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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Jubileus de Vida Sacerdotal: testemunhos que iluminam o caminho redentorista

Celebrar 25, 40, 50, 55, 60 e 70 anos de vida sacerdotal de vários padres redentoristas da Província Nossa Senhora Aparecida é celebrar também a fidelidade, o zelo pastoral e a entrega generosa ao anúncio do Evangelho, seguindo o carisma missionário de Santo Afonso Maria de Ligório. 
Neste domingo, dia do Padre, na celebração dominical presidida pelo Arcebispo Dom Sales, e marcada por profunda espiritualidade e gratidão, vários irmãos-sacerdotes renovaram seus votos diante do Superior Provincial, Padre Marlos Aurélio, reafirmando o compromisso com a missão redentorista. A cada jubileu celebrado, reacende-se entre nós a chama do exemplo vivo, inspirador e perseverante de quem se dedicou, por décadas, ao serviço do povo de Deus. 
A Comunidade Redentorista, unida à grande Família Redentorista – religiosos, religiosas, leigos e leigas –, eleva preces de louvor e agradecimento por esses ministérios fecundos. Parabéns, queridos jubilares! Que Deus continue a conceder saúde, fé renovada e perseverança na missão.
PEDRO LUIZ DIAS
JUBILARES  EM 2025
70 anos: Pe. Archimendes Zulian
60 anos: Pe. José Bertanha

55 anos: Pe. Antônio César Moreira
55 anos: Pe. Antônio Carlos de Oliveira
50 anos: Pe. Antônio Carlos Vanin
50 anos: Pe. Domingos Sávio
40 anos: Dom José Luiz Ferreira
20 anos: Pe. Helder José
20 anos:Pe. Mauro Vilela

domingo, 2 de agosto de 2026

NO DIA DE SANTO AFONSO, FUNDADOR DA CSsR

PADRE ROGÉRIO GOMES CSsR
SUPERIOR GERAL
Na noite em que a Governadoria Redentorista mundial, sob a liderança do Padre Rogério Gomes, C.Ss.R., se reunia em celebração com a comunidade leiga internacional, uma tônica espiritual e profundamente reflexiva marcou o momento dedicado a Santo Afonso. Em sua mensagem, Padre Rogério teceu pontes entre a tradição redentorista e os clamores espirituais e existenciais do mundo contemporâneo. Ao evocar o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, destacou que “a esperança abre o horizonte do sentido”, sendo essa uma chave para interpretar e resistir ao niilismo e à fragmentação de nosso tempo. Esse pensamento encontrou eco na teologia de Jürgen Moltmann, particularmente na afirmação de que “a esperança é a força pela qual o sentido da vida se realiza” — não apenas no plano imediato, mas na direção do Reino que virá. Padre Rogério ressaltou que, para os cristãos, a esperança não é mera projeção psicológica: ela é escatológica por natureza. Aponta para a plenitude prometida, para o cumprimento das promessas de Deus, onde justiça e paz se abraçarão definitivamente. A escatologia da esperança, presente em Moltmann e vivida profundamente por Santo Afonso, é aquilo que impulsiona o cristão a não se conformar com as estruturas de morte, mas a agir no presente com os olhos voltados para o futuro definitivo em Cristo. Na memória litúrgica de Santo Afonso, fundador e farol da espiritualidade redentorista, a mensagem de Padre Rogério ecoou como um chamado a manter firme a esperança, não como fuga do mundo, mas como força transformadora: uma esperança que antecipa no hoje os sinais do Reino eterno.
PEDRO LUIZ DIAS

sábado, 1 de agosto de 2026

ELE TINHA TEMPO DEMAIS

Santo Afonso de Ligório
Acho que, como eu, você diga às vezes que lhe falta tempo para isto ou aquilo. 
Nosso horário é carregado. 
Será? 
A Sto. Afonso de Ligório, parece que não lhe faltava tempo. 
Seu dia era bem aproveitado: dez horas de trabalho, oito de oração, cinco de sono, uma de descanso. 
E viveu 91 anos. 
Andei fazendo conta e fiquei meio sem jeito. 
Cheguei à conclusão que, sem nenhuma extravagância, poderia aproveitar um pouco mais meu tempo. 
Afinal, por mais que viva, não posso perder tempo. 
Há tanta coisa para ver, aprender e fazer. 
Ao meu redor há muitos precisando até da ajuda de meu sorriso para vencer a solidão. 
Bem que posso conversar um pouco mais com Deus. Não há dúvida; se quiser aproveitá-lo, haverá tempo de sobra em minha vida.

ORANDO COM MARIA

Dia 15 alegramo-nos com Maria, por tudo que Deus lhe concedeu. 
Bem que nos podemos unir a seu louvor por tudo que recebemos. 
Senhor, temos tanto a agradecer. 
A vida, a família, o amor, o conhecimento, a natureza amiga e severa, a fé, a esperança de uma vida para sempre na felicidade da paz. 
Bendito sejais, porque sois poderoso e misericordioso, acima de nossas fraquezas, acolhedor e bom. 
Alegramo-nos, porque nos criastes por amor, e nos levais paciente através do tempo, para que em vosso Filho Jesus, nosso irmão, possamos chegar à plenitude pa-ra a qual nos chamais. 
Olhai por nós, livrai-nos da opressão e não permitais que cedamos ao medo. 
E guiai-nos pelo caminho do presente, tão novo que nos desorienta.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

31ºENESER-E a palavra mágica era: ENCANTAMENTO

Todos os anos, os ex-seminaristas redentoristas (UNESER) se reúnem, em Aparecida, no final mês de julho. 
É um momento muito bonito de confraternização, de relembrar os bons tempos vividos no SRSA. 
Para alguns, 60, 50, 40 ,30 anos atrás. 
Esse ano, foi realizado o 31 º encontro. 
Nos primeiros encontros, o número de participantes era grande, mas com o passar dos anos a presença dos ex-seminaristas foi caindo. 
Desta vez, o número estava bem reduzido. 
Um dos dirigentes, o Antonio Cláudio, em sua fala, fez um questionamento, já que os participantes eram sempre os mesmos e, a maioria, de idade avançada. 
- Por que os mais jovens não vêm , não participam? 
Ele, na hora, achou a resposta. 
Porque não se sentem motivados. 
Falta a eles o ENCANTAMENTO
Todos os que ali estavam, um dia, ficaram encantados ao ver os missionários redentoristas nas Santas Missões, pregadas em sua cidade, lá no interior de Goiás, Rio Grande do Sul, Minas, Bahia, Paraná, São Paulo e até no longínquo Amazonas. 
Sim, eles tinham um encantamento, uma força maior que o encorajou a deixar a família, parentes e amigos. 
Sim, eles tinham um ideal: ser um Missionário Redentorista, sem medo de trabalhar em missões, até mesmo em terras estrangeiras, como em Angola, na África, por exemplo. 
Os longos anos longe da família e no longo percurso dos estudos, para maioria foi amadurecendo a ideia, e percebendo que seu caminho era outro, sem deixar de viver tudo o que aprenderam no seminário sendo, hoje, bons pais e ótimos profissionais, nas áreas da Educação, do Direito, da Medicina, da Engenharia e em outros campos de trabalho, sempre trilhando os passos deixados, no nosso caso, por Santo Afonso Maria de Ligório. 
O Antonio Cláudio tem razão. 
O encantamento faz a diferença, lembrando que sempre há um barco na beira da praia ou do rio, aguardando alguém para manejar os remos. 
José Pinheiro 
27.07.2026

sábado, 25 de julho de 2026

FORBECI(Fordinho)-UMA VIDA A SERVIÇO DA MISSÃO

José Ramos Forbeci, conhecido carinhosamente como "Fordinho" nos conta que seu chamado foi produto da Missão Redentorista em julho de 1953 no vilarejo de Alexandra, Distrito de Paranaguá-PR. Iniciou sua trajetória há 72 anos, na segunda quinzena de julho desse mesmo ano, aos 11 anos de idade, quando deixou a família para ingressar no Seminário Santo Afonso. Apresentado aos Redentoristas pelo Padre Moacir Bossay, chegou de avião e, já no dia seguinte, foi enviado pelo Padre José Ribola, CSsR, ao Seminário da Pedrinha, então em período de férias. Lá, ainda menino, começou a colocar em prática seus conhecimentos do mundo rural, participando das atividades como a coleta de pedras para a construção da piscina. Mais adiante, Fordinho participou da construção do Seminário de Ponta Grossa-PR e, posteriormente, realizou os estudos de Filosofia nos Estados Unidos. Com o tempo, foi orientado a se desligar da Congregação, mas os valores e ensinamentos recebidos como redentorista o acompanharam por toda a vida. Em sua carreira profissional como Delegado de Polícia em Guaraqueçaba-PR em 1989, manteve forte vínculo com as comunidades litorâneas, tornando-se conhecido como o "Delegado Padre" e com apoio dos ribeirinhos, usando embarcações para se deslocar. Foi nesse contexto de prontidão e serviço comunitário para o qual foi formado no Seminário que respondeu ao "chamado redentorista", como um sacerdócio, dedicando-se à Ação Missionária com os "cabreiros" da região. A convite da Irmã Ivone e Padres da Missão (Vicentinos) que "sempre pediam que visitássemos aquelas capelas das comunidades situadas entre o continente e as ilhas e atuassem nas celebrações de Páscoa", diz ele, atendendo o chamado ao trabalho missionário. Desde o ano 2000, com o início das atividades durante o Tríduo Pascal e a vivência do sentido da Semana Santa, José tem se dedicado de forma contínua à missão. Em sua kombi, auxilia no transporte de leigos para as celebrações, oferecendo suporte em diversas demandas sociais. Sua presença constante fortalece a espiritualidade e a organização das comunidades mais isoladas. Em 2025, Fordinho retomou sua missão no dia 19 de julho, atuando na Vila Fátima, uma das vinte capelas da Paróquia Bom Jesus dos Perdões. O local, registrado em imagens por ele compartilhadas, situa-se às margens da baía de Guaraqueçaba, a cerca de 50 minutos de barco da sede paroquial no continente e a 90 minutos da cidade de Cananeia-SP. A história de José Forbeci é um testemunho de fidelidade ao espírito missionário redentorista, mesmo fora da vida religiosa formal. Seu compromisso com a evangelização e o serviço às comunidades litorâneas é exemplo de fé, entrega e amor ao próximo. Lembramos que é assíduo com sua família aos Encontros Redentoristas em São Paulo e Campo Grande/Curitiba/Paraguay, organizando esses encontros.
VICENTE DE PAULA ALVES

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Santo Afonso e a atualidade da opção pelos mais pobres

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres.” (Lc 4,18) 
Às vésperas da memória litúrgica de Santo Afonso Maria de Ligório, celebrada em 1º de agosto, vale recordar a impressionante atualidade da vida e do pensamento desse grande Doutor da Igreja. 
Nascido em uma família da nobreza do Reino de Nápoles, Afonso destacou-se, ainda muito jovem, como advogado de raro talento. 
Entretanto, uma profunda decepção diante das injustiças e da corrupção que permeavam o ambiente forense de seu tempo levou-o a abandonar uma carreira promissora. 
Não foi apenas uma mudança de profissão, mas uma verdadeira conversão de vida, motivada pelo chamado de Deus. 
Em vez de buscar prestígio e reconhecimento, Afonso voltou-se para as regiões montanhosas de Scala, onde viviam pastores, cabreiros e famílias praticamente esquecidas pela assistência religiosa. 
Foi nesse encontro com os mais abandonados que descobriu sua verdadeira vocação: anunciar o Evangelho aos pobres e devolver-lhes a esperança. 
Dessa experiência nasceu, em 1732, a Congregação do Santíssimo Redentor. 
Nesse caminho, a Beata Maria Celeste Crostarosa desempenhou papel decisivo ao compartilhar sua profunda experiência espiritual, contribuindo para a consolidação do carisma redentorista. 
Unidos pela convicção da Copiosa Redenção - a certeza de que a redenção oferecida por Cristo é abundante e destinada a toda a humanidade - ambos ajudaram a construir uma espiritualidade marcada pela misericórdia, pela proximidade e pelo compromisso com os mais necessitados. 
Quase três séculos depois, a teologia de Santo Afonso continua surpreendentemente atual. 
O mundo assiste, muitas vezes com perplexidade, ao crescimento da concentração de riquezas enquanto milhões de pessoas permanecem privadas das condições mínimas para uma vida digna.
É verdade que a humanidade avançou extraordinariamente.
As ciências sociais, a medicina, a educação, as políticas públicas e a tecnologia proporcionaram inegáveis conquistas.
Também o Brasil experimentou importantes progressos em diversas áreas. 
Ainda assim, persistem bolsões de pobreza, exclusão e sofrimento que desafiam a consciência cristã e exigem respostas concretas. 
É justamente nesse contexto que o pensamento afonsiano recupera toda a sua força. 
Não se trata de uma teologia ideológica nem de uma leitura partidária da realidade. 
Trata-se de uma teologia da Encarnação, da proximidade e da misericórdia; uma teologia que sai ao encontro das pessoas, promove sua dignidade, fortalece a esperança e transforma a fé em compromisso concreto com a vida. 
Santo Afonso compreendeu que evangelizar significava aproximar-se daqueles que mais necessitavam da presença amorosa de Deus. 
Sua teologia não permaneceu restrita aos livros ou às academias. 
Tornou-se ação pastoral, acolhimento, escuta e serviço. 
Talvez seja exatamente essa a maior necessidade do nosso tempo: menos discursos e mais testemunhos; menos indiferença e mais compaixão. 
Celebrar Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, significa renovar esse compromisso. 
Significa reconhecer que a verdadeira grandeza do cristianismo se manifesta quando Deus é encontrado no rosto dos pobres, dos esquecidos, dos enfermos, dos idosos, das crianças e de todos aqueles cuja dignidade pede para ser reconhecida. 
A espiritualidade afonsiana permanece resumida em uma certeza que continua iluminando o caminho da Igreja: Deus ama cada pessoa com amor infinito e oferece a todos uma redenção abundante. 
Por isso, uma das expressões mais belas atribuídas a Santo Afonso permanece atual e profundamente transformadora: “Deus nos ama.” 
Que essa simples convicção continue inspirando homens e mulheres de boa vontade a construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, na qual a fé seja sempre traduzida em misericórdia e em serviço ao próximo. 
Pedro Luiz Dias 
Bacharel em Teologia, pela Faculdade São Bento, SP. É executivo de comunicação e relações institucionais e membro da Família Leiga Redentorista, Província Nossa Senhora Aparecida, SP.

DUMAS - ANTIGOS SEMINARISTAS

Hoje(21/07/24), assisti a uma missa presidida por Dom Darcy, satisfação imensa em tê -lo entre nós, fala bem, direciona seus postulados num sentido em que comungamos de suas diretrizes, tem o dom, dirigiu-se aos ex seminaristas redentoristas presentes, reunião anual lá no Santo Afonso, falou nos antigos seminaristas, esqueceu o ex, que bom ! Considero-me antigo aluno de um instituto que me moldou, fomos muitos, alguns perseveraram, outros ficaram ao largo, somos nós, os antigos, nunca os ex . União dos antigos seminaristas redentoristas, Unaser. ALEXANDRE DUMAS
Caro colega/amigo Dumas! Um dia fui negativamente criticado por um antigo seminarista por usar o "antigo seminarista" ao invés de "ex-seminarista". Penso que a razão, de que nunca soube por essa pessoa, seria o uso da inversão dos termos.... Não somos "seminaristas antigos""!!!!!Assim, o "ex-seminarista" não nos identifica, pois: UMA VEZ SEMINARISTA, SEMPRE SEMINARISTA! Antônio Ierárdi
Dom  Darci, foi meu colega em Campinas.  Somos de turma diferente, mas estudamos juntos. Jonival Côrtes

quinta-feira, 23 de julho de 2026

PADRE CLAYTON SANTANNA - 64 ANOS SACERDOTE

Padre Clayton Sant'Anna, C.Ss.R.
Missionário Redentorista
Padre Antonio Clayton Santana foi diretor da Academia Marial de Aparecida entre 2010 e 2014.
Pe. Clayton Sant'Anna, C.Ss.R. 
Missa das dezoito, padre Clayton comemorando sessenta e quatro anos de ordenação sacerdotal, meu colega de turma, convivemos por sete anos, estaríamos juntos , seguimos caminhos diferentes, vencemos , vou também comemorar sessenta e quatro de casamento, cinco filhos, sete netos, um bisneto, uma benção, um passado comum, sessenta e quatro anos de realizações. ALEXANDRE DUMAS PASIN

ENESER XXX E O FORDINHO

Mensagem de Jose Forbeci, (carinhosamente Fordinho ou Forbeco para os paranaenses e gauchos), ele atuante pelo Paraná e vai estar no Encontro Nacional Ex-Seminaristas Redentoristas Aparecida 2025:
JOSÉ RAMOS FORBECI
FORDINHO
"Atenção, Colegas Redentoristas, hoje faz 72 anos que entrei ao Seminário Santo Afonso de Aparecida. Viva a nossa convivência Redentorista. Gratidão. Sintonia. Espiritualidade. Amizade. Alegrias. Serviço Missionário. O sonho permanece. A vida do Cristão pulsa no seguimento do Redentor . COPIOSA APUD EUM REDEMPTIO. DIES IMPENDERE PRO REDEMPTIS"
VICENTE PAULA ALVES
Caros colegas, antigos seminaristas, brilhante a mensagem do FORDINHO! Com 11 anos de idade ele entrava ao seminário menor, onde, com certeza, colheu orientações religiosas e culturais para a vida. Não se tornou sacerdote, que era o objetivo, entretanto como todos os egressos dos seminários, menor e maior, formou família na moral e padrões do evangelho e hoje segue, levando de forma leiga, os desejos de Santo Afonso Maria de Ligório! Ele, como tantos outros antigos seminaristas, permanecem no objetivo missionário, redentorista, santo! A propósito, ainda que triste pelo fim dos seminários menores, entrei ao SRSA em janeiro de 1957, ou seja, há 68 anos! Antônio Ierárdi Neto - Tampinha 

sábado, 11 de julho de 2026

EMANCIPAÇÃO DA CIDADE DE APARECIDA-SP

Emancipação de Aparecida, que bom. 
Uma história que Lúcio Mauro se propõe a contar. 
Não vivenciei, nasci em 1937, aconteceu em 1927. 
Frequentei o Chagas Pereira, escola estadual com professoras de Guaratinguetá , não fez parte de meu currículo essa história que tanto nos orgulha. 
Personagens importantes, Américo Alves, João Barbosa, Júlio Braga, estes que conheci, outros nobres participantes de uma saga. 
Comícios, encontros, um ideal, vontade de mudar, viver uma realidade, liberdade, dissolver laços, caminhar espaços próprios, Aparecida se libertou, ganhou autonomia, não houve guerra, continuamos irmãos. 
Certa feita, trabalhando no Banco do Brasil e atuando no caixa, atendi a um aparecidence, José Bustamante. 
Identificou-me como filho de Raphael Menezes e se propôs a contar um fato. 
1927, comício na Ponte do Sá, discursos inflamados, participantes exaltados, vontade de liberdade, eis que surge um jovem de 25 anos, toma a dianteira, se põe em condição privilegiada e grita em voz alta: INDEPENDÊNCIA OU MORTE ! 
José Bustamante contou, Raphael Menezes, fotógrafo, mineiro, Silva de origem, qual Tiradentes, não faz parte da galeria dos heróis, mas deixou seu nome nessa história, lutou pela emancipação, gostava de Aparecida. ALEXANDRE DUMAS MENEZES
Obrigado, amigo Dumas! Vivi nessa cidade durante 5 anos, 1958/1962, e agora você me mostra um fato de liberdade desse municípo, fato este de valor, que nesse tempo todo, desde lá até hoje, nunca havia percebido e ainda me importado! Um grande abraço! ANTÔNIO IERARDI NETO

sexta-feira, 10 de julho de 2026

História, Fé e Raízes em Aparecida

REDENTORISTAS NO SRSA
EM APARECIDA-SP
Uma chegada marcada por música, devoção e acolhida Recentemente, em uma conversa sobre a importância de preservar dados e memórias na Távola, tive a grata oportunidade de reencontrar a história viva de Aparecida por meio do empresário Júlio Barreto, com quem desenvolvi uma amizade após uma apresentação no Rotary local. Ao saber da minha ligação com os Missionários Redentoristas, Júlio compartilhou algo precioso: registros de sua família e a profunda conexão deles com a Congregação Redentorista, desde a chegada dos pioneiros alemães em 28 de outubro de 1894. 
Nessa data memorável, por volta das 22h, o trem com os primeiros missionários vindos da Alemanha chegou à estação ferroviária de Aparecida. A emoção tomou conta do povo — e a recepção foi solene: uma banda de música animava a multidão que aguardava com fé e esperança. Essa banda era a Aurora Aparecidense, conduzida por ninguém menos que o bisavô de Júlio, o Maestro Isaac Júlio Barreto, então Mestre de Capela da Igreja de Nossa Senhora Aparecida. Uma tradição musical depois continuada por seu filho, Maestro Benedito Júlio Barreto, e pela neta, Maria da Conceição Barreto. 
A música, desde o primeiro momento, uniu os corações e anunciou a chegada de uma nova fase para Aparecida. Entre os que desembarcaram estavam os padres Lourenço Gahr, José Wendl, Gebardo Wiggermann, João Batista Spath, Claro Monteiro do Amaral, e os irmãos Estanislau, Rafael e Simão. A acolhida seguiu até a casa do Sr. João Maria de Oliveira César, onde jantaram, e, depois, instalaram-se provisoriamente ao lado do Santuário. No dia seguinte, conheceram o Santuário e a pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida — cuja figura negra os remeteu à Virgem Negra de Altötting, ícone de devoção mariana na Baviera, de onde muitos deles vieram. 
Mal dominavam o idioma, mas logo estavam celebrando missas, ouvindo confissões, evangelizando e, sobretudo, integrando-se ao povo com afeto e simplicidade. Em pouco tempo, passaram a ser chamados de “missionários de Aparecida” e conquistaram para sempre o coração dos aparecidenses e romeiros. 
A missão dos Redentoristas plantou em Aparecida uma semente de fé que floresceu em devoção e identidade nacional. E, por entre essa bela história, está a memória viva de famílias como a dos Barreto, cuja música embalou o início de tudo. Gratidão, Júlio, por compartilhar tão bela herança.
PEDRO LUIZ DIAS

quinta-feira, 9 de julho de 2026

UNIDADE e SOLIDARIEDADE: dois clamores do coração da Igreja

PEDRO LUIZ DIAS
Na homilia do domingo, 6 de julho de 2025, durante a missa das 8h no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, nosso querido e inspirado Arcebispo, Dom Orlando Brandes, voltou a proclamar com firmeza e ternura: a Igreja precisa de UNIDADE
Mais do que mencionar, ele nos pediu orações — e atendemos com a urgência que o tema exige. Mas a manhã seguinte nos levou a adicionar, com o coração ferido, outro clamor urgente: a SOLIDARIEDADE
Fomos informados da triste notícia de mais um caso de suicídio de um jovem presbítero. Diante disso, não apenas rezamos. Rezamos e nos questionamos: O que mais podemos e devemos fazer, como comunidade de fé, para cuidar dos nossos pastores, irmãos, amigos e irmãs em sofrimento? 
A UNIDADE e a SOLIDARIEDADE são inseparáveis. 
Uma Igreja unida é também uma Igreja que cuida. 
Que escuta. 
Que acolhe. 
Que não silencia a dor, mesmo quando ela vem de dentro.
Que as palavras de Dom Orlando encontrem eco em nossas atitudes. 
Que a oração se transforme em presença, em acompanhamento, em empatia concreta. 
E que cada comunidade, cada fiel, cada coração cristão se sinta chamado a ser ponte e não muro, abraço e não julgamento, resposta viva e amorosa ao sofrimento alheio.
Rezamos. 
Agimos. 
Unimo-nos. 
Por uma Igreja que seja verdadeiramente casa, refúgio e família para todos - especialmente para quem sofre em silêncio.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

A neblina de Aparecida e a Luz da unidade.

Hoje, antes que o sol rompesse completamente a neblina, caminhei lentamente pelos jardins do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. 
Havia um silêncio que não era ausência de sons. Era um silêncio povoado de passos, de olhares, de rosários nas mãos, de crianças ainda sonolentas, de idosos caminhando com esforço, de famílias inteiras que percorriam quilômetros movidas por uma única certeza: Deus continua chamando o seu povo. 
As caravanas chegavam sem cessar. A passarela ia sendo ocupada por uma multidão de peregrinos. Muitos jamais se haviam encontrado. Vinham de cidades, culturas e histórias diferentes. Alguns carregavam dores profundas. Outros traziam promessas cumpridas. Muitos vinham apenas agradecer. 
Entretanto, todos caminhavam na mesma direção. 
Enquanto a fina névoa umedecia meu rosto, pensei que talvez a Igreja seja exatamente isso: pessoas diferentes, com pensamentos, sensibilidades e experiências distintas, mas que reconhecem um único Senhor e procuram permanecer em comunhão. Foi então que meu coração se voltou para uma preocupação que, acredito, merece nossa oração, especialmente entre nós, antigos alunos formados na espiritualidade de Santo Afonso Maria de Ligório. 
Temos assistido ao surgimento de tensões e divisões que, em alguns ambientes, parecem enfraquecer a comunhão eclesial. Há manifestações que revelam resistência a orientações do Magistério e à missão confiada pelo próprio Cristo ao Sucessor de Pedro. 
Não escrevo estas linhas para julgar pessoas nem para alimentar debates. Escrevo porque aprendi, ainda nos bancos do seminário, que a unidade da Igreja nunca foi uma construção humana. Ela é um dom do Espírito Santo e, justamente por isso, precisa ser continuamente cultivada. 
Os redentoristas sempre foram missionários da esperança. Santo Afonso nunca separou o amor à verdade do amor à Igreja. A fidelidade ao Evangelho sempre caminhou ao lado da comunhão. Nenhuma família permanece unida sem diálogo. Nenhuma comunidade cresce sem humildade. Nenhuma Igreja atravessa os séculos sem a ação permanente do Espírito Santo. 
Talvez a neblina daquela manhã tenha me ensinado justamente isso.
A neblina não elimina o caminho. Apenas nos convida a caminhar com mais confiança.
Ela esconde a paisagem por alguns instantes, mas não consegue apagar o sol. 
Também os tempos de inquietação passam. As controvérsias passam. Os homens passam. Cristo permanece. 
Que Nossa Senhora Aparecida, tão silenciosa quanto firme aos pés da cruz, continue protegendo a Igreja. Que Santo Afonso inspire todos aqueles que receberam seu carisma a serem sempre construtores de comunhão. E que nós, antigos alunos redentoristas, jamais percamos aquilo que recebemos como herança mais preciosa: amar profundamente a Igreja, servir ao povo de Deus e conservar acesa a chama da unidade. 
Afinal, antes de sermos homens de opinião, fomos chamados a ser homens do Evangelho. 
Por Pedro Luiz Dias

domingo, 5 de julho de 2026

OS OUTROS, NOSSO CÉU

A vida eterna consiste na união plena e perfeita com Deus.
Vê-lo, sem véus, será a perfeita felicidade. 
E poderemos dar à Trindade Santa o supremo louvor que nos é possível. 
A vida eterna também será a plena satisfação de nossos desejos, pois que ali teremos a felicidade que vai além de tudo quanto podemos desejar e espe-rar. 
Podemos até dizer que não é a felicidade que encherá nosso coração; nós é que seremos mergulhados e afo-gados na felicidade, rodeados totalmente por Deus. 
Mesmo sendo Deus nossa perfeita felicidade, dela fará parte também a companhia de todos que conosco participarem da alegria eterna. 
Tanto maior será nossa felicidade, quanto mais felizes forem os outros. 
Afinal, essa é a característica do amor que então poderemos viver na plenitude. 
É o que ensina Sto. Tomás de Aquino. 
Não queira faltar ao encontro.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

SENHOR, TOMAI CONTA DO FILIPE

Não me lembro de quando, nem de onde encontrei uma oração atribuída a São Filipe Neri. 
Nem sei se era mesmo dele. 
É uma de minhas preferidas: Senhor, tomai conta de Filipe, senão Filipe ainda o deixará na mão
É oração fácil de guardar na memória, e que, pelo menos a mim, me deixa à vontade. 
É oração para quando nos sentimos mais à vontade com Deus, e mais sinceros conosco mesmos. 
E que corresponde exatamente à nossa realidade. 
Somos frágeis e precisamos a toda hora da ajuda e proteção.
E, ao mesmo tempo, é nossa oração de filhos e filhas, que temos toda a confiança na bondade e no amor de um Pai, que está sempre a nos esperar. 
Apesar de tudo, até de nós mesmos.

JOSÉ MORELLI -SACERDOTE E ANTIGO SEMINARISTA-SRSA

José Morelli nasceu no bairro da Penha de França, cidade de São Paulo, no dia 24 de julho de 1942, fez seus primeiros estudos em escolas do próprio bairro. 
Estudou humanidades, filosofia e teologia em seminários dos padres redentoristas. 
Ordenado sacerdote em 1969, exerceu o ministério sacerdotal até 1976, tendo lecionado latim e filosofia social a seminaristas. Formado em psicologia, atuou como programador de treinamento em importante instituição bancária, na capital paulista. 
Participou de vários cursos a nível superior, dentre os quais o de psicodrama pedagógico. 
Possui longa experiência em atendimentos de psicoterapia.
Além de escrever em vários jornais temas de psicologia e outros, atende a convites para fazer palestras para adultos e jovens. 
Em sua participação na vida do bairro, desde 1994, passou a confeccionar presépios no interior da Igreja do Rosário dos Homens Pretos. 
Quando da comemoração do bicentenário de sua aprovação como templo católico, em junho de 2002, fez parte da primeira comissão de festa. 
Participou ativamente das treze festas já realizadas até o presente momento.
Livro "Penha de França - Expressões do Rosário" 
Sobre o Livro 
Este Livro é um trabalho de anos de pesquisa histórica sobre a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, em São Paulo. Esta Igreja possui hoje uma importância singular, a partir do momento que, além de ser testemunha de um Brasil escravocrata, ela se edifica como o templo religioso mais antigo construído por uma irmandade de negros escravos e alforriados dentro de nossa cidade, acompanhando os vários momentos históricos políticos, sociais e clericais e hoje contando com um resgate da valorização da cultura e da história dentro do bairro, que já foi freguesia, mas que mantém ainda parte de suas características provincianas, chamado Penha de França. O trabalho é composto de um acompanhamento cronológico da história e ilustrado por fotos, destacando-se três momentos: da construção ao vicariato do Pe. Antonio Benedito de Camargo; pós-chegada dos padres redentoristas; resgate das antigas festas do Rosário e de São Benedito.
IGREJA DE NOSSA SENHORA 
DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS
PENHA DE FRANÇA

segunda-feira, 29 de junho de 2026

ZEQUINHA(+)-"LIVROS NO CHÃO"

JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA LIMA
ZEQUINHA(+)
Uma visita inspiradora ao Centro de Planejamento do Projeto Educacional e Cultural “Livros no Chão”, idealizado pela Família Zeka & Edna. 
O projeto transforma praças em bibliotecas a céu aberto, levando literatura, imaginação e cidadania aos espaços públicos de Guarulhos. 
Recentemente, a Câmara Municipal reconheceu esse trabalho exemplar com um Diploma de Honra ao Mérito concedido ao nosso confrade-leigo — missionário da cultura e da esperança — José Bonifácio “Zeka”(+). 
A comenda agora ocupa lugar de destaque na parede da sua biblioteca particular, cercada pelos livros que seguem encantando gerações. 
Parabéns, Zeka(+) & Edna! 
A missão continua — e continua transformando. 
PEDRO LUIZ DIAS

sábado, 27 de junho de 2026

Papa aos Redentoristas e Scalabrinianos: manter e cultivar relações de ajuda fraterna....E A MINHA PROXIMIDADE ESPIRITUAL!

PAPA LEÃO XIV:-A escolha de duas Congregações religiosas de se encontrarem e refletirem com os confrades que se dedicaram à Igreja no ministério episcopal...A Igreja é grata aos seus Institutos, aos quais pediu, com a nomeação de bispos dentre os seus membros, um sacrifício considerável em tempos de escassez de religiosos...Em particular, vocês, religiosos scalabrinianos e redentoristas, escolhidos e consagrados para o serviço do episcopado e do cardinalato, trazem ao seu ministério a herança de dois carismas importantes, especialmente em nossos dias: o serviço aos migrantes e a evangelização dos pobres e distantes...Santo Afonso Maria de Ligório, ao entrar em contato com a miséria dos bairros mais abandonados de Nápoles no século XVIII, renunciou a uma vida confortável e a uma carreira lucrativa, abraçando a missão de levar o Evangelho aos últimos...São João Batista Scalabrini, um século depois, soube sentir e fazer suas as esperanças e os sofrimentos de muitas pessoas que partiam, deixando tudo para trás, em busca de um futuro melhor para si e para suas famílias em países distantes...Ambos foram fundadores, tornaram-se bispos e souberam responder aos desafios de sistemas sociais e econômicos que ao mesmo tempo em que abriam novas fronteiras em vários níveis, também deixavam para trás tanta miséria ignorada e tantos problemas, criando bolsões de degradação com os quais ninguém parecia querer lidar...Mesmo em nosso mundo, a obra do Senhor está sempre diante de nós: somos chamados a conformar nossas mentes e corações a ela por meio de um discernimento sábio. Estou convencido de que a discussão que vocês promoveram será muito útil para esse fim!

NO BRASIL - EM SÃO PAULO-SP

ITESP

Endereço: R. Dr. Mário Vicente, 1108 - Ipiranga, São Paulo - SP, 04270-001

O Instituto Teológico São Paulo (ITESP) nasceu de uma necessidade sentida por diversas Congregações religiosas: proporcionar uma formação teológica aos seus membros que estivesse em sintonia com o espírito renovador do Concílio Vaticano II. A ideia era unir forças para alcançar esse objetivo comum, criando uma formação teológica integrada e alinhada com as mudanças propostas pela Igreja.

Em meados de 1971, iniciaram-se os contatos entre os responsáveis pela formação teológica de várias Congregações, com o intuito de viabilizar esse projeto ambicioso. Desse esforço conjunto, surgiu o primeiro acordo entre a Congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos), a Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) e a Congregação do Verbo Divino, que culminou na fundação do Instituto Teológico São Paulo. O objetivo central era fornecer aos candidatos ao sacerdócio uma formação teológica comum. Esse processo exigiu a adaptação dos currículos dos diversos Seminários Maiores, que, embora seguissem as diretrizes eclesiásticas, tinham suas próprias formas de organizar as disciplinas teológicas.

Em fevereiro de 1972, o ITESP iniciou suas atividades oficialmente, consolidando a parceria entre as Congregações e tornando-se um centro de estudos teológicos voltado à formação conjunta. A iniciativa se mostrou frutífera, e o Instituto rapidamente ganhou destaque na formação de sacerdotes e religiosos.

Um marco importante ocorreu em 1981, quando o curso de Teologia do ITESP obteve reconhecimento pontifício com a filiação ao Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. Esse reconhecimento permitiu que os estudantes do ITESP pudessem receber o título de bacharel em Teologia, garantindo ainda mais a qualidade e a validade de sua formação acadêmica.

No ano 2000, as Congregações mantenedoras do ITESP deram mais um passo importante ao constituírem-se como uma entidade civil, a Associação São Paulo de Estudos Superiores. Essa associação passou a ser a mantenedora do Instituto São Paulo de Estudos Superiores e do Instituto Teológico São Paulo, consolidando a estrutura jurídica e administrativa da instituição e garantindo sua continuidade e estabilidade.

Ao longo de sua história, o ITESP se firmou como uma referência na formação teológica no Brasil, sempre comprometido com a excelência acadêmica e a fidelidade à missão de formar sacerdotes, religiosos e leigos preparados para servir à Igreja e à sociedade.

INSTITUTO CRISTÓVÃO COLOMBO

Endereço: R. Dr. Mário Vicente, 1108 - Ipiranga, São Paulo - SP, 04270-001

O ICC é uma obra social Scalabriniana.

A Congregação dos Missionários de São Carlos, também conhecida como Scalabrinianos, fundada por São João Batista Scalabrini, é uma comunidade apostólica de religiosos inserida na atividade Missionária que tem por carisma a acolhida aos migrantes. Sua principal missão é fazer-se migrante com os migrantes. E claro, colocando-se a serviço das classes mais pobres e vulneráveis.

O Instituto Cristóvão Colombo – ICC foi fundado por Padre José Marchetti em 1895, para acolher crianças órfãs, especialmente crianças migrantes. Padre José Marchetti,  fundador, dedicou sua vida à missão, faleceu ainda jovem protegendo uma criança órfã.

Em vista das celebrações de 130 anos de fundação do Instituto no ano de 2025, sob direção do Padre Antenor Dalla Vechia, inicia-se a confecção da linha do tempo do ICC contada nos muros da Instituição, com desenhos realizados pela artista Isadora, que retratam o envio missionário do Padre Marchetti pelas mãos do São João Batista Scalabrini, a travessia dos continentes no navio, a acolhida da criança pelo Marchetti que deu origem ao carisma Marchettiniano de atenção às crianças, as missões realizadas nos cafezais do interior de São Paulo, a presença e fundação das irmãs scalabrinianas até chegar no atual serviço do ICC.

COINCIDÊNCIA?-NÃO! - PROXIMIDADE ESPIRITUAL-SIM

Em 1953, 9 anos de idade, minha mãe, viúva e operária do LANIFÍCIO FILEPPO, colocou-me no internato ORFANATO CRISTÓVÃO COLOMBO-SCALABRINIANO, Alto do Ipiranga, São Paulo-SP, que posteriormente mudou a sua razão social para INSTITUTO CRISTÓVÃO COLOMBO. Ali, por 4 anos, 1953/1956, recebi as primeiras orientações culturais/religiosas!

Em 1957, por 6 anos, 1957/1962, estive seminarista no SEMINÁRIO MENOR SANTO AFONSO-REDENTORISTA, em Aparecida-SP.

Dessa forma fiquei muito alegre, extremamente feliz, ao verificar particularmente que nosso PAPA LEÃO XIV está trazendo esta PROXIMIDADE ESPIRITUAL na minha vida!

ANTÔNIO IERÁRDI NETO
A felicidade de teu relato que enaltece essa iniciativa Papal de proximidade com as duas Ordens religiosas. Na tua experiência de vida pessoal, educacional e missionária.PEDRO LUIZ DIAS