terça-feira, 25 de agosto de 2015

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WILIBALDO (THOMAZ MANHART)CSsR

IR. WILIBALDO (THOMAZ MANHART)CSsR
+25 de AGOSTO 1992 
Ir. Wilibaldo, tendo sido o último confrade alemão entre nós, encerrou a meritória presença de missionários vindos da Baviera para a Vice-Província de São Paulo. Nascido em Wasserburg, na Alemanha, dia 01 de janeiro de 1907, emitiu seus votos religiosos em 1925. Ele havia entrado como seminarista menor em Gars, na Baviera, mas foi aconselhado a fazer-se Irmão, por dificuldades nos estudos. Veio para o Brasil em 1928. Começou seus 64 anos de Brasil em Campinas de Goiás. Cozinheiro, hortelão, porteiro, sacristão, prefeito de hóspedes, era homem dos sete instrumentos colocados a serviço dos confrades e do povo. Pindamonhangaba, Araraquara, Penha, Aparecida, Tietê, Cachoeira do Sul, Pinheiro Marcado, Porto Alegre, onde não esteve nosso Irmão? Homem de oração e do trabalho, estava sempre a procurar o que fazer, o que organizar, o que arrumar. Ou, então, na capela da comunidade, em longas presenças diante de Jesus sacramentado. No tempo de Natal era um exímio construtor de presépios, tanto da comunidade como da igreja. Como porteiro em Aparecida foi constantemente atencioso e caridoso com os romeiros. Amável e dedicado também com os confrades, sincero e humilde, foi realmente um homem de Deus entre nós. As anotações de seu diário espiritual traçam os passos místicos que lhe nortearam a existência. Lá estava anotado: “Devo tornar-me um santo, custe o que custar...” E quem com ele conviveu os últimos anos pode tranqüilamente testemunhar que Ir. Wilibaldo era um santo de Deus. Mas ele não foi um santo desencarnado. Seu lado humano de homem de gênio forte e de vontade decidida, marcado ainda pelo seu gosto de viver, era notório. Não admitia que em sua presença se falasse mal de ninguém; fechava a cara, sacudia a cabeça e, se necessário, dava um basta. Mostrava também sua reprovação diante do malfeito, principalmente diante dos omissos e dos relaxados. E sabia nosso irmão curtir o lado bom da convivência em comunidade: cuidava com carinho da sauna da comunidade, da qual era assíduo freqüentador; quando um grupo ia para a praia, lá estava o Wili como o cozinheiro que corria para o mar logo que houvesse uma folga; em casa, depois do dia de trabalho e da oração, tinha seus momentos diante da TV, entretido com as novelas que muito apreciava. Nos últimos anos seu coração foi enfraquecendo, obrigando o Irmão a diminuir o ritmo intenso de atividades. Esse mesmo coração parou repentinamente, por efeito de um edema pulmonar, na manhã do dia 25 de agosto de 1992, na casa da Pedrinha, quando se preparava para mais um dia de retiro com a comunidade. Perdia a Província um santo em suas comunidades para ganhar um confrade no céu! (Pe. Víctor Hugo)

CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO ARNO WERNER CSsR

PE. JOÃO ARNO WERNER CSsR
+21 de AGOSTO 1987 
Nasceu em Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, a 13 de fevereiro de 1921. Professou em Pidamonhangaba, dia 02 de fevereiro de 1943. Fez o Seminário Maior em Tietê-SP. Ordenado sacerdote dia 04 de janeiro de 1948, na sua juventude integrou as equipes missionárias da Província, trabalhando principalmente em seu Estado natal. Ao ser criada a Província de Porto Alegre, em 1965, foi seu primeiro Provincial. (Pe. Víctor Hugo C.Ss.R.)
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Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ELES NOS PRECEDERAM - IR. AFONSO (MIGUEL HOEFER)CSsR

IR. AFONSO (MIGUEL HOEFER)CSsR
+17 de AGOSTO 1923 
Natural de uma aldeia perto de Würzburg (Alemanha), Ir. Afonso nasceu a 29 de março de 1848. Fez os estudos primários em sua aldeia; e quando o pai já pensava colocá-lo nalgum Seminário para ser padre, o garoto antecipou- se, resolvendo ser irmão leigo redentorista. Esteve varias vezes em Gars, para melhor conhecer a C.Ss.R. que o recebeu em 1867, professando em 1876. Dono de uma boa fortuna que herdara, preferiu viver pobre e humilde na Congregação, exercendo sempre o ofício de chacareiro, e jardineiro apaixonado pelas flores. Embora sem muito estudo, era de inteligência viva; escrevia muito bem, exprimindo-se com facilidade ao falar e escrever. Trabalhou vários anos na Alemanha, e garantiu sempre a verdura e as frutas para as Comunidades a que pertencia. Ouvindo falar da Vice-Província no Brasil, ofereceu-se para vir também, aqui chegando em 1895. Viveu sempre em Aparecida, onde iniciou a antigamente chamada “chácara dos Padres”. Muito dedicado ao trabalho, preparou grande parte do terreno, hoje ocupado pelo S.R.S.A. pelas “Oficinas” e Via Dutra. Na sua horta não havia somente verduras, mas também flores em profusão. Frutas era o que não faltava na sua chácara, atraindo sempre os moleques da vizinhança, que não pouco trabalho deram para a sua paciência. Plantou também uma vinha, encarregando-se da fabricação de vários tipos de vinho, inclusive para as Missas. Durante anos foi esse o trabalho daquele Irmão que não quis ser Padre, e renunciou ser “gente de bem” no mundo. Diariamente, após a missa e o café da manhã no convento, lá ia o Irmão para o seu trabalho. Da rua até perto do atual S.R.S.A. havia o celebre zig-zag, que muito ajudava nas descidas, principalmente quando chovia, mas que muito complicava para quem subia com cestas e sacos de verduras ou frutas às costas. Às 11 horas já estava o Irmão em casa, para o Exame particular, almoço, e recreio comum. À tarde, outra vez no seu trabalho, voltando pontualmente para a meditação e jantar. Os domingos, Ir. Afonso os passava na capela, rezando ou fazendo leitura espiritual. A um padre recém-ordenado, ele disse um dia: “Com certeza o Sr. será muito útil à Congregação, mas reze, e reze muito; pelo amor de Deus não abandone a oração”. Já idoso, e sentindo fraqueza nas pernas, ao subir as escadas do convento, fraturou um dos pés, ao cair de mau jeito. Com isso não pôde mais trabalhar, penitência que ele aceitou sem se queixar. Sofrendo do estômago, não podendo alimentar-se, Irmão Afonso foi se enfraquecendo cada vez mais, falecendo em Aparecida, a 17 de agosto de 1923.
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Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. MARTINHO (LUDOVICO MAYER)CSsR e PE. MAURÍLIO CORREA DE FARIA CSsR

IR. MARTINHO (LUDOVICO MAYER)CSsR
+14 de AGOSTO 1957 
Nascido na Alemanha, Irmão Martinho professou na C.Ss.R. em 1909. Trabalhou em diversas casas da Província- Mãe, antes de vir para o Brasil. Aqui chegou em 1920, tendo vivido e trabalhado quase sempre em Campinas (GO). Cozinheiro, ou ajudando no trabalho de casa, era Irmão sempre disposto e prestimoso. Mas foi em 1953 que começou a ficar nervoso, irrequieto, e mesmo violento, passando depois a sofrer das faculdades mentais. Com todo empenho procuraram os superiores uma solução para o caso, tentando internar o pobre Irmão em algum Sanatório. Não conseguiram, porém. E, na falta de um recolhimento, enquanto possível, decente, Irmão Martinho permaneceu recluso numa cela apropriada, no Juniorato de Campinas. Nos dias em que se mostrava calmo, e quase lúcido, seu enfermeiro, Irmão Joaquim, o levava para visitar a Casa ou o jardim. Mas a enfermidade continuou e, aos 77 anos de idade, ele faleceu, no dia 14 de agosto de 1957. 
PE. MAURÍLIO CORREA DE FARIA CSsR
+14 de AGOSTO 1983 
Natural de Tietê, nasceu a 20 de outubro de 1925. Ingressou no então Juvenato de Aparecida a 31 de janeiro de 1937, onde fez o curso ginasial. A 1.º de fevereiro de 1944 tomou o hábito da C.Ss.R. em Aparecida; e, tendo feito o seu noviciado em Pindamonhangaba, professou a 2 de fevereiro de 1945. O Seminário Maior ele o fez em Tietê, onde foi ordenado a 27 de dezembro de 1949. Seus primeiros anos de sacerdócio, Pe. Faria os passou como cooperador em Aparecida, Penha e Goiânia. Em 1954 fez o seu noviciado pastoral, trabalhando depois nas missões, durante 2 anos. Em 1957 sua saúde já se mostrava abalada, pelo que precisou de um longo tratamento (pulmões) em São José dos Campos. Já restabelecido, em 1958 foi designado para a Rádio Aparecida. Mas precisou de um novo período de descanso, no Potim, para voltar a trabalhar na Rádio em 1964; teve, porém, que desistir, e passou uns três anos como auxiliar, na nossa igreja de Araraquara, e cooperador na Penha. Voltando a trabalhar na R. A. ali permaneceu até 1972, ano em que foi transferido para a Rádio Difusora de Goiânia. De lá voltou, para trabalhar como auxiliar, na Basílica de Aparecida. Aí estava trabalhando, quando a morte o colheu, com 57 anos, e em plena atividade. Às vezes impetuoso, até explosivo, Pe. Faria sabia ser também calmo e atencioso com os confrades, principalmente com os enfermos, aos quais soube dar sempre toda a sua dedicação. Disposto para o trabalho, estava sempre pronto a colaborar, tanto em casa, como nos trabalhos externos. Um grande mérito seu: conseguiu entregar a um eminente jurista, o processo que já se arrastava durante anos, contra nosso confrade Pe. André Lentz. Não foi fácil; mas, afinal, o processo terminou com resultado favorável ao acusado, o que foi um grande alívio para os últimos anos do nosso Pe. André. Tendo ido encontrar-se com alguns dos nossos, em Caraguatatuba, Pe. Faria teve um derrame cerebral, em casa. Levado logo para São Paulo, não resistiu, vindo a falecer no dia 14 de agosto (1983) à uma e meia da madrugada. Certamente pôde celebrar a festa da Assunção, no dia seguinte, cum Angelis et Archangelis. (Comunicado do Governo Provincial)

CERESP

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Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

ELES VIVERAM CONOSCO - CARLOS BARBOSA DE CARVALHO (Padre e antigo seminarista do Santo Afonso)


CARLOS BARBOSA DE CARVALHO (Padre e  antigo seminarista do Santo Afonso)
+12 DE AGOSTO DE 2010
Nota de falecimento - Por estes dias noticiamos que Carlos Barbosa de Carvalho, ex-missionário redentorista, estava nas últimas. Recebemos a notícia de seu falecimento no dia 12 de agosto/10. Relata-nos Carlos Felício da Silveira que, uma hora antes de perder totalmente a consciência, sua esposa disse-lhe: "Você está bem, não é?". Ele respondeu, já um tanto enrolado: "Graças a Deus, graças a Deus!" Foram uma de suas últimas palavras. Treze horas depois, ele se apresentou ao Pai e pessoalmente cantou seu 'Deo gratias'. Foi sepultado em sua cidade natal, Volta Redonda (RJ).
"Estando eu ao lado da cama do ex-padre Carlos Barbosa de Carvalho, que serenamente enfrenta os últimos momentos, tentei aliviá-lo falando do padre Nodari a ele, que também gosta de música. E falei da história do absoluto! Meu filho escutou também, procurou os parentes dele na internet e recontou a história. Assim termina o relato do meu filho Paulo à irmã do Nodari: "...eles comentaram que o Nodari ponderava seu dom musical para que isso não subisse à sua cabeça e para que ele pudesse servir aos homens!" Nesse momento, me vi rodeado de grandes homens: o Nodari, o Carlos Barbosa, o meu filho Paulo. O trigo! Abraços. Carlos Felício da Silveira, São Paulo (SP"
Ouvi(o Dulcíssima), gostei, me emocionei. Que o carioca descance em paz. Lá no céu ele encontrará o autor da música e fará com ele um dueto na presença daquela que tranformou a Esperança em doce realidade.
Alexandre Dumas Pasin
Poucas vezes a notícia do falecimento de alguém (não parente) me deixou tão triste como o do Carioca (Carizo, para os mais íntimos), porque ele foi um dos mais chegados amigos meus, do núcleo de garotos pioneiros do pré-seminário da Pedrinha - Ney, Márcio Fabri, Pelaquim, Ulysses, Luis Marcos Macedo,Felício, Croon, os que me lembro agora...Moleque (deu trabalho para o Pe. Sônego, Pe. Chiquinho Costa, Pe. Peixoto, Dom Rodrigues!!!) espontâneo, criativo, artista, esportista,músico. Não dá para esquecer o Carioca. Que bom que sua lembrança ficou na sua voz e ao cantar a belíssima canção de Sto. Afonso "Dulcíssima Esperança". A lembrança do Carioca tinha que ser mesmo artística, emotiva, doce quase infantil...pura, suave. E suave e doce, porém animada e bela deve estar sendo sua vida LÁ...aonde todos sonhamos chegar, com a graça de Deus e o amparo de Maria, nossa Co-Redentora.
Abraços à esposa e à filha, Carla, para recordar sempre do Carlos Barbosa, nosso Carizo...Paulo de Oliveira (Paulinho)

Olá ,
Sou Léia esposa do Carlos, e queria agradecer a todos pelas manifestações de solidariedade, carinho, e lembranças que temos recebido neste momento tão especial de nossas vidas.
Na vida dele, porque fez do seu período de fragilidade humana um período de preparação para sua passagem , para o que acreditamos ser, uma vida de esplendor, sem no entanto deixar de lutar pela vida com com muita aceitação, resignação e alegria, sempre achando forças para amenizar a dor de quem estava no mesmo caminho .
Na nossa vida, minha e de minha filha, pelo exemplo de força, fé, bondade e paz interior, de quem parte, deixando rastros de ter vivido com muito amor e muita humildade.
Agradeço à "família" Redentorista pela belíssima celebração, o carinho dos amigos "ex",e de todos que puderam desfrutar um pouquinho do convívio de tão grande pessoa, afinal, todos vocês contribuíram um pouco para isso.
Muita paz para todos.Obrigada.Léia

De um colega do tempo, Antônio Bicarato:
Longe do computador desde o início de julho por ter passado por uma cirurgia de descolamento da retina que, entre muitas outras coisas, me impediu de ler esse tempo todo, abri hoje meu e-mail e deparei com a notícia do falecimento do Carlos Barbosa, o Carioca. Pela bondade e misericórdia o Pai, com toda certeza a estas alturas jé é mais um que está entre Afonso, Geraldo, Clemente e inúmeros outros que Deus já chamou para a VIDA.
Aguardo ansiosamente que seja restabelecido o som no meu computador para ouvir, na sua voz e interpretação, o Dulcíssima esperança. Até porque não conhecia esse dom do colega. Já imaginou, ter uma bela voz, como vocês disseram que ele tinha, e estar LÁ, agora, frente a frente com ELA, a Mãe, engrossando o coro dos redentoristas e cantando aquela que considero uma melodia que Afonso "roubou" do céu!
Obrigado, mais uma vez, por suas oportunas notícias. Grande abraço.Bicarato.(+)
Do professor de português, Padre Clóvis de Jesus Bovo CSsR:
- Devido à falta de tempo, pois sou vigário paroquial na paróquia mais movimentada de Goiânia, quase não tenho tempo de ver seus sites e blogs, aliás muito ricos em informações redentoristas. Soube por eles, da morte do Barbosa, meu aluno de Português no Seminário Santo Afonso, por volta de 1956. Ainda tenho na imaginação seu jeitinho de aluno esforçado. Só a caligrafia dele, enquanto me lembro, não era das melhores. Rezemos pelo seu descanso eterno.
Abraço bem redentorista - Pe. Clóvis CSsR

terça-feira, 11 de agosto de 2015

SOBRE O ATOR JOSÉ MAYER, ANTIGO SEMINARISTA!

JOSÉ MAYER
Ontem, 10/08/15, o ator Jose Mayer, da Rede Globo, contou sua vida num programa desses canais abertos. Para quem ainda não sabe, ele também é um ex seminarista redentorista ,frequentou o Seminário de Congonhas do Campo durante sete anos, período de 68(?) onde descobriu seu talento de ator e iniciou seus primeiros passos na carreira. Embora tenha dito que considera esses sete anos como se fosse um tempo de exílio, pois não pretendia ser padre e quis apenas aproveitar os estudos, "enganando os padres", é inegável que esse" exílio" norteou todo o seu futuro.Então podemos afirmar sem medo de mentir, que esses anos valeram-lhe a pena. Meu amigo, julgo que ele está certo..,não importa como vc foi viver e conhecer a família redentorista....conheço gente que usou o seminário como fuga e terminou padre, outros ótimos país de família...os meios de chamamento do Redentor são imprevisíveis. O Senhor usou do seminário para chamar o José Mayer para sua vocação de ator...o seminário não é um lugar em que se coloca um cabresto no ser humano, mete-lhe dentro de uma forma e exige-lhe que seja padre....Deus não escolha escravos mas homens livres.,,Parabéns ao seminário de congonhas que cumpriu seu papel colocando mais um profissional responsável na TV. ...e olha que o Jose Mayer não fez escola de Teatro...ele é fruto dos sete anos e de experiências no meio após sair do seminário. NERI PEREIRA DA SILVA 
Conheci bem o pai e a mãe do José Mayer - eram pessoas ótimas e humildes. São de Jaguaraçu, perto de Timóteo. BENEDITO FRANCO 

José Maia? Kkkk eu sabia q estava escrevendo errado...kkkk que, mico!NERI PEREIRA DA SILVA 
Mas tds entenderam Neri.DIVA MARIA HERNANDES 
Nada de errado...um lapso...
Todos entendemos.
BENEDITO FRANCO 

Eu penso que ninguém fica no seminário enganado. Como diziam o padres: é um tempo de estudo da vocação. Não se aguenta um tempo para não ficar padre. Fica-se pensando em ser padre e , santo. Alguns saem e nunca mais querem saber de seminário e nem de religião, tornam-se ateus. Outros voltam e agradecem o tempo vivido enclausurado. Tiveram a oportunidade de estudos e de estudos sérios, com boa bagagem. Todos, indistintamente, deveriam agradecer a Deus e aos padres esse tempo precioso. Deo gratias.ADILSON JOSÉ CUNHA 
Concordo com você... principalmente na sua última frase, aquela antes do Deo Gratias. Lamento muito que os nossos padres, até algum redentorista que vibra em ser bispo, ao invés de promover o investimento monetário em seminários menores, eficiente obra social e de caridade, com mestres e orientadores redentoristas consagrados(hoje esquecidos em conventos!), desvia tudo para o próprio holofote, aspiração de vaidade e poder....A questão é que se compreenda que em 10% de seminaristas formados sacerdotes, outros 90% formam famílias cristãs, católicos genuinos e profissionais cultos e de excelente uso de consciência. (Vejam nossos antigos seminaristas!) Oxalá, nesta época de Papa Francisco, haja reflexão e ação melhor para este assunto! ANTÔNIO IERÁRDI NETO 
O poder. .vaidade das vaidades.....é o verme que destrói a base de t::odo ser..você foi fundo e objetivo Antonio.NERI PEREIRA DA SILVA 
Da minha turma só tem um padre. Eu já expus a ele a situação dos seminários. Falei do seminário menor, da necessidade em investir nos garotos menores. Sabem que existem padres na CSSr que pensam como nós pensamos, mas são grãozinhos de areia no deserto. De repente fazem do SRSA uma casa , não um CERESP, mas uma espécie de hotel. Lá tem , não mais que dez rapazes. Não falam e não escrevem como os de antigamente.ADILSON JOSÉ CUNHA 
Pois é, meu amigo, a formação de sacerdotes hoje é precária.Dois pontos extremamente negativos da época de agora: PRIMEIRO: Hoje, em termos de religião, é fazer tudo de forma mais fácil e prática, enfatizando esta vida. No nosso tempo, ainda pré-jovens, aprendíamos sempre fazer pela maneira mais difícil, considerando que o mais fácil virá na próxima vida! Até católicos praticam a famosa teologia da prosperidade!!! SEGUNDO: Hoje, em termos de religião, tudo se pratica no PROFANO. Em nosso tempo, havia a única definição do SAGRADO para prática da religião católica...A consagração eucarística hoje deixou de ser divina....O profano, quando hoje é natural, nos tempos anteriores era perverso. Quanto ao sagrado em nossos dias é um uso difícil e complicado....Ninguém se interessa por modelo de vida de santos e mártires!!!!ANTÔNIO IERÁRDI NETO 
Tudo é polêmico, o mundo de ex-seminaristas é muito grande e diverso, grande parte é revoltada, outros se tornaram ateus, mas a maioria carrega no coração a nostalgia de um tempo em que somente uma meta norteava suas vidas, tornar-se padre redentorista. Eu, particularmente, entrei no seminário sem muita consciência do que estava fazendo, com o tempo, fui me entusiasmando e abracei a vocação, no final, vivi o drama de mudar o rumo sem saber o que me esperava, podia me acomodar e tornar-me um padre sem muita convicção como muitos que andam por aí, mas arrisquei, fui à luta, venci. Hoje, não me gabo de ter enganado ninguém, dou valor a tudo o que aconteceu na minha vida, tenho orgulho de minha trajetória e me sinto um privilegiado e escolhido por Deus para constituir uma família especial, todos meus filhos sabem que sou ex-seminarista e divulgam isso a quem queira saber. Salve Regina !!!ALEXANDRE DUMAS PASIN DE MENEZES 
Eu, saí convicto com a decisão, e rezei muito pelos que ficaram sem grande convicção, nunca me revoltei e gostaria muito de encontrar um desses revoltados e dar-lhes umas palmadas para aprender a ser gente e deixar de ser filhinhos do papai...talvez por eu continuar na igreja e ter visto a viola em cacos ...no fundo sei que meu pai sempre me deu um exemplo de fé inabalável com todas as suas deficiencias...como nos diz o Papa Francisco, " somos uma familia imperfeita sim, e por isso temos que aprender a perdoar", mas que dá uma vontade de meter o chinelo na bunda desses caras, isso dá, depois peço perdão.NERI PEREIRA DA SILVA 
Amigos Neri, Dumas,Adilson, saí do SRSA por recomendação do meu confessor, Padre Azevedo Tofuli, que, considerando 5 anos de colóquio mensal, entendeu que a minha melhor vocação seria a formação de uma família. Acertou completamente. Tenho hoje 3 filhos resolvidos e quatro netos. Portanto, surgiram dessa decisão pelo menos 4 famílias e naturalmente virão outras dentro do espírito cristão!ANTÔNIO IERÁRDI NETO 
Sou e sinto-me a cada instante privilegiado e considero-se um homem iluminado, por tudo e pelos anos que passei no seminário, foram momentos sublimes e grandiosos de aprendizado e crescimento pessoal, espiritual e humano; não apenas conhecimento acadêmico, que me deu base para ser o que sou, inclusive educador e homem de fé inabalável na vida e na dimensão universal do cosmo. Aprendi muito com cada pessoa, seja padre ou colega, seja professor ou funcionário, aprendi quebrando pedras à marreta para construir o muro de nosso amado campo de futebol em Tietê, sob a supervisão de nosso eterno Libardão, aprendi muito lavando prato e banheiro, limpando quarto e corredores, aprendi muito pintando paredes da Igreja Santa Terezinha e demais dependência, assim como, com nosso querido Padre Pelaquim no Santo Afonso, mais ainda pitando o painel na parede do refeitório em Aparecida. Logo depois de terminarmos o painel, todos saíram de férias e naquele ano eu fiquei no Santo Afonso, aí de surpresa um dos padres da basílica, que não me lembro o nome me procurou e disse: "você pitou o refeitório e vai pintar nosso painel de Natal ou final de ano. Não me recordo direito porque fiquei tão desesperado que este desespero me embotou a lembrança. Pois bem, fui com ele para a Basílica Nova e lá estava ele imponente. Naquele momento pareceu à mim que tinha mais de 100 metros de altura de tão medonho era. Fiquei petrificado e gélido olhando extasiado sem dizer palavra, parecia que somente eu estava naquela imensidão. Parei, fiquei olhando e pensei: nunca desisti de nada e nada me detonou ou me fez cair, nem mesmo a Matemática (kkkk), meu terroro na sala de aula. O padre me perguntou: "está tudo bem", e eu como um autômato respondi: "sim, tudo bem, estava pensando como fazer o painel, imaginando com farei e se o Sr. vai gostar. Ele me deu um tapa nas costas, se virou e disse: está tudo aí, as tintas o andaime (12 patamares, para se ter uma idéia da altura. Bem, la´fui eu, corri no seminário, peguei uma roupa e voltei apressado. Resumindo: depois de três dia e meio estava pronto, um dia antes do prazo que eu tinha. Neste dia e naquele momento que eu terminei, eu me percebi invencível e poderoso, na condição de fazer o que eu quisesse fazer, sozinho ou com ajuda de alguém. E assim vivo até hoje, nada me abala, nada me faz desistir ou esmorecer, principalmente porque eu sozinho no primeiro dia, já a noite, disse à Deus: "Você colocou esta bomba em minhas mãos, então se vira e me ajuda, me faz a dar conta do recado". Hoje sei que fui impertinente e indelicado com o todo poderoso, no entanto, hoje, sei que foi minha válvula de escape. Agradeço a cada um de vocês, colegas de seminário, à cada professor, à cada padre e funcionário, que me possibilitaram aprendizado poderoso que trago para cada momento de minha vida. Amo cada um de vocês. Para falar de tudo, seriam dias escrevendo, cada um tem suas histórias e vivências e são perfeitas na sua essência e individualidade.FRANCISCO VITARELLI 
Belas palavras Francisco Vitarelli!!!!! DIVA MARIA HERNANDES

Heim Vitarelli, caramba,gostei, conta mais, faz bem ouvir esses testemunhos. ..,NERI PEREIRA DA SILVA 
É muito bom mesmo meu caro. São tantas histórias... vamos atualizando sim. Qualquer hora contarei mais alguns detalhes.FRANCISCO VITARELLI
Vita, faço minhas suas palavras. Diferem os exemplos e as situações, que sempre são especificas e pessoais, mas o espírito e nosso legado é o mesmo. Todos temos um "time' na vida que é unico e intransferível. Creio muito nisto e tenho aprendido convivendo com os mais variados tipos de pessoas, de raças, culturas e formação diversas. A compreensão e o compromitimento com a vida estão intrinsecamente ligados de uma forma umbelical com a individualidade de cada ser em particular. Talvez uns demorem mais do que outros para entenderem e aceitarem suas experiências e as situações que enfrentaram na vida. Alguns captam isto de imediato (penso que estamos neste time, você, eu e outros tantos que conhecemos). Convivo com amigos nossos em Campinas, ex-seminaristas que até agora não entenderam porque estiveram no seminário, muito menos porque sairam. No princípio achava esta postura incompreensível. Hoje, continuo achando mas convivo sem constestar. Rezo e torço para que encontrem-se e, como bem dizestes, que compreendam aqueles que "possibilitaram o aprendizado poderoso que trago para cada momento de minha vida". Abraços amigo. Mais do que uma pintura de um painel de Final do Ano na Basílica, você não se vergou a um desafio e não se permitiu sequer pensar em recusar o convite. Com certeza a vida já te colocou diante de vários "painéis" desafiadores tanto quanto já o fez comigo. Pois que venham e encontraram um lutador. Parabéns amigo, que seu sucesso se fortaleça em cada escorregada e se solidifique em seu levantar. Abraços.ANTÔNIO GALVÃO DOS SANTOS IVO
Nunca fui bom ou como alguns dizem eu eu tenho preguiça de escrever. Uma vez eu queria impressionar nosso professora de português no Santo Afonso o Roberto Malvezzi (gogó) eu escrevi um pouco a mais. Quando ele devolveu as redações na minha estava escrito prolixo. Ele ficou muito bravo comigo pois na mesma hora eu amassei e joguei no Lixo ao lado. De qualquer forma Francisco Vitarelli e Antonio Galvao Dos Santos Ivo estão reproduzindo a minha história também.Aliás estamos escrevendo abaixo da nossa História escrita pelo Neri Pereira da Silva.MARCOS ESCUDEIRO
Lili, você também tem lindas estórias para contar. Divida-as conosco. 
Abraços. ANTÔNIO CLÁUDIO FERREIRA
Caros Galvão e Escudeiro, fico muito feliz com vosso entendimento, e mais alegre ainda em partilhar estas experiencias depois de tantos anos, pois, forma experiencias maravilhosas, enriquecedoras e que deram um norte para minha vida e para eu ser o que sou hoje, assim como, percebo, vocês e tantos outros também. Creio que não existe revoltados, nem inconformados, nem aqueles que aceitaram de bom grado o que passaram, o que vejo é a individualidade indelével de cada um, este tem que ser respeitada e aplaudida de pé, até porque ela é única e mais que isto, ela foi, é e será definida e conduzida pelos desígnios de Deus. Portanto, minha humilde opinião é que acrescentou muito, mesmo para os supostos revoltados ou inconformados, e à cada um de nós, cabe aplaudir e fazer o que nos cabe para nosso desenvolvimento e de cada ser humano, em especial, aqueles que conosco conviveram. Bjs à todos.FRANCISCO VITARELLI
Aqui bem no alto da Serra da Cantareira, os Arautos do Evangelho, (pagando multas altíssimas por interferir no meio ambiente) construíram dois ou três seminários de porte duas vezes maior q o Sto Afonso p menores e universitários além de conventos. Lembram os castelos e catedrais, estão lotados de seminaristas e administram várias paróquias e dezenas de capelas. Suas missas com cantos gregorianos e inclusive de Sto Afonso, atraem e lotam as igrejas...proíbem festas paroquiais para arrecadar fundos, aceitam dízimos e doações....mas o trabalho dos leigos é limitado pois todos os seminaristas cantam nos corais nas capelas e nas peças de teatro que apresentam em datas especiais. ..suas missas despertam sobre o povo um profundo respeito ao sagrado.NERI PEREIRA DA SILVA 

ELES NOS PRECEDERAM - IR. CASIMIRO (JAKOB PFLÜGL) CSsR

IR. CASIMIRO (JAKOB PFLÜGL) CSsR
+11 de AGOSTO 1911 
Deste Irmão podemos dizer que, tendo vivido pouco neste mundo, realizou muito para a eternidade. Era de família pobre, e nasceu perto de Ratisbona, a 14 de fevereiro de 1877. Dos seis aos quatorze anos freqüentou a escola da sua terra natal e, se nunca esteve entre os melhores alunos, ele mesmo dizia sentir-se feliz sendo o ultimo entre eles. Trabalhou depois em Straubing, numa selaria, durante alguns anos; e varias vezes tentou ser admitido entre os “Irmãos da Caridade”, mas não foi aceito por ser ainda muito moço. Procurou então os Redentoristas que o receberam, em 1896. Durante o noviciado, embora muito observante e piedoso, teve de lutar muito contra o sono que o atormentava nas meditações e leituras. Certa vez, durante uma conferência, ficou de pé para não dormir; ainda assim acabou dormindo, e caiu sentado no chão... Hilaridade geral. — Após o noviciado trabalhou algum tempo no Juvenato da Província, até que, em setembro de 1902, veio para o Brasil. Escalado para trabalhar no “Colégio Santo Afonso”, mostrou-se um Irmão muito ordeiro, cuidando de tudo, e pondo em toda a casa um tom de esmerada limpeza. Transferido para Goiás, tornou-se a alegria da casa, devido à sua simplicidade, sua prontidão para o trabalho e profunda piedade. Picado, certo dia por um inseto venenoso, nada revelou, achando que ele mesmo poderia medicar-se. Mas no lugar da picada formou-se logo uma enorme chaga maligna, pelo que o Irmão precisou ser transferido para a Penha. Tratado no Sanatório Santa Catarina, restabeleceu-se, e foi para Aparecida. Mas a sua melhora durou pouco. A chaga voltou a abrir-se em sua perna, com dores horríveis. Sangue envenenado. Sofrendo muito em seus últimos meses, o Irmão apenas rezava, achando ainda disposição para fazer Terços. Com apenas 35 anos acabou falecendo em Aparecida, a 11 de agosto de 1911, deixando aos confrades um exemplo de grande amor ao trabalho e a oração.

CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO EDU DOS SANTOS CSsR e PE. PEDRO ÁVILA MEGDA CSsR

PE. JOÃO EDU DOS SANTOS CSsR
+10 de AGOSTO 1991 
Nasceu em Colorado-RS a 24 de julho de 1928. Entrou para o Seminário redentorista de Pinheiro Marcado-RS. Fez sua profissão religiosa em Pindamonhangaba, a 02 de fevereiro de 1947 e ordenou-se sacerdote, dia 20 de julho de 1952, em Tietê. Começou sua vida apostólica como professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida e em Pinheiro Marcado- RS. Depois veio para o Seminário de Aparecida, onde foi ecônomo. Foi durante algum tempo missionário da ativa, mas diante de certas dificuldades de gênio e sendo muito rígido no confessionário onde exigia muito dos penitentes, caridosamente foi-lhe feito ver que deveria abster-se desse apostolado. O que lhe custou muito. Pregou tríduos, novenas, substituiu vigários e até acompanhou Dom Tarcísio A. Amaral em Limeira, como secretário. Bom confrade, gostava de uma prosa e fazia com facilidade amizades. Morou muitos anos no Jardim Paulistano como coadjutor e desde 1979 passou a residir em Aparecida. Desde os tempos de seminarista, Pe. Edu, como era chamado, era um exímio apicultor. No ano de 1991 começou a ter muitas dores nas costas. Pensou-se em problemas de coluna. Depois, gripe com muita tosse e por fim água nos pulmões. Trazido para São Paulo, no começo de agosto, os médicos diagnosticaram seu mal: câncer inoperável nos pulmões. Foi levado de volta para Aparecida e internado no Hospital Frei Galvão. Lá veio a falecer às 06 horas da manhã, do dia 10 de agosto de 1991. Foi sepultado no mesmo dia, à tarde, em Aparecida. Estava com 63 anos de idade, 44 de profissão e 39 de sacerdócio. Foi um confrade muito serviçal. Seu hobby eram as corridas de cavalo, como bom gaúcho que sempre foi. Religioso de piedade sólida. Tinha um grande amor à Congregação. Deus o tenha na glória. (Pe. A. Thomaz, “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”) 
PE. PEDRO ÁVILA MEGDA CSsR
+10 de AGOSTO 1991 
Era mineiro de Areado, onde nasceu dia 11 de fevereiro de 1927. Fez o seminário menor em Aparecida. Professou na Congregação a 02 de fevereiro de 1948. Foi ordenado sacerdote em Tietê a 27 de dezembro de 1952, pelo bispo de Sorocaba, Dom José Carlos de Aguirre. Começou sua vida apostólica na Basílica de Nossa Senhora Aparecida. A maior parte de sua vida foi de missionário ardoroso. Pregou missões em quase todos os grandes centros. Possuía palavra fácil, forte e vibrante. Tinha o dom de captar a simpatia do auditório. Dele se poderia dizer “eu fui mandado mais para pregar do que para confessar”. Adorava, como bom mineiro, uma politiquinha. Brigava por Nossa Senhora Aparecida, de quem era grande devoto. Acompanhou sua imagem, com Dom Macedo, por muitos Estados do Brasil. Sabia com maestria entronizá-la nas paró206 quias. De 1963 a 1967 foi pároco de Brasília na igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Lá fez muitas amizades entre os políticos e começou as construções da casa e da igreja. Quando morava no Jardim Paulistano fez ao mesmo tempo duas faculdades: Direito e Jornalismo. Como já vimos, pregava com muita facilidade. Desde 1982 voltou para a equipe missionária. No ano escolar europeu de 1986/87 fez um curso de atualização teológica em Roma. Com freqüência ia à Rádio Aparecida, onde gostava de falar e até fizera o curso de jornalismo nessa intenção. Nos últimos anos, parece que deveria ter algum problema, pois tinha muitas insônias, chegava a dormir só sob o efeito de tranqüilizantes. Nas missões, começou então a tratar o povo com rudeza, a atritar-se com os confrades. Em junho do ano de 91, quando estava passando uns dias no Jardim Paulistano, teve o primeiro sintoma de sua doença, sofreu um desmaio. Pensou-se a princípio que tivera uma isquemia cerebral, e o diagnóstico definitivo foi: câncer no cérebro. Foi internado na Santa Casa de Araraquara, onde veio a falecer, no mesmo dia que Pe. João Edu, às 20 horas da noite de 10 de agosto de 1991. Seus restos mortais descansam em Aparecida. (Pe. A. Thomaz, “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”) 
NOTA:Durante vários anos coordenou o movimento das romarias a Aparecida.

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Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - Ir.JOÃO BOSCO RUEDA RODRIGUES CSsR(ANTÔNIO)

Ir.JOÃO BOSCO RUEDA RODRIGUES CSsR(ANTÔNIO) 
+10 DE AGOSTO 2006 
Filho de Agostinho Rueda Rodrigues e Aurora Rodrigues, nascido em Arealva no interior paulista dia 3 de agosto de 1927, o menino foi batizado com o nome de Antônio. Mais tarde, na Congregação Redentorista, iria chamar-se Irmão João Bosco. Até os 29 anos de idade trabalhou como motorista, protético e dentista prático. Recebido como candidato a Irmão na Comunidade do Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida, fez-se o dentista do seminário e por isso era conhecido como o Antônio Dentista. Homem de iniciativas, assumiu a responsabilidade de atualizar o consultório dentário do seminário. No seminário fez o postulantado em 1958 e no ano seguinte foi noviço em Pindamonhangaba. Aí proferiu a primeira profissão em 2 de fevereiro de 1960, recebendo então o nome de Irmão João Bosco. Nosso Irmão foi um homem do trabalho. Cheio de iniciativas, entusiasmado e dedicado, alegre e comunicativo, além de dentista, era, ao mesmo tempo, motorista e auxiliar de ecônomo. Por treze anos esteve nas comunidades do Seminário Redentorista Santo Afonso e no Instituto Alfonsianum, em São Paulo, Capital. Em 14 de novembro de 1973 foi convidado para as funções de ecônomo auxiliar na casa Geral Redentorista, em Roma. Aí, apesar das dificuldades com a língua italiana e com a cultura européia, entregou-se dedicadamente aos cuidados pelas necessidades da comunidade complexa da Via Merulana. Dois anos e meio depois estava de volta ao Brasil. Enviado ao Seminário São Geraldo, de Potim, aí assumiu a direção da Fábrica de Velas. Em 1978 foi levado para a Casa do Jardim Paulistano na cidade de São Paulo para, mais uma vez, ser auxiliar ecônomo. No ano seguinte foi para sacramento, cidade triangulina, com a responsabilidade de cuidar da chácara e da economia do seminário. Em 1981, a então Vice-Província de Brasília, hoje Província de Goiás, recebia o Ir.João Bosco. Em junho de 1984 ele fez adscrição definitiva nessa unidade da Congregação. Aí assumiu trabalhos em Campinas, Goiânia e Trindade. Nessa cidade passou seus últimos anos. Homem da oração e do trabalho, entregou sua alma a Deus no dia 10 de agosto de 2006. Contava com 79 anos de idade, tendo vivido45 anos como Irmão Missionário Redentorista.(Do livro ELES VIVERAM CONOSCO - CERESP e EDITORA SANTUÁRIO)

sábado, 8 de agosto de 2015

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO REZENDE COSTA CSsR

PE. JOÃO REZENDE COSTA CSsR
+8 de AGOSTO 1999 
Nasceu o Pe. Rezende a 20 de abril de 1937, em Borda da Mata-MG. Era filho de Francisco Rezende da Costa e Mariana Deolinda de Jesus. Ainda pequeno perdeu os pais. A 15 de fevereiro de 1948, entrou para o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida, terminando o curso ginasial em 1955. Em 1956, fez o noviciado em Pindamonhangaba, onde fez sua profissão religiosa na C.Ss.R., a 02 de fevereiro de 1957. O seminário maior foi feito no Seminário de Santa Teresinha, em Tietê-SP. Aí foi ordenado sacerdote a 22 de julho de 1962, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba-SP. Deixou o seminário maior a 03 de março de 1963, iniciando sua vida apostólica como vigário cooperador em Aparecida. Em 1964 morou em Araraquara, trabalhando em nossa igreja de Santa Cruz. No ano seguinte voltou a trabalhar em Aparecida. De janeiro de 1966 a julho de 1967, foi professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. No segundo semestre do mesmo ano foi para Roma, onde obteve a Licença em Teologia, na Universidade Gregoriana. Fez o curso de extensão universitária, na Alemanha, na Universidade de Munique. Regressou da Europa em janeiro de 1970. Foi professor de Teologia Sistemática de 1970 a 1975, no Alfonsianum e no ITESP – Instituto Teológico São Paulo. Lecionou também no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, na PUC de Campinas e também na Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena-SP. Foi um dos fundadores da Comunidade de Pesquisas Religiosas, no Ipiranga, em São Paulo. No primeiro semestre de1977 fez o 2º noviciado, preparando-se para as missões populares. Em agosto, foi transferido para a Vice- Província de Brasília, sendo nomeado pároco de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Brasília DF. Voltou em 1980 para São Paulo como professor de teologia. Daí em diante, dedicou-se a dar cursos de teologia, até mesmo no exterior, como no México. Dedicou-se também à tradução de livros de teologia. Escreveu artigos de teologia na revista Vida Pastoral. Em 1987, em Jacareí SP, no Bairro do Avareí, onde nos fins de semana exercia o ministério sacerdotal, celebrou seu jubileu de 25 anos de sacerdócio. Nos últimos anos deu cursos no IFITEG – Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás. Desde 1998, era sócio da Academia Marial de Aparecida. Este ano, 1999, Pe. Rezende publicou seu primeiro livro “Aba! Pai!”, pela Editora Loyola. Anos atrás, Pe. Rezende teve um enfarte e precisou ser operado do coração. Depois disso não ficou mais completamente bom. Viveu sempre com complicações cardíacas.Dia 06 de agosto veio de Goiás passando mal e precisou ser internado na UTI do Hospital Osvaldo Cruz, em São Paulo. Aí, no dia 08 de agosto, pelas 15,40 horas teve uma parada cardíaca, vindo a falecer. Foi velado em nossa Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo. A missa de corpo presente contou com a participação de 34 celebrantes. Vários parentes estiveram presentes. Foi sepultado no Cemitério Getsêmani, no Bairro do Morumbi, em São Paulo. Estava com 62 anos de idade, 42 de profissão religiosa e 37 de sacerdócio. Descanse em Deus, Pe. João Rezende! (de Notícias Daqui e Dali – Pe. Peixoto) 
NOTA:O mau êxito na recuperação da cirurgia cardíaca atingiu fortemente o emocional do Pe. Rezende, que daí para sempre, viveu angustiado e inseguro. Isso afetou muito sua disposição para enfrentar as aulas, mas ele continuou com muita intensidade e dedicação o trabalho de escritor e tradutor. (nota do editor)
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Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR


Amigo querido Padre João Rezende, trabalhamos em muitos Retiros do Amor Divino em Aparecida, Jacarezinho, Curitiba era amigo tão grande do pessoal de Jacarei  (dos RADs) que foi comemorar lá o seu jubileu de prata sacerdotal, com uma grande festa de seus muitos amigos de lá! Guardo comigo muita coisa que aprendi dele! Que ele interceda por mim e por nós para conseguimos estar com ele na Gloria de Deus! José Alcides Marton

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

ELES NOS PRECEDERAM - PE. CARLOS HILDENBRAND CSsR

PE. CARLOS HILDENBRAND CSsR
+7 de AGOSTO 1931 
Era de Untergrisnigen (Alemanha) onde nasceu a 25 de novembro 1871. Filho de modestos lavradores, fez seus estudos primários em sua cidade natal, passando depois a ajudar o pai nos trabalhos do campo. Ingressou na C.Ss.R. como Irmão leigo, trabalhando algum tempo como hortelão em Gars. Manifestando depois desejos de estudar para Padre, foi admitido no juvenato, chegando ao noviciado em 1899. Feita a Profissão no ano seguinte, iniciou seus estudos superiores em Mautern, na Áustria. Mostrou-se logo dono de uma invejável memória, do qual soube usar sempre. Já idoso recitava com facilidade longas poesias decoradas nos primeiros anos de estudo. Veio em 1902 para o Brasil, continuando aqui seus estudos de Teologia, sob a direção do Pe. Lourenço Hubbauer. A 20 de setembro de 1903 foi ordenado em Petrópolis, pelo então Núncio Apostólico D. Júlio Tonti. Terminados seus estudos foi para Goiás, onde trabalhou como missionário até 1910, quando veio para a Penha. Em 1912 foi nomeado Superior e Mestre dos Noviços em Perdões, de onde saiu como Superior de Campinas (GO). Transferido depois para Cachoeira do Sul, regressou novamente para Goiás, até ser nomeado Superior de Araraquara. Terminado aí o seu triênio, pediu transferência para Goiás, onde esperava recobrar a sua saúde, já um tanto abalada. Mas não o conseguiu, pelo que foi mandado para a casa do Noviciado em Pindamonhangaba. Sua saúde, porém, já estava no fim. Internado no Santa Casa local, aí faleceu repentinamente, enquanto tomava uma xícara de café, a 7 de agosto de 1931. Vocação tardia, Pe. Carlos muito teve de lutar para fugir à inclinação que sempre teve para a independência no trabalho. Impulsivo, às vezes um tanto ríspido, era amigo sincero dos seus súditos. Mostrou grandes qualidades como professor, e não fugia a uma boa prosa, que ele sempre sabia temperar com sua expansão e alegria.

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Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 2 de agosto de 2015

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR

IR. WALDEMAR BARBOSA DA SILVEIRA CSsR 
+02 DE AGOSTO 2011 
 O Ir. Waldemar nasceu a17 de outubro de 1929, em Sant’Ana, município de Patos de Minas MG. Seus pais eram: Mário Barbosa da Silveira e Maria Teodora de Jesus. Entrou no Seminário São Geraldo, no Potim, a 12 de agosto de 1959. O Noviciado foi feito em Pindamonhangaba em 1962 e se consagrou a Deus na Congregação Redentorista, pelos votos religiosos, a 02 de fevereiro de 1963. A profissão perpétua foi realizada a 02 de fevereiro de 1969. Depois de sua primeira profissão, continuou residindo no Seminário São Geraldo, exercendo o ofício de sapateiro. Depois residiu na Comunidade do Santuário (Convento Velho) – 1972 a 1975 - exercendo o ofício de sacristão. Em 1976 retornou ao Seminário São Geraldo, exercendo ofício de alfaiate. Em 1979 foi convidado pelos confrades da Província de Porto Alegre RS para trabalhar em Passo Fundo, exercendo os ofícios de formador dos seminaristas e secretário do Colégio, Instituto Menino Deus. Retornando à Província de São Paulo, em 1993, reassumiu o ofício de sacristão no Santuário de Aparecida, residindo no Convento Novo. Depois, continuou em tal ofício nas Comunidades de Santa Teresinha, em Tietê, - 1994 a 2005; Comunidade Santa Cruz, em Araraquara – 2006 a 2008; Comunidade de São João da Boa Vista – 2009 a 2010. Estando com a saúde um tanto abalada, sofrendo do pulmão e do fígado, foi residir na Comunidade Redentorista do Jardim Paulistano para se tratar. O Ir. Waldemar sempre levou muito a sério a vida religiosa, procurando cumprir com fidelidade os votos. Percebia-se que estava atendo ao horário da comunidade, valorizando principalmente os momentos de oração. Sempre apreciou muito o esporte e gostava ver as competições através da televisão. Tinha uma bela voz e ajudava a entoar os cânticos durante as celebrações, na época em que residia no Santuário. Quando já estava bem doente, nunca se ouviu um lamento ou reclamação de sua parte. Apenas passou a conversar menos, mas dava atenção a todos. Talvez até a conversação o deixasse cansado, devido a seu estado de fraqueza. Sofreu bastante no final. A doença agravou rapidamente e foi internado diversas vezes. Depois da última internação voltou para a comunidade na sexta feira, 29.08.11. Mas domingo, dia 31, voltou ao hospital onde veio a falecer no dia 02.08.11 às 11,20. Seu corpo foi levado para Aparecida e foi velado no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde serviu e no dia 03.08.11, após a Eucaristia, foi sepultado no Cemitério Santa Rita. 
Pe. José Bertanha, C.Ss.R. Arquivista Provincial