segunda-feira, 11 de maio de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ELIAS PEREIRA DA SILVA CSsR

PE. ELIAS PEREIRA DA SILVA CSsR
+11 de MAIO 1989 
Pe. Elias nasceu dia 22 de março de 1933, em Santa Rita de Caldas - MG. Seus pais foram Olinda Leal de Carvalho e Alfredo Pereira da Silva. Em 1945, entrou para o Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida. Fez o noviciado em Pindamonhangaba e dia 02 de fevereiro de 1953 professou, indo para os estudos filosóficos e teológicos em Tietê-SP. Ordenado dia 01 de janeiro de 1958, em Aparecida, em 1959 começou seus trabalhos pastorais como coadjutor na paróquia da Penha, em São Paulo. Em seguida, trabalhou na igreja de Santa Teresinha, em Tietê. Daí voltou para a Penha, em 1961 para dar início, como diretor, a um Pré-Seminário, No fim desse mesmo ano era transferido para o Seminário Santo Afonso. Dois anos depois retornava à Penha para dar prosseguimento a seu trabalho no pré-seminário. Como homem de sete instrumentos, Pe. Elias foi mestre dos noviços irmãos, encarregado da pastoral vocacional, ecônomo auxiliar da Província, pertenceu à equipe missionária, superior das comunidades de Sacramento-MG e São João da Boa Vista - SP, e dedicou-se ao apostolado entre os romeiros em Aparecida. Aí se manifestou um câncer no fígado. Operado, parecia recuperado, mas logo outros tumores malignos apareceram e teve de passar pelos sofrimentos da quimioterapia e por novas cirurgias. Suportou com fé e paciência os sofrimentos constantes. Deixou esta vida dia 11 de maio de 1989, às 18,30 h., no Hospital Sírio- Libanês. Pe. Elias era de muita piedade, homem sério, austero e observante, um educador bastante exigente, admirado pela retidão de caráter, decisão e firmeza de posições. Ao mesmo tempo, não sabia negar seu apoio aos necessitados, lançando-se generosamente aos trabalhos sem medida e sem medo. (Pe. Víctor Hugo)
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Padre Elias foi meu colega no Colegião. Se professou em 1953, foi da turma do padre Zômpero e, consequentemente, convivemos por três anos. Lembro-me bem dele, sua fisionomia não mudou, era exatamente esta da foto. Alexandre Dumas
Meu querido Pe Elias , de quem gostei muito. Que esteja em paz. Vagner Gaspar 
Ele estava conosco, quando nos perdemos na serra da Mantiqueira, indo da Pedrona, Tijuco, Campos. Onde parte da nossa turma nos esperava. Olavo Caramori Borges

domingo, 10 de maio de 2026

Tributo às Mães Redentoristas

No mês de maio, mês de Maria, nossos pensamentos, orações e gestos concretos se voltam com carinho e reverência àquela que disse “seja feita em mim a Tua vontade”, ato que mudou para sempre a história da humanidade. 
Maria, a mãe de Jesus, foi escolhida por Deus para conceber, criar e educar o Salvador. 
E ao recordarmos seu papel singular, não nos esquecemos de São José, o justo, companheiro fiel, com quem ela construiu uma história eterna de fé, obediência e amor. 
Inspirados por esse gesto divino de confiança na maternidade, voltamos também nosso olhar para tantas outras mães — silenciosas e firmes — que, ao longo do tempo, confiaram seus filhos e filhas à vontade de Deus. 
Mães que acolheram o chamado de seus filhos com fé, coragem e esperança.
Mães de cardeais, bispos, monjas, padres e leigos, todos hoje Redentoristas em espírito e missão. 
Estas mães, muitas vezes longe dos altares e dos púlpitos, são protagonistas invisíveis de uma missão grandiosa: formaram com ternura e fé aqueles que hoje anunciam a Copiosa Redenção. 
São elas que, em suas casas simples ou em meio às lutas cotidianas, cultivaram o amor à Palavra, a sensibilidade ao sofrimento humano e o ardor missionário. 
Neste mês de Maria, queremos honrar especialmente essas mães.
Mães que, como Maria, acolheram a vontade de Deus e ofereceram seus filhos e filhas para o anúncio do Evangelho, segundo o carisma de Santo Afonso Maria de Ligório e da Beata Maria Celeste Crostarosa. 
A elas, nossa eterna gratidão. 
Que sua generosidade continue a florescer nos jardins da missão redentorista. 
Que suas histórias, muitas vezes ocultas, sigam inspirando novas vocações e fortalecendo as que já existem. 
Que Maria, Mãe da Redenção, interceda por cada uma delas com a ternura do seu olhar materno.
PEDRO LUIZ DIAS

sábado, 9 de maio de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - IR. GASPAR NUSSHART CSsR e PE. MATHIAS RAUS CSsR

IR. GASPAR NUSSHART CSsR
+9 de MAIO 1914 
Duro e resistente como uma noz — é o que significa o sobrenome deste nosso Irmão Gaspar. E assim ele foi realmente. Forte e sadio na infância, tornou-se depois um rapagote alto, corpulento, dotado de uma força que talvez fizesse inveja a algum trator. Entrou para a C.Ss.R. após uma Missão pregada pelos nossos na sua terra. Terminado o noviciado em 1869, precisou servir o exército, voltando depois para professar. Durante anos trabalhou nas nossas casas da Alemanha distinguindo-se na construção do juvenato de Dürnberg, onde foi verdadeira máquina de trabalho para preparar o terreno, arrebentar e carregar pedras, cavar alicerces e levantar paredes. À noite, por não haver quarto, dormia num porão, sobre palhas, enfrentando o frio e a umidade feliz por estar servindo a Congregação. Em 1895 pediu e conseguiu licença para vir trabalhar no Brasil. Foi designado para Goiás, a pedidos do Pe. Lourenço Gahr, que já conhecia a força e disposição do Irmão para qualquer trabalho. Com incrível disposição o gigante Gaspar construiu logo uma serraria, canalizou um ribeirão, e começou a preparar tábuas e vigas, tiradas de enormes troncos que ele trazia da mata. Era material para a construção das casas de Campinas, Trindade e capelas vizinhas. Assentou um bom engenho para fabricar açúcar, cavou um poço de oito metros de profundidade para fornecer água para casa e, a fim de dar ao convento uma boa chácara, canalizou um córrego numa distância de nove quilômetros para irrigar verduras e arvoredo. Como era péssimo o caminho da casa para a matriz, nosso Irmão Gaspar abriu uma quase avenida de um quilometro à prova de qualquer enxurrada. Mas, com toda a sua força e disposição para o trabalho, o Irmão era também um homem de muita oração e vida interior. Nunca faltava aos atos comuns. Aos domingos e dias santos, ia de um lado para o outro, a fim de não perder nenhuma das missas que iam ser celebradas. Era com o terço às mãos que ele se dirigia para o trabalho, na mata, na serraria, na chácara, fosse onde fosse. As tardes de domingo ele as passava na capela da Casa, sempre de joelhos, meditando ou fazendo Vias Sacras. Interessava- se pelo trabalho dos Missionários, procurando informar-se do apostolado que realizavam. Já estava com 72 anos, quando, na festa do patrocínio de São José assistiu a missa na Matriz, levando depois a cruz processional na procissão de encerramento. Tudo terminado voltou para a Casa. Mas à hora do exame particular e do almoço ele não apareceu. A Comunidade estranhou, e quando o foram chamar no quarto, acharam-no caído no chão, vítima de um colapso. Colocaram-no na cama, e ele, ainda consciente, e com profunda piedade, recebeu os últimos Sacramentos. Faleceu às três horas, num sábado, dia 9 de maio de 1914. Terminavam 50 anos de trabalho e oração. 
PE. MATHIAS RAUS CSsR
+9 de MAIO  1917 
Foi Superior Geral de 1894 a 1909. Foi ele que encaminhou a vinda dos redentoristas da Província da Baviera para Aparecida e Goiás. Esteve pessoalmente na Baviera para abençoar e despedir- se dos padres e irmãos da primeira turma. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Extra Omnes e Ex-Seminaristas: A Nova Lógica da Acolhida Redentorista

