domingo, 19 de novembro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. DANIEL MARTI CSsR

PE. DANIEL MARTI CSsR
+19 de NOVEMBRO 1976 
Paulistano, nasceu a 10 de maio de 1904. Tomou o hábito C.Ss.R. em 1922, professando em 1926. Após seus estudos, na Alemanha, foi ordenado em 1928, ano em que voltou para o Brasil. Pe. Marti trabalhou em quase todas as Casas da Província, mas sempre em São Paulo. Em Cachoeira do Sul esteve apenas um ano, como missionário. Foi professor no Juvenato, Superior da Penha, de Araraquara, Tietê e São João da Boa Vista. Distinguiu- se nas missões como bom organizador e dirigente. Sabia prender seu auditório, com palavras simples, mas fluentes, às vezes vigorosas; tinha boa voz para falar, e era bem afinado para cantar. Tinha facilidade para entusiasmar e movimentar o povo nas missões e outras solenidades. Mérito seu, e muito grande, é a nossa Rádio Aparecida, fruto de seu trabalho persistente junto às autoridades religiosas e civis. Não era homem de desistir quando tomava alguma iniciativa; e era fino, jeitoso para conseguir o que desejava. Inteligente e vivo, não se deixava embrulhar, mas via logo uma saída em qualquer dificuldade. Tratando-se da Rádio foi o homem indicado para viajar continuamente, batendo em todas as portas, entrando, falando, convencendo, conseguindo despachos e assinaturas em repartições oficiais onde só os espertos conheciam êxito. Foi em São João da Boa Vista que ele passou seus últimos anos, auxiliando como pôde nos trabalhos da igreja. Mas a labirintite, já o estava levando a uma quase total inatividade. Outras complicações logo sobrevieram, e um enfarte pôs fim à sua vida; faleceu na Santa Casa a 19 de novembro de 1976.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

"Chega de celulares na missa", diz Papa Francisco

“Participar da missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo. O Senhor está ali conosco, presente. Mas muitas vezes, nós vamos lá, conversamos enquanto o sacerdote celebra a eucaristia, mas não celebramos com ele. Mas é o Senhor. Se hoje viesse aqui o presidente da República, ou uma pessoa muito importante, certamente todos ficaríamos perto dele para saudá-lo. Quando vamos à missa, ali está o Senhor. Mas estamos distraídos. Mas, padre, as missas são chatas. A missa não, os sacerdotes! Então eles devem se converter!” O Santo Padre pergunta: "E as leituras, qual o seu significado? Ou por que, a um certo ponto, o sacerdote diz ‘corações ao alto? Ele não diz celulares ao alto para tirar foto! Não! Fico triste quando celebro e vejo muitos fiéis com os celulares ao alto. Não só os fiéis, mas também sacerdotes e até bispos. A missa não é espetáculo, é ir ao encontro da paixão e ressurreição do Senhor. Lembrem-se: chega de celulares.
Lamentavelmente dou aqui uma foto, ainda que um pouco prejudicada, quando se realizou no sábado próximo passado a missa no SANTUÁRIO PAI ETERNO em Trindade-GO.

Pelo que se pode ver, o celebrante Padre Robson de Oliveira, superior provincial dos redentoristas naquela região, fazia sua homilia e os celulares estavam e constante uso de suas câmeras, sem que aquele sacerdote procurasse com mais coragem inibir, até proibir esse abuso, seguindo as recomendações do pontífice maior da Igreja!
Assim, a Igreja vai dia a dia perdendo a sua credibilidade pastoral e a fé decresce!!!! 
ANTÔNIO IERÁRDI NETO, 
antigo seminarista redentorista nos anos 1957 a 1962!

ELES NOS PRECEDERAM - PE. ANTÔNIO (DE LISBOA) FISCHHABER CSsR

PE. ANTÔNIO (DE LISBOA) FISCHHABER CSsR 
+17 de NOVEMBRO 1937 
Ao falecer em 1937, Pe. Antônio era o Padre mais velho da Vice- Província, chamado carinhosamente de “Vovô” pelos confrades. É que, além disso ele fora sempre um grande coração, cheio de bondade para com todos. Nascido a 7 de fevereiro de 1868, não pôde, quando menino, ingressar na vida religiosa como era seu desejo, pois, ficando órfão de pai, teve de trabalhar como serralheiro, ao lado de um seu padrinho. Somente aos 19 anos conseguiu um lugar no Juvenato da C.Ss.R. graças à caridade de um Padre seu amigo. Apesar da idade, ele se deu muito bem no meio dos colegas ainda crianças; todos o estimavam por seu tipo alegre e até bonachão. Professou a 18 de setembro de 1892, passando logo aos estudos superiores. Não foi nenhum prodígio em Filosofia ou Dogma; com muita aplicação, porém conseguiu sempre boas notas em Moral e Pastoral. Antes de terminar os estudos veio para o Brasil, e aqui continuou estudando, para ser ordenado a 29 de fevereiro de 1896, na antiga catedral de São Paulo. Seus primeiros anos de apostolado ele os passou em Goiás, como Vigário de Campininhas, atendendo a outras paróquias: Pouso Alto, Morrinhos, Caldas Novas, Palmeiras, entre outras, foram também seu campo de trabalho durante quase oito anos. Em 1904 foi transferido para Aparecida, onde foi Vigário de 1910 a 1913. Aí fundou a Pia União das Filhas de Maria, deu grande impulso à vida religiosa do Santuário, e foi incansável no confessionário, atendendo paroquianos e romeiros. Ótimo desenhista, conhecedor de estética, foi um hábil arquiteto que prestou grandes serviços à Vice-Província e a paróquias vizinhas. São trabalhos seus a igreja de São Benedito em Aparecida, as igrejas do Potim e Roseira (Nova e Velha) a Vila Vicentina e o antigo Asilo dos Velhos em Aparecida. Gostava de fiscalizar pessoalmente suas obras e tornou-se muito querido dos pedreiros e empregados que o tinham como um grande amigo e benfeitor. Já pelo ano de 1915 Pe. Antônio começou a ficar preso em casa, devido a uma inflamação nos pés, que depois lhe atacou também as pernas. Era com muito sacrifício que saia para fiscalizar suas obras; e ainda se arrastava todos os dias até a igreja, para passar horas no confessionário. Durante quase vinte anos ele viveu assim, dando a todos um impressionante exemplo de conformidade e de zelo. Seus males foram se agravando, até que, a 14 de novembro, não resistiu mais: teve de ficar de cama, para aguardar a morte que o levou logo, no dia 17, à uma hora da madrugada.
CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 14 de novembro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO-PE. JOSÉ GARIBALDI BELTRAME (Pe. Waldemar)CSsR

PE. JOSÉ GARIBALDI BELTRAME (Pe. Waldemar)CSsR
*15 de maio 1926 - 
+14 de novembro 2016
Ele nasceu a 15.05.1926 em Santa Maria RS. Eram seus pais: Davi Beltrame e Catarina Copetti Beltrame.
Entrou para o Pré-Seminário de Pinheiro Marcado a 25.01.1939. A 31.01.1941 veio para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida.
Fez o Noviciado em 1946, em Pindamonhangaba SP, onde fez a Profissão Religiosa na C.Ss.R. a 02.02.1947. Fez os estudo de Filosofia e Teologia no  Seminário Santa Teresinha em Tietê. Aí fez a Profissão Perpétua a 02.02.1957.
Foi Ordenado Sacerdote a 27.12.1951, em Tietê, por D. José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP.
Atividades pastorais e outros tipos de trabalho:
Suas atividades missionárias e pastorais se iniciaram como professor no Seminário Menor de Pinheiro Marcado, no Rio Grande do Sul, e no Seminário São José, em Campinas, Goiás.
A partir de 1956, depois de fazer o segundo noviciado, dedicou-se à pregação das Missões Populares, nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Em 1965 e 1966  trabalhou no Serviço Social na Caritas da CNBB do Regional Sul III (SC e RS). De 1967 a 1970 foi pregador de Retiros para Religiosos na CRB Sul III. De 1970 a 1975 continuou pregando Retiros para Religiosos  agora independente da CRB.
A 24.04.1976 pediu adscrição definitiva à Província de São Paulo. Aqui se dedicou ao trabalho pastoral em diversas frentes como em Igrejas e Paróquias; foi pregador de retiros, foi ainda formador em nossos seminários e atuou no atendimento dos romeiros no Santuário de Aparecida, por vários períodos. Ele integrava a Comunidade do Santuário quando Deus o chamou para si.
Pe. Beltrame foi também Superior da Comunidade do Jardim Paulistano, em São Paulo.
Pe. Beltrame era um homem de grande espiritualidade e  muito dedicado à oração. Preparava com esmero suas pregações e retiros, dando assistência a diversos grupos e movimentos de Igreja. Procurava sempre estar atualizado, através de leituras e cursos esporádicos. Seu hobby predileto é a pintura.
Na madrugada do dia 14 de novembro Deus o chamou para a eternidade. Ele tinha 90 anos de vida, completados em maio; 69 anos de consagração religiosa e 65 anos de sacerdócio.
Que Deus lhe conceda, como prêmio, a eternidade.

                 
Pe. José Inácio Medeiros, CSsR

Secretário e Superior Provincial

ELES NOS PRECEDERAM - IR. RAFAEL (JORGE MESSNER)CSsR

IR. RAFAEL (JORGE MESSNER)CSsR
+14 de NOVEMBRO 1906 
Natural de Hellembach (Alemanha) Jorge Messner nasceu a 1º de abril de 1863. Distinguiu-se como soldado do exército alemão, chegando ao posto de sub-oficial. Mas abandonou a carreira militar, entrando na C.Ss.R. em 1888. Ainda noviço, veio para o Brasil com os primeiros redentoristas, em 1894. Estudou português com uma tenacidade realmente militar, podendo em pouco tempo ser nomeado porteiro em Aparecida. Em 1889 fez a sua Profissão, sendo transferido para Campinas, em Goiás. Tornou-se logo o companheiro inseparável de nossos missionários em suas viagens pelo sertão goiano, devido a sua disposição para cozinhar, preparar os cavalos e aprontar as bagagens. Muito dedicado, aprendeu diversos ofícios, chegando também a aprender canto gregoriano, para cantar com o povo da igreja. Após alguns anos adoeceu gravemente, e veio para a casa da Penha, para tratamento, merecendo sempre os cuidados do nosso Pe. Martinho Forner. Examinado, porém, por um especialista, constatou-se que o pobre Irmão estava tuberculoso. Em meio aos sofrimentos da sua doença e inatividade, ele só repetia: “Seja como Deus quiser, e por quanto tempo Ele o quiser”. Nunca se ouviu de seus lábios uma queixa sequer, falando sempre da morte com muita serenidade, e até com alegria. — “Como sou feliz — dizia ele — podendo morrer na Congregação!” Em seus últimos dias ainda, ofegante e com os pés inchados, arrastava-se até a Capela da casa, para rezar a Via Sacra e o terço. A 14 de novembro de 1906, após a última absolvição, ele expirou calmamente enquanto, a seu lado, o Pe. Valentim Riedl rezava a ladainha de São José, pelo qual Irmão Jorge tivera sempre uma grande devoção. De temperamento forte e um tanto irascível, todos que o conheceram afirmavam que, à custa de um grande esforço, ele chegara a ser modelo de mansidão, para os confrades e para os estranhos.
CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 12 de novembro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÔNIO BRAZ DE FIGUEIREDO CSsR

PE. ANTÔNIO BRAZ DE FIGUEIREDO CSsR
+12 de NOVEMBRO  2004 
Nasceu em Boa Esperança (MG), dia 3 de fevereiro de 1938, no Bairro Ribeirão de São Pedro, onde morou por seis anos na zona rural. Foi o sétimo dos oito filhos de João Batista Vilela de Figueiredo e Olga Dias de Oliveira; seu batizado foi em Carmo da Cachoeira (MG), dia 08 de outubro de 1938. Em 1944, seus pais mudaram-se para a cidade, onde foi crismado no dia 21 de maio, por Dom Inocêncio Engelke, Bispo de Campanha (MG). Em 1948 fez sua Primeira Comunhão. Após concluir o curso ginasial, com 19 anos de idade, entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), dia 19 de outubro de 1957. Em dezembro de 1962, terminou o Seminário Menor e, em 1963, fez o Noviciado em Pindamonhangaba, onde também fez os votos religiosos na Congregação Redentorista, dia 2 de fevereiro de 1964. Estudou filosofia e teologia no Alfonsianum, em São Paulo, e fez os votos perpétuos dia 2 de fevereiro de 1967. No dia 22 de dezembro de 1968, foi ordenado Diácono por Dom Juvenal Roriz C.Ss.R., Bispo de Rubiataba (GO). Foi ordenado Sacerdote por Dom Othon Motta, Bispo da Campanha (MG) no dia 28 de dezembro de 1969, em Boa Esperança MG. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1971, começando sua vida apostólica no Santuário de Nossa Senhora Aparecida,  onde ficou até outubro de 1972. De novembro de 1972 a maio de 1973, fez o 2º Noviciado, preparando-se para pregar as Missões Populares, trabalho que desenvolveu de maio de 1973 a 2002. Nesse período morou em São João da Boa Vista e Araraquara, no interior de São Paulo. Durante quase trinta anos pregou as “Santas Missões” pelo Brasil afora, evangelizando, catequizando as cidades, as periferias das cidades e, de modo especial, o povo da zona rural. Destacou- se sempre por sua maneira simples, direta e cordial de tratar as pessoas, principalmente as mais simples. Em 1994, celebrou os 25 anos de Sacerdócio, no Santuário de Aparecida. No segundo semestre de 1997, foi para Roma, para estudos de atualização teológica, e, no segundo semestre de 1998, voltou a residir em Araraquara (SP). Em 2003, foi transferido para o atendimento pastoral dos romeiros no Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida. No dia 8 de novembro sofreu um infarto e foi internado no Hospital Frei Galvão, de Guaratinguetá (SP), onde faleceu na manhã do dia 12 de novembro de 2004. Estava com 66 anos de idade, 40 anos de Profissão Religiosa e 35 anos de Sacerdócio. Na tarde do mesmo dia, Pe. Oscar Brandão assim falou dele no momento da “Consagração a N. Senhora” no Santuário de Aparecida: “O Pe. Figueiredo, confrade e irmão nosso, era uma pessoa alegre. Teve falhas, sim. Teve limitações, sim. Mas era um sacerdote, um missionário zeloso, dedicado, caridoso, muito bondoso. Era um padre , um missionário moço, muito alegre, vivo, brincalhão, expansivo, derramado, comunicativo, entusiasmado e social. Era dessas pessoas que sabem cativar. Gostava de estar com o povo e no meio do povo. Como gostava de conversar e brincar com as pessoas!” A missa de exéquias foi celebrada no Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida mesmo dia de sua morte, às 18 horas. Foi sepultado no dia seguinte, em Boa Esperança (MG), na cripta da igreja matriz de Boa Esperança.
CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO - PARABÉNS PARA A CONGREGAÇÃO REDENTORISTA E PARA ESTE VALIOSO MISSIONÁRIO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Boa tarde a todos!
Ouvi um dia do Padre Inácio CSsR :
“DA INTERNET TUDO SE COPIA!”
Concordo inteiramente com isso até porque é minha constante prática.....
E os artigos que copio têm um único dono do direito autoral:
DEUS NOSSO PAI!
Ele designa seus correspondentes para o apostolado que nos leva ao caminho certo da vida eterna.
No meu blog diário, MOMENTOS OPORTUNOS
http://ierardineto.blogspot.com.br/
tenho copiado de diversos correspondentes como Padre Luiz Carlos, Padre Walmir Garcia CSsR, Padre Flávio Cavalca CSsR, Padre Hélio Libárdi CSsR(+), Padre Orlando Gambi CSsR(+) Padre Isac Lorena CSsR(+).
Mas agora quero lembrar especialmente um correspondente que aniversaria neste dia, 90 anos vividos!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR 
Do seu site BOLETIM PADRE PELÁGIO
copio todos os dias a vida dos santos e as lições de vida.
OBRIGADO, PADRE CLÓVIS E PARABÉNS NESTA DATA!
CONHEÇAM NOSSO AMIGO
COOPERADOR PAROQUIAL EM GOIÂNIA-GO
Pe. Clovis-11
Ficha biográfica
1927 – Nascimento em Boituva, SP - Pais: Américo Bovo e Rosa Sartorelli Bovo
1938 – Ingresso no Seminário S. Afonso em Aparecida, SP
1946 – Profissão Religiosa na Congregação do Ssmo. Redentor (Redentoristas) em indamonhangaba, SP
1951 – Ordenação sacerdotal em Tietê-SP por Dom José Carlos de Aguirre
1952/53 – Especialização em Jornalismo no Brasil e na Itália.
1954-1971 – Cooperador paroquial em Aparecida e Redator do “Santuário de Aparecida”.
1972-1997 – Membro da equipe missionária de Goiás.
1997... - Cooperador paroquial em Goiânia e Vice-postulador da Causa de Beatificação do Servo de Deus Padre Pelágio Sauter.
OBRAS LITERÁRIAS
* Jesus, nosso Irmão
* Unidos em Cristo
* Fica conosco, Senhor
* Novena do Padroeiro
* Maria de Deus, Maria do Povo
* Vem, Senhor
* Santo Antonio do Povo (Trezena)
* Novena a Santo Antônio
* Novena a Nossa Senhora Aparecida
* Minhas dúvidas de Fé
* Oração da vida (4 volumes)
* Viva a vida
* 365 Dias, 365 Historias
* Essa alegre gente de Deus
* Maria Rainha da Paz
TRADUÇÕES
* Vida do Padre André Hamerle CSsR
* Vida do Bom Jesus
* Geraldinho
* Dicionário das Religiões
* Cartas entre o Céu e o Inferno
* Santa Maria Goretti
* Kateri, a índia do Grande Espírito
* Irmão João Batista Stöger
* Orar 15 dias com São Vicente de Paulo
* Meditar como cristãos
* São Clemente (8º Volume de Espiritualidade Redentorista)
* Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Sua história Sua imagem
“Do Noviciado até a ordenação, era costume naquele tempo, ser tratado pelo sobrenome. Mas havendo já outro confrade com o mesmo sobrenome, escolhia-se um nome tirado da própria família, para não haver confusão de nomes no trato diário.
-No meu caso, p.ex., ao meu nome de batismo, Clóvis de Jesus Bovo, acrescentou-se Sartorelli (sobrenome da minha mãe). Por que? Clóvis não se podia adotar, por ser o primeiro nome. Jesus, seria quase uma falta de respeito. Bovo, sim, mas prestava-se a equívocos e brincadeiras. O jeito foi adotar o sobrenome da minha mãe (Sartorelli). Depois da ordenação podia-se voltar para o nome de batismo, i,é, o primeiro nome. Mas os resquícios ficam. Até hoje os mais antigos me chamam de Fr. ou P. Sartorelli.”
Padre Clóvis
Antônio Ierárdi Neto
Como é maravilhoso, estar com os irmãos!(Salmo 132(3))



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ELES NOS PRECEDERAM - IR. ESTANISLAU (PEDRO SCRAFFL) CSsR

IR. ESTANISLAU (PEDRO SCRAFFL) CSsR
+8 de NOVEMBRO 1920 
Muito simples e humilde, este Irmão teve também a sua parte de cooperação e de mérito na fundação da nossa atual Província. Filho de uma família bastante pobre, lavradores de Dening (Alemanha), ele nasceu a 24 de novembro de 1842. Tendo ficado órfão de mãe aos três anos de idade, ouviu de seu pai esta palavra que nunca mais esqueceu: De agora em diante sua mãe será Nossa Senhora. Garoto de 13 anos, assistiu a uma Missão pregada pelos nossos; e entusiasmado, disse depois em casa: “Ah! se eu pudesse ser também um missionário, ou pelo menos, ajudante deles em alguma coisa!” — Não pensava que, um dia, Deus lhe daria essa graça. Até aos 28 anos esteve a serviço de uma rica senhora inglesa, emprego que precisou deixar para servir o exército. “Sem sentir o cheiro da pólvora” — diz um seu biógrafo, chegou a ser condecorado com uma medalha, feita com bronze dos canhões franceses capturados pelos alemães, na guerra de 1870. Terminado o serviço militar, voltou ao seu antigo emprego; e, a conselho de uma sua parenta Religiosa, começou uma novena ao Sagrado Coração, para conseguir a graça de entrar num convento. Foi quando conheceu a um de nossos padres que por ele se interessou, conseguindo-lhe um lugar na C.Ss.R. Mas como naquele tempo nossos conventos estavam fechados pela perseguição religiosa, Estanislau ficou entre os nossos até 1884 como simples empregado. Somente em dezembro desse ano pôde receber o hábito, professando em 1888. Anos mais tarde, soube que alguns dos nossos vinham trabalhar no Brasil. De boa vontade ofereceu-se para vir também, pronto para ajudá-los no que lhe fosse possível. Os Superiores concordaram, e o Ir. Estanislau também teve o seu lugarzinho entre os primeiros Redentoristas que chegaram a Aparecida em 1894. Aí trabalhou durante 10 anos, muito estimado por todos devido à sua simplicidade, atenção para com os pobres e amor ao trabalho. Em 1904 foi transferido para Goiás, onde continuou sendo o mesmo exemplo de humildade, oração e trabalho, apesar de já não ser moço. De Goiás veio para a fundação de Perdões (supressa em 1920) e daí para a nova fundação de Araraquara, onde pouco pôde trabalhar. As privações e dificuldades de uma Casa recém fundada, apressaram o esgotamento de suas forças. Já idoso, e muito doente, faleceu a 8 de novembro de 1920, aos 78 anos de idade.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO - 90 ANOS


Dizem que a terceira idade  situa-se na faixa etária entre 65 e 85. E depois? As estatísticas do IBGE do ano 2015 afirmam que pouco mais de 13% da população está nesta faixa etária. Mas entre os missionários redentoristas, graças a Deus, há um considerável número de redentoristas nesta fase da vida, alguns ainda trabalhando igual ou mais ainda do que pessoas de cinquenta anos
de idade. É o que se observa na Província de Goiás e tantas outras Unidades Redentoristas pelo mundo afora.
A Província de Goiás conta com 77 membros (padres e irmãos com votos perpétuos); desses, 22 já entraram na terceira idade, inclusive 11 acima dos 75 anos. Sabe-se que existe uma exigência (pedida do Direito Canônico) que os bispos peçam renúncia quando chegarem aos 75 anos. Mas entre os padres e irmãos consagrados não existe este costume. Daí, alguns trabalharem até o fim da vida.
Pe. Clóvis: 90 anos
No dia 6 de novembro, Pe.Clóvis de Jesus completou 90 anos de vida. Uma celebração eucarística na Matriz de Campinas(Santuário Basílica do Perpétuo Socorro), em Goiânia, reuniu familiares, confrades e amigos para a ação de graças por sua vida e vocação. Em plena segunda-feira, a igreja ficou lotada. Era nítida a presença de muita gente simples e humilde, evidenciando a gratidão dos pobres ao missionário que lhes dedica muito carinho e atenção.
Depois da Eucaristia presidida por ele e concelebrada por duas dezenas de confrades, foi servido um jantar no Centro de Formação que atraiu mais ou menos 400 pessoas.
Pe. Clóvis, mesmo enfrentando os problemas próprios da idade que exigiriam mais repouso, ele não deixa de colaborar com os trabalhos missionários, inclusive sempre disposto e disponível para atendimento dos doentes e para as confissões.
Natural de Boituva, perto de Tietê, no interior paulista, ele recorda como chegou ao seminário redentorista.
- “Um padre que pregou missão lá em minha cidade pediu ao meu pai que guardasse um dos filhos para  a Congregação. E eu nem tinha nascido ainda. Por desígnio de Deus, e sem saber desta história, acabei entrando para o seminário  aos 10 anos de idade”.
Aos 26 anos, foi ordenado padre, e logo foi enviado para Roma, para estudar comunicação. Ao  voltar ao Brasil, foi designado a trabalhar em Aparecida/SP, na redação do jornal “Santuário de  Aparecida”, onde ficou por 15 anos.
Missionário
Pe. Clóvis tem grande paixão pelo trabalho das Santas Missões Populares.
-“Fui convidado para ajudar numa missão redentorista, e gostei. Então, pedi para deixar o jornal e ficar na missão. E o provincial da época aceitou”, diz ele.
Atuou em diversas missões de norte a sul do Brasil, e por isso, afirma com entusiasmo:
-“Fiquei trinta anos nas missões, às vezes fazendo paralelamente outros trabalhos. Mas as missões foi o que mais gostei”.
Na década de 1970, foi designado para ser pároco da Matriz de Campinas.
-“E eu não aceitei.  Veio o Pe. Zômpero, e eu dei graças a Deus. Continuei nas missões, e me entreguei de corpo e alma”, explica o missionário.
E depois de tanto tempo nas missões, aceitou um novo desafio: ser o vice-postulador do processo de beatificação do Padre Pelágio Sauter.
-“Já recolhi mais de 500 páginas de depoimentos sobre o nosso Apóstolo de Goiás”.
Esse é o Pe. Clóvis de Jesus: jornalista, poliglota, autor de vários livros e conhecedor da vida dos santos, apresentador de programa de rádio e responsável por um site (www.boletimpadrepelagio.org). Na paróquia/santuário de Campinas, está sempre disponível para a assistência aos doentes, as celebrações de missas e o atendimento de confissões. Isso aos noventa anos!
Fonte: Padre Mauricio Brandolize – O RAPIDINHO Nº176-Dezembro 2017

domingo, 5 de novembro de 2017

ELES NOS PRECEDERAM ou VIVERAM CONOSCO - IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR e PE. PAULO DE TOLEDO LEITE CSsR

IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR 
+5 de NOVEMBRO 1912 
Nosso irmão, que se tornou conhecido por seus trabalhos de pintura e escultura. — Filho de ricos agricultores, nasceu na Alemanha a 4 de janeiro de 1837. Desde criança começou a mostrar queda para a escultura. Como jovem, sempre alegre e divertido, tinha sua turma de amigos e, com eles, não perdia festas e barulhos. Mas, durante uma Missão pregada pelos nossos, o rapaz resolveu a mudar de vida. Dedicou-se mais à oração e acabou resolvendo fazer-se Religioso. Contrariando a vontade dos pais, procurou os Redentoristas e foi admitido na C.Ss.R. professando a 26 de agosto de 1865. Durante alguns anos pôde aperfeiçoar-se na escultura, sob a direção de um outro irmão Redentorista, escultor famoso. Em 1895 prontificou-se a vir trabalhar no Brasil. Encaixotou diversos instrumentos do seu ofício, e não se descuidou de trazer também revólver, facas e facões, para se defender dos índios... A princípio teve dificuldades para iniciar sua nova vida e, numa carta a um de seus irmãos, ele escreveu: “Se soubesse que a coisa era assim, eu não teria vindo”... Durante alguns anos foi professor de desenho no “Colégio Santo Afonso”, passando depois a trabalhar somente nos seus quadros e esculturas. Fez diversos trabalhos para as nossas casas, e mesmo para igrejas de São Paulo e de Minas. Sua melhor obra é certamente o Crucifixo esculpido em madeira, atualmente num dos altares da Igreja de São Benedito, em Aparecida. Com a vista arruinada, já em seus últimos anos, Irmão Bento começou a pensar em sua volta para a Alemanha. Voltaram as saudades, e ele se julgava inútil para os trabalhos da casa. Mas desistiu de sua idéia, a conselho dos superiores. Três meses antes de sua morte sofreu muito com uma unha encravada que arruinou, devido a queda de uma vigota de madeira que, ao cair, acabou estraçalhando aquela sua unha de estimação... Levado para São Paulo, os médicos extraíram-lhe a unha. Mas o pé continuou horrivelmente inflamado, provocando dores intensas que não davam ao Irmão o mínimo descanso, mesmo durante a noite. Os médicos decidiram amputar-lhe o pé; mas isso não foi possível, já que o pobre Irmão estava com 75 anos de idade, e com deficiência cardíaca. Em meio aos seus sofrimentos, o enfermo apenas rezava, aborrecendo-se muito se lhe escapava algum gemido. Homem de muita oração, que trabalhava recitando contínuas jaculatórias, Irmão bento foi principalmente nos seus últimos dias, um modelo de paciência e conformidade. Nenhuma queixa, e sempre com o terço nas mãos. Dias antes de morrer, pediu água benta, persignou-se, e continuou rezando, até perder os sentidos. Faleceu às 14 h. do dia 5 de novembro de 1912. 

PE. PAULO DE TOLEDO LEITE CSsR 
+5 de NOVEMBRO 1962 
Nascido em Santos a 26 de janeiro de 1921, Pe. Leite professou na C.Ss.R. a 2 de fevereiro de 1941, sendo ordenado a 28 de julho de 1946. Trabalhou em Aparecida, na Basílica, depois em Porto Alegre como co-fundador da Casa, foi superior da Penha, esteve algum tempo em Araraquara e finalmente em Garça. Ótimo confrade, que todos estimavam pela sua humildade, espírito de oração e trabalho, viu sua vida chegar ao fim, como conseqüência de um desastre, exatamente como já o havia previsto. A 5 de novembro de 1962 pouco antes das 8 da noite, voltava ele para casa, após ter visitado um doente. Estava num jipe (que não dirigia) quando um caminhão desgovernado trombou com o jipe, atirando-o contra outro caminhão. Da cintura para baixo, Pe. Leite foi praticamente esmagado. Socorrido imediatamente, pediu ainda que nada fosse feito contra o motorista culpado — “Como Deus é Bom!” — Foram suas últimas palavras. Horas depois trocava este mundo pela eternidade. Tinha só 41 anos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 4 de novembro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. OTO (MARIA) BÖHM CSsR

PE. OTO (MARIA) BÖHM CSsR 
+4 de NOVEMBRO 1954 
“Se não vos tornardes como crianças...” é o pensamento que nos ocorre, quando nos lembramos do nosso Pe. Oto. Realmente, apesar de ter chegado aos 74 anos, ele viveu sempre como uma criança: simples, inocente, sem qualquer sombra de maldade, incapaz de magoar, não conhecendo aversões nem antipatia... Podia figurar muito bem entre os Santos Inocentes. Ele era de Hofen (Alemanha) e nasceu a 14 de dezembro de 1880. Tendo professado na C.Ss.R. em 1902, foi ordenado em 1907, vindo no ano seguinte para o Brasil. Foi missionário, professor e diretor no Juvenato, Superior em Pinda, primeiro Superior em Tietê, e coadjutor na Penha. Observante e piedoso, de uma simplicidade única no gênero, era ele o confrade que todos estimavam. Como superior em Tietê, soube ganhar a amizade do povo e das autoridades, pela sua maneira humilde e simples de tratar a todos. Nunca foi de muita saúde, apesar de sua devoção ao método de cura do Dr. Kneip-P 1 P. Faleceu em Araraquara a 4 de novembro de 1954. 
P 1 P-Pe. Oto foi cultor da medicina natural, ajudando muita gente. A ele o Seminário Santo Afonso deveu a instalação do laboratório de física. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM TARCÍSIO ARIOVALDO AMARAL CSsR

DOM TARCÍSIO ARIOVALDO AMARAL CSsR 
+2 de NOVEMBRO 1994 
Nascido em Tabatinga-SP, no dia 23 de dezembro de 1919, era filho de Aurélio Amaral Barros e Ana Rita Machado Amaral. Mudou-se ainda criança para Araraquara, onde conheceu os redentoristas. Foi aluno de catecismo do Pe. Vítor Coelho, quem lhe despertou a vocação. Em 1930 entrou para o Pré-Seminário de Pindamonhangaba. Daí passou para o Seminário Redentorista Santo Afonso. Em 1937 estava novamente em Pindamonhangaba, desta vez para o noviciado. No ano seguinte professou na Congregação e foi para o Estudantado em Tietê, onde realizou seus estudos filosóficos e teológicos. Foi ordenado sacerdote no dia 1 de agosto de 1943, na igreja de Santa Cruz, em Araraquara. Trabalhou em Aparecida de 1943 a 1947, tanto nas atividades na paróquia e no santuário como nas Oficinas Gráficas, hoje Editora Santuário. Foi, em seguida para Roma, formando-se em Direito Canônico e Civil. Durante sua permanência na Europa foi um dedicado e competente comprador e organizador do acervo da Biblioteca Provincial. Retornando ao Brasil, durante dez anos foi professor muito competente e estimado em nosso Estudantado, exercendo por algum tempo o encargo de Prefeito dos Estudantes. Cuidou insistentemente da elevação do nível da formação intelectual de nossos clérigos. Em 1962, deixou a formação, indo para a Penha, em São Paulo, como pároco e superior da comunidade. No ano seguinte foi o vogal da Província no Capítulo Geral da Congregação. Já desempenhara essa missão no Capítulo anterior, de 1954. Eleito Conselheiro Geral, exerceu o cargo até 1967, quando foi eleito Superior Geral da Congregação. Durante o período em que era Conselheiro Geral tinha também as funções de Secretário Geral e Procurador Geral junto à Santa Sé. Além disso, tinha sido nomeado pela mesma Santa Sé membro da Comissão de Revisão do Código de Direito Canônico. Como Superior Geral liderou todo o processo de atualização da Congregação, de acordo com as novas Constituições e as orientações do Concílio Vaticano II, até quando sua saúde enfraquecida obrigou-o a deixar as responsabilidades imediatas e diretas aos seus Conselheiros. Pe. Amaral viajou pelos seis Continentes, levando seu apoio e estímulo e animando as comunidades naqueles momentos decisivos de renovação Em 1973, liberado das funções no centro da Congregação, voltou para a Província. Trabalhou aqui como diretor da Editora Santuário e, posteriormente, como membro da equipe de mestres do Noviciado. Foi nomeado bispo de Limeira-SP, em 1976. Foi transferido em 1985 para a diocese de Campanha, em Minas Gerais. Durante seu episcopado, exercido com os sacrifícios impostos por sua saúde frágil, Dom Tarcísio permaneceu constantemente unido à Província, com freqüente presença em São Paulo e Aparecida. Motivos de saúde o obrigaram a pedir renúncia ao exercício do episcopado e, assim, em 1991 ele se viu livre para voltar a fazer parte da comunidade redentorista. Residiu em Aparecida, integrando-se à vida e aos trabalhos dos confrades no Santuário Nacional. Fraterno, expansivo, espirituoso, simples e participante, viveu seus últimos anos como um modelo de vida redentorista. Foi sempre intensamente procurado por bispos, sacerdotes, religiosos e leigos para aconselhamento, orientação e decisões importantes. Era também requisitado para palestras e cursos de formação. Nossos noviços e estudantes sempre receberam dele muita atenção. Foi representante pessoal do Pe. Geral no processo de renovação do convênio entre a Congregação e o Santuário Nacional de Aparecida. Sua prudência, experiência e competência, mais uma vez estavam a serviço da querida Congregação. Entusiasmado com a criação do Centro Redentorista de Espiritualidade, o CERESP, assumiu a organização da biblioteca especializada do mesmo, entrando em contato com as diversas unidades da Congregação para obter livros e publicações. Um câncer linfático obrigou-o a tratamentos de químio e radioterapia que lhe trouxeram algum alívio. Mas logo o mal retomou toda gravidade e, no dia 2 de novembro de 1994, deixou-nos o querido confrade. Pouco antes, já acamado, ele vibrara com as celebrações do centenário da presença redentorista no Brasil. Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral soube colocar inteiramente a serviço do Reino todos os ricos talentos que Deus lhe confiara. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Ele foi para mim a imagem da misericórdia de Deus. Carlos Felicio
Caro amigo Felício! Considero salutar a memória dos que nos precederam ou que viveram conosco! Não vou enveredar para qualquer caminho de crítica nos nossos dias, mas como seria bom se acompanhássemos permanentemente a existência desses seguidores de Sto.Afonso, cuja vida é perfeito modelo de santidade. Hoje ainda sabemos existirem nos conventos muitos sacerdotes que permanecem em contínua oração por sua própria e nossas almas! O mínimo que podemos fazer é contar com todos eles e , quando possível, divulgar seu santo exemplo de vida!!!!! Um forte abraço! Ierárdi


Lembro tão bem...eleito VIGÁRIO GERAL EM ROMA....ainda estava no SANTO AFONSO. Nos visitou um dia.....dignidade, simplicidade, uma eleição histórica no VATICANO....ARIOVALDO AMARAL....que bom que o conheci..ainda no seminario SANTO AFONSO...foi eleito VIGARIO GERAL EM ROMA....CRIA E FILHO DO SEMINARIO REDENTORISTA SANTO AFONSO EM APARECIDA. Era apenas o escrutinador de votos na ELEIÇAO que deu como eleito , se nao me foge a memoria, o PADRE JOSE RIBOLA.....que recusou ser empossado por motivos de saude e pela simplicidade que o envolvia...logo em outro escrutinio, aquele que recolhia os VOTOS foi ELEITO VIGARIO GERAL.....nao sabia de sua partida...tao cedo, jovem e Santo. AMEM.Nelson Duarte