sábado, 9 de junho de 2018

Seminário - Casa de Campo

BENEDITO FRANCO
067 - A Guerra - II / I
*Em Congonhas, MG, os estudantes passávamos as férias numa Casa de Campo, aos pés da Serra de Ouro Branco, um paredão colossal de pedra - emoldura um dos lados da cidade de Ouro Branco.
Dois padres acompanhavam-nos: o Padre Diretor ou o Padre Sócio, tipo vice-diretor, responsável direto pelos internos, e um professor - companhia para o padre e para nós, alunos. O professor que mais gostávamos que nos acompanhasse, um holandês simpaticíssimo, magro e alto, muito branco, com um bom português. Regente dos coros, o diretor do teatro - além de dirigir as peças, mostrava-se um grande artista, pintava os cenários - ajudava-o. Meu professor de desenho e pintura. Chamava-me de O Egípcio, por eu gostar de desenhar e pintar telas grandes. Era o Padre Anselmo.
Praticávamos esportes os mais diversos. Futebol, vôlei e basquete, os que mais apreciava. Nas piscinas nadávamos quase o dia inteiro, mas nunca fui grande amante de natação e muito menos exímio nadador - muito frio por lá.
Passeávamos pelos matos da redondeza à procura de gabiroba e cabacinha, assim como de outras frutas do mato - nas férias de fim de ano essas frutas eram normais e fartas. Arrancávamos o pacheco (ou jucatupé, ou ainda jacatupé, ou até mandioca doce, como o chamam alguns); raiz de um pequeno arbusto bem diferente do pé de mandioca, mas de raiz bem parecida - muito apreciada por nós. Pegavam-se os animais encontrados - cobras, rãs ( jias), aranhas, jaratataca, tatus etc.. Os venenosos enviados para o Butantã em São Paulo. Alguns - rãs, tiús, gambás e tatus - consumidos e outros embalsamados para o pequeno museu. Nem todo aluno poderia pegar um animal encontrado - só alguns autorizados, eu entre eles.
Ao entardecer, acionava-se um pequeno motor a gasolina, funcionando com seu barulho característico, até o Padre dar o último sinal com a campainha, para dormirmos; ainda hoje me vem à memória aquele bater dos pistões do pequeno motor.
Após o jantar, luz fraca, e só na casa. A varanda e o refeitório serviam de sala de recreio, onde jogávamos baralho e contávamos nossas histórias e estórias diárias e as saudosas de nossas casas e famílias - contávamos nossas potocas (conversas fiadas). Os que comeram farinha, ou iriam comer, era um assunto comentado à surdina (comer farinha é o mesmo que sair ou ser mandado embora do seminário). Praticávamos alguns jogos, como o quebra-cabeça, a dama e o xadrez - havia até mesmo um bilhar – com bolas de marfim.
Rodeávamos o professor, misto de contador de histórias e companheiro naquela solidão. No lusco-fusco das lâmpadas e na escuridão total lá fora, quebrada apenas pelas luzes dos vaga-lumes e sonorizada pelos cricris de grilos vários e os incontáveis e variados coaxares de sapos e rãs – com sua orquestra harmônica quebravam a monotonia. 
Contato com a civilização uma ou duas vezes por semana, quando por lá aparecia um carro. O caminhão do seminário ia uma vez por semana, para levar os gêneros alimentícios, roupas limpas, ou algo necessário, e apanhar as roupas sujas.
Padre Anselmo descrevia-nos os anos passados no seminário na Holanda, situado à beira de uma importante rodovia, justo no período da Segunda Guerra Mundial. Meninos e jovens arrepiávamos os cabelos e arregalávamos os olhos diante da real e dramática descrição de dias e anos daquela guerra terrível - ouvíamos ávidos, sentindo calafrios.
Os que declaram, administram e comandam as guerras ficam em confortáveis gabinetes em seus países - no final, os heróis. Na verdade, os heróis ao longe: o povo morrendo nos combates ou em suas consequências. A história, uma fábula, ou, um relato tendencioso, sobre a qual poucos discordam.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

JUVENATO SÃO CLEMENTE MARIA

BENEDITO FRANCO
066 – Assombração II / I
*Pelos quinze anos, passava férias na Casa de Campo...
Casa de Campo, onde os internos passávamos as férias, quando estudávamos em um internato em Congonhas, MG – Juvenato São Clemente Maria, dos Padres Redentoristas.
Estudávamos de oito a nove horas por dia. Três semanas de férias em maio e em setembro; após o dia vinte de dezembro ao final de janeiro, também íamos para a Casa de Campo, aos pés da Serra de Ouro Branco – caminhávamos a pé, umas três léguas, distância calculada pelos colegas da roça. Não passávamos férias nas casas de nossos pais. Arrumávamos as trouxas – iam de caminhão – colocando as roupas necessárias para todas as férias – roupas diárias iam semanalmente.
Havia dois campos de futebol, dois de vôlei e duas piscinas. Instalações simples e a comida ótima e farta. Um salão que servia de refeitório e sala de recreio e uma capela onde assistíamos à missa diariamente. Nunca fui bom nadador, mas aproveitava, e muito, os outros esportes.
Nessas ocasiões passeávamos subindo a Serra de Ouro Branco, acampando durante o dia. Lá em cima, além da maravilhosa paisagem e vista quase a perder de vista, chapadões, onde imperam – imperavam! – as canelas de ema, e um córrego, assim como uma linda e perigosa cachoeira na parte de trás.
Nos terrenos da Casa de Campo passava um ribeirão, cuja nascente é exatamente a do córrego de cima da serra. Esse córrego, um pouco antes da Casa de Campo, atravessava um sulco profundo, talvez de vinte a quarenta metros, cavado por ele entre as pedras de calcário existentes por lá – nós o chamávamos de garganta ou funil; atravessá-lo era um bom desafio e um agradável e longo passeio, quiçá uns quinhentos metros de pedras desalinhadas e forte correnteza da água, além do frio. Maravilhoso! Tudo isso, atualmente, fica debaixo d'água da represa construída pela metalúrgica Açominas para captação de água industrial e potável.
Um dos passeios preferidos era nas grutas atrás da serra – interessantíssimas, grandes e lindas, com os maravilhosos salões coloniais, decorados com estalactites e estalagmites de diversos tamanhos e formas – não perdem em beleza e tamanho para a gruta de Maquiné ou Lapinha. As companhias, donas do local, fecharam os caminhos das grutas, com a anuência e tolerância da Prefeitura local – Ouro Branco ou Ouro Preto. Proíbe-se o povo de desfrutar as belezas de um bem público – como retiram calcário do local, é bem provável, se nenhuma providência for tomada, que aconteça o que tem acontecido com muitas delas nas nossas minas gerais: virarão pó, para a agricultura ou para a siderurgia!
Benedito Franco

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Aloísio Teixeira de Souza CSsR

Pe. Aloísio Teixeira de Souza CSsR
+8 DE JUNHO DE 2008 
Nasceu em Aparecida SP, no dia 20 de abril de 1931. Seus pais foram Colombano Teixeira de Souza e Maria de Andrade Santos. Entrou para o Seminário Santo Afonso no dia 11 de janeiro de 1942, onde terminou o curso em dezembro de 1948. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba durante o ano de 1949, fazendo a Profissão Religiosa na C.Ss.R. no dia 02 de fevereiro de 1950. O Seminário Maior foi feito em Tietê SP, no Seminário Santa Teresinha. A Profissão Perpétua foi no dia 02 de fevereiro 1953, também em Tietê SP. Ali foi ordenado Sacerdote em 10 de julho de 1955, por Dom Antonio Ferreira de Macedo, C.Ss.R, Bispo Auxiliar de São Paulo SP. Sua Primeira Missa Solene, em Aparecida, foi no dia 14 seguinte. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1956, começando sua vida apostólica como Professor no Seminário São José, em Campinas, Goiânia GO, onde ficou até agosto de 1960. No primeiro semestre de 1961, fez o IIº Noviciado, em Pindamonhangaba, SP., preparando-se para as Missões Populares. Terminado o Noviciado, foi transferido para a Comunidade do Jardim Paulistano, em S. Paulo, como Missionário. Em 1963, foi transferido para Araraquara. No segundo semestre desse ano foi trabalhar na Basílica de Aparecida, com os romeiros. Em outubro de 1965, foi nomeado Diretor e Superior do Seminário São José, em Campinas, Goiânia. Em 1967, veio novamente para Aparecida, para tratamento da saúde. Em agosto de 1967, foi nomeado Superior de Araraquara, SP. Em 1970, foi transferido para o Seminário São Geraldo, no Potim, SP., como professor e Pároco da Paróquia bom Jesus. Em 1971, voltou para a Comunidade do Jardim Paulistano, em tratamento de saúde. No segundo semestre, voltou para a Comunidade do Santuário, em Aparecida. Em 1973, voltou para o Seminário São Geraldo, como professor e Vigário Paroquial da Paróquia Bom Jesus. Em 1974, voltou para a Comunidade do Santuário, em Aparecida. Em 1977, no primeiro semestre, foi Mestre do IIº Noviciado, no Jardim Paulistano, em São Paulo. No segundo semestre, voltou para a Comunidade do Santuário, em Aparecida. Em 1979, passou para a Comunidade das Comunicações, Rua Maestro Bendito Barreto, atual Casa do Pequeno Trabalhador, em Aparecida, trabalhando na Editora Santuário. Mudou-se depois com a mesma comunidade para Praça Nossa Senhora Aparecida, 273, o assim chamado Convento Velho. Em 2004 foi residir na Comunidade do Santuário, o assim chamado Convento Novo, onde veio a falecer a 08 de junho de 2008. Descanse em paz! Pe. José Bertanha, C.Ss.R

quinta-feira, 7 de junho de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. NELSON GERALDO ANTONINO CSsR e PE. AFONSO (JORGE) RAMBECK CSsR

PE. NELSON GERALDO ANTONINO CSsR
+7 DE JUNHO 1974 
Era de Monte Alto - SP e nasceu a 9 de janeiro de 1920. Em 1935 ingressou no Juvenato (Aparecida) professando em 1946. Ordenou-se em Tietê, a 6 de janeiro de 1947, passando depois a trabalhar na Penha e Jardim Paulistano como Coadjutor. Foi depois para Campinas - GO, onde passou dez anos auxiliando na Pastoral da Paróquia P 1 P, tendo iniciado ali a Rádio Difusora. A pedido da CNBB teve o nosso Provincial que ceder um dos nossos para trabalhar na Secretaria das Finanças da Conferência; e Pe. Antonino foi destacado para esse posto.P 2 P Embora de saúde um tanto fraca, era muito responsável e cuidadoso em tudo o que era da sua competência P 3 P. Trabalhando na CNBB soube ganhar a confiança dos Superiores pelo seu tino organizador e constante dedicação. Devido a uma antiga complicação renal, faleceu na Beneficência Portuguesa do Rio, a 7 de junho de 1974, sendo sepultado em Aparecida. As exéquias finais foram oficiadas pelo Cardeal D. Aloísio Lorscheider, então Presidente da CNBB. 
P 1 P Pe. Antonino foi pároco muito conceituado em Campinas de Goiás, com grande influência em toda Goiânia. (nota do editor) 
P 2 P Durante os últimos anos, em razão de seu trabalho na CNBB, residia no convento redentorista da paróquia de Santo Afonso, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. (nota do editor) P 3 P Era o Pe. Antonino um confrade alegre, brincalhão e muito querido na convivência fraterna. (nota do editor) 
PE. AFONSO (JORGE) RAMBECK CSsR
+7 DE JUNHO 1980 
Nasceu a 29 de janeiro de 1904, em Altfraunhofen, na Baviera, sul da Alemanha. Seus pais eram Tomás Rambeck e Magdalena Rambeck. Entrou para o Seminário Menor em Gars am Inn, na Alemanha, em setembro de 1917. Recebeu o hábito redentorista em Gars am Inn, a 16 de maio de 1925, iniciando aí seu noviciado. Aí mesmo fez sua profissão religiosa no dia 17 de maio de 1926. O seminário maior foi feito em Gurk, na Áustria e em Gars am Inn, na Alemanha. Foi ordenado sacerdote no dia 07 de junho de 1931, na mesma Gars. Saiu do Seminário Maior no dia 03 de maio de 1932. No dia 23 de maio de 1934 chegou ao Brasil. Foi coadjutor na Penha, em São Paulo, em Aparecida e em Campinas - GO. Foi professor no Seminário de Pinheiro Marcado - RS e no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Foi missionário por vários anos. Trabalhou também em Ijuí - RS e Cachoeira - RS.P 1 P Morou ainda em Campinas -GO, de 1947-1950. Pertenceu ainda às comunidades de Pindamonhangaba-SP e Lages - SC. Com a formação da Província de Porto Alegre foi adscrito a ela. Pe. Afonso faleceu no dia 07 de junho de 1980, em Lages - SC.P 2 P (Arquivo Provincial) 
P 1 P Em Ijuí, Pe. Afonso foi encarregado pelo Pe. Geraldo Pires, Vice-Provincial de São Paulo, de iniciar uma casa de formação para Irmãos. Lutou muito, mas o empreendimento não foi adiante. (nota do editor) 
P 2 P Pe. Afonso era de alma simples e ingênua, muito piedoso, homem dedicado ao trabalho missionário, e, em casa, aos cuidados da terra e das plantas. Um trabalhador incansável. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 6 de junho de 2018

JUNIORATO DE CONGONHAS

Benedito Franco
O Juniorato - em Congonhas, MG – foi inaugurado no final de 1952 – a primeira pedra foi lançada no dia 02 de agosto de 1950 e a benção solene do edifício no dia 02 de outubro de 1952. Ainda havia o admissão, uma preparação de um ano para o menino que saía do primário e desejava ingressar no primeiro ano do curso ginasial. No Juvenato, os alunos eram divididos em menores, os do admissão e primeiro ano; os médios, os do segundo e terceiro anos e os maiores, os do quarto, quinto e sexto anos. Nesse mesmo fim de ano, de 1952, os meninos que cursavam o primeiro ano e o admissão, os menores, foram transferidos do Juvenato para o Juniorato – e lá fui eu. O diretor do novo seminário foi o P. Alberto Ferreira Lima – o Padre Lima. Os professores, lembro-me do Padre Walter, holandês, acho que também os Padres Geraldo Lima e Marques. O diretor do Juvenato era o holandês P. Gregório, posteriormente substituído pelo P. Marcos Gabiroba e, este indo para o Peru, nomeou-se o P. Lima. Padre Marcos não me era muito simpático – nem eu a ele, e muito menos ele a mim. Na minha análise de criança, achava-o muito político – amigo do JK – e um pouco burrinho. No Juniorato, José Geraldo Campos era o “chefe” e eu o “subchefe” – aquele que puxava as filas e tomava a frente em algumas outras funções. Em frente ao Juniorato há a imponente igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição. Ao lado, no terreno do Juniorato, havia um grande pátio que servia de campo de futebol e outros esportes. Nossos vizinhos mais próximos, silenciosos e quietos, eram os moradores do cemitério, separados apenas por um muro em um dos lados, com várias sepulturas em péssimo estado, dando para ver alguns de seus ossos e algumas caveiras. À noite, na distração dos padres diretor ou sócio, devido à facilidade de acesso, alguns alunos disputavam quem teria coragem de visitar os vizinhos e trazer, e devolver, um osso ou uma caveira - parece impossível, mas aconteceu de alguém cumprir a empreitada. As férias dos junioristas eram em tempos diferentes das dos juvenistas, pois assim todos eles desfrutavam dos ares e aposentos da Casa de Campo. Três eram as férias do Juvenato: quinze dias em maio, quinze dias em setembro – logo após o Jubileu – e a terceira, de meados de dezembro ao final de janeiro. Os junioristas também tinham três ferias. Como o Juniorato foi inaugurado no final do ano, nossa estadia por lá, os do primeiro ano, durou apenas alguns meses, sendo transferidos para o Juvenato no início do ano seguinte. Portanto, passei apenas alguns meses no Juniorato. Foi uma bela experiência. 21052015 Benedito Franco


Olá! Diante dessa plêiade de assuntos elencados nesta lauda, pequena e de interesse a quem viveu em tempos outros, em um seminário, me deixou cabisbaixo a história dos entes queridos que se encontram abaixo da terra. Os ossos ressequidos de que trata o escritor sagrado em Ezequiel, lá estão a espera da feliz ressurreição.  Digo também que, o menino que adentrou o cemitério durante a noite, não apresentava nenhum sentimento quanto ao que se encontrava deitado em berço esplêndido.Adilson Cunha
Caro amigo Diácono Adilson, a informação da profanação de ossos causa mesmo muito espanto até indignação... Entretanto, pelo que nos narra o Bené em suas memórias, era coisa de jovens que não dimensionavam o tamanho do ato, principalmente no terreno espiritual..... Eles não sabiam o que estavam fazendo!!! O Pai concede o perdão!!!! Ierárdi
O perdão é fruto da misericórdia! Adilson Cunha
No Alto Maranhão, terra do Padre Moura, ele me disse que havia muitas sepulturas aparecendo os ossos. Pedi-lhe para trazer para mim uma caveira e ele recusou e fez-me ver que era "ilegal". Benedito Franco

terça-feira, 5 de junho de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. MAURÍLIO FERNANDES DE CASTRO CSsR

PE. MAURÍLIO FERNANDES DE CASTRO CSsR
+5 DE JUNHO 1995. 
Nasceu o Pe. Fernandes em Orizona - GO, no dia 11 de março de 1920. Eram seus pais: Anardino Fernandes de Castro e Rosenda Rosa de Castro. Entrou para o pré-juvenato de Pindamonhangaba-SP a 17 de janeiro de 1933. Em dezembro de 1933 passou para o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida, onde completou o curso em dezembro de 1938. No ano seguinte foi para o noviciado em Pindamonhangaba, fazendo a profissão religiosa na Congregação Redentorista, no dia 02 de fevereiro de 1940. Fez o seminário maior em Tietê-SP. Foi ordenado sacerdote no dia 04 de novembro de 1949. Em 1950, começou sua vida apostólica como professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Foi professor também nos seguintes seminários: Pré-Seminário de Pinheiro Marcado - RS, Pré-Seminário da Pedrinha, em Guaratinguetá - SP, Seminário São José, em Goiânia, Seminário Menino Jesus, em Passo Fundo - RS, e terminou sua vida de professor novamente no Seminário São José, em Goiânia - GO. Foi vigário cooperador das paróquias de Campinas, em Goiânia - GO, de Trindade - GO. Trabalhou também na pastoral com os romeiros na Basílica de Aparecida. Logo que foi transferido para Goiás pediu sua adscrição definitiva à Vice-Província de Brasília. Desde começos de 1994 esteve em tratamento, em São Paulo - SP, para cura de um tumor no intestino. Para isso veio várias vezes. Usou também medicina alternativa. Mas infelizmente os tratamentos não deram os resultados esperados. Pe. Fernandes faleceu em Trindade na noite de 05 de junho de 1995. Depois da missa de corpo presente foi sepultado em Trindade, no dia 06 de junho. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

MINHA NOTA-Meu professor de matemática no Pré-Seminário da Pedrinha - 1ºAno, em 1957. Competente, calmo, passava muita confiança. Assim, íamos todos bem naquela dolorosa matéria. Hora do recreio, em um canto do páteo interno, uma rodinha de juvenistas em torno dele. Ele os olhava por cima de seus óculos de lentes meio redondas e apenas com o olhar sugeria silêncio. Isso! Silêncio na hora do recreio! De repente, com muita tranquilidade, abria um livro que até então estivera sob seus braços. Ele leria mais um esperado capítulo da obra de Cornélio Pires : AS ESTRAMBÓTICAS AVENTURAS DE JOAQUIM BENTINHO. Lia com tanto interesse que representava ali o próprio QUEIMA-CAMPO! Assim, nos dava um recreio feliz e muito culto! Deus o tenha junto com aquele escritor que ele tanto admirava e nos passava a emoção! Antônio Ierárdi(1957)

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. LUIZ LOVATO CSsR

PE. LUIZ LOVATO CSsR
+5 DE JUNHO 1988 
Nasceu o Pe. Lovato no dia 18 de abril de 1910, em Cerro Branco, no Rio Grande do Sul. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida- SP, em fevereiro de 1922. Como noviço, inaugurou o noviciado de Pindamonhangaba. Fez sua profissão religiosa no dia 26 de abril de 1930. Estudou na Alemanha, onde se ordenou dia 05 de maio de 1935. Veio da Alemanha para os últimos estudos no Estudantado de Tietê, que estava sendo fundado. Começou suas atividades como cooperador na paróquia da Penha, na cidade de São Paulo. Mas logo em 1937 veio para o Seminário Santo Afonso. Aí foi diretor espiritual e professor por longos anos, até 1947, quando um contágio fortíssimo de tifo o deixou à beira da morte. Recuperando-se ainda, foi para Tietê, para o desempenho da função de Prefeito dos Estudantes até fins de 1950. Como Prefeito, foi um rígido disciplinador, famoso pelas restrições e pelas vigilâncias, muito pessimista com relação aos jovens estudantes. Em seguida, foi Conselheiro Provincial. Com a formação da Vice-Província de Porto Alegre, foi o Pe. Lovato para o Sul. Ali foi missionário e vigário paroquial, até sua morte no dia 05 de junho de 1988, aos 78 anos de idade. Homem de piedade sólida, calmo, reservado, bastante melancólico, de sensibilidade artística, foi músico e poeta, deixando inúmeras composições. Era também um bom fotógrafo. Ficou famoso pela distração e desligamento das coisas. Mas sempre um confrade caridoso e trabalhador, o espírito redentorista alimentou toda sua vida. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 4 de junho de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - Ir. Brígido Fernandes de Oliveira CSsR

Ir. Brígido Fernandes de Oliveira CSsR 
+04 DE JUNHO 2012 
Nasceu em São Gonçalo dos Campos - BA, na Fazenda Tua, aos 08 de outubro de 1917. Em 1945, foi morar com os Redentoristas. Trabalhou nas comunidades Salvador - BA de 1945 - 1950; Juazeiro da BA de 1950 - 1966; Bom Jesus da Lapa 1966 - 1971; Presindente Venceslau - SP de 1971 - 1975; Campina Grande - PB 1975 - 1992. Em 1992 foi para o Lar da Providência em João Pessoa - PB. Em entrevista realizada com o Ir. Brígido no dia 28 de dezembro de 2000 no Lar da Divina Providência - João Pessoa / PB, o Ir. relatou sua experiência com a Congregação Redentorista: "Primeiramente conheci o Pe. Paulo Rutten em Salvador no Bonfim onde os Redentoristas tomavam conta. O Pe. Paulo me colocou na Liga Católica - Maria e José, era assíduo na participação da Liga Católica. Sendo perguntado pelo Pe. Paulo se não gostaria de ser Irmão,respondi: eu quero. O Pe. Paulo disse: Então no dia que quiser pode vir. Cheguei em casa, falei com minha tia e fui. Depois de alguns dias, o Pe. Miguel que era o superior da casa disse que em vez de ser irmão, você vai ser uma coisa irgual a irmão, você vai ser oblato da Congregação e não precisa fazer os votos. Mas eu disse, que os votos já tinha feito quando fui batizado.Fiquei oblato redentorista, foi o que eu pude alcançar." Em 05 de janeiro de 2001 emitiu os votos com dispensa do noviciado, conforme o protocolo n° 45555/2000 Congregação para os Institutos de vida consagrada e sociedade de vida apostólica. No mesmo ano veio residir na comunidade da Madalena - Recife, onde conviveu com a comunidade Religiosa e formativa até esta data. Uma das caracteristicas do Ir. Brígido era estar sempre alegre e gostava de ouvir música do grande Sanfoneiro Luiz Gonzaga. O falecimento do Ir. Brígido Fernandes ocorreu no dia 4 de junho, às 11h no Convento da Madalena - Recife/PE. Oremus! Pe. Arcanjo

domingo, 3 de junho de 2018

MEMÓRIAS DO SEMINÁRIO MENOR REDENTORISTA

BENEDITO FRANCO - BENÉ
064 - O internato I / III
*Quando ainda criança, doze anos, meu pai me levou para o internato dos Padres Redentoristas em Congonhas, MG, dirigido por padres holandeses - o Diretor e alguns professores.
Costumes hoje inconcebíveis: 
Calções e camisetas usados obrigatoriamente para tomar banho normal de chuveiro - abolidos um ou dois anos antes de eu entrar. Nadávamos de calção longo, abaixo dos joelhos, e camiseta. Camiseta abolida meses depois e o calção chegou ao tamanho normal, para a época, um ou dois anos após minha chegada, com a tomada das rédeas da direção por padres brasileiros - entre eles o Padre Alberto Ferreira Lima que modernizou quase tudo. Natação é coisa pouco comum em Congonhas por causa do clima, talvez três a cinco meses durante o ano, apesar de hoje haver grande parque público, da Prefeitura, Parque da Cachoeira, perto da cidade, aberto de terça a domingo - com uma vistosa e bela cachoeira e mais de vinte piscinas. 
Quando cheguei, banho obrigatório aos sábados. Jogávamos futebol, em campo de terra e muita poeira, todas as terças e quintas - o banho não exigido para quem jogasse, mas os padres brasileiros começaram a obrigar os participantes. Calculem a quantidade de chulé de cada jovem em idade propícia - as meias de algodão usadas durante uma semana endureciam nos pés - a de nylon ainda inexistia - e como a de algodão caía sobre o sapato, usava-se a liga para segurá-la. No dormitório, quase duzentas camas uma ao lado da outra, e os alunos tirando sapatos e meias ao mesmo tempo. Trocávamos de roupa aos sábados. Os suspensórios faziam parte do enxoval.
Holandês não toma banho - talvez uns três a cinco por ano. Na França, o governo incentiva o uso de chuveiro, pois muitas casas e prédios não têm - é por isso que o francês inventou tanto perfume. Minha irmã Celma especializou-se em hematologia e bacteriologia na Bélgica, onde ficou conhecida na grande Universidade Livre de Bruxelas, por ser a moça que toma banho. Uma senhora, doméstica na casa de um padre holandês, contou-me que, apesar de o padre tomar banho de três em três meses, a roupa não fedia mais que a nossa - trocava normalmente como nós - mas, parece-me, por causa do clima, os holandeses transpiram menos.
Éramos divididos em três turmas: menores, os do preliminar e primeira série; os médios, das segunda e terceira séries, e dos maiores, das quarta, quinta e sexta séries. Só se podia falar, brincar ou andar junto com colega de turma - tudo separado para cada turma, tanto nos recreios como nos esportes. Nunca se podia conversar com apenas um colega - era a proibida amizade particular - andar sempre com dois ou mais.
Havia muita coisa boa também.
Comida farta e ótima. Tudo servido no prato tinha que ser comido – nada podia sobrar – e havia um mínimo a ser servido. No jantar uma sopa antes do prato principal e todos tinham que comer pelo menos um pouco de sopa. Havia um menino de Acesita que detestava sopa – ficava ele no refeitório depois de todos acabarem de comer até terminar o recreio, para forçá-lo a comer a bendita sopa. Eu sempre gostei de sopa. Esse menino acabou saindo do seminário por causa da sopa. Foi o único senão que achei no seminário – eu, menino, achava uma covardia o que se fazia com ele – mas era julgamento de menino; os Padres tinham suas razões e a mim não me cabia discuti-las. Conversei com pessoas que estudaram em internatos, em nenhum deles havia tanta fartura e conforto. Fabricavam cerveja, distribuída para nós nos dias de festas - achava um gosto horrível. Fora do internato, permitia-se fumar. Na época - talvez hoje não seja assim - na Holanda havia uma festa familiar para os rapazes que completavam quinze anos, debutavam, quando recebiam permissão e começavam a fumar e a beber cerveja - presentes de variados tipos de cigarros, charutos e cervejas - até mesmo no seminário. Parece-me que as moças ficavam sem a festa de quinze anos.Benedito Franco
Tudo igualzinho em São Paulo quando os alemães estavam à frente e mesmo depois, havia as tais turmas. Quando cheguei no SRSA não tinha nada disso. Minha turma era enorme e quando na filosofia éramos quinze. Sobrou um para contar história.Adilson José Cunha
Tenho muito boas lembranças do meu tempo de SRSA...Apesar de ter concluído o penúltimo ano de formação por lá, cheguei apenas, pelo meu tamanho, à turma do médios. Muita saudade tenho do sorvete de leite feito nas forminhas de geladeira. Havia distribuição em revesamento pois a "produção" era limitada...A comida do seminário sempre foi muito boa e farta!!!!.....e de graça!!!! Antônio Ierárdi (Tampinha)

MEMÓRIAS DO SEMINÁRIO EM CONGONHAS-MG

 
BENEDITO FRANCO - BENÉ
CONGONHAS
063 - Rumo a Congonhas
*O ser coroinha, mais o sonho e os incentivos da mamãe, a labuta diária na igreja e o contato com os padres, levou-me a pensar em ir para o seminário.
Um dia o sonho virou realidade.
Mamãe preparou o enxoval.
No dia 22 de janeiro de 1950, papai e eu embarcamos na maria-fumaça, rumo a Congonhas. 
Janeiro, mês de muita chuva. Aquele janeiro chuvoso afetou, e muito, as precárias ferrovias da Vitória Minas e da Central do Brasil, nos trechos de Fabriciano a Nova Era e de Nova Era a Belo Horizonte. Resultado: as barreiras obrigaram-nos a pernoitar em Nova Era, onde passei minha primeira noite em um hotel e acabei conhecendo o primeiro arranha-céu: um pacato prédio de três andares! Em Fabriciano havia tido um belo prédio de dois andares, estilo antigo, de táipa-de-mão, em frente ao Hotel do Sô Cornélio, mas desmoronou-se aos poucos - logo depois, o Coronel Silvino Pereira construiu sua imponente residência, com dois andares.
Na viagem de Nova Era a BH conhecemos um casal de fazendeiros que nos indicou uma pensão onde costumavam se hospedar. Papai se arrependeu, e muito, pois a pensão, no início da Rua da Bahia, era péssima! Só ao entardecer do dia seguinte haveria trem para Congonhas. Aproveitamos a manhã para eu conhecer um pouco Belo horizonte, andando de bonde por vários bairros - as ruas, quase em sua totalidade, calçadas com paralelepípedo e, no meio delas, o poste de ferro...
Um menino, de mais ou menos minha idade, pega uma carona no bonde, senta-se ao meu lado e rápido trocamos algumas palavras. Naquele tempo o motorneiro conhecia a meninada das ruas por onde passava, diminuía a velocidade e os meninos pulavam no estribo e andavam um ou dois quarteirões, agradando e sendo agradado pelo condutor e pelo trocador.
À tarde, conheci o Cine Brasil – não me lembro o filme. Lembro-me como me extasiei com a grandeza e beleza do cinema e pelos carros brilhando nas ruas – suas pinturas ainda de tinta do tipo laca, que, por seu brilho, tornavam os imensos carros bem mais atraentes que os de hoje. As inúmeras luzes de neon das propagandas nas ruas encantavam-me ainda mais. Aquele piscar de luzes coloridas tornava Belo Horizonte uma cidade viva e alegre.
Tomamos u’a maria-fumaça mais possante – não a lenha, mas a carvão mineral - na bela estação ferroviária e admirei-me da largura dos carros – a Vitória Minas e a Central do Brasil, em que eu andara anteriormente, eram, e são até hoje, de bitola estreita - a BH-Congonhas é de bitola larga.
Surpresa grande tive quando no trem encontrei aquele menino do papinho no bonde: era o Hugo que também ia para o Seminário de Congonhas. Hugo e eu sempre fomos ótimos colegas durante o tempo em que esteve no Seminário.
Em Congonhas, o taxista subiu o imenso morro nos deixando ao lado do Santuário do Senhor do Bom Jesus, no bom Hotel Colonial.
No dia 25 de janeiro, festa de São Paulo, entrei para o Seminário São Clemente Maria, dos Padres Redentoristas, em Congonhas, MG. No ano de 2009, a Congregação Redentorista comemorou o centenário da canonização de São Clemente Maria Hofbauer, considerado o seu segundo fundador.
Mamãe gostava que a gente usasse calças bem curtas. No Seminário, os novos colegas olharam espantados e o Diretor me mandou trocar de roupa, vestindo uma calça comprida! Minhas roupas eram marcadas com o número 47. Até os calções batiam abaixo dos joelhos, mais compridos que os de hoje, e ainda se usava camiseta até para nadar e tomar banho!
Para os primeiros dias, a gente ganhava um anjo-da-guarda – um colega mais velho que nos ensinava todo o regulamento do internato. O Dagoberto, de Ferros, foi o meu anjo-da-guarda.
Alguns dias depois, o Diretor, na capela, falou os nomes dos novos seminaristas. Deu-me um ataque de riso quando escutei o nome do colega do bonde: Hugo Roberto Tocafundo!
Benedito Franco 280408

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTONIO BORGES DE SOUZA CSsR

PE. ANTONIO BORGES DE SOUZA CSsR 
+3 DE JUNHO 2011 
Nasceu a 07.09.1921, na Fazenda Borá, em Sacramento MG. Seus Pais: Claudionor Alves de Souza e Dulcina Borges de Souza. Tiveram 5 filhos. Pe. Borges é o 4º filho do casal. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no dia 27.11.1935, onde terminou os estudos em dezembro de 1941. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1942, onde fez sua Profissão na Congregação Redentorista a 02.02.1943. Os estudos de Filosofia e Teologia foram feitos no Seminário Santa Teresinha em Tietê, onde fez a Profissão Perpétua a 02.02.1947. Foi Ordenado Sacerdote no dia 28.12.1947, em Tietê, por D. José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba. Cantou sua Primeira Missa Solene em Sacramento, no dia 03.01.1948. Em janeiro de 1949, iniciou seu Apostolado como Professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Em 1950 foi transferido como Prefeito e Professor no Pré-Seminário São José, em Campinas, Goiânia GO. Em 1951 foi trabalhar na Paróquia e Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade GO. Em 1952, no primeiro semestre, fez o IIº Noviciado, em Pindamonhangaba, preparando-se para as Missões Populares. No segundo semestre de 1952, morou na Penha, em São Paulo, trabalhando nas Missões. Em 1953, morou em Pindamonhangaba, onde era auxiliar do Mestre de Noviços e também Missionário. Em 1954 foi transferido para Aparecida, como Professor e Diretor Espiritual dos Seminaristas. Daí passou para o Pré-Seminário da Pedrinha, em Guaratinguetá. Em 1959 foi nomeado Diretor do Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento MG, ficando no cargo até 1964. Foi Pe. Borges que, de 1959 a 1973, construiu o prédio novo do Seminário, no Bairro do Rosário. Foi um trabalho imenso, que Pe. Borges realizou com todo carinho e dedicação. Durante os anos de 1974 e 1975 foi Diretor do Seminário São Geraldo, no Potim, dedicando-se à formação dos futuros Irmãos Coadjutores. No primeiro semestre de 1976 trabalhou na Basílica de Aparecida com os romeiros. No segundo semestre foi transferido para Garça SP, como Vigário Cooperador da Paróquia de São Pedro. . Em 1979, foi transferido para a Diocese de Rubiataba GO, trabalhando como Pároco de Mundo Novo GO. Em 1980 foi transferido para Aruanã GO, como Pároco. Em 1994 foi transferido para Matrinchã GO, como Pároco. Em 1999, foi transferido para Trindade GO. Além de ter construído o Seminário de Sacramento, Pe. Borges, por onde tem passado, construiu também belas Igrejas. No dia 02.02.1993, celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa na CSSR. Sacerdote muito piedoso, sempre tem mostrado, por onde a Providência de Deus o levou, um grande e filial amor a Nossa Senhora. Participou ativamente do Movimento do Focolare. Dia 28.12.1997 celebrou seu Jubileu de Ouro de Ordenação Sacerdotal. Embora, desde 1979, trabalhasse na Província de Goiás, continuou sempre adscrito à Província de São Paulo Em 03.06.2011 estava subindo a escadaria da igreja (que ele mesmo construiu) quando, já no terceiro degrau, tropeçou e caiu para trás, fraturando o crânio e outras partes do corpo. Ensangüentado e desmaiado foi levado para o hospital pelo Corpo de Bombeiros, permanecendo em estado de coma, apesar de todos os esforços médicos para o reanimar. 
Minha nota: Convivi com ele na velha casa da Pedrinha... Em 1957, quando lá estive, já dizíamos entre nós...o SANTO PADRE BORGES! Sim, aquele que nos atendia como diretor espiritual e confessor...o professor de Religião! Por uma coincidência bonita, seu quarto era o mesmo onde passou a ficar nosso estimado Padre Libárdi(+) nos encontros da Uneser na Pedrinha. O Padre Fernandes contava as histórias do matuto Joaquim Bentinho, de Cornélio Pires.... O Padre Furlani, sempre com as mangas arregaçadas de sua sotaina, nos incentivava a levar as pedras do ribeirão para construir a casa, a piscina e para o basculante branco do "seu" Geraldo... E o Padre Brandão acompanhava silenciosamente tudo....
-Cadê o Padre Borges? - alguém perguntava....
-Pegou o cavalo e foi para São Lázaro(aldeia, nos altos da Serra da Mantiqueira, onde construiu a capela e atendia aos fiéis da região) - era a resposta que vinha.
Com certeza ele está no rol dos santos....concluiu o último estágio a daquele ideal que aspirávamos: 
SER PADRE, MISSIONÁRIO, REDENTORISTA, SANTO! 
UMA VEZ REDENTORISTA, REDENTORISTA NO CÉU! 
Antônio Ierárdi(1957)
Pe. Fábio, ex-provincial de Goiás, mandou-me esta reflexão sobre o Pe. Antônio Borges. Somos profundamente agradecidos pela vida, testemunho e missão do Pe. Borges. Mais do que construtor de Igrejas ele edificou vidas... Precisava ver o testemunho de tantas pessoas. Desde que o corpo chegou na Igreja, o povo esteve junto dele rezando. Foram várias missas e terços como ele gostava. De Sacramento vieram alguns parentes, o ex-prefeito que falou em nome do povo de Sacramento, o prefeito e o Amir. Vieram parentes de Uberaba e Uberlândia. Todos ficaram satisfeitos e muito agradecidos. O Arcebispo celebrou a missa e proferiu uma bela homilia. Ele conhecia um pouco da alma do nosso confrade. As irmãs da Copiosa cantaram e tudo foi muito solene e digno como ele costumava tratar a liturgia e tudo que se referia ao Sagrado. Muitos confrades passaram pelo velório e muitos estavam na missa e sepultamento. Vieram dois padres de Rubiataba representando a Diocese. A mensagem de D. Carlinhos foi lida na missa. Foi sepultado na Capela da Igreja que ele construiu para a glorificação do Pe. Pelágio. Agora vamos trabalhar para que ele seja reconhecido pela Igreja porque ele já está glorificado por Deus. Foi um homem de oração, comunhão profunda com Deus, amigo dos santos especialmente de São José, Santa Terezinha e de nossos Santos Redentoristas, incansável no zelo apostólico morreu trabalhando aos 89 anos! Viveu de convicções profundas. É bonito ver uma vida de quem tem razões para viver e morrer. Ele tinha! Gastou os dias de sua existência para amar a Deus e aos irmãos. Humilde e obediente fazia tudo para agradar a Deus. Nós ganhamos um amigo, um santo no céu para nos ajudar aqui na terra. Nós vamos continuando a nossa vida e missão seguindo o exemplo deste bom confrade. Fábio,cssr 
Mais um redentorista no céu! Desde que conheci pe. Borges nos anos 50, ele era tido como uma pessoa santa. Sua fala mansa, seu olhar calmo, seus gestos brandos transmitiam paz, irradiavam paz. Certamente muita paz era o que enchia seu coração, por isso dele transbordava. Nunca o vi dizer uma palavra mais brusca. Com essa calma, aliás a calma do autêntico mineiro, não deixou de ser uma pessoa de realizações. Na sua simplicidade, na sua bondade conquistava corações e deles então se tornava fácil tirar o que precisava para suas obras. Nada para si, tudo para os outros, para o irmão mais necessitado, para uma capelinha (São Lázaro, no Bairro da Pedrinha), um Seminário em Sacramento, igreja do pe. Pelagio... Mas, a meu ver, o que mais o caracterizava era seu amor dócil, filial à Mãe do Céu. Como lídimo filho de santo Afonso, nunca deixava de falar de Nossa Senhora. Por isso, a estas alturas, tenho certeza: ele já foi acolhido carinhosamente pela Mãe de Jesus, que o apresentou a Deus Pai como verdadeiro devoto e filho seu. Roga por nós, querido pe. Borges. Com a luz de teu olhar bondoso guia no bom caminho a todos os que tiveram a ventura de te conhecer. Amém! Bicarato(+). 
Um homem diferente, carrego um pedaço seu na minha vida: Sonego, Borges, Fernandes, Pedrinha, que timão e eu que nunca ganhei bala por bom comportamento e invejava os ardores espirituais do Luiz Gonzaga e escolhi de madrinha de sacerdocio a Alzira do pudim o diferente, um beijo na sua testa, Borginho. rogue, rogue por mim, ja que os outros estão em melhor situação e vivam as chagas de São Lázaro! e acho que o borginho aprovaria o Carlinhos, o dom, o aposentado, o que citou 27 vezes a uneser na missa do Libardi, como guia dos transviados, daqueles que adotaram a transvia, para lá e para cá, da Uneser Borginho, peça que o Espírito ilumine a direção da Uneser cumprimente o Sonego e o Fernandes e sugira ao Pai que a cssr aproveite caras bons da Uneser para esparramar os tentáculos de Afonso, e os há tantos, e são tantos que me envergonho de não estar no meio deles. obrigado, borginho. Carlos Felício
Meu pai faleceu 89 e minha mãe em janeiro deste ano, e eu escaneando algumas fotos interessantes de minha familia encontrei essa raridade, dois Santinhos e no verso um documento tão importante , as missões redentoristas com Pe. Borges na fazenda Taquaral em dezembro de 1955... A mesma fazenda que 30 anos depois em 1985 passa a chamar Fazenda da Esperança. Ierardi obrigado pelo email, foi muito importante para mim, um dia a gente se encontra. TiãoCortez
Vejam as boas recordações que nos mandou o Tião Cortez:




ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Gildo Primo Librelotto, C.Ss.R

Pe. Gildo Primo Librelotto, C.Ss.R 
+03 DE JUNHO 2012 
Nasceu a 29.08.1919 em Sobradinho RS. Eram seus pais: Luiz Librelotto e Lúcia Baggiotto. Entrou para o Seminário de Cachoeira do Sul RS a 05.03.1935. Em janeiro de 1936, veio para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Foi seminarista até 06.06.1937, quando devido às dificuldades nos estudos, teve que deixar o Seminário. Pediu então para ser Irmão Redentorista. A 01.08.1938 iniciou seu Noviciado em Pindamonhangaba SP, fazendo aí sua Profissão Religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor, a 02.08.1939, como Irmão Redentorista. Seus principais encargos nas comunidades foram: cozinheiro, sacristão e porteiro. Morou em Campinas de Goiás, Pinheiro Marcado RS, Cachoeira do Sul RS, Aparecida SP, Araraquara SP, São João da Boa Vista SP, Penha, em São Paulo, Jardim Paulistano em São Paulo. Trabalhou em Aparecida, durante 10 anos, como auxiliar do Tesoureiro da Basílica. Fez Curso para Diaconato Permanente em Taubaté e também o Curso de Teologia para Leigos, em Lorena. Em 1982, foi transferido para a Diocese de Rubiataba GO, dedicando-se à Pastoral em Mundo Novo de Goiás. Por esse tempo, pediu sua adscrição definitiva à Vice-Província de Brasília, hoje Província de Goiás. No dia 04.11.1984, foi Ordenado Diácono Permanente para a Diocese de Rubiataba, por Dom José Carlos de Oliveira, Bispo da Diocese. A 20.06.1991, foi Ordenado Sacerdote, em Morro Agudo de Goiás, por Dom José Carlos de Oliveira, Bispo de Rubiataba GO. Ultimamente, idoso e adoentado, residia na Comunidade Santíssima Trindade, Paróquia Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás. Faleceu às 14h00 do dia 03.06.2012, quando a Liturgia da Igreja celebrava justamente a Solenidade da Santíssima Trindade. Rezemos pelo eterno descanso de sua alma para que seja acolhido e viva feliz na Trindade Santa. Pe. Gildo tinha grande amor à Congregação Redentorista, sendo sempre fiel à vocação pela Vida Religiosa. Dedicado à oração e a tantos trabalhos, deixa para a todos nós um exemplo de caridade e serviço na vida de comunidade. Pe. José Bertanha, C.Ss.R. Arquivo Provincial – 2300 SP 
Foto: Pe. Gildo, já em cadeira de rodas, recebe visita do Pe. Bertanha a 28.04.2011.

sábado, 2 de junho de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. VIRGÍNEO DE CARLI, CSsR

PE. VIRGÍNEO DE CARLI CSsR
*04 DE JANEIRO 1928 
+02 DE JUNHO 2016 
Origens 
Pe. De Carli, como era chamado, nasceu a 04 de janeiro de 1928, em São Luiz da Casca (RS), filho de Primo De Carli e Paulina Bemardi.
Sua Vocação: 
Primeiro ele estudou no Seminario Arquidiocesano de Porto Alegre, em Gravatai (RS) entre 1940 e 1946. Depois, sentindo-se chamado à vida religiosa, em 11.de fevereiro de 1947 ingressou no Seminário Santo Afonso, em Aparecida, onde concluiu os estudos ginasiais. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba (SP), no ano de 1948, e ali Professou na Congregação no dia 02 de fevereiro de 1949. Os estudos superiores de Filosofia e Teologia ele os fez no Seminário Maior Santa Teresinha, em Tietê (SP), de 1949 a 1954. Professou Perpétuamente na Congregação, em Tietê, a 02 de fevereiro de 1952, Foi Ordenado Sacerdote também em Tietê, a 27 de dezembro de 1953, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba (SP). 
Atividades pastorais: 
Pe. De Carli iniciou sua vida apostólica em 1955, trabalhando no Santuário Nossa Senhora da Penha, em São Paulo (SP), como Vigário Paroquial. Um ano depois voltou para o Rio Grande do Sul, atuando em Pinheiro Marcado (RS) nos anos de 1956 e 1957, em Passo Fundo, também no sul de 1960 a 1967 como professor, no Seminário Menino Jesus. Em 1969 voltou a São Paulo, vindo trabalhar no Santuário de Aparecida, no atendimento dos romeiros e peregrinos. Pe. De Carli pertencia à Província de Porto Alegre (3500 PA), criada em 1965, desmembrada da Província de São Paulo, mas conseguiu a licença e se transferiu definitivamente para a Província de São Paulo (2300 SP) a 13 de abril de 1970. Na sua longa vida de atividades apostólicas atuou ainda por rápidos períodos como Vigário paroquial em diversas paróquias que estavam aos cuidados pastorais dos Redentoristas: Paróquia São Pedro, em Garça (SP); Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Sacramento (MG); Paróquia Bom Jesus, em Potim (SP) pertinho de Aparecida. Atou ainda nas igrejas não Paroquiais de Santa Teresinha, em Tietê; Santa Cruz, em Araraquara e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista. Desde 2007, encontrava-se na Comunidade do Santuário, em Aparecida, trabalhando no atendimento dos peregrinos e depois, quando não mais foi possível, em tratamento de saúde. Na manhã do dia 02 de junho de 2016 veio a falecer em Guaratinguetá (SP) onde estava hospitalizado. Louvamos e agradecemos a Deus pelos seus muitos dons, pelo seu zelo e atividades apostólicas, pela sua longa vida (88 anos), pelos seus 68 anos de vida religiosa e 63 anos de vida sacerdotal. 
Pe. José Inácio Medeiros, CSsR 
Arquivista Provincial
Pe De Carli foi meu companheiro de trabalho na Basílica de Aparecida atendendo aos romeiros. Tivemos boa amizade, compartilhando os momentos de descanso seja em caminhadas em visita às obras da nova basílica (atravessávamos a passarela antes mesmo que ela estivesse pronta), seja na Pedrinha às quintas-feiras.Zé Morelli

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ARTUR NATALE BONOTTI CSsR

PE. ARTUR NATALE BONOTTI CSsR
+2 DE JUNHO 1999 
Nasceu o Pe. Artur a 22 de dezembro de 1905, em Vignole Borbera, na Itália. Quando estava com 18 meses de idade, seus pais, André e Genny T. Bonotti, mudaram-se para o Brasil. Residiram primeiro no Rio Grande do Sul, depois em nossa paróquia da Penha, em São Paulo. Daí entrou ele para o Seminário Santo Afonso, em 1916. O Seminário estava, na ocasião, na Pedrinha, enquanto se construía um prédio próprio em Aparecida. Fez o noviciado em Aparecida, professando na Congregação em maio de 1923. Estudou filosofia e teologia na Alemanha e na Áustria. Ordenado em dezembro de 1928, celebrou sua primeira missa em Forchheim, na Alemanha. Dedicou-se à formação dos nossos, no Seminário Santo Afonso, em Pinheiro Marcado - RS, onde foi diretor, em Campinas de Goiás, onde também assumiu a responsabilidade do diretorado, foi professor de teologia dogmática na Argentina, onde na época estudavam nossos clérigos, e Tietê, formador no Chile, como um apoio da Província de São Paulo àquela unidade da Congregação, e mestre de noviços por 6 anos em Pindamonhangaba. Foi também co-fundador e professor da Faculdade de Filosofia de Goiânia, numa época em que era raríssimo um redentorista estar ligado a uma instituição de ensino não religioso. Muito disponível e com jeito para todo tipo de atividades, residiu em quase todas as comunidades da Província e das Vice- Províncias de Goiás e Rio Grande do Sul. Foi superior de comunidade e pároco em Campinas de Goiás. Foi homem de piedade profunda, um modelo de oração, alegre, expansivo e risonho, atencioso, de convivência muito agradável. Era um pregador cheio de historinhas, com muita habilidade na pastoral da criança, pregador de retiros e conferencista de comunicação muito boa. Com um timbre de voz brilhante e forte, gostava de pregar. Ativo e participante, esteve envolvido nas decisões da Província. Foi muito cauteloso em termos de renovação, assumindo declaradamente posturas bastante conservadoras no processo de renovação pós-conciliar. Faleceu repentina e silenciosamente, pelas 10,00 h da noite, do dia 02 de junho de 1999, em São João da Boa Vista, onde estava desde 1990. Estava com 94 anos de idade, 76 de profissão e 71 de sacerdócio. Nos últimos anos sua mente já não o ajudava e precisou dos cuidados atentos dos confrades, especialmente do Ir. Estanislau, seu anjo da guarda constante. Pe. Artur tinha dois irmãos consangüíneos na Província, os Pes. Mário e Geraldo Bonotti, e um outro de seus irmãos tinha sido Irmão Redentorista por alguns anos. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GABRIEL (JOÃO BATISTA) GICK CSsR

PE. GABRIEL (JOÃO BATISTA) GICK CSsR
+2 de JUNHO 1947 
Era da Baviera (Alemanha) e nasceu a 24 de agosto de 1879. Foi ordenado como Padre diocesano, professando depois na C.Ss.R. a 11 de setembro de 1922. Foi vítima da perseguição nazista, pelo que andou fugindo de uma cidade para outra, até chegar à Boêmia, de onde, em trajes seculares, veio para o Brasil, em 1936. Devido talvez à sua idade, não conseguiu aprender bem o português. Mesmo assim, adscrito à casa da Penha, ajudava às vezes no confessionário. Sempre doente, e não podendo quase trabalhar, Pe. Gabriel viveu entre nós como um eremita, dedicando seu tempo à oração e a trabalhos de pintura, à qual era bastante aficionado. Alimentava-se muito mal, devido a uma úlcera (ou câncer) no estômago. Com isso foi perdendo as forças. até que precisou ser operado, no Hospital Santa Catarina. Como não se desconhecia a gravidade do caso, ele ainda escreveu antes da operação: “Bendita e louvada seja para sempre a santíssima vontade de Deus; agora, como já o fiz varias vezes, coloco a minha vida nas mãos de Nossa Senhora”. Realizada a operação, ele ainda viveu alguns dias; mas não resistiu e, a 2 de junho de 1947 iniciou sua vida eterna.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Eu ajudei missa celebrada por ele na basílica velha, ele não suportava o som da sineta. Certa ocasião, um coroinha desavisado se excedeu nas badaladas. Padre Gabriel não teve dúvidas, voltou-se para o instrumento barulhento e aplicou-lhe um tremendo pontapé, jogando-o para fora do altar. Por ser um altar lateral, os poucos romeiros presentes não perceberam o ato. O relato é feito mais no sentido folclórico, de fato, era uma pessoa muito fechada e seu estado doentio era evidente, outros padres recomendaram-nos que o respeitássemos e, nas horas apropriadas, tocássemos levemente a sineta. Alexandre Dumas Pasin

Caro Dumas, uma vez mais agradeço pela informação histórica que nos traz....Por outro lado, os momentos nunca se podem coincidir: O que aconteceu era normal e sem constrangimentos naquela época e essa dureza nos educava com toda certeza....Lembre-se dos momentos do famoso "figo"!!!!! Ierárdi

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O LOUVOR DA FESTA

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Junho mês das festas de S. Pedro, S. João, Sto. Antônio, com fogueiras e mastros, fogos e doces, cantorias e danças. Nisso podemos ver apenas folclore, ou, se quisermos ser cristãos, ao mesmo tempo louvor de Deus, festa, alegria, convivência fraterna, olhar para o passado em vista do futuro. As festas de junho bem que podem ajudar-nos a ver que Deus é alegria, festa e felicidade simples. Podemos encontrá-lo em nossas pequenas alegrias, no crepitar da lenha, nas alegres estrelas coloridas que explodem no céu, na canequinha de quentão, nos doces e no amendoim. Deixemos um pouco as solenidades paramentadas, deixemos que a alegria simples nos invada e nos leve a compreender um pouco que Deus é Pai, que festeja conosco a vida que Jesus nos devolveu.