sábado, 10 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - MARÇO DE 2007

PADRE ANTÔNIO BORGES
DE SOUSA CSsR(+)
A Palavra de vida lançou uma luz bem forte na minha alma. Sob o peso de minhas fraquezas, incapacidade, carregando o peso das obras do Servo de Deus, Padre Pelágio, que pretendemos levar as glórias do altar, esta Palavra, além de luz, veio me trazer conforto, libertação e grandíssima esperança. A minha vida veio de Deus, pertence a Deus, está nas mãos de Deus. As obras de meu empenho também pertencem a Deus. Nada mais acertado: devo confiar cegamente. Não devo enxergar, nem ligar para outras sugestões, resistências, temores, oriundos de minha natureza defeituosa e pecaminosa. De outro lado, esta confiança é bendita, traz alegria, plena realização, jogando-me na comunhão com Deus. Fiz inúmeras jaculatórias, exprimindo confiança, mesmo formando um verdadeiro rosário.

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Luiz Inocêncio Pereira CSsR

Pe. Luiz Inocêncio Pereira CSsR 
+ 10 de janeiro 2009 
Pe. Luiz Inocêncio nasceu em 22/06/1914, no Bairro do Brás, em São Paulo (SP). Eram seus pais: Maximiano Bonifácio José Pereira e Maria Batista de Souza Pereira. Entrou para o Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida, em 17.02.1932, com dezoito anos, terminando o curso em dezembro de 1935. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1936, onde fez a Profissão Religiosa na CSSR, no dia 02.02.1937. O Seminário Maior foi feito em Tietê (SP) onde fez a Profissão Perpétua, em 02.02.1940. Foi Ordenado Sacerdote em São Paulo (SP), na Igreja de Santa Efigênia (Catedral Provisória), em 08.12.1941, por Dom José Gaspar de Fonseca e Silva, então Arcebispo de São Paulo. Celebrou a Primeira Missa Solene, na Igreja Matriz da Penha, no dia 14.12.1941. Em 17.01.1943 começou seu apostolado como Vigário Cooperador em Aparecida (SP), onde ficou até julho de 1945. Em 1946 foi transferido para o Rio Grande do Sul, como Vigário Cooperador nas cidade gaúchas de Pinheiro Marcado, Carazinho e Ijuí. Em 1948 retornou a Aparecida, como Vigário Cooperador, aí ficando até fim de 1950. Em dezembro de 1950 foi transferido para a Comunidade do Seminário Santo Afonso, o chamado Colegião, e foi o encarregado da construção do novo Seminário. Foi a alma da construção! Aí ficou até janeiro de 1953. Em janeiro de 1953 foi para Passo Fundo (RS), como encarregado da construção do novo Seminário Redentorista de Passo Fundo (RS). Aí ficou até fevereiro de 1956. Voltou então para São Paulo (SP), morando na Penha e no Jardim Paulistano, como Vigário Cooperador. Desde 16.01.1967 até agora morava no Convento do Santuário Nacional, em Aparecida (SP). Pe. Inocêncio foi um excelente agrimensor e topógrafo. Mediu e fez plantas de todos os terrenos da Congregação nos Estados de São Paulo e de Goiás, bem como da Diocese de Rubiataba-Mozarlândia. Pe. Inocência gostava e entendia muito de física, matemática e astronomia. Durante muitos anos ele pessoalmente controlava as estatísticas sobre o fluxo de romeiros em Aparecida (SP). O sistema de controle do movimento de pessoas, ônibus, carros etc. em Aparecida é iniciativa dele. Como religioso, Pe. Inocêncio levava uma vida humilde e silenciosa e procurava servir na¬quilo que podia. Uma ocasião, em uma visita do Superior Provincial, disse que sua ocupação e preocupação era "fazer as coisas pequenas que ninguém faria"... Faleceu no dia 10 de ja¬neiro de 2009, às 16 horas, com 94 anos de idade, quase 72 anos de vida religiosa e quase 58 anos de sacerdócio. No dia seguinte, às 16h00, no Santuário Nacional foi celebrada a Missa Exequial, e o sepultamento fez-se logo após. Servo fiel, perseverou até o fim, e temos certeza que recebe a coroa eterna, junto de Deus, a quem serviu com sua vida, e junto de sua querida Mãe Aparecida (ARQUIVO PROVINCIAL) 
Quando esteve em São Paulo, participou da construção da torre da Igreja da Penha. Lembro-me que, ainda no seminário, em um dos poucos dias de que dispunha para estar com minha família, fui fazer uma visita ao convento redentorista daquele bairro. Muito atenciosamente o Pe.Inocêncio recebeu-me e levou-me para conhecer sua obra que despontava no alto da Penha, a torre do Santuário de Nossa Senhora da Penha de França. Foi para mim uma grande aventura. Junto com o Pe.Inocêncio, em um elevador de obra, aquele que só tinha piso e uma coluna central, subimos a uns 40mt do solo. No percurso, ele me dizia:
-Olhe só para o centro...não olhe para os lados e nem para baixo. Quando chegamos ao topo, entre o estrado do elevador e a laje, havia uma distância de 30cm que me parecia ter mais de um metro. Muito radiante ele mostrou-me a vista exuberante daquela região paulistana. Antônio Ierardi Neto

