quinta-feira, 8 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. AUGUSTO CHERUBINI CSsR

 PE. AUGUSTO CHERUBINI CSsR

*7 DE AGOSTO DE 1918

+8 DE OUTUBRO DE 1961 
Um ótimo confrade, que muito prometia pela sua piedade e dedicação ao trabalho. Mas foi outra a vontade de Deus. Pe. Cherubini nasceu a 7 de agosto de1918, em São José do Rio Preto. A seu respeito o Diretor do Juvenato escreveu: “Muito ajuizado, calmo, consciencioso, caridoso, alegre, piedoso, humilde, dando em tudo ótimo exemplo; é um juvenista exemplar”. Professando a 2 de fevereiro de 1939, foi ordenado a 6 de janeiro de 1944. Durante um ano foi professor no Pré- Juvenato de Goiás, trabalhando, depois, durante dois anos, como auxiliar na Basílica. De resto, sua vida foi toda no Juvenato de Aparecida, como lente de Matemática, Física, Química e Mineralogia. Sempre dedicado às suas matérias sabia ser alegre e compreensivo com seus alunos. Qualquer favor que lhe pedissem, era, para ele, uma responsabilidade que levava a sério. Uma compra a fazer, um relógio ou rádio para consertar e semelhantes, eram pedidos freqüentes que lhe faziam, e que ele não esquecia, nem deixava para depois. Alegre nas horas alegres, aplicado ao estudo, consciencioso no cumprimento de seus deveres, era homem de vida interior, e de uma piedade sólida. Quando operado, na última doença, alguém lhe revelou que se tratava de câncer. Aceitou a sentença com toda calma, e, com muita naturalidade, respondeu: “Seja feita a vontade de Deus”. Recolheu-se, então, para viver seus últimos dias em oração, esperando que a morte chegasse. E esta não demorou. A 8 de outubro de 1961, no Hospital da Penha, Pe. Cherubini trocou esta vida por outra, infinitamente melhor. Tinha apenas 43 anos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

MINHA NOTA: Saudoso Padre Cherubini! Meu inesquecível professor de álgebra, física e química. No SRSA, aquele cantinho oposto à clausura era todo dele. O famoso laboratório! Lembro-me um dia que estávamos muito preocupados com os exames de matérias como a álgebra e o grego. Estávamos nervosos!!! Padre Cherubini, em seu laboratório, mostrou-nos como nos tranquilizarmos: Trouxe-nos um pedaço de arame e pediu que fizéssemos uma corrente em mãos dadas. Éramos 10 alunos. O último da fila deveria tirar os sapatos. O primeiro recebeu aquele pedaço de arame e o colocou na tomada. De repente, nós todos estávamos sentindo suaves choques elétricos.Nossas tensões diminuíam! Padre Cherubini, como já lembra o seu sobrenome: ESTEJA ETERNAMENTE COM OS ANJOS DO SENHOR! Antonio Ierárdi Neto-Tampinha
Meu professor de matemática, substituiu o Padre Campos. Abner(+)
Também foi meu professor de álgebra, trigonometria, química e física....no outro lado do corredor da clausura dos padres.....lembra?Ierardi 
Ele foi o professor dessas matérias até o fim do meu curso.Abner(+)
Vivo, só o vi uma vez. Foi à Pedrinha buscar pedras no Ribeirão para montar um filtro enorme para a piscina. Morreu antes de concluí-lo. Fomos de caminhão para Aparecida assistIr a Missa de Requien e acompanhar seu enterro em 1961.Sebastian Baldi
Padre Cherubini , talvez não acreditasse em mim, certa feita, após seu afastamento do seminário para tratamento de saúde, nos visitando, ao deparar comigo, dirigiu-me estas palavras :- Você ainda está aqui ?- Foi um banho de água fria, eu resisti, continuei até onde minhas forças permitiram, saí não por ele, mas pelas circunstâncias da trajetória na minha frustada vocação.Alexandre Dumas

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. BALTAZAR (JOÃO DESS) CSsR e IR. JOÃO DE DEUS (LÁZARO PAPA) CSsR

 IR. BALTAZAR (JOÃO DESS) CSsR

+8 de OUTUBRO 1958 
Era de Holzheim (Alemanha) e nasceu a 10 de dezembro de 1887. Professou na C.Ss.R. em 1909, vindo para o Brasil em 1913. Trabalhou sempre nas casas de São Paulo: cozinheiro em Aparecida e no Jardim Paulistano, sacristão e porteiro em São João da Boa Vista, e finalmente jardineiro em Pinda. Sempre recolhido, embora não fosse de muita saúde, procurava ocupar-se onde era necessário, como homem dos sete instrumentos. Em Aparecida era conhecido como cozinheiro de alta classe; e a cerveja que fabricava para “uso interno” foi sempre elogiada, não só pelos confrades, mas também pelos hóspedes que não a dispensavam. Muito cuidadoso como sacristão, era também entendido em eletricidade e mecânica: que o digam os sinos de Aparecida, dos quais cuidou durante algum tempo. Estava ele como auxiliar em Pinda, quando começou a adoecer, precisando então ser transferido para a Penha. Já com quase setenta anos, sua saúde não reagiu mais. E Deus o chamou a 8 de outubro de 1958, sendo sepultado na Penha. 
IR. JOÃO DE DEUS (LÁZARO PAPA) CSsR
+8 de OUTUBRO 1966 
Ele não era de Deus apenas de nome: era-o de fato, pela sua piedade sincera e grande amor ao trabalho. Um legitimo tieteense, filho de pais italianos, do Bairro de São João. Em 1959 recebeu o hábito na C.Ss.R. fazendo seus votos perpétuos em 1966. Em 1965 estava no S.R.S.A. trabalhando como roupeiro e hortelão. Lidando freqüentemente com herbicidas, por ignorância, ou por não acreditar muito no perigo, respirava veneno ao pulverizar as verduras. Resultado: os herbicidas acabaram afetando-lhe o cérebro. Tratou-se na Penha, mas sem resultado. A 8 de outubro estava ele no Potim, a título de repouso, e já sob uma certa vigilância. À tarde desse dia, sem que os confrades notassem, saiu de casa caminhando pela estrada de Guaratinguetá. Chovendo torrencialmente, não se sabe se o Irmão quis atravessar um ribeirão, ou caiu na correnteza. Procurado à noite toda, e nos dias seguintes, ninguém o encontrou; até que, às 9 horas do dia 11, seu corpo foi encontrado no Paraíba. Identificado pelo número da roupa, foi sepultado no dia seguinte em Aparecida.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. IBANEZ ALVES COELHO DE CAMARGO CSsR

