quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. MARTINHO (LUDOVICO MAYER)CSsR e PE. MAURÍLIO CORREA DE FARIA CSsR

IR. MARTINHO (LUDOVICO MAYER)CSsR
+14 de AGOSTO 1957 
Nascido na Alemanha, Irmão Martinho professou na C.Ss.R. em 1909. Trabalhou em diversas casas da Província- Mãe, antes de vir para o Brasil. Aqui chegou em 1920, tendo vivido e trabalhado quase sempre em Campinas (GO). Cozinheiro, ou ajudando no trabalho de casa, era Irmão sempre disposto e prestimoso. Mas foi em 1953 que começou a ficar nervoso, irrequieto, e mesmo violento, passando depois a sofrer das faculdades mentais. Com todo empenho procuraram os superiores uma solução para o caso, tentando internar o pobre Irmão em algum Sanatório. Não conseguiram, porém. E, na falta de um recolhimento, enquanto possível, decente, Irmão Martinho permaneceu recluso numa cela apropriada, no Juniorato de Campinas. Nos dias em que se mostrava calmo, e quase lúcido, seu enfermeiro, Irmão Joaquim, o levava para visitar a Casa ou o jardim. Mas a enfermidade continuou e, aos 77 anos de idade, ele faleceu, no dia 14 de agosto de 1957. 
PE. MAURÍLIO CORREA DE FARIA CSsR
+14 de AGOSTO 1983 
Natural de Tietê, nasceu a 20 de outubro de 1925. Ingressou no então Juvenato de Aparecida a 31 de janeiro de 1937, onde fez o curso ginasial. A 1.º de fevereiro de 1944 tomou o hábito da C.Ss.R. em Aparecida; e, tendo feito o seu noviciado em Pindamonhangaba, professou a 2 de fevereiro de 1945. O Seminário Maior ele o fez em Tietê, onde foi ordenado a 27 de dezembro de 1949. Seus primeiros anos de sacerdócio, Pe. Faria os passou como cooperador em Aparecida, Penha e Goiânia. Em 1954 fez o seu noviciado pastoral, trabalhando depois nas missões, durante 2 anos. Em 1957 sua saúde já se mostrava abalada, pelo que precisou de um longo tratamento (pulmões) em São José dos Campos. Já restabelecido, em 1958 foi designado para a Rádio Aparecida. Mas precisou de um novo período de descanso, no Potim, para voltar a trabalhar na Rádio em 1964; teve, porém, que desistir, e passou uns três anos como auxiliar, na nossa igreja de Araraquara, e cooperador na Penha. Voltando a trabalhar na R. A. ali permaneceu até 1972, ano em que foi transferido para a Rádio Difusora de Goiânia. De lá voltou, para trabalhar como auxiliar, na Basílica de Aparecida. Aí estava trabalhando, quando a morte o colheu, com 57 anos, e em plena atividade. Às vezes impetuoso, até explosivo, Pe. Faria sabia ser também calmo e atencioso com os confrades, principalmente com os enfermos, aos quais soube dar sempre toda a sua dedicação. Disposto para o trabalho, estava sempre pronto a colaborar, tanto em casa, como nos trabalhos externos. Um grande mérito seu: conseguiu entregar a um eminente jurista, o processo que já se arrastava durante anos, contra nosso confrade Pe. André Lentz. Não foi fácil; mas, afinal, o processo terminou com resultado favorável ao acusado, o que foi um grande alívio para os últimos anos do nosso Pe. André. Tendo ido encontrar-se com alguns dos nossos, em Caraguatatuba, Pe. Faria teve um derrame cerebral, em casa. Levado logo para São Paulo, não resistiu, vindo a falecer no dia 14 de agosto (1983) à uma e meia da madrugada. Certamente pôde celebrar a festa da Assunção, no dia seguinte, cum Angelis et Archangelis. (Comunicado do Governo Provincial)

CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ELES VIVERAM CONOSCO - CARLOS BARBOSA DE CARVALHO (Padre e antigo seminarista do Santo Afonso)


CARLOS BARBOSA DE CARVALHO (Padre e  antigo seminarista do Santo Afonso)
+12 DE AGOSTO DE 2010
Nota de falecimento - Por estes dias noticiamos que Carlos Barbosa de Carvalho, ex-missionário redentorista, estava nas últimas. Recebemos a notícia de seu falecimento no dia 12 de agosto/10. Relata-nos Carlos Felício da Silveira que, uma hora antes de perder totalmente a consciência, sua esposa disse-lhe: "Você está bem, não é?". Ele respondeu, já um tanto enrolado: "Graças a Deus, graças a Deus!" Foram uma de suas últimas palavras. Treze horas depois, ele se apresentou ao Pai e pessoalmente cantou seu 'Deo gratias'. Foi sepultado em sua cidade natal, Volta Redonda (RJ).
"Estando eu ao lado da cama do ex-padre Carlos Barbosa de Carvalho, que serenamente enfrenta os últimos momentos, tentei aliviá-lo falando do padre Nodari a ele, que também gosta de música. E falei da história do absoluto! Meu filho escutou também, procurou os parentes dele na internet e recontou a história. Assim termina o relato do meu filho Paulo à irmã do Nodari: "...eles comentaram que o Nodari ponderava seu dom musical para que isso não subisse à sua cabeça e para que ele pudesse servir aos homens!" Nesse momento, me vi rodeado de grandes homens: o Nodari, o Carlos Barbosa, o meu filho Paulo. O trigo! Abraços. Carlos Felício da Silveira, São Paulo (SP"
Ouvi(o Dulcíssima), gostei, me emocionei. Que o carioca descance em paz. Lá no céu ele encontrará o autor da música e fará com ele um dueto na presença daquela que tranformou a Esperança em doce realidade.
Alexandre Dumas Pasin
Poucas vezes a notícia do falecimento de alguém (não parente) me deixou tão triste como o do Carioca (Carizo, para os mais íntimos), porque ele foi um dos mais chegados amigos meus, do núcleo de garotos pioneiros do pré-seminário da Pedrinha - Ney, Márcio Fabri, Pelaquim, Ulysses, Luis Marcos Macedo,Felício, Croon, os que me lembro agora...Moleque (deu trabalho para o Pe. Sônego, Pe. Chiquinho Costa, Pe. Peixoto, Dom Rodrigues!!!) espontâneo, criativo, artista, esportista,músico. Não dá para esquecer o Carioca. Que bom que sua lembrança ficou na sua voz e ao cantar a belíssima canção de Sto. Afonso "Dulcíssima Esperança". A lembrança do Carioca tinha que ser mesmo artística, emotiva, doce quase infantil...pura, suave. E suave e doce, porém animada e bela deve estar sendo sua vida LÁ...aonde todos sonhamos chegar, com a graça de Deus e o amparo de Maria, nossa Co-Redentora.
Abraços à esposa e à filha, Carla, para recordar sempre do Carlos Barbosa, nosso Carizo...Paulo de Oliveira (Paulinho)

