sexta-feira, 23 de setembro de 2022

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. NOÉ SOTILLO CSsR

PE. NOÉ SOTILLO CSsR
+23 de SETEMBRO 1996 
Pe. Sotillo nasceu a 13 de março de 1921, em Cerquilho-SP, na Fazenda Estiva. Foram seus pais: Luiz Sotillo e Maria Bellini. Era o décimo primeiro dos dozes filhos do casal. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no dia 31 de março de 1936. Tendo recebido o hábito no dia 01 de fevereiro de 1943, fez o noviciado em Pindamonhangaba-SP. Fez a primeira profissão no dia 02 de fevereiro de 1944 e cursou filosofia e teologia no Seminário Maior Redentorista de Tietê, onde fez a profissão perpétua no dia 12 de fevereiro de 1947. Foi ordenado sacerdote no dia 06 de janeiro de 1949, em Sorocaba-SP. pelas mãos de D. José Carlos de Aguirre e cantou sua primeira missa solene em Porto Feliz-SP no dia 09 de janeiro de 1949. Seu primeiro trabalho pastoral foi como vigário cooperador na Penha em São Paulo de 1950 a 1951, quando foi ser vigário cooperador em Aparecida. No primeiro semestre de 1952 fez o segundo noviciado em Pindamonhangaba e iniciou a pregar as Missões Populares, adscrito sucessivamente às comunidades missionárias de Araraquara, São João da Boa Vista, Penha, Tietê, Araraquara, Jardim Paulistano, percorrendo o Brasil até 1965. Em setembro de 1965 foi nomeado superior da comunidade e pároco na Penha. Lá ficou até dezembro de 1966, quando os Redentoristas deixaram a Paróquia e Santuário de Nossa Senhora da Penha e a entregaram à arquidiocese de São Paulo. No dia 01 de janeiro de 1967 foi nomeado tesoureiro e administrador no Santuário de Aparecida, ao lado de Dom Antônio Macedo que, depois, lhe entregou toda a responsabilidade da administração do Santuário e da construção da nova Basílica. Lá ele ficou até 01 de dezembro de 1989 e realizou uma obra gigantesca. Começando praticamente do nada, foi ele que criou toda a estrutura administrativa e deu nova vida e novo ritmo à construção do grande santuário. Foi uma mudança que fez com que se agilizasse a construção. Creio que, por justiça, se deve reconhecer que, se hoje existe o grande santuário, em grandíssima parte se deve à capacidade e ao trabalho do Pe. Sotillo. Foi ele também que se preocupou em construir toda a infraestrutura para atendimento dos romeiros, que hoje causa admiração a todos os que visitam o Santuário de Aparecida. Ninguém pode imaginar quanto trabalho, quanta preocupação e quanto sofrimento ele teve de enfrentar, sempre guiado por uma grande fé, um grande amor a Nossa Senhora e uma energia de gigante. Desempenhou o cargo de Conselheiro Provincial de 1976 a 1979. Em dezembro de 1989 retirou-se para o Jardim Paulistano, onde ficou como vigário paroquial, sendo também superior da comunidade de 1991 a 1993. Em dezembro de 1995, atingido, sem, nenhum pré-aviso, por insidiosa doença, teve de ser internado no Hospital Sírio-Libanês, por causa de uma obstrução biliar. No dia 19 de dezembro foi operado, mas os médicos verificaram que não havia mais nada que fazer: um tumor no pâncreas muito adiantado, que não possibilitava nenhuma intervenção. Saindo do hospital foi para a casa da família do Sr. Narciso Sotillo e de d. Elisinha que, com muito amor e carinho, lhe deram toda a assistência possível. Os prognósticos dos médicos lhe davam de seis meses a dois anos de vida. Aparentemente ele se recuperava, lutava e tinha esperança de sarar completamente. Continuou indo freqüentemente ao Jardim Paulistano e se interessando por tudo, com seu proverbial bom senso e sua experiência. Celebrava diariamente sua missa e rezava muito... Quantas vezes era encontrado com o terço na mão, caminhando de um lado para o outro. Fez várias visitas para rezar em Aparecida. Todos sabemos que por detrás de modos às vezes bruscos, o coração do Pe. Sotillo era de uma bondade e de uma caridade muito grandes. Isso ele não conseguia esconder sob seus modos enérgicos e diretos: no fim, sempre transparecia seu “coração de ouro”. Era alguém que não guardava rancores, que sabia perdoar e sabia também reconhecer e pedir perdão. Sempre disposto a ajudar os confrades e outras pessoas, mesmo quando recebia ingratidão. No dia 23 de setembro de 1996, mais ou menos às18 horas, Pe. Noé Sotillo voltou à casa do Pai, em Pouso Alegre MG, onde tinha sido hospitalizado após o agravamento repentino de seu estado de saúde. Para lá ele quisera ir em busca de alívio paras as dores que, nos últimos dias, lhe causavam atrozes sofrimentos. Ao sair da casa do Sr. Narciso e de d. Elisinha, ele dizia com alegria e esperança: “Vou buscar minha saúde!”. Não temos dúvida que a Mãe, Nossa Senhora Aparecida, e Santo Afonso, a quem ele amava apaixonadamente, o terão acompanhado aos braços e ao coração do Pai: “Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor!”. (Do Comunicado Provincial de 27/09/96)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Quando o Padre Sotillo esteve na Penha, como vigário cooperador, dirigiu a equipe de acólitos (coroinhas). Nesse período, promoveu alguns passeios para estimular o grupo. Lembro-me de algumas vezes ele trazer guloseimas industrializadas raramente oferecidas aos coroinhas. Isso ficou indelevelmente marcado em minha memória. Zé Morelli

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

PADRE PEREIRA NETO E OS OVOS - JOSÉ CARLOS CRIADO

Fazenda do Potim, Guaratinguetá/SP, 1969, ano em que fiz o noviciado, similar à vida monástica, em preparação à formação de padre missionário redentorista, tendo o Pe. Amador Leardini como mestre. No horário, todo cronometrado, era prevista meia hora de cochilo (sesta), após o almoço. Como eu não conseguia cumprir esta atividade e não parava de ficar admirando a rica vida ornitológica ao redor do prédio, especialmente acompanhando desde a construção de ninhos até a saída dos filhotes, comecei a colecionar ovos das aves locais. A vida era tão abundante que, quase todo dia, encontrava no chão, ao lado do prédio, pintado de branco, algum pássaro desmaiado ou morto por bater na parede, talvez pensando que era um espaço vazio. Tsiu, coleirinha, bigodinho, rolinha, galinha d´água, beija flor, canário da terra, entre tantos. Se estava vivo, corria para a cozinha, pegava um pouco de água com açúcar e pingava no bico. Quase sempre funcionava e ficava todo alegre quando saia voando. Durante o horário da sesta, saia para andar pelo pomar e mata vizinha. Quando um ninho começava a ser construído, ficava acompanhando até aparecer o primeiro ovo para a coleção. Com uma agulha, furava ambos os polos e ficava assoprando até sair todo o conteúdo. Colocava em uma caixinha e anotava a data e o nome popular da ave. Assim, montei uma pequena coleção de ovos, nada científica, apenas resultado de um hobby sem maiores pretensões. No início do ano seguinte, após o final do noviciado, já com os votos temporários de três anos quando do recebimento da batina redentorista, com o título de Frater (Fr.) antes do nome, recebemos a visita do Pe. José Pereira Neto, que se mostrou curioso com minha coleção. Dias depois, recebo uma correspondência dele. Eram algumas folhas originais de uma revista francesa, Plaisir de France, de maio de 1948, acompanhadas de um bilhete escrito pelo Pe. Pereira dizendo: “Au Fr. José Carlos Criado, ne pas “galopin” mais “collectionneur” de oeufs”. No artigo da revista, o autor apresentava a foto de uma coleção de ovos, explicando, no início do texto, a diferença entre “galopin” e “collectionner”. Bela forma discreta de chamar minha atenção pelo que havia feito. Na época não entendi bem sua intenção mas, achei interessante a ilustração da revista com ovos de pássaros dispostos de forma a desenhar um lagarto, em uma placa de espuma de nylon. Fui à carpintaria, montei uma caixa, com tampa deslisante de vidro e coloquei no fundo uma placa de espuma, tentando copiar o modelo da revista. Com um ferro aquecido, abria pequenos buracos na espuma para encaixar os ovos, formando a figura de um lagarto. Neste mesmo ano, nossa classe começou com os estudos de Filosofia no IRES – Instituto Redentorista de Estudos Superiores em um prédio enorme construído no km. 20 da Raposo Tavares, São Paulo. Lugar também exuberante de vida ornitológica devido sua localização em meio à mata. Muitos pintassilgos, principalmente, mas nunca consegui encontrar seus ninhos e, assim parei de colecionar ovos. Lugar que hoje se transformou em penitenciária feminina em meio a um novo bairro, quase sem mata, sem aves. Aos poucos elas estão desaparecendo e, em breve, somente poderão ser conhecidas através de livros, fotos, e.... coleções. Quase 45 anos depois, a pequena coleção ainda está comigo. Afinal, o Pe. Pereira recomendou que fosse um colecionador, (ne pas “galopin” mais “collectionneur”) permitindo a outros a oportunidade de apreciar algo interessante. Seguem as fotos. Um grande abraço, José Carlos Criado
PADRE PEREIRA NETO
+22/09/1986

CRIADO, LI E ACHEI FANTÁSTICO. TB GOSTO DA NATUREZA E TENHO FEITO ALGUMAS EXPERIÊNCIAS  MUITO GOSTOSAS COM PLANTAS. PLANTIO DE FRUTAS, DE ORNAMENTAIS, ETC. É MUITO INTERESSANTE DESCOBRIR E ADMIRAR OS MILAGRES DE DEUS NA NATUREZA. ANTONIO CARLOS SACRISTÃO.(+)
Belo resgate, Ierardi. parabéns ao Criado que fez um belo trabalho de estudo dos pássaros da região de Potim e do KM 20 da Raposo, quando lá ainda havia mata preservada. abs. Luiz Silvério
Pe. Pereira que me desculpe, acabei sendo, em ornitologia, um "galopin", um amador aventureiro, admirador da natureza, hehehe. José Carlos Criado

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOSÉ PEREIRA NETO CSsR

PE. JOSÉ PEREIRA NETO CSsR
+22 de SETEMBRO 1986 
Nasceu em Jacareí-SP, à 4 de agosto de 1914. Era o primeiro filho de Antônio Pereira Guedes e Maria Mercadante Pereira. Entrou para o Juvenato de Aparecida no dia 5 de fevereiro de 1926. Fez o noviciado, sozinho, em Pindamonhangaba em 1932, onde professou no dia 2 de fevereiro de 1933. Iniciou seu Seminário Maior na Argentina em Manuel Ocampo e Villa Allende, de 1933 a 1936. Em 1937 veio para o recém-fundado Seminário de Tietê-SP, onde continuou seus estudos. Foi ordenado sacerdote na Igreja Matriz de Tietê, no dia 19 de dezembro de 1937 por Dom José Carlos de Aguirre, bispo de Sorocaba. Sua primeira missa solene foi em Aparecida, no dia de Natal de 1937. A 5 de fevereiro de 1939 deixou o Seminário Maior, sendo transferido para Aparecida, como cooperador na Basílica, sendo ao mesmo tempo professor no Seminário Santo Afonso. De fevereiro de 1940 a janeiro de 1945 foi professor e prefeito do Seminário Santo Afonso. De janeiro de 1945 a abril do mesmo ano foi diretor do Seminário São José em Campinas-Goiânia. De maio de 1945 a fevereiro de 1956 foi professor, diretor e também reitor do Seminário de Santo Afonso. Em 1956 foi transferido para o Chile, como professor em nosso Seminário Redentorista em São Bernardo, onde ficou por um ano. De janeiro de 1957 a março de 1972 esteve no Jardim Paulistano, paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Paulo. Nesse período foi: cooperador paroquial, arquivista provincial, cronista e secretário provincial e também reitor da comunidade. Em março de 1972 foi transferido para a Basílica de Aparecida como cooperador. Em janeiro de 1979 foi transferido para Araraquara, como cooperador na Igreja de Santa Cruz. Pe. Pereira foi professor em nossos seminários por 18 anos. Foi arquivista provincial 15 anos, tendo remodelado completamente o arquivo provincial. A matéria predileta do Pe. Pereira: as ciências naturais, principalmente a Botânica, da qual era profundo conhecedor. Era ótimo professor. Era também grande conhecedor dos objetos de arte, principalmente de arte antiga. Foi o Pe. Pereira quem organizou o Museu do Seminário Santo Afonso, como o encontramos hoje. Em Araraquara sua saúde intelectual foi decaindo rapidamente: esclerose. No fim estava completamente esquecido de tudo. Igualmente sua saúde física decaiu: muita anemia. No dia 14 de abril de 1986 foi operado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo: câncer no esôfago. Sua irmã Carmem, esteve junto dele nos últimos meses de vida, tratando dele com todo cuidado e carinho. Pe. Pereira faleceu na Santa Casa de Araraquara, no dia 22 de setembro de 1986, à 15h15. Foi enterrado em Araraquara. “Instantes de enlevo e encantamento assaltam-me todos os dias: preciso ter olhos abertos para vê-los, e alma atenta para senti-los; por isso, ando no meio das coisas bonitas que enfeitam o mundo, imaginando que cada criatura é uma palavra de Deus (e Deus jamais se repetiu!) e atravesso os anos nadando em riquezas, sem possuir um centavo!...” Estava com 72 anos de idade e 49 de sacerdócio. (Comunicado do Governo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Padre Pereira era um grande amigo, organizava o museu do Seminário Santo Afonso no meu tempo. Era de Jacareí, cidade de onde fui para o SRSA, fui ao enterro de sua mãe Dona Maria Mercadante, família toda de Jacareí, inclusive o Ministro Mercadante também é de Jacareí. Seus pais foram os primeiros a produzirem os famosos Biscoutos Jacareí. Tenho uma imagem da Imaculada que o Padre Pereira me deu! José Alcides Marton
Querido Padre Pereira, quantas e quantas vezes eu tenho invocado a sua intercessão, nas horas difíceis.
Você foi marcante,bem-aventuradamente marcante, em nossas vidas no seminário Santo Afonso. Firme, franco, mas jamais deixou de ser acolhedor e paternal para conosco. A bênção, Padre Pereira.João De Deus Rezende Costa