PE. IBANEZ ALVES COELHO DE CAMARGO CSsR 
(*)13 DE MAIO 1919 
(✝︎)07 DE OUTUBRO 2000 
Nasceu em Silvânia, municio de Matão SP, em 13 de maio de 1919 Foram seus pais: José Custódio Alves de Camargo Filho e Odete Coelho de Camargo. Foi batizado em 14 de novembro de 1919, em Aparecida . Entrou para o Pré Seminário de Pindamonhangaba SP, em 15.04.1931, passando para o Seminário S.Afonso de Aparecida, em janeiro de 1932. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba SP, em 1938, onde fez a Profissão Religiosa na CSSR, em 02.02.1939. O Seminário Maior foi feito em Tietê no Seminário de Santa Teresinha, de 1939 a 1944. Fez a Profissão Perpétua em 02.02.1943, em Tietê SP. Foi Ordenado Sacerdote, na Penha, em S.Paulo SP, em 06.01.1944, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP. Celebrou sua primeira Missa Solene em Araraquara, em 09.01.1944. Em janeiro de 1945, deixou o Seminário Maior, iniciando sua vida apostólica, como Vigário Cooperador na Basílica de Aparecida. Ao mesmo tempo era professor no Seminário S.Afonso. Em 1946 foi Vigário Cooperador na Penha, em S.Paulo SP. Em 1947 voltou para Aparecida. Em 1948 foi Vigário Cooperador em nossa Paróquia de Campinas, em Goiânia. No 1º semestre de 1949, em S.João da Boa Vista, fez o 2º Noviciado preparando-se para as Missões Populares. Terminado o 2º Noviciado, foi transferido para Araraquara, como missionário, começando sua longa vida de missionário. Em 1954, foi transferido para Cachoeira do Sul RS, no apostolado das Missões. Em 1959, foi nomeado Superior da Comunidade e Vigário da Paróquia de S.Antonio, em Cachoeira do Sul RS. Terminado seu Superiorado, em janeiro de 1962, foi transferido para Araraquara. Em junho de 1962 foi transferido para a Penha, para trabalhar na Paróquia, tornando-se Pároco da Penha e Superior da Comunidade, em 1963 e 1964. Em 1965 foi transferido para Araraquara, como missionário. Daí em diante foi missionário, morando em S.João da Boa Vista (1967 a 1976), Araraquara (1977 a 1979), Tietê(1980 a 1985). Em 1985 voltou para Araraquara, onde morou até seu falecimento. Em 02.02.1989 celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa. Em 06.01.1994, celebrou seu Jubileu de Ouro de Sacerdócio. Sempre foi um confrade muito alegre e brincalhão, amigo de uma boa prosa e de uma piada. Nos últimos tempos, por, sua saúde já não estava muito boa. Teve de tirar um rim. Tinha também problemas cardíacos. Dia 02.02.1999 celebrou seus 60 anos de Profissão Religiosa. Sentindo-se mal, na manhã de 07 de outubro de 2000, foi levado para o Pronto Socorro, onde faleceu. Causa da morte: embolia pulmonar. A missa de corpo presente foi às 15 horas, em nossa Igreja provisória de Araraquara. Foi sepultado no mesmo dia, em Araraquara, no túmulo da Congregação. 
CERESP 
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 6 de outubro de 2026

O Sequestro do Menino Jesus

Crônica sobre fé, esperteza e 
o inquebrável humor do povo brasileiro 
No interior do Brasil, onde a fé anda de chapéu de palha e o milagre veste sandália, há tradições que beiram o inacreditável. 
Mas nada — absolutamente nada — prepara o cronista para o dia em que alguém decidiu “sequestrar” o Menino Jesus. 
Há no interior desse Brasilzão — mundo velho, porteira aberta, chão de poeira e coração escancarado — uma infinidade de tradições, simpatias e manias que só a sabedoria popular é capaz de explicar. 
Ou melhor: nem explicar explica, apenas aceita. 
É o tipo de coisa que se transmite por gerações, de avó pra neta, de comadre pra vizinha, misturando fé, poesia e um certo jeitinho de conversar com o divino. 
Tem de tudo. 
Tem gente que, pra casar, põe Santo Antônio de cabeça pra baixo, planta o coitado num vaso de arroz, de feijão, até o santo se render. 
Outros, quando a criança está com sapinho, pegam a chave do sacrário e encostam na boquinha, num ritual antigo, cheio derezas baixas e olhares esperançosos. 
É o Brasil profundo, onde o milagre anda de chinelo e a fé dorme na rede. 
Mas confesso: já vi muita coisa nessa estrada da vida e nunca, nunca mesmo, tinha ouvido falar em sequestrar o Menino Jesus. 
Sequestrar! 
Veja o ponto a que chegou a criatividade do povo de Deus.
Lembrei de um episódio em Mogi das Cruzes, quando, por um capricho do destino — e umas taças de vinho a mais — alguém resolveu “emprestar” a bandeira do Divino Espírito Santo, em pleno império da festa!
Aquilo foi um rebuliço só. 
Corre-corre, promessas, rezas, e a bandeira apareceu três dias depois, enrolada num lençol de linho, como se fosse relíquia sagrada. 
Mas, tudo bem, bandeira é bandeira.
Agora… sumir com o Menino Jesus de Praga, essa foi inédita.
Dois mil anos de cristandade — vá lá, dois mil e poucos pra arredondar — e eu nunca ouvi história igual. 
Já esconderam imagem de santo, já trocaram manto de Nossa Senhora, já levaram cálice de missa. 
Mas tirar o Menino Jesus do altar e sumir com Ele? 
Aí já é demais até pra imaginação de beata. 
Fiquei pensando: será que foi por devoção? Por promessa?
Ou será que o sequestrador(a) andava precisando de um milagre mais urgente, desses que não podem esperar a fila das intenções? 
Porque, convenhamos, o Menino Jesus de Praga é milagreiro.
Resolve causa impossível, cura desenganado, abre caminho onde não há trilha. 
Talvez tenha sido isso: uma alma aflita, com pressa de céu, resolveu trazê-lo pra mais perto. 
E é assim, nesse Brasil de fé inventiva e esperança teimosa, que as histórias nascem e viram tradição. 
Hoje é o sequestro do Menino Jesus; amanhã pode ser o desaparecimento do sino da matriz ou o sumiço do terço da madrinha.
O importante é que, no fim, tudo volta ao lugar. 
Porque a fé — essa sim — ninguém sequestra!
PEDRO LUIZ DIAS

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

12 DE OUTUBRO É FESTA

Tanta gente em Aparecida, tanta festa no Brasil. 
E fico a pensar como posso fazer festa em louvor de Maria de Jesus Aparecida, que todos amamos. 
Lembrei-me do canto que Lucas teceu com tons colhidos da Bíblia antiga. 
E ali vejo que todos haverão de dizer que Maria é feliz, é a feliz, porque Deus olhou para ela, tão pequena. 
E a amou e fez mãe de seu Filho e de todos nós. 
É feliz porque a amamos e porque tantos filhos lhe deu o Senhor. 
Imagino que hoje se sinta um pouquinho mais feliz ao ver que tantos filhos e filhas se alegram com sua felicidade. 
Quem sabe hoje nos alegrando com ela recuperemos a alegria, a que Deus quer para nós, mesmo no meio das dificuldades da vida. 
Apesar de tudo na paz.

