sábado, 8 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -05

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Pagamos todos os pecados? 
É muito comum pessoas falarem que não precisam se confessar, porque já pagaram todos os seus pecados. Isso devido aos muitos dissabores, contratempos, sofrimentos que tiveram de enfrentar. Isso é uma fé na doutrina errada, que diz que temos de pagar aqui tudo o que fizemos de mal e até o último centavo. Sequer nos lembramos que Jesus veio para nos salvar e que existe um perdão que nos purifica aos olhos de Deus e nos renova em seu Espírito Santo. Na verdade muitos sofrimentos são conseqüências lógicas daquilo que se plantou e não há como não acontecerem. Álcool e gasolina sempre vão pegar fogo. Uma vida cheia de erros terá como conseqüência normal outra série de erros e desacertos. Outros erros revelam a incapacidade da pessoa administrar bem a própria vida; mesmo esses vão provocar novos desajustes. Não vai aqui nenhum resgate ou pagamento pelo mal que fez. Devemos sempre analisar nossos erros e prever as possíveis conseqüências que virão no futuro. Isso nos ajudará a enfrentar com mais serenidade o que vier a acontecer. O caminho para a correção dos erros é o arrependimento. Um arrependimento que nasce da percepção do erro é um arrependimento sadio e sanante. Ele tem de nascer da consciência que fomos muito mal e que podíamos fazer melhor o que fizemos. Nasce da visão do problema que causamos e da ciência de que falhamos ao não sermos generosos com Deus que nos dá a possibilidade e a graça para agirmos de maneira mais certa. É bem diferente de um arrependimento que não cura, pois nasce do medo, do castigo que pode acontecer ou que já está acontecendo. O arrependimento sincero nos põe diante da misericórdia de Deus que, em Jesus, nos acolhe e sempre perdoa. Mesmo assim com esse perdão, não significa que as conseqüências naturais e decorrentes do erro não vão acontecer. É como no acidente com colisão de veículos, há diálogo e perdão, mas o carro precisa de oficina e vai custar dinheiro. Essa pessoa, que acredita que sofrendo já pagou os pecados, precisa sair desse conformismo e procurar um perdão renovador por meio de um arrependimento sincero, porque muitas vezes nem sofrendo se arrepende. O que transforma é a graça de Deus.O comodismo faz com que pessoas acabem assumindo os sofrimentos sem mudar nada e se auto-justifiquem por meio deles, impedindo assim uma renovação interior que lhes dê a capacidade de ir e não errar mais. É um mistério esse medo de ser transparente e de dizer: Errei, preciso mudar de vida. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R EDITORA SANTUÁRIO

sexta-feira, 7 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -04

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Todos os maus pensamentos são maus? 
Os pensamentos e desejos fazem parte de nossa condição humana. É impossível não pensar ou não desejar. Quanto aos pensamentos e desejos maus, Cristo deixou claro que não só é ilícito um ato mau como o próprio desejo mau, mostrando que devemos procurar a pureza e integridade em nosso interior. Na medida em que ganhamos em interiorização, a moral dos pensamentos maus se torna mais exigente. Por outro lado não podemos exagerar no processo de interiorização, preocupação exagerada com detalhes e distinção numérica dos maus pensamentos. Quando tratamos de questões afetivas não é tão fácil cortar os maus pensamentos e desejos em um piscar de olhos, como se fossem atos externos. Precisamos distinguir entre os verdadeiros desejos de se fazer algo mau e que talvez não aconteça por falta de ocasião propícia e os desejos meramente imaginativos que surgem espontaneamente no coração humano. Os desejos maus provocados nos levam a crer que quem os produz esteja mais para um tratamento clínico do que em estado mental capaz de gerar a maldade. O ensinamento de Jesus: “quem olhou com maldade, já pecou em seu coração”, mostra-nos bem que o pecado está na maldade que permitimos se aninhe em nosso coração. Não é preciso nem praticá-la. Mas fica claro que não se trata aqui de reações espontâneas para as quais não cabe censura. Jesus condenou a maldade. O ser humano é uma unidade existencial, não cabe aqui ficar separando o interno do externo, o que vai qualificar um pensamento ou desejo como mau é exatamente a capacidade de querer o mal. Ao procurar fazer com que a pessoa se liberte de uma doutrina extremamente moralizante, que produz bloqueios por meio de uma série de censuras e pressões, não temos o intento de facilitar a libertinagem. Procurar esclarecer e orientar não é favorecer desmandos. Não só deve preocupar-nos extirpar a maldade entre os desejos e pensamentos que nos surgem, mas lembramos que também é bom nos impor a todo momento certa higiene mental, dentro do que Jesus falou: “Se teus olhos forem sujos, todo o teu corpo será sujo”. No fundo se trata de um cuidado e vigilância sobre nossos sentidos sem cair na obsessão do que poderíamos chamar de “consciência doentia”, que destrói a si mesma numa preocupação obsessiva em ver se consentiu ou não nos maus pensamentos. Não somos anjos, mas pessoas de carne e osso, e assim como somos é que temos de colaborar na realização do plano de Deus. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

quinta-feira, 6 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -03

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Temos o direito de especular a vida dos outros? 
A vida de cada pessoa faz parte do conjunto de sua intimidade, que não pode ser violada. Atrás de cada vida ou de cada ato existe uma pessoa com sua história, seus valores, suas razões e sua consciência; pessoa que tem sua dignidade e seus direitos. Está claro que homem nenhum é uma ilha. E ao vivermos em sociedade nossos direitos vão até onde começam os direitos dos outros. Por isso, em se tratando de tudo o que implica um relacionamento, as pessoas têm o direito de perguntar sobre nossa vida, pelo menos para poderem entender-nos, ajudar-nos e se relacionarem conosco. Aqui tudo depende do grau de relacionamento que deve existir entre as pessoas. Ninguém vai abrir sua vida a um qualquer como mala de mascate. Temos porém o direito de não sermos coagidos a falar sobre nossa vida, quando a nosso ver as pessoas não têm o direito de entrar em nossa privacidade, e falar ou não falar não vai acrescentar nada e pode até ser prejudicial para nós mesmos. Nem sempre a falsa idéia de querer ser transparente constrói algo sadio. Temos de respeitar a individualidade nossa e a dos outros, sem com isso sermos problemas e criarmos barreiras para um relacionamento agradável e necessário. Vêm bem a propósito aqui nossas confissões, em que encontramos padres que fazem questão de bisbilhotar nossa vida e arrancar pormenores que acabam fazendo desse momento algo traumatizante. É certo que o sacerdote tem o direito de se esclarecer para poder formular um parecer e dar uma boa orientação, mas tudo tem o limite da própria consciência do penitente. A ninguém, sob nenhum pretexto, cabe o direito de violentar uma consciência tanto especulando demais, como emitindo julgamentos sobre o estado de pecado mais ou menos grave na pessoa. Ela é quem sabe. O sacerdote pode esclarecer, falar sobre os corretos valores, ajudar na formação da consciência. Penso também que as pessoas deviam estar mais preparadas para suas confissões e dizer o que realmente é importante e de forma conveniente para não confundir o confessor e levá-lo a um mal-entendido. Quem especula a vida dos outros, certamente podemos classificá-lo como doente. São pessoas que se julgam no direito ou que têm satisfação em saber o que não devem, e mais doentes são aquelas pessoas que têm a alegria em levar em frente esses pormenores da vida alheia e se passarem por bem informadas. Não nos cabe o direito de excluir essas pessoas e afastá-las de nosso redor, mas fica bem claro o cuidado que se deve ter perto delas. O melhor caminho é o silêncio que ensina a falar apenas o que se deve e na hora certa. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. EDITORA SANTUÁRIO

