terça-feira, 15 de maio de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - Ir. BENEDITO CARMELINO DE OLIVEIRA CSsR

Ir. BENEDITO CARMELINO DE OLIVEIRA CSsR
+15 DE MAIO DE 2014
1) Origens:
Nasceu no dia 21 de agosto de 1931, em Paraisópolis – MG. Seus pais: Zeferino Góis de Oliveira e  Maria Júlia de Jesus.
2) A Vocação:
Chegou  na Comunidade de Pindamonhangaba a 17de janeiro de 1957. Fez a PROFISSÃO  TEMPORÁRIA: dia 02 de fevereiro de 1957, em Pindamonhangaba – SP. PROFISSÃO PERPÉTUA: dia 02 de fevereiro de 1963, em Aparecida – SP.
            03) Encargos:                                              
 a) O Ir. Carmelino era dotado de piedade exemplar e se adaptava bem à vida comunitária. Sabia aproveitar bem o tempo, dedicando-se aos mais diversos ofícios na comunidade. Sendo assim, procurou se aperfeiçoar em diversos ofícios práticos. Além de fazer um Curso de Teologia para Leigos, em 1974, fez Curso de Encadernador, Curso de Eletricista e Curso de Encanador Prático.
b) Residiu em diversas de nossas comunidades (geralmente casas de formação), sendo encadernador, porteiro, sacristão, hospedeiro, motorista, hortelão, eletricista, encanador e ecônomo. É difícil descobrir o ofício que ele  não tenha exercido. Por muitos anos, foi o encadernador de nossos livros da Biblioteca Provincial, quando ainda estava em nosso Seminário Maior Santa Teresinha, em Tietê/SP. Aí também, como motorista, foi auxiliar de nossa apicultura, especializando-se na caça de enxames de abelhas, que  se instalavam nas fazendas das redondezas.
c) Além de encadernador, era um bom letrista e gravador (letras douradas em capas de livros encadernados). Especializou-se na fabricação de velas, dando grande impulso a tal indústria que funcionava  em nosso Seminário São Geraldo, no Potim/SP. Sendo um bom músico e possuindo boa voz, participava, como voluntário, do Coral do Santuário de Aparecida.
04) Comunidades e cargos exercidos:
De 1957 a 1962 (julho), em Tietê-SP: como encadernador, porteiro e sacristão;
De 1962 (agosto) a 1963, em Pindamonhangaba-SP, segundo noviciado;
De 1963 a 1964 (abril), em Tietê – SP, como encadernador;
De 1964 (maio-dezembro), em Araraquara-SP, sacristão;
Em 1965, em Aparecida-SP (Sto. Afonso), porteiro e encadernador;
Em 1966, em São Paulo, no Santuário da Penha, sacristão;
Em 1967 (janeiro-julho), em Aparecida-SP, porteiro e encadernador;
De 1967 (agosto) a 1968 (fevereiro), em Goiânia-GO, sacristão;
De 1968 (março) a 1970, São Paulo-SP (Alfonsianum), porteiro, serviços gerais;
Em 1971 e 1972, em S. Paulo-SP, (Jd. Paulistano), hospedeiro, ecônomo;
De 1973 a 1977, em Tietê-SP, ecônomo e serviços gerais;
Em 1978, em Campinas-SP, ecônomo auxiliar;
De 1979 a 1982, São Paulo (Jd. Paulistano), ecônomo;
De 1983 a 1986, em S. Paulo (Pesquisas Relig.), gravador auxiliar;
De 1987 a 1989, em S. Paulo (S. Judas), gravador e compreiro;
De 1990 a 1996, em S. Paulo (Jd. Paulistano), ecônomo auxiliar;
Em 1997 e 1998, em Potim-SP (S. R. S. G.), fábrica de velas;
De 1999 a 2002, em Aparecida-SP,(Convento do Santuário), motorista;
De 2003 a 2008, em Aparecida-SP,(Propedêutico), ecônomo e serviços gerais;
De 2009 a 2010, Seminário Santo Afonso, em Aparecida;
De 2011 a 2014, Convento do Santuário.
           
A 15 de maio de 2014 passou por uma cirurgia por causa de um aneurisma abdominal, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá. Porém, mal saía da sala de cirurgia, teve outro aneurisma, quando não resistiu e veio a falecer. A missa de corpo presente foi às 16h00, no Santuário, seguindo-se  o sepultamento no Cemitério Municipal. Descanse em paz.
Pe. José Bertanha, C.Ss.R
Arquivista Provincial

Ir. Carmelino... um dos primeiros redentoristas que conheci, quando ainda eu era criança...; nos meus primeiros anos de padre, moramos juntos em Tietê (1976/1978)... era quem fazia as compras para o Seminário Santa Terezinha, na ocasião com 80 seminaristas além da comunidade religiosa... ótimo confrade... presença marcante e querida nas férias do Araguaia..... estou sentindo sua morte... fiquei sabendo agora à noite neste dia 15 de maio... morava em Aparecida-SP. O texto recebido do secretário da província de são paulo comunicando sua morte: "Faleceu ontem (15.05.2014) em Guaratinguetá, Hospital Frei Galvão, o Ir. Benedito Carmelino de Oliveira. Nessa tarde, passou por uma cirurgia por causa de um aneurisma abdominal. Mas, enquanto deixava a sala, teve outro aneurisma e não resistiu, vindo a falecer. Missa de corpo presente, dia 16.05.2014, às 16h00, no Santuário, seguindo-se o sepultamento no Cemitério Municipal"....(Pe.Maurício-FC) 

Querido Irmão Carmelino, moramos juntos também, em Campinas no Taquaral, cuidei dele numas das várias crises de maleita que ele pegou no Araguaia. Tenho mais um amigo no céu!!!!!!Jose Alcides Marton 

Deixou muitas saudades! Grande ser humano. Nunca se esqueceu de qdo morou em Tietê. Descanse em paz.
Bom dia Ierardi. Eu gostava muito do Carmelino, pois ele morou muito tempo aqui em Tietê e onde a gente se encontrava ele era sempre festivo.Abs. Diva Maria Hernandes


Irmão Carmelino fez o noviciado em 1956 com a minha turma. Certa ocasião, conversando com ele, contei-lhe este detalhe, acrescentando que eu saí dias antes do retiro preparatório para vestir a batina em 02 de fevereiro de 1956, como esta já estava pronta, haveria a possibilidade de que ela tenha sido destinada a ele.Alexandre Dumas.
 Alexandre Dumas Pasin de Menezes, não me lembro de você no seminário, mas você quando fala do seminário, fala com tanto amor e muita saudade, que fico pensando: eu nunca deveria ter saído de lá. Você é um ex diferente, que admiro.Abner
Agradeço o seu elogio, o seminário foi um marco em minha vida, até hoje, vivo o trauma de uma saída que não queria, mas se tornava necessária, minha fé se desvanecia, era importante a reflexão, optar por um rumo diferente à lavagem cerebral, encontrar o Cristo puro e verdadeiro, que nos trouxe a mensagem do amor, criando o cristianismo, cisma do judaismo, nada mais que isso, o resto é criação de mentes insanas que nos confundiram através dos tempos e criaram céus, infernos, dogmas e castigos além da morte. Alexandre Dumas
 Eu admiro você em tudo isso, porque sinto mais ou menso assim, saí por uma bobeira, e uma vez conversando com o Libardi, ele me disse: "A Congregação perdeu muita pessoa que faria diferença agora, e saíram por bobeira." Talvez seja esse o nosso caso. Precisamos conversar mais.Abner 
Ahahahahah. isso o meu problema. Não entrei para sair. No entanto, as coisas acontecem. abr. Uma prece ao Carmelino, quase carmelengo. Pequeno na estatura, mas grande de coração. Adilson José Cunha
QUE PENA QUE NÃO FICAMOS, SE TODOS NÓS LÁ HOJE ESTIVÉSSEMOS, TALVEZ AS COISAS ESTARIAM MELHOR, GENTE CULTA E INSERIDA NOS PROPÓSITOS DE SANTO AFONSO, NÃO PODEMOS LUTAR CONTRA A REALIDADE, SOMOS EX-SEMINARISTAS E NOSSO SONHO FOI SEPULTADO EM REALIDADES DIFERENTES, POR MUITO TEMPO CONVIVEMOS, ALGUMAS VEZES CONFLITAMOS, AS COISAS BOAS QUE APRENDEMOS, AS BELAS HORAS QUE PASSAMOS, SOMENTE DELAS LEMBRAREMOS..
Essa questão de ficar ou sair é muito individual...no meu caso, fui à sala do então diretor Padre Brandão e disse:
-Padre vou sair do seminário...
Ele estranhou muito minha atitude e quis saber a razão pois não esperava por isso...
-Padre, saio por orientação do meu confessor o Pe.Azevedo....
Imediatamente ele aceitou o meu recado.... Sobre tudo isso tenho uma história particular que quis colocá-la em fórum em alguns dos encontros da UNESER... até para debater uma situação de quem sai para o casamento e depois pleiteia a eucaristia no recasamento... mas os encontros foram sempre mais para o "oba oba" do que para oportunos debates de antigos seminaristas!!!! Ierardi

