domingo, 2 de agosto de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR

IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR 
+02 DE AGOSTO 2011 
 O Ir. Waldemar nasceu a17 de outubro de 1929, em Sant’Ana, município de Patos de Minas MG. Seus pais eram: Mário Barbosa da Silveira e Maria Teodora de Jesus. Entrou no Seminário São Geraldo, no Potim, a 12 de agosto de 1959. O Noviciado foi feito em Pindamonhangaba em 1962 e se consagrou a Deus na Congregação Redentorista, pelos votos religiosos, a 02 de fevereiro de 1963. A profissão perpétua foi realizada a 02 de fevereiro de 1969. Depois de sua primeira profissão, continuou residindo no Seminário São Geraldo, exercendo o ofício de sapateiro. Depois residiu na Comunidade do Santuário (Convento Velho) – 1972 a 1975 - exercendo o ofício de sacristão. Em 1976 retornou ao Seminário São Geraldo, exercendo ofício de alfaiate. Em 1979 foi convidado pelos confrades da Província de Porto Alegre RS para trabalhar em Passo Fundo, exercendo os ofícios de formador dos seminaristas e secretário do Colégio, Instituto Menino Deus. Retornando à Província de São Paulo, em 1993, reassumiu o ofício de sacristão no Santuário de Aparecida, residindo no Convento Novo. Depois, continuou em tal ofício nas Comunidades de Santa Teresinha, em Tietê, - 1994 a 2005; Comunidade  Santa Cruz, em Araraquara – 2006 a 2008; Comunidade de São João da Boa Vista – 2009 a 2010. Estando com a saúde um tanto abalada, sofrendo do pulmão e do fígado, foi residir na Comunidade Redentorista do Jardim Paulistano para se tratar. O Ir. Waldemar sempre levou muito a sério a vida religiosa, procurando cumprir com fidelidade os votos. Percebia-se que estava atendo ao horário da comunidade, valorizando principalmente os momentos de oração. Sempre apreciou muito o esporte e gostava ver as competições através da televisão. Tinha uma bela voz e ajudava a entoar os cânticos durante as celebrações, na época em que residia no Santuário. Quando já estava bem doente, nunca se ouviu um lamento ou reclamação de sua parte. Apenas passou a conversar menos, mas dava atenção a todos. Talvez até a conversação o deixasse cansado, devido a seu estado de fraqueza. Sofreu bastante no final. A doença agravou rapidamente e foi internado diversas vezes. Depois da última internação voltou para a comunidade na sexta feira, 29.08.11. Mas domingo, dia 31, voltou ao hospital onde veio a falecer no dia 02.08.11 às 11,20. Seu corpo foi levado para Aparecida e foi velado no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde serviu e no dia 03.08.11, após a Eucaristia, foi sepultado no Cemitério Santa Rita. 
Pe. José Bertanha, C.Ss.R.
Arquivista Provincial
Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente quando residiu em Tietê. Muito culto e religioso. Gostava muito de uma boa prosa. Saudades!!! Ubaldo Bergamin Filho

NO DIA DE SANTO AFONSO, FUNDADOR DA CSsR

PADRE ROGÉRIO GOMES CSsR
SUPERIOR GERAL
Na noite em que a Governadoria Redentorista mundial, sob a liderança do Padre Rogério Gomes, C.Ss.R., se reunia em celebração com a comunidade leiga internacional, uma tônica espiritual e profundamente reflexiva marcou o momento dedicado a Santo Afonso. Em sua mensagem, Padre Rogério teceu pontes entre a tradição redentorista e os clamores espirituais e existenciais do mundo contemporâneo. Ao evocar o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, destacou que “a esperança abre o horizonte do sentido”, sendo essa uma chave para interpretar e resistir ao niilismo e à fragmentação de nosso tempo. Esse pensamento encontrou eco na teologia de Jürgen Moltmann, particularmente na afirmação de que “a esperança é a força pela qual o sentido da vida se realiza” — não apenas no plano imediato, mas na direção do Reino que virá. Padre Rogério ressaltou que, para os cristãos, a esperança não é mera projeção psicológica: ela é escatológica por natureza. Aponta para a plenitude prometida, para o cumprimento das promessas de Deus, onde justiça e paz se abraçarão definitivamente. A escatologia da esperança, presente em Moltmann e vivida profundamente por Santo Afonso, é aquilo que impulsiona o cristão a não se conformar com as estruturas de morte, mas a agir no presente com os olhos voltados para o futuro definitivo em Cristo. Na memória litúrgica de Santo Afonso, fundador e farol da espiritualidade redentorista, a mensagem de Padre Rogério ecoou como um chamado a manter firme a esperança, não como fuga do mundo, mas como força transformadora: uma esperança que antecipa no hoje os sinais do Reino eterno.
PEDRO LUIZ DIAS

sábado, 1 de agosto de 2026

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Querida Família Leiga Redentorista, Santo Afonso nos recorda que a missão não pertence apenas aos que atravessam oceanos ou pregam em grandes templos. 
Missionário é todo aquele que, onde Deus o colocou, faz florescer o Evangelho por meio da fé, da esperança e da caridade. 
Cada um de nós recebeu um campo de missão diferente: a família, o trabalho, a comunidade, a escola, o campo, a cidade, os meios de comunicação ou os espaços de convivência humana. 
Nenhuma dessas missões é pequena quando é vivida com amor. 
Cristo nos deixou um único mandamento capaz de transformar o mundo: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.” (Jo 13,34) 
É esse amor que deve orientar nossas palavras, nossos gestos, nossas escolhas e nosso testemunho. 
Onde houver uma pessoa desanimada, sejamos esperança.
Onde houver sofrimento, sejamos consolo. 
Onde houver divisão, sejamos instrumentos de reconciliação.
Onde houver indiferença, levemos a alegria do Evangelho.
Santo Afonso ensinava que Deus não abandona quem confia em sua Providência. 
Caminhemos, portanto, com coragem missionária, levando a Boa Nova aos mais necessitados, sobretudo aos pobres, aos esquecidos e aos que mais precisam experimentar a misericórdia de Deus. 
E que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Mãe dos Missionários, caminhe sempre à nossa frente, proteja nossas famílias, fortaleça nossa vocação e nos mantenha unidos na mesma fé e no mesmo ideal de servir. 
Que o Espírito Santo ilumine nossos passos e faça de cada membro da Família Leiga Redentorista uma presença viva do amor de Cristo no mundo. 
Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós. 
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, permanecei em nosso meio e conduzi-nos sempre ao vosso Filho Jesus. 
Viva Cristo 
Amém.

ELE TINHA TEMPO DEMAIS

Santo Afonso de Ligório
Acho que, como eu, você diga às vezes que lhe falta tempo para isto ou aquilo. 
Nosso horário é carregado. 
Será? 
A Sto. Afonso de Ligório, parece que não lhe faltava tempo. 
Seu dia era bem aproveitado: dez horas de trabalho, oito de oração, cinco de sono, uma de descanso. 
E viveu 91 anos. 
Andei fazendo conta e fiquei meio sem jeito. 
Cheguei à conclusão que, sem nenhuma extravagância, poderia aproveitar um pouco mais meu tempo. 
Afinal, por mais que viva, não posso perder tempo. 
Há tanta coisa para ver, aprender e fazer. 
Ao meu redor há muitos precisando até da ajuda de meu sorriso para vencer a solidão. 
Bem que posso conversar um pouco mais com Deus. Não há dúvida; se quiser aproveitá-lo, haverá tempo de sobra em minha vida.

ORANDO COM MARIA

Dia 15 alegramo-nos com Maria, por tudo que Deus lhe concedeu. 
Bem que nos podemos unir a seu louvor por tudo que recebemos. 
Senhor, temos tanto a agradecer. 
A vida, a família, o amor, o conhecimento, a natureza amiga e severa, a fé, a esperança de uma vida para sempre na felicidade da paz. 
Bendito sejais, porque sois poderoso e misericordioso, acima de nossas fraquezas, acolhedor e bom. 
Alegramo-nos, porque nos criastes por amor, e nos levais paciente através do tempo, para que em vosso Filho Jesus, nosso irmão, possamos chegar à plenitude pa-ra a qual nos chamais. 
Olhai por nós, livrai-nos da opressão e não permitais que cedamos ao medo. 
E guiai-nos pelo caminho do presente, tão novo que nos desorienta.