). Seus pais chamavam-se Odilon Thuler e Maria da Cunha Thuler. Tiveram 6 filhos, sendo José Roberto Thuler o caçula entre os irmãos. Foi batizado no dia 4 de outubro do mesmo ano e crismado no dia 8 de maio de 1933, na Catedral Sant'Anna em sua cidade natal. Ingressou no Seminário Santo Afonso em Aparecida no ano de 1953 e permaneceu até 1959, cursando a primeira fase dos estudos. Fez o noviciado em Pindamonhangaba (SP), no ano de 1960, e professou os Votos Religiosos temporários na Congregação do Santíssimo Redentor no dia 2 de fevereiro de 1961, na Igreja Santa Teresinha, em Tietê (SP). Cursou filosofia de 1961 a 1962, e três anos de teologia 1963 a 1965, no Seminário Santa Teresinha. Perpetuou os Votos Religiosos na Congregação Redentorista no dia 2 de fevereiro de 1964, na Igreja Santa Teresinha. No último ano do curso de Teologia, foi residir em São Paulo no Seminário Alfonsianum da Raposo Tavares para concluir essa etapa de estudos em 1966. 
Pe. Thuler foi ordenado padre em 1968 
Foi ordenado diácono no dia 1 de novembro de 1966, na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo (SP), pelas mãos de Dom Paulo Evaristo Arns, OFM — Arcebispo de São Paulo. Recebeu a ordenação sacerdotal no dia 1 de janeiro de 1967, na Catedral Sant'Anna, em Mogi das Cruzes, pela imposição das mãos de Dom Paulo Rolim Loureiro, bispo diocesano de Mogi das Cruzes. Foi vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, de 1967 a 1968. No ano de 1969, exerceu a função de vigário na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), sendo transferido para a pastoral do Santuário Nacional em 1970, no atendimento aos romeiros. Entre 1971 e 1975, compôs a equipe das Missões Itinerantes, residindo na Comunidade de São João da Boa Vista (SP). De 1976 a 1979, trabalhou na equipe das Missões, morando em Araraquara (SP). Retornou para o Jardim Paulistano, em 1980, como vigário e, de 1981 a 2002, atuou na pregação das Santas Missões, fazendo parte da Equipe Missionária de Araraquara. Em 2003, residiu na Comunidade São Geraldo, em Potim (SP), cooperando como confessor no Santuário Nacional. Dos anos de 2004 e 2005, foi transferido para a Comunidade do Convento Novo trabalhando no atendimento aos romeiros. Após esse período, passou a fazer parte da Comunidade do Seminário Santa Teresinha em Tietê, atuando na pastoral da Igreja de 2006 a 2008. Retornou para a Comunidade de Araraquara no ano de 2009 e lá permaneceu até 22 de fevereiro de 2025. Pe. Thuler alcançou a graça de viver 93 anos de vida, 64 anos de vida religiosa consagrada e 58 anos de ordenação sacerdotal. Que o Santíssimo Redentor lhe conceda o prêmio da vida eterna por perseverar fielmente na Vinha do Senhor anunciando a Copiosa Redenção. “Venha, bendito de meu Pai! Receba como herança o reino que foi preparado para você desde a criação do mundo” (Mt 25,34). Agora no Céu, contemplando a Deus, ao lado de Maria Santíssima, dos santos, beatos e bem-aventurados Redentoristas interceda por nós, seus confrades, para que sejamos perseverantes na vocação missionária confiada a nós. Viverá eternamente na glória do Senhor e na memória daqueles que o amavam. Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz.
Convivemos. Embora de turma bem inferior, entrou direto nos maiores. Era divertido, demos muita risada. Nada sei de sua trajetória posterior. Perseverou, descanse em paz ! Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Éramos muito amigos. Dei aulas particulares de latim, para ele. No meu arquivo tenho carta que me mandou, 50 anos atrás. Um santo redentorista.João De Deus Rezende Costa 
Contemporâneo no Seminário Maior. Turma do Libardi.José Morelli
Conheça mais sobre a história do Pe. Thuler:
 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

O "JEJUM DE PALAVRAS "!

O “jejum de palavras”, proposto pelo Papa Leão XIV para esta Quaresma, é mais do que uma orientação ascética: é um convite profundo à interioridade, à responsabilidade e à coerência entre fé e vida.

Para todos os que se identificam com a grande Família Leiga Redentorista, esse chamado ecoa com especial intensidade. Reduzir palavras para ampliar atitudes. Silenciar ruídos para ouvir a consciência. Falar menos para agir melhor.

A proposta recorda os retiros de início de ano nos seminários — momentos densos, quase fundantes — quando se meditava sobre diretrizes espirituais que iluminariam o caminho nos meses seguintes. Ali aprendíamos que o silêncio não é ausência, mas presença qualificada; não é omissão, mas discernimento. Essa pedagogia do recolhimento não pertence apenas à vida religiosa. Ela é igualmente necessária à vida leiga, consagrada ou não.

Vivemos tempos de excesso: excesso de opiniões, de julgamentos, de polarizações, de discursos inflamados. O jejum de palavras torna-se, então, exercício de maturidade cristã. Antes de reagir, refletir. Antes de acusar, compreender. Antes de prometer, comprometer-se.

Nesse horizonte, a Campanha da Fraternidade 2026, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, encontra na fonte espiritual de Santo Afonso Maria de Ligório um impulso renovador: zelo concreto pelos mais vulneráveis, especialmente pelas pessoas sem acesso a moradias dignas.

Não se trata apenas de uma pauta social. Trata-se de coerência evangélica. Santo Afonso nos ensinou que a moral cristã não pode ser abstrata; ela deve tocar a carne sofrida da história. Onde falta teto, falta dignidade. Onde falta dignidade, a fé é convocada a agir.