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. ALTINO ALVES DE SOUZA CSsR

IR. ALTINO ALVES DE SOUZA CSsR
+15 de MAIO 2001 
Nasceu em Nova Granada SP, dia 07 de fevereiro de 1932. Seus pais: Manoel Alves de Souza e Jerônima Jácomo de Souza Entrou para a Vida religiosa em São Paulo, em nosso Convento do Jardim Paulistano, em 24.07.1967. Fez o Postulantado, em Aparecida, em 1967. Dia 01.02.1968 recebeu a batina redentorista e começou sua experiência religiosa no Seminário São Geraldo no Potim. Fez o Noviciado em Aparecida, de 01.02.1969 a 02.02.1970, dia em que fez sua Profissão Religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor. Em Tietê formou-se na Escola Técnica de Comércio. Morou em várias comunidades da Província. Fez sua Profissão Perpétua na Congregação Redentorista, em São João da Boa Vista em 01.08.1977. Em 1979, por, pediu dispensa dos votos, para poder ajudar sua família e resolver problemas familiares. Em 21 de setembro de 1994 pediu o retorno à Congregação Redentorista. Foi aceito. Depois de um ano de experiência, fez novamente sua Profissão Religiosa na Congregação Redentorista. Isto aconteceu dia 24.09.1995, em Tietê Dia 31.08.1997, em Aparecida, fez sua Profissão Perpétua na Congregação do Santíssimo Redentor. Durante os anos de sua Vida Religiosa, Ir. Altino, por ser formado em Comércio, sempre trabalhou na contabilidade das comunidades onde morou. Sempre foi um religioso piedoso e correto em seu servi. Era de fácil comunicação. Infelizmente sua saúde logo comeu a manifestar problemas pulmonares. A falta de ar o fazia sofrer muito. Estava morando ultimamente no Convento do Santuário, quase que preso ao balão de oxigênio. Nos timos dias, esteve internado na UTI do Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá. A faleceu, no fim da tarde do dia 15 de maio de 2001. Sepultado em Aparecida, no dia 16 de maio de 2001.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 14 de maio de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÔNIO GIRARDI CSsR

PE. ANTÔNIO GIRARDI CSsR
+14 de MAIO 1986 
Nasceu numa fazenda no município de Colina - SP. Eram seus pais José Girardi e Amélia Corci. Uma família de 10 irmãos. Entrou para o juvenato de Aparecida no dia 9 de fevereiro de 1944. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, onde professou no dia 2 de fevereiro de 1952. Fez os estudos de filosofia e teologia em Tietê, onde foi ordenado sacerdote no dia 25 de janeiro de 1957. Trabalhou nas seguintes comunidades do Estado de S. Paulo: Penha – São Paulo, Aparecida, São João da Boa Vista e no Jardim Paulistano. Fez o 2º noviciado no primeiro semestre de 1964 no Jardim Paulistano. Começou sua vida missionária fazendo parte da equipe de Araraquara (1965 e 66). Foi transferido em fevereiro de 1967 para a Vice-Província de Brasília, onde permaneceu até sua morte. Fez opção definitiva pela Vice-Província. Pe. Girardi era um confrade muito fraterno, piedoso e alegre. Gostava de cantar, de jogar futebol e especialmente de uma pescaria. Depois da Festa de Trindade sempre tinha lugar cativo na Excursão ao Araguaia. Nos últimos tempos queixava-se de gastrite e de problemas de coluna. Foi operado de hérnia de disco em Brasília. Em um ano emagreceu 13 quilos. Resolveu vir para São Paulo, procurando recursos mais especializados. Chegou no dia 14 de abril de 1986. Quatro dias depois foi operado: câncer no estômago, um dos mais virulentos. As metástases do câncer atingiram o cérebro, deixando-o meio paralítico. Suas irmã, religiosa franciscana, assistiu-o em seus últimos dias. No dia 11 de maio entrou em coma. Faleceu em nosso convento do Jardim Paulistano, no dia 14 de maio de 1986, pelas 7,45 horas da manhã. Foi sepultado em Aparecida, no mesmo dia, depois da missa de corpo presente, na Basílica Nova. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
PADRE GIRARDI E SUAS IRMÃS FREIRAS

sexta-feira, 11 de maio de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ELIAS PEREIRA DA SILVA CSsR

PE. ELIAS PEREIRA DA SILVA CSsR
+11 de MAIO 1989 
Pe. Elias nasceu dia 22 de março de 1933, em Santa Rita de Caldas - MG. Seus pais foram Olinda Leal de Carvalho e Alfredo Pereira da Silva. Em 1945, entrou para o Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida. Fez o noviciado em Pindamonhangaba e dia 02 de fevereiro de 1953 professou, indo para os estudos filosóficos e teológicos em Tietê-SP. Ordenado dia 01 de janeiro de 1958, em Aparecida, em 1959 começou seus trabalhos pastorais como coadjutor na paróquia da Penha, em São Paulo. Em seguida, trabalhou na igreja de Santa Teresinha, em Tietê. Daí voltou para a Penha, em 1961 para dar início, como diretor, a um Pré-Seminário, No fim desse mesmo ano era transferido para o Seminário Santo Afonso. Dois anos depois retornava à Penha para dar prosseguimento a seu trabalho no pré-seminário. Como homem de sete instrumentos, Pe. Elias foi mestre dos noviços irmãos, encarregado da pastoral vocacional, ecônomo auxiliar da Província, pertenceu à equipe missionária, superior das comunidades de Sacramento-MG e São João da Boa Vista - SP, e dedicou-se ao apostolado entre os romeiros em Aparecida. Aí se manifestou um câncer no fígado. Operado, parecia recuperado, mas logo outros tumores malignos apareceram e teve de passar pelos sofrimentos da quimioterapia e por novas cirurgias. Suportou com fé e paciência os sofrimentos constantes. Deixou esta vida dia 11 de maio de 1989, às 18,30 h., no Hospital Sírio- Libanês. Pe. Elias era de muita piedade, homem sério, austero e observante, um educador bastante exigente, admirado pela retidão de caráter, decisão e firmeza de posições. Ao mesmo tempo, não sabia negar seu apoio aos necessitados, lançando-se generosamente aos trabalhos sem medida e sem medo. (Pe. Víctor Hugo)
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Padre Elias foi meu colega no Colegião. Se professou em 1953, foi da turma do padre Zômpero e, consequentemente, convivemos por três anos. Lembro-me bem dele, sua fisionomia não mudou, era exatamente esta da foto. Alexandre Dumas

quinta-feira, 10 de maio de 2018

ELES NOS PRECEDERAM - IR. OSVALDO (FRANCISCO XAVIER OSTNER) CSsR

IR. OSVALDO (FRANCISCO XAVIER OSTNER) CSsR
+10 de MAIO 1916 
Fôssemos olhar para a breve existência desse Irmão, ou para os seus quatro anos, apenas, de vida religiosa, seríamos levados a pensar que pouco ou nada ele chegou a realizar neste mundo. Mas, lendo o que ele nos deixou numa de suas poucas cartas, podemos concluir que, embora tenha vivido tão pouco, o Irmão Osvaldo realizou muito, simplesmente porque procurou fazer sempre a vontade de Deus. Nascido em Eyberg (Alemanha) a 29 de março de 1890, ainda garoto aprendeu a fabricar cerveja, passando depois a trabalhar em famosas cervejarias alemãs. Em 1912 entrou na C.Ss.R. professando no ano seguinte. Em 1914 veio para o Brasil, e ficou em Aparecida, sendo após alguns meses, transferido para a Penha. Aí fez sua profissão perpétua (1915) sentindo já sua saúde bastante abalada. 
— “O sol me causa pontadas no coração, de maneira que às vezes nem consigo respirar”. — escrevia ele ao Vice-provincial, dias antes da profissão.
Alimentava, no entanto, esperanças de poder trabalhar, dizendo: 
-“Minha perna já está melhor, e o coração também. Posso ainda fazer os trabalhos de casa”. 
Cardíaco sem saber, o Irmão já estava com seus dias contados. Mas estava preparado. Sua conformidade e espírito de fé aparecem na referida carta, quando diz: 
-“Como ficaria contente se tivesse saúde! Mas, como Deus quer assim, é assim que eu também quero. O principal é que, em todos os momentos de minha vida, possa eu fazer a vontade de Deus e dos Superiores”. 
E essa vontade de Deus manifestou-se logo. Piorando sempre mais, num estado de extrema fraqueza, Irmão Osvaldo passou seus últimos meses de vida em oração, e plenamente conformado. Veio a falecer na Penha a 10 de maio de 1916. Tinha apenas 26 anos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 9 de maio de 2018

ELES NOS PRECEDERAM - IR. GASPAR NUSSHART CSsR e PE. MATHIAS RAUS CSsR

IR. GASPAR NUSSHART CSsR
+9 de MAIO 1914 
Duro e resistente como uma noz — é o que significa o sobrenome deste nosso Irmão Gaspar. E assim ele foi realmente. Forte e sadio na infância, tornou-se depois um rapagote alto, corpulento, dotado de uma força que talvez fizesse inveja a algum trator. Entrou para a C.Ss.R. após uma Missão pregada pelos nossos na sua terra. Terminado o noviciado em 1869, precisou servir o exército, voltando depois para professar. Durante anos trabalhou nas nossas casas da Alemanha distinguindo-se na construção do juvenato de Dürnberg, onde foi verdadeira máquina de trabalho para preparar o terreno, arrebentar e carregar pedras, cavar alicerces e levantar paredes. À noite, por não haver quarto, dormia num porão, sobre palhas, enfrentando o frio e a umidade feliz por estar servindo a Congregação. Em 1895 pediu e conseguiu licença para vir trabalhar no Brasil. Foi designado para Goiás, a pedidos do Pe. Lourenço Gahr, que já conhecia a força e disposição do Irmão para qualquer trabalho. Com incrível disposição o gigante Gaspar construiu logo uma serraria, canalizou um ribeirão, e começou a preparar tábuas e vigas, tiradas de enormes troncos que ele trazia da mata. Era material para a construção das casas de Campinas, Trindade e capelas vizinhas. Assentou um bom engenho para fabricar açúcar, cavou um poço de oito metros de profundidade para fornecer água para casa e, a fim de dar ao convento uma boa chácara, canalizou um córrego numa distância de nove quilômetros para irrigar verduras e arvoredo. Como era péssimo o caminho da casa para a matriz, nosso Irmão Gaspar abriu uma quase avenida de um quilometro à prova de qualquer enxurrada. Mas, com toda a sua força e disposição para o trabalho, o Irmão era também um homem de muita oração e vida interior. Nunca faltava aos atos comuns. Aos domingos e dias santos, ia de um lado para o outro, a fim de não perder nenhuma das missas que iam ser celebradas. Era com o terço às mãos que ele se dirigia para o trabalho, na mata, na serraria, na chácara, fosse onde fosse. As tardes de domingo ele as passava na capela da Casa, sempre de joelhos, meditando ou fazendo Vias Sacras. Interessava- se pelo trabalho dos Missionários, procurando informar-se do apostolado que realizavam. Já estava com 72 anos, quando, na festa do patrocínio de São José assistiu a missa na Matriz, levando depois a cruz processional na procissão de encerramento. Tudo terminado voltou para a Casa. Mas à hora do exame particular e do almoço ele não apareceu. A Comunidade estranhou, e quando o foram chamar no quarto, acharam-no caído no chão, vítima de um colapso. Colocaram-no na cama, e ele, ainda consciente, e com profunda piedade, recebeu os últimos Sacramentos. Faleceu às três horas, num sábado, dia 9 de maio de 1914. Terminavam 50 anos de trabalho e oração. 

PE. MATHIAS RAUS CSsR
+9 de MAIO  1917 
Foi Superior Geral de 1894 a 1909. Foi ele que encaminhou a vinda dos redentoristas da Província da Baviera para Aparecida e Goiás. Esteve pessoalmente na Baviera para abençoar e despedir- se dos padres e irmãos da primeira turma. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 6 de maio de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. ARGEMIRO SAVASSA CSsR

IR. ARGEMIRO SAVASSA CSsR
+6 de MAIO 1970 
Dado até agora como morto, Irmão Argemiro, desapareceu em circunstâncias trágicas. Era de Tietê, onde nasceu em 1940. Ingressou no Geraldinato (Potim) em 1956, fazendo sua Profissão perpétua em 1967. Trabalhou no Alfonsianum, como ecônomo, em Aparecida, como sacristão da Basílica, e foi porteiro em Tietê. Em 1968 foi para a Prelazia de Rubiataba, onde era principalmente o piloto de D. Juvenal Roriz. Seu curso em avião particular ele o fez em Goiânia, e a 12 de outubro de 1968 fez seu primeiro vôo sozinho. Em 1970, num vôo para Caixas do Sul a serviço da Prelazia, fez pouso em Tibagí -PR e daí saindo a 6 de maio às 4 horas da tarde, perdeu a rota devido ao mau tempo, desviando-se para o lado de Florianópolis. E aí desapareceu. Inúteis todas as buscas efetuadas pelo serviço de Aeronáutica. Queda no mar? Seqüestro? As duas hipóteses são prováveis. Mas o mistério ainda continua. Sobre o Irmão Argemiro escreveu depois D. Roriz: “Conheci bem de perto o nosso Irmão, com seu bom espírito, sua caridade e seu amor ao trabalho... Como piloto foi sempre consciencioso, prudente e seguro. Ainda agora, na última viagem, pediu-me que fosse com ele, não o nosso piloto de Rubiataba, mas um homem mais experiente, professor de navegação em São Miguel do Araguaia”. — Diante desta informação fica a duvida sobre as informações que o Irmão teria dado sobre o desvio da rota, falta de combustível etc. Um dia o mistério será revelado.

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

MINHA NOTA:Conheci o Ir.Savassa quando ainda estava no geraldinato do Potim em 1958. Uma vez, recordo que ele dirigia um tratorzinho para ajudar na plantação de frutas nas terras daquele seminário. Ele perguntou se eu queria acompanhá-lo. Aceitei e acomodei-me precariamente sobre o paralama traseiro do veículo que seguia em velocidade muito baixa.
De repente ele falou-me: 
-Segure forte que agora vou colocar uma primeira marcha!
Como desconhecesse tudo de automotivos, fiquei apavorado e disse, tremendo de medo:
-Por favor, não faça isso!!!!
Até hoje lembro-me o sorrisinho maroto dele, que sempre foi um bom brincalhão! Ierárdi

sábado, 5 de maio de 2018

PADRE ANTÔNIO CÉSAR MOREIRA MIGUEL - PARABÉNS MISSIONÁRIO REDENTORISTA!


Nasceu em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, no dia 05 de maio, dia da comunicação. Padre César Moreira trabalhou a maior parte de sua vida sacerdotal na área da comunicação. Por mais de 40 anos atuou no rádio e na Tv. Trabalhou profissionalmente nas rádios Globo, Excelsior, hoje CBN, Record, Capital, América, todas de São Paulo e Difusora de Goiânia.

Dirigiu a Rádio Aparecida de 1981 a 1990, e depois de um intervalo, voltou e de janeiro de 1997 a dezembro de 2005 foi diretor geral desta que é a principal emissora católica do País. É pós-graduado em Jornalismo e lecionou na Universidade de Taubaté em 1990 a 1998.
Foi presidente da UNDA-Brasil, organização da Igreja para os Meios de Comunicação Eletrônica, durante seis anos. Foi presidente da RCR, Rede Católica de Rádio, por dez anos.
Publicou os livros: “Tudo Eu? Quando a vida se torna uma desculpa”, “Palavras que vão e vêm”, “Lembranças do Padre Vítor na Rádio Aparecida”, “Comunicação também se Aprende”, “Religião Também se Aprende – vol. 1” e “Assunto do Dia:”.

Editou a revista Boa Notícia, da União dos Redentoristas do Brasil e tem publicado inúmeros artigos em jornais e revistas.

Na Rádio Aparecida foi o criador de diversos programas entre eles: Microfone aberto, Jornal dos Jornais, Solidariedade RA, RCR em debate e outros.
Participou há quase duas décadas do Programa do Eli Correia, no quadro “Momentos de fé”, respondendo às questões dos ouvintes.
Fundador e diretor geral da TV Aparecida por 6 anos -2006/2012.

COMUNIDADES ONDE VIVEU E CARGOS JÁ EXERCIDOS: 

De 1965 a 1971, em Tietê – SP, estudante de filosofia e teologia;

Em 1972, em Tietê – SP, formador auxiliar;
De 1973 a 1976, em S. Paulo (Jd. Paulistano), Secretariado Vocacional;
De 1977 a 1981, em São Paulo (Jd. Paulistano), programas na Rádio Aparecida e estudante de Comunicação Social;
De 1981 (15 de dezembro) a 1990, em Aparecida – SP, na Rádio Aparecida;
De 1990 a 1996, em São Paulo (Jd. Paulistano), de 1990 a 1993 trabalhava na UNDA - Brasil. De 1993 a 1995 foi conselheiro provincial;
De 1997 a ... , Comunidade das Comunicações, em Aparecida – SP, trabalhando na Rádio Aparecida. De 2005 em diante, também na TV Aparecida.

OBRAS PRODUZIDAS (escritas ou outras formas de arte ou ciência):
Novena Vocacional;
Palavras que vão e vêm;
Lembranças do Pe. Vitor na Rádio Aparecida;
Comunicação também se aprende;
Religião também se aprende;
Assunto do dia (5a. edição).


ELES VIVERAM CONOSCO - PE. GERMANO KÖNIG CSsR

PE. GERMANO KÖNIG CSsR
+5 de MAIO 1955 
Nasceu em Silberhütte (Alemanha) a 11 de abril de 1899. Ingressou no Juvenato da C.Ss.R. em 1909, e durante a guerra de 1914 foi oficial do exército alemão. Professando em 1920, foi ordenado em 1924, e no ano seguinte veio para o Brasil. Foi missionário durante alguns anos; Diretor e Professor do Juvenato, lecionando algum tempo no Seminário Maior de Tietê. Foi Superior da comunidade do Seminário Santo Afonso e diretor em nossos pré-seminários de Pindamonhangaba- SP e Pinheiro Marcado - RS. De físico forte, com uma formação rígida, quase militar, Pe. Germano foi sempre estimado, devido a sua humildade, sua calma, e piedade profunda. Quando missionário, em Araraquara, chegou a adoecer gravemente e, devido à extração de um rim, esteve às portas da morte. Restabelecido, porém, continuou trabalhando com o mesmo entusiasmo de antes. Mas a sua saúde e resistência que tanto prometiam, não foram tão longe com se esperava. A princípios de 1955, estando na comunidade de Tietê como confessor dos clérigos, sentindo-se cada vez mais fraco, foi internado no Hospital Santa Catarina, e os exames revelaram que ele estava com câncer. Operado, foi, após alguns dias, para o Hospital da Penha. Quando soube que seu caso não dava esperanças, respondeu muito calmo: “Posso morrer hoje mesmo”. Assistido por alguns confrades, à hora em que, na capela do Hospital, nosso Pe. Nogueira terminava a missa pelo enfermo, ele também terminou a missa da sua vida. Era o dia 5 de maio de 1955.

CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Saudades...RECORDAÇÕES....BELOS DIAS....I ENCONTRO DE EX-SEMINARISTAS

RAPIDINHO-MAIO-18 
Pe. MAURÍCIO BRANDOLIZE SACRAMENTO/MG: 
Vivi em Sacramento apenas um ano, em 1979. Depois vim para Goiás. Neste mês de abril, revivi muitas histórias e fotografias daquele tempo. Revi também várias fisionomias (como o tempo passa!!!) de pessoas queridas daquele ano. Tudo isso acompanhando as comunicações via whatsApp do grupo Seminário de Sacramento, formado por ex-seminaristas, padres e irmãos que por lá fizeram história. O grupo interagiu bastante em vista do evento realizado pela primeira vez, reunindo os protagonistas nesse final de abril. Para mim, apenas um ano em Sacramento, mas muito marcante. Um dos registros que mais me chamaram a atenção foi o orgulho, o amor entranhado que o povo tem pelo Seminário e por sua cidade. Na minha transferência, alguns me perguntavam: “Você não está contrariado em deixar Sacramento e ir embora para Goiás”? E eu respondia instantaneamente: “Não, eu agradeço a Deus que me concedeu a graça de viver pelo menos um ano em Sacramento”! 

PE. LUIZ CARLOS: O Seminário Santíssimo Redentor de Sacramento foi fundado em 1959. Seu primeiro diretor foi o Pe. Antonio Borges e eram 15 os seminaristas daquele ano. Segundo o Pe. Borges eram os quinze mistérios do Rosário. Dos quinze, foi ordenado o Luiz Carlos de Oliveira (no centro, na celebração dos seus 40 anos de sacerdócio, em 2015).
I ENCONTRO DE EX-SEMINARISTAS: Em Sacramento/MG. Sob fortes emoções o reencontro de amigos (depois de 50,40,30 anos) foi realizado no último fim de semana de abril: bispo (Dom Messias) e padres que lá estudaram... formadores e religiosos que lá trabalharam. Entre eles, estavam Pe. Éverson e Irmão José Alves que viveram e trabalharam lá na década de 70.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

ELES NOS PRECEDERAM - PE. NESTOR TOMÁS DE SOUZA CSsR

PE. NESTOR TOMÁS DE SOUZA CSsR
+30 de ABRIL 1945 
Nasceu em Miracema - RJ a 29 de abril de 1891. Era coroinha da Matriz, quando os nossos pregaram as Missões na sua cidade. Entusiasmado, o garoto pediu aos missionários que o levassem para Aparecida; queria também estudar para Padre. Vivo, inteligente, foi sempre um dos melhores alunos do seu tempo. Iniciou o noviciado em 1909 e professou no ano seguinte. Seus estudos superiores ele os fez na Alemanha, suportando, as agruras da guerra mundial de 1914. Ordenado em 1915, voltou para o Brasil, sendo logo designado para professor no Juvenato. Mas, feito o segundo noviciado iniciou sua vida de missionário que durou uns trinta anos, em sucessivas Missões e Retiros, em cidades de São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Goiás. De temperamento colérico, Pe. Souza era exigente em matéria de ordem e disciplina em tudo. Sua firmeza, às vezes um tanto dura, principalmente com seus súditos, causou-lhes não poucos aborrecimentos como superior que foi em Araraquara e Cachoeira do Sul. Isso ele reconheceu e lamentou mais tarde, penitenciando- se das suas fraquezas. Se nas missões não se poupava, em casa era o homem do seu quarto, lendo, escrevendo, estudando sempre. Conhecia muito bem as bibliotecas de nossas casas, em matéria de livros e revistas. Seus sermões e conferências primavam pela clareza e conteúdo; em linguagem fácil, cheia de vida e colorido, prendiam os auditórios mais exigentes. Ótimo escritor, devido às suas atividades missionárias, pouco pôde realizar no apostolado da pena. Mesmo assim, ainda nos deixou a tradução de “Os Exercícios da Missão”, de Santo Afonso e, em manuscrito, um alentado trabalho sobre nossas fundações em Goiás, Araraquara, Pinda e Rio Grande do Sul, bem como doze cadernetas, com um Diário das suas missões. Durante a última missão que pregou, feriu com a unha uma espinha que lhe saíra no rosto. No momento pareceu-lhe coisa sem importância. Mas a espinha arruinou. Mesmo assim, ele não deu muita atenção ao caso, recorrendo, como remédio, a uma simples pomada. Afinal, instado pelo superior, foi ao médico que constatou tratar-se de séria infecção. Esta foi logo envenenando o sangue, e Pe. Souza, antes no vigor de suas forças, percebeu a gravidade do caso. Aceitou aquela situação de total imobilidade, em meio a dores horríveis. Com a coragem que sempre o caracterizou, e com uma calma admirável, esperou pela morte. E esta chegou, levando-o para a vida eterna, a 30 de abril de 1945.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 29 de abril de 2018

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JOSÉ MARIA PRADA CSsR

PADRE JOSÉ MARIA PRADA CSsR 
+29 DE ABRIL 1991 
O Pe. José Maria Prada era missionário redentorista da Província de S. Paulo. Ele nasceu em Portugal, em 1928 e foi ordenado em 1953. Trabalhou em Angola, África, até 1975, quando veio para o Brasil. Morou em Garça – SP, em Exu – PE e depois foi nomeado Pároco de Salgueiro – PE. Em Salgueiro, um dia, um senhor muito influente e rico na cidade o procurou, junto com a sua noiva, querendo se casar na Igreja. Ele dizia que morou com uma mulher em outra cidade distante dali, mas sem se casar na Igreja. Pe. Prada entrou em contato com a Paróquia daquela cidade e esta lhe mandou a certidão de casamento dele. O padre lhe mostrou e disse que não poderia fazer o casamento.  O homem, primeiro prometeu dar muito dinheiro para o padre se ele fizesse o casamento, mas este não quis. Então o homem ameaçou e disse que mataria o padre, se ele não fizesse o casamento. Pe. Prada foi inflexível, disse que morreria, mas não faria o casamento. Então o homem foi a sua casa, pegou um revólver, veio e deu cinco tiros no Pe. Prada, que morreu na hora. Eram onze horas do dia 29/04/1991. Na Missa de corpo presente, presidida pelo Sr. Bispo da Diocese, que é Petrolina, e concelebrada por todo o clero da diocese, estavam presentes uma enorme multidão. No enterro, levaram, em uma cruz, a camisa ensangüentada do Pe. Prada.

sábado, 28 de abril de 2018

FOI NA CASA DO CARPINTEIRO

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
Há tanta gente admirável na Bíblia e na história cristã. Mas, entre todos para mim tem lugar especial o carpinteiro José, o esposo de Maria, e para todos os efeitos pai de Jesus. Homem justo, amoroso, pronto e disponível para Belém ou para o Egito. Devia ser mesmo muito bom, pois foi muito amado por Maria, a melhor de todos nós. Ajudou o Filho de Deus encarnado aprender a falar, a andar, a orar, a dominar a madeira e a pedra. E quando chegou o momento, foi em paz, certamente tendo as mãos entre as mãos de Maria e Jesus. Bom exemplo para mim, que sempre me acho não valorizado, e ainda não aprendi a importância das pequenas coisas, das palavras sussurradas bem baixinho e só ouvidas pelo coração.
SÃO JOSÉ
E
O MENINO JESUS