Olá ,
Sou Léia esposa do Carlos, e queria agradecer a todos pelas manifestações de solidariedade, carinho, e lembranças que temos recebido neste momento tão especial de nossas vidas.
Na vida dele, porque fez do seu período de fragilidade humana um período de preparação para sua passagem , para o que acreditamos ser, uma vida de esplendor, sem no entanto deixar de lutar pela vida com com muita aceitação, resignação e alegria, sempre achando forças para amenizar a dor de quem estava no mesmo caminho .
Na nossa vida, minha e de minha filha, pelo exemplo de força, fé, bondade e paz interior, de quem parte, deixando rastros de ter vivido
com muito amor e muita humildade.
Agradeço à "família" Redentorista pela belíssima celebração, o carinho dos amigos "ex",e de todos que puderam desfrutar um pouquinho do convívio de tão grande pessoa, afinal, todos vocês contribuíram um pouco para isso.
Muita paz para todos.Obrigada.Léia

De um colega do tempo, Antônio Bicarato:
Longe do computador desde o início de julho por ter passado por uma cirurgia de descolamento da retina que, entre muitas outras coisas, me impediu de ler esse tempo todo, abri hoje meu e-mail e deparei com a notícia do falecimento do Carlos Barbosa, o Carioca. Pela bondade e misericórdia o Pai, com toda certeza a estas alturas jé é mais um que está entre Afonso, Geraldo, Clemente e inúmeros outros que Deus já chamou para a VIDA.
Aguardo ansiosamente que seja restabelecido o som no meu computador para ouvir, na sua voz e interpretação, o Dulcíssima esperança. Até porque não conhecia esse dom do colega. Já imaginou, ter uma bela voz, como vocês disseram que ele tinha, e estar LÁ, agora, frente a frente com ELA, a Mãe, engrossando o coro dos redentoristas e cantando aquela que considero uma melodia que Afonso "roubou" do céu!
Obrigado, mais uma vez, por suas oportunas notícias. Grande abraço.Bicarato.(+)
Do professor de português, Padre Clóvis de Jesus Bovo CSsR:
- Devido à falta de tempo, pois sou vigário paroquial na paróquia mais movimentada de Goiânia, quase não tenho tempo de ver seus sites e blogs, aliás muito ricos em informações redentoristas. Soube por eles, da morte do Barbosa, meu aluno de Português no Seminário Santo Afonso, por volta de 1956. Ainda tenho na imaginação seu jeitinho de aluno esforçado. Só a caligrafia dele, enquanto me lembro, não era das melhores. Rezemos pelo seu descanso eterno.
Abraço bem redentorista - Pe. Clóvis CSsR

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ELES NOS PRECEDERAM - IR. CASIMIRO (JAKOB PFLÜGL) CSsR

IR. CASIMIRO (JAKOB PFLÜGL) CSsR
+11 de AGOSTO 1911 
Deste Irmão podemos dizer que, tendo vivido pouco neste mundo, realizou muito para a eternidade. Era de família pobre, e nasceu perto de Ratisbona, a 14 de fevereiro de 1877. Dos seis aos quatorze anos freqüentou a escola da sua terra natal e, se nunca esteve entre os melhores alunos, ele mesmo dizia sentir-se feliz sendo o ultimo entre eles. Trabalhou depois em Straubing, numa selaria, durante alguns anos; e varias vezes tentou ser admitido entre os “Irmãos da Caridade”, mas não foi aceito por ser ainda muito moço. Procurou então os Redentoristas que o receberam, em 1896. Durante o noviciado, embora muito observante e piedoso, teve de lutar muito contra o sono que o atormentava nas meditações e leituras. Certa vez, durante uma conferência, ficou de pé para não dormir; ainda assim acabou dormindo, e caiu sentado no chão... Hilaridade geral. — Após o noviciado trabalhou algum tempo no Juvenato da Província, até que, em setembro de 1902, veio para o Brasil. Escalado para trabalhar no “Colégio Santo Afonso”, mostrou-se um Irmão muito ordeiro, cuidando de tudo, e pondo em toda a casa um tom de esmerada limpeza. Transferido para Goiás, tornou-se a alegria da casa, devido à sua simplicidade, sua prontidão para o trabalho e profunda piedade. Picado, certo dia por um inseto venenoso, nada revelou, achando que ele mesmo poderia medicar-se. Mas no lugar da picada formou-se logo uma enorme chaga maligna, pelo que o Irmão precisou ser transferido para a Penha. Tratado no Sanatório Santa Catarina, restabeleceu-se, e foi para Aparecida. Mas a sua melhora durou pouco. A chaga voltou a abrir-se em sua perna, com dores horríveis. Sangue envenenado. Sofrendo muito em seus últimos meses, o Irmão apenas rezava, achando ainda disposição para fazer Terços. Com apenas 35 anos acabou falecendo em Aparecida, a 11 de agosto de 1911, deixando aos confrades um exemplo de grande amor ao trabalho e a oração.