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

ELES VIVERAM CONOSCO - Irmão Osmar Lúcio da Silva CSsR

-*19.09.1946
- +19/09/2021
- 75 anos de vida
e 46 de Redentorista
Ir. Lúcio nasceu aos 19 de setembro de 1946 em Lagamar – Patos de Minas, MG. Filho do casal, já falecido: Adalberto Lúcio da Silva e Margarida Neves Pereira, que tiveram uma filha e dois filhos. Lúcio teve nove sobrinhos. Aos 20 anos, em 1967, entrou para o Seminário São Geraldo na cidade do Potim, SP, e aí permaneceu durante cinco anos. De 1972 a 1973 fez o Postulantado em Aparecida, residindo no Convento, ao lado da Basílica Histórica. O Noviciado ele fez em São Paulo, no Jardim Paulistano, durante o ano de 1974. Tendo sido aprovado para pertencer à Congregação do Santíssimo Redentor, no dia 1º de fevereiro de 1975, na igreja Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo, Osmar Lúcio professou os Votos de Castidade, Pobreza e Obediência, tornando-se, assim, Missionário Redentorista. Após três anos de vivência comunitária e aprovado pelos superiores, fez a Profissão Perpétua e o Juramento de Perseverança na Vocação Redentorista, para seguir o Redentor à maneira de Santo Afonso e do Irmão São Geraldo Majella. Isso aconteceu no dia 19 de janeiro de 1978, aos pés de Nossa Senhora Aparecida na Basílica Histórica de Aparecida. Como missionário redentorista, o Ir. Lúcio passou a sua vida servindo em diversas comunidades e paróquias e igrejas não paroquiais. Ele teve o privilégio de estar bem junto ao Redentor, pois serviu como Sacristão em nossas igrejas desde o ano de 1975, isto é, durante 45 anos. Zeloso Sacristão não só no estado de São Paulo, nas cidades de Aparecida, Araraquara, São João da Boa Vista, Tietê, São Paulo, Sorocaba, mas também em Goiânia, GO, e em Brasília, DF. Sempre servindo e preparando a igreja para acolher os fiéis e cuidando para que o altar estivesse sempre pronto para a Eucaristia. Além de tudo isso, Ir. Lúcio prestava serviços aos confrades da comunidade. Acometido de enfermidade, aceitou humildemente residir na comunidade São Geraldo Majella em Sorocaba, em 2020, para cuidar da saúde. Agravando a doença, foi transferido, em janeiro de 2021, para o Convento do Santuário, em Aparecida, onde foi muito bem cuidado pelos confrades e enfermeiros. Mas, teve que ser internado no final de agosto, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, onde veio a falecer no início da tarde do domingo, dia 19 de setembro, no mesmo dia em que completou 75 anos de vida. O Velório acontece no Santuário, a partir das 07h30 do dia 20, e às 09h00 será celebrada a missa de corpo presente. Em seguida, o sepultamento no Cemitério Municipal Santa Rita, em Aparecida. A pessoa do Ir. Lúcio transmitia simplicidade, humildade, serenidade e paz. Uma pessoa realizada em sua vocação de Irmão Missionário Redentorista. Agradecemos a Deus por sua vida e que ele esteja no céu em companhia dos santos confrades redentoristas, Padres e Irmãos, e recebendo o abraço cheio de ternura da Mãe Aparecida, o Perpétuo Socorro de sua vida! Ir. Lúcio, que o Pai do céu o acolha com aquelas benditas palavras: “Muito bem, servo bom e fiel! Porque viveste servindo, entra e participa da alegria do teu Senhor!” (Mt 25,21) Descanse em paz! Amém!

domingo, 18 de setembro de 2022

ELES VIVERAM CONOSCO-PADRE HÉLCIO VICENTE TESTA CSsR

PADRE HÉLCIO VICENTE TESTA CSsR
*21 DE JULHO DE 1964
+18 DE SETEMBRO DE 2022
Faleceu neste domingo, 18 de setembro, no Hospital A.C Camargo, em São Paulo (SP), o Missionário Redentorista Pe. Hélcio Vicente Testa, C.Ss.R. Nascido no interior de São Paulo, em Assis, no dia 21 de julho de 1964, Pe. Hélcio fez sua Ordenação Diaconal em 11 de fevereiro de 1995. No mesmo ano, realizou sua Ordenação Presbiteral, em 29 de julho. Seus estudos de Filosofia e de Teologia se realizaram-se na PUCCAMP, em Campinas, e no ITESP, em São Paulo, respectivamente. O Missionário Redentorista atuou como administrador da Casa dos Missionários Redentoristas em Roma. Trabalhou em Sacramento (MG) no Seminário Propedêutico Santíssimo Redentor. Na cidade, também foi Superior da Comunidade Redentorista. Padre Hélcio Testa foi Diretor da ETER – Escola Técnica Redentorista, Ecônomo e Administrador do Santuário Nacional de Aparecida e Diretor da Editora Santuário. O Missionário Redentorista foi pároco das Paróquias São Geraldo, em Sorocaba (SP), e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista (SP). 
O velório do Redentorista acontecerá, nesta segunda-feira(19/09/22), durante toda a manhã na sala da portaria do Convento Novo, em Aparecida (SP). Na parte da tarde, o corpo será levado para o Altar Central do Santuário. Às 16h haverá uma celebração com transmissão pelo Aparecida ao Vivo no YouTube e pelo aplicativo Aparecida. O sepultamento acontecerá em seguida no Cemitério Santa Rita, em Aparecida.

ELES VIVERAM CONOSCO - Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta

Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta
Nomeado Arcebispo de Aparecida
falecido em 18 de setembro de 1982
Período: 1944 à 1964
Biografia:
Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta (Bom Jesus do Amparo, 16 de julho de 1890 — Aparecida, 18 de setembro de 1982) foi um sacerdote católico brasileiro; vigésimo quarto bispo do Maranhão e seu segundo arcebispo; décimo quinto bispo de São Paulo, sendo seu terceiro arcebispo e primeiro cardeal. Foi também o primeiro arcebispo de Aparecida .
Era filho de João de Vasconcellos Teixeira da Motta e de Francisca Josina dos Santos Motta.
Estudos:
Realizou seus estudos fundamentais na Fazenda da Prata, na paróquia de Taquaraçu, Caeté, Minas Gerais. Estudou de humanidades no Colégio Matosinhos, dos Irmãos Maristas, em Congonhas do Campo. Em 1904, matriculou-se no seminário menor de Mariana, saindo após breve período. Entre 1910 e 1911 cursou a Faculdade de Direito de Belo Horizonte. Em 1914 matriculou-se no seminário maior.
Presbiterado:
Foi ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1918, por Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana. Celebrou sua primeira missa, em Taquaruçu, a 7 de julho de 1918.
Atividades antes do Episcopado:
Após ser ordenado, foi nomeado vigário coadjutor de Taquaruçu, onde permaneceu por seis meses. Depois foi nomeado capelão do Asilo São Luís da Serra da Piedade. Foi depois capelão do Recolhimento das Macaúbas, e trabalhou nas paróquias de Caeté e Sabará. Foi reitor do seminário de Belo Horizonte até 1932.
Episcopado:
Em 29 de julho de 1932 foi eleito bispo titular de Algiza e auxiliar de Diamantina, aos 42 anos. Recebeu a ordenação episcopal , em 30 de outubro de 1932, na igreja matriz de São José, em Belo Horizonte, sendo sagrante principal Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte, e consagrantes: Dom Ranulfo da Silva Farias, então bispo de Guaxupé, e Dom Antônio Colturato OFM Cap, então bispo de Uberaba. Em 19 de dezembro de 1935 foi nomeado arcebispo do Maranhão, onde permaneceu por oito anos.
Em 13 de agosto de 1944, aos 54 anos, foi nomeado arcebispo de São Paulo, da qual tomou posse por procuração a 7 de setembro do mesmo ano. No dia 16 de novembro fez sua entrada solene na igreja de Santa Ifigênia, então catedral provisória. Em 18 de abril de 1974, aos 73 anos, foi nomeado primeiro arcebispo de Aparecida, cargo que exerceu até sua morte, em 18 de setembro de 1982, aos 92 anos.
Cardinalato:
No Consistório do dia 18 de fevereiro de 1946, presidido pelo Papa Pio XII, na Basílica de São Pedro, Dom Carlos foi criado Cardeal-Presbítero, do título de São Pancrácio. Como cardeal, participou de dois conclaves, o de 1958 e o de 1963.
Brasão e lema:
- Descrição: Escudo eclesiástico, partido: o 1º de sinopla, com cinco flores-de-lis de jalde postas em sautor - Armas dos Motas; o 2º de sable com três faixas veiradas de argente e goles - Armas dos Vasconcelos. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio branco com cruzetas de sable. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de duas travessas de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico com seus cordões em cada flanco, terminados por quinze borlas cada um, tudo de vermelho. Brocante sob a ponta da cruz um listel de goles com a legenda: IN SINV IESV, em letras de jalde.
- Interpretação: O escudo oval obedece as regras heráldicas para os eclesiásticos. Os campos representam as armas familiares do Cardeal. O Campo de sinopla (verde) representa: esperança, liberdade, abundância, cortesia e amizade. As flores-de-lis simbolizam: candura, castidade, pureza, poder e soberania, sendo de jalde (ouro) traduzem: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. No 2º, o esmalte sable (negro) do campo simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro; as faixas veiradas representam as pontas de peles variadas que ornavam os mantos da ·nobreza, sendo que pelos seu metal argente (prata) simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote; e, pela sua cor goles (vermelho), simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do Cardeal pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. O listel tem com lema No Seio (Coração) de Jesus, sendo uma afirmação da confiança do cardeal na promessa de Jesus de que quem nEle espera jamais será confundido.
Atividade e contribuições:
Dom Motta foi administrador da Diocese de Diamantina , de 1933 a 1934. No Maranhão, criou o Colégio Marista de São Luís, orfanatos, hospitais e um leprosário. Instalou diversas congregações religiosas. Promoveu a criação das dioceses de Caxias e Pinheiros, sendo administrador desta última entre 1940 e 1944.
Preocupadíssimo com a formação católica dos universitários, o Cardeal Motta criou em 18 de março de 1946 a Faculdade Paulista de Direito, núcleo inicial da Universidade Católica, que a 10 de maio de 1945 teve seu primeiro reitor nomeado, Dom Gastão Liberal Pinto e foi instalada a 2 de setembro de 1946. Em 1947, o Papa Pio XII, lhe concede o título de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no antigo convento carmelita, no bairro de Perdizes.
O Cardeal Motta estimulou, em São Paulo o Movimento familiar Cristão e a Ação Católica, que ganhou grande força na década de 50 do século XX. Em 14 de outubro de 1952, foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Empenhou-se muito para concluir as obras da nova catedral, inaugurando-a, a 25 de janeiro de 1954, ainda sem as torres, durante as comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo. A catedral teve seus sinos e o carrilhão abençoados, pelo Cardeal Mota, a 6 de janeiro de 1959.
Em 2 de março de 1956 fundou a Rádio Nove de Julho, em comemoração aos oitenta anos do Papa Pio XII. Preocupado em aumentar o número de sacerdotes, o Cardeal Motta promoveu entre 4 e 9 de novembro de 1957 o Segundo Congresso Nacional da Vocações Sacerdotais. O cardeal procurou implantar e incentivar as reformas do Concílio Vaticano II na arquidiocese.
A Arquidiocese de Aparecida, no Vale do Paraíba, havia sido ereta a 19 de abril de 1958 e o Cardeal Motta era seu Administrador Apostólico, desde então. A 25 de abril de 1964, foi ele nomeado para ser o primeiro arcebispo daquela sede. Em Aparecida, o cardeal assumiu, com grande empenho, a construção do novo santuário nacional da padroeira do Brasil.
Curiosidades:
Seu pai João de Vasconcelos Teixeira da Motta foi deputado durante o Império. Foi o Cardeal Motta quem escolheu pessoalmente o nome de Brasília para ser a nova capital Federal da Nação. Em 3 de maio de 1957, e celebrou a 1ª missa em Brasília.
Foi o primeiro presidente da CNBB, de 1952 a 1958. Foi Arcebispo de São Paulo por 20 anos, criando mais de 100 paróquias. Participou de dois Conclaves: do Papa João XXIII e do Papa Paulo VI.
Bispos ordenados:
O Cardeal Motta foi o principal sagrante dos seguintes bispos:
- Dom Luís Gonzaga Peluso
- Dom Francisco Prada Carrera, C.M.F.
- Dom João Batista Costa
- Dom Antônio Maria Alves de Siqueira
- Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra
- Dom Paulo Rolim Loureiro
- Dom Afonso Maria Ungarelli, M.S.C.
- Dom João Resende Costa, S.D.B.
- Dom Romeu Alberti
E foi consagrante de:
- Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena
- Dom Filipe Benedito Condurú Pacheco
- Dom Luís Gonzaga da Cunha Marelim, C.M.F.
-Dom Francisco Xavier Elias Pedro Paulo Rey,       T.O.R
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Que biografia! Ele esteve no seminário de Congonhas, acompanhado do arquiteto e projetista da Basílica de Aparecida (Dr.Benedito). Fez, para nós juvenistas, uma explanação do projeto e da obra. Meu irmão padre foi, durante algum tempo, vigário na terra do Cardeal. Benedito Franco
Já falei sobre Dom Carmelo. A última vez que nos vimos, estava na praça conversando com pessoas de minha família. Eis que estaciona um carro onde identifiquei meu querido cardeal, fui ajudá-lo a descer. Trôpego, calçando os sapatos ao contrário, perguntou-me quem és? Sou seu coroinha da missa da pedra fundamental da nova basilica, 1946. Segurou minha mão e convidou, então venha almoçar comigo. Não fui, que pena, recordaríamos tempos históricos onde fomos protagonistas, ele cardeal, eu um simples coroinha. Alexandre Dumas

sábado, 17 de setembro de 2022

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WENCESLAU (CARLOS PREIS) CSsR

IR. WENCESLAU (CARLOS PREIS) CSsR
+17 de SETEMBRO 1963 
Alemão, nascido em Blaibach a 3 de fevereiro de 1884, professou na C.Ss.R. em 1908, vindo logo para o Brasil. Eletricista, mecânico, e ótimo marceneiro, Irmão Wenceslau trabalhou em Trindade, Campinas (GO) em Cachoeira do Sul, e no Seminário R. Santo Afonso. Dedicado e caprichoso em tudo o que fazia, era um homem de fé. Em meio a certos trabalhos e dificuldades que muito o aborreciam, segundo suas cartas, aceitava humildemente o que Deus lhe mandasse, pois dizia-se nas mãos do Pai. Com quase 81 anos ele trocou este mundo pela eternidade, no dia 17 de setembro de 1963.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

MEMÓRIAS DE SACRAMENTO - LIVRO

Lançamento do livro Memórias de Sacramento

Sábado, 28 de agosto de 2021 - 15h às 20h 
VICENTE DE PAULA ALVES
Amigos, hoje me traz à lembrança a live que com presença de mais de 100 pessoas aconteceu em 28 de agosto de 2021 para o lançamento deste livro: MEMÓRIAS DE SACRAMENTO, que conta fatos  sobre o Seminário Redentorista de Sacramento, o seminário do Padre Borginho(+). Em especial uma recordação inesquecível: o depoimento do primeiro seminarista, Padre Luiz Carlos de Oliveira(+), Redentorista, na paz do Senhor desde 30 de Abril deste 2022! 

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOSÉ SEBASTIÃO SCHWARTZMAIER CSsR

PE. JOSÉ SEBASTIÃO SCHWARTZMAIER CSsR
+14 de SETEMBRO 1975 
O patriarca da Província, que chegou aos 96 anos de idade. Natural da Baviera, nasceu a 28 de fevereiro de 1880, ingressando no Juvenato C.Ss.R. em 1894. Ordenado em 1907, trabalhou na Alemanha até 1911. Nunca se interessou em trabalhar no Brasil. Todas as vezes em que o Provincial lhe perguntou se gostaria de vir, sua resposta foi sempre a mesma: 
-“Não!” 
Finalmente o Provincial lhe disse: 
-E se eu o mandar? 
-“Irei por obediência” — disse ele. 
O Provincial mandou, e Pe. Sebastião veio. Chegou a Aparecida em 1911 e aí ficou até 1915 como coadjutor, passando depois a Superior. Em seus longos anos de Brasil, Pe. Sebastião foi Superior e Vigário da Penha, de Aparecida (em dois triênios) de Campinas (GO) e de Pinda. Em Goiás trabalhou durante muitos anos, e era esse seu campo predileto de atividades, principalmente como Missionário pelo sertão afora. Era um confrade que todos estimavam pela sua simplicidade em tudo. Calmo, alegre, até brincalhão, principalmente em seus últimos anos, ele soube desempenhar muito bem o seu papel de patriarca. De ótima saúde, nunca se queixava de dificuldades, incômodos ou privações. Enfrentou com alegria anos e anos de trabalho, percorrendo o sertão goiano, sempre no lombo de burro. Certa vez, numa viagem, perdeu seu burro de estimação. Ele e seu camarada ajudante procuraram a “condução” por toda parte; mas nada de encontrar. Desanimado, Pe. Sebastião acabou chegando a uma fazendola bem distante, e pediu um burro emprestado. O dono da fazenda saiu pelo pasto, pegou um burro, e lhe trouxe. Era o seu burro desgarrado que, finalmente, voltou ao dono. Entomólogo apaixonado, vivia à cata de cobras, aranhas, escorpiões et similia, que mandava para o Butantã. Uma lista sua aponta mais de 2.000 espécies de abelhas, formigas, mosquitos etc. que ele enviou a revistas especializadas, para a devida classificação, já que eram ainda desconhecidas. Picado certa vez por um escorpião, alguém lhe perguntou: 
— Arruinou? 
— Não disse ele — só que o escorpião morreu... 
Que a sua saúde era de ferro, ele o mostrou até aos 90 anos, não dispensando diariamente o seu fortificante predileto: um bom machado, com o qual rachava um metro de lenha que, depois, levava com muito carinho, para a cozinha. Mas depois dos noventa, o velho patriarca foi decaindo aos poucos. Enquanto pôde, continuou celebrando todos os dias, e rezando também o Ofício no seu patriarcal Breviário em latim. Foi com saudade que ele precisou abandonar o seu “elixir de machado”, passando o dia no quarto ou na capela. Somente caiu com o peso dos seus 96 anos, falecendo em Goiânia a 14 de setembro de 1975. Certamente pôde então apresentar ao Pai um ramalhete de 64 anos bem cheios, vividos no Brasil. E por obediência.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Foi marcante a presença do redentorista alemão Pe. Sebastião Schwartzmaier em Goiás. Chegou aos 96 anos de idade. Nascido na Baviera, em 1880. Ordenado em 1907, trabalhou na Alemanha até 1911. Não lhe interessava trabalhar no Brasil. Veio por obediência. Ficou alguns anos nas comunidades de São Paulo, mas seu campo predileto de atividades foi Goiás, principalmente como missionário pelo sertão afora. Era um confrade que todos estimavam pela sua simplicidade em tudo. Entomólogo apaixonado, vivia à cata de cobras, aranhas, escorpiões ‘et similia’, que mandava para o Butantã, em SP. De ótima saúde, ele a mostrou até aos 90 anos, não dispensando diariamente o seu fortificante predileto: um bom machado, com o qual rachava um metro de lenha que, depois, levava com muito carinho, para a cozinha. Faleceu em Goiânia a 14 de setembro de 1975. Certamente, com 96 anos, apresentou ao Pai Eterno um ramalhete de 64 anos bem cheios, vividos no Brasil. E por obediência! Setembro/2017
Padre SebastIão, lembro-me dele, celebrou muitas vezes na basílica velha, ajudei missa e sei de sua história voltada às ciências naturais, era educado e tratava-me bem, os alemães eram assim, ele, particularmente, faz parte de minhas boas lembranças. Alexandre Dumas
Padre Sebastião era um mito para nós seminaristas. Eu me confessei com ele num dos retiros de que participou. Na confissão ele falou bem alto que eu iria para o inferno. Todos que estavam na vizinhança ouviram. Eu pensei, só podia ser comigo. Mas saí muito leve e reconfortado. Abençoado padre Sebastião - Abner

domingo, 11 de setembro de 2022

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JESUS FLORES, CSsR

PADRE JESUS FLORES, CSsR 
*11 de março de 1933 
+11 de Setembro de 2021 
"VIVA A VIDA" 
Data de Ordenação: 1º de janeiro de 1959
Em11/09/21, às 22h24, o missionário Pe. Marco Aurélio Martins, Conselheiro da Província Redentorista de Goiás, anunciou através de um áudio postado no grupo de WhatsApp da Província, o passamento do também missionário Redentorista da Província de Goiás, Pe. Jesus Flores, que há 06 dias lutava contra a Covid-19. Ele estava internado na UTI do Hospital do Coração em Goiânia, desde a madrugada do dia 06 de setembro. O sepultamento do corpo do Pe. Jesus será em  12/09/21, às 10h da manhã no Cemitério Municipal de Trindade/GO. A partir das 8h30 haverá uma concentração de veículos no trevo de Trindade (Portal da Fé). Em seguida o cortejo passará pela Igreja Matriz até a Basílica do Divino Pai Eterno, subindo a rampa do Santuário, onde às 09h será feita a Encomendação do corpo do Pe. Jesus Flores. Como de costume, às 08h da manhã do dia 12, será celebrada a Missa em memória de nosso Confrade, no Santuário Basílica, com transmissão ao vivo pela Tv Pai Eterno e Rádio Difusora Pai Eterno 640 AM. 
Pe. Jesus Flores era natural de Luziânia/GO. 
Estava com 87 anos. 
Sempre foi uma voz forte à favor da vida e na luta contra as injustiças deste mundo. Principalmente, em favor dos menos favorecidos da sociedade. Utilizou todos os recursos de comunicação de que dispôs para tal fim, de modo especial os microfones da Rádio Difusora de Goiânia. Incansáveis vezes criticou o "modus operandi" da condução da pandemia da Covid-19 no país que o vitimou na noite de ontem. Ao grande Missionário Redentorista Pe. Jesus Flores com quem tive a graça de conviver por quatro anos (2015/2018) no Convento da Basílica, o meu muito obrigado.Deus lhe pague, por tudo, conforme ele mesmo gostava de me dizer.Deixa-nos um legado de estudos, oração, austeridade, disciplina sobretudo nos horários comunitários, dedicação ao trabalho missionário, profunda devoção à Maria Santíssima, confiança em Deus e muito amor à Jesus de Nazaré, o Cristo Ressuscitado. 
E, "viva a vida"! 
Obs: posteriormente trarei mais informações sobre a vida missionária do Pe. Jesus 
Da Província Redentorista de Goiás 
Pe. Marco Aurélio Martins CSsR
Hoje acordamos com a noticia da Pascoa definitiva do Missionario Redentorista Padre Jesus Flores, CSsR. Oremos a Deus pelo seu descanso eterno. Um missionario a serviço da evangelização, da articulação para que a vida ocorresse a todos como gestor publico em Goias e muito bem fez. Rezemos a ele, à Congregação Redentorista – Vicente de Paula Alves
Convivi com Jesus Flores, já contei uma história sobre a primeira festinha missionária de que participei. Um seminarista recitou uma poesia onde o refrão era "Jesus, Flores !". A cada estrofe ele repetia "Jesus, Flores !". O pessoal ria. No dia seguinte, perguntei a um veterano qual a graça contida naquela bela poesia de exaltação a Jesus a quem eram oferecidas flores. Ele me informou que existia, na quinta série, um seminarista chamado Jesus Flores. Em um encontro onde se comemorava os cinquenta anos de inauguração de nossa capela, ele estava presente e sabendo que eu era um ex, perguntou-me se o conhecia, rememorei o passado, rimos.Alexandre Dumas
PADRE JESUS FLORES É LEMBRADO COMO REFERÊNCIA PARA COMUNICAÇÃO E DEIXA UM GRANDE LEGADO NA IGREJA E NA COMUNICAÇÃO CATÓLICA 
• IMPRENSA CNBB • 13/09/2021 
• COMUNICAÇÃO, DESTAQUE ESPECIAL Referência na comunicação católica em Goiás e na Igreja no Brasil, o missionário Redentorista, padre Jesus Flores, que também era jornalista, morreu na noite de sábado, 11 de setembro, vítima da Covid-19, aos 88 anos de idade. O sepultamento ocorreu na manhã deste domingo (12/09/21), no cemitério de Trindade (GO), sem a presença de público. O religioso estava internado na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital de Goiânia desde o início da semana passada quando foi diagnosticado com a doença. Até então, o padre cumpria suas atividades paroquiais em Trindade (GO), atuava na Rádio Difusora Pai Eterno e na TV Pai Eterno. Padre Jesus Flores tinha 62 anos de sacerdócio e dedicou a vida à missão religiosa e a de evangelizar. Membro da Congregação do Santíssimo Redentor, ele teve um papel fundamental na propagação da devoção ao Divino Pai Eterno e a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por meio do trabalho realizado pela Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). A missa de sétimo dia será na sexta-feira (17/09/21), às 19h30. Referência na comunicação Redentorista membro da equipe de coordenação da Rádio Difusora Pai Eterno – Goiânia (GO) e ex-coordenador de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Rafael Vieira, ressalta a importância de padre Flores como comunicador. 
“Padre Jesus Flores foi um comunicador intrépido. Atuava em várias frentes. E, dizia que, na verdade, era apenas um pregador. Viabilizava projetos de comunicação na Congregação com firmeza e foco. A atuação em rádio, por exemplo, foi uma das suas mais decisões mais fortes. Ele apoiava a parte técnica, conduzia a administração e encontrava soluções financeiras muito antes de ir aos microfones”. Padre Rafael destaca ainda a sabedoria do religioso que era um comunicador completo e sabia que o lugar de fala não podia ser negligenciado. “Falava sobre política, economia, cultura, mas jamais esqueceu que falava como padre. Era tão cuidadoso nisso que não ia para nenhum programa sem uma preparação rigorosa. Só falava daquilo que sabia e falava sempre com o olhar de quem conhecia a história da Igreja, a posição da Igreja e a Moral Católica. Não aceitava negociação alguma que viesse a ferir a verdade. E sua palavra era reflexo do carisma de sua família religiosa: evangelizar os pobres e abandonados. Fez isso, o tempo todo, por meio de uma crítica corajosa a tudo o que viesse a ferir a dignidade dos pobres. Era conhecido e até temido em alguns ambientes e não era somente por causa de seu tom de voz sempre solene e alto, mas pelo conteúdo claro que não expressava ambiguidade, mas que levantava os interesses de parte, da parte dos pobres”, revela. Padre Rafael CSsR
Com destaque importante na comunicação, principalmente no rádio, padre Flores foi um dos fundadores da Rede Católica de rádio (RCR). O coordenador nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom Brasil), Marcus Tulius, fala do legado de mais de 60 anos dele dedicados a congregação e a comunicação. “A vida e a missão do padre Jesus se traduziram em profecia, quem pôde ouvi-lo por décadas no rádio, também na TV, sentia a firmeza de suas convicções no peso de sua voz. Ele se configurou de tal forma ao Evangelho que era um homem palavra. O padre Jesus era dessas pessoas que em cinco minutos nos conseguia deixar uma lição, suas falas sempre cirúrgicas e objetivas mostravam a sua cultura e a sua capacidade de análise da realidade”, ressalta. Marcos Túlius
Homenagens Na santa missa deste domingo, 12 de setembro, no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, o superior Provincial dos Redentoristas de Goiás, padre André Ricardo de Melo, destacou a trajetória e comprometimento do padre Jesus com a missão na Igreja. “Sua vida para nós, missionários redentoristas, que convivemos mais de perto, foi um grande testemunho de homem que experimentou a profundidade de Deus. Era um homem antenado à realidade do mundo, mas ao mesmo tempo um homem enraizado no coração de Deus, um homem que rezava constantemente, um homem que escutava a Palavra de Deus e um homem que vivia sua comunhão com Deus diariamente. Por isso se tornou para nós, redentoristas mais jovens, exemplo e modelo a ser seguido”, afirmou. Padre André Ricardo de Melo
O governo do Estado de Goiás e a Prefeitura de Trindade decretaram luto oficial de três dias. Em nota, o governador Ronaldo Caiado disse que Goiás e o Brasil perdem uma potente voz em defesa da ética, dos direitos humanos e da vida. “Um dos maiores comunicadores da história de Goiás, padre Jesus Flores se constituiu, ao longo de décadas, como referência nas análises das conjunturas políticas em nível local e nacional, sendo muito respeitado por suas opiniões sempre imparciais, lúcidas, equilibradas e com grande conhecimento dos temas avaliados”, destaca a nota. 
A Associação Goiana de Imprensa (AGI) também manifestou pesar o falecimento do religioso. “Um dos expoentes da comunicação em Goiás nas últimas décadas. Profissional de reputação ilibada, Jesus Flores é mais uma vítima da covid-19, doença que tantas vidas da imprensa goiana já tirou. Ele esteve à frente da rádio Difusora em grandes momentos da história política de Goiás e do Brasil. Comentarista político nato, com grande disciplina e ponderação em suas análises, contribuiu civicamente para que o eleitorado fosse às urnas com informação e conhecimento. Sua marca sempre será a isenção e equilíbrio, bem como a coragem e determinação em convocar o cidadão a exercer seus direitos. Ficam o exemplo, o legado e a saudade”, destacou a nota. 
Padre Flores também foi homenageado em vida. Seu nome foi dado a uma rua no residencial Vale dos Sonhos, em Goiânia, por ter atuado fortemente para a regularização mobiliária na capital goiana. Além disso, o estúdio da Rádio Difusora Pai Eterno – Goiânia tem o nome dele.
Padre Jesus Flores viveu alguns anos de sua juventude como padre aqui na Paróquia de Nossa Senhora da Penha em São Paulo, ainda durante o Concílio Vaticano II. Ele se entusiasmava com a Reforma Litúrgica e incentivava o povo a participar dos cânticos na missa. Minha mãe vibrava com isso. Que ela possa dizer isso a ele pessoalmente lá no céu onde se encontram. José Morelli

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO BENEDITO DA SILVA (CAMPOS)CSsR

PE. JOÃO BENEDITO DA SILVA (CAMPOS)CSsR
* 11\07\1927 - + 11\09\2001
1927 – Nasceu em Porto Feliz\SP. Filho de Amantino da Silva e Gertrudes Rodrigues de Campos.
1938 – Ingressou no Seminário Santo Afonso em Aparecida\SP.
1946 – Fez a primeira Profissão.
1951\07\29 – Ordenado sacerdote por Dom José Carlos de Aguirre. 
1952\1957 - Residiu em Tietê, Aparecida como professor no Seminário Santo Afonso.
1957\1958 – Segundo Noviciado em São João da Boa Vista. Missionário, residindo em Tietê. 
1959\1964 – Missionário em Goiás.
1964\1967 – Diversas funções no Jardim Paulistano e Penha
1967\1974 – Superior e professor no Seminário São José em Goiás. 
1995 – Fez o ano sabático
1976\1995 - Vigário cooperador em Trindade. 
1995\2001: Vigário cooperador em Campinas\GO.
- Em todos esses anos “dedicou-se ao exercício do sacerdócio com alegre ardor missionário e com a sabedoria advinda da experiência própria de quem soube viver sua vocação e missão... como homem bondoso, acolhedor e fiel...”.
- Grande matemático. Nas matérias de matemática e afins tirava sempre a nota máxima. Ocupou diversas vezes o cargo de ecônomo em nossos conventos.
- Seu nome de registro era João Benedito da Silva. Do Noviciado até a ordenação, era costume naquele tempo, ser tratado pelo sobrenome. Mas havendo já outro confrade com o mesmo sobrenome, escolhia-se um nome tirado da própria família, para não haver confusão de nomes no trato diário. No caso do nosso João Benedito, já havia algum confrade com o sobrenome Silva. Por isso escolheu-se o nome Campos, tirado da família dele. Este sistema vigorava até a ordenação, e somente para o “consumo interno” i.é, na Congregação, voltando-se depois para o nome de batismo. Mas no caso dele assim ficou até sua morte. Padre Clóvis de Jesus Bovo CsSr
Caro Ierardi, eu me afinava muito bem com ele, mantínhamos altos papos. Tive a felicidade de passar mais de uma semana convivendo com ele todos os dias em Mairinque (Julho de 2001) Ele tinha chegado de Goiás, estava em Suzano na casa do irmão dele (já era falecido na época, quando ele vinha para S.Paulo ficava hospedado lá) Eu fui buscá-lo e o trouxe para Mairinque onde eu morava e por lá tem umas primas, pessoal de quem ele gostava muito. Fomos no sitio de uma tia nossa em Porto Feliz, onde foi a missa de 50 anos de ordenação e depois ele voltou para Goiás. Ficamos combinados que em fevereiro de 2002 eu iria busca-lo no aeroporto e ele viria direto para Mairinque, sem passar por Suzano, infelizmente tudo foi interrompido em 11 de setembro de 2001. Era desejo dele ficar mais tempo em Mairinque, mas resolveu ir embora, acho que já não estava bem. Muitas saudades dele. Foi meu professor de matemática no seminário. abraços Abner
Este foi meu Tio João, mais conhecido como Padre Campos, que no dia 11 de julho de 2016, completaria 86 anos. Um homem que sempre dedicou sua vida ao sacerdócio, entrou no seminário com 11 anos de idade, ele nos deixou um testemunho profundo de alegria e de amor à vida. Homem bondoso, generoso, sábio, acolhedor e fiel à sua vocação de missionário redentorista. Quem o conheceu sabe bem do que estou falando. Ele nos faz muita falta. Na ocasião de seu falecimento, comentamos que Deus estava precisando dele no céu, pois ele nos deixou bem no dia do ataque as Torres Gêmeas. E com certeza ele fez uma grande diferença e um ótimo trabalho por lá. Leila Schimith
Foi meu professor de matemática, não sabia que era João Benedito da Silva, tinha-o como padre Campos, um professor competente que pausava suas aulas, cansativas na matéria específica, mas gostosa nos causos. Sabia cativar, agradava, fugia ao padrão austero de um professor de matéria que não representava nada aos nossos intentos mais voltados ao lado espiritual.Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Obrigado, Alexandre. Esse foi o meu tio. Irmão de minha mãe. Os redentoristas o levaram de casa com onze anos. Teve que esperar idade para se ordenar. Esses eram os redentoristas de antanho.Abner

sábado, 10 de setembro de 2022

VENERÁVEL PADRE BERNARDO LUBIENSKI CSsR

Pe. BERNARDO LUBIENSKI CSsR -Polônia
* 9 DE DEZEMBRO 1846
+10 DE SETEMBRO 1933 
Nasceu em Guzów, perto de Varsóvia no dia 9 de dezembro de 1846, o segundo de doze filhos de uma família polonesa nobre e muito religiosa. Seus pais: Tomás e Adelaide Wentworth Lubienski. O seu avô, ministro da justiça e culto, foi quem assinou o decreto de expulsão de São Clemente de Varsóvia. Bernardo em 1856 manifestou o desejo de ser padre. Com a idade de 12 anos, em 1858 foi enviado por seus pais a S. Cuthbert’ College em Ushaw, na Inglaterra, onde seu irmão Henrique já estudava. Foram mandados para fora do país para não sofrerem a influência russa. Durante os estudos Bernardo foi ajudado e protegido por seus parentes Irene e Carlos Bodenham, que viviam em Rotherwas em Herefordshire. Em 1862, Bernardo decide ser padre. Um retiro o anima à vida religiosa. Entrou na Congregação Redentorista em 1864 em Bishop Eton, perto de Liverpool onde, aos 6 de setembro de 1864 começou o noviciado e em 7 de maio de 1866 fez seus votos religiosos. O pai não queria sua vocação. Bernardo fez os estudos de filosofia na Inglaterra, que neste período pertencia à província Holandesa. Fez seus estudos teológicos em Wittem, na Holanda e foi ordenado sacerdote em Aachen (Alemanha) a 29 de dezembro de 1870. Completou seus estudos e teve seis meses de campanha missionária em Perth na Escócia. Em 1873 Bernardo passou a ser secretário do Pe. Roberto Coiffin, o provincial da Inglaterra (neste tempo já província), mais tarde bispo de Soutwark. Dedicou-se também ao trabalho pastoral na paróquia de Clapham em Londres. De 1875 a 1882 participou juntamente com outros missionários em cerca de 20 missões, a maior parte em grandes cidades como Birmingham, Londres, Manchester. Ele trabalhou também no apostolado entre os emigrantes poloneses na capital inglesa. Depois de receber uma especial bênção do Papa Leão XIII, em 22 de junho de 1883 Bernardo voltou à Polônia, estabelecendo-se em Mosciska para re-implantar a Congregação (Atualmente Ucrânia). Ele dizia, que queria reparar o mal que fizera seu avô que assinara o decreto expulsando S.Clemente de Varsóvia. Durante esta estadia, primeiro na casa redentorista de Mosciska perto de Przemysl e depois em Cracóvia e em Varsóvia, ele se dedicou a um intensivo trabalho missionário, apesar de uma parcial paralisia com a qual ele sofreu desde a idade de 39 anos. Influenciou todas as classes sociais da Polônia pregando, escrevendo livros religiosos e propagando o culto à Virgem Maria, em especial sob a invocação do Perpétuo Socorro. Tornou-se um famoso missionário, a quem o povo considerava um santo. Em seu trabalho apostólico evangelizou também na Rússia - Siberia, pregando missões até Wladivostok no mar do Japão ( Na transiberiana – 6.000 Km) Ele era chamado de o missionário aleijado, pois, por causa de um problema ele mancou pelo resto da vida. Depois de longos anos de trabalho missionário morreu em Varsóvia no dia 10 de setembro de 1933. Em 17 de junho de 1982, iniciou-se seu processo de beatificação. No dia 2 de março de 2018, o Papa Francisco assinou o decreto reconhecendo a heroicidade de suas virtudes, sendo agora declarado venerável. Agora estamos esperando o milagre necessário para a beatificação.
Padre Luiz Carlos de Oliveira(+)
Redentorista