segunda-feira, 6 de abril de 2026

A Confissão. A Misericórdia. O Perdão.

A Interseção. (Lc 23,33)
 
Jesus, na sua vida pública, sempre revelou o perdão do Pai. O perdão foi a marca de sua vida. As primeiras palavras ditas pelo Cristo tão logo pregado na cruz e levantado aos olhos de todos: “Perdoa-os, eles não sabem o que fazem” não se referia apenas aos soldados romanos que acabaram de cravá-lo na cruz ou apenas aos homens que lhe fizeram mal. Tampouco a todos que escarneciam dele. Essa palavra, dita no início dos maiores tormentos que O aguardam, é mais um testamento para Sua Igreja: o grande sacramento do perdão. Jesus na Cruz consegue continuar vendo humanidade em seus verdugos, Ele consegue continuar crendo haver esperança para aqueles que o cravaram e cravam seus semelhantes na Cruz. Nesse grito por perdão, Jesus desbrava a vida, não deixando ser determinada pelos erros do passado. Nasce, da boca do próprio Deus, a promessa do perdão, resultado do amor infinito: O perdão de Deus é sem medidas porque surge de um amor sem medidas. Jesus não pede perdão ao Pai pelos males a Ele impingidos, mas ao mal que os homens fazem a eles mesmos, por tantas vezes sem o saber… Pendente da cruz, pedia perdão pela ignorância dos pecados cometidos, pela maldade causada e desconhecida, pelo mal causado ao próximo injustiçado e sofrido… E perdão por todo homem que peca sem saber a dimensão total do mal que causa! Ele (o homem) não sabe e nunca saberá a dimensão total de sua maldade praticada. Do mal imposto ao próximo. O pecado tem uma dimensão que o homem jamais poderá atingir e compreender. E é sobre essa dimensão, além de sua compreensão, que o crucificado clama por perdão! Não pede perdão pelos pregos que lhe perfuraram o corpo, nem pelos flagelos que o atormentam nesse momento, o perdão que Jesus pede ao Pai é pelos pecados que cada homem comete e cometerá, sem saber de suas verdadeiras consequências. O Deus que se encarnou conhece o homem. Conviveu com ele, sabe de seus medos e de suas deficiências. São seres sempre necessitados de ajuda e alimento espiritual. Precisam continuamente alimentar sua esperança num mundo que teima em limitá-los. Precisam continuamente da benevolência de Deus, da misericórdia infinita de um Deus que tem como limite uma medida ilimitada de amor. O filho de Deus morre intercedendo pela ignorância do homem mau, preocupado e intercedendo por perdão de alguém que comete o mal, sem saber que o faz. Clama ao Pai pelos homens que são incapazes de gritar por si próprios pela misericórdia e nem tão pouco sábios para saber de sua necessidade. Os atores desse mal estavam ali representados pelos soldados romanos que o crucificaram, pelo povo que zombava dele… Pai, perdoa-os, eles não sabem a quem crucificaram! Eles não sabem o valor desse momento e deste sofrimento! Perdoa-os, eles não sabem o que fazem com eles mesmos quando praticam o mal! O momento do sacramento do perdão se avizinha dessa forma. Muitas vezes, o homem não sabe o que confessar porque não sabe a dimensão do mal que fez, do pecado que cometeu, do sofrimento que impingiu. Como se apresentar a Deus repleto desse mal, desse pecado? No momento do confessionário, esse momento de intercessão na cruz se repete: Jesus pede por ele, suplica ao Pai pelos pecados que o homem não sabe que cometeu, portanto, não pode se arrepender, nem suplicar por perdão e misericórdia. Ao subir a cruz, suas primeiras palavras foram para esse mesmo homem que se ajoelha no confessionário e se confronta com sua consciência! É o momento sublime da intercessão do próprio filho de Deus pelo pecador. O perdoa, isentando-o até do arrependimento, porque sabe que muitas vezes desconhece o mal que cometeu. O pecado é e sempre será maior que o homem, por isso precisamos deste momento de Jesus.
Deus sempre será maior que o pecado! 
“O nosso testemunho seria excessivamente pobre, se não fôssemos primeiro contemplativos do seu rosto. Ao retomarmos o caminho de sempre, conservando na alma a riqueza das experiências vividas neste período muito especial, o olhar permanece mais intensamente fixo no rosto do Senhor” 
(João Paulo II, carta apostólica “Novo millennioineunte”, 16). 
Um homem, de joelhos num confessionário ou no silêncio de seu momento com Deus, pede perdão, precisa dessa reconciliação, como afirma o apóstolo Paulo: “Deixai-vos reconciliar com Deus” (2 Cor 5, 20), mesmo sem ter a consciência total do mal praticado. Como então se aproximar de Deus repleto de um mal que não tem consciência de que cometeu? Essa palavra do Cristo, esse momento, é o momento do sacramento da reconciliação, da misericórdia pelo mal ignorado, pelo mal praticado sem consciência de sua dimensão, do sofrimento causado aos demais. É Jesus que não só assume o pecado do mundo, mas se põe no lugar do confidente do penitente num confessionário frente ao Pai. Provoca, pede, suplica o perdão e ao mesmo tempo se oferece como sacrifício, assume a consequência desse mal praticado pelo homem. 
Aquele que confessa os seus pecados e os acusa, já está de acordo com Deus. Deus acusa os teus pecados; se tu também os acusas, juntas-te a Deus. O homem e o pecador são, por assim dizer, duas realidades distintas. Quando ouves falar do homem, foi Deus que o criou: quando ouves falar do pecador, foi o próprio homem quem o fez. Destrói o que fizeste, para que Deus salve o que fez. Quando começas a detestar o que fizeste, é então que começam as tuas boas obras, porque acusas as tuas obras más. O princípio das obras boas é a confissão das más. Praticaste a verdade e vens à luz,
(Santo Agostinho, In Iohannis evangeliumtractatus, 12, 13: CCL 36, 128 (PL 35, 1491)
Cada momento de Jesus no alto do madeiro é uma frase histórica, um ponto final e definitivo de sua missão. É chegada a hora de voltar ao Pai, de retornar aos seus braços com a humanidade como oferta de amor: a criação foi redimida, foi perdoada, retorna à casa do pai onde um dia saiu pelo pecado da soberba. Não sabia o que lhe reservava o externo do paraíso. Não sabia do suor de sua fronte, das dores do parto, do mal que a cada minuto lhe seria proposto… Não sabia. Nas palavras, “Pai, perdoa…” Ele pede ao Pai por todos naquele minuto de cruz! Na Redemptorhominis o Papa escreve de um “direito” que o crente possui diante de Deus, o direito de ser perdoado: 
É o direito a um encontro mais pessoal do homem com Cristo crucificado que perdoa, com Cristo que diz, por meio do ministro do sacramento da reconciliação: ‘Os teus pecados estão perdoados’; ‘Vai e de agora em diante não tornes a pecar’. Como é evidente, isto é, ao mesmo tempo o direito do próprio Cristo em relação a todos e a cada um dos homens por ele remidos. É o direito de encontrar-se com cada um de nós naquele momento-chave da vida humana, que é o momento da conversão e do perdão (RH, nº 20). 
O retorno ao Pai torna-se, nesse momento, uma realidade. É o caminho de volta que se abre ao homem. A eternidade que lhe é oferecida num ato de amor. Não havia outra maneira de reconciliar o homem com Deus: o amor oferecido só pode ser dado num ato de amor de igual dimensão: o amor do filho de Deus ao homem oferecido ao Pai num momento em que este assume o mal que o pecado cometido causa. 
“Tenhamos os olhos fixos no sangue de Cristo e compreendamos quanto Ele é precioso para o seu Pai, pois que, derramado para nossa salvação, proporcionou ao mundo inteiro a graça do arrependimento” .[1]
[1]São Clemente de Roma, Epistula ad Corinthios 7, 4: SC 167, 110. Extraído do CIC 1432.
DR. SÉRGIO RIBARIC