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 10 de agosto de 2014

São Lourenço

Sua luz brilhara no firmamento da Igreja primitiva, pois, fora um astro de primeira grandeza. O papa Santo Estevão o ordenou diácono da Igreja Romana. É conhecido por “Arcediácono do Papa”. Suas qualidades são raras como também suas virtudes. Tivera o encargo de administrar os bens da Igreja e socorrer os pobres. Vivera na época do Imperador Valeriano, o qual perseguira o clero, ou seja, os bispos, os padres e os diáconos. No ano de 258, o papa Sisto II sofrera o martírio da fé, quando Lourenço o acompanhara até o lugar do suplício e derramando lágrimas , num ardente desejo de morrer juntamente com o pai espiritual, dissera-lhe: 
“-meu pai, para onde vai sem vosso filho? 
-para onde santo Bispo sem vosso diácono? 
-jamais ofereceu sacrifício sem que eu o acolitasse? 
-Em que vos desagradei? 
-encontrou em mim uma infidelidade?” 
O pontífice, comovido com essas palavras de verdadeira dedicação filial, respondera-lhe: 
“-não te abandono meu filho! Deus reservou-te provação maior e vitória mais brilhante , pois, é moço e forte ainda. Velhice e fraqueza fazem com que tenham dó de mim. Daqui há três dias me seguirás.”
O papa dera-lhe instruções sobre os tesouros da Igreja, aconselhando-o a repartir entre os pobres, para assim impedir que os pagãos os seqüestrassem. E assim o fizera, procurando todos os pobres, viúvas e órfãos e distribuira entre eles o dinheiro que existia. Lourenço vendera todas as pratarias e vasos sagrados e, com o dinheiro socorrera a todos os pobres que a Igreja sustentara. Quando o senhor alcaide da cidade, o Prefeito Cornelius Saecularis, soubera dos tesouros que a igreja possuía , mandara chamar o Arcedíago Lourenço , e dissera-lhe: 
“ Nada de ti exijo, que não seja possível executar. Soube que teus sacerdotes se servem de vasos de ouro e prata nos vossos sacrifícios e que usais de velas de cera , colocadas em castiçais de ouro. Soube que vossa religião vos ordena dar a “Cesar o que é de Cesar” ,pois, trazei-me todos esses objetos , de que o Imperador tem precisão “. 
- É verdade, replicara Lourenço. “A Igreja é rica, mais rica que o Imperador. Concedei-me o prazo necessário e tudo será arranjado em boa ordem.” 
O prefeito, supondo que se trataram de riquezas materiais, dera-lhe de boa vontade, um prazo de três dias. O que fez o santo diácono? Convidara a todos o pobres, viúvas, órfãos, cegos, mudos, paralíticos, inválidos e desamparados , para estarem ao terceiro dia à porta da igreja. E assim acontecera. Todos se reuniram ao dia combinado à porta do templo. Lourenço convidara o prefeito para inspecionar o tão falado “tesouros” da Igreja. E quando inquirira Lourenço sobre as riquezas existentes, apontara para a multidão constituída de pobres e miseráveis e lhe dissera: 
“-Eis os tesouros da Igreja, os míseros que levam com resignação sua cruz, que nada sabem dos vícios e paixões, tornam miseráveis os grandes do mundo. Eles cheiram o ouro de luz celeste. Veja as pratas e jóias preciosíssimas: as viúvas, e virgens consagradas a Deus, que formam a coroa de Igreja, por serem as almas prediletas de Jesus Cristo.” 
Vendo-se iludido, o prefeito ficara furioso e disse-lhe: 
”-É assim que se atreves a ludibriar autoridade romana? Miserável! Se o teu desejo é morrer, pois bem, há de morrer, mas de morte longa e cruel.” 
Dera então ordens para que Lourenço fosse cruelmente açoitado e por outros modos atormentados. Finalmente mandara que trouxessem uma grelha, que fora então posto sobre brasas. O santo diácono fora despido e colocado sobre brasas. O semblante ardera-lhe de fogo divino, e do seu corpo desprendera um perfume delicioso, que era percebido pelos cristãos, não, porém, pelos pagãos. Tendo sofrido este horrível martírio, Lourenço, com um sorriso nos lábios e conservando seu “bom humor cristão”, dissera ao juiz: 
“-se quiseres pode dar ordens para que virem, visto que deste lado já está todo assado!”. 
E pouco depois: 
-“Se estiverdes servido, eis que minha carne está bem assada”. 
O prefeito dissera-lhe em resposta somente palavras de escárnio. O santo mártir, porém, rezara a Jesus Cristo, pela conversão de Roma, a cidade eterna, na qual São Pedro e São Paulo tiveram plantado a cruz, regando-a com o próprio sangue. Seja como for, alguns dos senadores romanos se converteram a tal ponto de colocar Lourenço nos ombros para enterrá-lo, pois, nesse mesmo dia se converteram ao cristianismo, eles que foram testemunhas oculares de seu martírio. São Lourenço morrera em 10 de agosto de 258, por isso, o celebramos no dia dez de agosto. Seu culto remonta o século IV. São Lourenço é padroeiro dos diáconos. Em Roma existem sete igrejas dedicadas ao santo mártir. “Daí-nos Senhor, a graça de sermos sempre resolutos e corajosos, para enfrentarmos os combates, em nome da verdade. Dai-nos também coragem para atendermos, sempre mais,os necessitados e sermos caridosos .” 
Adilson José Cunha

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO EDU DOS SANTOS CSsR e PE. PEDRO ÁVILA MEGDA CSsR