domingo, 4 de outubro de 2026

ORAÇÃO PELA PÁTRIA

Tenho certeza que hoje Maria Apareci-da, nossa Senhora, olhará com o maior carinho para nosso Brasil. 
E pedirá que Deus lhe conceda alguns favores. 
Um Legislativo voltado apenas para o bem do povo, sem interesses próprios, justo e transparente. 
Um Judiciário justo, livre, atento ao direito de todos, em especial dos pequenos. 
Um Executivo responsável, sábio e prudente, preocupado só com o bem de nosso povo. 
"Maria Aparecida, Senhora nossa, será pedir demais a vós que conheceis tanto nossa vida? 
Vede, temos tantos sonhos e não desanimamos. 
Pedi para nós a paz, a verdade; e que não haja oprimidos, nem opressores, violentos, gananciosos; nem ricos demais nem pobres demais.
Ajudai-nos a ser apenas irmãs e irmãos. 
Só isso."

sábado, 3 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JOSÉ BERTANHA CSsR

PADRE JOSÉ BERTANHA CSsR.
(*)24 DE MARÇO DE 1940
(✝︎)03 DE OUTUBRO DE 2025
Com profundo pesar, a Província Nossa Senhora Aparecida comunica o falecimento do missionário redentorista Padre José Bertanha, C.Ss.R. 
Residente na Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista (SP), Pe. Bertanha voltou para a Casa do Pai na madrugada desta sexta-feira (03). 
Que o Santíssimo Redentor o acolha em Sua misericórdia e lhe conceda o prêmio da vida eterna, por ter perseverado fielmente na vinha do Senhor, anunciando a Copiosa Redenção. 
As informações sobre o velório e o sepultamento serão comunicadas posteriormente.
03 DE OUTUBRO DE 2025
O Missionário Redentorista Pe. José Bertagna fez sua páscoa definitiva na madrugada desta sexta-feira, 3 de outubro, em São Paulo. Em nota, a Província Nossa Senhora Aparecida informou que o sacerdote foi diagnosticado com câncer no fígado em março de 2025. Desde então, ele realizava tratamento no Hospital Samaritano, na capital paulista, onde veio a falecer. O velório será realizado a partir das 10h30 desta sexta-feira, na Igreja Santa Teresinha, em Tietê. A missa de corpo presente será realizada na mesma igreja, às 15h30, seguida do sepultamento. 
Biografia 
José Bertagna nasceu no dia 24 de março de 1940, em Cerquilho (SP). Seus pais chamavam-se Ângelo Bertagna e Herminia Bette e tiveram 10 filhos. José Bertagna é o sétimo entre os irmãos. Foi batizado no dia 25 de agosto do mesmo ano, e crismado no dia 10 de maio de 1944, na Igreja Matriz São José, em sua cidade natal. Ingressou no Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no ano de 1951, e permaneceu lá até 1958, cursando a primeira etapa dos estudos. 
Fez o noviciado em Pindamonhangaba (SP), no ano de 1959, e professou os Votos Religiosos temporários na Congregação do Santíssimo Redentor, no dia 2 de fevereiro de 1960, na Basílica Histórica de Aparecida. Cursou filosofia de 1960 a 1962, e quatro anos de teologia de 1963 a 1966, ambos os cursos no Seminário Santa Teresinha, em Tietê. Perpetuou os Votos Religiosos na Congregação Redentorista, no dia 2 de fevereiro de 1963, na Igreja Santa Teresinha. Foi ordenado diácono no dia 31 de outubro de 1965, por Dom José Melhado Campos, bispo auxiliar de Sorocaba; e sacerdote no dia 27 de dezembro de 1965, pelas mãos de Dom José Carlos de Aguirre – bispo de Sorocaba, também na Igreja Santa Teresinha. Pe. José Bertagna iniciou o seu apostolado missionário no atendimento aos romeiros, residindo na Comunidade Pe. Gebardo, em Aparecida, em 1967. Durante os anos de 1968 e 1969, residiu em Garça (SP), como vigário da Paróquia São Pedro. Retornou para a Comunidade Pe. Gebardo, atuando na Basílica Histórica, no atendimento aos romeiros de 1970 a 1974. Fez o segundo noviciado preparando-se para as Santas Missões em 1975, na Comunidade do antigo Seminário São Geraldo, no Potim (SP). Atuou nas Santas Missões compondo a Equipe Missionária de Tietê, nos anos 1976 e 1977. De 1978 a 1982, foi transferido para Aparecida, com a incumbência de atuar na Editora Santuário e nos finais de semana colaborar com a pastoral do Santuário, residindo na Comunidade Pe. Gebardo. Entre 1983 e 1999, compôs a equipe de confessores do Santuário Nacional, e residiu na Comunidade do Convento Novo. Pe. José Bertagna, homem sereno, discreto, organizado e apaixonado por história foi convidado a ser secretário e arquivista provincial, cargo que assumiu com zelo e competência entre 2000 e 2014. Nesse tempo, residiu na Comunidade do Jardim Paulistano e exerceu a função de vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Em São João da Boa Vista (SP), cooperou como vigário paroquial de 2015 a 2017. Em 2018, voltou para o Santuário Nacional, no acolhimento aos peregrinos. Foi transferido para a Comunidade Santa Cruz para ajudar na pastoral da Igreja e lá permaneceu de 2019 a 2021. 
Ele tinha um carinho imenso pela Comunidade de São João da Boa vista e pelos paroquianos. Por isso, voltou a residir nessa Comunidade, em 2022, e permaneceu até março de 2025, quando a sua saúde começou a dar sinais de que havia algum problema. Em São Paulo, deu início aos exames e foi diagnosticado câncer no fígado, e prosseguiu o seu tratamento no Hospital Samaritano. Não resistindo a doença, despediu-se deste mundo selando seus olhos para sempre na madrugada do dia 3 de outubro de 2025. Deus agraciou esse seu servo que perseverou até o último dia na vocação, vivendo 85 anos de vida, 65 anos de consagração religiosa e 59 anos de sacerdócio. Das mãos de Cristo, cremos que receberá o prêmio da vida eterna, “Comigo irá cear, o Pão da Vida ter quem até o fim fiel permanecer”! “Que sua face, para a qual se apagou a luz deste mundo, seja para sempre iluminada pela verdadeira luz, que tem em ti a fonte inesgotável. Que tua face, que perscrutou as tuas vias para mostrá-las à Igreja, veja agora a face paterna”. Que o Senhor da Vida, conceda-lhe o descanso eterno, e a luz perpétua o ilumine! Descanse na paz do teu Senhor! Amém. 
Fonte: Secretaria da Província Nossa Senhora Aparecida
Convivemos por cinco anos, faz parte do grupo que perseverou, nunca mais nos vimos, mas acompanhei sua trajetória. Descanse em paz, Bertanha !Alexandre Dumas Pasin de Menezes 
Descanse em paz Bertagna!José Morelli
Nossos sentimentos. Descanse em paz Bertagna.Nelson Félix Vianna Costa
Parece que a família é de Passos MG, sim? João De Deus Rezende
João De Deus Rezende Costa, não. A família dele é de Cerquilho, vizinha de Tietê. Ele estudou no Seminário Santa Terezinha de Tietê.Diva Maria Hernandes
Amigas & amigos: Ainda uma palavra de reconhecimento, na Páscoa do Confrade Padre José Bertagna, deste leigo que guarda as melhores recordações. O projeto de viagem de final de ano da nossa Turma incluía a necessidade de “batalhar uns trocados” para viabilizar o passeio. Foi então que surgiu a oportunidade de encenar a peça O Cavalinho Azul, inspirada no livro de Ruth Rocha e adaptada pelo Padre J. R. Escudeiro. A cidade escolhida foi Garça, em São Paulo. Ali, fomos recebidos com imensa fraternidade pelo Padre José Bertagna e pelas Irmãs que, com dedicação e generosidade, cuidaram da divulgação, da venda dos ingressos e também da hospedagem dos jovens atores. O acolhimento foi tão marcante quanto o aprendizado que a experiência nos proporcionou: percebemos que o carinho da comunidade é sempre reflexo da alma de quem a conduz e cuida. No caso do Padre Bertagna, esse cuidado não se limitava ao zelo humano e comunitário, mas também se irradiava em sua dimensão espiritual, deixando marcas profundas de fé, esperança e generosidade em todos nós. Foi graças a essa união de esforços e à hospitalidade sincera que nossa viagem se tornou possível, transformando-se em um momento de amizade, aprendizado e crescimento coletivo. Hoje, ao recordar sua Páscoa, trago viva a lembrança desse gesto que uniu juventude, cultura e espiritualidade sob a luz do seu testemunho.Pedro Luiz Dias
Que ele volte para a casa do Pai e seja recebido com alegria!Jonival Côrtes

