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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

MÃE DOS CRIADOS(✝︎) - 100 ANOS EM 17/09/2025

Hoje, dia 17 de setembro, completa 100 anos do nascimento de minha mãe. Filha de pais imigrantes italianos, nasceu em Mirassol/SP e recebeu o nome de Mafalda Zolla. Conheceu meu pai, com quem teve três filhos. Muito religiosos, encaminharam os três, assim que completavam o primário, para o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida, para formação de padres missionários Redentoristas. Ela, sempre muito tímida, exceto com pessoas mais chegadas, diferentemente de meu pai, bastante comunicativo e com inúmeros conhecidos, mas com profunda influência direta em nossa formação de caráter e controle pessoal. Deve ter sentido muito, ver um a um de seus filhos saindo de casa aos dez anos de idade. Quando podiam, iam nos visitar e nós, somente no Natal e Ano Novo, quando íamos para casa. Esta foto foi tirada em uma de suas visitas no Seminário. Escrevíamos cartas, quase que mensalmente, mas só meu pai respondia pelos dois. Apesar das características de nosso pai, acredito que nós, pelo menos eu, seguimos, de uma forma ou de outra muito mais o perfil de nossa mãe, aquela que nos formou pelo exemplo de suas atitudes, comandando como eminência parda, humilde, sem aparecer, mas sempre presente. Nenhum de nós gosta de falar em público. Amava a vida, era gostoso ouvir suas gargalhadas, participava suas alegrias, mas sofria suas dores em silêncio. Era portadora de uma doença autoimune, pouco conhecida pelos médicos na época, chamada Esclerodermia Sistemática Progressiva. Apesar disto, não perdia oportunidade em falar que é muito bom viver e como a vida é bela. Quando voltei para casa, depois de 11 anos no Seminário, recebi todo apoio e colo que precisava para me adaptar à nova vida. Mas, pouco tempo depois de casado, sou transferido pelo trabalho para outro Estado, perdendo novamente seu contato pessoal no dia a dia. A doença a levou no dia 14 de novembro de 1988. Quando me deparo com alguma questão mais complexa, as vezes me vem à mente a expressão “quero minha mãe”, lembro-me dela. Certamente fizemos falta um ao outro.
Mãe, nós, daqui, estamos comemorando os 100 anos de seu nascimento com a senhora, acompanhada do pai, de nossos ancestrais e a Sagrada Família aí no céu. Feliz aniversário, mãe e obrigado por tudo! 
José Carlos Criado

PEDRO LUIZ DIAS

Parabéns, José Carlos Criado . O amor não morre NUNCA! Por isso é que não existe morte após a "morte terrena' e será a ótima oportunidade de abraçar este espírito maravilhoso que foi sua mãe aqui na Terra... Acreditem ou não, nada como a eternidade para confirmar ou desconfirmar crenças e conhecimentos. Abração, amigo!Elberto Mello 

Parabéns Criado. Felicidades não só a ela como a vocês que hoje vivem a educação esmerada dada por eles, seus pais.Adilson Jose Cunha





Minha mãe Mafalda(✝︎) fazendo 100 anos hoje lá no céu, com meu pai Augusto(✝︎). 
Natanael Criado

terça-feira, 15 de setembro de 2026

DUMAS PASIN - DESCENDÊNCIA E FESTA ITALIANAS

Pasin, minha origem, meu sobrenome, um amor e admiração a meu avô italiano, uma bandeira. Às vezes, você se cansa do verde amarelo e procura abrigo nas cores de nossos ancestrais, vá pensiero....
ALEXANDRE DUMAS PASIN DE MENEZES
A missa é rezada em parte em italiano. Padre Renan, introduziu a cerimônia falando da coragem dos imigrantes que deixaram a Terra querida e aqui se instalaram com a força do trabalho e da fé. A sonoridade da língua encanta, é familiar e nos reporta às histórias contadas pelos que transmitem e perpetuam os costumes e a tradição.
 LUCÍOLA MENEZES

sábado, 12 de setembro de 2026

ALEXANDRE DUMAS....FUX....CÍCERO....CARLOS LACERDA(!)......

Já frequentei muitas escolas, o ensino fundamental no Chagas Pereira, latim, grego, francês e inglês, além de conhecimentos religiosos no seminário. 
Tive o prazer de frequentar os bancos da USP na Rua Maria Antônia, saí menos professor e mais comunista.
Posteriormente, tive aulas de administração e economia no Nogueira da Gama, coisas de somenos importância para quem assina e lê, há cinquenta anos, o jornal Estadão, o de São Paulo, certa ocasião, pedi um Estadão atrasado, o jornaleiro respondeu que não vendia o de Minas Gerais. 
Riam ! 
No BB, na escala administrativa, cada degrau exigia um pré -requisito de formação corporativa, noções de direito, administração, RH, grafoscopia, modelos de gerência. 
Na vida, aprendemos, no dia a dia, na vivência em família, com amigos, na sociedade, acumulamos conhecimentos, somamos experiências, tudo deixa-nos mais sábios, mais prudentes, menos radicais, tolerantes. 
Pois bem, tudo isso somado valeu a pena. 
Acrescente-se a meus conhecimentos a aula dada, por mais de dez horas, abrangendo termos jurídicos, políticos e outras coisas mais pelo ministro Fux, um libelo. 
Nunca me mantive atento por tanto tempo a uma explanação tão bem concatenada, clara e incisiva na defesa de uma tese in dúbio pro reo . 
Gostei, mas não me convenci. 
Telefonei para a Carmen Lúcia e sugeri o Quo usque tandem, Catilina , abutere patientia nostra ? 
Foi uma catilinaria ? 
Foi bom, valeu ! 
Outros capítulos virão......se faltarem Cíceros, ressuscitem o Carlos Lacerda.Alexandre Dumas Pasin de Menezes 
O Senhor Doutor e Excelência Fux realmente fez uma aula de prática cristã e uma explanação admirável para se ver e ouvir. Simplesmente fantástico.
José Vicente Naves   
Dumas....belo texto...in cauda.....Carlos Lacerda!!!!UAU! O que ele diria hoje?!?.....se não estivesse preso!!!!!!
Ierárdi Neto