PÁSCOA, FESTA NA UNIDADE

Desde o século 16 os cristãos não celebram a Páscoa no mesmo dia.
Isso porque usam calendários diferentes, depois da alteração feita pelo papa Gregório XIII. 
Neste ano de 2025 as datas dos dois calendários coincidirão. 
Muitos cristãos. pelo menos para um começo de união, gostariam de aproveitar a oportunidade para voltar a celebrar a Páscoa do Senhor no mesmo dia. 
É o desejo do papa Francisco e de outros responsáveis por igrejas.
Bem que poderíamos começar a sonhar com a volta de todos os seguidores de Jesus à unidade. 
À unidade na fé, na caridade e na adoração. 
Não necessariamente na uniformidade e no abandono de tradições. 
É Páscoa, alegramo-nos com o Cristo vivo entre nós. 
E peçamos que nos leve à unidade que ele quer entre nós todos, no seu tempo, do seu jeito.

domingo, 5 de abril de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GERALDO GONÇALVES BEZERRA CSsR

PE. GERALDO GONÇALVES BEZERRA CSsR 
+5 de ABRIL 1982 
Pe. Gonçalves era de Novo Horizonte- SP, nascido aos 02 de dezembro de 1925. Em 1938 entrou para o Seminário Redentorista Santo Afonso, de Aparecida. Fez o noviciado em Pindamonhangaba- SP e estudou Filosofia e Teologia em Tietê-SP., ordenando-se sacerdote no dia 27 de dezembro de 1955. Licenciou-se em Direito Canônico em Roma e, durante dez anos, foi professor no Estudantado da Província. Ali foi também superior da comunidade. Foi ainda superior da comunidade e reitor do Santuário de Aparecida. Fez parte do Conselho Provincial. Em 1974 foi trabalhar na Cúria Geral da Congregação, em Roma, como eficiente secretário do Superior Geral. Ali faleceu repentinamente, de um enfarte do miocárdio na noite de 04 para 05 de abril de 1982. Foi sepultado no jazigo da família, na Penha -SP. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Tio daquele padre maluco de S. Paulo ... Tão logo terminou o Concílio funesto vaticano II, vestiu terno e gravata e jogou a Batina na lixeira. Nunca mais o vi de batina. Espero que esteja em bom lugar, eu não o suportava. Nunca mais o vi celebrando missa, nem participando das orações das horas. O VATICANO II FOI UMA DESGRAÇA COMPLETA PARA A VIDA RELIGIOSA E SACERDOTAL. ÍAMOS DORMIR E NO OUTRO DIA FICÁVAMOS SABENDO: - PE. FULANO LARGOU TUDO E SE MANDOU... NÃO FOI O CASO DELE, CLARO, MORREU EM ROMA, FOLHEANDO LIVROS NUMA BIBLIOTECA... parece... Sebastian Baldi 
Qual foi o tal padre maluco? Ierárdi
 AQUELE, ESQUEÇO O NOME DELE, AMIGO DE GAYS, LEVA GAYS PARA O ALTAR, AMIGÃO DO BOFF DE ONÇA.... UM ESCÂNDALO.  Sebastian Baldi
Já me recordo... é o PADRE PAULO SÉRGIO BEZERRA!!!!
A quem também tenho sempre mostrado minha indignação pelo seu comportamento inconsequente.... Ierardi

PADRE PAULO SÉRGIO BEZERRA

sábado, 4 de abril de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - IR. LUIZ (Franz Xavier Knott ou Aloísio) CSsR

IR. LUIZ (Franz Xavier Knott ou Aloísio) CSsR
+4 de ABRIL 1898 
Foi o primeiro membro da nossa Província, chamado por Deus para a eternidade. Chamava-se, no mundo, Francisco Xavier Knott, e nasceu em Pietrich, na Alemanha, em 29 de julho de 1843. Filho de um rico agricultor foi, antes, soldado do exercito alemão, tomando parte nas guerras de 1866 e 1870. Nesta última foi ferido gravemente, e abandonou a carreira das armas, ingressando no Noviciado redentorista, em 1871, com o nome de irmão Luiz. Professou em 1878, distinguido-se, logo pelo seu amor ao trabalho e profunda piedade. Vindo para o Brasil em 1895, foi adscrito à Comunidade de Campinas, em Goiás, onde se encarregou da chácara e dos animais. Tratava com verdadeiro carinho os cavalos e mulas do convento, única condução dos nossos Missionários naqueles tempos. Sofreu muito com uma infecção no nariz, devido a uma picada de varejeira. Restabelecido, contraiu tuberculose, e faleceu a 4 de abril de 1898. Soube esperar a morte com muita tranqüilidade, e até com alegria, repetindo muitas vezes “Serei o primeiro dos nossos a caminho do céu”. Humilde e obediente, Irmão Luiz foi sempre um modelo de conformidade. Aqueles que o conheceram deixaram anotado que nunca ouviram uma queixa de seus lábios. Em meio aos trabalhos, e mesmo nos seus sofrimentos, ele somente dizia: tudo está muito bem... Reflexo de uma serenidade interior que todos admiravam.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 3 de abril de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM PEDRO FRÉ CSsR

DOM PEDRO FRÉ CSsR
3 DE ABRIL 2014
Faleceu na madrugada de quinta-feira (03), em Aparecida (SP), o primeiro bispo emérito da Diocese de Barretos, Dom Pedro Fré, aos 89 anos. Com o lema “Curar os corações feridos”, Dom Fré foi nomeado terceiro bispo de Barretos aos 27 de dezembro de 1989.
Tomou posse em 11 de fevereiro de 1990 e sua renúncia foi aceita pelo então Papa João Paulo II, em 20 de dezembro de 2000. Em 2010, o bispo emérito passou por cirurgia de hérnia e sofria de problemas cardíacos.
O velório foi realizado na capela São José do Santuário Nacional e às 16h, de quinta-feira (3), foi celebrada missa de corpo presente, e em seguida, o sepultamento no cemitério local. O administrador diocesano, padre José Roberto Santana, junto a outros padres, estiveram em Aparecida para participar do velório e sepultamento.
Dom Pedro Fré nasceu na cidade de Tietê – Cerquilho (SP), em 30 de agosto de 1924 em Cerquilho (SP). Era da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) e em fevereiro deste ano completou 68 anos de profissão religiosa. Foi ordenado padre em 27 de dezembro de 1950. Foi pároco de Aparecida (SP) e reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida na mesma cidade.
Foi eleito bispo de Corumbá (MS) em 28 de outubro de 1985 sendo sagrado bispo em 5 de janeiro de 1986. Em 1989, foi transferido para a Diocese de Barretos como terceiro bispo diocesano, sucedendo a Dom Antonio Maria Mucciolo. Renunciou ao episcopado em 20 de dezembro de 2000 sendo sucedido por Dom Antonio Gaspar.
Após o falecimento de D. Pedro Fré, bispo emérito da diocese de Barretos e o terceiro bispo a ser nomeado para a diocese, o administrador diocesano, padre José Roberto Alves Santana, comentou a passagem dele por Barretos.
“Dom Pedro Fré, esteve à frente da diocese por longos anos e ele foi marcado pela simplicidade, era o homem da Graça de Deus. Se conversarmos com as pessoas pelas ruías, vamos ouvir que ele foi um homem de Deus. Foi uma pessoa que andava pelas ruas, amava e cumprimentava a todos, não fazia acepção de pessoas. Ficou marcado como o homem da humildade e da simplicidade, levava a palavra de Deus de uma forma muito simples. Nós sentimos muito a ausência desse homem, mas Deus ganhou no céu um grande santo”, destacou.
O padre Salvador, de Colômbia, afirmou que D. Pedro Fré foi amigo da diocese. “D. Pedro Fré foi um grande amigo da diocese de Barretos, aceitou com muito sacrifício vir de onde ele estava, em Corumbá, aceitou e veio com muita alegria para a diocese, desempenhou muito bem o seu trabalho e fez tudo o que tinha que fazer como bispo, fez a diocese caminhar. Tornou-se realmente muito querido entre nós pelas famosas procissões que fez no dia de Nossa Senhora Aparecida. O povo gostava demais. D. Pedro deixa uma saudade muito grande”, ressaltou.
Pessoas da comunidade, como Luiz Carlos Diniz Buch, afirmaram que para a diocese, D. Pedro Fré foi um bispo atuante e presente.
“Foi com muito pesar que eu recebi a informação do falecimento de D. Pedro Fré. Foi um bispo muito querido aqui por todas as pessoas da diocese, um bispo muito atuante e presente, uma pessoa diferenciada, que realmente amava a sua diocese e as pessoas. É uma grande perda para todos nós, apesar de não estar mais conosco, uma pessoa que ficou no coração de todos nós que pertencemos a diocese de Barretos, foi um privilégio ter contato com uma pessoa como Dom Pedro Fré”, declarou.
Mussa Calil Neto destacou o bispo como um verdadeiro pastor de ovelhas.
“Como membro ativo da comunidade da Catedral do Divino Espírito Santo, convivi com líderes religiosos igualmente virtuosos, mas cada qual no seu estilo, e classifico Dom Fré como o verdadeiro pastor de ovelhas, que sempre soube cuidar do seu rebanho com firmeza, sem jamais perder a ternura. Como coordenador de eventos em prol da Cidade de Maria, tive o prazer de trabalhar com um Diretor Espiritual competente e dinâmico, que ajudou a fazer os fiéis barretenses valorizarem como merece aquele centro de religiosidade e ação social. Sei que este tratamento é, protocolarmente, reservado ao Sumo Pontífice, mas com todo respeito aos cânones da Igreja, para mim Dom Pedro Fré o verdadeiro “Santo Padre”, que já está ao lado de Deus Pai. Continuando a iluminar aqueles que o seguiram atrás de Cristo, como o seu xará de Cafarnaum”, disse.   
Segundo o padre Santana, o bispo emérito de Barretos estava muito debilitado já a algum tempo. “Ela já vinha muito debilitado nos últimos três anos, sempre de casa para o hospital e do hospital para casa. Nos últimos tempos as pessoas se perguntavam se ele iria agüentar, mas ele sempre agüentou porque era uma pessoa de fé, que amava a vida. Infelizmente, não houve mais possibilidade de continuar”, disse.
Segundo informações do administrador diocesano, D. Pedro Fré estava internado em São Paulo e seu sepultamento ocorreu na tarde de ontem em Aparecida. 
“Ele foi sepultado em Aparecida, por decisão dos padres de sua congregação. Foi lá que ele viveu, saiu pouco de lá para prestar serviços às dioceses. Ficou decidido o seu sepultamento lá e depois de cinco anos será trasladado aqui para a Catedral de Barretos”, comentou padre Santana.
Alguns padres da diocese de Barretos seguiram para Aparecida na manhã de ontem para participar de uma celebração de corpo presente e do sepultamento de D. Pedro Fré. Padre Santana, padre Marcos, de Jaborandi, padre Ivanaldo, de Olímpia, e padre Carlos, da paróquia Bom Jesus em Barretos, foram os representantes da diocese em Aparecida. 
DIÁRIO ON LINE
Foi vigário de Aparecida por muitos anos. Devo muito de meu crescimento na Fé Católica a este Santo Homem!
Com meus 7 anos , ele era nosso vigário e sempre nos visitava nas aulas de Catecismo, na antiga igrejinha de S. Roque, observava e orientava as catequistas, nos interrogava, para saber de estávamos aprendendo, mesmo, os fundamentos da Fé, no belo Pequeno Catecismo de S. Pio X.  Tínhamos que sabê-lo de cor.
Santo homem, visitava os doentes, diariamente, levando a Santa Comunhão e ministrando a Extrema Unção, sempre de Batina, no calor, na chuva. Víamos nele, sempre, a figura de Nosso Senhor. Grande devoto de Maria Santíssima, fiel filho de Santo Afonso.
Em sua missão apostólica foi muito auxiliado por outro santo que já nos deixou, Pe. Silvério Negri, o homem da Cruzada Eucarística e da Catequese nas Escolas.
Como Deus foi bom conosco, numa fase da vida que muito precisávamos, nos enviando Sacerdotes Santos. SEBASTIAN BALDI
São Pedro Fré, roga por nós!
Roga por esta Congregação, que te acolheu e que tanto amaste.
Roga por teus confrades, que neste instante,ao lado da dor da separação, sentem tua mão a abençoá-los todos.
Roga pelo povo que teve a ventura de, ouvindo de teus lábios palavras sempre sábias nas inúmeras missões por este chão brasileiro, mais te seguiram pelo exemplo de vida.
Roga pelos rebanhos que apascentaste, Corumbá e Barretos.
Roga por todos os que te conhecemos e, um dia, partilhamos da convivência de um homem simples e humilde, sorridente e sempre pronto a servir, homem sábio e santo.
O Pai te chamou, desta vez no chamado derradeiro, e, como sempre em tua vida, prontamente respondeste:
Eis-me aqui, Senhor!
São Pedro Fré, roga por nós! 
A. Bicarato(+).