quarta-feira, 5 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -02

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Como reagir diante da antipatia ou da simpatia?
Pensar em um mundo ideal é voltar ao sossego descrito no livro do Gênesis (Gn 1 e 2), como uma situação de paz, harmonia e comunhão de todos e com tudo. Na verdade é uma projeção para o futuro essa descrição, mas que deve ir acontecendo já agora, embora não alcance ainda a plenitude. No mundo onde vivemos hoje, encontramos pessoas com sentimentos ruins e com indicações claras de que são maldosas, mas quem somos nós para julgar. As aparências enganam. No entanto, sempre nos surpreendemos com as manifestações dos instintos, que, por mais que sejam trabalhados, independem do nosso querer. Assim são nossas reações face às cores, paisagens, situações, momentos da vida e pessoas que encontramos. Não há duas reações iguais, porque as pessoas são diferentes. Uma reação incontrolada é o caso da simpatia e antipatia. Sentimentos instintivos de aversão ou de aceitação de alguém ou coisas. Se são instintivas, não são resultados de um ato da vontade, de uma decisão benévola ou maldosa. Há pessoas com as quais não nos damos bem e junto das quais também não nos sentimos bem e tranqüilos, ainda que não nos tenham feito nada de mal e às vezes nem sequer as tenhamos conhecido. E há aquelas com as quais nos damos bem e nos sentimos seguros perto delas. Aqui está bem caracterizado o ter simpatia ou antipatia por alguém. Não negamos que haja pessoas antipáticas por maldade. São pessoas más que até premeditam o que vão fazer de mal. São pecadoras? É mais fácil dizer que são pessoas doentes ou mal-educadas. O primeira ponto que nos tranqüiliza é saber que não pecamos por ter esses sentimentos de antipatia. Segundo ponto, por não ser pecado não significa que não tenhamos de trabalhar nossos sentimentos, tentando corrigir essa situação por meio de uma terapia pessoal. Terceiro ponto, a antipatia não nos dá o direito de maltratar as pessoas. Podemos reduzir os encontros e até evitá-los, mas precisamos tratar bem essas pessoas por mais ou menos culpadas que sejam. Um passo à frente é conseguir amar e dar maior atenção a essas pessoas, pois é a isso que o Evangelho pretende chegar. Quem possui a Deus facilmente encontra o caminho do amor e vive qualquer situação com serenidade. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GERALDO GONÇALVES BEZERRA CSsR

PE. GERALDO GONÇALVES BEZERRA CSsR 
+5 de ABRIL 1982 
Pe. Gonçalves era de Novo Horizonte- SP, nascido aos 02 de dezembro de 1925. Em 1938 entrou para o Seminário Redentorista Santo Afonso, de Aparecida. Fez o noviciado em Pindamonhangaba- SP e estudou Filosofia e Teologia em Tietê-SP., ordenando-se sacerdote no dia 27 de dezembro de 1955. Licenciou-se em Direito Canônico em Roma e, durante dez anos, foi professor no Estudantado da Província. Ali foi também superior da comunidade. Foi ainda superior da comunidade e reitor do Santuário de Aparecida. Fez parte do Conselho Provincial. Em 1974 foi trabalhar na Cúria Geral da Congregação, em Roma, como eficiente secretário do Superior Geral. Ali faleceu repentinamente, de um enfarte do miocárdio na noite de 04 para 05 de abril de 1982. Foi sepultado no jazigo da família, na Penha -SP. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Tio daquele padre maluco de S. Paulo ... Tão logo terminou o Concílio funesto vaticano II, vestiu terno e gravata e jogou a Batina na lixeira. Nunca mais o vi de batina. Espero que esteja em bom lugar, eu não o suportava. Nunca mais o vi celebrando missa, nem participando das orações das horas. O VATICANO II FOI UMA DESGRAÇA COMPLETA PARA A VIDA RELIGIOSA E SACERDOTAL. ÍAMOS DORMIR E NO OUTRO DIA FICÁVAMOS SABENDO: - PE. FULANO LARGOU TUDO E SE MANDOU... NÃO FOI O CASO DELE, CLARO, MORREU EM ROMA, FOLHEANDO LIVROS NUMA BIBLIOTECA... parece... Sebastian Baldi 
Qual foi o tal padre maluco? Ierárdi
 AQUELE, ESQUEÇO O NOME DELE, AMIGO DE GAYS, LEVA GAYS PARA O ALTAR, AMIGÃO DO BOFF DE ONÇA.... UM ESCÂNDALO.  Sebastian Baldi
Já me recordo... é o PADRE PAULO SÉRGIO BEZERRA!!!!
A quem também tenho sempre mostrado minha indignação pelo seu comportamento inconsequente.... Ierardi

PADRE PAULO SÉRGIO BEZERRA

terça-feira, 4 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI -RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -01 -

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Como enfrentar as mudanças? 
Há pessoas que, por temperamento, não gostam de mudanças ou as detestam pelo transtorno que elas trazem. Por outro lado, há as que têm hábito de mudar: todo o mês tem de modificar alguma coisa nem que seja a posição dos móveis no quarto. Outras vezes, ouvimos comentários de desaprovação face às mudanças, principalmente quando tudo parece andar bem. Por que mexer? De fato mudanças trazem transtornos, às vezes arrancam raízes e condenam a planta à morte. Mas há mudanças necessárias e outras que são benéficas. Uma comunidade que permanecesse com seu quadro de liderança inalterado por muitos anos, pode ser uma comunidade estagnada que vai morrendo aos poucos. Depois de um tempo as pessoas criam seu ritmo de ação e de vida e como todo o movimento iniciado tende a parar, lãs também param e ficam apenas na manutenção. Assim acontece com comunidades onde o padre permanece como coordenador por muitos anos e onde não há rodízio de serviços. Já vi comunidade onde um casal foi leitor em determinado horário de missa por 28 anos e quando lhe foi solicitado que abrisse espaço para outros participarem, se afastaram da comunidade alegando que o padre os colocara para fora. A comunidade precisa estar atenta na preparação de novos líderes para os diversos ministérios paroquiais. Deve estar atenta também para fazer o rodízio de pessoas nos serviços, evitando que os agentes se tornem donos do ministério ou da igreja. Já que essas pessoas não possuem bom senso de darem o lugar para outros de tempo em tempo e de continuarem participando alegres, a comunidade tem de ter maturidade para colocar as coisas no lugar. Queiramos ou não, temos de admitir mentalidades novas, mesmo não tendo a maturidade e a experiência dos antigos, podemos fazer também a comunidade crescer e deslanchar. Há pessoas que, conforme pude observar, parecem que se sentem valorizadas carregando um monte de chaves da comunidade. Outras parecem que não sabem participar a não ser enfiadas num jaleco ou estando no presbitério. Na comunidade todos são importantes, independente da função que exerçam. Mas às vezes penso que se o trabalho fosse por amor a Deus, certamente teríamos um grande número de catequistas. Mas aqui isso não acontece, porque nesse ministério a pessoa não aparece e não dá ibope. Como diria Jesus hoje? “Ai de vós, hipócritas que transformais a casa de Deus numa passarela da glória”. Ou preferiríamos as expressões de Paulo: “Tudo o que fizerdes por palavra ou ações, fazei-o em nome de Jesus para a glória de Deus Pai”. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. EDITORA SANTUÁRIO

ELES NOS PRECEDERAM - IR. LUIZ (Franz Xavier Knott ou Aloísio) CSsR

IR. LUIZ (Franz Xavier Knott ou Aloísio) CSsR
+4 de ABRIL 1898 
Foi o primeiro membro da nossa Província, chamado por Deus para a eternidade. Chamava-se, no mundo, Francisco Xavier Knott, e nasceu em Pietrich, na Alemanha, em 29 de julho de 1843. Filho de um rico agricultor foi, antes, soldado do exercito alemão, tomando parte nas guerras de 1866 e 1870. Nesta última foi ferido gravemente, e abandonou a carreira das armas, ingressando no Noviciado redentorista, em 1871, com o nome de irmão Luiz. Professou em 1878, distinguido-se, logo pelo seu amor ao trabalho e profunda piedade. Vindo para o Brasil em 1895, foi adscrito à Comunidade de Campinas, em Goiás, onde se encarregou da chácara e dos animais. Tratava com verdadeiro carinho os cavalos e mulas do convento, única condução dos nossos Missionários naqueles tempos. Sofreu muito com uma infecção no nariz, devido a uma picada de varejeira. Restabelecido, contraiu tuberculose, e faleceu a 4 de abril de 1898. Soube esperar a morte com muita tranqüilidade, e até com alegria, repetindo muitas vezes “Serei o primeiro dos nossos a caminho do céu”. Humilde e obediente, Irmão Luiz foi sempre um modelo de conformidade. Aqueles que o conheceram deixaram anotado que nunca ouviram uma queixa de seus lábios. Em meio aos trabalhos, e mesmo nos seus sofrimentos, ele somente dizia: tudo está muito bem... Reflexo de uma serenidade interior que todos admiravam.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 3 de abril de 2023

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM PEDRO FRÉ CSsR

DOM PEDRO FRÉ CSsR
3 DE ABRIL 2014
Faleceu na madrugada de quinta-feira (03), em Aparecida (SP), o primeiro bispo emérito da Diocese de Barretos, Dom Pedro Fré, aos 89 anos. Com o lema “Curar os corações feridos”, Dom Fré foi nomeado terceiro bispo de Barretos aos 27 de dezembro de 1989.
Tomou posse em 11 de fevereiro de 1990 e sua renúncia foi aceita pelo então Papa João Paulo II, em 20 de dezembro de 2000. Em 2010, o bispo emérito passou por cirurgia de hérnia e sofria de problemas cardíacos.
O velório foi realizado na capela São José do Santuário Nacional e às 16h, de quinta-feira (3), foi celebrada missa de corpo presente, e em seguida, o sepultamento no cemitério local. O administrador diocesano, padre José Roberto Santana, junto a outros padres, estiveram em Aparecida para participar do velório e sepultamento.
Dom Pedro Fré nasceu na cidade de Tietê – Cerquilho (SP), em 30 de agosto de 1924 em Cerquilho (SP). Era da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) e em fevereiro deste ano completou 68 anos de profissão religiosa. Foi ordenado padre em 27 de dezembro de 1950. Foi pároco de Aparecida (SP) e reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida na mesma cidade.
Foi eleito bispo de Corumbá (MS) em 28 de outubro de 1985 sendo sagrado bispo em 5 de janeiro de 1986. Em 1989, foi transferido para a Diocese de Barretos como terceiro bispo diocesano, sucedendo a Dom Antonio Maria Mucciolo. Renunciou ao episcopado em 20 de dezembro de 2000 sendo sucedido por Dom Antonio Gaspar.
Após o falecimento de D. Pedro Fré, bispo emérito da diocese de Barretos e o terceiro bispo a ser nomeado para a diocese, o administrador diocesano, padre José Roberto Alves Santana, comentou a passagem dele por Barretos.
“Dom Pedro Fré, esteve à frente da diocese por longos anos e ele foi marcado pela simplicidade, era o homem da Graça de Deus. Se conversarmos com as pessoas pelas ruías, vamos ouvir que ele foi um homem de Deus. Foi uma pessoa que andava pelas ruas, amava e cumprimentava a todos, não fazia acepção de pessoas. Ficou marcado como o homem da humildade e da simplicidade, levava a palavra de Deus de uma forma muito simples. Nós sentimos muito a ausência desse homem, mas Deus ganhou no céu um grande santo”, destacou.
O padre Salvador, de Colômbia, afirmou que D. Pedro Fré foi amigo da diocese. “D. Pedro Fré foi um grande amigo da diocese de Barretos, aceitou com muito sacrifício vir de onde ele estava, em Corumbá, aceitou e veio com muita alegria para a diocese, desempenhou muito bem o seu trabalho e fez tudo o que tinha que fazer como bispo, fez a diocese caminhar. Tornou-se realmente muito querido entre nós pelas famosas procissões que fez no dia de Nossa Senhora Aparecida. O povo gostava demais. D. Pedro deixa uma saudade muito grande”, ressaltou.
Pessoas da comunidade, como Luiz Carlos Diniz Buch, afirmaram que para a diocese, D. Pedro Fré foi um bispo atuante e presente.
“Foi com muito pesar que eu recebi a informação do falecimento de D. Pedro Fré. Foi um bispo muito querido aqui por todas as pessoas da diocese, um bispo muito atuante e presente, uma pessoa diferenciada, que realmente amava a sua diocese e as pessoas. É uma grande perda para todos nós, apesar de não estar mais conosco, uma pessoa que ficou no coração de todos nós que pertencemos a diocese de Barretos, foi um privilégio ter contato com uma pessoa como Dom Pedro Fré”, declarou.
Mussa Calil Neto destacou o bispo como um verdadeiro pastor de ovelhas.
“Como membro ativo da comunidade da Catedral do Divino Espírito Santo, convivi com líderes religiosos igualmente virtuosos, mas cada qual no seu estilo, e classifico Dom Fré como o verdadeiro pastor de ovelhas, que sempre soube cuidar do seu rebanho com firmeza, sem jamais perder a ternura. Como coordenador de eventos em prol da Cidade de Maria, tive o prazer de trabalhar com um Diretor Espiritual competente e dinâmico, que ajudou a fazer os fiéis barretenses valorizarem como merece aquele centro de religiosidade e ação social. Sei que este tratamento é, protocolarmente, reservado ao Sumo Pontífice, mas com todo respeito aos cânones da Igreja, para mim Dom Pedro Fré o verdadeiro “Santo Padre”, que já está ao lado de Deus Pai. Continuando a iluminar aqueles que o seguiram atrás de Cristo, como o seu xará de Cafarnaum”, disse.   
Segundo o padre Santana, o bispo emérito de Barretos estava muito debilitado já a algum tempo. “Ela já vinha muito debilitado nos últimos três anos, sempre de casa para o hospital e do hospital para casa. Nos últimos tempos as pessoas se perguntavam se ele iria agüentar, mas ele sempre agüentou porque era uma pessoa de fé, que amava a vida. Infelizmente, não houve mais possibilidade de continuar”, disse.
Segundo informações do administrador diocesano, D. Pedro Fré estava internado em São Paulo e seu sepultamento ocorreu na tarde de ontem em Aparecida. 
“Ele foi sepultado em Aparecida, por decisão dos padres de sua congregação. Foi lá que ele viveu, saiu pouco de lá para prestar serviços às dioceses. Ficou decidido o seu sepultamento lá e depois de cinco anos será trasladado aqui para a Catedral de Barretos”, comentou padre Santana.
Alguns padres da diocese de Barretos seguiram para Aparecida na manhã de ontem para participar de uma celebração de corpo presente e do sepultamento de D. Pedro Fré. Padre Santana, padre Marcos, de Jaborandi, padre Ivanaldo, de Olímpia, e padre Carlos, da paróquia Bom Jesus em Barretos, foram os representantes da diocese em Aparecida. 
DIÁRIO ON LINE
Foi vigário de Aparecida por muitos anos. Devo muito de meu crescimento na Fé Católica a este Santo Homem!
Com meus 7 anos , ele era nosso vigário e sempre nos visitava nas aulas de Catecismo, na antiga igrejinha de S. Roque, observava e orientava as catequistas, nos interrogava, para saber de estávamos aprendendo, mesmo, os fundamentos da Fé, no belo Pequeno Catecismo de S. Pio X.  Tínhamos que sabê-lo de cor.
Santo homem, visitava os doentes, diariamente, levando a Santa Comunhão e ministrando a Extrema Unção, sempre de Batina, no calor, na chuva. Víamos nele, sempre, a figura de Nosso Senhor. Grande devoto de Maria Santíssima, fiel filho de Santo Afonso.
Em sua missão apostólica foi muito auxiliado por outro santo que já nos deixou, Pe. Silvério Negri, o homem da Cruzada Eucarística e da Catequese nas Escolas.
Como Deus foi bom conosco, numa fase da vida que muito precisávamos, nos enviando Sacerdotes Santos. SEBASTIAN BALDI
São Pedro Fré, roga por nós!
Roga por esta Congregação, que te acolheu e que tanto amaste.
Roga por teus confrades, que neste instante,ao lado da dor da separação, sentem tua mão a abençoá-los todos.
Roga pelo povo que teve a ventura de, ouvindo de teus lábios palavras sempre sábias nas inúmeras missões por este chão brasileiro, mais te seguiram pelo exemplo de vida.
Roga pelos rebanhos que apascentaste, Corumbá e Barretos.
Roga por todos os que te conhecemos e, um dia, partilhamos da convivência de um homem simples e humilde, sorridente e sempre pronto a servir, homem sábio e santo.
O Pai te chamou, desta vez no chamado derradeiro, e, como sempre em tua vida, prontamente respondeste:
Eis-me aqui, Senhor!
São Pedro Fré, roga por nós! 
A. Bicarato(+).

ELES NOS PRECEDERAM - IR. NORBERTO (MIGUEL WAGENLEHNER) CSsR

IR. NORBERTO (MIGUEL WAGENLEHNER) CSsR
+3 de ABRIL 1935 
Examinando os alicerces da nossa província S.P. 23, não encontramos nenhum nome ilustre aos olhos do mundo. A obra grandiosa que os Fundadores iniciaram e consolidaram, não nasceu apoiada em valores humanos; mas em toda a sua vida brotou de um imenso e generoso amor à gloria de Deus. A humildade, a dedicação e os sacrifícios que fecundaram a nossa Província, somente a eternidade os conhece; estão in libro vitae. Entre os primeiros que iniciaram essa Obra que hoje todos admiram, está nosso Irmão Norberto. Nascido a 2 de março de 1857, de família muito pobre, desde criança aprendeu a ganhar seu pão com o suor do seu rosto. Certo dia, ele mesmo o narrou, enquanto trabalhava, pensou consigo: “Se tivesse que me apresentar hoje diante de Deus, como estaria eu?” — Esse pensamento continuou a persegui-lo durante alguns dias, até que ele resolveu ingressar na vida religiosa. Procurou os redentoristas, e foi muito bem recebido pela impressão que deu de um homem muito sincero e bem intencionado. A 25 de março de 1888 professou em Gars, e em 1894 veio para o Brasil com a primeira turma, sendo logo designado para a fundação de Goiás. Pertenceu depois às comunidades de Aparecida, Penha e Araraquara, conforme as necessidades, exercendo sempre o ofício de cozinheiro. Era o homem que sempre pensava, e rezava em voz alta, dirigindo-se a Deus, a Nossa Senhora ou aos Santos com a maior naturalidade. Sempre no seu trabalho, sem qualquer contato com estranhos, e não chegando a aprender o Português. Certo dia, em Araraquara, tendo o porteiro que sair, pediu ao Irmão Norberto que atendesse o telefone, caso alguém chamasse. Com toda simplicidade o Irmão aceitou o encargo. Logo depois o telefone tocou. Todo apressado, Irmão Norberto correu para atender. Postou-se diante do aparelho (que ele desconhecia por completo) e, sem tirar o fone do gancho, gritou: Não está! — Virou as costas, e voltou correndo para a cozinha. Foi como cozinheiro em Araraquara que ele adoeceu: pés inchados, com dores horríveis. Os exames revelaram mal de Hansen. E o Irmão, já doente, tinha sido cozinheiro, durante anos, em diversas Comunidades! O pobre enfermo teve de ser internado em Sant’Angelo. Não sabendo quase falar em Português, ele viveu seus últimos anos numa solidão feita de sofrimentos, mas também de união com Deus. No seu quarto, ou na capela do leprosário, estava sempre em oração. Aos 78 anos, martirizado, e consumido pela doença, ele entregou sua alma a Deus, no dia 3 de abril de 1935, sendo sepultado em Sant’Angelo.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 2 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMUNHÃO - 3 -

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Receber comunhão nas mãos. E a higiene? 
Já foi uma dificuldade convencer as pessoas que deviam receber a comunhão nas mãos e depois levá-la à boca. As observações iam da dignidade em tocar o Corpo de Cristo até as questões de higiene. Hoje algumas pessoas ficam perplexas diante do fato de rezarem o Pai Nosso de mãos dadas, darem o abraço da paz com aperto de mãos e depois receberem nas mãos o Cristo. Perguntaram: “E a higiene onde fica?” É de se pensar, porque muitas pessoas não têm higiene e andam com as mãos em estado pouco recomendável. Falta de hábito de higiene, falta de percepção, questão cultural? Às vezes distribuindo a comunhão, vemos mãos rabiscadas com caneta, anotações de endereço, telefones e outros. Não temos o que fazer a não ser conscientizar as pessoas. Os judeus tinham muitos ritos de purificação através de abluções e com água diferente. Jesus porém comentou que só as abluções não purificam e o que mancha o homem é o que vem de dentro, porque aí repousa a maldade, os maus sentimentos. Não podemos nos impressionar por causa desses acidentes de percurso que não deviam acontecer. O fato de darmos as mãos e, às vezes mãos não bem limpas, certamente não vai causar dificuldade numa comunhão. Sei que há pessoas preocupadas demais com isso, pois não bebem sem lavar de novo o copo, lavam os pratos e talheres que devem estar limpos, lavam as mãos uma centena de vezes por dia; são casos de consciência perplexa em que um psicólogo seria de grande ajuda. Não condenamos quem tem essa hesitação nesses momentos da missa, mas comentamos que não há o que temer e com que se preocupar se a consciência está em paz. Se alguém não se sente bem nesses momentos, não podemos obrigá-lo a participar desses ritos; recomendamos que fique em um cantinho do local da celebração para não interromper a cerimônia e provocar interrogações. O bom senso é o que comanda nessas situações. Precisamos porém cuidado com um velado jansenismo ou farisaísmo que podem estar embutidos nessas preocupações. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

sábado, 1 de abril de 2023

A VIDA COM GOSTO DE PÁSCOA

Gosto de Páscoa é a esperança alegre que nasce da fé. 
Jesus venceu a morte, está entre nós, partilha conosco sua vida divina e sua felicidade, e, por isso, tudo tem um sentido novo para nós. 
Pode parecer que a vida é a de sempre, com suas pequenas alegrias e muitas decepções. 
Mas para nós é diferente. 
Porque Jesus vive conosco, cada instante tem valor de eternidade, as cruzes são mais leves, as alegrias mais gostosas e duradoras. 
Se provamos o gosto da Páscoa, o gosto da ressurreição, ele continuará em nossa vida, como certos gostos for-tes que não nos deixam. 
E toda a nos-sa vida terá um tempero diferente e mais marcante, daquele sal de Cristo, que afasta a tristeza e o desânimo, faz doce o amargo, e válidas eternamente nossas pequenas e fugazes alegrias. 
Quero saborear a Páscoa e a vida.

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMUNHÃO - 2

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Quantas vezes por dia podemos comungar? 
Comungar é receber Jesus, mas é um ato de profunda participação. Ao levarmos nossa oferta ao Pai, recebemos como resposta o Corpo de Cristo. Eucaristia é ação de graças, é alimento. Já passamos por muitos exageros. Paulo adverte naquele tempo para que comessem em suas casas, alguma coisa estava acontecendo nas celebrações deles. Passamos pelo exagero do jansenismo, onde não se podia comungar com qualquer sombra de pecado. Passamos pelo longo jejum de preparação e outros tantos. Hoje a Igreja facilitou para que se tenha uma maior participação. Não é a confissão que regula sua comunhão, mas é o seu estado pessoal, segundo sua consciência. Estando sem pecado grave, a Igreja abre-nos esse tesouro para que possamos ter a vida em plenitude. Assim podemos comungar se participamos de uma segunda missa. Trata-se de uma comunhão consciente e não de devocionismo. Alguns comungam por devoção, sem saber o que fazem. Não podemos esquecer que comunhão gera um compromisso de fraternidade e de vivência da fé em comunidade. Muitos ficam descontentes porque estão em situação de quem não deve comungar por falta de coerência de sua vida com a fé. Vivem certa situação que, comungando traz mais problemas do que bênçãos e assim mesmo querem comungar. Não percebem que estão indo contra aquilo que a comunhão significa: compromisso com a comunidade, testemunho de vida de fé. É impressionante como o povo passa à frente a necessidade de comungar, principalmente a de fazer a primeira comunhão. Encontramos adultos que não sabem nada sobre eucaristia e querem confessar e comungar. Que valor vai ter essa comunhão para essa pessoa? Um mínimo de catequese faz-se necessário para que alguém possa se aproximar da eucaristia. Avisamos muitas mães que se amarguram porque o filho portador de deficiência, que impede ter consciência do que vai fazer, não fez primeira comunhão ou não comunga sempre. Ele não precisa, está com Deus e a comunhão não vai acrescentar nada. Nem falemos das mães que tiram um pedacinho da hóstia que receberam e colocam na boca de seu filho de colo. Essa história de dizer que o filho fica doente não passa mesmo de história, uma boa explicação e a criança sossega. Há muitas pessoas comungando por hábito e depois não fazem nada para transformar sua vida e ajudar os outros. Como é que Jesus se arruma com tantas desigualdades sociais provocadas por pessoas que comungam sempre? É tempo de perceber que não se trata só de “tomar hóstia”, mas de distribuir também o seu pão. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R.

Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R.
+01 de abril 2011
Arcebispo-Mor de Ernakulam Angamaly da Igreja Siro-Malabar Cardeal-Presbítero de San Bernardo alle Terme.
 O Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R., nasceu em 29 de maio de 1927 em Parur, Índia. Foi ordenado para os Redentoristas em 12 de junho de 1954 e doutorou-se em direito canônico pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum), de Roma. Durante 25 anos ensinou direito canônico no Seminário Maior dos Redentoristas em Bangalore. Foi também Superior provincial na Índia e no Sri Lanka (1978-84), Presidente da Conferência dos Religiosos da Índia (1984-85) e Administrador Apostólico do Mosteiro Beneditino de Asirvanam em Bangalore (1990-96). Em 11 de novembro de 1996 foi nomeado Arcebispo titular de Acrida (desde 19 de abril de 1997, Arcebispo de Antinoe) e Administrador Apostólico da sede vacante de Ernakulam-Angamaly para os cristãos do rito Siro-Malabar, tendo recebido a ordenação episcopal das mãos do Santo Padre em 6 de janeiro de 1997. No dia 18 de dezembro de 1999 foi nomeado Arcebispo-Mor de Ernakulam-Angamaly para os cristãos de rito Siro-Malabar. Foi Presidente do Sínodo da Igreja Siro-Malabar. Foi também Presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Índia (CBCI), de fevereiro de 2008 a fevereiro de 2010. Nomeado e proclamado Cardeal pelo Papa João Paulo II no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe dada a igreja titular de San Bernardo alle Terme (São Bernardo nas Termas). 
P. Gary Ziuraitis, C.Ss.R. I Redentoristi Direttore delle Comunicazioni Via Merulana, 31 C.P. 2458 - PT 158 00185 Roma, ITALIA (+39) 06 49490 609

sexta-feira, 31 de março de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMUNHÃO - 1 -

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Comunhão sob duas espécies é um privilégio? 
Com esse nome de “Comunhão sob duas espécies” entendemos a comunhão sob espécie de pão e de vinho. Na ceia Jesus distribuiu a comunhão sob duas espécies, mas simplesmente disse: “Fazei isso em memória de mim”. Até o século XII foi costume na Igreja essa prática e, apesar de continuar costume na Igreja Oriental, a prática de dar comunhão numa das espécies em algumas regiões não era reprovada. Os anacoretas, do século IX, levavam para o deserto a comunhão em forma de pão e, por falta de sacerdotes, eles se davam a comunhão. Em 1414, o Concílio de Constança condenou os hussistas que ensinavam a obrigatoriedade da comunhão sob duas espécies. A partir do Concílio de Trento se difunde o costume da comunhão sob forma de pão, isso motivado por questões práticas como a dificuldade de guardar e distribuir a comunhão etc. Não se pode apoiar em textos bíblicos para se convencer que devamos comungar sob duas espécies. O que interessa é que Jesus está presente, real, completo em cada uma das espécies e até mesmo em algumas comunidades nas missas. Aqui devemos analisar a prática, tempo e também a formação do povo, a compreensão das pessoas, o que significa para eles. Temos tantos problemas com pessoas que recebem a comunhão nas mãos e saem meio sem saber o que fazer com a hóstia. Comungar sob duas espécies não é privilégio e nem necessidade, uma vez que sempre estamos recebendo Jesus. Isso é o essencial. Se o indivíduo sabe ou se não sabe, se é digno ou não, ele está recebendo Jesus vivo e real. Sabemos que essas questões todas devem ser esclarecidas para que ninguém comungue de modo indigno ou sem saber o que faz ou porque faz. Há tanta gente que não devia comungar e não temos como agir diante desses casos, porque a pessoa tem o direito do bom nome diante da assembléia. Na maioria das vezes não podemos retirá-la da fila da comunhão, a não ser em caso extremo. Outra dificuldade está no como julgar a consciência de cada um ou o grau de conhecimento com que faz sua comunhão. Outro problema é o de quem comunga por devoção, quando a comunhão é compromisso de solidariedade. É muito fácil estender as mãos para receber a comunhão, mas é difícil estender as mãos para os irmãos. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. CARLOS FRIDOLINO SCHLEINKOFER CSsR

PE. CARLOS FRIDOLINO SCHLEINKOFER CSsR 
+31 de MARÇO 1974 
Bávaro, nascido a 01 de janeiro de 1887. Professou na C.Ss.R em 1908, sendo ordenado em 1914. Antes de vir para o Brasil, trabalhou na Alemanha como Missionário, Mestre de Noviços e Provincial. Em 1936 andou pela Itália e Suíça, fugitivo dos nazistas. Em 1937 conseguiu vir para o Brasil, trabalhando quase sempre como Confessor dos Noviços e Estudantes, ou na Basílica de Aparecida. Fundador e primeiro superior das Casas de Lages e Passo Fundo, trabalhou em Cachoeira do Sul e Porto Alegre. Era bem o tipo dos antigos redentoristas bávaros, militarmente rigoroso consigo mesmo, exemplo de recolhimento, de oração e pontualidade na vida comum. Era, porém, compreensivo, caridoso, e pronto para atender seus confrades. Desejando voltar para a Alemanha, em 1965 foi novamente adscrito á Província de Munique, onde ainda trabalhou, nos seus últimos anos, como Capelão de Religiosas, vindo a falecer a 31 de março de 1974.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
QUANDO CRIANÇA GOSTAVA DE ME CONFESSAR COM ELE. Naquela época os confessionários tinham o nome do sacerdote numa plaquinha. Todo dia atendia confissões. Hoje, para a gente se confessar, é preciso procurar muito, os padres não têm mais tempo, estão correndo atrás de outras coisas. Sebastian Baldi 
Temos, na Penha, uma rua bem próxima do centro que homenageia este padre. Seu assassinato se deu quatro anos depois da chegada dos padres redentoristas na paróquia .Morelli

ELES NOS PRECEDERAM - PE. JOÃO BATISTA SCHAUMBERGER CSsR

PE. JOÃO BATISTA SCHAUMBERGER CSsR
+31 de MARÇO 1909 
Um genuíno Redentorista, pela sua piedade, seu zelo incansável, e ardente devoção a Nossa Senhora. Natural de Schwandorf (Alemanha), nasceu a 13 de dezembro de 1849. Desde criança mostrou seu desejo de se tornar sacerdote; e foi no colégio que cursava em Metten, um dos melhores alunos, devido a sua inteligência e aplicação. Já na mocidade começou a despontar como grande poeta que seria mais tarde, tanto em alemão, como em latim. Suas melhores poesias foram dedicadas a Nossa Senhora, escritas com grande delicadeza e ternura. Terminados seus estudos superiores, foi ordenado sacerdote diocesano em Ratisbona, a 7 de junho de 1874. Até 1876 não quis assumir a direção de nenhuma paróquia, pois já sonhava com a C.Ss.R. Mas, devido a perseguição religiosa, teve de esperar até 1883 para iniciar o seu noviciado. No entanto não conseguiu terminá-lo devido a uma enfermidade grave em sua vista. Restabelecido, voltou ao noviciado em 1894, professando no ano seguinte. Por determinação dos Superiores veio para o Brasil em 1903, permanecendo em Aparecida. Apesar de doente, e com 54 anos, aprendeu facilmente o Português, e pôde facilmente lecionar latim no juvenato. Em dezembro de 1907 foi transferido para a casa da Penha. Sempre muito fraco de saúde, embora culto e muito preparado, raramente subiu ao púlpito, e seu trabalho era mais no confessionário. 85 Raramente saia de casa, impressionando sempre os seus confrades pela profunda piedade. No dia 31 de março (1909) dirigiu-se da Penha para a cidade (São Paulo) a fim de buscar os óculos que mandara consertar. Na volta, à altura do Tatuapé, desceu do bonde, para fazer um pouco de exercício, caminhando até a Penha. Naquele tempo era esse trecho um caminho quase deserto. Rezando o seu terço, passou em frente de um botequim, onde estava tomando suas doses um desordeiro famoso naquelas redondezas. Vendo passar o Padre, começou a lhe gritar palavrões e ofensas. Como o Padre não lhe desse atenção, montou a cavalo, e a relhadas, derrubouo junto a um poste da Ligth, desfechando-lhe dois tiros. Com isso achou que havia matado o Padre, e continuou a cavalo, com seus palavrões e blasfêmias. Olhou, porém, atrás, e viu que sua vítima estava tentando levantar-se. Voltou furioso, e deu-lhe ainda mais um tiro, acabando por matá-lo. Preso, o desordeiro declarou: — “Sou maçom, e dos graduados; ninguém vai me condenar”. — Mas foi condenado a trinta anos de prisão. O enterro do Pe. João, que todos reconheceram como um mártir, foi mais triunfal do que fúnebre. Sepultado na Penha, seus restos mortais estão hoje na “Capela dos Mortos” em nosso convento em Aparecida.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 30 de março de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - A BÍBLIA-II!

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Ler a Bíblia faz bem a todos? 
Os erros de interpretação da Bíblia, os abusos nascidos da leitura desprevenida fizeram que a Bíblia não circulasse nas mãos do povo católico. Nem tudo é culpa da Igreja, basta lembrar também da dificuldade que havia em obter cópias da Bíblia, da falta de condições de divulgação. Hoje, com a imprensa, ficou fácil a multiplicação dos livros sagrados. Outra pergunta que surge: É uma leitura útil para todos? Se tomarmos pelo lado da inspiração, temos de dizer que é uma leitura necessária para a formação de todos. Por outro lado devemos reconhecer a dificuldade em descobrir a mensagem de alguns textos, pois eles dependem do contexto, das circunstâncias e do modo de linguagem da época em que foram escritos. Hoje, a Igreja recomenda a leitura da Bíblia, mesmo reconhecendo a dificuldade de compreensão e interpretação da mesma. Pensamos que o contato com os livros sagrados facilita o entendimento quando ouvirem alguma explicação. Hoje também há uma boa quantidade de cursos bíblicos e livros que nos ajudam a descobrir os valores e mensagens que a Bíblia traz. Perigos de erros e falsas interpretações sempre existiram, e geraram problemas e divisões na Igreja, mesmo assim não podemos ter receio de colocar a Bíblia nas mãos do povo e recomendar sua leitura. E pelas dificuldades que aparecem não podemos dizer que sua leitura seja prejudicial. Há fatos e narrações que levantam questões e provocam certa descrença, mas isso se resolve com um guia de leitura bíblica, que oriente sobre as figuras de linguagem, expressões próprias da época, contexto histórico-social-religioso em que foram escritos. Quem toma os livros do Antigo Testamento tem de saber que foram escritos para um povo específico, há muito tempo, e que foram formando e acompanhando a história desse povo e a revelação lenta e progressiva da mensagem de Deus. Quem toma os livros do Novo Testamento precisa lembrar-se que os primeiros escritos só aparecem por volta do ano 65 depois de Cristo. Tudo passou pela leitura que a Comunidade fez de Jesus após sua ressurreição, a lembrança que tiveram anos depois. Para uma correta leitura da Bíblia tem de ter um coração aberto, um desejo sincero de busca de Deus e uma procura cuidadosa como o garimpeiro tem cuidado na procura do diamante. A Palavra de Deus santifica, instrui e transforma, por isso sempre será útil. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

ELES VIVERAM CONOSCO - IRMÃO ESTANISLAU CSsR

(*)24 DE FEVEREIRO 1929
(+) 30 DE MARÇO 2023
Faleceu na quinta-feira (30/03/23), aos 94 anos de idade, o missionário redentorista Manoel Pereira dos Santos, conhecido como Ir. Estanislau, C.Ss.R. Acometido pelo Mal de Alzheimer e pela diabetes, ele estava recebendo todos os cuidados necessários na Comunidade Irmão Bento, em Potim (SP). Filho de José Pereira dos Santos e Margarida Olímpia de Miranda, ele nasceu em Aparecida (SP), no dia 24 de fevereiro de 1929. Além dele, seus pais tiveram outros oito filhos. O jovem Manoel escolheu seguir os passos de São Geraldo Majella, ao se tornar um Irmão Redentorista, em 1946. À época, assim como todos que escolhiam o mesmo caminho, precisou mudar de nome ao fazer a Profissão Religiosa. Foi então que escolheu ser chamado de Irmão Estanislau, de modo a reverenciar outros irmãos que passaram pela Província de São Paulo. Esta e outras curiosidades foram reveladas pelo Redentorista em sua última entrevista, na série “Tesouros Redentoristas”, que você pode assistir abaixo: Na oportunidade, ele também recordou que parte do seu trabalho foi dedicado à cozinha, com devoção a Santa Marta, a padroeira dos cozinheiros. O seu ofício mudou quando foi requisitado a cuidar do Pe. Alexandre Miné, C.Ss.R., que estava debilitado na época. Essa missão foi passada ao Ir. Estanislau por sua organização e dedicação nas cozinhas das casas redentoristas. A recém-inaugurada Comunidade Irmão Bento, em Potim (SP), foi a última morada do irmão missionário, antes do mesmo se juntar a Santa Marta, São Geraldo Majella e a Deus, na Eternidade. 
O velório do Ir. Estanislau realizado na Capela São José, na Comunidade Ir. Bento, em Potim (SP). 
A Missa de corpo presente realizada às 16h, no mesmo local e, em seguida, o sepultamento.

quarta-feira, 29 de março de 2023

PADRE LIBÁRDI- RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - A BÍBLIA-I !

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR A 
Missa é obrigatória aos domingos e dias santos? 
Nossa formação religiosa às vezes não se preocupa com a formação da consciência, mas nos fornece fórmulas determinando a moralidade de nossas ações. Falta critério para discernimento. Ficamos com uma série de normas e leis que sempre nos obrigam, porque assim está escrito. Jesus advertiu: “a letra mata, o espírito é que vivifica”. Assim acontece com o mandamento da Igreja que nos obriga à missa nos domingos e dias santos. Acabamos num legalismo impressionante a ponto de não comungarmos se perdermos uma missa; isso sem nos perguntarmos o motivo. Um mandamento que a Igreja pode mudar e que obriga a todos, quando não se tem condição de acolher a todos. Imagine se todos resolvessem vir à missa! Não questiono o mandamento, questiono a falta de esclarecimento. O primeiro mandamento da Lei de Deus é o amor a Deus, que vai aparecendo em todos os nossos atos. Todas as explicitações devem ajudar-nos a caminhar nesse amor, por isso aparecem as normas que indicam, sinalizam o caminho. Assim temos de entender o convite para a “missa de preceito”. É uma convocação da comunidade para o grande momento da salvação que é a Eucaristia, o grande momento da fraternidade. Quem não entende isso, pouco estará ligando para pecado ou não pecado, para obrigação ou não obrigação. As nossas igrejas continuam com um parco número de fiéis e nós continuamos falando do mesmo modo em plena época de uma “nova evangelização”. Não estaria na hora de deixarmos de insistir nessa tal obrigação e mostrarmos o momento da Eucaristia como um encontro feliz em que sua presença se faz necessária? Mostrar, como faz o Concílio Vaticano II, que a missa é o ponto alto da vida cristã, fonte de toda essa vida, sem o receio de nossas igrejas se esvaziarem. Poderíamos perder em quantidade, mas ganharíamos em qualidade. Quem vem à missa deve vir porque está consciente do que acontece no altar. Vê a missa como um momento privilegiado da graça, momento salvador de Deus, momento de fraternidade assumida e redentora, momento de sua família. Quando não sabe o que faz, também não peca. Quando está impedido de participar, não pode estar presente, também não peca. Além da ignorância, são muitas as causas que podem impedir a participação na missa: doenças, velhices, viagens, visitas etc. O erro, o pecado, acontece quando a pessoa pode vir e não quer, significando com isso seu pouco caso e até desprezo pelas coisas de Deus. Quanta gente vai à missa desinteressada, para cumprir preceito, e reclama até quando o padre faz algumas digressões ou alonga um pouco a celebração. Que sentido faz essa presença! Igreja não é um supermercado da fé. Certas são aquelas pessoas que participam, são alegres e dedicadas a sua comunidade e sabem que reunidas fazem acontecer o grande momento da graça salvadora. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

terça-feira, 28 de março de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - ESPORTES -

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O que pensar dos esportes perigosos? 
O esporte sempre foi um meio de se construir um corpo sadio, adestrando a pessoa, educando-a e funcionando como distensor psíquico. É inegável o benefício do esporte para quem o pratica e para quem o assiste. Temos de estimular a prática do esporte, procurando mostrar a riqueza que possui e o bem que faz. São atividades altamente educativas em seu todo. O esporte robustece o físico, educa sentimentos, recoloca em equilíbrio as energias físicas e psíquicas, favorece o sistema respiratório e dá espaço para desabafar as tensões do dia-a-dia. Abrindo os jornais hoje, vemos as distorções provocadas pela ganância em todas as modalidades esportivas. Em primeiro lugar, o comércio que se estabelece em cada área. A seguir, vemos as manipulações da pessoa, provocando distorções e aberrações. As pessoas passam a ser mercadorias, das quais se aferem lucros exorbitantes, com prejuízo das competições e das próprias pessoas que participam diretamente. Acredito que hoje pouco interessa ao desportista o benefício físico e psíquico do esporte. Interessa o quanto vai ganhar em dinheiro. Bem poucos desportistas podem ser apresentados à nossa juventude como exemplos a serem seguidos. E coitados de nós que ficamos atrás de uma TV para sentir o prazer de ver um bom espetáculo. O desrespeito é verdadeiramente acintoso. Em segundo lugar, temos de lamentar os esportes perigosos, que colocam em risco a vida e a integridade da pessoa. Embora gerem lucros enormes, nada os justifica. São esportes desconcertantes, que despertam no público a procura da violência, das sensações perigosas, escondendo por baixo fortunas que correm em negociatas. Vejam as corridas automobilísticas e de motos. Veja também o pugilismo. Como podemos chamar de esporte uma atividade que é medida pela pancadaria, que sempre provoca lesões com conseqüências para a vida? O que vemos de educativo nesses esportes, cujo preço é o risco de vida a que se expõem as pessoas? Temos de censurar esses pretensos esportes e qualificá-los imorais. Não educam, ao contrário, deformam a mente, criam no coração das crianças e dos jovens o senso da violência e alimentam em adultos, já desequilibrados, a sensação no mal feito e no perigoso. Quantas tragédias já nasceram dessas atividades desumanas, em troca de dinheiro e de alguns anos de fama. Nada justifica o sacrifício de vidas humanas, a não ser o risco para salvar outras vidas. Está na hora de desligarmos a nossa TV e não patrocinarmos mais esses atentados contra a vida e a dignidade humana. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. http://www.redemptor.com.br EDITORA SANTUÁRIO PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI O que pensar dos esportes perigosos? O esporte sempre foi um meio de se construir um corpo sadio, adestrando a pessoa, educando-a e funcionando como distensor psíquico. É inegável o benefício do esporte para quem o pratica e para quem o assiste. Temos de estimular a prática do esporte, procurando mostrar a riqueza que possui e o bem que faz. São atividades altamente educativas em seu todo. O esporte robustece o físico, educa sentimentos, recoloca em equilíbrio as energias físicas e psíquicas, favorece o sistema respiratório e dá espaço para desabafar as tensões do dia-a-dia. Abrindo os jornais hoje, vemos as distorções provocadas pela ganância em todas as modalidades esportivas. Em primeiro lugar, o comércio que se estabelece em cada área. A seguir, vemos as manipulações da pessoa, provocando distorções e aberrações. As pessoas passam a ser mercadorias, das quais se aferem lucros exorbitantes, com prejuízo das competições e das próprias pessoas que participam diretamente. Acredito que hoje pouco interessa ao desportista o benefício físico e psíquico do esporte. Interessa o quanto vai ganhar em dinheiro. Bem poucos desportistas podem ser apresentados à nossa juventude como exemplos a serem seguidos. E coitados de nós que ficamos atrás de uma TV para sentir o prazer de ver um bom espetáculo. O desrespeito é verdadeiramente acintoso. Em segundo lugar, temos de lamentar os esportes perigosos, que colocam em risco a vida e a integridade da pessoa. Embora gerem lucros enormes, nada os justifica. São esportes desconcertantes, que despertam no público a procura da violência, das sensações perigosas, escondendo por baixo fortunas que correm em negociatas. Vejam as corridas automobilísticas e de motos. Veja também o pugilismo. Como podemos chamar de esporte uma atividade que é medida pela pancadaria, que sempre provoca lesões com conseqüências para a vida? O que vemos de educativo nesses esportes, cujo preço é o risco de vida a que se expõem as pessoas? Temos de censurar esses pretensos esportes e qualificá-los imorais. Não educam, ao contrário, deformam a mente, criam no coração das crianças e dos jovens o senso da violência e alimentam em adultos, já desequilibrados, a sensação no mal feito e no perigoso. Quantas tragédias já nasceram dessas atividades desumanas, em troca de dinheiro e de alguns anos de fama. Nada justifica o sacrifício de vidas humanas, a não ser o risco para salvar outras vidas. Está na hora de desligarmos a nossa TV e não patrocinarmos mais esses atentados contra a vida e a dignidade humana. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. EDITORA SANTUÁRIO