O jejum de palavras, portanto, não conduz ao silêncio estéril, mas à ação transformadora. Fala menos quem decide fazer mais. Discursa menos quem escolhe servir.

Que esta Quaresma nos ajude a transformar palavras em compromisso, espiritualidade em prática e reflexão em serviço. Porque, ao final, a credibilidade da fé não repousa no volume das nossas falas, mas na consistência das nossas atitudes.

Texto colaborativo:


PLDias, revisão IAmada Hikari, imagem: ChatGPT 

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO EVANGELISTA BETTING CSsR

PE. JOÃO EVANGELISTA BETTING CSsR
+21 de FEVEREIRO 1986 
Padre João nasceu em Denkingen (Alemanha), em dezembro de 1906, professou no dia 17 de maio de 1926 e foi ordenado sacerdote em 07 de julho de 1931, vindo para o Brasil em 1936. Foi o último dos alemães que veio para cá. Já veio como professor do recém fundado Seminário de Tietê, onde ministrou aulas durante vinte e oito anos. Durante todo esse tempo foi a figura central do corpo docente. Lecionou quase todas as matérias, mas, principalmente Sagrada Escritura, que era o seu forte. Dedicou muitas e muitas horas a cuidar da biblioteca da Província. Era confessor e diretor espiritual de grande número de nossos estudantes. Era conhecidíssimo em Tietê, onde passou a maior parte de sua vida, no Brasil. Muito procurado como confessor, diretor espiritual e também como benzedor, ficando afamado com suas bênçãos. Era um místico e foi um professor ”sui generis”. Escrevia sobre curiosidades e notícias científicas nas publicações internas da Província e em revistas dedicadas à espiritualidade. É de sua autoria o livro “Teologia das Realidades Celestes, manual de ascética e mística”, editado pela Província. Quando o Seminário Maior foi transferido para a Raposo Tavares, em São Paulo, o Padre João foi junto. Foi aí que começaram a manifestar-se os primeiros sintomas do mal de Parkinson, do qual veio a falecer. Foi operado na Alemanha, em 1969, com quase nenhum resultado. Os médicos, vendo o pouco que haviam conseguido, recomendaram que voltasse logo para o Brasil. Ele dizia que queria morrer em sua segunda pátria. Em fins de 1972 foi transferido para o Jardim Paulistano, de onde, alguns anos depois, passou para a casa de benfeitores da Congregação: Dona Elizinha e Narciso Sutiro, sobrinhos do Padre Sotilo. Ela era sua penitente. Diante das alucinações de perseguições e de envenenamento que o padre sofria, perguntaram-lhe se queria ir para a casa dela, o que ele aceitou. O casal, seus filhos e Dona Ia, trataram do Padre João com todo carinho possível e cuidado, até a morte. A doença ia caminhando sempre mais. Vivia quase só sentado numa poltrona. Foi se encurvando cada vez mais, à maneira de Santo Afonso, e, por fim, não falava mais a não ser por sinais. Sem se queixar, ficou privado até do que mais gostava na vida, seus estudos e seus livros. Mas, enquanto foi possível, era um estudioso dedicado e homem de muita oração. Celebrou missa enquanto pôde, em seu quarto. Faleceu na tarde de 21 de fevereiro de 1986. Foi sepultado em Tietê. É venerado pelo povo da região como um santo. (Pe. Víctor Hugo)

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Era costume seu, levar consigo um livro enquanto tomava o café da manhã, como o hoje fazem com o celular.José Morelli 









Conheci Pe. Betting no Alfonsianum( 1970-1972). Homem muito humilde, silencioso e muito estudioso. Conhecia nossa grande biblioteca como a palma de sua mão. Certa vez o consultei sobre determinada obra que procurava e não localizava, ele imediatamente localizou e me entregou. Gostava de vê-lo circirculando e zelando da boa organizaçao nas estantes. Homem de uma cultura enorme. Falava muito baixinho e sempre que cruzava com ele dava um leve sorriso. Um exemplo para mim.Sebastian Baldi

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO – ABNER FERRAZ CAMPOS – ANTIGO SEMINARISTA

ABNER FERRAZ CAMPOS – 
ANTIGO SEMINARISTA
+19 DE FEVEREIRO DE 2022
A NOTÍCIA:
“Queridos familiares e amigos, meu pai faleceu essa noite. Ele passou por uma insuficiência respiratória e teve que ser intubado e não respondeu bem, acabou não resistindo. Até ontem na visita ele estava bem, acho que um dos melhores dias dele na UTI. Sinto que ele foi em paz. Meu pai foi uma pessoa incrível e quem o conheceu sabe disso. Agora nós resta ter paz no coração e ficar com as lindas lembranças e textos dele. Obrigado pai.” Abner Filho
ABNER, sobrinho do saudoso Padre Campos, missionário redentorista.
Grande amigo desde os tempos do Seminário Santo Afonso em Aparecida-SP no final dos anos 50! 
Perene colega até este dia em contatos constantes pelo blog da TÁVOLA REDONDA DOS SEMINÁRIOS e a REDE SOCIAL FACEBOOK. 
QUE PERDA! Antônio Ierárdi Neto
NOSSOS ENCONTROS! 
RETIRO NA PEDRINHA EM 2011 
ENCONTRO EM MAIRINQUE-SP EM 2010 
ENCONTRO EM MAIRINQUE-SP EM 2013