PEDRO LUIZ DIAS
É notável a direção que a atual liderança da Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R.) tem tomado nos últimos anos. Inspirada pelos ensinamentos de Santo Afonso Maria de Ligório e da Beata Maria Celeste Crostarosa, a Congregação tem se voltado de forma mais intensa à missão de reunir e revitalizar todos os segmentos de fiéis que, em diferentes momentos de suas vidas, cruzaram os caminhos redentoristas. 
Neste cenário, torna-se simbólica – e até providencial – a expressão “Extra omnes”, ouvida recentemente no contexto do conclave para eleição do novo Papa. No protocolo litúrgico, “extra omnes” é o chamado para que todos os que não fazem parte do colégio cardinalício deixem a Capela Sistina, dando início ao momento mais reservado da eleição. No entanto, esse mesmo termo pode ganhar um novo significado, mais inclusivo e pastoral, quando refletimos sobre os “ex-seminaristas” e até mesmo os chamados “ex-padres”, cuja condição ainda é motivo de debate teológico e canônico, uma vez que os votos sacerdotais carregam a marca do “para sempre”. 
É justamente nessa fronteira entre o institucional e o existencial que a Congregação Redentorista parece propor uma nova leitura. Em vez de acentuar o “ex” como ruptura, ela opta por enxergar trajetórias interrompidas como parte do mesmo corpo espiritual, convocando para a comunhão aqueles que, por diferentes razões, seguiram outros rumos. A lógica pastoral deixa de ser excludente para se tornar restauradora, acolhendo, reunindo, compreendendo e energizando vidas que continuam marcadas pela espiritualidade alfonsiana. 
Essa proposta se alinha a movimentos concretos e recentes dentro da própria Congregação, como a reunião mundial das Monjas Redentoristas realizada em Aparecida – SP, momento raro e profundamente simbólico de comunhão internacional. Monjas vindas de diversos continentes renovaram laços, partilharam vivências e reafirmaram sua fidelidade ao carisma redentorista. Paralelamente, oblatas e oblatos seguem firmes na missão, convivendo e colaborando ativamente com comunidades redentoristas, ombreados com os ensinamentos de Afonso e Maria Celeste, numa sinergia viva e comprometida. 
Trata-se, portanto, de uma coragem eclesial que propõe o reencontro como forma de missão. 
Reencontro com a memória afetiva dos tempos de formação; com o chamado vocacional, mesmo que reconfigurado; com a espiritualidade que resiste ao tempo e às rupturas formais. Afinal, a essência da Redenção está exatamente aí: no resgate das sementes que jamais deixaram de germinar no coração dos que um dia ouviram o chamado e, de alguma forma, ainda o escutam. Assim, “Extra omnes” não significa, aqui, um chamado para fora, mas para dentro – para dentro de uma nova consciência eclesial e comunitária, onde ninguém é descartado ou esquecido.
PEDRO LUIZ DIAS

quarta-feira, 6 de maio de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. ARGEMIRO SAVASSA CSsR

IR. ARGEMIRO SAVASSA CSsR
+6 de MAIO 1970 
Dado até agora como morto, Irmão Argemiro, desapareceu em circunstâncias trágicas. Era de Tietê, onde nasceu em 1940. Ingressou no Geraldinato (Potim) em 1956, fazendo sua Profissão perpétua em 1967. Trabalhou no Alfonsianum, como ecônomo, em Aparecida, como sacristão da Basílica, e foi porteiro em Tietê. Em 1968 foi para a Prelazia de Rubiataba, onde era principalmente o piloto de D. Juvenal Roriz. Seu curso em avião particular ele o fez em Goiânia, e a 12 de outubro de 1968 fez seu primeiro vôo sozinho. Em 1970, num vôo para Caixas do Sul a serviço da Prelazia, fez pouso em Tibagí -PR e daí saindo a 6 de maio às 4 horas da tarde, perdeu a rota devido ao mau tempo, desviando-se para o lado de Florianópolis. E aí desapareceu. Inúteis todas as buscas efetuadas pelo serviço de Aeronáutica. Queda no mar? Seqüestro? As duas hipóteses são prováveis. Mas o mistério ainda continua. Sobre o Irmão Argemiro escreveu depois D. Roriz: “Conheci bem de perto o nosso Irmão, com seu bom espírito, sua caridade e seu amor ao trabalho... Como piloto foi sempre consciencioso, prudente e seguro. Ainda agora, na última viagem, pediu-me que fosse com ele, não o nosso piloto de Rubiataba, mas um homem mais experiente, professor de navegação em São Miguel do Araguaia”. — Diante desta informação fica a duvida sobre as informações que o Irmão teria dado sobre o desvio da rota, falta de combustível etc. Um dia o mistério será revelado.
CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

MINHA NOTA:Conheci o Ir.Savassa quando ainda estava no geraldinato do Potim em 1958. Uma vez, recordo que ele dirigia um tratorzinho para ajudar na plantação de frutas nas terras daquele seminário. Ele perguntou se eu queria acompanhá-lo. Aceitei e acomodei-me precariamente sobre o para-lama traseiro do veículo que seguia em velocidade muito baixa.
De repente ele falou-me: 
-Segure forte que agora vou colocar uma primeira marcha!
Como desconhecesse tudo de automotivos, fiquei apavorado e disse, tremendo de medo:
-Por favor, não faça isso!!!!
Até hoje lembro-me o sorrisinho maroto dele, que sempre foi um bom brincalhão! Ierárdi

terça-feira, 5 de maio de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GERMANO KÖNIG CSsR