ELES NOS PRECEDERAM - IR. NORBERTO (MIGUEL WAGENLEHNER) CSsR

IR. NORBERTO (MIGUEL WAGENLEHNER) CSsR
+3 de ABRIL 1935 
Examinando os alicerces da nossa província S.P. 23, não encontramos nenhum nome ilustre aos olhos do mundo. A obra grandiosa que os Fundadores iniciaram e consolidaram, não nasceu apoiada em valores humanos; mas em toda a sua vida brotou de um imenso e generoso amor à gloria de Deus. A humildade, a dedicação e os sacrifícios que fecundaram a nossa Província, somente a eternidade os conhece; estão in libro vitae. Entre os primeiros que iniciaram essa Obra que hoje todos admiram, está nosso Irmão Norberto. Nascido a 2 de março de 1857, de família muito pobre, desde criança aprendeu a ganhar seu pão com o suor do seu rosto. Certo dia, ele mesmo o narrou, enquanto trabalhava, pensou consigo: “Se tivesse que me apresentar hoje diante de Deus, como estaria eu?” — Esse pensamento continuou a persegui-lo durante alguns dias, até que ele resolveu ingressar na vida religiosa. Procurou os redentoristas, e foi muito bem recebido pela impressão que deu de um homem muito sincero e bem intencionado. A 25 de março de 1888 professou em Gars, e em 1894 veio para o Brasil com a primeira turma, sendo logo designado para a fundação de Goiás. Pertenceu depois às comunidades de Aparecida, Penha e Araraquara, conforme as necessidades, exercendo sempre o ofício de cozinheiro. Era o homem que sempre pensava, e rezava em voz alta, dirigindo-se a Deus, a Nossa Senhora ou aos Santos com a maior naturalidade. Sempre no seu trabalho, sem qualquer contato com estranhos, e não chegando a aprender o Português. Certo dia, em Araraquara, tendo o porteiro que sair, pediu ao Irmão Norberto que atendesse o telefone, caso alguém chamasse. Com toda simplicidade o Irmão aceitou o encargo. Logo depois o telefone tocou. Todo apressado, Irmão Norberto correu para atender. Postou-se diante do aparelho (que ele desconhecia por completo) e, sem tirar o fone do gancho, gritou: Não está! — Virou as costas, e voltou correndo para a cozinha. Foi como cozinheiro em Araraquara que ele adoeceu: pés inchados, com dores horríveis. Os exames revelaram mal de Hansen. E o Irmão, já doente, tinha sido cozinheiro, durante anos, em diversas Comunidades! O pobre enfermo teve de ser internado em Sant’Angelo. Não sabendo quase falar em Português, ele viveu seus últimos anos numa solidão feita de sofrimentos, mas também de união com Deus. No seu quarto, ou na capela do leprosário, estava sempre em oração. Aos 78 anos, martirizado, e consumido pela doença, ele entregou sua alma a Deus, no dia 3 de abril de 1935, sendo sepultado em Sant’Angelo.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Quinta-feira Santa

Hoje somos convidados a desacelerar… 
Em meio à correria da vida, Cristo nos chama de volta ao essencial. 
Enquanto o povo judeu celebra a Libertação no Pessach, nós contemplamos a Salvação que se revela no gesto simples e profundo de Jesus: partir o pão, servir, amar até o fim. 
“O Reino de Deus está próximo.” 
Essa mensagem ecoa hoje como ecoou naquele tempo. 
Se ela volta a cada ano, é porque nós, muitas vezes, nos esquecemos… 
E Deus, com paciência infinita, nos recorda. 
Que esta Quinta-feira Santa reacenda em nós o espírito do serviço, da humildade e da entrega. 
Que saibamos lavar os pés uns dos outros com gestos concretos de amor. 
Família Leiga Redentorista, é tempo de renovar a missão.
Uma abençoada Quinta-feira Santa a todos.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R.

Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R.
+01 de abril 2011
Arcebispo-Mor de Ernakulam Angamaly da Igreja Siro-Malabar Cardeal-Presbítero de San Bernardo alle Terme.
 O Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R., nasceu em 29 de maio de 1927 em Parur, Índia. Foi ordenado para os Redentoristas em 12 de junho de 1954 e doutorou-se em direito canônico pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum), de Roma. Durante 25 anos ensinou direito canônico no Seminário Maior dos Redentoristas em Bangalore. Foi também Superior provincial na Índia e no Sri Lanka (1978-84), Presidente da Conferência dos Religiosos da Índia (1984-85) e Administrador Apostólico do Mosteiro Beneditino de Asirvanam em Bangalore (1990-96). Em 11 de novembro de 1996 foi nomeado Arcebispo titular de Acrida (desde 19 de abril de 1997, Arcebispo de Antinoe) e Administrador Apostólico da sede vacante de Ernakulam-Angamaly para os cristãos do rito Siro-Malabar, tendo recebido a ordenação episcopal das mãos do Santo Padre em 6 de janeiro de 1997. No dia 18 de dezembro de 1999 foi nomeado Arcebispo-Mor de Ernakulam-Angamaly para os cristãos de rito Siro-Malabar. Foi Presidente do Sínodo da Igreja Siro-Malabar. Foi também Presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Índia (CBCI), de fevereiro de 2008 a fevereiro de 2010. Nomeado e proclamado Cardeal pelo Papa João Paulo II no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe dada a igreja titular de San Bernardo alle Terme (São Bernardo nas Termas). 
P. Gary Ziuraitis, C.Ss.R. I Redentoristi Direttore delle Comunicazioni Via Merulana, 31 C.P. 2458 - PT 158 00185 Roma, ITALIA (+39) 06 49490 609

CRIADOS PARA VIVER

Na cena do Jardim das Oliveiras, vemos Jesus que vive a certeza humana da morte que se aproxima. 
Também a ele o que mais apavorava não era o sofrimento, mas o fim deste nosso modo de viver. 
Salva-nos o saber que a morte não é fim o da vida porque fomos cria-dos para viver sempre. 
E podemos escolher como ser felizes eternamente. 
Deus nos criou, como todo o universo, para chegar à plenitude da existência e da vida em seu Filho, humano como nós. 
Nele e por ele podemos viver além e acima de todas as limitações atuais. 
Ele venceu a morte, vive sempre e é nossa vida, nossa esperança, nossa felicidade. 
Podemos alegrar-nos, também em nossas pequenas alegrias, à espera da ale-gria plena. Jesus ressuscitou. Aleluia.


terça-feira, 31 de março de 2026

*Jornada de fé na Semana Santa*


Saudações Missionárias!

Nesta travessia sagrada da Semana Santa, o Evangelho de hoje nos convida a olhar para Jesus que caminha com firmeza rumo à entrega total, mesmo diante da dor, da incompreensão e da cruz.

Para a Família Leiga Redentorista, essa Palavra ganha um sentido ainda mais profundo. Somos chamados a viver a espiritualidade do Redentor no cotidiano, levando a esperança aos mais necessitados e testemunhando um amor que não desiste, mesmo diante das adversidades.

Jesus não fugiu da sua missão. Ele abraçou a cruz com amor, revelando que:

a dor não é o fim,

a injustiça não tem a última palavra,

e a vida sempre renasce.

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.”(Lucas 22,42)

*Breve reflexão*

Que nesta caminhada até a Quinta-feira da Paixão, a Sexta-feira da Cruz e a manhã luminosa da Páscoa, possamos:

renovar nossa confiança em Deus,

fortalecer nossos laços familiares,

e viver com autenticidade a missão redentorista junto ao povo.

Assim como Cristo, seguimos:

com entrega na Quinta,

com fé na Sexta,

e com esperança na Páscoa.

Peçamos que o Senhor Jesus, nosso Redentor, nos sustente e nos conduza - hoje e sempre - da cruz à luz.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. CARLOS FRIDOLINO SCHLEINKOFER CSsR

PE. CARLOS FRIDOLINO SCHLEINKOFER CSsR 
+31 de MARÇO 1974 
Bávaro, nascido a 01 de janeiro de 1887. Professou na C.Ss.R em 1908, sendo ordenado em 1914. Antes de vir para o Brasil, trabalhou na Alemanha como Missionário, Mestre de Noviços e Provincial. Em 1936 andou pela Itália e Suíça, fugitivo dos nazistas. Em 1937 conseguiu vir para o Brasil, trabalhando quase sempre como Confessor dos Noviços e Estudantes, ou na Basílica de Aparecida. Fundador e primeiro superior das Casas de Lages e Passo Fundo, trabalhou em Cachoeira do Sul e Porto Alegre. Era bem o tipo dos antigos redentoristas bávaros, militarmente rigoroso consigo mesmo, exemplo de recolhimento, de oração e pontualidade na vida comum. Era, porém, compreensivo, caridoso, e pronto para atender seus confrades. Desejando voltar para a Alemanha, em 1965 foi novamente adscrito á Província de Munique, onde ainda trabalhou, nos seus últimos anos, como Capelão de Religiosas, vindo a falecer a 31 de março de 1974.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
QUANDO CRIANÇA GOSTAVA DE ME CONFESSAR COM ELE. Naquela época os confessionários tinham o nome do sacerdote numa plaquinha. Todo dia atendia confissões. Hoje, para a gente se confessar, é preciso procurar muito, os padres não têm mais tempo, estão correndo atrás de outras coisas. Sebastian Baldi 
Temos, na Penha, uma rua bem próxima do centro que homenageia este padre. Seu assassinato se deu quatro anos depois da chegada dos padres redentoristas na paróquia .Morelli

Morelli, veja o final do texto: 

"Desejando voltar para a Alemanha, em 1965 foi novamente adscrito á Província de Munique, onde ainda trabalhou, nos seus últimos anos, como Capelão de Religiosas, vindo a falecer a 31 de março de 1974." 