Olá Ierardi! Padre Inocêncio, antes de entrar para o Santo Afonso, pertenceu à Congregação Mariana da Penha, se não me engano, ele teria sido um dos fundadores de seus fundadores. Acredito que ele tenha sido influenciado pela comunidade dos redentoristas da Penha na escolha de sua vocação. A Nova Basílica da Penha, o Convento e Seminário da Penha tiveram participação do Padre Inocêncio na escolha de suas arquiteturas. Tentei influenciar para que algum logradouro do bairro ganhasse o seu nome. mas não obtive êxito até o momento. Mesmo com toda discrição, esse nosso confrade brilhou com sua luz sobre todos os que o conheceram. Abraços! José Morelli

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - FEVEREIRO 2007

PADRE ANTÔNIO BORGES DE SOUSA CSsR(+)
Como um relâmpago de luz, caiu na terra a Palavra deste mês. Foi assunto de várias meditações minhas e pregações. Procurei deixar-me guiar pela trajetória da vontade de Deus. Descobri-la e fazer cumpri-la, foi objeto de muitas e fervorosas orações. Ao despertar-me de manhã, ao som do despertador, me arrancava imediatamente da cama e rezava uma “AVE MARIA”, pedindo à Maria, que me levasse pela mão, fazendo-me trilhar somente pela trajetória da vontade de Deus. Descobri uma coisa: amo em geral a todos e procuro ser bom e amável. Isso, com os olhos em Maria e por ela impulsionado. Para mim, já com os meus 85 anos, a morte não é mais para se temer! E, sim, um desejável encontro com Deus, infinitamente amável e de inesgotável misericórdia. Recebi as notícias da encontro nacional dos religiosos e consagrados, a que, infelizmente, não pude comparecer. Foi um banho de luz e de graça. Deleitei-me com as impressões e feliz resultado. Caíram na minha alma os frutos de unidade, nela contidos. Viver o ideal da comunhão, dentro das circunstâncias, em que me encontro, faz parte da essência da minha vida.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - OUTUBRO DE 2006

PADRE ANTÔNIO BORGES DE SOUSA CSsR
 “Dar um copo de água...” diz o Evangelho. Estou voltando da capela, onde diante do SS. Sacramento, meditei sobre esta Palavra. Eu vi que, o que me ocupa mais são os meus encargos de fazer da Igreja do SS. Redentor, que promove a glorificação deste servo de Deus, uma réplica do que Ele foi: um homem de Deus, totalmente entregue ao bem do próximo, especialmente aos mais necessitados e abandonados. Por isso, temos o projeto e nele já estamos empenhados, o que toma a maior parte de meu tempo, de construir um Centro de recuperação de meninas em situação de risco e o Convento das Irmãs, especializadas neste setor, que aqui ja se encontram, morando em uma casa alugada. Firmei um propósito com Jesus, dizendo que todo o meu empenho e esforço sejam “dar um copo de água às minhas Irmãs”, refletindo em “ser” o amor junto a cada próximo que encontro.

Dom José Carlos de Aguirre

Dom José Carlos de Aguirre 
+8 DE JANEIRO DE 1973
Histórico: Dom José Carlos Aguirre, o venerado pastor, nasceu em Itaqueri da Serra - SP, em 28 de abril de 1880. Ordenado presbítero em 08 de dezembro de 1904 e sagrado Bispo em 08 de dezembro de 1924, tomando posse de sua primeira e única diocese, em 31 de dezembro de 1924. Teve um dos mais longos pastoreios: 49 anos. A fecundidade de seu episcopado e a sua figura simples e bondosa, fizeram com que gozasse da simpatia geral do clero, das autoridades, dos católicos e dos sorocabanos em geral. Faleceu no dia 08 de janeiro de 1973 e seus restos mortais estão sepultados na Igreja Catedral de Sorocaba.

Dom Aguirre - um homem de valor, alegre, bem-humorado, humilde, piedoso, com presença de espírito, prudente, simples, firme, imparcial, homem reto e justo. Discreto. Vida de modéstia e desprendimento, profundamente amoroso.

Homem que privilegiou a educação e o trabalho científico.

Foi o primeiro Bispo de Sorocaba e com seu esforço e humildade, passando muitas privações, construiu o Seminário São Carlos Borromeu. Muitas vezes tomava uma refeição durante o dia - sopa de mandioca. Suas irmãs faziam sabão de cinzas para vender e arrecadar dinheiro. Sofreu mais ainda quando soube que não havia mais seminaristas...

Governou a Diocese com energia e bondade, o binômio indispensável de quem tem autoridade.

Sempre recusou honrarias. Ao receber elogios, finalizava - ''Quem me conhece é meu confessor. Ele é que deveria falar''.

Freqüentava salão de barbeiro e aguardava sua vez na fila. A virtude que mais marcou sua vida - a simplicidade. Ninguém em Sorocaba conhecia o Palácio Episcopal - hoje estacionamento do Banco do Brasil - mas a Casa do Bispo, aberta a todos a qualquer hora, sem protocolo.

Outra virtude que marcou o primeiro Bispo de Sorocaba - a Prudência. Nada de precipitação ou ousadia temerária. Sua condução era também humilde. Viajava a pé, de bonde, de trem, muitas vezes sozinho, carregando pesadas malas. A todos cativava com sua conversa, com seu sorriso, com suas piadas inocentes. Foi admirado por católicos, espíritas, protestantes, maçons. Não dava ordens, mas pedia com tal humildade e bondade que se tornava impossível deixar de atendê-lo. Na falta de coroinhas, não hesitava em auxiliar nas missas de seus padres.

