sexta-feira, 28 de agosto de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE RODRIGUES CSsR E PADRE NEGRI CSsR

Neste dia 28 de agosto, que recordamos a data do passamento do nosso saudoso Padre Negri no ano de 2003, transcrevo um texto seu sobre nosso estimado Padre Rodrigues, o Dom José Rodrigues que, internado em UTI, necessitava nossas preces : 
“Pe. José Rodrigues de Souza(+9 DE SETEMBRO 2012) foi o fundador do periódico “A Cartinha”, com o apoio e incentivo do Pe. José Ribolla, em 1954. Foi um excelente professor de Português, grande amigo do gramático Napoleão Mendes de Almeida. Durante vários anos foi um baluarte como diretor espiritual, especialmente de 62 a 65, formando uma dupla muito firme na direção do seminário junto com o Pe. José Oscar Brandão. Mas, já nos fins de 65 eu percebia que ele não estava muito satisfeito com o meu jeito. Eu estava dando uma força para a conferência dos professores que contava com elementos muito experientes, como o Pe. Carlos da Silva e o Pe. Víctor Hugo Silveira Lapenta. Nas férias de 1966, a 19 de junho, depois de 14 anos no SRSA, Pe. José Rodrigues de Souza pediu para se afastar da formação. Pe. José Ribolla nomeou como diretor espiritual o Pe. Rodolfo Gherard Anderer.”
Crônicas de um formador 
Padre Negri CSsR
Dois líderes profundos, dois homens extraordinários, dois líderes profundos, talvez até duas visões diferentes de ver realidades, mas ambos muito corretos naquilo sobre o que pensavam e agiam. Saudades de ambos. Eu me relacionei muito bem com ambos durante meus 9 anos de Seminário, onde tive toda CONFIANÇA de ambos, um como meu diretor espiritual que me respondia qualquer pergunta e continuava confiando em mim e o outro como diretor do SRSA que me deu toda liberdade do mundo com sabedoria e comunicação mútuas para eu fazer ações que outros padres não me permitiriam, e o Padre Negri sempre confiou no meu taco e eu nunca o decepcionei.Elberto Mello 
Nos menores frascos, os melhores perfumes.José Morelli 
José Morelli MUITO APROPRIADO PARA O "BAIXINHO" DOM RODRIGUES!!!!!!....o PADRE RODRIGUINHO!!! Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. SILVÉRIO NEGRI CSsR

PE. SILVÉRIO NEGRI CSsR
+28 de AGOSTO  2003 
Nasceu na Fazenda da Barrinha, em Jacutinga, MG, no dia 20 de junho de 1928. Seus pais eram Ângelo Negri e Josefina Recchia Negri. Entrou para o Seminário S.Afonso, em Aparecida SP, em 14.04.1941, terminando o estudo de humanidades em 1947. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, no ano de 1948, onde fez a Profissão Religiosa na CssR, dia 02.02.1949. O Seminário Maior foi feito em Tietê SP, de 1949 a 1954. Ali fez a Profissão Perpétua dia 02.02.1952. Foi Ordenado Sacerdote no dia 27.12.1953, em Tietê por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. Celebrou sua Primeira Missa Solene, em Jacutinga, dia 06.01.1954. Em dezembro de 1954, deixou o Seminário Maior, iniciando sua vida apostólica, como Prefeito e Professor no Seminário S.Afonso, em Aparecida. No primeiro semestre de 1956, esteve no Pré Seminário da Pedrinha, como Diretor. No 2º semestre foi transferido para a Basílica, como Vigário cooperador. Trabalhava também na Paróquia. Em 1962 foi nomeado Diretor do Pré Seminário da Pedrinha. Em 1964, foi nomeado Diretor do Seminário Santo Afonso, cargo que ocupou até fins de 1970. Em 1971 foi Mestre de Noviços coristas, em Aparecida, no Seminário S.Afonso. Em dezembro de 1971, foi transferido para a Vice-Província de Brasília, como Pároco da Paróquia de N.S. da Conceição, em Campinas, Goiânia, e Superior da Comunidade, onde ficou até 1975. No 1º semestre de 1976, fez no Rio de Janeiro, o curso do IBRADES. Terminado o curso, retornou a Goiás, como missionário das Missões Populares. Em dezembro de 1976, foi nomeado Diretor do Seminário Redentorista S. José em Goiânia, na Vila Aurora, onde ficou até meados de 1983. Em setembro de 1983, foi nomeado Vigário Cooperador da Paróquia de N.S. da Conceição, Campinas, Goiânia. Em fevereiro de 1984, foi nomeado Superior e Pároco da Paróquia do Divino Pai Eterno, em Trindade GO. Em 1984, pediu a adscrição definitiva à Vice-Província de Brasília. No dia 17.05.1987, foi nomeado Vice-Provincial da Vice-Província de Brasília. Em fins de 1989, terminando seu mandato de Vice- Provincial, foi transferido para a Igreja de N.S. da Guia, no Parque Buriti, periferia de Goiânia. Dia 16.04.1991, Pe. Negri foi operado do coração, na Beneficência Portuguesa, em S. Paulo. Voltando para Goiás, continuou no Parque Buriti, em Goiânia. Em fins de 1995, pediu para retornar à Província de S. Paulo, sendo adscrito à comunidade da Basílica, em Aparecida, onde morou até seu falecimento. Dia 02.02.1999, celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa. Faleceu de problemas cardíacos, na noite de 28 de agosto de 2003, na Santa Casa de Guaratinguetá. Sepultado em Aparecida, na tarde do dia 29 de agosto de 2003. Estava com 75 anos de idade, 54 anos de Profissão Religiosa e quase 50 anos de Sacerdócio, que iria celebrar dia 27 de dezembro de 2003.
Com imensa REVERÊNCIA, tive o orgulho de ser aluno do SANTO AFONSO durante a gestão do PE. SILVERIO NEGRI, ou NEGREIS , como os seminaristas falavam Um exemplo de HUMILDADE e DEDICAÇÃO....não dava instruções para FAZER... FAZIA e puxava a renca de seminaristas para o seu lado. Em circunstância especial, pegou a enxada e foi carpir sozinho...no que foi seguido. Tive uma experiência única com PE. NEGRI. Dentro de meus erros, e não foram poucos, procurei à noite o PE. NEGRI em seu quarto, já mais de meia noite, e pelo que confessei achei que iria mandar-me embora, pois tínhamos viajado a SÃO ROQUE e na volta tomei vinho escondido no ônibus...os seminaristas para não deixarem aparecer, me deram banho e fui dormir....Como a consciência não deixava dormir mesmo assim, levantei e fui ao PE. NEGRI contar tudo....e certo que iria mandar preparar a mala, ou coisa assim, no meu entender.....A SUPERIORIDADE E SANTIDADE DELE era maior. Perguntou-me se eu havia aprendido alguma coisa com esse porre e que rezasse 3 AVE-MARIAS e um PAI NOSSO e fosse dormir. Tomei outro banho, e fui à CAPELA no andar de cima rezar... e qual minha surpresa... passava de uma da MADRUGADA e o PE. NEGRI estava lá embaixo de joelhos diante do SACRÁRIO rezando.... Cambaleava um pouco e acordava, e cambaleava outra vez.... MEU DEUS, eu estava presenciando no silêncio da noite toda aquela SANTIDADE. OBRIGADO, PE. SILVERIO NEGRI, UM PAI, UM SANTO PAI....PARA MIM, NÃO TENHO DÚVIDAS É SANTO.Nélson Duarte(+)
Padre Negri foi para o Santo Afonso no início de 1955, tomou posse como segundo prefeito, eu estava na sétima série. Certa ocasião, me indicou para acolitar missa solene na basílica, ponderei que nossas batinas estavam muito velhas e algumas até rasgadas, mandou que pegasse uma de seu uso, a mais nova, não questionei e apressadamente a vesti com direito ao cinturão, me senti privilegiado e desfilei para os colegas invejosos, a outra batina a mim destinada para o noviciado cheguei a provar na alfaiataria do irmão Paulo, mas não tive a felicidade de tomá-la, saí alguns dias antes. Alexandre Dumas
Saudades....para mim um exemplo, humano como todos, passível de possíveis erros..quem nao erra? Conversamos muito, jamais vou esquecer do episodio das pedras no feijao: RECLAMARAM QUE TINHA PEDRAS NO FEIJÃO, e ELE DISSE...FILHOTÕES DE PAPAI..PEGUEM ESSES GRÃOS DE FEIJÃO QUE EU COMO TODOS.....NO DIA SEGUINTE NO REFEITÓRIO, SEMINARISTAS FAZIAM CHOCALHOS COM AS PEDRAS ENCONTRADAS...E PE. NEGRI, NÃO PERDEU O REBOLADO...DISFARÇOU UM POUCO E MEIO SORRISO BAIXOU A CABEÇA...kkkkkkkk  AGRADEÇO O QUE VIVI COM ELE NO SANTO AFONSO. SEI QUE OUTROS COM RAZÃO O CRITICAM, FATOS E VERDADES, MAS...PEÇO E SEI , ELE TEM A GLORIA NO CÉU. AMEM - NÉLSON DUARTE(+)

terça-feira, 25 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BATISMO-PADRE CÉSAR(+)

Padre Antônio César 
Moreira Miguel, C.Ss.R.(+) 
O batizado tem validade quando o padre se casa? 
As pessoas as vezes inventam coisas que não tem nada a ver.
Explico: 1º O padre é padre para sempre, mesmo que, por alguma razão, deixe de exercer o sacerdócio. O sacramento da ordem, assim como o batismo, são definitivos e marcam a pessoa para sempre. 
2º Quando a padre batiza, ele o faz em nome de Jesus e pela autoridade de Jesus. Não é pelo poder do padre que os sacramentos se realizam. É pelo poder de Jesus. O padre é mediador. 
3º A criança batizada não é responsável pela validade ou não do batismo. Por isso, se há falha é do padre e da igreja. 
4º Quando se deu o batismo, aquele padre vivia o serviço sacerdotal de modo legítimo e como tal todos os seus atos eram válidos. 
O batizado valeu, vale e não há que se duvidar disto. Aproveito para dizer que ninguém deve julgar a atitude desse padre que, de repente, resolveu deixar o sacerdócio. Deixemos todo e qualquer juízo para Deus. 
Pe. César Moreira, C. Ss. R.(+)

SRSA - IN ILLO TEMPORE - 1962

Turma de 1962, segunda série ginasial, na primeira fila : Antonino , eu, Alencar, Menezes, Jair, Adão e Natal. Não me lembro do nome de todos mas vejo o Olavo, Brites, Mauro, Josmar Biazoto, Natanael, Vagner , Ivo, Giovanni, Fogaça... bons tempos, sinto muita saudade dessa turma...
SEBASTIAN BALDI
Caro colega/amigo Baldi, este 1962 foi o meu último ano no SRSA, depois de 6 anos! Um ano na Pedrinha e outros cinco no Santo Afonso! Tenho muita saudade desse tempo! Agradeço aos meus formadores, hoje todos na vida eterna! Uma gratidão especial aos Redentoristas que me acolheram e deram base para a minha formação religiosa e cultural! ESSAS MEMÓRIAS NOS FAZEM BEM! A.Ierárdi(Tampinha) ET-Não tivemos contato na época, você era da turma dos menores e eu estava na turma dos médios! 

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WILIBALDO (THOMAZ MANHART)CSsR

IR. WILIBALDO (THOMAZ MANHART)CSsR
+25 de AGOSTO 1992 
Ir. Wilibaldo, tendo sido o último confrade alemão entre nós, encerrou a meritória presença de missionários vindos da Baviera para a Vice-Província de São Paulo. Nascido em Wasserburg, na Alemanha, dia 01 de janeiro de 1907, emitiu seus votos religiosos em 1925. Ele havia entrado como seminarista menor em Gars, na Baviera, mas foi aconselhado a fazer-se Irmão, por dificuldades nos estudos. Veio para o Brasil em 1928. Começou seus 64 anos de Brasil em Campinas de Goiás. Cozinheiro, hortelão, porteiro, sacristão, prefeito de hóspedes, era homem dos sete instrumentos colocados a serviço dos confrades e do povo. Pindamonhangaba, Araraquara, Penha, Aparecida, Tietê, Cachoeira do Sul, Pinheiro Marcado, Porto Alegre, onde não esteve nosso Irmão? Homem de oração e do trabalho, estava sempre a procurar o que fazer, o que organizar, o que arrumar. Ou, então, na capela da comunidade, em longas presenças diante de Jesus sacramentado. No tempo de Natal era um exímio construtor de presépios, tanto da comunidade como da igreja. Como porteiro em Aparecida foi constantemente atencioso e caridoso com os romeiros. Amável e dedicado também com os confrades, sincero e humilde, foi realmente um homem de Deus entre nós. As anotações de seu diário espiritual traçam os passos místicos que lhe nortearam a existência. Lá estava anotado: “Devo tornar-me um santo, custe o que custar...” E quem com ele conviveu os últimos anos pode tranqüilamente testemunhar que Ir. Wilibaldo era um santo de Deus. Mas ele não foi um santo desencarnado. Seu lado humano de homem de gênio forte e de vontade decidida, marcado ainda pelo seu gosto de viver, era notório. Não admitia que em sua presença se falasse mal de ninguém; fechava a cara, sacudia a cabeça e, se necessário, dava um basta. Mostrava também sua reprovação diante do malfeito, principalmente diante dos omissos e dos relaxados. E sabia nosso irmão curtir o lado bom da convivência em comunidade: cuidava com carinho da sauna da comunidade, da qual era assíduo freqüentador; quando um grupo ia para a praia, lá estava o Wili como o cozinheiro que corria para o mar logo que houvesse uma folga; em casa, depois do dia de trabalho e da oração, tinha seus momentos diante da TV, entretido com as novelas que muito apreciava. Nos últimos anos seu coração foi enfraquecendo, obrigando o Irmão a diminuir o ritmo intenso de atividades. Esse mesmo coração parou repentinamente, por efeito de um edema pulmonar, na manhã do dia 25 de agosto de 1992, na casa da Pedrinha, quando se preparava para mais um dia de retiro com a comunidade. Perdia a Província um santo em suas comunidades para ganhar um confrade no céu! (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! CASAMENTO-PADRE CÉSAR(+)

Padre Antônio César 
Moreira Miguel C.Ss.R(+) 
Por que não se pode casar na Igreja mais de uma vez?
Conforme a Bíblia, o casamento cristão é indissolúvel. Só se desfaz com a morte de um dos dois. Esta a proposta da Igreja e a lei do Direito Canônico. Agora, é possível em certas casas julgar se o casamento feito na Igreja foi mesmo válido ou se houve ou não sacramento. Há situação em que isto não acontece. Por exemplo, se alguém casou obrigado; se não tinha maturidade; se não recebeu o sacramento por algum motivo. Nestes casos, existe um Tribunal Eclesiástico(*) que analisa a conclusão de que não existe o sacramento e a pessoa está livre para casar na Igreja. O que acontece muito e confunde as pessoas é de alguma outra igreja, fazer todo tipo de casamento. Eu já vi, por exemplo, cartaz da Igreja Católica Brasileira, uma igreja fundada aqui no Brasil, oferecendo batismo e crisma sem precisar de preparação alguma e oferecendo todo tipo de casamento, inclusive de divorciados. Mas isto é invenção e negócio das igrejas que não podem ser mais sérias, até para satisfazer a sociedade acabam contratando este tipo de casamento. Os padres dessa igreja aceitam fazer sacramento em qualquer lugar. É um negócio! Para nós, o casamento exige preparação e só pode acontecer na comunidade É a lei geral. Cuidado então, para não misturar as igrejas. 
Pe. César Moreira, C.Ss.R(+) 
http://www.redemptor.com.br 
(*)TRIBUNAL ECLESIÁSTICO REGIONAL E DE APELAÇÃO DE SÃO PAULO 
Responsável: Mons. Dr. Martin Segú Girona 
Av. Higienópolis, 901 – Higienópolis 01238–001 – São Paulo – SP 
Fone: (11) 3826–5143 Atendimento: 3ª a 6ª das 13 às 15h

CASEBRE ABANDONADO - DA CRÔNICA DIÁRIA DO THOZZI

O casebre assombrado existiu, não era imaginação. Agora que o querido padre Brandão já morreu posso contar! Era 1960. Férias de julho. Um frio congelante lá na Pedrinha. Do prédio do seminário nós avistávamos a imensidão da Serra da Mantiqueira: Os Campos, a Pedrona, a Pedrinha, lá em baixo no pé do Morro do Gigante corria barulhento Ribeirão: gelado! Nosso lugar de banho cotidiano, qualquer tempo! No entanto, do outro lado da casa, um Morro quase pelado... Muito capim gordura, sapê e muitas moitas de gravatá. No meio da encosta um casebre abandonado ! Dois cômodos, de barro e capim...chão cheio de bosta de vaca... As vacas que pastavam ali transformaram o casebre em banheiro... De repente, à noite, algumas noites, havia luz no casebre! Não havia luz elétrica na região! O seminário tinha um pequeno gerador: luz por duas ou três horas: do escurecer até a hora de dormir, às 21 horas! E a luz no casebre? Assombração? Até que Bicicleta, Mazzaropi ( alguém lembra os nomes?) e eu( eu tinha uma lanterna) resolvemos desvendar o mistério ! Um pedaço de pau, um canivete, uma lanterna e um crucifixo "emprestado " da capela... E fomos.. Luz fraca, bruxuleante... Subimos o morro... Descalços... Cortei o pé no sapê... Mazzaropi pisou num monte de bosta de vaca... Chegamos perto... Um preto de metro e meio, bêbado, sai ao nosso encontro com um bambu na mão... Sem brigas, mistério desfeito, voltamos! Era Expedito... Bebia, brigava com a mulher, ia se esconder no casebre! Pra aquecer queimava a bosta de vaca já seca! A luz tênue e bruxuleante ! Limpamos os pés no capacho da entrada e nuns trapos(não eram trapos, eram toalhas secando, mas fazia uma escuridão!) Confesso, 60 anos depois! Mas não fui sozinho, não teria essa coragem toda! Expedito sumiu... Boa noite gente amiga querida, menos frio mas ainda frio... Hoje é canja de galinha. Meu amigo Maurício Ferreira sugere merlot que não passou por barrica ou, se seu bolso permitir, um Dolcetto italiano... Vou de merlot chileno 30 reais! Beijos e bênçãos pra todos nós especiais para você que lê minhas crônicas ! Prof.Antônio João Thozzi
Caro amigo e colega daqueles bons tempos. Estive na casa ainda bucólica da Pedrinha em 1957! Lembram-me: Padre Brandão(+), Padre Borges(+), Padre Furlani(+), Padre Fernandes(+)! "Seu" Zoza, Dona Alzira, o Ico, a Ica! Falando em gerador, suplício dos Caltabiano (retinha em conjunto com a piscina a água que ia para sua fazenda!) tenho boas recordações em se lembrando o frio daquela região. Acordávamos as 05:30h, seguíamos em corrida para a piscina, ao chegar, jogávamos ao lado a trouxa da nossa roupa do dia e mergulhávamos sem considerar o baixo grau de temperatura daquele momento. Depois, em camisas de manga curta estávamos prontos para o dia que sempre se iniciava com uma missa naquela saudosa capelinha! Bons tempos aqueles! Passeios, histórias do Joaquim Bentinho de Cornélio Pires lidas pelo Padre Fernandes(+) nos recreios e sem dúvidas o famoso mata-fome, pudim de pão amanhecido do "Seu"Zoza! Um abraço! Antônio Ierárdi
Estive antes de vocês, 1949, o dormitório tinha um nome sugestivo, purgatório. Alexandre Dumas
Ierárdi Neto Lembrei do mata-fome. O pudim ruim que era aquilo, se é que se pode chamar mesmo de pudim. Só passei um período de férias na Pedrinha. Lembro de pouca coisa. Hum... acho que ainda tem coisa para se contar dessa aventura. O que aconteceu quando descobriram as toalhas?
Bela crônica, jovem Thozzi. Abraço Hércio Afonso
Hércio Afonso
, nunca descobriram os autores!
Agora me confessei! Thozzi

domingo, 23 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - CÉU - PADRE CÉSAR

Padre Antônio César 
Moreira Miguel CSsR(+) 
Como é o céu? 
O céu não é um lugar como é aqui na terra! O céu é a palavra usada para significar a total realização da pessoa humana que se encontra com Deus e vive em plena comunhão com ele! Tudo aquilo que sonhamos de perfeito, de santo, de alegria, de realização é o que acontece no céu. O apóstolo São Paulo diz assim: "Aquilo que o olho jamais viu, o ouvido jamais ouviu, nem jamais sentiu o coração do homem: isto Deus preparou para aqueles que o amam." (1 Cor. 2,9) Então não dá para falar do céu do mesmo jeito que falamos da terra. E a vida lá é outra, em outra situação que não pode ser comparada com a vida que temos aqui na terra. Só sabermos que estou com Deus supera tudo, supera todas as experiências que podemos fazer e sentir aqui na terra. Por isso, a gente não precisa ficar preocupando de como é o céu. Precisamos sim viver bem aqui, com justiça e com amor fraterno, como uma preparação para o céu. 
Pe. César Moreira, C. Ss. R. 

JUBILEU DE ALABASTRO - FOI EM 23/08/2021

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+) 
MISSIONÁRIO REDENTORISTA 
(Recebendo o "ITE" de São João Paulo II)
Em 23 de agosto de 2021, Padre Luiz Carlos(+) completou 46 anos de sacerdócio! 
Nos termos de matrimônio, se assim o fosse, estaria fazendo as BODAS DE ALABASTRO(Rocha branca, translúcida, semelhante ao mármore)! 
Muita evangelização na vida desse autor do nosso REFLETINDO A PALAVRA: ARTIGOS E HOMILIAS DE TODOS OS DOMINGOS
Em sua vida unicamente religiosa, tem escrito textos das coisas do Alto e, em 2001, a pedido especial do Jornal Comarca de Garça, começou a encaminhá-los ao prelo... 
Somam hoje mais de 2.100 textos entre Homilias Dominicais e Artigos! Desejamos-lhe toda inspiração para a continuidade por muitos anos! 
E, na intercessão de Santo Afonso Maria de Ligório-fundador da Congregação Redentorista, a sua casa, pedimos que mantenha a perseverança nessa vocação que se iniciou em Sacramento-MG, em 1958 e perdura até hoje! 
Felicidade sempre na paz do Senhor, padre irmão/amigo! 
Antônio Ierárdi Neto

sábado, 22 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - CARNAVAL- PADRE CÉSAR

PADRE ANTÔNIO CÉSAR 
MOREIRA MIGUEL CSsR(+) 
O que a Igreja acha do carnaval? 
O carnaval como festa popular e expressão da nossa cultura, é aceito pela igreja faz tempo. Até, o carnaval nasceu de hábitos cristãos. Antes de começar o tempo da quaresma, os cristãos faziam festa, faziam churrascos porque da 4ª feira de cinzas até a Páscoa, ficaram sem comer carne e celebravam a penitência. Então, o carnaval que quer dizer: é válida a carne, isto é se pode comer carne - tem sua origem ligada à liturgia cristã. Agora, que ninguém pode apoiar são os abusos do carnaval, tempo no qual para tanta gente acaba valendo tudo. Mesmo do ponto de vista cultural, houve uma mudança com a chegada da televisão. O carnaval passou a ser um produto da chamada "indústria cultural", vencido com um padrão elevado de espetáculo no qual a ética e a moral não são respeitados. É só ver os tais bailes de luxo que a TV mostra a título de alegria e de liberdade durante o carnaval. Então para concluir: o cristão passa o carnaval fazendo festa, se divertindo, descansando, sem nunca deixar de ser cristão e de ser fiel a Deus e ao outro. E uns tantos passam o feriado na oração, em retiros, o que é também uma opção válida. 
Pe. César Moreira, C.Ss.R.
EDITORA SANTUÁRIO

Preferência não é exclusividade: os pobres no coração de uma Igreja sinodal

Há palavras que, quando mal compreendidas, deixam de aproximar e começam a separar. 
Talvez seja esse o caso de duas expressões que precisam ser distinguidas com cuidado no interior da Igreja: preferência e exclusividade. 
A tradição cristã, especialmente a Doutrina Social da Igreja, consolidou a expressão “opção preferencial pelos pobres”. 
Ela encontra seu fundamento no próprio Evangelho, na maneira como Jesus se aproxima dos pequenos, dos enfermos, dos marginalizados, dos pecadores e de todos aqueles cuja dignidade havia sido ferida. 
Preferência, porém, nunca significou exclusividade. 
Jesus não constituiu uma comunidade destinada apenas aos pobres economicamente considerados. 
Ao seu redor encontramos pescadores e trabalhadores, mas encontramos também pessoas que possuíam bens, autoridades, cobradores de impostos e gente de diferentes condições sociais. 
Zaqueu é acolhido e transformado. 
José de Arimateia, homem de posses, aparece entre seus discípulos. 
Mulheres que dispunham de recursos ajudavam a sustentar a missão. 
O Evangelho não estabelece uma fronteira econômica para determinar quem pode aproximar-se de Cristo. 
Ao contrário: todos são chamados, embora nem todos necessitem do mesmo tipo de cuidado e com a mesma urgência.
É justamente aí que encontramos o sentido cristão da preferência. 
Quando uma família possui vários filhos e um deles está ferido, a mãe corre primeiro para aquele que sangra. 
Não porque ame menos os demais, mas porque naquele momento existe uma necessidade maior. 
A preferência nasce da urgência do amor. 
Assim também ocorre com os pobres. 
Aquele que não dispõe de alimento, moradia, saúde, trabalho, educação ou condições mínimas para viver com dignidade possui precedência no acolhimento e no atendimento de suas necessidades mais humanas. 
Essa precedência não diminui ninguém. 
Pelo contrário, procura restaurar uma igualdade ferida. 
A opção preferencial pelos pobres, portanto, não cria uma nova classe de excluídos. 
Ela deveria impedir que existam excluídos. 
O rico e a agulha 
A conhecida passagem evangélica segundo a qual é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus precisa igualmente ser recebida em toda a sua força. 
Cristo não está simplesmente condenando uma condição econômica.
Está advertindo sobre aquilo que a riqueza pode produzir no coração humano quando se transforma em segurança absoluta, fechamento, poder ou indiferença. 
A riqueza que termina em si mesma aprisiona. 
A riqueza que se transforma em partilha pode servir. E talvez esteja aqui uma dimensão que precisamos recuperar: o Evangelho não oferece ao rico apenas uma advertência; oferece-lhe também uma oportunidade de fraternidade.
Zaqueu compreendeu isso. 
Seu encontro com Cristo produziu consequências concretas: aquilo que possuía deixou de ser apenas propriedade e passou a adquirir uma dimensão de reparação e partilha. 
O pobre precisa ser acolhido em sua necessidade. 
O rico também precisa ser evangelizado em sua relação com os bens. 
Ambos precisam encontrar-se como irmãos. 
Uma Igreja sinodal não pode escolher quem excluir. 
Essa distinção torna-se especialmente importante quando falamos de uma Igreja sinodal. 
Sinodalidade significa caminhar juntos. 
E caminhar juntos exige reconhecer que existem pessoas em situações profundamente desiguais e que algumas delas precisam de atenção prioritária. 
Mas caminhar juntos também significa resistir à tentação de substituir uma exclusão por outra. 
Uma comunidade cristã que acolhesse somente aqueles que possuem bens teria traído o Evangelho. 
Da mesma maneira, uma comunidade que transformasse a condição econômica em critério para decidir quem merece pertencer também perderia a dimensão universal do chamado de Cristo. 
A mesa de Jesus é maior. 
Nela existe um lugar privilegiado para aquele que chega com fome, porque precisa ser alimentado primeiro. 
Mas há também lugar para aquele que possui pão — e que justamente por isso é convidado a descobrir a alegria de parti-lo. 
Talvez essa seja uma das imagens mais bonitas da Igreja que buscamos construir. 
Não uma Igreja dos pobres contra os ricos. 
Não uma Igreja dos ricos que simplesmente assiste aos pobres. 
Mas uma Igreja de irmãos na qual os mais frágeis possuem precedência e aqueles que receberam mais compreendem que seus dons, capacidades e bens trazem consigo responsabilidade. 
A preferência pelos pobres não diminui a universalidade do Evangelho. 
Ao contrário. 
É justamente porque o Evangelho é destinado a todos que ele nos ensina a começar por aqueles que mais precisam.
Preferência é prioridade no amor. 
Exclusividade seria limite ao amor. 
E o amor cristão, quando verdadeiramente evangélico, não conhece fronteiras: conhece apenas irmãos que caminham juntos, alguns necessitando ser sustentados e outros aprendendo a estender as mãos. 
Talvez seja exatamente isso que uma Igreja verdadeiramente sinodal precise reaprender: ninguém caminha sozinho, ninguém fica para trás e ninguém está dispensado da fraternidade. 
Pedro Luiz Dias 
Família Leiga Redentorista

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! PENA DE MORTE - PADRE CÉSAR

PADRE ANTÔNIO CÉSAR 
MOREIRA MIGUEL CSsR(+) 
A Igreja Católica é contra a Pena de Morte? 
A Igreja e o evangelho são contra a pena de morte. E aqui vão as razões: 
1ª- A tese da Igreja é de valorizar a vida de todos os seres humanos. 
2ª - Não se freia a violência com mais violência. Está provado que em países onde se estabeleceu a pena de morte não diminui o crime. ao contrário a criminalidade aumentou. 
3ª - Nós cristãos acreditamos que o ser humano, guiado pela graça de Deus, tem condição de vencer o mal. 
Portanto, acreditamos na conversão das pessoas e sabemos que essa é a vontade de Deus: que nos convertamos e tenhamos a vida. 4ª - Acreditamos na responsabilidade que nós temos em relação aos outros. Quando alguém comete um crime, a culpa é também de todos porque não se deu a essa pessoa as condições de viver reta e dignamente. Por fim, não concordamos que a questão de colocar a pena de morte na lei brasileira se faça por meio de plebiscito. As pessoas vão votar levadas por sentimentos e estariam, sendo convencidas por falsos argumentos. A saída é combater as causas da violência, valorizar a prática da lei, fortalecer a família, criar senso de cidadania, refazer o poder judiciário. Enfim, renovar a sociedade brasileira! Fazer isso é bem mais custoso e demorado que simplesmente aprovar a pena de morte, que não é solução. 
Pe. César Moreira, C. Ss. R. 
EDITORA SANTUÁRIO

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR NO CÉU

              

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA 
*21 DE AGOSTO DE 1947 
+30 DE ABRIL DE 2022 
Hoje, 21 de agosto de 2026, se aqui estivesse, Padre Luiz Carlos estaria completando 79 anos de idade!
Deus o tem a Seu lado agora!
VEJAM A HISTÓRIA DA SUA VOCAÇÃO:
ENTREVISTA CONCEDIDA A THAMARA GOMES
 EM 31 DE OUTUBRO DE 2013
Seguindo nossa proposta de apresentar a vocês mais sobre a vocação redentorista, convidamos o Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R, para dar seu testemunho vocacional.
O missionário redentorista desempenhou diversos trabalhos na Congregação. Foi pároco, trabalhou na formação de seminaristas, foi mestre de noviços, trabalhou no Santuário Nacional, entre outros. Atualmente, Pe. Luiz Carlos é secretário provincial e continua ajudando na paróquia e acompanhando a formação dos seminaristas. 
1- Com quantos anos teve o primeiro contato com os redentoristas e aonde? 
Não sei quando comecei a pensar sobre ser padre. Morávamos na roça, no município de Sacramento – MG. Tanto os familiares de meu pai, como de minha mãe viviam por ali. Todos os anos o pároco, Pe. Ivo Soares, vinha para a festa do padroeiro. Meu pai dizia que eu disse que queria ser padre. Ele mostrou-me para o padre dizendo isso. Minha avó dizia que eu disse a ela: Vó, um dia eu vou confessar a senhora. Quando ela estava para morrer eu já era estudante redentorista, eu lhe dei a comunhão e ela, então, disse: posso morrer porque o Luiz já me confessou.
Em 1958 um irmão Claretiano, que fazia as assinaturas da Revista Ave Maria, passou em casa e acertou minha entrada para o Seminário Claretiano de Rio Claro, no ano seguinte. Nesse meio tempo, apareceu o Pe. Antônio Borges fundando um seminário redentorista em Sacramento. A família decidiu colocar-me nesse seminário que estava ali perto e não tão longe. Deram-me a vocação redentorista. Não gostei na hora, mas eu tinha 11 anos. Cursava o 3º ano primário. 
2- Passou por algum tipo de acompanhamento vocacional? 
O acompanhamento foi somente acertar a entrada para o seminário no ano seguinte. Começamos com 15 alunos. O Padre Antônio dizia que eram os 15 mistérios do rosário. Dos 15, só eu fiquei. Eu era o 4º doloroso, Jesus carrega a cruz o caminho do Calvário. Depois eu continuei carregando. O acompanhamento era a vida da família que era religiosa. 
3- Com quantos anos entrou para a congregação como seminarista? E quanto tempo ficou na formação? 
Entrei com 11 anos. Era o normal do tempo. Entrei dia 26 de fevereiro de 1959. Fiz a profissão religiosa dia 02.02.68, e terminei os estudos no final de 74. Fui ordenado padre em 23 de agosto de 1975.
4- Como você percebeu que tinha vocação para a vida missionária? 
No começo a vocação era para ser padre. Eu havia visto uns missionários redentoristas que passaram lá perto de minha casa. Lembro-me do Pe. Henrique e do Pe. Domingos, eram redentoristas holandeses da Província do Rio de Janeiro. Mas isso não teve ligação com o fato de entrar para o seminário. Eu ainda era pequeno. 
5- Como aconteceu seu chamado? 
A consciência de uma vocação missionária se deu no correr da formação quando a gente ficava conhecendo a vida redentorista. Nunca pensei em sair. Sempre gostei de tudo. Passei momentos difíceis. Mas foi tudo muito sereno. 
6- Em sua opinião, quais são os principais desafios para se aceitar o chamado à vida religiosa? 
A vida religiosa não é um desafio, é um dom alegre e que preenche o coração. O desafio fundamental é o querer ser religioso redentorista. Isto é, querer ser o que se propõe. A vida religiosa não é um desafio, é um dom alegre e que preenche o coração. 
7- O que mais te encanta na vida missionária? 
O que me encanta é o povo. Meu compromisso é com o povo e me sinto feliz quando posso atendê-lo bem. É muito divertido viver com o povo como povo. Deus sempre me deu o jeito de ficar feliz com o povo. Uso meus dons e faço o que posso por ele. Gosto muito da vida comunitária e da espiritualidade da Congregação!

ELES VIVERAM CONOSCO- IRMÃO ANTÔNIO BALTAZAR SANT'ANNA, RELIGIOSO REDENTORISTA

Irmão Antônio Baltazar Sant'anna
  +21 de agosto 2018

O missionário redentorista Ir. Antônio Baltazar Sant’anna, ou Irmão Santana, como era conhecido na Vida Religiosa, faleceu nesta terça-feira (21), no Hospital HCor, em São Paulo, onde estava internado após uma cirurgia. Há 13 anos, Irmão Santana se submeteu a uma cirurgia cardíaca para colocação de uma válvula no coração. No dia 16 de agosto foi submetido a uma nova cirurgia para substituição da válvula, mas seu quadro clínico agravou-se no pós-operatório. Seu sepultamento será em Aparecida (SP), após a missa de corpo presente no Santuário Nacional. Irmão Santana tinha 69 anos de idade e 37 anos de vida religiosa. Ir. Antônio Baltazar Sant’anna - Nasceu no município paulista de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto (SP), no dia 6 de janeiro de 1949. Era filho de Marcílio Eleotério Sant’anna e Geralda Coelho Sant’anna, e membro de uma família de oito irmãos. Foi batizado no dia 26 de junho de 1949, na Paróquia São Sebastião, em Guapiaçu. Sentindo-se chamado à vida religiosa, com quase 20 anos de idade entrou para o Seminário São Geraldo, localizado na cidade de Potim (SP), em 20 de agosto de 1968. Depois dos anos de formação, fez a sua Profissão Religiosa em 01 de fevereiro de 1975, no Jardim Paulistano, em São Paulo, continuando a residir nessa comunidade como religioso e ali cuidando dos serviços gerais e da manutenção da casa até 1983. No dia 1º de agosto de 1981, realizou sua Profissão Perpétua no Santuário Nacional de Aparecida. Em sua vida e caminhada de religioso, residiu nas seguintes comunidades redentoristas da Província de São Paulo: De 1984 a 1987, residiu no Seminário São Geraldo, em Potim (SP), onde cuidava dos serviços gerais e atuava na manutenção da Rádio Aparecida. De 1988 a 1994, morou em Sacramento (MG), cuidando também dos serviços gerais do Educandário Santíssimo Redentor. De 1995 a 2004, voltou a morar na casa do Jardim Paulistano, em São Paulo, onde também atuava como motorista do Superior Provincial. De 2005 a 2007, viveu em Tietê (SP), na Casa de Noviciado Santa Teresinha. De 2007 a 2010, esteve em São João da Boa Vista (SP), mudando-se em 2011 para a cidade de Araraquara (SP), integrando a Comunidade Santa Cruz. Voltou em 2013 para a Casa de Potim, onde hoje está a Comunidade Redentorista Irmão Bento e, por fim, a partir de 2015, voltou para São Paulo e, morando na Casa Provincial, atuava como motorista do Superior Provincial. Irmão Santana era daqueles religiosos da velha estirpe, sempre ocupado, gastando bem o seu tempo - era muito habilidoso no cuidado de nossas casas - como encanador, eletricista, fazendo compras e abastecendo as comunidades. Entendia de mecânica e vários outros ofícios, além de ser um ótimo motorista. E, sobretudo, nas horas livres ao cair da tarde, estava com o terço em suas mãos, pois era um homem que rezava muito. Uma qualidade que não pode ser esquecida é a de ser o confeccionador dos rosários que serviam para compor o hábito dos confrades redentoristas da Província, de outras Unidades Redentoristas do Brasil e até mesmo da América Latina. “Servo bom e fiel, entra na alegria do seu Senhor”!

http://www.a12.com/redentoristas/noticias/irmao-santana-missionario-redentorista-falece-aos-69-anos

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO ARNO WERNER CSsR

PE. JOÃO ARNO WERNER CSsR
+21 de AGOSTO 1987 
Nasceu em Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, a 13 de fevereiro de 1921. Professou em Pidamonhangaba, dia 02 de fevereiro de 1943. Fez o Seminário Maior em Tietê-SP. Ordenado sacerdote dia 04 de janeiro de 1948, na sua juventude integrou as equipes missionárias da Província, trabalhando principalmente em seu Estado natal. Ao ser criada a Província de Porto Alegre, em 1965, foi seu primeiro Provincial. (Pe. Víctor Hugo C.Ss.R.)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(+)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR(+)
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - INJUSTIÇAS - PADRE CÉSAR

PADRE ANTÔNIO CÉSAR 
MOREIRA MIGUEL CSsR(+)
Quais as grandes injustiças que temos hoje? 
As injustiças, fruto do egoísmo e do pecado, sempre existiram e vão existir no mundo. No entanto, há épocas em que as pessoas lutam mais contra elas até porque chegam a limites insuportáveis. É o caso das revoluções que, na maioria, surgem como relação as injustiças. O nosso século tem graves problemas sociais caracterizados como injustiças. Podemos citar: as diversas formas de marginalização pela qual grande parte da população passa. No entanto, por exemplo, o Brasil tem 32 milhões de marginalizados que vivem na miséria. Outra injustiça é a que advém das desigualdades sucessivas existentes na sociedade. O luxo agride o lixo e vice-versa. quando as diferenças são tão grandes, há o risco das grandes violências serem maiores. Outra injustiça é o nível salarial incapaz de cobrir as necessidades básicas do trabalhador. A isso junta-se o desemprego e o subemprego. É direito universal o trabalho e o salário dignos. Uma injustiça para a qual estamos acordando é a da corrupção pública ou política: gente que se serviu de cargos para o enriquecimento imoral, criminoso. Ainda genericamente são injustiças sociais a falta de escola, de hospital, de respeito ao idoso que não consegue sobreviver com uma aposentadoria vergonhosa. Ou seja, são injustiças de hoje de sempre. Toda e qualquer violência ao ser humano em seus direitos fundamentais, sejam esses direitos individuais ou coletivos. No fundo, o ser humano não é valorizado e respeitado pelo que é. A forma de superar as injustiças é a conscientização e a ação de cidadania pela qual todos se envolvam na solução dos graves problemas que são da maioria da população. 
Pe. César Moreira, C. Ss. R. 
EDITORA SANTUÁRIO

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! SIMPATIA E MACUMBA!

PADRE ANTÔNIO CÉSAR 
MOREIRA MIGUEL CSsR(+) 
Simpatia e Macumba são a mesma coisa? É verdade que tanto a simpatia como a macumba exercem influência psicológica nas pessoas. E sem a adesão psicológica, não funcionam. Mas de resto parece-me que existe sim uma grande diferença entre uma coisa e outra. A simpatia se apresenta como algo a favor de quem a procura sem intenções maldosas contra outros. A simpatia é muito mais uma superstição que pode até da certo desde que a pessoa aceite ser influenciado. Em si não há maldade, nem má intenção nas simpatias. Já na macumba, pelo menos entendida como um ritual em que se busca desejar o mal para alguém ou influenciá-lo negativamente, existe a má intenção. Logo, trata-se de um ato duvidoso e moralmente comprometido. de outra parte, se não houver maldade, vingança, praga, desejos mesquinhos, também na macumba pode não haver mal. E sim o uso de um ritual em que se pode acreditar ou não. Para nós cristãos, a macumba tem um sentido negativo, vingativo, para essas coisas, é purificar a fé, buscando a prática de religião de modo consciente e esclarecido.
DO LIVRO: 
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2 
EDITORA SANTUÁRIO 
Pe. César Moreira, C. Ss. R. 

UM CAFÉ, UMA PROSA

SIMÃO PEDRO CHIOVETTI
Olha que privilégio chegar em casa hoje e pegar na caixa de Correios o livro do querido amigo Professor Thozzi, que eu aguardava ansioso pela publicação. Já comecei a devorar a leitura, se bem que já tinha lido algumas das crônicas pelo Facebook e que contém deliciosas histórias. Dia 28/08 haverá o lançamento no Bar e Espaço Cultural República, no Tatuapé. Thozzi é uma grande figura muito amiga que mora em Ermelino Matarazzo tendo quase toda sua vida ligada à educação pública. Mas ele adora outros variados assuntos como ele mesmo diz: “...Aceito conversar sobre política, saúde, preços, dar conselhos a casais desajustados, falo de futebol, qualidade de carros, beleza de jardins, futebol, religião... Não, não sou expert em Tudo. Mas sou bom ouvinte.” Reproduzo aqui a sua biografia escrita pelo poeta Luka Magalhães na orelha do livro. Parabéns, Thozzi e obrigado por nos brindar com essa preciosidade!
“Antonio João Thozzi, ou melhor, Professor Thozzi, veio de Macaubal para São Paulo ainda pequeno. Foi seminarista, mas não se tornou padre... Casou-se com dona Marisa. Lecionou, esteve Diretor de Escola, esteve Delegado de Ensino... Aposentou-se. É marido, pai, avô... Sempre foi família. Entre um café aqui ou um vinho acolá, uma boa conversa... Uma história. Entre uma conversa aqui e uma história acolá... Uma crônica. Em meio a várias crônicas... Sua vida. Onde mora ninguém conhece o Antônio João Thozzi... Conhecem o professor Thozzi. Ali, quem não foi seu aluno, é pai ou é filho de um de seus alunos. Aliás, todos somos alunos do Professor Thozzi, pois ele sempre tem algo a nos ensinar.”

terça-feira, 18 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - O ESPIRITISMO - PADRE CÉSAR

PADRE ANTÔNIO CÉSAR 
MOREIRA MIGUEL CSsR(+) 
O Espiritismo é uma religião cristã? 
O espiritismo não é uma religião cristã, embora fale muito de Jesus, tenha um evangelho paralelo e faça muita caridade. O espiritismo não é cristianismo: 
1º porque não nasceu com Jesus. Nasceu em 1848, nos Estados Unidos, com duas meninas que ouviram pancadas estranhas no teto e que seriam produzidas por algum espírito. Depois, um professor francês que usou o pseudônimo de Alan Kardec codificou a doutrina espírita em 1857 no livro chamado. "O livro dos espíritos". Trata-se, pois de uma religião recente que não tem 150 anos. 
2º o espiritismo ensina coisas que contradizem o que Jesus foi, viveu e fez. Por exemplo, para os espíritas não existe a ressurreição e sim a reencarnação. Ora, negar a pessoa de Jesus e do ser humano é negar a fé cristã. 
3º o espiritismo não tem altares, cultos, sacerdotes, mediações que Jesus deixou explicitamente para a sua comunidade. Em contrapartida o espiritismo cria trabalhos e médiuns cujos métodos são ocultos e chegam até a ser ameaçadores. 
4º para o espiritismo a Bíblia não é fonte de revelação que, unida à tradição, garante a autenticidade da fé. É um livro com bons ensinamentos e pronto! 
Então, rapidamente apontei partes essenciais na diferença entre o Cristianismo e o Espiritismo. Cuidado para não dizer que é tudo igual e pronto. Não é não. Quanto à prática da vida, claro que vale a sinceridade do coração. Por isso, em qualquer religião quem é sincero e quer ser fiel a Deus, pode salvar-se. Por fim, não é a religião que salva! A religião apenas cria condições humanas e materiais para a pessoa salvar-se. É o que tenho a dizer. 
EDITORA SANTUÁRIO

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - DEUS - PADRE CÉSAR

PADRE ANTÔNIO CÉSAR 
MOREIRA MIGUEL CSsR(+) 
Eu tenho fé, mas não consigo chamar Deus de meu Pai. Essa palavra, em vez de ajudar, atrapalha a minha relação com Deus. Que devo fazer? 
Jesus gostava de chamar Deus de seu Pai e nos ensinou a dizer: Pai nosso, que estais no céu. Usou essa palavra para exprimir a sua experiência de Deus. Jesus sentia Deus como uma pessoa muito próxima dele, fonte de todo o seu ser, em quem podia confiar totalmente, a quem era plenamente fiel e obediente. A coisa que encontrou aqui na terra mais parecida com este Deus foi o pai. A relação entre pai e filho era para ele o que se assemelhava mais à sua experiência de Deus. Para Jesus a palavra "pai" é uma maneira de dizer que Deus nos ama como o melhor dos pais, ou, mais exatamente, muito mais do que o melhor dos pais ama os seus filhos. Jesus poderia ter usado outras palavras para dizer quem é Deus, porque Deus é maior do que tudo o que podemos imaginar. Nenhuma palavra humana é adequada para exprimir toda a riqueza da vida de Deus. Por isso a Bíblia usa muitos termos para revelar os diversos aspectos de Deus: Senhor, Rei, Salvador, grande, todo-poderoso, justo, santo, misericordioso, fiel, e assim por diante. O apóstolo S.João condensou tudo o que o próprio Jesus revelou sobre Deus na expressão: Deus é amor. Portanto, o importante é ter uma imagem de Deus correspondente ao que Jesus nos disse, quando falou de seu Pai. Você pode usar outros termos para exprimir a bondade de Deus e o cuidado que ele tem por todos nós. Não sei se é o seu caso, mas já encontrei pessoas que não gostavam de chamar Deus de Pai, porque tinham sido marcadas pela experiência negativa do próprio pai: pais ausentes, prepotentes, violentos, sem compreensão nem carinho. Muitas crianças no Brasil nem sabem quem é o seu pai. É claro que nestes casos a palavra pai evoca lembranças desagradáveis, que não podem aplicar-se ao nosso Deus. Na Bíblia o amor de Deus é comparado também ao da mãe que não pode esquecer-se de seu filho. Deus é Pai e Mãe. Alguém pode sentir-se melhor imaginando Deus como sua Mãe, ou usando outras imagens que alimentem melhor seu respeito e confiança em Deus. Duas coisas são importantes: primeiro, foi Jesus que nos revelou o verdadeiro rosto de Deus, por isso é o Evangelho que mostra como Deus olha para nós, seus filhos queridos; segundo, nenhuma palavra é capaz de dizer exatamente quem é Deus, porque o seu amor é infinitamente maior do que tudo o que podemos pensar ou imaginar. 
EDITORA SANTUÁRIO