Foi em paz. Tínhamos muito a conversar, vivemos uma realidade comum, frequentamos lugares comuns, trocávamos experiências. Quanta coisa vai se perder nessa ausência tão importante em nosso grupo da Uneser. Descanse em paz, meu amigo e contemporâneo de velhos tempos. A luz do Santo Afonso continua a brilhar, seus corredores, a capela, o refeitório, vivemos um ideal comum, você já se antecipou à revelação, descanse em paz. Pois é, o Abner se foi, um dos remanescentes da década de cinquenta, poucos sobreviventes. Temos aí o padre Flávio Cavalca, Dom Carlinhos, o Gervásio, Viana, Pacheco, Moacir, Pasquotto, Pelaquim, Kron, Clayton, Rodolfo e Werner, Geraldo Correia que saiu, Turler, Pedrotti, Bertanha, Guareschi, Dionisio, sei lá quem mais. Entre os leigos, estamos aqui o João de Deus, o Ierardi, o Garcia, Rochinha, talvez o Getúlio, Bosco Pasin, Peixinho, o Vilhena, Godoi, também eu. Os demais companheiros da Uneser já são mais novos, viveram outra realidade, década de sessenta e setenta. Depois disso, não conheço mais ninguém, as coisas mudaram, os valores são outros, a igreja também mudou, os rituais se aportuguesaram, esqueceram o Introibo ad altarem Dei, o Confiteor, o Kyrie, Pater Noster, Agnus Dei, Ite, missa est. Fica a nostalgia de tempos de fé. Eu estava falando do Abner. Que Deus o tenha !Alexandre Dumas Pasin de Menezes.
Dumas, o tempo continua mestre! Estamos hoje aqui e temos a oportunidade de conhecer diferentes conceitos de gerações: a nossa, a dos que chegaram e a dos que estão chegando. Como tenho notado em suas mensagens, convivemos com todos e continuamos aprendendo a vida! Além disso cada vez mais aprofundamo-nos na doutrina do amor e, quando alguém nos deixa, como o foi com o ABNER, refletimos o que um dia difundiu Ernest Hemingway: "POR QUEM OS SINOS DOBRAM? ELES DOBRAM POR TI!" Antônio Ierárdi Neto
Fico em paz pois ele realizou o maior sonho da vida dele, publicou o seu livro. Tenho certeza que Deus o recebeu de braços abertos. Fará muita falta! Estou muito triste, mas Deus fez o melhor por ele, eu creio!Leila Schimith


Aceite os meus sentimentos. O Abner foi uma pessoa especial. Agradeço por ele ter feito parte da minha vida. Que descanse em paz. Diva Maria Hernandes - Lili
Maestro Marco Aurélio Xavier
"A MORTE, PARA OS CRISTÃOS NÃO DEVE SER MOTIVO DE TRISTE DERROTA E COMO UM FRACASSO DE TODA UMA VIDA. A MORTE, HUMANAMENTE, PARA OS QUE A PRESENCIAM É UM MOTIVO DE TRISTEZA, DE DOR DILACERANTE... PARA O MORIBUNDO... NÃO SEI !!! A MORTE NOS LIBERTA DO PESO DESSE CORPO QUE NÃO NOS PERMITE VOAR. A MORTE NOS ABRE A PORTA DA VIDA. A MORTE É A ALEGRIA DO ABRAÇO FINAL COM O PAI " (G. Odiló Planàs, OSB - Monge de Montserrat)

ELES NOS PRECEDERAM - IR. ENGELMAR (JOSÉ NEUHIERL) CSsR

IR. ENGELMAR (JOSÉ NEUHIERL) CSsR
+19 de FEVEREIRO 1909 
Era o caçula de uma turma de dezessete irmãos. Nasceu a 8 de janeiro de 1865, numa família rica e muito religiosa. Piedoso e sério desde criança, tornou-se, na mocidade, um modelo para seus colegas, como membro de diversas associações religiosas. E foi por esse tempo que decidiu sua vocação. Após a leitura de um livro sobre a vida consagrada, disse um dia à sua irmã: “Sabe o que resolvi? Pensei muito se deveria me casar, mas agora já decidi: vou para um convento”. — Essa resolução não foi surpresa para seus colegas que sempre o admiraram, como exemplo de recolhimento e mortificação. Todos sabiam que, por esse tempo, ele já se acostumara a dormir sobre duas tábua nuas, na maior pobreza. Tomando o habito redentorista em 1898, fez seus votos a 8 de setembro do ano seguinte; e a profissão perpétua verificou-se em 1902. Nesse mesmo ano conseguiu licença para vir trabalhar no Brasil, aqui chegando em novembro. Durante algum tempo esteve em Aparecida, sendo transferido depois para a Penha, onde trabalhou como cozinheiro e porteiro. Desses anos restam-nos cinco cartas por ele escritas a uma de suas irmãs, nas quais assina sempre: Engelmar, servo dos servos do Altíssimo, missionário de Deus, pobre dos bens deste mundo. A 26 de outubro de 1908, tendo sofrido uma violenta hemoptise, anunciou aos confrades que iria morrer logo. Realmente, meses depois, a 19 de fevereiro do ano seguinte, a morte o levou. Completamente es57 gotado, em seus últimos dias não chegava a pronunciar sequer uma palavra. Mas, à véspera de sua morte, num supremo esforço, conseguiu sentar-se na cama, e disse ao Superior: “Padre, a sua benção”... Foram suas ultimas palavras.. Admirado e muito querido por todos que com ele tratavam na portaria ou na igreja, o humilde Irmão Engelmar teve um enterro dos mais concorridos. E o Sr. André Bonotti se cansou de fazer cópias de uma fotografia do Irmão e distribuí-las a pessoas interessadas, já que o veneravam como santo. E os confrades que o conheceram, lembravam edificados a figura escolhida daquele Religioso que não perdia tempo, que, na capela, estava sempre de joelhos, caridoso com todos, mortificado, a ponto de nunca se recostar a um banco ou cadeira nas horas do recreio. Um santo confrade era o que todos diziam.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Amigo Ierárdi! Obrigado pela belíssima história do Ir. Engelmar. Para ser sincero, não o conhecia. E olha que já posso me incluir no time dos veteranos da Província de São Paulo. Quando criança, morando em Ermelino, vez por outra íamos à Penha, o que para nós já significava "ir à cidade". E ir à Penha obrigatoriamente significava ir ao Santuário de N. Sra. da Penha. Mas não me lembro de ter ouvido qualquer menção ao nome dele. Santos homens os redentoristas alemães que trouxeram a Congregação para o Brasil! E o Ir. Engelmar é um deles. Grande abraço. A. Bicarato(+). 
Caro amigo Bicarato(+)! Aqueles que nos precederam e que conviveram conosco são as verdadeiras pérolas da Congregação Redentorista. É o oportuno modelo de vida que nos serve de exemplo para o caminho de Deus. Afinal estivemos por alguns anos no Santo Afonso, alguns ainda foram mais longe, Pinda, Tietê. e recebemos as melhores orientações diretamente de sacerdotes redentoristas, nossos inesquecíveis mestres de vida religiosa e cultural. Assim, dou-me a missão de trazer aos nossos colegas interessados essa sinopse de vida santa no dia em que o correspondente religioso foi chamado. Conforta-me muito quando as pessoas sentem-se bem informadas com isso! Um grande abraço! Ierárdi
Ierardi! Mais uma vez, aqui estou eu. Gostaria de acrescentar mais um comentário. Dos redentoristas que viveram aqui na Penha, costumo encaminhar seus e'mails para o Memorial Penha de França, que é uma instituição que disponibiliza informações históricas a quem se interesse pelo que se refere ao bairro. Para o Memorial, na pessoa do Francisco Folco, encaminhei a seguinte observação a respeito do Irmão Engelmar: Neste necrológio é citada a pessoa do Sr. André Bonotti. Lembro-me vagamente desses santinhos que ele distribuía divulgando a santidade de um religioso redentorista. Não me lembrava que se tratava deste irmão que havia pertencido à comunidade dos padres da Penha. É possível que tenha algum desses santinhos junto aos guardados de minha mãe (94 anos). Morelli
Amigo Morelli! Que bom que venha por aqui! Como disse ao Bicarato(+), isso muito me conforta! Fico ainda mais feliz quando vejo que essas mensagens estão sendo repassadas a outros destinos e Memorial! A rede nos faculta isso e vamos aproveitar sempre esse ensejo para divulgar aquilo que conhecemos de melhor! Se por acaso encontrar o santinho, faça um escâner e me encaminhe para que possa mandar a outros colegas. Por ora, agradeço pela sua estimável presença! Um forte abraço! Ierárdi

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÔNIO QUEIROZ DOS SANTOS CSsR

PE. ANTÔNIO QUEIROZ 
DOS SANTOS CSsR
*01 de Novembro de 1940 
+15 de Fevereiro de 2016 
Pe. Antônio Queiroz nasceu a 01 de novembro de 1940, em Frutal (MG), no Triângulo Mineiro, filho de João Lau de Queiroz e Ana Esméria de Queiroz. Ele é o segundo de uma família de seis irmãos. Foi batizado em Frutal, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no dia 24 de dezembro de 1940. A crisma ele recebeu quando já estava no seminário, em Aparecida, no ano de 1964. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no dia 28 de janeiro de 1959. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba durante o ano de 1965. Aí professou na Congregação aos 02 de fevereiro de 1966. Iniciou os estudos de Filosofia primeiro no Seminário Santa Teresinha, em Tietê (SP), no ano de 1966, completando no Alfonsianum, em São Paulo SP, na Rodovia Raposo Tavares, onde também cursou a Teologia. Sua Profissão Perpétua foi celebrada no Alfonsianum, a 25 de julho de 1971. Sua ordenação diaconal aconteceu aos 19 de dezembro de 1971, no Jardim Paulistano, pela imposição das mãos de Dom Juvenal Roriz, Bispo da Prelazia de Rubiataba/Mozarlândia (GO). Foi ordenado sacerdote, em Frutal (MG), aos 27 de agosto de 1972, por Dom José Pedro Costa, Administrador Apostólico da Arquidiocese de Uberaba MG. Iniciou sua vida apostólica em janeiro de 1973, como Vigário Paroquial na Paróquia de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, no Jardim Paulistano, São Paulo (SP). De 1974 a julho de 1976, assumiu o ofício de Vigário Paroquial, na Paróquia de São Pedro, em Garça (SP). De agosto de 1976 a dezembro de 1979, morou em São João da Boa Vista, como membro da Equipe Missionária. De 1980 a 1982, passou a residir no Seminário Santo Afonso, como responsável pelo Secretariado Vocacional da Província. Em 1983, foi transferido novamente para São João da Boa Vista como auxiliar do Mestre de Noviços. Em 1985, voltou ao Seminário Santo Afonso, em Aparecida, novamente como responsável do Secretariado Vocacional. Em abril de 1991, foi transferido, a seu pedido, para a periferia de São Paulo, para a Cidade Tiradentes, onde permaneceu apenas alguns meses. Pediu então para trabalhar na Diocese de Bom Jesus da Lapa BA, na cidade de Correntina, aí chegando em agosto de 1991. Depois desta experiência missionária voltou à Província em 1993, morando no Jardim Paulistano até que em 1994, passou para a nossa Vice-Província de Recife PE, morando na comunidade Nossa Senhora Aparecida na UR-5 Ibura. Foi um dos fundadores desta comunidade na periferia de Recife onde trabalhou na Pastoral e na formação do Pré-Noviciado. Em 1995, voltou para a Província, residindo em Aparecida, na Comunidade do Santuário, trabalhando na Pastoral dos romeiros. Em 2006, foi transferido para São João da Boa Vista, trabalhando na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E em 2009, retornou para Aparecida, integrando novamente a Comunidade do Santuário Nacional até o fim de sua vida. Pe. Queiroz trabalhou muito com a juventude, especialmente em São João da Boa Vista e em Aparecida, criando um movimento chamado Encontrinhos nas Escolas. Desta experiência publicou dois livros. Em seus programas na Rádio Aparecida, especialmente na apresentação da Consagração a Nossa Senhora, no horário das 15 horas e também em suas homilias contava muitas histori-nhas e o povo apreciava muito isso. Durante vários anos teve um site próprio na internet onde publicou muitas dessas histórias que ele recolhia em todos os lugares. Depois fez este mesmo serviço no Portal A12 onde suas historinhas ainda estão à disposição dos internautas. Teve também um blog na internet chamado Liturgia Diária Comentada onde apresentava reflexões sobre a liturgia do dia. No dia 02 de fevereiro de 2016 celebrou os 50 anos de sua consagração religiosa. Nos últimos anos sua saúde veio piorando, agravada, sobretudo, por problemas cardíacos. Foi internado diversas vezes e na última seu quadro se agravou cada vez mais, vindo a falecer às 21h30 do dia 15 de fevereiro de 2016, sendo sepultado em aparecida, após missa celebrada às 16h00 no Santuário Nacional.  
Pe. José Inácio Medeiros, C.Ss.R.
Secretário e Arquivista provincial
    Descanse na paz paz do Senhor!
Pe. Queiroz, você tornou-se grande missionário redentorista, Sentiremos sua ausência nesta terra. Suas orientações nos caminhos da fé, em especial, através do seu testemunho de vida, do ministério sacerdotal, também por meio das ondas do Rádio, da TV , da internet, e do Santuário Mariano, será sentido profundamente por todos nós. Seu trabalho na Pastoral Vocacional Redentorista foi de suma importância a nossa juventude. Foi maravilhoso trabalhar contigo neste setor. Deus o acolha na eternidade, pois, semeou muitas sementes de amor, de fé, de esperança e redenção neste mundo. Em especial a minha pessoa, você foi sinal de bênçãos, pois pude aprender muito contigo. Trabalharmos juntos nas diversas atividades missionárias, sobretudo, a pastoral vocacional e tantas outras do Santuário Nacional de N.Senhora Aparecida. você foi e sempre será tesouro de inesgotável valor.. Obrigado! Você chamou e colocou muitas pessoas nos caminhos e seguimento do Redentor. - Deus o acolha na eternidade. Saudades eternas. Gratidão eterna!Ir.Manoel Aparecido dos Santos
Padre Antônio Queiroz, o que dizer? Fiquei consternado com esta notícia. Isso nos acontece quando pensamos aqui onde vivemos, embora ele já cumpriu sua missão e agora desfruta da eternidade. Conheci o Pe.Queiroz no primeiro ano em que estive no SRSA. Ele chegou como um seminarista "temporão", junto com  o Pe.Jadir. Não tive contato com ele, pois ele estava já na turma dos maiores e eu na dos médios(Não era permitido qualquer contato entre turmas!). Mas em visita ao Santuário de Aparecida, encontrei-o em um dos corredores da basílica.  
-Tampinha, disse-me ele com um forte abraço, que bom revê-lo!
Foi meu ultimo contato com esse grande amigo e colega de seminário. Deus o tem agora! Antônio Ierárdi Neto
Conheci Pe. Queiroz quando de sua ordenação Sacerdotal lá em Frutal. Na época eu era seminarista em Sacramento e nosso grupo foi à ordenação onde cantamos na cerimônia, sob a regência do Pe. Alberto Pasquotto. Aprendi a gostar do Pe. Queiroz e sempre que o encontrava ele demonstrava sua alegria e simpatia.Sebastião Paim
Foi um grande missionário... Tive a graça de trabalhar com ele, sobretudo na Pastoral Vocacional e também no Santuário Nacional de Aparecida. Irmão Manoel Aparecido

sábado, 14 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE VITOR HUGO LAPENTA CSsR

É com pesar que comunicamos o falecimento do nosso confrade, o Pe. Víctor Hugo Lapenta, C.Ss.R 
(+)15 de Fevereiro de 2024 
Dentre tantas qualificações de seu bonito ministério, uma se sobressai: a de professor. Ele nos ensinou a buscar a sabedoria que vem de Deus, e independente de tudo, a sermos fiéis a Ele. Contamos com as orações de todos vocês! Que o Senhor acolha nosso querido confrade em seus braços de amor. 

NOME COMPLETO: Víctor Hugo Silveira Lapenta 
NASCIMENTO: 29.07.1930 em Itápolis - SP 
PAIS: Víctor Lapenta e Nair Silveira Lapenta PROFISSÃO PERPÉTUA: 02.02.1953 
ORDENAÇÃO DIACONAL: 20.03.1955 
ORDENAÇÃO PREBISTERAL: 10.07.1955 Bispo Ordenante: Dom Antonio Ferreira de Macedo C.Ss.R, Bispo Auxiliar de São Paulo - SP
ESTUDOS REALIZADOS, A PARTIR DO II GRAU: (local e diploma) Filosofia e Teologia, em Tietê SP, no Seminário Santa Teresinha Pedagogia, no Pontifício Ateneu Salesiano (ano escolar 1967/1968). No ano escolar 1968/1969 cursou de Psicologia no Institute de Psychologie, em Louvain, na Bélgica. Em dezembro de 1977, formou-se na Escola Superior de Psicanálise Sigmund Freud, em São Paulo. 
CAPACITAÇÃO PASTORAL E/OU PROFISSIONAL E/OU ARTÍSTICA (adquirida em cursos ou por experiência pessoal) 
Em 1969, em Lisboa, fez um Curso de Verão (40 dias), sobre Civilização e Língua Portuguesa.
COMUNIDADES ONDE VIVEU E CARGOS JÁ EXERCIDOS: (locais e períodos) professor no Seminário São José, em Campinas, Goiânia GO;
Em 1957, foi nomeado Vigário Paroquial em Aparecida SP; 
Em 1958, foi transferido para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, como professor; professor no Alfonsianum, em São Paulo - SP; 
Em 1973 e 1974, deu aulas no Instituto de Psicologia de Lorena, dos Padres Salesianos; foi também, nesse período, Superior da Comunidade do Seminário Santo Afonso; 
Em 1975, foi transferido para o Jardim Paulistano, em São Paulo, como Mestre dos Noviços Clérigos e Superior da Comunidade; 
Em 1976, morou na Comunidade Provincial da Avenida Angélica, em São Paulo, como coordenador da Pastoral da Província. Dava também aulas no ITESP e no Seminário Bom Jesus, em Aparecida; 
Em 1979, foi transferido para a Comunidade de Pesquisas Religiosas, no Ipiranga, São Paulo. Dedicou-se ao magistério da Psicologia, cursos, e psicoterapia de clientes; 
Em 1997, passou a residir no Seminário Santo Afonso, em Aparecida, como Coordenador do Centro de Espiritualidade Redentorista = CERESP;
A 20.06.1998 foi nomeado membro de nosso Secretariado Geral de Espiritualidade; 
Em 2000, passou a residir na Comunidade das Comunicações, no Convento Velho, prosseguindo com seu trabalho de atendimento psicológico; foi membro e coordenador da Comissão do Patrimônio Histórico, tanto da Congregação como da Arquidiocese de Aparecida; lá continuou, no mesmo endereço, mas como Comunidade Padre Gebardo a partir de 2007. Foi superior da Comunidade de 2008 a 2010.

Padre Vitor Hugo. O nome já indicava uma sólida cultura quando adentrou à sala de aula. Objetivo e elegante foi sempre didático em suas aulas no “Santo Afonso.” Meu apreço por literatura vem das ótimas apresentações que fazia. Outro lado cativante era ouvi-lo falar de futebol com o saudoso Padre Carlos Silva. Pareciam dois repentistas na arte do improviso naquelas brincadeiras. Nesse início de quaresma que fazemos para a Páscoa, nosso bom Padre Vitor Hugo antecipou a sua. Cremos que ele já viu face de Deus. Pedro Luiz

Tenho orgulho em dizer: Padre Vitor Hugo, por 4 anos, foi meu professor de francês no SRSA! Pelo que parece, dos meus professores da época, 1957/1962, resta apenas o Padre Peixoto, hoje em Araraquara! Ele nos ensinava botânica e era o nosso prefeitão!!!!! Ierárdi
QUE JESUS E MARIA O RECEBAM EM SEUS BRAÇOS. Foi meu professor de francês e era muito amigo de meu Irmão Messias e minha cunhada Anna, fez o casamento religioso deles, eu fui o coroinha na Santa Missa e celebrou as bodas de ouro de matrimônio deles . Requiescat in pace. Sebastian Baldi
Pe. Vitor Hugo, vai deixar saudades por seu bom humor, sua espiritualidade e dedicação à vida religiosa. Um redentista em plenitude!Jonival Cortês







94 anos de vida bem vivida desse Digníssimo Professor, Padre Vitor Hugo Lapenta, CSSR, um ícone na Historia da Igreja e Congregação Redentorista. Grato pela vida e ensinamentos dele conosco. Oremos!Vicente de Paula Alves





O Seminário Missionário Bom Jesus da Arquidiocese de Aparecida presta suas condolências aos familiares e amigos do reverendíssimo Pe. Víctor Hugo Lapenta, CSsR, bem como à toda a Congregação dos Missionários Redentoristas, por seu retorno a casa do Pai neste dia 15 de fevereiro de 2024. Pe. Víctor Hugo, fiel seguidor de Nosso Senhor Jesus Cristo por inspiração de Santo Afonso Maria de Ligório, destacou-se grandemente em seus diversos trabalhos como professor, dentre os quais, também lecionou em nosso seminário no ano de 1976. Prestamos nossa eterna gratidão pelo sublime exemplo de vida ministerial e por toda a sua dedicação à formação dos futuros sacerdotes que passaram por esta casa de formação. Que o Senhor o recompense por seu serviço, e sobretudo por seu amor para com a Santa Igreja. Que possa cantar agora no céu, junto de Santo Afonso e de todos os santos, as eternas "Glórias de Maria".Seminário Missionário Bom Jesus

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. MIGUEL (MÁRIO GABRIEL FELIPE) CSsR

IR. MIGUEL (MÁRIO GABRIEL FELIPE) CSsR
+13 de FEVEREIRO 1997 
Nascido em Santa Rita de Caldas, em 1916, nosso Ir. Miguel recebeu na pia batismal o nome de Mário Gabriel. Era, com mais 15 irmãos, filho de Gabriel e Maria Amélia Felipe. Duas de suas irmãs fizeram-se religiosas e um irmão, sacerdote franciscano. Ele mesmo entrou já maduro de seus 34 anos, fazendo o noviciado em Pindamonhangaba, em 1949. Como noviço tinha a responsabilidade da cozinha, que desempenhou com muito carinho e competência, mas lamentando que lhe sobrava pouco tempo para o cultivo espiritual. Este cultivo seria a marca de toda a sua vida. Professando em fevereiro de 1950, trabalhou nas diversas casas de Goiás, do Rio Grande do Sul, em Sacramento-MG., e São Paulo. Os últimos anos foram vividos em intensos trabalhos de hortelão e de apicultor no Seminário de São Geraldo no Potim, onde cuidou do reflorestamento dos espaços. Foi um amante da natureza. Mas seus cuidados maiores sempre foram a vida de oração e a fraternidade. De gênio forte, perdia a calma diante das coisas erradas, mas seu coração imenso logo o levava a pedir perdão e a refazer o relacionamento atencioso e carinhoso com os confrades. Seu zelo apostólico levou-o a atuar na pastoral da saúde, difundindo a medicina natural e preventiva, zelando muito pela alimentação das crianças subnutridas. 53 Atingido por um câncer no estômago, seu primeiro desgosto manifesto foi com relação ao não ter mais forças para o trabalho. As dores, ele as suportou com paciência e muita oração. Enquanto pôde ainda exercia o ministério da eucaristia no Santuário, em Aparecida, em cuja comunidade estava em tratamento. A morte veio buscá-lo no dia 13 de fevereiro de 1997. Aqueles que com ele conviveram ficaram marcados pelo seu testemunho de vida e de santidade, de amor a Deus, aos confrades e aos necessitados. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO-JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA LIMA-ZEQUINHA-ANTIGO SEMINARISTA

JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA LIMA
ZEQUINHA
(✝︎)12 FEVEREIRO 2026
Elegia a Zekinha

A notícia sobre a Páscoa de Zekinha, batizado José Bonifácio Ferreira Lima, ex-aluno do Santo Afonso, chegou com a mesma velocidade que ele imprimia à bola quando marcava gols pelo time do seminário. Veio rápida, cortante, inesperada — como seus chutes certeiros que nos arrancavam aplausos e abraços no campo de terra batida.

“Zekinha partiu”, disse um amigo de turma, José Carlos Criado, numa mensagem embargada entre memória e incredulidade.

Sabíamos que há dias ele pelejava pela vida, resistindo na trincheira branca de uma UTI. Lutava como quem não desiste fácil, como quem sempre acreditou que ainda havia um segundo tempo a ser jogado. Mas o árbitro do tempo apitou diferente desta vez.

Zekinha partiu.

Zekinha fez a sua Páscoa.

E se a Páscoa é passagem, não é fim - é travessia.

O criador do projeto Livro na Praça, aquele que acreditava na força da palavra espalhada ao vento livre das cidades, foi apresentar sua mais bela iniciativa no Paraíso. Levou consigo páginas invisíveis, histórias partilhadas, sementes lançadas em solo fértil de leitores anônimos. Foi, certamente, organizar bibliotecas de luz onde os livros não se fecham e a sabedoria não tem crepúsculo.

Ficam conosco o riso fácil, o companheirismo de turma, o suor do jogo, a ousadia dos sonhos culturais, a generosidade de quem acreditava que a praça podia ser sala de aula e altar da convivência.

Zekinha não apenas marcou gols.

Marcou vidas.

E agora, no campo eterno onde não há prorrogação nem despedida definitiva, talvez corra leve — sem dor, sem UTI, sem limites — apenas com a alegria dos que completaram sua corrida.

Que a terra lhe seja leve.

Que a eternidade lhe seja abraço.

E que nós, seus companheiros, saibamos honrar sua memória jogando com a mesma paixão com que ele viveu.

A Família Leiga Redentorista apresenta condolências aos Familiares e amigos.

Uma visita inspiradora ao Centro de Planejamento do Projeto Educacional e Cultural “Livros no Chão”, idealizado pela Família Zeka & Edna.O projeto transforma praças em bibliotecas a céu aberto, levando literatura, imaginação e cidadania aos espaços públicos de Guarulhos.Recentemente, a Câmara Municipal reconheceu esse trabalho exemplar com um Diploma de Honra ao Mérito concedido ao nosso confrade-leigo — missionário da cultura e da esperança — José Bonifácio-“Zeka”. A comenda agora ocupa lugar de destaque na parede da sua biblioteca particular, cercada pelos livros que seguem encantando gerações.Parabéns, Zeka & Edna! A missão continua — e continua transformando.29 de junho de 2025! PEDRO LUIZ DIAS