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Eliminada a causa, cessa o efeito.

 
Uma reflexão sobre comunhão, percepção pública e diálogo institucional na Igreja
Ao examinar o amplo conjunto de críticas, ataques e controvérsias que hoje atingem a CNBB e, por extensão, diferentes estruturas da Igreja Católica no Brasil, recordei uma antiga expressão latina muito presente no Direito: 
Sublata causa, tollitur effectus. 
(Eliminada a causa, cessa o efeito.) 
Talvez seja uma chave interessante para nossa reflexão. Antes de respondermos aos efeitos - críticas, acusações, incompreensões, desinformação e conflitos - deveríamos procurar compreender suas causas. 
Por que isso ocorre? Quando ocorre? Como ocorre? 
Vejo, inicialmente, dois grandes campos que merecem atenção. O primeiro está dentro da própria Igreja. Não podemos ignorar as divergências existentes entre grupos, movimentos, lideranças, clérigos e leigos. Em alguns momentos, diferenças legítimas de interpretação pastoral ou de percepção da realidade transformam-se em antagonismos que fragilizam a comunhão. 
Recordo-me, nesse sentido, dos insistentes apelos de Dom Orlando Brandes, emérito Arcebispo de Aparecida, nas celebrações dominicais: é preciso preservar a unidade da Igreja. 
Unidade, evidentemente, não significa uniformidade. 
A Igreja sempre conviveu com diferentes sensibilidades, espiritualidades e formas de atuação pastoral. Mas todas elas precisam encontrar seu ponto de convergência em Cristo. 
O Evangelho é o mesmo. 
A missão é a mesma. 
E nenhuma preferência ideológica ou político-partidária pode tornar-se maior do que a comunhão eclesial. 
Quando nossas divergências internas ultrapassam os limites do diálogo fraterno, elas produzem consequências externas. 
A sociedade percebe nossas contradições e, muitas vezes, passa a interpretar a Igreja a partir delas. 
É aqui que encontramos o segundo campo: a relação da Igreja com a sociedade e com a política. 
A Igreja não vive isolada. 
Sua missão necessariamente encontra questões relacionadas à dignidade humana, à vida, à pobreza, ao trabalho, à família, à justiça social, à economia, à liberdade, aos direitos humanos e à própria organização política da sociedade. 
Esse encontro é inevitável e faz parte de sua missão. 
O problema surge quando uma manifestação pastoral passa a ser percebida, corretamente ou não, como identificação partidária. 
Há setores da sociedade que associam historicamente a CNBB ou determinados organismos católicos a movimentos políticos e sociais específicos. 
Há também quem utilize expressões depreciativas, chegando a apresentar a Conferência como extensão de determinada corrente ou partido. 
Essa percepção precisa ser enfrentada não apenas pela negação, mas sobretudo pela clareza institucional, pela coerência e pelo diálogo. 
A Igreja deve conservar liberdade suficiente para defender a dignidade humana diante de qualquer governo, partido ou corrente ideológica. 
Deve poder reconhecer o que considera justo e denunciar aquilo que considera incompatível com seus princípios, venha de onde vier. 
Essa independência é fundamental para sua credibilidade. 
Por isso, talvez o caminho para a harmonização deva começar dentro de casa. 
Precisamos fortalecer espaços de escuta entre bispos, sacerdotes, religiosos, movimentos, novas comunidades e, especialmente, leigos e leigas. 
Não para eliminar diferenças, mas para estabelecer aquilo que constitui nosso denominador comum: Cristo, o Evangelho e a Doutrina Social da Igreja. 
A comunhão interna fortalecida permitirá um segundo movimento: reconstruir e ampliar o diálogo institucional externo. 
Universidades, associações empresariais, trabalhadores, sindicatos, entidades profissionais, movimentos sociais, organizações da sociedade civil, meios de comunicação e diferentes correntes do pensamento democrático precisam encontrar na Igreja uma interlocutora capaz de dialogar sem submissão partidária e sem hostilidade ideológica. 
Não se trata de retirar a Igreja da sociedade. Muito menos de silenciá-la. 
Trata-se justamente do contrário: preservar sua liberdade para que sua voz possa ser verdadeiramente evangélica. 
Talvez seja este o grande desafio institucional deste momento: transformar um ambiente de polarização em oportunidade de comunhão. 
Primeiro, fortalecer a unidade dentro da própria Igreja. 
Depois, ampliar pontes com a sociedade. 
E, permanentemente, reafirmar que a Igreja não pertence à esquerda, à direita ou ao centro.
Sua referência primeira deve continuar sendo o Evangelho e sua missão de anunciar Cristo e servir à dignidade da pessoa humana. 
Voltamos, então, à antiga máxima: 
Sublata causa, tollitur effectus. 
Se identificarmos com serenidade as causas das divisões, das percepções equivocadas e das incompreensões - inclusive reconhecendo nossos próprios erros quando existirem - talvez consigamos reduzir seus efeitos. 
Não será tarefa de um documento, de uma reunião ou de uma declaração. 
Será um processo. Longo, certamente. Mas profundamente necessário. 
Porque antes de perguntarmos como defender uma instituição, talvez devamos fazer uma pergunta ainda mais importante:
Como reconstruir a comunhão e a confiança? 
É por aí que o diálogo pode recomeçar. 
Pedro Luiz Dias

DO COLEGIÃO PARA O SANTO AFONSO....

Era janeiro, passamos por fevereiro, entramos em março de 1952, vivíamos na Pedrinha, médio-menores, turma mais fraca, os médio-maiores foram retidos em Aparecida, encarregados da mudança para o seminário Santo Afonso. Era festa, entretenimento, zero estudos, demorava o início do ano letivo, passei naquele espaço um período de reflexão, muita oração, contemplação, torcendo pela volta a uma rotina costumeira lá onde nos esperava a conclusão ou segunda etapa de nosso mister. Tomamos posse de nosso espaço, provisório, ainda em conclusão, convivendo com pedreiros, os pisos não terminados, a capela num dormitório, os banheiros divididos por tábuas. O Santo Afonso cresceu, nós ajudamos de alguma forma, a capela surgiu, padre Izidro, um artista, foi inaugurada solenemente, muita cerveja distribuída, algum pito consequente. Orgulho-me do Colegião, escrevi histórias, o Santo Afonso, fui seu primeiro morador, ali fui zelador dos menores, fui eleito secretário da Congregação Mariana, fui redator da revista Estúdio, exerci alguma liderança, esperavam mais de mim. Foi ali que, em reflexão de tudo que me era destinado na vida, resolvi inverter meu caminho e direcionar minha vida a outros desígnios onde venci, mas sempre saudoso daqueles tempos prazerosos onde o ideal nos convidava a escalar o monte e implantar o Signo. ALEXANDRE DUMAS
Caro colega/amigo! Quanta saudade daqueles tempos....ainda que esses que você testemunha não foram os meus tempos... Em 1957 estive na Pedrinha com o Padre Brandão(+)! Em 1958, com o Padre Sônego(+) foi quando cheguei a essa maravilhosa Casa de Santo Afonso..... Estava tudo pronto e terminado!!!! Havia até uma seriema nos jardins da Capela!!!!! Antônio Ierárdi Neto

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

PADROEIRA DO BRASIL

Em 31 de maio de 1931, após um decreto de Pio XI, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada padroeira do Brasil. 
Foi uma grande e festiva manifestação no Rio de Janeiro, então capital do país. 
Neste mês escolhemos dirigentes de nossa pátria. 
São tempos difíceis e um tanto confusos, de conflitos e animosidades. 
Bem que precisamos da ajuda da Mãe de Jesus. 
Vamos pedir que ela interceda por nós, para que nossos dirigentes e candidatos a dirigentes se deixem guiar pela verdade, pela justiça e pelo interesse de nosso povo. 
Que eles olhem pelos mais frágeis e necessitados, que sejam exemplos de honestidade para nossos jovens, e não coloquem o poder a serviço de seus interesses pessoais e familiares.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

MENINO JOÃO PEDRO FERNANDES(✝︎)-SONHO SAMPAULINO

Criança com tumor realiza sonho de entrar em campo com time do São Paulo: "Nunca vou esquecer" 
Sorocabano João Pedro Fernandes(✝︎), de nove anos, luta bravamente contra a doença na costela e teve a oportunidade de conhecer os jogadores do time de coração  Menino de 9 anos com tumor realiza sonho de entrar em campo com São Paulo Paixão, felicidade, superstição, devoção e, por vezes, a tristeza. O futebol na vida de um torcedor apaixonado pode ser resumido por essas cinco palavras. Mas, para muitas pessoas que enfrentam dificuldades na vida, o esporte também é visto como uma válvula de escape, uma espécie de "ombro amigo" que ajuda nos momentos de maior necessidade. E este é o caso de João Pedro Fernandes, de apenas nove anos, que está em tratamento oncológico por contra do tumor sarcoma de Ewing. Ele luta bravamente desde fevereiro de 2023 e pôde encontrar, durante uma visita ao Morumbis e na entrada em campo com os jogadores do São Paulo, na última terça-feira, um "gás a mais" para seguir batalhando contra a doença. João Pedro, de óculos, entra em campo com os jogadores do São Paulo.
Por Bárbara Bruno — Sorocaba, SP 07/02/2025 12h02
Queridos amigos. Informo vocês que o nosso menino está internado. Ele não está bem e acreditamos que a passagem dele está próxima. João foi luz, foi fé, foi força. Ele pediu para chamar os médicos e agradeceu eles por tudo, por todo cuidado, por todo carinho. Rezem, orem pelo João, pela passagem, e por nós tbm. João uniu todos vocês para nos ajudar a carregar a cruz. E vocês fizeram isso com maestria. Não teria sido fácil sem vocês. Levem para a vida de vocês que a oração tem poder, é linda, é mágica e esse poder é real. Não podemos receber visitas nesse estágio, mas peço humildemente que se conectem a nós através das orações. Elisa e eu só carregamos gratidão a Deus. Deus nunca nos abandonou nesses quase três anos. Ele foi fiel, amoroso e cuidadoso. João não é deste mundo, nós só fomos os escolhidos e espero que tenhamos conseguido cumprir a missão. Voltarei com mais notícias no momento oportuno. Um grande beijo no coração de cada um de vocês. 
Anderson e Elisa. 29 de setembro de 2025


terça-feira, 29 de setembro de 2026

ELES NOS PRECEDERAM- PE. JOSÉ LOPES FERREIRA CSsR

PE. JOSÉ LOPES FERREIRA CSsR
*16 de DEZEMBRO 1890
+29 de SETEMBRO 1940 
Um dos primeiros padres brasileiros da nossa província. Nasceu em Aparecida a 16 de dezembro de 1890. Aos dez anos foi recebido no recémfundado “Colégio Santo Afonso”. Em 1906 fez noviciado sob a direção do Pe. Lourenço Hubbauer, de reconhecida austeridade e não menor rigor. Após a Profissão iniciou seus estudos de Filosofia na Penha, indo depois para a Alemanha. Dedicou-se com afinco ao estudo da Teologia, interessando- se mais pela Ascética, pelo que se tornou profundo conhecedor das obras de Santo Afonso e do nosso Pe. Desurmont. Ainda na Europa, iniciou a tradução de “A Escola da Perfeição” mais tarde publicado pelas “Vozes”. Ordenado sacerdote em 31 de julho de 1913, voltou para o Brasil, iniciando suas atividades na Penha, onde ficou até fins de 1915. Bom orador, e ótimo missionário, trabalhou em Goiás, Araraquara e Penha, não se poupando no trabalho das Missões e Retiros. Em 1935 foi transferido para Aparecida, onde viveu seus últimos anos como redator de “O Santuário”, da “Liga Católica”, dos “Ecos Marianos” e do “Boletim Redentorista”. Filho de Pai português, Pe. Lopes nunca negou seu sangue: bom coração, sabia ser delicado e atencioso; mas quando necessário, era franco e sincero, falando o que sentia, e nada deixava para depois. Isso lhe deu, às vezes, incompreensões e aborrecimentos. Tenho de ser assim — dizia ele — para não ser hipócrita. Era homem que não usava restrições nem subterfúgios. Escrupuloso na observância do regulamento, fazia questão dos exercícios comuns, e seguia rigorosamente um horário para seus trabalhos e práticas de piedade. Amava sinceramente a Congregação, e sentia profundamente qualquer notícia desagradável a respeito de Superiores e confrades. Sua acentuada vida interior apareceu bem nos seus escritos particulares, em suas notas de retiros e o testemunho dos seus penitentes que não eram poucos, e dele diziam: “Exigente, compreensivo e piedoso”. Nunca foi orador de empolgar auditórios; mas foi pregador de exposição clara, comunicativo, que sabia prender seus ouvintes. Era nos retiros que ele se sentia mais à vontade, dirigindo-se à inteligência e reflexão de grupos, já que não se impressionava muito com o entusiasmo fácil das multidões. Como jornalista, era de um estilo todo original. Em suas mãos “O Santuário” foi sempre elogiado, pela ordem, clareza e conteúdo. Foi no dia 24 de agosto de 1937, quando estava ele escrevendo um artigo para o “Ecos Marianos”, que teve, de repente uma congestão cerebral, e foi levado para a Santa Casa de Guaratinguetá. Após dois meses de tratamento, conseguiu melhorar. Voltou para o Convento, e embora com dificuldade, continuou trabalhando na igreja e nos seus escritos. Como não chegou a recuperar bem os seus movimentos, seus três últimos anos foram de grandes sacrifícios. Mesmo assim não se dispensava dos exercícios comuns, andando com dificuldade, ia, todos os dias para o confessionário, e semanalmente fazia, no salão paroquial, a reunião da Congregação Mariana que ele mesmo fundara. Mas em agosto de 1940 começou a piorar sensivelmente. Quase não se alimentava. Tinha o coração inflamado, e complicações renais. Não deixava, porém, de celebrar sua missa e rezar seu Breviário todos os dias. Na véspera de sua morte, sofrendo muito quase sem poder respirar, concordou em ficar na cama. No dia seguinte, 29 de setembro (dia de São Miguel) com muito sacrifício conseguiu celebrar, sendo depois carregado para o seu quarto. Ainda rezou as horas menores do Breviário. Ao meio-dia recebeu a Unção dos Enfermos; a Comunidade foi avisada, e enquanto os confrades rezavam junto ao seu leito, ele fitou longamente o quadro de Santo Afonso, e expirou sem um gemido sequer.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