sábado, 29 de agosto de 2026

A MISSÃO NÃO TERMINA O leigo redentorista no século XXI

A Igreja do século XXI precisa reafirmar uma verdade antiga e, ao mesmo tempo, profundamente atual: o leigo não apenas participa da Igreja. 
O leigo é Igreja. 
Pelo Batismo, recebe também a responsabilidade de anunciar e testemunhar o Evangelho no mundo. 
Essa compreensão encontra uma chave de leitura particularmente fecunda na espiritualidade de Santo Afonso Maria de Ligório. 
Desde as primeiras missões populares, Afonso compreendeu que evangelizar significava ir ao encontro das pessoas, sobretudo dos mais abandonados, anunciando-lhes que a santidade não era privilégio de poucos, mas vocação possível para todos. 
A missão, portanto, não poderia terminar quando o missionário partisse. 
Alguém precisava permanecer. O povo permanecia. 
Talvez possamos dizer, em linguagem contemporânea, que o leigo é aquele que permanece quando a missão termina — para que a missão não termine. 
Essa intuição afonsiana encontra profunda consonância com o Concílio Vaticano II. A Ad Gentes afirma que a Igreja é, “por sua natureza, missionária” (AG, 2) e, ao tratar especificamente dos leigos, ensina que sem sua presença ativa o Evangelho dificilmente consegue penetrar profundamente na vida, no pensamento e no trabalho de um povo (AG, 21). 
A Apostolicam Actuositatem, por sua vez, recorda que o apostolado dos leigos nasce da própria vocação cristã e é indispensável à missão da Igreja. 
Não se trata, portanto, de substituir sacerdotes e religiosos nem de transformar o leigo numa espécie de auxiliar do clero. Trata-se de reconhecer a diversidade das vocações na unidade da missão. 
É justamente aqui que a proposta teológico-pastoral de Santo Afonso ganha nova atualidade na reflexão desenvolvida pelo Pe. Luiz Henrique Brandão de Figueiredo, C.Ss.R., a partir de três verbos retomados pelo Papa Francisco: acompanhar, discernir e integrar. 
A reflexão do autor dirige-se particularmente ao Sacramento da Penitência e ao ministério do confessor, mostrando como esses três movimentos podem tornar concretos a misericórdia, o acolhimento das fragilidades humanas e a condução de cada fiel em direção à santidade. 
Guardadas as diferenças próprias de cada vocação e ministério, esses três verbos oferecem também uma preciosa pedagogia para a presença missionária dos leigos.
Acompanhar é aproximar-se das pessoas antes de julgá-las.
Discernir é compreender suas realidades à luz do Evangelho. Integrar é trabalhar para que ninguém seja simplesmente descartado do caminho da graça. 
E talvez a espiritualidade leiga redentorista possa acrescentar um quarto verbo: Permanecer. 
Permanecer cristão na família, no trabalho, na universidade, na empresa, no campo, na política, na cultura, na comunicação e no ambiente digital. 
Permanecer onde o sacerdote ou o religioso não consegue estar todos os dias. 
Esses são também os novos territórios das missões populares. 
O mundo contemporâneo apresenta novas formas de abandono. 
Ao lado da pobreza material permanecem a solidão, a fragmentação das famílias, a perda da esperança, as intolerâncias e tantas pessoas que, mesmo cercadas de recursos e tecnologia, vivem espiritualmente abandonadas. 
É justamente nesses ambientes que o leigo encontra seu território missionário. 
Não necessariamente fazendo discursos religiosos, mas testemunhando, pela vida, valores profundamente evangélicos: misericórdia, justiça, honestidade, fraternidade, reconciliação, esperança e caridade. 
Para a Família Leiga Redentorista, assumir o carisma de Santo Afonso significa, portanto, muito mais do que admirar sua história ou colaborar com as obras da Congregação.
Significa perguntar, todos os dias: onde estão hoje os mais abandonados e como fazer chegar até eles o anúncio da Copiosa Redenção? 
A resposta poderá estar muito além das paredes de nossas igrejas. 
A missão redentorista do século XXI continua nas ruas, nas casas, nas empresas, nas escolas, nas redes digitais e em todos os lugares onde um cristão encontra outro ser humano necessitado de acolhimento e esperança. 
Acompanhar. Discernir. Integrar. Permanecer. 
Quatro verbos para uma mesma missão. 
Porque a missão não termina quando o missionário parte. 
Ela continua naquele que permanece. 
Família Leiga Redentorista 
Copiosa apud eum redemptio. 
 N’Ele há Copiosa Redenção.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

SRSA - IN ILLO TEMPORE - 1962

Turma de 1962, segunda série ginasial, na primeira fila : Antonino , eu, Alencar, Menezes, Jair, Adão e Natal. Não me lembro do nome de todos mas vejo o Olavo, Brites, Mauro, Josmar Biazoto, Natanael, Vagner , Ivo, Giovanni, Fogaça... bons tempos, sinto muita saudade dessa turma...
SEBASTIAN BALDI
Caro colega/amigo Baldi, este 1962 foi o meu último ano no SRSA, depois de 6 anos! Um ano na Pedrinha e outros cinco no Santo Afonso! Tenho muita saudade desse tempo! Agradeço aos meus formadores, hoje todos na vida eterna! Uma gratidão especial aos Redentoristas que me acolheram e deram base para a minha formação religiosa e cultural! ESSAS MEMÓRIAS NOS FAZEM BEM! A.Ierárdi(Tampinha) ET-Não tivemos contato na época, você era da turma dos menores e eu estava na turma dos médios! 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Brasil: UNESER realiza com sucesso o 30º Encontro Nacional de Ex-Seminaristas Redentoristas em Aparecida

Participantes do encontro em frente
à entrada principal do
Seminário de Santo Afonso em Aparecida.
 Com a graça de Deus, a bênção de Maria, a proteção de São Geraldo e o apoio de inúmeros amigos, a UNESER realizou o 30º Encontro Nacional de Ex-Seminaristas Redentoristas (ENESER), de 25 a 27 de julho de 2025. O evento aconteceu no Centro de Acolhimento do Seminário Santo Afonso, em Aparecida, SP, e foi marcado pela espiritualidade, encontros emocionantes e celebração da história compartilhada dos participantes. O XXX ENESER reuniu aproximadamente 80 pessoas, das 89 inscritas, número reduzido devido a alguns cancelamentos por motivos de saúde e compromissos imprevistos. Participaram cerca de 40 ex-seminaristas e três padres: João de Deus de Souza, Redentorista de Salvador, Bari; Marcus Vinícius de Miranda (da diocese de Ribeirão Preto, SP, também ex-seminarista redentorista); Noel Teixeira da Silva (ex-residente redentorista na Casa dos Padres em Jundiaí, SP); e João Batista de Almeida, diretor espiritual da UNESER. A sua presença e partilha foram muito apreciadas e agradecidas por todos. Os ex-seminaristas foram acompanhados por familiares e amigos que, com alegria e espírito fraterno, compartilharam as experiências do encontro. Ao longo dos três dias, a atmosfera foi ainda mais enriquecida pelas visitas de padres, diáconos e outros amigos do Caminho Redentorista.
Do ponto de vista organizacional, o encontro foi considerado excelente, tanto quantitativa quanto qualitativamente. A programação foi equilibrada, incorporando momentos de acolhida, oração, reflexão, confraternização, partilha, recreação e alimentação, de forma harmoniosa e significativa. Um dos momentos mais simbólicos do encontro foi o forte vínculo com São Geraldo Majella, cuja celebração do 300º aniversário coincidiu com o 30º ENESER. Diversas orações e reflexões foram recitadas em sua homenagem, incluindo o terço no Caminho de São Geraldo e um ato penitencial. Nesses momentos, algumas das virtudes do santo foram relembradas: alfaiate devotado, jardineiro fiel, enfermeiro atencioso, porteiro acolhedor, padeiro devoto e, acima de tudo, protetor amoroso da maternidade. A espiritualidade do encontro também se expressou na participação na Eucaristia no Santuário Nacional de Aparecida, precedida pelo canto de “Salve Regina” na escadaria, regido pelo Maestro Waddington Pacheco Rangel, o que foi um momento de grande emoção e beleza. Na sexta-feira, 25, a chegada dos participantes foi marcada por encontros calorosos, repletos de sorrisos, abraços e memórias compartilhadas. A recepção, seguida de orações e cânticos na capela de Santo Afonso, trouxe de volta lembranças de uma experiência intensa e espiritual naquele lugar, especialmente para aqueles que ali passaram parte de sua formação.
Antes da celebração
da Eucaristia
 na Basílica de Aparecida.
 
No sábado, 26, após a oração matinal e o café da manhã, foi realizado um momento para ex-seminaristas e seus companheiros compartilharem suas experiências de vida, um momento repleto de fortes emoções, escuta e aprendizado. À noite, o sarau artístico foi um momento especial: poemas, histórias, crônicas e canções arrancaram risos, lágrimas e genuína expressão artística de vários participantes. Durante o encontro, o Padre João Batista ofereceu reflexões importantes e instigantes, convidando os membros da UNESER a seguir o exemplo de Santo Afonso e redescobrir novas formas de viver a missão no mundo de hoje. Outro destaque foi a presença da Rede Aparecida de Comunicação, com a equipe do jornal A12 registrando imagens e entrevistas. Também esteve presente Evandro Brum, comunicador da Rádio Aparecida, que reza o terço com a UNESER todas as sextas-feiras. Ao final do encontro, o sentimento compartilhado foi de gratidão. Como afirmou um dos participantes: “Os objetivos da 30ª ENESER foram plenamente alcançados: houve uma celebração da vida, da amizade e da espiritualidade redentorista, com especial atenção à espiritualidade de São Geraldo Majella. O sentimento de pertencimento à família da UNESER foi fortalecido e o compromisso com os valores da nossa formação foi renovado.” A missão da 30ª ENESER foi plenamente alcançada por meio da celebração da vida, da amizade e da espiritualidade redentorista; do fortalecimento do senso de pertencimento à família UNESER; e da renovação dos valores da nossa formação, particularmente da espiritualidade de São Geraldo. Deus continua a nos chamar, e Santo Afonso nos inspira a continuar firmes em nossa missão. Muito obrigado a todos que tornaram esse encontro possível! 
José Ribeiro Leite e Vicente de Paula Alves – Equipe de Comunicação da UNESER Brasil

domingo, 2 de agosto de 2026

NO DIA DE SANTO AFONSO, FUNDADOR DA CSsR

PADRE ROGÉRIO GOMES CSsR
SUPERIOR GERAL
Na noite em que a Governadoria Redentorista mundial, sob a liderança do Padre Rogério Gomes, C.Ss.R., se reunia em celebração com a comunidade leiga internacional, uma tônica espiritual e profundamente reflexiva marcou o momento dedicado a Santo Afonso. Em sua mensagem, Padre Rogério teceu pontes entre a tradição redentorista e os clamores espirituais e existenciais do mundo contemporâneo. Ao evocar o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, destacou que “a esperança abre o horizonte do sentido”, sendo essa uma chave para interpretar e resistir ao niilismo e à fragmentação de nosso tempo. Esse pensamento encontrou eco na teologia de Jürgen Moltmann, particularmente na afirmação de que “a esperança é a força pela qual o sentido da vida se realiza” — não apenas no plano imediato, mas na direção do Reino que virá. Padre Rogério ressaltou que, para os cristãos, a esperança não é mera projeção psicológica: ela é escatológica por natureza. Aponta para a plenitude prometida, para o cumprimento das promessas de Deus, onde justiça e paz se abraçarão definitivamente. A escatologia da esperança, presente em Moltmann e vivida profundamente por Santo Afonso, é aquilo que impulsiona o cristão a não se conformar com as estruturas de morte, mas a agir no presente com os olhos voltados para o futuro definitivo em Cristo. Na memória litúrgica de Santo Afonso, fundador e farol da espiritualidade redentorista, a mensagem de Padre Rogério ecoou como um chamado a manter firme a esperança, não como fuga do mundo, mas como força transformadora: uma esperança que antecipa no hoje os sinais do Reino eterno.
PEDRO LUIZ DIAS

sexta-feira, 31 de julho de 2026

31ºENESER-E a palavra mágica era: ENCANTAMENTO

Todos os anos, os ex-seminaristas redentoristas (UNESER) se reúnem, em Aparecida, no final mês de julho. 
É um momento muito bonito de confraternização, de relembrar os bons tempos vividos no SRSA. 
Para alguns, 60, 50, 40 ,30 anos atrás. 
Esse ano, foi realizado o 31 º encontro. 
Nos primeiros encontros, o número de participantes era grande, mas com o passar dos anos a presença dos ex-seminaristas foi caindo. 
Desta vez, o número estava bem reduzido. 
Um dos dirigentes, o Antonio Cláudio, em sua fala, fez um questionamento, já que os participantes eram sempre os mesmos e, a maioria, de idade avançada. 
- Por que os mais jovens não vêm , não participam? 
Ele, na hora, achou a resposta. 
Porque não se sentem motivados. 
Falta a eles o ENCANTAMENTO
Todos os que ali estavam, um dia, ficaram encantados ao ver os missionários redentoristas nas Santas Missões, pregadas em sua cidade, lá no interior de Goiás, Rio Grande do Sul, Minas, Bahia, Paraná, São Paulo e até no longínquo Amazonas. 
Sim, eles tinham um encantamento, uma força maior que o encorajou a deixar a família, parentes e amigos. 
Sim, eles tinham um ideal: ser um Missionário Redentorista, sem medo de trabalhar em missões, até mesmo em terras estrangeiras, como em Angola, na África, por exemplo. 
Os longos anos longe da família e no longo percurso dos estudos, para maioria foi amadurecendo a ideia, e percebendo que seu caminho era outro, sem deixar de viver tudo o que aprenderam no seminário sendo, hoje, bons pais e ótimos profissionais, nas áreas da Educação, do Direito, da Medicina, da Engenharia e em outros campos de trabalho, sempre trilhando os passos deixados, no nosso caso, por Santo Afonso Maria de Ligório. 
O Antonio Cláudio tem razão. 
O encantamento faz a diferença, lembrando que sempre há um barco na beira da praia ou do rio, aguardando alguém para manejar os remos. 
José Pinheiro 
27.07.2026

terça-feira, 28 de julho de 2026

UNESER = SEMPRE MANÉ

MANUEL HILDEGARDO DE ALMEIDA(MANÉ) 
(*) 28/07/1954
(+) 17/01/2015 
ANTIGO SEMINARISTA
No dia 17 de janeiro de 2015 seguiu desta vida este nosso estimado colega.
Neste mês de julho, em 28, estaria ele comemorando 72 anos de idade se ainda aqui estivesse.
O Mané, o que dizer sobre o Mané!!!!!
Sempre vi nele alguém apegado à sua obra! 
Qual foi sua obra?
Sem dúvida sua grande obra foi a UNESER. A entidade que viria reunir os antigos seminaristas redentoristas, cujo início aconteceu em um churrasco na casa do Bode, pai da Diva, nossa Lili, em Tietê, no ano de 1994. 
De lá até 2014 manteve sob sua responsabilidade e empenho a condução daquela associação que ajudara a fundar e, com o apoio sem limites do estimado Padre Libárdi CSsR(+), ainda que não dando muita atenção aos trâmites burocráticos, fez evoluir os projetos durante 20 anos de sua permanência, conduzindo 18 encontros oficiais em Aparecida-SP(ENESER) e ainda 8 Retiros na Pedrinha-SP.(Embora tenha discordado de que os encontros na Pedrinha fossem retiro e debatido essa questão com o Mané, hoje, em tributo ao reconhecimento que lhe tenho, aceito a nomenclatura do ilustre e perene presidente da UNESER a respeito!)
Assim, aproveito este momento para externar os fatos que presenciei e reconhecer que o Mané era determinadamente apegado à sua obra e por essa obra, a UNESER, lhe deve muito!!!!!
ANTONIO IERÁRDI NETO
Muito obrigado!
Que esteja em Deus.
Um abraço
João Loch
Só isso tinha o Mané ? Foi embora sem dizer adeus, mas está presente no meio de nós. Alegre, sorridente, amável e cordial como sempre. Grande Mané. Vamos fazê-lo patrono da Uneser. Quem não gosta da Uneser ! Até Você está lá para interceder por todos nós, como são os outros que nos precederam. Diácono Adilson


sábado, 25 de julho de 2026

FORBECI(Fordinho)-UMA VIDA A SERVIÇO DA MISSÃO

José Ramos Forbeci, conhecido carinhosamente como "Fordinho" nos conta que seu chamado foi produto da Missão Redentorista em julho de 1953 no vilarejo de Alexandra, Distrito de Paranaguá-PR. Iniciou sua trajetória há 72 anos, na segunda quinzena de julho desse mesmo ano, aos 11 anos de idade, quando deixou a família para ingressar no Seminário Santo Afonso. Apresentado aos Redentoristas pelo Padre Moacir Bossay, chegou de avião e, já no dia seguinte, foi enviado pelo Padre José Ribola, CSsR, ao Seminário da Pedrinha, então em período de férias. Lá, ainda menino, começou a colocar em prática seus conhecimentos do mundo rural, participando das atividades como a coleta de pedras para a construção da piscina. Mais adiante, Fordinho participou da construção do Seminário de Ponta Grossa-PR e, posteriormente, realizou os estudos de Filosofia nos Estados Unidos. Com o tempo, foi orientado a se desligar da Congregação, mas os valores e ensinamentos recebidos como redentorista o acompanharam por toda a vida. Em sua carreira profissional como Delegado de Polícia em Guaraqueçaba-PR em 1989, manteve forte vínculo com as comunidades litorâneas, tornando-se conhecido como o "Delegado Padre" e com apoio dos ribeirinhos, usando embarcações para se deslocar. Foi nesse contexto de prontidão e serviço comunitário para o qual foi formado no Seminário que respondeu ao "chamado redentorista", como um sacerdócio, dedicando-se à Ação Missionária com os "cabreiros" da região. A convite da Irmã Ivone e Padres da Missão (Vicentinos) que "sempre pediam que visitássemos aquelas capelas das comunidades situadas entre o continente e as ilhas e atuassem nas celebrações de Páscoa", diz ele, atendendo o chamado ao trabalho missionário. Desde o ano 2000, com o início das atividades durante o Tríduo Pascal e a vivência do sentido da Semana Santa, José tem se dedicado de forma contínua à missão. Em sua kombi, auxilia no transporte de leigos para as celebrações, oferecendo suporte em diversas demandas sociais. Sua presença constante fortalece a espiritualidade e a organização das comunidades mais isoladas. Em 2025, Fordinho retomou sua missão no dia 19 de julho, atuando na Vila Fátima, uma das vinte capelas da Paróquia Bom Jesus dos Perdões. O local, registrado em imagens por ele compartilhadas, situa-se às margens da baía de Guaraqueçaba, a cerca de 50 minutos de barco da sede paroquial no continente e a 90 minutos da cidade de Cananeia-SP. A história de José Forbeci é um testemunho de fidelidade ao espírito missionário redentorista, mesmo fora da vida religiosa formal. Seu compromisso com a evangelização e o serviço às comunidades litorâneas é exemplo de fé, entrega e amor ao próximo. Lembramos que é assíduo com sua família aos Encontros Redentoristas em São Paulo e Campo Grande/Curitiba/Paraguay, organizando esses encontros.
VICENTE DE PAULA ALVES

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Santo Afonso e a atualidade da opção pelos mais pobres

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres.” (Lc 4,18) 
Às vésperas da memória litúrgica de Santo Afonso Maria de Ligório, celebrada em 1º de agosto, vale recordar a impressionante atualidade da vida e do pensamento desse grande Doutor da Igreja. 
Nascido em uma família da nobreza do Reino de Nápoles, Afonso destacou-se, ainda muito jovem, como advogado de raro talento. 
Entretanto, uma profunda decepção diante das injustiças e da corrupção que permeavam o ambiente forense de seu tempo levou-o a abandonar uma carreira promissora. 
Não foi apenas uma mudança de profissão, mas uma verdadeira conversão de vida, motivada pelo chamado de Deus. 
Em vez de buscar prestígio e reconhecimento, Afonso voltou-se para as regiões montanhosas de Scala, onde viviam pastores, cabreiros e famílias praticamente esquecidas pela assistência religiosa. 
Foi nesse encontro com os mais abandonados que descobriu sua verdadeira vocação: anunciar o Evangelho aos pobres e devolver-lhes a esperança. 
Dessa experiência nasceu, em 1732, a Congregação do Santíssimo Redentor. 
Nesse caminho, a Beata Maria Celeste Crostarosa desempenhou papel decisivo ao compartilhar sua profunda experiência espiritual, contribuindo para a consolidação do carisma redentorista. 
Unidos pela convicção da Copiosa Redenção - a certeza de que a redenção oferecida por Cristo é abundante e destinada a toda a humanidade - ambos ajudaram a construir uma espiritualidade marcada pela misericórdia, pela proximidade e pelo compromisso com os mais necessitados. 
Quase três séculos depois, a teologia de Santo Afonso continua surpreendentemente atual. 
O mundo assiste, muitas vezes com perplexidade, ao crescimento da concentração de riquezas enquanto milhões de pessoas permanecem privadas das condições mínimas para uma vida digna.
É verdade que a humanidade avançou extraordinariamente.
As ciências sociais, a medicina, a educação, as políticas públicas e a tecnologia proporcionaram inegáveis conquistas.
Também o Brasil experimentou importantes progressos em diversas áreas. 
Ainda assim, persistem bolsões de pobreza, exclusão e sofrimento que desafiam a consciência cristã e exigem respostas concretas. 
É justamente nesse contexto que o pensamento afonsiano recupera toda a sua força. 
Não se trata de uma teologia ideológica nem de uma leitura partidária da realidade. 
Trata-se de uma teologia da Encarnação, da proximidade e da misericórdia; uma teologia que sai ao encontro das pessoas, promove sua dignidade, fortalece a esperança e transforma a fé em compromisso concreto com a vida. 
Santo Afonso compreendeu que evangelizar significava aproximar-se daqueles que mais necessitavam da presença amorosa de Deus. 
Sua teologia não permaneceu restrita aos livros ou às academias. 
Tornou-se ação pastoral, acolhimento, escuta e serviço. 
Talvez seja exatamente essa a maior necessidade do nosso tempo: menos discursos e mais testemunhos; menos indiferença e mais compaixão. 
Celebrar Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, significa renovar esse compromisso. 
Significa reconhecer que a verdadeira grandeza do cristianismo se manifesta quando Deus é encontrado no rosto dos pobres, dos esquecidos, dos enfermos, dos idosos, das crianças e de todos aqueles cuja dignidade pede para ser reconhecida. 
A espiritualidade afonsiana permanece resumida em uma certeza que continua iluminando o caminho da Igreja: Deus ama cada pessoa com amor infinito e oferece a todos uma redenção abundante. 
Por isso, uma das expressões mais belas atribuídas a Santo Afonso permanece atual e profundamente transformadora: “Deus nos ama.” 
Que essa simples convicção continue inspirando homens e mulheres de boa vontade a construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, na qual a fé seja sempre traduzida em misericórdia e em serviço ao próximo. 
Pedro Luiz Dias 
Bacharel em Teologia, pela Faculdade São Bento, SP. É executivo de comunicação e relações institucionais e membro da Família Leiga Redentorista, Província Nossa Senhora Aparecida, SP.

DUMAS - ANTIGOS SEMINARISTAS

Hoje(21/07/24), assisti a uma missa presidida por Dom Darcy, satisfação imensa em tê -lo entre nós, fala bem, direciona seus postulados num sentido em que comungamos de suas diretrizes, tem o dom, dirigiu-se aos ex seminaristas redentoristas presentes, reunião anual lá no Santo Afonso, falou nos antigos seminaristas, esqueceu o ex, que bom ! Considero-me antigo aluno de um instituto que me moldou, fomos muitos, alguns perseveraram, outros ficaram ao largo, somos nós, os antigos, nunca os ex . União dos antigos seminaristas redentoristas, Unaser. ALEXANDRE DUMAS
Caro colega/amigo Dumas! Um dia fui negativamente criticado por um antigo seminarista por usar o "antigo seminarista" ao invés de "ex-seminarista". Penso que a razão, de que nunca soube por essa pessoa, seria o uso da inversão dos termos.... Não somos "seminaristas antigos""!!!!!Assim, o "ex-seminarista" não nos identifica, pois: UMA VEZ SEMINARISTA, SEMPRE SEMINARISTA! Antônio Ierárdi
Dom  Darci, foi meu colega em Campinas.  Somos de turma diferente, mas estudamos juntos. Jonival Côrtes

quinta-feira, 23 de julho de 2026

PADRE CLAYTON SANTANNA - 64 ANOS SACERDOTE

Padre Clayton Sant'Anna, C.Ss.R.
Missionário Redentorista
Padre Antonio Clayton Santana foi diretor da Academia Marial de Aparecida entre 2010 e 2014.
Pe. Clayton Sant'Anna, C.Ss.R. 
Missa das dezoito, padre Clayton comemorando sessenta e quatro anos de ordenação sacerdotal, meu colega de turma, convivemos por sete anos, estaríamos juntos , seguimos caminhos diferentes, vencemos , vou também comemorar sessenta e quatro de casamento, cinco filhos, sete netos, um bisneto, uma benção, um passado comum, sessenta e quatro anos de realizações. ALEXANDRE DUMAS PASIN

ENESER XXX E O FORDINHO

Mensagem de Jose Forbeci, (carinhosamente Fordinho ou Forbeco para os paranaenses e gauchos), ele atuante pelo Paraná e vai estar no Encontro Nacional Ex-Seminaristas Redentoristas Aparecida 2025:
JOSÉ RAMOS FORBECI
FORDINHO
"Atenção, Colegas Redentoristas, hoje faz 72 anos que entrei ao Seminário Santo Afonso de Aparecida. Viva a nossa convivência Redentorista. Gratidão. Sintonia. Espiritualidade. Amizade. Alegrias. Serviço Missionário. O sonho permanece. A vida do Cristão pulsa no seguimento do Redentor . COPIOSA APUD EUM REDEMPTIO. DIES IMPENDERE PRO REDEMPTIS"
VICENTE PAULA ALVES
Caros colegas, antigos seminaristas, brilhante a mensagem do FORDINHO! Com 11 anos de idade ele entrava ao seminário menor, onde, com certeza, colheu orientações religiosas e culturais para a vida. Não se tornou sacerdote, que era o objetivo, entretanto como todos os egressos dos seminários, menor e maior, formou família na moral e padrões do evangelho e hoje segue, levando de forma leiga, os desejos de Santo Afonso Maria de Ligório! Ele, como tantos outros antigos seminaristas, permanecem no objetivo missionário, redentorista, santo! A propósito, ainda que triste pelo fim dos seminários menores, entrei ao SRSA em janeiro de 1957, ou seja, há 68 anos! Antônio Ierárdi Neto - Tampinha 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

A neblina de Aparecida e a Luz da unidade.

Hoje, antes que o sol rompesse completamente a neblina, caminhei lentamente pelos jardins do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. 
Havia um silêncio que não era ausência de sons. Era um silêncio povoado de passos, de olhares, de rosários nas mãos, de crianças ainda sonolentas, de idosos caminhando com esforço, de famílias inteiras que percorriam quilômetros movidas por uma única certeza: Deus continua chamando o seu povo. 
As caravanas chegavam sem cessar. A passarela ia sendo ocupada por uma multidão de peregrinos. Muitos jamais se haviam encontrado. Vinham de cidades, culturas e histórias diferentes. Alguns carregavam dores profundas. Outros traziam promessas cumpridas. Muitos vinham apenas agradecer. 
Entretanto, todos caminhavam na mesma direção. 
Enquanto a fina névoa umedecia meu rosto, pensei que talvez a Igreja seja exatamente isso: pessoas diferentes, com pensamentos, sensibilidades e experiências distintas, mas que reconhecem um único Senhor e procuram permanecer em comunhão. Foi então que meu coração se voltou para uma preocupação que, acredito, merece nossa oração, especialmente entre nós, antigos alunos formados na espiritualidade de Santo Afonso Maria de Ligório. 
Temos assistido ao surgimento de tensões e divisões que, em alguns ambientes, parecem enfraquecer a comunhão eclesial. Há manifestações que revelam resistência a orientações do Magistério e à missão confiada pelo próprio Cristo ao Sucessor de Pedro. 
Não escrevo estas linhas para julgar pessoas nem para alimentar debates. Escrevo porque aprendi, ainda nos bancos do seminário, que a unidade da Igreja nunca foi uma construção humana. Ela é um dom do Espírito Santo e, justamente por isso, precisa ser continuamente cultivada. 
Os redentoristas sempre foram missionários da esperança. Santo Afonso nunca separou o amor à verdade do amor à Igreja. A fidelidade ao Evangelho sempre caminhou ao lado da comunhão. Nenhuma família permanece unida sem diálogo. Nenhuma comunidade cresce sem humildade. Nenhuma Igreja atravessa os séculos sem a ação permanente do Espírito Santo. 
Talvez a neblina daquela manhã tenha me ensinado justamente isso.
A neblina não elimina o caminho. Apenas nos convida a caminhar com mais confiança.
Ela esconde a paisagem por alguns instantes, mas não consegue apagar o sol. 
Também os tempos de inquietação passam. As controvérsias passam. Os homens passam. Cristo permanece. 
Que Nossa Senhora Aparecida, tão silenciosa quanto firme aos pés da cruz, continue protegendo a Igreja. Que Santo Afonso inspire todos aqueles que receberam seu carisma a serem sempre construtores de comunhão. E que nós, antigos alunos redentoristas, jamais percamos aquilo que recebemos como herança mais preciosa: amar profundamente a Igreja, servir ao povo de Deus e conservar acesa a chama da unidade. 
Afinal, antes de sermos homens de opinião, fomos chamados a ser homens do Evangelho. 
Por Pedro Luiz Dias

sexta-feira, 3 de julho de 2026

JOSÉ MORELLI -SACERDOTE E ANTIGO SEMINARISTA-SRSA

José Morelli nasceu no bairro da Penha de França, cidade de São Paulo, no dia 24 de julho de 1942, fez seus primeiros estudos em escolas do próprio bairro. 
Estudou humanidades, filosofia e teologia em seminários dos padres redentoristas. 
Ordenado sacerdote em 1969, exerceu o ministério sacerdotal até 1976, tendo lecionado latim e filosofia social a seminaristas. Formado em psicologia, atuou como programador de treinamento em importante instituição bancária, na capital paulista. 
Participou de vários cursos a nível superior, dentre os quais o de psicodrama pedagógico. 
Possui longa experiência em atendimentos de psicoterapia.
Além de escrever em vários jornais temas de psicologia e outros, atende a convites para fazer palestras para adultos e jovens. 
Em sua participação na vida do bairro, desde 1994, passou a confeccionar presépios no interior da Igreja do Rosário dos Homens Pretos. 
Quando da comemoração do bicentenário de sua aprovação como templo católico, em junho de 2002, fez parte da primeira comissão de festa. 
Participou ativamente das treze festas já realizadas até o presente momento.
Livro "Penha de França - Expressões do Rosário" 
Sobre o Livro 
Este Livro é um trabalho de anos de pesquisa histórica sobre a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, em São Paulo. Esta Igreja possui hoje uma importância singular, a partir do momento que, além de ser testemunha de um Brasil escravocrata, ela se edifica como o templo religioso mais antigo construído por uma irmandade de negros escravos e alforriados dentro de nossa cidade, acompanhando os vários momentos históricos políticos, sociais e clericais e hoje contando com um resgate da valorização da cultura e da história dentro do bairro, que já foi freguesia, mas que mantém ainda parte de suas características provincianas, chamado Penha de França. O trabalho é composto de um acompanhamento cronológico da história e ilustrado por fotos, destacando-se três momentos: da construção ao vicariato do Pe. Antonio Benedito de Camargo; pós-chegada dos padres redentoristas; resgate das antigas festas do Rosário e de São Benedito.
IGREJA DE NOSSA SENHORA 
DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS
PENHA DE FRANÇA

sábado, 27 de junho de 2026

Papa aos Redentoristas e Scalabrinianos: manter e cultivar relações de ajuda fraterna....E A MINHA PROXIMIDADE ESPIRITUAL!

PAPA LEÃO XIV:-A escolha de duas Congregações religiosas de se encontrarem e refletirem com os confrades que se dedicaram à Igreja no ministério episcopal...A Igreja é grata aos seus Institutos, aos quais pediu, com a nomeação de bispos dentre os seus membros, um sacrifício considerável em tempos de escassez de religiosos...Em particular, vocês, religiosos scalabrinianos e redentoristas, escolhidos e consagrados para o serviço do episcopado e do cardinalato, trazem ao seu ministério a herança de dois carismas importantes, especialmente em nossos dias: o serviço aos migrantes e a evangelização dos pobres e distantes...Santo Afonso Maria de Ligório, ao entrar em contato com a miséria dos bairros mais abandonados de Nápoles no século XVIII, renunciou a uma vida confortável e a uma carreira lucrativa, abraçando a missão de levar o Evangelho aos últimos...São João Batista Scalabrini, um século depois, soube sentir e fazer suas as esperanças e os sofrimentos de muitas pessoas que partiam, deixando tudo para trás, em busca de um futuro melhor para si e para suas famílias em países distantes...Ambos foram fundadores, tornaram-se bispos e souberam responder aos desafios de sistemas sociais e econômicos que ao mesmo tempo em que abriam novas fronteiras em vários níveis, também deixavam para trás tanta miséria ignorada e tantos problemas, criando bolsões de degradação com os quais ninguém parecia querer lidar...Mesmo em nosso mundo, a obra do Senhor está sempre diante de nós: somos chamados a conformar nossas mentes e corações a ela por meio de um discernimento sábio. Estou convencido de que a discussão que vocês promoveram será muito útil para esse fim!

NO BRASIL - EM SÃO PAULO-SP

ITESP

Endereço: R. Dr. Mário Vicente, 1108 - Ipiranga, São Paulo - SP, 04270-001

O Instituto Teológico São Paulo (ITESP) nasceu de uma necessidade sentida por diversas Congregações religiosas: proporcionar uma formação teológica aos seus membros que estivesse em sintonia com o espírito renovador do Concílio Vaticano II. A ideia era unir forças para alcançar esse objetivo comum, criando uma formação teológica integrada e alinhada com as mudanças propostas pela Igreja.

Em meados de 1971, iniciaram-se os contatos entre os responsáveis pela formação teológica de várias Congregações, com o intuito de viabilizar esse projeto ambicioso. Desse esforço conjunto, surgiu o primeiro acordo entre a Congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos), a Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) e a Congregação do Verbo Divino, que culminou na fundação do Instituto Teológico São Paulo. O objetivo central era fornecer aos candidatos ao sacerdócio uma formação teológica comum. Esse processo exigiu a adaptação dos currículos dos diversos Seminários Maiores, que, embora seguissem as diretrizes eclesiásticas, tinham suas próprias formas de organizar as disciplinas teológicas.

Em fevereiro de 1972, o ITESP iniciou suas atividades oficialmente, consolidando a parceria entre as Congregações e tornando-se um centro de estudos teológicos voltado à formação conjunta. A iniciativa se mostrou frutífera, e o Instituto rapidamente ganhou destaque na formação de sacerdotes e religiosos.

Um marco importante ocorreu em 1981, quando o curso de Teologia do ITESP obteve reconhecimento pontifício com a filiação ao Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma. Esse reconhecimento permitiu que os estudantes do ITESP pudessem receber o título de bacharel em Teologia, garantindo ainda mais a qualidade e a validade de sua formação acadêmica.

No ano 2000, as Congregações mantenedoras do ITESP deram mais um passo importante ao constituírem-se como uma entidade civil, a Associação São Paulo de Estudos Superiores. Essa associação passou a ser a mantenedora do Instituto São Paulo de Estudos Superiores e do Instituto Teológico São Paulo, consolidando a estrutura jurídica e administrativa da instituição e garantindo sua continuidade e estabilidade.

Ao longo de sua história, o ITESP se firmou como uma referência na formação teológica no Brasil, sempre comprometido com a excelência acadêmica e a fidelidade à missão de formar sacerdotes, religiosos e leigos preparados para servir à Igreja e à sociedade.

INSTITUTO CRISTÓVÃO COLOMBO

Endereço: R. Dr. Mário Vicente, 1108 - Ipiranga, São Paulo - SP, 04270-001

O ICC é uma obra social Scalabriniana.

A Congregação dos Missionários de São Carlos, também conhecida como Scalabrinianos, fundada por São João Batista Scalabrini, é uma comunidade apostólica de religiosos inserida na atividade Missionária que tem por carisma a acolhida aos migrantes. Sua principal missão é fazer-se migrante com os migrantes. E claro, colocando-se a serviço das classes mais pobres e vulneráveis.

O Instituto Cristóvão Colombo – ICC foi fundado por Padre José Marchetti em 1895, para acolher crianças órfãs, especialmente crianças migrantes. Padre José Marchetti,  fundador, dedicou sua vida à missão, faleceu ainda jovem protegendo uma criança órfã.

Em vista das celebrações de 130 anos de fundação do Instituto no ano de 2025, sob direção do Padre Antenor Dalla Vechia, inicia-se a confecção da linha do tempo do ICC contada nos muros da Instituição, com desenhos realizados pela artista Isadora, que retratam o envio missionário do Padre Marchetti pelas mãos do São João Batista Scalabrini, a travessia dos continentes no navio, a acolhida da criança pelo Marchetti que deu origem ao carisma Marchettiniano de atenção às crianças, as missões realizadas nos cafezais do interior de São Paulo, a presença e fundação das irmãs scalabrinianas até chegar no atual serviço do ICC.

COINCIDÊNCIA?-NÃO! - PROXIMIDADE ESPIRITUAL-SIM

Em 1953, 9 anos de idade, minha mãe, viúva e operária do LANIFÍCIO FILEPPO, colocou-me no internato ORFANATO CRISTÓVÃO COLOMBO-SCALABRINIANO, Alto do Ipiranga, São Paulo-SP, que posteriormente mudou a sua razão social para INSTITUTO CRISTÓVÃO COLOMBO. Ali, por 4 anos, 1953/1956, recebi as primeiras orientações culturais/religiosas!

Em 1957, por 6 anos, 1957/1962, estive seminarista no SEMINÁRIO MENOR SANTO AFONSO-REDENTORISTA, em Aparecida-SP.

Dessa forma fiquei muito alegre, extremamente feliz, ao verificar particularmente que nosso PAPA LEÃO XIV está trazendo esta PROXIMIDADE ESPIRITUAL na minha vida!

ANTÔNIO IERÁRDI NETO
A felicidade de teu relato que enaltece essa iniciativa Papal de proximidade com as duas Ordens religiosas. Na tua experiência de vida pessoal, educacional e missionária.PEDRO LUIZ DIAS