https://youtu.be/m2PgvFmMygk?si=MPNbrL46shenJQ8z

ELES NOS PRECEDERAM - IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR

IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR
+5 de NOVEMBRO 1912 
Nosso irmão, que se tornou conhecido por seus trabalhos de pintura e escultura. — Filho de ricos agricultores, nasceu na Alemanha a 4 de janeiro de 1837. Desde criança começou a mostrar queda para a escultura. Como jovem, sempre alegre e divertido, tinha sua turma de amigos e, com eles, não perdia festas e barulhos. Mas, durante uma Missão pregada pelos nossos, o rapaz resolveu a mudar de vida. Dedicou-se mais à oração e acabou resolvendo fazer-se Religioso. Contrariando a vontade dos pais, procurou os Redentoristas e foi admitido na C.Ss.R. professando a 26 de agosto de 1865. Durante alguns anos pôde aperfeiçoar-se na escultura, sob a direção de um outro irmão Redentorista, escultor famoso. Em 1895 prontificou-se a vir trabalhar no Brasil. Encaixotou diversos instrumentos do seu ofício, e não se descuidou de trazer também revólver, facas e facões, para se defender dos índios... A princípio teve dificuldades para iniciar sua nova vida e, numa carta a um de seus irmãos, ele escreveu: “Se soubesse que a coisa era assim, eu não teria vindo”... Durante alguns anos foi professor de desenho no “Colégio Santo Afonso”, passando depois a trabalhar somente nos seus quadros e esculturas. Fez diversos trabalhos para as nossas casas, e mesmo para igrejas de São Paulo e de Minas. Sua melhor obra é certamente o Crucifixo esculpido em madeira, atualmente num dos altares da Igreja de São Benedito, em Aparecida. Com a vista arruinada, já em seus últimos anos, Irmão Bento começou a pensar em sua volta para a Alemanha. Voltaram as saudades, e ele se julgava inútil para os trabalhos da casa. Mas desistiu de sua idéia, a conselho dos superiores. Três meses antes de sua morte sofreu muito com uma unha encravada que arruinou, devido a queda de uma vigota de madeira que, ao cair, acabou estraçalhando aquela sua unha de estimação... Levado para São Paulo, os médicos extraíram-lhe a unha. Mas o pé continuou horrivelmente inflamado, provocando dores intensas que não davam ao Irmão o mínimo descanso, mesmo durante a noite. Os médicos decidiram amputar-lhe o pé; mas isso não foi possível, já que o pobre Irmão estava com 75 anos de idade, e com deficiência cardíaca. Em meio aos seus sofrimentos, o enfermo apenas rezava, aborrecendo-se muito se lhe escapava algum gemido. Homem de muita oração, que trabalhava recitando contínuas jaculatórias, Irmão bento foi principalmente nos seus últimos dias, um modelo de paciência e conformidade. Nenhuma queixa, e sempre com o terço nas mãos. Dias antes de morrer, pediu água benta, persignou-se, e continuou rezando, até perder os sentidos. Faleceu às 14 h. do dia 5 de novembro de 1912. 
CERESP Centro Redentorista de Espiritualidade- Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(✝︎) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(✝︎)  
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO -PE.BALDUINO BIRK CSsR

PE.BALDUINO BIRK CSsR
+11 de FEVEREIRO 1996 
Gaúcho de Selbach - RS, nasceu a 03 de setembro de 1922. Eram seus pais: João Birk Filho e Elisabeth Schwab Birk. Entrou para o Pré-Seminário de Cachoeira do Sul - RS, a 13 de dezembro de 1934. Em janeiro de 1936 veio para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida- SP. Aí terminou o curso secundário, em dezembro de 1941. Fez o noviciado em Pindamonhangaba-SP, no ano de 1942. Professou na Congregação Redentorista no dia 02 de fevereiro de 1943. O seminário maior foi feito no Seminário Santa Teresinha, em Tietê. Foi ordenado sacerdote em Aparecida, no dia 02 de outubro de 1948, por Dom João Batista Muniz, C.Ss.R., Bispo da Barra na Bahia. Cantou sua primeira missa solene, a 10 de outubro de 1948, na igreja matriz de Selbach - RS. Em janeiro de 1949 começou sua vida apostólica como professor no Pré-Seminário de Pinheiro Marcado - RS. Passou grande parte de sua vida trabalhando nos seminários como professor e ecônomo: de 1949 a 1951, em Pinheiro Marcado; de 1953 a 1959, em Aparecida, no Seminário Santo Afonso; de 1959 a 1965, em Passo Fundo - RS, no Instituto Menino Jesus. De 1965 a 1969 foi Ecônomo da Província de Porto Alegre, morando em Porto Alegre. Em seguida voltou a ser ecônomo do Instituto Menino Jesus, em Passo Fundo - RS. Em 1974 veio para São Paulo, pertencendo à Comunidade do Jardim Paulistano, aí ficando até 1979, quando foi transferido para Tietê. dedicou-se então às missões populares, principalmente ao trabalho difícil do confessionário. Era entusiasmado pela Renovação Carismática. Pe. Balduíno pertencia à Província de Porto Alegre, mas a 02 de setembro de 1986 pediu e obteve adscrição definitiva à Província de São Paulo. Ele era irmão do Pe. Artur Birk. Nos últimos anos não estava com saúde boa: problemas cardíacos e circulatórios. No dia 12 de janeiro de 1996 foi operado do coração. Ele precisava estar fisicamente bem para, em março, ser operado de um aneurisma abdominal. Foi para Aparecida para sua recuperação. Aí faleceu inesperadamente, em nosso convento da Basílica, pelas 6 horas da manhã, do dia 11 de fevereiro de 1996. Depois de uma missa na capela da comunidade do Santuário, seu corpo foi levado para Tietê, onde foi velado em nossa igreja de Santa Teresinha. A missa de corpo presente e enterro foram na manhã do dia 12 de fevereiro de 1996. (Arquivo Provincial)
CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Ierardi, Padre Balduino cuidava da fazendinha, não muito longe dali, havia algumas vacas leiteiras, era também "ecônomo", cuidava de nossa comida. Passava o dia na fazendinha cuidando das coisas, e era meu professor de Português, às vezes chegava bem atrasado à aula e com a bota cheia de bosta de vaca. Muito trabalhador, grande professor, me disse uma vez que eu fora um ótimo aluno. Deus o tem bem pertinho dele com toda certeza. Abner(✝︎) 
Lembro-me muito bem do Padre Balduíno, apesar de ter sido ele uma pessoa muito discreta. Quanto à lembrança da Fazendinha, que você agora me traz, que bacana...lembro, além das incursões nos morros atrás de coquinhos, o inesquecível churrasco gaúcho feito com a brasa diretamente na terra e os suculentos espetos de carne. Era sempre um dia diferente em nossa rotina. Ierárdi