domingo, 21 de janeiro de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. José Augusto da Costa CSsR

Pe. José Augusto da Costa CSsR 
+ 21 de janeiro de 2006 
Pe. José Augusto da Costa nasceu em 8 de julho de 1921 em Aparecida SP. Seus pais foram Antonio Miguel da Costa e Emília Augusta da Costa. Foi batizado em Aparecida dia 9 de julho de 1921. Entrou para o Pré-Seminário de Pindamonhangaba em 1933, passando para o Seminário de Santo Afonso em Aparecida, em setembro de 1934. Concluiu o curso em 1939. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1940, e fez sua Profissão Religiosa na CSSR em 2 de fevereiro de1941. O Seminário Maior foi feito em Tietê. Ai fez a Profissão Perpétua em 1945. Foi Ordenado Sacerdote em S.João da Boa Vista no dia 28 de julho de 1946, por Dom Manuel da Silveira Delboux, Bispo de Ribeirão Preto. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1947, iniciando sua vida apostólica como Vigário Cooperador da Paróquia da Penha, em S. Paulo, aí ficando até fim de 1948. Em 1949 e 1950 foi Vigário Cooperador da Paróquia de Campinas, em Goiânia GO. No primeiro semestre de 1951 fez, em Pindamonhangaba, o Segundo Noviciado, preparando-se para as Missões Populares. De agosto de 1951 a dezembro de 1953, morou em Araraquara, como Missionário. Em 1954 e 1955 foi missionário morando na casa de Cachoeira do Sul, RS. Em 1956 foi nomeado Pároco de Nossa Paróquia de N.S. da Penha, em S.Paulo, aí fican¬do até fim de 1961. Foi ele que iniciou a construção da nova Igreja. De 1962 a 1965 voltou ao trabalho missionário, morando em S.João da Boa Vista, Penha e Araraquara. Em 1965 trabalhou como Missionário das Fabricas, em S.Paulo SP. Foi Vice-Diretor da Rádio Aparecida, de fevereiro de 1966 a julho de 1967. Em julho de 1967 foi nomeado Vice-Provincial da Vice-Província de Brasília, cargo que ocupou até janeiro de 1970. Em 1970 foi Pároco de Aruanã e Mozarlândia, na Prelazia de Rubiataba, GO. Em 1971 voltou ao trabalho das Missões Populares, até fins de 1975. Em dezembro de 1975, tomou posse como Pároco de Aparecida. Em janeiro de 1978 foi nomeado Pároco da Paróquia do Bom Jesus, no Potim SP, morando no Seminário S. Geraldo. De 1979 a 1984 voltou novamente às Missões Populares morando em Sacramento e S. João da Boa Vista. Em 1985 foi nomeado Pároco de Sacramento, onde ficou por 3 anos. Em 1988 foi para Goiânia, como Missionário. Em 1989 foi transferido para a Paróquia do Potim, como Vigário Paroquial, morando no Centro de Pastoral. Em 1993 foi transferido para a Comunidade da Basílica, dedicando-se ao trabalho com os romeiros. Em 1994 voltou novamente ao Potim como Vigário Paroquial. Em 1997 passou a residir no Seminário S. Geraldo. Em 2003 foi transferido para a Comunidade Redentorista do Santuário para tratamento de saúde. Veio a falecer às 4 horas e meia do dia 21 de janeiro de 2006, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, SP.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PE.ARMANDO RUSSO CSsR

ARMANDO RUSSO CSsR
*27 DE JANEIRO 1924
+18 DE JANEIRO 2016
Nasceu em Miranda, então Estado de Mato Grosso, no dia 27 de janeiro de 1924. Faria 92 anos daqui a poucos dias. Era filho de Paschoal Russo e Madalena Russo. Foi batizado com 11 meses de vida, pelo Pe. Mansueto Calloni, na paróquia de Miranda. Quando jovem entrou para o Seminário Redentorista, estudou em Aparecida/SP o Seminário Menor, fez Noviciado em Pindamonhangaba/SP, depois em Esopus (EUA) fez o Seminário Maior (Filosofia e Teologia).Fez sua primeira profissão religiosa em 02 de fevereiro de 1943, com 19 anos de idade. Foi ordenado sacerdote no dia 06 de fevereiro de 1949, com 25 anos. Padre Armando trabalhou em várias comunidades da província, mas teve destaque em duas frentes: nas Santas Missões Populares e na Rádio Difusora de Paranaguá, onde foi diretor por vários anos. Ultimamente padre Armando residia em Curitiba, na Casa Provincial, cuidando da saúde e ajudando, quando possível, no Santuário Perpétuo Socorro e em outras comunidades da cidade que o convidavam para presidir a Eucaristia. Embora alguns digam que ele era muito “durão” em suas posições e pensamentos, outros o consideravam bem-humorado e grande pregador redentorista. O que importa é que ele foi fiel e perseverante até o fim, assim como pediu Santo Afonso. Ele faleceu hoje, dia 18 de janeiro de 2016, às 4h50, em Curitiba/PR. Seu corpo será velado no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Curitiba, a partir das 13h. A missa de corpo presente será às 15h e o sepultamento às 17h, no Cemitério Parque Iguaçu. Entramos em contato com os familiares que residem no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ninguém poderá vir ao velório. Nossa família redentorista, assim como os leigos e leigas que conheceram padre Armando, estão todos convidados para as celebrações que seguem. Que Santo Afonso, todos os santos e beatos redentoristas, juntamente com a Mãe do Perpétuo Socorro o acolham na Eternidade e Deus dê a ele o descanso eterno. Amém! 
Pe. Edilei Rosa Silva, CSsR 
Superior Provincial

ELES VIVERAM CONOSCO - José Galvão Laua(Deco) - Antigo Seminarista

Faleceu dia 18/01/2015 em Aparecida e foi sepultado no dia 19 o ex-seminarista redentorista José Galvão Laua(Deco).
Minha nota- Conheci José Galvão nos encontros ENESER em Aparecida-SP. Não tenho mais informações sobre esse colega. Peço, quem tiver algo que possa nos trazer mais conhecimento de sua vida, envie-me pelo e-mail ainetosp@gmail.com, para que possa repassar a todos os amigos! Obrigado! Antônio Ierárdi
O Galvão , como o conhecíamos no seminário, é de Aparecida, meu conterrâneo e contemporâneo, apareceu no Colegião em 1950, um ano após a minha entrada, foi da turma do padre Alberto Pasquotto, lá permaneceu talvez uns cinco anos, era inteligente e se destacou pela alegria e lealdade entre os amigos. Por ser de Aparecida, fazíamos nossa rodinha de conterrâneos, padre Ribolla, certa ocasião, passando por nós e vendo que nosso papo era de piadinhas pouco convencionais, nos repreendeu e prometeu que um dia iria acabar com aquele contubérnio. Faziam parte da turminha o Mário Barreto,eu, Dumas, João Bosco Pasin, Germano Bittencourt, José Galvão Láua, Joviano Lourenço, José Maria Barbosa e algum outro que não me lembro. Pois, bem, saídos do seminário, cada um tomou seu rumo e o "Deco", como era conhecido familiarmente foi fazer o curso de "Normal", formou-se professor e, paralelamente, trabalhou no Banco Francês e Brasileiro, continuou os estudos e cursou advocacia na Unitau, passou no concurso para procurador do estado, ocupou muitos cargos importantes, teve uma atuação brilhante e lá se aposentou. Constituiu família, foi um bom pai e permaneceu fiel aos seus princípios religiosos, teve uma tragédia em família, perdeu um filho em desastre automobilístico, o que muito o tocou e teve influência em sua vida posterior. Para terminar, vou contar um casinho referente a esse seu sobrenome "Galvão", perguntei-lhe se era dessa família, nome muito comum em nossa região, todos se dizendo parentes do santo, ele respondeu-me que não e relatou-me que em seu pré-natal, sua mãe sofreu um processo de aborto, recorreu ao Frei Galvão, muito venerado na região, deram-lhe uma pílula, já então difundida, naquele tempo, pela comunidade franciscana de Guaratinguetá, o menino nasceu semi-morto, mais uma promessa para aquele ainda não declarado santo, se o menino sobrevivesse, levaria o nome de "Galvão", sobreviveu e assim foi batizado, o primeiro a levar esse nome em homenagem e agradecimento ao nosso querido e hoje canonizado Santo "Frei Galvão" . Alexandre Dumas
Dumas, obrigado pela contribuição! Que texto admirável e oportuno. Já está guardado em meus arquivos e está e será divulgado pelo blog dos antigos seminaristas redentoristas TAVOLA DOS SEMINÁRIOS ao menos uma vez por ano! Por outro lado a informação preciosa da validade de canonização de nosso estimado Santo Antônio Frei Galvão!!!!Um forte abraço!Ierárdi

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - MANUEL HILDEGARDO DE ALMEIDA(MANÉ)-ANTIGO SEMINARISTA

MANUEL HILDEGARDO DE ALMEIDA(MANÉ) 
(*) 28/07/1954
(+) 17/01/2015 
ANTIGO SEMINARISTA
Faleceu nosso companheiro, fundador da Uneser e seu grande incentivador por mais de 20 anos...é muito triste perdê-lo assim com tanto a contribuir...mas nós que acreditamos na Ressurreição, temos certeza de que já está na morada celeste, só nos resta esperar conforto e paz aos amigos e familiares que ficamos ainda aqui...vai Mané- grande Mané- preparar nossa chegada...até breve amigo...Thozzi(FB)
Grannnde Mané, O Ano era 1975, o pé vermelho, (paranaense) recém chegado magrão, logo recebeu o apelido de Vicentão, o Pe. Carlos Silva observando o zagueiro colocou no time do seminário onde havia importantes atletas como Coutinho ( Pe. Coutinho) , Marangoni, Mané, Strabelli, Bicudo (Arnaldo), Clodoaldo, Branco, Tião Reis (Pe. Sebastião Reis), Vidal. Zanatta..., lembro que éramos 03 ou 04 jogadores novos, os outros eram filósofos, eu jogava ao lado do Mané que sempre determinante e exigente, observava e cobrava o máximo. Tivemos contato ainda em 1976 e 1977, fui para Campinas e reencontrei o Mané em 1982 em Tietê, naquele que considero o primeiro encontro da Uneser, Após muitos anos voltamos a encontrar em 1994 em Aparecida. O Mané entusiasta e apaixonado pela União dos antigos colegas, como também a Lili, Pe. Libardi, Chico Mantuanelli, Ari e tantos Outros. Que Estes Grandes Companheiros que já estão no Céu, roguem por Todos Nós ao Pai e a Maria Nossa Mãe. Que o Deus Misericórdia conforte e ampare os Familiares. José Vicente Naves.
Querido Mané, a caminhada para nós que aqui ainda ficamos vai ficando mais difícil, dolorosa e repleta de saudades. Saudades do Sta. Teresinha, Saudades do Sto. Afonso, Saudades da Pedrinha, saudades dos encontros, saudades de você. Onde quer que esteja nesse momento esteja em PAZ, porque todos nós estamos alegres por termos convivido um dia, felizes por sabermos que descansou, mas ficamos tristes com sua ausência, seu sorriso e sua boa conversa. SAUDADES. Antônio Cláudio Ferreira - Foguinho(FB)
Manoel, Mané que era amigo do Libardi, do Paulinho (que deixou de ser meu amigo) do Foguinho, da Diva, do Nelsinho, do Alexandre Dumas e de todos nós, que ficamos morrendo de saudades.Abner (FB)
É como fala a música do Pe. Zezinho: "Alô, Meu Deus, senti saudades tuas e acabei voltando aqui, andei por mil caminhos e como a andorinha eu vim fazer meu ninho em tua casa e repousar... pois meu coração cansado resolveu voltar". Com certeza agora bate a porta do céu tendo carta branca para entrar por tudo aquilo que aqui ele fez, tanto para a família, para os amigos como também para UNESER. Foi se juntar a outros que partiram antes dele e mais ainda, foi rever seu amigo e irmão Pe. Libardi. Devem agora estar trocando figurinhas por tudo aquilo que realizaram pela Uneser e irão continuar com todas as suas bençãos. Descanse em PAZ Mané. Meu respeito e meu reconhecimento por tudo que você fez por mim. Rangel
É com grande tristeza que recebi essa dolorosa notícia. O Mané foi um grande companheiro, mas a partida é inevitável. Que Deus o tenha entre seus eleitos e que dê paz a sua família; que lhes dê conforto nessas horas de angústia e tristeza! Antônio Lima
Perdi um grande amigo.Descanse em paz Manuel Hildegardo de Almeida ou simplesmente Mané.Sentirei muito a sua falta. LILI
Querido Mané, a caminhada para nós que aqui ainda ficamos vai ficando mais difícil, dolorosa e repleta de saudades. Saudades do Sta. Teresinha, Saudades do Sto. Afonso, Saudades da Pedrinha, saudades dos encontros, saudades de você. Onde quer que esteja nesse momento esteja em PAZ, porque todos nós estamos alegres por termos convivido um dia, felizes por sabermos que descansou, mas ficamos tristes com sua ausência, seu sorriso e sua boa conversa. SAUDADES. Poxa vida Mané, você tinha que levar o Savassa também. Assim nossa turma logo logo vai estar toda aí com você. Saudades de você.Antonio Claudio Ferreira
Grande Mané - Nelson Félix Vianna
Eu tive pouco contato com o Mané e quando cheguei na Pedrinha para o meu primeiro retiro em 2011, fui muito bem recebido por ele e pelo Nelson. Outro de quem eu gostei logo à primeira vista foi o Pe. Libardi. É realmente uma pena eles não se encontrarem mais, fisicamente, entre nós.João Aparecido de Oliveira 

MANÉ, PERSONAGEM E OBRA!

Mané, o que dizer sobre o Mané!!!!!
Sempre vi nele alguém apegado à sua obra! 
Qual foi sua obra?
Sem dúvida sua grande obra foi a UNESER. A entidade que viria a reunir os antigos seminaristas redentoristas, cujo início aconteceu em um churrasco na casa do Bode, pai da Diva, em Tietê, no ano de 1994. 
De lá até 2014 ele manteve sob sua responsabilidade e empenho a condução daquela associação que ajudara a fundar e, com o apoio sem limites do estimado Padre Libárdi CSsR, não dando muita atenção aos trâmites burocráticos, fez evoluir os projetos durante 20 anos de sua permanência, conduzindo 18 encontros oficiais em Aparecida-SP(ENESER) e ainda 8 Retiros na Pedrinha-SP.(Embora tenha discordado de que os encontros na Pedrinha fossem retiro e debatido essa questão com o Mané, hoje, em tributo ao reconhecimento que lhe tenho, aceito a nomenclatura do ilustre presidente da UNESER a respeito! - VEJAM O ARTIGO : “arriba, abajo...” A SEGUIR) Em todos esses eventos muito se percebeu a união coesa de pelo menos 3 pessoas: Padre Libárdi, Mané e Nelsinho!
Assim, aproveito este momento para externar os fatos que presenciei e reconhecer que o Mané era determinadamente apegado à sua obra e essa obra, a UNESER, lhe deve muito!!!!!

“arriba, abajo...”
SOBRE O RETIRO DA PEDRINHA
To: Antonio Ierárdi Neto
Sent: Friday, March 13, 2009 8:47 PM
Subject: Retiro Pedrinha
Caro colega Ierardi
Dada a avaliação negativa feita a respeito de nossos retiros e a nós enviada por você, inclusive com o pedido de que a Direção da UNESER tome providências, sinto-me, na obrigação de responder-lhe, pedindo sua atenção para alguns esclarecimentos que passo a expor. Antes, é bom lembrar que não espero apenas avaliações positivas ou elogios de nossas atividades ou iniciativas, mas, sim, considerações consistentes, justas e construtivas, mesmo que sejam desagradáveis.
Lembro a você que:
1. É costume em todas as casas da congregação, inclusive as de formação, constar nos horários “o momento do aperitivo” antes das refeições, o que acontece em salas reservadas, para onde se pede a presença de todos, no sentido comunitário, inclusive as visitas. É a hospitalidade, informalidade e simplicidade redentoristas que encantam muita gente.
2. Os participantes dos dois retiros criticados são pessoas com mais de 50 anos, casados, pais, avós, aposentados e bem resolvidos psicologicamente, profissionalmente, onde não cabe a preocupação de que alguém possa ser levado a adquirir o vício do alcoolismo ou qualquer outro vício. E os amigos, parentes, esposas e filhos (e até netos!) acompanhantes conhecem bem quem eles são.
3. Na hora dos “arriba, abajo...” todos ou quase todos participam, uns com bebidas alcoólicas, outros com refrigerante e até água, pois não querem perder um momento “ímpar” de pura alegria que o encontro ou reencontro provoca. E sempre a bebida é acompanhada por tira-gostos nutritivos da melhor qualidade que os participantes trazem com toda a generosidade. Na verdade o que acontece é uma grande celebração, em que a amizade, o respeito, o agradecimento, a solidariedade, o sentimento de pertença (família), a saudade, as lembranças despontam e levam aos abraços, beijos, risos e lágrimas num ágape dificilmente visto e vivido em algum grupo fora deste contexto e que, quem tiver a oportunidade de conhecer, ficaria feliz de fazer parte.
4. Desse grupo já tem saído pessoas que episodicamente participam de missões. Na maioria, são engajados em alguma pastoral ou ministério em suas paróquias, portanto cristãos conscientes, que praticam a solidariedade, são de paz e merecem respeito. Ninguém do grupo, pois, é inconseqüente ou moleque.
5. O grupo esteve por 40 h unido e, descontadas 16 h para o sono, 4 h para recreio, entre as quais 1 hora (entre 15 a 20 min cada “arriba” em três ocasiões), 20 h foram empregadas para palestras, interação e celebrações, ou seja, 50% do tempo. Na verdade o tempo todo foi oração, porque, como diz Paulo em 1 Cor 10,30 “Quer vocês comam, ou bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” E ali não pairava a menor das más intenções, senão o agradecimento, a alegria e o amor.
6. Então porque apenas críticas destrutivas ou provocativas em vez de ver a alegria, a sinceridade, o respeito, a felicidade de amigos/irmãos de tantos atrás?!
Finalizando, a providência é que estes retiros vão continuar –a atual direção garante – porque assim querem os participantes, através das avaliações...e com muitos “arribas y abajos” , orações, diversões, com toda a alegria. Há uma multiplicidade de formas de se aproximar de Deus e esta nossa forma de retiro, talvez pela circunstância do encontro de longo tempo e as viradas históricas de cada um em sua trajetória, seja algo inédito que atrai o Espírito para tanta alegria, tanto entusiasmo, tanta conversão. No futuro, quem sabe, outra modalidade os próprios participantes irão buscar e exigir.
Há um ditado que diz “quem não ajuda, não atrapalhe!” Em julho próximo – aqui está a oportunidade! - haverá eleição para nova diretoria e gostaria muito que você fizesse parte de uma chapa e disputasse a fim de levar para a frente a UNESER como achar que deve.
Um abraço e, com toda a sinceridade, estamos em 2009, devemos acordar para alguma coisa e como está reportado em nosso último Informativo: devemos conviver com os “sapos”, não deixarmo-nos engolir por eles.
Manuel Hildegardo de Almeida
Presidente
A propósito, Ierardi,
Você é daqueles que dizem que Jesus usou suco de uva e não vinho na última ceia? Lembra-se de que, quando acontecia de pegarmos aquelas chuvas torrenciais em nossos passeios pela Mantiqueira - e éramos pré-adolescentes ou adolescentes – nossos formadores nos davam uma pequena dose de cachaça para nos esquentar e não ficarmos resfriados ou gripados? Ou você acha que o barrilzinho (ou corote) preso no pescoço daqueles cães - sãobernardo – que resgatam pessoas perdidas ou acidentadas na neve, na Europa, contém “todinho ou nescau quentinho” em vez de um bom conhaque ou aguardente da pura?
Paulo de Oliveira (Paulinho)
A RESPOSTA
Sr.Manuel!
Agradeço muito a sua deferência em me encaminhar seu parecer!
Segue o ponto de ver mencionado na minha mensagem:  
1ª- “Arriba, abaixo, no centro e para dentro” ....e goladas de bebidas e “até mesmo a pura essência da cana, a pinga” fizeram a festa desse encontro. Entretanto, sem qualquer preconceito de minha parte, posso considerar isso até admissível, tendo em vista que Deus nos deu o livre arbítrio e fazemos o que entendemos ser mais interessante em nossas vidas. O que não está certa é a nomenclatura desse encontro RETIRO ESPIRITUAL, onde há um período de contemplação, reflexão e oração! ÁGAPE talvez seja o nome mais indicado....
2ª- A difusão e prática de um vício entre no nosso meio é inconcebível. As explicações “filosóficas” acomodando a justificativa da bebida para a prática da religião são simplesmente paradoxais e seriam até melhor compreendidas em uma conversa de botequim. Não pode ser uma conclusão de um RETIRO ESPIRITUAL!
Que tal os “diretores” da UNESER ponderarem um pouquinho mais sobre isso!
O senhor considera esta minha sugestão como crítica destrutível e desagradável...
Esta sempre é a situação que encontro quando alguém se manifesta contrariamente ao que se pensa. A resposta que o senhor me manda não é nem destrutível e nem desagradável. Muito ao contrário, fico satisfeito ao receber um retorno de sua parte.
Quanto ao conteúdo de meu ponto de vista não concordo que essa reunião da Pedrinha, nos moldes em que ela é feita, seja convocada como Retiro Espiritual. Vejo um "retiro" ainda como nos tempos dos anos 50 para 60, quando havia uma reflexão constante, muita oração e até o silêncio em tempo integral. Claro que não é bem assim em nossos dias, entretanto entendo que esse evento, cognominado "Retiro Espiritual", poderia ser realizado de forma um pouco mais mística, com alguma semelhança àqueles tempos. Por outro lado o evento, na forma atual, é produtivo e alegre e poderia ter o nome de "ÁGAPE DA PEDRINHA", ao invés de "RETIRO ESPIRITUAL"
No que se refere aos presentes, por favor, não distorça o meu pensamento sobre a sua seriedade, aliás considero-me também um deles.
No que se refere ao fato de ter contestado a apologia da pinga no segundo ponto, foi em razão de uma idéia manifestada que tentou fazer do ato de beber os "aperitivos" uma justificativa salutar na prática religiosa.
Recebi alguns e-mail's favoráveis ao meu pensamento!
Fico triste quando o senhor considera que estou atrapalhando e não ajudando...
Isso reafirma a minha impressão de que não se pretende diálogo!
Quanto a fazer parte de chapa em eleição, declino da sugestão, mesmo porque o meu objetivo não é o de eliminar diretores, mas pedir um pouco mais de diálogo ainda que num debate respeitoso e salutar.
Ao senhor Paulo de Oliveira, essa comparação da Última Ceia com o "aperitivo" do evento é um tanto apelativa e foge do verdadeiro sentido dos argumentos!
Para finalizar, este seria um bom tema para um "fórum" entre todos os colegas.
Poderia ser mais divulgado tanto no Informativo, como no site da Uneser....
Antônio Ierárdi Neto
«Seja humilde e fiel com a Igreja e a Igreja lhe será fiel».Kiko Argüello

sábado, 13 de janeiro de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE VICTOR RODRIGUES CSsR

PADRE VICTOR RODRIGUES CSsR 
+13 DE JANEIRO DE 2010
 Faleceu a 13/janeiro/10, às 21h50, na UTI do hospital Albert Sabin, no Recife (PE), †_P. Víctor Rodrigues_ (95 anos). Natural de Ouro Preto (MG), P. Vítor trabalhou diversos anos na Província do Rio de Janeiro. Chegou ao Nordeste em 1950, morando primeiramente em Garanhuns, atuando como formador no Seminário Menor Santos Anjos. Posteriormente foi transferido para Bom Jesus da Lapa (BA) onde atuou na Paróquia e no Santuário dedicado ao Senhor Bom Jesus. Convidado por Dom José Gonçalves, Bispo de Presidente Prudente (SP), em 1973 foi residir em sua Diocese, trabalhando como Pároco de Presidente Venceslau (SP). Este foi um período muito feliz e de grandes realizações, declara P. Víctor. Depois disso, voltou a residir em Minas Gerais, trabalhando na cidade de Campo do Meio e atendendo também Itaci. Em Campo do Meio ficou de 1986 até 1998, quando retornou à Vice-Província do Recife, morando na Comunidade da Madalena. Na Vice-Província, atuou também como Superior das Missões, Conselheiro Vice-Provincial, Superior da Missão de Garanhuns. Nesta sua longa vida, foi grato a Deus pelo seu Sacerdócio e foi feliz por tudo aquilo que pôde realizar. Como Redentorista foi formador, Pároco, Administrador de Santuário e Missionário. Mas, sem dúvida alguma, o que mais o realizava era ser pregador da Palavra de Deus, sobretudo nas Santas Missões, onde procurava, mesmo dentro da mentalidade da época e do modelo de ser Igreja, mostrar uma visão otimista da vida. Procurava se colocar como um bom Missionário. Tinha um irmão gêmeo, P. Virgílio Rodrigues Lodi, também ele redentorista, que falecera em 1992. P. Victor estava hospitalizado desde o dia 25 de julho/2009, no hospital da Unimed, em Recife, onde faleceu na noite de 13 de janeiro de 2010. (Fonte de informações: P. Geraldo Freire, Vice-Provincial de Recife e nossos arquivos)./ Repouse na paz do Senhor!

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Júlio Negrizollo CSsR

Pe. Júlio Negrizollo CSsR 
+ 13 de janeiro 2009 
Pe. Júlio Negrizollo nasceu em Serra Azul (SP), em 06/06/1923; professou como membro da Congregação Redentorista em 02/02/1945 e foi ordenado sacerdote no dia 27/12/1949. P. Júlio pertencia aos Redentoristas de São Paulo, mas foi transferido para a Província de Goiás, onde desenvolveu grande parte de sua missão. Deixou marcas profundas de seu ardor apostólico nos Estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais. A presença redentorista em Garça (SP) teve início em 1957, com ele. Ao longo da história, o nome que mais se ressalta entre os que passaram por lá é o do P. Júlio. Em 12/02/1962 recebeu o título de "Cidadão Garcense". Dizia-se, na época, que P. Júlio queria converter toda a cidade de Garça, preocupava-se muito em atrair os homens para Deus. Era exageradamente apostólico! Ainda hoje é muito conhecido na cidade. Na Capital Paulista, trabalhou muitos anos na Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro, do Jardim Paulistano, em São Paulo (SP). Naquela época a região era ainda meio periferia da Capital. Dizia-se que ele se preocupava tanto em atender a todos que ia levar comunhão para um doente que morava no outro extremo da Cidade! Trabalhou incansavelmente nos cursilhos de cristantade, principalmente na época em que morou em São Paulo (SP). Foi membro da equipe missionária volante, mestre de noviços, pároco. Transferido para Goiás, suas atividades pastorais iam muito além de sua Paróquia N. Sra. do Perpétuo Socorro, de Brasília (DF). Era o grande distribuidor de bênçãos e de uma atenção quase que sem limites. Quando estava para completar 80 anos de vida, na paróquia P. Socorro, no Lago Sul de Brasília (DF), P. Júlio publicou um livro intitulado "Testemunhos da Fé". Trabalhou na paróquia da Penha, em São Paulo (SP) (1951 e depois de 1953-1955). Como missionário itinerante morou em São João da Boa Vista (SP) (1952 e depois em 1955 e de 1968-1970); em Araraquara (SP) (1956). Em 1956-1957 no Jardim Paulistano, em São Paulo (SP). De 1957-1961 trabalhou na paróquia de Garça (SP). De 1961-1967 novamente no Jardim Paulistano, em São Paulo (SP). Em 1967-1968 com os romeiros na Basílica de Aparecida (SP). Foi mestre de noviços em Aparecida (SP), 1970-1971, e em Goiânia (GO) em 1972. Em Goiás trabalhou em seminário (1973), como missionário itinerante, como secretário da Conferência dos Religiosos e coordenador de Cursilhos de Cristandade. De 1975-1979 foi pároco em Sacramento (MG). Em 1979 novamente em Aparecida (SP). A partir de 1981 trabalhou na paróquia Perpétuo Socorro de Brasília (DF), lá terminando sua vida missionária. - P. Júlio faleceu em 13/01/2009, no hospital Daher, em Brasília (DF), aos 86 anos. Seu corpo foi sepultado na manhã seguinte, 14/01/09, numa capelinha que existe atrás da sede da paróquia redentorista de N. Sra. do Perpétuo Socorro do Lago, em Brasília (DF). A capelinha faz parte do Convento redentorista e era lá que nos últimos anos ele celebrava a Eucaristia Descanse em paz.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. PEDRO HENRIQUE FLÖRCHLINGER CSsR

PE. PEDRO HENRIQUE FLÖRCHLINGER CSsR 
+13 de JANEIRO 1971 
Muito lhe ficou devendo a Província, pelo que realizou, e pelo que sofreu. Nascido a 26 de outubro de 1901 na Alemanha, professou na C.Ss.R. em 1921, sendo ordenado em 1926. Veio para o Brasil em 1930, trabalhando como coadjutor na Penha até 1933, quando começou a trabalhar no Juvenato (Aparecida). A princípio como professor, depois como diretor, ficou no Juvenato até 1949; ano em que precisou ir a Campos do Jordão, para um tratamento dos pulmões. Em 1950 foi para Tietê como prefeito dos estudantes. Ocupou também os cargos de superior de São João da Boa Vista, de Aparecida, e de reitor da Basílica. Em seus 40 anos de atividade na Província, Pe. Pedro foi sempre um confrade alegre, enérgico mas compreensivo. Durante os anos que trabalhou como Diretor do Juvenato procurou formar nossos futuros Missionários dentro do espírito de fé, simplicidade e amor ao trabalho. As falhas que teve no seu modo quase militar de encaminhar as vocações, certamente as compensou com sua boa vontade e dedicação. Como Tesoureiro da Basílica, em seus últimos anos de atividade, teve uma tremenda decepção que muito o abateu, resultado da sua ilimitada confiança em determinados funcionários que o deixaram na rua da amargura. Nomeado, depois, superior de São João da Boa Vista, pela segunda vez, não chegou a tomar posse. Teve de renunciar devido ao estado precário da sua saúde. Seus pulmões estavam exigindo sérios cuidados. Foi internado no Sanatório da Providência, em Campos do Jordão, onde ainda viveu quase três anos de profundo sofrimento. Mesmo assim continuou sendo um homem de fé e edificante conformidade, oferecendo seus sofrimentos pelas vocações da Província. A 13 de janeiro de 1971, estava ele conversando com a irmã enfermeira. Mais ouvia do que falava, devido a sua extrema fraqueza. Foi quando a morte chegou; e, sem que a irmã notasse, ele deixou de falar. Quando a irmã percebeu, ele já havia deixado de viver na maior tranqüilidade.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Luiz Inocêncio Pereira CSsR

Pe. Luiz Inocêncio Pereira CSsR 
+ 10 de janeiro 2009 
Pe. Luiz Inocêncio nasceu em 22/06/1914, no Bairro do Brás, em São Paulo (SP). Eram seus pais: Maximiano Bonifácio José Pereira e Maria Batista de Souza Pereira. Entrou para o Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida, em 17.02.1932, com dezoito anos, terminando o curso em dezembro de 1935. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1936, onde fez a Profissão Religiosa na CSSR, no dia 02.02.1937. O Seminário Maior foi feito em Tietê (SP) onde fez a Profissão Perpétua, em 02.02.1940. Foi Ordenado Sacerdote em São Paulo (SP), na Igreja de Santa Efigênia (Catedral Provisória), em 08.12.1941, por Dom José Gaspar de Fonseca e Silva, então Arcebispo de São Paulo. Celebrou a Primeira Missa Solene, na Igreja Matriz da Penha, no dia 14.12.1941. Em 17.01.1943 começou seu apostolado como Vigário Cooperador em Aparecida (SP), onde ficou até julho de 1945. Em 1946 foi transferido para o Rio Grande do Sul, como Vigário Cooperador nas cidade gaúchas de Pinheiro Marcado, Carazinho e Ijuí. Em 1948 retornou a Aparecida, como Vigário Cooperador, aí ficando até fim de 1950. Em dezembro de 1950 foi transferido para a Comunidade do Seminário Santo Afonso, o chamado Colegião, e foi o encarregado da construção do novo Seminário. Foi a alma da construção! Aí ficou até janeiro de 1953. Em janeiro de 1953 foi para Passo Fundo (RS), como encarregado da construção do novo Seminário Redentorista de Passo Fundo (RS). Aí ficou até fevereiro de 1956. Voltou então para São Paulo (SP), morando na Penha e no Jardim Paulistano, como Vigário Cooperador. Desde 16.01.1967 até agora morava no Convento do Santuário Nacional, em Aparecida (SP). Pe. Inocêncio foi um excelente agrimensor e topógrafo. Mediu e fez plantas de todos os terrenos da Congregação nos Estados de São Paulo e de Goiás, bem como da Diocese de Rubiataba-Mozarlândia. Pe. Inocência gostava e entendia muito de física, matemática e astronomia. Durante muitos anos ele pessoalmente controlava as estatísticas sobre o fluxo de romeiros em Aparecida (SP). O sistema de controle do movimento de pessoas, ônibus, carros etc. em Aparecida é iniciativa dele. Como religioso, Pe. Inocêncio levava uma vida humilde e silenciosa e procurava servir na¬quilo que podia. Uma ocasião, em uma visita do Superior Provincial, disse que sua ocupação e preocupação era "fazer as coisas pequenas que ninguém faria"... Faleceu no dia 10 de ja¬neiro de 2009, às 16 horas, com 94 anos de idade, quase 72 anos de vida religiosa e quase 58 anos de sacerdócio. No dia seguinte, às 16h00, no Santuário Nacional foi celebrada a Missa Exequial, e o sepultamento fez-se logo após. Servo fiel, perseverou até o fim, e temos certeza que recebe a coroa eterna, junto de Deus, a quem serviu com sua vida, e junto de sua querida Mãe Aparecida (ARQUIVO PROVINCIAL) 
Quando esteve em São Paulo, participou da construção da torre da Igreja da Penha. Lembro-me que, ainda no seminário, em um dos poucos dias de que dispunha para estar com minha família, fui fazer uma visita ao convento redentorista daquele bairro. Muito atenciosamente o Pe.Inocêncio recebeu-me e levou-me para conhecer sua obra que despontava no alto da Penha, a torre do Santuário de Nossa Senhora da Penha de França. Foi para mim uma grande aventura. Junto com o Pe.Inocêncio, em um elevador de obra, aquele que só tinha piso e uma coluna central, subimos a uns 40mt do solo. No percurso, ele me dizia:
-Olhe só para o centro...não olhe para os lados e nem para baixo. Quando chegamos ao topo, entre o estrado do elevador e a laje, havia uma distância de 30cm que me parecia ter mais de um metro. Muito radiante ele mostrou-me a vista exuberante daquela região paulistana. Antônio Ierardi Neto
Olá Ierardi! Padre Inocêncio, antes de entrar para o Santo Afonso, pertenceu à Congregação Mariana da Penha, se não me engano, ele teria sido um dos fundadores de seus fundadores. Acredito que ele tenha sido influenciado pela comunidade dos redentoristas da Penha na escolha de sua vocação. A Nova Basílica da Penha, o Convento e Seminário da Penha tiveram participação do Padre Inocêncio na escolha de suas arquiteturas. Tentei influenciar para que algum logradouro do bairro ganhasse o seu nome. mas não obtive êxito até o momento. Mesmo com toda discrição, esse nosso confrade brilhou com sua luz sobre todos os que o conheceram. Abraços! José Morelli

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Dom José Carlos de Aguirre - Sagrador de Redentoristas

Dom José Carlos de Aguirre 
+8 DE JANEIRO DE 1973 
Histórico: Dom José Carlos Aguirre, o venerado pastor, nasceu em Itaqueri da Serra - SP, em 28 de abril de 1880. Ordenado presbítero em 08 de dezembro de 1904 e sagrado Bispo em 08 de dezembro de 1924, tomando posse de sua primeira e única diocese, em 31 de dezembro de 1924. Teve um dos mais longos pastoreios: 49 anos. A fecundidade de seu episcopado e a sua figura simples e bondosa, fizeram com que gozasse da simpatia geral do clero, das autoridades, dos católicos e dos sorocabanos em geral. Faleceu no dia 08 de janeiro de 1973 e seus restos mortais estão sepultados na Igreja Catedral de Sorocaba. Dom Aguirre - um homem de valor, alegre, bem-humorado, humilde, piedoso, com presença de espírito, prudente, simples, firme, imparcial, homem reto e justo. Discreto. Vida de modéstia e desprendimento, profundamente amoroso. Homem que privilegiou a educação e o trabalho científico. Foi o primeiro Bispo de Sorocaba e com seu esforço e humildade, passando muitas privações, construiu o Seminário São Carlos Borromeu. Muitas vezes tomava uma refeição durante o dia - sopa de mandioca. Suas irmãs faziam sabão de cinzas para vender e arrecadar dinheiro. Sofreu mais ainda quando soube que não havia mais seminaristas... Governou a Diocese com energia e bondade, o binômio indispensável de quem tem autoridade. Sempre recusou honrarias. Ao receber elogios, finalizava - ''Quem me conhece é meu confessor. Ele é que deveria falar''. Freqüentava salão de barbeiro e aguardava sua vez na fila. A virtude que mais marcou sua vida - a simplicidade. Ninguém em Sorocaba conhecia o Palácio Episcopal - hoje estacionamento do Banco do Brasil - mas a Casa do Bispo, aberta a todos a qualquer hora, sem protocolo. Outra virtude que marcou o primeiro Bispo de Sorocaba - a Prudência. Nada de precipitação ou ousadia temerária. Sua condução era também humilde. Viajava a pé, de bonde, de trem, muitas vezes sozinho, carregando pesadas malas. A todos cativava com sua conversa, com seu sorriso, com suas piadas inocentes. Foi admirado por católicos, espíritas, protestantes, maçons. Não dava ordens, mas pedia com tal humildade e bondade que se tornava impossível deixar de atendê-lo. Na falta de coroinhas, não hesitava em auxiliar nas missas de seus padres. Os grandes problemas da Diocese resolvia-os passando noites em claro, entre lágrimas no Sacrário. Na época foi o Bispo que maior número de padres ordenou. Teve uma experiência profícua, notadamente no campo cultural, fundando e participando ativamente da vida das faculdades de Medicina e Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba (hoje Universidade de Sorocaba). Texto de seu Testamento Hológrafo (escrito pessoalmente): ''Peço perdão dos meus inumeráveis pecados, principalmente o da omissão.'' Faleceu aos 93 anos de idade. Seu corpo jaz numa cripta construída por sua iniciativa, à esquerda da porta principal da Catedral, junto ao Batistério. Os desejos do Bispo: Caixão de terceira. Nada de flores. Missas sim, muitas missas. Na época da sua morte era o bispo mais idoso do país. Durante todo o convívio com o povo sorocabano, Dom Aguirre foi admirado e respeitado pela extrema humildade e bom humor, além dos vários serviços filantrópicos levados paralelamente a atividades da Igreja. Participou ainda dos trabalhos de criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e da Faculdade de Medicina de Sorocaba. Numa seção de classificados de um dos jornais de Sorocaba, foi colocado um anúncio onde se lia:
Reconhecimento por uma graça alcançada por intermédio de nosso saudoso bispo Dom José Carlos de Aguirre. João Alberto Rampim de Oliveira 
Fonte: Colégio Dom Aguirre / Cruzeiro do Sul
Fui crismado por esse bispo e meu Tio Pe. Campos foi ordenado sacerdote por ele. Abner

domingo, 7 de janeiro de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE CARLOS DA SILVA CSsR

PADRE CARLOS DA SILVA CSsR
*02 de Agosto de 1934
+07 de Janeiro de 2016
Origens       
Pe. Carlos da Silva nasceu a 02 de agosto de 1934, em Barão de Antonina (SP), filho de João Amâncio da Silva e Donária Pereira de BarrosSeu batismo foi realizado aos 25 de fevereiro de 1935, na paróquia São João Batista, em Itaporanga (SP). 
Vocação
Ele entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, aos 12 de fevereiro de 1944 onde permaneceu até dezembro de 1951. Fez o Ano de Noviciado em Pindamonhangaba (SP) em 1952, professando na Congregação no dia 02 de fevereiro de 1953.
Os estudos de Filosofia e Teologia foram realizados no Estudantado de Tietê (SP) onde professou perpetuamente na Congregação Redentorista aos 02 de fevereiro de 1956. Foi ordenado Diácono em Tietê, no dia 16 de março de 1958 e depois Sacerdote lá mesmo em Tietê, a 01 de julho de 1958, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. 
Ministério Sacerdotal
Recém-ordenado, iniciou seu apostolado no Santuário de Nossa Senhora da Penha, em São Paulo, no ano de 1959 e depois no Santuário de Aparecida entre 1960 e 1961. De 1962 a 1975 trabalhou na formação e no magistério no Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida, onde foi o seu diretor de 1970 a 1975.
Neste tempo, em 1965/1966, transferiu-se para Roma onde estudou Pedagogia e Sociologia com os Padres Salesianos, alcançando graduação. Retornaria outra vez a Roma, entre 1976 e 1979, estudando Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense.
De 1979 a 1990, residindo na Comunidade das Pesquisas Religiosas, em São Paulo, lecionou Direito Canônico no ITESP, Instituto Teológico São Paulo e em outros seminários. Também prestou assessoria a dioceses, congregações e tribunais eclesiásticos, dando cursos, escrevendo e traduzindo livros, sempre na área do Direito Canônico. Neste tempo, de 1981 a 1984, foi Conselheiro Provincial e depois Superior Provincial de 1984 a 1990.
De 1991 a 1992 residiu em Aparecida, atuando no Santuário Nacional, voltando depois mais uma vez a Roma como Superior da Casa Santo Afonso, assessor Jurídico do Superior Geral da Congregação e Vice-Procurador Geral entre 1993 e 1996, sendo eleito novamente Superior Provincial entre 1996 e 2002, Neste período trabalhou muito para livrar a Província de São Paulo da grave crise econômica e administrativa que enfrentava.
A partir de 2003, depois de ter exercido estes e outros serviços na Província de São Paulo, retornou a Aparecida, residiu na Comunidade Redentorista do Santuário, trabalhando na revisão dos livros da Editora Santuário, enquanto sua saúde permitiu. Ali viveu até o fim de sua vida. 
Serviços na Província e na Congregação
Ao longo de sua vida ministerial Pe. Carlos Silva prestou diversos serviços de coordenação e de governo na Província de São Paulo e na Congregação Redentorista em Roma.
Ele se caracterizou como um confrade marcadamente intelectual e acadêmico: livros, estudos, cursos, assessorias, formação e magistério. Sendo um líder nato, devido aos inúmeros cargos que ocupou, esteve presente em diversos acontecimentos importantes da Província seja como vogal e moderador de nossos Capítulos Provinciais ou no encargo de membro da Comissão que preparou o Capítulo Geral de 1991, realizado em Itaici (SP), o primeiro realizado fora da Europa.
Depois de deixar o Provincialado, em 2002 sua saúde foi se complicando. Em fins de 2015 sua saúde foi se debilitando cada vez mais. No dia 07 de janeiro de 2016 partiu para a Casa do Pai. Ele sofreu uma trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
O corpo foi velado, primeiro no Salão do Convento Redentorista e depois no Santuário Nacional, onde foi celebrada missa de corpo presente às 16:00h. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santa Rita, em Aparecida (SP).
A Congregação do Santíssimo Redentor e a Província de São Paulo agradecem a Deus pela sua vida e por todo o bem que fez à Igreja. Que ele descanse em paz! 
Pe. José Inácio Medeiros, CSsR
Arquivista  e Secretário Provincial
Aparecida, 07 de janeiro de 2016

Padre Carlos da Silva foi meu professor de história no Seminário Santo Afonso em Aparecida-SP em 1962. Gostava demais de falar sobre Napoleão Bonaparte. Manteve esse tema por cerca de três meses.
Era partidário do Dr.Ademar de Barros. Lembro que quando houve em 1962 campanha para o governo do estado de São Paulo ele candidatou-se para impedir que o Sr.Jânio Quadros, que renunciara um ano antes a presidência do Brasil, assumisse a administração do estado paulista. A Igreja mostrava interesse decidido  em José Bonifácio Coutinho Nogueira, que tinha o apoio direto do então governador Sr.Carvalho Pinto. Tínhamos ao lado do salão de estudos um local que chamávamos “Exposições Periódicas” por onde acompanhávamos o desenrolar do processo eleitoral. As notícias que víamos era apenas sobre o Sr.José Bonifácio. Foi quando o Padre Silva começou a nos trazer informações sobre o Dr.Ademar ainda que os confrades não gostassem muito.
Os candidatos vinham ao seminário para apresentar suas propostas. Eram todos muito bem recebidos. Entretanto, quando veio o Dr.Ademar, ninguém quis fazer nada. Pedi ao Padre Silva que me ajudasse e ele trouxe-me um gravador para termos as intenções do candidato assim como fora realizado com os demais.
Há um fato que se conta da época em que o então reitor do seminário, Padre Antônio Penteado tenha admitido uma situação de telepatia por parte do Pe.Carlos Silva que vinha de ser ordenado e ainda prestava exames anuais, durante 5 anos, que eram redigidos no seminário maior de Tietê e encaminhados à reitoria dos novos ordenados. Na ocasião, Pe.Silva garantia que saberia em Aparecida-SP as questões no mesmo momento em que seriam redigidas em Tietê-SP. Com a dúvida dos confrades e a autorização do Pe.Penteado, Pe.Silva escreveu as questões e as entregou àquele reitor. Este, ao recebê-las posteriormente do Seminário de Tietê, comparou-as e confirmou o acerto antecipado do Pe.Silva. Houve apenas a inversão das questões 4 e 5, considerando, como se soube depois, que a questão 4 fora retirada e recolocada em seguida no lugar da questão 5 que ficara em 4º lugar. Esse fato foi-me devidamente confirmado pelo próprio Pe.Silva em 2008.
 São rememorações que guardamos sempre e elas afloram quando surge um momento asado.
Momento sim para trazermos às nossas intenções a memória deste sacerdote, levando aos céus nossas orações para que esteja agora junto do Senhor. Antônio Ierárdi Neto(1957/1962)
Meus sentimentos e minhas orações. Pe Silva também foi meu professor de história e diretor quando estive no seminário Santo Afonso. Depois foi meu professor de Direito Canônico, quando fiz o curso de teologia no então ITESP.  E era o provincial, quando deixei a província. Minhas orações. Um homem que fez muito pela província de São Paulo.João Loch 
No dia 07/01/16, por volta das 21h:30m, partiu para a casa do Pai celeste o Missionário Redentorista Pe. Carlos Silva, C.Ss.R, aos 81 anos. - Sua ultima residência nesta terra foi o Convento dos missionários redentoristas, do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida - SP. Hoje, 08/01/16, às 16 horas acontecerá a Santa Missa e a seguir sepultamento. Deixará saudades. Ele foi um verdadeiro discípulo e missionário do Redentor. A Província Redentorista de São Paulo agradece por tudo que fez. Foi, sem dúvida, um grande missionário. Obrigado Pe.Carlos Silva. Nossa Senhora o acolhe no céu e o apresenta a Jesus nosso Redentor. Descanse em paz. Aos familiares nossa oração e sentimentos. Aos redentoristas a nossa oração e suplicas ao Pai do céu para que continue enviando muitos e bons missionários. - Pessoalmente devo muito de minha vida e apoio na formação deste grande servo de Jesus. Vai em paz Pe.Carlos.Ir.Manoel Aparecido dos Santos
Após o almoço todos tínhamos o dever de estar no barracão de recreio, ali haviam quase todos os tipos de divertimentos: dominós, baralhos, ping pong, bilhar, sinuca, xadrez, dama , trilha , gamão ; todos distribuídos pelas várias mesas.
Logo na minha primeira semana de Seminário de Santo Afonso em fevereiro de 1973 procurei me adaptar às regras da nova casa: agora em seminário dos maiores. Sentiria talvez saudades dos anos na cidade de Tietê, lá do seminário dos menores... ali em Aparecida parece que a responsabilidade era mais exigida, afinal estávamos cursando os três últimos anos antes de ingressar na faculdade. Parecia-me no entanto que ali também valiam algumas regras comuns que seguíamos no Seminário de Santa Terezinha: haviam os novatos e os mais velhos. 
Bem diferente do que acontecera nos primeiros dias de quando entrei para o Seminário, ali no Santo Afonso já estava mais adaptado á vida comunitária, fundamental para todos os missionários redentoristas. Nos primeiros dias já conhecia todos os padres e os novos amigos. No barracão de jogos, circulava entre as mesas e percebi que ao redor de uma delas formara -se um pequeno grupo compacto de torcedores . Aproximei-me. Havia um padre jogando dama com um seminarista. Quando esse perdia dava seu lugar para outro sob as ovações de apoio e críticas dos companheiros. Ninguém conseguia vencer aquele padre.
Eu, raramente perdia uma partida de dama. Poderia tentar, afinal não tinha nada a perder. Entrei na fila. Alguns amigos se aproximaram para assistir ao combate ou a derrota. Parecia que esse tal padre era dos bons e impunha respeito. Chegou a minha vez. Sentei-me diante dele. Ele me olhou por cima dos óculos, franziu a testa e pediu prá que eu começasse. Pensei com meus botões: “ Esse padre deve ter um cargo importante pois todos se portam diferente diante dele e mantém certa distancia respeitosa “...mas todos estão perdendo pois usam de jogadas clássicas no início dos jogos de dama e o padre só faz também armar armadilhas clássicas. Farei diferente, fugirei da mesmice e partirei para toques sem nenhuma conexão obrigando o padre a sair de seu “status quo “” e não lhe darei tempo de pensar em fazer nenhuma jogada de ataque...iniciei a partida e, aos poucos vi o padre franzir os olhos e me olhar por sobre os óculos e coçar o queixo. “ Bom sinal,” pensei, “ele sabe que diante de si tem um jogador mais esperto”. ..Continuamos o jogo e aumentou o grupo da torcida ao redor da mesa. Olhei nos olhos do padre e não gostei do vi: estava sério demais e havia a ameaça de um sorriso bem na linha em um lado da sua boca. Isso era sinal de que ele estava muito confiante e só aguardando a chance de dar o golpe fatal...afastei o corpo da mesa e, tentei imitar o padre: coloquei também a ameaça de um sorriso no canto da boca e o encarei e disse: “ Não sei quem é o senhor, padre, mas comigo será diferente...fique na sua porque não jogo prá perder!”. A torcida caiu na gargalhada e alguns se ajuntaram atrás de mim, outros vendo que eu me colocava a altura do padre também se juntaram aumentando o bloco de torcedores. Conduzi as jogadas com mais lentidão sempre fugindo daquilo que o padre estava acostumado a jogar...mas aquele “ bendito” sorriso que não saía do canto de sua boca começou a me perturbar...e tentei perceber quais eram as suas intenções mas não conseguia pois ele ia respondendo às minhas jogadas como se tivesse certeza da vitória. Nas últimas jogadas eu já sabia que venceria mas, o padre parou, coçou o queixo, franziu os olhos e demorou mais do que o normal para responder a minha jogada e então fez a sua jogada fatal...a torcida aplaudiu e novamente caiu na gargalhada: “ Aí, Neri , encontrou um parceiro à sua altura!”. Cumprimentei o padre: “ Parabéns, gostei de jogar com você, vamos jogar mais vezes e te pego, muito prazer, eu me chamo Neri! ”. E então, se levantou e estendeu-me mão: “ O prazer foi meu, mas você tem que treinar mais, é muito esperto, eu me chamo Pe. Carlos Silva ! – “ nos cumprimentamos e ele se retirou. Os amigos se aproximaram: “ Não conhecia o Padre Silva?” – me perguntaram. “ Não!”, ele joga muito bem !” – respondi. “ Ele é o diretor do Seminário!” – respondeu um amigo – “ é muito inteligente, entrou no seminário com apenas nove anos de idade!”. Neri Pereira da Silva
O já saudoso Pe. Silva, também era um exímio jogador de xadrez. E o salão de jogos era um lugar muito especial. Muito especial ter vivido tudo isso!! E sobra muita saudade deste tempo impar de nossas vidas!! Esteja com Deus, querido Pe. Silva. Ubaldo Bergamin Filho
Caro Vicente, na sua pessoa transmito os meus sentimentos à família redentorista. O que Pe. Silva foi para a Província, talvez a gente que não acompanhou todos os passos não imagine. Mas, na vida pessoal de centenas de pessoas ele foi marcante, sem dúvida. Quantos fomos alunos , amigos e admiradores do "Silvão"! Do Silvão de invejável cultura, incentivador de talentos, amigo dos esportes, promotor de eventos culturais, antenado e incentivador das inovações que despontavam já nos anos 60 e 70. É justo sentirmos sua partida; mas, é mais justo nos alegrarmos que tenhamos tido a oportunidade de convivermos com sua pessoa. Com o latim que dele aprendi, me despeço: "semper motuus, semper vivus". Joaquim Araújo
Realmente Joaquim, seu comentário é justo e pontual. Em todas as vezes que tive o prazer de me encontrar com ele depois que sai do seminário, sempre senti o enorme carinho e prazer que tinha nestes reencontros. Um grande homem, grande padre e grande pai. Descanse em paz Silvão!!Ubaldo Bergamin Filho
Fui para o seminário em fevereiro de 1949, lá conheci um aluno da quinta série chamado Novarro, habituei-me e supunha que fosse um sobrenome espanhol. Nunca tive contato com ele, pois eu era da turma dos menores e ele pertencia aos maiores, as turmas não se comunicavam. Sua fama era de ser o aluno mais inteligente da época, gostava de recitar "Navio Negreiro" de Castro Alves, tinha uma memória fabulosa, dizem que estava decorando "Lusiadas" e teria recitado esse poema de Camões em sua sala de aula por um espaço de tempo que deixou boquiaberto seu professor e seus colegas de turma. Voltando ao codinome "Novarro", só posteriormente fiquei sabendo que isso foi criação do padre Pereira em virtude de sua pouquíssima idade ao entrar no seminário, nove anos, Novarro seria um superlativo de Novíssimo. Outro de sua turma que também ganhou um apelido foi o Zompero, conhecido no meu tempo por "Pirulito" . Boa história, anima-me a voltar aos meus contos, nada mudou, você me fez lembrar do padre Carlos Silva, do Rodolfo e do Pacheco, meus contemporâneos, seminaristas da década de cinquenta. No meu tempo, os jogos eram determinados por grupos e, semanalmente, éramos obrigados a ficar somente em um segmento, seja baralho, xadrez ou dama, eram determinações hebdomadárias. Havia um seminarista gaúcho, chamado Serafim , era um santo, estava na sétima série, nunca teve o seu nome incluído no FIGO, eis que, em certo domingo, seu nome foi citado naquele fatídico livro :- "O Serafim recusou-se a jogar " Mico Preto". Fazendo referência, ainda, a esse seminarista, de comportamento exemplar, tive a decepção de vê-lo excluído do seminário por problemas de saúde, foi mandado embora por ser portador de uma ferida incurável em uma das pernas. Tive notícia, posteriormente, que, perseverante na vocação, ingressou em um seminário diocesano e tornou-se padre, realizando, assim, o seu sonho de servir a Deus.Dumas
Saudosa memória de nossos tempos! No meu tempo havia um jovem que era campeão no xadrez...ninguém ganhava dele e ele ainda fazia ironia do adversário.... o apelido dele era Picolé, o nome era Gaspar...quanto ao nosso Castro Alves, decorei e declamei por vezes O LIVRO E A AMÉRICA....O NAVIO NEGREIRO....VOZES DA ÁFRICA.....O estimado Pe.Zômpero surgiu ao SRSA em 1958...incentivando especialmente a Educação Física e Esportes...Uma vez, em uma de nossas festinhas do domingo, fiz um discurso para cumprir nosso treinamento para o púlpito e missões. Pe.Zômpero gostou muito e pediu-me cópia para usar em algum de seus futuros sermões(assim se denominava a homilia em nosso tempo!)Ierárdi