sexta-feira, 9 de setembro de 2022

ELES VIVERAM CONOSCO - CLÁUDIO SOARES DA SILVEIRA - ANTIGO SEMINARISTA

CLÁUDIO SOARES DA SILVEIRA
ANTIGO SEMINARISTA
*12/01/1948
+09/09/2015
Esteve sempre nos encontros com muita dedicação e fraternidade.Vamos acompanhar:

ENESER XII - 2007 , no segundo banco à direita!
ENESER XIII - 2008

ENESER XIV  2009
ENESER XV - 2010
ENESER XVI - 2011
ENESER XVII - 2012
ENESER XVIII - 2013
ERESER II - 2008
ERESERIII - 2009
ERESER IV - 2010
ERESER V - 2011
ERESER VI - 2012
RETIRO III - 2007
RETIRO IV - 2008
RETIRO V - 2009
RETIRO VI - 2010
RETIRO VII - 2011
RETIRO VIII -  2012
RETIRO IX -  2013
ÁGAPE - VAI QUEM QUER  - ABRIL-2013
ÁGAPE - VAI QUEM QUER - MAIO 2013
ÁGAPE - VAI QUEM QUER - JUNHO 2013
ÁGAPE - VAI QUEM QUER - JULHO 2013
ÁGAPE - VAI QUEM QUER - AGOSTO 2013
ÁGAPE - VAI QUEM QUER - SETEMBRO 2013
ÁGAPE VAI QUEM QUER - DEZEMBRO 2013

REENTURMA CAMPINAS 2013

ENCONTRO EM SETEMBRO DE 2013 DO SECRETARIADO VOCACIONAL REDENTORISTA
Era membro da equipe diretora e coordenadora da UNESER, com desempenho constante no auxílio para que tudo sucedesse da melhor maneira possível nos projetos da UNESER.
Assim, as imagens que damos aqui, traduzem tudo o que nosso colega Cláudio esteve envolvido em nosso meio.
OBRIGADO, CARO AMIGO CLÁUDIO, DESCANSE EM PAZ!
Embora eu não tenha gostado nem um pouquinho(afinal ainda não sou Jó!") apesar de todas e tantas oarções meu AMIGO Cláudio foi embora...partiu sem ao menos dizer-nos adeus...O que parecia ser só uma doencinha rápida ficou grave ,gravíssimo e levou-nos o Claudio Silveira...uma tristeza grande nos inunda nessas horas fica difícil entender a finitude das relações,amizades e a solidão agora...A gente era quase irmãos,afinal quem se conheceu em 1963 e nunca mais se perdeu...A alegria morreu um pouquinho...espero que tendo ido na frente ele tenha um tempo bem grande( !!) para preparar a nossa ida...uma mesa generosa...vinhos caros (que lá é tudo de graça) e sorrisos,risadas,alegrias ,"chau" Claudião...até breve,amigo...olha por nós que aqui ficamos...Thozzi (do Facebook)

Que baque, meu amigo Tozzi! Ontem seguiu em frente um colega do nosso tempo, Padre Furlan. Agora vejo essa notícia inesperada do passamento do nosso colega de hoje, Cláudio, o Claudião! Descanse, meu bom amigo, mais junto ÀQUELE que lhe dá agora a alegria eterna! Ierárdi
Chegando do Paraíso...desta vez fomos Juntos o Staliano, Eu e o Cláudio...o Cláudio foi no porta malas...e como sempre feliz...afinal fomos lá (ao Paraíso) cumprir seu último desejo:depositar suas cinzas ali ao pé da araucária que vimos nascer faz 55 anos...ela ainda está lá,agora uma árvore gigantesca e velha,não tão velha quanto nós,mas uma senhora ,linda e forte...e agora mais forte,plantamos as cinzas do nosso amigo, o Cláudio, ali aos pés dela ...assim como que envolvendo-a gentil e alegre...adubando-lhe as raízes femininas...foi emocionante e alegre,cumprimos o desejo dele,rezamos um pai nosso juntos: Staliano, Eduardo, eu a araucária agora fecundada do Cláudio e fortalecida com nossa amizade...e prometemos ao amigo que um dia depositaríamos, também, nossas cinzas ali...olha por nós Cláudio Silveira.. Thozzi (do Facebook)
Eu compartilhei essa pequena lauda que o nosso amigo Thozzi escreveu envolvendo o nosso amigo Claudio Silveira, que conosco está , de uma outra forma, de outro jeito, não na posição horizontal, mas arruinado, cinzas. E hoje, dia dos mortos, elevo por ele e por todos aqueles que conosco conviveram, uma prece. Estamos certos que um dia haveremos de ressuscitar, como ensina a Igreja. Quem sabe se já não ressuscitaram e estão rindo das nossas aventuras , ainda nesta terra. "Quem vive e crê em mim, não morre jamais. A todos aqueles que passaram por esta Terra e agora vivem na Pátria Celeste, as nossas orações, não esquecendo do Libardi, do Edélcio, do Mané e de tantos outros. Adilson Cunha (Do Facebook)
Thozzi, A Vida com seus mistérios, com seus altos e baixos: Chegada, partida. Nascimentos e mortes. Tudo passa, passa. O Cláudio passou. Passou por nós e nos deixou exemplos de Humildade, Simplicidade.José Pinheiro (Do Facebook)
O Facebook republicou em 28/05/2020, uma foto em que estamos o Ierardi, o Staliano, eu e o Cláudio. Nesta ordem. Essa foto me trouxe à lembrança o companheirao que foi o Cláudio. Amigo disposto sempre a ajudar. Assumia os trabalhos mais difíceis sempre sorridente. Se marcavamos uma atividade, nunca questionava: sempre se podia contar com ele. Não era homem de discursos, mas de atitudes. Estudamos no mesmo seminário na mesma época. Eu ,mais velho,era condutor das atividades.Um dia,como acontecia sempre,o diretor o chamou e avisou o que deveria fazer a mala que iria embora. A justificativa era sempre a mesma.Se o "dispensado" questionava o porquê a invariável e "pedagógica "resposta era "você não tem vocação"! Claudião(era muito alto)não se convenceu,recusou-se a sair.Ante a determinação inflexível do diretor exigiu dele uma carta onde constasse o motivo pelo qual deixava o Seminário. De posse da carta saiu! Muitos anos depois mostrou me a carta. "Ela vai no meu caixão" me disse peremptoriamente! E foi! Disse-me que queria ter uma prova,chegando ao céu, de que não errara! Claudião teve um problema pulmonar.Foi internado, negliceriaram sua diabetes. Cuidaram só dos pulmões. A diabetes explodiu! Ele entrou em coma e faleceu em poucos dias. Jovem e cheio de projetos partiu! No seu velório coube a mim o panegírico. Emocionado o fiz! Não é fácil despedir se de um grande amigo. Foi cremado. O filho disse me que não retiraria as cinzas. Autorizou me faze-lo . Um dia, anos antes, estávamos na Pedrinha, nosso paraíso na adolescência, ele me dissera que gostaria de ser enterrado ali. Deixei as cinzas(O Claudião)no porta malas. Andamos juntos eu e o Cláudio no porta malas, por mais de um mês. Eu falava com ele mas nunca me respondeu! Um dia, fomos, Cláudio, Staliano e eu para a Pedrinha. Chegamos lá, explicamos ao caseiro a nossa intenção. "Sem problemas!". Escolhemos um pinheiro jovem. Cavamos uma sepultura. Depositamos as cinzas,fizemos uma oração. Viemos embora, missão cumprida! Atendemos o desejo do amigo! Anos depois cortaram o pinheiro. No lugar construíram uma capela. Agora as cinzas do Claudião estão num mausoléu só para ele! Mas seria bom que ele ainda estivesse aqui! Boa noite,gente amiga querida.Thozzi
Thozzi Meu colega e sempre amigo Thozzi, você me traz lágrimas de saudade. Claudião foi para mim o grande colega, antigo seminarista pós seminário, que não foi de meu tempo! Esse seu depoimento é excelente e, como publicamos no dia 9 de setembro de todo ano, quando rememoramos a sua partida em 2015, será transcrito na memória dele para mostrarmos a todos nossos confrades, como você usa chamar-nos, como foi o último desejo e a última casa do Claudião. Olhe, você e o Staliano têm, com certeza, indulgência divina pelo procedimento tão grandioso que tiveram! Esta sua crônica está sendo publicada em nossas memórias da TÁVOLA REDONDA DOS SEMINÁRIOS, em duas situações, para ficar!!!!Obrigado e um forte abraço! Ierardi
Saí do Seminário em 1964. Só fui rever meu companheiro Cláudio nesse dia em que participei do encontro no SRSA. Ele foi muito atencioso para comigo me mostrando todas as dependências do prédio no estado em que se encontra agora. Fiquei muito chateado quando fiquei sabendo da sua morte prematura. Certamente está num bom lugar porque era muito bom de coração. 🤗❤️🌹João Aparecido de Oliveira

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM JOSÉ RODRIGUES DE SOUZA CSsR(PADRE RODRIGUES)

DOM JOSÉ RODRIGUES DE SOUZA CSsR 
+9 DE SETEMBRO 2012 
Nasceu a 25.03.1926, em Paraíba do Sul RJ. Eram seus pais: Josino Rodrigues de Souza e Maria Geralda de Souza. Morou também em Serra Azul SP. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, a 10.08.1938. Durante o ano de 1945, fez o Noviciado em Pindamonhangaba, onde fez a Profissão Religiosa na CSSR, a 02.02.1946. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Santa Teresinha em Tietê. Aí fez a Profissão Perpétua a 02.02.1949. Foi Ordenado Sacerdote, na Igreja Matriz de Tietê SP, a 27.12.1950, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP. Celebrou sua Primeira Missa Solene, em Cajuru SP, a 07.01.1951. Iniciou sua Vida Apostólica como professor no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Foi também Diretor Espiritual dos seminaristas. De junho de 1967 a junho de 1968, no Instituto «Lumen Vitae», em Bruxelas, na Bélgica, fez curso intensivo de Catequese e Pastoral. Voltando da Europa, em 1969, foi transferido para Goiânia, dedicando-se à pregação das Missões. Em 1970, foi eleito Vice-Provincial da Vice-Província de Brasília. Foi durante seu segundo triênio, como Vice-Provincial, que, a 12.12.1974, o Papa Paulo VI o nomeou Bispo de Juazeiro BA. Foi Sagrado Bispo, na Matriz de Campinas, em Goiânia GO, a 09.02.1975. Tomou posse na Diocese de Juazeiro BA, a 16.02.1975. A 04.06.2003, o Papa João Paulo II aceitou sua renúncia ao governo da Diocese. A seguir, foi residir em Trindade GO, dedicando-se à Pastoral no Santuário do Divino Pai Eterno. Faleceu na manhã do dia 09 de setembro depois de vários dias de internação na UTI, em Goiânia GO. Descanse em Paz
Pe. José Bertanha, C.Ss.R.
Arquivista Provincial
Morreu o profeta do seminário. D. José José Rodrigues foi o homem certo, no lugar certo, na hora certa. Quando chegou a Juazeiro para ser bispo, a barragem de Sobradinho estava em construção. Então, ele assumiu a sorte dos relocados, depois dos pobres em geral e nunca mudou. Chegou em 1975. Aqui era área de segurança nacional, regime militar, ACM governador, prefeitos nomeados pelo presidente da república. Não havia partidos, nem organizações populares. Então, com poucos padres e religiosas, chamou leigos para apoiar os 72 mi relocados. Assim, a diocese foi durante muito tempo o abrigo para cristãos, comunistas, ateus, qualquer um que movido pela justiça assumisse a causa do povo. Depois enfrentou o período das longas secas. Criou pastorais populares. Fez o opção radical pelos pobres e comunidades eclesiais de base. Usava as rádios e seu poder de comunicação para defender os oprimidos pelo peso dos coronéis e do regime militar. Quando um gerente do Banco do Brasil foi seqüestrado, ele aceitou ser trocado. Ficou sob a mira dos revólveres por dias, começando sobre a ponte que liga Juazeiro a Petrolina. Depois visitou seus seqüestradores na cadeia e ainda fez o casamento de um deles. Abrigou na diocese toda convivência com o semiárido, muito lembrado nesses tempos de estiagem. Por isso, quando a ASA fez um de seus encontros nacionais, quis fazê-lo em Juazeiro para homenagear esse profeta do semiárido. Costumava contar que recebeu muitos presentes quando chegou e foi reverenciado pela elite. No terceiro ano ganhou três camisas. No quinto ano ganhou de presente uma única camisa dada por uma prostituta que freqüentava a escola Senhor do Bonfim, trabalho feito junto às prostitutas da cidade. Quando foi embora saiu com toda a mudança que trouxe: uma mala que cabia uma muda de roupas – que ele lavava todas as noites para vestir no dia seguinte – e seu livro de oração. Na celebração de despedida afirmou na catedral: “nunca trai os pobres, nem em época de eleição”. D. José faleceu nessa madrugada, dia 9 de Setembro de 2012, em Goiânia, comunidade redentorista de Trindade, para onde foi depois de 28 anos em Juazeiro. Seu corpo será transladado para Juazeiro na segunda-feira, onde será enterrado. Aqui, sua memória jamais será esquecida por aqueles que com ele conviveram, sobretudo, pelos em situação de pobreza, nos corações dos quais ele reside. Roberto Malvezzi (Gogó)
Obrigado, colega e amigo Malvezzi, por esse retrato vivo dos anos de Dom José Rodrigues em Juazeiro. Alguns fatos eu os conhecia pelas revistas da época: sequestro etc. Como conhecia seu espírito de pobreza, seu desapego das coisas deste mundo. Contaram-me que nem sua gramática de português, a conhecida e velha Gramática Metódia da Língua Portuguesa, do inesquecível Napoleão Mendes de Almeida, para a qual chegou a contribuir com sugestões que acabaram incorporadas a ela, nem essa gramática carregava mais com ele. De fala e escrita sempre corretíssimas, pois o português era a língua que amava e conhecia em profundidade – "Última flor do Lácio, inculta e bela!" – já certamente não tinha mais tempo para a ela se dedicar, tal a entrega total ao povo que lhe fora confiado pela Igreja, por Deus. Ah, meu pequenino e grande professor de português! Hoje, além da língua que sabias e ensinavas com maestria, falas todas as línguas, e, com elas, a língua dos anjos, no louvor eterno ao Criador. Salve Dom José Rodrigues de Souza, pequeno em estatura, gigante em espírito, acolhem-te alegres no céu os desvalidos da sorte que assististe nesta vida. Acolhe-te Afonso, cujo ardor missionário procuraste imitar, na busca dos "cabreiros" mais distantes, mais abandonados. Acolhem-te os irmãos redentoristas com quem conviveste e te precederam na glória. Não te esqueças dos que ficamos, que o admiramos pela garra, força, constância e perseverança no bem que sempre procuraste fazer, como o Jesus do evangelho de hoje: "Tudo ele tem feito bem!" (Mc 7,37). 09/09/2012 A. Bicarato.(+)
Esse pequeno e grande homem além de viver comigo, foi meu professor, e o melhor. Abner
Grande Dom José Rodrigues. Nosso professor de português. Muito obrigado por nos dar a base que valeu para toda vida.Nélson Felix Vianna
Cada vez que você publica esta matéria, eu levo um susto ao deparar com a imagem do padre Rodrigues, sentindo-me envergonhado por ter perturbado esse baixinho nas madrugadas do Santo Afonso para socorrer-me nos escrúpulos absurdos de pecados contra a fé até que ele me deu o cartão vermelho e mandou que eu procurasse outro rumo na vida. Alexandre Dumas
Caro Dumas, Pe.Rodrigues era assim mesmo.... contundente e bem definido em suas ações.... retocava nossas lições de português em vermelho mais que encarnado até ter certeza que estávamos aprendendo para a vida e nunca só para a escola!!!! Ierárdi

REMEMORANDO DOM JOSÉ RODRIGUES CSsR(+)(PADRE RODRIGUES)

AMO-TE. Ó RUDE E DOLOROSO IDIOMA ( Olavo Bilac ) 
Quando saí do seminário em 1962 estava deixando um ambiente de ideal pleno, oração, estudos e iria acrescentar na minha vida um outro modo de vida necessário: o trabalho. A formação que recebi então abrangendo programas de ensino do Clássico e Científico, equivalentes ao segundo grau do currículo de hoje, era suficiente para conseguir emprego, que se exigia a um universitário. Aprendendo alguns detalhes como conhecer a datilografia, a fatura, a duplicata, o carimbo, após cinco meses da minha saída do SRSA, em 01 de maio de 1963, registrava na minha primeira Carteira Profissional o início de um período de trabalho que se estenderia por 42 anos.... Pela formação recebida no SRSA, pude desenvolver-me plenamente no novo ambiente e, ainda com a ajuda de Deus, entrei num perfeito processo de carreira, sendo promovido rapidamente e auferindo melhores salários. Formei minha família e hoje todos eles estão muito bem resolvidos. 
Uma matéria foi essencial e preponderante para o curso da minha vida profissional de administrador de vendas: 
LÍNGUA PORTUGUESA – O rude e doloroso idioma de Bilac! Então lembrei-me do mestre de português no seminário, que me ensinou o verdadeiro caminho, “non scolae sed vitae”:
PADRE JOSÉ RODRIGUES DE SOUZA CSsR
GRAMÁTICA METÓDICA DA LINGUA PORTUGUESA, do professor Napoleão Mendes de Almeida era nosso livro de aprendizado e o Pe.Rodrigues foi um de seus colaboradores na elaboração desse precioso manual. Tal como o autor, ele conhecia a fundo, página à página esse compêndio de estudo. Paciência, empenho e competência foram características inerentes do bom mestre que muito me ajudaram na época, ainda que às vezes não percebesse a importância do seu esforço para me ensinar. 
Vejo agora uma página de um exercício de português de então: 
Há quase um equilíbrio entre o preto do exercício e o vermelho da correção...A nota é boa! Eis o grande segredo. Assim, com essa base sólida que recebi no berço do SRSA, entendo que consegui os meus objetivos na vida. Portanto, agradeço a todos os meus professores, mas neste momento quero lembrar especialmente daquele que muito se importou pela minha cultura, não fazendo caso de sua batina preta pontilhada de giz branco: 
PADRE JOSÉ RODRIGUES DE SOUZA CSsR, professor da língua portuguesa no Seminário Santo Afonso, depois DOM RODRIGUES, bispo emérito de Juazeiro-Ba.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANDRÉ BOHNEN LENZ CSsR

PE. ANDRÉ BOHNEN LENZ CSsR 
+9 de SETEMBRO 1982 
De pequena estatura, o Andrezinho nasceu em Monte Alverne, lugarejo próximo a Cruz Alta-RS. Era o terceiro numa turma de doze irmãos; e os pais viviam da lavoura num pequeno sítio que possuíam. Foi durante uma Missão pregada pelo Pe. Antão Jorge que o garoto manifestou o desejo de ser também missionário; e aos 13 anos ingressou no Juvenato de Cachoeira do Sul. No ano seguinte veio para o S. R. Santo Afonso, em Aparecida, e a 1.º de fevereiro de 1940 recebeu o hábito, fazendo seu noviciado e sua profissão em Pindamonhangaba, a 2 de fevereiro de 1941. Os estudos superiores ele os fez no Seminário de Tietê, e a 28 de julho de 1946 foi ordenado por Dom José Carlos de Aguirre. Seus primeiros anos de ministério ele os viveu como cooperador, nas paróquias da Penha e de Aparecida. Em 1949 fez o segundo noviciado, e iniciou sua vida missionária em Araraquara, de onde partiu para Goiás. Daqui saiu em 1954 como superior de Passo Fundo-RS onde permaneceu até 1956. Vítima de um processo movido por anticlericais da cidade(1), foi transferido para Porto Alegre, de onde saiu em 1960, sendo nomeado ecônomo do Seminário R. Santo Afonso(2). Trabalhou depois em Brasília e Rubiataba. Em 1965 foi adscrito à Comunidade do Jardim Paulistano, para tratamento do seu sistema nervoso(3); e de 1970 até à sua morte esteve em Aparecida. Reconhecendo-se logo incapacitado para o trabalho da Basílica, nem por isso desanimou. Pediu ao arquivista as crônicas antigas da Vice-Província de Brasília (fundação, missões etc.) e pôs-se a traduzi-las do alemão. Conseguiu na Baviera centenas de originais de cartas dos nossos primeiros padres, em alfabeto gótico, passando meses inteiros a transcrevê-las para o alfabeto latino, muitas vezes com o auxílio de uma lupa. Em seus últimos anos teve a alegria de saber que o tal processo, após 16 anos, havia terminado, sem qualquer condenação. Podia respirar tranqüilo. Mas sua saúde já estava abalada demais, e não conseguiu recuperar os seus nervos. No dia 9 de setembro de 1982, após o jantar, um enfarte fulminante o levou para os braços do Pai. (Comunicado do Governo Provincial) 
NOTAS
(1)Quando o Pe. André tomava conta da construção do seminário de Passo Fundo, um garoto, que invadiu as obras, acabou morrendo eletrocutado e o padre teve de sair fugido de lá. Durante anos foi procurado pela polícia de todo o país e devia usar nome falso, respondendo a um processo que trouxe muito sofrimento a ele e aos confrades. (nota do editor)
(2)André sofreu um câncer doloroso na mão e teve de tomar entorpecentes, os quais depois se transformaram numa dependência que muito o atormentou. (nota do editor) 
(3)Abalado com os sofrimentos indicados nas notas anteriores (idem)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. FRANCISCO BRAZ ALVES CSsR

PE. FRANCISCO BRAZ ALVES CSsR 
+5 de SETEMBRO 1964 
Nasceu em Lorena, a 13 de junho de 1887. Mudando-se a sua família para Aparecida, ingressou no Juvenato C.Ss.R. em 1903, professando em 1910. Fez seus estudos superiores na Alemanha, onde se ordenou em 1915. Durante a sua longa vida religiosa trabalhou apenas um ano em Goiás; de resto viveu e trabalhou sempre nas casas de São Paulo. Superior em Tietê e Araraquara, Mestre de Noviços, Missionário, e Professor no Juvenato (Aparecida). Embora quieto e retraído, Pe. Alves sabia ser atencioso e delicado, tanto com os confrades como com os estranhos. Não tinha grande saúde, mas não se poupava no trabalho, principalmente nas missões, quando era muito procurado como confessor. Suas pregações eram sempre muito apreciadas, devido ao conteúdo, clareza e ordem nas idéias. Costumava escrever, e com muito capricho, tudo o que devia falar. Sua voz era clara, com uma dicção perfeita. E, embora pregasse com muita simplicidade, evitava cuidadosamente qualquer liberdade na linguagem, ou qualquer termo de interpretação duvidosa, cheirando a gíria. E como não sabia perder tempo, Pe. Alves foi ainda um apóstolo da pena. Umas dez traduções, com outras tantas obras originais, trabalhos de menor porte, colaborações no “Santuário” e “Ecos Marianos” mostram bem o seu zelo nesse campo de apostolado. Em 1960 foi ele transferido para Pindamonhangaba, onde viveu seus últimos anos. Apesar da idade e da saúde já bastante abalada, ia todos os sábados, de ônibus, para Aparecida, onde auxiliava nas confissões, voltando de ônibus, logo no domingo seguinte. E foi também num sábado, à tarde, que ele chegou pela última vez a Aparecida, para ser sepultado. Em agosto de 1964 estava ele em Jacareí, para um trabalho. Adoeceu, porém, e foi internado na Santa Casa local. A 4 de setembro teve um derrame, permanecendo inconsciente até o dia seguinte. Foi quando atravessou a morte, e chegou à presença do Pai.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

NÃO SE MATE A PRIMAVERA

Há um ar de tristeza no castanho dos campos e dos morros, e mais que tristeza no carvão das queimadas. 
Há muita cinza deixada pela política dos poderosos, muitas raízes retorcidas do que era o sonho do povo. 
Só nos resta a esperança da volta da primavera. 
Só nos resta – além de Deus – a esperança da primavera quando vemos a terra coberta de escombros e sangue da pobreza da guerra e da guerra da pobreza. 
Não se mate a primavera da esperança apesar de tudo, da certeza que é preciso continuar sonhando e trabalhando, certos que o bem, a verdade, o amor e a paz chegarão afinal.
Não se mate a primavera, nem se abra espaço para o desânimo, o medo e a fuga. 
A chuva haverá de chegar, como já chegaram os ipês teimosos, que nunca deixam de voltar a cobrir a cinza das queimadas que teimamos acender.

ELES VIVERAM CONOSCO - ANTÔNIO AFONSO CARVALHO- Antigo Seminarista

Antonio Afonso Carvalho. 
+01 de Setembro de 2022
Faleceu em 1 de setembro, por volta das 6 da manhã, no Hospital Osvaldo Cruz.Foi levado a São José dos Campos onde teve o velório e foi cremado. Desde cinco meses foi diagnosticado com leucemia.(Prima). José Morelli




Ele não foi do meu tempo no SRSA. Por algumas vezes tive a oportunidade de estar com ele nos encontros da Uneser. Ierardi
No ensejo, dou aqui alguns registros de lembranças: 
ÁGAPE EM 20/06/2013

ÁGAPE EM 27/07/2013

ÁGAPE EM 24/08/2013

ÁGAPE EM 08/12/2013

RETIRO NA PEDRINHA EM 2005

RETIRO NA PEDRINHA EM 2019
ENESER EM 2010

ERESER EM 2010

ERESER EM 2011
Nota: 
ÁGAPES - ENCONTROS EM SÃO PAULO-CAPITAL
ENESER - ENCONTROS EM APARECIDA-SP
ERESER - ENCONTROS EM MAIRINQUE-SP

ELES VIVERAM CONOSCO-PADRE MÁRIO ANTÔNIO BONOTTI CSsR.

Pe. Mário Antônio Bonotti CSsR 
+ 1 de setembro 2008 
Mário Antônio Bonotti nasceu em Jacareí-SP, em 28 de maio de 1913, filho de André Bonotti e Genni Tommasi Bonotti. Foi batizado no Santuário da Penha (São Paulo), no dia 08 de dezembro de 1913. Ingressou no Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida-SP, no dia 08 de dezembro de 1923, onde realizou seus estudos preparatórios até o fim de 1929. Durante o ano de 1930, fez o noviciado redentorista, em Pindamonhangaba-SP, onde consagrou-se na vida religiosa, no dia 26 de abril de 1931. Logo viajou para Rothenfeld, na Alemanha, onde estudou Filosofia e Teologia. Fez a sua consagração perpétua na Congregação Redentorista, em 08 de setembro de 1934, aos 21 anos de idade. Foi ordenado diácono no dia 14 de julho de 1935. Ainda na Alemanha, na cidade de Munique, foi ordenado presbítero por D. Franz Xavier Eberle, no dia 21 de junho de 1936. No início de 1937, voltou para o Brasil, sendo professor de línguas durante dois anos no Seminário Santo Afonso, em Aparecida-SP. Durante o ano de 1939, esteve trabalhando como coadjutor na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Campinas-GO. De 1940 a 1945 trabalhou como professor de seminário e na pastoral, em Pinheiro Marcado-RS. De 1946 a 1955 foi professor de Teologia Moral no Seminário Maior de Tietê-SP. Voltando a Aparecida-SP, onde foi superior e professor no Seminário Santo Afonso, de 1956 a 1961. Durante o triênio de 1960-1962, trabalhou no Santuário de Aparecida, quando também atendia diversas congregações religiosas femininas na Região do Vale do Paraíba Paulista. Atuou como mestre-de-noviços, de 1962 a 1966, em Pindamonhangaba-SP; de 1966 a 1967, em Tietê-SP. De 1968 a 1969, novamente professor no Seminário Santo Afonso. Durante o período do governo do Superior Geral, Pe. Tarcísio Ariovaldo Amaral, CSsR, de 1969 a 1975, o padre Mário Bonotti foi trabalhar em Roma, como secretário, devido à sua facilidade em idiomas, pois conhecia bem o latim, o italiano, o francês, o alemão e o inglês. No final de 1975, retornou ao Brasil e residindo no Convento Redentorista anexo à “Basílica Velha”, trabalhou no Santuário Nacional, em Aparecida-SP, até 1979. Foi vigário paroquial na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida de 1980 a 1987. Desde 1988, portanto, há 20 anos, passou a residir no Convento do Santuário (Basílica Nova) e trabalhou, enquanto pôde, junto aos devotos romeiros de Nossa Senhora. No dia 26 de abril de 2006, o padre Mário Bonotti celebrou 75 anos de Vida Religiosa Redentorista. E no dia 21 de junho do mesmo ano celebrou 70 anos de ministério presbiteral. Ele foi o último a falecer da família, constituída de dez irmãos, inclusive uma religiosa. Eles eram três irmãos (de sangue) padres redentoristas da família Bonotti: Mário, Artur (+ 02/06/1999) e Geraldo (+13/12/2002). O padre Mário faleceu na madrugada do dia 1º de setembro de 2008, aos 95 anos de idade, no Convento Redentorista do Santuário Nacional, em Aparecida.