quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Nossa Senhora e o Brasil que precisa se reencontrar

«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus!» (Mt 5, 9) 
A mensagem do Papa Leão XIV ao encontro “Maria, caminho de diálogo e paz para o Mediterrâneo” oferece um convite oportuno para o atual contexto brasileiro. 
Ao propor que se redescubram em Nossa Senhora os fundamentos do diálogo e da paz, o Santo Padre nos convida a uma reflexão da importância da escuta e da abertura ao outro, que também pode iluminar nossas relações familiares, comunitárias e políticas. 
O fato de o encontro ter ocorrido em Perugia e Assis é especialmente significativo. 
Assis, conhecida mundialmente como a terra de São Francisco, o “Poverello de Assis”, simboliza a humildade, o compromisso com a paz. 
Depois das eleições, permanece uma tarefa que as urnas, sozinhas, não conseguem realizar: reconstruir a convivência.
Encerrada a disputa, as diferenças continuam legítimas, mas precisamos impedir que se transformem em inimizades permanentes. 
O Brasil não precisa superar suas diferenças para seguir adiante. 
Precisa aprender a conviver com elas sem permitir que se convertam em divisões irreparáveis e seus cidadãos deixarem de se reconhecer como integrantes da mesma comunidade.
Nesse cenário, a devoção a Nossa Senhora pode inspirar um compromisso de reconciliação. 
Quando candidatos e lideranças de campos distintos se apresentam publicamente com sua imagem, declaram sua fé e pedem Sua intercessão, esses gestos também suscitam uma responsabilidade: traduzir a devoção em respeito, escuta e cuidado com o próximo, inclusive com aquele que votou de maneira diferente. 
Segurar a imagem de Maria é um gesto de fé que pede consequências (compromissos) na vida. 
Olhar para Maria, “mulher de fé e obediência a Deus”, é redescobrir a escuta e acolhimento ao próximo, pilares de todo diálogo que busca a paz e a fraternidade”. 
Quem invoca a Mãe de Deus é chamado a reconhecer a dignidade de Seus filhos. 
A devoção mariana é o caminho de aproximação a Cristo, que nos convida a imitar a Sua práxis de humildade, misericórdia e respeito ao diferente, evitando a palavra agressiva, a mentira conveniente e a satisfação diante da humilhação de quem não compartilha de nossas ideias. 
Há muitos anos, o diálogo ecumênico busca aproximar os cristãos, enquanto o diálogo inter-religioso promove o encontro entre diferentes tradições religiosas. 
São caminhos distintos, com questões teológicas profundas e diferenças que precisam ser respeitadas. 
Ambos, porém, mostram a importância de perseverar no encontro: é possível cooperar, cultivar a confiança e trabalhar pela paz sem exigir que todos pensem ou creiam da mesma maneira. 
Essa disposição tem muito a ensinar à vida política brasileira. Podemos discordar sobre governos, programas e prioridades e, ainda assim, reconhecer deveres comuns. 
O que precisa permanecer é o compromisso com a dignidade humana e com a ideia de que a nação é maior do que qualquer partido, liderança ou resultado eleitoral. 
Combater a fome, assegurar educação, cuidar da saúde, enfrentar a violência e proteger a dignidade humana são responsabilidades que atravessam as fronteiras partidárias.
Maria pode inspirar os que nela reconhecem uma referência de fé a dar o primeiro passo. 
Sua presença na vida de tantas famílias brasileiras nos recorda a importância de escutar antes de julgar, de acolher sem alimentar hostilidades e de servir sem perguntar a preferência eleitoral de quem precisa de ajuda. 
Essa contribuição deve chegar à vida pública com pleno respeito aos brasileiros de outras crenças e aos que não professam religião. 
O diálogo é a verdadeira força que traz a paz, porque gera relações respeitosas visando obter o interesse comum e nunca impondo as próprias ideias. 
(Fonte: Encíclica Magnifica Humanitas do Papa LEAO XIV).
Na política, governar exige ampliar adesões e reduzir resistências por meio do diálogo, da negociação e da confiança. 
A unidade nacional se fortalece quando as pessoas encontram espaço para participar e percebem que suas necessidades são consideradas. Isso exige disposição para construir acordos reconhecendo que nenhuma corrente política esgota as esperanças do povo brasileiro. 
A reconciliação também pede verdade, justiça e responsabilidade. 
Aproximar as pessoas implica enfrentar as causas das rupturas, reparar ofensas e estabelecer formas respeitosas de lidar com os conflitos. 
A paz começa a ganhar consistência quando se torna uma prática cotidiana, nas instituições, nas comunidades, nas famílias e nas redes sociais. 
Que Nossa Senhora Aparecida interceda por esse reencontro.
Que inspire serenidade em quem venceu, esperança em quem perdeu e responsabilidade em todos os que exercem uma função pública. 
Que nossas comunidades sejam lugares onde brasileiros de diferentes posições possam voltar a conversar e cooperar. 
O Brasil é um só, embora sejam muitas as suas vozes. 
Sob o olhar materno de Maria, aprendamos a fazer dessa diversidade uma convivência fecunda, orientada pelo bem comum. 
Que a fé nos ajude a reconhecer, em cada rosto, alguém com quem partilhamos o presente e construiremos o futuro. 
Coautores:'Pedro Luiz Dias e Sergio Alejandro Ribaric’, Teólogos.
Nota. Ambos os coautores são pesquisadores em Mariologia
Pedro Luiz Dias
Sergio Alejandro Ribaric

CARMINHA, MINHA INESQUECÍVEL IRMÃ

Maria  do Carmo Yerárdi
(*) 05 de outubro de 1946
(+)29 de outubro de 2023 

Minha irmã Carminha nasceu em São José dos Campos.

Devido a impossibilidade de conviver com meus pais, meu pai Juan estava enfermo e minha mãe Josefa teria de viver em São Paulo-Capital, onde trabalhava no Lanifício Fileppo como operária,arrumadeira na creche, nossos rumos foram delineados nesta época.

Assim, a Carminha, desde a primeira idade, teve de ser internada em São José dos Campos, no Colégio Santa Inês!

Após 3 anos, com o passamento do meu pai que se deu naquela cidade em 1949, minha irmã foi trazida para São Paulo e passou a viver até a juventude com nossos parentes, conterrâneos da Paraíba, terra da minha mãe!

Já na juventude, preferiu viver sozinha!

Com a ajuda de Ricardo Granja, filho de sua madrinha,  conseguiu, em 1.996, um apartamento do CDHU na Víla Sílvia, distrito do Cangaíba, Zona Leste de São Paulo!

Lá morou até seus últimos dias de vida.

Após quase 3 meses internada no Hospital Municipal Professor Dr. Alípio Correa Neto, em Ermelino Matarazzo, veio a falecer no domingo às 09:15h do dia 29 de outubro de 2023.

Ela nos deixou!

A única vez que fui àquele hospital, onde estava internada, foi para tomar as providências do seu pós-falecimento.

Particularmente o que vi não foi bom...

Tive de reconhecer o corpo,abandonado e descartado, que estava em um canto no subsolo, coberto com um lençol!

Minha irmã, que Deus hoje a mantenha nesse novo estágio da sua vida espiritual e agora, carinhosa e francamente  quero dizer: 

-DESCANSE EM PAZ! 

DUAS MULHERES EM MINHA VIDA:
JOSEFA PEREIRA IERARDI(+),MÃE
MARIA DO CARMO YERARDI(+),IRMÃ

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

ELES NOS PRECEDERAM e VIVERAM CONOSCO - PE. CONRADO (MARIA) KOHLMANN CSsR e IR. PLÁCIDO (JOSÉ SCHAFFLEITNER) CSsR

PE. CONRADO (MARIA) KOHLMANN CSsR 
+28 de OUTUBRO 1944 
Outro grande missionário que muito realizou e sofreu pela nossa Província. Era da cidade de Seisling (Alemanha) onde nasceu a 5 de fevereiro de 1879. Desde criança mostrou desejo de ser Padre e, logo que pôde, ingressou no Juvenato da Província- Mãe, professando em 1903. Foi ordenado em 1908, vindo no ano seguinte para o Brasil. Era seu sonho dedicarse logo às missões; mas a obediência o colocou no Juvenato de Aparecida como Diretor e Professor. Mesmo assim, sempre que possível, lá estava ele na igreja, auxiliando nas confissões e batizados. Em 1921 foi para Campininhas, e, aliando sua ótima saúde a um zelo extraordinário, percorreu todo o sul de Goiás num contínuo apostolado. Não conhecia cansaço nem dificuldades; sempre a cavalo, fazia quantas léguas fossem necessárias para atender a um doente que o solicitasse. Os perigos que enfrentou pelo sertão: a fome, a sede que muitas vezes teve de suportar, o trabalho das contínuas pregações, as noites em claro, foram capítulos que só Deus conhece, escritos como foram “in libro vitae”. De 1936 a 1941 trabalhou nas Missões do Estado de São Paulo. Durante esse tempo foi também superior de Pindamonhangaba, onde muito fez para valorizar o terreno: o dia todo lá estava ele de enxada, picareta ou machado à mão, para dar ao noviciado a horta, o pomar, os caminhos ou avenidas que embelezariam a casa. Mas nem por isso se esquecia das missões; estava em todas, sempre com o mesmo entusiasmo e piedade. No entanto, seu sonho era voltar para Goiás, onde se sentia melhor em meio ao povo simples. E era lá que ele desejava terminar os seus dias. Em 1942, todo feliz, regressou às missões em terras goianas. Sua saúde, porém, já não era a mesma. E quando notou que já não podia mais continuar como superior de Campinas, renunciou ao cargo, passando a viver no silêncio do seu quarto. Esse descanso forçado, com a certeza de que o fim se aproximava, foi uma dura penitência para o seu zelo; mas ele a aceitou, apegando-se à oração, no quarto ou na capela, e apoiando, com todo entusiasmo, o trabalho missionário de seus colegas. Com o coração bastante fraco, passava noites em claro, mal podia respirar. Assim foi que ele viveu seus últimos dias, entre a vida e a morte, recitando contínuas jaculatórias que bem revelavam a sua conformidade e grande esperança. Em 28 de outubro de 1944, ele rezou, com o Irmão que o assistia, das oito às onze horas da noite, quando entrou em agonia. Algumas horas depois expirou. Levava consigo para a eternidade o mérito alcançado de trinta e cinco anos de intenso apostolado.
IR. PLÁCIDO (JOSÉ SCHAFFLEITNER) CSsR
+28 de OUTUBRO 1953 
Era austríaco, nascido a 1º de maio de 1877. Ingressando na C.Ss.R. em 1901, fez os votos a 3 de maio de 1906 em Aparecida, três anos após sua chegada ao Brasil. Um Irmão que trabalhou em todas as nossas casas daquele tempo: Aparecida, Penha, Araraquara, Cachoeira do Sul e Campinas (GO). Alegre, piedoso, e muito dedicado ao trabalho, Irmão Plácido foi sempre muito estimado pelos confrades, pelo otimismo e felicidade que irradiava. Com uma certa facilidade para escrever, deixou-nos um interessante “Diário” da sua vida na Alemanha, desde que ingressou na C.Ss.R. e, no Brasil, até junho de 1905. Em outubro de 1931 renunciou (por escrito) a viagem-recreio que podia fazer à Alemanha, talvez com medo de não poder mais voltar para o seu querido Goiás. Numa carta ao Provincial, em 1935, ele diz alguma coisa da sua vida em Campininhas: “Graças a Deus, há 32 anos que estou no Brasil, sempre alegre e satisfeito. Além dos sofrimentos que todo mundo tem, já caí três vezes da escada, ao apanhar laranjas; tive maleita durante três anos e meio; por ocasião da festa em Trindade quase fui morto a pauladas; além disso fui picado por uma jararaca (1934) e, outra vez, picado por uma jaracuçu (1935). E, para encher as medidas, estou agora com uma úlcera no estômago. Como V.R. pode ver, o sofrimento é meu signo neste mundo miserável. Mas, apesar de tudo, vivo contente e feliz aqui em Campinas”. E, pressentindo a morte, ele diz ainda: “Será que vou logo para o cemitério? Isto seria para mim o fim deste mundo, e seria muito bom, tanto para mim, como para os outros, pois já não sirvo mais para muita coisa”. — E mostra-se consolado ao dizer: “Graças a Deus que vou morrer aqui, e já estou vendo que isso não vai demorar muito”. — Mas ainda demorou um pouco. E seus últimos anos foram de muito sofrimento. Sempre alegre, porém, conformado, esperou pela morte, até que ela chegou, a 28 de outubro de 1953, em Campinas como ele sempre desejara.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

domingo, 25 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - Gilberto dos Santos - Antigo Seminarista

Gilberto dos Santos
+25/10/2013
Antigo Seminarista Redentorista
Faleceu a 25/10/2013 em Aparecida aos 56 anos de idade, o ex Gilberto dos Santos.
Gilberto foi seminarista redentorista na década de 70, era frequentador assíduo dos encontros de antigos seminaristas e retiros.
Era ele que em todos os anos, tanto no retiro como nos encontros em Aparecida, doava as imagens de Santo Afonso para serem sorteadas. Todos se entristecem com a perda deste grande colega e que Deus o tenha em seus braços.
À família de Gilberto enviamos sempre as nossas condolências e orações.

sábado, 24 de outubro de 2026

PROFESSORA MALI MOURA - SEMINÁRIO SANTA TERESINHA

Maria de Lourdes Abdalla é oblata redentorista e
atuou no Seminário Santa Teresinha, de 1971 a 1977,
como professora de Língua Portuguesa

Ainda num clima de reverência, respeito, gratidão e comemoração do dia dos professores, presto uma singela homenagem a uma pessoa amiga, oblata e professora.
Os Oblatos Redentoristas são pessoas que conhecem a Congregação do Santíssimo Redentor e colaboram, de alguma forma, com sua missão. São escolhidos para serem oblatos leigos, leigas, casados, solteiros, padres diocesanos, religiosas de outras congregações e até bispos. 
O nome é Maria de Lourdes Abdalla de Moura, mas o mundo a conhece apenas por Mali. Assim, simples e doce, como quem prefere ser lembrada pelo coração.
Vem das terras boas de Tietê (SP), da cepa generosa de José Raphael e Latifa Abdalla, onde a fé, o trabalho e a ternura florescem como as videiras antigas que sustentam a casa e a memória.
Um dia, o Seminário Santa Teresinha a recebeu de braços abertos. Ali nasceu a “Fessora Mali”, apelido carinhoso que virou nome próprio, título de quem educou com alma e orou ensinando.
Formou padres, bispos e sonhadores, profissionais e poetas, mas, sobretudo, formou corações; ensinou que aprender é também um ato de amor.
Naquele pátio, cheio de risos, fez de cada criança um filho amado, como faz de sua Beatriz um espelho da própria ternura, um presente de Deus, a flor que o tempo não cansa de perfumar.
Hoje, dizem as vozes da tradição judaica, que o nome de Mali já está escrito no Grande Livro da Vida, onde são inscritos os nomes dos justos, dos mestres e das almas luminosas que ensinaram o bem sem precisar dizê-lo.
E assim é lembrada, como a "Fessora Mali", a mestra que plantou sabedoria em terra de inocência, que regou a vida com doçura e que conosco celebra a alegria de um jardim inteiro de corações agradecidos.

PEDRO LUIZ DIAS
https://www.a12.com/redentoristas/noticias/membro-da-uneser-recorda-tempos-do-seminario-santa-teresinha

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO- Padre Roberto Alves Escudeiro CSsR

 Padre Roberto Alves Escudeiro CSsR 

†22 de outubro/2007 
No dia 15 de maio de 1929, em Santo Amaro, na Grande São Paulo, nasceu o menino Roberto, filho de Cláudio Alves Escudeiro e Noêmia Borba. Logo que teve o desenvolvimento necessário começou a trabalhar na marcenaria do pai, tornando-se um profissional de qualidade. Mais tarde, como seminarista e mesmo como sacerdote, soube empregar sua competência em inúmeros trabalhos. Bom marceneiro e entalhador, tinha notável facilidade também para criar ferramentas e descobrir novos processos de atuação. Ele ingressou no Seminário Redentorista Santo Afonso em fevereiro de 1943, quando contava treze anos de idade. Terminados os estudos dessa etapa de formação, passou para o Noviciado em Pindamonhangaba, em 1º. de fevereiro de 1950. No dia 2 de fevereiro de 1951 fez sua consagração religiosa. Estudou Filosofia, Teologia e matérias afins no Seminário Santa Teresinha em Tietê. Foi ordenado presbítero por Dom José Carlos de Aguirre, bispo de Sorocaba, na igreja anexa ao seminário, no dia 25 de janeiro de 1956. Suas atividades pastorais desenvolveram-se primeiro como cooperador nos Santuários da Penha na cidade de São Paulo e em Aparecida e também em Araraquara. Passou em seguida para as atividades de magistério nos Seminários Menores de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, de Sacramento, no Triângulo Mineiro, de Aparecida e Tietê, em São Paulo. Depois de 12 anos como professor, foi designado para as atividades pastorais nas paróquias de Araguapaz e Cruzelândia, ambas na Diocese de Rubiataba em Goiás. Integrou aí outros 12 anos de vida, retornando em 1994 para a Província de São Paulo. Colaborou no atendimento aos romeiros de Aparecida até 1998, ano em que foi transferido para a comunidade do Seminário São Geraldo, no Potim. Lá continuava com a missão de colaborar com a equipe do Santuário Nacional de Aparecida. Nas horas vagas entretinha-se na marcenaria do Seminário ou viajava para o Mato Grosso do Sul para atividades pastorais e descanso. Celebrou o jubileu áureo de Vida Consagrada em 2001 e de sacerdócio em 2006. De temperamento calmo e pacífico, usou sempre sua privilegiada inteligência mais para as atividades práticas. Teve sempre ao seu redor um acúmulo de peças e de objetos que adquiria no comércio de bens de segunda mão, prevendo constantemente a hipótese de poder utilizá-los em algum projeto. Em dezembro de 2006 sofreu no Hospital Paulistano uma intervenção cirúrgica no cérebro. Medicamentos e radioterapias não conseguiram evitar a difusão do tumor maligno e das sequelas da perda progressiva dos movimentos e da consciência. Os cuidados possíveis e as atenções necessárias ele os recebeu nas Comunidades do Potim e do Santuário em Aparecida. Com 78 anos de idade, dia 22 de outubro de 2007 por volta das 19,00 horas cessou sua caminhada terrena. Foi sepultado na tarde do dia seguinte, depois da missa concelebrada pelos confrades no Santuário Nacional.
Boa tarde a todos. Diretor espiritual de minha turma em Tietê. Convivi com ele nos anos de 1970 a 1972. Grande homem, grande padre, grande amigo e conselheiro. Muito inteligente. Sempre pronto para ajudar. Saudades eternas. ​Ubaldo
Já contei uma historinha sobre o Escudeiro em outro segmento onde existe referência a ele. Quero tentar repeti-la aqui neste quadro preparado em sua homenagem. Entrei no Colegião em 1949 e lá o encontrei na sétima série, junto com o Cabral, Orlando Furlani, Aranha, Shimit e outros. Obrigaram-me a escolher um instrumento musical a que me dedicar já nos primeiros dias de seminário. Em minha casa, existia um violino, propriedade de meu irmão Orlando que tinha aulas com seu amigo e contemporâneo maestro Barreto. Existiam opções como harmônio, piano, bandolim, violão e violino. Optei pelo último, quem foi meu primeiro professor ? Escudeiro ensinou-me os primeiros acordes, as notas que correspondiam às cordas daquele instrumento :- "SOL - RÉ - LÁ - MI " Assinalamos, com um pequeno corte, a posição do "DÓ" . Entregou-me o violino dizendo que fora feito pelo seu pai, exímio marceneiro, e era de minha responsabilidade conservá-lo enquanto permanecesse no seminário. Ao longo de sete anos, o instrumento ficou comigo, padre Barbosa, meu primo, ensinou-me alguma coisa mais, aprendi a tocar Ave Marias, Reverie e outras músicas religiosas da Harpa de Sião. Em cerimônia acontecida na inauguração da capela, em 1954, Escudeiro, estudante de teologia, esteve lá com todos confrades de Tietê. Pediu-me o violino e entregou-o ao pai do Artur Pisani, ali presente. Naquele dia memorável, tive o prazer de ouvir melodias clássicas produzidas através daquele instrumento que só era usado para acordes desafinados. Guardei-o com mais carinho, conscientizado de sua capacidade de produzir sons mais harmônicos que aqueles acontecidos no meu dia a dia. Pois bem, passados muitos anos, encontrei-me com o Escudeiro em uma Eneser, referi-me ao instrumento, dizendo-me fiel guardião até minha saída do seminário. Ele lamentou dizendo que nunca mais o vira. Que pena ! Termino minha referência a esse meu colega, por pouco tempo, em nossa vida monástica no "Colegião", lembrando sua ligação à língua grega da qual fora posteriormente professor no seminário. Recitava eu a primeira estrofe da Eneida :- "Andra Poi Enepe Musa, Politropon Ros Mala Pola" Ele sorria marotamente e se deliciava em continuar aqueles versos, em grego, por um tempo que sua prodigiosa memória permitia relembrar o delicioso poema.Alexandre Dumas
Meu amigo, mais esta importante lembrança vai registrada neste nosso blog TÁVOLA REDONDA DOS SEMINÁRIOS - Vale ainda o registro do violino....lembre-se que um dia publiquei uma de minhas fotos no SRSA com um violino que minha saudosa mãe adquirira para mim com muito sacrifício...e você imaginou que aquele seria o violino que era presente de seu irmão Orlando...Evidentemente houve uma pequena confusão que foi posteriormente elucidada entre nós....Ierárdi

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JOÃO CLÍMACO CABRAL CSsR

PE.JOÃO CLÍMACO CABRAL CSsR 
21 DE OUTUBRO 2009 
Padre João Clímaco Cabral, filho de Clímaco Cabral e Maria Júlia Sandi Cabral, nasceu na cidade de São Sebastião da Bela Vista-Mg, no dia 22 de março de 1930.Viveu sua infância na cidade de Itajubá – MG. Entrou para Seminário Santo Afonso em Aparecida-SP no dia 20 de julho de 1942. Fez o Seminário maior na cidade de Tietê e os estudos universitários de Filosofia, Teologia, Psicologia e Parapsicologia.Ordenou-se Sacerdote no dia 28 de Outubro de 1956. Entre outros trabalhos foi Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano em São Paulo, de 1963 a 1975. Foi Superior da Comunidade Redentorista e mestre de noviços, em São João da Boa Vista-SP de 1975 a 1985. Foi diretor da Rádio Aparecida de 1991 a 1997.Em 1992 a Rádio Aparecida passou a gerar sua programação para uma rede de rádios via satélite e mais tarde foi fundada a RCR, Rede Católica de Rádio. Nesta ocasião foram compradas para a Rádio Aparecida as Emissoras de Fernandópolis e de Monte Aprazível. Atualmente trabalhava no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida-SP. No seu tempo de diretor da Rádio Aparecida, ajudou a adquirir a FM da cidade de Rubiataba-GO. Pe. João Clímaco Cabral nasceu em São Sebastião da Bela Vista-MG, no dia 22 de março de 1930. Eram seus pais: Clímaco Cabral e Maria Júlia Sandy Cabral. Ainda criança seus pais mudaram-se para Itajubá-MG. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, em 20 de junho de 1942, onde terminou o curso em dezembro de 1949. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, no ano de 1950, onde fez a Profissão Religiosa na C.Ss.R., no dia 2 de fevereiro de 1951. O Seminário Maior foi feito em Tietê-SP. Aí fez a Profissão Perpétua em 2 de fevereiro de 1954. No segundo semestre de 1955, ficou gravemente doente, com colite ulcerosa aguda. Assim mesmo foi Ordenado Diácono dia 30 de outubro de 1955. Esteve internado na Santa Casa, em São Paulo. Em dezembro foi para Itajubá, para junto da família, lutar por sua recuperação. Recuperou-se lentamente, graças principalmente aos cuidados maternos. Foi Ordenado Sacerdote em 28 de outubro de 1956, em Itajubá, por Dom Oscar de Oliveira, Bispo Auxiliar de Pouso Alegre-MG. Começou sua Vida Apostólica, em fins de 1956, como Coadjutor na Paróquia do Jardim Paulistano. De 1957 a 1960 trabalhou como Coadjutor na Paróquia da Penha, em São Paulo. De 1961 a 1963 trabalhou em São João da Boa Vista. De 1964 a 1967 morou no Jardim Paulistano, como Coadjutor da Paróquia. Em 1967 foi nomeado Pároco, aí ficando até 1974. Em 1975 foi transferido para São João da Boa Vista. Foi Superior de 1975 a 1981. De 1983 a 1984 foi Mestre de Noviços. Em 1985 ausentou-se da vida religiosa. Em fevereiro de 1987 voltou, morando no Seminário Santo Afonso. Em abril de 1987 foi transferido para a Basílica. De 1991 a 1996 foi Diretor da Rádio Aparecida. Era psicólogo e pintor. No primeiro dia de 2009 mudou-se para São Paulo, residindo no Convento Redentorista do Jardim Paulistano, junto da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde foi pároco na década de 70. Sentindo fortes dores na perna, foi internado no Hospital Nove de Julho, em São Paulo-SP, na noite do domingo, dia 18 de outubro 2009. Faleceu na manhã de 21 de outubro de 2009. Foi sepultado em Aparecida. Descanse na paz do Senhor! 
(Arquivo Provincial)
Bom dia. Padre Cabral, foi paraninfo de minha formatura em 1972 no Seminário Santa Teresinha, quando era pároco no Jardim Paulistano. Visitei ele algumas vezes no Convento Novo em Aparecida. Na primeira visita ele me mostrou um quadro que mantinha com os formandos de 1972, falou para mim que sempre se lembrava de nós em suas orações. Nas mesmas ocasiões visitei também o Padre Escudeiro, diretor de meu curso em Tietê. Eles gostavam muito das visitas, e sempre era muito dificil encerrar a visita. Sempre tinha mais um "causo!, e mais um, mais um .... Saudades dos dois!! ​Ubaldo
Caro amigo Ubaldo, boa tarde!
A propósito, amanhã vou encaminhar a rememoração do nosso estimado Pe.Escudeiro, que seguiu à outra vida em 22 de outubro de 2007!!! Com todos nossos colegas estaremos vibrando por eles em nossas orações!!!!Um forte abraço! Ierárdi
PADRE CABRAL DE PARAPSICÓLOGO A PINTOR
Padre parapsicólogo, palestrante de Psicologia do Unifae “Psique é alma. Se eu não entender de alma meu sacerdócio é falho. “Essas palavras foram o ponto alto na entrevista que o Pe. João Clímaco Cabral concedeu aos alunos da Agência de Comunicação do Unifae, logo após sua palestra ao Curso de Psicologia, no dia 09 de junho. O padre, que pertence à Congregação Redentorista (CSSR) e residia na cidade de Aparecida do Norte, foi parapsicólogo, escritor e pintor. Durante a palestra, realizada no auditório do Unifae o conferencista, realizou experiências com alunos e conseguiu, inclusive, fazer com que alguns alunos entrassem em hipnose e chegassem a dormir profundamente. “Para dormir a pessoa precisa querer. Se ela tentar reagir, não consegue”, explicou. O parapsicólogo afirma que partiu para o estudo da hipnose para chegar a regressão de idade, a qual afirma ser um sucesso. “Quando a psicologia descobre que o problema está lá em baixo, dentro do útero materno ou na primeira infância, não consegue tirar, porque é limitada. E a parapsicologia, por meio da regressão de idade, consegue." 
Pe. Cabral e São João da Boa Vista 
Quando morou em São João da Boa Vista, em 1985, Cabral já atuava como psicólogo há 12 anos. O padre tinha seu consultório na torre da Basílica, em Aparecida, no 7º andar, e comentava que “a fila de pacientes era muito grande”. Como escritor já lançou cinco livros ligados à Psicologia, que são: 
Família e Psicologia; 
Depressão tem Cura, 
Liberte-se o Quanto Antes; 
Aprenda a Viver Para Ser Feliz; 
Jovem Livre e para Frente
e seu mais recente lançamento: 
Regressão da Idade. 
Durante a palestra, Pe. Cabral foi acompanhado da sensitiva Alda Mathias, com quem trabalhou há quase 15 anos. Alda explicou que todos temos um grau de sensibilidade, uns menos, outros mais, só que nem todo mundo sabe trabalhar com isso.“Tem pessoas que nem sentem e nem percebem essa sensibilidade”, disse. Alda, que também é pintora, veio a São João para acompanhar o padre Cabral na palestra e na exposição de quadros que ocorreu no Clube Palmeiras.
Desde criança a pintura serve ao padre Cabral como terapia. Segundo ele foi um gosto herdado da mãe, que também pintava.

Olá Ierardi! Você esqueceu de dizer que Padre Cabral era também músico. No tempo dele aqui na Penha, o Coral do Santuário atingiu um de seus pontos mais altos. Era composto de alguns músicos instrumentistas e de cantores e cantoras da Congregação Mariana e da Pia União das Filhas de Maria. Abraços! Morelli
Meu amigo e bom colega! Sempre digo aos meus filhos: duas cabeças pensam e rememoram mais do que uma!!!Como é bom receber informações positivas e as mostrar ao nosso meio!!!Obrigado por isso!!!!! Um grande abraço! Ierárdi
O que eu posso falar desse meu colega seminarista de 1949 ?. Convivemos por um ano no Colegião, foi para o noviciado em 1950, convivemos por um ano, suficiente para admirá-lo e tê-lo como exemplo de perseverança, segui sua trajetória, o Escudeiro era de sua turma, não me lembro de outros, talvez o Orlando Furlani que morreu nesse meu primeiro ano de seminário. Alexandre Dumas 
Caro amigo Dumas, lembro que amanhã, dia 22, estaremos rememorando a passagem do Padre Escudeiro que nos deixou em 2007. Ierárdi 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - Dom Francisco Batistela CSsR

Dom Francisco Batistela CSsR
+20 DE OUTUBRO 2010
Nasceu em Cerquilho SP, a 30.09.1931. Seus pais: João Batistela e Luiza Módolo . É o 8º filho do casal. Teve 3 irmãs que se tornaram Religiosas. Duas já são falecidas. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, a 18.01.1943. Terminou o curso em 1950. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1951. Aí fez sua Profissão Religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor a 02.02.1952. Os estudos de Filosofia e Teologia foram realizados no Seminário Santa Teresinha, em Tietê SP. A Profissão Perpétua aconteceu a 02.02.1955. Foi Ordenado Sacerdote em Tietê a 25.01.1957, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. Durante o ano de 1958, fez o Tirocínio Pastoral, na Paróquia de Nossa Senhora da Penha, em São Paulo SP. De janeiro de 1959 a fins de 1964, trabalhou no Santuário e Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida SP. De 1965 a começos de 1970, foi Superior da Comunidade e Pároco em Garça SP. De 1970 a 1972, foi Superior da Comunidade e Reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida SP. De 1973 a 1975, foi Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida. De 1976 a 1978, foi Superior da Comunidade e Reitor da Igreja de Santa Cruz, em Araraquara SP. De 1979 a 1981, fez parte da Equipe Missionária, morando em São João da Boa Vista SP. De 1982 a 1984, foi Superior e também missionário na Comunidade Santa Teresinha, em Tietê SP. Em janeiro de 1985, foi nomeado Pároco da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida e, em 1987, foi também nomeado Superior da Comunidade das Comunicações. A 18 de abril de 1990, o Santo Padre João Paulo II designou-o como Bispo da Diocese de Bom Jesus da Lapa BA. Foi Ordenado Bispo no dia 01.07.1990, na Basílica Nacional de Aparecida, sendo Sagrantes: Dom Geraldo Maria de Morais Penido, Arcebispo de Aparecida; Dom Pedro Fré C.Ss.R, Bispo de Barretos e Dom Juvenal Roriz C.Ss.R, Arcebispo emérito de Juiz de Fora. Tomou posse como Bispo Diocesano de Bom Jesus da Lapa a 29.07.1990. A 28.01.2008, o Papa Bento XVI aceitou sua renúncia ao Bispado de Bom Jesus da Lapa. A partir de então, passou a residir na Comunidade Redentorista Santa Teresinha, em Tietê SP. Estando em Aparecida, nos últimos meses, foi acometido por uma grave pneumonia. Internado no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá SP, veio a falecer às 17h00 de 20.10.2010. Descanse em Paz! O velório acontece no Santuário de Aparecida. Missa de corpo presente às 16h00, dia 21, na Basílica Nacional, seguindo-se o sepultamento no Cemitério Santa Rita. 
Pe. José Bertanha, C.Ss.R.Secretário Provincial
Estudei por dois anos com o Batistela. No dia da formatura de sua turma, em 1950, o padre Marino fez uma música para os bacharéis,começava assim:
- "Tralalá, gritemos todos, vivam nossos bacharéis, tralalá, gritemos todos, vivam nossos bacharés ! O primeiro é o Batistela, dele nada vou dizer, não é gente, é só canela, olhe pr`ele quem não crer. 
- Tralalá, gritemos todos, vivam nossos bacharéis, tralalá, gritemos todos, vivam nossos bacharéis " 
- Flávio Cavalca de Castro, nome que infunde respeito, no desenho, é um colosso, pinta o sete sem defeito " . 
E , assim por diante, homenageamos todos bacharéis, neles incluído o Carlinhos (Dom Carlos). O versinho do Flávio fui eu que cantei. Pena que não guardei o resto da música !Alexandre Dumas Pasin
Meu amigo Dumas, lembrando os tempos, faziam-se muitas brincadeiras salutares em cançonetes e versinhos...veja o que interessante me escalou para recitar, o saudoso Padre Magalhães, quando da visita do núncio apostólico italiano DOM LEONARDO!
LEO in vigore,
NARDUS,in odore,
Si, LEO
Si, NARDUS
LEONARDUS tu eris!
No ensejo, informo que todos os dias publico no meu blog-MOMENTOS OPORTUNOS- as "ORAÇÕES DIÁRIAS" que nos recomenda o Padre Flávio Cavalca! 
https://ierardineto.blogspot.com/ A.Ierardi

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Homenagem ao Padre Alberto Pasquotto, C.Ss.R.

PADRE ALBERTO PASQUOTTO CSsR
E PEDRO LUIZ DIAS
Vem de Tietê, cidade do interior paulista, o nosso querido Padre Alberto Pasquotto, da tradicional família Pasquotto — exemplo luminoso de fé, serviço e alegria evangelizadora. Juntos com o Padre Pasquotto, celebramos hoje, com profunda gratidão e alegria, a sua vida dedicada à missão redentorista e à formação de tantos jovens. 
Que bênção poder rezar e agradecer pela sua vida consagrada, pela vida sacramental e religiosa, e pelo testemunho que marcou gerações de alunos e formandos. O Padre Alberto não foi apenas um professor: foi um guia espiritual, um formador de consciências, e um semeador do Evangelho que, com simplicidade e humor, despertou em muitos o amor à missão redentorista. 
Em cada ensinamento, havia um gesto de ternura; em cada palavra, um toque de sabedoria. Sua presença entre nós permanece viva — na memória, nas celebrações, e no coração daqueles que tiveram o privilégio de partilhar de sua convivência. 
Hoje, elevamos nossas preces em ação de graças, pedindo a Deus que o abençoe e recompense por todo o bem que fez. Receba, Padre Alberto, o abraço forte e fraterno de toda a comunidade de seus ex-alunos, que o recorda com respeito, alegria e profunda gratidão. 
“O Senhor é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras.” (Salmo 145, 13) 
Em nome de seus ex-alunos receba um forte e virtual abraço.
PEDRO LUIZ DIAS
Parabéns, Padre Alberto, um querido de todos! Poder cumprimentá-lo é uma alegria para nós! Essa alegria contagiante e suas palavras nos encontros fraternos, nos tocam o coração! Obrigada, Padre Alberto, o presente é nosso! Que Deus continue o abençoando e a Mãezinha , trazendo-o debaixo de Seu manto! Que sua alegria continue, assim, como nessa foto com o, também alegre, Pedro Luiz! Grande abraço com o desejo de muita saúde e paz.
PROFESSORA MALI MOURA
Pascotinho, entrou no seminário em 1950. Ele com dez anos e eu com doze, encontramo-nos na fila de compras da vendinha do padre Matos, ele a minha frente, se dirigiu a nosso padre prefeito : Padre Matos, quero comprar uma bicanca, num sotaque italiano de dar inveja. Convivemos por seis anos, não cheguei, ele foi além, um empurrãozinho eu lhe dei, sou participante e conivente de sua trajetória.Alexandre Dumas Pasin de Menezes 
Caro Dumas, quando entrei ao SRSA, 1957, o então Padre Pasquotto estava de saída para batina redentorista em Pindamonhangaba-SP! Assim mesmo, nos últimos tempos o encontrei pessoalmente na sacristia da igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, aqui em São Paulo-SP, Jardim Palistano. Ele sempre participou e ainda participa dos meus blogues! Um abraço!A.Ierárdi(Tampinha)
Exemplo de Padre, alegre,entusiasmado, amigo! Convivi com ele no Santo Afonso. Saudades do Secretariado Vocacional! Hoje aniversariante do dia. Parabéns e Felicidades! Abraços!!! João Henrique 

domingo, 18 de outubro de 2026

Crônica para o Dia Mundial das Missões — 18 de outubro de 2026

Há homens e mulheres que, em determinado momento da existência, escutam um chamado que não vem das conveniências do mundo, mas das profundezas da alma. 
É o chamado de Cristo. Alguns deixam suas terras, suas famílias e suas seguranças. 
Outros permanecem onde nasceram, mas transformam a própria vida em testemunho permanente do Evangelho. 
Todos, porém, compartilham uma mesma vocação: fazer do amor de Cristo uma presença viva entre os homens. 
Neste Dia Mundial das Missões, a Família Leiga Redentorista eleva suas orações por todos aqueles que, chamados por Deus, aceitaram livremente a missão de testemunhar Jesus Cristo aqui na Terra. 
Recordamos os missionários que atravessam fronteiras, os religiosos e religiosas que dedicam a vida aos mais necessitados, os sacerdotes que anunciam a Palavra, os leigos que transformam suas famílias, comunidades e profissões em espaços de evangelização. 
A missão não se mede pelas distâncias percorridas, mas pela profundidade do amor oferecido. 
Santo Afonso Maria de Ligório compreendeu essa verdade quando decidiu aproximar o Evangelho daqueles que viviam esquecidos, especialmente os pobres e abandonados. 
Sua herança espiritual permanece viva na Congregação do Santíssimo Redentor e em todos os que abraçam o carisma redentorista. 
Ser missionário não significa possuir todas as respostas.
Significa caminhar com fé, reconhecer as próprias fragilidades e, sobretudo, compreender que ninguém anuncia verdadeiramente Cristo sem antes aprender a amar o próximo. 
A missão cristã não conhece privilégios de nacionalidade, condição social ou cultura. 
Ela ultrapassa fronteiras, respeita a dignidade humana e encontra sua expressão mais autêntica na fraternidade. 
E há uma verdade que merece ser proclamada: não existem muitos Cristos para diferentes missões. 
Cristo é único. 
São muitos os caminhos, os dons, as vocações e as formas de servir, mas uma só é a fonte que alimenta a missão evangelizadora. 
Num mundo tantas vezes dividido por interesses, intolerâncias e disputas, o testemunho missionário deve ser sinal de reconciliação, esperança e paz. 
Que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Mãe dos missionários e presença amorosa na espiritualidade redentorista, acompanhe todos aqueles que anunciam o Evangelho, especialmente os que enfrentam perseguições, enfermidades, solidão e dificuldades para cumprir sua vocação. 
Neste domingo missionário, nossa oração também alcança aqueles que, silenciosamente, realizam pequenas e extraordinárias missões: uma visita aos enfermos, uma palavra de consolo, o pão repartido, a mão estendida, o perdão concedido. 
Porque, afinal, a missão começa onde alguém encontra outro alguém necessitado de amor. 
Que jamais nos falte a coragem de testemunhar, a humildade de servir e a esperança de continuar. 
Cristo é único. 
Unidos na Missão. 
Família Leiga Redentorista Caminhar • Servir • Esperança Dia Mundial das Missões — 18 de outubro de 2026
PEDRO LUIZ DIAS

Há uns poucos dias foi comemorado o Dia dos Professores!

E que Comemoração! 

Quantas mensagens carinhosas , depois de 50 anos!

Animada e estimulada por um ex-seminarista Redentorista, que muito admiro, deixo uma mensagem para agradecer a toda a Congregação.

Ah!

Fui professora no Seminário Santa Teresinha, em Tietê, nos idos  de 1971 a 1977.  Professora de Língua Portuguesa! Muito difícil para muitos.  E é mesmo difícil a compreensão para não se usar “ ponhá, ponhava”, e por aí , tantas outras falas e escritas interessantes.  

Entrevistada pelo saudoso Padre Marcos Mooser, passei a fazer parte do quadro de professores.  

Um desafio imenso , ser professora de 100 ou mais alunos, naquela casa.  Meninos que chegavam com 10 anos ou pouco mais.  Crianças! 

Que maravilha! 

Com que avidez, aqueles meninos queriam aprender! 

Até o “ fundão” não dava um pio.  

Não foi difícil.  

Dia após dia, me vi encantada com aquela Casa, com aqueles Padres, com aqueles meninos.  

Um lugar de paz, ordem, disciplina, cuidado.  

Os meninos…ótimos, cada um na sua simplicidade e verdade.

O Padre Diretor? Hélio de Pessatto Libardi. 

Fui para ensinar? Quanto aprendi! Quanto aprendi!

Com o Padre Libardi, com os outros Padres, com os meninos!

O Padre Afonso, ( que mimo de pessoa) o Padre Roberto Escudeiro, o Padre Frasson, Padre Luiz Carlos ( uma bênção  em nossas vidas) , Padre Cesar ( rezo por ele) ,Padre Afonso Savassa, outros e muitos outros, que por ali passavam e sempre nos deixavam um pouco de suas sabedorias : Padre Lauro, Padre Copete, Padre Figueiredo…

E o Vanin , que estava terminando sua orientação e hoje, o queridíssimo Padre Vanin! ( rezo por ele). 

Voltando aos meninos, que se tornaram “os meus meninos”, “meus aluninhos” (até hoje) , a convivência, não só em sala de aula, mas nas apresentações, nas festividades, nas missas, foi despertando um amor sem igual, para, ainda, estarmos juntos.  

Meninos que foram crescendo, se formando e seguindo para Campinas.  

Aguns se tornaram Padres e alguns outros, até Bispos. Há aqueles que são Filósofos, Teólogos!!!!!! Admiração por todos eles. 

Alguns, voltaram para casa e hoje, formam a grande Congregação Uneser.  

Como sou hoje?

Imensamente agradecida ao Padre Marcos Mooser , que me aceitou.  Aquele jeitão sério me deu taquicardia, mas depois… quanta doçura.  

Quantos ensinamentos!

Imensamente agradecida ao Padre Libardi que me formou espiritualmente, moralmente e, ainda hoje, carrego em meu coração, aquelas palavras evangelizadoras com sorrisos, com formação. Eu tinha só 19 anos. Também querendo ser moldada.  

Quanto aprendi!

Obrigada, Padre Libardi!

Gratidão aos outros Padres, lembrando de cada um, em momentos diversos da vida.  

E aos meninos?

Quanta gratidão!

Como foi boa nossa convivência! 

Se ensinei?  ???

Muito amei, tenho certeza.  

Vi-os crescer, se tornarem homens de bem, homens fortes na fé, corajosos! 

Vi-os formar esta Congregação Uneser e procurar juntar mais e mais ex-alunos, a cada ano, para os encontros festivos com abraços saudosos! 

Como isto me faz feliz! 

Convidada, participo sempre que posso.  E tenho podido. 

Como sou carinhosamente festejada! 

Quantas mensagens amorosas recebi neste último Dia dos Professores! Quantas mensagens de arrancar lágrimas dos olhos!  Pasmem! Até de alguns que não foram meus alunos!!!!

Sou muito grata a todos, todos vocês que são a minha família!

Sou muitíssimo grata à Congregação do Santíssimo Redentor que me acolheu e hoje, sinto-me Redentorista para sempre.  

Que o Padre Marlos , O Provincial, receba o meu agradecimento por um dia ter sido professora no Seminário Santa Teresinha, em Tietê.

Maria de Lourdes Abdalla de Moura 

PEDRO LUIZ DIAS

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. LUIZ DEUSDEDIT DINI ALONSO CSsR

 PE. LUIZ DEUSDEDIT DINI ALONSO CSsR

+18 de OUTUBRO 1990 
Nasceu em Bragança Paulista no dia 6 de novembro de 1912. Entrou em 1925 para o Seminário Santo Afonso. Fez a profissão religiosa a 26 de abril de 1932, tendo feito o noviciado em Pindamonhangaba. Seus estudos superiores tiveram lugar em Cachoeira do Sul-RS, Manoel Ocampo e Villa Allende, na Argentina, e Tietê. Foi ordenado em Tietê, dia 24 de janeiro de 1937. Começou as atividades apostólicas na paróquia da Penha, em São Paulo. Foi missionário, por seis anos mestre de noviços em Pindamonhangaba, trabalhou no atendimento dos romeiros em Aparecida. Era confessor muito procurado, tanto pelo povo como pelos confrades. Em 1967 foi para Araraquara, vindo depois definitivamente para o Seminário São Geraldo. No Potim trabalhou na paróquia do Bom Jesus e no auxílio aos confrades do Santuário, em Aparecida. Já avançado em idade, teve a saúde bastante abalada, mas conservou até o fim o ânimo e o espírito fraterno. Vivia de bem com a vida e alegrava os confrades com seu espírito franco e risonho e com as tiradas inflamadas, mas que não assustavam a ninguém. Sempre fiel aos compromissos religiosos e sacerdotais, foi homem de oração e de piedade. Humilde e perseverante, deixou este mundo no dia 18 de outubro de 1990. (Pe. Víctor Hugo)

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

OLHOS NOS OLHOS (Recordando Pe. Luiz Carlos)

 PADRE RONOALDO PELACHIN
MISSIONÁRIO REDENTORISTA

SACERDOTE REDENTORISTA

“Olhos nos olhos
do ser da gente,
olhos nos olhos
do ser da gente”

O estribilho é seu,
das estrofes não me lembro mais,
só me lembro sua graça,
seu sorriso, seu semblante amigo.

Do estribilho eu me lembro
“olhos nos olhos”,
das estrofes não me lembro mais.

Só sei que me fazias
acreditar no amor
no afeto, na amizade,
do Deus meu criador,
quem ama o Redentor,
não tem mau humor,
quem ama o Redentor
não tem mau humor.

“Olhos nos olhos
do ser da gente...

O estribilho é seu,
das estrofes não me lembro mais
só me lembro das histórias,
das piadas que faziam rir.

Do estribilho eu me lembro
“olhos nos olhos”,
das estrofes não me lembro mais
me lembro dos conselhos,
que davas com bondade
com jeito e caridade
por causa do Senhor,
quem ama o Redentor
não tem mau humor,
quem ama o Redentor
não tem mau humor.

“Olhos nos olhos
do ser da gente...

REFLETINDO A PALAVRA - PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA-REDENTORISTA(+)