PE. JOÃO EDU DOS SANTOS CSsR
+10 de AGOSTO 1991 
Nasceu em Colorado-RS a 24 de julho de 1928. Entrou para o Seminário redentorista de Pinheiro Marcado-RS. Fez sua profissão religiosa em Pindamonhangaba, a 02 de fevereiro de 1947 e ordenou-se sacerdote, dia 20 de julho de 1952, em Tietê. Começou sua vida apostólica como professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida e em Pinheiro Marcado- RS. Depois veio para o Seminário de Aparecida, onde foi ecônomo. Foi durante algum tempo missionário da ativa, mas diante de certas dificuldades de gênio e sendo muito rígido no confessionário onde exigia muito dos penitentes, caridosamente foi-lhe feito ver que deveria abster-se desse apostolado. O que lhe custou muito. Pregou tríduos, novenas, substituiu vigários e até acompanhou Dom Tarcísio A. Amaral em Limeira, como secretário. Bom confrade, gostava de uma prosa e fazia com facilidade amizades. Morou muitos anos no Jardim Paulistano como coadjutor e desde 1979 passou a residir em Aparecida. Desde os tempos de seminarista, Pe. Edu, como era chamado, era um exímio apicultor. No ano de 1991 começou a ter muitas dores nas costas. Pensou-se em problemas de coluna. Depois, gripe com muita tosse e por fim água nos pulmões. Trazido para São Paulo, no começo de agosto, os médicos diagnosticaram seu mal: câncer inoperável nos pulmões. Foi levado de volta para Aparecida e internado no Hospital Frei Galvão. Lá veio a falecer às 06 horas da manhã, do dia 10 de agosto de 1991. Foi sepultado no mesmo dia, à tarde, em Aparecida. Estava com 63 anos de idade, 44 de profissão e 39 de sacerdócio. Foi um confrade muito serviçal. Seu hobby eram as corridas de cavalo, como bom gaúcho que sempre foi. Religioso de piedade sólida. Tinha um grande amor à Congregação. Deus o tenha na glória. (Pe. A. Thomaz, “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”) 
PE. PEDRO ÁVILA MEGDA CSsR
+10 de AGOSTO 1991 
Era mineiro de Areado, onde nasceu dia 11 de fevereiro de 1927. Fez o seminário menor em Aparecida. Professou na Congregação a 02 de fevereiro de 1948. Foi ordenado sacerdote em Tietê a 27 de dezembro de 1952, pelo bispo de Sorocaba, Dom José Carlos de Aguirre. Começou sua vida apostólica na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. A maior parte de sua vida foi de missionário ardoroso. Pregou missões em quase todos os grandes centros. Possuía palavra fácil, forte e vibrante. Tinha o dom de captar a simpatia do auditório. Dele se poderia dizer “eu fui mandado mais para pregar do que para confessar”. Adorava, como bom mineiro, uma politiquinha. Brigava por Nossa Senhora Aparecida, de quem era grande devoto. Acompanhou sua imagem, com Dom Macedo, por muitos Estados do Brasil. Sabia com maestria entronizá-la nas paró206 quias. De 1963 a 1967 foi pároco de Brasília na igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Lá fez muitas amizades entre os políticos e começou as construções da casa e da igreja. Quando morava no Jardim Paulistano fez ao mesmo tempo duas faculdades: Direito e Jornalismo. Como já vimos, pregava com muita facilidade. Desde 1982 voltou para a equipe missionária. No ano escolar europeu de 1986/87 fez um curso de atualização teológica em Roma. Com freqüência ia à Rádio Aparecida, onde gostava de falar e até fizera o curso de jornalismo nessa intenção. Nos últimos anos, parece que deveria ter algum problema, pois tinha muitas insônias, chegava a dormir só sob o efeito de tranqüilizantes. Nas missões, começou então a tratar o povo com rudeza, a atritar-se com os confrades. Em junho do ano de 91, quando estava passando uns dias no Jardim Paulistano, teve o primeiro sintoma de sua doença, sofreu um desmaio. Pensou-se a princípio que tivera uma isquemia cerebral, e o diagnóstico definitivo foi: câncer no cérebro. Foi internado na Santa Casa de Araraquara, onde veio a falecer, no mesmo dia que Pe. João Edu, às 20 horas da noite de 10 de agosto de 1991. Seus restos mortais descansam em Aparecida. (Pe. A. Thomaz, “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”) 
NOTA:Durante vários anos coordenou o movimento das romarias a Aparecida.

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - Ir.JOÃO BOSCO RUEDA RODRIGUES CSsR(ANTÔNIO)

Ir.JOÃO BOSCO RUEDA RODRIGUES CSsR(ANTÔNIO) 
+10 DE AGOSTO 2006 
Filho de Agostinho Rueda Rodrigues e Aurora Rodrigues, nascido em Arealva no interior paulista dia 3 de agosto de 1927, o menino foi batizado com o nome de Antônio. Mais tarde, na Congregação Redentorista, iria chamar-se Irmão João Bosco. Até os 29 anos de idade trabalhou como motorista, protético e dentista prático. Recebido como candidato a Irmão na Comunidade do Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida, fez-se o dentista do seminário e por isso era conhecido como o Antônio Dentista. Homem de iniciativas, assumiu a responsabilidade de atualizar o consultório dentário do seminário. No seminário fez o postulantado em 1958 e no ano seguinte foi noviço em Pindamonhangaba. Aí proferiu a primeira profissão em 2 de fevereiro de 1960, recebendo então o nome de Irmão João Bosco. Nosso Irmão foi um homem do trabalho. Cheio de iniciativas, entusiasmado e dedicado, alegre e comunicativo, além de dentista, era, ao mesmo tempo, motorista e auxiliar de ecônomo. Por treze anos esteve nas comunidades do Seminário Redentorista Santo Afonso e no Instituto Alfonsianum, em São Paulo, Capital. Em 14 de novembro de 1973 foi convidado para as funções de ecônomo auxiliar na casa Geral Redentorista, em Roma. Aí, apesar das dificuldades com a língua italiana e com a cultura européia, entregou-se dedicadamente aos cuidados pelas necessidades da comunidade complexa da Via Merulana. Dois anos e meio depois estava de volta ao Brasil. Enviado ao Seminário São Geraldo, de Potim, aí assumiu a direção da Fábrica de Velas. Em 1978 foi levado para a Casa do Jardim Paulistano na cidade de São Paulo para, mais uma vez, ser auxiliar ecônomo. No ano seguinte foi para sacramento, cidade triangulina, com a responsabilidade de cuidar da chácara e da economia do seminário. Em 1981, a então Vice-Província de Brasília, hoje Província de Goiás, recebia o Ir.João Bosco. Em junho de 1984 ele fez adscrição definitiva nessa unidade da Congregação. Aí assumiu trabalhos em Campinas, Goiânia e Trindade. Nessa cidade passou seus últimos anos. Homem da oração e do trabalho, entregou sua alma a Deus no dia 10 de agosto de 2006. Contava com 79 anos de idade, tendo vivido45 anos como Irmão Missionário Redentorista.(Do livro ELES VIVERAM CONOSCO - CERESP e EDITORA SANTUÁRIO)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO REZENDE COSTA CSsR