A foto acima é  do 1o. Redentorista brasileiro e aparecidense Pe. LOPES.
Primo de nosso avô Benedito Júlio Barreto
Ainda Dom José Carlos de Oliveira, 
Pe. Isac Barreto Lorena.
E tantos outros  perseverantes bons padres aparecidenses. PEDRO LUIZ DIAS

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÃO (JORGE) HECHENBLAICKNER CSsR

PADRE ANTÃO (JORGE) HECHENBLAICKNER CSsR 
+28 de SETEMBRO 1965 
Um confrade que soube elevar muito o nome da Congregação, não somente pela sua virtude, como pelo seu dinamismo. Tirolês austríaco, Pe. Antão nasceu a 5 de junho de 1880. Após seus estudos ginasiais ingressou na C.Ss.R. sendo ordenado em 1904. Saúde de ferro, e com uma extraordinária capacidade de trabalho, achou que na Europa não teria campo suficiente para a sua atividade. Veio, por isso, para o Brasil, logo após sua ordenação. E nunca mais voltou a rever a sua terra natal, tendo renunciado à respectiva licença para tal. Embora nunca o tenha revelado, sua longa vida nos deixou a impressão de que tinha voto de não perder tempo. “Sanctifica te pro Brasilianis, ut et ipsi sanctificentur per te” — esse o lema que o trouxe ao Brasil, escrito logo no cabeçalho do seu diário de viagem. E esse lema ele o viveu intensamente. Como Superior de Campinas (GO) foi de um zelo incansável, nas pregações, no confessionário, na construção do Santuário de Trindade, bem como da igreja de Bela Vista. E como se isso não bastasse, dedicou-se ainda à pregação de Missões e Retiros. Como Vigário da Penha distingui-se pelo seu zelo e caridade no trabalho de socorrer os pobres por ocasião da celebre gripe espanhola (1915-1918). Novamente como vigário em 1924 teve destacada atuação como mediador entre revoltosos e Governo, na revolução desse ano, bem como organizando a assistência aos pobres e necessitados, com a distribuição de gêneros e roupas. Como Superior e Vigário de Aparecida (1927-1932) apesar de todo o trabalho do seu cargo, tomou parte ativa no movimento de 9 de julho de 1932; promoveu o Congresso Mariano de 1929, e trabalhou intensamente para que Nossa Senhora Aparecida fosse declarada Padroeira do Brasil, a 16 de julho de 1930. De 1950 a 1956 foi, pela segunda vez, Superior e Vigário de Aparecida, muito fazendo pela Rádio e construção da nova Basílica. Como Missionário trabalhou em Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul, sempre com seu invejável entusiasmo e extraordinária disposição para o trabalho. Foi ainda diretor espiritual e professor no Seminário Maior de Tietê, participando também da Pastoral da Matriz ou nas Capelas rurais. Rigoroso consigo mesmo, jamais se dispensava do trabalho ou dos exercícios comuns. Com os confrades, ou com os estranhos, era sempre o religioso equilibrado, simples e atencioso com todos. Duramente provado pela idade e pela esclerose que não lhe permitiam qualquer atividade, passou seus últimos anos na Penha. Mesmo assim trabalhou com seu exemplo de conformidade, profundo espírito de fé e de oração. Nunca se dispensou do Breviário, rezando geralmente de joelhos, na Capela da casa; e quando já não podia mais celebrar, fazia questão de assistir a todas as missas que se celebravam na igreja. Somente pela sua grande energia e profundo espírito de fé pôde suportar esses anos de inatividade, sem uma palavra de queixa ou desânimo. Desse calvário, porém, Deus o tirou chamando- o para a glória eterna no dia 28 de setembro de 1965.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Foi vigário de Aparecida no tempo em que eu estava no seminário, meu pai, fotógrafo na praça, era muito amigo do padre Antão, certa ocasião autorizou-o com exclusividade a tirar fotos na gruta de Nossa Senhora no sopé do Morro do Cruzeiro, o negócio ia muito bem, mas outros fotógrafos foram ao padre Antão denunciar que meu pai não era devoto de Nossa Senhora e por isso não merecia aquele privilégio, isso o consternou muito, chamou meu pai e fez-lhe uma proposta, pediu que ele entrasse para a congregação mariana para calar a boca dos invejosos, papai não aceitou e deixou o ponto para um dos denunciantes que usava a fita azul.Alexandre Dumas

domingo, 27 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. ÂNGELO LICATI CSsR

Pe. ÂNGELO LICATI CSsR 
*26 de Janeiro de 1928
+27 de Setembro de 2019
A Província Redentorista de Goiás está em luto pela perda de um de seus membros: Padre Ângelo Licati, de 91 anos(incompletos), não resistiu a uma intervenção cirúrgica, feita na última semana, para o tratamento de uma úlcera. O velório acontece na Basílica Santuário do Divino Pai Eterno em Trindade (GO), a partir do meio-dia.Em nota, o Superior Provincial de Goiás, Padre André Ricardo de Melo, pede que recomendemos a alma de Padre Ângelo em todas as orações nestes dias, especialmente, oferecendo missas em sufrágio. 
Mais sobre Padre Ângelo Licati 
Os números da sua vida são expressivos: mais de 70 anos de vida consagrada e 67 de sacerdócio.Padre Angelo nasceu em 26 de Janeiro de 1928, em Avaré (SP). Entrou para o Seminário em 1938, fez o noviciado em 1947 e foi ordenado sacerdote em 1952. Trabalhou como professor no Seminário Santo Afonso e no Santuário Nacional de Aparecida (SP). Missionário na Igreja da Penha, estudou Teologia Moral em Roma (1967), e dentre tantos outros trabalhos, foi Superior vice-Provincial da então vice-Província de Brasília por cerca de 10 anos.Em Trindade, exerceu o cargo de Reitor e Pároco. Os dois últimos lugares em que atuou foram Campinas e Trindade. Ultimamente, residia na Comunidade da Basílica do Divino Pai Eterno.
91 anos(incompletos) de vida, 72 anos de vida consagrada, e 67 anos de sacerdócio: estes são os números que acompanham o Pe. Ângelo Licati neste ano de 2019. Paulista da cidade de Avaré, filho de imigrantes italianos que vieram para o Brasil trabalhar nas fazendas de café. Em 1938, entrou para o seminário redentorista. Além da formação no Brasil, cursou Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma, na Itália. Trabalhou por muitos anos no Santuário Nacional de Aparecida, onde foi Prefeito de Igreja e Reitor. Também acompanhou pastoralmente os operários nas fábricas, na capital paulista. Entre 1961 e 1970, integrou a equipe de missionários itinerantes em Araraquara/SP, e colaborou com o início da Novena “Natal em Família”. Em 1976, foi transferido para Goiás, onde foi missionário itinerante, Superior Vice-Provincial (1985-1988), Reitor do Santuário do Divino Pai Eterno (1988-1994), vigário paroquial na Paróquia/Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Goiânia. Colaborador do Santuário Basílica de Trindade. Pe. Ângelo tinha a paixão pela pescaria e natureza, mas também pela leitura e a escrita. Além do português, estudou latim, espanhol, italiano e um pouco de francês. Devoto de Maria Santíssima, é o autor do livro “A caminho com Maria”, da Editora Santuário; na Scala Editora, é o autor do subsídio “Semana Santa nas Comunidades – Coordenada animada por leigos”.
NOSSO GUIA – FEVEREIRO/2017(atualizado)
Padre Ângelo era um dos meus chegados. ele gostava de jogar futebol quando eu era goleiro, pois todas as bolas que pegava passava para ele. e gostava quando eu dizia, vamos por fogo nisso. A última vez que o vi foi em Trindade, em 97 ou 98, não me lembro. Um grande seguidor de Cristo.Abner Ferraz de Campos(+)
MINHA NOTA ESPECIAL- Aos domingos, pela REDEVIDA, assistia às missas do Padre Ângelo Licáti. Ele era um perfeccionista do Evangelho! Explicava com segurança e detalhes todos os pontos da celebração. Às vezes até "estourava" o tempo previsto(1:30h), mas demonstrava que o mais importante deveria ser dito com prioridade.Quando benzia as imagens e objetos ressaltava que aquilo era apenas para ter em casa a lembrança do templo do Senhor! Ele agora está na melhor vida pois UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU!!!! Antônio Ierárdi Neto
Padre Ângelo, devo-lhe uma homenagem. Foi meu prefeito, andava em má companhia, apoiava um grupo de má índole, quase todos foram convidados a sair, menos o delator que se tornou padre. Tivemos um atrito, me rebelei, respeitou minha posição. Saí do seminário, minha mãe morreu algum tempo depois, compareceu ao féretro acompanhado de vários seminaristas. Recentemente, nós nos vimos na novena de Nossa Senhora, identifiquei-me, ficou feliz.

SEMINARISTAS E EX-SEMINARISTAS - DUMAS

Que bom voltar a este espaço. Os ex-seminaristas nomeiam-me como um dos titulares de um grupo que aqui postam situações, histórias, conjecturas..... Orgulho-me de ser citado entre o Thozzi, Cunha, Pinheiro, Ierardi e outros saudosistas de nosso tempo, embora diverso, mas espaços comuns no Santo Afonso. Vivemos o padre Pereira, Brandão, Rodrigues, Ângelo, Torres e outros mais. Vivemos situações em cada tempo, repetidas igualmente noutros tempos. A saudade é igual, um ideal sonhado e projetado para uma vida, mas abortado por razões diversas. Alguns foram além, vestiram a batina, professaram, estes sofrem mais, as lembranças remontam às laudas e ministérios conferidos, antecipando a sagração. Outros sonharam, como eu, o púlpito e o altar. Fomos chamados e não escolhidos, a frustração nos acompanha pela vida. Grande é o Senhor, ele fez em nós maravilhas. Alexandre Dumas
Caro Dumas....tivemos um dia orientação cristã, católica, redentorista no Seminário Santo Afonso! Nossos orientadores e professores eram os padres redentoristas, muitos recém saídos da ordenação para nosso convívio, morando na clausura do seminário e sempre prontos para as salas de aula: Latim, Português, Álgebra, Química, Física, Francês, Inglês, Botânica e ainda História Geral, Geografia Geral, Grego, Literatura, Música, Oratória, Religião. Tivemos, ainda no curso médio(clássico/científico), aprendizado ao nível da formação universitária de fora! Percebi isso quando saí! Por isso foi-me fácil achar emprego administrativo!!!! Nunca paguei nada pelo estudo no SRSA, assim tenho agradecimento eterno à Congregação Redentorista! Aos meus professores, sacerdotes redentoristas! Formação religiosa e cultural! Entretanto, meu amigo, devo discordar de você.... em momento algum senti-me frustrado....Um dia meu orientador espiritual, Padre Azevedo Toffuli, após 5 anos de colóquios mensais, disse-me: - Você não deve ser padre! Você deve construir uma família! Assim, saí do seminário, constituí uma família e surgiram três filhos e ainda quatro netos! Dessa forma coloquei em prática, tanto a minha orientação religiosa, como a cultural! Hoje, no mundo, como dizíamos, trabalho com os mesmos princípios e objetivos que aprendi um dia no seminário! Antônio Ierardi Neto
Li o texto acima, o Sr. Dumas te mencionando como um dos titulares da "Távola Redonda". 
Legal pai ! 
Sou grato por ter tido uma educação exemplar de pai e mãe; e orgulho de ser seu filho. 🙏🏻 Como sou feliz e grato por ser filho do Avô Toninho  e da Avó Mercedes;  da educação e do amor que tive e tenho até hoje; feliz por transmitir ao meu filho que eu amo...... a importância de ter caráter, de ser honesto e de viver com bons costumes como aprendi com o meu pai e com a minha mãe. Feliz também pelos irmãos  que eu tenho, que sempre foram exemplos para mim; além de amar  todos os meus sobrinhos queridos. E assim segue a família Ierardi; uma família feliz que tem como prioridade seguir ao nosso pai : DEUS. Obrigado pai !
Do meu filho caçula!
Estava lendo a primeira parte, do Sr. Dumas e enquanto lia , pensava exatamente no que você escreveu em resposta! Estamos aqui, neste mundo, para aprender e servir, não importa a quem, aonde ou a forma!! Estes seus anos no seminário foram cruciais para a sua formação e para formação das nossas famílias! ... GRAÇAS A DEUS ... 🙏🏼🙏🏼🙏🏼 
Do meu filho do meio!
Que linda mensagem pai! 
Também sou muito grato por ter recebido a benção de fazer parte dessa família! Os netos estão na mesma direção e certamente os bisnetos também seguirão nossos passos. Tudo valeu a pena, graças a Deus! 
Do meu primeiro filho!

sábado, 26 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE OSCAR JACOB KRINDGES, CSsR

PE OSCAR JACOB KRINDGES, CSSR
* Porto Alegre 06.07.1916
+ Passo Fundo  26.09.2011 
Nenhum dos 10 filhos do casal Jacob Krindges e Maria Hortência Krindges lhes foi tão querido como o 4º, o nosso Pe. Oscar. Nasceu a 06.07.1916, em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Recebeu o Batismo aos 10 de julho do mesmo ano, em Porto Alegre. Nessa cidade cursou os estudos primários. Aos 27.02.1929 começou o seminário menor no antigo e recém-fundado Clementinum, em Cachoeira do Sul. Dentre os que começaram os estudos no Clementinum, foi o primeiro a ser ordenado padre.  Ele chama a si mesmo ”o primeiro fruto do seminário redentorista gaúcho”. Terminou os estudos secundários em Aparecida SP, aos 20.12.1934. Começou o noviciado em Pindamonhangaba SP aos 02.02.1935. Após intensa preparação, levada a sério, emitiu a primeira profissão religiosa em Tietê SP, aos 19.07.1936, cidade em que já tinha começado o estudo de filosofia no dia 03 de março do mesmo ano. Ainda em Tietê iniciou a teologia em 1938. A emissão da profissão perpétua, aos 09.02.1940, foi a porta de entrada para o diaconato (17.11.1940), conferido por D. José Carlos de Aguirre,  Bispo de Sorocaba. O mesmo prelado lhe conferiu, a 21.12.1940, o sacerdócio, também em Tietê.
Após a ordenação, foi professor no seminário Santo Afonso, em Aparecida SP, até 1942. De 1943 a 1945 derramou suor e preocupação como vigário paroquial na Penha, paróquia da capital paulista.
Em 1945, em Aparecia SP fez o ‘segundo noviciado’ como preparação para a atividade missionária, indo em seguida a Campinas e  Trindade GO,  como missionário e pároco de Palmeiras de Goiás.
Igualmente dedicou-se às missões populares de 1953 a 1955, quando residiu em S. João da Boa Vista SP. As missões populares o ocuparam de 1955 - 1957 em Cachoeira do Sul RS. Nesta cidade, além de reitor da comunidade religiosa redentorista, foi o 1º  pároco da nova paróquia Santo Antônio, da qual tomou posse a 01.01.1958. Voltou às missões populares, agora residindo em Lages SC a partir de 1960.
Como professor no Seminário Instituto Menino Deus em Passo Fundo foi estimado por suas aulas de história e de ciências naturais; foi  reitor da comunidade religiosa a partir de 1964. Montou o Museu do Seminário, pedindo e se interessando por imagens, pedras, antiguidades e animais. Por seu interesse em tudo isso, popularizou-se-lhe o apelido de “Pirata”, pois “salvou” muitas preciosidades para o museu.
Em 1972 foi um dos pioneiros da nova frente missionária que a Província de Porto Alegre teve de assumir na Prelazia – hoje Diocese – e Rubiataba GO, onde, como pároco de Crixás, construiu, entre outras coisas, a matriz local. Doente, cansado, pediu para voltar ao Sul, pois sentia “necessidade da comunidade”.
Residindo novamente em Passo Fundo, já em 1977, pediu para voltar a Goiás, porque
“eu não suporto essa vida de professor... sonho poder trabalhar no meio do povo simples e amigo como em Crixás”. Mas, a determinação do médico que não desejava que ele ficasse num lugar tão retirado de recursos, o fez continuar o tratamento da saúde no Sul. Em 1981 trabalhou na paróquia de Ibiaçá RS, onde terminou, como pároco, a construção do santuário de N. Sra. Consoladora, com torre e tudo o mais a que tem direito um lugar de romarias. Com a entrega dessa paróquia, pela congregação, à diocese de Vacaria (25.02.1984), Pe Oscar  voltou  residir em Passo Fundo. Ali, cuidou do museu, embelezou o seminário.
Em 1987 foi um dos fundadores da casa redentorista de Lontras, diocese de Rio do Sul SC, onde, como vigário paroquial, deixou rastros de amizade, esparramou a alegria na  visita às casas de família, catequizou jovens e  crianças e seus dotes de oratória eram bem apreciados.
Desde  1989 viveu em Passo Fundo, no Instituto Menino Deus, onde cuidava do acervo histórico da Província de Porto Alegre e do museu, cuidava do visual ecológico do terreno adjacente, se deliciava com as orquídeas, bromélias e pássaros, pesquisava a história da Congregação no Sul do Brasil. Cada ano, porém, durante os meses de inverno migrava para o norte do Brasil, especialmente à Bahia, diocese de Juazeiro, onde exercia bom trabalho pastoral nas desobrigas daquelas imensas Paróquias.
Homem de hábitos simples, fala fluente, gostava de enfeitar as conversas com piadas e brincadeiras. Enérgico na defesa de suas idéias, também sabia dialogar. Gostava de viver entre os jovens, já que sua jovialidade era contagiante. Apesar da idade provecta, relacionava-se bem com a juventude. Houve momentos de bom entrosamento; a diferença de idade, contudo, trazia seus conflitos, levados na esportiva por ambos os lados.
Amou a congregação redentorista, à qual serviu como superior nas comunidades,  conselheiro provincial e demais cargos comunitários. Procurou encarnar na vida o espírito de Sto Afonso, o fundador. A Constituição 20 da CSSR serve para um bom retrato falado do confrade: forte na fé, firme na esperança, sempre dado à oração, disponível para  urgências pastorais..... A Província de Porto Alegre lhe deve muito pelas benemerências em trabalhos de resgate da memória histórica.
A coerência é uma das dimensões da fidelidade em viver, sem rupturas, e acordo com o que se crê. A fidelidade deve passar pela prova mais exigente: a prova da duração. Tudo isso transparecia nele por ocasião dos 60 anos de sacerdócio (12.12.2000) e nos 75 anos de  vida religiosa (10.07.2011). Foram datas de duração suficiente para provar a fidelidade. Louvemos ao Senhor.
Faleceu a 26 de setembro de 2011, as 13,00 h, durante a comemoração do Bem-aventurado Gaspar Stanggassinger, enquanto estava internado na UTI em hospital de Passo Fundo, atacado de pneumonia. Contava 95 anos de idade. Paz e alegria ao servo fiel. 
Veja fotos:
Pe Euclides
Sec.prov.
Congregação do Santissimo Redentor
Provincia de Porto Alegre
Barros Cassal, 767 – Bom Fim
90035-030  - Porto Alegre   rs
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