PE. GERMANO KÖNIG CSsR
+5 de MAIO 1955 
Nasceu em Silberhütte (Alemanha) a 11 de abril de 1899. Ingressou no Juvenato da C.Ss.R. em 1909, e durante a guerra de 1914 foi oficial do exército alemão. Professando em 1920, foi ordenado em 1924, e no ano seguinte veio para o Brasil. Foi missionário durante alguns anos; Diretor e Professor do Juvenato, lecionando algum tempo no Seminário Maior de Tietê. Foi Superior da comunidade do Seminário Santo Afonso e diretor em nossos pré-seminários de Pindamonhangaba- SP e Pinheiro Marcado - RS. De físico forte, com uma formação rígida, quase militar, Pe. Germano foi sempre estimado, devido a sua humildade, sua calma, e piedade profunda. Quando missionário, em Araraquara, chegou a adoecer gravemente e, devido à extração de um rim, esteve às portas da morte. Restabelecido, porém, continuou trabalhando com o mesmo entusiasmo de antes. Mas a sua saúde e resistência que tanto prometiam, não foram tão longe com se esperava. A princípios de 1955, estando na comunidade de Tietê como confessor dos clérigos, sentindo-se cada vez mais fraco, foi internado no Hospital Santa Catarina, e os exames revelaram que ele estava com câncer. Operado, foi, após alguns dias, para o Hospital da Penha. Quando soube que seu caso não dava esperanças, respondeu muito calmo: “Posso morrer hoje mesmo”. Assistido por alguns confrades, à hora em que, na capela do Hospital, nosso Pe. Nogueira terminava a missa pelo enfermo, ele também terminou a missa da sua vida. Era o dia 5 de maio de 1955.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Padre Germano era reitor da comunidade quando entrei ao seminário em 1949. Relaciona-se muito pouco com os seminaristas. Militar que fora na Alemanha, ministrava aulas de ginástica, era forte, rígido e exigente, contava em voz alta o número de flexões com forte sotaque alemão, acompanhando pessoalmente aquilo que de nós exigia. Considerando que saíamos esgotados, vejam sua força ao continuar a mesma prática com as outras turmas. Alexandre Dumas Pasin
Foi meu confessor, no seminário em Tietê. Um santo sacerdote. João De Deus Rezende Costa

domingo, 3 de maio de 2026

Brasil: Encontro de Ex-Seminaristas Redentoristas fortalece laços e Missão em todos os continentes

 
De 25 a 27 de abril de 2025, aconteceu no Seminário do Santíssimo Redentor de Sacramento-MG o 7º Encontro da UNESER (União Nacional dos Ex-Seminaristas Redentoristas), com a participação de mais de 50 pessoas. 
O evento foi um verdadeiro momento de revitalização da espiritualidade redentorista, onde foram compartilhadas experiências que demonstram a força da formação recebida e seu impacto global.
Ex-seminaristas de diferentes gerações recordaram, junto com suas famílias, os valores e o carisma que continuam a viver mesmo fora dos limites do seminário, sublinhando a importância de preservar a memória histórica como fundamento da missão vivida nas famílias e comunidades. 
Roberto Rivas, visivelmente emocionado, lembrou o seminário como uma "rocha sólida" que moldou sua vida: "Voltando aqui, revivemos o Espírito Santo que nos tocou. Esta chama não se apaga: renova-se e envia-nos em missão". 
João Batista Rosa reiterou o lema: "Uma vez redentorista, redentorista para a vida", e lembrou como a formação recebida é uma base para a ação cristã no mundo. Ser missionário hoje significa sair de si mesmo para ir ao encontro do outro. E esse encontro nos reconecta com nossa essência." 
Walmor Júlio da Silva expressou sua gratidão pela acolhida da Congregação e reafirmou seu compromisso de servir os pobres segundo o espírito redentorista. 
Um dos momentos mais emocionantes foi o discurso do P. Dionísio de Foltran Zamuner, que contou com emoção a sua experiência missionária em Angola e no Suriname. 
Esperandir Pereira compartilhou a emoção de todos: "Ele chorou ao falar de famílias que ofereceram de presente o único ovo ou uma espiga de milho. Isso nos lembra que a missão redentorista é universal: da África às Américas e além". 
Tânia Meira comparou a unidade do grupo a "uma casa construída sobre a rocha" (Mt 7,25), uma imagem da solidez espiritual do carisma redentorista em tempos difíceis. 
O coordenador Valdair Bernardeli destacou as novidades deste ano: momentos de partilha em grupo, recitação do terço em procissão até a capela e uma seresta musical que combinou música e memória.
"Dormir no seminário depois de 50 anos foi como reviver nossa história. E é essa história que queremos continuar a contar." 
Irmã Maria Luzia Alves, das Mensageiras do Amor Divino, expressou a alegria da acolhida: "Recebê-los aqui é fortalecer um caminho comum – o de viver e transmitir o amor redentorista". 
O P. João Batista de Almeida, CSsR, diretor espiritual da UNESER e da Rede CAS, reiterou o valor do laicato redentorista: "A Província está aberta a ampliar a participação dos ex-seminaristas, nas missões populares, na formação e nas obras sociais. A jornada é feita caminhando – juntos." 
Ele também destacou o papel do Centro de Ação Social (CAS) em Sacramento, comprometido em ajudar os idosos, jovens e famílias, como um sinal concreto de ressurreição espiritual. 
Em uma mensagem de vídeo, o Superior Geral da Congregação, P. Rogério Gomes, elogiou a iniciativa como um "modelo para outros continentes", lembrando que a UNESER é uma semente brasileira que está dando frutos para o mundo. 
O Superior Provincial de Nossa Senhora Aparecida, P. Marlos Aurélio, também enfatizou o significado do encontro no Ano Jubilar: "É um sinal de comunhão na missão, na esteira traçada pelo Papa Francisco e em continuidade com o Redentor". 
A reunião foi concluída com um compromisso com o futuro. 
Antonio Carlos dos Santos, junto com Paulo Cesar e outros coordenadores, anunciou: "Queremos envolver mais famílias e jovens. A espiritualidade redentorista não conhece fronteiras". 
Este encontro em Sacramento-MG é a prova viva de como a formação redentorista continua gerando vida e missão, superando muros e inspirando novas ações em diferentes contextos. 
A UNESER convida todas as unidades da Congregação a compartilhar suas experiências e fortalecer uma rede global de leigos e consagrados em missão, na beleza do carisma redentorista. 
"Que nossa Mãe do Perpétuo Socorro e Santo Afonso guie cada palavra, cada gesto e cada encontro, transformando-nos em sinais de um Amor que não conhece fronteiras!" 

Vicente de Paula Alves, 
UNESER Brasil 3 de maio de 2025
https://www.cssr.news/2025/05/brazil-meeting-of-former-redemptorist-seminarians-strengthens-bonds-and-mission-on-all-continents/

PADRE LIBÁRDI E A TURMA!!!!!

Esta foto carrega muitas mensagens. 
Sim, é uma imagem antiga — mas viva — de jovens em busca de respostas. 
Ali estavam eles, como tantos de nós, tentando discernir:
-“Afinal, qual é a minha vocação?” 
Na base da foto, no primeiro degrau da arquibancada, está um verdadeiro confrade de Santo Afonso. 
Um homem que, um dia, deitado diante de um bispo e diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, jurou fidelidade à missão. 
E daquele juramento nasceu um mantra que ele viveu intensamente:
-“Ovelha que me foi confiada, eu não perco de vista.” 
E ele não perdeu. 
Anos depois, quando a semente lançada por sua fé já dava frutos visíveis, ele me chamou no corredor — com aquele jeito firme e sereno de quem sempre soube para onde apontava a bússola interior — e disse: 
-“Você que trabalha com comunicação… arranja aí um slogan pra nossa turma. 
A coisa está ficando séria.” 
Pois bem, padre Libardi, acho que encontrei: 
“Uma vez Redentorista, sempre Redentorista.” 
Será que ajuda? 
Pedro Luiz
Pedro, ajuda e já ajudou muito! 
Nessa base criei para os que se foram: 
"UMA VEZ REDENTORISTA, 
REDENTORISTA NO CÉU!"
Ierardi


sábado, 2 de maio de 2026

A MAIS FELIZ

Na casa da Isabel, a parente idosa que afinal seria mãe, a esposa de José canta sua felicidade, que será cantada por todos. 
Maria sente-se mulher feliz, amada e agraciada por Deus, inundada pelo Espírito da Vida, a gestar a humanidade do Filho. 
Maria, que se alegra com sua felicidade, louva o Senhor, e agradece o amor imenso que a escolheu.
Alegro-me com ela e quero agradecer a Deus tudo que lhe deu. 
E peço que Maria, minha irmã feliz, me ajude a agradecer a felicidade que Deus me oferece. 
Que me ensine a viver alegre essa felicidade, a de ser imensamente amado por ele, chama-do a viver rodeado por irmãs e irmãos, a saborear cada instante que passa, à espera da felicida-de final. 
Santa Maria, a feliz, ajudai-me a ser feliz agora e na hora da morte.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

MARIA, NOSSA MÃE

Em nossa profissão de fé dizemos crer na “comunhão dos santos”. 
Cremos que entre Cristo e todos os seus discípulos que vivem na terra, ou já estão nos céus, existe estreita união, uma união de vida. 
Nessa comunidade de Jesus, todos somos fatores da de vida e salvação para os outros, na medida de nossa união com Cristo. 
Entre todos nós, a que mais participa de sua vida divina é Maria, sua mãe. 
Ela é quem mais, depois de Jesus, pode ajudar-nos a crescer na comunhão de vida, na família dos seus discípulos de por ele transformados. 
Por isso podemos dizer que Maria é nossa mãe, mãe da igreja. 
E temos o testemunho de João: 
“Depois disse ao discípulo: – Esta é a tua mãe. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.”

quinta-feira, 30 de abril de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR

PE. LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR 
 21.08.1947 – 30.04.2022 
74 anos de vida – 54 anos de CSsR – 46 anos de Padre 
Pe. Luiz Carlos de Oliveira nasceu em Sacramento, MG, no dia 21 de agosto de 1947. Filho de José Batista de Oliveira e Alda Borges de Oliveira, que tiveram 8 filhos. Aos 11 anos entrou para o Seminário SS. Redentor, recém construído na sua cidade pelo missionário redentorista Pe. Antônio Borges de Souza, também sacramentano. Completou os estudos do ensino médio em Aparecida. Fez o Noviciado em Tietê, SP, onde fez a Profissão Religiosa no dia 02 de fevereiro de 1968. Em São Paulo, capital fez os estudos de Filosofia e Teologia. Foi ordenado sacerdote no dia 23 de agosto de 1975, em Sacramento-MG, por D. José Pedro da Costa, arcebispo administrador apostólico de Uberaba – MG. Depois de ordenado fez Pedagogia, na Fac. Ciências e Letras, em Itu-SP, Licenciatura (1975); Sagrada Liturgia, S. Anselmo, em Roma, mestrado (1985-1987); Teologia da Espiritualidade, no Teresianum, em Roma, mestrado (1997-1998). Pe. Luiz Carlos deu um testemunho edificante de serviço à Igreja, aos confrades e ao povo de Deus. Estava sempre disponível, por isso pode fazer o bem em vários lugares e de diversos modos, usando os dons recebidos, aos quais colaborou sempre com alegria e de bom humor, que era uma característica de sua vida. Foi formador e diretor dos futuros missionários redentoristas em nossos seminários; mestre dos noviços no Brasil e em Angola, na África, foi diretor do Colégio Maior em Roma. Junto aos formandos e aos confrades passou seu amor à Congregação do SS. Redentor repassando o missal redentorista e a vida de nossos confrades santos, beatos, mártires e servos de Deus. Como diretor do CERESP, Centro Redentorista de Espiritualidade, ajudou os confrades, leigos e leigas e religiosas a beberem e se aprofundarem da espiritualidade e carisma redentorista. Na pastoral junto do povo deu seu testemunho de amor, de alegria e simplicidade como vigário ou pároco em diversas cidades do estado de São Paulo: Garça, Tietê, São Paulo, São João da Boa Vista, Aparecida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Seu testemunho de vida e zelo apostólico, sempre com simplicidade e alegria, expandiram-se também nos escritos que espalhou em livros, artigos, revistas, jornais, opúsculos, reflexões bíblicas, vida dos santos, homilias, ensinamentos catequéticos e pregações de retiros para leigos, religiosos e sacerdotes... foi o missionário sempre atento para evangelizar! Nos últimos anos atingiu mais público através da Rádio e TV Aparecida, Portal A12 e redes sociais, participando de vários programas e celebrações litúrgicas, onde ensinava e transmitia o evangelho de Jesus e as glórias de Maria de um modo simples, alegre e atraente. Deus seja louvado pela vida e pelo bem que o Pe. Luiz Carlos fez nesta terra, e que agora, junto com seus pais, familiares, confrades redentoristas e com seus conterrâneos Pe. Antônio Borges e o Servo de Deus Pe. Vítor Coelho de Almeida, goze da presença amorosa da Santíssima Trindade, de Maria, a Mãe do Belo Amor e dos anjos e santos. Que interceda por nós, por seus confrades que se encontram reunidos em Capítulo Geral para que a Missão redentorista seja continuação da Missão do Redentor a fim de que o mundo seja mais humano e fraterno! Obrigado, Pe. Luiz Carlos, pelo seu testemunho de doação de vida alegre e fiel! Pe. Luiz Carlos foi internado há 20 dias no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, onde permaneceu uma semana. No dia da Páscoa voltou para a comunidade do Santuário de Aparecida, onde residia. Depois de uma semana foi levado para São Paulo e internado no Hospital Paulistano, onde veio a falecer na madrugada deste sábado, dia 30 de abril de 2022, às 03h15. Tinha câncer no pâncreas. Seu corpo será velado, no sábado, na igreja-paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro, no Jd. Paulistano, em São Paulo, onde Pe. Luiz Carlos foi pároco. No domingo, dia 1º de maio, será levado para Aparecida, onde será velado. No dia 02, 2ª feira, às 09h00, será a missa de corpo presente, com transmissão pela Rádio e TV Aparecida e Portal A12, presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, com presença do Superior Geral da CSsR, Pe. Michael Brehl e concelebrada pelos missionários redentoristas da A. L. e Caribe que estão no Capítulo Geral em Aparecida e por outros confrades, com presença dos familiares, amigos e fiéis. O sepultamento será após a missa no Cemitério Municipal Santa Rita em Aparecida. R.I.P. Bom Pai do céu, recebei de volta este vosso filho querido, Pe. Luiz Carlos de Oliveira. Ele veio de vós e volta para vós! Obrigado, ó Pai, pela vida e pelo bem que ele fez na sua família, na família redentorista, na Igreja de Jesus e para o povo de Deus! Dai-lhe o descanso eterno e que junto de vós, ó Pai, interceda por nós para que sejamos seguidores de seu Filho Redentor e devotos da Mãe do Belo Amor, a fim de que pratiquemos o bem, de um modo alegre e fiel, como viveu o vosso querido filho, o missionário redentorista, Pe. Luiz Carlos de Oliveira. Amém!

Secretaria CSSR

secretariasp@cssr.com.br

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR NO CÉU

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA 
*21 DE AGOSTO DE 1947 
+30 DE ABRIL DE 2022 
Seguindo nossa proposta de apresentar a vocês mais sobre a vocação redentorista, convidamos o Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R, para dar seu testemunho vocacional.
O missionário redentorista desempenhou diversos trabalhos na Congregação. Foi pároco, trabalhou na formação de seminaristas, foi mestre de noviços, trabalhou no Santuário Nacional, entre outros. Atualmente, Pe. Luiz Carlos é secretário provincial e continua ajudando na paróquia e acompanhando a formação dos seminaristas. 
1- Com quantos anos teve o primeiro contato com os redentoristas e aonde? 
Não sei quando comecei a pensar sobre ser padre. Morávamos na roça, no município de Sacramento – MG. Tanto os familiares de meu pai, como de minha mãe viviam por ali. Todos os anos o pároco, Pe. Ivo Soares, vinha para a festa do padroeiro. Meu pai dizia que eu disse que queria ser padre. Ele mostrou-me para o padre dizendo isso. Minha avó dizia que eu disse a ela: Vó, um dia eu vou confessar a senhora. Quando ela estava para morrer eu já era estudante redentorista, eu lhe dei a comunhão e ela, então, disse: posso morrer porque o Luiz já me confessou.
Em 1958 um irmão Claretiano, que fazia as assinaturas da Revista Ave Maria, passou em casa e acertou minha entrada para o Seminário Claretiano de Rio Claro, no ano seguinte. Nesse meio tempo, apareceu o Pe. Antônio Borges fundando um seminário redentorista em Sacramento. A família decidiu colocar-me nesse seminário que estava ali perto e não tão longe. Deram-me a vocação redentorista. Não gostei na hora, mas eu tinha 11 anos. Cursava o 3º ano primário. 
2- Passou por algum tipo de acompanhamento vocacional? 
O acompanhamento foi somente acertar a entrada para o seminário no ano seguinte. Começamos com 15 alunos. O Padre Antônio dizia que eram os 15 mistérios do rosário. Dos 15, só eu fiquei. Eu era o 4º doloroso, Jesus carrega a cruz o caminho do Calvário. Depois eu continuei carregando. O acompanhamento era a vida da família que era religiosa. 
3- Com quantos anos entrou para a congregação como seminarista? E quanto tempo ficou na formação? 
Entrei com 11 anos. Era o normal do tempo. Entrei dia 26 de fevereiro de 1959. Fiz a profissão religiosa dia 02.02.68, e terminei os estudos no final de 74. Fui ordenado padre em 23 de agosto de 1975.
4- Como você percebeu que tinha vocação para a vida missionária? 
No começo a vocação era para ser padre. Eu havia visto uns missionários redentoristas que passaram lá perto de minha casa. Lembro-me do Pe. Henrique e do Pe. Domingos, eram redentoristas holandeses da Província do Rio de Janeiro. Mas isso não teve ligação com o fato de entrar para o seminário. Eu ainda era pequeno. 
5- Como aconteceu seu chamado? 
A consciência de uma vocação missionária se deu no correr da formação quando a gente ficava conhecendo a vida redentorista. Nunca pensei em sair. Sempre gostei de tudo. Passei momentos difíceis. Mas foi tudo muito sereno. 
6- Em sua opinião, quais são os principais desafios para se aceitar o chamado à vida religiosa? 
A vida religiosa não é um desafio, é um dom alegre e que preenche o coração. O desafio fundamental é o querer ser religioso redentorista. Isto é, querer ser o que se propõe. A vida religiosa não é um desafio, é um dom alegre e que preenche o coração. 
7- O que mais te encanta na vida missionária? 
O que me encanta é o povo. Meu compromisso é com o povo e me sinto feliz quando posso atendê-lo bem. É muito divertido viver com o povo como povo. Deus sempre me deu o jeito de ficar feliz com o povo. Uso meus dons e faço o que posso por ele. Gosto muito da vida comunitária e da espiritualidade da Congregação!
Padre Luiz Carlos de Oliveira(+), mais que um colega, mais que um amigo, mais que confrade, é meu irmão. Foi meu colega no SRSA nos anos 1958/1962. Desde 2012 tenho revisado seus textos semanais:homilias e artigos. Em conjunto criamos um blog - REFLETINDO A PALAVRA - 
https://refletindo-textos-homilias.blogspot.com/ 
- que substituiu o outro blog ainda em exercício - 
do WORDPRESS - 
https://padreluizcarlos.wordpress.com/. 
Nesses dois blogs temos a oportunidade de ver todos os textos das homilias e artigos desde 2001. Ele nos deixou... por uma rápida e insidiosa doença o levou em pouco mais de 1 mês. Que posso dizer mais???? Ele deixa farto material para evangelização cumprindo a vocação missionária que um dia surgiu e em 1959 ele, no caminho do Padre Antônio Borges, inaugurou o seminário de Sacramento, vindo logo após para o Santo Afonso em Aparecida-SP. Conte sempre com minhas orações, padre amigo, assim como conto com sua bênção perene! UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU! -Antônio Ierárdi Neto
Não tinha como deixar de assistir às exéquias do padre Luiz Carlos, ele perseverou, teve as homenagens merecidas, seus confrades cantaram o Salve Regina e depois o Com Minha Mãe Estarei. Assisti a todo cerimonial, procurei no meu passado uma batina que me foi destinada, vesti-a e me integrei ao grupo redentorista entregando a Deus o corpo de nosso irmão. Alexandre Dumas 
Dumas, Padre Luiz Carlos, mais que um colega, mais que um amigo, mais que um confrade.... é nosso irmão como você disse com muita propriedade!!!! Ele deixou mais de 2.000 textos de homilias e artigos desde 2001. O último, Homilia do Domingo de Ramos, é de número 2.164! Podemos ver quando quisermos nos blogs REFLETINDO A PALAVRA - 
Recém ordenado, Padre Luiz Carlos chegou em Tietê, no Seminário Santa Teresinha. Muito jovem, sorriso aberto, alegre até nos dias feios, com muita facilidade Padre Luiz Carlos conquistou todos. Revelou-se um grande formador nos passos de Santo Afonso. Suas brincadeiras e leveza aproximavam-nos para grandes ensinamentos. Os meninos daquela casa e eu, como professora , chegávamos para desfrutar o privilégio de companhia tão leve. Momentos felizes nos uniram para que eu passasse a admirá-lo numa amizade fraterna. A vida seguiu, Padre Luiz Carlos cada vez mais dedicou-se aos estudos e à Congregação. Seguiu sua vocação e aprimorou-se na intimidade com Jesus. Nos últimos anos, em total sintonia com a UNESER, Padre Luiz Carlos enviava-nos seus textos, postados por Edivaldo Bortolleto, semanalmente. Grandes ensinamentos ali. Brilhante, Padre Luiz Carlos já deixa saudade, um vazio em nossos corações. Siga em paz , querido Padre Luiz Carlos. Há muitos no céu, de braços abertos para recebê-lo.Prof.Mali Moura - https://www.uneser.org.br/
Conheci o Padre Luiz Carlos de Oliveira numa palestra que ministrei na Vila Santo Afonso (Casa da Pedrinha). Lugar de beleza ímpar, propício para estudos, oração, descanso e convivência, localizada na cidade de Guaratinguetá (SP). A palestra seria sobre os fundamentos teológicos do sacramento do perdão (também conhecido como Sacramento da reconciliação ou penitência). Quase uma pretensão de minha parte, afinal o que um teólogo “acadêmico” poderia acrescentar a 27 padres redentoristas que trabalham há anos no santuário, atendendo e ouvindo centenas de confissões entre os peregrinos que visitam a casa da mãe semanalmente? Não nego que me sentia constrangido. E assim comecei a minha fala, fazendo uso de um trocadilho, confessando a todos o meu constrangimento e deixando claro que não era eu que deveria estra falando, mas deveria sim, ouvi-los a todos e aprender com a sua experiência. Um dos presentes era o Padre Luiz Carlos. Sentado numa das últimas poltronas do amplo e lindo salão, condescendia-me com sua atenção e vez ou outra me interpelava com alguma e sempre pertinente pergunta ou comentário. O pequeno espaço de tempo do almoço nos permitiu mais conversas particulares e sua simpatia e acolhimento me serviu em muito pra me sentir mais em casa. Mais tarde, meses talvez, fui convidado a um programa de televisão da tv Aparecida, sob a batuta do padre Ulysses e para minha surpresa o Padre Luiz Carlos dividiria o palco comigo. Mais uma vez nesta oportunidade pude perceber sua lucidez e como colocava seu conhecimento teológico a serviço de sua missão e ação pastoral. Aliás, uma característica clara do carisma Redentorista. Não é tarefa fácil unir certos temas teológicos e expô-los de maneira clara e simples. Naquele dia, o coloquei na minha serie de pessoas que admirava. Por uma triste coincidência, soube de sua morte exatamente no dia em que novamente estava em Aparecida para gravar algumas participações em outros programas da tv Aparecida. E justamente o tema que eu falaria nesse programa seria “acolhida”. Algo que experimentei pessoalmente naquele dia por este padre que, como bom discípulo de Jesus, mais que definir palavras as definia na prática e nos exemplos de ações. Mineiro do município de Sacramento (MG), Pe. Luiz Carlos desempenhou diversas atividades na Congregação: foi pároco, trabalhou na formação de seminaristas, foi mestre de noviços, trabalhou no Santuário Nacional e foi secretário provincial. Também escreveu diversos artigos, homilias e reflexões dominicais para o A12 (www.a12.com). Foi, como tantos outros padres dessa abençoada congregação, missionário comprometido com o povo, um homem que um dia, ouvindo o chamado de Jesus “Vem e segue-me, pregue o evangelho e anuncie o Reino de Deus”, fez dessas palavras a sua vida! Padre Luiz Carlos de Oliveira foi autor de vários livros. Alguns deles permito-me elencar abaixo: Santidade Redentorista, foi organizado pelo Pe. Luiz Carlos, apresenta uma biografia resumida de cada um dos santos, beatos, veneráveis e servos de Deus que pertenceram à Congregação Redentorista na qual fazia parte. Essa contribuição se destina a seminaristas, religiosos que de alguma maneira vivem e compartilham a espiritualidade Redentorista e aos leigos que possam conhecer um pouco mais da congregação fundada por Santo Afonso Maria de Ligório. Experimentar o Amor de Jesus Cristo. Uma reflexão sobre a Espiritualidade Redentorista a partir da intuição e do carisma concedido à Igreja através da Família Redentorista. Nessa perspectiva, o autor examina o cristocentrismo em Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos Redentoristas. Essa reflexão nos proporciona entender melhor o fundamento do carisma de ser “Viva Memória e Continuação de Jesus Cristo Redentor” e deste modo conhecer mais o Cristo que Santo Afonso conhecia entendendo mais profundamente a espiritualidade redentorista que tantos frutos deu para a Igreja.Prof.Sergio A.Ribaric - https://www.uneser.org.br/
Ainda em tempo. Dom Carlinhos estava lá, um palhaço maior, o maior cômico de minha época, foi professor do Luiz Carlos. Estava em uma cadeira de rodas, cabelos brancos, meu contemporâneo, meu conterrâneo, meu vizinho da Rua da Estação. Quando foi para o noviciado, deixou-me uma mensagem :- " Avante, aparecidense, te espero no estudantado. Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Dumas, permita-me completar.... a Homilia realizada pelo Padre Anísio Tavares foi ótima.... Ele trouxe a real ideia sobre a personalidade do Padre Luiz Carlos...Segundo ele, e aí incluo Dom Carlinhos, a Província fica em falta por não criar a faculdade do humor...ambos, Dom Carlinhos e Pe.Luiz Carlos seriam mestres! Sobre o Pe.Luiz Carlos...incluía sempre nos seus textos uma pitada de humor:"-Isso é para o povo melhor entender e participar!" dizia ele. Quando via Dom Brandes, brincava! Quando em seguida via a senhora da faxina, brincava também. Um pensamento salutar do Pe.Anísio: "O Redentor disse, eu o dei a vocês e hoje o levo de volta!" Isso nos emociona sempre e traz-nos bons exemplos! Para finalizar, ele dizia que o Concílio Vaticano II desconstruíra muita coisa que ainda não se recuperou!!!Era o nosso tempo!!!!E o tempo de agora! Antônio Ierárdi Neto
Padre Luiz Carlos de Oliveira CSsR, fazia piada até onde não se podia conversar. Chacoalhou a Roseira, nos escritos, falas e atitudes. No Céu vai levar boas risadas e dizer que tem uma fila pra subir. Mas, santos! “Eu era um dos 10 contos do Rosário, dizia Padre Antônio Borges de Souza, C.Ss.R., na primeira turma do Seminário Santíssimo Redentor em Sacramento-MG, ali na Rua Rosa da Mata. Certamente minha mãe e avó rezaram muito , pois o único que ficou padre, eu que estava indo para outra Congregação religiosa e “fui laçado” e convencido”. Disse também: “vocês da UNESER precisam levantar a bunda da cadeira e agir imediatamente , pois receberam formação condizente para agregar todos os ex-religiosos e ex-seminaristas, garantindo a eles , a capacitação permanente de catequese mesmo e me coloco à disposição para ajudar vocês a dialogarem com a Congregação Redentorista para garantirem o espaço de leigos que trazem a mística de Santo Afonso “. Muito bem, dessas falas, Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R., falecido dia 30 de abril de 2022, aqui o testemunho da caminhada vocacional sua e o chamado a viver a fé e espiritualidade a partir da mística redentorista aos que passaram por formações seminarísticas sermos testemunhas do Redentor onde estivermos. Entristecidos com a morte desse religioso, amigo, estudioso de liturgia, referência positiva na Igreja Católica, exigia de todos e dizia: “vá estudar e deixe de pensar e falar besteira sobre a fé que professa”. A UNESER agradece seu apoio quando esteve no retiro no Pico do Jaraguá em São Paulo SP, ali sinalizando o caminho na mística redentorista . Agradece, também, sua presença nos encontros, seu estímulo na criação e ajuda para o livro “Histórias e Memórias do Seminário Santíssimo Redentor em Sacramento-MG, Olhares dos que ali passaram” e por fim , nos revelou seu sonho de ver reaberto aquele seminário e os Redentoristas assumirem novamente a paróquia local quando o Venerável Padre Vitor Coelho de Almeida, C.Ss.R. ficar santo. Não deu tempo de ver esse sonho, mas provocou e deixou legados onde quem ouviu os testemunhos de familiares e amigos, também representantes da UNESER, na missa das exéquias na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em São Paulo, SP, entenderam que Padre Luiz mostrou o caminho e agora cabe-nos compreender “seus puxões de orelhas” e na terra sermos melhores. Deus seja louvado e no Céu, ore por nós. Prof. Vicente de Paula Alves. Missionário Leigo da UNESER.- https://www.uneser.org.br/
Quando entramos para o seminário, a proximidade da figura do padre em nosso dia a dia era para nós, pequenas e obedientes pessoinhas, um misto de dupla autoridade . A figura austera e distante, uma referência ímpar que desde pequenos no seio de nossas famílias, aprendemos a ouvir quietos, não contrapor e seguir regiamente suas palavras. No seminário, a convivência diária dentro dos rígidos horários pré-determinados e na descontração das atividades diversas, à essa figura idolatrada, somou-se àquele que também agora seria para todos nós, como um Pai, que também estava ali para cuidar de cada um nos preparando para assumirmos com esmero e determinação esta nova opção de vida escolhida, nos conduzindo para a cada dia amadurecer e esclarecer nosso caminhos. Por Tietê passaram pelo Seminário Menor padres formadores que deixaram em cada um de nós marcas profundas e positivas em nossa formação religiosa, humana e pessoal. Souberam também plantar em cada coração o carisma afonsiano que vive em cada um dos ex-seminaristas redentoristas. Cada um deles, com personalidades e características específicas, enriqueceram nossa formação. Jamais se permitiram uma convivência distante com seus formandos que dificultasse o relacionamento. Com paciência e determinação exerciam sua vocação de formadores com maestria. Padre Marcos Mooser, um alemão sisudo, de poucas palavras, mas sempre receptivo. Padre Libardi, de fácil convivência, um italiano de sangue quente envolto em um coração que a todos abraçava com responsabilidade e carinho para com seus meninos. Padre Escudeiro, o homem para todas as soluções práticas do dia a dia. Padre Paschotte, sempre o mediador que gostava da convivência calma e objetiva. Padre Frasson, comedido no falar e ouvi-lo era ser sábio pois suas palavras eram de importância vital. Padre Brandolize, o homem do sorriso fácil e permanente que falava no seu ouvido como se cada sílaba tinha para você importância que não deveria ser desconsiderada. Tantos passaram e eu estou apenas atendo-me aos de minha convivência pessoal. É também justo citar outros formadores de outras casas de formação cuja convivência sabida também foi e é de igual importância e relevância para todos aqueles que estiveram sob a influência formadora desses homens de Deus. Como não lembrar do Padre Silva, Padre Pelaquim, Padre Négri, Padre Pacheco, Padre Vanin, Padre Scudeler e, se voltarmos mais no tempo, a lista se agiganta e nossas lembranças se avolumam. 
Essa semana, porém, a tristeza tomou conta de todos nós, ex-seminaristas que em Tietê conviveram com o já saudoso Padre Luiz Carlos. Cada formador, como bem sabemos, tinha suas características pessoais distintas e a contribuição de cada um era fator preponderante cuja soma positiva e rica exerceu forte influência em nossa formação. É incontestável que a postura do Padre Luiz Carlos o distinguia de todos. Sem alarde, sem trazer para si atenção mais do que a devida, mas com humildade, com a conhecida calma “à la mineira”, com humor sadio e sempre presente, as vezes desconcertante que derrubava o mais sisudo espectador. Padre Luiz Carlos era de uma clareza de opinião, de uma assertividade ímpar. E podem considerar esta sua qualidade em toda sua extensão e significado. Sim, ele se expunha, se expressava de maneira direta, clara, honesta e sempre apropriado ao ambiente, sem violar direitos alheios. Suas “tiradas” sagazes na verdade, eram conceitos próprios jogados em uma seara por ele mesmo cultivada que, descontraidamente ele bem direcionava para onde queria, com graça, leveza e sabedor de seus objetivos. Só assim para entender um ser que, enquanto um homem que vivia com descontração por onde passava, era o mesmo que com dedicação e inteligência aguçada produziu obras fantásticas e reconhecidas, reflexões que viajaram levando aos quatros cantos a história da CSSR, o pensar mais apurado da religiosidade e da espiritualidade. Um exegeta que não se permitiu esconder-se atrás de um manto egocêntrico que maculasse seu berço humilde e puro. Penso que Padre Luiz Carlos se alimentava de sua sempre sadia, rica e descontraída convivência com todos que o circundavam, para então construir suas reflexões, suas profundas homílias tendo sempre o afeto humano como foco de seus temas. Se triste estamos agradecidos também devemos estar, pelo privilégio a nós concedido pela convivência terrena com este ser iluminado. Mineiro sacramentado, Padre virtuoso, homem de fé inabalável, mente sã, de fácil e alegre convivência, mas antes de tudo, sempre um companheiro que com maestria e bondade lhe “roubava” um sorriso seja em que circunstância fosse, pois seu espírito atento e perspicaz, não deixava nada no vazio. Só existe uma palavra em nosso alfabeto que resume este ser que por ora nos deixou: Padre Luiz Carlos, um amigo RIP (Requiescat in Pace). Prof. Antônio Galvão dos Santos Ivo. Coordenador do ERESER TIETÊ.-https://www.uneser.org.br/um-amigo-por-antonio-galvao/
FALECEU O LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA, CSSR Parece mais uma brincadeira dele: a notícia, o Pe. Luiz Carlos faleceu na madrugada de 30 de abril de 2022. Seu jeito brincalhão permanecerá na lembrança, e já me dei ao trabalho de checar que não estou sozinho nessa, mas vi outras pessoas afirmarem inúmeras coisas. Era humano, alegre, atencioso, cuidador, detalhista, observador, dedicado. Um tipo de gente especial, ímpar. Algumas características dele eu as guardo com saudades. Vi o Pe. Luiz Carlos de Oliveira, pela primeira vez, na Basílica Nova de Aparecida, quando eu ainda era um menino romeiro, lá na capela de preparação para as confissões, na década de 1970. Ele era padre novo, jovem de tudo, mas chamou a minha atenção o seu jeito, cara de criança, ao dirigir-se aos romeiros: alegre, educado, atencioso. Demonstrava ser um homem manso, humilde, e estava ali bem próximo das pessoas para ajudar, para acolher a todos, para ensinar alguma coisa que ele sabia. O Pe. Luiz Carlos transmitia algo diferente. Eu achei isso naquela ocasião. Durante a minha formação no seminário, e depois, sendo sacerdote, pude conhecer, conviver, aprender e trabalhar com o Pe. Luiz Carlos de Oliveira. Através das suas brincadeiras, piadas, além das risadas que provocava, ele me ensinou muito. Falou muitas coisas sérias por meio de brincadeiras. Sua inteligência, cultura, sensibilidade e ternura faziam a gente se sentir à vontade na convivência com ele. Suas aulas, cursos, retiros, homilias; seus escritos acerca da Espiritualidade Redentorista, tudo muito profundo e esclarecedor que guardarei no coração. Demonstrava amor e admiração pelas 'coisas' Redentoristas. Além de transmitir o que sabia, incentivava a todos a estudar e conhecer Santo Afonso e tudo o que está relacionado à Congregação Redentorista. Recordo-me do lançamento do livro SEGUIR O REDENTOR, um dos oradores, seu amigo Antônio Bicarato (já falecido) categorizou: "Escrever, publicar um livro, é somente para aqueles que têm algo para contar, para partilhar. O Pe. Luiz Carlos faz parte desse rol, tem muito a nos dizer, tem muito a nos ensinar, tem muita riqueza para partilhar conosco". Ele não estereotipava a figura do padre nem do professor severo, mas a do amigo que está ali presente a transmitir confiança, proximidade e alegria. Quando o Pe. Luiz Carlos trabalhava na Paróquia São Pedro, em Garça, SP, e foi à Pedrinha para pregar o retiro semestral para os seminaristas do Santo Afonso, foi uma riqueza para nós aquela experiência, repleta de criatividade, de conteúdos pastorais e conhecimento da Espiritualidade Redentorista. Pudemos em outras ocasiões ainda aproveitar da sua sabedoria, pelos cursos sobre liturgia, sobre a Congregação Redentorista, a Espiritualidade etc. Mas, a característica dele era o bom humor com que apresentava os conteúdos. Com certeza, muitos obstáculos foram superados, e até escrúpulos foram vencidos, porque o Pe. Luiz Carlos, através do humor, transmitia leveza às pessoas e foi um instrumento da misericórdia, da mansidão, da alegria de Jesus Redentor. A dedicação à missão, a consciência do continuar a Jesus Cristo Redentor, moveu o coração do Pe. Luiz Carlos de Oliveira para assumir várias tarefas na Congregação Redentorista. Formador, Mestre no Noviciado, Missionário em Angola, em época de guerra naquele país, diretor dos estudantes da Congregação em Roma, especialização nos estudos, membro do Governo Provincial de São Paulo. Exerceu atividades burocráticas e pastorais, mas o bom humor foi permanente e característico em seu modo de ser. A admiração que cultivava pelo seu pai, o Sr. Batista, que residia em Sacramento, MG, como também o carinho manifestado aos membros da sua família de sangue, não foi menos percebido em relação aos Redentoristas e à Igreja, Povo de Deus. Pe. Luiz Carlos de Oliveira, um presente que temos recebido e hoje cabe-nos a difícil tarefa de entregar como oferta agradável a Deus, a sua vida, a sua pessoa tão cheia de graça que nos fez muitas vezes rir. Com ironia, dizemos que estamos alegres, porque nos despedimos de você, Luiz Carlos. Vai com Deus!Padre Luís Rodrigues Batista 
Que importante testemunho, caro Padre Luís Rodrigues Batista! Importante porque vem de alguém que conviveu com o Padre Luiz Carlos, acompanhando seus passos como superior maior, provincial dos redentoristas em São Paulo! Padre Luiz Carlos esteve comigo no Seminário Santo Afonso, em Aparecida-SP. Ele estava dois anos atrás em 1962, tendo acabado de chegar do Pré-Seminário de Sacramento, onde, pelas mãos do nosso estimado e saudoso Padre Borges, foi aquele garoto de 11 anos, primeiro a inaugurar a Casa recém construída que abria as portas para os vocacionados da Congregação Redentorista naquela cidade. Meu contato com ele era por meio de e-mail, por onde conversávamos sobre os acontecimentos na Congregação... Mantive-me, dessa forma, participante dessa Casa, que um dia me recebeu, e assim tive a oportunidade de seguir na missão, ainda que egresso do SRSA. Caro padre Luís Batista, como mencionei quando do passamento, o Padre Luiz Carlos, sobre amigo, sobre colega, sobre confrade, era meu irmão! E trago agora um pensamento em que deposito muita fé: UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU!Antônio Ierárdi Neto
Ontem, logo cedo, o Galvão, amigo sempre presente, me ligou às oito horas : ” Você já está sabendo?” O que? “O padre Luiz Carlos morreu esta madrugada!” Eu já sabia da doença dele! Da gravidade da doença! Não sabia da velocidade com que Deus lhe pouparia sofrimentos! Foguinho e eu acertamos visitá-lo segunda feira, dia 2, no hospital! Liguei incontinente para o Foguinho: ” Irmão, segunda não vamos ao hospital !” ” Por que?” “Padre Luiz Carlos morreu!” Serenamente, sem perder o bom humor. Ele sabia do galardão que lhe estava preparado, pra que sofrer! Fiquei me lembrando de quando nos encontramos: 1961 , ele recém chegado de Sacramento, eu vindo da Pedrinha! Ele dedicadissimo aos estudos, eu fazendo pro gasto! Ficamos amigos para sempre! Ao longo dos últimos 60 anos fomos nos encontrando. Não acompanhei sua vida sacerdotal. Eu, certo de que não tinha vocação, deixei o seminário! Ele ficou firme e forte! Era um gozador da minha desafinação inata: Nunca, cantando, distingui dó de ré…ele ria… Não me doía, eu sabia que não tinha esse dom! Um dia, em Aparecida, uma senhora, amiga do seminário, completou 50 anos de casamento: padre Zompero tomou alguns de nós e fomos rezar o terço com ela ! Ao final ela apresentou nos uma terrina de “bolinhos de chuva “…Ele hipnotizado repetiu várias vezes ” Bolinho “… Pronto, pra irrita-lo,apelidei-o Luiz Carlos Bolinho! Mas o apelido não colou! Há 4 anos, retiro anual da UNESER convidamo-lo para ser o pregador! Aceitou de pronto! O retiro aconteceu na Casa das Irmãs Japonesas, no Jaraguá em São Paulo. Pediu me carona. Fui buscá-lo na casa de uma irmã, na Lapa. A irmã reclamou : Ele fala palavrão! Ele rindo… A Marisa quis sentar no banco traseiro, oferecendo-lhe o lugar da frente: Cheio de humor retrucou que estaria mais confortável no banco de trás! Foi um retiro inesquecível! Ele mostrou-se amigo constante e incentivador da UNESER. Deu nos um conselho: “Além dos ex-seminaristas, procurem os ex-padres, eles têm muito a ajudar!”. Agora, Luiz Carlos, Padre Luiz Carlos, levou seu bom humor aos céus, eles que o recebam com ” Bolinhos de Chuva ” muitos bolinhos! Prof. Antonio Thozzi. Escritor e enólogo.