domingo, 7 de agosto de 2016

ELES NOS PRECEDERAM - PE. CARLOS HILDENBRAND CSsR

PE. CARLOS HILDENBRAND CSsR
+7 de AGOSTO 1931 
Era de Untergrisnigen (Alemanha) onde nasceu a 25 de novembro 1871. Filho de modestos lavradores, fez seus estudos primários em sua cidade natal, passando depois a ajudar o pai nos trabalhos do campo. Ingressou na C.Ss.R. como Irmão leigo, trabalhando algum tempo como hortelão em Gars. Manifestando depois desejos de estudar para Padre, foi admitido no juvenato, chegando ao noviciado em 1899. Feita a Profissão no ano seguinte, iniciou seus estudos superiores em Mautern, na Áustria. Mostrou-se logo dono de uma invejável memória, do qual soube usar sempre. Já idoso recitava com facilidade longas poesias decoradas nos primeiros anos de estudo. Veio em 1902 para o Brasil, continuando aqui seus estudos de Teologia, sob a direção do Pe. Lourenço Hubbauer. A 20 de setembro de 1903 foi ordenado em Petrópolis, pelo então Núncio Apostólico D. Júlio Tonti. Terminados seus estudos foi para Goiás, onde trabalhou como missionário até 1910, quando veio para a Penha. Em 1912 foi nomeado Superior e Mestre dos Noviços em Perdões, de onde saiu como Superior de Campinas (GO). Transferido depois para Cachoeira do Sul, regressou novamente para Goiás, até ser nomeado Superior de Araraquara. Terminado aí o seu triênio, pediu transferência para Goiás, onde esperava recobrar a sua saúde, já um tanto abalada. Mas não o conseguiu, pelo que foi mandado para a casa do Noviciado em Pindamonhangaba. Sua saúde, porém, já estava no fim. Internado no Santa Casa local, aí faleceu repentinamente, enquanto tomava uma xícara de café, a 7 de agosto de 1931. Vocação tardia, Pe. Carlos muito teve de lutar para fugir à inclinação que sempre teve para a independência no trabalho. Impulsivo, às vezes um tanto ríspido, era amigo sincero dos seus súditos. Mostrou grandes qualidades como professor, e não fugia a uma boa prosa, que ele sempre sabia temperar com sua expansão e alegria.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 6 de agosto de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE – BATISMO-VI

Pe. João A. Mac Dowell S.J. 
É verdade que batizar as crianças é contra o ensinamento da Bíblia?
É verdade que as primeiras pessoas batizadas pelos apóstolos eram adultos, tanto judeus, como pagãos, que ouviam a sua pregação e acreditavam em Jesus Cristo como Salvador do mundo. A conversão e o batismo de adultos é ainda comum, hoje em dia, onde o anúncio do Evangelho é recente, como na Africa, por exemplo. Mas já nos primeiros tempos da Igreja surgiu a pergunta a respeito do batismo dos filhos pequenos de cristãos ou de pessoas que se convertiam. A Bíblia não manda batizar as crianças, mas também não proíbe que sejam batizadas. Não trata expressamente desta questão.
Porém, sabemos com certeza que o batismo de crianças já era uma prática corrente na Igreja antes do ano 200, quer dizer, menos de 100 anos depois de terminado o Novo Testamento. Os escritores que mencionam este fato falam de um costume que vinha do tempo dos apóstolos. De fato, S.Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (1,16) diz que batizou a "casa" de Estéfanes. Também no livro dos Atos dos Apóstolos se conta que ele batizou alguns adultos, por exemplo Lídia, com toda a sua casa (16,15.33; 18,8). Esta expressão na linguagem da Bíblia refere-se claramente a toda a família, incluindo os filhos pequenos.
Por outro lado, o mesmo Paulo na Carta aos Colossenses (2,11s) compara o batismo cristão com a circuncisão dos judeus, sinal da aliança de Deus com o seu povo. Mas a circuncisão era aplicada às crianças. Esta comparação é, portanto, outro indício de que os cristãos no tempo de Paulo já batizavam seus filhos ainda pequenos para que fossem contados também entre os membros do povo da nova aliança, i.e. a Igreja. Lembravam-se certamente das palavras de Jesus: "Se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus" (Jo 3,5).
Estas passagens do Novo Testamento mostram que é muito provável que desde o início da pregação do Evangelho também se tenha batizado as crianças. Em todo caso, esta prática que a Igreja adotou, interpretando o ensinamento de Jesus, não tem nada contra a Bíblia. Ao contrário, corresponde ao Espírito de Jesus que disse: "Deixai que as crianças venham a mim; e não as impeçais" (Mc 10,14). É claro, porém, que não basta batizar a criança. Mais importante é que ela viva a sua fé, quando crescer.
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE
EDITORA SANTUÁRIO

