sexta-feira, 18 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta

Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta
Nomeado Arcebispo de Aparecida
falecido em 18 de setembro de 1982
Período: 1944 à 1964
Biografia:
Dom Carlos Carmelo Cardeal de Vasconcelos Motta (Bom Jesus do Amparo, 16 de julho de 1890 — Aparecida, 18 de setembro de 1982) foi um sacerdote católico brasileiro; vigésimo quarto bispo do Maranhão e seu segundo arcebispo; décimo quinto bispo de São Paulo, sendo seu terceiro arcebispo e primeiro cardeal. Foi também o primeiro arcebispo de Aparecida .
Era filho de João de Vasconcellos Teixeira da Motta e de Francisca Josina dos Santos Motta.
Estudos:
Realizou seus estudos fundamentais na Fazenda da Prata, na paróquia de Taquaraçu, Caeté, Minas Gerais. Estudou de humanidades no Colégio Matosinhos, dos Irmãos Maristas, em Congonhas do Campo. Em 1904, matriculou-se no seminário menor de Mariana, saindo após breve período. Entre 1910 e 1911 cursou a Faculdade de Direito de Belo Horizonte. Em 1914 matriculou-se no seminário maior.
Presbiterado:
Foi ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1918, por Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana. Celebrou sua primeira missa, em Taquaruçu, a 7 de julho de 1918.
Atividades antes do Episcopado:
Após ser ordenado, foi nomeado vigário coadjutor de Taquaruçu, onde permaneceu por seis meses. Depois foi nomeado capelão do Asilo São Luís da Serra da Piedade. Foi depois capelão do Recolhimento das Macaúbas, e trabalhou nas paróquias de Caeté e Sabará. Foi reitor do seminário de Belo Horizonte até 1932.
Episcopado:
Em 29 de julho de 1932 foi eleito bispo titular de Algiza e auxiliar de Diamantina, aos 42 anos. Recebeu a ordenação episcopal , em 30 de outubro de 1932, na igreja matriz de São José, em Belo Horizonte, sendo sagrante principal Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte, e consagrantes: Dom Ranulfo da Silva Farias, então bispo de Guaxupé, e Dom Antônio Colturato OFM Cap, então bispo de Uberaba. Em 19 de dezembro de 1935 foi nomeado arcebispo do Maranhão, onde permaneceu por oito anos.
Em 13 de agosto de 1944, aos 54 anos, foi nomeado arcebispo de São Paulo, da qual tomou posse por procuração a 7 de setembro do mesmo ano. No dia 16 de novembro fez sua entrada solene na igreja de Santa Ifigênia, então catedral provisória. Em 18 de abril de 1974, aos 73 anos, foi nomeado primeiro arcebispo de Aparecida, cargo que exerceu até sua morte, em 18 de setembro de 1982, aos 92 anos.
Cardinalato:
No Consistório do dia 18 de fevereiro de 1946, presidido pelo Papa Pio XII, na Basílica de São Pedro, Dom Carlos foi criado Cardeal-Presbítero, do título de São Pancrácio. Como cardeal, participou de dois conclaves, o de 1958 e o de 1963.
Brasão e lema:
- Descrição: Escudo eclesiástico, partido: o 1º de sinopla, com cinco flores-de-lis de jalde postas em sautor - Armas dos Motas; o 2º de sable com três faixas veiradas de argente e goles - Armas dos Vasconcelos. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio branco com cruzetas de sable. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de duas travessas de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico com seus cordões em cada flanco, terminados por quinze borlas cada um, tudo de vermelho. Brocante sob a ponta da cruz um listel de goles com a legenda: IN SINV IESV, em letras de jalde.
- Interpretação: O escudo oval obedece as regras heráldicas para os eclesiásticos. Os campos representam as armas familiares do Cardeal. O Campo de sinopla (verde) representa: esperança, liberdade, abundância, cortesia e amizade. As flores-de-lis simbolizam: candura, castidade, pureza, poder e soberania, sendo de jalde (ouro) traduzem: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. No 2º, o esmalte sable (negro) do campo simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro; as faixas veiradas representam as pontas de peles variadas que ornavam os mantos da ·nobreza, sendo que pelos seu metal argente (prata) simboliza a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote; e, pela sua cor goles (vermelho), simboliza o fogo da caridade inflamada no coração do Cardeal pelo Divino Espírito Santo, bem como, valor e socorro aos necessitados. O listel tem com lema No Seio (Coração) de Jesus, sendo uma afirmação da confiança do cardeal na promessa de Jesus de que quem nEle espera jamais será confundido.
Atividade e contribuições:
Dom Motta foi administrador da Diocese de Diamantina , de 1933 a 1934. No Maranhão, criou o Colégio Marista de São Luís, orfanatos, hospitais e um leprosário. Instalou diversas congregações religiosas. Promoveu a criação das dioceses de Caxias e Pinheiros, sendo administrador desta última entre 1940 e 1944.
Preocupadíssimo com a formação católica dos universitários, o Cardeal Motta criou em 18 de março de 1946 a Faculdade Paulista de Direito, núcleo inicial da Universidade Católica, que a 10 de maio de 1945 teve seu primeiro reitor nomeado, Dom Gastão Liberal Pinto e foi instalada a 2 de setembro de 1946. Em 1947, o Papa Pio XII, lhe concede o título de Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no antigo convento carmelita, no bairro de Perdizes.
O Cardeal Motta estimulou, em São Paulo o Movimento familiar Cristão e a Ação Católica, que ganhou grande força na década de 50 do século XX. Em 14 de outubro de 1952, foi um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Empenhou-se muito para concluir as obras da nova catedral, inaugurando-a, a 25 de janeiro de 1954, ainda sem as torres, durante as comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo. A catedral teve seus sinos e o carrilhão abençoados, pelo Cardeal Mota, a 6 de janeiro de 1959.
Em 2 de março de 1956 fundou a Rádio Nove de Julho, em comemoração aos oitenta anos do Papa Pio XII. Preocupado em aumentar o número de sacerdotes, o Cardeal Motta promoveu entre 4 e 9 de novembro de 1957 o Segundo Congresso Nacional da Vocações Sacerdotais. O cardeal procurou implantar e incentivar as reformas do Concílio Vaticano II na arquidiocese.
A Arquidiocese de Aparecida, no Vale do Paraíba, havia sido ereta a 19 de abril de 1958 e o Cardeal Motta era seu Administrador Apostólico, desde então. A 25 de abril de 1964, foi ele nomeado para ser o primeiro arcebispo daquela sede. Em Aparecida, o cardeal assumiu, com grande empenho, a construção do novo santuário nacional da padroeira do Brasil.
Curiosidades:
Seu pai João de Vasconcelos Teixeira da Motta foi deputado durante o Império. Foi o Cardeal Motta quem escolheu pessoalmente o nome de Brasília para ser a nova capital Federal da Nação. Em 3 de maio de 1957, e celebrou a 1ª missa em Brasília.
Foi o primeiro presidente da CNBB, de 1952 a 1958. Foi Arcebispo de São Paulo por 20 anos, criando mais de 100 paróquias. Participou de dois Conclaves: do Papa João XXIII e do Papa Paulo VI.
Bispos ordenados:
O Cardeal Motta foi o principal sagrante dos seguintes bispos:
- Dom Luís Gonzaga Peluso
- Dom Francisco Prada Carrera, C.M.F.
- Dom João Batista Costa
- Dom Antônio Maria Alves de Siqueira
- Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra
- Dom Paulo Rolim Loureiro
- Dom Afonso Maria Ungarelli, M.S.C.
- Dom João Resende Costa, S.D.B.
- Dom Romeu Alberti
E foi consagrante de:
- Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena
- Dom Filipe Benedito Condurú Pacheco
- Dom Luís Gonzaga da Cunha Marelim, C.M.F.
-Dom Francisco Xavier Elias Pedro Paulo Rey,       T.O.R
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Que biografia! Ele esteve no seminário de Congonhas, acompanhado do arquiteto e projetista da Basílica de Aparecida (Dr.Benedito). Fez, para nós juvenistas, uma explanação do projeto e da obra. Meu irmão padre foi, durante algum tempo, vigário na terra do Cardeal. Benedito Franco
Já falei sobre Dom Carmelo. A última vez que nos vimos, estava na praça conversando com pessoas de minha família. Eis que estaciona um carro onde identifiquei meu querido cardeal, fui ajudá-lo a descer. Trôpego, calçando os sapatos ao contrário, perguntou-me quem és? Sou seu coroinha da missa da pedra fundamental da nova basilica, 1946. Segurou minha mão e convidou, então venha almoçar comigo. Não fui, que pena, recordaríamos tempos históricos onde fomos protagonistas, ele cardeal, eu um simples coroinha. Alexandre Dumas

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

MÃE DOS CRIADOS(✝︎) - 100 ANOS EM 17/09/2025

Hoje, dia 17 de setembro, completa 100 anos do nascimento de minha mãe. Filha de pais imigrantes italianos, nasceu em Mirassol/SP e recebeu o nome de Mafalda Zolla. Conheceu meu pai, com quem teve três filhos. Muito religiosos, encaminharam os três, assim que completavam o primário, para o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida, para formação de padres missionários Redentoristas. Ela, sempre muito tímida, exceto com pessoas mais chegadas, diferentemente de meu pai, bastante comunicativo e com inúmeros conhecidos, mas com profunda influência direta em nossa formação de caráter e controle pessoal. Deve ter sentido muito, ver um a um de seus filhos saindo de casa aos dez anos de idade. Quando podiam, iam nos visitar e nós, somente no Natal e Ano Novo, quando íamos para casa. Esta foto foi tirada em uma de suas visitas no Seminário. Escrevíamos cartas, quase que mensalmente, mas só meu pai respondia pelos dois. Apesar das características de nosso pai, acredito que nós, pelo menos eu, seguimos, de uma forma ou de outra muito mais o perfil de nossa mãe, aquela que nos formou pelo exemplo de suas atitudes, comandando como eminência parda, humilde, sem aparecer, mas sempre presente. Nenhum de nós gosta de falar em público. Amava a vida, era gostoso ouvir suas gargalhadas, participava suas alegrias, mas sofria suas dores em silêncio. Era portadora de uma doença autoimune, pouco conhecida pelos médicos na época, chamada Esclerodermia Sistemática Progressiva. Apesar disto, não perdia oportunidade em falar que é muito bom viver e como a vida é bela. Quando voltei para casa, depois de 11 anos no Seminário, recebi todo apoio e colo que precisava para me adaptar à nova vida. Mas, pouco tempo depois de casado, sou transferido pelo trabalho para outro Estado, perdendo novamente seu contato pessoal no dia a dia. A doença a levou no dia 14 de novembro de 1988. Quando me deparo com alguma questão mais complexa, as vezes me vem à mente a expressão “quero minha mãe”, lembro-me dela. Certamente fizemos falta um ao outro.
Mãe, nós, daqui, estamos comemorando os 100 anos de seu nascimento com a senhora, acompanhada do pai, de nossos ancestrais e a Sagrada Família aí no céu. Feliz aniversário, mãe e obrigado por tudo! 
José Carlos Criado

PEDRO LUIZ DIAS

Parabéns, José Carlos Criado . O amor não morre NUNCA! Por isso é que não existe morte após a "morte terrena' e será a ótima oportunidade de abraçar este espírito maravilhoso que foi sua mãe aqui na Terra... Acreditem ou não, nada como a eternidade para confirmar ou desconfirmar crenças e conhecimentos. Abração, amigo!Elberto Mello 

Parabéns Criado. Felicidades não só a ela como a vocês que hoje vivem a educação esmerada dada por eles, seus pais.Adilson Jose Cunha





Minha mãe Mafalda(✝︎) fazendo 100 anos hoje lá no céu, com meu pai Augusto(✝︎). 
Natanael Criado

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WENCESLAU (CARLOS PREIS) CSsR

IR. WENCESLAU (CARLOS PREIS) CSsR
+17 de SETEMBRO 1963 
Alemão, nascido em Blaibach a 3 de fevereiro de 1884, professou na C.Ss.R. em 1908, vindo logo para o Brasil. Eletricista, mecânico, e ótimo marceneiro, Irmão Wenceslau trabalhou em Trindade, Campinas (GO) em Cachoeira do Sul, e no Seminário R. Santo Afonso. Dedicado e caprichoso em tudo o que fazia, era um homem de fé. Em meio a certos trabalhos e dificuldades que muito o aborreciam, segundo suas cartas, aceitava humildemente o que Deus lhe mandasse, pois dizia-se nas mãos do Pai. Com quase 81 anos ele trocou este mundo pela eternidade, no dia 17 de setembro de 1963.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 15 de setembro de 2026

DUMAS PASIN - DESCENDÊNCIA E FESTA ITALIANAS

Pasin, minha origem, meu sobrenome, um amor e admiração a meu avô italiano, uma bandeira. Às vezes, você se cansa do verde amarelo e procura abrigo nas cores de nossos ancestrais, vá pensiero....
ALEXANDRE DUMAS PASIN DE MENEZES
A missa é rezada em parte em italiano. Padre Renan, introduziu a cerimônia falando da coragem dos imigrantes que deixaram a Terra querida e aqui se instalaram com a força do trabalho e da fé. A sonoridade da língua encanta, é familiar e nos reporta às histórias contadas pelos que transmitem e perpetuam os costumes e a tradição.
 LUCÍOLA MENEZES

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOSÉ SEBASTIÃO SCHWARTZMAIER CSsR

PE. JOSÉ SEBASTIÃO SCHWARTZMAIER CSsR
+14 de SETEMBRO 1975 
O patriarca da Província, que chegou aos 96 anos de idade. Natural da Baviera, nasceu a 28 de fevereiro de 1880, ingressando no Juvenato C.Ss.R. em 1894. Ordenado em 1907, trabalhou na Alemanha até 1911. Nunca se interessou em trabalhar no Brasil. Todas as vezes em que o Provincial lhe perguntou se gostaria de vir, sua resposta foi sempre a mesma: 
-“Não!” 
Finalmente o Provincial lhe disse: 
-E se eu o mandar? 
-“Irei por obediência” — disse ele. 
O Provincial mandou, e Pe. Sebastião veio. Chegou a Aparecida em 1911 e aí ficou até 1915 como coadjutor, passando depois a Superior. Em seus longos anos de Brasil, Pe. Sebastião foi Superior e Vigário da Penha, de Aparecida (em dois triênios) de Campinas (GO) e de Pinda. Em Goiás trabalhou durante muitos anos, e era esse seu campo predileto de atividades, principalmente como Missionário pelo sertão afora. Era um confrade que todos estimavam pela sua simplicidade em tudo. Calmo, alegre, até brincalhão, principalmente em seus últimos anos, ele soube desempenhar muito bem o seu papel de patriarca. De ótima saúde, nunca se queixava de dificuldades, incômodos ou privações. Enfrentou com alegria anos e anos de trabalho, percorrendo o sertão goiano, sempre no lombo de burro. Certa vez, numa viagem, perdeu seu burro de estimação. Ele e seu camarada ajudante procuraram a “condução” por toda parte; mas nada de encontrar. Desanimado, Pe. Sebastião acabou chegando a uma fazendola bem distante, e pediu um burro emprestado. O dono da fazenda saiu pelo pasto, pegou um burro, e lhe trouxe. Era o seu burro desgarrado que, finalmente, voltou ao dono. Entomólogo apaixonado, vivia à cata de cobras, aranhas, escorpiões et similia, que mandava para o Butantã. Uma lista sua aponta mais de 2.000 espécies de abelhas, formigas, mosquitos etc. que ele enviou a revistas especializadas, para a devida classificação, já que eram ainda desconhecidas. Picado certa vez por um escorpião, alguém lhe perguntou: 
— Arruinou? 
— Não disse ele — só que o escorpião morreu... 
Que a sua saúde era de ferro, ele o mostrou até aos 90 anos, não dispensando diariamente o seu fortificante predileto: um bom machado, com o qual rachava um metro de lenha que, depois, levava com muito carinho, para a cozinha. Mas depois dos noventa, o velho patriarca foi decaindo aos poucos. Enquanto pôde, continuou celebrando todos os dias, e rezando também o Ofício no seu patriarcal Breviário em latim. Foi com saudade que ele precisou abandonar o seu “elixir de machado”, passando o dia no quarto ou na capela. Somente caiu com o peso dos seus 96 anos, falecendo em Goiânia a 14 de setembro de 1975. Certamente pôde então apresentar ao Pai um ramalhete de 64 anos bem cheios, vividos no Brasil. E por obediência.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Foi marcante a presença do redentorista alemão Pe. Sebastião Schwartzmaier em Goiás. Chegou aos 96 anos de idade. Nascido na Baviera, em 1880. Ordenado em 1907, trabalhou na Alemanha até 1911. Não lhe interessava trabalhar no Brasil. Veio por obediência. Ficou alguns anos nas comunidades de São Paulo, mas seu campo predileto de atividades foi Goiás, principalmente como missionário pelo sertão afora. Era um confrade que todos estimavam pela sua simplicidade em tudo. Entomólogo apaixonado, vivia à cata de cobras, aranhas, escorpiões ‘et similia’, que mandava para o Butantã, em SP. De ótima saúde, ele a mostrou até aos 90 anos, não dispensando diariamente o seu fortificante predileto: um bom machado, com o qual rachava um metro de lenha que, depois, levava com muito carinho, para a cozinha. Faleceu em Goiânia a 14 de setembro de 1975. Certamente, com 96 anos, apresentou ao Pai Eterno um ramalhete de 64 anos bem cheios, vividos no Brasil. E por obediência! Setembro/2017
Padre SebastIão, lembro-me dele, celebrou muitas vezes na basílica velha, ajudei missa e sei de sua história voltada às ciências naturais, era educado e tratava-me bem, os alemães eram assim, ele, particularmente, faz parte de minhas boas lembranças. Alexandre Dumas
Padre Sebastião era um mito para nós seminaristas. Eu me confessei com ele num dos retiros de que participou. Na confissão ele falou bem alto que eu iria para o inferno. Todos que estavam na vizinhança ouviram. Eu pensei, só podia ser comigo. Mas saí muito leve e reconfortado. Abençoado padre Sebastião - Abner(+)

domingo, 13 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - OSMAR TOSTES ANTIGO SEMINARISTA

(✝︎) 13 de Setembro de 2025
Falece o ex-vereador de Hortolândia
 Professor Osmar Tostes, aos 73 anos.
Professor Osmar lecionou atuou por décadas 
na Escola Estadual Guido Rosolen, 
localizada no Jardim Rosolem-Hortolândia/SP
 Faleceu neste sábado (13/09/2025), aos 73 anos, o ex-vereador pelo PT de Hortolândia Osmar Tostes, membro da primeira legislatura da Câmara da cidade, entre 1993 e 1996 – logo após a emancipação do município, então recém-desmembrado de Sumaré. Como docente, ele atuou por décadas na Escola Estadual Guido Rosolen, localizada no Jardim Rosolem, onde era muito querido. Em nota, o atual presidente da Câmara Municipal, Daniel Laranjeira (PSD), manifestou “profundo pesar pelo falecimento do senhor Osmar Tostes, ocorrido na manhã deste sábado, 13 de setembro de 2025, às 6h, no Hospital do Servidor Público de São Paulo”. Nascido em 1952, em Ribeirão do Pinhal, no Paraná, onde foi agricultor até os anos 1970.
Era da turma, 1974 a 1976 no seminário menor Santo Afonso, em Aparecida-SP e de 1977 a 1980 fez Filosofia no seminário maior de Campinas-SP. 
Osmar Tostes militou na formação do Partido dos Trabalhadores a partir do final daquela década. Mudou-se para o então distrito de Hortolândia em 1983, onde atuou na organização do Sindicato dos Professores (Apeoesp) e na organização partidária. 
Em 1988, foi candidato a vice-prefeito de Sumaré pelo PT, na chapa encabeçada pelo Dr. Adail. 
Após a emancipação, Osmar Tostes foi eleito e integrou a primeira legislatura da Câmara Municipal de Hortolândia, exercendo o mandato de vereador entre 1993 e 1996, período de grande importância na consolidação da história política da cidade.
“De 1993 a 1996, tivemos a honra de contribuir para a instituição da governabilidade do município, exercendo um mandato legislativo de oposição responsável e propositivo, na elaboração e implementação das políticas públicas básicas do recém-emancipado município”, escreveu em sua biografia. 
A partir de 1996, atuou por um ano e meio como diretor do Departamento de Educação, auxiliando na criação oficial da Rede Municipal de Ensino Fundamental. 
Casado com a senhora Rita Cássia Teixeira Tostes, era pai de três filhos — Daniel Henrique Tostes, André Luís Tostes e Andreza Cristina Tostes — e avô de Amanda C. Tostes Gonçalves, Felipe L. C. Tostes e Ana Beatriz Tostes Gonçalves. 
Momento de dor “Neste momento de dor, o Legislativo se solidariza com familiares e amigos, reconhecendo a trajetória e a contribuição do ex-vereador para a vida pública de Hortolândia”, afirmou o atual presidente da Câmara em nota. Por 
Vagner Salustiano 13 de setembro de 2025 18h15
CÂMARA DE HORTOLÂNDIA 
A Câmara Municipal de Hortolândia manifesta profundo pesar pelo falecimento do senhor Osmar Tostes, ocorrido na manhã deste sábado, 13 de setembro de 2025, às 6h, no Hospital do Servidor Público de São Paulo, aos 73 anos. Nascido em 1952, em Ribeirão do Pinhal, no Paraná, Osmar Tostes fez parte da primeira legislatura da Câmara Municipal de Hortolândia, exercendo o mandato de vereador entre os anos de 1993 e 1996, período de grande importância na consolidação da história política da cidade. Casado com a senhora Rita Cassia Teixeira Tostes, era pai de três filhos — Daniel Henrique Tostes, André Luis Tostes e Andreza Cristina Tostes — e avô de Amanda C. Tostes Gonçalves, Felipe L. C. Tostes e Ana Beatriz Tostes Gonçalves. Neste momento de dor, o Legislativo se solidariza com familiares e amigos, reconhecendo a trajetória e a contribuição do ex-vereador para a vida pública de Hortolândia.

RENATO VELOSO - UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU!


Bom dia Ierardi,
Consegui o agendamento também de Missa de Sétimo dia pelo Renato Veloso em Aparecida  12 hs transmitida pela TV Aparecida. Beatriz Bovendorp(Esposa)
"UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU" É a consequente e positiva situação de quem um dia participou da congregação de Santo Afonso!                           
Antônio Ierárdi Neto
Que Deus conforte a todos os familiares e amigos. Descanse em paz Renato.
José Vicente Naves 
Nossa Unidade e Orações!
João Henrique
Renato Veloso descanse em paz. Temos só boas lembranças de sua cordialidade e verdadeira amizade. Cara legal. Nossos sentimentos.
Nelson Félix Vianna 
Deus o acolha em sua plenitude.
João Loch 
Um homem de Deus! Recebeu o prêmio da eternidade! Com certeza!
Antonio João Thozzi 
Descanse em paz Renato. Que a luz perpétua o ilumine,
Célia Mendonça 
Uma pessoa muito especial. Vai fazer muita falta. Descanse em paz.
Diva Maria Hernandes
Descanse em paz!
José Morelli

sábado, 12 de setembro de 2026

ALEXANDRE DUMAS....FUX....CÍCERO....CARLOS LACERDA(!)......

Já frequentei muitas escolas, o ensino fundamental no Chagas Pereira, latim, grego, francês e inglês, além de conhecimentos religiosos no seminário. 
Tive o prazer de frequentar os bancos da USP na Rua Maria Antônia, saí menos professor e mais comunista.
Posteriormente, tive aulas de administração e economia no Nogueira da Gama, coisas de somenos importância para quem assina e lê, há cinquenta anos, o jornal Estadão, o de São Paulo, certa ocasião, pedi um Estadão atrasado, o jornaleiro respondeu que não vendia o de Minas Gerais. 
Riam ! 
No BB, na escala administrativa, cada degrau exigia um pré -requisito de formação corporativa, noções de direito, administração, RH, grafoscopia, modelos de gerência. 
Na vida, aprendemos, no dia a dia, na vivência em família, com amigos, na sociedade, acumulamos conhecimentos, somamos experiências, tudo deixa-nos mais sábios, mais prudentes, menos radicais, tolerantes. 
Pois bem, tudo isso somado valeu a pena. 
Acrescente-se a meus conhecimentos a aula dada, por mais de dez horas, abrangendo termos jurídicos, políticos e outras coisas mais pelo ministro Fux, um libelo. 
Nunca me mantive atento por tanto tempo a uma explanação tão bem concatenada, clara e incisiva na defesa de uma tese in dúbio pro reo . 
Gostei, mas não me convenci. 
Telefonei para a Carmen Lúcia e sugeri o Quo usque tandem, Catilina , abutere patientia nostra ? 
Foi uma catilinaria ? 
Foi bom, valeu ! 
Outros capítulos virão......se faltarem Cíceros, ressuscitem o Carlos Lacerda.Alexandre Dumas Pasin de Menezes 
O Senhor Doutor e Excelência Fux realmente fez uma aula de prática cristã e uma explanação admirável para se ver e ouvir. Simplesmente fantástico.
José Vicente Naves   
Dumas....belo texto...in cauda.....Carlos Lacerda!!!!UAU! O que ele diria hoje?!?.....se não estivesse preso!!!!!!
Ierárdi Neto

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE.CAMPOS CSsR

PE. JOÃO BENEDITO DA SILVA (CAMPOS)CSsR
* 11\07\1927 - + 11\09\2001
1927 – Nasceu em Porto Feliz\SP. Filho de Amantino da Silva e Gertrudes Rodrigues de Campos.
1938 – Ingressou no Seminário Santo Afonso em Aparecida\SP.1946 – Fez a primeira Profissão.
1951-07-29 – Ordenado sacerdote por Dom José Carlos de Aguirre. 
1952\1957 - Residiu em Tietê, Aparecida como professor no Seminário Santo Afonso.
1957\1958 – Segundo Noviciado em São João da Boa Vista. Missionário, residindo em Tietê. 
1959\1964 – Missionário em Goiás.
1964\1967 – Diversas funções no Jardim Paulistano e Penha
1967\1974 – Superior e professor no Seminário São José em Goiás. 
1995 – Fez o ano sabático
1976\1995 - Vigário cooperador em Trindade. 
1995\2001: Vigário cooperador em Campinas\GO.
- Em todos esses anos “dedicou-se ao exercício do sacerdócio com alegre ardor missionário e com a sabedoria advinda da experiência própria de quem soube viver sua vocação e missão... como homem bondoso, acolhedor e fiel...”.
- Grande matemático. Nas matérias de matemática e afins tirava sempre a nota máxima. Ocupou diversas vezes o cargo de ecônomo em nossos conventos.
- Seu nome de registro era João Benedito da Silva. Do Noviciado até a ordenação, era costume naquele tempo, ser tratado pelo sobrenome. Mas havendo já outro confrade com o mesmo sobrenome, escolhia-se um nome tirado da própria família, para não haver confusão de nomes no trato diário. No caso do nosso João Benedito, já havia algum confrade com o sobrenome Silva. Por isso escolheu-se o nome Campos, tirado da família dele. Este sistema vigorava até a ordenação, e somente para o “consumo interno” i.é, na Congregação, voltando-se depois para o nome de batismo. Mas no caso dele assim ficou até sua morte. Padre Clóvis de Jesus Bovo CSsR(+)
Caro Ierardi, eu me afinava muito bem com ele, mantínhamos altos papos. Tive a felicidade de passar mais de uma semana convivendo com ele todos os dias em Mairinque (Julho de 2001) Ele tinha chegado de Goiás, estava em Suzano na casa do irmão dele (já era falecido na época, quando ele vinha para S.Paulo ficava hospedado lá) Eu fui buscá-lo e o trouxe para Mairinque onde eu morava e por lá tem umas primas, pessoal de quem ele gostava muito. Fomos no sitio de uma tia nossa em Porto Feliz, onde foi a missa de 50 anos de ordenação e depois ele voltou para Goiás. Ficamos combinados que em fevereiro de 2002 eu iria busca-lo no aeroporto e ele viria direto para Mairinque, sem passar por Suzano, infelizmente tudo foi interrompido em 11 de setembro de 2001. Era desejo dele ficar mais tempo em Mairinque, mas resolveu ir embora, acho que já não estava bem. Muitas saudades dele. Foi meu professor de matemática no seminário. abraços Abner(+)
Este foi meu Tio João, mais conhecido como Padre Campos, que no dia 11 de julho de 2016, completaria 86 anos. Um homem que sempre dedicou sua vida ao sacerdócio, entrou no seminário com 11 anos de idade, ele nos deixou um testemunho profundo de alegria e de amor à vida. Homem bondoso, generoso, sábio, acolhedor e fiel à sua vocação de missionário redentorista. Quem o conheceu sabe bem do que estou falando. Ele nos faz muita falta. Na ocasião de seu falecimento, comentamos que Deus estava precisando dele no céu, pois ele nos deixou bem no dia do ataque as Torres Gêmeas. E com certeza ele fez uma grande diferença e um ótimo trabalho por lá. Leila Schimith
Foi meu professor de matemática, não sabia que era João Benedito da Silva, tinha-o como padre Campos, um professor competente que pausava suas aulas, cansativas na matéria específica, mas gostosa nos causos. Sabia cativar, agradava, fugia ao padrão austero de um professor de matéria que não representava nada aos nossos intentos mais voltados ao lado espiritual.Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Obrigado, Alexandre. Esse foi o meu tio. Irmão de minha mãe. Os redentoristas o levaram de casa com onze anos. Teve que esperar idade para se ordenar. Esses eram os redentoristas de antanho.Abner(+)

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JESUS FLORES, CSsR

PADRE JESUS FLORES, CSsR 
*11 de março de 1933 
+11 de Setembro de 2021 
"VIVA A VIDA" 
Data de Ordenação: 1º de janeiro de 1959
Em11/09/21, às 22h24, o missionário Pe. Marco Aurélio Martins, Conselheiro da Província Redentorista de Goiás, anunciou através de um áudio postado no grupo de WhatsApp da Província, o passamento do também missionário Redentorista da Província de Goiás, Pe. Jesus Flores, que há 06 dias lutava contra a Covid-19. Ele estava internado na UTI do Hospital do Coração em Goiânia, desde a madrugada do dia 06 de setembro. O sepultamento do corpo do Pe. Jesus será em  12/09/21, às 10h da manhã no Cemitério Municipal de Trindade/GO. A partir das 8h30 haverá uma concentração de veículos no trevo de Trindade (Portal da Fé). Em seguida o cortejo passará pela Igreja Matriz até a Basílica do Divino Pai Eterno, subindo a rampa do Santuário, onde às 09h será feita a Encomendação do corpo do Pe. Jesus Flores. Como de costume, às 08h da manhã do dia 12, será celebrada a Missa em memória de nosso Confrade, no Santuário Basílica, com transmissão ao vivo pela Tv Pai Eterno e Rádio Difusora Pai Eterno 640 AM. 
Pe. Jesus Flores era natural de Luziânia/GO. 
Estava com 87 anos. 
Sempre foi uma voz forte à favor da vida e na luta contra as injustiças deste mundo. Principalmente, em favor dos menos favorecidos da sociedade. Utilizou todos os recursos de comunicação de que dispôs para tal fim, de modo especial os microfones da Rádio Difusora de Goiânia. Incansáveis vezes criticou o "modus operandi" da condução da pandemia da Covid-19 no país que o vitimou na noite de ontem. Ao grande Missionário Redentorista Pe. Jesus Flores com quem tive a graça de conviver por quatro anos (2015/2018) no Convento da Basílica, o meu muito obrigado.Deus lhe pague, por tudo, conforme ele mesmo gostava de me dizer.Deixa-nos um legado de estudos, oração, austeridade, disciplina sobretudo nos horários comunitários, dedicação ao trabalho missionário, profunda devoção à Maria Santíssima, confiança em Deus e muito amor à Jesus de Nazaré, o Cristo Ressuscitado. 
E, "viva a vida"! 
Obs: posteriormente trarei mais informações sobre a vida missionária do Pe. Jesus 
Da Província Redentorista de Goiás 
Pe. Marco Aurélio Martins CSsR
Hoje acordamos com a noticia da Pascoa definitiva do Missionario Redentorista Padre Jesus Flores, CSsR. Oremos a Deus pelo seu descanso eterno. Um missionario a serviço da evangelização, da articulação para que a vida ocorresse a todos como gestor publico em Goias e muito bem fez. Rezemos a ele, à Congregação Redentorista – Vicente de Paula Alves
Convivi com Jesus Flores, já contei uma história sobre a primeira festinha missionária de que participei. Um seminarista recitou uma poesia onde o refrão era "Jesus, Flores !". A cada estrofe ele repetia "Jesus, Flores !". O pessoal ria. No dia seguinte, perguntei a um veterano qual a graça contida naquela bela poesia de exaltação a Jesus a quem eram oferecidas flores. Ele me informou que existia, na quinta série, um seminarista chamado Jesus Flores. Em um encontro onde se comemorava os cinquenta anos de inauguração de nossa capela, ele estava presente e sabendo que eu era um ex, perguntou-me se o conhecia, rememorei o passado, rimos.Alexandre Dumas
PADRE JESUS FLORES É LEMBRADO COMO REFERÊNCIA PARA COMUNICAÇÃO E DEIXA UM GRANDE LEGADO NA IGREJA E NA COMUNICAÇÃO CATÓLICA 
• IMPRENSA CNBB • 13/09/2021 
• COMUNICAÇÃO, DESTAQUE ESPECIAL Referência na comunicação católica em Goiás e na Igreja no Brasil, o missionário Redentorista, padre Jesus Flores, que também era jornalista, morreu na noite de sábado, 11 de setembro, vítima da Covid-19, aos 88 anos de idade. O sepultamento ocorreu na manhã deste domingo (12/09/21), no cemitério de Trindade (GO), sem a presença de público. O religioso estava internado na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital de Goiânia desde o início da semana passada quando foi diagnosticado com a doença. Até então, o padre cumpria suas atividades paroquiais em Trindade (GO), atuava na Rádio Difusora Pai Eterno e na TV Pai Eterno. Padre Jesus Flores tinha 62 anos de sacerdócio e dedicou a vida à missão religiosa e a de evangelizar. Membro da Congregação do Santíssimo Redentor, ele teve um papel fundamental na propagação da devoção ao Divino Pai Eterno e a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por meio do trabalho realizado pela Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). A missa de sétimo dia será na sexta-feira (17/09/21), às 19h30. Referência na comunicação Redentorista membro da equipe de coordenação da Rádio Difusora Pai Eterno – Goiânia (GO) e ex-coordenador de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Rafael Vieira, ressalta a importância de padre Flores como comunicador. 
“Padre Jesus Flores foi um comunicador intrépido. Atuava em várias frentes. E, dizia que, na verdade, era apenas um pregador. Viabilizava projetos de comunicação na Congregação com firmeza e foco. A atuação em rádio, por exemplo, foi uma das suas mais decisões mais fortes. Ele apoiava a parte técnica, conduzia a administração e encontrava soluções financeiras muito antes de ir aos microfones”. Padre Rafael destaca ainda a sabedoria do religioso que era um comunicador completo e sabia que o lugar de fala não podia ser negligenciado. “Falava sobre política, economia, cultura, mas jamais esqueceu que falava como padre. Era tão cuidadoso nisso que não ia para nenhum programa sem uma preparação rigorosa. Só falava daquilo que sabia e falava sempre com o olhar de quem conhecia a história da Igreja, a posição da Igreja e a Moral Católica. Não aceitava negociação alguma que viesse a ferir a verdade. E sua palavra era reflexo do carisma de sua família religiosa: evangelizar os pobres e abandonados. Fez isso, o tempo todo, por meio de uma crítica corajosa a tudo o que viesse a ferir a dignidade dos pobres. Era conhecido e até temido em alguns ambientes e não era somente por causa de seu tom de voz sempre solene e alto, mas pelo conteúdo claro que não expressava ambiguidade, mas que levantava os interesses de parte, da parte dos pobres”, revela. Padre Rafael CSsR
Com destaque importante na comunicação, principalmente no rádio, padre Flores foi um dos fundadores da Rede Católica de rádio (RCR). O coordenador nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom Brasil), Marcus Tulius, fala do legado de mais de 60 anos dele dedicados a congregação e a comunicação. “A vida e a missão do padre Jesus se traduziram em profecia, quem pôde ouvi-lo por décadas no rádio, também na TV, sentia a firmeza de suas convicções no peso de sua voz. Ele se configurou de tal forma ao Evangelho que era um homem palavra. O padre Jesus era dessas pessoas que em cinco minutos nos conseguia deixar uma lição, suas falas sempre cirúrgicas e objetivas mostravam a sua cultura e a sua capacidade de análise da realidade”, ressalta. Marcos Túlius
Homenagens Na santa missa deste domingo, 12 de setembro, no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, o superior Provincial dos Redentoristas de Goiás, padre André Ricardo de Melo, destacou a trajetória e comprometimento do padre Jesus com a missão na Igreja. “Sua vida para nós, missionários redentoristas, que convivemos mais de perto, foi um grande testemunho de homem que experimentou a profundidade de Deus. Era um homem antenado à realidade do mundo, mas ao mesmo tempo um homem enraizado no coração de Deus, um homem que rezava constantemente, um homem que escutava a Palavra de Deus e um homem que vivia sua comunhão com Deus diariamente. Por isso se tornou para nós, redentoristas mais jovens, exemplo e modelo a ser seguido”, afirmou. Padre André Ricardo de Melo
O governo do Estado de Goiás e a Prefeitura de Trindade decretaram luto oficial de três dias. Em nota, o governador Ronaldo Caiado disse que Goiás e o Brasil perdem uma potente voz em defesa da ética, dos direitos humanos e da vida. “Um dos maiores comunicadores da história de Goiás, padre Jesus Flores se constituiu, ao longo de décadas, como referência nas análises das conjunturas políticas em nível local e nacional, sendo muito respeitado por suas opiniões sempre imparciais, lúcidas, equilibradas e com grande conhecimento dos temas avaliados”, destaca a nota. 
A Associação Goiana de Imprensa (AGI) também manifestou pesar o falecimento do religioso. “Um dos expoentes da comunicação em Goiás nas últimas décadas. Profissional de reputação ilibada, Jesus Flores é mais uma vítima da covid-19, doença que tantas vidas da imprensa goiana já tirou. Ele esteve à frente da rádio Difusora em grandes momentos da história política de Goiás e do Brasil. Comentarista político nato, com grande disciplina e ponderação em suas análises, contribuiu civicamente para que o eleitorado fosse às urnas com informação e conhecimento. Sua marca sempre será a isenção e equilíbrio, bem como a coragem e determinação em convocar o cidadão a exercer seus direitos. Ficam o exemplo, o legado e a saudade”, destacou a nota. 
Padre Flores também foi homenageado em vida. Seu nome foi dado a uma rua no residencial Vale dos Sonhos, em Goiânia, por ter atuado fortemente para a regularização mobiliária na capital goiana. Além disso, o estúdio da Rádio Difusora Pai Eterno – Goiânia tem o nome dele.
Padre Jesus Flores viveu alguns anos de sua juventude como padre aqui na Paróquia de Nossa Senhora da Penha em São Paulo, ainda durante o Concílio Vaticano II. Ele se entusiasmava com a Reforma Litúrgica e incentivava o povo a participar dos cânticos na missa. Minha mãe vibrava com isso. Que ela possa dizer isso a ele pessoalmente lá no céu onde se encontram. José Morelli
Pe. Jesus Flores foi um grande amigo. Certa feita me encontrei com ele no ònibus , indo para Campinas em Goiânia. Estava sem tostão algum no bolso, meu salário estava em atrazo, cheguei nele e falei: - Padre, preciso muito do Senhor , me arruma um dinheiro emprestado que assim que meu salário sair eu lhe pago? Ele respondeu: - Claro, quanto você precisa? - Dez cruzeiros, respondi. Ele riu , enfiou a mão no bolso e me emprestou comentando: - Só isso? Mal sabia ele que aquele dinheirinho foi o meu almoço. Com os dez cruzeiros me virei naquele fim de semana . Poucos dias depois eu recebi e fui ao Convento pagá-lo. Ele exclamou : - Já ! ... caiu na risada. Uma das irmâs dele foi paciente de minha esposa por muitos anos. Sebastian Baldi