quarta-feira, 12 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! COMPORTAMENTO-08-

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Devo mandar os filhos à Missa? 
Todos os sacramentos da Igreja exigem certo grau de conhecimento e consciência do que se faz e por que se faz. Condicionar a salvação à pura participação ou à simples presença em algum sacramento é um dos mais radicais legalismos. O caminho certo seria a consciente participação nos sacramentos, mas infelizmente não se consegue evangelizar nosso povo de maneira que isso seja um procedimento desejável e normal. Quem trabalha na evangelização e na coordenação de comunidades tem de aceitar os diversos níveis de participação, os diversos níveis de consciência de Igreja. Aceitar as limitações que são reais é saber acolher e acolher também é evangelizar. Temos de acreditar que participando se aprende. Não temos o direito de nos fechar num rigorismo, pois há pessoas de boa vontade, mas sem formação. Mas em, a participação tem de ser um ato livre. Não se pode obrigar um adulto a assumir o que ele não entendeu. Podemos convidar, insistir, criar situações que facilitem a participação, mas resposta a Deus dada por meio da participação tem de ser um ato de amor. Assim é como vemos a questão dos pais mandarem os filhos à missa. Enquanto são crianças o procedimento é o mesmo que se tem em relação a ir ao médico, à escola, à comida; os pais decidem pelos filhos, escolhem o melhor. Quando os filhos se tornam adultos, eles devem decidir, assumir, baseados naquilo que receberam de formação. Tudo vai depender da formação dada e do exemplo que receberam. Eles devem escolher o caminho confirmando ou não a opção feita pelos pais em seu lugar. Quando foi dada a formação necessária, não há necessidade de ficar martelando a cabeça dos filhos, porque quanto mais se fala, mais reações adversas eles criam. Os pais devem acreditar na formação que deram e no exemplo de vida e de convicções religiosas que transmitiram e viveram na família. Preocupação deve existir na cabeça de quem não deu formação e muito menos o bom exemplo. Outra coisa que os pais devem perceber é que, na medida em que os filhos se tornam adultos, sua função paterna e materna não é mais a de decidir, mas simplesmente a de aconselhar. E conselho não é para se dar a toda a hora e de forma que crie conflitos. Se os filhos adultos assumem ou não o problema já é deles e não dos pais. Há uma dificuldade em aceitar e perceber que os filhos se tornaram adultos. Os pais devem, nesse caso, conservar o carinho e tentar levar os filhos para o bom caminho por meio de suas orações, passando-lhes lembretes, conselhos, mas com respeito a sua própria caminhada. Nada melhor que o exemplo vindo de casa desde pequeno. Consertar depois é milagre. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

terça-feira, 11 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI- RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -07-

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA HA PAZ DO SENHOR 
Construir ou destruir... o que é melhor? 
Parece que há um instinto inato em cada pessoa que a leva a destruir. Há alguns prazeres que nos lembram os tempos de criança: atear fogo, destruir casa de abelhas, matar passarinhos, atirar pedras nos telhados. Hoje mais modernos: destruir telefones públicos, quebrar coisas em festas, danificar árvores em passeios públicos etc. Esse instinto sem dúvida cresce dentro de nós na proporção em que nos desenvolvemos e com manifestações funestas, como as brigas em estádios de futebol, as arruaças em festas, os quebra-quebras nas greves. Se procurarmos mais, vamos encontrar ramificações desse instinto no gosto de falar mal dos outros, difamações, o descuido com o bem comum. Não podemos pensar que isso seja normal em quem tem a mente equilibrada. Por outro lado jogar pesado em cima de nossos instintos também não é o caminho; eles não podem ser responsáveis por tudo o que acontece de ruim. Duas explicações cabem aqui: A falta de educação talvez seja o fator mais forte na produção desses fenômenos animalescos. Outro seria a falta de percepção da alteridade. Não perceber que os outros existem e têm direitos produz comportamento indesejável. Educação é toda a formação que o indivíduo recebe e faz agir pensada e responsavelmente. Além de mostrar o que é bom, a educação também desperta no indivíduo a sensibilidade. Quando nos deparamos com pessoa educada, fazemos nossos comentários bons. No caso contrário também os fazemos e nem sempre piedosos.A percepção da alteridade faz-nos perceber que não estamos sozinho no mundo e que o mundo é de todos, por isso o nosso direito termina onde começa o direito do outro. Isso faz com que a pessoa reflita e veja como ela é passageira e o mundo não existe só para ela. Então se completa o ciclo da educação; a partir disso, a pessoa tem de elaborar seus pensamentos, sentimentos e controlar seus instintos. Em qualquer situação, embora seja mais fácil destruir, temos de colocar em nossa cabeça que é melhor construir no respeito; é melhor dar o direito à vida para todos; é melhor limpar nossa mente e procurar no Evangelho o caminho certo do amor. Construir é realizar a vocação de responsável pelo mundo e pelas pessoas; é sentir-se útil; é fazer o bem. Construir vai desde o recolher um papel no chão, até trabalhar nos mais arrojados projetos. Mas o mais desafiante projeto é construir-se como pessoa humana, digna e imagem de Deus. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

segunda-feira, 10 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -06

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Em que consiste a prepotência? 
Das forças que dominam ou pelo menos tentam dominar o mundo, a que mais machuca e humilha é a do poder. É impressionante como as pessoas são levadas a procurar o poder e a querer dominar os outros. Parece até que se trata de uma luta pela sobrevivência. Os poderosos matam, roubam, dominam. Mas também o mais simples empregado, se sobrar brecha, em pouco tempo está mandando, oprimindo os demais companheiros. Se observarmos as crianças, podemos perceber rápido os líderes, mas também vemos logo os “donos da bola”. Até em casa, ninguém quer ficar rebaixado, quase sempre todos querem estar com a razão. E o que dizer daqueles que volta e meia nos interpelam: “Você sabe com quem está falando?” Essa prepotência é típica do ignorante que se impõe pelo título ou pelo dinheiro ou pela posição social. Ele não é capaz de se fazer ouvir de uma outra forma mais inteligente, então apela para esse chavão que merecia uma resposta bem malcriada. Essa vaidade e orgulho já foram condenados por Jesus ao se referir aos fariseus e doutores da Lei que se valiam de sua posição social e da Lei para se imporem ao povo. Será que vamos demorar muito para entender o valor de cada pessoa humana? Não negamos o mérito de quem construiu honestamente seu nome, sua autoridade e se tornou digno de respeito. Nem ensinamos o desrespeito à autoridade legitimamente constituída desde que ela seja digna. É impressionante como a pessoa simples não tem valor; isso é fácil de verificar nas filas de atendimento nos órgãos públicos, mesmo sabendo que quem nos está atendendo não tem a mínima condição de o fazer, pois está ali por proteção e apadrinhamento. Bem se diz que “pobre não tem vez”. Por outro lado já falou Jesus a respeito dos ricos: “Já receberam sua recompensa”. Nessas alturas falar para um desses tipos de prepotentes sobre o mandamento do amor é perder tempo, porque ele não vê além do seu próprio nariz. Se essa pessoa pudesse ver como ela é detestada no serviço, entre os pretensos amigos; perceber como ela é tolerada porque não há outro caminho; perceber como ela é ridícula. Amanhã é certeza que, ao necessitarmos dos outros, essa arrogância acaba pela própria necessidade de sobrevivência. O que fazer com essa prepotência na velhice, na solidão, na doença? Seria bom ler nos Evangelhos e se lembrar da festa do banquete onde os convidados não entraram, mas foram convidados os excluídos para ocuparem os lugares reservados. E o que diz a bênção final no casamento: “Abri vossas portas aos pobres e infelizes, que um dia vos receberão agradecidos na casa do Pai”. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. EDITORA SANTUÁRIO

domingo, 9 de abril de 2023

PADRE LIBARDI: UM FORMADOR SEMPRE NO PRESENTE.(UNESER)

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
*O9 DE ABRIL DE 1941
+30 DE MAIO DE 2011
Um dos fascínios da educação, da arte de lecionar e de oferecer melhores perspectivas ao próximo, é o mistério do tempo que fica eternizado na memória do educando. 
Vale recorrer à lembrança dos primeiros professores da escola primária e mesmo aos primeiros ensinamentos que vieram de mães e pais. 
Seguramente as lições de vida também se eternizam e ganham a mesma dimensão misteriosa de sempre presente, vívidas. Em muitos casos, uma memória tão viva que se “pode tocá-la”, se “pode ouvi-la”. 
Mas, isso já seria adentrar ao mundo da paranormalidade o que não é o caso no momento, até porque a lembrança de um amigo tão especial quanto o Padre Libardi, transcende a qualquer explicação. 
Basta a memória do caminhar juntos, pelas alamedas do seminário, em grupos rezando o terço, na arquibancada torcendo pela garotada ou nas aulas de catequese.
Hoje dia 9 de abril, dia que fazemos memória vívida, desse grande amigo e formador Redentorista. Transpôs os umbrais da normalidade e formava, orientava não apenas seminaristas, mas a toda e qualquer pessoa que dele se aproximava.
Tinha o “dom”. O dom da amizade, o dom da sensibilidade, o dom da fraternidade, o dom da missão: formar cristãos! 
Sempre se soube que era um ser especial e diferenciado em seu tempo e com olhar no futuro. Sua sensibilidade dizia que os que seguissem a vida religiosa estariam bem dentro da Congregação, mas lhe preocupava os que estariam “fora” da Congregação. Por isso, idealizou e inspirou algo que mantivesse os de vocação leiga para uma unidade fraterna. 
Tendo alcançado esse objetivo se eternizou na memória de centenas de pessoas, quiçá milhares delas que encontraram nele o educador e formador sempre presente.
Aliás, como continua sendo pelos tempos futuros. 
Sua benção, Padre Hélio de Pessato Libardi, CSsR.
Segundo ele mesmo falava foi "registrado" no dia 09 mas nasceu no dia 06 tanto que comemorava nesse dia.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. TIMÓTEO (TJIPKE) VELTMAN CSsR

PE. TIMÓTEO (TJIPKE) VELTMAN CSsR
+9 DE ABRIL 1999 
Nasceu em Workum, na Holanda, a 14 de outubro de 1918. Foram seus pais Keimpe Veltman e Suzanna Juliana de Vreeze. Foi batizado no mesmo dia do nascimento. Em 1934, terminou seus estudos secundários. Daí em diante, começou a estudar sozinho. Fez o serviço militar por dois anos. Em 1938, tirou o Diploma de Contabilidade e começou a trabalhar como bancário em Roterdã. Por essa época, iniciou os estudos de Latim e Grego, sempre sem curso formal ou professor. Em 1946, submeteu-se a exames e foi aprovado, podendo prestar exames em todas as faculdades e universidades da Holanda. Em seguida, entrou para a Congregação Redentorista, diretamente para o Noviciado. Fez sua Profissão Religiosa em 1947. A Profissão Perpétua foi a 08 de setembro de 1950. Durante o Seminário Maior em Witten, dedicou-se também aos estudos de hebraico, italiano e espanhol. Ordenou-se sacerdote em 1952. Em 1954, veio para o Brasil, como membro da Vice-Província do Recife. Por vários anos percorreu o Nordeste brasileiro como dedicado missionário. Sua figura alta e esguia, levemente curvada, um rosto habitualmente tranqüilo e olhos atentos, voz forte e gestos largos, edificavam o povo. Fé e ciência marcaram a vida desse nosso confrade. Fez por três vezes o retiro inaciano de 30 dias. Pe. Timóteo foi um apaixonado pelos estudos de Matemática e Física. Apesar dos trabalhos missionários muito cansativos, ele nunca deixou seus livros de ciências. Aproveitava as férias na Holanda para aprofundar os conhecimentos nessas matérias. Como ele mesmo dizia, tinha muito conhecimento e pouco diploma, pois quase sempre foi autodidata. Eis as línguas que conhecia além do holandês e do português: inglês, francês, alemão latim, grego, hebraico, sânscrito, italiano e espanhol. Andou também estudando o russo. Seus conhecimentos de Matemática e Física Teórica correspondiam ao PHD dos Estados Unidos, título universitário a nível de doutorado. Escreveu uma tese sobre Gravidade - Strongforce, com teoria própria, discordando de Einstein. Em suas pesquisas ele pretendia comprovar matematicamente a existência de Deus criador. Em 1992, recebeu o título de membro da "The New York Academy of Sciences” e, em janeiro de 1994, o certificado de membro da "American Association for lhe Advancement of Science" (AAAS), dos Estados Unidos. Esses títulos deram-lhe grande satisfação. Obediente, Pe. Timóteo fazia questão de manter os superiores informados de suas pesquisas, para as quais pedia as autorizações. Depois da Missão de Curitiba - PR, em 1975, começou a integrar os trabalhos missionários da Província de São Paulo, morando em Araraquara. Em começos de 1985, pediu e obteve a adscrição definitiva a esta Província, onde podia dedicar-se às missões populares, num período em que a Vice-Província do Recife havia abandonado esse modo tradicional de pastoral popular. Mas logo em 1986 veio morar no Jardim Paulistano, São Paulo, para ter mais facilidade de continuar seus estudos e também para realizar apostolado no meio Universitário. Também ajudava muito em Aparecida, nos fins de semana. Em 1994, foi transferido para Aparecida, para a Basílica, trabalhando na Pastoral com os romeiros. Aí ele permaneceu até a morte. Sempre, porém, achava tempo para os estudos e escritos científicos. Pe. Timóteo, além de suas duas irmãs casadas, tinha uma irmã Religiosa Redentorista e outra Dominicana. Nos últimos tempos sua saúde começou a decair, quase não saía mais do quarto, celebrando lá mesmo a eucaristia. Faleceu repentinamente na tarde de 09 de abril de 1999, em nosso Convento da Basílica, em Aparecida. Estava com 81 anos de idade, 52 de Profissão Religiosa e 47 de Sacerdócio. Descanse na paz do Senhor! (Pe. Vítor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GABRIEL DE CAMPOS VILELA CSsR

PE. GABRIEL DE CAMPOS VILELA CSsR
+9 de ABRIL 1992 
Nasceu a 18 de maio de 1915 em Maria da Fé - MG. Eram seus pais: Manuel Vilela Pereira e Maria Augusta de Campos Vilela. Foi o oitavo dos nove filhos do casal. Em 1929 entrou para o Seminário Diocesano de Pouso Alegre - MG, que freqüentou até 1933. Foi quando pediu para entrar para a Congregação Redentorista. Como já tivesse completado o Seminário Menor, foi admitido diretamente no Noviciado de Pindamonhangaba- SP em 1934. Sua profissão religiosa na C.Ss.R. foi no dia 02 de fevereiro de 1935. Fez o Seminário Maior em Manuel Ocampo e Villa Alende, na Argentina, até dezembro de 1936. E em Tietê-SP, de 1937 a 1940. Sua profissão perpétua foi a 02 de fevereiro de 1938 em Tietê. Ordenou-se sacerdote em Sorocaba- SP, no dia 08 de dezembro de 1939. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1941, sendo seu primeiro campo de apostolado a Paróquia da Penha, em São Paulo, onde foi coadjutor por um ano. Foi professor de Teologia Dogmática no Seminário Maior de Tietê, de 1942 a 1950.P 1 P Foi transferido para Trindade, em Goiás, onde foi pároco e superior da comunidade. Aí fundou o “Pequeno Cotolengo” para crianças excepcionais, que até hoje é uma bênção para a cidade e o Estado. Terminou seu triênio e passou para a equipe missionária, pregando missões até 1956. Nos anos seguintes foi professor de Pastoral e Oratória Sacra. Voltou a ser professor de Teologia Dogmática, de 1960 a 69, quando foi transferido para a Comunidade da Basílica, dedicando-se ao trabalho com os romeiros. De 1973 a 1975 foi Superior do Seminário São Geraldo e também Mestre do Segundo Noviciado, preparando os futuros missionários. Voltou então para o apostolado na Basílica, onde ficou até 1981, quando foi transferido para Tietê, onde ficou até sua morte. Ajudava na medida do possível, em nossa Igreja de Santa Teresinha, anexa à casa do Noviciado. Apesar da diferença de idade, Pe. Vilela sempre teve um relacionamento bom com os noviços. Ele gostava muito do Movimento do Focolare, cujas reuniões freqüentava assiduamente. Tinha uma irmã que era carmelita, no Carmelo de Pouso Alegre. Nos últimos tempos não teve boa saúde. Estava com dificuldade até para andar. No dia 09 de abril, na hora do almoço, teve um derrame muito forte. Foi imediatamente internado na Santa Casa local. Apesar de todos os cuidados, veio a falecer no mesmo dia às 20,30 h. Foi sepultado em Tietê, no dia 10 de abril de 1992, depois da missa de corpo presente, às 15,00 horas. Estava com quase 77 anos de idade, 57 de profissão religiosa e 53 de sacerdócio. (Arquivo Provincial) P 1 P De fato, em 1950 foi professor de Direito Canônico. Pe. Vilela era um professor competente e exigente. Defendeu num Congresso de Teologia em 1949, com pleno êxito e brilho , uma tese sobre a Assunção de Maria. Seu espírito desconfiado e suspeitoso não lhe facilitou a boa convivência com os seminaristas. Mas seu espírito observante e piedoso sempre lhe granjearam muito respeito dos confrades. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 8 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -05

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Pagamos todos os pecados? 
É muito comum pessoas falarem que não precisam se confessar, porque já pagaram todos os seus pecados. Isso devido aos muitos dissabores, contratempos, sofrimentos que tiveram de enfrentar. Isso é uma fé na doutrina errada, que diz que temos de pagar aqui tudo o que fizemos de mal e até o último centavo. Sequer nos lembramos que Jesus veio para nos salvar e que existe um perdão que nos purifica aos olhos de Deus e nos renova em seu Espírito Santo. Na verdade muitos sofrimentos são conseqüências lógicas daquilo que se plantou e não há como não acontecerem. Álcool e gasolina sempre vão pegar fogo. Uma vida cheia de erros terá como conseqüência normal outra série de erros e desacertos. Outros erros revelam a incapacidade da pessoa administrar bem a própria vida; mesmo esses vão provocar novos desajustes. Não vai aqui nenhum resgate ou pagamento pelo mal que fez. Devemos sempre analisar nossos erros e prever as possíveis conseqüências que virão no futuro. Isso nos ajudará a enfrentar com mais serenidade o que vier a acontecer. O caminho para a correção dos erros é o arrependimento. Um arrependimento que nasce da percepção do erro é um arrependimento sadio e sanante. Ele tem de nascer da consciência que fomos muito mal e que podíamos fazer melhor o que fizemos. Nasce da visão do problema que causamos e da ciência de que falhamos ao não sermos generosos com Deus que nos dá a possibilidade e a graça para agirmos de maneira mais certa. É bem diferente de um arrependimento que não cura, pois nasce do medo, do castigo que pode acontecer ou que já está acontecendo. O arrependimento sincero nos põe diante da misericórdia de Deus que, em Jesus, nos acolhe e sempre perdoa. Mesmo assim com esse perdão, não significa que as conseqüências naturais e decorrentes do erro não vão acontecer. É como no acidente com colisão de veículos, há diálogo e perdão, mas o carro precisa de oficina e vai custar dinheiro. Essa pessoa, que acredita que sofrendo já pagou os pecados, precisa sair desse conformismo e procurar um perdão renovador por meio de um arrependimento sincero, porque muitas vezes nem sofrendo se arrepende. O que transforma é a graça de Deus.O comodismo faz com que pessoas acabem assumindo os sofrimentos sem mudar nada e se auto-justifiquem por meio deles, impedindo assim uma renovação interior que lhes dê a capacidade de ir e não errar mais. É um mistério esse medo de ser transparente e de dizer: Errei, preciso mudar de vida. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R EDITORA SANTUÁRIO

sexta-feira, 7 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -04

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Todos os maus pensamentos são maus? 
Os pensamentos e desejos fazem parte de nossa condição humana. É impossível não pensar ou não desejar. Quanto aos pensamentos e desejos maus, Cristo deixou claro que não só é ilícito um ato mau como o próprio desejo mau, mostrando que devemos procurar a pureza e integridade em nosso interior. Na medida em que ganhamos em interiorização, a moral dos pensamentos maus se torna mais exigente. Por outro lado não podemos exagerar no processo de interiorização, preocupação exagerada com detalhes e distinção numérica dos maus pensamentos. Quando tratamos de questões afetivas não é tão fácil cortar os maus pensamentos e desejos em um piscar de olhos, como se fossem atos externos. Precisamos distinguir entre os verdadeiros desejos de se fazer algo mau e que talvez não aconteça por falta de ocasião propícia e os desejos meramente imaginativos que surgem espontaneamente no coração humano. Os desejos maus provocados nos levam a crer que quem os produz esteja mais para um tratamento clínico do que em estado mental capaz de gerar a maldade. O ensinamento de Jesus: “quem olhou com maldade, já pecou em seu coração”, mostra-nos bem que o pecado está na maldade que permitimos se aninhe em nosso coração. Não é preciso nem praticá-la. Mas fica claro que não se trata aqui de reações espontâneas para as quais não cabe censura. Jesus condenou a maldade. O ser humano é uma unidade existencial, não cabe aqui ficar separando o interno do externo, o que vai qualificar um pensamento ou desejo como mau é exatamente a capacidade de querer o mal. Ao procurar fazer com que a pessoa se liberte de uma doutrina extremamente moralizante, que produz bloqueios por meio de uma série de censuras e pressões, não temos o intento de facilitar a libertinagem. Procurar esclarecer e orientar não é favorecer desmandos. Não só deve preocupar-nos extirpar a maldade entre os desejos e pensamentos que nos surgem, mas lembramos que também é bom nos impor a todo momento certa higiene mental, dentro do que Jesus falou: “Se teus olhos forem sujos, todo o teu corpo será sujo”. No fundo se trata de um cuidado e vigilância sobre nossos sentidos sem cair na obsessão do que poderíamos chamar de “consciência doentia”, que destrói a si mesma numa preocupação obsessiva em ver se consentiu ou não nos maus pensamentos. Não somos anjos, mas pessoas de carne e osso, e assim como somos é que temos de colaborar na realização do plano de Deus. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

quinta-feira, 6 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -03

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Temos o direito de especular a vida dos outros? 
A vida de cada pessoa faz parte do conjunto de sua intimidade, que não pode ser violada. Atrás de cada vida ou de cada ato existe uma pessoa com sua história, seus valores, suas razões e sua consciência; pessoa que tem sua dignidade e seus direitos. Está claro que homem nenhum é uma ilha. E ao vivermos em sociedade nossos direitos vão até onde começam os direitos dos outros. Por isso, em se tratando de tudo o que implica um relacionamento, as pessoas têm o direito de perguntar sobre nossa vida, pelo menos para poderem entender-nos, ajudar-nos e se relacionarem conosco. Aqui tudo depende do grau de relacionamento que deve existir entre as pessoas. Ninguém vai abrir sua vida a um qualquer como mala de mascate. Temos porém o direito de não sermos coagidos a falar sobre nossa vida, quando a nosso ver as pessoas não têm o direito de entrar em nossa privacidade, e falar ou não falar não vai acrescentar nada e pode até ser prejudicial para nós mesmos. Nem sempre a falsa idéia de querer ser transparente constrói algo sadio. Temos de respeitar a individualidade nossa e a dos outros, sem com isso sermos problemas e criarmos barreiras para um relacionamento agradável e necessário. Vêm bem a propósito aqui nossas confissões, em que encontramos padres que fazem questão de bisbilhotar nossa vida e arrancar pormenores que acabam fazendo desse momento algo traumatizante. É certo que o sacerdote tem o direito de se esclarecer para poder formular um parecer e dar uma boa orientação, mas tudo tem o limite da própria consciência do penitente. A ninguém, sob nenhum pretexto, cabe o direito de violentar uma consciência tanto especulando demais, como emitindo julgamentos sobre o estado de pecado mais ou menos grave na pessoa. Ela é quem sabe. O sacerdote pode esclarecer, falar sobre os corretos valores, ajudar na formação da consciência. Penso também que as pessoas deviam estar mais preparadas para suas confissões e dizer o que realmente é importante e de forma conveniente para não confundir o confessor e levá-lo a um mal-entendido. Quem especula a vida dos outros, certamente podemos classificá-lo como doente. São pessoas que se julgam no direito ou que têm satisfação em saber o que não devem, e mais doentes são aquelas pessoas que têm a alegria em levar em frente esses pormenores da vida alheia e se passarem por bem informadas. Não nos cabe o direito de excluir essas pessoas e afastá-las de nosso redor, mas fica bem claro o cuidado que se deve ter perto delas. O melhor caminho é o silêncio que ensina a falar apenas o que se deve e na hora certa. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. EDITORA SANTUÁRIO

quarta-feira, 5 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -02

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Como reagir diante da antipatia ou da simpatia?
Pensar em um mundo ideal é voltar ao sossego descrito no livro do Gênesis (Gn 1 e 2), como uma situação de paz, harmonia e comunhão de todos e com tudo. Na verdade é uma projeção para o futuro essa descrição, mas que deve ir acontecendo já agora, embora não alcance ainda a plenitude. No mundo onde vivemos hoje, encontramos pessoas com sentimentos ruins e com indicações claras de que são maldosas, mas quem somos nós para julgar. As aparências enganam. No entanto, sempre nos surpreendemos com as manifestações dos instintos, que, por mais que sejam trabalhados, independem do nosso querer. Assim são nossas reações face às cores, paisagens, situações, momentos da vida e pessoas que encontramos. Não há duas reações iguais, porque as pessoas são diferentes. Uma reação incontrolada é o caso da simpatia e antipatia. Sentimentos instintivos de aversão ou de aceitação de alguém ou coisas. Se são instintivas, não são resultados de um ato da vontade, de uma decisão benévola ou maldosa. Há pessoas com as quais não nos damos bem e junto das quais também não nos sentimos bem e tranqüilos, ainda que não nos tenham feito nada de mal e às vezes nem sequer as tenhamos conhecido. E há aquelas com as quais nos damos bem e nos sentimos seguros perto delas. Aqui está bem caracterizado o ter simpatia ou antipatia por alguém. Não negamos que haja pessoas antipáticas por maldade. São pessoas más que até premeditam o que vão fazer de mal. São pecadoras? É mais fácil dizer que são pessoas doentes ou mal-educadas. O primeira ponto que nos tranqüiliza é saber que não pecamos por ter esses sentimentos de antipatia. Segundo ponto, por não ser pecado não significa que não tenhamos de trabalhar nossos sentimentos, tentando corrigir essa situação por meio de uma terapia pessoal. Terceiro ponto, a antipatia não nos dá o direito de maltratar as pessoas. Podemos reduzir os encontros e até evitá-los, mas precisamos tratar bem essas pessoas por mais ou menos culpadas que sejam. Um passo à frente é conseguir amar e dar maior atenção a essas pessoas, pois é a isso que o Evangelho pretende chegar. Quem possui a Deus facilmente encontra o caminho do amor e vive qualquer situação com serenidade. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GERALDO GONÇALVES BEZERRA CSsR

PE. GERALDO GONÇALVES BEZERRA CSsR 
+5 de ABRIL 1982 
Pe. Gonçalves era de Novo Horizonte- SP, nascido aos 02 de dezembro de 1925. Em 1938 entrou para o Seminário Redentorista Santo Afonso, de Aparecida. Fez o noviciado em Pindamonhangaba- SP e estudou Filosofia e Teologia em Tietê-SP., ordenando-se sacerdote no dia 27 de dezembro de 1955. Licenciou-se em Direito Canônico em Roma e, durante dez anos, foi professor no Estudantado da Província. Ali foi também superior da comunidade. Foi ainda superior da comunidade e reitor do Santuário de Aparecida. Fez parte do Conselho Provincial. Em 1974 foi trabalhar na Cúria Geral da Congregação, em Roma, como eficiente secretário do Superior Geral. Ali faleceu repentinamente, de um enfarte do miocárdio na noite de 04 para 05 de abril de 1982. Foi sepultado no jazigo da família, na Penha -SP. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Tio daquele padre maluco de S. Paulo ... Tão logo terminou o Concílio funesto vaticano II, vestiu terno e gravata e jogou a Batina na lixeira. Nunca mais o vi de batina. Espero que esteja em bom lugar, eu não o suportava. Nunca mais o vi celebrando missa, nem participando das orações das horas. O VATICANO II FOI UMA DESGRAÇA COMPLETA PARA A VIDA RELIGIOSA E SACERDOTAL. ÍAMOS DORMIR E NO OUTRO DIA FICÁVAMOS SABENDO: - PE. FULANO LARGOU TUDO E SE MANDOU... NÃO FOI O CASO DELE, CLARO, MORREU EM ROMA, FOLHEANDO LIVROS NUMA BIBLIOTECA... parece... Sebastian Baldi 
Qual foi o tal padre maluco? Ierárdi
 AQUELE, ESQUEÇO O NOME DELE, AMIGO DE GAYS, LEVA GAYS PARA O ALTAR, AMIGÃO DO BOFF DE ONÇA.... UM ESCÂNDALO.  Sebastian Baldi
Já me recordo... é o PADRE PAULO SÉRGIO BEZERRA!!!!
A quem também tenho sempre mostrado minha indignação pelo seu comportamento inconsequente.... Ierardi

PADRE PAULO SÉRGIO BEZERRA

terça-feira, 4 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI -RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMPORTAMENTO -01 -

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Como enfrentar as mudanças? 
Há pessoas que, por temperamento, não gostam de mudanças ou as detestam pelo transtorno que elas trazem. Por outro lado, há as que têm hábito de mudar: todo o mês tem de modificar alguma coisa nem que seja a posição dos móveis no quarto. Outras vezes, ouvimos comentários de desaprovação face às mudanças, principalmente quando tudo parece andar bem. Por que mexer? De fato mudanças trazem transtornos, às vezes arrancam raízes e condenam a planta à morte. Mas há mudanças necessárias e outras que são benéficas. Uma comunidade que permanecesse com seu quadro de liderança inalterado por muitos anos, pode ser uma comunidade estagnada que vai morrendo aos poucos. Depois de um tempo as pessoas criam seu ritmo de ação e de vida e como todo o movimento iniciado tende a parar, lãs também param e ficam apenas na manutenção. Assim acontece com comunidades onde o padre permanece como coordenador por muitos anos e onde não há rodízio de serviços. Já vi comunidade onde um casal foi leitor em determinado horário de missa por 28 anos e quando lhe foi solicitado que abrisse espaço para outros participarem, se afastaram da comunidade alegando que o padre os colocara para fora. A comunidade precisa estar atenta na preparação de novos líderes para os diversos ministérios paroquiais. Deve estar atenta também para fazer o rodízio de pessoas nos serviços, evitando que os agentes se tornem donos do ministério ou da igreja. Já que essas pessoas não possuem bom senso de darem o lugar para outros de tempo em tempo e de continuarem participando alegres, a comunidade tem de ter maturidade para colocar as coisas no lugar. Queiramos ou não, temos de admitir mentalidades novas, mesmo não tendo a maturidade e a experiência dos antigos, podemos fazer também a comunidade crescer e deslanchar. Há pessoas que, conforme pude observar, parecem que se sentem valorizadas carregando um monte de chaves da comunidade. Outras parecem que não sabem participar a não ser enfiadas num jaleco ou estando no presbitério. Na comunidade todos são importantes, independente da função que exerçam. Mas às vezes penso que se o trabalho fosse por amor a Deus, certamente teríamos um grande número de catequistas. Mas aqui isso não acontece, porque nesse ministério a pessoa não aparece e não dá ibope. Como diria Jesus hoje? “Ai de vós, hipócritas que transformais a casa de Deus numa passarela da glória”. Ou preferiríamos as expressões de Paulo: “Tudo o que fizerdes por palavra ou ações, fazei-o em nome de Jesus para a glória de Deus Pai”. Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. EDITORA SANTUÁRIO

ELES NOS PRECEDERAM - IR. LUIZ (Franz Xavier Knott ou Aloísio) CSsR

IR. LUIZ (Franz Xavier Knott ou Aloísio) CSsR
+4 de ABRIL 1898 
Foi o primeiro membro da nossa Província, chamado por Deus para a eternidade. Chamava-se, no mundo, Francisco Xavier Knott, e nasceu em Pietrich, na Alemanha, em 29 de julho de 1843. Filho de um rico agricultor foi, antes, soldado do exercito alemão, tomando parte nas guerras de 1866 e 1870. Nesta última foi ferido gravemente, e abandonou a carreira das armas, ingressando no Noviciado redentorista, em 1871, com o nome de irmão Luiz. Professou em 1878, distinguido-se, logo pelo seu amor ao trabalho e profunda piedade. Vindo para o Brasil em 1895, foi adscrito à Comunidade de Campinas, em Goiás, onde se encarregou da chácara e dos animais. Tratava com verdadeiro carinho os cavalos e mulas do convento, única condução dos nossos Missionários naqueles tempos. Sofreu muito com uma infecção no nariz, devido a uma picada de varejeira. Restabelecido, contraiu tuberculose, e faleceu a 4 de abril de 1898. Soube esperar a morte com muita tranqüilidade, e até com alegria, repetindo muitas vezes “Serei o primeiro dos nossos a caminho do céu”. Humilde e obediente, Irmão Luiz foi sempre um modelo de conformidade. Aqueles que o conheceram deixaram anotado que nunca ouviram uma queixa de seus lábios. Em meio aos trabalhos, e mesmo nos seus sofrimentos, ele somente dizia: tudo está muito bem... Reflexo de uma serenidade interior que todos admiravam.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 3 de abril de 2023

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM PEDRO FRÉ CSsR

DOM PEDRO FRÉ CSsR
3 DE ABRIL 2014
Faleceu na madrugada de quinta-feira (03), em Aparecida (SP), o primeiro bispo emérito da Diocese de Barretos, Dom Pedro Fré, aos 89 anos. Com o lema “Curar os corações feridos”, Dom Fré foi nomeado terceiro bispo de Barretos aos 27 de dezembro de 1989.
Tomou posse em 11 de fevereiro de 1990 e sua renúncia foi aceita pelo então Papa João Paulo II, em 20 de dezembro de 2000. Em 2010, o bispo emérito passou por cirurgia de hérnia e sofria de problemas cardíacos.
O velório foi realizado na capela São José do Santuário Nacional e às 16h, de quinta-feira (3), foi celebrada missa de corpo presente, e em seguida, o sepultamento no cemitério local. O administrador diocesano, padre José Roberto Santana, junto a outros padres, estiveram em Aparecida para participar do velório e sepultamento.
Dom Pedro Fré nasceu na cidade de Tietê – Cerquilho (SP), em 30 de agosto de 1924 em Cerquilho (SP). Era da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) e em fevereiro deste ano completou 68 anos de profissão religiosa. Foi ordenado padre em 27 de dezembro de 1950. Foi pároco de Aparecida (SP) e reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida na mesma cidade.
Foi eleito bispo de Corumbá (MS) em 28 de outubro de 1985 sendo sagrado bispo em 5 de janeiro de 1986. Em 1989, foi transferido para a Diocese de Barretos como terceiro bispo diocesano, sucedendo a Dom Antonio Maria Mucciolo. Renunciou ao episcopado em 20 de dezembro de 2000 sendo sucedido por Dom Antonio Gaspar.
Após o falecimento de D. Pedro Fré, bispo emérito da diocese de Barretos e o terceiro bispo a ser nomeado para a diocese, o administrador diocesano, padre José Roberto Alves Santana, comentou a passagem dele por Barretos.
“Dom Pedro Fré, esteve à frente da diocese por longos anos e ele foi marcado pela simplicidade, era o homem da Graça de Deus. Se conversarmos com as pessoas pelas ruías, vamos ouvir que ele foi um homem de Deus. Foi uma pessoa que andava pelas ruas, amava e cumprimentava a todos, não fazia acepção de pessoas. Ficou marcado como o homem da humildade e da simplicidade, levava a palavra de Deus de uma forma muito simples. Nós sentimos muito a ausência desse homem, mas Deus ganhou no céu um grande santo”, destacou.
O padre Salvador, de Colômbia, afirmou que D. Pedro Fré foi amigo da diocese. “D. Pedro Fré foi um grande amigo da diocese de Barretos, aceitou com muito sacrifício vir de onde ele estava, em Corumbá, aceitou e veio com muita alegria para a diocese, desempenhou muito bem o seu trabalho e fez tudo o que tinha que fazer como bispo, fez a diocese caminhar. Tornou-se realmente muito querido entre nós pelas famosas procissões que fez no dia de Nossa Senhora Aparecida. O povo gostava demais. D. Pedro deixa uma saudade muito grande”, ressaltou.
Pessoas da comunidade, como Luiz Carlos Diniz Buch, afirmaram que para a diocese, D. Pedro Fré foi um bispo atuante e presente.
“Foi com muito pesar que eu recebi a informação do falecimento de D. Pedro Fré. Foi um bispo muito querido aqui por todas as pessoas da diocese, um bispo muito atuante e presente, uma pessoa diferenciada, que realmente amava a sua diocese e as pessoas. É uma grande perda para todos nós, apesar de não estar mais conosco, uma pessoa que ficou no coração de todos nós que pertencemos a diocese de Barretos, foi um privilégio ter contato com uma pessoa como Dom Pedro Fré”, declarou.
Mussa Calil Neto destacou o bispo como um verdadeiro pastor de ovelhas.
“Como membro ativo da comunidade da Catedral do Divino Espírito Santo, convivi com líderes religiosos igualmente virtuosos, mas cada qual no seu estilo, e classifico Dom Fré como o verdadeiro pastor de ovelhas, que sempre soube cuidar do seu rebanho com firmeza, sem jamais perder a ternura. Como coordenador de eventos em prol da Cidade de Maria, tive o prazer de trabalhar com um Diretor Espiritual competente e dinâmico, que ajudou a fazer os fiéis barretenses valorizarem como merece aquele centro de religiosidade e ação social. Sei que este tratamento é, protocolarmente, reservado ao Sumo Pontífice, mas com todo respeito aos cânones da Igreja, para mim Dom Pedro Fré o verdadeiro “Santo Padre”, que já está ao lado de Deus Pai. Continuando a iluminar aqueles que o seguiram atrás de Cristo, como o seu xará de Cafarnaum”, disse.   
Segundo o padre Santana, o bispo emérito de Barretos estava muito debilitado já a algum tempo. “Ela já vinha muito debilitado nos últimos três anos, sempre de casa para o hospital e do hospital para casa. Nos últimos tempos as pessoas se perguntavam se ele iria agüentar, mas ele sempre agüentou porque era uma pessoa de fé, que amava a vida. Infelizmente, não houve mais possibilidade de continuar”, disse.
Segundo informações do administrador diocesano, D. Pedro Fré estava internado em São Paulo e seu sepultamento ocorreu na tarde de ontem em Aparecida. 
“Ele foi sepultado em Aparecida, por decisão dos padres de sua congregação. Foi lá que ele viveu, saiu pouco de lá para prestar serviços às dioceses. Ficou decidido o seu sepultamento lá e depois de cinco anos será trasladado aqui para a Catedral de Barretos”, comentou padre Santana.
Alguns padres da diocese de Barretos seguiram para Aparecida na manhã de ontem para participar de uma celebração de corpo presente e do sepultamento de D. Pedro Fré. Padre Santana, padre Marcos, de Jaborandi, padre Ivanaldo, de Olímpia, e padre Carlos, da paróquia Bom Jesus em Barretos, foram os representantes da diocese em Aparecida. 
DIÁRIO ON LINE
Foi vigário de Aparecida por muitos anos. Devo muito de meu crescimento na Fé Católica a este Santo Homem!
Com meus 7 anos , ele era nosso vigário e sempre nos visitava nas aulas de Catecismo, na antiga igrejinha de S. Roque, observava e orientava as catequistas, nos interrogava, para saber de estávamos aprendendo, mesmo, os fundamentos da Fé, no belo Pequeno Catecismo de S. Pio X.  Tínhamos que sabê-lo de cor.
Santo homem, visitava os doentes, diariamente, levando a Santa Comunhão e ministrando a Extrema Unção, sempre de Batina, no calor, na chuva. Víamos nele, sempre, a figura de Nosso Senhor. Grande devoto de Maria Santíssima, fiel filho de Santo Afonso.
Em sua missão apostólica foi muito auxiliado por outro santo que já nos deixou, Pe. Silvério Negri, o homem da Cruzada Eucarística e da Catequese nas Escolas.
Como Deus foi bom conosco, numa fase da vida que muito precisávamos, nos enviando Sacerdotes Santos. SEBASTIAN BALDI
São Pedro Fré, roga por nós!
Roga por esta Congregação, que te acolheu e que tanto amaste.
Roga por teus confrades, que neste instante,ao lado da dor da separação, sentem tua mão a abençoá-los todos.
Roga pelo povo que teve a ventura de, ouvindo de teus lábios palavras sempre sábias nas inúmeras missões por este chão brasileiro, mais te seguiram pelo exemplo de vida.
Roga pelos rebanhos que apascentaste, Corumbá e Barretos.
Roga por todos os que te conhecemos e, um dia, partilhamos da convivência de um homem simples e humilde, sorridente e sempre pronto a servir, homem sábio e santo.
O Pai te chamou, desta vez no chamado derradeiro, e, como sempre em tua vida, prontamente respondeste:
Eis-me aqui, Senhor!
São Pedro Fré, roga por nós! 
A. Bicarato(+).

ELES NOS PRECEDERAM - IR. NORBERTO (MIGUEL WAGENLEHNER) CSsR

IR. NORBERTO (MIGUEL WAGENLEHNER) CSsR
+3 de ABRIL 1935 
Examinando os alicerces da nossa província S.P. 23, não encontramos nenhum nome ilustre aos olhos do mundo. A obra grandiosa que os Fundadores iniciaram e consolidaram, não nasceu apoiada em valores humanos; mas em toda a sua vida brotou de um imenso e generoso amor à gloria de Deus. A humildade, a dedicação e os sacrifícios que fecundaram a nossa Província, somente a eternidade os conhece; estão in libro vitae. Entre os primeiros que iniciaram essa Obra que hoje todos admiram, está nosso Irmão Norberto. Nascido a 2 de março de 1857, de família muito pobre, desde criança aprendeu a ganhar seu pão com o suor do seu rosto. Certo dia, ele mesmo o narrou, enquanto trabalhava, pensou consigo: “Se tivesse que me apresentar hoje diante de Deus, como estaria eu?” — Esse pensamento continuou a persegui-lo durante alguns dias, até que ele resolveu ingressar na vida religiosa. Procurou os redentoristas, e foi muito bem recebido pela impressão que deu de um homem muito sincero e bem intencionado. A 25 de março de 1888 professou em Gars, e em 1894 veio para o Brasil com a primeira turma, sendo logo designado para a fundação de Goiás. Pertenceu depois às comunidades de Aparecida, Penha e Araraquara, conforme as necessidades, exercendo sempre o ofício de cozinheiro. Era o homem que sempre pensava, e rezava em voz alta, dirigindo-se a Deus, a Nossa Senhora ou aos Santos com a maior naturalidade. Sempre no seu trabalho, sem qualquer contato com estranhos, e não chegando a aprender o Português. Certo dia, em Araraquara, tendo o porteiro que sair, pediu ao Irmão Norberto que atendesse o telefone, caso alguém chamasse. Com toda simplicidade o Irmão aceitou o encargo. Logo depois o telefone tocou. Todo apressado, Irmão Norberto correu para atender. Postou-se diante do aparelho (que ele desconhecia por completo) e, sem tirar o fone do gancho, gritou: Não está! — Virou as costas, e voltou correndo para a cozinha. Foi como cozinheiro em Araraquara que ele adoeceu: pés inchados, com dores horríveis. Os exames revelaram mal de Hansen. E o Irmão, já doente, tinha sido cozinheiro, durante anos, em diversas Comunidades! O pobre enfermo teve de ser internado em Sant’Angelo. Não sabendo quase falar em Português, ele viveu seus últimos anos numa solidão feita de sofrimentos, mas também de união com Deus. No seu quarto, ou na capela do leprosário, estava sempre em oração. Aos 78 anos, martirizado, e consumido pela doença, ele entregou sua alma a Deus, no dia 3 de abril de 1935, sendo sepultado em Sant’Angelo.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 2 de abril de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMUNHÃO - 3 -

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Receber comunhão nas mãos. E a higiene? 
Já foi uma dificuldade convencer as pessoas que deviam receber a comunhão nas mãos e depois levá-la à boca. As observações iam da dignidade em tocar o Corpo de Cristo até as questões de higiene. Hoje algumas pessoas ficam perplexas diante do fato de rezarem o Pai Nosso de mãos dadas, darem o abraço da paz com aperto de mãos e depois receberem nas mãos o Cristo. Perguntaram: “E a higiene onde fica?” É de se pensar, porque muitas pessoas não têm higiene e andam com as mãos em estado pouco recomendável. Falta de hábito de higiene, falta de percepção, questão cultural? Às vezes distribuindo a comunhão, vemos mãos rabiscadas com caneta, anotações de endereço, telefones e outros. Não temos o que fazer a não ser conscientizar as pessoas. Os judeus tinham muitos ritos de purificação através de abluções e com água diferente. Jesus porém comentou que só as abluções não purificam e o que mancha o homem é o que vem de dentro, porque aí repousa a maldade, os maus sentimentos. Não podemos nos impressionar por causa desses acidentes de percurso que não deviam acontecer. O fato de darmos as mãos e, às vezes mãos não bem limpas, certamente não vai causar dificuldade numa comunhão. Sei que há pessoas preocupadas demais com isso, pois não bebem sem lavar de novo o copo, lavam os pratos e talheres que devem estar limpos, lavam as mãos uma centena de vezes por dia; são casos de consciência perplexa em que um psicólogo seria de grande ajuda. Não condenamos quem tem essa hesitação nesses momentos da missa, mas comentamos que não há o que temer e com que se preocupar se a consciência está em paz. Se alguém não se sente bem nesses momentos, não podemos obrigá-lo a participar desses ritos; recomendamos que fique em um cantinho do local da celebração para não interromper a cerimônia e provocar interrogações. O bom senso é o que comanda nessas situações. Precisamos porém cuidado com um velado jansenismo ou farisaísmo que podem estar embutidos nessas preocupações. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

sábado, 1 de abril de 2023

A VIDA COM GOSTO DE PÁSCOA

Gosto de Páscoa é a esperança alegre que nasce da fé. 
Jesus venceu a morte, está entre nós, partilha conosco sua vida divina e sua felicidade, e, por isso, tudo tem um sentido novo para nós. 
Pode parecer que a vida é a de sempre, com suas pequenas alegrias e muitas decepções. 
Mas para nós é diferente. 
Porque Jesus vive conosco, cada instante tem valor de eternidade, as cruzes são mais leves, as alegrias mais gostosas e duradoras. 
Se provamos o gosto da Páscoa, o gosto da ressurreição, ele continuará em nossa vida, como certos gostos for-tes que não nos deixam. 
E toda a nos-sa vida terá um tempero diferente e mais marcante, daquele sal de Cristo, que afasta a tristeza e o desânimo, faz doce o amargo, e válidas eternamente nossas pequenas e fugazes alegrias. 
Quero saborear a Páscoa e a vida.

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMUNHÃO - 2

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Quantas vezes por dia podemos comungar? 
Comungar é receber Jesus, mas é um ato de profunda participação. Ao levarmos nossa oferta ao Pai, recebemos como resposta o Corpo de Cristo. Eucaristia é ação de graças, é alimento. Já passamos por muitos exageros. Paulo adverte naquele tempo para que comessem em suas casas, alguma coisa estava acontecendo nas celebrações deles. Passamos pelo exagero do jansenismo, onde não se podia comungar com qualquer sombra de pecado. Passamos pelo longo jejum de preparação e outros tantos. Hoje a Igreja facilitou para que se tenha uma maior participação. Não é a confissão que regula sua comunhão, mas é o seu estado pessoal, segundo sua consciência. Estando sem pecado grave, a Igreja abre-nos esse tesouro para que possamos ter a vida em plenitude. Assim podemos comungar se participamos de uma segunda missa. Trata-se de uma comunhão consciente e não de devocionismo. Alguns comungam por devoção, sem saber o que fazem. Não podemos esquecer que comunhão gera um compromisso de fraternidade e de vivência da fé em comunidade. Muitos ficam descontentes porque estão em situação de quem não deve comungar por falta de coerência de sua vida com a fé. Vivem certa situação que, comungando traz mais problemas do que bênçãos e assim mesmo querem comungar. Não percebem que estão indo contra aquilo que a comunhão significa: compromisso com a comunidade, testemunho de vida de fé. É impressionante como o povo passa à frente a necessidade de comungar, principalmente a de fazer a primeira comunhão. Encontramos adultos que não sabem nada sobre eucaristia e querem confessar e comungar. Que valor vai ter essa comunhão para essa pessoa? Um mínimo de catequese faz-se necessário para que alguém possa se aproximar da eucaristia. Avisamos muitas mães que se amarguram porque o filho portador de deficiência, que impede ter consciência do que vai fazer, não fez primeira comunhão ou não comunga sempre. Ele não precisa, está com Deus e a comunhão não vai acrescentar nada. Nem falemos das mães que tiram um pedacinho da hóstia que receberam e colocam na boca de seu filho de colo. Essa história de dizer que o filho fica doente não passa mesmo de história, uma boa explicação e a criança sossega. Há muitas pessoas comungando por hábito e depois não fazem nada para transformar sua vida e ajudar os outros. Como é que Jesus se arruma com tantas desigualdades sociais provocadas por pessoas que comungam sempre? É tempo de perceber que não se trata só de “tomar hóstia”, mas de distribuir também o seu pão. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO

Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R.

Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R.
+01 de abril 2011
Arcebispo-Mor de Ernakulam Angamaly da Igreja Siro-Malabar Cardeal-Presbítero de San Bernardo alle Terme.
 O Cardeal Varkey Vithayathil, C.SS.R., nasceu em 29 de maio de 1927 em Parur, Índia. Foi ordenado para os Redentoristas em 12 de junho de 1954 e doutorou-se em direito canônico pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum), de Roma. Durante 25 anos ensinou direito canônico no Seminário Maior dos Redentoristas em Bangalore. Foi também Superior provincial na Índia e no Sri Lanka (1978-84), Presidente da Conferência dos Religiosos da Índia (1984-85) e Administrador Apostólico do Mosteiro Beneditino de Asirvanam em Bangalore (1990-96). Em 11 de novembro de 1996 foi nomeado Arcebispo titular de Acrida (desde 19 de abril de 1997, Arcebispo de Antinoe) e Administrador Apostólico da sede vacante de Ernakulam-Angamaly para os cristãos do rito Siro-Malabar, tendo recebido a ordenação episcopal das mãos do Santo Padre em 6 de janeiro de 1997. No dia 18 de dezembro de 1999 foi nomeado Arcebispo-Mor de Ernakulam-Angamaly para os cristãos de rito Siro-Malabar. Foi Presidente do Sínodo da Igreja Siro-Malabar. Foi também Presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Índia (CBCI), de fevereiro de 2008 a fevereiro de 2010. Nomeado e proclamado Cardeal pelo Papa João Paulo II no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, foi-lhe dada a igreja titular de San Bernardo alle Terme (São Bernardo nas Termas). 
P. Gary Ziuraitis, C.Ss.R. I Redentoristi Direttore delle Comunicazioni Via Merulana, 31 C.P. 2458 - PT 158 00185 Roma, ITALIA (+39) 06 49490 609

sexta-feira, 31 de março de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - COMUNHÃO - 1 -

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Comunhão sob duas espécies é um privilégio? 
Com esse nome de “Comunhão sob duas espécies” entendemos a comunhão sob espécie de pão e de vinho. Na ceia Jesus distribuiu a comunhão sob duas espécies, mas simplesmente disse: “Fazei isso em memória de mim”. Até o século XII foi costume na Igreja essa prática e, apesar de continuar costume na Igreja Oriental, a prática de dar comunhão numa das espécies em algumas regiões não era reprovada. Os anacoretas, do século IX, levavam para o deserto a comunhão em forma de pão e, por falta de sacerdotes, eles se davam a comunhão. Em 1414, o Concílio de Constança condenou os hussistas que ensinavam a obrigatoriedade da comunhão sob duas espécies. A partir do Concílio de Trento se difunde o costume da comunhão sob forma de pão, isso motivado por questões práticas como a dificuldade de guardar e distribuir a comunhão etc. Não se pode apoiar em textos bíblicos para se convencer que devamos comungar sob duas espécies. O que interessa é que Jesus está presente, real, completo em cada uma das espécies e até mesmo em algumas comunidades nas missas. Aqui devemos analisar a prática, tempo e também a formação do povo, a compreensão das pessoas, o que significa para eles. Temos tantos problemas com pessoas que recebem a comunhão nas mãos e saem meio sem saber o que fazer com a hóstia. Comungar sob duas espécies não é privilégio e nem necessidade, uma vez que sempre estamos recebendo Jesus. Isso é o essencial. Se o indivíduo sabe ou se não sabe, se é digno ou não, ele está recebendo Jesus vivo e real. Sabemos que essas questões todas devem ser esclarecidas para que ninguém comungue de modo indigno ou sem saber o que faz ou porque faz. Há tanta gente que não devia comungar e não temos como agir diante desses casos, porque a pessoa tem o direito do bom nome diante da assembléia. Na maioria das vezes não podemos retirá-la da fila da comunhão, a não ser em caso extremo. Outra dificuldade está no como julgar a consciência de cada um ou o grau de conhecimento com que faz sua comunhão. Outro problema é o de quem comunga por devoção, quando a comunhão é compromisso de solidariedade. É muito fácil estender as mãos para receber a comunhão, mas é difícil estender as mãos para os irmãos. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. 
EDITORA SANTUÁRIO