sábado, 5 de setembro de 2026

MORAL CATÓLICA E SANTO AFONSO

Do confessionário à vida: o diálogo da salvação

Ainda tenho diante dos olhos a leitura do livro pós-doutoral do Pe. Luiz Henrique Brandão de Figueiredo, C.Ss.R., Acompanhar, discernir e integrar: Santo Afonso Maria de Ligório e o ministério do confessor. Esse não pode ser um livro que vá ficar na prateleira apenas para fazer pesquisas. É um livro que também anima a nós, leigos, no entendimento do ministério da confissão - ou, como bem coloca a obra, no diálogo da confissão, no diálogo da salvação.

E talvez esteja justamente aí uma das grandes contribuições de Santo Afonso para os nossos tempos. O que se passa no confessionário não pode ficar restrito ao confessionário. Acompanhar, discernir e integrar são verbos que dizem respeito também à vida cristã, à missão dos leigos, à família, às comunidades e à maneira como encontramos aqueles que pensam, vivem e creem de modo diferente de nós.

A sociedade contemporânea, inclusive dentro da própria Igreja, apresenta movimentos que podem dificultar esse diálogo. O fundamentalismo transforma convicções em certezas impermeáveis ao encontro. O tribalismo divide o mundo entre “nós” e “eles”. O racionalismo, quando absoluto, pretende submeter até o mistério àquilo que a razão consegue demonstrar. A tecnocracia corre o risco de medir o humano apenas pela eficiência. O niilismo, por sua vez, esvazia o sentido e a esperança. E a imanência fechada encerra o ser humano dentro de si mesmo, sem abertura ao outro, ao transcendente e a Deus.

Na experiência religiosa existe ainda outro perigo: transformar a fé numa coleção de normas. É o nomismo, ou legalismo, quando a lei deixa de servir à pessoa e a pessoa passa a existir para servir à lei.

Essa tensão não é nova.

Entre o rigor e a permissividade

Santo Afonso conheceu uma Igreja profundamente marcada pelas grandes discussões da teologia moral de seu tempo. De um lado estava o rigorismo, fortalecido em determinados ambientes pela influência do jansenismo, com sua visão severa do pecado, da graça e da dignidade necessária para aproximar-se dos sacramentos. O perigo era fazer nascer uma religião do medo, do escrúpulo e do afastamento.

No extremo contrário estava o laxismo, capaz de enfraquecer a responsabilidade moral em nome de uma liberdade excessivamente permissiva.

Afonso percebeu que nenhum desses extremos respondia plenamente ao Evangelho.

Sua reflexão sobre o probabilismo e, posteriormente, sua formulação equiprobabilista procurava enfrentar uma questão profundamente humana: o que fazer quando a consciência, sinceramente, não encontra absoluta certeza sobre a obrigação moral?

Não se tratava de procurar uma saída fácil para a lei. Tratava-se de impedir que uma lei duvidosa se transformasse automaticamente numa condenação da consciência.

É justamente aí que encontramos a extraordinária atualidade de Santo Afonso.

Acompanhar antes de julgar

O pecador que chega diante do confessor não é um número, uma tese ou um verbete de manual de teologia moral. É uma pessoa. Tem história, circunstâncias, fraquezas, responsabilidades, sofrimentos e possibilidades.

Por isso, acompanhar significa aproximar-se.

Discernir significa compreender antes de sentenciar.

Integrar significa não abandonar aquele que ainda está percorrendo o caminho.

Essa dinâmica interessa profundamente ao leigo redentorista. Não porque o leigo vá assumir o ministério sacramental próprio do sacerdote, mas porque também somos chamados a exercer uma verdadeira pastoral do encontro no cotidiano.

Na família, no trabalho, na comunidade, nas redes sociais, nas pastorais e nos ambientes onde as diferenças parecem cada vez mais inconciliáveis, podemos escolher entre levantar muros ou construir pontes.

A kénosis: esvaziar-se para encontrar

Talvez exista uma palavra capaz de iluminar todas as demais: kénosis.

Cristo, como nos recorda o hino da Carta aos Filipenses, esvazia-se, assume a condição de servo e aproxima-se radicalmente da condição humana (cf. Fl 2,6-8).

O movimento de Deus é, portanto, em direção ao homem.

Essa é uma chave fundamental para compreender o diálogo da salvação. Deus não permanece distante esperando que a humanidade consiga chegar até Ele. Em Cristo, Deus vem ao nosso encontro.

Por isso, evangelizar também exige uma espécie de kénosis. Precisamos esvaziar-nos da pretensão de possuir todas as respostas, do desejo de vencer discussões, dos preconceitos, das classificações apressadas e até de determinadas seguranças que nos impedem de ouvir.

Não significa relativizar a verdade. Significa aprender como a verdade cristã deve ser oferecida: na caridade.

Do confessionário para o mundo

Talvez essa seja uma das provocações mais bonitas que a leitura de Acompanhar, discernir e integrar pode oferecer aos leigos.

O método pastoral de Santo Afonso não precisa permanecer atrás da grade de um confessionário.

Ele pode atravessar suas portas.

Pode chegar às famílias, às periferias, aos ambientes profissionais, às universidades, às redes sociais e às nossas próprias comunidades.

Diante do fundamentalismo, diálogo.

Diante do tribalismo, fraternidade.

Diante do rigorismo, misericórdia.

Diante do laxismo, responsabilidade.

Diante do niilismo, esperança.

Diante da imanência fechada, transcendência.

E diante de cada pessoa concreta: acompanhar, discernir e integrar.

Porque a missão redentorista nasce de uma certeza que atravessa os séculos: em Cristo, a Redenção não é escassa, seletiva ou reservada a poucos. Ela é abundante.

Copiosa apud eum redemptio. Junto d’Ele, abundante é a Redenção.

Família Leiga Redentorista 

PEDRO LUIZ DIAS

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. FRANCISCO BRAZ ALVES CSsR

PE. FRANCISCO BRAZ ALVES CSsR 
+5 de SETEMBRO 1964 
Nasceu em Lorena, a 13 de junho de 1887. Mudando-se a sua família para Aparecida, ingressou no Juvenato C.Ss.R. em 1903, professando em 1910. Fez seus estudos superiores na Alemanha, onde se ordenou em 1915. Durante a sua longa vida religiosa trabalhou apenas um ano em Goiás; de resto viveu e trabalhou sempre nas casas de São Paulo. Superior em Tietê e Araraquara, Mestre de Noviços, Missionário, e Professor no Juvenato (Aparecida). Embora quieto e retraído, Pe. Alves sabia ser atencioso e delicado, tanto com os confrades como com os estranhos. Não tinha grande saúde, mas não se poupava no trabalho, principalmente nas missões, quando era muito procurado como confessor. Suas pregações eram sempre muito apreciadas, devido ao conteúdo, clareza e ordem nas idéias. Costumava escrever, e com muito capricho, tudo o que devia falar. Sua voz era clara, com uma dicção perfeita. E, embora pregasse com muita simplicidade, evitava cuidadosamente qualquer liberdade na linguagem, ou qualquer termo de interpretação duvidosa, cheirando a gíria. E como não sabia perder tempo, Pe. Alves foi ainda um apóstolo da pena. Umas dez traduções, com outras tantas obras originais, trabalhos de menor porte, colaborações no “Santuário” e “Ecos Marianos” mostram bem o seu zelo nesse campo de apostolado. Em 1960 foi ele transferido para Pindamonhangaba, onde viveu seus últimos anos. Apesar da idade e da saúde já bastante abalada, ia todos os sábados, de ônibus, para Aparecida, onde auxiliava nas confissões, voltando de ônibus, logo no domingo seguinte. E foi também num sábado, à tarde, que ele chegou pela última vez a Aparecida, para ser sepultado. Em agosto de 1964 estava ele em Jacareí, para um trabalho. Adoeceu, porém, e foi internado na Santa Casa local. A 4 de setembro teve um derrame, permanecendo inconsciente até o dia seguinte. Foi quando atravessou a morte, e chegou à presença do Pai.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

A LONGA SEDUÇÃO DIVINA

Abra sua Bíblia na primeira página do Gênesis, e agora a última página do Apocalipse. 
É a longa história do amor de Deus pelos homens e mulheres, de todos os tempos e culturas até agora. 
É a promessa doa amor Deus até o final dos tempos, que nem podemos imaginar. 
Nessa história de amor, do passado, do presente e do futuro, há um fio condutor: sedução. 
Quase como se Deus precisasse de nós. 
Mesmo se dele tentamos fugir, ele continua a nos procurar e a nos atrair. 
Não só como indivíduos, mas também com povos e humanidade, ele vai levando-nos sempre adiante. 
Igreja e Mundo, ele sabe quando e como, chegarão à plenitude para a qual foram amados. 
Entre a primeira página do Gênesis e a última do Apocalipse está o tempo da semente e do fermento, do amor paciente e eterno.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO-PADRE MÁRIO ANTÔNIO BONOTTI CSsR.

Pe. Mário Antônio Bonotti CSsR 
+ 1 de setembro 2008 
Mário Antônio Bonotti nasceu em Jacareí-SP, em 28 de maio de 1913, filho de André Bonotti e Genni Tommasi Bonotti. Foi batizado no Santuário da Penha (São Paulo), no dia 08 de dezembro de 1913. Ingressou no Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida-SP, no dia 08 de dezembro de 1923, onde realizou seus estudos preparatórios até o fim de 1929. Durante o ano de 1930, fez o noviciado redentorista, em Pindamonhangaba-SP, onde consagrou-se na vida religiosa, no dia 26 de abril de 1931. Logo viajou para Rothenfeld, na Alemanha, onde estudou Filosofia e Teologia. Fez a sua consagração perpétua na Congregação Redentorista, em 08 de setembro de 1934, aos 21 anos de idade. Foi ordenado diácono no dia 14 de julho de 1935. Ainda na Alemanha, na cidade de Munique, foi ordenado presbítero por D. Franz Xavier Eberle, no dia 21 de junho de 1936. No início de 1937, voltou para o Brasil, sendo professor de línguas durante dois anos no Seminário Santo Afonso, em Aparecida-SP. Durante o ano de 1939, esteve trabalhando como coadjutor na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Campinas-GO. De 1940 a 1945 trabalhou como professor de seminário e na pastoral, em Pinheiro Marcado-RS. De 1946 a 1955 foi professor de Teologia Moral no Seminário Maior de Tietê-SP. Voltando a Aparecida-SP, onde foi superior e professor no Seminário Santo Afonso, de 1956 a 1961. Durante o triênio de 1960-1962, trabalhou no Santuário de Aparecida, quando também atendia diversas congregações religiosas femininas na Região do Vale do Paraíba Paulista. Atuou como mestre-de-noviços, de 1962 a 1966, em Pindamonhangaba-SP; de 1966 a 1967, em Tietê-SP. De 1968 a 1969, novamente professor no Seminário Santo Afonso. Durante o período do governo do Superior Geral, Pe. Tarcísio Ariovaldo Amaral, CSsR, de 1969 a 1975, o padre Mário Bonotti foi trabalhar em Roma, como secretário, devido à sua facilidade em idiomas, pois conhecia bem o latim, o italiano, o francês, o alemão e o inglês. No final de 1975, retornou ao Brasil e residindo no Convento Redentorista anexo à “Basílica Velha”, trabalhou no Santuário Nacional, em Aparecida-SP, até 1979. Foi vigário paroquial na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida de 1980 a 1987. Desde 1988, portanto, há 20 anos, passou a residir no Convento do Santuário (Basílica Nova) e trabalhou, enquanto pôde, junto aos devotos romeiros de Nossa Senhora. No dia 26 de abril de 2006, o padre Mário Bonotti celebrou 75 anos de Vida Religiosa Redentorista. E no dia 21 de junho do mesmo ano celebrou 70 anos de ministério presbiteral. Ele foi o último a falecer da família, constituída de dez irmãos, inclusive uma religiosa. Eles eram três irmãos (de sangue) padres redentoristas da família Bonotti: Mário, Artur (+ 02/06/1999) e Geraldo (+13/12/2002). O padre Mário faleceu na madrugada do dia 1º de setembro de 2008, aos 95 anos de idade, no Convento Redentorista do Santuário Nacional, em Aparecida.

ELES VIVERAM CONOSCO - ANTÔNIO AFONSO CARVALHO- Antigo Seminarista

Antonio Afonso Carvalho. 
+01 de Setembro de 2022
Faleceu em 1 de setembro, por volta das 6 da manhã, no Hospital Osvaldo Cruz.Foi levado a São José dos Campos onde teve o velório e foi cremado. Desde cinco meses foi diagnosticado com leucemia.(Prima). José Morelli




Ele não foi do meu tempo no SRSA. Por algumas vezes tive a oportunidade de estar com ele nos encontros da Uneser. Ierardi
No ensejo, dou aqui alguns registros de lembranças: 
ÁGAPE EM 20/06/2013

ÁGAPE EM 27/07/2013

ÁGAPE EM 24/08/2013

ÁGAPE EM 08/12/2013

RETIRO NA PEDRINHA EM 2005

RETIRO NA PEDRINHA EM 2019
ENESER EM 2010

ERESER EM 2010

ERESER EM 2011
Nota: 
ÁGAPES - ENCONTROS EM SÃO PAULO-CAPITAL
ENESER - ENCONTROS EM APARECIDA-SP
ERESER - ENCONTROS EM MAIRINQUE-SP

sábado, 29 de agosto de 2026

O LIVRO DA PALAVRA

Não sabemos durante quantos séculos, ou milênios, Deus fa-lou ao coração de homens e mulheres. 
No momento previsto, deu continuidade a seu plano: chamou homens e mulheres e lhes falou ao coração. 
Eles passaram adiante sua mensagem vivendo, falando e escrevendo sua mensagem. 
Nós também fomos chamados pela palavra de Deus, fazemos parte desse rio de muitas águas, desse povo do Senhor.
Recebemos e passamos adiante, ouvimos e anunciamos a palavra que dá vida. 
Na Bíblia não nos encontramos só com a palavra de Deus, mas a Palavra, o Filho encarnado, pelo qual e para o qual existimos, que é para nós a revelação da vida que nos vem da Trindade.

A MISSÃO NÃO TERMINA O leigo redentorista no século XXI

A Igreja do século XXI precisa reafirmar uma verdade antiga e, ao mesmo tempo, profundamente atual: o leigo não apenas participa da Igreja. 
O leigo é Igreja. 
Pelo Batismo, recebe também a responsabilidade de anunciar e testemunhar o Evangelho no mundo. 
Essa compreensão encontra uma chave de leitura particularmente fecunda na espiritualidade de Santo Afonso Maria de Ligório. 
Desde as primeiras missões populares, Afonso compreendeu que evangelizar significava ir ao encontro das pessoas, sobretudo dos mais abandonados, anunciando-lhes que a santidade não era privilégio de poucos, mas vocação possível para todos. 
A missão, portanto, não poderia terminar quando o missionário partisse. 
Alguém precisava permanecer. O povo permanecia. 
Talvez possamos dizer, em linguagem contemporânea, que o leigo é aquele que permanece quando a missão termina — para que a missão não termine. 
Essa intuição afonsiana encontra profunda consonância com o Concílio Vaticano II. A Ad Gentes afirma que a Igreja é, “por sua natureza, missionária” (AG, 2) e, ao tratar especificamente dos leigos, ensina que sem sua presença ativa o Evangelho dificilmente consegue penetrar profundamente na vida, no pensamento e no trabalho de um povo (AG, 21). 
A Apostolicam Actuositatem, por sua vez, recorda que o apostolado dos leigos nasce da própria vocação cristã e é indispensável à missão da Igreja. 
Não se trata, portanto, de substituir sacerdotes e religiosos nem de transformar o leigo numa espécie de auxiliar do clero. Trata-se de reconhecer a diversidade das vocações na unidade da missão. 
É justamente aqui que a proposta teológico-pastoral de Santo Afonso ganha nova atualidade na reflexão desenvolvida pelo Pe. Luiz Henrique Brandão de Figueiredo, C.Ss.R., a partir de três verbos retomados pelo Papa Francisco: acompanhar, discernir e integrar. 
A reflexão do autor dirige-se particularmente ao Sacramento da Penitência e ao ministério do confessor, mostrando como esses três movimentos podem tornar concretos a misericórdia, o acolhimento das fragilidades humanas e a condução de cada fiel em direção à santidade. 
Guardadas as diferenças próprias de cada vocação e ministério, esses três verbos oferecem também uma preciosa pedagogia para a presença missionária dos leigos.
Acompanhar é aproximar-se das pessoas antes de julgá-las.
Discernir é compreender suas realidades à luz do Evangelho. Integrar é trabalhar para que ninguém seja simplesmente descartado do caminho da graça. 
E talvez a espiritualidade leiga redentorista possa acrescentar um quarto verbo: Permanecer. 
Permanecer cristão na família, no trabalho, na universidade, na empresa, no campo, na política, na cultura, na comunicação e no ambiente digital. 
Permanecer onde o sacerdote ou o religioso não consegue estar todos os dias. 
Esses são também os novos territórios das missões populares. 
O mundo contemporâneo apresenta novas formas de abandono. 
Ao lado da pobreza material permanecem a solidão, a fragmentação das famílias, a perda da esperança, as intolerâncias e tantas pessoas que, mesmo cercadas de recursos e tecnologia, vivem espiritualmente abandonadas. 
É justamente nesses ambientes que o leigo encontra seu território missionário. 
Não necessariamente fazendo discursos religiosos, mas testemunhando, pela vida, valores profundamente evangélicos: misericórdia, justiça, honestidade, fraternidade, reconciliação, esperança e caridade. 
Para a Família Leiga Redentorista, assumir o carisma de Santo Afonso significa, portanto, muito mais do que admirar sua história ou colaborar com as obras da Congregação.
Significa perguntar, todos os dias: onde estão hoje os mais abandonados e como fazer chegar até eles o anúncio da Copiosa Redenção? 
A resposta poderá estar muito além das paredes de nossas igrejas. 
A missão redentorista do século XXI continua nas ruas, nas casas, nas empresas, nas escolas, nas redes digitais e em todos os lugares onde um cristão encontra outro ser humano necessitado de acolhimento e esperança. 
Acompanhar. Discernir. Integrar. Permanecer. 
Quatro verbos para uma mesma missão. 
Porque a missão não termina quando o missionário parte. 
Ela continua naquele que permanece. 
Família Leiga Redentorista 
Copiosa apud eum redemptio. 
 N’Ele há Copiosa Redenção.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. FRANCISCO COSTA CSsR(PADRE VIEIRA)

PE. FRANCISCO COSTA CSsR (PADRE VIEIRA)
+29 DE AGOSTO 1995 
Era mineiro de Jacutinga, onde nasceu a 18 de fevereiro de 1927, na Fazenda Bom Café. Eram seus pais David da Costa e Maria Vieira da Costa. Foi batizado em Jacutinga no dia 07 de maio do mesmo ano. Em sua cidade foi aprendiz de alfaiate, de sapateiro e também de mecânico. Nos timos tempos, antes de entrar para o Seminário, foi coroinha e auxiliar de sacristão. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, a 16 de junho de 1939. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1947, professando dia 2 de fevereiro do ano seguinte. O Seminário Maior foi em Tietê no Seminário Santa Teresinha. A em 1952, fez a Profissão Perpétua. Ordenou-se sacerdote em Tietê a 27 de dezembro de 1952 e cantou sua primeira missa solene em Jacutinga no dia 31 de dezembro. Deixou o seminário maior em janeiro de 1954, começando as atividades apostólicas como professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Era também prefeito de disciplina. Desempenhou essa função até 1957, quando, em janeiro de 1958, foi nomeado Diretor de Seminário Santo Afonso, onde ficou por um triênio. Transferido para o Seminário Maior de Santa Teresinha, em Tietê deu aulas de Sagrada Escritura, matéria de que gostava muito, iniciando entre os nossos jovens uma visão mais atualizada da Palavra de Deus. Com a transferência do Seminário Maior para o Alfonsianum, na Via Raposo Tavares, Pe. Costa veio junto como professor. Nos anos que aí morou foi também Prefeito dos estudantes. Tanto lá, como já antes no Seminário Santo Afonso, sua grande bondade e amor aos formandos, espírito alegre e brincalhão, bem como a competência didática sempre conquistaram os corações dos formandos. Em 1971 foi transferido para a Comunidade do Jardim Paulistano, em São Paulo. Nos anos que ali morou foi Vice-Superior Provincial, Consultor Provincial e Superior da Comunidade. Em 1975 e no ano seguinte foi membro da Equipe dos Mestres de Noviços. Em seguida fez parte da comunidade do Alfonsianum, no Ipiranga, em S. Paulo. Foi transferido para a Comunidade das Comunicações, em Aparecida, da qual foi membro até seu falecimento. Foi aí Superior da Comunidade e era da equipe da Editora Santuário. Inicialmente trabalhou na redação do Folheto Litúrgico "Deus Conosco". Em agosto de 1986 foi nomeado Diretor Geral da Editora Santuário, cargo que ocupou ata sua morte. Trabalhou para dar à Editora um porte empresarial. Durante esses anos, em Aparecida, dedicou-se também ao apostolado com os Cursilhos de Cristandade, Equipes de Nossa Senhora, além das atividades pastorais paroquiais. Nunca deixou suas aulas de Sagrada Escritura, seja para seminaristas seja para leigos. Há anos que Pe. Francisco Costa, carinhosamente apelidado de Pe. Chiquinho, não gozava e boa saúde. Fora operado do coração e tinha problemas no baço. E por fim surgiu ainda a leucemia. Era bastante impressionado com as dificuldades de saúde e contava muito com o apoio de seus confrades e de pessoas amigas. Em 1993 seu estado piorou muito, devido a uma prolongada pneumonia. Mas recuperou-se parcialmente. Daí em diante foi vivendo com as cada vez mais freqüentes transfusões de sangue, que no fim quase já não faziam efeito. Em começos de 1995 foi morar no convento da Basílica, para que o enfermeiro Ir. Gercino, pudesse cuidar dele melhor. Ali faleceu no dia 29 de agosto de 1995, no final da tarde. A missa de corpo presente na Basílica Nova teve cerca de 80 concelebrantes. A Editora Santuário estava presente em peso. "Fidelis vocationi suae..." (Pe. Victor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Meus caros, Eu era um seminarista meio arredio, principalmente com os padres, mas com o Padre Vieira eu me dava muito bem. Foi um grande amigo, como Prefeito, depois como Diretor, foi minha salvação, pois ele entrou no lugar do Padre Ribola, minha cruz. Eu gostava muito dele, me foi um pai, e educador. Ele declamava uma poesia que me lembro até hoje: 
"Por entre as alas de um jardim formoso,
Tendo na mente sonhos e quimeras
Eu caminhava, triste e vagaroso
Numa manhã de plena primavera

Ao ver-me assim, tristonho e desgostoso

Falou-me um florzinha em voz sincera
Porque sofre assim moço inditoso
Quando dentro a alegria nos impera?

Olhei sorrindo a delicada:

Perdão, meu Deus, eu não sabia quanto
Era grande e sublime o seu amor"

Ele dizia que era de um autor desconhecido, mas eu sempre achei que era de sua autoria, embora não seja aquela pérola.
Meu professor predileto, um dos padres com quem me dava muito bem. Abraços, Abner (+)

Eu gostava muito dele. era meu irmão mais velho. seu veio religioso era muito humano...fez-se homem. Obrigado padre vieira por tanto que levo de vc na minha vida. continue a sorrir-me na minha caminhada. Carlos Felício Gerente Administrativo Caelum | Ensino e Inovação SP (11) 5571-2751 RJ (21) 2220-4156 DF (61) 3039-4222 (11) 983358083
MINHA NOTA: Era conhecido e tratado como PADRE VIEIRA. Foi meu segundo diretor no Seminário Santo Afonso. Dele tenho uma lembrança "arrepiante", principalmente na época de provas e exames: Era meu professor de GREGO! Gostava muito dele: Alegre e, quando necessário, sério ao ponto. Estimado e saudoso mestre na minha formação religiosa e cultural. Mais uma nota interessante: Por que PADRE VIEIRA? De acordo com informação do nosso estimado Padre Clóvis Bovo, os religiosos da Congregação Redentorista deveriam ser tratados pelo sobrenome. Como já houvesse alguém com o sobrenome COSTA, nosso estimado Padre Vieira escolheu esse epíteto em base do sobrenome de sua mãe Da.Maria Vieira da Costa! DESCANSE EM PAZ, AMIGO PADRE! Antônio Ierárdi Neto
Quando o garotinho,Ierardi chegou no seminário, o nosso diretor, padre Vieira disse que o Toscanini tinha chegado. A garotada não gostou do Toscanini e o chamou carinhosamente de "Tampinha" apelido que tem até pelos mais antigos...Uma vez ele me chamou em sua sala e me disse sei que você anda imitando minha assinatura por aí, (pensei comigo, ele vai me mandar embora) assine aí para eu ver. Assinei. Ele pegou um monte de cartões de Natal e me disse. Senta ali e assine tudo para mim. (eu pensei, melhor assim) e assinei um monte de cartões! Abner(+)
Oi Ierardi, bom dia. Fiz uma brincadeira ao responder uma questão que não sabia na prova e o Padre Vieira não gostou nada. Destacou com caneta vermelha e escreveu qualquer coisa me advertindo. Parece que foi ontem e ainda estou preocupado. Até fiz uma oração.Nelson Félix Vianna  
Ah! O PADRE VIEIRA!!!! Sempre foi meu "suplício" na sala de aulas....era professor de GREGO!!!! Entretanto, ainda que muito discreto, um excelente diretor no SRSA! Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. OSCAR CHAGAS AZEREDO CSsR

PE. OSCAR CHAGAS AZEREDO CSsR
+29 de AGOSTO 1957 
Foi o primeiro juvenista da nossa Província. Nasceu em São Bento do Sapucaí, em 1888. Aos 10 anos, sua mãe o trouxe para o Juvenato, entregando-o ao Pe. Valentim Riedl. Que o garoto era inteligente prova-o um seu atestado de estudos, acusando suas notas com “Distinção” e “Plenamente aprovado” em todas as matérias (nada menos que doze). Em 1906 iniciou o seu noviciado, com os colegas: Orlando Morais, José Benedito da Silva e José Lopes Ferreira. O mestre, Pe. Lourenço Hubbauer, conhecido pelo seu rigor, quis saber (como o queriam também os Superiores) se brasileiro dava para redentorista. Os quatro foram realmente provados in fornace ignis; e provaram que brasileiro dava para redentorista, e daquele tempo. Após a profissão, Pe. Chagas fez seus estudos superiores na Alemanha. Os alemães aguardavam com muita curiosidade os primeiros brasileiros que iam conhecer. Seriam eles capazes de estudar Filosofia, Teologia, etc.? Os nossos quatro tupiniquíns mostraram que sim. Entre eles destacou-se Fr. Chagas, que logo aprendeu a língua, falando alemão correntemente. E, em matéria de inteligência, nada ficou devendo aos colegas alemães. Em 1913, já ordenado, Pe. Chagas voltou para o Brasil, sendo logo nomeado professor no Juvenato em Aparecida. Depois, iniciou sua vida de missionário, que durou 18 anos. Ótimo orador, prendia sempre o seu auditório, com uma voz clara e invejável memória. Como Superior e Vigário da Penha conseguiu quase o impossível. Com muita habilidade alcançou do Arcebispo licença para uma pequena reforma na igreja; e fez uma reforma total. Em Araraquara construiu o convento; em Campinas (GO) deu início à construção da nova casa; e em Aparecida, muito trabalhou pela Rádio, pelo início da nova Basílica, e construção da Vila Vicentina. Homem que não perdia tempo, dedicou-se ainda ao apostolado da pena, deixando-nos a tradução da Vida de Santo Afonso (Pe. Berthe) das Meditações do Pe. Bronchain, da Regra da C.Ss.R. bem como as biografias de São Clemente, de São Geraldo, Pe. Martinho Forner e Pe. Valentim Riedl. — Como superior ou simples confrade Pe. Chagas era sempre um homem alegre, atencioso, e disposto a uma boa prosa, que ele sabia perfumar com seu infalível cigarro de palha. Seu último reitorado foi em São João da Boa Vista, de onde saiu com a saúde já bastante abalada, para a incipiente comunidade do Jardim Paulistano. Daqui foi transferido para Araraquara, onde viveu até agosto de 1957, piorando sempre mais. Embora não escondesse seu medo pela morte, faleceu na Santa Casa, mostrando muita paz e tranqüilidade, a 29 de agosto de 1957.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE RODRIGUES CSsR E PADRE NEGRI CSsR

Neste dia 28 de agosto, que recordamos a data do passamento do nosso saudoso Padre Negri no ano de 2003, transcrevo um texto seu sobre nosso estimado Padre Rodrigues, o Dom José Rodrigues que, internado em UTI, necessitava nossas preces : 
“Pe. José Rodrigues de Souza(+9 DE SETEMBRO 2012) foi o fundador do periódico “A Cartinha”, com o apoio e incentivo do Pe. José Ribolla, em 1954. Foi um excelente professor de Português, grande amigo do gramático Napoleão Mendes de Almeida. Durante vários anos foi um baluarte como diretor espiritual, especialmente de 62 a 65, formando uma dupla muito firme na direção do seminário junto com o Pe. José Oscar Brandão. Mas, já nos fins de 65 eu percebia que ele não estava muito satisfeito com o meu jeito. Eu estava dando uma força para a conferência dos professores que contava com elementos muito experientes, como o Pe. Carlos da Silva e o Pe. Víctor Hugo Silveira Lapenta. Nas férias de 1966, a 19 de junho, depois de 14 anos no SRSA, Pe. José Rodrigues de Souza pediu para se afastar da formação. Pe. José Ribolla nomeou como diretor espiritual o Pe. Rodolfo Gherard Anderer.”
Crônicas de um formador 
Padre Negri CSsR
Dois líderes profundos, dois homens extraordinários, dois líderes profundos, talvez até duas visões diferentes de ver realidades, mas ambos muito corretos naquilo sobre o que pensavam e agiam. Saudades de ambos. Eu me relacionei muito bem com ambos durante meus 9 anos de Seminário, onde tive toda CONFIANÇA de ambos, um como meu diretor espiritual que me respondia qualquer pergunta e continuava confiando em mim e o outro como diretor do SRSA que me deu toda liberdade do mundo com sabedoria e comunicação mútuas para eu fazer ações que outros padres não me permitiriam, e o Padre Negri sempre confiou no meu taco e eu nunca o decepcionei.Elberto Mello 
Nos menores frascos, os melhores perfumes.José Morelli 
José Morelli MUITO APROPRIADO PARA O "BAIXINHO" DOM RODRIGUES!!!!!!....o PADRE RODRIGUINHO!!! Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. SILVÉRIO NEGRI CSsR

PE. SILVÉRIO NEGRI CSsR
+28 de AGOSTO  2003 
Nasceu na Fazenda da Barrinha, em Jacutinga, MG, no dia 20 de junho de 1928. Seus pais eram Ângelo Negri e Josefina Recchia Negri. Entrou para o Seminário S.Afonso, em Aparecida SP, em 14.04.1941, terminando o estudo de humanidades em 1947. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, no ano de 1948, onde fez a Profissão Religiosa na CssR, dia 02.02.1949. O Seminário Maior foi feito em Tietê SP, de 1949 a 1954. Ali fez a Profissão Perpétua dia 02.02.1952. Foi Ordenado Sacerdote no dia 27.12.1953, em Tietê por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. Celebrou sua Primeira Missa Solene, em Jacutinga, dia 06.01.1954. Em dezembro de 1954, deixou o Seminário Maior, iniciando sua vida apostólica, como Prefeito e Professor no Seminário S.Afonso, em Aparecida. No primeiro semestre de 1956, esteve no Pré Seminário da Pedrinha, como Diretor. No 2º semestre foi transferido para a Basílica, como Vigário cooperador. Trabalhava também na Paróquia. Em 1962 foi nomeado Diretor do Pré Seminário da Pedrinha. Em 1964, foi nomeado Diretor do Seminário Santo Afonso, cargo que ocupou até fins de 1970. Em 1971 foi Mestre de Noviços coristas, em Aparecida, no Seminário S.Afonso. Em dezembro de 1971, foi transferido para a Vice-Província de Brasília, como Pároco da Paróquia de N.S. da Conceição, em Campinas, Goiânia, e Superior da Comunidade, onde ficou até 1975. No 1º semestre de 1976, fez no Rio de Janeiro, o curso do IBRADES. Terminado o curso, retornou a Goiás, como missionário das Missões Populares. Em dezembro de 1976, foi nomeado Diretor do Seminário Redentorista S. José em Goiânia, na Vila Aurora, onde ficou até meados de 1983. Em setembro de 1983, foi nomeado Vigário Cooperador da Paróquia de N.S. da Conceição, Campinas, Goiânia. Em fevereiro de 1984, foi nomeado Superior e Pároco da Paróquia do Divino Pai Eterno, em Trindade GO. Em 1984, pediu a adscrição definitiva à Vice-Província de Brasília. No dia 17.05.1987, foi nomeado Vice-Provincial da Vice-Província de Brasília. Em fins de 1989, terminando seu mandato de Vice- Provincial, foi transferido para a Igreja de N.S. da Guia, no Parque Buriti, periferia de Goiânia. Dia 16.04.1991, Pe. Negri foi operado do coração, na Beneficência Portuguesa, em S. Paulo. Voltando para Goiás, continuou no Parque Buriti, em Goiânia. Em fins de 1995, pediu para retornar à Província de S. Paulo, sendo adscrito à comunidade da Basílica, em Aparecida, onde morou até seu falecimento. Dia 02.02.1999, celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa. Faleceu de problemas cardíacos, na noite de 28 de agosto de 2003, na Santa Casa de Guaratinguetá. Sepultado em Aparecida, na tarde do dia 29 de agosto de 2003. Estava com 75 anos de idade, 54 anos de Profissão Religiosa e quase 50 anos de Sacerdócio, que iria celebrar dia 27 de dezembro de 2003.
Com imensa REVERÊNCIA, tive o orgulho de ser aluno do SANTO AFONSO durante a gestão do PE. SILVERIO NEGRI, ou NEGREIS , como os seminaristas falavam Um exemplo de HUMILDADE e DEDICAÇÃO....não dava instruções para FAZER... FAZIA e puxava a renca de seminaristas para o seu lado. Em circunstância especial, pegou a enxada e foi carpir sozinho...no que foi seguido. Tive uma experiência única com PE. NEGRI. Dentro de meus erros, e não foram poucos, procurei à noite o PE. NEGRI em seu quarto, já mais de meia noite, e pelo que confessei achei que iria mandar-me embora, pois tínhamos viajado a SÃO ROQUE e na volta tomei vinho escondido no ônibus...os seminaristas para não deixarem aparecer, me deram banho e fui dormir....Como a consciência não deixava dormir mesmo assim, levantei e fui ao PE. NEGRI contar tudo....e certo que iria mandar preparar a mala, ou coisa assim, no meu entender.....A SUPERIORIDADE E SANTIDADE DELE era maior. Perguntou-me se eu havia aprendido alguma coisa com esse porre e que rezasse 3 AVE-MARIAS e um PAI NOSSO e fosse dormir. Tomei outro banho, e fui à CAPELA no andar de cima rezar... e qual minha surpresa... passava de uma da MADRUGADA e o PE. NEGRI estava lá embaixo de joelhos diante do SACRÁRIO rezando.... Cambaleava um pouco e acordava, e cambaleava outra vez.... MEU DEUS, eu estava presenciando no silêncio da noite toda aquela SANTIDADE. OBRIGADO, PE. SILVERIO NEGRI, UM PAI, UM SANTO PAI....PARA MIM, NÃO TENHO DÚVIDAS É SANTO.Nélson Duarte(+)
Padre Negri foi para o Santo Afonso no início de 1955, tomou posse como segundo prefeito, eu estava na sétima série. Certa ocasião, me indicou para acolitar missa solene na basílica, ponderei que nossas batinas estavam muito velhas e algumas até rasgadas, mandou que pegasse uma de seu uso, a mais nova, não questionei e apressadamente a vesti com direito ao cinturão, me senti privilegiado e desfilei para os colegas invejosos, a outra batina a mim destinada para o noviciado cheguei a provar na alfaiataria do irmão Paulo, mas não tive a felicidade de tomá-la, saí alguns dias antes. Alexandre Dumas
Saudades....para mim um exemplo, humano como todos, passível de possíveis erros..quem nao erra? Conversamos muito, jamais vou esquecer do episodio das pedras no feijao: RECLAMARAM QUE TINHA PEDRAS NO FEIJÃO, e ELE DISSE...FILHOTÕES DE PAPAI..PEGUEM ESSES GRÃOS DE FEIJÃO QUE EU COMO TODOS.....NO DIA SEGUINTE NO REFEITÓRIO, SEMINARISTAS FAZIAM CHOCALHOS COM AS PEDRAS ENCONTRADAS...E PE. NEGRI, NÃO PERDEU O REBOLADO...DISFARÇOU UM POUCO E MEIO SORRISO BAIXOU A CABEÇA...kkkkkkkk  AGRADEÇO O QUE VIVI COM ELE NO SANTO AFONSO. SEI QUE OUTROS COM RAZÃO O CRITICAM, FATOS E VERDADES, MAS...PEÇO E SEI , ELE TEM A GLORIA NO CÉU. AMEM - NÉLSON DUARTE(+)

terça-feira, 25 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BATISMO-PADRE CÉSAR(+)

Padre Antônio César 
Moreira Miguel, C.Ss.R.(+) 
O batizado tem validade quando o padre se casa? 
As pessoas as vezes inventam coisas que não tem nada a ver.
Explico: 1º O padre é padre para sempre, mesmo que, por alguma razão, deixe de exercer o sacerdócio. O sacramento da ordem, assim como o batismo, são definitivos e marcam a pessoa para sempre. 
2º Quando a padre batiza, ele o faz em nome de Jesus e pela autoridade de Jesus. Não é pelo poder do padre que os sacramentos se realizam. É pelo poder de Jesus. O padre é mediador. 
3º A criança batizada não é responsável pela validade ou não do batismo. Por isso, se há falha é do padre e da igreja. 
4º Quando se deu o batismo, aquele padre vivia o serviço sacerdotal de modo legítimo e como tal todos os seus atos eram válidos. 
O batizado valeu, vale e não há que se duvidar disto. Aproveito para dizer que ninguém deve julgar a atitude desse padre que, de repente, resolveu deixar o sacerdócio. Deixemos todo e qualquer juízo para Deus. 
Pe. César Moreira, C. Ss. R.(+)

SRSA - IN ILLO TEMPORE - 1962

Turma de 1962, segunda série ginasial, na primeira fila : Antonino , eu, Alencar, Menezes, Jair, Adão e Natal. Não me lembro do nome de todos mas vejo o Olavo, Brites, Mauro, Josmar Biazoto, Natanael, Vagner , Ivo, Giovanni, Fogaça... bons tempos, sinto muita saudade dessa turma...
SEBASTIAN BALDI
Caro colega/amigo Baldi, este 1962 foi o meu último ano no SRSA, depois de 6 anos! Um ano na Pedrinha e outros cinco no Santo Afonso! Tenho muita saudade desse tempo! Agradeço aos meus formadores, hoje todos na vida eterna! Uma gratidão especial aos Redentoristas que me acolheram e deram base para a minha formação religiosa e cultural! ESSAS MEMÓRIAS NOS FAZEM BEM! A.Ierárdi(Tampinha) ET-Não tivemos contato na época, você era da turma dos menores e eu estava na turma dos médios!