PE. JOÃO REZENDE COSTA CSsR
+8 de AGOSTO 1999 
Nasceu o Pe. Rezende a 20 de abril de 1937, em Borda da Mata-MG. Era filho de Francisco Rezende da Costa e Mariana Deolinda de Jesus. Ainda pequeno perdeu os pais. A 15 de fevereiro de 1948, entrou para o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida, terminando o curso ginasial em 1955. Em 1956, fez o noviciado em Pindamonhangaba, onde fez sua profissão religiosa na C.Ss.R., a 02 de fevereiro de 1957. O seminário maior foi feito no Seminário de Santa Teresinha, em Tietê-SP. Aí foi ordenado sacerdote a 22 de julho de 1962, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba-SP. Deixou o seminário maior a 03 de março de 1963, iniciando sua vida apostólica como vigário cooperador em Aparecida. Em 1964 morou em Araraquara, trabalhando em nossa igreja de Santa Cruz. No ano seguinte voltou a trabalhar em Aparecida. De janeiro de 1966 a julho de 1967, foi professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. No segundo semestre do mesmo ano foi para Roma, onde obteve a Licença em Teologia, na Universidade Gregoriana. Fez o curso de extensão universitária, na Alemanha, na Universidade de Munique. Regressou da Europa em janeiro de 1970. Foi professor de Teologia Sistemática de 1970 a 1975, no Alfonsianum e no ITESP – Instituto Teológico São Paulo. Lecionou também no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, na PUC de Campinas e também na Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena-SP. Foi um dos fundadores da Comunidade de Pesquisas Religiosas, no Ipiranga, em São Paulo. No primeiro semestre de1977 fez o 2º noviciado, preparando-se para as missões populares. Em agosto, foi transferido para a Vice- Província de Brasília, sendo nomeado pároco de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Brasília DF. Voltou em 1980 para São Paulo como professor de teologia. Daí em diante, dedicou-se a dar cursos de teologia, até mesmo no exterior, como no México. Dedicou-se também à tradução de livros de teologia. Escreveu artigos de teologia na revista Vida Pastoral. Em 1987, em Jacareí SP, no Bairro do Avareí, onde nos fins de semana exercia o ministério sacerdotal, celebrou seu jubileu de 25 anos de sacerdócio. Nos últimos anos deu cursos no IFITEG – Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás. Desde 1998, era sócio da Academia Marial de Aparecida. Este ano, 1999, Pe. Rezende publicou seu primeiro livro “Aba! Pai!”, pela Editora Loyola. Anos atrás, Pe. Rezende teve um enfarte e precisou ser operado do coração. Depois disso não ficou mais completamente bom. Viveu sempre com complicações cardíacas.Dia 06 de agosto veio de Goiás passando mal e precisou ser internado na UTI do Hospital Osvaldo Cruz, em São Paulo. Aí, no dia 08 de agosto, pelas 15,40 horas teve uma parada cardíaca, vindo a falecer. Foi velado em nossa Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo. A missa de corpo presente contou com a participação de 34 celebrantes. Vários parentes estiveram presentes. Foi sepultado no Cemitério Getsêmani, no Bairro do Morumbi, em São Paulo. Estava com 62 anos de idade, 42 de profissão religiosa e 37 de sacerdócio. Descanse em Deus, Pe. João Rezende! (de Notícias Daqui e Dali – Pe. Peixoto) 
NOTA:O mau êxito na recuperação da cirurgia cardíaca atingiu fortemente o emocional do Pe. Rezende, que daí para sempre, viveu angustiado e inseguro. Isso afetou muito sua disposição para enfrentar as aulas, mas ele continuou com muita intensidade e dedicação o trabalho de escritor e tradutor. (nota do editor)

CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

JOSÉ CARLOS CRIADO , PADRE PEREIRA NETO E OS OVOS

Fazenda do Potim, Guaratinguetá/SP, 1969, ano em que fiz o noviciado, similar à vida monástica, em preparação à formação de padre missionário redentorista, tendo o Pe. Amador Leardini como mestre. No horário, todo cronometrado, era prevista meia hora de cochilo (sesta), após o almoço. Como eu não conseguia cumprir esta atividade e não parava de ficar admirando a rica vida ornitológica ao redor do prédio, especialmente acompanhando desde a construção de ninhos até a saída dos filhotes, comecei a colecionar ovos das aves locais. A vida era tão abundante que, quase todo dia, encontrava no chão, ao lado do prédio, pintado de branco, algum pássaro desmaiado ou morto por bater na parede, talvez pensando que era um espaço vazio. Tsiu, coleirinha, bigodinho, rolinha, galinha d´água, beija flor, canário da terra, entre tantos. Se estava vivo, corria para a cozinha, pegava um pouco de água com açúcar e pingava no bico. Quase sempre funcionava e ficava todo alegre quando saia voando. Durante o horário da sesta, saia para andar pelo pomar e mata vizinha. Quando um ninho começava a ser construído, ficava acompanhando até aparecer o primeiro ovo para a coleção. Com uma agulha, furava ambos os polos e ficava assoprando até sair todo o conteúdo. Colocava em uma caixinha e anotava a data e o nome popular da ave. Assim, montei uma pequena coleção de ovos, nada científica, apenas resultado de um hobby sem maiores pretensões. No início do ano seguinte, após o final do noviciado, já com os votos temporários de três anos quando do recebimento da batina redentorista, com o título de Frater (Fr.) antes do nome, recebemos a visita do Pe. José Pereira Neto, que se mostrou curioso com minha coleção. Dias depois, recebo uma correspondência dele. Eram algumas folhas originais de uma revista francesa, Plaisir de France, de maio de 1948, acompanhadas de um bilhete escrito pelo Pe. Pereira dizendo: “Au Fr. José Carlos Criado, ne pas “galopin” mais “collectionneur” de oeufs”. No artigo da revista, o autor apresentava a foto de uma coleção de ovos, explicando, no início do texto, a diferença entre “galopin” e “collectionner”. Bela forma discreta de chamar minha atenção pelo que havia feito. Na época não entendi bem sua intenção mas, achei interessante a ilustração da revista com ovos de pássaros dispostos de forma a desenhar um lagarto, em uma placa de espuma de nylon. Fui à carpintaria, montei uma caixa, com tampa deslisante de vidro e coloquei no fundo uma placa de espuma, tentando copiar o modelo da revista. Com um ferro aquecido, abria pequenos buracos na espuma para encaixar os ovos, formando a figura de um lagarto. Neste mesmo ano, nossa classe começou com os estudos de Filosofia no IRES – Instituto Redentorista de Estudos Superiores em um prédio enorme construído no km. 20 da Raposo Tavares, São Paulo. Lugar também exuberante de vida ornitológica devido sua localização em meio à mata. Muitos pintassilgos, principalmente, mas nunca consegui encontrar seus ninhos e, assim parei de colecionar ovos. Lugar que hoje se transformou em penitenciária feminina em meio a um novo bairro, quase sem mata, sem aves. Aos poucos elas estão desaparecendo e, em breve, somente poderão ser conhecidas através de livros, fotos, e.... coleções. Quase 45 anos depois, a pequena coleção ainda está comigo. Afinal, o Pe. Pereira recomendou que fosse um colecionador, (ne pas “galopin” mais “collectionneur”) permitindo a outros a oportunidade de apreciar algo interessante. Seguem as fotos. Um grande abraço, José Carlos Criado
PADRE PEREIRA NETO
+22/09/1986