Os grandes problemas da Diocese resolvia-os passando noites em claro, entre lágrimas no Sacrário. Na época foi o Bispo que maior número de padres ordenou. Teve uma experiência profícua, notadamente no campo cultural, fundando e participando ativamente da vida das faculdades de Medicina e Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba (hoje Universidade de Sorocaba).

Texto de seu Testamento Hológrafo (escrito pessoalmente): ''Peço perdão dos meus inumeráveis pecados, principalmente o da omissão.'' Faleceu aos 93 anos de idade. Seu corpo jaz numa cripta construída por sua iniciativa, à esquerda da porta principal da Catedral, junto ao Batistério.

Os desejos do Bispo: Caixão de terceira. Nada de flores. Missas sim, muitas missas.
Na época da sua morte era o bispo mais idoso do país. Durante todo o convívio com o povo sorocabano, Dom Aguirre foi admirado e respeitado pela extrema humildade e bom humor, além dos vários serviços filantrópicos levados paralelamente a atividades da Igreja. Participou ainda dos trabalhos de criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e da Faculdade de Medicina de Sorocaba. Numa seção de classificados de um dos jornais de Sorocaba, foi colocado um anúncio onde se lia: Reconhecimento por uma graça alcançada por intermédio de nosso saudoso bispo Dom José Carlos de Aguirre.

João Alberto Rampim de Oliveira - Dom José Carlos de Aguirre

Fonte: Colégio Dom Aguirre / Cruzeiro do Sul


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - SETEMBRO DE 2006

PADRE ANTÔNIO BORGES
DE SOUSA CSsR(+)
A Palavra de Vida do mês, explica: “Sede bondosos...”. Ser bom é querer o bem do outro... Chegando de uma viagem, distribuí bombons que ganhei (estava com vontade de devorá-los!) para todas as empregadas domésticas, com muita amabilidade. Na Igreja, atendendo o povo, quer seja no confessionário, quer seja fora, dando bênçãos e outras coisas, me esforço para fazê-lo com a máxima bondade, lembrando-me de Jesus, em meio aos doentes e pobres. E também do Pe. Pelágio, que era tão bom e solícito que conquistou todo o sertão. Os seus contemporâneos lembram-se disto e o elogiam! Sede compassivos, perdoando-vos mutuamente... Sucedeu-me receber algum desgosto de alguém. Imediatamente, procurei, interiormente desculpá-lo e perdoar esquecendo-me de tudo e acompanhando-o com minhas orações. A tentação do preconceito encontrou boa resistência com a Palavra de Vida, praticada neste mês. Que a nossa união com esta Palavra me ajude na conquista constante da verdadeira caridade.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. INÁCIO (LUIZ) HERTL CSsR

PE. INÁCIO (LUIZ) HERTL CSsR
+7 de JANEIRO 1972 
Nasceu em Neukirchen (Alemanha) a 9 de maio de 1891, Professou na C.Ss.R. em 1911, sendo ordenado a 25 de julho de 1916. No Brasil, onde chegou em 1921, trabalhou em Goiás, Aparecida, Araraquara e Cachoeira do Sul. Missionário esforçado, embora o timbre de sua voz não lhe ajudasse muito, Pe. Inácio pregava mais com o coração do que com palavras. Seu modo de olhar, seus gestos, a expressão dada a certas frases, mais a imponência de sua “venerabilis barba” eram recursos de uma mímica às vezes teatral, dos quais ele se valia para ganhar a atenção dos ouvintes. Em 1955 foi adscrito à Província de Porto Alegre, onde viveu seus últimos anos. A 7 de janeiro de 1972 em Cachoeira do sul, ele deixou este mundo, rumo a um porto bem mais alegre, na paz eterna.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - AGOSTO DE 2006

PADRE ANTÔNIO BORGES DE SOUSA CSsR(+)
Deus, a luz da unidade. me acompanha, me inspira, me guia. Ele está presente, de manhã, na oração, na meditação, nas pregações, no atendimento às confissões. Não é cem por cento o resultado prático, obrigando-me a sempre recomeçar. De vez em quando, um ato mais generoso: alguém me deu, maldosamente, um prejuizo de mais de mil reais, que me faria falta no andamento das obras. Minha vontade inicial era desejar ao culpado um castigo. Mas, não!... Com a graça de Deus, desejei, rezei, durante vários dias, implorando a misericórdia, a benção e o perdão de Deus, para ele.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - JUNHO DE 2006

PADRE ANTÔNIO BORGES DE SOUSA CSsR(+)
Estou tratando dos dentes. Eu me estendo na cadeira, lembrando de Jesus, estendido na cruz. Como Ele, me ofereço ao Pai, disposto a obedecer. Ele, aos carrascos. Eu, ao médico. Vem à mente, a diferença, quase desmedida dos tormentos. Os tormentos dEle e os meus pequeníssimos incômodos. Uno-me aos dEle e me enriqueço com os dEle, para a salvação das almas. Enterneço-me ao ver, que Ele sofreu tanto por mim e em meu lugar, para dessa forma me poupar. Outra forma de descobrir: Jesus crucificado é aceitar as contínuas limitações, principalmente, quando já está se tornando um tanto idoso! Saio apressado. Entro no carro. Abro a garagem. De repente me lembro de ter esquecido tal objeto indispensável. Tenho que voltar. Abrir a porta já trancada, atravessar os corredores, subir as escadas e o tempo passa. Outro dia, levei mais de um dia para achar meus óculos, que inadvertidamente esqueci no quarto do superior. No início estas coisas me aborreciam. Agora, Jesus crucificado suaviza tudo. 
http://www.boletimpadrepelagio.org/

ELES VIVERAM CONOSCO - PAULO AUGUSTO PUGLIESI - Antigo Seminarista Redentorista

PAULO AUGUSTO PUGLIESI - Antigo Seminarista Redentorista
+5 de janeiro de 2007
Estender e ativar amizade dos amigos de Paulo Pugliesi.
Pessoal... Amigos... Amigas
Conheço poucos de vocês pelo nome. Mas, tive o prazer de conhecer bem o Paulo Pugliesi. Primeiro como amigo de infância no seminário até 1970. Depois, quando ambos já estávamos fora do seminário batalhando pela vida do real dia a dia. No meu casamento a mâe do Paulo, dona Judith me deu o seu presente: cantou maravilhosamente quando eu e a Yone entramos na igreja. Isso foi em 1975. A vida deu muitas voltas. Nos encontramos novamente em 2006. Visitamos pessoalmente o amigo comum, Perdigão, mais amigo do Paulo do que meu pela maior convivência do Paulo com o querido Perdigão e lembramos dos bons e velhos tempos de seminário. Continuamos nos comunicando sempre via e-mail... quantas mensagens maravilhosas ou divertidas que recebi de vocês através dele... Já no final de dezembro de 2006 ele me ligou marcando um almoço para nós 4 inicialmente:a dona Judith, ele, eu e a Yone. Como foram bons, marcantes e inesquecíveis aquelas 3 horas que ficamos juntos conversando sobre tudo: alimentação (ele fazia suas misturas revitalizantes e naturais), a vida, nossas famílias, os negócios e o objetivo maior de estarmos aqui que é 'estar a serviço da VIDA MAIOR, de Deus, de Jesus Cristo' independente de religiosidades e teologias. Como foi boa essa conversa sobre vida eterna, sobre o infinito amor de Deus para cada um de nós que somos os 'amados de Deus'... e assim por diante. 
Quando semana passada a Dona Judith ligou  em casa no 11-6601.9955 me procurando, eu jamais poderia supor que o nosso querido Pugliesi tinha sido recolhido pela VIDA. Quero acreditar, sim, que ele foi recolhido pela Vida e não pela morte e que a misericórdia de Deus tenha escrito o seu nome no Livro da Vida eterna onde ele viverá para sempre.
Independente da crença de cada um de nós, gostaria de fazer um pedido: como pessoas que faziam parte do coração do Pugliesi, continuarmos nos comunicando como OS AMIGOS DO PAULO PUGLIESI, repassarmos nossos telefones e outras informações a nosso respeito e quando estivermos mais ou menos próximos, podermos inclusive marcar um almoço ou uma pizza juntos para continuarmos a amizade que começou com ele.Não conheço a família do Paulo Pugliesi, mas gostaria de conhecer a esposa e as filhas.
Meu nome é Elberto Mello. Tenho 56 anos. Profissionalmente sou diretor da Canbyo Motivação Humana e Consultoria empresarial, através da qual dou Palestras no mercado pet, especificamente e nos mercados atacadista e varejista de SP.Minha formação é Psicologia e comercio varejista. Estou aberto para continuar as comunicações que se iniciaram com e através do amigo comum, o querido Paulo Augusto Pugliesi.
Um abraço a todos e que Deus os abençoe.
Elberto Mello
Endereço(s) de email(s):
canbyo@terra.com.br
11-6601.9955
11-9221.3885

 Eu no seu Natal
Veja-me como se eu fosse aquela verde árvore
que quer dar-lhe as cores da esperança
e, nas bolinhas coloridas o que sinto:
Na vermelha, o calor do carinho que tenho por você.
Na azul, a proteção dos Anjos aos quais peço por sua segurança.
Na amarela, cor do ouro, toda a prosperidade que lhe desejo.
Na roxa, a tristeza que sinto quando vejo você triste.
Na branca a Luz da Paz que eu quero para a sua Vida.
Quero ser um pouco seu Natal
Sinta-me em cada caixinha de presente, sorrindo com seu sorriso.
Nos laços coloridos, meus bons pensamentos enfeitando a sua casa.
Nas crianças que correm felizes, a energia positiva que lhe envio.
Nos brinquedos esparramados, a inocência que vejo em seu coração.
Nos abraços ou em solidão, a minha presença vibrando serenidade.
Nos sinos que tangem, ouça minha voz em orações pedindo a
Deus que lhe dê proteção e que afaste qualquer mal.
Esteja você onde estiver
Deixe-me ser um pouco seu Natal
Sinceramente
Paulo Augusto Pugliese


ELES VIVERAM CONOSCO - IR. VICENTE (ALVES DA SILVA)CSsR

IR. VICENTE (ALVES DA SILVA)CSsR 
+5 de JANEIRO 1993 
Nasceu o Ir. Vicente em São Roque de Minas - MG, a 26 de junho de 1950. Eram seus pais: José Alves da Silva e Maria Rosa da Silva. Tiveram três filhos homens. Entrou o Irmão para o Seminário São Geraldo, no Potim, no dia 30 de janeiro de 1980, com 30 anos de idade. Terminou o primeiro e o segundo graus. Era também técnico em contabilidade. Fez o Noviciado em Tietê-SP, no ano de 1986. A profissão religiosa foi feita em Aparecida-SP, no dia primeiro de fevereiro de 1987. Sua primeira comunidade depois de professo foi o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida. Em janeiro de 1988 foi transferido para a Comunidade e Paróquia do Jardim Paulistano, em São Paulo, onde ficou até sua morte. Era sacristão de nossa igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Era quieto, reservado, de pouca prosa, mas desempenhava bem seu cargo de sacristão. Em fins de dezembro de 1992, de férias, foi passar uns dias em sua cidade natal, junto a sua mãe e demais parentes. No dia 05 de janeiro de 1993, depois do almoço, após ter aberto a igreja matriz, em lugar do pároco, na praça, repentinamente caiu morto. Enfarte! Ia completar 43 anos. Foi resolvido que fosse sepultado lá mesmo em São Roque de Minas. Depois da missa de corpo presente, onde estiveram presentes vários confrades, foi sepultado no dia 06 de janeiro de 1993. Tinha apenas votos temporários. O Conselho Provincial, em sua última reunião de 1992, tinha-o aprovado para renovação de seus votos religiosos. Estava com 42 anos e meio de idade e quase 06 anos de Profissão Religiosa. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 4 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - MAIO DE 2006

PADRE ANTÔNIO BORGES DE SOUSA CSsR(+)
Minhas atenções se voltaram, este mês, constantemente para Jesus abandono na cruz. De manhã e à noite, beijando o crucifixo, renovo minha entrega incondicional a Ele. Durante o dia, quase nunca falta uma pequena visita d’Ele. Sempre bem recebido, isso me proporciona paz e estímulo para seguir em frente. As reflexões sobre a paixão e morte de Jesus tornam-se preciosas fontes de graças em minha vida espiritual. E é diante do Santíssimo, em adoração, que isso acontece, dobrando a dose do alimento espiritual. Naturalmente, aquela que sempre me acompanha, Maria Santíssima, é sempre lembrada na sua atitude de dor e desolação.
http://www.boletimpadrepelagio.org/

ELES NOS PRECEDERAM - IR. ORLANDO (ISAAC DOS PASSOS E SILVA)CSsR

IR. ORLANDO (ISAAC DOS PASSOS E SILVA)CSsR
+4 de JANEIRO 1947 
Mineiro da roça de Itajubá (MG) ingressou na C.Ss.R. após uma missão pregada pelos nossos em sua cidade. Seu sonho era ser padre, mas como a inteligência era fraca, resolveu ser Irmão leigo. Desde criança muito piedoso, rezava freqüentemente o terço, e aos domingos, percorria uma boa distância, a pé ou a cavalo, para não perder a missa. Chegando a Aparecida foi designado para auxiliar na cozinha do Juvenato, e logo nos primeiros dias ele confessou a um dos confrades: “A saudade está me cortando o coração, mas hei de ser um irmão redentorista”. Professou a 2 de agosto de 1945, trabalhando depois em Tietê, Pinda e Aparecida, onde faleceu aos 25 anos de idade. No dia 28 de dezembro (1946) os juvenistas foram acompanhar o enterro do nosso Pe. Eugênio Johner, aí pelas 5 horas da tarde. Irmão Orlando ficou em casa para preparar o jantar. Tendo terminado o seu trabalho na cozinha, como os juvenistas ainda não houvessem voltado, ele subiu a um dos andares superiores, para rezar o terço. Encontrou-se com dois candidatos que tinham ficado em casa, mas passou por eles com o terço na mão. Sentou-se num velho sofá, e continuou rezando, sem atender aos dois que lhe dirigiram algumas palavras de brincadeira. Estava ele sentado, com o terço nas mãos, quando os candidatos lhe quiseram passar um susto de mau gosto. Ao empurrarem o sofá, este tombou, atirando o Irmão sobre o forro da capela que se abriu. Irmão Orlando, de cabeça para baixo, foi cair sobre um banco, ou sobre o piso da capela. A queda foi violenta, com fratura do crânio. Levado para a Santa Casa, ele ali permaneceu inconsciente, agitando-se em convulsões, durante alguns dias, falecendo a 4 de janeiro de 1947. Os pormenores dessa tragédia não chegaram a ser bem esclarecidos. Mas a culpa dos dois candidatos parece ter ficado patente, pelo fato de um deles ter voltado para casa poucos dias depois, isto é a 24 de janeiro. E o outro fez o mesmo a 14 de abril. Soube-se depois que um deles não era rapaz de bons precedentes.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 3 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - ABRIL DE 2006

PADRE ANTÔNIO BORGES DE SOUZA CSsR(+)
A Palavra de Vida deste mês me deu boas inspirações para a preparação de meus sermões. Mais do que ler ou estudar, é vivendo a Palavra que se chega à verdade, à luz, ao Cristo. Este foi o meu propósito eficaz. Com este mesmo empenho venci uma dificuldade tranqüilamente. Foram preparados na Igreja, onde trabalho, uns adultos para a primeira comunhão. Como eles não tinham sido crismados, a Irmã se comunicou com o vigário da paróquia e marcaram a crisma no mesmo dia da primeira comunhão. O padre, que também é vigário episcopal, celebraria a cerimônia. Pensei: não fica bem realizar os dois sacramentos simultaneamente. Um obscurece o outro. E a minha participação num evento tão importante e decisivo na continuidade e perseverança, como a primeira Eucaristia, onde fica? Ao mesmo tempo lembrei-me do princípio estabelecido por Chiara. Lubich: “É melhor o menos perfeito na unidade, do que o mais perfeito na desarmonia”. Cedi. Logo depois tive uma inspiração: convidar os comungantes, para no primeiro domingo próximo, apresentarem-se para uma segunda comunhão; cerimônia, em que dei maior ênfase a este acontecimento. Foi uma maravilha.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. FRANCISCO DELUGA CSsR

PE. FRANCISCO DELUGA CSsR 
*28.12.1934 - 
+03.01.2008 
Na madrugada do dia 3 de janeiro de 2008, na casa paroquial de Amaralina, em Bom Jesus da Lapa, faleceu Pe. Francisco Deluga, vítima de uma parada cardíaca. Pe. Francisco Deluga nasceu no dia 28 de dezembro de 1934, na Polônia e poucos dias depois (1º. de janeiro de 1935), foi batizado. Os seus pais eram pequenos agricultores o educaram na fé. A sua infância foi marcada com as penúrias da II Guerra Mundial (1939-1945). Em conseqüência dos ataques, a casa da família foi devorada pelo fogo. Sobrou apenas um paiol com um estábulo, que o pai adaptou para a moradia da família. Em meio a tudo isso Francisco, de 16 anos, revelou aos pais a vontade de ser padre. Para isso, tiveram que vender o material adquirido para a construção da casa. Os pais nunca conseguiram construir a casa; moravam num cubículo ao lado do estábulo da única vaca que possuíam. Francisco herdou dos pais o dom da bondade e simplicidade que o ajudou a fazer muitas amizades por onde passou, ao longo dos 47 anos de sacerdócio. Foi ordenado em 1961, trabalhou durante 10 anos na Polônia, no Santuário de Nossa Senhora, em Tuchów. Chegou ao Brasil em 11 de fevereiro de 1972, integrando o primeiro grupo missionário polonês, destinado para trabalhar na Bahia. Trabalhou na paróquia e no Santuário de Bom Jesus da Lapa; em Salvador, na paróquia da Ressurreição do Senhor; na paróquia de Senhor do Bonfim, no norte da Bahia; na paróquia de Uma, diocese de Itabuna, depois do falecimento do Pe. Waldemar Galazka (1986), e também foi reitor do Santuário e Basílica de Senhor do Bonfim, na capital baiana (1979-1980). Como pároco em Bom Jesus da Lapa construiu várias capelas, mas o seu grande feito foi a edificação da bela igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Lagoa Grande. A Pastoral Familiar foi sempre um destaque na atividade apostólica do Pe. Francisco, em todos os lugares onde trabalhou. Foi sepultado no dia 4 de janeiro de 2008, em Bom Jesus da Lapa, tendo a presença aproximada de duas mil pessoas, demonstrando muito carinho ao Pe. Francisco Deluga.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO CSsR - FEVEREIRO DE 2006


PADRE ANTÔNIO BORGES DE SOUSA CSsR(+)
Ainda sob o impulso do retiro para religiosos e consagrados, de que participei em janeiro, vivo atraído pela conquista da UNIDADE e de JESUS CRUCIFICADO. É o assunto das minhas orações, já que sem a graça de Deus nada podemos. Nas pequenas vezes, que não faltam, nas freqüentes limitações, com as quais me deparo, o Crucificado é meu refúgio e lenitivo. Que ele seja TUDO na minha vida, é o que ardentemente desejo. Sem querer, causei um desgosto a uma Irmã, companheira de meus trabalhos. Fiquei perturbado! O que fazer? Ganhei um belo pão. À noite, depois da Missa, na sacristia, ofereci-o à Irmã, dizendo: “Ganhei isso e pensei em passá-lo a alguém, de quem gosto. Lembrei-me da senhora. Leve-o para comer com suas companheiras de comunidade”. A Irmã me lançou um olhar com um belo sorriso. Mais contente ainda fiquei eu, no fundo do coração.

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. BONIFÁCIO (JOSÉ KLOFAC) CSsR

IR. BONIFÁCIO (JOSÉ KLOFAC) CSsR
+2 de JANEIRO 1950 
Uma figura inesquecível do nosso Juvenato, onde viveu e trabalhou durante quase cinqüenta anos. Era de Smolov, na Boêmia, onde nasceu a 30 de março de 1863. Ingressou na C.Ss.R. em 1894, e ainda como noviço, veio para o Brasil em 1897. Embora não fosse bem um alfaiate, foi esse o seu ofício no Juvenato, de 1904 até a sua morte. Irmão Bonifácio nunca chegou a aprender bem o português, o que não lhe causou grandes problemas. Foi sempre um solitário, sem qualquer amizade com estranhos. Passava seu tempo na alfaiataria, remendando sempre a roupa dos juvenistas. Quando tinha alguma folga, era ele um quase fantasma, de batina preta e surrada, em meio às bananeiras e outras plantas que, naquele tempo cobriam a ribanceira hoje elegantemente recortada pelo imponente e majestoso “Escadão”.... Ali colhia um cacho de bananas, outras frutas para a mesa dos Juvenistas. Tinha, no antigo “Colégio Santo Afonso” um gosto que ninguém sabia explicar: levava para a alfaiataria uma ou duas laranjas maduras; colocadas numa mesa, ele esperava que as laranjas apodrecessem, e, quando já estavam cinza azulada, ele as comia. Penicilina? penitência? Não se sabe. Aos domingos costumava ler alguma revista alemã arqui-velha das que guardava consigo. Certa vez, passando um juvenista pela porta (aberta) da alfaiataria, viu o Irmão rindo a gargalhadas, com uma revista nas mãos; e perguntou: Que foi, Irmão? E ele explicou, mostrando o desenho de um chiste alemão : Se um cachorro morde um homem, muito bem; mas se um homem morde um cachorro... ôh! que ka-la-mi-ta-te!... e estourou uma sonora gargalhada. — Por ocasião de uma grave pneumonia que contraiu, quiseram ministrar-lhe os últimos sacramentos, devido a sua extrema fraqueza. Ainda não — disse ele — quando chegar o dia eu aviso. — E em dezembro de 1949 ele achou que o dia estava chegando; sintoma: “Não sinto mais gosto — última confissão, recebeu a Unção dos Enfermos. E, enquanto “o dia” não chegava, recebia sempre sorrindo os confrades que o visitavam, e eram contínuas as suas jaculatórias, pronunciadas com uma calma invejável. Com muita simplicidade foi que, naqueles dias, revelou a alguns confrades: “Certa vez eu vi Nossa Senhora com o Menino Jesus. Ela pediu a Nosso Senhor que o Irmão Bonifácio não pecasse mais. Desde aquele dia nunca mais pequei”. A 2 de janeiro de 1950 ele deixou este mundo, e foi descansar para sempre, com 87 anos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

DIÁRIO DO PADRE BORGINHO - AGOSTO DE 2005

PADRE ANTÔNIO BORGES
DE SOUSA CSsR
A Palavra de Vida veio de propósito para me ajudar! Encontro-me em uma situação difícil, como responsável da igreja do SS. Redentor, recém construída, que contém os restos mortais do Servo de Deus, Pe. Pelagio cssr e deve promover a sua glorificação. Os planos a serem executados são grandes: evangelização, incentivo, num ambiente abandonado e árido, notáveis obras sociais... Constato minha incapacidade e extrema fragilidade. Como Chiara, fundadora dos focolares, sugere, devo deixar-me guiar pela certeza inabalável do Amor de Deus, diante da ameaça de dúvidas e incertezas. Devo me lançar nos braços do Pai, que me ama e a Ele me abandonar plenamente. Faço isso, várias vezes, nas meditações, diante do Santíssimo, nas orações à Nossa Senhora. Sinto-me confortado e me lanço para frente.


ELES VIVERAM CONOSCO - LUIZ MARIA TORATI – Antigo Seminarista Redentorista

LUIZ MARIA TORATI – Antigo Seminarista Redentorista 
1 DE JANEIRO DE 2011 
O Torati, para mim, sempre foi o companheiro, de 1961 a 1971, tempo em que estive no Seminário. Não tinha tempo ruim, era sempre disposto e aplicado. Lembro-me da época em que nos divertíamos com o Pe. Escudeiro, nosso professor de Trigonometria e Grego, que frequentemente chamava o Torati por Criado e eu por Torati. Lembro-me das pescarias onde ele era imbatível na pesca de lambari, devido a sua boa sensibilidade em puxar a linha na hora em que o bichinho estava beliscando a isca. Era um atrás do outro enquanto eu, de vez em quando, pegava um. Lembro-me do jogador de futebol que se inspirava nos petardos do Rivelino, na seleção brasileira, chutando diretamente ao gol, do meio de campo, e pegando o goleiro de surpresa. Lembro-me do jogo de futebol de salão, em Tupã, onde, depois de perder uma vez dos seminaristas, os jovens da comunidade nos desafiaram para revanche, com jogadores bem melhor preparados, dando-nos uma goleada, o Torati me xingando nervoso para fazer alguma coisa, inutilmente. Enfim, lembro-me deste companheiro, sempre muito reservado, de quem conseguia alguma confidência somente depois de muito insistir. Talvez por este motivo, também não se inscrevia nos encontros mas estava sempre ligado aos ex-companheiros. Um grande abraço a este amigo e conforto à Célia e seus filhos. Eles sabem melhor que todos que o Torati fez diferença e continua presente em nossas lembranças. Há um belo lugar esperando por este guerreiro.
José Carlos Criado
FOTOS DA PRESENÇA DO TORATI
(Encaminhadas pelo José Carlos Criado)


Só hoje li a triste notícia do falecimento do Luiz Maria Torati. Entramos no mesmo ano (1961) no Seminário Sto Afonso. Que Deus o tenha no reino da glória... Grato e Paz 
Décio Brites 
Fiquei chocado com o falecimento do Torati. Estivemos juntos no encontro recente na chácara do Silvério, oportunidade em que conversei com o Torati e Esposa, que Deus o tenha na Glória. Abraços!
José Vicente Naves. 
Caros amigos Apresento meus pêsames aos familiares do Torati pelo seu falecimento e rogo a Deus pelo seu descanso eterno. Quanto à troca de fotos, estamos sujeitos a isso. Pior se trocasse o texto da notícia. Com Santo Afonso aconteceu isso.Os jornais da época noticiaram seu falecimento, trocando o seu nome por outro semelhante. Assim ele morreu duas vezes. Na primeira ele foi apenas conhecer o céu. Abraços a todos e Feliz Ano Novo 
Pe. Clóvis Bovo CSsR
poxa! ele está vivo em mim da última conversa que tivemos... 
Carlos Felício 
Olá! Saudando a todos pela esperança de vivermos mais um ano na alegria e cheios de realização. Feliz 2011 para todos. Embora iniciamos esse ano tocados pela tristeza da perda de um de nossos amigos. Faleceu hoje vitima de câncer nosso querido TORATI. Rezemos pelos familiares Abraço a todos 
Pe. Valdevir Cortezi 
Olá, Ierárdi. Expresso aqui o meu pesar e de minha família pela perda de um querido, que foi muito amigo de meu pai, viajamos juntos para Curitiba uma vez. 
Vitor Bustamante 
Logo que lí sobre seu falecimento lembrei-me do encontro no sítio do Silvério, e pensei: Que bom que estivemos juntos mais uma vez. Amigo sempre sorridente, de abraço apertado e gostoso, fraterno. Como outros, vai deixar lembranças, um espaço vazio no peito, mas um grande lugar no nosso coração. Adeus!
Antonio Claudio e Vanda
Tinhamos marcado um JANTAR a qualquer hora em SÃO PAULO..vivemos juntos anos de muita FELICIDADE no SANTO AFONSO....SEMPRE O TORATI, AMIGO, e CONFIDENTE..... Não deu tempo para o jantar em SAO PAULO...TIVEMOS ANTES UM ENCONTRO EM SEU AP. NA ALAMEDA LORENA...recebeu-me com a CELIA e os filhos....olhamos fotos do SEMINARIO. Não poderia esperar fosse tão cedo.....muito educado e querido, enviou-me um texto de e-mail falando de seu estado de saúde....CONFIANTE, porem.....QUE TRISTEZA...soube pelo CRIADO...ainda não sei o que dizer...SÓ PEÇO A DEUS QUE GUARDE ESSE BELO EXEMPLO DE HOMEM, IRMÃO E COMPANHEIRO NO MELHOR LUGAR DO CÉU....Aquele jantar vamos marcar um dia sim juntos na ETERNIDADE.....DEUS O ILUMINE E GUARDE. NELSON DUARTE

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. JOÃO (SEBASTIÃO WINHART)CSsR

IR. JOÃO (SEBASTIÃO WINHART) CSsR 
+1 de JANEIRO 1954 
Um desses velhos crucifixos de sacristia que ninguém vê, ninguém medita, Esse era nosso Irmão João. Desconhecido e esquecido, ele foi uma vítima, escolhido por Deus para o martírio de longos anos vividos no isolamento de um leprosário. Alemão, nascido em 1864, professou na C.Ss.R. em 1893, e em 1908 veio para o Brasil. Trabalhou em algumas de nossas casas. Atacado pelo mal de Hansen, teve de se internar nos Sanatórios de Sant’Angelo, Cocais, e, finalmente, em Pirapitinguí, onde faleceu. Doente incurável (naquele tempo) não sabendo quase falar português, teve ainda muito que sofrer, pela esperança sempre frustrada de poder voltar, um dia para a vida comum. Para animá-lo (como sempre) os médicos lhe falavam de exames favoráveis, acentuadas melhoras, e até de alta. Com isso ele foi alimentando um sonho que jamais se realizou: o de voltar para alguma de nossas comunidades. Nos seus últimos anos viuse assaltado por dúvidas e escrúpulos que o levavam quase ao desespero. É o que vemos através de algumas cartas suas que se conservaram. Em 1945 pôde celebrar o jubileu de diamante de sua tomada de hábito. Foi um consolo, e uma das poucas alegrias que ele teve no seu isolamento. Em 1951 ele escrevia ao Provincial: “Volto a V.R. na minha situação de tristeza e desânimo... Se o Padre que está aqui (Cocais) soubesse alemão, não seria tão difícil para mim... Meu estado de consciência não me dá sossego nem de dia nem de noite... Quase não agüento mais o peso desta vida; só me resta chorar e rezar. Parece que isto não terá mais fim... Já estou com 88 anos, e a morte já está perto... entrego-me à santa vontade de Deus.... é sempre o melhor”. No dia 1º de janeiro de 1954, com 90 anos, a morte o levou, não para uma de nossas comunidades, mas para a nossa comunidade eterna. No aniversário de sua morte, o Capelão de Pirapitinguí escreveu, referindo-se ao nosso Irmão: Foi um religioso exemplar. Acordava cedo; fazia a meditação, seguindo o livro de Stix e depois preparava-se para a Comunhão, recebida em seu quarto... Sofreu sempre com paciência, embora aspirando poder voltar, um dia, para a sua comunidade.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR