quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE CARLOS DA SILVA CSsR

PADRE CARLOS DA SILVA CSsR
*02 de Agosto de 1934
+07 de Janeiro de 2016
Origens       
Pe. Carlos da Silva nasceu a 02 de agosto de 1934, em Barão de Antonina (SP), filho de João Amâncio da Silva e Donária Pereira de BarrosSeu batismo foi realizado aos 25 de fevereiro de 1935, na paróquia São João Batista, em Itaporanga (SP). 
Vocação
Ele entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, aos 12 de fevereiro de 1944 onde permaneceu até dezembro de 1951. Fez o Ano de Noviciado em Pindamonhangaba (SP) em 1952, professando na Congregação no dia 02 de fevereiro de 1953.
Os estudos de Filosofia e Teologia foram realizados no Estudantado de Tietê (SP) onde professou perpetuamente na Congregação Redentorista aos 02 de fevereiro de 1956. Foi ordenado Diácono em Tietê, no dia 16 de março de 1958 e depois Sacerdote lá mesmo em Tietê, a 01 de julho de 1958, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. 
Ministério Sacerdotal
Recém-ordenado, iniciou seu apostolado no Santuário de Nossa Senhora da Penha, em São Paulo, no ano de 1959 e depois no Santuário de Aparecida entre 1960 e 1961. De 1962 a 1975 trabalhou na formação e no magistério no Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida, onde foi o seu diretor de 1970 a 1975.
Neste tempo, em 1965/1966, transferiu-se para Roma onde estudou Pedagogia e Sociologia com os Padres Salesianos, alcançando graduação. Retornaria outra vez a Roma, entre 1976 e 1979, estudando Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense.
De 1979 a 1990, residindo na Comunidade das Pesquisas Religiosas, em São Paulo, lecionou Direito Canônico no ITESP, Instituto Teológico São Paulo e em outros seminários. Também prestou assessoria a dioceses, congregações e tribunais eclesiásticos, dando cursos, escrevendo e traduzindo livros, sempre na área do Direito Canônico. Neste tempo, de 1981 a 1984, foi Conselheiro Provincial e depois Superior Provincial de 1984 a 1990.
De 1991 a 1992 residiu em Aparecida, atuando no Santuário Nacional, voltando depois mais uma vez a Roma como Superior da Casa Santo Afonso, assessor Jurídico do Superior Geral da Congregação e Vice-Procurador Geral entre 1993 e 1996, sendo eleito novamente Superior Provincial entre 1996 e 2002, Neste período trabalhou muito para livrar a Província de São Paulo da grave crise econômica e administrativa que enfrentava.
A partir de 2003, depois de ter exercido estes e outros serviços na Província de São Paulo, retornou a Aparecida, residiu na Comunidade Redentorista do Santuário, trabalhando na revisão dos livros da Editora Santuário, enquanto sua saúde permitiu. Ali viveu até o fim de sua vida. 
Serviços na Província e na Congregação
Ao longo de sua vida ministerial Pe. Carlos Silva prestou diversos serviços de coordenação e de governo na Província de São Paulo e na Congregação Redentorista em Roma.
Ele se caracterizou como um confrade marcadamente intelectual e acadêmico: livros, estudos, cursos, assessorias, formação e magistério. Sendo um líder nato, devido aos inúmeros cargos que ocupou, esteve presente em diversos acontecimentos importantes da Província seja como vogal e moderador de nossos Capítulos Provinciais ou no encargo de membro da Comissão que preparou o Capítulo Geral de 1991, realizado em Itaici (SP), o primeiro realizado fora da Europa.
Depois de deixar o Provincialado, em 2002 sua saúde foi se complicando. Em fins de 2015 sua saúde foi se debilitando cada vez mais. No dia 07 de janeiro de 2016 partiu para a Casa do Pai. Ele sofreu uma trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
O corpo foi velado, primeiro no Salão do Convento Redentorista e depois no Santuário Nacional, onde foi celebrada missa de corpo presente às 16:00h. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santa Rita, em Aparecida (SP).
A Congregação do Santíssimo Redentor e a Província de São Paulo agradecem a Deus pela sua vida e por todo o bem que fez à Igreja. Que ele descanse em paz! 
Pe. José Inácio Medeiros, CSsR
Arquivista  e Secretário Provincial
Aparecida, 07 de janeiro de 2016

Padre Carlos da Silva foi meu professor de história no Seminário Santo Afonso em Aparecida-SP em 1962. Gostava demais de falar sobre Napoleão Bonaparte. Manteve esse tema por cerca de três meses.
Era partidário do Dr.Ademar de Barros. Lembro que quando houve em 1962 campanha para o governo do estado de São Paulo ele candidatou-se para impedir que o Sr.Jânio Quadros, que renunciara um ano antes a presidência do Brasil, assumisse a administração do estado paulista. A Igreja mostrava interesse decidido  em José Bonifácio Coutinho Nogueira, que tinha o apoio direto do então governador Sr.Carvalho Pinto. Tínhamos ao lado do salão de estudos um local que chamávamos “Exposições Periódicas” por onde acompanhávamos o desenrolar do processo eleitoral. As notícias que víamos era apenas sobre o Sr.José Bonifácio. Foi quando o Padre Silva começou a nos trazer informações sobre o Dr.Ademar ainda que os confrades não gostassem muito.
Os candidatos vinham ao seminário para apresentar suas propostas. Eram todos muito bem recebidos. Entretanto, quando veio o Dr.Ademar, ninguém quis fazer nada. Pedi ao Padre Silva que me ajudasse e ele trouxe-me um gravador para termos as intenções do candidato assim como fora realizado com os demais.
Há um fato que se conta da época em que o então reitor do seminário, Padre Antônio Penteado tenha admitido uma situação de telepatia por parte do Pe.Carlos Silva que vinha de ser ordenado e ainda prestava exames anuais, durante 5 anos, que eram redigidos no seminário maior de Tietê e encaminhados à reitoria dos novos ordenados. Na ocasião, Pe.Silva garantia que saberia em Aparecida-SP as questões no mesmo momento em que seriam redigidas em Tietê-SP. Com a dúvida dos confrades e a autorização do Pe.Penteado, Pe.Silva escreveu as questões e as entregou àquele reitor. Este, ao recebê-las posteriormente do Seminário de Tietê, comparou-as e confirmou o acerto antecipado do Pe.Silva. Houve apenas a inversão das questões 4 e 5, considerando, como se soube depois, que a questão 4 fora retirada e recolocada em seguida no lugar da questão 5 que ficara em 4º lugar. Esse fato foi-me devidamente confirmado pelo próprio Pe.Silva em 2008.
 São rememorações que guardamos sempre e elas afloram quando surge um momento asado.
Momento sim para trazermos às nossas intenções a memória deste sacerdote, levando aos céus nossas orações para que esteja agora junto do Senhor. Antônio Ierárdi Neto(1957/1962)
Meus sentimentos e minhas orações. Pe Silva também foi meu professor de história e diretor quando estive no seminário Santo Afonso. Depois foi meu professor de Direito Canônico, quando fiz o curso de teologia no então ITESP.  E era o provincial, quando deixei a província. Minhas orações. Um homem que fez muito pela província de São Paulo.João Loch 
No dia 07/01/16, por volta das 21h:30m, partiu para a casa do Pai celeste o Missionário Redentorista Pe. Carlos Silva, C.Ss.R, aos 81 anos. - Sua ultima residência nesta terra foi o Convento dos missionários redentoristas, do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida - SP. Hoje, 08/01/16, às 16 horas acontecerá a Santa Missa e a seguir sepultamento. Deixará saudades. Ele foi um verdadeiro discípulo e missionário do Redentor. A Província Redentorista de São Paulo agradece por tudo que fez. Foi, sem dúvida, um grande missionário. Obrigado Pe.Carlos Silva. Nossa Senhora o acolhe no céu e o apresenta a Jesus nosso Redentor. Descanse em paz. Aos familiares nossa oração e sentimentos. Aos redentoristas a nossa oração e suplicas ao Pai do céu para que continue enviando muitos e bons missionários. - Pessoalmente devo muito de minha vida e apoio na formação deste grande servo de Jesus. Vai em paz Pe.Carlos.Ir.Manoel Aparecido dos Santos
Após o almoço todos tínhamos o dever de estar no barracão de recreio, ali haviam quase todos os tipos de divertimentos: dominós, baralhos, ping pong, bilhar, sinuca, xadrez, dama , trilha , gamão ; todos distribuídos pelas várias mesas.
Logo na minha primeira semana de Seminário de Santo Afonso em fevereiro de 1973 procurei me adaptar às regras da nova casa: agora em seminário dos maiores. Sentiria talvez saudades dos anos na cidade de Tietê, lá do seminário dos menores... ali em Aparecida parece que a responsabilidade era mais exigida, afinal estávamos cursando os três últimos anos antes de ingressar na faculdade. Parecia-me no entanto que ali também valiam algumas regras comuns que seguíamos no Seminário de Santa Terezinha: haviam os novatos e os mais velhos. 
Bem diferente do que acontecera nos primeiros dias de quando entrei para o Seminário, ali no Santo Afonso já estava mais adaptado á vida comunitária, fundamental para todos os missionários redentoristas. Nos primeiros dias já conhecia todos os padres e os novos amigos. No barracão de jogos, circulava entre as mesas e percebi que ao redor de uma delas formara -se um pequeno grupo compacto de torcedores . Aproximei-me. Havia um padre jogando dama com um seminarista. Quando esse perdia dava seu lugar para outro sob as ovações de apoio e críticas dos companheiros. Ninguém conseguia vencer aquele padre. Eu, raramente perdia uma partida de dama. Poderia tentar, afinal não tinha nada a perder. Entrei na fila. Alguns amigos se aproximaram para assistir ao combate ou a derrota. Parecia que esse tal padre era dos bons e impunha respeito. Chegou a minha vez. Sentei-me diante dele. Ele me olhou por cima dos óculos, franziu a testa e pediu prá que eu começasse. Pensei com meus botões: “ Esse padre deve ter um cargo importante pois todos se portam diferente diante dele e mantém certa distancia respeitosa “...mas todos estão perdendo pois usam de jogadas clássicas no início dos jogos de dama e o padre só faz também armar armadilhas clássicas. Farei diferente, fugirei da mesmice e partirei para toques sem nenhuma conexão obrigando o padre a sair de seu “status quo “” e não lhe darei tempo de pensar em fazer nenhuma jogada de ataque...iniciei a partida e, aos poucos vi o padre franzir os olhos e me olhar por sobre os óculos e coçar o queixo. “ Bom sinal,” pensei, “ele sabe que diante de si tem um jogador mais esperto”. ..Continuamos o jogo e aumentou o grupo da torcida ao redor da mesa. Olhei nos olhos do padre e não gostei do vi: estava sério demais e havia a ameaça de um sorriso bem na linha em um lado da sua boca. Isso era sinal de que ele estava muito confiante e só aguardando a chance de dar o golpe fatal...afastei o corpo da mesa e, tentei imitar o padre: coloquei também a ameaça de um sorriso no canto da boca e o encarei e disse: “ Não sei quem é o senhor, padre, mas comigo será diferente...fique na sua porque não jogo prá perder!”. A torcida caiu na gargalhada e alguns se ajuntaram atrás de mim, outros vendo que eu me colocava a altura do padre também se juntaram aumentando o bloco de torcedores. Conduzi as jogadas com mais lentidão sempre fugindo daquilo que o padre estava acostumado a jogar...mas aquele “ bendito” sorriso que não saía do canto de sua boca começou a me perturbar...e tentei perceber quais eram as suas intenções mas não conseguia pois ele ia respondendo às minhas jogadas como se tivesse certeza da vitória. Nas últimas jogadas eu já sabia que venceria mas, o padre parou, coçou o queixo, franziu os olhos e demorou mais do que o normal para responder a minha jogada e então fez a sua jogada fatal...a torcida aplaudiu e novamente caiu na gargalhada: “ Aí, Neri , encontrou um parceiro à sua altura!”. Cumprimentei o padre: “ Parabéns, gostei de jogar com você, vamos jogar mais vezes e te pego, muito prazer, eu me chamo Neri! ”. E então, se levantou e estendeu-me mão: “ O prazer foi meu, mas você tem que treinar mais, é muito esperto, eu me chamo Pe. Carlos Silva ! – “ nos cumprimentamos e ele se retirou. Os amigos se aproximaram: “ Não conhecia o Padre Silva?” – me perguntaram. “ Não!”, ele joga muito bem !” – respondi. “ Ele é o diretor do Seminário!” – respondeu um amigo – “ é muito inteligente, entrou no seminário com apenas nove anos de idade!”. Neri Pereira da Silva
O já saudoso Pe. Silva, também era um exímio jogador de xadrez. E o salão de jogos era um lugar muito especial. Muito especial ter vivido tudo isso!! E sobra muita saudade deste tempo impar de nossas vidas!! Esteja com Deus, querido Pe. Silva. Ubaldo Bergamin Filho
Caro Vicente, na sua pessoa transmito os meus sentimentos à família redentorista. O que Pe. Silva foi para a Província, talvez a gente que não acompanhou todos os passos não imagine. Mas, na vida pessoal de centenas de pessoas ele foi marcante, sem dúvida. Quantos fomos alunos , amigos e admiradores do "Silvão"! Do Silvão de invejável cultura, incentivador de talentos, amigo dos esportes, promotor de eventos culturais, antenado e incentivador das inovações que despontavam já nos anos 60 e 70. É justo sentirmos sua partida; mas, é mais justo nos alegrarmos que tenhamos tido a oportunidade de convivermos com sua pessoa. Com o latim que dele aprendi, me despeço: "semper motuus, semper vivus". Joaquim Araújo
Realmente Joaquim, seu comentário é justo e pontual. Em todas as vezes que tive o prazer de me encontrar com ele depois que sai do seminário, sempre senti o enorme carinho e prazer que tinha nestes reencontros. Um grande homem, grande padre e grande pai.Tive e tenho pelo Padre Silva o mesmo respeito que tive e tenho pelo meu também saudoso pai.E também muita saudade dos dois!! Descanse em paz Silvão!!Ubaldo Bergamin Filho
Fui para o seminário em fevereiro de 1949, lá conheci um aluno da quinta série chamado Novarro, habituei-me e supunha que fosse um sobrenome espanhol. Nunca tive contato com ele, pois eu era da turma dos menores e ele pertencia aos maiores, as turmas não se comunicavam. Sua fama era de ser o aluno mais inteligente da época, gostava de recitar "Navio Negreiro" de Castro Alves, tinha uma memória fabulosa, dizem que estava decorando "Lusiadas" e teria recitado esse poema de Camões em sua sala de aula por um espaço de tempo que deixou boquiaberto seu professor e seus colegas de turma. Voltando ao codinome "Novarro", só posteriormente fiquei sabendo que isso foi criação do padre Pereira em virtude de sua pouquíssima idade ao entrar no seminário, nove anos, Novarro seria um superlativo de Novíssimo. Outro de sua turma que também ganhou um apelido foi o Zompero, conhecido no meu tempo por "Pirulito" . Boa história, anima-me a voltar aos meus contos, nada mudou, você me fez lembrar do padre Carlos Silva, do Rodolfo e do Pacheco, meus contemporâneos, seminaristas da década de cinquenta. No meu tempo, os jogos eram determinados por grupos e, semanalmente, éramos obrigados a ficar somente em um segmento, seja baralho, xadrez ou dama, eram determinações hebdomadárias. Havia um seminarista gaúcho, chamado Serafim , era um santo, estava na sétima série, nunca teve o seu nome incluído no FIGO, eis que, em certo domingo, seu nome foi citado naquele fatídico livro :- "O Serafim recusou-se a jogar " Mico Preto". Fazendo referência, ainda, a esse seminarista, de comportamento exemplar, tive a decepção de vê-lo excluído do seminário por problemas de saúde, foi mandado embora por ser portador de uma ferida incurável em uma das pernas. Tive notícia, posteriormente, que, perseverante na vocação, ingressou em um seminário diocesano e tornou-se padre, realizando, assim, o seu sonho de servir a Deus.Dumas
Saudosa memória de nossos tempos! No meu tempo havia um jovem que era campeão no xadrez...ninguém ganhava dele e ele ainda fazia ironia do adversário.... o apelido dele era Picolé, o nome era Gaspar...quanto ao nosso Castro Alves, decorei e declamei por vezes O LIVRO E A AMÉRICA....O NAVIO NEGREIRO....VOZES DA ÁFRICA.....O estimado Pe.Zômpero surgiu ao SRSA em 1958...incentivando especialmente a Educação Física e Esportes...Uma vez, em uma de nossas festinhas do domingo, fiz um discurso para cumprir nosso treinamento para o púlpito e missões. Pe.Zômpero gostou muito e pediu-me cópia para usar em algum de seus futuros sermões(assim se denominava a homilia em nosso tempo!)Ierárdi
Pe. Silva era um exímio professor. Eu nunca me dei bem com ciências exatas mas, ele era tão bom professor que a aula de que eu mais gostava era a aula de álgebra. Sabia ensinar. Homem muito inteligente e de fácil comunicação. Sebastian Baldi
Foi meu professor de História Geral . Gostava muito de suas as aulas . Que esteja em paz.Vagner Gaspar 
Foi meu contemporâneo, no seminário Santo Afonso e também no seminário maior, em Tietê. Inteligentíssimo. Alegre, brincalhão. Um verdadeiro redentorista. Nos recreios, eu e ele jogávamos aquele futebolzinho de mesa, enquanto os outros jogavam futebol de verdade, na quadra de esportes. Saudades.João de Deus Rezende Costa 
Grande mestre e... segredo... sãopaulino como eu... sempre me informava os resultados dos jogos de nosso time... além de entabular pequenas conversas em italiano... junto com Pe. Zompero, nossos grandes mestres.... Ivanir Vicari 
Foi meu  professor de historia. Montava os torcedores dos grandes generais. Carlos Magno, Júlio César, Aníbal, eu ficava com Átila o Rei dos Hunus, que fez Roma tremer sob as patas de seus cavalos.Olavo Caramori Borges

ELES VIVERAM CONOSCO - CARLOS STRABELLI ANTIGO SEMINARISTA

CARLOS STRABELLI
+07 DE JANEIRO 2019
Ontem falei de partidas. Falei de saudades. Falei de velas que se consomem. Hoje abro o zap e a notícia da morte de um amigo está lá. Carlos Strabelli não acordou hoje. Morreu enquanto dormia. Nos conhecemos em 1963 quando ele chegou ao Santo Afonso onde eu já estava desde 1960. Depois perdemo-nos... Só fui reencontrá-lo muitos anos depois como padre na Igreja de São Francisco, em Ermelino Matarazzo. Anos depois deixou o sacerdócio. Mas já era líder inconteste na região. Assumiu o bom combate.Posicionou-se sempre ao lado dos mais fracos e oprimidos. Era amado por todos. Casou se teve três filhos. Em1989 e 1990 trabalhou comigo. Assessorou me na relação escola/ comunidade/sistema. Depois assumiu responsabilidades maiores. Foi coordenar trabalhos pastorais diocese de São Miguel. Destacou-se pela capacidade de dar-se ao próximo. E agora ficamos sem mais uma vela! Assim o mundo escurece um pouco mais... Vai Carlos ao encontro da luz eterna! Nós ficamos aqui na esperança do reencontro! Boa noite,amigos, que o amanhã traga surpresas boas! ANTÔNIO JOÃO THOZZI 
"Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão." Soube ainda a pouco da partida deste guerreiro, uma grande perda para os nossos dias de luta. Aprendi muito com esse homem, ensinamentos que levarei para a vida toda. Meus sentimentos a família. Carlos Strabeli vá em paz e obrigada por tudo. Mão com mão companheiros! JOELMA COUTINHO 
Este é um dos meus maiores mestres, uma pessoa que me inspirava pela sua grandeza nas convicções políticas e religiosas. Meus caros amigos, um ensinamento que Carlos Strabeli me deixou e que levo comigo sempre é que todas as ações de sua vida deve ser realizadas com toda força e vontade. "Se calarem a voz dos profetas, as pedras falaram". Eu desejo ser parte destas pedras. ROGÉRIO MENDES 
É hora da gente despertar as esperanças que as angústias, as decepções e os desencantos tomaram conta da gente e não nos deixaram mais colocar pra fora, explodir de dentro da gente o melhor que nós temos" (Carlos Strabeli) Este é o olhar que eternizaremos... Um olhar carregado de cuidado, ideias, sonhos, provocações e sempre sedento pelo que as outras pessoas tinham para partilhar. Todos e todas que encontraram esse olhar fraterno, foram amados e amadas pelo mestre... Que todo o brinde resistente também seja em tua memória! FERNANDO DIEGUES 
ADEUS AMIGO QUERIDO! Carlos Strabelli, amigo, irmão de sonhos e de causas reinocêntricas, partiu hoje para o Eterno nesta manhã no aconchego de sua família. Pela informação que recebi de um familiar próximo ele devia estar administrando um AVC silencioso e não se deu conta de que teria que talvez ser internado para uma precisa diagnose. Visitei esse querido amigo dia 18.10 do ano passado em sua casa, em uma tarde, onde tomamos um bom café e vinho. Quando chegamos - eu, Eduardo Toth e meu sobrinho Andrés Henrique –, a mesa estava hiper pronta com tudo para o café. O Carlos nos recebeu com aquele abraço que somente ele tinha: caloroso, afetuoso e xinxado. Ao adentrar a casa dei um beijo na Bete, sua esposa, que me parecia melhor que há 5 anos quando estive com eles a última vez. Encontrei um Carlos muito sensível, o que ele sempre foi, mas o meu "inevitável" olhar psicanalítico percebeu que sua sensibilidade estava transbordando e ele passava uma incrível leveza e luminosidade. Saboreei interiormente esse aspecto tão visível no Carlos. Proseamos por mais de duas horas e em tal prosa era impossível não falar DO SONHO DE JESUS PARA ESTE MUNDO. Cobrei do Carlos que achava ele meio “preguiçoso” e me disse que estava curtindo a aposentadoria. Mas que estava num ritmo lento escrevendo algumas coisas. Falou algo de sua vida quando foi Padre e me fez perguntas embaraçosas mesmo vindo de um amigo tão querido. Para os curiosos ele queria saber porque eu não escrevia também numa perspectiva psicoemocional sobre a urgência da Igreja repensar a questão do Celibato dos Padres. Ele disse ver e saber de muitos padres vivendo uma dura solidão. Eu disse que já tem muita gente escrevendo sobre o tema, especialmente na Europa, inclusive Bispos e Cardeais e não apenas teólogos. Creio que em 2009 o Strabelli me acompanhou por mais de um mês em uma visita que na época fizemos nas Frentes de Missão da Fraternidade no RS, MG e aqui em SP. Por fim ele veio nos ajudar aqui na Casa de Itaquera em 2013, creio, como voluntário na parte administrativa e outras voltadas para a formação. Foram quase 10 meses de bela ajuda e para mim foi enriquecedor por ter alguém com um intelecto inquieto e provocativo próprio dos profetas de todos os tempos. Um dia aqui em casa me disse algumas coisas que não entendi bem no momento. Ele fez algumas críticas bem elaboradas e respeitosas. Por fim, agora no café de outubro ele me esclareceu e eu o agradeci imensamente. Citou TRÊS CRASSOS ERROS que via na estrutura da Fraternidade. Mas fez questão de destacar a missionariedade da Fraternidade que para ele era fantástica. Ele disse: “Cyzo, por dois anos ou mais, onde eu ia, falava da Fraternidade. Ela me encantou. Tocou profundamente em mim. Vi na Fraternidade algo que não conhecia e nem sentia: pastoral com mística e atenção real às pessoas. Não deixe morrer essa pequena tradição da Fraternidade. Mas ela só irá para o futuro com leigos melhores preparados dentro dela”. Agradeci e disse que a sugestão eu deixaria para discernimento futuro e no momento procuro entender os presentes desafios rezando ao Espírito Santo. Nosso café encerrou e disse que o próximo café seria aqui em casa. Agora vejo que será um café celestial. Na despedida nosso abraço foi como o abraço de dois meninos superamigos. Ele ficou no portão até que o nosso carro desapareceu na rua. Carlos Strabeli, profeta em um tempo de crise da profecia, vai em paz amigo, irmão de causa e sonhos, tu tens aconchego no colo do Deus Amoroso! Agora é tão presente teu silêncio orante no final das eucaristias que compartilhamos, especialmente na Comunidade Indígena Kaingang. Encerro esta fala com o coração tomado de dor, essa dor estranha que nos faz sentir que as pessoas são dádivas sempre, e que somente na ausência é que nos damos conta do tamanho oceânico dessa dádiva. Tomo a liberdade de reproduzir uma fala do VALDIR AGOSTINHO DE OLIVEIRA que escreveu no Facebook do Strabelli e que para mim entre as centenas de comentários que estão lá resumem melhor tudo o que foi o querido amigo e irmão Strabelli: “STRABELLI É HISTÓRIA DA IGREJA NA ZONA LESTE. NEM DÁ PRA COMENTAR, POIS TEM MUITO PRA CONTAR. UM GRANDE HOMEM NO SACERDÓCIO E NAS LIMITAÇÕES HUMANAS. ASSUMINDO INTEIRO O COMPROMISSO COM CRISTO JUNTO ÀS PESSOAS QUE BUSCAVAM DEUS NOS MOMENTOS DIFÍCEIS E NAS FESTAS TAMBÉM. NUMA ÉPOCA EM QUE LEMBRAR A HISTÓRIA PARECE SER BANAL, PESSOAS COMO STRABELLI FAZ PARAR O TEMPO QUANDO VÃO EMBORA. SÓ QUEM VIU, OUVIU E CONVIVEU SABEM DO QUE FALO”. JOÃO Creio que vais cedo demais, com apenas 68 anos. Ainda tinha coisas a dizer e escrever por aqui neste tempo de uma Igreja onde o Papa Francisco precisa de gente que reflete mais a fundo sem perder a ternura. Força à Bete, esposa, aos filhos: Daniel, Carla e Mariana nessa dura Oferta! Saudades sempre! Tristeza jamais! Descanse em paz amigo Strabelli. Obrigado pela tua existência e por toda a tua história, vida e trabalho feito com paixão e leveza. Você ajudou que milhares de pessoas tocassem na Essência do Divino e mudassem suas consciências, tornando pessoas pró Reino de Deus num tempo de apressada evolução do anti-Reino. R.I.P! CYZO ASSIS
Lembro-me dele no Seminário Santo Afonso. Pena que abandonou o sacerdócio. Desejo a ele um descanso eterno no Céu.SEBASTIAN BALDI

Vou comentar aqui o que já escrevi na publicação de Eduardo Brasileiro no Facebook: Eu conheci o Strabelli em 1963 no Pré-Seminário Redentorista de Pedrinha, Guaratinguetá, quando veio juntar-se a nós fazendo parte do grupo oriundo da Penha. Convivemos por 2 longos anos. Digo longos porque naqueles tempos de criança o tempo se arrastava. Tenho na minha memória a suavidade e a candura de sua voz quando cantava. Depois não nos vimos mais. Pelo que ouço a respeito de suas obras concluo que ele veio, combateu o bom combate e agora parte em busca do merecido prêmio na Paz de Deus. Vai, amigo, e daí onde você está, zele por nós! Meus sentimentos de condolências à família e amigos. JOÃO APARECIDO DE OLIVEIRA

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. INÁCIO (LUIZ) HERTL CSsR

 

PE. INÁCIO (LUIZ) HERTL CSsR
+7 de JANEIRO 1972 
Nasceu em Neukirchen (Alemanha) a 9 de maio de 1891, Professou na C.Ss.R. em 1911, sendo ordenado a 25 de julho de 1916. No Brasil, onde chegou em 1921, trabalhou em Goiás, Aparecida, Araraquara e Cachoeira do Sul. Missionário esforçado, embora o timbre de sua voz não lhe ajudasse muito, Pe. Inácio pregava mais com o coração do que com palavras. Seu modo de olhar, seus gestos, a expressão dada a certas frases, mais a imponência de sua “venerabilis barba” eram recursos de uma mímica às vezes teatral, dos quais ele se valia para ganhar a atenção dos ouvintes. Em 1955 foi adscrito à Província de Porto Alegre, onde viveu seus últimos anos. A 7 de janeiro de 1972 em Cachoeira do sul, ele deixou este mundo, rumo a um porto bem mais alegre, na paz eterna.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PAULO AUGUSTO PUGLIESI - Antigo Seminarista Redentorista

PAULO AUGUSTO PUGLIESI - Antigo Seminarista Redentorista
+5 de janeiro de 2007
Estender e ativar amizade dos amigos de Paulo Pugliesi.
Pessoal... Amigos... Amigas
Conheço poucos de vocês pelo nome. Mas, tive o prazer de conhecer bem o Paulo Pugliesi. Primeiro como amigo de infância no seminário até 1970. Depois, quando ambos já estávamos fora do seminário batalhando pela vida do real dia a dia. No meu casamento a mâe do Paulo, dona Judith me deu o seu presente: cantou maravilhosamente quando eu e a Yone entramos na igreja. Isso foi em 1975. A vida deu muitas voltas. Nos encontramos novamente em 2006. Visitamos pessoalmente o amigo comum, Perdigão, mais amigo do Paulo do que meu pela maior convivência do Paulo com o querido Perdigão e lembramos dos bons e velhos tempos de seminário. Continuamos nos comunicando sempre via e-mail... quantas mensagens maravilhosas ou divertidas que recebi de vocês através dele... Já no final de dezembro de 2006 ele me ligou marcando um almoço para nós 4 inicialmente:a dona Judith, ele, eu e a Yone. Como foram bons, marcantes e inesquecíveis aquelas 3 horas que ficamos juntos conversando sobre tudo: alimentação (ele fazia suas misturas revitalizantes e naturais), a vida, nossas famílias, os negócios e o objetivo maior de estarmos aqui que é 'estar a serviço da VIDA MAIOR, de Deus, de Jesus Cristo' independente de religiosidades e teologias. Como foi boa essa conversa sobre vida eterna, sobre o infinito amor de Deus para cada um de nós que somos os 'amados de Deus'... e assim por diante. 
Quando semana passada a Dona Judith ligou  em casa no 11-6601.9955 me procurando, eu jamais poderia supor que o nosso querido Pugliesi tinha sido recolhido pela VIDA. Quero acreditar, sim, que ele foi recolhido pela Vida e não pela morte e que a misericórdia de Deus tenha escrito o seu nome no Livro da Vida eterna onde ele viverá para sempre.
Independente da crença de cada um de nós, gostaria de fazer um pedido: como pessoas que faziam parte do coração do Pugliesi, continuarmos nos comunicando como OS AMIGOS DO PAULO PUGLIESI, repassarmos nossos telefones e outras informações a nosso respeito e quando estivermos mais ou menos próximos, podermos inclusive marcar um almoço ou uma pizza juntos para continuarmos a amizade que começou com ele.Não conheço a família do Paulo Pugliesi, mas gostaria de conhecer a esposa e as filhas.
Meu nome é Elberto Mello. Tenho 56 anos. Profissionalmente sou diretor da Canbyo Motivação Humana e Consultoria empresarial, através da qual dou Palestras no mercado pet, especificamente e nos mercados atacadista e varejista de SP.Minha formação é Psicologia e comercio varejista. Estou aberto para continuar as comunicações que se iniciaram com e através do amigo comum, o querido Paulo Augusto Pugliesi.
Um abraço a todos e que Deus os abençoe.
Elberto Mello
Endereço(s) de email(s):
canbyo@terra.com.br
11-6601.9955
11-9221.3885

Eu no seu Natal
Veja-me como se eu fosse aquela verde árvore
que quer dar-lhe as cores da esperança
e, nas bolinhas coloridas o que sinto:
Na vermelha, o calor do carinho que tenho por você.
Na azul, a proteção dos Anjos aos quais peço por sua segurança.
Na amarela, cor do ouro, toda a prosperidade que lhe desejo.
Na roxa, a tristeza que sinto quando vejo você triste.
Na branca a Luz da Paz que eu quero para a sua Vida.
Quero ser um pouco seu Natal
Sinta-me em cada caixinha de presente, sorrindo com seu sorriso.
Nos laços coloridos, meus bons pensamentos enfeitando a sua casa.
Nas crianças que correm felizes, a energia positiva que lhe envio.
Nos brinquedos esparramados, a inocência que vejo em seu coração.
Nos abraços ou em solidão, a minha presença vibrando serenidade.
Nos sinos que tangem, ouça minha voz em orações pedindo a Deus que lhe dê proteção e que afaste qualquer mal.
Esteja você onde estiver
Deixe-me ser um pouco seu Natal
Sinceramente
Paulo Augusto Pugliese

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. VICENTE (ALVES DA SILVA)CSsR

IR. VICENTE (ALVES DA SILVA) CSsR 
+ 5 de JANEIRO 1993 
Nasceu o Ir. Vicente em São Roque de Minas - MG, a 26 de junho de 1950. Eram seus pais: José Alves da Silva e Maria Rosa da Silva. Tiveram três filhos homens. Entrou o Irmão para o Seminário São Geraldo, no Potim, no dia 30 de janeiro de 1980, com 30 anos de idade. Terminou o primeiro e o segundo graus. Era também técnico em contabilidade. Fez o Noviciado em Tietê-SP, no ano de 1986. A profissão religiosa foi feita em Aparecida-SP, no dia primeiro de fevereiro de 1987. Sua primeira comunidade depois de professo foi o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida. Em janeiro de 1988 foi transferido para a Comunidade e Paróquia do Jardim Paulistano, em São Paulo, onde ficou até sua morte. Era sacristão de nossa igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Era quieto, reservado, de pouca prosa, mas desempenhava bem seu cargo de sacristão. Em fins de dezembro de 1992, de férias, foi passar uns dias em sua cidade natal, junto a sua mãe e demais parentes. No dia 05 de janeiro de 1993, depois do almoço, após ter aberto a igreja matriz, em lugar do pároco, na praça, repentinamente caiu morto. Enfarte! Ia completar 43 anos. Foi resolvido que fosse sepultado lá mesmo em São Roque de Minas. Depois da missa de corpo presente, onde estiveram presentes vários confrades, foi sepultado no dia 06 de janeiro de 1993. Tinha apenas votos temporários. O Conselho Provincial, em sua última reunião de 1992, tinha-o aprovado para renovação de seus votos religiosos. Estava com 42 anos e meio de idade e quase 06 anos de Profissão Religiosa. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

domingo, 4 de janeiro de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - IR. ORLANDO (ISAAC DOS PASSOS E SILVA)CSsR

IR. ORLANDO (ISAAC DOS PASSOS E SILVA)CSsR
+4 de JANEIRO 1947 
Mineiro da roça de Itajubá (MG) ingressou na C.Ss.R. após uma missão pregada pelos nossos em sua cidade. Seu sonho era ser padre, mas como a inteligência era fraca, resolveu ser Irmão leigo. Desde criança muito piedoso, rezava freqüentemente o terço, e aos domingos, percorria uma boa distância, a pé ou a cavalo, para não perder a missa. Chegando a Aparecida foi designado para auxiliar na cozinha do Juvenato, e logo nos primeiros dias ele confessou a um dos confrades: “A saudade está me cortando o coração, mas hei de ser um irmão redentorista”. Professou a 2 de agosto de 1945, trabalhando depois em Tietê, Pinda e Aparecida, onde faleceu aos 25 anos de idade.
No dia 28 de dezembro (1946) os juvenistas foram acompanhar o enterro do nosso Pe. Eugênio Johner, aí pelas 5 horas da tarde. Irmão Orlando ficou em casa para preparar o jantar. Tendo terminado o seu trabalho na cozinha, como os juvenistas ainda não houvessem voltado, ele subiu a um dos andares superiores, para rezar o terço. Encontrou-se com dois candidatos que tinham ficado em casa, mas passou por eles com o terço na mão. Sentou-se num velho sofá, e continuou rezando, sem atender aos dois que lhe dirigiram algumas palavras de brincadeira. Estava ele sentado, com o terço nas mãos, quando os candidatos lhe quiseram passar um susto de mau gosto. Ao empurrarem o sofá, este tombou, atirando o Irmão sobre o forro da capela que se abriu. Irmão Orlando, de cabeça para baixo, foi cair sobre um banco, ou sobre o piso da capela. A queda foi violenta, com fratura do crânio. Levado para a Santa Casa, ele ali permaneceu inconsciente, agitando-se em convulsões, durante alguns dias, falecendo a 4 de janeiro de 1947. Os pormenores dessa tragédia não chegaram a ser bem esclarecidos. Mas a culpa dos dois candidatos parece ter ficado patente, pelo fato de um deles ter voltado para casa poucos dias depois, isto é a 24 de janeiro. E o outro fez o mesmo a 14 de abril. Soube-se depois que um deles não era rapaz de bons precedentes.
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Já comentei sobre esse fato. Na época, eu tinha nove anos de idade, era coroinha da basílica e morava nos arredores do Colegião. Conhecia o irmão Orlando e participei de seu enterro. Não sabia dos pormenores do acidente, talvez os padres não tenham divulgado para evitar algum envolvimento policial dos seminaristas, a nós foi relatado que a queda se deu espontaneamente por ele ter dormido e o sofá estar posicionado na divisória do piso do quarto pavimento com o forro do salão de atos no terceiro . Quando entrei ao seminário em 1949, visitei o local e era visível a emenda no forro do salão de atos ( o relato diz erroneamente que era capela). Quanto aos seminaristas, não podemos julgá-los e nem divagar sobre a vida posterior de ambos, acredito que foi uma brincadeira de mau gosto e que teve como consequência uma tragédia. Alexandre Dumas
Obrigado Dumas pelo oportuno comentário! Há muita história de nosso tempo que deve ser esclarecida, tal como esta! Ierárdi

sábado, 3 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. FRANCISCO DELUGA CSsR

PE. FRANCISCO DELUGA CSsR 
*28.12.1934 - +03.01.2008 
Na madrugada do dia 3 de janeiro de 2008, na casa paroquial de Amaralina, em Bom Jesus da Lapa, faleceu Pe. Francisco Deluga, vítima de uma parada cardíaca. Pe. Francisco Deluga nasceu no dia 28 de dezembro de 1934, na Polônia e poucos dias depois (1º. de janeiro de 1935), foi batizado. Os seus pais eram pequenos agricultores o educaram na fé. A sua infância foi marcada com as penúrias da II Guerra Mundial (1939-1945). Em conseqüência dos ataques, a casa da família foi devorada pelo fogo. Sobrou apenas um paiol com um estábulo, que o pai adaptou para a moradia da família. Em meio a tudo isso Francisco, de 16 anos, revelou aos pais a vontade de ser padre. Para isso, tiveram que vender o material adquirido para a construção da casa. Os pais nunca conseguiram construir a casa; moravam num cubículo ao lado do estábulo da única vaca que possuíam. Francisco herdou dos pais o dom da bondade e simplicidade que o ajudou a fazer muitas amizades por onde passou, ao longo dos 47 anos de sacerdócio. Foi ordenado em 1961, trabalhou durante 10 anos na Polônia, no Santuário de Nossa Senhora, em Tuchów. Chegou ao Brasil em 11 de fevereiro de 1972, integrando o primeiro grupo missionário polonês, destinado para trabalhar na Bahia. Trabalhou na paróquia e no Santuário de Bom Jesus da Lapa; em Salvador, na paróquia da Ressurreição do Senhor; na paróquia de Senhor do Bonfim, no norte da Bahia; na paróquia de Uma, diocese de Itabuna, depois do falecimento do Pe. Waldemar Galazka (1986), e também foi reitor do Santuário e Basílica de Senhor do Bonfim, na capital baiana (1979-1980). Como pároco em Bom Jesus da Lapa construiu várias capelas, mas o seu grande feito foi a edificação da bela igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Lagoa Grande. A Pastoral Familiar foi sempre um destaque na atividade apostólica do Pe. Francisco, em todos os lugares onde trabalhou. Foi sepultado no dia 4 de janeiro de 2008, em Bom Jesus da Lapa, tendo a presença aproximada de duas mil pessoas, demonstrando muito carinho ao Pe. Francisco Deluga.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. BONIFÁCIO (JOSÉ KLOFAC) CSsR

IR. BONIFÁCIO (JOSÉ KLOFAC) CSsR
+2 de JANEIRO   1950 
Uma figura inesquecível do nosso Juvenato, onde viveu e trabalhou durante quase cinqüenta anos. Era de Smolov, na Boêmia, onde nasceu a 30 de março de 1863. Ingressou na C.Ss.R. em 1894, e ainda como noviço, veio para o Brasil em 1897. Embora não fosse bem um alfaiate, foi esse o seu ofício no Juvenato, de 1904 até a sua morte. Irmão Bonifácio nunca chegou a aprender bem o português, o que não lhe causou grandes problemas. Foi sempre um solitário, sem qualquer amizade com estranhos. Passava seu tempo na alfaiataria, remendando sempre a roupa dos juvenistas. Quando tinha alguma folga, era ele um quase fantasma, de batina preta e surrada, em meio às bananeiras e outras plantas que, naquele tempo cobriam a ribanceira hoje elegantemente recortada pelo imponente e majestoso “Escadão”.... Ali colhia um cacho de bananas, outras frutas para a mesa dos Juvenistas. Tinha, no antigo “Colégio Santo Afonso” um gosto que ninguém sabia explicar: levava para a alfaiataria uma ou duas laranjas maduras; colocadas numa mesa, ele esperava que as laranjas apodrecessem, e, quando já estavam cinza azulada, ele as comia. Penicilina? penitência? Não se sabe. Aos domingos costumava ler alguma revista alemã arqui-velha das que guardava consigo. Certa vez, passando um juvenista pela porta (aberta) da alfaiataria, viu o Irmão rindo a gargalhadas, com uma revista nas mãos; e perguntou: Que foi, Irmão? E ele explicou, mostrando o desenho de um chiste alemão : Se um cachorro morde um homem, muito bem; mas se um homem morde um cachorro... ôh! que ka-la-mi-ta-te!... e estourou uma sonora gargalhada. — Por ocasião de uma grave pneumonia que contraiu, quiseram ministrar-lhe os últimos sacramentos, devido a sua extrema fraqueza. Ainda não — disse ele — quando chegar o dia eu aviso. — E em dezembro de 1949 ele achou que o dia estava chegando; sintoma: “Não sinto mais gosto — última confissão, recebeu a Unção dos Enfermos. E, enquanto “o dia” não chegava, recebia sempre sorrindo os confrades que o visitavam, e eram contínuas as suas jaculatórias, pronunciadas com uma calma invejável. Com muita simplicidade foi que, naqueles dias, revelou a alguns confrades: “Certa vez eu vi Nossa Senhora com o Menino Jesus. Ela pediu a Nosso Senhor que o Irmão Bonifácio não pecasse mais. Desde aquele dia nunca mais pequei”. A 2 de janeiro de 1950 ele deixou este mundo, e foi descansar para sempre, com 87 anos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - LUIZ MARIA TORATI – Antigo Seminarista Redentorista

LUIZ MARIA TORATI – Antigo Seminarista Redentorista 
1 DE JANEIRO DE 2011 
O Torati, para mim, sempre foi o companheiro, de 1961 a 1971, tempo em que estive no Seminário. Não tinha tempo ruim, era sempre disposto e aplicado. Lembro-me da época em que nos divertíamos com o Pe. Escudeiro, nosso professor de Trigonometria e Grego, que frequentemente chamava o Torati por Criado e eu por Torati. Lembro-me das pescarias onde ele era imbatível na pesca de lambari, devido a sua boa sensibilidade em puxar a linha na hora em que o bichinho estava beliscando a isca. Era um atrás do outro enquanto eu, de vez em quando, pegava um. Lembro-me do jogador de futebol que se inspirava nos petardos do Rivelino, na seleção brasileira, chutando diretamente ao gol, do meio de campo, e pegando o goleiro de surpresa. Lembro-me do jogo de futebol de salão, em Tupã, onde, depois de perder uma vez dos seminaristas, os jovens da comunidade nos desafiaram para revanche, com jogadores bem melhor preparados, dando-nos uma goleada, o Torati me xingando nervoso para fazer alguma coisa, inutilmente. Enfim, lembro-me deste companheiro, sempre muito reservado, de quem conseguia alguma confidência somente depois de muito insistir. Talvez por este motivo, também não se inscrevia nos encontros mas estava sempre ligado aos ex-companheiros. Um grande abraço a este amigo e conforto à Célia e seus filhos. Eles sabem melhor que todos que o Torati fez diferença e continua presente em nossas lembranças. Há um belo lugar esperando por este guerreiro.
José Carlos Criado
FOTOS DA PRESENÇA DO TORATI
(Encaminhadas pelo José Carlos Criado)


Só hoje li a triste notícia do falecimento do Luiz Maria Torati. Entramos no mesmo ano (1961) no Seminário Sto Afonso. Que Deus o tenha no reino da glória... Grato e Paz 
Décio Brites 
Fiquei chocado com o falecimento do Torati. Estivemos juntos no encontro recente na chácara do Silvério, oportunidade em que conversei com o Torati e Esposa, que Deus o tenha na Glória. Abraços!
José Vicente Naves. 
Caros amigos Apresento meus pêsames aos familiares do Torati pelo seu falecimento e rogo a Deus pelo seu descanso eterno. Quanto à troca de fotos, estamos sujeitos a isso. Pior se trocasse o texto da notícia. Com Santo Afonso aconteceu isso.Os jornais da época noticiaram seu falecimento, trocando o seu nome por outro semelhante. Assim ele morreu duas vezes. Na primeira ele foi apenas conhecer o céu. Abraços a todos e Feliz Ano Novo 
Pe. Clóvis Bovo CSsR(✝︎)
poxa! ele está vivo em mim da última conversa que tivemos... 
Carlos Felício 
Olá! Saudando a todos pela esperança de vivermos mais um ano na alegria e cheios de realização. Feliz 2011 para todos. Embora iniciamos esse ano tocados pela tristeza da perda de um de nossos amigos. Faleceu hoje vitima de câncer nosso querido TORATI. Rezemos pelos familiares Abraço a todos 
Pe. Valdevir Cortezi 
Olá, Ierárdi. Expresso aqui o meu pesar e de minha família pela perda de um querido, que foi muito amigo de meu pai, viajamos juntos para Curitiba uma vez. 
Vitor Bustamante 
Logo que lí sobre seu falecimento lembrei-me do encontro no sítio do Silvério, e pensei: Que bom que estivemos juntos mais uma vez. Amigo sempre sorridente, de abraço apertado e gostoso, fraterno. Como outros, vai deixar lembranças, um espaço vazio no peito, mas um grande lugar no nosso coração. Adeus!
Antonio Claudio e Vanda
Tinhamos marcado um JANTAR a qualquer hora em SÃO PAULO..vivemos juntos anos de muita FELICIDADE no SANTO AFONSO....SEMPRE O TORATI, AMIGO, e CONFIDENTE..... Não deu tempo para o jantar em SAO PAULO...TIVEMOS ANTES UM ENCONTRO EM SEU AP. NA ALAMEDA LORENA...recebeu-me com a CELIA e os filhos....olhamos fotos do SEMINARIO. Não poderia esperar fosse tão cedo.....muito educado e querido, enviou-me um texto de e-mail falando de seu estado de saúde....CONFIANTE, porem.....QUE TRISTEZA...soube pelo CRIADO...ainda não sei o que dizer...SÓ PEÇO A DEUS QUE GUARDE ESSE BELO EXEMPLO DE HOMEM, IRMÃO E COMPANHEIRO NO MELHOR LUGAR DO CÉU....Aquele jantar vamos marcar um dia sim juntos na ETERNIDADE.....DEUS O ILUMINE E GUARDE.
NELSON DUARTE(+)