CRIADO, LI E ACHEI FANTÁSTICO. TB GOSTO DA NATUREZA E TENHO FEITO ALGUMAS EXPERIÊNCIAS MUITO GOSTOSAS COM PLANTAS. PLANTIO DE FRUTAS, DE ORNAMENTAIS, ETC. É MUITO INTERESSANTE DESCOBRIR E ADMIRAR OS MILAGRES DE DEUS N A NATUREZA. ANTONIO CARLOS SACRISTÃO. 
Belo resgate, Ierardi. parabéns ao Criado que fez um belo trabalho de estudo dos pássaros da região de Potim e do KM 20 da Raposo, quando lá ainda havia mata preservada. abs. Luiz Silvério

ELES NOS PRECEDERAM - PE. CARLOS HILDENBRAND CSsR

PE. CARLOS HILDENBRAND CSsR
+7 de AGOSTO 1931 
Era de Untergrisnigen (Alemanha) onde nasceu a 25 de novembro 1871. Filho de modestos lavradores, fez seus estudos primários em sua cidade natal, passando depois a ajudar o pai nos trabalhos do campo. Ingressou na C.Ss.R. como Irmão leigo, trabalhando algum tempo como hortelão em Gars. Manifestando depois desejos de estudar para Padre, foi admitido no juvenato, chegando ao noviciado em 1899. Feita a Profissão no ano seguinte, iniciou seus estudos superiores em Mautern, na Áustria. Mostrou-se logo dono de uma invejável memória, do qual soube usar sempre. Já idoso recitava com facilidade longas poesias decoradas nos primeiros anos de estudo. Veio em 1902 para o Brasil, continuando aqui seus estudos de Teologia, sob a direção do Pe. Lourenço Hubbauer. A 20 de setembro de 1903 foi ordenado em Petrópolis, pelo então Núncio Apostólico D. Júlio Tonti. Terminados seus estudos foi para Goiás, onde trabalhou como missionário até 1910, quando veio para a Penha. Em 1912 foi nomeado Superior e Mestre dos Noviços em Perdões, de onde saiu como Superior de Campinas (GO). Transferido depois para Cachoeira do Sul, regressou novamente para Goiás, até ser nomeado Superior de Araraquara. Terminado aí o seu triênio, pediu transferência para Goiás, onde esperava recobrar a sua saúde, já um tanto abalada. Mas não o conseguiu, pelo que foi mandado para a casa do Noviciado em Pindamonhangaba. Sua saúde, porém, já estava no fim. Internado no Santa Casa local, aí faleceu repentinamente, enquanto tomava uma xícara de café, a 7 de agosto de 1931. Vocação tardia, Pe. Carlos muito teve de lutar para fugir à inclinação que sempre teve para a independência no trabalho. Impulsivo, às vezes um tanto ríspido, era amigo sincero dos seus súditos. Mostrou grandes qualidades como professor, e não fugia a uma boa prosa, que ele sempre sabia temperar com sua expansão e alegria.

CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Dicas de Santo Afonso para a felicidade

SANTO AFONSO MARIA
DE LIGÓRIO
Para viver sempre bem, diz Santo Afonso, é preciso que gravemos profundamente no espírito certas máximas gerais de vida eterna:
“Todas as coisas deste mundo acabam, o gozo e o sofrimento; mas a eternidade nunca tem fim”.
“De servem no momento da morte, todas as grandezas deste mundo?”
“Tudo o que vem de Deus, ou próspero ou adverso, é bom e para nosso bem”.
“É preciso deixar tudo para ganhar tudo.”
“Sem Deus não se pode ter verdadeira paz”.
“Só é necessário amar a Deus e salvar a alma”.
“Só o pecado se deve temer”.
“Perdido Deus, é tudo perdido”.
“Quem nada deseja deste mundo, é senhor de todo o mundo”.
“Quem reza se salva; quem não reza perde-se”.
“Morra-se, mas dê-se gosto a Deus”.
“Custe Deus o que custar, nunca nos sairá caro”.
“Para quem mereceu o inferno, toda pena é leve”.
“Tudo sofre quem considera Jesus na cruz”.
“O que não se faz por Deus, tudo redunda em pena”.
“Quem só quer a Deus, é rico de todos os bens”.
“Ditoso daquele que pode dizer do coração: Meu Jesus, só a Ti quero, e nada mais”.
“Quem ama a Deus, em todas as coisas achará prazer; quem não ama a Deus, em nenhuma coisa encontrará verdadeiro prazer”.
“QUEM REZA SE SALVA; QUEM NÃO REZA SE CONDENA”.

sábado, 2 de agosto de 2014

Dom Henrique Soares da Costa sobre o “Templo de Salomão”.

DOM HENRIQUE SOARES DA COSTA
Só para esclarecer aos católicos, a respeito desse “templo de Salomão” inaugurado em São Paulo, mais uma farsa religiosa do nosso tempo e mais uma punhalada no cristianismo, já tão deturpado pelas seitas… 
1. Não existe nem poderá existir “Templo de Salomão” algum desde 587 aC, quando o Templo do Senhor, construído pelo Rei Salomão, foi incendiado pelos babilônios. Este era o chamado Primeiro Templo dos judeus. 
2. Nem mesmo no tempo de Jesus havia um “Templo de Salomão”. Havia sim, o Segundo Templo, construído pelos judeus que voltaram do Exílio de Babilônia entre 537-515 aC. Foi nesse Templo, reformado, ampliado e embelezado por Herodes Magno, que Jesus nosso Senhor pregou. Foi sobre esse Templo que Ele afirmou tratar-se de uma imagem Dele próprio, morto e ressuscitado: “Destruí este Templo e em três dias Eu o edificarei!”. 
3. O Templo de Salomão em si não tem significado algum para o cristianismo. Também não pode ser reconstruído, pois já não seria o Templo “de Salomão”, mas de outra qualquer pessoa! O que se construiu em São Paulo foi um “Edifício do Edir Macedo”, nem mais nem menos… 
4. Quanto ao Templo dos judeus, somente pode ser construído sobre o Monte do Templo, chamado Monte Moriá, em Jerusalém. Os judeus nunca reconstruíram o seu Templo por isso: porque ali já estão erguidas duas mesquitas muçulmanas… 
5. Os cristãos jamais poderão ou deverão reconstruir Templo judaico algum! Isto é negar Nosso Senhor Jesus Cristo, é voltar ao Antigo Testamento! O Segundo Templo era imagem do Corpo do Senhor. Ele mesmo o declarou. Aqui coloco de modo explicado o que Jesus quis dizer: “Vós estais destruindo este Templo! Podeis destruí-lo; ele já cumpriu sua função de figura, de lugar de encontro de Deus com os homens! O verdadeiro Templo é Meu corpo imolado e ressuscitado! Vós destruireis o Meu corpo como estais destruindo este Templo! Mas, dentro de três dias Eu o ressuscitarei, edificando o verdadeiro Templo, lugar de encontro entre Deus e o homem: o Meu corpo, que é a Igreja!” 
6. Arca, sacrifícios antigos, utensílios do antigo Templo, já não têm sentido algum no cristianismo. Mais ainda: não passam de pura e vazia falsificação que ofendem a resta consciência cristã e desrespeitam os judeus, imitando de modo grosseiro e falseando de modo superficial o real significado dos seus símbolos religiosos. 
Conclusão: É uma pena ver como o charlatanismo, a ignorância, o grotesco prosperam em certas expressões heterodoxas de cristianismo… E tudo por conta do tripudio sobre a ignorância e falta de bom senso de toda uma população insensata. Só isto.
Prezados, 
O tal "Templo de Salomão" é só a simbolização máxima de um ramo antes mais promissor da "Teologia da Prosperidade" e o cume da "tendência judaizante" da IURD como retomada do negócio. Outras evidências são Edir Macedo de barba, quipá e manto judaicos e outros transposições de sinais do Israel vitorioso sobre os ímpios... O "templo" seria o que há de mais rico, grandioso e próspero em toda a Bíblia para, uma vez reproduzido, estimular a adesão à IURD, que vem perdendo adeptos há mais de uma década. É pura joga de marketing - a ciência e a religião majoritários do mundo contemporâneo... Abraços, Ruben. 
MUITO BEM, SEM AGRESSIVIDADE, MAS PRESERVANDO A VERDADE ÚNICA DO SENHOR JESUS CRISTO..... O SENSACIONALISMO E VOLUMES EM DINHEIRO CAPTADOS PELO FANATISMO RELIGIOSO, É UM PER IGO CONSTANTE A SERIEDADE DA REDENÇÃO QUE EXISTE EM UM SO CORPO, O DE CRISTO...... NELSON DUARTE
Gostei do artigo,Ierardi...seria bom se a grande mídia o repercutisse... abraços,ajthozzi

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR

IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR 
+02 DE AGOSTO 2011 
 O Ir. Waldemar nasceu a17 de outubro de 1929, em Sant’Ana, município de Patos de Minas MG. Seus pais eram: Mário Barbosa da Silveira e Maria Teodora de Jesus. Entrou no Seminário São Geraldo, no Potim, a 12 de agosto de 1959. O Noviciado foi feito em Pindamonhangaba em 1962 e se consagrou a Deus na Congregação Redentorista, pelos votos religiosos, a 02 de fevereiro de 1963. A profissão perpétua foi realizada a 02 de fevereiro de 1969. Depois de sua primeira profissão, continuou residindo no Seminário São Geraldo, exercendo o ofício de sapateiro. Depois residiu na Comunidade do Santuário (Convento Velho) – 1972 a 1975 - exercendo o ofício de sacristão. Em 1976 retornou ao Seminário São Geraldo, exercendo ofício de alfaiate. Em 1979 foi convidado pelos confrades da Província de Porto Alegre RS para trabalhar em Passo Fundo, exercendo os ofícios de formador dos seminaristas e secretário do Colégio, Instituto Menino Deus. Retornando à Província de São Paulo, em 1993, reassumiu o ofício de sacristão no Santuário de Aparecida, residindo no Convento Novo. Depois, continuou em tal ofício nas Comunidades de Santa Teresinha, em Tietê, - 1994 a 2005; Comunidade Santa Cruz, em Araraquara – 2006 a 2008; Comunidade de São João da Boa Vista – 2009 a 2010. Estando com a saúde um tanto abalada, sofrendo do pulmão e do fígado, foi residir na Comunidade Redentorista do Jardim Paulistano para se tratar. O Ir. Waldemar sempre levou muito a sério a vida religiosa, procurando cumprir com fidelidade os votos. Percebia-se que estava atendo ao horário da comunidade, valorizando principalmente os momentos de oração. Sempre apreciou muito o esporte e gostava ver as competições através da televisão. Tinha uma bela voz e ajudava a entoar os cânticos durante as celebrações, na época em que residia no Santuário. Quando já estava bem doente, nunca se ouviu um lamento ou reclamação de sua parte. Apenas passou a conversar menos, mas dava atenção a todos. Talvez até a conversação o deixasse cansado, devido a seu estado de fraqueza. Sofreu bastante no final. A doença agravou rapidamente e foi internado diversas vezes. Depois da última internação voltou para a comunidade na sexta feira, 29.08.11. Mas domingo, dia 31, voltou ao hospital onde veio a falecer no dia 02.08.11 às 11,20. Seu corpo foi levado para Aparecida e foi velado no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde serviu e no dia 03.08.11, após a Eucaristia, foi sepultado no Cemitério Santa Rita. 
Pe. José Bertanha, C.Ss.R. Arquivista Provincial

