quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Sobre o dia do professor...no SEMINÁRIO SANTO AFONSO-APARECIDA-SP

15 de outubro, o dia do PROFESSOR! 
De repente, como se diz comumente, caiu a ficha e comecei a recordar os meus tempos de seminário... 
Os meus professores.... 
Começando na Pedrinha, em 1957, o Pe.Brandão, o diretor, nos dava aulas de português.....
PADRE BRANDÃO(✝︎)
O Padre Borges lecionava-me aulas de religião....
PADRE BORGES(✝︎)
O Pe.Fernandes , com o sabor gostoso de Joaquim Bentinho de Cornélio Pires, ensinava-me matemática...
PADRE FERNANDES(✝︎) 
E o Pe.Furlani ensinava-me a encarar o trabalho de mangas arregaçadas, com muita persistência.
PADRE FURLANI(✝︎)
Vim para o SRSA de Aparecida....Lá fiquei durante 1958 e 1962... Encontrei uma senhora equipe de mestres.... 
A começar pelas aulas de latim ministradas pelo falecido Pe.Azevedo...
PADRE AZEVEDO(✝︎) 
O português ficava por conta do Pe.José Rodrigues de Souza,hoje o Dom Rodrigues, que "simplesmente" ajudou ao Professor Napoleão Mendes de Almeida a editar a GRAMÁTICA METÓDICA DA LÍNGUA PORTUGUESA, nossa ferramenta de estudos...
PADRE JOSÉ RODRIGUES DE SOUZA(✝︎)
Já a matemática e geografia eram assumidas pelo Pe.Muniz
PADRE MUNIZ (✝︎)
Pe.Cherubini, também falecido, cuidava das aulas de física e química...
PADRE CHERUBINI (✝︎)
As aulas de história geral estavam por responsabilidade do Pe.Carlos Silva, bom ademarista e especialista em Napoleão Bonaparte.
PADRE CARLOS SILVA(✝︎) 
O Pe.Vitor Hugo até na aparência era o professor da língua francesa
PADRE VITOR HUGO(✝︎) 
Pe.Izidro, com base no Yazigi Method me ajudava a aprender a língua inglesa.
PADRE IZIDRO(✝︎)
Ah!As aulas de grego!Era-me mais complicado do que a própria matemática... Mas o Pe.Vieira, hoje falecido, com sua tranquilidade mineira de Jacutinga deixava-me calmo para assimilar as declinações...
PADRE VIEIRA(✝︎)
Pe.Peixoto, o prefeitão (assim eu o via!), com muito discernimento me passava as coisas da botânica...
PADRE PEIXOTO(✝︎) 
Mas o meu sentido musical foi trabalhado nas aulas de Música, na participação no coral e na bandinha com o Pe.Delcio Viesse, que era rigoroso mas conseguiu desenvolver em mim a gosto por essa arte...
PADRE DÉLCIO VIESSE(✝︎)
Havia ainda um padre novinho, lamentavelmente partiu muito cedo daqui, chegou dar algumas matérias, como substituto e era um atleta bom de bola, o Pe.Zômpero.
PADRE ZÔMPERO(✝︎)
Outro padre novinho, hoje no santuário de Aparecida, o Pe.Magalhães ensinou-me o caminho da religião.
PADRE MAGALHÃES(✝︎)
Por outro lado ganhei a nota 10 de um professor que não dava essa nota para ninguém...Ele disse que minha redação era da Escola Realista, refiro-me ao Pe.Damião, professor de literatura...
PADRE DAMIÃO(✝︎)
Lembro-me ainda do Pe.Nery, que foi para Passo Fundo-RS após meu primeiro ano de Aparecida...
PADRE JOSÉ NÉRY(✝︎)
O padre Máttie, bastante discreto estava sempre presente em nossos recreios e jogos...
PADRE MÁTTIE(✝︎)
Lembro também de um de meus diretores, baixinho e sisudo, mas que me fez muito bem, o Pe.Sônego
PADRE SÔNEGO(✝︎)
Foram os meus mestres e orientadores nesses seis anos em que estive no seminário....Nunca vou me esquecer deles, pois ajudaram-me tanto na formação espiritual, como na sólida base que recebi para conquistar  sucesso na minha vida profissional e composição de meu futuro lar.... Obrigado, mestres e professores, padres redentoristas!
Por
ANTÔNIO IERARDI NETO



TAMPINHA


Grandes mestres, alguns também meus. Fazem parte de meu passado, legaram, além da sabedoria, o discernimento, forjaram meu caráter. Tenho-os guardados nas boas lembranças, vou curti-los eternamente. Alexandre Dumas
Amigo, eles não saem da minha mente e, principalmente, do coração! Graças a eles hoje chego à melhor visão da vida, feliz e tranquilo... Como foram salutares aqueles tempos! Inesquecíveis! A.Ierardi
Se eu pudesse voltar no tempo, 1960, 20 de janeiro, dia em que entrei para o Seminário, faria tudo de novo. Minha vida foi ótima, muito melhor do que mereceria, graças a tudo que aprendi com meus pais e aos professores do Santo Afonso.Sebastian Baldi 
Parabéns, Ierardi, e obrigado por me fazer lembrar destes homens admiráveis que forjaram nosso caráter. Nossa gratidão a cada um deles.José Carlos Criado



DE:PEDRO LUIZ DIAS

ELES NOS PRECEDERAM - PE. GEBARDO WIGGERMANN CSsR

PE. GEBARDO WIGGERMANN CSsR
+15 de OUTUBRO 1920 
Fundador e primeiro Superior da nossa Vice-Província, Pe. Gebardo nasceu no Natal, 25 de dezembro de 1844, em Tettnang (Alemanha). Conta- nos ele no seu “Curriculum”: “aos dois anos caí num poço perto de minha casa; uma vizinha viu, e gritou para que me socorressem. Graças a Deus fui salvo”. Fazendo seus primeiros estudos em sua cidade natal, aí cursou também o latim e o grego. Mais tarde freqüentou a universidade de Tübingen, onde precisou enfrentar o racionalismo dos professores, para não perder a fé. Concluídos os estudos universitários, ingressou no Seminário de Rotemburg, cujo Reitor, certa vez, lhe perguntou se não gostaria de entrar para alguma Ordem Religiosa. Desde esse dia ele começou a pensar seriamente no assunto. A 10 de agosto de 1868 foi ordenado sacerdote, e desde então resolveu fazer-se religioso. Ajudado pela caridade de uns amigos conseguiu pagar uma dívida que tinha para com o governo, pelos anos de estudo em estabelecimentos oficiais. Vieram depois as dificuldades por parte da família. Os pais, idosos e pobres, viam no filho, futuro pároco, um apoio que não podiam dispensar. Na mesma situação estava uma de suas irmãs. Mais tarde o pai iria arrepender-se dessa oposição, chegando a pedir perdão a seu filho. Gebardo, porém, não desistiu de seus planos; queria ser redentorista, fossem quais fossem as dificuldades. Pouco tempo antes de ingressar na Congregação, foi a sua cidade para pregar numa festa. Ali demorou-se alguns dias e, embora tudo já estivesse resolvido, nada revelou aos seus. Voltando de sua cidade, precisou fazer a pé um trecho do caminho. Com o pensamento de que iria deixar os seus abandonados na pobreza, sentiu-se tão abatido e angustiado que precisou sentarse numa pedra, chorando. Pareceu-lhe dura demais a prova. Mas não se entregou. Pediu a Deus tomasse conta dos seus e os consolasse. Aliviado e tranqüilo chegou a Altöting, e a 16 de outubro (1872) iniciou seu noviciado. No ano seguinte professou, permanecendo em Gars pouco tempo, devido a perseguição religiosa. Procurou então refugiar-se na Áustria, mas não o conseguiu, pois o governo austríaco não estava aceitando alemães em seu território. De 1874 a 1879, Pe. Gebardo dedicou-se, com dois outros confrades a diversos trabalhos literários, entre os quais a tradução alemã das obras ascéticas de Santa Teresa. Em 1879, novamente em Gars, continuou seu trabalho de escritor, até 1894, ano em que adoeceu gravemente, chegando muitos a temer pela sua vida. Mas, restabelecido, recebeu com muita alegria a oferta de vir para o Brasil, iniciar a fundação de uma Vice-Província. Com seu entusiasmo ganhou logo vários adeptos para o empreendimento que, naquele tempo, tinha cores simplesmente fantásticas. Embora já com 50 anos, e com uma saúde que não era das melhores, Pe. Gebardo chefiou a primeira turma de redentoristas alemães que chegou a Aparecida em outubro de 1894. Como Vice-Provincial, acompanhado de alguns Padres e Irmãos, seguiu após alguns dias para Goiás, a fim de iniciar a fundação em Campinas (hoje bairro de Goiânia) . Naquele tempo, a viagem de Uberaba em diante era feita numa condução desconhecida para os Missionários: a cavalo, e enfrentado o sol, a chuva, o calor do verão e outras coisinhas mais. Chegando a Campinas, Pe. Gebardo logo se convenceu de ter aceito um encargo acima das suas forças, tantas eram as dificuldades. Mas ele não era homem para desanimar. Com firmeza e prudência foi assentando os alicerces da primeira Comunidade Redentorista de Goiás, para, logo depois, iniciar outra fundação em Trindade. Em maio do ano seguinte foi a Aparecida, para aí fazer a primeira visita canônica. E decidiu, seguindo determinação do Provincial, mudar a sede da Vice-província para Aparecida. Voltando a Campinas, encaminhou ainda alguns assuntos, e regressou a Aparecida, para acumular os cargos de Vice-provincial, Superior local e Vigário. Aí seu trabalho foi simplesmente notável. Deu grande impulso ao movimento espiritual do Santuário, às romarias e à assistência aos romeiros. Dotou a igreja de vários melhoramentos importantes, entre os quais os quadros da Viasacra que mandou vir da Alemanha, obra original do nosso Ir. Max Schmalz. E apesar das ocupações dos seus cargos, todos os dias passava horas no confessionário; visitava os doentes com edificante caridade, indo a pé, sempre que solicitado. Apesar das dificuldades financeiras, comprou uma casa velha na praça do Santuário, mandou reformá-la, adaptando-a para o berço do nosso primeiro Juvenato. Compôs o “Manual do Devoto” cuja primeira edição saiu em 1904. Nesse ano conseguiu de Roma o privilégio da solene coroação da Imagem (8 de Setembro), solenidade que repercutiu por todo o país. É também de sua autoria o “Manual do Devoto da Santíssima. Trindade”, e diversos folhetos destinados à piedade popular. Após treze anos de intensa atividade, sentindo que suas forças já não o acompanhavam, Pe. Gebardo pediu ao Pe. Geral que o liberasse de qualquer cargo de responsabilidade. Foi atendido. Permanecendo em Aparecida continuou trabalhando na igreja, e pregando retiros aos sacerdotes que iam fazer seus exercícios em nosso Convento. Teve, em 1918, o consolo de poder celebrar seu jubileu áureo de sacerdócio. Em princípios de 1920 teve de renunciar ao trabalho. Suas forças definhavam cada vez mais. Era com muita dificuldade que conseguia celebrar; mas teve ainda o cuidado de escrever as jaculatórias que o irmão enfermeiro devia rezar a seus ouvidos, quando ele não o pudesse mais fazer. A 7 de outubro desse ano celebrou pela última vez, iniciando então uma novena à Santa Teresa e a São Geraldo, em preparação para a morte. E avisou a seus confrades: Santa Teresa e São Geraldo virão me buscar. — Pediu e recebeu com antecedência os últimos Sacramentos, sendo ainda visitado, dias antes de sua morte, pelo Bispo de Goiás D. Eduardo, com quem tanto havia trabalhado. À hora da sua agonia, a comunidade reunida junto de seu leito, rezou preces pelos agonizantes. E enquanto era rezada a Ladainha do Sagrado Coração, à invocação: Sagrado Coração, esperança dos que morrem em Vós — todos notaram que o Pe. Gebardo estava espirando placidamente. Era o dia de Santa Teresa, 15 de outubro; e no dia seguinte, festa de São Geraldo, ele foi sepultado. Sua morte foi chorada por todos que o tinham conhecido, mas principalmente pelos confrades que nele reconheciam, não somente o homem que fundara a Vice-Província, mas que colocara também nos seus alicerces o seu espírito de fé profunda, de inabalável confiança, e de um zelo a toda prova.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Pe. Gebardo , foi o líder do primeiro grupo de Redentoristas Alemães, quando aqui chegaram em terras brasileiras, o Convento Velho de Aparecida leva o seu nome.Timoneiro dos Alemães, que chegaram na cidade de Aparecida no ano de1.894,a ele a Nossa gratidão. Antônio Carlos Furquim

terça-feira, 13 de outubro de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - IR. GERALDO (G. VALDERREY ALONSO) CSsR e IR. ULRICO (JOSÉ KAMMERMEIER) CSsR

IR. GERALDO (G. VALDERREY ALONSO) CSsR
+13 de OUTUBRO 1937 
Disse alguém que este nosso Irmão viveu e morreu oculto; isso devido ao seu tipo franzino, retraído e taciturno. Era espanhol, nascido a 25 de fevereiro de 1900, e não sabemos quando veio para o Brasil. Antes, porém, de entrar na C.Ss.R. o espanholito trabalhava no hospital Santa Catarina — SP, como enfermeiro, conhecido pelas Irmãs como um rapaz piedoso, exato nas suas obrigações e muito dedicado aos doentes. Internado nesse Hospital, o Dr. José Pires do Rio, grande amigo nosso, esteve algumas semanas aos cuidados do Geraldo, que não abandonava o seu doente, dele cuidando com maior dedicação. Dr. José ficou impressionado com aquele seu enfermeiro: delicado, atencioso, e que encarava o sofrimento com muito espírito de fé. Perguntou-lhe, um dia, se ele não gostaria de entrar na vida religiosa. Geraldo aceitou logo a idéia que já o vinha perseguindo, e o Dr. José o encaminhou aos redentoristas. Foi admitido, e feito o seu noviciado em Pinda, professou a 2 de agosto de 1929. Já como noviço, apesar da sua saúde fraca, distinguiu-se pelo seu amor ao trabalho, prestimoso em ajudar no que podia; sempre quieto e recolhido, passava o seu tempo livre na capela da casa. Após a profissão trabalhou na Penha, Araraquara e no Juvenato de Aparecida. Não sabemos por quê, talvez devido ao seu acanhamento, nunca revelou, sequer aos Superiores, a precariedade da sua saúde, sofrendo como estava do estômago e dos intestinos. Foi com muita dificuldade que, um dia, pediu para consultar um médico: e este achou necessário que fosse o Irmão operado. Meses depois nova operação. Mas o Irmão continuava definhando sempre mais. Foi, por isso, levado à Santa Casa de Guaratinguetá. Desenganado pelos médicos, pediu para ser operado pela terceira vez, dizendo: Assim como estou não posso continuar; ou me restabeleço, ou a operação me manda para o céu. Operado, ele percebeu que sua vida estava no fim. Preparouse para a morte, rezando sempre apesar das dores que o atormentavam. A 13 de outubro de 1937, ao meio-dia, faleceu Irmão Geraldo, assistido por diversos confrades de Aparecida. Para todos que o haviam conhecido deixou a lembrança de uma alma profundamente recolhida e de sincera piedade. 
IR. ULRICO (JOSÉ KAMMERMEIER) CSsR
+13de OUTUBRO 1946 
De família pobre e religiosa, Irmão Ulrico herdou de seus pais a disposição para o trabalho, ótima saúde, bem como uma piedade sincera e firme. Veio para o Brasil em 1894 com a primeira turma, sendo logo designado para a Fundação de Campinas (GO). Era com entusiasmo e visível saudade que, em seus últimos anos, ele recordava as peripécias vividas na primeira fundação em terras goianas. Acompanhado de algum outro colega, e de madrugada, ia para o mato cortar madeira para a construção da casa. Nem as chuvas torrenciais que lhes encharcavam a batina, interrompiam aquele trabalho que só terminava ao anoitecer. Em casa, a alimentação não passava de arroz e feijão. Somente no dia onomástico do Geral, foi permitido a cada confrade saborear uma rolinha, resultado de uma caçada que fizeram... Passavam as noites guerreando com toda espécie de mosquitos, deitados no chão, sobre um couro de boi. Homem dos setes instrumentos, Irmão Ulrico era cantor, e aprendeu a tocar um pouco de harmônio, para solenizar as missas e rezas na igreja. Era ele quem fabricava o vinho para as celebrações, e o seu famoso vinho de tucum chegou a ser premiado numa exposição no Rio de Janeiro. Sempre disposto para qualquer trabalho, nem por isso ele se descuidava da sua vida interior. Quando não trabalhando, lá estava ele na capela, com seu terço às mãos, ou fazendo a Via Sacra. Escrupuloso na observância, era com impressionante humildade que, às vezes, até nos recreios, censurava alguma falta sua, involuntária. Primava pelo respeito aos padres e superiores, e em qualquer reunião, mesmo nos recreios, procurava o último lugar. Transferido para Araraquara em seus últimos anos, trabalhou enquanto teve forças, na casa ou na horta. E quando se viu impossibilitado de qualquer atividade, era chorando que ele se dizia um Irmão inútil e indigno da Congregação. Mostrou, porém, grande confiança e admirável coragem, quando percebeu que a morte se aproximava. Rezando sempre e pedindo perdão de suas faltas, teve uma agonia tranqüila, entregando sua alma ao Pai a 13 de outubro de 1946.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ALEXANDRE DUMAS E O SRSA

Assistindo, ontem, a um programa da tv Aparecida, tive uma surpresa sobre o assunto em pauta, uma abordagem sobre o prédio onde estudei no seminário, hoje transformado em hospedaria. Grandes transformações, apartamentos cinco estrelas, atendimento vip, acesso às partes sacras, capela, sala de reuniões espirituais, o palco, refeitório, tudo que nos era comum, um mixto de lembranças, orgulho de ter por ali passado, vivido um ideal, hoje já, infelizmente, em outro contexto. A entrevista com padre João José Pereira foi a parte interessante, ele entrou em 1952, quando para lá nos transferimos, ocupando um prédio semi-acabado, tudo improvisado. A capela foi inaugurada em 1953, com uma festa incomum, muita cerveja, uma representação teatral exuberante, um cômico, talvez o maior passado no seminário, dom Carlinhos, felizmente ainda vivo. Sua mãe, presente, após o ato, dirigiu -lhe palavras que, até hoje, guardo: -."..até quando você vai continuar a ser palhaço, meu filho ?" 
Pois bem, voltando ao colóquio do padre João José, do qual fui zelador em 1953, ele descreveu minimamente nossa rotina diária, despertar, rezar, estudar, praticar exercícios, recreios, música, literatura, um ideal que abraçamos, cantamos e juramos fidelidade, toda oportunidade que a vida nos proporcionou e deixamos naquela dúvida enorme, seguir ou tentar outros caminhos. Foi doloroso, queríamos ficar, era bom, mas outros destinos , outros desafios se nos apresentavam, fomos em frente, valeu. Dá uma pena: a gente sempre dá uma olhadinha para trás. Alexandre Dumas Pasin de Menezes
São lembranças que ficam gravadas na mente e na alma...acontece comigo quando vou no " Colegião"...Getulino Do Espírito Santo Maciel Maciel
Muita saudade daquele tempo.... Hoje muito frustrado sou pela desarticulação do SEMINÁRIO MENOR SANTO AFONSO-SRSA! Tudo muda na vida mas nem tudo aceito....essa é uma delas.... Onde aqueles sacerdotes valorosos que sempre de sotaina preta, rosário à cinta, trazendo-nos o melhor da religião, o mais completo da cultura.??? Lá, tamanha competência, dedicação de preceptores idôneos...e muito respeito de nossa parte..... Lamentavelmente deixou-se de levar avante o verdadeiro conceito e propósito da CONGREGAÇÃO REDENTORISTA, segundo Santo Afonso Maria de Ligório... Hoje a casa transforma-se numa arrecadadora imponente! Antônio Ierárdi Neto(TAMPINHA)

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

NOSSA SENHORA APARECIDA - 2 VEZES RESTAURADA PARA NOSSA FÉ E EMOÇÃO

CASA DE NOSSA SENHORA
 
“Jardins viçosos, ciprestes em alameda,fachada majestosa, janelões de vidro...portais se abrem a um convite amigo transpor umbrais da soberana casa...” Corria ao ano de 1951. O diretor do colegião era o Pe. José Ribola. Às 5 h da manhã daquele dia, dentro da rotina à qual já nos acostumáramos, bate a sineta convocando-nos às primeiras orações, meditação e missa. Todos já na capela,Pe. Ribola, ansioso, se apressa em nos comunicar a boa nova: naquele dia chegaria uma visita muito importante e pedia-nos que a recebêssemos como uma bênção e nos tornássemos seus guardiões pelo tempo necessário de sua permanência entre nós. Essa grata visita seria nada menos que a pequena imagem da Virgem Aparecida, a mesma encontrada e retirada das águas do rio Paraíba por três pescadores. E o “porquê” de tão ilustre visita? Tudo bem explicado: a imagem de barro, retirada das águas em duas partes, já não suportava as inúmeras colagens feitas ao longo de mais de duzentos anos desde seu achado. No seminário, tínhamos um padre novinho, recém-chegado de Tietê, com grande fama de artista, padre Isidro, a quem caberia o reparo definitivo na imagem. Pois bem, o trabalho foi iniciado em ateliê montado na própria cela do Pe. Izidro e acompanhado, é claro, por curiosos devotos entre os quais me incluo. Era a oportunidade de tocar a Santinha e pedir-lhe a graça mais desejada: a perseverança na vocação. ALEXANDRE DUMAS PASIN 

Restauração da Imagem de Nossa Senhora Aparecida completou 47 anos após atentado 
A Imagem original de Nossa Senhora Aparecida sofreu um atentado em 16 de maio de 1978, sendo quebrada em mais de duzentos pedaços. 
MARIA HELENA CHARTUNI
Na ocasião, a Imagem foi levada ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde o fundador, professor Pietro Maria Bardi, a encaminhou à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração, Maria Helena Chartuni. Maria Helena mergulhou em um intenso trabalho de reconstituição. 
A Imagem foi restaurada e levada de volta ao Santuário Nacional de Aparecida, em um carro aberto do Corpo de Bombeiros, no dia 19 de agosto do mesmo ano, causando comoção nacional. Uma multidão esperava pela Imagem em Aparecida, lotando o entorno do Santuário Nacional e da Rodovia Presidente Dutra. 
Em 2012, a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado), de São Paulo. Ela continua exposta no nicho do Santuário Nacional de Aparecida, tendo sido visitada por 11 milhões de devotos em 2012. 
PE. IZIDRO DE OLIVEIRA SANTOS CSsR
+25 de MARÇO 2011 
Foi Ordenado Sacerdote em Tietê, a 29.07.1951, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP Celebrou sua Primeira Missa Solene em Riacho de Sant’Ana BA, a 03.08.1951. Em fevereiro de 1974 foi nomeado Superior da Comunidade do Convento de Aparecida e Reitor do Santuário Nacional, cargo que ocupou até dezembro de 1978. Em 1992, cuidou da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Goiânia GO, até 10.02.1994.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. MIGUEL POCE CSsR

PE. MIGUEL POCE CSsR
+12 de OUTUBRO 1985 
Quando faleceu, era o decano dos padres da Província de São Paulo. Nascera em Redenção da Serra – SP, no dia 26 de junho de 1897. Sua vocação brotou de um dos primeiros trabalhos apostólicos dos Redentoristas alemães que percorriam as regiões circunvizinhas de Aparecida, no dia 13 de fevereiro de 1908. Fez o noviciado em Perdões – SP, onde professou no dia 02 de agosto de 1916. Devido à primeira guerra mundial (1914-18), fez a Filosofia em Aparecida. Cursou teologia na Alemanha, sendo ordenado sacerdote no dia 15 de abril de 1922, em Munique, pelo Cardeal Faulhaber. Voltou ao Brasil, começando seu apostolado em Aparecida, trabalhando na Basílica de Nossa Senhora e também dando aulas no Seminário Santo Afonso. Depois foi transferido para Cachoeira do Sul – RS, onde ficou 10 anos. Lá, iniciou suas andanças missionárias, começando a despontar então o grande orador sacro que foi. Além do Rio Grande, pregou missões em São Paulo e Goiás. Era líder nato e, por isso, foi superior em quase todos os conventos da Província. Deixou marca de sua passagem, reformando ou embelezando as igrejas da Penha, em São Paulo, Araraquara, São João da Boa Vista e Campinas-Goiânia. Por toda a parte ficaram célebres suas “missas dos homens”. Desenvolveu ao máximo as Novenas Perpétuas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Era querido por todos, mesmo pelos padres mais jovens, pois foi um padre que soube envelhecer, embora tivesse sido um superior severo. Em 1972 celebrou o Jubileu de Ouro, e, em 1982, o de Diamante de Sacerdócio. Dos padres brasileiros da Província, foi o primeiro a celebrá-lo. Os últimos 15 anos de vida passou-os aos pés de Nossa Senhora Aparecida, onde se dedicava ao atendimento dos romeiros. Nos últimos anos dedicou-se também a traduzir do alemão para o português, as cartas dos primeiros padres alemães. Foi um trabalho insano que lhe custou horas e horas de incrível paciência. Já espocavam os primeiros foguetes anunciando a festa de Nossa Senhora Aparecida, quando o Pe. Miguel entregou sua alma a Deus: 12 de outubro de 1985, às 3,15 da madrugada. A missa de corpo presente, foi depois da solene procissão de Nossa Senhora Aparecida, com as naves da Basílica Nova completamente lotadas de povo. Foi sepultado em Aparecida. Estava com 88 anos de idade e 63 de sacerdócio. (Arquivo Provincial)
CERESP-Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Padre Poce um redentorista santo, pobre, enérgico, coração imenso, gente boa, daquelas de quem sempre lembramos. Eu era muito amigo de sua irmã Dona Zizi Poce, que veio morar em Aparecida, na casa das Mensageiras para ficar perto do irmão, muito parecida com ele física e espiritualmente, de abraço e sorrisos largos. Fomos uma vez ver a Redenção da Serra que soubemos ter reaparecido com a baixa das aguas da represa, acho que foi o Odair Temporim ou o Cunha o nosso motorista, os dois velhos ficaram encantados em rever a terrinha o que sobrou dela, ruínas da antiga Igreja e casario.
Uma vez fui ter com ele num sábado à tarde, pelas 15 horas ele rezava o breviário (Oração do Tempo Presente à epoca) "Completas" e eu o interroguei, mas Padre Miguel o senhor já está  rezando Completas??? A que ele me respondeu, hoje teremos confraternização da comunidade é melhor rezar agora do que depois da cerveja! kkkkk-JOSÉ ALCIDES MARTON

MÃE, COMO SERIA BOM

Mãe Aparecida, como é bom ficar olhando e vendo tanta gente boa que vem a tua casa. 
Elas e eles trazem um brilho nos olhos, uma tranquilidade no rosto, uma alegria que não cabe no coração. 
Nem se vê o que podem trazer de preocupação, de sofri-mento, de precisões. 
Mãe, como seria bom se eles e elas, todos tivessem oportunidade de estudar e aprender, recursos para a saúde, bons momentos de descaso, trabalho digno e paga justa, um teto sob o qual formar um lar. 
Mãe, como seria bom se tivessem uma pátria de justiça e fraternidade, em que a verdade fosse a garantia da confiança, e a alegria marcasse o ritmo da vida. 
Mãe, como seria bom. 
Mãe, sabes que não basta sonhar. 
Ajuda-nos, pois, a querer, a agir para fazer acontecer, a mudar em vez de lamentar, a começar em vez de esperar.
Mãe, com será tudo melhor se soubermos aprender contigo.

domingo, 11 de outubro de 2026

Uma Viagem Caleidoscópica pela Távola dos Seminários

PEDRO LUIZ DIAS
A última edição do nosso blog - carinhosamente conhecido como Távola dos Seminários — traz uma dessas joias de memória que nos convidam a revisitar o tempo com o coração cheio de gratidão. Mantido e orientado há tantos anos pelo sempre dedicado Antônio Ierardi Neto, o blog é, por si só, um espaço de reencontro e partilha, onde o passado se refaz em cada lembrança e em cada palavra. 
Desta vez, o destaque é uma bela recordação trazida pelo colega Alexandre Dumas — uma lembrança memorável, que se abre como um caleidoscópio para todos nós que vivemos, moramos e estudamos boa parte da vida no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. 
Recentemente, ao celebrar o aniversário de outro grande amigo, o Perdigão, reencontrei-me também com o Zequinha, e juntos registramos uma foto que, de certo modo, sintetiza uma época. Três colegas - José Antonio Perdigão, Zequinha e eu, Pedro Luiz -, reunidos nas mesmas áreas onde outrora ecoavam risos de juventude, passos apressados para as orações e ensaios de esperanças. 
As reflexões de Alexandre se misturam a essa imagem, como se os espelhos do caleidoscópio se movem lentamente para formar novas figuras - lembranças, sons, cheiros, cores. E, ao girar essa memória, a pergunta que nos acompanha é sempre a mesma: o que era, o que foi e o que é hoje o nosso Seminário Santo Afonso? 
Essa viagem caleidoscópica é também um gesto de reverência. Reverência ao esforço formador da Congregação do Santíssimo Redentor, que educou e moldou milhares de nós - os ex-alunos redentoristas, espalhados pelos quatro cantos do Brasil. Cada um leva consigo um pouco da luz e da disciplina que ali aprendeu. 
Hoje, quando a UNESER (União dos Ex-seminaristas Redentoristas) convoca os ex-alunos a retornarem àquele espaço de tantas memórias, encontramos um Seminário que, embora renovado, mantém sua alma intacta. O antigo centro de formação deu lugar também a um centro de acolhida e hospedagem, onde se preserva o espírito de hospitalidade que sempre nos marcou. A Congregação, fiel à sua missão, soube introduzir novos conceitos de administração, manutenção e acolhimento, sem perder a essência da casa que nos viu crescer. 
Assim, seguimos nossa viagem no tempo - admirando o passado e compreendendo o presente. Seguimos em missão, como sempre. E, como dizia um antigo mestre da palavra e da fé, “uns nos ombros dos outros subiremos aos céus formando um cacto” — símbolo da resistência, da vida que floresce mesmo nos desertos, e da esperança que renasce a cada reencontro.
PERDIGÃO, ZEQUINHA(+) E PEDRO LUIZ

sábado, 10 de outubro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - NELSON DUARTE - ANTIGO SEMINARISTA

 
NELSON DUARTE(+) 
(*)25 de abril de 1948
(+)10 de outubro de 2022

Da sua irmã NILENE: 
Meu amado irmão faleceu em 10/10/2022.
Em complicações de um pós operatório.
Fez cirurgia em uma quinta-feira e na segunda feira faleceu.
Foi inesperado e muito doloroso ficar sem ele.
Hoje já se passaram 10 meses de muitas saudades.
Ele sempre foi muito presente em nossas vidas. 
Em 29.08.2023.
Nelson Duarte - nasceu em 25/04/48 e faleceu em 10/10/202.
Ex-seminarista se dedicou a família e aos estudos (extremamente culto e inteligente) poliglota falava fluentemente 4 idiomas.
Trabalhava com comércio exterior.
Viveu muitos anos em Santos/SP  e nós últimos 30 anos se estabeleceu em Cuiabá/MT.
Para se dedicar a família.
Muito religioso e devoto de Nossa Senhora Aparecida.
Ajudou na construção da Basílica de NS APARECIDA.
Sempre lembrava das passagens pelo seminário,  seus mestres e colegas.
Realizou várias viagens ao exterior a trabalho e ficava feliz quando voltava para casa.
Meu irmão,  meu parceiro e amigo para todas as horas.
Deve estar junto ao Pai e nossa mãe  Aparecida.

Participando do coral.camisa xadrez

Terceiro atrás ao fundo

NILENE DUARTE