quinta-feira, 23 de junho de 2016

ELES NOS PRECEDERAM - IR.NEPOMUCENO(JOÃO N.GRILHISL) CSsR

IR.NEPOMUCENO(JOÃO N.GRILHISL) CSsR
+23 de JUNHO 1943 
Era irmão mais velho do nosso Pe. Vicente Grilhisl e nasceu a 14 de março de 1868, em Rohrbach na Áustria. Ingressou na C.Ss.R. a 31 de dezembro de 1885, e conseguiu mais tarde, que seu irmão também o acompanhasse. Feito o noviciado, emitiu os votos perpétuos em 1895. Trabalhou como alfaiate em diversas casas da Província-Mãe, até que veio para o Brasil em 1903, com os padres João Batista Schaumberger, José Clemente e Irmão Plácido. No Brasil, Irmão Nepomuceno trabalhou como porteiro e alfaiate em Aparecida, Campininhas e Penha. Entre os nossos ele era o “Irmão Nepomuk”, conhecido pela sua simplicidade e dedicação ao trabalho. Era com muita paciência e carinho que cuidava das batinas dos Padres; era quem as lavava, passava e nelas fazia os consertos necessários. Foi com muito espanto que descobriu, certo dia, nada menos que “doze buracos” na batina de um padre ...resultado do cigarro de palha que o confrade fumava... Idoso e doente, Irmão Nepomuceno passou seus últimos meses de vida em Aparecida. Sempre rezando, e conformado com seus sofrimentos, faleceu na Santa Casa local a 23 de junho de 1943.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 22 de junho de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - O ESPIRITISMO

PADRE ANTÔNIO CÉSAR MOREIRA MIGUEL CSsR
O Espiritismo é uma religião cristã?
O espiritismo não é uma religião cristã, embora fale muito de Jesus, tenha um evangelho paralelo e faça muita caridade. O espiritismo não é cristianismo: 1º porque não nasceu com Jesus. Nasceu em 1848, nos Estados Unidos, com duas meninas que ouviram pancadas estranhas no teto e que seriam produzidas por algum espírito. Depois, um professor francês que usou o pseudônimo de Alan Kardec codificou a doutrina espírita em 1857 no livro chamado. "O livro dos espíritos". Trata-se, pois de uma religião recente que não tem 150 anos. 2º o espiritismo ensina coisas que contradizem o que Jesus foi, viveu e fez. Por exemplo, para os espíritas não existe a ressurreição e sim a reencarnação. Ora, negar a pessoa de Jesus e do ser humano é negar a fé cristã. 3º o espiritismo não tem altares, cultos, sacerdotes, mediações que Jesus deixou explicitamente para a sua comunidade. Em contrapartida o espiritismo cria trabalhos e médiuns cujos métodos são ocultos e chegam até a ser ameaçadores. 4º para o espiritismo a Bíblia não é fonte de revelação que, unida à tradição, garante a autenticidade da fé. É um livro com bons ensinamentos e pronto!
Então, rapidamente apontei partes essenciais na diferença entre o Cristianismo e o Espiritismo. Cuidado para não dizer que é tudo igual e pronto. Não é não. Quanto à prática da vida, claro que vale a sinceridade do coração. Por isso, em qualquer religião quem é sincero e quer ser fiel a Deus, pode salvar-se. Por fim, não é a religião que salva! A religião apenas cria condições humanas e materiais para a pessoa salvar-se. É o que tenho a dizer.
Pe. César Moreira, C. Ss. R
http://www.redemptor.com.br(2009)
EDITORA SANTUÁRIO

ELES NOS PRECEDERAM - PE. VALENTIM VON RIEDL CSsR

PE. VALENTIM VON RIEDL CSsR
+22 de JUNHO 1920 
Filho de Fernando Ritter von Riedl, Pe. Valentim herdou de seu pai esse título de nobreza. Usou-o raramente, quando necessário; mas disso nunca fez alarde, preferindo assinar sempre: Valentim Riedl. Nascido a 19 de outubro de 1847, teve uma longa vida de extraordinária atividade. Distingui-se nos seus estudos ginasiais e universitários pela sua grande inteligência. Tendo feito um retiro em abril de 1869, dele saiu resolvido a fazer-se religioso. Em novembro desse ano ingressou na C.Ss.R. Para não ser chamado à guerra de 1870 antecipou a sua Profissão por alguns meses, fazendo seus estudos em Gars. Mas, logo após a sua ordenação, começou a perseguição religiosa na Alemanha, e o Pe. Valentim foi obrigado a viver ora numa, ora noutra paróquia como simples coadjutor. Sentia-se assim como um peixe fora d’água sempre afastado de seus confrades. Foi quando o Provincial encarregou-o de organizar uma escola para a formação de futuros seminaristas, dentre os quais sairiam, mais tarde, as vocações de que precisava a Província- Mãe para sobreviver à perseguição. Em 1888 teve a grande alegria de ver entrar para o Noviciado redentorista quatro dos seus antigos alunos. Profundamente piedoso, compreensivo, ao mesmo tempo que firme e exato em tudo, Pe. Valentim foi o grande educador que deu à Província redentoristas notáveis pela sua formação e cultura. Em 1894, entusiasmado com a idéia de se fundar uma Vice-Província no Brasil, esteve para vir para cá com a primeira turma. Adoeceu, porém, e teve de adiar a realização do seu sonho. Viu partir os primeiros confrades para o Brasil com uma santa inveja. E, ao recobrar a saúde, achou que poderia vir também; mas foi colocado novamente como Diretor do Juvenato. Essa ordem, confessou mais tarde, foi para ele o maior sacrifício de sua vida. Em 1895, porém, conseguiu a almejada licença, e partiu para o Brasil numa segunda turma de redentoristas. Aqui chegando, logo percebeu que a realidade era bem diferente do que havia imaginado. Homem que aprendera e dominava diversas línguas, achou muito difícil o Português. O clima, a alimentação, os costumes não chegaram a despertar-lhe muito otimismo. E esteve para desanimar. Mas a sua tenacidade e espírito de sacrifício acabaram vencendo. Meses depois já estava trabalhando em Aparecida, e nas paróquias vizinhas. Planos da Providência: saindo da Alemanha, pensava Pe. Valentim fugir do magistério, para aqui dedicar-se inteiramente aos pobres e abandonados. Mas não foi assim. O Vice-provincial, Pe. Gebardo, começou a ver logo a necessidade de se fundar um Juvenato que desse à Vice-Província padres brasileiros, capacitados para trabalhar com o nosso povo, sem os problemas e dificuldades que encontravam os padres alemães. Outros superiores religiosos acharam que a idéia não passava de uma ingênua temeridade. Brasileiro não dava para a Vida Religiosa! Pe. Gebardo porém, não desistiu de seus planos. Apoiado na experiência e capacidade do Pe. Valentim, pôs mãos à obra e, mais tarde, iria despertar a admiração dos muitos superiores de outras Congregações. A 3 de outubro 1898 já era realidade o nosso primeiro juvenato, confiado à direção firme e prudente do nosso Pe. Valentim Riedl. Não foram poucas as dificuldades. Mas, em 1906, já recebiam o hábito os primeiros juvenistas brasileiros que logo iniciaram o primeiro Noviciado da Vice- Província. Quando, alguns anos mais tarde voltaram da Alemanha seus primeiros ex-alunos, já ordenados, ele os recebeu com imensa alegria, fruto que eram do seu trabalho e dedicação. Já com 72 anos, e podendo contar com os primeiros padres brasileiros para o trabalho no Juvenato, Pe. Valentim achou que podia dar por encerrado o seu trabalho de educador. Sua saúde, já precária, sua vista arruinada pela catarata, não lhe permitiam mais trabalhar como o fizera anos antes. Recolheu-se no convento de Aparecida, onde ainda pregou vários retiros para sacerdotes e até para Bispos. Sem nunca perder a linha fidalga da sua educação, era sempre alegre, simples e caridoso com todos. Apesar de quase cego, não deixava de rezar diariamente o seu Breviário, o que lhe custava horas de tremendo esforço. Apesar dos anos e da saúde que lhe ia fugindo sempre mais, dedicava seu tempo à oração, no quarto ou na capela, fazendo questão de não omitir qualquer ato comum. Foi assim que ele viu chegar seu último dia, falecendo em Aparecida, a 22 de junho de 1920, cinco semanas antes de completar seus 50 anos de Profissão religiosa. Sua biografia está em “Educador e Apostolo” — escrita pelo nosso Pe. Oscar Chagas, um dos primeiros alunos no Juvenato.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 21 de junho de 2016

ELES NOS PRECEDERAM - IR. GEBARDO (KONZET) CSsR

IR. GEBARDO (KONZET) CSsR
+21 de JUNHO 1916 
Extremamente simples, e mesmo um tanto ingênuo, este Irmão foi um ótimo Religioso. De uma família pobre, nasceu em Wernsreut (Alemanha) a 12 de agosto de 1855; e somente em 1889 pôde ingressar na C.Ss.R. aos trinta e quatro anos. Após algum tempo, trabalhando em diversas casas da Província Mãe, veio para o Brasil com a primeira turma, em 1894, indo logo para a fundação de Campininhas, em Goiás. Aí ficou até 1901, prestando grandes serviços à Casa, como marceneiro, ao lado do nosso Irmão Simão. Vindo para Aparecida, aí residiu por pouco tempo, já que precisou voltar para Goiás, onde havia trabalhos urgentes para um marceneiro. Mas não pôde trabalhar muito, pois começou a sofrer da vista. Veio, por isso, para a Casa da Penha, onde passou seus últimos anos. Acanhado e taciturno, Ir. Gebardo nunca chegou a aprender o Português. Chegando a uma quase cegueira, sua vida na Penha foi toda de recolhimento e de oração, embora não deixasse de auxiliar nos trabalhos de casa, em tudo o que lhe fosse possível. Seu zelo redentorista aparece bem numa carta ao Provincial, nos primeiros meses de trabalho em Goiás. Diz ele nessa carta: “Aqui há muito mais pobreza do que aí, na Alemanha. Mas, quando penso que estou ajudando os Padres na salvação destas almas abandonadas, sinto-me feliz, e tudo se torna mais fácil”.— Em outra passagem da mesma carta ele diz: “Estou contente com a minha vocação, e preparado para sofrer tudo pelas missões; aqui vivemos todos alegres e unidos, pelo vínculo da caridade”. Afastado de qualquer trabalho em seus últimos meses de vida, por motivo da cegueira que se ia acentuando sempre mais, Ir. Gebardo passava o dia na Capela, com o terço nas mãos. Sua última enfermidade não foi prolongada, e a 21 de junho de 1916 descansou para sempre.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 20 de junho de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! MÃE E VIRGEM!

Padre João A. Mac Dowell S.J.
Como é possível que Maria seja ao mesmo tempo virgem e mãe de Jesus? É difícil aceitar uma coisa que vai contra as leis da biologia sobre a geração humana.
A ciência observa e explica o que acontece normalmente no mundo. No caso da geração de um ser humano, afirma que ela é o resultado da fecundação de um óvulo feminino por um espermatozóide masculino. Mas a concepção de Jesus no seio de Maria, sem intervenção de um pai humano, não foi um acontecimento normal. Só pode ser compreendida por quem acredita que o mundo é criado por Deus. Isto significa não só que ele é a origem de toda a realidade, mas também que tudo depende dele a cada instante. Ele pôde assim usar outros meios da própria natureza para estimular a reprodução de uma célula germinal no seio de Maria. Tudo mais procede normalmente. A gravidez dura nove meses e a criança nasce e cresce como qualquer outra.
A concepção virginal de Jesus não pode ser constatada cientificamente. Ela ultrapassa todas as possibilidades humanas. É uma verdade de fé. A Igreja crê que Jesus é filho de uma virgem porque este fato é atestado no Evangelho. "O que foi gerado nela vem do Espírito Santo" (Mt 1,20). O Evangelho e a Igreja não estão interessados no processo da concepção de Jesus que mencionamos no início, mas no significado do fato que Jesus é filho de uma mulher, mas não tem um pai na terra. Isto quer dizer que ele pertence realmente à raça humana, é nosso irmão, enquanto filho de Maria; mas, ao mesmo tempo, tem sua origem diretamente em Deus: é o Filho de Deus.
A encarnação do Filho de Deus no seio de Maria é o acontecimento central da história da salvação. É uma intervenção especial de Deus no curso da história para realizar a salvação da humanidade. A virgindade de Maria, que concebe seu filho exclusivamente pelo poder do Espírito Santo, sem a colaboração de um homem, é uma conseqüência de outra verdade ainda mais fundamental para nossa fé: Maria é a mãe do Filho de Deus feito homem. Deus é o único Pai de Jesus: ele que é a fonte de toda vida e nos criou à sua imagem e semelhança. O Pai de Jesus não é o Espírito Santo, mas a primeira pessoa da santíssima Trindade. O Espírito Santo é a força divina e criadora que Deus Pai comunicou a Maria, como comunicou aos profetas e aos apóstolos, e comunica a nós no batismo, para que ela pudesse cumprir sua missão excepcional, única, de ser a mãe do Messias, o Filho de Deus.
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.

domingo, 19 de junho de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE!VOTO E PROMESSA!

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)
Voto e promessa são a mesma coisa?
Que confusão o povo apronta quando se trata de promessas! E não é para menos: como distinguir entre voto, promessa, juramento, intenção, proposta, propósito? O que nos interessa são as tais “promessas” feitas a qualquer hora e de qualquer forma, na maioria das vezes sem ter conhecimento do que se está fazendo.
Voto é uma promessa feita a Deus de uma maneira deliberada e livre, de um bem melhor e possível. Ninguém está obrigado a prometer e não é possível prometer a Deus algo ruim. É um gesto de adoração a Deus, um gesto de ação de graças.
Há votos públicos e particulares que dependem de orientação e formação, bem como da aceitação da Igreja. Há outros tantos que revelam a intenção da pessoa ou um contrato a ser feito. Mas todos eles procuram sempre um bem melhor, sem nada exigir. Cada um é livre para se obrigar por um voto. Supõe que a pessoa saiba o que está fazendo e queira fazer.
A intenção e o propósito não exigem a mesma fidelidade que o voto e o juramento exigem. As intenções e propósitos fazem parte de um projeto de vida e são pequenas ou grandes metas que colocamos para alcançar o objetivo. Mas em tudo isso vale sempre a fidelidade; assim diz o Salmo: “Cumprirei os votos que fiz ao Senhor todos os dias de minha vida”.
A confusão começa quando fazemos nossas promessas com a intenção de alcançar alguma graça de Deus ou dos santos. Há gente esclarecida que sabe o que faz. Há gente que faz promessa no desespero, faz promessas que são verdadeiros castigos. Há outros com o mau costume de fazer promessas a toda hora; quando não fazem para outros cumprirem. O que é certo nessa confusão?
Uma promessa não é um gesto para obrigar a Deus a nos atender. Não é um negócio, uma troca com Deus. É muito mais um pedido de intercessão, no qual determinamos o modo como vamos fazer nossa ação de graças. Na verdade é mais um propósito. Não podemos dizer que muitas promessas cheguem a ser um voto; faltam condições.
Para ação de graças vamos oferecer coisas boas, nada que prejudique a nós ou a outros. Não se fazem promessas a torto e a direito. Não se faz promessa para outros cumprirem; pode-se cumprir na intenção do outro. Ninguém é obrigado a cumprir promessa que outros fizeram. Não se faz promessa no desespero, sem saber o que está fazendo. Não se deve fazer promessas para a vida inteira; as circunstâncias podem mudar e o que fazer depois? Para que fazer uma promessa de atravessar a passarela da Basílica de joelho no chão? É prejudicial à saúde. Jesus já falou que vale mais um coração arrependido que muitos sacrifícios.
Muitas promessas não são válidas, porque faltam as condições e a lucidez de quem as faz. E se alguma não pode ser cumprida, fale com o sacerdote para que troque ou abrevie a promessa ou esclareça por que não valeu. O importante é ser agradecido a Deus. Jesus reclamou dos 10 leprosos, pois só um voltou para agradecer.
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUME 3
EDITORA SANTUÁRIO
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

http://www.redemptor.com.br(2009)

sábado, 18 de junho de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - DEUS

PADRE ANTÔNIO CÉSAR MOREIRA MIGUEL CSsR
Eu tenho fé, mas não consigo chamar Deus de meu Pai. Essa palavra, em vez de ajudar, atrapalha a minha relação com Deus. Que devo fazer?
Jesus gostava de chamar Deus de seu Pai e nos ensinou a dizer: Pai nosso, que estais no céu. Usou essa palavra para exprimir a sua experiência de Deus. Jesus sentia Deus como uma pessoa muito próxima dele, fonte de todo o seu ser, em quem podia confiar totalmente, a quem era plenamente fiel e obediente. A coisa que encontrou aqui na terra mais parecida com este Deus foi o pai. A relação entre pai e filho era para ele o que se assemelhava mais à sua experiência de Deus. Para Jesus a palavra "pai" é uma maneira de dizer que Deus nos ama como o melhor dos pais, ou, mais exatamente, muito mais do que o melhor dos pais ama os seus filhos.
Jesus poderia ter usado outras palavras para dizer quem é Deus, porque Deus é maior do que tudo o que podemos imaginar. Nenhuma palavra humana é adequada para exprimir toda a riqueza da vida de Deus. Por isso a Bíblia usa muitos termos para revelar os diversos aspectos de Deus: Senhor, Rei, Salvador, grande, todo-poderoso, justo, santo, misericordioso, fiel, e assim por diante. O apóstolo S.João condensou tudo o que o próprio Jesus revelou sobre Deus na expressão: Deus é amor.
Portanto, o importante é ter uma imagem de Deus correspondente ao que Jesus nos disse, quando falou de seu Pai. Você pode usar outros termos para exprimir a bondade de Deus e o cuidado que ele tem por todos nós. Não sei se é o seu caso, mas já encontrei pessoas que não gostavam de chamar Deus de Pai, porque tinham sido marcadas pela experiência negativa do próprio pai: pais ausentes, prepotentes, violentos, sem compreensão nem carinho. Muitas crianças no Brasil nem sabem quem é o seu pai. É claro que nestes casos a palavra pai evoca lembranças desagradáveis, que não podem aplicar-se ao nosso Deus.
Na Bíblia o amor de Deus é comparado também ao da mãe que não pode esquecer-se de seu filho. Deus é Pai e Mãe. Alguém pode sentir-se melhor imaginando Deus como sua Mãe, ou usando outras imagens que alimentem melhor seu respeito e confiança em Deus. Duas coisas são importantes: primeiro, foi Jesus que nos revelou o verdadeiro rosto de Deus, por isso é o Evangelho que mostra como Deus olha para nós, seus filhos queridos; segundo, nenhuma palavra é capaz de dizer exatamente quem é Deus, porque o seu amor é infinitamente maior do que tudo o que podemos pensar ou imaginar.
Pe. César Moreira, C. Ss. R.
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EDITORA SANTUÁRIO

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Benedito Justiniano de Andrade – C.Ss.R.(Ex-Irmão Geraldo)

Pe. Benedito Justiniano de Andrade – C.Ss.R.(Ex-Irmão Geraldo) 
+18 DE JUNHO 2012 
Nasceu em Bom Repouso MG, no dia 05.11.1932. Seus pais: Justiniano Inácio de Andrade e Maria Lázara Crispim. É o primeiro dos 5 filhos do casal. Teve apenas 6 meses de estudos em escola particular. Trabalhava na lavoura, quando entrou para a Vida Religiosa, como Irmão Coadjutor, em Pindamonhangaba, a 13.05.1950. No segundo semestre desse ano, fez o Postulantado, lá mesmo. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1951, e aí fez os votos religiosos na Congregação do Santíssimo Redentor, como Irmão, a 02.02.1952, com o nome de Ir. Geraldo. No segundo semestre de 1957, entrou para o Segundo Noviciado, preparando-se para os votos perpétuos. Sua Profissão Perpétua foi celebrada em Pindamonhangaba, no dia 02.02.1958. Terminado seu Noviciado, foi transferido para Tietê, onde ficou até início de 1954, quando foi transferido para Araraquara, onde ficou até julho de 1956. De julho de 1956 a julho de 1957, morou em Tietê. No segundo semestre de 1957, voltou para Pindamonhangaba. Em 1958, voltou a morar em Tietê. De 1959 a inícios de 1964, morou no Jardim Paulistano, em São Paulo. De 1964 a inícios de 1972, morou no Convento da Basílica, em Aparecida. Aí começou a dedicar-se também aos estudos. Em 1970, prestou os exames de Madureza Ginasial e foi aprovado. Em fevereiro de 1972, foi residir no Seminário Santo Afonso, como Irmão da Comunidade. Em dezembro de 1973 concluiu o 2º grau, na Escola Américo Alves, em Aparecida. Em março de 1974, foi residir em Garça, auxiliando a Comunidade Religiosa e a Paróquia São Pedro, onde ficou até fim de 1975. Em 1976, voltou para Aparecida, morando no Instituto Filosófico São Clemente e dedicou-se ao estudo da Filosofia, junto com os seminaristas. Estudou com os Padres Salesianos, em Lorena. Em janeiro de 1978, foi transferido para o Alfonsianum, em São Paulo, para o estudo da Teologia, no ITESP, terminando o curso em dezembro de 1981. A 02 de agosto de 1980, na Capela do Seminário Santo Afonso, em Aparecida, Dom Lelis Lara CssR, ordenou-o Diácono. Foi Ordenado Sacerdote no dia 12 de dezembro de 1981, na Igreja Matriz de Bom Repouso MG, por Dom José Carlos de Oliveira, Bispo de Rubiataba-Mozarlândia GO. De 1982 a 1984, foi Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, de Sacramento. Em 1985 passou para a Equipe Missionária, morando em Araraquara. Em 1997, foi residir em Tietê, continuando na Equipe Missionária. Em 2000 foi transferido para a Comunidade do Santuário, em Aparecida, dedicando-se ao apostolado com os romeiros. Em dezembro de 2005, em Miracatu SP, trabalhou como Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora das Dores. Em 2007, passou a residir no Seminário Santo Afonso e, sempre que podia, auxiliava na Pastoral das confissões no Santuário de Aparecida. Sempre muito doente, mas sem esmorecer, retornou a residir no Convento do Santuário em 2012, continuando seu trabalho pastoral de atendimento dos romeiros. Depois de muitas doenças, principalmente as cardíacas, e de vários tratamentos, estava internado no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, vindo a falecer às 01h00 do dia 18 de junho. Pe. Benedito foi sempre um exemplo de religioso (padre e irmão). Caridoso, fraterno, humilde e simples. Dedicado à oração e ao trabalho, muito paciente nas contrariedades e enfermidades. Descanse em paz. 
Padre José Bertanha CSsR, arquivista provincial!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - IRMÃOS DE JESUS

Padre João A. Mac Dowell S.J.
O Evangelho fala dos irmãos e irmãs de Jesus. Por que a Igreja Católica não aceita, como os crentes, que Maria teve outros filhos, além de Jesus?
A idéia que Maria teve outros filhos além de Jesus é fruto de um mal-entendido. É verdade que os evangelhos falam de irmãos e irmãs de Jesus. Por exemplo em Mc 6,3 o povo de Nazaré exclama: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Suas irmãs não vivem aqui entre nós?". Mas nas línguas semíticas, como o aramaico, falado por Jesus, o termo "irmão" pode ser usado num sentido mais amplo, para designar também os primos e parentes próximos, quer dizer, os membros de sua família. Por exemplo, no livro do Gênese (14,14) Abraão chama seu sobrinho Lot de irmão (cf.13,8). E no Primeiro livro das Crônicas os filhos de Quiche são chamados irmãos das filhas de Eleazar, que eram suas primas (23,21-23).
Nos evangelhos os irmãos de Jesus nunca são chamados "filhos de Maria", sua mãe. E nas narrações da infância de Jesus só aparecem José, Maria e seu filho: sinal que os tais irmãos não pertenciam à família, propriamente dita, que vai e volta do Egito ou vive na casa de Nazaré. São apenas seus parentes. Dois dos quatro irmãos de Jesus, citados há pouco, Tiago e José, são filhos de outra Maria, como dizem expressamente Mateus (27,56.61) e Marcos. Muito importante também é o fato de que, ao pé da cruz, antes de morrer, Jesus confia sua mãe a João, filho de Zebedeu, seu amigo e discípulo (Jo 19,26s). Isto seria impossível, sobretudo para a mentalidade daquele tempo, se Jesus tivesse verdadeiros irmãos.
Todas estas indicações dos evangelhos mostram claramente que a Igreja tem razão quando diz que Maria não teve outros filhos, mas, como o próprio Jesus, permaneceu virgem toda a sua vida. Isto não quer dizer que teria sido uma desonra para Maria ter filhos de José, seu esposo. Não há nada de mau e pecaminoso nas relações entre marido e mulher. Mas no plano de Deus, Maria, mãe de Jesus, deveria ser virgem, como símbolo e modelo da Igreja, que deve consagrar todo o seu amor exclusivamente a Cristo, seu esposo. E ela compreendendo este chamado de Deus foi fiel até o fim à sua vocação.
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - VOLUMES 1 E 2
EDITORA SANTUÁRIO
João A. Mac Dowell S.J.

http://www.redemptor.com.br(2009)

quinta-feira, 16 de junho de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - Aborto é pecado?

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)
Alguns episódios nos marcam de tal forma, passando a nos acompanhar dia a dia, trazendo muitas sombras em nossa vida. Eles devem ser trabalhados. Se a pessoa quiser se libertar deles, tem de fazer uma longa caminhada e ir aos poucos colocando tudo em seu lugar, clareando bem as dimensões do fato. Uma verdadeira terapia, precedida de um trabalho junto à própria consciência.
Para uma pergunta formal, a resposta também é formal e exata. Assim acontece quando nos perguntam: 
-Aborto é pecado? 
A resposta é um sim, que às vezes desequilibra a pessoa.
Isso acontece porque as pessoas não conseguem analisar-se e analisar o fato, e quando procuram o padre estão confusas e desesperadas. O momento fica dependendo da sabedoria do confessor que deve analisar situação por situação antes de dar seu parecer. A partir de uma análise, o ocorrido pode adquirir nova moralidade.
O aborto sempre será um erro grave, que traz conseqüências bem pesadas, pois é uma violência à natureza e à vida. Há, contudo, determinadas circunstâncias que mudam a espécie de pecado, assim aprendemos nos antigos manuais de teologia no tratado da formação da consciência. Então pode acontecer que um aborto, apesar de ser um erro grave, não seja um pecado no sentido em que nos habituamos a usar esse termo.
Falando bem claro: Quando um aborto acontece sem que a pessoa tenha procurado ou feito algo para provocá-lo, esse aborto nunca foi e nem será pecado. A natureza não tinha condição de levar em frente a gravidez, por isso aconteceu o inesperado. Ninguém precisa carregar peso na consciência nesse caso.
Quando a pessoa provocou o aborto ou praticou-o, ela seria responsável. Mas geralmente há circunstâncias que cercam a gravidez tornando difícil a clareza de uma resposta. Temos de analisar caso por caso. Às vezes se está diante de um fato que não permite ver outra saída: pressão dos familiares, exclusão, pressão social, falta de direção e escolha de caminhos. Situações que impedem um discernimento consciente, uma tranqüilidade para decidir e assumir a criança. Sob essas pressões, a pessoa acaba fazendo um erro que deixa marcas sem contudo ter cometido um pecado, pela falta de poder de decidir, pela falta de liberdade de opção.
Em todo o caso, é bom colocar tudo nas mãos de Deus, abrindo-se a um confessor que a possa ajudar. Tenha contudo certeza de que Deus julga de modo diferente do nosso. Deus sempre perdoa o arrependido e, uma vez perdoado, o pecado já não existe, embora a marca persista.
Quanto à marca, cada vez que se lembrar, pense que isso é passado e já está nas mãos de Deus, que já a perdoou e vai acolhê-la na sua bondade como o Pai querido. Não podemos ficar remoendo a vida toda ou remexendo no passado; nem podemos julgar nosso passado com a consciência que temos hoje... Podemos sim analisar para compreender, para poder ajudar outras pessoas que passarem por esse desacerto, ou antes que passem.
DO LIVRO:
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE-VOLUME 3
EDITORA SANTUÁRIO
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.
http://www.redemptor.com.br

quarta-feira, 15 de junho de 2016

RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE

A partir desta data, vou encaminhar uma série de artigos feitos pelo saudoso Padre Libárdi, falecido em 30/05/2011 e Padre César, missionários redentoristas e do Padre João Mac Dowell, filósofo jesuíta. Serão simples e verdadeiros ensinamentos sobre a doutrina católica!
Estamos transcrevendo aqui este tópico : RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE, cuja fonte inicial, no ano 2009, foi do site http://www.redemptor.com.br.

Três articulistas surgem, os quais podemos conhecer um pouco:

1-PADRE JOÃO AUGUSTO ANCHIETA AMAZONAS MAC DOWELL, SJ, filósofo
Reitor da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), antigo Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus (CES), em Belo Horizonte.
Graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira e em Teologia pela Philosophische Theologische Hochschule Sankt Georgen, na Alemanha, Mac Dowell é mestre em Teologia pela mesma instituição. É doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana (PUG), na Itália, com a tese A gênese da ontologia fundamental de Martin Heidegger. O trabalho foi publicado pela editora Herder, de São Paulo, em 1970, e chegou à segunda edição em 1993 pela Loyola. Escreveu, ainda, Religião também se aprende. 3. ed., São Paulo: Santuário, 2003 e organizou Saber filosófico, história e transcendência. Homenagem ao Padre Henrique Cláudio de Lima Vaz, SJ, em seu 80ª aniversário. São Paulo: Loyola, 2002. 
2- PADRE ANTÔNIO CÉSAR MOREIRA MIGUEL CSsR
Nasceu em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, no dia 05 de maio, dia da comunicação. Padre César Moreira trabalhou a maior parte de sua vida sacerdotal na área da comunicação. Por mais de 40 anos vem atuando no rádio e atualmente na Tv. Trabalhou profissionalmente nas rádios Globo, Excelsior, hoje CBN, Record, Capital, América, todas de São Paulo e Difusora de Goiânia.
Dirigiu a Rádio Aparecida de 1981 a 1990, e depois de um intervalo, voltou e de janeiro de 1997 a dezembro de 2005 foi diretor geral desta que é a principal emissora católica do País. É pós-graduado em Jornalismo e lecionou na Universidade de Taubaté em 1990 a 1998.
Foi presidente da UNDA-Brasil, organização da Igreja para os Meios de Comunicação Eletrônica, durante seis anos. Foi presidente da RCR, Rede Católica de Rádio, por dez anos.
Publicou os livros: “Tudo Eu? Quando a vida se torna uma desculpa”, “Palavras que vão e vêm”, “Lembranças do Padre Vítor na Rádio Aparecida”, “Comunicação também se Aprende”, “Religião Também se Aprende – vol. 1” e “Assunto do Dia:”.
Editou a revista Boa Notícia, da União dos Redentoristas do Brasil e tem publicado inúmeros artigos em jornais e revistas.
Na Rádio Aparecida foi o criador de diversos programas entre eles: Microfone aberto, Jornal dos Jornais, Solidariedade RA, RCR em debate e outros.
Participa há quase duas décadas do Programa do Eli Correia, no quadro “Momentos de fé”, respondendo às questões dos ouvintes.
Exerceu por longo tempo o cargo de diretor geral da TV Aparecida, quando apresentava em todas as segundas-feiras o centenário e inesquecível programa ETC..... (Sou imensamente feliz por ter-me sentado ao seu lado na época de SRSA!)
3-PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI CSsR(+)
Missionário redentorista, conhecido por seu apoio à catequese de crianças e de adultos, escreveu e publicou muito material , trouxe livros os quais chamava de conversas que poderão ajudar na preparação para o batismo e , acrescento, para o melhor desempenho na vida católica, seguindo tanto nas homilias quanto na escrita a evangelização das santas missões idealizada pelo fundador da Congregação Redentorista, Santo Afonso Maria de Ligório...
Vejam algumas obras: 
— Gente pequena I – Catecismo ilustrado para crianças
— Gente pequena II – Preparação para a Primeira Comunhão
— Gente pequena... ESTOU CRESCENDO III – Catecismo para crianças
— Religião também se aprende – volumes 3, 4, 5, 6, 9, 10 e 11 
Além de grande e autêntico missionário, foi diretor espiritual da UNESER, que tem mantido entre os ex-seminaristas a cultura cristã e o padrão redentorista.
Assim, as orientações que aqui transcrevemos sob o tópico em tela com certeza têm base sólida e oportuna para nós todos! 

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. HERMENEGILDO BISCARO CSsR

PE. HERMENEGILDO BISCARO CSsR
+15 de JUNHO 1991 
Nasceu o Pe. Biscaro a 13 de abril de 1923, em Tietê-SP, de família muito ligada ao Seminário Santa Teresinha. Seus pais foram Ângelo Pedro Biscaro e Dozolina Citroni. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no dia 02 de fevereiro de 1945. Durante o ano de 1944 fez o noviciado em Pindamonhangaba, onde, a 02 de fevereiro de 1945, fez sua profissão religiosa na C.Ss.R. O Seminário Maior foi feito em Tietê, no Seminário Santa Teresinha. Foi ordenado sacerdote em Tietê, a 27 de dezembro de 1949, por Dom José Carlos de Aguirre, bispo de Sorocaba-SP. Celebrou sua primeira missa solene em Tietê, a 29 de janeiro de 1950. Deixou o seminário maior, no dia 01 de janeiro de 1951, iniciando sua vida apostólica em Tietê mesmo, como coadjutor em nossa igreja de Santa Teresinha. No mesmo ano foi transferido para o Seminário de Pinheiro Marcado, como professor. Aí ficou até o fim do ano. Em seguida foi coadjutor em nossa paróquia de Santo Antônio, em Cachoeira do Sul - RS. No ano seguinte estava como coadjutor em nossa paróquia de Aparecida-SP. Por dois anos foi coadjutor da igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista SP. Nos anos seguintes trabalhou na igreja da Penha, em São Paulo. Voltou para Tietê, onde foi ecônomo do Seminário. Em 1959 foi mais uma vez transferido para Aparecida. No 2º semestre do mesmo ano fez o 2º noviciado, preparando-se para a pregação das Missões Populares. Como missionário foi transferido para Araraquara - SP. No dia 09 de abril de 1962, com a devida dispensa do Pe. Geral, deixou a C.Ss.R. e, aceito por Dom Davi Picão, incardinou-se na Diocese de São João da Boa Vista. Foi readmitido na Congregação “in articulo mortis”, quando estava com câncer terminal, no dia 28 de maio de 1991, pelo Pe. Geral Juan Manuel Lasso de la Vega. Foi o Pe. Provincial, Hélio Libardi, quem recebeu seus votos na UTI do Hospital da UNICAMP, em Campinas - SP. Pe. Biscaro faleceu na Santa Casa de Tietê, no dia 15 de junho de 1991. Foi sepultado em Tietê, no dia 16 de junho de 1991. (Arquivo Provincial)
PE. JORGE ANGERER CSsR
+15 de JUNHO 1903 
Veio para a Vice-Província em 1902. Não se adaptando aqui, já no ano seguinte voltou para a Alemanha. Mas faleceu em Londres, durante a viagem. (Arquivo Provincial) 

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 14 de junho de 2016

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. RENATO DE FRANCISCO POSSETTI CSsR

PE. RENATO DE FRANCISCO POSSETTI CSsR
+14 de JUNHO 1971 
Era de Santa Lúcia, perto de Araraquara; e nasceu a 2 de dezembro de 1924. No Juvenato (Aparecida) mostrou-se “piedoso, obediente, serviçal e agradecido”. Após a profissão em 1946, estudou no Seminário Maior de Tietê, sendo ordenado a 27 de dezembro de 1950. Embora não fosse de grande inteligência, Pe. Renato foi um ótimo confrade, sempre humilde e dedicado ao trabalho. Granjeou, por isso, a estima de quantos o conheceram, principalmente como vigário de Trindade - GO e Superior de Araraquara. Muito responsável no desempenho de suas obrigações, tinha o meticuloso cuidado de escrever todas as conferências e instruções que fazia aos irmãos noviços, como mestre. Operado de câncer, pensava restabelecer-se para trabalhar na zona rural de Araraquara. Mas conformou-se, vendo que isso não lhe seria possível. Passou seus últimos meses de vida em São João da Boa Vista, entregue, como ele dizia, nas mãos de Deus. Em meio a intensos sofrimentos, suportados com imensa coragem e resignação, entregou sua vida a Deus, na Santa Casa local, a 14 de junho de 1971.
De espírito alegre, espirituoso e cômico, foi a alegria das comunidades de que fazia parte. Pe. Renato foi Mestre de Noviços por algum tempo. (nota do editor)

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 13 de junho de 2016

ELES VIVERAM CONOSCO - JOSÉ DE ARIMATÉIA RANGEL(ANTIGO SEMINARISTA REDENTORISTA)

JOSÉ DE ARIMATÉIA RANGEL
(ANTIGO SEMINARISTA REDENTORISTA) 
Faleceu no dia 13 de junho de 2012 às 3:00h. na cidade de Lorena, SP, o colega JOSÉ DE ARIMATÉIA RANGEL(ANTIGO SEMINARISTA). O velório foi na cidade de Lorena. As 15:00h. Celebrada missa de corpo presente e, após, seu corpo foi levado para a cidade de Aparecida onde às 16:00h foi sepultado. 
MINHA NOTA
FEVEREIRO DE 2011-ÚLTIMO RETIRO COM 
O PADRE LIBÁRDI(+)
Nos encontros da Pedrinha em fevereiro de cada ano, convivi com esse colega que conheci e passei a estimá-lo como grande amigo. Muito tranquilo e até meio calado, acompanhava sempre com todo interesse tudo o que acontecia naqueles eventos anuais.

JULHO 2007 - NO REFEITÓRIO (de costas)
Ainda o encontrei em Aparecida-SP em julho de 2007 no encontro dos antigos seminaristas, por sinal o meu primeiro desde os anos 60. 
Esteja em paz caro Arimatéia, pois você também é um redentorista no Céu! 
Antônio Ierárdi(1957/1962)

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. JOÃO BATISTA KIERMAIER CSsR e PE.NICOLAU ANTÔNIO SCHNEIDER CSsR

PE. JOÃO BATISTA KIERMAIER CSsR
+13 de JUNHO 1958 
Certamente uma das colunas da nossa Província, pela qual trabalhou durante 60 longos anos. Nascido em Reichetsheim, em 1874, professou na C.Ss.R. em 1892, sendo ordenado em 1897. Em agosto desse ano embarcou para o Brasil, ficando adscrito à Casa de Aparecida. Após dois anos foi para Campinas (GO) como Missionário, durante seis anos. Voltando para Aparecida como diretor do Juvenato, ocupou o cargo durante onze anos, formou diversas turmas de redentoristas, marcados com a sua formação firme e rigorosa. Foi Vice- Provincial em dois triênios seguidos, e procurou estender a Vice- Província ao Rio Grande do Sul, fundando a Casa de Pelotas, depois transferida para Cachoeira do Sul. Melhorou muito o prédio do “Colégio Santo Afonso”, e o maquinário das Oficinas Gráficas. Como Superior de Campinas - GO, fundou o “Santuário de Trindade” do qual foi redator. Aparecida e Penha também o tiveram como Superior. Incansável como jornalista, escreveu durante quase cinqüenta anos para o “Santuário de Aparecida” sendo seus artigos usados por muitos vigários como pregação dominical para o povo. Equilibrado e prudente, sempre gozou de muito prestígio junto ao Arcebispo de São Paulo que lhe confiou várias vezes, missões delicadas e difíceis. Ao lado de toda essa atividade, Pe. João Batista foi, por excelência o homem do confessionário, principalmente em Aparecida, onde viveu muitos anos. Era com uma pontualidade matemática que ele iniciava, todos os dias, o trabalho das confissões, sendo sempre o último a deixar o confessionário. Em seus trabalhos era metódico ao extremo, com hora marcada para tudo. Parecia ter feito voto de obediência ao relógio, tal pontualidade e exatidão com que organizava suas ocupações. Primava pelo seu zelo na observância regular, e sentia-se preocupado, ao notar que algum confrade estava ausente de algum exercício comum. Como religioso, avaro do seu tempo, procurava estar sempre ocupado, na igreja, ou em seu quarto. Um confrade muito simples, afável, de uma calma imperturbável. Era caridoso. e pronto para atender a todos. Gozava de uma ótima saúde; e se nunca fumou, nunca também dispensou a sua cerveja, no almoço ou no jantar. Gostava de lembrar que nunca tivera qualquer doença, nem mesmo uma dor de dentes. Com 84 anos, em Aparecida, continuava a colaborar no “Santuário” e não faltava ao trabalho do confessionário, na igreja. Mas, um dia, subindo a escada para a meditação da manhã, o coração falhou, e ele, agarrado ao corrimão, já estava para cair, quando dois confrades o levaram para o quarto. Era o primeiro aviso de um fim próximo. Mas o velho batalhador quis ainda continuar trabalhando; e foi com os olhos marejados que ele aceitou a ordem do Provincial, dispensando-o dos exercícios comuns, com ordem de permanecer no quarto. A 13 de junho (1958) festa do Sagrado Coração, ele ainda celebrou, rezou todo o seu Breviário e, às 4 da tarde, no quarto, teve um novo ataque cardíaco. Quase agonizando aceitou, muito contrariado, que lhe aplicassem uma injeção. Mas já era tarde. Respirando com muita dificuldade, pôde ainda rezar, em alemão: Meu Jesus, misericórdia! — E, tranqüilamente, devolveu sua vida ao Pai.
PE.NICOLAU ANTÔNIO SCHNEIDER CSsR
+13 de JUNHO 1999 
Nasceu o Pe. Schneider em S. José do Maratá - RS, no dia 01 de dezembro de 1915. Era filho de João Pedro Schneider e Elisabeth Steffen. Entrou no seminário de São Leopoldo no dia 28 de fevereiro de 1928, onde fez os estudos básicos. Sentindo o chamado divino, entrou em o Noviciado Redentorista, em Pindamonhangaba SP, no dia 01 de fevereiro de 1934. Um ano depois, dia 02 de fevereiro, fez a primeira profissão religiosa. Estudou Filosofia e Teologia na Alemanha. Voltou para o Brasil para completar os estudos teológicos em Tietê SP. Aí ordenou-se a 22 de dezembro de 1940. Começou seu ministério como vigário paroquial na Penha, na cidade de São Paulo. Foi também gerente das Oficinas Gráficas, em Aparecida, passando ao trabalho missionário na comunidade de Araraquara e de Cachoeira do Sul RS. De 1947 até 1950 foi diretor do Seminário Menino Jesus, em Pinheiro Marcado RS. Daí passou para Tietê, onde foi reitor da comunidade e professor de Direito Canônico e de Pastoral. Foi também reitor e pároco na Penha. Transferiu-se para a recém-fundada Vice-Província de Porto Alegre. Aí foi Vice-Provincial, missionário e vigário paroquial. Foi um fiel e observante redentorista, de convivência muito agradável, atencioso e educado com todos. Eram famosas suas historinhas sempre engraçadas e alegres. Desenvolveu grande atividade na difusão da devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, tendo introduzido a novena perpétua em Porto Alegre. Escreveu um livro sobre essa devoção. Como devoto da eucaristia, uma de suas palavras derradeiras foi: “A Santa Missa é a última coisa que dispenso.” Pregador talentoso, preparava os sermões e palestras com muito cuidado, e sua memória privilegiada permitia-lhe falar de cor. Um câncer generalizado maltratou seus últimos dias. Faleceu tranqüilo no dia 13 de junho de 1999, em sua residência, na capital gaúcha, enquanto os confrades rezavam o terço. (Pe. Víctor Hugo)

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 12 de junho de 2016

ELES NOS PRECEDERAM - PE. JOÃO DA MATA SPAETH CSsR

PE. JOÃO DA MATA SPAETH CSsR
+12 de JUNHO 1903 
De uma família de abastados lavradores, Pe. João nasceu a 5 de fevereiro de 1831, em Wilflingen, Alemanha. Teve dezesseis irmãos, entre os quais, seis irmãs religiosas. Não mostrando gosto nem aptidão para o trabalho do campo, seu pai achou que ele só daria para os estudos. Inteligente e aplicado, João chegou aos cursos da universidade da Tübingen, distinguindo-se sempre pela sua seriedade e respeito em tudo. Em 1855 foi ordenado Sacerdote diocesano e, a 2 de agosto de 1858, ingressou no noviciado da C.Ss.R. professando no ano seguinte. Durante anos viu-se praticamente foragido, fugindo de uma cidade para outra, devido à perseguição religiosa de Bismark. Até que, em 1894, ofereceu-se para integrar a turma dos primeiros redentoristas bávaros que viria para o Brasil. E sua primeira preocupação foi arranjar uma boa espingarda e treinar a pontaria, para matar onças e outros bichos que por aqui encontrasse... Chegando ao Brasil, em 1894, foi designado para a turma destinada à fundação de Campinas, em Goiás. A viagem foi pesada para os seus anos já um tanto avançados e, em Campinas, não suportou a dureza daquela fundação. Doente e já um tanto surdo, foi transferido para Aparecida, onde aos poucos, pode recobrar a saúde. Mas como não conseguiu aprender suficientemente o português, seu trabalho resumia-se em fazer batizados e dar Comunhão na Igreja. Nos últimos anos soube suportar com muita conformidade a sua surdez que chegou a ser total. Um grande mérito do Pe. João: em diversas cartas ao Provincial da Alemanha, mostrou-se valente defensor da recém fundada Vice-Província, que esteve para ser suprimida devido à distancia, e outras dificuldades que alguns viam nas primeiras fundações. Faleceu a 12 de junho de 1903, em Aparecida, sendo sepultado ao lado do Pe. Eugênio Malhbacher.

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR