sábado, 29 de agosto de 2026

O LIVRO DA PALAVRA

Não sabemos durante quantos séculos, ou milênios, Deus fa-lou ao coração de homens e mulheres. 
No momento previsto, deu continuidade a seu plano: chamou homens e mulheres e lhes falou ao coração. 
Eles passaram adiante sua mensagem vivendo, falando e escrevendo sua mensagem. 
Nós também fomos chamados pela palavra de Deus, fazemos parte desse rio de muitas águas, desse povo do Senhor.
Recebemos e passamos adiante, ouvimos e anunciamos a palavra que dá vida. 
Na Bíblia não nos encontramos só com a palavra de Deus, mas a Palavra, o Filho encarnado, pelo qual e para o qual existimos, que é para nós a revelação da vida que nos vem da Trindade.

A MISSÃO NÃO TERMINA O leigo redentorista no século XXI

A Igreja do século XXI precisa reafirmar uma verdade antiga e, ao mesmo tempo, profundamente atual: o leigo não apenas participa da Igreja. 
O leigo é Igreja. 
Pelo Batismo, recebe também a responsabilidade de anunciar e testemunhar o Evangelho no mundo. 
Essa compreensão encontra uma chave de leitura particularmente fecunda na espiritualidade de Santo Afonso Maria de Ligório. 
Desde as primeiras missões populares, Afonso compreendeu que evangelizar significava ir ao encontro das pessoas, sobretudo dos mais abandonados, anunciando-lhes que a santidade não era privilégio de poucos, mas vocação possível para todos. 
A missão, portanto, não poderia terminar quando o missionário partisse. 
Alguém precisava permanecer. O povo permanecia. 
Talvez possamos dizer, em linguagem contemporânea, que o leigo é aquele que permanece quando a missão termina — para que a missão não termine. 
Essa intuição afonsiana encontra profunda consonância com o Concílio Vaticano II. A Ad Gentes afirma que a Igreja é, “por sua natureza, missionária” (AG, 2) e, ao tratar especificamente dos leigos, ensina que sem sua presença ativa o Evangelho dificilmente consegue penetrar profundamente na vida, no pensamento e no trabalho de um povo (AG, 21). 
A Apostolicam Actuositatem, por sua vez, recorda que o apostolado dos leigos nasce da própria vocação cristã e é indispensável à missão da Igreja. 
Não se trata, portanto, de substituir sacerdotes e religiosos nem de transformar o leigo numa espécie de auxiliar do clero. Trata-se de reconhecer a diversidade das vocações na unidade da missão. 
É justamente aqui que a proposta teológico-pastoral de Santo Afonso ganha nova atualidade na reflexão desenvolvida pelo Pe. Luiz Henrique Brandão de Figueiredo, C.Ss.R., a partir de três verbos retomados pelo Papa Francisco: acompanhar, discernir e integrar. 
A reflexão do autor dirige-se particularmente ao Sacramento da Penitência e ao ministério do confessor, mostrando como esses três movimentos podem tornar concretos a misericórdia, o acolhimento das fragilidades humanas e a condução de cada fiel em direção à santidade. 
Guardadas as diferenças próprias de cada vocação e ministério, esses três verbos oferecem também uma preciosa pedagogia para a presença missionária dos leigos.
Acompanhar é aproximar-se das pessoas antes de julgá-las.
Discernir é compreender suas realidades à luz do Evangelho. Integrar é trabalhar para que ninguém seja simplesmente descartado do caminho da graça. 
E talvez a espiritualidade leiga redentorista possa acrescentar um quarto verbo: Permanecer. 
Permanecer cristão na família, no trabalho, na universidade, na empresa, no campo, na política, na cultura, na comunicação e no ambiente digital. 
Permanecer onde o sacerdote ou o religioso não consegue estar todos os dias. 
Esses são também os novos territórios das missões populares. 
O mundo contemporâneo apresenta novas formas de abandono. 
Ao lado da pobreza material permanecem a solidão, a fragmentação das famílias, a perda da esperança, as intolerâncias e tantas pessoas que, mesmo cercadas de recursos e tecnologia, vivem espiritualmente abandonadas. 
É justamente nesses ambientes que o leigo encontra seu território missionário. 
Não necessariamente fazendo discursos religiosos, mas testemunhando, pela vida, valores profundamente evangélicos: misericórdia, justiça, honestidade, fraternidade, reconciliação, esperança e caridade. 
Para a Família Leiga Redentorista, assumir o carisma de Santo Afonso significa, portanto, muito mais do que admirar sua história ou colaborar com as obras da Congregação.
Significa perguntar, todos os dias: onde estão hoje os mais abandonados e como fazer chegar até eles o anúncio da Copiosa Redenção? 
A resposta poderá estar muito além das paredes de nossas igrejas. 
A missão redentorista do século XXI continua nas ruas, nas casas, nas empresas, nas escolas, nas redes digitais e em todos os lugares onde um cristão encontra outro ser humano necessitado de acolhimento e esperança. 
Acompanhar. Discernir. Integrar. Permanecer. 
Quatro verbos para uma mesma missão. 
Porque a missão não termina quando o missionário parte. 
Ela continua naquele que permanece. 
Família Leiga Redentorista 
Copiosa apud eum redemptio. 
 N’Ele há Copiosa Redenção.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. FRANCISCO COSTA CSsR(PADRE VIEIRA)

PE. FRANCISCO COSTA CSsR (PADRE VIEIRA)
+29 DE AGOSTO 1995 
Era mineiro de Jacutinga, onde nasceu a 18 de fevereiro de 1927, na Fazenda Bom Café. Eram seus pais David da Costa e Maria Vieira da Costa. Foi batizado em Jacutinga no dia 07 de maio do mesmo ano. Em sua cidade foi aprendiz de alfaiate, de sapateiro e também de mecânico. Nos timos tempos, antes de entrar para o Seminário, foi coroinha e auxiliar de sacristão. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, a 16 de junho de 1939. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1947, professando dia 2 de fevereiro do ano seguinte. O Seminário Maior foi em Tietê no Seminário Santa Teresinha. A em 1952, fez a Profissão Perpétua. Ordenou-se sacerdote em Tietê a 27 de dezembro de 1952 e cantou sua primeira missa solene em Jacutinga no dia 31 de dezembro. Deixou o seminário maior em janeiro de 1954, começando as atividades apostólicas como professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Era também prefeito de disciplina. Desempenhou essa função até 1957, quando, em janeiro de 1958, foi nomeado Diretor de Seminário Santo Afonso, onde ficou por um triênio. Transferido para o Seminário Maior de Santa Teresinha, em Tietê deu aulas de Sagrada Escritura, matéria de que gostava muito, iniciando entre os nossos jovens uma visão mais atualizada da Palavra de Deus. Com a transferência do Seminário Maior para o Alfonsianum, na Via Raposo Tavares, Pe. Costa veio junto como professor. Nos anos que aí morou foi também Prefeito dos estudantes. Tanto lá, como já antes no Seminário Santo Afonso, sua grande bondade e amor aos formandos, espírito alegre e brincalhão, bem como a competência didática sempre conquistaram os corações dos formandos. Em 1971 foi transferido para a Comunidade do Jardim Paulistano, em São Paulo. Nos anos que ali morou foi Vice-Superior Provincial, Consultor Provincial e Superior da Comunidade. Em 1975 e no ano seguinte foi membro da Equipe dos Mestres de Noviços. Em seguida fez parte da comunidade do Alfonsianum, no Ipiranga, em S. Paulo. Foi transferido para a Comunidade das Comunicações, em Aparecida, da qual foi membro até seu falecimento. Foi aí Superior da Comunidade e era da equipe da Editora Santuário. Inicialmente trabalhou na redação do Folheto Litúrgico "Deus Conosco". Em agosto de 1986 foi nomeado Diretor Geral da Editora Santuário, cargo que ocupou ata sua morte. Trabalhou para dar à Editora um porte empresarial. Durante esses anos, em Aparecida, dedicou-se também ao apostolado com os Cursilhos de Cristandade, Equipes de Nossa Senhora, além das atividades pastorais paroquiais. Nunca deixou suas aulas de Sagrada Escritura, seja para seminaristas seja para leigos. Há anos que Pe. Francisco Costa, carinhosamente apelidado de Pe. Chiquinho, não gozava e boa saúde. Fora operado do coração e tinha problemas no baço. E por fim surgiu ainda a leucemia. Era bastante impressionado com as dificuldades de saúde e contava muito com o apoio de seus confrades e de pessoas amigas. Em 1993 seu estado piorou muito, devido a uma prolongada pneumonia. Mas recuperou-se parcialmente. Daí em diante foi vivendo com as cada vez mais freqüentes transfusões de sangue, que no fim quase já não faziam efeito. Em começos de 1995 foi morar no convento da Basílica, para que o enfermeiro Ir. Gercino, pudesse cuidar dele melhor. Ali faleceu no dia 29 de agosto de 1995, no final da tarde. A missa de corpo presente na Basílica Nova teve cerca de 80 concelebrantes. A Editora Santuário estava presente em peso. "Fidelis vocationi suae..." (Pe. Victor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

Meus caros, Eu era um seminarista meio arredio, principalmente com os padres, mas com o Padre Vieira eu me dava muito bem. Foi um grande amigo, como Prefeito, depois como Diretor, foi minha salvação, pois ele entrou no lugar do Padre Ribola, minha cruz. Eu gostava muito dele, me foi um pai, e educador. Ele declamava uma poesia que me lembro até hoje: 
"Por entre as alas de um jardim formoso,
Tendo na mente sonhos e quimeras
Eu caminhava, triste e vagaroso
Numa manhã de plena primavera

Ao ver-me assim, tristonho e desgostoso

Falou-me um florzinha em voz sincera
Porque sofre assim moço inditoso
Quando dentro a alegria nos impera?

Olhei sorrindo a delicada:

Perdão, meu Deus, eu não sabia quanto
Era grande e sublime o seu amor"

Ele dizia que era de um autor desconhecido, mas eu sempre achei que era de sua autoria, embora não seja aquela pérola.
Meu professor predileto, um dos padres com quem me dava muito bem. Abraços, Abner (+)

Eu gostava muito dele. era meu irmão mais velho. seu veio religioso era muito humano...fez-se homem. Obrigado padre vieira por tanto que levo de vc na minha vida. continue a sorrir-me na minha caminhada. Carlos Felício Gerente Administrativo Caelum | Ensino e Inovação SP (11) 5571-2751 RJ (21) 2220-4156 DF (61) 3039-4222 (11) 983358083
MINHA NOTA: Era conhecido e tratado como PADRE VIEIRA. Foi meu segundo diretor no Seminário Santo Afonso. Dele tenho uma lembrança "arrepiante", principalmente na época de provas e exames: Era meu professor de GREGO! Gostava muito dele: Alegre e, quando necessário, sério ao ponto. Estimado e saudoso mestre na minha formação religiosa e cultural. Mais uma nota interessante: Por que PADRE VIEIRA? De acordo com informação do nosso estimado Padre Clóvis Bovo, os religiosos da Congregação Redentorista deveriam ser tratados pelo sobrenome. Como já houvesse alguém com o sobrenome COSTA, nosso estimado Padre Vieira escolheu esse epíteto em base do sobrenome de sua mãe Da.Maria Vieira da Costa! DESCANSE EM PAZ, AMIGO PADRE! Antônio Ierárdi Neto
Quando o garotinho,Ierardi chegou no seminário, o nosso diretor, padre Vieira disse que o Toscanini tinha chegado. A garotada não gostou do Toscanini e o chamou carinhosamente de "Tampinha" apelido que tem até pelos mais antigos...Uma vez ele me chamou em sua sala e me disse sei que você anda imitando minha assinatura por aí, (pensei comigo, ele vai me mandar embora) assine aí para eu ver. Assinei. Ele pegou um monte de cartões de Natal e me disse. Senta ali e assine tudo para mim. (eu pensei, melhor assim) e assinei um monte de cartões! Abner(+)
Oi Ierardi, bom dia. Fiz uma brincadeira ao responder uma questão que não sabia na prova e o Padre Vieira não gostou nada. Destacou com caneta vermelha e escreveu qualquer coisa me advertindo. Parece que foi ontem e ainda estou preocupado. Até fiz uma oração.Nelson Félix Vianna  
Ah! O PADRE VIEIRA!!!! Sempre foi meu "suplício" na sala de aulas....era professor de GREGO!!!! Entretanto, ainda que muito discreto, um excelente diretor no SRSA! Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. OSCAR CHAGAS AZEREDO CSsR

PE. OSCAR CHAGAS AZEREDO CSsR
+29 de AGOSTO 1957 
Foi o primeiro juvenista da nossa Província. Nasceu em São Bento do Sapucaí, em 1888. Aos 10 anos, sua mãe o trouxe para o Juvenato, entregando-o ao Pe. Valentim Riedl. Que o garoto era inteligente prova-o um seu atestado de estudos, acusando suas notas com “Distinção” e “Plenamente aprovado” em todas as matérias (nada menos que doze). Em 1906 iniciou o seu noviciado, com os colegas: Orlando Morais, José Benedito da Silva e José Lopes Ferreira. O mestre, Pe. Lourenço Hubbauer, conhecido pelo seu rigor, quis saber (como o queriam também os Superiores) se brasileiro dava para redentorista. Os quatro foram realmente provados in fornace ignis; e provaram que brasileiro dava para redentorista, e daquele tempo. Após a profissão, Pe. Chagas fez seus estudos superiores na Alemanha. Os alemães aguardavam com muita curiosidade os primeiros brasileiros que iam conhecer. Seriam eles capazes de estudar Filosofia, Teologia, etc.? Os nossos quatro tupiniquíns mostraram que sim. Entre eles destacou-se Fr. Chagas, que logo aprendeu a língua, falando alemão correntemente. E, em matéria de inteligência, nada ficou devendo aos colegas alemães. Em 1913, já ordenado, Pe. Chagas voltou para o Brasil, sendo logo nomeado professor no Juvenato em Aparecida. Depois, iniciou sua vida de missionário, que durou 18 anos. Ótimo orador, prendia sempre o seu auditório, com uma voz clara e invejável memória. Como Superior e Vigário da Penha conseguiu quase o impossível. Com muita habilidade alcançou do Arcebispo licença para uma pequena reforma na igreja; e fez uma reforma total. Em Araraquara construiu o convento; em Campinas (GO) deu início à construção da nova casa; e em Aparecida, muito trabalhou pela Rádio, pelo início da nova Basílica, e construção da Vila Vicentina. Homem que não perdia tempo, dedicou-se ainda ao apostolado da pena, deixando-nos a tradução da Vida de Santo Afonso (Pe. Berthe) das Meditações do Pe. Bronchain, da Regra da C.Ss.R. bem como as biografias de São Clemente, de São Geraldo, Pe. Martinho Forner e Pe. Valentim Riedl. — Como superior ou simples confrade Pe. Chagas era sempre um homem alegre, atencioso, e disposto a uma boa prosa, que ele sabia perfumar com seu infalível cigarro de palha. Seu último reitorado foi em São João da Boa Vista, de onde saiu com a saúde já bastante abalada, para a incipiente comunidade do Jardim Paulistano. Daqui foi transferido para Araraquara, onde viveu até agosto de 1957, piorando sempre mais. Embora não escondesse seu medo pela morte, faleceu na Santa Casa, mostrando muita paz e tranqüilidade, a 29 de agosto de 1957.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE RODRIGUES CSsR E PADRE NEGRI CSsR

Neste dia 28 de agosto, que recordamos a data do passamento do nosso saudoso Padre Negri no ano de 2003, transcrevo um texto seu sobre nosso estimado Padre Rodrigues, o Dom José Rodrigues que, internado em UTI, necessitava nossas preces : 
“Pe. José Rodrigues de Souza(+9 DE SETEMBRO 2012) foi o fundador do periódico “A Cartinha”, com o apoio e incentivo do Pe. José Ribolla, em 1954. Foi um excelente professor de Português, grande amigo do gramático Napoleão Mendes de Almeida. Durante vários anos foi um baluarte como diretor espiritual, especialmente de 62 a 65, formando uma dupla muito firme na direção do seminário junto com o Pe. José Oscar Brandão. Mas, já nos fins de 65 eu percebia que ele não estava muito satisfeito com o meu jeito. Eu estava dando uma força para a conferência dos professores que contava com elementos muito experientes, como o Pe. Carlos da Silva e o Pe. Víctor Hugo Silveira Lapenta. Nas férias de 1966, a 19 de junho, depois de 14 anos no SRSA, Pe. José Rodrigues de Souza pediu para se afastar da formação. Pe. José Ribolla nomeou como diretor espiritual o Pe. Rodolfo Gherard Anderer.”
Crônicas de um formador 
Padre Negri CSsR
Dois líderes profundos, dois homens extraordinários, dois líderes profundos, talvez até duas visões diferentes de ver realidades, mas ambos muito corretos naquilo sobre o que pensavam e agiam. Saudades de ambos. Eu me relacionei muito bem com ambos durante meus 9 anos de Seminário, onde tive toda CONFIANÇA de ambos, um como meu diretor espiritual que me respondia qualquer pergunta e continuava confiando em mim e o outro como diretor do SRSA que me deu toda liberdade do mundo com sabedoria e comunicação mútuas para eu fazer ações que outros padres não me permitiriam, e o Padre Negri sempre confiou no meu taco e eu nunca o decepcionei.Elberto Mello 
Nos menores frascos, os melhores perfumes.José Morelli 
José Morelli MUITO APROPRIADO PARA O "BAIXINHO" DOM RODRIGUES!!!!!!....o PADRE RODRIGUINHO!!! Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. SILVÉRIO NEGRI CSsR

PE. SILVÉRIO NEGRI CSsR
+28 de AGOSTO  2003 
Nasceu na Fazenda da Barrinha, em Jacutinga, MG, no dia 20 de junho de 1928. Seus pais eram Ângelo Negri e Josefina Recchia Negri. Entrou para o Seminário S.Afonso, em Aparecida SP, em 14.04.1941, terminando o estudo de humanidades em 1947. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, no ano de 1948, onde fez a Profissão Religiosa na CssR, dia 02.02.1949. O Seminário Maior foi feito em Tietê SP, de 1949 a 1954. Ali fez a Profissão Perpétua dia 02.02.1952. Foi Ordenado Sacerdote no dia 27.12.1953, em Tietê por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. Celebrou sua Primeira Missa Solene, em Jacutinga, dia 06.01.1954. Em dezembro de 1954, deixou o Seminário Maior, iniciando sua vida apostólica, como Prefeito e Professor no Seminário S.Afonso, em Aparecida. No primeiro semestre de 1956, esteve no Pré Seminário da Pedrinha, como Diretor. No 2º semestre foi transferido para a Basílica, como Vigário cooperador. Trabalhava também na Paróquia. Em 1962 foi nomeado Diretor do Pré Seminário da Pedrinha. Em 1964, foi nomeado Diretor do Seminário Santo Afonso, cargo que ocupou até fins de 1970. Em 1971 foi Mestre de Noviços coristas, em Aparecida, no Seminário S.Afonso. Em dezembro de 1971, foi transferido para a Vice-Província de Brasília, como Pároco da Paróquia de N.S. da Conceição, em Campinas, Goiânia, e Superior da Comunidade, onde ficou até 1975. No 1º semestre de 1976, fez no Rio de Janeiro, o curso do IBRADES. Terminado o curso, retornou a Goiás, como missionário das Missões Populares. Em dezembro de 1976, foi nomeado Diretor do Seminário Redentorista S. José em Goiânia, na Vila Aurora, onde ficou até meados de 1983. Em setembro de 1983, foi nomeado Vigário Cooperador da Paróquia de N.S. da Conceição, Campinas, Goiânia. Em fevereiro de 1984, foi nomeado Superior e Pároco da Paróquia do Divino Pai Eterno, em Trindade GO. Em 1984, pediu a adscrição definitiva à Vice-Província de Brasília. No dia 17.05.1987, foi nomeado Vice-Provincial da Vice-Província de Brasília. Em fins de 1989, terminando seu mandato de Vice- Provincial, foi transferido para a Igreja de N.S. da Guia, no Parque Buriti, periferia de Goiânia. Dia 16.04.1991, Pe. Negri foi operado do coração, na Beneficência Portuguesa, em S. Paulo. Voltando para Goiás, continuou no Parque Buriti, em Goiânia. Em fins de 1995, pediu para retornar à Província de S. Paulo, sendo adscrito à comunidade da Basílica, em Aparecida, onde morou até seu falecimento. Dia 02.02.1999, celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa. Faleceu de problemas cardíacos, na noite de 28 de agosto de 2003, na Santa Casa de Guaratinguetá. Sepultado em Aparecida, na tarde do dia 29 de agosto de 2003. Estava com 75 anos de idade, 54 anos de Profissão Religiosa e quase 50 anos de Sacerdócio, que iria celebrar dia 27 de dezembro de 2003.
Com imensa REVERÊNCIA, tive o orgulho de ser aluno do SANTO AFONSO durante a gestão do PE. SILVERIO NEGRI, ou NEGREIS , como os seminaristas falavam Um exemplo de HUMILDADE e DEDICAÇÃO....não dava instruções para FAZER... FAZIA e puxava a renca de seminaristas para o seu lado. Em circunstância especial, pegou a enxada e foi carpir sozinho...no que foi seguido. Tive uma experiência única com PE. NEGRI. Dentro de meus erros, e não foram poucos, procurei à noite o PE. NEGRI em seu quarto, já mais de meia noite, e pelo que confessei achei que iria mandar-me embora, pois tínhamos viajado a SÃO ROQUE e na volta tomei vinho escondido no ônibus...os seminaristas para não deixarem aparecer, me deram banho e fui dormir....Como a consciência não deixava dormir mesmo assim, levantei e fui ao PE. NEGRI contar tudo....e certo que iria mandar preparar a mala, ou coisa assim, no meu entender.....A SUPERIORIDADE E SANTIDADE DELE era maior. Perguntou-me se eu havia aprendido alguma coisa com esse porre e que rezasse 3 AVE-MARIAS e um PAI NOSSO e fosse dormir. Tomei outro banho, e fui à CAPELA no andar de cima rezar... e qual minha surpresa... passava de uma da MADRUGADA e o PE. NEGRI estava lá embaixo de joelhos diante do SACRÁRIO rezando.... Cambaleava um pouco e acordava, e cambaleava outra vez.... MEU DEUS, eu estava presenciando no silêncio da noite toda aquela SANTIDADE. OBRIGADO, PE. SILVERIO NEGRI, UM PAI, UM SANTO PAI....PARA MIM, NÃO TENHO DÚVIDAS É SANTO.Nélson Duarte(+)
Padre Negri foi para o Santo Afonso no início de 1955, tomou posse como segundo prefeito, eu estava na sétima série. Certa ocasião, me indicou para acolitar missa solene na basílica, ponderei que nossas batinas estavam muito velhas e algumas até rasgadas, mandou que pegasse uma de seu uso, a mais nova, não questionei e apressadamente a vesti com direito ao cinturão, me senti privilegiado e desfilei para os colegas invejosos, a outra batina a mim destinada para o noviciado cheguei a provar na alfaiataria do irmão Paulo, mas não tive a felicidade de tomá-la, saí alguns dias antes. Alexandre Dumas
Saudades....para mim um exemplo, humano como todos, passível de possíveis erros..quem nao erra? Conversamos muito, jamais vou esquecer do episodio das pedras no feijao: RECLAMARAM QUE TINHA PEDRAS NO FEIJÃO, e ELE DISSE...FILHOTÕES DE PAPAI..PEGUEM ESSES GRÃOS DE FEIJÃO QUE EU COMO TODOS.....NO DIA SEGUINTE NO REFEITÓRIO, SEMINARISTAS FAZIAM CHOCALHOS COM AS PEDRAS ENCONTRADAS...E PE. NEGRI, NÃO PERDEU O REBOLADO...DISFARÇOU UM POUCO E MEIO SORRISO BAIXOU A CABEÇA...kkkkkkkk  AGRADEÇO O QUE VIVI COM ELE NO SANTO AFONSO. SEI QUE OUTROS COM RAZÃO O CRITICAM, FATOS E VERDADES, MAS...PEÇO E SEI , ELE TEM A GLORIA NO CÉU. AMEM - NÉLSON DUARTE(+)

terça-feira, 25 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BATISMO-PADRE CÉSAR(+)

Padre Antônio César 
Moreira Miguel, C.Ss.R.(+) 
O batizado tem validade quando o padre se casa? 
As pessoas as vezes inventam coisas que não tem nada a ver.
Explico: 1º O padre é padre para sempre, mesmo que, por alguma razão, deixe de exercer o sacerdócio. O sacramento da ordem, assim como o batismo, são definitivos e marcam a pessoa para sempre. 
2º Quando a padre batiza, ele o faz em nome de Jesus e pela autoridade de Jesus. Não é pelo poder do padre que os sacramentos se realizam. É pelo poder de Jesus. O padre é mediador. 
3º A criança batizada não é responsável pela validade ou não do batismo. Por isso, se há falha é do padre e da igreja. 
4º Quando se deu o batismo, aquele padre vivia o serviço sacerdotal de modo legítimo e como tal todos os seus atos eram válidos. 
O batizado valeu, vale e não há que se duvidar disto. Aproveito para dizer que ninguém deve julgar a atitude desse padre que, de repente, resolveu deixar o sacerdócio. Deixemos todo e qualquer juízo para Deus. 
Pe. César Moreira, C. Ss. R.(+)

SRSA - IN ILLO TEMPORE - 1962

Turma de 1962, segunda série ginasial, na primeira fila : Antonino , eu, Alencar, Menezes, Jair, Adão e Natal. Não me lembro do nome de todos mas vejo o Olavo, Brites, Mauro, Josmar Biazoto, Natanael, Vagner , Ivo, Giovanni, Fogaça... bons tempos, sinto muita saudade dessa turma...
SEBASTIAN BALDI
Caro colega/amigo Baldi, este 1962 foi o meu último ano no SRSA, depois de 6 anos! Um ano na Pedrinha e outros cinco no Santo Afonso! Tenho muita saudade desse tempo! Agradeço aos meus formadores, hoje todos na vida eterna! Uma gratidão especial aos Redentoristas que me acolheram e deram base para a minha formação religiosa e cultural! ESSAS MEMÓRIAS NOS FAZEM BEM! A.Ierárdi(Tampinha) ET-Não tivemos contato na época, você era da turma dos menores e eu estava na turma dos médios! 

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WILIBALDO (THOMAZ MANHART)CSsR

IR. WILIBALDO (THOMAZ MANHART)CSsR
+25 de AGOSTO 1992 
Ir. Wilibaldo, tendo sido o último confrade alemão entre nós, encerrou a meritória presença de missionários vindos da Baviera para a Vice-Província de São Paulo. Nascido em Wasserburg, na Alemanha, dia 01 de janeiro de 1907, emitiu seus votos religiosos em 1925. Ele havia entrado como seminarista menor em Gars, na Baviera, mas foi aconselhado a fazer-se Irmão, por dificuldades nos estudos. Veio para o Brasil em 1928. Começou seus 64 anos de Brasil em Campinas de Goiás. Cozinheiro, hortelão, porteiro, sacristão, prefeito de hóspedes, era homem dos sete instrumentos colocados a serviço dos confrades e do povo. Pindamonhangaba, Araraquara, Penha, Aparecida, Tietê, Cachoeira do Sul, Pinheiro Marcado, Porto Alegre, onde não esteve nosso Irmão? Homem de oração e do trabalho, estava sempre a procurar o que fazer, o que organizar, o que arrumar. Ou, então, na capela da comunidade, em longas presenças diante de Jesus sacramentado. No tempo de Natal era um exímio construtor de presépios, tanto da comunidade como da igreja. Como porteiro em Aparecida foi constantemente atencioso e caridoso com os romeiros. Amável e dedicado também com os confrades, sincero e humilde, foi realmente um homem de Deus entre nós. As anotações de seu diário espiritual traçam os passos místicos que lhe nortearam a existência. Lá estava anotado: “Devo tornar-me um santo, custe o que custar...” E quem com ele conviveu os últimos anos pode tranqüilamente testemunhar que Ir. Wilibaldo era um santo de Deus. Mas ele não foi um santo desencarnado. Seu lado humano de homem de gênio forte e de vontade decidida, marcado ainda pelo seu gosto de viver, era notório. Não admitia que em sua presença se falasse mal de ninguém; fechava a cara, sacudia a cabeça e, se necessário, dava um basta. Mostrava também sua reprovação diante do malfeito, principalmente diante dos omissos e dos relaxados. E sabia nosso irmão curtir o lado bom da convivência em comunidade: cuidava com carinho da sauna da comunidade, da qual era assíduo freqüentador; quando um grupo ia para a praia, lá estava o Wili como o cozinheiro que corria para o mar logo que houvesse uma folga; em casa, depois do dia de trabalho e da oração, tinha seus momentos diante da TV, entretido com as novelas que muito apreciava. Nos últimos anos seu coração foi enfraquecendo, obrigando o Irmão a diminuir o ritmo intenso de atividades. Esse mesmo coração parou repentinamente, por efeito de um edema pulmonar, na manhã do dia 25 de agosto de 1992, na casa da Pedrinha, quando se preparava para mais um dia de retiro com a comunidade. Perdia a Província um santo em suas comunidades para ganhar um confrade no céu! (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! CASAMENTO-PADRE CÉSAR(+)

Padre Antônio César 
Moreira Miguel C.Ss.R(+) 
Por que não se pode casar na Igreja mais de uma vez?
Conforme a Bíblia, o casamento cristão é indissolúvel. Só se desfaz com a morte de um dos dois. Esta a proposta da Igreja e a lei do Direito Canônico. Agora, é possível em certas casas julgar se o casamento feito na Igreja foi mesmo válido ou se houve ou não sacramento. Há situação em que isto não acontece. Por exemplo, se alguém casou obrigado; se não tinha maturidade; se não recebeu o sacramento por algum motivo. Nestes casos, existe um Tribunal Eclesiástico(*) que analisa a conclusão de que não existe o sacramento e a pessoa está livre para casar na Igreja. O que acontece muito e confunde as pessoas é de alguma outra igreja, fazer todo tipo de casamento. Eu já vi, por exemplo, cartaz da Igreja Católica Brasileira, uma igreja fundada aqui no Brasil, oferecendo batismo e crisma sem precisar de preparação alguma e oferecendo todo tipo de casamento, inclusive de divorciados. Mas isto é invenção e negócio das igrejas que não podem ser mais sérias, até para satisfazer a sociedade acabam contratando este tipo de casamento. Os padres dessa igreja aceitam fazer sacramento em qualquer lugar. É um negócio! Para nós, o casamento exige preparação e só pode acontecer na comunidade É a lei geral. Cuidado então, para não misturar as igrejas. 
Pe. César Moreira, C.Ss.R(+) 
http://www.redemptor.com.br 
(*)TRIBUNAL ECLESIÁSTICO REGIONAL E DE APELAÇÃO DE SÃO PAULO 
Responsável: Mons. Dr. Martin Segú Girona 
Av. Higienópolis, 901 – Higienópolis 01238–001 – São Paulo – SP 
Fone: (11) 3826–5143 Atendimento: 3ª a 6ª das 13 às 15h

CASEBRE ABANDONADO - DA CRÔNICA DIÁRIA DO THOZZI

O casebre assombrado existiu, não era imaginação. Agora que o querido padre Brandão já morreu posso contar! Era 1960. Férias de julho. Um frio congelante lá na Pedrinha. Do prédio do seminário nós avistávamos a imensidão da Serra da Mantiqueira: Os Campos, a Pedrona, a Pedrinha, lá em baixo no pé do Morro do Gigante corria barulhento Ribeirão: gelado! Nosso lugar de banho cotidiano, qualquer tempo! No entanto, do outro lado da casa, um Morro quase pelado... Muito capim gordura, sapê e muitas moitas de gravatá. No meio da encosta um casebre abandonado ! Dois cômodos, de barro e capim...chão cheio de bosta de vaca... As vacas que pastavam ali transformaram o casebre em banheiro... De repente, à noite, algumas noites, havia luz no casebre! Não havia luz elétrica na região! O seminário tinha um pequeno gerador: luz por duas ou três horas: do escurecer até a hora de dormir, às 21 horas! E a luz no casebre? Assombração? Até que Bicicleta, Mazzaropi ( alguém lembra os nomes?) e eu( eu tinha uma lanterna) resolvemos desvendar o mistério ! Um pedaço de pau, um canivete, uma lanterna e um crucifixo "emprestado " da capela... E fomos.. Luz fraca, bruxuleante... Subimos o morro... Descalços... Cortei o pé no sapê... Mazzaropi pisou num monte de bosta de vaca... Chegamos perto... Um preto de metro e meio, bêbado, sai ao nosso encontro com um bambu na mão... Sem brigas, mistério desfeito, voltamos! Era Expedito... Bebia, brigava com a mulher, ia se esconder no casebre! Pra aquecer queimava a bosta de vaca já seca! A luz tênue e bruxuleante ! Limpamos os pés no capacho da entrada e nuns trapos(não eram trapos, eram toalhas secando, mas fazia uma escuridão!) Confesso, 60 anos depois! Mas não fui sozinho, não teria essa coragem toda! Expedito sumiu... Boa noite gente amiga querida, menos frio mas ainda frio... Hoje é canja de galinha. Meu amigo Maurício Ferreira sugere merlot que não passou por barrica ou, se seu bolso permitir, um Dolcetto italiano... Vou de merlot chileno 30 reais! Beijos e bênçãos pra todos nós especiais para você que lê minhas crônicas ! Prof.Antônio João Thozzi
Caro amigo e colega daqueles bons tempos. Estive na casa ainda bucólica da Pedrinha em 1957! Lembram-me: Padre Brandão(+), Padre Borges(+), Padre Furlani(+), Padre Fernandes(+)! "Seu" Zoza, Dona Alzira, o Ico, a Ica! Falando em gerador, suplício dos Caltabiano (retinha em conjunto com a piscina a água que ia para sua fazenda!) tenho boas recordações em se lembrando o frio daquela região. Acordávamos as 05:30h, seguíamos em corrida para a piscina, ao chegar, jogávamos ao lado a trouxa da nossa roupa do dia e mergulhávamos sem considerar o baixo grau de temperatura daquele momento. Depois, em camisas de manga curta estávamos prontos para o dia que sempre se iniciava com uma missa naquela saudosa capelinha! Bons tempos aqueles! Passeios, histórias do Joaquim Bentinho de Cornélio Pires lidas pelo Padre Fernandes(+) nos recreios e sem dúvidas o famoso mata-fome, pudim de pão amanhecido do "Seu"Zoza! Um abraço! Antônio Ierárdi
Estive antes de vocês, 1949, o dormitório tinha um nome sugestivo, purgatório. Alexandre Dumas
Ierárdi Neto Lembrei do mata-fome. O pudim ruim que era aquilo, se é que se pode chamar mesmo de pudim. Só passei um período de férias na Pedrinha. Lembro de pouca coisa. Hum... acho que ainda tem coisa para se contar dessa aventura. O que aconteceu quando descobriram as toalhas?
Bela crônica, jovem Thozzi. Abraço Hércio Afonso
Hércio Afonso
, nunca descobriram os autores!
Agora me confessei! Thozzi

domingo, 23 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - CÉU - PADRE CÉSAR

Padre Antônio César 
Moreira Miguel CSsR(+) 
Como é o céu? 
O céu não é um lugar como é aqui na terra! O céu é a palavra usada para significar a total realização da pessoa humana que se encontra com Deus e vive em plena comunhão com ele! Tudo aquilo que sonhamos de perfeito, de santo, de alegria, de realização é o que acontece no céu. O apóstolo São Paulo diz assim: "Aquilo que o olho jamais viu, o ouvido jamais ouviu, nem jamais sentiu o coração do homem: isto Deus preparou para aqueles que o amam." (1 Cor. 2,9) Então não dá para falar do céu do mesmo jeito que falamos da terra. E a vida lá é outra, em outra situação que não pode ser comparada com a vida que temos aqui na terra. Só sabermos que estou com Deus supera tudo, supera todas as experiências que podemos fazer e sentir aqui na terra. Por isso, a gente não precisa ficar preocupando de como é o céu. Precisamos sim viver bem aqui, com justiça e com amor fraterno, como uma preparação para o céu. 
Pe. César Moreira, C. Ss. R. 

JUBILEU DE ALABASTRO - FOI EM 23/08/2021

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+) 
MISSIONÁRIO REDENTORISTA 
(Recebendo o "ITE" de São João Paulo II)
Em 23 de agosto de 2021, Padre Luiz Carlos(+) completou 46 anos de sacerdócio! 
Nos termos de matrimônio, se assim o fosse, estaria fazendo as BODAS DE ALABASTRO(Rocha branca, translúcida, semelhante ao mármore)! 
Muita evangelização na vida desse autor do nosso REFLETINDO A PALAVRA: ARTIGOS E HOMILIAS DE TODOS OS DOMINGOS
Em sua vida unicamente religiosa, tem escrito textos das coisas do Alto e, em 2001, a pedido especial do Jornal Comarca de Garça, começou a encaminhá-los ao prelo... 
Somam hoje mais de 2.100 textos entre Homilias Dominicais e Artigos! Desejamos-lhe toda inspiração para a continuidade por muitos anos! 
E, na intercessão de Santo Afonso Maria de Ligório-fundador da Congregação Redentorista, a sua casa, pedimos que mantenha a perseverança nessa vocação que se iniciou em Sacramento-MG, em 1958 e perdura até hoje! 
Felicidade sempre na paz do Senhor, padre irmão/amigo! 
Antônio Ierárdi Neto

sábado, 22 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - CARNAVAL- PADRE CÉSAR

PADRE ANTÔNIO CÉSAR 
MOREIRA MIGUEL CSsR(+) 
O que a Igreja acha do carnaval? 
O carnaval como festa popular e expressão da nossa cultura, é aceito pela igreja faz tempo. Até, o carnaval nasceu de hábitos cristãos. Antes de começar o tempo da quaresma, os cristãos faziam festa, faziam churrascos porque da 4ª feira de cinzas até a Páscoa, ficaram sem comer carne e celebravam a penitência. Então, o carnaval que quer dizer: é válida a carne, isto é se pode comer carne - tem sua origem ligada à liturgia cristã. Agora, que ninguém pode apoiar são os abusos do carnaval, tempo no qual para tanta gente acaba valendo tudo. Mesmo do ponto de vista cultural, houve uma mudança com a chegada da televisão. O carnaval passou a ser um produto da chamada "indústria cultural", vencido com um padrão elevado de espetáculo no qual a ética e a moral não são respeitados. É só ver os tais bailes de luxo que a TV mostra a título de alegria e de liberdade durante o carnaval. Então para concluir: o cristão passa o carnaval fazendo festa, se divertindo, descansando, sem nunca deixar de ser cristão e de ser fiel a Deus e ao outro. E uns tantos passam o feriado na oração, em retiros, o que é também uma opção válida. 
Pe. César Moreira, C.Ss.R.
EDITORA SANTUÁRIO

Preferência não é exclusividade: os pobres no coração de uma Igreja sinodal

Há palavras que, quando mal compreendidas, deixam de aproximar e começam a separar. 
Talvez seja esse o caso de duas expressões que precisam ser distinguidas com cuidado no interior da Igreja: preferência e exclusividade. 
A tradição cristã, especialmente a Doutrina Social da Igreja, consolidou a expressão “opção preferencial pelos pobres”. 
Ela encontra seu fundamento no próprio Evangelho, na maneira como Jesus se aproxima dos pequenos, dos enfermos, dos marginalizados, dos pecadores e de todos aqueles cuja dignidade havia sido ferida. 
Preferência, porém, nunca significou exclusividade. 
Jesus não constituiu uma comunidade destinada apenas aos pobres economicamente considerados. 
Ao seu redor encontramos pescadores e trabalhadores, mas encontramos também pessoas que possuíam bens, autoridades, cobradores de impostos e gente de diferentes condições sociais. 
Zaqueu é acolhido e transformado. 
José de Arimateia, homem de posses, aparece entre seus discípulos. 
Mulheres que dispunham de recursos ajudavam a sustentar a missão. 
O Evangelho não estabelece uma fronteira econômica para determinar quem pode aproximar-se de Cristo. 
Ao contrário: todos são chamados, embora nem todos necessitem do mesmo tipo de cuidado e com a mesma urgência.
É justamente aí que encontramos o sentido cristão da preferência. 
Quando uma família possui vários filhos e um deles está ferido, a mãe corre primeiro para aquele que sangra. 
Não porque ame menos os demais, mas porque naquele momento existe uma necessidade maior. 
A preferência nasce da urgência do amor. 
Assim também ocorre com os pobres. 
Aquele que não dispõe de alimento, moradia, saúde, trabalho, educação ou condições mínimas para viver com dignidade possui precedência no acolhimento e no atendimento de suas necessidades mais humanas. 
Essa precedência não diminui ninguém. 
Pelo contrário, procura restaurar uma igualdade ferida. 
A opção preferencial pelos pobres, portanto, não cria uma nova classe de excluídos. 
Ela deveria impedir que existam excluídos. 
O rico e a agulha 
A conhecida passagem evangélica segundo a qual é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus precisa igualmente ser recebida em toda a sua força. 
Cristo não está simplesmente condenando uma condição econômica.
Está advertindo sobre aquilo que a riqueza pode produzir no coração humano quando se transforma em segurança absoluta, fechamento, poder ou indiferença. 
A riqueza que termina em si mesma aprisiona. 
A riqueza que se transforma em partilha pode servir. E talvez esteja aqui uma dimensão que precisamos recuperar: o Evangelho não oferece ao rico apenas uma advertência; oferece-lhe também uma oportunidade de fraternidade.
Zaqueu compreendeu isso. 
Seu encontro com Cristo produziu consequências concretas: aquilo que possuía deixou de ser apenas propriedade e passou a adquirir uma dimensão de reparação e partilha. 
O pobre precisa ser acolhido em sua necessidade. 
O rico também precisa ser evangelizado em sua relação com os bens. 
Ambos precisam encontrar-se como irmãos. 
Uma Igreja sinodal não pode escolher quem excluir. 
Essa distinção torna-se especialmente importante quando falamos de uma Igreja sinodal. 
Sinodalidade significa caminhar juntos. 
E caminhar juntos exige reconhecer que existem pessoas em situações profundamente desiguais e que algumas delas precisam de atenção prioritária. 
Mas caminhar juntos também significa resistir à tentação de substituir uma exclusão por outra. 
Uma comunidade cristã que acolhesse somente aqueles que possuem bens teria traído o Evangelho. 
Da mesma maneira, uma comunidade que transformasse a condição econômica em critério para decidir quem merece pertencer também perderia a dimensão universal do chamado de Cristo. 
A mesa de Jesus é maior. 
Nela existe um lugar privilegiado para aquele que chega com fome, porque precisa ser alimentado primeiro. 
Mas há também lugar para aquele que possui pão — e que justamente por isso é convidado a descobrir a alegria de parti-lo. 
Talvez essa seja uma das imagens mais bonitas da Igreja que buscamos construir. 
Não uma Igreja dos pobres contra os ricos. 
Não uma Igreja dos ricos que simplesmente assiste aos pobres. 
Mas uma Igreja de irmãos na qual os mais frágeis possuem precedência e aqueles que receberam mais compreendem que seus dons, capacidades e bens trazem consigo responsabilidade. 
A preferência pelos pobres não diminui a universalidade do Evangelho. 
Ao contrário. 
É justamente porque o Evangelho é destinado a todos que ele nos ensina a começar por aqueles que mais precisam.
Preferência é prioridade no amor. 
Exclusividade seria limite ao amor. 
E o amor cristão, quando verdadeiramente evangélico, não conhece fronteiras: conhece apenas irmãos que caminham juntos, alguns necessitando ser sustentados e outros aprendendo a estender as mãos. 
Talvez seja exatamente isso que uma Igreja verdadeiramente sinodal precise reaprender: ninguém caminha sozinho, ninguém fica para trás e ninguém está dispensado da fraternidade. 
Pedro Luiz Dias 
Família Leiga Redentorista

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! PENA DE MORTE - PADRE CÉSAR

PADRE ANTÔNIO CÉSAR 
MOREIRA MIGUEL CSsR(+) 
A Igreja Católica é contra a Pena de Morte? 
A Igreja e o evangelho são contra a pena de morte. E aqui vão as razões: 
1ª- A tese da Igreja é de valorizar a vida de todos os seres humanos. 
2ª - Não se freia a violência com mais violência. Está provado que em países onde se estabeleceu a pena de morte não diminui o crime. ao contrário a criminalidade aumentou. 
3ª - Nós cristãos acreditamos que o ser humano, guiado pela graça de Deus, tem condição de vencer o mal. 
Portanto, acreditamos na conversão das pessoas e sabemos que essa é a vontade de Deus: que nos convertamos e tenhamos a vida. 4ª - Acreditamos na responsabilidade que nós temos em relação aos outros. Quando alguém comete um crime, a culpa é também de todos porque não se deu a essa pessoa as condições de viver reta e dignamente. Por fim, não concordamos que a questão de colocar a pena de morte na lei brasileira se faça por meio de plebiscito. As pessoas vão votar levadas por sentimentos e estariam, sendo convencidas por falsos argumentos. A saída é combater as causas da violência, valorizar a prática da lei, fortalecer a família, criar senso de cidadania, refazer o poder judiciário. Enfim, renovar a sociedade brasileira! Fazer isso é bem mais custoso e demorado que simplesmente aprovar a pena de morte, que não é solução. 
Pe. César Moreira, C. Ss. R. 
EDITORA SANTUÁRIO

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CSsR NO CÉU

              

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA 
*21 DE AGOSTO DE 1947 
+30 DE ABRIL DE 2022 
Hoje, 21 de agosto de 2026, se aqui estivesse, Padre Luiz Carlos estaria completando 79 anos de idade!
Deus o tem a Seu lado agora!
VEJAM A HISTÓRIA DA SUA VOCAÇÃO:
ENTREVISTA CONCEDIDA A THAMARA GOMES
 EM 31 DE OUTUBRO DE 2013
Seguindo nossa proposta de apresentar a vocês mais sobre a vocação redentorista, convidamos o Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R, para dar seu testemunho vocacional.
O missionário redentorista desempenhou diversos trabalhos na Congregação. Foi pároco, trabalhou na formação de seminaristas, foi mestre de noviços, trabalhou no Santuário Nacional, entre outros. Atualmente, Pe. Luiz Carlos é secretário provincial e continua ajudando na paróquia e acompanhando a formação dos seminaristas. 
1- Com quantos anos teve o primeiro contato com os redentoristas e aonde? 
Não sei quando comecei a pensar sobre ser padre. Morávamos na roça, no município de Sacramento – MG. Tanto os familiares de meu pai, como de minha mãe viviam por ali. Todos os anos o pároco, Pe. Ivo Soares, vinha para a festa do padroeiro. Meu pai dizia que eu disse que queria ser padre. Ele mostrou-me para o padre dizendo isso. Minha avó dizia que eu disse a ela: Vó, um dia eu vou confessar a senhora. Quando ela estava para morrer eu já era estudante redentorista, eu lhe dei a comunhão e ela, então, disse: posso morrer porque o Luiz já me confessou.
Em 1958 um irmão Claretiano, que fazia as assinaturas da Revista Ave Maria, passou em casa e acertou minha entrada para o Seminário Claretiano de Rio Claro, no ano seguinte. Nesse meio tempo, apareceu o Pe. Antônio Borges fundando um seminário redentorista em Sacramento. A família decidiu colocar-me nesse seminário que estava ali perto e não tão longe. Deram-me a vocação redentorista. Não gostei na hora, mas eu tinha 11 anos. Cursava o 3º ano primário. 
2- Passou por algum tipo de acompanhamento vocacional? 
O acompanhamento foi somente acertar a entrada para o seminário no ano seguinte. Começamos com 15 alunos. O Padre Antônio dizia que eram os 15 mistérios do rosário. Dos 15, só eu fiquei. Eu era o 4º doloroso, Jesus carrega a cruz o caminho do Calvário. Depois eu continuei carregando. O acompanhamento era a vida da família que era religiosa. 
3- Com quantos anos entrou para a congregação como seminarista? E quanto tempo ficou na formação? 
Entrei com 11 anos. Era o normal do tempo. Entrei dia 26 de fevereiro de 1959. Fiz a profissão religiosa dia 02.02.68, e terminei os estudos no final de 74. Fui ordenado padre em 23 de agosto de 1975.
4- Como você percebeu que tinha vocação para a vida missionária? 
No começo a vocação era para ser padre. Eu havia visto uns missionários redentoristas que passaram lá perto de minha casa. Lembro-me do Pe. Henrique e do Pe. Domingos, eram redentoristas holandeses da Província do Rio de Janeiro. Mas isso não teve ligação com o fato de entrar para o seminário. Eu ainda era pequeno. 
5- Como aconteceu seu chamado? 
A consciência de uma vocação missionária se deu no correr da formação quando a gente ficava conhecendo a vida redentorista. Nunca pensei em sair. Sempre gostei de tudo. Passei momentos difíceis. Mas foi tudo muito sereno. 
6- Em sua opinião, quais são os principais desafios para se aceitar o chamado à vida religiosa? 
A vida religiosa não é um desafio, é um dom alegre e que preenche o coração. O desafio fundamental é o querer ser religioso redentorista. Isto é, querer ser o que se propõe. A vida religiosa não é um desafio, é um dom alegre e que preenche o coração. 
7- O que mais te encanta na vida missionária? 
O que me encanta é o povo. Meu compromisso é com o povo e me sinto feliz quando posso atendê-lo bem. É muito divertido viver com o povo como povo. Deus sempre me deu o jeito de ficar feliz com o povo. Uso meus dons e faço o que posso por ele. Gosto muito da vida comunitária e da espiritualidade da Congregação!