segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PAULO AUGUSTO PUGLIESI - Antigo Seminarista Redentorista

PAULO AUGUSTO PUGLIESI - Antigo Seminarista Redentorista
+5 de janeiro de 2007
Estender e ativar amizade dos amigos de Paulo Pugliesi.
Pessoal... Amigos... Amigas
Conheço poucos de vocês pelo nome. Mas, tive o prazer de conhecer bem o Paulo Pugliesi. Primeiro como amigo de infância no seminário até 1970. Depois, quando ambos já estávamos fora do seminário batalhando pela vida do real dia a dia. No meu casamento a mâe do Paulo, dona Judith me deu o seu presente: cantou maravilhosamente quando eu e a Yone entramos na igreja. Isso foi em 1975. A vida deu muitas voltas. Nos encontramos novamente em 2006. Visitamos pessoalmente o amigo comum, Perdigão, mais amigo do Paulo do que meu pela maior convivência do Paulo com o querido Perdigão e lembramos dos bons e velhos tempos de seminário. Continuamos nos comunicando sempre via e-mail... quantas mensagens maravilhosas ou divertidas que recebi de vocês através dele... Já no final de dezembro de 2006 ele me ligou marcando um almoço para nós 4 inicialmente:a dona Judith, ele, eu e a Yone. Como foram bons, marcantes e inesquecíveis aquelas 3 horas que ficamos juntos conversando sobre tudo: alimentação (ele fazia suas misturas revitalizantes e naturais), a vida, nossas famílias, os negócios e o objetivo maior de estarmos aqui que é 'estar a serviço da VIDA MAIOR, de Deus, de Jesus Cristo' independente de religiosidades e teologias. Como foi boa essa conversa sobre vida eterna, sobre o infinito amor de Deus para cada um de nós que somos os 'amados de Deus'... e assim por diante. 
Quando semana passada a Dona Judith ligou  em casa no 11-6601.9955 me procurando, eu jamais poderia supor que o nosso querido Pugliesi tinha sido recolhido pela VIDA. Quero acreditar, sim, que ele foi recolhido pela Vida e não pela morte e que a misericórdia de Deus tenha escrito o seu nome no Livro da Vida eterna onde ele viverá para sempre.
Independente da crença de cada um de nós, gostaria de fazer um pedido: como pessoas que faziam parte do coração do Pugliesi, continuarmos nos comunicando como OS AMIGOS DO PAULO PUGLIESI, repassarmos nossos telefones e outras informações a nosso respeito e quando estivermos mais ou menos próximos, podermos inclusive marcar um almoço ou uma pizza juntos para continuarmos a amizade que começou com ele.Não conheço a família do Paulo Pugliesi, mas gostaria de conhecer a esposa e as filhas.
Meu nome é Elberto Mello. Tenho 56 anos. Profissionalmente sou diretor da Canbyo Motivação Humana e Consultoria empresarial, através da qual dou Palestras no mercado pet, especificamente e nos mercados atacadista e varejista de SP.Minha formação é Psicologia e comercio varejista. Estou aberto para continuar as comunicações que se iniciaram com e através do amigo comum, o querido Paulo Augusto Pugliesi.
Um abraço a todos e que Deus os abençoe.
Elberto Mello
Endereço(s) de email(s):
canbyo@terra.com.br
11-6601.9955
11-9221.3885

Eu no seu Natal
Veja-me como se eu fosse aquela verde árvore
que quer dar-lhe as cores da esperança
e, nas bolinhas coloridas o que sinto:
Na vermelha, o calor do carinho que tenho por você.
Na azul, a proteção dos Anjos aos quais peço por sua segurança.
Na amarela, cor do ouro, toda a prosperidade que lhe desejo.
Na roxa, a tristeza que sinto quando vejo você triste.
Na branca a Luz da Paz que eu quero para a sua Vida.
Quero ser um pouco seu Natal
Sinta-me em cada caixinha de presente, sorrindo com seu sorriso.
Nos laços coloridos, meus bons pensamentos enfeitando a sua casa.
Nas crianças que correm felizes, a energia positiva que lhe envio.
Nos brinquedos esparramados, a inocência que vejo em seu coração.
Nos abraços ou em solidão, a minha presença vibrando serenidade.
Nos sinos que tangem, ouça minha voz em orações pedindo a Deus que lhe dê proteção e que afaste qualquer mal.
Esteja você onde estiver
Deixe-me ser um pouco seu Natal
Sinceramente
Paulo Augusto Pugliese

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. VICENTE (ALVES DA SILVA)CSsR

IR. VICENTE (ALVES DA SILVA) CSsR 
+ 5 de JANEIRO 1993 
Nasceu o Ir. Vicente em São Roque de Minas - MG, a 26 de junho de 1950. Eram seus pais: José Alves da Silva e Maria Rosa da Silva. Tiveram três filhos homens. Entrou o Irmão para o Seminário São Geraldo, no Potim, no dia 30 de janeiro de 1980, com 30 anos de idade. Terminou o primeiro e o segundo graus. Era também técnico em contabilidade. Fez o Noviciado em Tietê-SP, no ano de 1986. A profissão religiosa foi feita em Aparecida-SP, no dia primeiro de fevereiro de 1987. Sua primeira comunidade depois de professo foi o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida. Em janeiro de 1988 foi transferido para a Comunidade e Paróquia do Jardim Paulistano, em São Paulo, onde ficou até sua morte. Era sacristão de nossa igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Era quieto, reservado, de pouca prosa, mas desempenhava bem seu cargo de sacristão. Em fins de dezembro de 1992, de férias, foi passar uns dias em sua cidade natal, junto a sua mãe e demais parentes. No dia 05 de janeiro de 1993, depois do almoço, após ter aberto a igreja matriz, em lugar do pároco, na praça, repentinamente caiu morto. Enfarte! Ia completar 43 anos. Foi resolvido que fosse sepultado lá mesmo em São Roque de Minas. Depois da missa de corpo presente, onde estiveram presentes vários confrades, foi sepultado no dia 06 de janeiro de 1993. Tinha apenas votos temporários. O Conselho Provincial, em sua última reunião de 1992, tinha-o aprovado para renovação de seus votos religiosos. Estava com 42 anos e meio de idade e quase 06 anos de Profissão Religiosa. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

domingo, 4 de janeiro de 2026

ELES NOS PRECEDERAM - IR. ORLANDO (ISAAC DOS PASSOS E SILVA)CSsR

IR. ORLANDO (ISAAC DOS PASSOS E SILVA)CSsR
+4 de JANEIRO 1947 
Mineiro da roça de Itajubá (MG) ingressou na C.Ss.R. após uma missão pregada pelos nossos em sua cidade. Seu sonho era ser padre, mas como a inteligência era fraca, resolveu ser Irmão leigo. Desde criança muito piedoso, rezava freqüentemente o terço, e aos domingos, percorria uma boa distância, a pé ou a cavalo, para não perder a missa. Chegando a Aparecida foi designado para auxiliar na cozinha do Juvenato, e logo nos primeiros dias ele confessou a um dos confrades: “A saudade está me cortando o coração, mas hei de ser um irmão redentorista”. Professou a 2 de agosto de 1945, trabalhando depois em Tietê, Pinda e Aparecida, onde faleceu aos 25 anos de idade.
No dia 28 de dezembro (1946) os juvenistas foram acompanhar o enterro do nosso Pe. Eugênio Johner, aí pelas 5 horas da tarde. Irmão Orlando ficou em casa para preparar o jantar. Tendo terminado o seu trabalho na cozinha, como os juvenistas ainda não houvessem voltado, ele subiu a um dos andares superiores, para rezar o terço. Encontrou-se com dois candidatos que tinham ficado em casa, mas passou por eles com o terço na mão. Sentou-se num velho sofá, e continuou rezando, sem atender aos dois que lhe dirigiram algumas palavras de brincadeira. Estava ele sentado, com o terço nas mãos, quando os candidatos lhe quiseram passar um susto de mau gosto. Ao empurrarem o sofá, este tombou, atirando o Irmão sobre o forro da capela que se abriu. Irmão Orlando, de cabeça para baixo, foi cair sobre um banco, ou sobre o piso da capela. A queda foi violenta, com fratura do crânio. Levado para a Santa Casa, ele ali permaneceu inconsciente, agitando-se em convulsões, durante alguns dias, falecendo a 4 de janeiro de 1947. Os pormenores dessa tragédia não chegaram a ser bem esclarecidos. Mas a culpa dos dois candidatos parece ter ficado patente, pelo fato de um deles ter voltado para casa poucos dias depois, isto é a 24 de janeiro. E o outro fez o mesmo a 14 de abril. Soube-se depois que um deles não era rapaz de bons precedentes.
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Já comentei sobre esse fato. Na época, eu tinha nove anos de idade, era coroinha da basílica e morava nos arredores do Colegião. Conhecia o irmão Orlando e participei de seu enterro. Não sabia dos pormenores do acidente, talvez os padres não tenham divulgado para evitar algum envolvimento policial dos seminaristas, a nós foi relatado que a queda se deu espontaneamente por ele ter dormido e o sofá estar posicionado na divisória do piso do quarto pavimento com o forro do salão de atos no terceiro . Quando entrei ao seminário em 1949, visitei o local e era visível a emenda no forro do salão de atos ( o relato diz erroneamente que era capela). Quanto aos seminaristas, não podemos julgá-los e nem divagar sobre a vida posterior de ambos, acredito que foi uma brincadeira de mau gosto e que teve como consequência uma tragédia. Alexandre Dumas
Obrigado Dumas pelo oportuno comentário! Há muita história de nosso tempo que deve ser esclarecida, tal como esta! Ierárdi

sábado, 3 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. FRANCISCO DELUGA CSsR

PE. FRANCISCO DELUGA CSsR 
*28.12.1934 - +03.01.2008 
Na madrugada do dia 3 de janeiro de 2008, na casa paroquial de Amaralina, em Bom Jesus da Lapa, faleceu Pe. Francisco Deluga, vítima de uma parada cardíaca. Pe. Francisco Deluga nasceu no dia 28 de dezembro de 1934, na Polônia e poucos dias depois (1º. de janeiro de 1935), foi batizado. Os seus pais eram pequenos agricultores o educaram na fé. A sua infância foi marcada com as penúrias da II Guerra Mundial (1939-1945). Em conseqüência dos ataques, a casa da família foi devorada pelo fogo. Sobrou apenas um paiol com um estábulo, que o pai adaptou para a moradia da família. Em meio a tudo isso Francisco, de 16 anos, revelou aos pais a vontade de ser padre. Para isso, tiveram que vender o material adquirido para a construção da casa. Os pais nunca conseguiram construir a casa; moravam num cubículo ao lado do estábulo da única vaca que possuíam. Francisco herdou dos pais o dom da bondade e simplicidade que o ajudou a fazer muitas amizades por onde passou, ao longo dos 47 anos de sacerdócio. Foi ordenado em 1961, trabalhou durante 10 anos na Polônia, no Santuário de Nossa Senhora, em Tuchów. Chegou ao Brasil em 11 de fevereiro de 1972, integrando o primeiro grupo missionário polonês, destinado para trabalhar na Bahia. Trabalhou na paróquia e no Santuário de Bom Jesus da Lapa; em Salvador, na paróquia da Ressurreição do Senhor; na paróquia de Senhor do Bonfim, no norte da Bahia; na paróquia de Uma, diocese de Itabuna, depois do falecimento do Pe. Waldemar Galazka (1986), e também foi reitor do Santuário e Basílica de Senhor do Bonfim, na capital baiana (1979-1980). Como pároco em Bom Jesus da Lapa construiu várias capelas, mas o seu grande feito foi a edificação da bela igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Lagoa Grande. A Pastoral Familiar foi sempre um destaque na atividade apostólica do Pe. Francisco, em todos os lugares onde trabalhou. Foi sepultado no dia 4 de janeiro de 2008, em Bom Jesus da Lapa, tendo a presença aproximada de duas mil pessoas, demonstrando muito carinho ao Pe. Francisco Deluga.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. BONIFÁCIO (JOSÉ KLOFAC) CSsR

IR. BONIFÁCIO (JOSÉ KLOFAC) CSsR
+2 de JANEIRO   1950 
Uma figura inesquecível do nosso Juvenato, onde viveu e trabalhou durante quase cinqüenta anos. Era de Smolov, na Boêmia, onde nasceu a 30 de março de 1863. Ingressou na C.Ss.R. em 1894, e ainda como noviço, veio para o Brasil em 1897. Embora não fosse bem um alfaiate, foi esse o seu ofício no Juvenato, de 1904 até a sua morte. Irmão Bonifácio nunca chegou a aprender bem o português, o que não lhe causou grandes problemas. Foi sempre um solitário, sem qualquer amizade com estranhos. Passava seu tempo na alfaiataria, remendando sempre a roupa dos juvenistas. Quando tinha alguma folga, era ele um quase fantasma, de batina preta e surrada, em meio às bananeiras e outras plantas que, naquele tempo cobriam a ribanceira hoje elegantemente recortada pelo imponente e majestoso “Escadão”.... Ali colhia um cacho de bananas, outras frutas para a mesa dos Juvenistas. Tinha, no antigo “Colégio Santo Afonso” um gosto que ninguém sabia explicar: levava para a alfaiataria uma ou duas laranjas maduras; colocadas numa mesa, ele esperava que as laranjas apodrecessem, e, quando já estavam cinza azulada, ele as comia. Penicilina? penitência? Não se sabe. Aos domingos costumava ler alguma revista alemã arqui-velha das que guardava consigo. Certa vez, passando um juvenista pela porta (aberta) da alfaiataria, viu o Irmão rindo a gargalhadas, com uma revista nas mãos; e perguntou: Que foi, Irmão? E ele explicou, mostrando o desenho de um chiste alemão : Se um cachorro morde um homem, muito bem; mas se um homem morde um cachorro... ôh! que ka-la-mi-ta-te!... e estourou uma sonora gargalhada. — Por ocasião de uma grave pneumonia que contraiu, quiseram ministrar-lhe os últimos sacramentos, devido a sua extrema fraqueza. Ainda não — disse ele — quando chegar o dia eu aviso. — E em dezembro de 1949 ele achou que o dia estava chegando; sintoma: “Não sinto mais gosto — última confissão, recebeu a Unção dos Enfermos. E, enquanto “o dia” não chegava, recebia sempre sorrindo os confrades que o visitavam, e eram contínuas as suas jaculatórias, pronunciadas com uma calma invejável. Com muita simplicidade foi que, naqueles dias, revelou a alguns confrades: “Certa vez eu vi Nossa Senhora com o Menino Jesus. Ela pediu a Nosso Senhor que o Irmão Bonifácio não pecasse mais. Desde aquele dia nunca mais pequei”. A 2 de janeiro de 1950 ele deixou este mundo, e foi descansar para sempre, com 87 anos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - LUIZ MARIA TORATI – Antigo Seminarista Redentorista

LUIZ MARIA TORATI – Antigo Seminarista Redentorista 
1 DE JANEIRO DE 2011 
O Torati, para mim, sempre foi o companheiro, de 1961 a 1971, tempo em que estive no Seminário. Não tinha tempo ruim, era sempre disposto e aplicado. Lembro-me da época em que nos divertíamos com o Pe. Escudeiro, nosso professor de Trigonometria e Grego, que frequentemente chamava o Torati por Criado e eu por Torati. Lembro-me das pescarias onde ele era imbatível na pesca de lambari, devido a sua boa sensibilidade em puxar a linha na hora em que o bichinho estava beliscando a isca. Era um atrás do outro enquanto eu, de vez em quando, pegava um. Lembro-me do jogador de futebol que se inspirava nos petardos do Rivelino, na seleção brasileira, chutando diretamente ao gol, do meio de campo, e pegando o goleiro de surpresa. Lembro-me do jogo de futebol de salão, em Tupã, onde, depois de perder uma vez dos seminaristas, os jovens da comunidade nos desafiaram para revanche, com jogadores bem melhor preparados, dando-nos uma goleada, o Torati me xingando nervoso para fazer alguma coisa, inutilmente. Enfim, lembro-me deste companheiro, sempre muito reservado, de quem conseguia alguma confidência somente depois de muito insistir. Talvez por este motivo, também não se inscrevia nos encontros mas estava sempre ligado aos ex-companheiros. Um grande abraço a este amigo e conforto à Célia e seus filhos. Eles sabem melhor que todos que o Torati fez diferença e continua presente em nossas lembranças. Há um belo lugar esperando por este guerreiro.
José Carlos Criado
FOTOS DA PRESENÇA DO TORATI
(Encaminhadas pelo José Carlos Criado)


Só hoje li a triste notícia do falecimento do Luiz Maria Torati. Entramos no mesmo ano (1961) no Seminário Sto Afonso. Que Deus o tenha no reino da glória... Grato e Paz 
Décio Brites 
Fiquei chocado com o falecimento do Torati. Estivemos juntos no encontro recente na chácara do Silvério, oportunidade em que conversei com o Torati e Esposa, que Deus o tenha na Glória. Abraços!
José Vicente Naves. 
Caros amigos Apresento meus pêsames aos familiares do Torati pelo seu falecimento e rogo a Deus pelo seu descanso eterno. Quanto à troca de fotos, estamos sujeitos a isso. Pior se trocasse o texto da notícia. Com Santo Afonso aconteceu isso.Os jornais da época noticiaram seu falecimento, trocando o seu nome por outro semelhante. Assim ele morreu duas vezes. Na primeira ele foi apenas conhecer o céu. Abraços a todos e Feliz Ano Novo 
Pe. Clóvis Bovo CSsR(✝︎)
poxa! ele está vivo em mim da última conversa que tivemos... 
Carlos Felício 
Olá! Saudando a todos pela esperança de vivermos mais um ano na alegria e cheios de realização. Feliz 2011 para todos. Embora iniciamos esse ano tocados pela tristeza da perda de um de nossos amigos. Faleceu hoje vitima de câncer nosso querido TORATI. Rezemos pelos familiares Abraço a todos 
Pe. Valdevir Cortezi 
Olá, Ierárdi. Expresso aqui o meu pesar e de minha família pela perda de um querido, que foi muito amigo de meu pai, viajamos juntos para Curitiba uma vez. 
Vitor Bustamante 
Logo que lí sobre seu falecimento lembrei-me do encontro no sítio do Silvério, e pensei: Que bom que estivemos juntos mais uma vez. Amigo sempre sorridente, de abraço apertado e gostoso, fraterno. Como outros, vai deixar lembranças, um espaço vazio no peito, mas um grande lugar no nosso coração. Adeus!
Antonio Claudio e Vanda
Tinhamos marcado um JANTAR a qualquer hora em SÃO PAULO..vivemos juntos anos de muita FELICIDADE no SANTO AFONSO....SEMPRE O TORATI, AMIGO, e CONFIDENTE..... Não deu tempo para o jantar em SAO PAULO...TIVEMOS ANTES UM ENCONTRO EM SEU AP. NA ALAMEDA LORENA...recebeu-me com a CELIA e os filhos....olhamos fotos do SEMINARIO. Não poderia esperar fosse tão cedo.....muito educado e querido, enviou-me um texto de e-mail falando de seu estado de saúde....CONFIANTE, porem.....QUE TRISTEZA...soube pelo CRIADO...ainda não sei o que dizer...SÓ PEÇO A DEUS QUE GUARDE ESSE BELO EXEMPLO DE HOMEM, IRMÃO E COMPANHEIRO NO MELHOR LUGAR DO CÉU....Aquele jantar vamos marcar um dia sim juntos na ETERNIDADE.....DEUS O ILUMINE E GUARDE.
NELSON DUARTE(+)

FRATERNIDADE E PAZ

Primeiro de janeiro, desde 1935 é Dia da Confraternização Universal, e desde 1957 é também Dia Mundial da Paz. 
E, passados muitos anos, precisamos de fraternidade e paz neste nosso mundo e nesta nossa pátria. 
Fraternidade e paz são dons que Deus nos oferece. 
Mas, para serem realidade, é preciso que nos convertamos, todos, povos e seus dirigentes. 
Rápido olhar para o mundo, e vemos violências, opressões e guerras. 
E ficamos sem saber que fazer ou esperar. 
Precisamos, sim, confiar na ajuda de Deus e pedir socorro. Nós temos de fazer alguma coisa enquanto é tempo, começando por perto, sendo sal, fermento e luz. 
E mais: talvez ainda haja tempo de escolhermos com mais cuidado os nossos dirigentes. 
Só assim poderá haver paz e fraternidade no mundo e no Brasil.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

ELES NOS PRECEDERAM - PE. ANTÔNIO KAMMERER CSsR

PE. ANTÔNIO KAMMERER CSsR 
+29 de DEZEMBRO 1905 
Nasceu a 3 de outubro de 1873 em Munique (Alemanha). Aos seis anos de idade ficou órfão de mãe, perdendo logo depois o pai. Como era de família pobre, o garoto teve que enfrentar então uns bons anos de vida dura e difícil. — Graças à caridade de um seu amigo que por ele se interessou, pôde conhecer a C.Ss.R. na qual professou, sendo ordenado a 20 de junho de 1897. Nesse mesmo ano veio para o Brasil, permanecendo em Aparecida, onde se dedicou com muito zelo à catequese das crianças. Os primeiros juvenistas que ingressaram no então “Colégio Santo Afonso” foram escolhidos e preparados por ele. Inteligente e aplicado, Pe. Antônio aprendeu o Português com certa facilidade, dedicando-se ainda ao estudo de outras línguas: inglês, italiano, holandês, castelhano, cujos livros vivia lendo sempre. Culto, e sempre ao par dos principais acontecimentos, foi um dos primeiros colaboradores do recém-fundado “Santuário de Aparecida”. Mas aí pelo ano de 1900, começou a experimentar os primeiros sintomas da tuberculose e, tentado alguma melhora, passou alguns meses em nossa casa de Juiz de Fora. Sem resultado porém voltou para Aparecida e, a conselho médico, regressou à Alemanha, onde pensava restabelecer-se. Chegou a sua terra natal em 1903, num estado de grande fraqueza. Não podendo mais trabalhar, passou seus últimos dias rezando e, enquanto pôde, em meio aos seus livros de Teologia e Ascética. Faleceu a 29 de dezembro de 1905.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 28 de dezembro de 2025

ELES NOS PRECEDERAM - PE. EUGÊNIO (CARLOS) JOHNER CSsR

PE. EUGÊNIO (CARLOS) JOHNER CSsR
+28 de DEZEMBRO 1946 
Nasceu em Rottemberg (Alemanha) a 23 de outubro de 1885. Ingressando no Juvenato C.Ss.R. professou em 8 de setembro de 1906, e foi ordenado a 2 de agosto de 1911. Trabalhou por algum tempo em Gars, vindo depois, em 1914, para o Brasil, dedicando-se ao trabalho da igreja, em Aparecida. Foi Depois, Superior de Campinas (GO) mestre de noviços, e professor de Moral no Seminário Maior (Tietê). Como simples confrade, como superior, e principalmente como mestre do noviciado, Pe. Eugênio foi sempre conhecido como um religioso de muito zelo, e até rigor, na observância da regra. E ele era o primeiro a dar bom exemplo em tudo: pontual e exato nos mínimos pormenores da observância regular. A qualquer momento, em qualquer circunstância, era conhecida a sua pergunta, feita geralmente com energia: “Que diz a regra?” — No entanto, ele sabia ser humano também. Alegre e comunicativo nos recreios comuns, principalmente nos dias mais festivos, em que era permitido fumar; não recusava então o aditivo de um bom charuto. Nas horas certas e determinadas, não se furtava de uma boa prosa, condimentada sempre com sucessivas pitadas de rapé. Seus últimos anos foram passados em Aparecida. Sofrendo sempre de um agudo reumatismo, era com dificuldade que se dirigia à igreja, para atender confissões. Aos poucos sobreveio-lhe também a esclerose, que, pouco a pouco, impediu-o de trabalhar. Deprimido, chorava às vezes como uma criança; gritava no seu quarto, ou falava coisas desencontradas. Levado para a Santa Casa local, aí faleceu a 28 de dezembro de 1946.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS (SACRISTÃO) Antigo seminarista redentorista

              

 ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS (SACRISTÃO)

Antigo seminarista redentorista
*11/10/1950
+26/12/2014
Cidade natal – Assis-São Paulo
Estudou no Seminário  Santo Afonso em Aparecida-SP e PUC-Campinas-SP
Informo a todos meus amigos que, infelizmente, meu irmão Antonio Carlos Santos faleceu, 26 de dezembro de 2014, em Assis - SP. por volta de 17 horas. Recebi a noticia na viagem de volta a SP, às 19.15hs. Agradeço a todos que rezaram por ele, pela sua cirurgia e depois pela recuperação de sua saúde. Infelizmente foi vencido pela infecção hospitalar. Desígnios de Deus. Que Deus abençoe a todos. Mauro A.Santos
“Não perguntes por quem os sinos dobram.Eles dobram por ti”
"Quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade".
Ernest Hemingway
Sabemos que o Sacristão estava há algum tempo lutando pela sua saúde. Entretanto, este momento é muito triste, tendo em vista que era um de nossos colegas que nos dava muito carinho e por quem temos um cordial afeto.Desígnios de Deus, como diz seu irmão Mauro. Antônio Ierárdi

Meu caro Mauro: Com muita tristeza recebo a notícia de nosso amigo fraternal "Sacristão", o Antonio Carlos... Que Deus conforte a você e a toda a família.... De nossa parte, podemos confortá-los com nossas orações e com as alegres lembranças de nosso "Sacristão".... Brites e família.
...pra nossa tristeza morreu um amigo que era um presente : nossa amizade durava desde 1962 : Antonio Carlos ,o Sacristão (desde que se meteu a declamar uma poesia que assim se intitulava, isso em 1962...) Deus achou que era hora, um câncer o fulminou...ficamos aqui na certeza de que ele já foi acolhido no Paraíso...pedimos agora à Mãe (que entende de consolo) que conforte a família,os amigos...e que nos ampare a todos... Thozzi
Caro Ierardi, Agradeço sua atenção para conosco. A vontade que sempre prevalece é a de Deus e não a nossa. Não conhecemos sua vontade. Antonio Carlos era bastante querido por todos nós, ex-seminaristas, e tantas outras pessoas. Seu enterro teve a bastante gente demonstrando isso. Mas agora está com certeza melhor, em companhia do nosso Pai e tantos outros que já se foram. Um abraço fraterno. Mauro

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

UM CONTO DE NATAL

Tantos contos de Natal foram escritos por tantos escritores.
Alguns são lindos. 
Lucas não escreveu um conto de Natal. 
Não enfeita, não tenta comover, simplesmente conta a história mais inesperada. 
Um casal apreensivo porque não encontra uma casa para a criança nascer. 
Há pastores que recebem mensagem do céu, com promessa de paz. 
Chegada a hora, nasce um menino, que a mãe envolve em faixas, e coloca no berço de palha. 
Sem melodias celestes, nem estrelas a brilhar. 
Bem, elas brilhavam sim no céu, como se nada tivesse acontecido, mas apenas para os pastores. 
Não parecia, mas tudo mudava para todos, o universo e o mundo humano ganhavam sentido, o centro, seu ponto mais alto.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÔNIO PENTEADO DE OLIVEIRA CSsR

PE. ANTÔNIO PENTEADO DE OLIVEIRA CSsR
+24 DE DEZEMBRO 1968 
O nosso “Frei Antão” do famoso “limãozinho de Deus”. Campineiro-SP nasceu a 12 de dezembro de 1896, tendo ingressado no Juvenato C.Ss.R. em 1911. Após a Profissão (1918) foi para a Alemanha, onde fez seus estudos superiores. Voltando para o Brasil em 1925, foi nomeado professor no Juvenato, indo depois para Goiás, onde trabalhou como missionário até 1930. Desse ano em diante viveu quase sempre nas casas de São Paulo, exercendo os mais diversos cargos. Foi superior em Tietê, Campinas (GO), Aparecida e Penha; consultor provincial várias vezes, professor no Juvenato, Mestre do segundo noviciado, Redator e Diretor do “Santuário de Aparecida”. De 1933 a 1935, como Vigário de Aparecida, dotou a Basílica de grandes melhoramentos: bancos novos, passagem atrás do altar-mor para a visita da Imagem, ampliação da capela do Santíssimo, e principalmente o carrilhão de bronze (seis sinos) adquiridos em Trento na Itália. Nomeado redator do “Santuário” escreveu, e muito, sobre plantas medicinais, no “Consultório de Medicina Caseira” e sobre questões de fé e moral no “Consultório de Frei Antão.” Foi em Aparecida, aí por 1960, quando, sentindo-se mal do fígado, pediu a um confrade que lhe desse, para experimentar, um vidro de tintura indicada para o caso. Maravilhado com o efeito, enamorou- se das plantas medicinais, e delas acabou simplesmente apaixonado. Se elas não viviam para ele, ele passou a viver somente para elas: instalou no Juvenato (Aparecida) um quase laboratório para a fabricação das suas tinturas; pôs-se a ler e estudar tudo o que se referia às plantas medicinais. Sobre o assunto, escreveu artigos e folhetos que propagava com persistente entusiasmo, sempre enaltecendo as virtudes das plantas medicinais, especialmente do “limãozinho de Deus”. E quem lhe pedisse um vidro de remédio, tinha de ouvir antes um fervoroso panegírico sobre plantas, depois, uma completa apologia da tintura; finalmente... recebia o remédio. Nos seus últimos meses de vida esqueceu um pouco o “limãozinho de Deus”, apaixonando-se pelo alho e pela cebola. Mas a morte, que desconhece qualquer medicina, estava se anunciando através de diversas complicações. A 22 de dezembro (1968) sentindo-se mal, teve de ser levado para a Santa Casa. De nada valeram os cuidados médicos. Os ponteiros já estavam apontando para o infinito. E no dia 24 (pouco depois da meia-noite), um colapso levou nosso confrade para o Natal da eternidade.
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

MINHA NOTA: Convivi com o Padre Penteado, o estimado Frei Antão, quando foi reitor dos  padres no SRSA. Há um fato que se conta da época em que ele tenha admitido uma situação de telepatia por parte do Pe.Carlos Silva que vinha de ser ordenado e ainda prestava exames anuais, durante 5 anos, que eram redigidos no seminário maior de Tietê e encaminhados à reitoria dos novos ordenados. Na ocasião, Pe.Silva garantia que saberia em Aparecida-SP as questões no mesmo momento em que seriam redigidas em Tietê-SP. Com a dúvida dos confrades e a autorização do Pe.Penteado, Pe.Silva escreveu as questões e as entregou àquele reitor. Este, ao recebê-las posteriormente do Seminário de Tietê, comparou-as e confirmou o acerto antecipado do Pe.Silva. Houve apenas a inversão das questões 4 e 5, considerando, como se soube depois, que a questão 4 fora retirada e recolocada em seguida no lugar da questão 5 que ficara em 4º lugar. Esse fato foi-me devidamente confirmado pelo próprio Pe.Silva em 2008. Antônio Ierárdi
PADRE CARLOS SILVA(+)

ELES NOS PRECEDERAM - PE. JOSÉ CLEMENTE HEINRICH CSsR

PE. JOSÉ CLEMENTE HEINRICH CSsR 
+24 de DEZEMBRO 1941 
De família pobre, nasceu em Fuchsenfeld (Alemanha) a 26 de maio de 1879. Fez seus estudos primários em sua terra natal, passando depois a trabalhar numa chácara de sua avó paterna, terceira franciscana, e assinante de uma revista missionária. Foi com a leitura dessa revista que despertaram no garoto os primeiros desejos de ingressar na vida religiosa. Valendo-se da boa vontade de parentes, procurou os Jesuítas, os padres do Verbo Divino, mas não conseguiu ser admitido. Nem por isso perdeu a esperança; e algum tempo depois foi bater à porta dos Redentoristas, e foi recebido no Juvenato em 1891. Professou em 1899, e  ainda teólogo, apresentou-se ao Provincial, como candidato a missionário no Brasil. Foi aceito e aqui chegou em 1903. Em Aparecida continuou seus estudos, e a 21 de setembro de 1904 foi ordenado com os padres Carlos Hildebrand e Afonso Zartmann. Passou então a lecionar no “Colégio Santo Afonso” e a trabalhar na Igreja. Nomeado catequista, dedicou-se com muito gosto e capacidade ao seu cargo. Soube preparar catequistas, movimentou festas do Catecismo, solenizou a Missa dominical das crianças, e, para completar o seu trabalho, fundou o Círculo Católico São José, para melhor formação religiosa dos rapazes. Estava ele trabalhando em Goiás, quando em agosto de 1912, foi nomeado Vice-Provincial. Surpresa geral, já que Pe. Clemente ainda não havia sido Superior em nenhuma casa, e era 309 um dos mais jovens entre seus colegas. Um dos problemas que logo lhe deu sérios aborrecimentos, foi a ordem da Província Mãe, decidindo a supressão da casa de Campininhas. Com sucessivas cartas ao Geral, Pe. Clemente conseguiu manter a fundação. Em 1913 fundou a Casa de Perdões, destinada ao Noviciado, supressa mais tarde, em 1920. Durante o seu triênio foi inaugurado o atual Convento de Aparecida, substituindo a antiga casa. Em 1915 deu-se também a inauguração da nova Casa da Penha. Sempre muito preocupado com o Juvenato, comprou a Fazenda Dona Gertrudes, na Pedrinha, para as férias dos juvenistas. Como Vigário que era de Aparecida, construiu um salão para os pobres, onde pudessem receber as esmolas dos romeiros. Fez ainda diversos melhoramentos na Igreja, incentivando também as Associações e o coro da Basílica. Após um triênio cheio de realizações, Pe. Clemente pediu para deixar o cargo, trabalhando ainda alguns anos na Penha e em Cachoeira do Sul. Em 1933 voltou para a Penha, onde muito realizou, encarregando-se do Catecismo, do Círculo Católico, Congregação Mariana, Comunidades Religiosas e Santuários. Seus últimos anos ele passou em Araraquara e em Pindamonhangaba. Idoso, e de saúde abalada, auxiliava ainda os confrades no que podia. Em Pinda teve um colapso que o deixou parcialmente paralisado. Foi logo levado para Aparecida, onde um tratamento rigoroso nada resolveu. Um médico de São Paulo, seu antigo aluno de Catecismo em Aparecida, prontificou-se a fazer tudo para lhe devolver a saúde. Internado, por isso, no Hospital Santa Catarina, apesar do tratamento, nada melhorou. Em sua última semana de vida, sempre assistido por um dos nossos, teve muitas vezes, momentos de agitação e delírio; mas quando calmo, era com muita conformidade que rezava, repetindo contínuas jaculatórias. Num dia em que estava sofrendo muito, o confrade que o assistia lhe disse: — “Pe. Clemente, ofereça tudo pelo nossos jovens, para que eles perseverem, e sejam bons redentoristas”. — Sim, seja tudo por eles”.- Respondeu o enfermo. No dia 24 de dezembro de 1941, às duas horas da madrugada ele expirou, iniciando o seu “natal” na eternidade.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

ELES VIVERAM CONOSCO - Dom Aloísio Leo Arlindo Lorscheider O. F. M

Dom Aloísio Leo Arlindo Lorscheider O. F. M. (Estrela8 de outubro de1924 — Porto Alegre23 de dezembro de 2007) foi um sacerdote frade franciscano e cardeal brasileiro, além de ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB.
Vida
Dom Frei Aloísio Lorscheider ou Cardeal Lorscheider, como ficou conhecido, nasceu a 8 de outubro de 1924, em Picada Geraldo, Estrela, no Rio Grande do Sul. O nome de seu pai era José Aloysio Lorscheider e o da mãe Verônica Gerhardt Lorscheider.
Fez o curso primário em Picada Winck, em Lajeado, em Palanque e Venâncio Aires. Ingressou em 1934, no Seminário dos padres franciscanos, em Taquari, onde fez os cursos Ginasial e Colegial.
Em 1942, fez o Noviciado e o primeiro ano de Filosofia no Convento São Boaventura, em Daltro Filho e Garibaldi. Em 1944, foi transferido para o Convento Santo Antônio, em DivinópolisMinas Gerais, onde terminou o curso de Filosofia e fez o curso de Teologia. Passou a adotar o nome religioso de Frei Aloísio, nome que conservou até o final de sua vida.
Sacerdócio
Foi ordenado sacerdote a 22 de agosto de 1948, em Divinópolis.
Como sacerdote, lecionou latim, alemão e matemática no Seminário Seráfico, em Taquari. No final do mesmo ano, foi enviado a Roma, ao Pontifício Ateneo Antoniano, para especializar-se em Teologia Dogmática. No mês de junho de 1952, defendeu sua tese doutoral, sendo promovido com nota máxima: summa cum laude.
Regressando de Roma, tornou a lecionar no Seminário Seráfico, emTaquari, até que, em 1953, foi nomeado professor de Teologia Dogmática no Convento Santo Antonio, em Divinópolis.
Durante 6 anos, lecionou Teologia e ocupou sucessivamente os cargos de Comissário Provincial da Ordem Franciscana Secular, Conselheiro Provincial e Mestre dos Estudantes de Teologia e dos Candidatos ao estado de Irmão Franciscano. Além de Teologia Dogmática, lecionou Liturgia, Espiritualidade e Ação Católica, e foi assistente do Círculo Operário Divinopolitano.
Em 1958, tomou parte no Congresso Mariológico Internacional, em Lourdes, França. No mesmo ano, foi chamado a Romapara lecionar Teologia Dogmática no Pontifício Ateneo Antoniano.
Em 1959, foi nomeado Visitador Geral para a Província Franciscana em Portugal. No mesmo ano, de volta da visita canônica, recebeu o encargo de Mestre dos Padres Franciscanos, estudantes nas várias Universidades de Roma.
Episcopado
No dia 3 de fevereiro de 1962, foi nomeado pelo Papa João XXIII, bispo da recém-criada Diocese de Santo Ângelo.1 No dia20 de maio de 1962, recebeu a ordenação episcopal na Catedral Metropolitana de Porto Alegre. Adotou como lema de seu episcopado IN CRUCE SALUS ET VITA (Na Cruz, a Salvação e a Vida). No dia 12 de junho, tomou posse na Diocese e, por 11 anos, foi seu bispo diocesano.
Em novembro de 1963, foi eleito pela Assembleia do Concílio Vaticano II, membro das Comissões Conciliares, nomeadamente para a Secretaria de União dos Cristãos. Tomou parte como "padre conciliar" de todas as sessões doConcílio Vaticano II, de 1962 a 1965.
Pertenceu ao quadro dos dirigentes da CNBB, a partir de 1968, como Secretário Geral, e como Presidente duas vezes consecutivas de 1971 a 1975 e 1975 a 1978.
Em 1972, foi eleito primeiro Vice-Presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano CELAM e reeleito em 1975. Em 1976, assumiu a presidência do mesmo organismo, em virtude da transferência do titular Dom Eduardo Peronio, Bispo de Mar del Plata, nomeado Cardeal, para a Prefeitura da Congregação dos Religiosos, com sede no Vaticano.
Foi eleito Vice-Presidente da Cáritas Internacional e reeleito em 1972, assumindo a Presidência em fevereiro de 1974, em razão do estado de saúde do Monsenhor Vath, o Presidente, falecido em 1976.
No dia 4 de abril de 1973, o papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de Fortaleza. No dia 5 de agosto do mesmo ano, tomou posse naquela Arquidiocese.
Cardinalato
No dia 24 de abril de 1976Paulo VI nomeou-o Cardeal1 e em 24 de maio recebeu a investidura do Cardinalato, com o título de São Pedro in Montorio. Tomou parte nos dois conclaves em 1978, que elegeram os papas João Paulo I e João Paulo II. Foi o sétimo cardeal brasileiro.1
Em 1995, com problemas cardíacos, ele solicitou ao papa João Paulo 2º sua transferência para uma diocese menor. Foi atendido e transferido de Fortaleza para a Arquidiocese de Aparecida, tomando posse no dia 18 de agosto do mesmo ano.
Em maio de 1996, em Guadalajara, no México, participou do II Encontro de Presidentes da CED (Comissão Episcopal de Doutrina).
Em 1997 recebeu o Pálio das mãos do papa João Paulo II. No mesmo ano, fez parte do Sínodo dos Bispos para a América.
O túmulo de dom Aloísio.
Dedicou particular atenção ao clero, no qual procurou desenvolver um profundo sentido de comunhão eclesial e um singular impulso apostólico. A sua atividade junto aos organismos da Santa Sé foi intensa. Participou de todas as assembleias ordinárias do Sínodo dos Bispos, distinguindo-se nas suas intervenções devido à solidez da doutrina e à prudência pastoral. Sagrou dez bispos e ordenou inúmeros sacerdotes.
Em 2000, com 76 anos, anunciou sua renúncia, já que pelas regras da Igreja Católica era obrigado a renunciar ao cargo por ter passado dos 75 anos. Afirmou, na ocasião, que se fosse por vontade própria continuaria em Aparecida.
Em 28 de janeiro de 2004, recebeu a notícia da aceitação de sua renúncia e em 25 de março do mesmo ano entregou a arquidiocese para Dom Raymundo Damasceno Assis, tornando-se, assim, arcebispo emérito de Aparecida.
Em seguida, retornou para o Convento dos Franciscanos, em Porto Alegre, onde passou seus últimos dias. Faleceu às 5h30min, do dia 23 de dezembro de 2007, no Hospital São Francisco, em Porto Alegre, onde estava internado havia quase um mês.

MINHA NOTA - Andando certo dia pelos corredores que circulam por fora a Basílica Nova em Aparecida-SP, encontrei um sacerdote redentorista, Padre Queiroz(+), meu colega de seminário, que estava ao lado de um balcão da CAMPANHA DOS DEVOTOS. Ele murmurou ao meu ouvido, apontando para aquele local de colaboração de romeiros : "Quando Dom Aloísio foi arcebispo aqui, isso não era permitido neste local. Só pode acontecer, após sua saída daqui!" Antônio Ierárdi Neto