domingo, 27 de julho de 2014

ELES NOS PRECEDERAM - PE. JOSÉ BENEDICTO DA SILVA CSsR

PE. JOSÉ BENEDICTO DA SILVA CSsR
+27 de JULHO 1945 
Com os Padres Oscar Chagas, Orlando Morais e José Lopes, Pe. Silva formou a primeira turma de padres brasileiros da nossa Província. A respeito dele um cronista escreveu o que todos já diziam: “Um Israelita autêntico, sem uma sombra de maldade”. ( Jo 1, 47 ). Pe. Silva nasceu em São Luiz do Paraitinga, a 1º de novembro de 1886, e seus pais, muito pobres, eram caboclos da roça. Desde criança vivia pensando em ser padre. Tanto insistiu que, um dia, sua mãe resolveu tentar o que lhe parecia impossível. Pôs o filho num jacá e, a cavalo, foi a Aparecida saber se os padres aceitavam o seu garoto. Ao entrar na cidade (narrava o Pe. Silva) ficou tão amedrontado que, quase chorando, tratou de se “afundar” no jacá, e não quis mais olhar para fora... Mirabilis Deus! O garoto foi aceito no Colégio Santo Afonso. Embora fosse um caipirinha tímido, de inteligência mais pobre do que remediada, à custa de esforço e aplicação deu conta dos estudos e chegou ao noviciado em 1906. Professando em 1908, foi cursar Filosofia e Teologia na Alemanha. Ao voltar, trabalhou sempre como missionário, ou como professor. Nas missões era muito estimado pela simplicidade no seu modo de tratar com o povo. Sempre atrás das expressões e piadas caipiras, não deixava de contar também as suas. Pregava com clareza e naturalidade, podendo ser compreendido facilmente por todos. Como religioso era exato, e por vezes, escrupuloso na observância regu199 lar. Edificava os juvenistas com sua piedade simples e sincera, mostrando-se entusiasmado quando lhes falava da vocação e da vida redentorista. Ótimo confrade, era de uma prosa agradável e alegre, interessante para todos. Estava ele em Pinheiro Marcado (RS) como professor do Juvenato, quando começou a declinar a sua saúde: rigores do clima, aliados a uma grande saudade de São Paulo, onde crescera e trabalhara sempre. Adoecendo gravemente, precisou ser levado para o hospital de Boa Esperança. De nada valeram os cuidados médicos, e a 27 de junho de 1945, ele trocou esta vida por outra infinitamente melhor.

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Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 26 de julho de 2014

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. PEDRO (ATANÁSIO KULURAS)CSsR

IR. PEDRO (ATANÁSIO KULURAS)CSsR 
+26 de JULHO 1949 
Avis rara! um grego redentorista. Irmão Pedro nasceu em Galípoli, perto de Atenas, a 8 de dezembro de 1881. Filho de pai marinheiro, ele também conheceu a vida no mar, viajando meio mundo, como cozinheiro de navios em diversas Companhias. Embora batizado, e tendo feito a sua primeira comunhão, ele era grego cismático, e foi em 1900 (com 19 anos) que ele se converteu para o catolicismo. Esta sua decisão foi amargamente chorada pela sua mãe, cismática de profundas convicções religiosas. A 21 de junho de 1908 casou-se em Tergesti (Itália) com Da. Eufrásia Ermelanda; e a certidão de casamento o dá como “guarda noturno”. Não sabemos, porém, quando enviuvou. Aí pelo ano de 1901 vamos encontrá-lo em Constantinopla, trabalhando por uns meses para os Padres Assuncionistas franceses. Afinal, nosso Pedro Kuluras foi parar na Argentina, de onde veio para o Brasil, em 1922. Sempre como cozinheiro, trabalhou no Rio, Paquetá, Belo Horizonte, e, por fim, não sabemos como, veio para Aparecida, em 1926, resolvido a ingressar na C.Ss.R. Foi aceito como candidato a Irmão Leigo, fazendo seu noviciado e profissão em Pindamonhangaba. Trabalhou em Araraquara, Aparecida, Penha., Pinda, Cachoeira do Sul, e finalmente em Araraquara; já não era marinheiro, mas um bom viajante. Sempre dedicado a sua arte culinária, que dominava com perfeição, Irmão Pedro não deixava de ser um homem recolhido, e de vida interior. O convertido aparecia em todo o seu modo de pensar e agir. Se não estava trabalhando na cozinha, era na capela que ele se recolhia para rezar. Suas mortificações chamavam a atenção dos confrades, pelo rigor, e, às vezes, até pelo exagero. Seus últimos anos ele os viveu em Araraquara, trabalhando enquanto teve forças. A 26 de julho de 1949 fez sua última viagem, e essa para a eternidade.

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Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR