sexta-feira, 25 de setembro de 2026

TRÊS VOZES, UMA MISSÃO: DAS ONDAS À EVANGELIZAÇÃO

Como de hábito, no final da madrugada, quando o silêncio favorece as primeiras reflexões, repasso textos, informações e notícias das últimas horas. 
Esta madrugada não foi diferente. 
A mensagem do presidente Donald Trump e de Melania Trump por ocasião da beatificação do arcebispo Fulton J. Sheen chamou-me a atenção para uma característica marcante de sua missão: a extraordinária utilização dos meios de comunicação para anunciar o Evangelho. 
Imediatamente me vieram à memória dois sacerdotes brasileiros: Padre Roberto Landell de Moura e Padre Vítor Coelho de Almeida, C.Ss.R. 
Três presbíteros das Américas. 
Três histórias distintas. 
E uma percepção comum: ciência, tecnologia e comunicação também podem servir à evangelização. 
Landell de Moura (1861–1928), sacerdote, cientista e inventor, realizou experiências pioneiras de transmissão da voz sem fios. 
Mais do que discutir a primazia da invenção do rádio, interessa-me sua visão: ciência e religião não precisavam caminhar em direções opostas.
Landell procurava descobrir como a voz poderia chegar mais longe. 
Décadas depois, Fulton Sheen compreenderia que essa mesma possibilidade tecnológica poderia colocar o Evangelho diante de milhões de pessoas. 
Do rádio passou à televisão, dominando a linguagem dos novos meios e fazendo da sala das casas uma extensão do púlpito. 
No Brasil, Padre Vítor Coelho percebeu igualmente a força pastoral do rádio. Sua voz tornou-se inseparável da história da Rádio Aparecida. Pelas ondas, chegava às famílias, aos trabalhadores, aos enfermos e às comunidades mais distantes. 
Era a Missão Redentorista viajando pelo rádio. 
Não pretendo estabelecer uma relação histórica direta entre os três. 
O paralelo está naquilo que perceberam: os meios mudam; a missão permanece. 
Landell pesquisou as ondas. Sheen ocupou as ondas. Vítor Coelho transformou as ondas em missão popular. 
Mais tarde, o Concílio Vaticano II reconheceria, no decreto Inter Mirifica, as extraordinárias possibilidades dos meios de comunicação social. 
E chegamos a 2026. 
Se esses três evangelizadores estivessem hoje diante da internet, dos podcasts, das redes sociais, dos algoritmos e da Inteligência Artificial, o que fariam? 
Talvez não perguntassem se devemos utilizar essas ferramentas, mas como utilizá-las a serviço do ser humano e da Boa-Nova. 
Ontem, ondas eletromagnéticas. 
Depois, rádio e televisão. 
Hoje, plataformas, redes e Inteligência Artificial. 
A tecnologia muda. 
A pergunta missionária permanece: como fazer a Palavra chegar mais longe sem perder sua verdade e sua humanidade? 
Fulton Sheen agora é Beato. Padre Vítor Coelho, Venerável, prossegue em sua causa de beatificação. E Padre Landell de Moura merece ocupar cada vez mais o lugar que lhe corresponde na memória das comunicações. 
A ciência descobre caminhos.

A comunicação encurta distâncias.

A evangelização lhes dá um sentido: chegar ao outro.
PEDRO LUIZ DIAS

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. LUIZ ÍTALO ZÔMPERO CSsR

PE. LUIZ ÍTALO ZÔMPERO CSsR 
+25 DE SETEMBRO 1981 
Natural de Brotas-SP, nasceu em 23 de dezembro de 1934. Em 1942 sua família já estava residindo na vizinha cidade de Pederneiras-SP onde freqüentou a Escola Paroquial. Ingressando no Seminário Santo Afonso em 1944, recebeu o hábito em 1952 e fez os estudos superiores em nosso Seminário de Tietê, onde foi ordenado a 1º de julho de 1958. Durante alguns anos Pe. Zômpero trabalhou como professor e vice-diretor do S. R. S. A.(*) Posteriormente esteve como cooperador na Penha, e em São João da Boa Vista como missionário, ocupando-se também com os cursilhos. Daqui seguiu para o nosso Seminário em Goiás, e em 1978 foi vigário da nossa paróquia em Goiânia. Deixando o cargo de vigário, assumiu a direção da Rádio Difusora, tornando-se bastante conhecido através dos seus programas, sempre apreciados; e durante esses anos colaborou também no “Santuário de Aparecida”. De Goiás, Pe. Zômpero veio trabalhar na Rádio Aparecida. E foi a serviço da R. A. que, no dia 25 de setembro (1981) foi encontrar a morte, na estrada São Paulo-Curitiba. Capotando por duas vezes o carro em que viajava ao lado do motorista, fraturou ele diversas costelas, com grave lesão na coluna. Levado às pressas para Curitiba, faleceu ao dar entrada no hospital. Foi sepultado em Aparecida. Sua morte, repentina e violenta, foi muito sentida, principalmente pelos seus confrades que, nele viam um grande companheiro, sempre alegre, ativo, e disposto para qualquer trabalho. Deus o chamou quando tinha ainda muito para dar. (Comunicado do Governo Provincial) 
(*)Pe. Zômpero possuía porte físico excelente e foi exímio futebolista. O esporte, aliado à sua simpatia pessoal, foi o caminho para muitas amizades e para a pastoral entre os jovens. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR.

Padre Zômpero, ordenado sacerdote em 1958, iniciou os trabalhos como mestre no SRSA. Como todos podem lembrar-se, aos domingos havia a famosa "festinha" após o jantar, quando treinávamos nossa comunicação de púlpito por meio da oratória e declamação de poesias. Recordo que numa dessas ocasiões, Pe.Zômpero presidiu o evento e coube-me ser um dos oradores. Fiz um discurso com tema da FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE tendo como base uma historieta que li de artistas da Ópera de Paris. Padre Zômpero elogiou minha apresentação e solicitou-me cópia para seus futuros sermões (naquele tempo dizíamos "sermões" ao invés das "homilias" de agora!). Saudosa memória! Esteja em paz, padre amigo! Antônio Ierárdi Neto - Tampinha
Amigo Ierardi, padre Zômpero foi também meu professor de música e nestas festinhas que você citou eu tive que fazer um solo. Eu sempre fui muito tímido, mas tive que fazer aquele solo. No palco do auditório, quando todos pararam de cantar eu cantei sozinho o famoso lá lá lá lá, lá lá lá lá lá. Nem sei como consegui, só sei que consegui. Tanta gente boa que gostava de cantar, ele foi escolher justamente a mim. E me lembro que o Natal teve que cantar uma música (Al di lá...) e ele escreveu na palma da mão para não esquecer e aí eu que tinha que declamar um poema fiz a mesma coisa, escrevi na palma da minha mão para não esquecer a letra. (era sobre a palavra "tempo", onde "tempo" aparecia várias vezes) Mas era um bom amigo e lembro-me que no esporte tinha uma coisa interessante, padre naquela época não podia tirar a batina preta de jeito nenhum (a batina branca ainda estava sendo liberada) então ele arregaçava a batina, prendia no cinto da batina dos redentoristas e era assim que ele jogava bola com a gente. Ele nos conquistava através dos esportes. Todos gostavam muito dele. Pena ter morrido tão cedo. Abraços do amigo, Natanael de Jesus Criado.
Zômpero, vulgo "Pirulito" foi de meu tempo, estava ele na quinta série e eu na primeira, convivemos por três anos, nunca nos comunicamos em virtude da separação de turmas, maiores, médios e menores. Eu admirava sempre os mais velhos, eram exemplo de fé e perseverança, dele só me lembro da alegria sempre estampada no rosto e o espírito esportivo. Reencontrei-o posteriormente em Trindade na missa das nove, celebrada pelo padre Alexandre Morais, conversamos após a cerimônia e nos identificamos, ele se propôs a entrevistar-me na rádio onde ia conversar com os romeiros, exatamente como era feito na Rádio Aparecida pelo padre Vitor, recusei pela urgência que tinha em voltar para Morrinhos. Despedi-me e infelizmente só fui reencontrá-lo alguns anos depois enterrado no cemitério de Aparecida próximo ao túmulo de meus pais, os redentoristas têm várias sepulturas naquelas proximidades, coincidentemente ali também se encontrava o padre Alexandre Morais.Alexandre Dumas
Foi meu professor. Cuidava de meu caderno financeiro (créditos e débitos). Depois de Aparecida veio para a Rádio Difusora de Goiânia. Tive a oportunidade de lhe fazer uma visita. Olavo Caramori Borges
Meu querido mestre de música e grande tenor. Deus esteja contigo. Vagner Gaspar
Um dos meus grandes mestres lá no SRSA..e jogava bola com a gente....Grande Pe. Zompero! Ivanir Vicari
E jogava bola com a batina levantada na frente e presa no cinto. Natanael de Jesus Criado
Era a compulsoriedade do uso da batina que demonstrava a todo momento a presença do sacerdote ainda que dentro de um campo de futebol participante do jogo....Lembra-me isso a presença do nosso estimado Venerável Padre Vitor Coelho de Almeida, que um dia jogou entre a turma dos maiores...de batina em pontas presas á cintura...e.....fez um gol de cabeça!!!! Comemorou alegre como criança!!! Ierárdi
Tive a honra e privilégio de conhecer a ambos no SRSA..joguei bola com Pe. Zômpero e assisti uma partida do Pe Vitor Coelho...todos com a batina amarrada. Ivanir Vicari
Já relatei, em outros contextos, minha vivência com o Pirulito, como nós o conhecíamos no seminário, era esportista, artista, alegre, seguiu carreira, foi consagrado. Encontrei-o em Goiânia numa missa das nove, queria me entrevistar, aquiesci falar em reminiscências, conversamos. Grandes lembranças de um vocacionado, fiz parte do grupo que o impulsionou, cantamos juntos, rezamos juntos, juramos juntos um ideal comum, fiquei pelo caminho gritando incentivos a uma santa caminhada.Alexandre Dumas Pasin de Menezes

ELES NOS PRECEDERAM - PE. LOURENÇO HUBBAUER CSsR

PE. LOURENÇO HUBBAUER CSsR 
+25 de SETEMBRO 1944 
Um dos Redentoristas mais conhecidos da nossa Província pela sua cultura e virtudes. Pe. Lourenço nasceu a 29 de novembro de 1872, em Muntersgrub (Alemanha). Admitido ao noviciado C.Ss.R. em 1888, professou no ano seguinte e veio para o Brasil antes de terminar seus estudos. Aqui chegou com a primeira turma de redentoristas bávaros, em 1894, indo logo iniciar a fundação de Campininhas (GO). No ano seguinte foi ordenado, dedicando-se então ao apostolado missionário. Voltando para São Paulo, foi o primeiro Superior e Vigário da Penha. Pe. Lourenço não se distinguiu como missionário; mas foi um incansável pregador de Retiros para sacerdotes e religiosas. Muito procurado também como Diretor Espiritual, colocava seus dirigidos no célebre dilema: ou progredir, ou desistir, pois ele não podia compreender tibieza ou covardia no serviço de Deus. Durante anos preocupou-se com a catequização dos japoneses no Brasil. Estudou a língua, e trabalhou entre eles em fazendas de Roseira e Pindamonhangaba. Era como um zelo todo particular que atendia os doentes, mesmo que para visitá-los, tivesse que percorrer as maiores distâncias. Em seus últimos anos empenhou-se com muito entusiasmo pela introdução da causa de beatificação da Madre Teodora Voiron, fundadora do Colégio São José, de Itu. Com arteriosclerose, e sofrendo do coração, viu-se ele obrigado, durante quase quinze anos, a passar as noites numa cadeira de balanço, na qual conseguia apenas cochilar um pouco. Nossa Província muito lhe ficou devendo, pelo seu trabalho como Mestre de Noviços, durante anos. Foi ele quem formou nossos primeiros padres brasileiros, com mão firme e segura, na Escola Redentorista de Santo Afonso. Vindo, um dia, de Itu, para São Paulo, Pe. Lourenço parou em Pirapora; e aí, quando subia a escadaria da igreja, sofreu um derrame, com violenta queda sobre os degraus. Trazido imediatamente para São Paulo, e internado num hospital, não reagiu mais, apesar do tratamento. Faleceu aos 72 anos dos quais 49 vividos em intensa atividade. Foi sepultado na Penha, e hoje seus restos mortais estão em Aparecida.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - IRMÃO JOSÉ ALVES CSsR

Irmão José Alves de Almeida CSsR 
*16 de outubro de 1930
+25 de setembro de 2021 
Em 21 de janeiro de 1962, com 32 anos de idade,
 definitivamente no semnário do Potim-SP
Homens que escolheram seguir a vida religiosa podem exercer a vocação de duas formas, sendo padres ou irmãos. São homens que dedicam suas vidas a cuidar da comunidade a que pertencem. O quadro Em Nome da Vida, exibido no Programa Pai Eterno desta quarta-feira, 26, mostro como vive e trabalha o Ir. José Alves de Almeida, Missionário Redentorista, que vive a serviço da Igreja em Trindade (GO). Um chamado não menos importante que o presbitério é o chamado para seguir a vocação de irmão. Com 50 anos de vida religiosa, Ir. José vive na Casa Paroquial de Trindade e conta que tinha 31 anos quando decidiu seguir esse caminho. “Demorou seis meses, mas eu disse que quando eu entrasse, eu não voltaria mais para a vida ativa. Desde 1961, que eu entrei e nunca mais tive vontade de voltar”, lembra. Ir. José ingressou na Congregação em Aparecida do Norte (SP). Ele é paraibano, e está em Trindade desde 1978. Sempre servindo com fé a devoção ao Divino Pai Eterno, a rotina dele é de muito trabalho. Ele ajuda a cuidar da Casa Paroquial, do Santuário, e também auxilia os padres. “Faço compras, levo os doentes na Vila São Cottolengo, trabalho na horta”, comentou. Os irmãos redentoristas assumem os mesmos votos que os padres. São missionários que se colocam inteiramente a serviço da comunidade, junto ao povo. “O sinal é porque precisa. Quando é chamado tem que ir”, declara Ir. José.
Nosso querido Irmão José Alves sintetizou bem a proposta da vida missionária redentorista: - foi um homem de oração totalmente dedicado às coisas de Deus com suas devoções e missa diária; - foi um homem da fraternidade, sendo irmão de fato entre os confrades; - foi um homem da missão no sentido mais amplo e profundo, pois realizava cada tarefa por causa do Reino anunciado por Jesus. Que seu exemplo de reza e trabalho inspire nossos dias na Congregação. E que o Senhor o acolha no convívio dos Santos. Amém.Vicente de Paula Alves
Irmão José fica eternizado como o israelita fiel. É o tipo de personalidade que a Escritura Sagrada chama de "pedra angular"; os clássicos denominam de "coluna" e nós o conhecemos como "esteio"... e José foi o esteio de "aroeira do Sertão". Resistente física, integível, espiritual e emocionalmente. É um "Víto Curzio" que resistiu com sabedoriaa a virada e o pós Concílio. Homem bom; figura ímpar; redentorista forte integralmente. Ir. José, exemplo de redentorista, rogai por nós! Ir. José Mauro Maciel, C.Ss.R.

ELES VIVERAM CONOSCO-Ir. José Alves de Almeida, CSSR (+) Autobiografia

Irmão José Alves de Almeida CSsR 
*16 de outubro de 1930
+25 de setembro de 2021 

No dia 16 de outubro de 1930, nascia José Alves de Almeida, filho de Floriano Alves de Almeida e de Etelvina Maria da Conceição, nascido no município de Serra Branca, Paraíba. Éramos em quatorze irmãos, oito deles mulheres e seis homens. Onze deles já estão mortos e três vivos. Fui o primeiro a sair de casa com 22 anos para São Paulo. Em São Paulo trabalhei por oito anos. Ganhava dinheiro e mandava para os meus pais que moravam na Paraíba com os meus irmãos, porque éramos pobres e sem recursos. Durante este período de oito anos fiquei sozinho em São Paulo trabalhando de pintor e dormindo na casa dos outros. Com o passar dos anos, meus irmãos vieram também para São Paulo. Nós morávamos todos juntos em Emerindo Matarazzo. Estávamos indo bem no serviço e logo compramos um terreno onde construímos dois cômodos e lá ficamos nós e os outros que vinham para a nossa companhia. Tive a ideia de todos nós mandarmos dinheiro para os pais. E a vida foi assim: todos trabalhavam e mandavam dinheiro para os pais.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - PE. LOURENÇO GAHR CSsR

PE. LOURENÇO GAHR CSsR
+24 de SETEMBRO 1905 
Foi o primeiro Superior e Vigário redentorista de Aparecida. Nascido a 25 de março de 1829, teve ótima educação, distinguindo-se desde criança pela sua seriedade e amor aos estudos. Em 1840 foi admitido num Colégio Beneditino em Metten (Alemanha) onde estudou alguns anos, como um dos melhores alunos. A 15 de outubro de 1856 professou na C.Ss.R. terminando seus estudos de Teologia no ano seguinte. E a 6 de maio de 1860 foi ordenado sacerdote. De 1871 a 1873 foi Superior da casa de Helldenstein. Mas sobreveio, por esse tempo, a supressão de todas as casas redentoristas na Alemanha, devido à perseguição religiosa. E, até 1894, Pe. Lourenço teve que sofrer muito, já pela situação político- religiosa, já pelo seu estado de saúde bastante abalado. Mesmo assim ofereceu-se para vir com a primeira turma para o Brasil. Já estava com 64 anos, quando aqui chegou, ficando adscrito à primeira fundação, em Aparecida, como Superior e primeiro Vigário, sendo também Consultor do primeiro Vice- Provincial, Pe. Gebardo, que fora iniciar a segunda fundação, em Campinas, Goiás. No ano seguinte, porém, a sede da Vice- Província foi transferida para Aparecida, onde Pe. Gebardo, assumiu a direção da Casa e da Paróquia, indo Pe. Lourenço para Campinas, então chamada “Campininhas”. Com a idade avançada, quase cego por uma oftalmite que o martirizava, tornando-o impaciente e desconfiado, Pe. Lourenço viu-se bastante provado, fazendo sofrer também seus confrades e seus paroquianos. Em 1898 voltou para Aparecida, devido à situação e a sua cegueira. Passou então a rezar diariamente a Missa de Nossa Senhora, pouco podendo trabalhar na igreja. Foi, porém, um apoio seguro para o Vice-provincial, como Consultor esclarecido e prudente. Agravando-se cada vez mais a sua cegueira, Pe. Lourenço começou a retirar-se de tudo e de todos, passando quase o dia todo na Capela. O Terço não lhe saia das mãos, chegando a rezá-lo quinze a vinte vezes ao dia. Fazia questão de tomar parte de todos os exercícios comuns, mesmo a custa de grandes sacrifícios. Provado interiormente, começou a julgar-se abandonado de todos, e mesmo de Deus, como um homem inútil, indigno da salvação eterna. Somente recobrou a paz e a confiança nos últimos meses de vida. Poucos dias antes de sua morte, arrastandose foi ainda ao quarto do Superior, e lhe pediu bênção “Benedicite” para fazer a sua viagem para a eternidade. Faleceu a 24 de setembro de 1905. E se não pôde dar à Vice-Província grandes realizações, deu-lhe certamente a bênção dos seus longos anos de sofrimento.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

SEBASTIAN BALDI, ANTIGO SEMINARISTA, PARABÉNS HOJE

Agradeço a Deus pelo meu setuagésimo sétimo (77) aniversário hoje,23/09/2025, completado. Estou partindo com tudo para o setuagésimo oitavo. Nasci em 1948 em Bocaina de Minas , às 3,15 da madrugada após um parto muito complicado, quase morremos, eu e minha saudosa mãe. Só tenho a agradecer, 77 anos bem vividos com muita saúde , uma família grande e muito feliz, 9 irmãos, meus pais, Maria das Dores Baldi e Ambrósio Sampaio de Almeida que nos deram muitos bons exemplos e uma educação baseada na fé católica e com os dez mandamentos sempre presente em nossos atos. Hoje tenho minha bela família, esposa , três filhos e três noras e quatro netos que nos enchem de alegrias. Obrigado , Senhor, por tudo, sempre recebi mais do que mereço. Hoje, 23 de setembro de 2025, meus 77 anos de batizado, agradeço a Deus e a meus pais Sr. Ambrósio Sampaio de Almeida e Maria das Dores Baldi por terem me transmitido a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo na sua Igreja Católica. Fui batizado um dia após meu nascimento por correr risco de vida, sobrevivi e pude viver com saúde todos esses anos. Obrigado, Senhor, me ajude a viver o restante de meus dias na sua Graça. Amém. SEBASTIAN BALDI 
Parabéns hoje, grande colega/amigo! Vivemos em tempos diferentes no SRSA, mas recebemos e assimilamos as mesmas orientações, religiosas e culturais! Que o Senhor esteja sempre ao seu lado! Saúde! Paz! E sobretudo muito amor! Caro colega Sebastian Baldi, fui batizado no dia 11 de junho de 1944 na igreja Senhor Bom Jesus do Braz(com "z"). Meus avós, Josefina Pataro,nona, e Antônio Ierardi, nono, que me deu o seu nome! Para completar, hoje existe uma boa coincidência no âmbito familiar: Também tenho 3 filhos, 3 noras e 4 netos! Um forte abraço! Ierárdi! 

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. NOÉ SOTILLO CSsR

PE. NOÉ SOTILLO CSsR
+23 de SETEMBRO 1996 
Pe. Sotillo nasceu a 13 de março de 1921, em Cerquilho-SP, na Fazenda Estiva. Foram seus pais: Luiz Sotillo e Maria Bellini. Era o décimo primeiro dos dozes filhos do casal. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no dia 31 de março de 1936. Tendo recebido o hábito no dia 01 de fevereiro de 1943, fez o noviciado em Pindamonhangaba-SP. Fez a primeira profissão no dia 02 de fevereiro de 1944 e cursou filosofia e teologia no Seminário Maior Redentorista de Tietê, onde fez a profissão perpétua no dia 12 de fevereiro de 1947. Foi ordenado sacerdote no dia 06 de janeiro de 1949, em Sorocaba-SP. pelas mãos de D. José Carlos de Aguirre e cantou sua primeira missa solene em Porto Feliz-SP no dia 09 de janeiro de 1949. Seu primeiro trabalho pastoral foi como vigário cooperador na Penha em São Paulo de 1950 a 1951, quando foi ser vigário cooperador em Aparecida. No primeiro semestre de 1952 fez o segundo noviciado em Pindamonhangaba e iniciou a pregar as Missões Populares, adscrito sucessivamente às comunidades missionárias de Araraquara, São João da Boa Vista, Penha, Tietê, Araraquara, Jardim Paulistano, percorrendo o Brasil até 1965. Em setembro de 1965 foi nomeado superior da comunidade e pároco na Penha. Lá ficou até dezembro de 1966, quando os Redentoristas deixaram a Paróquia e Santuário de Nossa Senhora da Penha e a entregaram à arquidiocese de São Paulo. No dia 01 de janeiro de 1967 foi nomeado tesoureiro e administrador no Santuário de Aparecida, ao lado de Dom Antônio Macedo que, depois, lhe entregou toda a responsabilidade da administração do Santuário e da construção da nova Basílica. Lá ele ficou até 01 de dezembro de 1989 e realizou uma obra gigantesca. Começando praticamente do nada, foi ele que criou toda a estrutura administrativa e deu nova vida e novo ritmo à construção do grande santuário. Foi uma mudança que fez com que se agilizasse a construção. Creio que, por justiça, se deve reconhecer que, se hoje existe o grande santuário, em grandíssima parte se deve à capacidade e ao trabalho do Pe. Sotillo. Foi ele também que se preocupou em construir toda a infraestrutura para atendimento dos romeiros, que hoje causa admiração a todos os que visitam o Santuário de Aparecida. Ninguém pode imaginar quanto trabalho, quanta preocupação e quanto sofrimento ele teve de enfrentar, sempre guiado por uma grande fé, um grande amor a Nossa Senhora e uma energia de gigante. Desempenhou o cargo de Conselheiro Provincial de 1976 a 1979. Em dezembro de 1989 retirou-se para o Jardim Paulistano, onde ficou como vigário paroquial, sendo também superior da comunidade de 1991 a 1993. Em dezembro de 1995, atingido, sem, nenhum pré-aviso, por insidiosa doença, teve de ser internado no Hospital Sírio-Libanês, por causa de uma obstrução biliar. No dia 19 de dezembro foi operado, mas os médicos verificaram que não havia mais nada que fazer: um tumor no pâncreas muito adiantado, que não possibilitava nenhuma intervenção. Saindo do hospital foi para a casa da família do Sr. Narciso Sotillo e de d. Elisinha que, com muito amor e carinho, lhe deram toda a assistência possível. Os prognósticos dos médicos lhe davam de seis meses a dois anos de vida. Aparentemente ele se recuperava, lutava e tinha esperança de sarar completamente. Continuou indo freqüentemente ao Jardim Paulistano e se interessando por tudo, com seu proverbial bom senso e sua experiência. Celebrava diariamente sua missa e rezava muito... Quantas vezes era encontrado com o terço na mão, caminhando de um lado para o outro. Fez várias visitas para rezar em Aparecida. Todos sabemos que por detrás de modos às vezes bruscos, o coração do Pe. Sotillo era de uma bondade e de uma caridade muito grandes. Isso ele não conseguia esconder sob seus modos enérgicos e diretos: no fim, sempre transparecia seu “coração de ouro”. Era alguém que não guardava rancores, que sabia perdoar e sabia também reconhecer e pedir perdão. Sempre disposto a ajudar os confrades e outras pessoas, mesmo quando recebia ingratidão. No dia 23 de setembro de 1996, mais ou menos às18 horas, Pe. Noé Sotillo voltou à casa do Pai, em Pouso Alegre MG, onde tinha sido hospitalizado após o agravamento repentino de seu estado de saúde. Para lá ele quisera ir em busca de alívio paras as dores que, nos últimos dias, lhe causavam atrozes sofrimentos. Ao sair da casa do Sr. Narciso e de d. Elisinha, ele dizia com alegria e esperança: “Vou buscar minha saúde!”. Não temos dúvida que a Mãe, Nossa Senhora Aparecida, e Santo Afonso, a quem ele amava apaixonadamente, o terão acompanhado aos braços e ao coração do Pai: “Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor!”. (Do Comunicado Provincial de 27/09/96)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Quando o Padre Sotillo esteve na Penha, como vigário cooperador, dirigiu a equipe de acólitos (coroinhas). Nesse período, promoveu alguns passeios para estimular o grupo. Lembro-me de algumas vezes ele trazer guloseimas industrializadas raramente oferecidas aos coroinhas. Isso ficou indelevelmente marcado em minha memória. Zé Morelli

terça-feira, 22 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOSÉ PEREIRA NETO CSsR

PE. JOSÉ PEREIRA NETO CSsR
+22 de SETEMBRO 1986 
Nasceu em Jacareí-SP, à 4 de agosto de 1914. Era o primeiro filho de Antônio Pereira Guedes e Maria Mercadante Pereira. Entrou para o Juvenato de Aparecida no dia 5 de fevereiro de 1926. Fez o noviciado, sozinho, em Pindamonhangaba em 1932, onde professou no dia 2 de fevereiro de 1933. Iniciou seu Seminário Maior na Argentina em Manuel Ocampo e Villa Allende, de 1933 a 1936. Em 1937 veio para o recém-fundado Seminário de Tietê-SP, onde continuou seus estudos. Foi ordenado sacerdote na Igreja Matriz de Tietê, no dia 19 de dezembro de 1937 por Dom José Carlos de Aguirre, bispo de Sorocaba. Sua primeira missa solene foi em Aparecida, no dia de Natal de 1937. A 5 de fevereiro de 1939 deixou o Seminário Maior, sendo transferido para Aparecida, como cooperador na Basílica, sendo ao mesmo tempo professor no Seminário Santo Afonso. De fevereiro de 1940 a janeiro de 1945 foi professor e prefeito do Seminário Santo Afonso. De janeiro de 1945 a abril do mesmo ano foi diretor do Seminário São José em Campinas-Goiânia. De maio de 1945 a fevereiro de 1956 foi professor, diretor e também reitor do Seminário de Santo Afonso. Em 1956 foi transferido para o Chile, como professor em nosso Seminário Redentorista em São Bernardo, onde ficou por um ano. De janeiro de 1957 a março de 1972 esteve no Jardim Paulistano, paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Paulo. Nesse período foi: cooperador paroquial, arquivista provincial, cronista e secretário provincial e também reitor da comunidade. Em março de 1972 foi transferido para a Basílica de Aparecida como cooperador. Em janeiro de 1979 foi transferido para Araraquara, como cooperador na Igreja de Santa Cruz. Pe. Pereira foi professor em nossos seminários por 18 anos. Foi arquivista provincial 15 anos, tendo remodelado completamente o arquivo provincial. A matéria predileta do Pe. Pereira: as ciências naturais, principalmente a Botânica, da qual era profundo conhecedor. Era ótimo professor. Era também grande conhecedor dos objetos de arte, principalmente de arte antiga. Foi o Pe. Pereira quem organizou o Museu do Seminário Santo Afonso, como o encontramos hoje. Em Araraquara sua saúde intelectual foi decaindo rapidamente: esclerose. No fim estava completamente esquecido de tudo. Igualmente sua saúde física decaiu: muita anemia. No dia 14 de abril de 1986 foi operado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo: câncer no esôfago. Sua irmã Carmem, esteve junto dele nos últimos meses de vida, tratando dele com todo cuidado e carinho. Pe. Pereira faleceu na Santa Casa de Araraquara, no dia 22 de setembro de 1986, à 15h15. Foi enterrado em Araraquara. “Instantes de enlevo e encantamento assaltam-me todos os dias: preciso ter olhos abertos para vê-los, e alma atenta para senti-los; por isso, ando no meio das coisas bonitas que enfeitam o mundo, imaginando que cada criatura é uma palavra de Deus (e Deus jamais se repetiu!) e atravesso os anos nadando em riquezas, sem possuir um centavo!...” Estava com 72 anos de idade e 49 de sacerdócio. (Comunicado do Governo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Padre Pereira era um grande amigo, organizava o museu do Seminário Santo Afonso no meu tempo. Era de Jacareí, cidade de onde fui para o SRSA, fui ao enterro de sua mãe Dona Maria Mercadante, família toda de Jacareí, inclusive o Ministro Mercadante também é de Jacareí. Seus pais foram os primeiros a produzirem os famosos Biscoutos Jacareí. Tenho uma imagem da Imaculada que o Padre Pereira me deu! José Alcides Marton
Querido Padre Pereira, quantas e quantas vezes eu tenho invocado a sua intercessão, nas horas difíceis.
Você foi marcante,bem-aventuradamente marcante, em nossas vidas no seminário Santo Afonso. Firme, franco, mas jamais deixou de ser acolhedor e paternal para conosco. A bênção, Padre Pereira.-João De Deus Rezende Costa
Ele morava no jardim Paulistano, quando eu e meus irmãos éramos coroinhas na igreja de NS. do Perpétuo Socorro. Na época moravam lá: pe. Moraes, Lemos, Gomes, Siqueira, Ivo, Miné, Sotilo, ir Luis, pe.Ferreia, Ribola, D. Macedo e outros... - JC Miné Cezar Jr.

PADRE PEREIRA NETO(+) E OS OVOS - JOSÉ CARLOS CRIADO

Fazenda do Potim, Guaratinguetá/SP, 1969, ano em que fiz o noviciado, similar à vida monástica, em preparação à formação de padre missionário redentorista, tendo o Pe. Amador Leardini como mestre. No horário, todo cronometrado, era prevista meia hora de cochilo (sesta), após o almoço. Como eu não conseguia cumprir esta atividade e não parava de ficar admirando a rica vida ornitológica ao redor do prédio, especialmente acompanhando desde a construção de ninhos até a saída dos filhotes, comecei a colecionar ovos das aves locais. A vida era tão abundante que, quase todo dia, encontrava no chão, ao lado do prédio, pintado de branco, algum pássaro desmaiado ou morto por bater na parede, talvez pensando que era um espaço vazio. Tsiu, coleirinha, bigodinho, rolinha, galinha d´água, beija flor, canário da terra, entre tantos. Se estava vivo, corria para a cozinha, pegava um pouco de água com açúcar e pingava no bico. Quase sempre funcionava e ficava todo alegre quando saia voando. Durante o horário da sesta, saia para andar pelo pomar e mata vizinha. Quando um ninho começava a ser construído, ficava acompanhando até aparecer o primeiro ovo para a coleção. Com uma agulha, furava ambos os polos e ficava assoprando até sair todo o conteúdo. Colocava em uma caixinha e anotava a data e o nome popular da ave. Assim, montei uma pequena coleção de ovos, nada científica, apenas resultado de um hobby sem maiores pretensões. No início do ano seguinte, após o final do noviciado, já com os votos temporários de três anos quando do recebimento da batina redentorista, com o título de Frater (Fr.) antes do nome, recebemos a visita do Pe. José Pereira Neto, que se mostrou curioso com minha coleção. Dias depois, recebo uma correspondência dele. Eram algumas folhas originais de uma revista francesa, Plaisir de France, de maio de 1948, acompanhadas de um bilhete escrito pelo Pe. Pereira dizendo: “Au Fr. José Carlos Criado, ne pas “galopin” mais “collectionneur” de oeufs”. No artigo da revista, o autor apresentava a foto de uma coleção de ovos, explicando, no início do texto, a diferença entre “galopin” e “collectionner”. Bela forma discreta de chamar minha atenção pelo que havia feito. Na época não entendi bem sua intenção mas, achei interessante a ilustração da revista com ovos de pássaros dispostos de forma a desenhar um lagarto, em uma placa de espuma de nylon. Fui à carpintaria, montei uma caixa, com tampa deslisante de vidro e coloquei no fundo uma placa de espuma, tentando copiar o modelo da revista. Com um ferro aquecido, abria pequenos buracos na espuma para encaixar os ovos, formando a figura de um lagarto. Neste mesmo ano, nossa classe começou com os estudos de Filosofia no IRES – Instituto Redentorista de Estudos Superiores em um prédio enorme construído no km. 20 da Raposo Tavares, São Paulo. Lugar também exuberante de vida ornitológica devido sua localização em meio à mata. Muitos pintassilgos, principalmente, mas nunca consegui encontrar seus ninhos e, assim parei de colecionar ovos. Lugar que hoje se transformou em penitenciária feminina em meio a um novo bairro, quase sem mata, sem aves. Aos poucos elas estão desaparecendo e, em breve, somente poderão ser conhecidas através de livros, fotos, e.... coleções. Quase 45 anos depois, a pequena coleção ainda está comigo. Afinal, o Pe. Pereira recomendou que fosse um colecionador, (ne pas “galopin” mais “collectionneur”) permitindo a outros a oportunidade de apreciar algo interessante. Seguem as fotos. Um grande abraço, José Carlos Criado
PADRE PEREIRA NETO
+22/09/1986

CRIADO, LI E ACHEI FANTÁSTICO. TB GOSTO DA NATUREZA E TENHO FEITO ALGUMAS EXPERIÊNCIAS  MUITO GOSTOSAS COM PLANTAS. PLANTIO DE FRUTAS, DE ORNAMENTAIS, ETC. É MUITO INTERESSANTE DESCOBRIR E ADMIRAR OS MILAGRES DE DEUS NA NATUREZA. ANTONIO CARLOS SACRISTÃO.(+)
Belo resgate, Ierardi. parabéns ao Criado que fez um belo trabalho de estudo dos pássaros da região de Potim e do KM 20 da Raposo, quando lá ainda havia mata preservada. abs. Luiz Silvério
Pe. Pereira que me desculpe, acabei sendo, em ornitologia, um "galopin", um amador aventureiro, admirador da natureza, hehehe. José Carlos Criado

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Judy: Muito Além do Arco-Íris

JUDY GARLAND-RENÉE ZELLWEGUER
Judy: Muito Além do Arco-Íris
é um filme britânico-estadunidense de 2019, escrito por Tom Edge e dirigido por Rupert Goold. 
É estrelado por Renée Zellweger no papel de Judy Garland.
É uma adaptação cinematográfica do musical da Broadway O Fim do Arco-Íris, de Peter Quilter. 
O filme estreou no Festival de Cinema de Telluride em 30 de agosto de 2019 e foi lançado nos Estados Unidos em 27 de setembro de 2019 e no Reino Unido em 2 de outubro de 2019.
Recebeu críticas geralmente positivas de críticos de cinema e público, com o desempenho de Zellweger sendo aclamado. 
O filme arrecadou US$ 43 milhões em todo o mundo e foi nomeado um dos dez melhores filmes independentes de 2019 pelo National Board of Review, onde Zellweger também recebeu o National Board of Review de melhor atriz. 
No Globo de Ouro de 2020, Zellweger venceu o prêmio de melhor atriz em filme dramático, ganhou o Critics Choice de melhor atriz em cinema, o SAG Award, o BAFTA de melhor atriz e o Oscar de melhor atriz. 

domingo, 20 de setembro de 2026

JOVIANO LOURENÇO BARBOSA - ANTIGO SEMINARISTA REDENTORISTA

JOVIANO LOURENÇO BARBOSA(+)
Aparecida se despede de uma grande pessoa: o ex-vereador, entre 1978 e 1983, Joviano Lourenço Barbosa.Meus sentimentos aos familiares.Descanse em paz! Lúcio Mauro Dias 
Viveu professorando. filosofia na cabeça, mas nunca amigo da Uneser. Talvez jogasse no time daqueles que nunca quisessem viver os tempos seminarísticos. Que Deus tenha saudades de sua alma. Vá em paz enquanto o sepulcro é a cama da eternidade. Dumas, obrigado pela lição a seguir! Adilson Jose Cunha 
Adilson Jose Cunha , não somos donos da verdade, não julguemos, ele, com certeza, vai descansar em paz, não por força da Uneser e sim por suas convicções! Alexandre Dumas Pasin de Menezes 
Nossos sentimentos mais profundos! Getulino Do Espírito Santo Maciel

O ANIVERSÁRIO DO "SEU" BODE-FUNDADOR DA UNESER(PAI DA LILI)

JÁ AO LADO DE DEUS E DO PADRE LIBÁRDI(✝︎), PARABÉNS HOJE SR.ALFONSO HERNANDES BRANDOLISI(✝︎)...PELOS ANTIGOS SEMINARISTAS REDENTORISTAS 
Bom dia Pai. Hoje seria um dia de muita festa. Afinal o senhor faria 95 anos. Quantos né!!!! Mas apesar de não poder festejar com o senhor, receba todo o meu carinho e a minha saudade. Cuide da gente tá. Beijos ❤️😢LILI

sábado, 19 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - Irmão Osmar Lúcio da Silva CSsR

-*19.09.1946
- +19/09/2021
- 75 anos de vida
e 46 de Redentorista
Ir. Lúcio nasceu aos 19 de setembro de 1946 em Lagamar – Patos de Minas, MG. Filho do casal, já falecido: Adalberto Lúcio da Silva e Margarida Neves Pereira, que tiveram uma filha e dois filhos. Lúcio teve nove sobrinhos. Aos 20 anos, em 1967, entrou para o Seminário São Geraldo na cidade do Potim, SP, e aí permaneceu durante cinco anos. De 1972 a 1973 fez o Postulantado em Aparecida, residindo no Convento, ao lado da Basílica Histórica. O Noviciado ele fez em São Paulo, no Jardim Paulistano, durante o ano de 1974. Tendo sido aprovado para pertencer à Congregação do Santíssimo Redentor, no dia 1º de fevereiro de 1975, na igreja Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo, Osmar Lúcio professou os Votos de Castidade, Pobreza e Obediência, tornando-se, assim, Missionário Redentorista. Após três anos de vivência comunitária e aprovado pelos superiores, fez a Profissão Perpétua e o Juramento de Perseverança na Vocação Redentorista, para seguir o Redentor à maneira de Santo Afonso e do Irmão São Geraldo Majella. Isso aconteceu no dia 19 de janeiro de 1978, aos pés de Nossa Senhora Aparecida na Basílica Histórica de Aparecida. Como missionário redentorista, o Ir. Lúcio passou a sua vida servindo em diversas comunidades e paróquias e igrejas não paroquiais. Ele teve o privilégio de estar bem junto ao Redentor, pois serviu como Sacristão em nossas igrejas desde o ano de 1975, isto é, durante 45 anos. Zeloso Sacristão não só no estado de São Paulo, nas cidades de Aparecida, Araraquara, São João da Boa Vista, Tietê, São Paulo, Sorocaba, mas também em Goiânia, GO, e em Brasília, DF. Sempre servindo e preparando a igreja para acolher os fiéis e cuidando para que o altar estivesse sempre pronto para a Eucaristia. Além de tudo isso, Ir. Lúcio prestava serviços aos confrades da comunidade. Acometido de enfermidade, aceitou humildemente residir na comunidade São Geraldo Majella em Sorocaba, em 2020, para cuidar da saúde. Agravando a doença, foi transferido, em janeiro de 2021, para o Convento do Santuário, em Aparecida, onde foi muito bem cuidado pelos confrades e enfermeiros. Mas, teve que ser internado no final de agosto, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, onde veio a falecer no início da tarde do domingo, dia 19 de setembro, no mesmo dia em que completou 75 anos de vida. O Velório acontece no Santuário, a partir das 07h30 do dia 20, e às 09h00 será celebrada a missa de corpo presente. Em seguida, o sepultamento no Cemitério Municipal Santa Rita, em Aparecida. A pessoa do Ir. Lúcio transmitia simplicidade, humildade, serenidade e paz. Uma pessoa realizada em sua vocação de Irmão Missionário Redentorista. Agradecemos a Deus por sua vida e que ele esteja no céu em companhia dos santos confrades redentoristas, Padres e Irmãos, e recebendo o abraço cheio de ternura da Mãe Aparecida, o Perpétuo Socorro de sua vida! Ir. Lúcio, que o Pai do céu o acolha com aquelas benditas palavras: “Muito bem, servo bom e fiel! Porque viveste servindo, entra e participa da alegria do teu Senhor!” (Mt 25,21) Descanse em paz! Amém!