Novas mudas já estão sendo preparadas e, em breve, serão plantadas ao seu redor.
Esse jardim em formação nos oferece uma dupla imagem e, com ela, uma mensagem pastoral profundamente evocativa.
Os espinhos remetem à coroa que feriu a fronte de Jesus no caminho da Cruz; as rosas, que nascem protegidas por esses mesmos espinhos, anunciam a delicadeza que brota mesmo no terreno da dor.
É um convite à contemplação do mistério cristão: a dor não tem a última palavra. Da entrega nasce a vida, e do sofrimento pode florescer a beleza que salva. Como nos recorda o apóstolo Paulo:
“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20).
Assim, as rosas que cercam a Capela Santa Cruz tornam-se sinal silencioso da esperança cristã: na fidelidade ao amor, até os espinhos podem guardar a promessa da ressurreição. PEDRO LUIZ DIAS

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