Considero que não seria o mesmo sacerdote a que se refere!  Ierárdi

ELES NOS ANTECEDERAM - PE. JOÃO BATISTA SCHAUMBERGER CSsR

PE. JOÃO BATISTA SCHAUMBERGER CSsR
+31 de MARÇO 1909 
Um genuíno Redentorista, pela sua piedade, seu zelo incansável, e ardente devoção a Nossa Senhora. Natural de Schwandorf (Alemanha), nasceu a 13 de dezembro de 1849. Desde criança mostrou seu desejo de se tornar sacerdote; e foi no colégio que cursava em Metten, um dos melhores alunos, devido a sua inteligência e aplicação. Já na mocidade começou a despontar como grande poeta que seria mais tarde, tanto em alemão, como em latim. Suas melhores poesias foram dedicadas a Nossa Senhora, escritas com grande delicadeza e ternura. Terminados seus estudos superiores, foi ordenado sacerdote diocesano em Ratisbona, a 7 de junho de 1874. Até 1876 não quis assumir a direção de nenhuma paróquia, pois já sonhava com a C.Ss.R. Mas, devido a perseguição religiosa, teve de esperar até 1883 para iniciar o seu noviciado. No entanto não conseguiu terminá-lo devido a uma enfermidade grave em sua vista. Restabelecido, voltou ao noviciado em 1894, professando no ano seguinte. Por determinação dos Superiores veio para o Brasil em 1903, permanecendo em Aparecida. Apesar de doente, e com 54 anos, aprendeu facilmente o Português, e pôde facilmente lecionar latim no juvenato. Em dezembro de 1907 foi transferido para a casa da Penha. Sempre muito fraco de saúde, embora culto e muito preparado, raramente subiu ao púlpito, e seu trabalho era mais no confessionário. 85 Raramente saia de casa, impressionando sempre os seus confrades pela profunda piedade. No dia 31 de março (1909) dirigiu-se da Penha para a cidade (São Paulo) a fim de buscar os óculos que mandara consertar. Na volta, à altura do Tatuapé, desceu do bonde, para fazer um pouco de exercício, caminhando até a Penha. Naquele tempo era esse trecho um caminho quase deserto. Rezando o seu terço, passou em frente de um botequim, onde estava tomando suas doses um desordeiro famoso naquelas redondezas. Vendo passar o Padre, começou a lhe gritar palavrões e ofensas. Como o Padre não lhe desse atenção, montou a cavalo, e a relhadas, derrubouo junto a um poste da Ligth, desfechando-lhe dois tiros. Com isso achou que havia matado o Padre, e continuou a cavalo, com seus palavrões e blasfêmias. Olhou, porém, atrás, e viu que sua vítima estava tentando levantar-se. Voltou furioso, e deu-lhe ainda mais um tiro, acabando por matá-lo. Preso, o desordeiro declarou: — “Sou maçom, e dos graduados; ninguém vai me condenar”. — Mas foi condenado a trinta anos de prisão. O enterro do Pe. João, que todos reconheceram como um mártir, foi mais triunfal do que fúnebre. Sepultado na Penha, seus restos mortais estão hoje na “Capela dos Mortos” em nosso convento em Aparecida.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 30 de março de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IRMÃO ESTANISLAU CSsR

(*)24 DE FEVEREIRO 1929
(+) 30 DE MARÇO 2023
Faleceu na quinta-feira (30/03/23), aos 94 anos de idade, o missionário redentorista Manoel Pereira dos Santos, conhecido como Ir. Estanislau, C.Ss.R. Acometido pelo Mal de Alzheimer e pela diabetes, ele estava recebendo todos os cuidados necessários na Comunidade Irmão Bento, em Potim (SP). Filho de José Pereira dos Santos e Margarida Olímpia de Miranda, ele nasceu em Aparecida (SP), no dia 24 de fevereiro de 1929. Além dele, seus pais tiveram outros oito filhos. O jovem Manoel escolheu seguir os passos de São Geraldo Majella, ao se tornar um Irmão Redentorista, em 1946. À época, assim como todos que escolhiam o mesmo caminho, precisou mudar de nome ao fazer a Profissão Religiosa. Foi então que escolheu ser chamado de Irmão Estanislau, de modo a reverenciar outros irmãos que passaram pela Província de São Paulo. Esta e outras curiosidades foram reveladas pelo Redentorista em sua última entrevista, na série “Tesouros Redentoristas”, que você pode assistir abaixo: Na oportunidade, ele também recordou que parte do seu trabalho foi dedicado à cozinha, com devoção a Santa Marta, a padroeira dos cozinheiros. O seu ofício mudou quando foi requisitado a cuidar do Pe. Alexandre Miné, C.Ss.R., que estava debilitado na época. Essa missão foi passada ao Ir. Estanislau por sua organização e dedicação nas cozinhas das casas redentoristas. A recém-inaugurada Comunidade Irmão Bento, em Potim (SP), foi a última morada do irmão missionário, antes do mesmo se juntar a Santa Marta, São Geraldo Majella e a Deus, na Eternidade. 
O velório do Ir. Estanislau realizado na Capela São José, na Comunidade Ir. Bento, em Potim (SP). 
A Missa de corpo presente realizada às 16h, no mesmo local e, em seguida, o sepultamento.

domingo, 29 de março de 2026

A Semana que Revela o Amor

Da Entrada Triunfal à Entrega Total

O Domingo de Ramos inaugura, a semana. para todo o mundo cristão, o tempo mais profundo da nossa fé. É quando revisitamos, não apenas como memória, mas como experiência viva, os últimos passos de Jesus Cristo entre nós - o Filho de Deus que caminhou com os homens, falou aos corações e revelou o amor do Pai.

Ao entrar em Jerusalém, aclamado com ramos e esperança, Cristo é reconhecido como Rei. Mas não um rei de poder terreno - e sim de serviço, humildade e entrega. A multidão que o exalta é a mesma humanidade que, dias depois, não compreenderá o alcance de sua missão.

Para nós,

Família Leiga Redentorista,

Este tempo é um chamado à coerência. Somos convidados a sair das aclamações fáceis e entrar no silêncio da conversão. Santo Afonso de Ligório nos ensinou que o amor verdadeiro se prova nas atitudes concretas - e é exatamente isso que contemplamos nesta semana: um amor que se doa até o fim.

A cruz não é o fim. É o ápice da revelação.

Ali, Cristo nos ensina que não há redenção sem entrega, não há ressurreição sem passagem pela dor, e não há amor verdadeiro sem sacrifício.

Vivamos esta Semana Santa com profundidade:

Revisitando nossos compromissos com o Evangelho

Renovando nossa fé na misericórdia

E, sobretudo, sendo presença de esperança para os mais necessitados

Que, ao final desta caminhada, possamos também ressuscitar - não apenas na liturgia, mas na vida.

Uma vez redentoristas, sempre redentoristas.

E sempre discípulos daquele que nos amou primeiro.

sábado, 28 de março de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Mauro José Matiazzi, CSSR

Pe. Mauro José Matiazzi, CSSR 
+28 de MARÇO 2012 
Nasceu a 26.06.1949, em Mineiros do Tietê, SP. Seus pais: Albertino Matiazzi e Teresinha Claro Matiazzi. A 11 de fevereiro de 1972, entrou para o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida, onde concluiu o Colegial, que já tinha começado em São Carlos, SP. Estudou Filosofia, de 1973 a 1975 na Faculdade Salesiana de Lorena SP, residindo no Instituto São Clemente, em Aparecida. Em 1976 frequentou o Noviciado no Jardim Paulistano, São Paulo SP. 
Compromissos Religiosos: 02.02.1977, na Basílica de Aparecida. O Curso de Teologia foi realizado de 1977 a 1980, no Instituto Teológico São Paulo – ITESP – Ipiranga. 
Profissão Perpetua: 21.02.1981 em Aparecida SP. 
A Ordenação Diaconal foi ministrada a 08.03.1981 por Dom Frei Daniel Tomasella OFMCap, em Garça, SP. E a Ordenação Sacerdotal, a 16.05.1981, na Igreja de Santo Antônio do Prado, na cidade de São Carlos SP, por Dom Constantino Amstalden, Bispo de São Carlos, SP. Depois da ordenação, residiu nas seguintes comunidades: 
1981 – Vigário Paroquial na Paróquia São Pedro em Garça, SP 
1984 – Santuário de Aparecida, pastoral com os romeiros. 
1988 – São João da Boa Vista: Equipe das Missões Populares. 
1999 – Tietê: Equipe das Missões Populares 
2005 – Estudos Teológicos no Instituto Superior de Pastoral (ISPAL), em Belo Horizonte, MG Em dezembro de 2005, foi nomeado Reitor do Santuário de Aparecida e Superior da Comunidade Redentorista. 
2009 – Araraquara: Equipe das Missões Populares. 
2011 – Tietê: Equipe das Missões Populares. 
2012 – Tietê: Igreja Santa Teresinha e auxiliar de Mestre. Acometido por problemas cardíacos, foi internado no Hospital Paulistano, em São Paulo, a 23 de março de 2012. Seu estado clínico foi piorando, depois de sofrer dois enfartos. Veio a falecer às 12h30, dia 28 de março de 2012. Descanse em paz! 
Pe. José Bertanha, C.Ss.R.(✝︎) 
Arquivista provincial 2012
Matiazzi 
é totalmente despojado de riquezas e bens terrenos. Sofre com a dor dos outros, tem um coração inocente como de uma criança, sendo incapaz de prejudicar alguém. Foi perseguido por causa de Jesus (quem não se lembra do tal catecismo?), ama as pessoas com uma simplicidade encantadora. Dedica-se à missão de sacerdote com o coração de Jesus acolhendo, escutando, aceitando a todos. Sua felicidade consiste em amar o povo de Deus. Ama a Palavra de Deus e a ela se dedica dia e noite, como a gente pode ver. Não tem moleza no serviço. É um homem de Deus. Tem defeitos e dificuldades, mas estas não fazem mais que salientar o quanto é bom o nosso Padre Matiazzi. Padre Luiz Carlos de Oliveira(✝︎)
MINHA NOTA- 
O exemplo de interesse, desapego e humildade! No ano 2008, no encontro dos antigos seminaristas redentoristas em Aparecida-SP, o ENESER XIII, estava buscando matéria para página que havia montado no ORKUT em objetivo da campanha do processo de beatificação e canonização do Servo de Deus Padre Vitor Coelho de Almeida, missionário redentorista. Na sexta-feira à noite, em conversa com o Padre Matiazzi, então reitor do Santuário Basílica Nacional de Aparecida, ele informou-me sobre entrar em contato com o Padre Júlio  CSsR, no Potim, que era, nesta época, o vice-postulador da causa. Agradeci muito pela informação. No sábado, pela manhã, qual não foi minha agradável surpresa quando vejo em minha frente o Padre Matiazzi, superior maior na basílica nacional de Aparecida-SP, com dois pacotes contendo 200 informativos sobre o processo e vida do Padre Vítor Coelho CSsR. Ficou isso gravado em mim por 2 bons e grandes motivos:
1º O interesse enorme daquele padre para o desenvolvimento da Causa do confrade.
2º Ele não pediu para qualquer pessoa trazer os pacotes...Ele mesmo o fez com muito carinho.
Requiescat, Pater Matiazzi CSsR.

sexta-feira, 27 de março de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE TADEU PAWLK CSsR

PADRE TADEU PAWLK CSsR
+27 DE MARÇO 2019
Veio da Polônia para o Brasil, em 1976. Em todos esses anos, foi um incansável missionário. Ele integrou o grupo dos primeiros missionários redentoristas poloneses que vieram para o Brasil a partir da década de 70. Atuou na cidade de Bom Jesus da Lapa (BA), onde ficou muito conhecido pelo suporte dado às famílias vítimas da grande enchente no ano de 1979. Trabalhou na pregação das Santas Missões e em outras frentes apostólicas da Vice Província da Bahia. Foi fundador de muitas comunidades, associações, grupos e movimentos de base. Faleceu em Salvador (BA), enquanto dormia, em seu quarto na Comunidade Santo Afonso, vítima de infarto. Seu corpo foi transladado para Bom Jesus da Lapa, onde ocorreu velório e missa de corpo presente.  enterro realizado em 28/19, às 16h. 

quarta-feira, 25 de março de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - ANTÔNIO FIRMINO DA SILVA NETO-SEMINARISTA REDENTORISTA DO PROPEDÊUTICO

ANTÔNIO FIRMINO DA SILVA NETO
SEMINARISTA REDENTORISTA DO PROPEDÊUTICO
+25 DE MARÇO 2016
Prezados Confrades e Estudantes, no dia em que celebramos a Paixão do Senhor, faleceu em Santa Bárbara d'Oeste o nosso seminarista Antônio Firmino da Silva Netto, aos 22 anos de idade. Ele era natural de Iguape-SP. Há alguns dias ele apresentou um quadro de pneumonia. Ficou internado, teve alta e ontem, teve uma crise muito forte e foi internado novamente. E hoje veio a falecer à tarde. O sepultamento foi em Iguape-SP. Rezemos pelo seu descanso eterno, pelos seus familiares e também pelos seus colegas seminaristas e formadores! Que o Antônio repouse em paz! “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (Jo 14, 1-3). 
Pe. Rogério Gomes, C.Ss.R

terça-feira, 24 de março de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - BIANOR FERREIRA LIMA, ANTIGO SEMINARISTA

BIANOR FERREIRA LIMA, ANTIGO SEMINARISTA
+24 de MARÇO 2013
Faleceu em Goiânia, 24 DE MARÇO DE 2013, o promotor de Justiça aposentado Bianor Ferreira de Lima. Ele nasceu em Buriti Alegre /GO, em 13/04/1936. Foi seminarista redentorista, cursando a filosofia em Tietê/SP, entre 1956 e 1958. Graduado em Direito e Letras, atuou como advogado e professor. Na vida política, foi vereador em Goiânia (1963-1966), deputado estadual (suplente 1967-1971, assumindo temporariamente em 1967, mas teve seus direitos políticos cassados pelo AI-5). Foi superintendente-adjunto do Instituto de Desenvolvimento Urbano e Regional – INDUR (1983). Cursou a pós-graduação em processo civil pela Faculdade de Direito da USP. Fundador e professor no Colégio Cruzeiro do Sul, Goiânia; e professor no ensino superior em diversos estabelecimentos em São Paulo e em Goiânia. 
O corpo foi velado no cemitério Parque Memorial, e o sepultamento ocorreu em 25 de março, às 10h30.
Informação do FB Irmão Diego CSsR.

Queria ter tempo suficiente para falar do Bianor, ele foi meu colega por muitos anos no Colegião e Santo Afonso, considero-o um dos seminaristas mais inteligentes de meu tempo. Guardo uma imensa gratidão por seu gesto de solidariedade incondicional em um fato acontecido em nosso tempo quando fui injustamente punido por insubordinação e quase fui excluído do seminário, ele correu um grande risco e ficou de meu lado. Alexandre Dumas
Eu me lembro dele, que Deus o tenha. Quando eu entrei ao seminário ele era da sétima série. Abner(+)
Que Deus o tenha, participou de alguns encontros da UNESER, grande entusiasta e Filho de Santo Afonso.Nossas preces pela alma do Saudoso Bianor. José Vicente Naves
O Bianor era um grande colega! Nos curtíamos! João Geiger(+)
O Bianor era tio da Irê, que, por sua vez, se casou com o Humberto, tio da Lucy. Certa ocasião, num encontro da Uneser, apresentei-lhe a Lucy e ele, num gesto simpático, pediu para tirar uma foto com ela, colocando-se na condição de seu tio avô. Grande goiano! Engraçado, falamos muito do Bianor, mas nos esquecemos de seu irmão Higino Ferreira, mais velho e que cursava a mesma série do Bianor, fez o noviciado, passou pela filosofia e saiu antes dos votos perpétuos, voltou para Buriti Alegre, prestou concurso para o Banco do Brasil e ali se aposentou sem pretensão a galgar cargos mais altos, se acomodou, constituiu família e deve ter morrido em paz,poderíamos resgatar também uma história de sucesso de um ex-seminarista que esteve conosco por mais de dez anos e morreu, como eu sei, deixando um legado talvez tão rico como de seu irmão. Alexandre Dumas 
Caro Dumas, estamos mencionando o Bianor porque lembramos o dia, 24 de março, que ele seguiu para a vida eterna como tenho publicado neste blog TÁVOLA REDONDA DOS SEMINÁRIOS a lembrança de todos os redentoristas, sacerdotes e religiosos, bem como dos antigos seminaristas em seu dia de passamento. Assim, neste momento azado, caso seja possível, solicito a você os dados biográficos do Higino Ferreira, datas de nascimento e morte e alguns outros detalhes para publicarmos e anualmente o rememorarmos na data do seu falecimento. Amigo....MISSÃO A GARCIA!!!!!Um abraço! Ierárdi
Eu não sabia que o Higino tinha galgado todos esses degraus após a minha saída do seminário, só sei que ele era muito humilde, metódico e inteligente! João Geiger(+)
Eu não falei que ele galgou degraus, mas sim que optou por uma vida mais acomodada compatível com sua maneira de ser, humilde, metódico e inteligente, como você bem o define.Alexandre Dumas
Foi meu colega de sala. Nós dois éramos muito amigos. Ele, eu e a minha querida e saudosa Emília, participamos de um ENESER, uns vinte anos atrás. Foi tudo muito bom, muito alegre, maravilha pura. Bênçãos de Deus sobre nós generosas. Amém. João De Deus Rezende Costa
Tenho duas passagens com Bianor, uma lembrando o seminário, outra em um nosso encontro em Morrinhos. Narro a primeira:- Estando em uma rodinha e comentando sobre nosso time de futebol, escalamos os titulares, no Gol, fulano, na zaga, sicranos, meio de campo completo, linha de frente com alguma dúvida, Bianor deixou uma posição a ser preenchida. Quem ? Era a sua, ele sabia de suas qualidades na linha de frente. Noutra feita, estando em Morrinhos a trabalhar no BB, Bianor surgiu capitaneando um grupo de estudantes. Visitou-me na República dos Bancários, pediu-me para ensinar jogar xadrez, pacientemente, expliquei-lhe a função de cada peça, assimilou. Começamos um jogo amistoso, deu-me um xeque-mate arrasador. Na vida, temos que ter consciência de nossas capacidades e aplicá-las na hora devida. Quando chegou ao céu, ignorou São Pedro, apresentou a carteira de redentorista e mandou chamar Santo Afonso. Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Caro amigo e colega Dumas, como é importante e feliz a oportunidade que temos para nos comunicarmos. Neste blog TÁVOLA REDONDA DOS SEMINÁRIOS, criado há 12 anos, podemos manter os nossos bons encontros entre antigos seminaristas redentoristas que, de tempos e turmas diferentes, hoje nos congregamos por aqui em um único tempo e uma única turma pelo Facebook trazendo as ricas memórias de nossos tempos de SRSA e, sobretudo, mantendo sempre em dia esta amizade perene. Por isso gosto muito de usar o Salmo 132(ou 133) "COMO É MARAVILHOSO ESTAR COM OS IRMÃOS" Por outro lado, ao ler a última linha do seu comentário, sobre a chegada do colega Bianor ao Céu, vem-me o pensamento que criei, plageando nosso saudoso e estimado Padre Libárdi: "UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU!"  Com certeza, é isso que nos espera! Um forte abraço, Ierárdi
 
Santas lembranças. Fomos colegas de sala, alunos dos padres Cherubini, Pereira, Ribola , Onofre, Brandão , Isidro, Viesse , Silvestre..João De Deus Rezende Costa