João A. Mac Dowell S.J. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - ESPORTES

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)
O que pensar dos esportes perigosos?
O esporte sempre foi um meio de se construir um corpo sadio, adestrando a pessoa, educando-a e funcionando como distensor psíquico. É inegável o benefício do esporte para quem o pratica e para quem o assiste. Temos de estimular a prática do esporte, procurando mostrar a riqueza que possui e o bem que faz. São atividades altamente educativas em seu todo.
O esporte robustece o físico, educa sentimentos, recoloca em equilíbrio as energias físicas e psíquicas, favorece o sistema respiratório e dá espaço para desabafar as tensões do dia-a-dia.
Abrindo os jornais hoje, vemos as distorções provocadas pela ganância em todas as modalidades esportivas. Em primeiro lugar, o comércio que se estabelece em cada área. A seguir, vemos as manipulações da pessoa, provocando distorções e aberrações. As pessoas passam a ser mercadorias, das quais se aferem lucros exorbitantes, com prejuízo das competições e das próprias pessoas que participam diretamente. Acredito que hoje pouco interessa ao desportista o benefício físico e psíquico do esporte. Interessa o quanto vai ganhar em dinheiro. Bem poucos desportistas podem ser apresentados à nossa juventude como exemplos a serem seguidos. E coitados de nós que ficamos atrás de uma TV para sentir o prazer de ver um bom espetáculo. O desrespeito é verdadeiramente acintoso.
Em segundo lugar, temos de lamentar os esportes perigosos, que colocam em risco a vida e a integridade da pessoa. Embora gerem lucros enormes, nada os justifica.
São esportes desconcertantes, que despertam no público a procura da violência, das sensações perigosas, escondendo por baixo fortunas que correm em negociatas. Vejam as corridas automobilísticas e de motos. Veja também o pugilismo. Como podemos chamar de esporte uma atividade que é medida pela pancadaria, que sempre provoca lesões com conseqüências para a vida? O que vemos de educativo nesses esportes, cujo preço é o risco de vida a que se expõem as pessoas?
Temos de censurar esses pretensos esportes e qualificá-los imorais. Não educam, ao contrário, deformam a mente, criam no coração das crianças e dos jovens o senso da violência e alimentam em adultos, já desequilibrados, a sensação no mal feito e no perigoso.
Quantas tragédias já nasceram dessas atividades desumanas, em troca de dinheiro e de alguns anos de fama. Nada justifica o sacrifício de vidas humanas, a não ser o risco para salvar outras vidas.
Está na hora de desligarmos a nossa TV e não patrocinarmos mais esses atentados contra a vida e a dignidade humana.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br(2009)

EDITORA SANTUÁRIO

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! BATISMO-V

Pe. João A. Mac Dowell S.J.
Os crentes recusam o batismo das crianças, porque elas ainda não podem compreender o que estão fazendo. O Sr. não acha que eles têm razão?
Os protestantes que rejeitam o batismo das crianças, praticado na Igreja Católica, baseiam-se nas palavras de Jesus: "Quem crer e for batizado, será salvo; quem não crer, será condenado" (Mc 16,16). Como é possível batizar quem ainda não tem capacidade de compreender a mensagem do Evangelho e responder a Cristo com o compromisso de sua fé? A insistência deles na relação entre fé e batismo é certa. Desde o início da Igreja o batismo era precedido pela profissão de fé em Jesus Cristo. Mas esta necessidade da fé para o batismo não é um motivo válido para impedir o batismo das crianças. 
De fato, a Igreja sempre considerou, com razão, que o compromisso de fidelidade a Jesus Cristo, assumido no batismo, podia ser suprido, no caso das crianças, pela fé de seus pais e padrinhos, que representam toda a Igreja. Esta posição está fundada na interpretação correta da Bíblia e das palavras de Jesus.
Um primeiro apoio à prática da Igreja de batizar as crianças vem das narrações do evangelho, nas quais Jesus cura uma pessoa, p.ex., o filho do centurião romano (Mt 8,5-13) ou a filha da mulher cananéia (15,21-28), levando em conta a fé de quem lhe pede esta graça. Ele diz ao centurião: "Pode ir. Vai acontecer como Você acreditou. E o filho sarou naquele instante". S.Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (7,13s) usa um raciocínio parecido quando diz que os filhos nascidos dum casamento misto entre cristão e pagã ou vice-versa são santos e não impuros, porque o marido que não crê é santificado por sua mulher que crê, e a mulher que não crê é santificada pelo marido que crê.
Estes textos ajudam a entender porque as crianças, filhas de pais cristãos, podem ser batizadas: elas são salvas e santificadas por Deus em vista da fé da comunidade que as acolhe. A própria resposta de fé dada no batismo à oferta da salvação é sempre, mesmo no caso de adultos, um dom totalmente gratuito de Deus. Mas o adulto deve colaborar responsavelmente com a graça de Deus, que o move a crer. A criança batizada também recebe este presente da fé, mas ainda não é capaz de acolhê-lo por meio dum ato consciente e livre. Ela já é cristã e membro da Igreja, partilhando a fé da comunidade. Mas só mais tarde poderá assumir pessoalmente essa fé. É claro que os pais, padrinhos e toda a comunidade, que se responsabilizaram pela fé da criança, têm o dever de ajudá-la, à medida que vai crescendo, a conhecer a palavra de Deus, vivida na Igreja, para que quando ficar grande possa dar sua resposta pessoal a Cristo.
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.

http://www.redemptor.com.br(2009)

ORDENAÇÃO DE SACERDOTISAS CATÓLICAS

Os homens, (vir) nunca imaginaram que as mulheres (Mulier, Gné) iriam um dia tentar, e,se igualar aos homens está esquentando a cabeça de todos os dirigentes, civis, religiosos e outros machistas do planeta. Parabéns ao Papa que está pensando em inserir as mulheres em sua Igreja, embora afirme que ordenar uma mulher como sacerdotiza, está ainda muito longe.
Antônio Ierárdi Neto Olhe, meu amigo, não concordo com essas posições forçadas e forçosas por que atravessa esta nossa época....ainda mantenho o tempo de um lugar para cada pessoa e cada pessoa em seu lugar....essa história de mulheres hoje é muito falaciosa e me leva apenas a pensar em galanteios....lembre-se que Cristo nomeou doze apóstolos homens e somente eles participaram da Última Ceia....O sagrado lugar da mulher será sempre, quando mãe, em casa e quando celibatária, no convento e no apoio aos acamados!!!!Deixem assim os altares para os homens!!!!!
02/08/2016
Alexandre Dumas Pasin de Menezes Ierardi, Cristo não nomeou ninguém, ele tinha inúmeros seguidores, homens e mulheres, somente Pedro foi incumbido de construir a sua Igreja, tarefa esta, aliás, tomada por Paulo. De seus fiéis seguidores, os evangelhos só reconheceram doze.Tenho certeza de que pelo menos Maria Madalena "et altera Maria" também seguiram esse caminho. Os evangelhos apócrifos, se consultados, revelarão muita coisa. O papa Francisco, quando eleito, sugeriu que muitos cardeais iriam se arrepender dessa indicação. Se ele é assistido pelo Espírito Santo, seus atos deverão ser aceitos. SE NÃO, "ANATEMA SIT". Abraços, gosto de você porque é polêmico , porém, autêntico.
Abner Ferraz de Campos Obrigado Alexandre Dumas Pasin de Menezes. Estava preparando para o nosso amigo Ierardi uma resposta que seria nesse mesma linha. Aliás, O Cristo esteve sempre junto com as mulheres.E para anunciar a ressurreição, ele escolheu um homem? Não, por algum motivo escolheu as mulheres, será que foi para espalhar mais rápido o acontecido? Também, não, foi pára assegurar e propalar a veracidade de tudo, né não?.
Antônio Ierárdi Neto Meus amigos, não desconheço a santidade de inúmeras mulheres SANTAS e exemplares e cito agora a quase canonizada Madre Tereza, a beata Irmã Dulce, as Santas Teresa D'Ávila, Teresa de Jesus, Joana D'Arc, Santa Paulina e tantas outras que nos dão o perfeito exemplo de vida católica principalmente nos bastidores dos conventos ou no dia a dia dos hospitais, internatos e asilos e não tiveram necessidade de sagração sacerdotal para o reconhecimento de sua santidade...todas as santas foram merecidamente canonizadas sem desvirtuar seu caminho para aquele definido por Cristo ao indicar São Pedro e ao trazer as chamas de Pentencoste aos apóstolos que iriam propagar a crença cristã que se iniciava após os anos 30....Assim, volto a afirmar, temos de seguir a Tradição que não é favorável a galanteios mas sim à colocação das pessoas em seus lugares corretos......
Antônio Ierárdi Neto Para aprimorar o sabor desse nosso bom papo, vejam a entrevista do Cardeal Dom Mauro Piacenza à Zenit:
ZENIT: Deve-se considerar a ordenação sacerdotal das mulheres como uma “questão doutrinal”?
Cardeal Piacenza: Certamente, como todos sabem, a questão já foi tratada por Paulo VI e o Beato João Paulo II, e este, com a carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis, de 1994, fechou definitivamente a questão. De fato, afirmou: “Com o fim de afastar toda dúvida sobre uma questão de grande importância, que diz respeito à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar na fé aos irmãos, declaro que a Igreja não tem, de forma alguma, a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que este ditame deve ser considerado como definitivo por todos os fiéis da Igreja”. Alguns, justificando o injustificável, falaram de uma “definitividade relativa” da doutrina até esse momento, mas, francamente, esta tese é tão inusual que carece de qualquer fundamento.


ZENIT: Então, não há lugar para as mulheres na Igreja?

Cardeal Piacenza: Todo o contrário: as mulheres têm um papel importantíssimo no corpo eclesial e poderiam ter outro mais evidente ainda. A Igreja foi fundada por Cristo e não podemos determinar, nós, os homens, o seu perfil; portanto, a constituição hierárquica está ligada ao sacerdócio ministerial, que está reservado aos homens. Mas absolutamente nada impede de valorizar o gênio feminino em papéis que não estão ligados estreitamente ao exercício da ordem sagrada. Quem impediria, por exemplo, que uma grande economista fosse chefe da Administração da Sé Apostólica, ou que uma jornalista competente se tornasse porta-voz da Sala de Imprensa da Santa Sé? Os exemplos podem se multiplicar em todos os desempenhos não vinculados à ordem sagrada. Há infinidade de tarefas nas quais o gênero feminino poderia realizar uma grande contribuição! Outra coisa é conceber o serviço como um poder e procurar, como o mundo faz, as “cotas” de tal poder. Considero, além disso, que o menosprezo do grande mistério da maternidade, que está sendo realizado nesta cultura dominante, tenha um papel muito importante na desorientação geral que existe com relação à mulher. A ideologia do lucro reduziu e instrumentalizou as mulheres, não reconhecendo a maior contribuição que estas, indiscutivelmente, podem dar à sociedade e ao mundo. A Igreja, além disso, não é um governo político no qual é justo reivindicar uma representação adequada. A Igreja é outra coisa, a Igreja é o Corpo de Cristo e, nela, cada um é membro segundo o que Cristo estabeleceu. Por outro lado, a Igreja não é uma questão de papéis masculinos ou femininos, mas de papéis que implicam, por vontade divina, a ordenação ou não. Tudo o que um fiel leigo pode fazer, uma fiel leiga também pode fazer. O importante é ter a preparação específica e a idoneidade; ser homem ou mulher não é relevante.
Abner Ferraz de Campos A verdade é uma só, o Clero é o Clero e nós, pobres mortais somos os leigos, laicos, a divisão é muito grande e não se pode misturar. O Clero é um e os leigos são outros e as mulheres um terceiro grupo.
Antônio Ierárdi Neto É, meus amigos, nós poderíamos, pelo bom diálogo, resolver muita coisa em nossos dias.....Entretanto, ninguém quer se dar ao trabalho de refletir um pouco melhor sobre assuntos que seriam importantes até em nossa vida...O pessoal se constrange e teme por trocas de insultos quando contrariados ao invés de expor sem receios suas idéias que poderiam construir muito......Sabem que um dos motivos que me afastei da UNESER foi em função de que apenas as pessoas querem congraçamento e até chatos abraços de lembranças ao invés de aproveitarem o momento de tantos encontros para, em um fórum específico, contribuírem para a união dos temas mediante bons e produtivos debates....Afinal, todos fomos educados dentro da mesma linha de raciocínio e assim podemos contribuir muito com aquilo que um dia aprendemos....lamento....mas continuo ativo e à espera do bom"combate" segundo o apóstolo Paulo.....Um abraço!
Abner Ferraz de Campos Falou certo, todos fomos educados dentro da mesma linha de raciocínio, mas acontece que muitos mudaram os seus pensamentos e metas de vida, muitos dos nossos firmaram suas raízes num passado saudoso e rançoso e não conseguem se livrar do ranço de antanho e outros mudaram de linha e se enveredaram para proteger os mais pobres com ideologias espúrias e nefastas que escravizam a todos e endeusam e protegem Governos corruptos.


Antônio Ierárdi Neto Pois é, meus amigos. tem toda a razão, caro colega Abner, principalmente quando menciona ideologias espúrias e nefastas para proteger os mais pobres....Por que nossos também colegas que pensam ao contrário não vêm para nos contraditar com valorosas experiências e modelos de caridade perfeita? Lembro que mantive um grande debate com o Felício,Thozzi e Paulo Oliveira sobre o falecido bispo Dom Clemente Isnard que, embora participante do CVII, defendia a ordenação de mulheres, celibato sacerdotal e novo procedimento para nomeações episcopais. Tenho ainda hoje muitos dos textos então trocados na época, 2007/2008, onde houve muita defesa e contras....Evidentemente tudo no maior respeito, aquele mesmo que um dia os padres redentoristas do SRSA nos ensinaram...Por outro lado, quando trocamos entre nós esse bom debate, que seria o bom combate de S.Paulo, e mostramos isso às pessoas, estamos recebendo indulgências de pregadores, porque, segundo nosso estimado Servo de Deus Pe.Vitor Coelho de Almeida, estamos ajudando na evangelização...Como seria bom que nossos colegas, que tanto receberam de graça no SRSA, pudessem de graça repassar as coisas produtivas às outras almas.....Um forte abraço.

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Valentin Lorenzatto Sobrinho CSsR (Ir. Luiz, antes de ser ordenado)

Pe. Valentin Lorenzatto Sobrinho CSsR (Ir. Luiz, antes de ser ordenado)
(+) 04 DE AGOSTO DE 2016 
· Nasceu a 04/09/1928, em Guaporé – RS
· Seus pais: VictórioLorenzatto e Júlia Lazarim
· Entrou para a CSSR-GO, no Geraldinato (formação para irmãos) em 11/03/1947, em Ijuí – RS
· Postulantado: 03/02/1948, em Pindamonhangaba – SP
· Noviciado: 1949, Pindamonhangaba – SP
· 1ª Profissão Religiosa: 02/02/1950 (como irmão) recebebendo o nome Ir. Luiz
· Profissão Perpétua: 02/02/1956, em Penha - SP
· Ordenação Diaconal: 31/10/1984 – por Dom José Carlos de Oliveira – Bispo de Rubiataba-Mozarlândia
· Ordenação Sacerdotal: 07/03/1987 - por Dom José Carlos de Oliveira – Bispo de Rubiataba-Mozarlândia  
Trabalhou como Irmão Coadjutor:
· 1950 - Seminário Santo Afonso: Sacristão e roupeiro
                      - Convento da Basílica de Aparecida: Porteiro
· 1951 – Tietê – SP – Porteiro e Sacristão
· 1952 – Convento da Basílica de Aparecida: Porteiro
· 1953 – Araraquara – SP: Sacristão
· 1954 – 1956 - Penha – SP: Sacristão
· 1957 – Casa Provincial no Jardim Paulistano – SP: Porteiro
· 1958 – Seminário São Geraldo – Potim – SP: Marcenaria (se destacando no ofício)
· 1962 – 1963 – Seminário de Passo Fundo – RS: Marcenaria
· 1964 – Transferido para Goiânia - GO – Seminário São José: Marcenaria (Fez as 120 camas e criados-mudos e as 125 cadeiras do novo Seminário da Vila Aurora)
· 1965 – 1973 – Voltou para São Paulo – morou no Jardim Paulistano e no Convento Basílica, em Aparecida, quando cursou o 2º Grau.
· 1976 – Foi autorizado pelo Provincial a usar o nome de Ir. Valentim.
· 1977 – 1980 – Casa de Pesquisas Religiosas, em São Paulo – SP – Quando cusou Teologia no ITESP
· 1981 – Comunidade das Comunicações, em Aparecida São Paulo: Trabalhando na Pastoral e Catequese
· 1982 – Transferido para Vice-Província de Brasília  
Trabalhou como Diácono:
· 1984 – 1987 – Paróquia N. Sra. a Conceição, em Crixás – GO 
Trabalhou como Sacerdote:
· 1987 - 1995 – Vigário Coadjutor da Paróquia N. Sra. a Conceição, em Crixás – GO
· 1996 – 1998 - Vigário Coadjutor da Paróquia Divino Pai Eterno, em Trindade – GO
· 1999 – Vigário Coadjutor da Paróquia N. Sra. da Guia, na região de Trindade II – GO
· 2000 – 2006 – Pároco da Paróquia Santo Antônio, em Damolândia – GO
· 2007 – 2016 – Paróquia Divino Pai Eterno, em Trindade – GO


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - DEUS-V

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)
Existe agora uma sede de Deus?
No mundo antigo, tudo o que havia de mais importante estava relacionado com a religião. Na modernidade tenta-se deixar de lado a transcendência e se quer ficar apenas com as coisas temporais. É a tentativa de se esquecer de Deus; o que importa é o que acontece aqui e agora. Não se põe Deus no meio. Um fenômeno da secularização. Parece que Deus está morto.
Tudo o que se tem de fazer é se livrar das exigências da religião, da ética da religião... Os que não chegam a tanto querem o assunto religião bem restrito aos limites da sacristia. A humanidade pode resolver seus problemas, sem aceitar os valores da religião.
Os meios de comunicação se encarregaram de divulgar valores novos e de entulhar a cabeça do povo com essas idéias. Hoje falar de Deus entra muito na esfera do particular.
Mas não se destroem facilmente valores que estão enraigados no coração das pessoas. A marca da presença de Deus está em cada um, de forma indestrutível. Esse esquema da morte de Deus não deu certo e hoje o povo se volta à procura do sagrado, do divino.
Por todos os lados surgem templos, movimentos, seitas, ondas místicas de interesse religioso, programas de rádio e TV. Não se prendem a critérios, mas a procura é muito grande. Por isso mesmo, muitas vezes não se chega a nada.
A humanidade tem sede de Deus, e quanto mais se tenta afastá-la de Deus, mais ela busca. Santo Agostinho dizia que nosso coração está inquieto até que descanse em Deus.
Quanto mais o homem se refugia dentro de si mesmo, mais sente necessidade de Deus. A solidão mostra esse caminho. Mas não existe nada que leve o homem até Deus como a experiência da dor. Quando se esgotam os recursos humanos, só resta um caminho: admitir aquilo que a gente sempre fugiu.
Em nenhuma época a procura de Deus é tão intensa como nos dias atuais. Uma procura desarticulada, porque não se sabe bem onde procurar nem que Deus procurar. A insatisfação cresce, e cresce também a sede de Deus.
Agora fazemos a pergunta: É culpa só da modernidade esse pseudo-esquecimento de Deus? Não seria o nosso modo de mostrar Deus, nossos conceitos sobre Ele, essa teologia da recompensa e castigo, essa falta de coragem de se ter uma nova linguagem religiosa, os motivos de chegarmos onde chegamos?
Como é diferente o Evangelho quando diz: “A vida eterna é esta: que te conheçam a ti e aquele a quem revelaste...” (Jo 17). Mas continuamos a dizer às crianças que o céu é lá em cima...
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br(2009)

EDITORA SANTUÁRIO

terça-feira, 2 de agosto de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE – BATISMO-IV

Pe. João A. Mac Dowell S.J. 
Sou católica, mas acho uma falta de respeito para com meu filho batizá-lo, em vez de deixar que ele faça a sua escolha quando crescer. Por que a Igreja insiste em batizar as crianças?
Estou certo de que a Sra. pretende o melhor para seu filho. Mas me desculpe, acho que neste ponto está enganada. É uma ilusão pensar que ele vai crescer livre de qualquer influência. Se os pais não oferecem uma orientação para os filhos, o vazio será preenchido por outros: as companhias, a escola, a TV e todo o ambiente que os cerca ao longo de seu desenvolvimento. É muito certo querer que seu filho decida livremente o próprio destino. Mas é preciso ajudá-lo a fazer uma boa escolha.
Educar para a liberdade não significa deixar de indicar um caminho para a realização pessoal. Significa apenas que os valores e atitudes não são impostos, mas propostos, à medida que a criança vai-se tornando capaz de tomar verdadeiras decisões. Tenho certeza que a Sra. deseja que seu filho seja honesto, trabalhador, alegre, seu amigo, saudável e assim por diante. São valores que gostaria que se desenvolvessem nele. Certamente toma também medidas para facilitar este desenvolvimento, sem forçá-lo evidentemente.
Se a fé cristã tem valor para a Sra., não poderá deixar de desejar transmiti-la a seu filho. Na verdade, para quem crê de verdade, a fé, a relação pessoal com Deus, a adesão a Jesus Cristo e a seu Evangelho, a participação na vida da Igreja, são o que há de mais importante e decisivo na nossa existência. Por isso, a Igreja insiste no batismo das crianças, para não privá-las dessa riqueza. Naturalmente este gesto sacramental será incoerente, se não for acompanhado pela educação cristã. Desde pequena é preciso que a criança se acostume a gostar de Deus, a gostar de rezar e de fazer o bem aos outros, a exemplo de Jesus e de tantos discípulos seus.
É claro que estas atitudes não se despertam tanto com palavras, como com o testemunho de vida. Não são tanto as explicações como as experiências significativas que levarão a criança a adotá-las. Mas estes condicionamentos positivos não eliminam a liberdade das escolhas que ela fará no campo religioso e, em geral, no conjunto de sua vida. Servirão, porém, para neutralizar o influxo de muitas outras mensagens, não raro destrutivas, que a bombardearão continuamente. Se ela aprendeu a refletir e a orientar os seus impulsos espontâneos de acordo com a verdade, a justiça e a solidariedade, fará a sua escolha livremente. Esperemos que confirme através da adesão pessoal a Cristo a fé que recebeu no batismo. A oração confiante, que traduz este desejo, é o mais que podem fazer os pais diante do mistério da liberdade dos filhos adultos.
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.

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ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR

IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR 
+02 DE AGOSTO 2011 
 O Ir. Waldemar nasceu a17 de outubro de 1929, em Sant’Ana, município de Patos de Minas MG. Seus pais eram: Mário Barbosa da Silveira e Maria Teodora de Jesus. Entrou no Seminário São Geraldo, no Potim, a 12 de agosto de 1959. O Noviciado foi feito em Pindamonhangaba em 1962 e se consagrou a Deus na Congregação Redentorista, pelos votos religiosos, a 02 de fevereiro de 1963. A profissão perpétua foi realizada a 02 de fevereiro de 1969. Depois de sua primeira profissão, continuou residindo no Seminário São Geraldo, exercendo o ofício de sapateiro. Depois residiu na Comunidade do Santuário (Convento Velho) – 1972 a 1975 - exercendo o ofício de sacristão. Em 1976 retornou ao Seminário São Geraldo, exercendo ofício de alfaiate. Em 1979 foi convidado pelos confrades da Província de Porto Alegre RS para trabalhar em Passo Fundo, exercendo os ofícios de formador dos seminaristas e secretário do Colégio, Instituto Menino Deus. Retornando à Província de São Paulo, em 1993, reassumiu o ofício de sacristão no Santuário de Aparecida, residindo no Convento Novo. Depois, continuou em tal ofício nas Comunidades de Santa Teresinha, em Tietê, - 1994 a 2005; Comunidade Santa Cruz, em Araraquara – 2006 a 2008; Comunidade de São João da Boa Vista – 2009 a 2010. Estando com a saúde um tanto abalada, sofrendo do pulmão e do fígado, foi residir na Comunidade Redentorista do Jardim Paulistano para se tratar. O Ir. Waldemar sempre levou muito a sério a vida religiosa, procurando cumprir com fidelidade os votos. Percebia-se que estava atendo ao horário da comunidade, valorizando principalmente os momentos de oração. Sempre apreciou muito o esporte e gostava ver as competições através da televisão. Tinha uma bela voz e ajudava a entoar os cânticos durante as celebrações, na época em que residia no Santuário. Quando já estava bem doente, nunca se ouviu um lamento ou reclamação de sua parte. Apenas passou a conversar menos, mas dava atenção a todos. Talvez até a conversação o deixasse cansado, devido a seu estado de fraqueza. Sofreu bastante no final. A doença agravou rapidamente e foi internado diversas vezes. Depois da última internação voltou para a comunidade na sexta feira, 29.08.11. Mas domingo, dia 31, voltou ao hospital onde veio a falecer no dia 02.08.11 às 11,20. Seu corpo foi levado para Aparecida e foi velado no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde serviu e no dia 03.08.11, após a Eucaristia, foi sepultado no Cemitério Santa Rita. 
Pe. José Bertanha, C.Ss.R. Arquivista Provincial

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - DEUS-IV

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)
Usar o nome de Deus é certo ou errado?
Na lista elaborada dos mandamentos aparece a recomendação de não se usar o nome de Deus em vão. Se por um lado devemos invocar Jesus, o Pai, o Espírito Santo, por outro lado também não se pode aprovar o exagero e o abuso com o nome de Deus.
Rezamos, invocamos o nome de Jesus nas dificuldades e nos problemas, nas orações espontâneas, em momentos especiais, certos de podermos contar com a força da presença de Deus em meio aos conflitos e confiados na misericórdia do Pai que não nos abandona.
O que é lamentável são os abusos que começam com expressões como: Jesus tem poder, Jesus cura, em nome de Jesus — usadas sem critério e em qualquer situação.
Sabemos que há pessoas portadoras de desequilíbrios, deficiências mentais, descontroles afetivos e emocionais, pessoas histéricas que produzem fenômenos, esquisitices, desmaios, espumações com saliva, mudança de voz e outras cenas deploráveis. Em cima delas vai uma legião de curandeiros, que receberam por conta própria o poder de Deus para resolver esses casos “em nome de Jesus”. Há cenas ridículas que depõem contra o sagrado.
Como podemos falar de católicos, freqüentadores de grupos de vivência religiosa, que ficam enchendo a cabeça das pessoas dizendo que elas estão com espírito, mau olhado, macumba, e precisam libertar-se e se libertar até de pecados que seus pais cometeram?
Essas pessoas não são católicas, porque essa não é a doutrina da Igreja. Em segundo lugar, quem procura isso deve sofrer muito, porque abandonou a fé, a capacidade de refletir e se deixou confundir por pessoas sem conhecimento ou autoridade para isso.
O que impressiona é que essas pessoas assumem o pretenso dom de Deus, tornam-se “curadores”, tiradores de demônio, intercessores, sem que ninguém lhes tenha dado esse ministério. E parece que o povo gosta dessa confusão.
Acho isso tudo uma desavergonhada e sacrílega manipulação do nome de Deus. Ser Igreja é uma realidade bem diferente disso, é uma participação discreta, equilibrada, uma comunhão santificadora e transformadora. Não tem nada de sensacionalismo escandaloso que favorece a promoção pessoal dos que querem aparecer como escolhidos de Deus. Para todos esses, lembramos a Palavra: “Não pronuncieis o nome de Deus em vão”.
Está na hora de os católicos aprenderem a discernir, o que é esquisito não vem de Deus. Deixem esse povo fazer seus “milagres”, procurem algo mais sólido e seguro mantendo a firmeza da fé.
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br(2009)

EDITORA SANTUÁRIO

UM SANTO MODERNO

Dia 1° lembramos Afonso de Ligório. Ele viveu entre 1696 e 1787, muitos anos, cheios de trabalhos e iniciativas. Como padre e bispo, ajudou muitos no caminho do evangelho. No momento, porém, penso mais no como foi homem de seu tempo, informado dos pensamentos e participando dos debates, não só na sua Itália. Queria anunciar Jesus de modo compreensível para seu tempo. E usando os melhores meios disponíveis. Por isso usou a imprensa e escreveu muitíssimos livros. E queria que fossem muito bem impressos, com tipos do melhor desenho e papel de qualidade. Fico pensando. Se ele estives-se hoje entre nós, seus missionários redentoristas, que novas ousadias ele nos haveria de propor? Nós e vocês temos de aprender com ele: colocar a serviço do evangelho os melhores meios disponíveis. Mas sempre sabendo que, em última análise, o que decide é a graça divina.
Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista