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sábado, 29 de agosto de 2026

A MISSÃO NÃO TERMINA O leigo redentorista no século XXI

A Igreja do século XXI precisa reafirmar uma verdade antiga e, ao mesmo tempo, profundamente atual: o leigo não apenas participa da Igreja. 
O leigo é Igreja. 
Pelo Batismo, recebe também a responsabilidade de anunciar e testemunhar o Evangelho no mundo. 
Essa compreensão encontra uma chave de leitura particularmente fecunda na espiritualidade de Santo Afonso Maria de Ligório. 
Desde as primeiras missões populares, Afonso compreendeu que evangelizar significava ir ao encontro das pessoas, sobretudo dos mais abandonados, anunciando-lhes que a santidade não era privilégio de poucos, mas vocação possível para todos. 
A missão, portanto, não poderia terminar quando o missionário partisse. 
Alguém precisava permanecer. O povo permanecia. 
Talvez possamos dizer, em linguagem contemporânea, que o leigo é aquele que permanece quando a missão termina — para que a missão não termine. 
Essa intuição afonsiana encontra profunda consonância com o Concílio Vaticano II. A Ad Gentes afirma que a Igreja é, “por sua natureza, missionária” (AG, 2) e, ao tratar especificamente dos leigos, ensina que sem sua presença ativa o Evangelho dificilmente consegue penetrar profundamente na vida, no pensamento e no trabalho de um povo (AG, 21). 
A Apostolicam Actuositatem, por sua vez, recorda que o apostolado dos leigos nasce da própria vocação cristã e é indispensável à missão da Igreja. 
Não se trata, portanto, de substituir sacerdotes e religiosos nem de transformar o leigo numa espécie de auxiliar do clero. Trata-se de reconhecer a diversidade das vocações na unidade da missão. 
É justamente aqui que a proposta teológico-pastoral de Santo Afonso ganha nova atualidade na reflexão desenvolvida pelo Pe. Luiz Henrique Brandão de Figueiredo, C.Ss.R., a partir de três verbos retomados pelo Papa Francisco: acompanhar, discernir e integrar. 
A reflexão do autor dirige-se particularmente ao Sacramento da Penitência e ao ministério do confessor, mostrando como esses três movimentos podem tornar concretos a misericórdia, o acolhimento das fragilidades humanas e a condução de cada fiel em direção à santidade. 
Guardadas as diferenças próprias de cada vocação e ministério, esses três verbos oferecem também uma preciosa pedagogia para a presença missionária dos leigos.
Acompanhar é aproximar-se das pessoas antes de julgá-las.
Discernir é compreender suas realidades à luz do Evangelho. Integrar é trabalhar para que ninguém seja simplesmente descartado do caminho da graça. 
E talvez a espiritualidade leiga redentorista possa acrescentar um quarto verbo: Permanecer. 
Permanecer cristão na família, no trabalho, na universidade, na empresa, no campo, na política, na cultura, na comunicação e no ambiente digital. 
Permanecer onde o sacerdote ou o religioso não consegue estar todos os dias. 
Esses são também os novos territórios das missões populares. 
O mundo contemporâneo apresenta novas formas de abandono. 
Ao lado da pobreza material permanecem a solidão, a fragmentação das famílias, a perda da esperança, as intolerâncias e tantas pessoas que, mesmo cercadas de recursos e tecnologia, vivem espiritualmente abandonadas. 
É justamente nesses ambientes que o leigo encontra seu território missionário. 
Não necessariamente fazendo discursos religiosos, mas testemunhando, pela vida, valores profundamente evangélicos: misericórdia, justiça, honestidade, fraternidade, reconciliação, esperança e caridade. 
Para a Família Leiga Redentorista, assumir o carisma de Santo Afonso significa, portanto, muito mais do que admirar sua história ou colaborar com as obras da Congregação.
Significa perguntar, todos os dias: onde estão hoje os mais abandonados e como fazer chegar até eles o anúncio da Copiosa Redenção? 
A resposta poderá estar muito além das paredes de nossas igrejas. 
A missão redentorista do século XXI continua nas ruas, nas casas, nas empresas, nas escolas, nas redes digitais e em todos os lugares onde um cristão encontra outro ser humano necessitado de acolhimento e esperança. 
Acompanhar. Discernir. Integrar. Permanecer. 
Quatro verbos para uma mesma missão. 
Porque a missão não termina quando o missionário parte. 
Ela continua naquele que permanece. 
Família Leiga Redentorista 
Copiosa apud eum redemptio. 
 N’Ele há Copiosa Redenção.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Jubileus de Vida Sacerdotal: testemunhos que iluminam o caminho redentorista

Celebrar 25, 40, 50, 55, 60 e 70 anos de vida sacerdotal de vários padres redentoristas da Província Nossa Senhora Aparecida é celebrar também a fidelidade, o zelo pastoral e a entrega generosa ao anúncio do Evangelho, seguindo o carisma missionário de Santo Afonso Maria de Ligório. 
Neste domingo, dia do Padre, na celebração dominical presidida pelo Arcebispo Dom Sales, e marcada por profunda espiritualidade e gratidão, vários irmãos-sacerdotes renovaram seus votos diante do Superior Provincial, Padre Marlos Aurélio, reafirmando o compromisso com a missão redentorista. A cada jubileu celebrado, reacende-se entre nós a chama do exemplo vivo, inspirador e perseverante de quem se dedicou, por décadas, ao serviço do povo de Deus. 
A Comunidade Redentorista, unida à grande Família Redentorista – religiosos, religiosas, leigos e leigas –, eleva preces de louvor e agradecimento por esses ministérios fecundos. Parabéns, queridos jubilares! Que Deus continue a conceder saúde, fé renovada e perseverança na missão.
PEDRO LUIZ DIAS
JUBILARES  EM 2025
70 anos: Pe. Archimendes Zulian
60 anos: Pe. José Bertanha

55 anos: Pe. Antônio César Moreira
55 anos: Pe. Antônio Carlos de Oliveira
50 anos: Pe. Antônio Carlos Vanin
50 anos: Pe. Domingos Sávio
40 anos: Dom José Luiz Ferreira
20 anos: Pe. Helder José
20 anos:Pe. Mauro Vilela

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Santo Afonso e a atualidade da opção pelos mais pobres

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres.” (Lc 4,18) 
Às vésperas da memória litúrgica de Santo Afonso Maria de Ligório, celebrada em 1º de agosto, vale recordar a impressionante atualidade da vida e do pensamento desse grande Doutor da Igreja. 
Nascido em uma família da nobreza do Reino de Nápoles, Afonso destacou-se, ainda muito jovem, como advogado de raro talento. 
Entretanto, uma profunda decepção diante das injustiças e da corrupção que permeavam o ambiente forense de seu tempo levou-o a abandonar uma carreira promissora. 
Não foi apenas uma mudança de profissão, mas uma verdadeira conversão de vida, motivada pelo chamado de Deus. 
Em vez de buscar prestígio e reconhecimento, Afonso voltou-se para as regiões montanhosas de Scala, onde viviam pastores, cabreiros e famílias praticamente esquecidas pela assistência religiosa. 
Foi nesse encontro com os mais abandonados que descobriu sua verdadeira vocação: anunciar o Evangelho aos pobres e devolver-lhes a esperança. 
Dessa experiência nasceu, em 1732, a Congregação do Santíssimo Redentor. 
Nesse caminho, a Beata Maria Celeste Crostarosa desempenhou papel decisivo ao compartilhar sua profunda experiência espiritual, contribuindo para a consolidação do carisma redentorista. 
Unidos pela convicção da Copiosa Redenção - a certeza de que a redenção oferecida por Cristo é abundante e destinada a toda a humanidade - ambos ajudaram a construir uma espiritualidade marcada pela misericórdia, pela proximidade e pelo compromisso com os mais necessitados. 
Quase três séculos depois, a teologia de Santo Afonso continua surpreendentemente atual. 
O mundo assiste, muitas vezes com perplexidade, ao crescimento da concentração de riquezas enquanto milhões de pessoas permanecem privadas das condições mínimas para uma vida digna.
É verdade que a humanidade avançou extraordinariamente.
As ciências sociais, a medicina, a educação, as políticas públicas e a tecnologia proporcionaram inegáveis conquistas.
Também o Brasil experimentou importantes progressos em diversas áreas. 
Ainda assim, persistem bolsões de pobreza, exclusão e sofrimento que desafiam a consciência cristã e exigem respostas concretas. 
É justamente nesse contexto que o pensamento afonsiano recupera toda a sua força. 
Não se trata de uma teologia ideológica nem de uma leitura partidária da realidade. 
Trata-se de uma teologia da Encarnação, da proximidade e da misericórdia; uma teologia que sai ao encontro das pessoas, promove sua dignidade, fortalece a esperança e transforma a fé em compromisso concreto com a vida. 
Santo Afonso compreendeu que evangelizar significava aproximar-se daqueles que mais necessitavam da presença amorosa de Deus. 
Sua teologia não permaneceu restrita aos livros ou às academias. 
Tornou-se ação pastoral, acolhimento, escuta e serviço. 
Talvez seja exatamente essa a maior necessidade do nosso tempo: menos discursos e mais testemunhos; menos indiferença e mais compaixão. 
Celebrar Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, significa renovar esse compromisso. 
Significa reconhecer que a verdadeira grandeza do cristianismo se manifesta quando Deus é encontrado no rosto dos pobres, dos esquecidos, dos enfermos, dos idosos, das crianças e de todos aqueles cuja dignidade pede para ser reconhecida. 
A espiritualidade afonsiana permanece resumida em uma certeza que continua iluminando o caminho da Igreja: Deus ama cada pessoa com amor infinito e oferece a todos uma redenção abundante. 
Por isso, uma das expressões mais belas atribuídas a Santo Afonso permanece atual e profundamente transformadora: “Deus nos ama.” 
Que essa simples convicção continue inspirando homens e mulheres de boa vontade a construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, na qual a fé seja sempre traduzida em misericórdia e em serviço ao próximo. 
Pedro Luiz Dias 
Bacharel em Teologia, pela Faculdade São Bento, SP. É executivo de comunicação e relações institucionais e membro da Família Leiga Redentorista, Província Nossa Senhora Aparecida, SP.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

História, Fé e Raízes em Aparecida

REDENTORISTAS NO SRSA
EM APARECIDA-SP
Uma chegada marcada por música, devoção e acolhida Recentemente, em uma conversa sobre a importância de preservar dados e memórias na Távola, tive a grata oportunidade de reencontrar a história viva de Aparecida por meio do empresário Júlio Barreto, com quem desenvolvi uma amizade após uma apresentação no Rotary local. Ao saber da minha ligação com os Missionários Redentoristas, Júlio compartilhou algo precioso: registros de sua família e a profunda conexão deles com a Congregação Redentorista, desde a chegada dos pioneiros alemães em 28 de outubro de 1894. 
Nessa data memorável, por volta das 22h, o trem com os primeiros missionários vindos da Alemanha chegou à estação ferroviária de Aparecida. A emoção tomou conta do povo — e a recepção foi solene: uma banda de música animava a multidão que aguardava com fé e esperança. Essa banda era a Aurora Aparecidense, conduzida por ninguém menos que o bisavô de Júlio, o Maestro Isaac Júlio Barreto, então Mestre de Capela da Igreja de Nossa Senhora Aparecida. Uma tradição musical depois continuada por seu filho, Maestro Benedito Júlio Barreto, e pela neta, Maria da Conceição Barreto. 
A música, desde o primeiro momento, uniu os corações e anunciou a chegada de uma nova fase para Aparecida. Entre os que desembarcaram estavam os padres Lourenço Gahr, José Wendl, Gebardo Wiggermann, João Batista Spath, Claro Monteiro do Amaral, e os irmãos Estanislau, Rafael e Simão. A acolhida seguiu até a casa do Sr. João Maria de Oliveira César, onde jantaram, e, depois, instalaram-se provisoriamente ao lado do Santuário. No dia seguinte, conheceram o Santuário e a pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida — cuja figura negra os remeteu à Virgem Negra de Altötting, ícone de devoção mariana na Baviera, de onde muitos deles vieram. 
Mal dominavam o idioma, mas logo estavam celebrando missas, ouvindo confissões, evangelizando e, sobretudo, integrando-se ao povo com afeto e simplicidade. Em pouco tempo, passaram a ser chamados de “missionários de Aparecida” e conquistaram para sempre o coração dos aparecidenses e romeiros. 
A missão dos Redentoristas plantou em Aparecida uma semente de fé que floresceu em devoção e identidade nacional. E, por entre essa bela história, está a memória viva de famílias como a dos Barreto, cuja música embalou o início de tudo. Gratidão, Júlio, por compartilhar tão bela herança.
PEDRO LUIZ DIAS

sexta-feira, 3 de julho de 2026

JOSÉ MORELLI -SACERDOTE E ANTIGO SEMINARISTA-SRSA

José Morelli nasceu no bairro da Penha de França, cidade de São Paulo, no dia 24 de julho de 1942, fez seus primeiros estudos em escolas do próprio bairro. 
Estudou humanidades, filosofia e teologia em seminários dos padres redentoristas. 
Ordenado sacerdote em 1969, exerceu o ministério sacerdotal até 1976, tendo lecionado latim e filosofia social a seminaristas. Formado em psicologia, atuou como programador de treinamento em importante instituição bancária, na capital paulista. 
Participou de vários cursos a nível superior, dentre os quais o de psicodrama pedagógico. 
Possui longa experiência em atendimentos de psicoterapia.
Além de escrever em vários jornais temas de psicologia e outros, atende a convites para fazer palestras para adultos e jovens. 
Em sua participação na vida do bairro, desde 1994, passou a confeccionar presépios no interior da Igreja do Rosário dos Homens Pretos. 
Quando da comemoração do bicentenário de sua aprovação como templo católico, em junho de 2002, fez parte da primeira comissão de festa. 
Participou ativamente das treze festas já realizadas até o presente momento.
Livro "Penha de França - Expressões do Rosário" 
Sobre o Livro 
Este Livro é um trabalho de anos de pesquisa histórica sobre a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, em São Paulo. Esta Igreja possui hoje uma importância singular, a partir do momento que, além de ser testemunha de um Brasil escravocrata, ela se edifica como o templo religioso mais antigo construído por uma irmandade de negros escravos e alforriados dentro de nossa cidade, acompanhando os vários momentos históricos políticos, sociais e clericais e hoje contando com um resgate da valorização da cultura e da história dentro do bairro, que já foi freguesia, mas que mantém ainda parte de suas características provincianas, chamado Penha de França. O trabalho é composto de um acompanhamento cronológico da história e ilustrado por fotos, destacando-se três momentos: da construção ao vicariato do Pe. Antonio Benedito de Camargo; pós-chegada dos padres redentoristas; resgate das antigas festas do Rosário e de São Benedito.
IGREJA DE NOSSA SENHORA 
DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS
PENHA DE FRANÇA

sábado, 27 de junho de 2026

Papa aos Redentoristas e Scalabrinianos: manter e cultivar relações de ajuda fraterna....E A MINHA PROXIMIDADE ESPIRITUAL!

PAPA LEÃO XIV:-A escolha de duas Congregações religiosas de se encontrarem e refletirem com os confrades que se dedicaram à Igreja no ministério episcopal...A Igreja é grata aos seus Institutos, aos quais pediu, com a nomeação de bispos dentre os seus membros, um sacrifício considerável em tempos de escassez de religiosos...Em particular, vocês, religiosos scalabrinianos e redentoristas, escolhidos e consagrados para o serviço do episcopado e do cardinalato, trazem ao seu ministério a herança de dois carismas importantes, especialmente em nossos dias: o serviço aos migrantes e a evangelização dos pobres e distantes...Santo Afonso Maria de Ligório, ao entrar em contato com a miséria dos bairros mais abandonados de Nápoles no século XVIII, renunciou a uma vida confortável e a uma carreira lucrativa, abraçando a missão de levar o Evangelho aos últimos...São João Batista Scalabrini, um século depois, soube sentir e fazer suas as esperanças e os sofrimentos de muitas pessoas que partiam, deixando tudo para trás, em busca de um futuro melhor para si e para suas famílias em países distantes...Ambos foram fundadores, tornaram-se bispos e souberam responder aos desafios de sistemas sociais e econômicos que ao mesmo tempo em que abriam novas fronteiras em vários níveis, também deixavam para trás tanta miséria ignorada e tantos problemas, criando bolsões de degradação com os quais ninguém parecia querer lidar...Mesmo em nosso mundo, a obra do Senhor está sempre diante de nós: somos chamados a conformar nossas mentes e corações a ela por meio de um discernimento sábio. Estou convencido de que a discussão que vocês promoveram será muito útil para esse fim!

NO BRASIL - EM SÃO PAULO-SP

ITESP

Endereço: R. Dr. Mário Vicente, 1108 - Ipiranga, São Paulo - SP, 04270-001

O Instituto Teológico São Paulo (ITESP) nasceu de uma necessidade sentida por diversas Congregações religiosas: proporcionar uma formação teológica aos seus membros que estivesse em sintonia com o espírito renovador do Concílio Vaticano II. A ideia era unir forças para alcançar esse objetivo comum, criando uma formação teológica integrada e alinhada com as mudanças propostas pela Igreja.

Em meados de 1971, iniciaram-se os contatos entre os responsáveis pela formação teológica de várias Congregações, com o intuito de viabilizar esse projeto ambicioso. Desse esforço conjunto, surgiu o primeiro acordo entre a Congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos), a Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) e a Congregação do Verbo Divino, que culminou na fundação do Instituto Teológico São Paulo. O objetivo central era fornecer aos candidatos ao sacerdócio uma formação teológica comum. Esse processo exigiu a adaptação dos currículos dos diversos Seminários Maiores, que, embora seguissem as diretrizes eclesiásticas, tinham suas próprias formas de organizar as disciplinas teológicas.

Em fevereiro de 1972, o ITESP iniciou suas atividades oficialmente, consolidando a parceria entre as Congregações e tornando-se um centro de estudos teológicos voltado à formação conjunta. A iniciativa se mostrou frutífera, e o Instituto rapidamente ganhou destaque na formação de sacerdotes e religiosos.

Um marco importante ocorreu em 1981, quando o curso de Teologia do ITESP obteve reconhecimento pontifício com a filiação ao Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. Esse reconhecimento permitiu que os estudantes do ITESP pudessem receber o título de bacharel em Teologia, garantindo ainda mais a qualidade e a validade de sua formação acadêmica.

No ano 2000, as Congregações mantenedoras do ITESP deram mais um passo importante ao constituírem-se como uma entidade civil, a Associação São Paulo de Estudos Superiores. Essa associação passou a ser a mantenedora do Instituto São Paulo de Estudos Superiores e do Instituto Teológico São Paulo, consolidando a estrutura jurídica e administrativa da instituição e garantindo sua continuidade e estabilidade.

Ao longo de sua história, o ITESP se firmou como uma referência na formação teológica no Brasil, sempre comprometido com a excelência acadêmica e a fidelidade à missão de formar sacerdotes, religiosos e leigos preparados para servir à Igreja e à sociedade.

INSTITUTO CRISTÓVÃO COLOMBO

Endereço: R. Dr. Mário Vicente, 1108 - Ipiranga, São Paulo - SP, 04270-001

O ICC é uma obra social Scalabriniana.

A Congregação dos Missionários de São Carlos, também conhecida como Scalabrinianos, fundada por São João Batista Scalabrini, é uma comunidade apostólica de religiosos inserida na atividade Missionária que tem por carisma a acolhida aos migrantes. Sua principal missão é fazer-se migrante com os migrantes. E claro, colocando-se a serviço das classes mais pobres e vulneráveis.

O Instituto Cristóvão Colombo – ICC foi fundado por Padre José Marchetti em 1895, para acolher crianças órfãs, especialmente crianças migrantes. Padre José Marchetti,  fundador, dedicou sua vida à missão, faleceu ainda jovem protegendo uma criança órfã.

Em vista das celebrações de 130 anos de fundação do Instituto no ano de 2025, sob direção do Padre Antenor Dalla Vechia, inicia-se a confecção da linha do tempo do ICC contada nos muros da Instituição, com desenhos realizados pela artista Isadora, que retratam o envio missionário do Padre Marchetti pelas mãos do São João Batista Scalabrini, a travessia dos continentes no navio, a acolhida da criança pelo Marchetti que deu origem ao carisma Marchettiniano de atenção às crianças, as missões realizadas nos cafezais do interior de São Paulo, a presença e fundação das irmãs scalabrinianas até chegar no atual serviço do ICC.

COINCIDÊNCIA?-NÃO! - PROXIMIDADE ESPIRITUAL-SIM

Em 1953, 9 anos de idade, minha mãe, viúva e operária do LANIFÍCIO FILEPPO, colocou-me no internato ORFANATO CRISTÓVÃO COLOMBO-SCALABRINIANO, Alto do Ipiranga, São Paulo-SP, que posteriormente mudou a sua razão social para INSTITUTO CRISTÓVÃO COLOMBO. Ali, por 4 anos, 1953/1956, recebi as primeiras orientações culturais/religiosas!

Em 1957, por 6 anos, 1957/1962, estive seminarista no SEMINÁRIO MENOR SANTO AFONSO-REDENTORISTA, em Aparecida-SP.

Dessa forma fiquei muito alegre, extremamente feliz, ao verificar particularmente que nosso PAPA LEÃO XIV está trazendo esta PROXIMIDADE ESPIRITUAL na minha vida!

ANTÔNIO IERÁRDI NETO
A felicidade de teu relato que enaltece essa iniciativa Papal de proximidade com as duas Ordens religiosas. Na tua experiência de vida pessoal, educacional e missionária.PEDRO LUIZ DIAS

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Aniversário do Padre Márcio Fábri dos Anjos,CSsR

Hoje celebramos o dom da vida do Padre Márcio Fábri dos Anjos, missionário redentorista em sua plenitude: completo de corpo, alma e de uma sabedoria construída com fé, estudo e dedicação à missão.

Vindo de uma família abençoada, marcada por múltiplas vocações religiosas, Padre Márcio trouxe para a Congregação do Santíssimo Redentor e para a Igreja uma sensibilidade singular. Sensibilidade que, ao longo dos anos, o fez enxergar, com olhar pastoral e profético, a força transformadora dos leigos preparados à luz do carisma de Santo Afonso. Foi assim que, desde os primeiros momentos, ele reconheceu na UNESER uma expressão concreta desta grande lavoura missionária que Santo Afonso sonhou e a Igreja tanto necessita.

Sua cultura sólida, seu intelecto brilhante e seu profundo compromisso com a Moral Afonsiana deixaram marcas indeléveis nos diversos campos onde atuou: na academia, nas missões, na formação de novos redentoristas e no acompanhamento pastoral dos leigos. Muitos de nós, ao longo das décadas, fomos alunos, ouvintes e destinatários das reflexões que Padre Márcio tão generosamente compartilhou.

Hoje, a Família Leiga Redentorista, unida em espírito e oração, eleva seus pensamentos a Deus pedindo pela saúde, perseverança e renovação das forças deste irmão e mestre que tanto nos inspira.

Que Santo Afonso, São Geraldo e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro o sustentem e acompanhem sempre.

Parabéns, Padre Márcio! Gratidão por sua vida e missão! 

PEDRO LUIZ DIAS
Padre Márcio, a quem chamávamos de Fábri, esteve na mesma época em que estive no SRSA! Não mantínhamos contatos diretos porque ele era da turma dos maiores e eu da dos menores e as turmas não se falavam, não mantinham entre si quaisquer contatos! 
Ele é irmão do já saudoso Padre Gervásio(+) que  nos deixou em 16 de maio pp.!
https://tavolaseminarios.blogspot.com/2025/05/eles-viveram-conosco-padre-gervasio.html
Antônio Ierárdi Neto

domingo, 21 de junho de 2026

PADRE BIGÃO CSsR - FELIZ ANIVERSÁRIO

Na pia batismal, recebeu um nome grande — talvez um sinal de que aquele menino estava destinado a crescer, não só em estatura, mas, sobretudo, em coração e vocação —Reinaldo Norberto das Graças Tristão. Um nome que carrega peso de história, de fé e de esperança.

Mas, como a vida gosta de moldar seus próprios símbolos, esse nome extenso e sonoro logo ganhou um afetuoso apelido que o acompanha até hoje: “Bigão” — sim, vindo do inglês “Big Man”, o homem grande. Grande no acolhimento, grande na amizade, grande na missão.

Uma de suas professoras, que guarda dele as melhores lembranças, gosta de dizer — com legítimo orgulho — que aquele aluno sempre teve três características marcantes, que pareciam já anunciar o sacerdote que estava se formando:

                 Espírito sereno, capaz de escutar, acolher e acalmar;

                 Profundo amor à missão redentorista, vivido com alegria e fidelidade;

                 Sabedoria espiritual, que não se aprende nos livros, mas nasce da oração, da escuta e do serviço.

E assim tem sido sua vida religiosa: uma caminhada feita de entrega, de presença amorosa e de serviço pastoral em todas as comunidades por onde passa. Quem o encontra, encontra alguém que sabe olhar nos olhos, ouvir sem pressa e fazer do encontro um espaço sagrado.

Hoje, o nosso Bigão — o Big Man da fé e do amor redentorista — celebra a vida. Celebra o dom precioso de mais um ano e, com ele, a oportunidade de continuar sendo luz, ponte e sinal da presença de Deus no meio do povo.

Parabéns, caro amigo e irmão! A Família Leiga Redentorista, com alegria, te abraça, te agradece e reza por tua saúde, tua missão e tua vocação. Que Santo Afonso, São Geraldo e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro continuem te inspirando, fortalecendo e conduzindo teus passos.

Feliz vida, Padre Bigão!

PEDRO LUIZ DIAS

sexta-feira, 19 de junho de 2026

O DIA E AS MEMÓRIAS DO DUMAS - SRSA=E e M- "ESCOLHIDOS DE MARIA"

Hoje, fui a Aparecida, em meu périplo diário. 
As ruas de minha trajetória estavam todas impedidas. 
Sou aparecidense, sei me virar, conheço alternativas. 
Optei por cortar lá pelo antigo guano, uma avenida construída por sobre nossas posses do Seminário Santo Afonso.
Visualisei espaços que ocupam lembranças de um passado que insiste em se fazer presente e a reclamar justificativas de um abandono abrupto de um juramento de perseverança naquilo a que me direcionaram preceptores consagrados . 
Os jardins viçosos postados em alameda, a placidez de um prédio construído em E e M, escolhidos de Maria, assim diziam, lembranças afogadas em pranto contido, as noites e dias vividos com outros jovens imbuídos em um mesmo ideal, "Jovens, lá do alto, Cristo vos acena, vamos desfraldar o seu Santo Emblema , pois já soou da vitória o sinal, marcham soberbas as hostes do mal. Viva Jesus, rei e senhor, nós venceremos por sua Cruz " . ALEXANDRE DUMAS
Dumas, sempre estimado colega, outro dia comentava com um de nossos colegas que estiveram no SRSA sobre porque não adoto "ex"para quem foi seminarista redentorista. Prefiro mencionar sempre: ANTIGOS SEMINARISTAS!  A explicação:
Nós somos perenes, não egressos! Isso, como outras vezes, leva-me ao atrevimento de corrigi-lo: VOCÊ NUNCA ABANDONOU! CONTINUA SEMPRE LÁ! PERSEVERA! Veja: o meu ANTIGO SEMINARISTA compactua com UMA VEZ REDENTORISTA, SEMPRE REDENTORISTA! Um forte abraço! ANTÔNIO IERÁRDI NETO(vulgo TAMPINHA!)

sábado, 23 de maio de 2026

MISSÃO REDENTORISTA E OS EX-ALUNOS

É notável - e não é de hoje que observo - o elevado nível das atividades profissionais conduzidas pela liderança da nossa Congregação. 
A frase “Para Deus, somente o melhor” sempre foi um verdadeiro mantra, desde os tempos das primeiras Missões. 
Planejar uma Missão demanda tempo, cuidado e, sobretudo, profissionalismo. 
Exige atenção aos detalhes, avaliação contínua das atividades desenvolvidas e, principalmente, coerência com o espírito missionário. 
Sabemos todos que a Missão, em sua essência, carrega os mais amplos conceitos de comunicação. 
Comunicar o Evangelho requer, mais do que nunca, domínio técnico, capacitação constante e sensibilidade pastoral. 
Técnicas modernas, treinamentos e métodos complexos se traduzem - na prática - na simplicidade do acolhimento e no sentido profundo do pertencimento. 
O mundo corporativo empresarial leva muito a sério as análises de benchmarking: referências externas que iluminam caminhos e abrem novas oportunidades. 
A Congregação do Santíssimo Redentor demonstra plena consciência disso e grande expertise. 
Está no DNA afonsiano essa cultura da comunicação eficiente, ousada e eficaz - voltada ao essencial: a dignidade da pessoa e a centralidade do Cristo Redentor. 
Os ex-alunos, ao conviver com essa realidade e tendo desenvolvido suas habilidades no chamado “mundo leigo”, podem avaliar com clareza e admiração aquilo que ora expresso. 
A união desses colegas - ainda que motivada, num primeiro momento, pelas saudades e pelo reencontro com antigos mestres - encontra agora uma nova oportunidade: caminhar junto à evolução viva e inspiradora da “entidade formadora”. 
Oxalá, em momento oportuno, possamos - com a fraternidade de sempre - debater, discernir e contribuir com os rumos dessas possibilidades missionárias que se desenham adiante. Corrigir e expandir. Animar e fortalecer. 
E assim, como associados da UNESER, seguir promovendo a comunhão entre memória, espiritualidade e missão. 
Por fim, a Família (leiga) Redentorista resgata a condição de quem foi, pois agora é um membro novamente convidado.
PEDRO LUIZ DIAS

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Conversas Cordiais: entre o Seminar e o Plantar

O Espírito Santo não trabalha com “acasos”
 
Eu já me preparava para partir quando chegou o carro do Padre Provincial, trazia consigo dois visitantes. 
Eu estava ali por ocasião do velório do nosso Padre Gervásio dos Anjos Fabri, CSsR. 
Compareci por razões pessoais e também como representante da Família Leiga Redentorista. 
Na saída, aproveitei para cumprimentar o Padre Bigão, que caminhava serenamente pelas alamedas da Comunidade Redentorista Irmão São Bento. 
Para quem ainda não teve a oportunidade de visitar: recomendo. 
Ali estão valorosos missionários que seguem firmes na vocação da Copiosa Redenção. 
Ao me despedir, estendi também o cumprimento ao Padre Marlos Aurélio, Provincial, que, com sua gentileza habitual, me apresentou os dois visitantes. 
Eram membros do governo da Congregação, vindos diretamente de Roma para uma visita fraternal e regimental. 
Entre uma frase e outra, nasceu ali - sob a inspiração do Espírito Santo (eu creio) uma conversa breve, aparentemente protocolar, mas com palavras de significados profundos. 
Uma verdadeira reunião da grande Família Redentorista. 
E lembre-se: como já mencionei, o Espírito Santo não opera “no por acaso”. 
Foi então que, como quem semeia sentido em palavras já conhecidas, ouvi deles uma frase que me acompanha até este momento em que compartilho este fato:
-“O seminário é lugar para seminar vocações. Deixá-las germinar, corrigir os rumos e expandir os horizontes.” 
Saí dali com a alma tocada, certo de ter ouvido mais uma mensagem nascida das reflexões da Governadoria: 
-“O que são esses nossos alunos? Onde devem encontrar espaço nas searas do Senhor?” 
A etimologia havia se reconciliado com a espiritualidade. E o verbo seminar, quase esquecido, floresceu entre nós como revelação.
PEDRO LUIZ DIAS

domingo, 10 de maio de 2026

Tributo às Mães Redentoristas

No mês de maio, mês de Maria, nossos pensamentos, orações e gestos concretos se voltam com carinho e reverência àquela que disse “seja feita em mim a Tua vontade”, ato que mudou para sempre a história da humanidade. 
Maria, a mãe de Jesus, foi escolhida por Deus para conceber, criar e educar o Salvador. 
E ao recordarmos seu papel singular, não nos esquecemos de São José, o justo, companheiro fiel, com quem ela construiu uma história eterna de fé, obediência e amor. 
Inspirados por esse gesto divino de confiança na maternidade, voltamos também nosso olhar para tantas outras mães — silenciosas e firmes — que, ao longo do tempo, confiaram seus filhos e filhas à vontade de Deus. 
Mães que acolheram o chamado de seus filhos com fé, coragem e esperança.
Mães de cardeais, bispos, monjas, padres e leigos, todos hoje Redentoristas em espírito e missão. 
Estas mães, muitas vezes longe dos altares e dos púlpitos, são protagonistas invisíveis de uma missão grandiosa: formaram com ternura e fé aqueles que hoje anunciam a Copiosa Redenção. 
São elas que, em suas casas simples ou em meio às lutas cotidianas, cultivaram o amor à Palavra, a sensibilidade ao sofrimento humano e o ardor missionário. 
Neste mês de Maria, queremos honrar especialmente essas mães.
Mães que, como Maria, acolheram a vontade de Deus e ofereceram seus filhos e filhas para o anúncio do Evangelho, segundo o carisma de Santo Afonso Maria de Ligório e da Beata Maria Celeste Crostarosa. 
A elas, nossa eterna gratidão. 
Que sua generosidade continue a florescer nos jardins da missão redentorista. 
Que suas histórias, muitas vezes ocultas, sigam inspirando novas vocações e fortalecendo as que já existem. 
Que Maria, Mãe da Redenção, interceda por cada uma delas com a ternura do seu olhar materno.
PEDRO LUIZ DIAS

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Extra Omnes e Ex-Seminaristas: A Nova Lógica da Acolhida Redentorista

PEDRO LUIZ DIAS
É notável a direção que a atual liderança da Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R.) tem tomado nos últimos anos. Inspirada pelos ensinamentos de Santo Afonso Maria de Ligório e da Beata Maria Celeste Crostarosa, a Congregação tem se voltado de forma mais intensa à missão de reunir e revitalizar todos os segmentos de fiéis que, em diferentes momentos de suas vidas, cruzaram os caminhos redentoristas. 
Neste cenário, torna-se simbólica – e até providencial – a expressão “Extra omnes”, ouvida recentemente no contexto do conclave para eleição do novo Papa. No protocolo litúrgico, “extra omnes” é o chamado para que todos os que não fazem parte do colégio cardinalício deixem a Capela Sistina, dando início ao momento mais reservado da eleição. No entanto, esse mesmo termo pode ganhar um novo significado, mais inclusivo e pastoral, quando refletimos sobre os “ex-seminaristas” e até mesmo os chamados “ex-padres”, cuja condição ainda é motivo de debate teológico e canônico, uma vez que os votos sacerdotais carregam a marca do “para sempre”. 
É justamente nessa fronteira entre o institucional e o existencial que a Congregação Redentorista parece propor uma nova leitura. Em vez de acentuar o “ex” como ruptura, ela opta por enxergar trajetórias interrompidas como parte do mesmo corpo espiritual, convocando para a comunhão aqueles que, por diferentes razões, seguiram outros rumos. A lógica pastoral deixa de ser excludente para se tornar restauradora, acolhendo, reunindo, compreendendo e energizando vidas que continuam marcadas pela espiritualidade alfonsiana. 
Essa proposta se alinha a movimentos concretos e recentes dentro da própria Congregação, como a reunião mundial das Monjas Redentoristas realizada em Aparecida – SP, momento raro e profundamente simbólico de comunhão internacional. Monjas vindas de diversos continentes renovaram laços, partilharam vivências e reafirmaram sua fidelidade ao carisma redentorista. Paralelamente, oblatas e oblatos seguem firmes na missão, convivendo e colaborando ativamente com comunidades redentoristas, ombreados com os ensinamentos de Afonso e Maria Celeste, numa sinergia viva e comprometida. 
Trata-se, portanto, de uma coragem eclesial que propõe o reencontro como forma de missão. 
Reencontro com a memória afetiva dos tempos de formação; com o chamado vocacional, mesmo que reconfigurado; com a espiritualidade que resiste ao tempo e às rupturas formais. Afinal, a essência da Redenção está exatamente aí: no resgate das sementes que jamais deixaram de germinar no coração dos que um dia ouviram o chamado e, de alguma forma, ainda o escutam. Assim, “Extra omnes” não significa, aqui, um chamado para fora, mas para dentro – para dentro de uma nova consciência eclesial e comunitária, onde ninguém é descartado ou esquecido.
PEDRO LUIZ DIAS

domingo, 3 de maio de 2026

Brasil: Encontro de Ex-Seminaristas Redentoristas fortalece laços e Missão em todos os continentes

 
De 25 a 27 de abril de 2025, aconteceu no Seminário do Santíssimo Redentor de Sacramento-MG o 7º Encontro da UNESER (União Nacional dos Ex-Seminaristas Redentoristas), com a participação de mais de 50 pessoas. 
O evento foi um verdadeiro momento de revitalização da espiritualidade redentorista, onde foram compartilhadas experiências que demonstram a força da formação recebida e seu impacto global.
Ex-seminaristas de diferentes gerações recordaram, junto com suas famílias, os valores e o carisma que continuam a viver mesmo fora dos limites do seminário, sublinhando a importância de preservar a memória histórica como fundamento da missão vivida nas famílias e comunidades. 
Roberto Rivas, visivelmente emocionado, lembrou o seminário como uma "rocha sólida" que moldou sua vida: "Voltando aqui, revivemos o Espírito Santo que nos tocou. Esta chama não se apaga: renova-se e envia-nos em missão". 
João Batista Rosa reiterou o lema: "Uma vez redentorista, redentorista para a vida", e lembrou como a formação recebida é uma base para a ação cristã no mundo. Ser missionário hoje significa sair de si mesmo para ir ao encontro do outro. E esse encontro nos reconecta com nossa essência." 
Walmor Júlio da Silva expressou sua gratidão pela acolhida da Congregação e reafirmou seu compromisso de servir os pobres segundo o espírito redentorista. 
Um dos momentos mais emocionantes foi o discurso do P. Dionísio de Foltran Zamuner, que contou com emoção a sua experiência missionária em Angola e no Suriname. 
Esperandir Pereira compartilhou a emoção de todos: "Ele chorou ao falar de famílias que ofereceram de presente o único ovo ou uma espiga de milho. Isso nos lembra que a missão redentorista é universal: da África às Américas e além". 
Tânia Meira comparou a unidade do grupo a "uma casa construída sobre a rocha" (Mt 7,25), uma imagem da solidez espiritual do carisma redentorista em tempos difíceis. 
O coordenador Valdair Bernardeli destacou as novidades deste ano: momentos de partilha em grupo, recitação do terço em procissão até a capela e uma seresta musical que combinou música e memória.
"Dormir no seminário depois de 50 anos foi como reviver nossa história. E é essa história que queremos continuar a contar." 
Irmã Maria Luzia Alves, das Mensageiras do Amor Divino, expressou a alegria da acolhida: "Recebê-los aqui é fortalecer um caminho comum – o de viver e transmitir o amor redentorista". 
O P. João Batista de Almeida, CSsR, diretor espiritual da UNESER e da Rede CAS, reiterou o valor do laicato redentorista: "A Província está aberta a ampliar a participação dos ex-seminaristas, nas missões populares, na formação e nas obras sociais. A jornada é feita caminhando – juntos." 
Ele também destacou o papel do Centro de Ação Social (CAS) em Sacramento, comprometido em ajudar os idosos, jovens e famílias, como um sinal concreto de ressurreição espiritual. 
Em uma mensagem de vídeo, o Superior Geral da Congregação, P. Rogério Gomes, elogiou a iniciativa como um "modelo para outros continentes", lembrando que a UNESER é uma semente brasileira que está dando frutos para o mundo. 
O Superior Provincial de Nossa Senhora Aparecida, P. Marlos Aurélio, também enfatizou o significado do encontro no Ano Jubilar: "É um sinal de comunhão na missão, na esteira traçada pelo Papa Francisco e em continuidade com o Redentor". 
A reunião foi concluída com um compromisso com o futuro. 
Antonio Carlos dos Santos, junto com Paulo Cesar e outros coordenadores, anunciou: "Queremos envolver mais famílias e jovens. A espiritualidade redentorista não conhece fronteiras". 
Este encontro em Sacramento-MG é a prova viva de como a formação redentorista continua gerando vida e missão, superando muros e inspirando novas ações em diferentes contextos. 
A UNESER convida todas as unidades da Congregação a compartilhar suas experiências e fortalecer uma rede global de leigos e consagrados em missão, na beleza do carisma redentorista. 
"Que nossa Mãe do Perpétuo Socorro e Santo Afonso guie cada palavra, cada gesto e cada encontro, transformando-nos em sinais de um Amor que não conhece fronteiras!" 

Vicente de Paula Alves, 
UNESER Brasil 3 de maio de 2025
https://www.cssr.news/2025/05/brazil-meeting-of-former-redemptorist-seminarians-strengthens-bonds-and-mission-on-all-continents/

PADRE LIBÁRDI E A TURMA!!!!!

Esta foto carrega muitas mensagens. 
Sim, é uma imagem antiga — mas viva — de jovens em busca de respostas. 
Ali estavam eles, como tantos de nós, tentando discernir:
-“Afinal, qual é a minha vocação?” 
Na base da foto, no primeiro degrau da arquibancada, está um verdadeiro confrade de Santo Afonso. 
Um homem que, um dia, deitado diante de um bispo e diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, jurou fidelidade à missão. 
E daquele juramento nasceu um mantra que ele viveu intensamente:
-“Ovelha que me foi confiada, eu não perco de vista.” 
E ele não perdeu. 
Anos depois, quando a semente lançada por sua fé já dava frutos visíveis, ele me chamou no corredor — com aquele jeito firme e sereno de quem sempre soube para onde apontava a bússola interior — e disse: 
-“Você que trabalha com comunicação… arranja aí um slogan pra nossa turma. 
A coisa está ficando séria.” 
Pois bem, padre Libardi, acho que encontrei: 
“Uma vez Redentorista, sempre Redentorista.” 
Será que ajuda? 
Pedro Luiz
Pedro, ajuda e já ajudou muito! 
Nessa base criei para os que se foram: 
"UMA VEZ REDENTORISTA, 
REDENTORISTA NO CÉU!"
Ierardi


quarta-feira, 1 de abril de 2026

CRIADOS PARA VIVER

Na cena do Jardim das Oliveiras, vemos Jesus que vive a certeza humana da morte que se aproxima. 
Também a ele o que mais apavorava não era o sofrimento, mas o fim deste nosso modo de viver. 
Salva-nos o saber que a morte não é fim o da vida porque fomos cria-dos para viver sempre. 
E podemos escolher como ser felizes eternamente. 
Deus nos criou, como todo o universo, para chegar à plenitude da existência e da vida em seu Filho, humano como nós. 
Nele e por ele podemos viver além e acima de todas as limitações atuais. 
Ele venceu a morte, vive sempre e é nossa vida, nossa esperança, nossa felicidade. 
Podemos alegrar-nos, também em nossas pequenas alegrias, à espera da ale-gria plena. Jesus ressuscitou. Aleluia.


segunda-feira, 2 de março de 2026

DOM MÁRIO ANTÔNIO - ARCEBISPO DE APARECIDA

A Família Leiga Redentorista, em comunhão com a Congregação do Santíssimo Redentor, C.Ss.R., recebe com alegria e espírito de fé a nomeação de Dom Mário Antônio da Silva para o Arcebispado de Aparecida. 
Unimo-nos aos religiosos redentoristas, aos amigos e familiares de Dom Mário para manifestar nossas mais fraternas boas-vindas, acompanhadas de orações e confiança de que o Espírito Santo o conduzirá com sabedoria, coragem missionária e espírito pastoral nesta nova etapa de sua missão. 
Ao mesmo tempo, expressamos nossa profunda gratidão a Dom Orlando Brandes, cuja presença marcante e inspiradora acompanhou, ao longo dos anos, milhares de fiéis em todo o Brasil — especialmente aqueles que, a cada domingo pela manhã, participam da Santa Missa transmitida a partir de Aparecida. Seu pastorado, sempre caracterizado pelo amor a Nossa Senhora e pelo ardor missionário, deixa um legado de fé, proximidade e esperança. 
A Família Leiga Redentorista assegura a ambos sua oração constante, renovando o compromisso de seguir servindo à Igreja com espírito missionário, fidelidade ao carisma redentorista e devoção filial à Mãe Aparecida.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

PADRE FLÁVIO CAVALCA - PARABÉNS

Grande amigo Padre Flávio Cavalca, o autor das ORAÇÕES DIÁRIAS que publico diáriamente em meu blog MOMENTOS OPORTUNOS-https://ierardineto.blogspot.com/ - 
PARABÉNS NESTE DIA E SEJA SEMPRE MUITO FELIZ EM SAÚDE, PAZ, PERSEVERANÇA E SOBRETUDO MUITO AMOR! UM GRANDE ABRAÇO!

domingo, 1 de fevereiro de 2026

JUBILARES, CONSAGRADOS E LEIGOS!

Os familiares dos jubilares da Congregação do Santíssimo Redentor, dos nossos conhecidos e estimados padres redentoristas, vivem neste dia 1º de fevereiro de 2026 um momento de festa profundamente emocionante. 
Trata-se de uma celebração marcada pelas histórias de superação dessas famílias, que acompanharam a caminhada de seus filhos na vida religiosa, muitas vezes iniciada ainda na infância. Como recorda o Evangelho, “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16), palavra que ilumina e dá sentido a cada vocação hoje celebrada. 
São muitas as histórias de vida e incontáveis os motivos de gratidão pelas graças recebidas ao longo desse percurso. Deus relembra, na missão confiada à Igreja, o caminho percorrido por Jesus, que foi às regiões mais humildes, mais devotas e até mais pobres para chamar aqueles que caminhariam de forma ainda mais dedicada à Missão.
As famílias dos jubilares guardam viva a memória do dia em que viram esses filhos partirem de casa, quando muitos ainda eram crianças, e hoje os celebram como jubilares, reconhecendo que cada vocação amadurecida traz consigo a marca do amor familiar, da oração perseverante e da confiança em Deus. 
A Congregação do Santíssimo Redentor, ao longo dos séculos, tem o mérito de formar e acompanhar milhares de famílias. 
O conceito de família é intrínseco à vida redentorista, sustentada pelo apoio da Família dos Devotos e pela gratidão permanente da Família Leiga Redentorista, formada por tantos homens e mulheres que também beberam na fonte da espiritualidade e da educação afonsiana. 
Parabéns a todos os familiares. 
Esta celebração é também de vocês. 
Pedro Luiz: 
“Por Trás de Cada Vocação, Uma Família”