sábado, 18 de fevereiro de 2023

PADRE GAMBI - "Conversando sem segredos" "AMOR E CASAMENTO"

PADRE ORLANDO RICARDO GAMBI(+)
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Hoje em dia, são muitos os casais que fracassam. 
Nós dizemos, simplesmente, que eles deixaram de se amar. 
Mas será que não podemos perguntar se, de fato, eles se amaram algum dia?
Enganam-se aqueles que pensam que o amor começa no dia do casamento! 
No dia do casamento ele apenas toma novas formas e se manifesta de um modo mais sensível para que se cumpram os desígnios de Deus. 
Não existe nenhuma fórmula de amor que não traga um compromisso! 
E nenhum compromisso é guardado e cumprido sem amor! 
Quem brinca com os compromissos do amor acaba fazendo do amor um brinquedo! 
Existe um tempo de longa preparação para o amor. 
É o tempo do namoro. 
É durante este tempo que os dois devem dar-se seriamente ao estudo do mútuo conhecimento. 
Da negligência no estudo é que nasce a superficialidade. 
Ser superficial é ser pessoa sem estímulo, pessoa que se contenta com o “mais ou menos”, pessoa que sabe de tudo apenas um pouco ou pouco faz de tudo, até das coisas mais sérias. 
Como é que muitos casais encaram o tempo do namoro e como é que muitos namorados namoram? 
Há muitos que lamentam o tempo perdido do namoro, e outros aproveitam o tempo no namoro para a perdição. 
Um casamento feliz não se improvisa nem é dado a ninguém como presente de Natal! 
Dizem por aí que um bom casamento depende da sorte, mas ninguém terá sorte no casamento se se preparar mal. 
Se o casamento dependesse da sorte, não saberia explicar porque há tantos casamentos cheios de azar, nem saberia dizer porque o azar acabou com tantos casamentos que começaram com tanta sorte! 
Muitos aprendem muita coisa durante o namoro, menos o respeito e a decência.
Descobrem as facilidades, as vantagens, o delírio e a paixão, coisas que o próprio instinto já sabe e conhece, mas não chegam a perceber a que rumos levam a licenciosidade, nem dão conta das conseqüências do amor desenfreado. 
O que muitos chamam de “prova de amor” nada mais é do que aquilo que há de ser, amanhã, a mais dura provação do amor! 
Quem quer amar sem renúncias, amanhã acaba renunciando ao próprio amor. 
Há muitos casais que vivem sem queixando de seu desajustamento, e perguntam o porquê da infelicidade de seu amor. 
Costumamos dizer que o que passou, passou... 
Mas, nem sempre é assim. 
Na vida há muita coisa em nós que passa e que, no entanto, fica, pelas impressões que deixa no coração. 
Namoro com liberdade de amor não dá liberdade ao amor. 
Por isso há tantos casais, que querem libertar-se do amor pelo amor da liberdade!
Quem dá liberdade às paixões do amor, ama sem liberdade e se apaixona sem amor! 
Quem faz “experiências” de amor antes do casamento, só depois é que terá a experiência do que é um casamento se amor! 
Mas como é que se preparam os que vão casar? 
É melhor perguntar como é que se preparam os que já estão decepcionados e arrependidos de se terem casado! 
E por que é que muitos se arrependem do casamento? 
Por que descobrem que o casamento é um mal ou por que descobrem que já se esgotou todo o bem que eles esperavam do casamento?
Qual é o maior bem do casamento? 
Um coração sem vida de amor. 
O egoísta também ama, mas nele quem dirige o sexo é o instinto e não a inteligência e o coração. 
Quem ama de coração, compreende que o amor não é só sexo, que o amor sexual só une dois seres se é impulsionado pela força do amor dos corações. 
Em muitos, o amor sexual é o que mais apaixona e é também o que mais depressa decepciona. 
Em outros, felizmente, o amor sexual nunca decepciona porque o amor nunca teve pressa! 
Pensem nisto todos aqueles que desejam casar-se! 
O casamento é uma longa vida de amor, mas o que vale a duração da vida de um casamento sem amor? 
Nas telas de cinema, em geral, também nas televisões, as atrizes e os artistas representam as cenas mais tristes do amor, com adultérios, infelicidades, desquites e separação. 
Mas o pior é a tristeza que a gente tem de ver a vida de adultérios e de infelicidades de tantos casais sem amor! 
O casamento é uma vida, não é uma aventura. 
Quem se atira às aventuras não tem amor à vida, e quem se casa sem amor só terá uma vida de aventura!

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ALEXANDRE MORAIS CSsR

PE. ALEXANDRE MORAIS CSsR
+18 de FEVEREIRO 1972 
Sobrinho do nosso Pe. Orlando Morais e, como o tio, acanhado e tímido. Era goiano, filho de fazendeiros do município de Silvânia, e nasceu a 13 de julho de 1909. Estudou no Juvenato (Aparecida) e professou em abril de 1931, indo, depois, fazer seus estudos superiores na Áustria e Alemanha. Ordenado a 3 de maio de 1936, voltou para o Brasil, iniciando seu apostolado em Aparecida. Trabalhou, depois em todas as Casas da Província, como missionário, professor em Tietê, superior e vigário na Penha, bem como no Jardim Paulistano por duas vezes. Dada a sua simplicidade, Pe. Morais foi sempre um confrade que todos estimavam. Soube ganhar a amizade dos seus paroquianos, justamente devido ao seu modo de ser: humilde, simples e despretensioso. Ótima inteligência, falava e escrevia com facilidade; mas foi homem mais do trabalho do que dos estudos. Como Vigário no Jardim Paulistano, esmerou-se na decoração da igreja, e soube ganhar o interesse dos paroquianos para as obras de assistência da Paróquia. Passou seus últimos dias em Campinas (GO) sempre dedicado em atender os trabalhos na igreja. A 18 de fevereiro de 1972 celebrou a Missa de 60 anos de casamento de seus tios, com planos de vir, logo depois, passar uns dias de férias em São Paulo. Após o almoço da festa com a família, sentiu os primeiros alarmes do enfarte que o deveriam levar. Mas ele não os entendeu. E antes de ir repousar um pouco, ainda na casa de seus tios, foi ao banheiro. Logo ao entrar, porém, teve um enfarte do miocárdio. Sua queda foi ouvida, e os familiares correram para o socorrer. Mas ele já tinha ido para as suas férias eternas. Qua hora non putatis...
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

PADRE MASSERANI - 3-A MISSÃO POPULAR E SUA ORIGEM ( dados históricos - Província de São Paulo )

PADRE LAURO MASSERANI(+)
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
NA PAZ DO SENHOR
Em Scala, dia 9 de novembro de 1732, Afonso Maria de Ligório e companheiros dão os primeiros passos de um novo instituto missionário. Era a Congregação do Ssmo. Redentor. São os redentoristas de hoje. Fazemos uma constatação de historiador: 1. A Congregação Redentorista nasce essencialmente missionária. 2. O seu ser missionário se realiza plenamente na pregação itinerante. 3. A missão redentorista não é qualquer forma de pregação itinerante, mas uma forma particular de evangelizar que se realiza em comunidade. 4. As outras atividades da Congregação foram organizadas em função da missão. A "vida devota" em nossas Igrejas foram introduzidas como meio de perseverança e assistência contínua. Hoje poderíamos dizer "centros missionários". Os ‘retiros fechados" foram organizados para dar aos pobres mais abandonados, aos nobres e ao clero condições de fazer estáveis os frutos da missão. 
O terremoto do Vaticano II 
O Concílio Vaticano II provocou na Igreja toda uma mudança radical. Em nome do "aggiornamento" tudo o que era de ontem foi sepultado por uma monumental terraplanagem. As missões populares também. Os pequenos grupos missionários que restaram por ai atendiam a bispos e padres conservadores. E o que era pior, ser missionário itinerante era muitas vezes objeto de chacota e escárnio. Não resta dúvida que os métodos, a estratégia, conteúdos missionários deveriam passar por uma ampla revisão. As missões deveriam assumir o novo modelo de Igreja pós-conciliar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

PADRE MASSERANI - 2-A MISSÃO POPULAR E SUA ORIGEM( dados históricos - Província de São Paulo )

Pe.LAURO MASSERANI (+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Redescoberta da missão itinerante.
 
Na tardia Idade Média volta-se a descobrir a missão itinerante dentro do corpo da cristandade. Os movimentos contestatários, pensemos nos valdenses em Lião. Entre as ordens religiosas inicia o movimento os premonstratenses. Ele se amplia com os franciscanos e dominicanos. As universidades estudam os códigos dos evangelhos, abrem as mentes. Mas existe um problema. Cada proclamação da Palavra que ultrapassa os limites definidos pelo direito eclesiástico, EXTRAORDINÁRIA, "extra-ordinem" e por isso mesmo, suspeita. A pregação itinerante introduz objetivamente um elemento de ruptura nas estruturas da igreja local. A aparição dos "profissionais da palavra", na sua maioria de formação universitária, causa uma perturbação nas estruturas locais fortemente centralizadas. Imaginemos o terremoto que essas pregações causam diante dos bispos e cônegos, verdadeiros senhores feudais de suas dioceses e paróquias. Somente na França, de 1250 a 1550, fundam-se 800 conventos pertencentes às quatro maiores ordens de pregadores: franciscanos, dominicanos, carmelitas e agostinianos. Esta situação de conflito e desestabilização entre bispos e grupos itinerantes vai se tornar mais aguda e ao mesmo tempo ter uma solução com a outorga aos franciscanos por Martinho IV do Privilégio de Isenção.1281. Com este privilégio eles podiam pregar e confessar em qualquer parte. Estas ordens, apesar de seus conflitos entre si, sabiam partilhar certos benefícios e privilégios. Conclusão: tornaram-se uma organização paralela a dos bispos e com muitas vantagens. Dependiam diretamente do Papa, tinham a universalidade a seu dispor e a mobilidade. Disponíveis para andar. As paróquias foram aos poucos ficando apenas com a função administrativa e sacramental. 
As missões populares e a reforma tridentina . 
O Concílio de Trento provocou uma onda de evangelização na Igreja. Os papas e bispos pos-tridentinos souberam aproveitar as missões populares como um instrumento ágil para fazer frente à onda reformadora protestante. Fundaram-se novos institutos ágeis para fazer frente à onda reformadora protestante. Fundaram-se novos institutos missionários e até grupos de padres diocesanos com o intuito de pregar missões afervorando os católicos e defendendo-os das idéias heréticas. São os grupos missionários. Duma pregação missionária individual passou-se para uma ação coletiva. Nesse contexto aparecem os jesuítas e os lazaristas. Os séculos XVII e XVIII são os séculos de ouro das missões populares. A historiografia mais recente não só o admitem, mas tendem a dar a missão popular um lugar fundamental, amplamente desconhecido, na preservação da fé nos países que permaneceram no catolicismo. É neste contexto que nasce nossa Congregação do Ssmo. Redentor.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÔNIO QUEIROZ DOS SANTOS CSsR

PE. ANTÔNIO QUEIROZ 
DOS SANTOS CSsR
*01 de Novembro de 1940 
+15 de Fevereiro de 2016 
Pe. Antônio Queiroz nasceu a 01 de novembro de 1940, em Frutal (MG), no Triângulo Mineiro, filho de João Lau de Queiroz e Ana Esméria de Queiroz. Ele é o segundo de uma família de seis irmãos. Foi batizado em Frutal, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no dia 24 de dezembro de 1940. A crisma ele recebeu quando já estava no seminário, em Aparecida, no ano de 1964. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida, no dia 28 de janeiro de 1959. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba durante o ano de 1965. Aí professou na Congregação aos 02 de fevereiro de 1966. Iniciou os estudos de Filosofia primeiro no Seminário Santa Teresinha, em Tietê (SP), no ano de 1966, completando no Alfonsianum, em São Paulo SP, na Rodovia Raposo Tavares, onde também cursou a Teologia. Sua Profissão Perpétua foi celebrada no Alfonsianum, a 25 de julho de 1971. Sua ordenação diaconal aconteceu aos 19 de dezembro de 1971, no Jardim Paulistano, pela imposição das mãos de Dom Juvenal Roriz, Bispo da Prelazia de Rubiataba/Mozarlândia (GO). Foi ordenado sacerdote, em Frutal (MG), aos 27 de agosto de 1972, por Dom José Pedro Costa, Administrador Apostólico da Arquidiocese de Uberaba MG. Iniciou sua vida apostólica em janeiro de 1973, como Vigário Paroquial na Paróquia de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, no Jardim Paulistano, São Paulo (SP). De 1974 a julho de 1976, assumiu o ofício de Vigário Paroquial, na Paróquia de São Pedro, em Garça (SP). De agosto de 1976 a dezembro de 1979, morou em São João da Boa Vista, como membro da Equipe Missionária. De 1980 a 1982, passou a residir no Seminário Santo Afonso, como responsável pelo Secretariado Vocacional da Província. Em 1983, foi transferido novamente para São João da Boa Vista como auxiliar do Mestre de Noviços. Em 1985, voltou ao Seminário Santo Afonso, em Aparecida, novamente como responsável do Secretariado Vocacional. Em abril de 1991, foi transferido, a seu pedido, para a periferia de São Paulo, para a Cidade Tiradentes, onde permaneceu apenas alguns meses. Pediu então para trabalhar na Diocese de Bom Jesus da Lapa BA, na cidade de Correntina, aí chegando em agosto de 1991. Depois desta experiência missionária voltou à Província em 1993, morando no Jardim Paulistano até que em 1994, passou para a nossa Vice-Província de Recife PE, morando na comunidade Nossa Senhora Aparecida na UR-5 Ibura. Foi um dos fundadores desta comunidade na periferia de Recife onde trabalhou na Pastoral e na formação do Pré-Noviciado. Em 1995, voltou para a Província, residindo em Aparecida, na Comunidade do Santuário, trabalhando na Pastoral dos romeiros. Em 2006, foi transferido para São João da Boa Vista, trabalhando na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E em 2009, retornou para Aparecida, integrando novamente a Comunidade do Santuário Nacional até o fim de sua vida. Pe. Queiroz trabalhou muito com a juventude, especialmente em São João da Boa Vista e em Aparecida, criando um movimento chamado Encontrinhos nas Escolas. Desta experiência publicou dois livros. Em seus programas na Rádio Aparecida, especialmente na apresentação da Consagração a Nossa Senhora, no horário das 15 horas e também em suas homilias contava muitas histori-nhas e o povo apreciava muito isso. Durante vários anos teve um site próprio na internet onde publicou muitas dessas histórias que ele recolhia em todos os lugares. Depois fez este mesmo serviço no Portal A12 onde suas historinhas ainda estão à disposição dos internautas. Teve também um blog na internet chamado Liturgia Diária Comentada onde apresentava reflexões sobre a liturgia do dia. No dia 02 de fevereiro de 2016 celebrou os 50 anos de sua consagração religiosa. Nos últimos anos sua saúde veio piorando, agravada, sobretudo, por problemas cardíacos. Foi internado diversas vezes e na última seu quadro se agravou cada vez mais, vindo a falecer às 21h30 do dia 15 de fevereiro de 2016, sendo sepultado em aparecida, após missa celebrada às 16h00 no Santuário Nacional.  
Pe. José Inácio Medeiros, C.Ss.R.
Secretário e Arquivista provincial
    Descanse na paz paz do Senhor!
Pe. Queiroz, você tornou-se grande missionário redentorista, Sentiremos sua ausência nesta terra. Suas orientações nos caminhos da fé, em especial, através do seu testemunho de vida, do ministério sacerdotal, também por meio das ondas do Rádio, da TV , da internet, e do Santuário Mariano, será sentido profundamente por todos nós. Seu trabalho na Pastoral Vocacional Redentorista foi de suma importância a nossa juventude. Foi maravilhoso trabalhar contigo neste setor. Deus o acolha na eternidade, pois, semeou muitas sementes de amor, de fé, de esperança e redenção neste mundo. Em especial a minha pessoa, você foi sinal de bênçãos, pois pude aprender muito contigo. Trabalharmos juntos nas diversas atividades missionárias, sobretudo, a pastoral vocacional e tantas outras do Santuário Nacional de N.Senhora Aparecida. você foi e sempre será tesouro de inesgotável valor.. Obrigado! Você chamou e colocou muitas pessoas nos caminhos e seguimento do Redentor. - Deus o acolha na eternidade. Saudades eternas. Gratidão eterna!Ir.Manoel Aparecido dos Santos
Padre Antônio Queiroz, o que dizer? Fiquei consternado com esta notícia. Isso nos acontece quando pensamos aqui onde vivemos, embora ele já cumpriu sua missão e agora desfruta da eternidade. Conheci o Pe.Queiroz no primeiro ano em que estive no SRSA. Ele chegou como um seminarista "temporão", junto com  o Pe.Jadir. Não tive contato com ele, pois ele estava já na turma dos maiores e eu na dos médios(Não era permitido qualquer contato entre turmas!). Mas em visita ao Santuário de Aparecida, encontrei-o em um dos corredores da basílica.  
-Tampinha, disse-me ele com um forte abraço, que bom revê-lo!
Foi meu ultimo contato com esse grande amigo e colega de seminário. Deus o tem agora! Antônio Ierárdi Neto
Conheci Pe. Queiroz quando de sua ordenação Sacerdotal lá em Frutal. Na época eu era seminarista em Sacramento e nosso grupo foi à ordenação onde cantamos na cerimônia, sob a regência do Pe. Alberto Pasquotto. Aprendi a gostar do Pe. Queiroz e sempre que o encontrava ele demonstrava sua alegria e simpatia.Sebastião Paim
Foi um grande missionário... Tive a graça de trabalhar com ele, sobretudo na Pastoral Vocacional e também no Santuário Nacional de Aparecida. Irmão Manoel Aparecido

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

1-A MISSÃO POPULAR E SUA ORIGEM ( dados históricos - Província de São Paulo )

PADRE LAURO MASSERANI (+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A itinerância é um laço que une a evangelização cristã desde seu começo e a missão popular. A missão popular se identifica com a evangelização itinerante. Sua origem mais remota chega aos profetas bíblicos. Uma das características que dava autoridade ao profeta era que ele andava, saia de sua terra para cumprir a missão à qual fora chamado. Basta lembrar Jeremias, Elias e suas viagens, Jonas levado à força para Nínive. Jesus Cristo o itinerante Sob este ponto de vista, Jesus é o perfeito evangelizador itinerante. No seio de sua mãe Maria "vai às pressas" visitar a sua prima Isabel. Nasce fora de casa, foge para o Egito, vai morar em Nazaré com medo do filho de Herodes. Sai de sua casa para ser batizado por João Batista e sua vida se transforma numa caminhada que só vai terminar no alto da cruz. Ele assume o envio do Pai e o passa para seus discípulos. "Assim como Tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo" Jo 17,18. Essa frase dá o sentido todo da vida de Jesus e de sua maneira de evangelizar, do envio que faz dos seus discípulos e da própria Igreja, continuadora de sua missão. A missionariedade do mestre será a identidade de sua Igreja, dirá mais tarde Paulo VI ( E.N.14.)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

PADRE CLÓVIS - UM COPO DE LEITE PARA O MISSIONÁRIO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O padre missionário estava atendendo o povo há uma porção de horas.
Era interminável a fila dos que desejavam conversar com ele ou fazer a santa confissão. 
A noite ia avançando. 
Não encontrava uma brecha para ir tomar alguma coisa. 
Como que adivinhando a sede e a fome do missionário, alguém lhe trouxe um copo de leite bem gelado. 
Com a boca seca de sede e o estômago vazio, já estava prelibando o sabor daquela bebida. 
Antes de levar à boca, obedecendo às normas da civilidade, ofereceu a quem estava perto: 
-O senhor aceita? 
O romeiro, na sua simplicidade e enorme sede, aceitou.
Pegou o copo e sorveu até a última gota. 
O missionário, olhando para o fundo do copo vazio, disse sorrindo: 
- Bendito seja Deus. Sempre existe alguém mais precisado que a gente.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

PADRE CLÓVIS - SAUDAÇÃO BEM MOLHADA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Um missionário conta o que viu e sentiu, muitos anos atrás, quando visitou o chefe dos índios Massai na região de Kilimanjaro. 
O cacique o levou para conhecer a tribo. 
Todos rodearam-no, curiosos e alegres, pois nunca tinham visto um padre. 
Uma corrente de simpatia perpassou por todos, e a amizade se estabeleceu. 
Uma senhora aproximou-se com o filho no colo e pediu para o missionário cuspir na sua cabecinha. 
Era esta a maneira de abençoar entre eles, pois atribuíam força curativa à saliva. 
O missionário cumpriu o desejo da mãe, embora com certa repugnância. 
Vieram outras mães com criancinhas e com o mesmo pedido.
Depois vieram também os adultos. 
Finalmente os anciãos da aldeia. 
Quando a língua do missionário ficou seca de tanto cuspir, uma mulher trouxe-lhe água, com a qual molhou a garganta e matou a sede. 
O que veio depois, o padre não esperava. 
Não sabia que a maneira de agradecer a visita e a bênção, era cuspir no visitante. 
Foi tudo de uma só vez. 
A tribo inteira rodeou o missionário, e foi aquela cusparada na cabeça dele. 
Sentindo a chuva de saliva escorrer pelos cabelos, pelo rosto e pela barba, talvez tenha se lembrado da passagem do Salmo 132: 
Como é bom os irmãos viverem juntos! 
É como o óleo perfumado sobre a cabeça, 
que corre pela barba de Aarão e desce pela roupa.

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. MIGUEL (MÁRIO GABRIEL FELIPE) CSsR

IR. MIGUEL (MÁRIO GABRIEL FELIPE) CSsR
+13 de FEVEREIRO 1997 
Nascido em Santa Rita de Caldas, em 1916, nosso Ir. Miguel recebeu na pia batismal o nome de Mário Gabriel. Era, com mais 15 irmãos, filho de Gabriel e Maria Amélia Felipe. Duas de suas irmãs fizeram-se religiosas e um irmão, sacerdote franciscano. Ele mesmo entrou já maduro de seus 34 anos, fazendo o noviciado em Pindamonhangaba, em 1949. Como noviço tinha a responsabilidade da cozinha, que desempenhou com muito carinho e competência, mas lamentando que lhe sobrava pouco tempo para o cultivo espiritual. Este cultivo seria a marca de toda a sua vida. Professando em fevereiro de 1950, trabalhou nas diversas casas de Goiás, do Rio Grande do Sul, em Sacramento-MG., e São Paulo. Os últimos anos foram vividos em intensos trabalhos de hortelão e de apicultor no Seminário de São Geraldo no Potim, onde cuidou do reflorestamento dos espaços. Foi um amante da natureza. Mas seus cuidados maiores sempre foram a vida de oração e a fraternidade. De gênio forte, perdia a calma diante das coisas erradas, mas seu coração imenso logo o levava a pedir perdão e a refazer o relacionamento atencioso e carinhoso com os confrades. Seu zelo apostólico levou-o a atuar na pastoral da saúde, difundindo a medicina natural e preventiva, zelando muito pela alimentação das crianças subnutridas. 53 Atingido por um câncer no estômago, seu primeiro desgosto manifesto foi com relação ao não ter mais forças para o trabalho. As dores, ele as suportou com paciência e muita oração. Enquanto pôde ainda exercia o ministério da eucaristia no Santuário, em Aparecida, em cuja comunidade estava em tratamento. A morte veio buscá-lo no dia 13 de fevereiro de 1997. Aqueles que com ele conviveram ficaram marcados pelo seu testemunho de vida e de santidade, de amor a Deus, aos confrades e aos necessitados. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 12 de fevereiro de 2023

PADRE CLÓVIS - PERIPÉCIAS MISSIONÁRIAS 3

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O fato aconteceu quando o automóvel era novidade no interior de Minas Gerais. 
Dois missionários percorriam o norte do Estado. 
Um deles era jovem e robusto; o outro, mais idoso. 
Em plena missão chega o chamado para visitar um doente a 7 léguas do local da missão. 
Quem iria? 
O mais moço se ofereceu. 
No dia seguinte escanchou-se no lombo de um pacato cavalo e saiu cortando chão o dia inteiro. 
Preparou o doente para o que Deus quisesse e voltou no dia seguinte.
Tinha viajado uma boa meia légua, quando percebeu que um cavaleiro o seguia de longe, puxando um animal de sela, arreado.
Ficou encabulado porque quando ele parava, o cavaleiro parava também. 
Quando andava, o misterioso acompanhante esporeava o burrinho,
mas sempre conservando uma boa distância. 
Chegando ao povoado, moído de cansaço, o cavaleiro aproximou-se respeitosamente do missionário e disse: 
- Seu vigário, eu vim chamar o senhor para confessar outro doente, pertinho daquele. É vizinho de grito, distância de um tiro de espingarda. 
- Por que não aproveitou minha a ida para lá, meu amigo? 
- Eu queria dar ao senhor um café com pão bem fresquinho, comprado aqui no arraial. Fiquei mais atrás para não fazer poeira e não incomodar o senhor. É possível, seu padre?. O doente está quase nas últimas. 
Pasmo geral. 
Os missionários se entreolharam. 
E agora? 
O jeito era voltar. 
No dia seguinte o jovem missionário engoliu mais 14 léguas, ida e volta, perfazendo um total de 28 léguas bem compridas. 
O caboclo, entretanto, ficou todo satisfeito porque conseguiu oferecer ao seu vigário um café com pão fresquinho, comprado no arraial. 
Valeu a boa vontade. 
Deus seja louvado pelos séculos dos séculos. 
Lição para a vida: Amai-vos uns aos outros de coração puro e sem cessar (1 Pd 22)

sábado, 11 de fevereiro de 2023

PADRE CLÓVIS - PERIPÉCIAS DA VIDA MISSIONÁRIA- PARTE II

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
As santas vovós do interior costumam responder assim, quando o padre confessor pergunta pelos seus pecados: 
- Seu padre, quem sabe, é só Deus... 
MAL ENTENDIDO 
Dois missionários estão pregando as santas missões numa periferia de Guaratinguetá. 
Hospedagem acolhedora. 
Comida caseira e saborosa. 
Depois de várias refeições, querendo elogiar a comida, um dos missionários diz ao dono da casa que sempre faz companhia: 
- É assim que nós gostamos: simples e saborosa. Não é de luxo nem requintada. Parabéns para sua patroa. 
- De fato, seu padre, nossa comida nunca é requentada.

ELES VIVERAM CONOSCO -PE.BALDUINO BIRK CSsR

PE.BALDUINO BIRK CSsR
+11 de FEVEREIRO 1996 
Gaúcho de Selbach - RS, nasceu a 03 de setembro de 1922. Eram seus pais: João Birk Filho e Elisabeth Schwab Birk. Entrou para o Pré-Seminário de Cachoeira do Sul - RS, a 13 de dezembro de 1934. Em janeiro de 1936 veio para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida- SP. Aí terminou o curso secundário, em dezembro de 1941. Fez o noviciado em Pindamonhangaba-SP, no ano de 1942. Professou na Congregação Redentorista no dia 02 de fevereiro de 1943. O seminário maior foi feito no Seminário Santa Teresinha, em Tietê. Foi ordenado sacerdote em Aparecida, no dia 02 de outubro de 1948, por Dom João Batista Muniz, C.Ss.R., Bispo da Barra na Bahia. Cantou sua primeira missa solene, a 10 de outubro de 1948, na igreja matriz de Selbach - RS. Em janeiro de 1949 começou sua vida apostólica como professor no Pré-Seminário de Pinheiro Marcado - RS. Passou grande parte de sua vida trabalhando nos seminários como professor e ecônomo: de 1949 a 1951, em Pinheiro Marcado; de 1953 a 1959, em Aparecida, no Seminário Santo Afonso; de 1959 a 1965, em Passo Fundo - RS, no Instituto Menino Jesus. De 1965 a 1969 foi Ecônomo da Província de Porto Alegre, morando em Porto Alegre. Em seguida voltou a ser ecônomo do Instituto Menino Jesus, em Passo Fundo - RS. Em 1974 veio para São Paulo, pertencendo à Comunidade do Jardim Paulistano, aí ficando até 1979, quando foi transferido para Tietê. dedicou-se então às missões populares, principalmente ao trabalho difícil do confessionário. Era entusiasmado pela Renovação Carismática. Pe. Balduíno pertencia à Província de Porto Alegre, mas a 02 de setembro de 1986 pediu e obteve adscrição definitiva à Província de São Paulo. Ele era irmão do Pe. Artur Birk. Nos últimos anos não estava com saúde boa: problemas cardíacos e circulatórios. No dia 12 de janeiro de 1996 foi operado do coração. Ele precisava estar fisicamente bem para, em março, ser operado de um aneurisma abdominal. Foi para Aparecida para sua recuperação. Aí faleceu inesperadamente, em nosso convento da Basílica, pelas 6 horas da manhã, do dia 11 de fevereiro de 1996. Depois de uma missa na capela da comunidade do Santuário, seu corpo foi levado para Tietê, onde foi velado em nossa igreja de Santa Teresinha. A missa de corpo presente e enterro foram na manhã do dia 12 de fevereiro de 1996. (Arquivo Provincial)
CERESP

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Ierardi, Padre Balduino cuidava da fazendinha, não muito longe dali, havia algumas vacas leiteiras, era também "ecônomo", cuidava de nossa comida. Passava o dia na fazendinha cuidando das coisas, e era meu professor de Português, às vezes chegava bem atrasado à aula e com a bota cheia de bosta de vaca. Muito trabalhador, grande professor, me disse uma vez que eu fora um ótimo aluno. Deus o tem bem pertinho dele com toda certeza. Abner 
Lembro-me muito bem do Padre Balduíno, apesar de ter sido ele uma pessoa muito discreta. Quanto à lembrança da Fazendinha, que você agora me traz, que bacana...lembro, além das incursões nos morros atrás de coquinhos, o inesquecível churrasco gaúcho feito com a brasa diretamente na terra e os suculentos espetos de carne. Era sempre um dia diferente em nossa rotina. Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. LADISLAU BERNARDINO CSsR

IR.LADISLAU BERNARDINO CSsR
+11 DE FEVEREIRO 2004 
Nasceu em Natércia MG (antigamente chamava-se Santa Catarina), dia 1 de dezembro 1930. Eram seus pais: José de Sousa Campos e Deolinda Olympia de Jesus. Entrou para o Seminário S.Afonso, em Aparecida, em 09.08.1944. Terminou o Seminário em dezembro de 1950. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1951, e afez a Profissão Religiosa na C.Ss.R. dia 02.02.1952. O Seminário Maior foi feito em Tietê SP. Em 02.02.1955 renovou os votos por 1 ano. Saiu da Congregação Redentorista dia 01.02.1956, voltando para a casa de seus pais, em Natércia MG. No mesmo ano, pediu para reingressar na C.Ss.R., agora como Irmão Leigo. O documento da Sagrada Congregação dos Religiosos, dando a permissão, de 12.05.1956 e o documento do Pe. Geral de 16.05.1956. Entrou em Pindamonhangaba, como Postulante para Irmão, dia 03.07.1956. Ali iniciou seu Noviciado no dia 15.10.1956, fazendo sua Profissão Religiosa na C.Ss.R., agora como Irmão Leigo, em 16.10.1957. Após a Profissão, sua primeira transferência foi para o Seminário S.Geraldo, no Potim, ali permanecendo até 1962. Morou depois nas seguintes comunidades : 1963 e 1964: Pré Seminário S.Afonso, no Bairro da Pedrinha; 1965: Seminário S.Afonso, em Aparecida; 1966 e 1967: em Cachoeira do Sul RS; 1968 a 1973: no Alfonsianum, na Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo; 1974: no Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento MG; 1975 e 1976: Seminário S. Afonso, em Aparecida; 1977 e 1978: no Jardim Paulistano, em S.Paulo; 1979: em São João da Boa Vista; 1980 a 1984: no Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento; 1985 a 1987: em Araraquara; 1988 a 1990: em Tietê; 1991 a 1995: no Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento MG; 1996: No Convento do Santuário, em Aparecida; 1997: Seminário S.Geraldo, no Potim; Em 2003, com a saúde bem combalida, voltou novamente a morar na Comunidade do Santuário. Faleceu na madrugada do dia 11.02.2004, na santa Casa de Guaratinguetá SP. A missa de corpo presente foi nesse mesmo dia, às 16 horas na Basílica Nova. Estava com 74 anos de idade e 47 de Vida Religiosa. 
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR 
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 
Foi meu contemporâneo, 1949 e 1950, era da turma de Dom Batistella, não sabia dessa sua trajetória, descanse em paz, irmão Ladislau! Alexandre Dumas Pasin

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

PADRE CLÓVIS - PERIPÉCIAS DA VIDA MISSIONÁRIA

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
DEFINIÇÕES INÉDITAS 
O missionário está hospedado numa comunidade do interior da Bahia.
Gente boa como em todas as cidades por onde ele anda. 
Num momento de descanso, ele pede para ligar a TV. 
Uma jovem explica: 
- Padre missionário, não repare. Este aparelho tem um defeito. Quando ele proseia, não imageia; e quando imageia, não proseia. 
***
Perguntando a um piedoso sertanejo se sabia persignar-se, isto é, fazer o sinal da cruz, ele respondeu: 
- As palavras eu sei. Só não sei esparramar essas palavras na cara.
***
- O que você entende por Igreja, meu irmão? 
- Igreja é nóis cum nóis, nóis cum Deus e Deus cum nóis. 
- Perfeito. Parabéns!

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. MELQUIOR JOÃO BATISTA HEBAUER CSsR

IR. MELQUIOR JOÃO BATISTA HEBAUER CSsR 
+10 de FEVEREIRO 1965 
Nasceu na Alemanha, a 23 de março de 1882. Ingressando na C.Ss.R. em 1904, veio para o Brasil em 1909, e em 1911, já em Aparecida, fez sua profissão perpétua. Não sendo de grande saúde, Ir. Melquior trabalhou sempre como porteiro, sacristão, e principalmente como roupeiro, em Araraquara, na Penha, no Juvenato (Aparecida) e Cachoeira do Sul. Sempre atencioso com os confrades, era dedicado e caprichoso nos trabalhos da sua responsabilidade. Mas devido a falta de saúde, já em 1962, em Araraquara, pouco podia trabalhar; apenas ajudava na limpeza da casa e cuidava do refeitório. Em dezembro de 1963, por motivo de tratamento, foi transferido para a Penha. Com toda a paciência soube suportar seus últimos anos de sofrimento, até que Deus o chamou, a 10 de fevereiro de 1965.
CERESP Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR 
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

PADRE CLÓVIS - MAIS UM BOM RESULTADO DA MISSÃO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O povo caminha rezando o terço pelas ruas silenciosas. 
É a procissão da penitencia no lusco fusco da manhã. 
À frente vai um homem levando a cruz. 
Lá pelas tantas surge uma grande valeta no meio da rua. 
Não dá para desviar. 
Todos atravessam cautelosamente. 
Depois que todos passaram, o padre missionário dá uma chamadinha de leve: 
- Será que o Prefeito desta cidade já passou por aqui alguma vez?
Todos olharam para o homem que levava a cruz. 
Voltando para a igreja, o homem da cruz (que era o Prefeito), diz educadamente para o missionário: 
- Senhor padre, peço para o senhor fazer amanhã, o mesmo percurso que fez hoje. 
Assim aconteceu. 
O buracão havia desaparecido, transformando-se numa bela passagem.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

PADRE CLÓVIS - OS BONS RESULTADOS DA MISSAO - 2

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
O DELEGADO ESTAVA GOSTANDO
 
Em nossas Missões costumamos despertar o povo com um toque de música no alto falante da igreja, e bem de madrugada. 
Mas sempre há quem reclama do “barulho”. 
Numa missão no interior, topamos com o delegado na rua e cochichamos entre nós: 
- Prepare-se para levar um “sabão”. Deve ter gente reclamando contra o som da madrugada. 
Ele nos cumprimentou e perguntou: 
- São vocês que tocam uma música de madrugada para chamar o povo? 
- Sim, doutor delegado. 
- Gostei demais. Podem continuar. Eu também quero ir um dia.

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. AFONSO (GERALDO MAJELA F. MAIA) CSsR

IR. AFONSO (GERALDO MAJELA F. MAIA) CSsR
+8 de FEVEREIRO 1986 
Nasceu a 08 de março de 1907, em São Sebastião do Rio Preto- MG. Adolescente estudou em Pirapora e Uberaba -MG, por conta dos Padres Dominicanos.Tinha uma boa formação humanística e sua caligrafia era impecável. Também sabia um pouco de Francês. Tentou entrar para os padres redentoristas, de Belo Horizonte, mas não foi aceito. Então veio para São Paulo, onde foi aceito e fez a sua Profissão religiosa a 02 de fevereiro de 1934. Trabalhou sempre como cozinheiro nas casas de Aparecida, Araraquara, Pindamonhangaba, Penha, São João da Boa Vista, durante dezoito anos. Daí foi transferido para Goiás, onde ficou até a morte. Irmão Afonso era muito alegre e brincalhão, falava alto, dava grandes gargalhadas, era contador de histórias e gostava de jogar damas. Tinha uma irmã que era religiosa da Congregação do Calvário. Em 1985 foi operado da próstata e de um tumor, mais grave, na bexiga. Não se recuperou mais. Faleceu no hospital, em Goiânia, aos 08 de fevereiro de 1986, depois de ter dado provas de paciência e santidade. Foi sepultado em Trindade (GO). Estava com 79 anos de idade e 52 de profissão religiosa. (Pe. Arlindo Thomaz, “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

PADRE CLÓVIS - OS BONS RESULTADOS DA MISSÃO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Visitando os detentos de uma delegacia de São Paulo e conversando com o delegado, este nos falou: 
- Nestes dias da Missão, não estamos tendo problemas na cidade e nem presos na cadeia. Parabéns para os senhores. 
Coisa semelhante aconteceu numa cidade do norte de Goiás, hoje Tocantins. 
Um dia uma moradora da rua que era passagem obrigatória para os que iam para a triste “zona”, nos disse toda feliz: 
- Nestes dias da Missão minha rua está mais quieta e sossegada.

ELES VIVERAM CONOSCO - Pe. Olívio Copetti CSsR

Pe. Olívio Copetti CSsR 
+ 7 de fevereiro 2009 
P. Olívio Copetti nasceu a 06.07.1928, em Camobi (ex-Colônia), distrito de Santa Maria (RS). Eram seus pais: Albino Copetti e Élide Tagliari Copetti. Foi batizado a 22.07.1928 em Santa Maria (RS). Entrou para o Pré-Seminário de Pinheiro Marcado (RS) a 25.01.1939. Veio para o Seminário Sto. Afonso, em Aparecida, dia 31.01.1941, terminando o curso em dezembro de 1945. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba durante o ano de 1946, onde fez a Profissão Religiosa na C.Ss.R. a 02.02.1947. O Seminário Maior foi feito em Tietê (SP). Aí fez a Profissão Perpétua no dia 02.02.1950. Foi Ordenado Sacerdote a 20.07.1952, em Tietê (SP), por D. José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba (SP). Celebrou sua Primeira Missa Solene, em Santa Maria (RS), a 27.07.1952. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1953, começando seu Apostolado como Vigário Cooperador na Paróquia da Penha, em São Paulo (SP), aí ficando até o fim de 1954. De janeiro de 1955 a setembro de 1956 foi Vigário Cooperador na Paróquia de Aparecida (SP). Dia 24.09.1956 viajou para Roma, onde se licenciou em Teologia Dogmática, no Angelicum, e em Teologia Moral na Academia Alfonsiana. Regressou de lá a 10.06.1959. No segundo semestre de 1959, fez o IIº Noviciado em Pindamonhangaba (SP). Em 1960 foi para Tietê para ser Professor de Teologia Moral, em nosso Seminário Maior, aí ficando até fim de 1963. Em 1964 trabalhou na Basílica de Aparecida (SP). Em 1965 voltou a ser Professor em Tietê. Com a mudança do Seminário para o Alfonsianum, em São Paulo (SP), Pe. Copetti veio junto e continuou a dar aulas até o primeiro semestre de 1970. No segundo semestre de 1970 foi transferido para Araraquara (SP) como Missionário, dedicando-se às Missões Populares. P. Copetti pertencia à Província de Porto Alegre. A 10.09.1971 obteve licença para adscrição definitiva à Província de São Paulo. Em 1974 foi transferido para Tietê (SP), como Missionário. Daí em diante sempre foi missionário da ativa! Dia 02.02.1997 celebrou seu Jubileu de Ouro de Profissão Religiosa. Em 1997 foi transferido para a Comunidade do Seminário S. Geraldo, ajudando na Basílica e nas Missões. Em 1998 foi transferido para São João da Boa Vista (SP), como missionário. Em 2000, deixou o trabalho das Missões Populares, passando a trabalhar em nossa Igreja de São João da Boa Vista (SP). Em 2001, com a aceitação pela Província da Paróquia da Santíssima Trindade, em Tietê SP), Pe. Copetti foi nomeado Vigário Paroquial, passando a morar em Tietê (SP). No dia 20.07.2002, celebrou Jubileu de Ouro de Ordenação Sacerdotal. Por dez anos P. Olívio Copetti foi professor de Teologia Moral em nosso Seminário Maior, em Tietê (SP) e depois no Alfonsianum, em São Paulo (SP). Mostrou-se bastante comunicativo e prático e suas aulas, permeadas de muitos exemplos, eram alegres e divertidas. Alto, forte, de aspecto físico bastante avantajado, P. Olívio Copetti tinha como hobby o trabalho braçal e manual. Nas horas vagas e dias de folga, sempre era visto trabalhando na horta e no quintal, empunhando a enxada, enxadão, picareta e machado. Nos últimos anos, ocupava sua horas vagas na criação de galinhas e ovelhas. Ao longo de sua vida dedicou-se também ao trabalho manual de mecânica e eletrônica. Sempre consertando torneiras, chuveiros e encanamentos de nossas casas, proporcionando-lhes excelente benfeitorias. Aproveitando os conhecimentos eletrônicos do curso feito em Roma, durante muitos anos, foi revisor dos aparelhos eletrônicos de nossas igrejas e principalmente os alto-falantes de nossas Missões Populares. Dizem que a caixa de ferramentas, que conseguiu colecionar, nos últimos anos, faz inveja a qualquer profissional do ramo! Pe. Copetti tinha espírito de liderança bem aguçado. Isso foi muito bem demonstrado nos tempos do Pós-Concílio, quando os métodos pastorais estavam sendo reavaliados. Enquanto alguns grupos optaram por interromper a pregação de Missões Populares, a equipe missionária da Província de São Paulo optou em reavaliar, atualizá-las, mas sem interrompê-las. E o Pe. Copetti foi um dos líderes como coordenador. O “Copetão”, assim familiarmente chamado, era homem de oração, muito simples, pobre e desprendido. Tranquilo, paciente e amigo de seus confrades, como coordenador da Missões estava sempre atento às diferenças, necessidades e limites de cada um. Igualmente contava com um seleto grupo de amigos e admiradores na cidade de Tietê, onde residiu boa parte de sua vida. Faleceu dia 7 de fevereiro de 2009, às margens da Represa Furnas, em Minas Gerais. Estava de férias com o P. Rubem Leme Galvão e um amigo leigo de Tietê (SP). Estavam à beira da represa. Os dois se afastaram um pouco e quando voltaram P. Copetti estava morto. Descanse na paz do Senhor ! E interceda junto de Deus por nós. Amém. 
Caro Ierardi, Esse padre Copetão quando entrei no seminário, todo mundo falava dele, era quase que uma lenda. Diziam que ele tinha uma força física descomunal, e que uma vez ele carregava um motor e quando foi pegar o ônibus na Rodoviária, um carregador de malas se ofereceu para levar a mala do Pe. Copetti e sorridente disse para o homem: "faz-me o favor, pode levar sim" O carregador não conseguiu levantar a mala e ele rindo disse:" Isso é para homem forte" e pegou a mala e saiu. Essa história todo mundo sabia no seminário e era admirado por todos, por sua força física e sua alegria e bom humor. abner 
Caro Abner! Conhecia essa história e também outra interessante: Ele esteve na Itália, em Roma, entre 1956 e 1959.Naquele tempo surgiram na Alemanha uns microfones muito aperfeiçoados e bem pequenos.Padre Copetti achou interessante trazer alguns para serem utilizados principalmente na Basílica de Aparecida....Entretanto havia de passar pela alfândega aqui no Brasil....Como?Não teve dúvidas: Ele tinha um par de botas grandes, pois era alto e forte, encheu as botas com os microfones e colocou sobre eles meias bem usadas e até cheirando mal. Aconteceu exatamente o que pensou: os fiscais por aqui não quiseram nem chegar perto!!!! Ierárdi 
Ierardi, Eu estava lembrando das botas enormes que tinha trazido, não sabia se eram da Italia ou Alemanha, pareciam as botas Sete Léguas do conto de Fadas, kkkkk abner
Não tenho história com ele, mas ele tem uma história , padre Geraldo Correia, meu contemporâneo , ex-redentorista, aposentado do senado, fez referências em seu livro, não entro no mérito, recolho-me às minhas conjecturas.Alexandre Dumas Pasin de Menezes
Eu acho que o nome correto é Abílio e não Olívio. Foi meu colega de sala, junto com Pacheco, Daniel Tamassia, Bianor, Geiger, Avancini, Higino e posteriormente os chilenos.João De Deus Rezende Costa
João De Deus Rezende Costa, veja bem, esse aí se formou no seminario em 1945. Vocês se formaram em 1954, o seu colega de turma era o Copetinho, talvez até irmão mais novo do Copetão.Alexandre Dumas Pasin de Menezes
João De Deus Rezende Costa, em 2012 o Pe.Vitor Hugo Lapenta publicou pela Editora Santuário o livro: "ELES VIVERAM CONOSCO"  Este foi o relato da biografia do Pe.Copetti... que era OLÍVIO..... Dumas tem toda razão! Ierárdi