segunda-feira, 20 de novembro de 2023

VIDA ILUSTRADA DO VENERÁVEL PADRE PELÁGIO, O APÓSTOLO DE GOIÁS - SEXTO QUADRO


6º Quadro – BEIJANDO SUAS MÃOS UNGIDAS
 
16 de junho de 1907 é a data inesquecível da sua ordenação sacerdotal. A primeira missa solene foi celebrada, na aldeia de Nordhausen, onde passou Pelágio a infância e a juventude. Todos queriam beijar suas mãos ungidas e receber a "bênção primicial". O primeiro da fila foi seu pai Matias. Dizia-se que "vale a pena gastar um par de sapatos para ir receber a bênção do padre novo". Sua sobrinha Pelágia, então com 5 anos, foi a "noivinha" que colocou na fronte do neo sacerdote a coroa de flores, conforme o costume daquele tempo. Mais tarde tornou-se freira e veio também trabalhar no Brasil.

domingo, 19 de novembro de 2023

VIDA ILUSTRADA DO VENERÁVEL PADRE PELÁGIO, O APÓSTOLO DE GOIÁS - QUINTO QUADRO


5º Quadro – SEMINARISTA E NOVIÇO
 
Pelágio tinha quase 17 anos quando começou a realizar seu sonho. Os recursos eram insuficientes para manter dois filhos no Seminário, pois seu irmão Gaspar havia entrado um ano antes. Mas uma bolsa de estudos e a complacência dos formadores facilitaram muito. Não foram fáceis aqueles 12 anos passados no Seminário. Pelágio precisou esquentar bastante a cabeça para dar conta do recado. O sinal verde para prosseguir, foram as qualidades morais que superavam com vantagem as limitações da inteligência. O senso prático, aliado aos dons artísticos e carismáticos, compensaria as limitações nos estudos teóricos.

sábado, 18 de novembro de 2023

VIDA ILUSTRADA DO VENERÁVEL PADRE PELÁGIO, O APÓSTOLO DE GOIÁS - QUARTO QUADRO

4º Quadro – APRENDIZ DE SERRALHEIRO
 
Desde pequeno Pelágio falava em ser padre. Gostava de imitar o vigário celebrando missa. Para isso confeccionou o cálice e as galhetas com pedaços de cera que recolhia na igreja. Seu irmão José fazia as vezes de coroinha. Aos 14 anos, mais para agradar o pai, foi ser aprendiz de serralheiro. Trabalhou apenas dois anos, pois viu que esta não era sua vocação. Houve uma noite em que não conseguia dormir, pensando naquela passagem do Evangelho: "O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e se perder eternamente!". Ao amanhecer, levantou-se decidido: “Vou mesmo para o Seminário”.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

VIDA ILUSTRADA DO VENERÁVEL PADRE PELÁGIO, O APÓSTOLO DE GOIÁS - TERCEIRO QUADRO


3º Quadro – E AGORA, SEM A MÃE! 
Fevereiro de 1886. A neve cobria as montanhas e os campos, os caminhos e as casas. Dona Maria tinha tido seu 15º filho. Mas enfraquecida pelos afazeres, desprovida de recursos médicos, foi juntar-se no céu com seu pequeno Francisco, que faleceu quatro dias antes dela. Ficaram órfãos 13 filhos, entre eles o Pelaginho com apenas 8 anos. Sem a presença da esposa, podemos imaginar as angústias e preocupações do esposo viúvo, rodeado por aquele bando de órfãos que choravam a ausência da mãe. Ana Elizabete, a filha mais velha das mulheres, assumiu corajosamente o trabalho doméstico e a educação dos irmãos.

ELES NOS PRECEDERAM - PE. ANTÔNIO (DE LISBOA) FISCHHABER CSsR

PE. ANTÔNIO (DE LISBOA) FISCHHABER CSsR 
+17 de NOVEMBRO 1937 
Ao falecer em 1937, Pe. Antônio era o Padre mais velho da Vice- Província, chamado carinhosamente de “Vovô” pelos confrades. É que, além disso ele fora sempre um grande coração, cheio de bondade para com todos. Nascido a 7 de fevereiro de 1868, não pôde, quando menino, ingressar na vida religiosa como era seu desejo, pois, ficando órfão de pai, teve de trabalhar como serralheiro, ao lado de um seu padrinho. Somente aos 19 anos conseguiu um lugar no Juvenato da C.Ss.R. graças à caridade de um Padre seu amigo. Apesar da idade, ele se deu muito bem no meio dos colegas ainda crianças; todos o estimavam por seu tipo alegre e até bonachão. Professou a 18 de setembro de 1892, passando logo aos estudos superiores. Não foi nenhum prodígio em Filosofia ou Dogma; com muita aplicação, porém conseguiu sempre boas notas em Moral e Pastoral. Antes de terminar os estudos veio para o Brasil, e aqui continuou estudando, para ser ordenado a 29 de fevereiro de 1896, na antiga catedral de São Paulo. Seus primeiros anos de apostolado ele os passou em Goiás, como Vigário de Campininhas, atendendo a outras paróquias: Pouso Alto, Morrinhos, Caldas Novas, Palmeiras, entre outras, foram também seu campo de trabalho durante quase oito anos. Em 1904 foi transferido para Aparecida, onde foi Vigário de 1910 a 1913. Aí fundou a Pia União das Filhas de Maria, deu grande impulso à vida religiosa do Santuário, e foi incansável no confessionário, atendendo paroquianos e romeiros. Ótimo desenhista, conhecedor de estética, foi um hábil arquiteto que prestou grandes serviços à Vice-Província e a paróquias vizinhas. São trabalhos seus a igreja de São Benedito em Aparecida, as igrejas do Potim e Roseira (Nova e Velha) a Vila Vicentina e o antigo Asilo dos Velhos em Aparecida. Gostava de fiscalizar pessoalmente suas obras e tornou-se muito querido dos pedreiros e empregados que o tinham como um grande amigo e benfeitor. Já pelo ano de 1915 Pe. Antônio começou a ficar preso em casa, devido a uma inflamação nos pés, que depois lhe atacou também as pernas. Era com muito sacrifício que saia para fiscalizar suas obras; e ainda se arrastava todos os dias até a igreja, para passar horas no confessionário. Durante quase vinte anos ele viveu assim, dando a todos um impressionante exemplo de conformidade e de zelo. Seus males foram se agravando, até que, a 14 de novembro, não resistiu mais: teve de ficar de cama, para aguardar a morte que o levou logo, no dia 17, à uma hora da madrugada.
CERESP 
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

VIDA ILUSTRADA DO VENERÁVEL PADRE PELÁGIO, O APÓSTOLO DE GOIÁS - SEGUNDO QUADRO


2º Quadro – “NÃO FALE MAIS ASSIM
Em 1880 a familia precisou mudar-se para Nordhausen, aldeia distante uns 200 kms. Aí nasceram mais filhos formando o pequeno batalhão de quinze. O tempo era repartido entre a escola, a casa, o pequeno sítio e a igreja. E todos os filhos colaboravam. O ambiente era de um lar verdadeiramente cristão. A missa dominical, um dever sagrado. Certa manhã friorenta o pequeno Pelágio acordou azedo e disse: “Hoje não vou à missa”. Dona Maria, atarantada com tanto filho para arrumar, deu-lhe um sonoro tapa na boca dizendo: “Meu filho, nunca mais repita uma coisa dessas”. Foi uma lição para o resto da sua vida.

 http://www.npdbrasil.com.br/padrepelagio/boletim_0008.htm

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

VIDA ILUSTRADA DO VENERÁVEL PADRE PELÁGIO, O APÓSTOLO DE GOIÁS - PRIMEIRO QUADRO



Esta é a primeira parte da Vida do Padre Pelágio, em 28 quadrinhos coloridos.É um resumo da sua vida, tão cheia de boas obras em favor dos pobres e enfermos. O processo de sua canonização já está tramitando em Roma.

 


1º Quadro – NESTA CASA NASCEU PELÁGIO

Era o memorável dia 9 de setembro de 1878 na aldeia alemã de Hausen am Tann, lugarejo aprazível cercado de montanhas, coberto de neve nos meses mais frios do ano. Seus 400 moradores viviam a vida laboriosa e tranqüila do campo.

Na casa do mestre escola Matias reinava grande expectativa. Eram quase 9 horas da noite quando se ouviu um choro de criança. Era o décimo filho do casal Maria Neher e Matias Sauter, que anunciava sua chegada ao mundo.

Três dias depois foi batizado na igreja centenária da aldeia, na mesma pia batismal conservada até hoje. Recebeu o nome de Pelágio.

Muitos se perguntavam: “O que será deste menino?


 http://www.npdbrasil.com.br/padrepelagio/boletim_0008.htm


terça-feira, 14 de novembro de 2023

ELES VIVERAM CONOSCO-PE. JOSÉ GARIBALDI BELTRAME (Pe. Waldemar)CSsR

PE. JOSÉ GARIBALDI BELTRAME (Pe. Waldemar)CSsR
*15 de maio 1926 - 
+14 de novembro 2016
Ele nasceu a 15.05.1926 em Santa Maria RS. Eram seus pais: Davi Beltrame e Catarina Copetti Beltrame.
Entrou para o Pré-Seminário de Pinheiro Marcado a 25.01.1939. A 31.01.1941 veio para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida.
Fez o Noviciado em 1946, em Pindamonhangaba SP, onde fez a Profissão Religiosa na C.Ss.R. a 02.02.1947. Fez os estudo de Filosofia e Teologia no  Seminário Santa Teresinha em Tietê. Aí fez a Profissão Perpétua a 02.02.1957.
Foi Ordenado Sacerdote a 27.12.1951, em Tietê, por D. José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP.
Atividades pastorais e outros tipos de trabalho:
Suas atividades missionárias e pastorais se iniciaram como professor no Seminário Menor de Pinheiro Marcado, no Rio Grande do Sul, e no Seminário São José, em Campinas, Goiás.
A partir de 1956, depois de fazer o segundo noviciado, dedicou-se à pregação das Missões Populares, nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Em 1965 e 1966  trabalhou no Serviço Social na Caritas da CNBB do Regional Sul III (SC e RS). De 1967 a 1970 foi pregador de Retiros para Religiosos na CRB Sul III. De 1970 a 1975 continuou pregando Retiros para Religiosos  agora independente da CRB.
A 24.04.1976 pediu adscrição definitiva à Província de São Paulo. Aqui se dedicou ao trabalho pastoral em diversas frentes como em Igrejas e Paróquias; foi pregador de retiros, foi ainda formador em nossos seminários e atuou no atendimento dos romeiros no Santuário de Aparecida, por vários períodos. Ele integrava a Comunidade do Santuário quando Deus o chamou para si.
Pe. Beltrame foi também Superior da Comunidade do Jardim Paulistano, em São Paulo.
Pe. Beltrame era um homem de grande espiritualidade e  muito dedicado à oração. Preparava com esmero suas pregações e retiros, dando assistência a diversos grupos e movimentos de Igreja. Procurava sempre estar atualizado, através de leituras e cursos esporádicos. Seu hobby predileto é a pintura.
Na madrugada do dia 14 de novembro Deus o chamou para a eternidade. Ele tinha 90 anos de vida, completados em maio; 69 anos de consagração religiosa e 65 anos de sacerdócio.
Que Deus lhe conceda, como prêmio, a eternidade. 
                 
Pe. José Inácio Medeiros, CSsR
Secretário e Superior Provincial 

ELES NOS PRECEDERAM - IR. RAFAEL (JORGE MESSNER)CSsR

IR. RAFAEL (JORGE MESSNER)CSsR
+14 de NOVEMBRO 1906 
Natural de Hellembach (Alemanha) Jorge Messner nasceu a 1º de abril de 1863. Distinguiu-se como soldado do exército alemão, chegando ao posto de sub-oficial. Mas abandonou a carreira militar, entrando na C.Ss.R. em 1888. Ainda noviço, veio para o Brasil com os primeiros redentoristas, em 1894. Estudou português com uma tenacidade realmente militar, podendo em pouco tempo ser nomeado porteiro em Aparecida. Em 1889 fez a sua Profissão, sendo transferido para Campinas, em Goiás. Tornou-se logo o companheiro inseparável de nossos missionários em suas viagens pelo sertão goiano, devido a sua disposição para cozinhar, preparar os cavalos e aprontar as bagagens. Muito dedicado, aprendeu diversos ofícios, chegando também a aprender canto gregoriano, para cantar com o povo da igreja. Após alguns anos adoeceu gravemente, e veio para a casa da Penha, para tratamento, merecendo sempre os cuidados do nosso Pe. Martinho Forner. Examinado, porém, por um especialista, constatou-se que o pobre Irmão estava tuberculoso. Em meio aos sofrimentos da sua doença e inatividade, ele só repetia: “Seja como Deus quiser, e por quanto tempo Ele o quiser”. Nunca se ouviu de seus lábios uma queixa sequer, falando sempre da morte com muita serenidade, e até com alegria. — “Como sou feliz — dizia ele — podendo morrer na Congregação!” Em seus últimos dias ainda, ofegante e com os pés inchados, arrastava-se até a Capela da casa, para rezar a Via Sacra e o terço. A 14 de novembro de 1906, após a última absolvição, ele expirou calmamente enquanto, a seu lado, o Pe. Valentim Riedl rezava a ladainha de São José, pelo qual Irmão Jorge tivera sempre uma grande devoção. De temperamento forte e um tanto irascível, todos que o conheceram afirmavam que, à custa de um grande esforço, ele chegara a ser modelo de mansidão, para os confrades e para os estranhos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsRPe.
Flávio Cavalca de Castro CSsR 

domingo, 12 de novembro de 2023

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. ANTÔNIO BRAZ DE FIGUEIREDO CSsR

PE. ANTÔNIO BRAZ DE FIGUEIREDO CSsR
+12 de NOVEMBRO  2004 
Nasceu em Boa Esperança (MG), dia 3 de fevereiro de 1938, no Bairro Ribeirão de São Pedro, onde morou por seis anos na zona rural. Foi o sétimo dos oito filhos de João Batista Vilela de Figueiredo e Olga Dias de Oliveira; seu batizado foi em Carmo da Cachoeira (MG), dia 08 de outubro de 1938. Em 1944, seus pais mudaram-se para a cidade, onde foi crismado no dia 21 de maio, por Dom Inocêncio Engelke, Bispo de Campanha (MG). Em 1948 fez sua Primeira Comunhão. Após concluir o curso ginasial, com 19 anos de idade, entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), dia 19 de outubro de 1957. Em dezembro de 1962, terminou o Seminário Menor e, em 1963, fez o Noviciado em Pindamonhangaba, onde também fez os votos religiosos na Congregação Redentorista, dia 2 de fevereiro de 1964. Estudou filosofia e teologia no Alfonsianum, em São Paulo, e fez os votos perpétuos dia 2 de fevereiro de 1967. No dia 22 de dezembro de 1968, foi ordenado Diácono por Dom Juvenal Roriz C.Ss.R., Bispo de Rubiataba (GO). Foi ordenado Sacerdote por Dom Othon Motta, Bispo da Campanha (MG) no dia 28 de dezembro de 1969, em Boa Esperança MG. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1971, começando sua vida apostólica no Santuário de Nossa Senhora Aparecida,  onde ficou até outubro de 1972. De novembro de 1972 a maio de 1973, fez o 2º Noviciado, preparando-se para pregar as Missões Populares, trabalho que desenvolveu de maio de 1973 a 2002. Nesse período morou em São João da Boa Vista e Araraquara, no interior de São Paulo. Durante quase trinta anos pregou as “Santas Missões” pelo Brasil afora, evangelizando, catequizando as cidades, as periferias das cidades e, de modo especial, o povo da zona rural. Destacou- se sempre por sua maneira simples, direta e cordial de tratar as pessoas, principalmente as mais simples. Em 1994, celebrou os 25 anos de Sacerdócio, no Santuário de Aparecida. No segundo semestre de 1997, foi para Roma, para estudos de atualização teológica, e, no segundo semestre de 1998, voltou a residir em Araraquara (SP). Em 2003, foi transferido para o atendimento pastoral dos romeiros no Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida. No dia 8 de novembro sofreu um infarto e foi internado no Hospital Frei Galvão, de Guaratinguetá (SP), onde faleceu na manhã do dia 12 de novembro de 2004. Estava com 66 anos de idade, 40 anos de Profissão Religiosa e 35 anos de Sacerdócio. Na tarde do mesmo dia, Pe. Oscar Brandão assim falou dele no momento da “Consagração a N. Senhora” no Santuário de Aparecida: “O Pe. Figueiredo, confrade e irmão nosso, era uma pessoa alegre. Teve falhas, sim. Teve limitações, sim. Mas era um sacerdote, um missionário zeloso, dedicado, caridoso, muito bondoso. Era um padre , um missionário moço, muito alegre, vivo, brincalhão, expansivo, derramado, comunicativo, entusiasmado e social. Era dessas pessoas que sabem cativar. Gostava de estar com o povo e no meio do povo. Como gostava de conversar e brincar com as pessoas!” A missa de exéquias foi celebrada no Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida mesmo dia de sua morte, às 18 horas. Foi sepultado no dia seguinte, em Boa Esperança (MG), na cripta da igreja matriz de Boa Esperança.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR .
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Me lembro muito bem dele. convivi com ele de 57 a 61. Tinha o apelido de Cafuçu , não sei porque. Acho que foi o Padre Vieira que colocou. Era um grande amigo de todos.-Abner
Abner, o sinônimo de Cafuçu é "Homem rude"...teria sido essa a intenção do Padre Vieira? - Ierárdi
Verdade! Ele chegou com maís idade acho que veio da roça. Ele trabalhava por cinco de nós. Era da turma da pesada no trabalho e duro. Com Zamuner, Masserani, Enrique Savassa e Euclides.-Abner
Era muito bem humorado e divertido. Grande ser humano! Diva Maria Hernandes-Lili

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

ELES NOS PRECEDERAM - IR. ESTANISLAU (PEDRO SCRAFFL) CSsR

IR. ESTANISLAU (PEDRO SCRAFFL) CSsR
+8 de NOVEMBRO 1920 
Muito simples e humilde, este Irmão teve também a sua parte de cooperação e de mérito na fundação da nossa atual Província. Filho de uma família bastante pobre, lavradores de Dening (Alemanha), ele nasceu a 24 de novembro de 1842. Tendo ficado órfão de mãe aos três anos de idade, ouviu de seu pai esta palavra que nunca mais esqueceu: De agora em diante sua mãe será Nossa Senhora. Garoto de 13 anos, assistiu a uma Missão pregada pelos nossos; e entusiasmado, disse depois em casa: “Ah! se eu pudesse ser também um missionário, ou pelo menos, ajudante deles em alguma coisa!” — Não pensava que, um dia, Deus lhe daria essa graça. Até aos 28 anos esteve a serviço de uma rica senhora inglesa, emprego que precisou deixar para servir o exército. “Sem sentir o cheiro da pólvora” — diz um seu biógrafo, chegou a ser condecorado com uma medalha, feita com bronze dos canhões franceses capturados pelos alemães, na guerra de 1870. Terminado o serviço militar, voltou ao seu antigo emprego; e, a conselho de uma sua parenta Religiosa, começou uma novena ao Sagrado Coração, para conseguir a graça de entrar num convento. Foi quando conheceu a um de nossos padres que por ele se interessou, conseguindo-lhe um lugar na C.Ss.R. Mas como naquele tempo nossos conventos estavam fechados pela perseguição religiosa, Estanislau ficou entre os nossos até 1884 como simples empregado. Somente em dezembro desse ano pôde receber o hábito, professando em 1888. Anos mais tarde, soube que alguns dos nossos vinham trabalhar no Brasil. De boa vontade ofereceu-se para vir também, pronto para ajudá-los no que lhe fosse possível. Os Superiores concordaram, e o Ir. Estanislau também teve o seu lugarzinho entre os primeiros Redentoristas que chegaram a Aparecida em 1894. Aí trabalhou durante 10 anos, muito estimado por todos devido à sua simplicidade, atenção para com os pobres e amor ao trabalho. Em 1904 foi transferido para Goiás, onde continuou sendo o mesmo exemplo de humildade, oração e trabalho, apesar de já não ser moço. De Goiás veio para a fundação de Perdões (supressa em 1920) e daí para a nova fundação de Araraquara, onde pouco pôde trabalhar. As privações e dificuldades de uma Casa recém fundada, apressaram o esgotamento de suas forças. Já idoso, e muito doente, faleceu a 8 de novembro de 1920, aos 78 anos de idade.
CERESP 
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

terça-feira, 7 de novembro de 2023

PADRE PELAGIO FOI PROCLAMADO VENERÁVEL EM 07/11/2014

Dia 7 de novembro de 2014, o Papa Francisco, assinou o decreto proclamando Venerável Padre Pelágio Sauter (missionário redentorista, APÓSTOLO DE GOIÁS).

Todos nós agradecemos a Deus e nos felicitamos porque, de algum modo, cada qual colaborou principalmente com suas orações.
Qual o significado deste título? Qual sua importância? Qual o seu alcance?
Seu significado:
Significa que ele viveu santamente nesta terra, praticando heroicamente todas virtudes cristãs, p. ex., a caridade com os mais desvalidos, apesar das fragilidades humanas inerentes a cada pessoa. Igreja reconhece a heroicidade de suas virtudes, baseada nos quase 100 depoimentos enviados para Roma. Os analistas da Congregação dos Santos fizeram muitas pesquisas baseados nesses e outros depoimentos. Tais depoimentos perfazem um volume de mais de 600 páginas.
Sua importância:
O título de Venerável é a parte mais importante, mais trabalhosa e mais exigente de uma causa de canonização. É como o alicerce de uma construção. Em cima dele vão se levantando os outros andares: beato, santo, intercessor, modelo de virtudes, glorificado na terra e no céu. O milagre exigido pela Igreja é apenas para confirmar o que foi dito sobre sua santidade. Esse milagre costuma demorar. Depende de muita pesquisa junto aos médicos e teólogos. .
Seu alcance:
Esse título, que é o alicerce da Causa, abre caminho para se continuar os estudos sobre sua santidade. Imagine se a Igreja, sem muito cuidado, canonizasse alguém que foi moralmente um sujeito desqualificado! Qualquer profissão ou carreira neste mundo exige uma porção de etapas ou degraus: Quanto estudo! Quantas despesas! Quantas preocupações! Quantos degraus da escada que leva até a vitória da formatura! Quem tem um filho ou filha na Faculdade, que nos conte. O candidato à beatificação não precisa fazer campanha nem gastar um centavo nisso, como se faz nas eleições. Nós é que devemos colaborar com nossa oração e ajuda material para ele receber o titulo honroso de Venerável, depois Beato e depois Santo. Portanto, rezemos e empenhemo-nos para dar ao padre Pelágio esse título honroso para nós e para ele.
Padre Clóvis de Jesus Bovo CSsR
Vice-postulador
MINHA NOTA: Parabéns especial ao Pe.Clóvis que, desde 1997 tem trabalhado incansavelmente para este reconhecimento por parte da Santa Sé. Os pedidos e atendimentos realizados por este venerável que logo será beatificado, próximo passo, e terá, em muito pouco tempo , reconhecida a sua santidade podem ser dirigidos em mensagem para 
https://www.facebook.com/pepelagiosauter/!!!! 
Desde já, rogue por nós, Padre Pelágio! Antônio Ierárdi
Amigo Antonio! Obrigado pela notícia e pela constante divulgação da vida e obras do nosso Venerável, tudo concorrendo para esse título de honra. Agora, trabalhar pela beatificação. - Pe. Clóvis CSsR 
Agradeço o envio da Notícia. Pena que fiquei sabendo depois das missas que celebrei hoje. Agradeço a alegria que me dá. Tenho uma partezinha nesta história. Obrigado, porque da província não veio nada ainda. O interesse é muito pouco e conhecimento menor. Potz. Sabia que seria por esses dias de novembro, mas já tinha até esquecido. Que vá em frente logo. Vitor(Servo de Deus Padre Vitor Coelho de Almeida CSsR) tem uma estrada mais sofrida por conta de ser um processo mais difícil e com gente difícil.. Pe.Luizcarlos. 
Meu amigo Padre Luiz Carlos! Fiquei muito feliz com a notícia até pelo desempenho incansável do Padre Clóvis Bovo! Padre Pelágio é venerável! Agora, sobre processo mais difícil com gente mais difícil, esperamos o reconhecimento daquele que o trouxe para a congregação. Virá com certeza, pois o Padre Vitor é também merecedor dos altares!!!!(ainda que ele próprio tivesse esconjurado a quem quisesse fazer isso!!!) Um forte abraço! Ierárdi

domingo, 5 de novembro de 2023

ELES NOS PRECEDERAM ou VIVERAM CONOSCO - IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR e PE. PAULO DE TOLEDO LEITE CSsR

IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR 
+5 de NOVEMBRO 1912 
Nosso irmão, que se tornou conhecido por seus trabalhos de pintura e escultura. — Filho de ricos agricultores, nasceu na Alemanha a 4 de janeiro de 1837. Desde criança começou a mostrar queda para a escultura. Como jovem, sempre alegre e divertido, tinha sua turma de amigos e, com eles, não perdia festas e barulhos. Mas, durante uma Missão pregada pelos nossos, o rapaz resolveu a mudar de vida. Dedicou-se mais à oração e acabou resolvendo fazer-se Religioso. Contrariando a vontade dos pais, procurou os Redentoristas e foi admitido na C.Ss.R. professando a 26 de agosto de 1865. Durante alguns anos pôde aperfeiçoar-se na escultura, sob a direção de um outro irmão Redentorista, escultor famoso. Em 1895 prontificou-se a vir trabalhar no Brasil. Encaixotou diversos instrumentos do seu ofício, e não se descuidou de trazer também revólver, facas e facões, para se defender dos índios... A princípio teve dificuldades para iniciar sua nova vida e, numa carta a um de seus irmãos, ele escreveu: “Se soubesse que a coisa era assim, eu não teria vindo”... Durante alguns anos foi professor de desenho no “Colégio Santo Afonso”, passando depois a trabalhar somente nos seus quadros e esculturas. Fez diversos trabalhos para as nossas casas, e mesmo para igrejas de São Paulo e de Minas. Sua melhor obra é certamente o Crucifixo esculpido em madeira, atualmente num dos altares da Igreja de São Benedito, em Aparecida. Com a vista arruinada, já em seus últimos anos, Irmão Bento começou a pensar em sua volta para a Alemanha. Voltaram as saudades, e ele se julgava inútil para os trabalhos da casa. Mas desistiu de sua idéia, a conselho dos superiores. Três meses antes de sua morte sofreu muito com uma unha encravada que arruinou, devido a queda de uma vigota de madeira que, ao cair, acabou estraçalhando aquela sua unha de estimação... Levado para São Paulo, os médicos extraíram-lhe a unha. Mas o pé continuou horrivelmente inflamado, provocando dores intensas que não davam ao Irmão o mínimo descanso, mesmo durante a noite. Os médicos decidiram amputar-lhe o pé; mas isso não foi possível, já que o pobre Irmão estava com 75 anos de idade, e com deficiência cardíaca. Em meio aos seus sofrimentos, o enfermo apenas rezava, aborrecendo-se muito se lhe escapava algum gemido. Homem de muita oração, que trabalhava recitando contínuas jaculatórias, Irmão bento foi principalmente nos seus últimos dias, um modelo de paciência e conformidade. Nenhuma queixa, e sempre com o terço nas mãos. Dias antes de morrer, pediu água benta, persignou-se, e continuou rezando, até perder os sentidos. Faleceu às 14 h. do dia 5 de novembro de 1912. 
PE. PAULO DE TOLEDO LEITE CSsR 
+5 de NOVEMBRO 1962 
Nascido em Santos a 26 de janeiro de 1921, Pe. Leite professou na C.Ss.R. a 2 de fevereiro de 1941, sendo ordenado a 28 de julho de 1946. Trabalhou em Aparecida, na Basílica, depois em Porto Alegre como co-fundador da Casa, foi superior da Penha, esteve algum tempo em Araraquara e finalmente em Garça. Ótimo confrade, que todos estimavam pela sua humildade, espírito de oração e trabalho, viu sua vida chegar ao fim, como conseqüência de um desastre, exatamente como já o havia previsto. A 5 de novembro de 1962 pouco antes das 8 da noite, voltava ele para casa, após ter visitado um doente. Estava num jipe (que não dirigia) quando um caminhão desgovernado trombou com o jipe, atirando-o contra outro caminhão. Da cintura para baixo, Pe. Leite foi praticamente esmagado. Socorrido imediatamente, pediu ainda que nada fosse feito contra o motorista culpado — “Como Deus é Bom!” — Foram suas últimas palavras. Horas depois trocava este mundo pela eternidade. Tinha só 41 anos.
CERESP
 

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 4 de novembro de 2023

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. OTO (MARIA) BÖHM CSsR

PE. OTO (MARIA) BÖHM CSsR 
 +4 de NOVEMBRO 1954 
“Se não vos tornardes como crianças...” é o pensamento que nos ocorre, quando nos lembramos do nosso Pe. Oto. Realmente, apesar de ter chegado aos 74 anos, ele viveu sempre como uma criança: simples, inocente, sem qualquer sombra de maldade, incapaz de magoar, não conhecendo aversões nem antipatia... Podia figurar muito bem entre os Santos Inocentes. Ele era de Hofen (Alemanha) e nasceu a 14 de dezembro de 1880. Tendo professado na C.Ss.R. em 1902, foi ordenado em 1907, vindo no ano seguinte para o Brasil. Foi missionário, professor e diretor no Juvenato, Superior em Pinda, primeiro Superior em Tietê, e coadjutor na Penha. Observante e piedoso, de uma simplicidade única no gênero, era ele o confrade que todos estimavam. Como superior em Tietê, soube ganhar a amizade do povo e das autoridades, pela sua maneira humilde e simples de tratar a todos. Nunca foi de muita saúde, apesar de sua devoção ao método de cura do Dr. Kneip-P 1 P. Faleceu em Araraquara a 4 de novembro de 1954. P 1 P-Pe. Oto foi cultor da medicina natural, ajudando muita gente. A ele o Seminário Santo Afonso deveu a instalação do laboratório de física. (nota do editor) 
CERESP Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP 
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam) 
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR 
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM TARCÍSIO ARIOVALDO AMARAL CSsR

DOM TARCÍSIO ARIOVALDO AMARAL CSsR 
+2 de NOVEMBRO 1994 
Nascido em Tabatinga-SP, no dia 23 de dezembro de 1919, era filho de Aurélio Amaral Barros e Ana Rita Machado Amaral. Mudou-se ainda criança para Araraquara, onde conheceu os redentoristas. Foi aluno de catecismo do Pe. Vítor Coelho, quem lhe despertou a vocação. Em 1930 entrou para o Pré-Seminário de Pindamonhangaba. Daí passou para o Seminário Redentorista Santo Afonso. Em 1937 estava novamente em Pindamonhangaba, desta vez para o noviciado. No ano seguinte professou na Congregação e foi para o Estudantado em Tietê, onde realizou seus estudos filosóficos e teológicos. Foi ordenado sacerdote no dia 1 de agosto de 1943, na igreja de Santa Cruz, em Araraquara. Trabalhou em Aparecida de 1943 a 1947, tanto nas atividades na paróquia e no santuário como nas Oficinas Gráficas, hoje Editora Santuário. Foi, em seguida para Roma, formando-se em Direito Canônico e Civil. Durante sua permanência na Europa foi um dedicado e competente comprador e organizador do acervo da Biblioteca Provincial. Retornando ao Brasil, durante dez anos foi professor muito competente e estimado em nosso Estudantado, exercendo por algum tempo o encargo de Prefeito dos Estudantes. Cuidou insistentemente da elevação do nível da formação intelectual de nossos clérigos. Em 1962, deixou a formação, indo para a Penha, em São Paulo, como pároco e superior da comunidade. No ano seguinte foi o vogal da Província no Capítulo Geral da Congregação. Já desempenhara essa missão no Capítulo anterior, de 1954. Eleito Conselheiro Geral, exerceu o cargo até 1967, quando foi eleito Superior Geral da Congregação. Durante o período em que era Conselheiro Geral tinha também as funções de Secretário Geral e Procurador Geral junto à Santa Sé. Além disso, tinha sido nomeado pela mesma Santa Sé membro da Comissão de Revisão do Código de Direito Canônico. Como Superior Geral liderou todo o processo de atualização da Congregação, de acordo com as novas Constituições e as orientações do Concílio Vaticano II, até quando sua saúde enfraquecida obrigou-o a deixar as responsabilidades imediatas e diretas aos seus Conselheiros. Pe. Amaral viajou pelos seis Continentes, levando seu apoio e estímulo e animando as comunidades naqueles momentos decisivos de renovação Em 1973, liberado das funções no centro da Congregação, voltou para a Província. Trabalhou aqui como diretor da Editora Santuário e, posteriormente, como membro da equipe de mestres do Noviciado. Foi nomeado bispo de Limeira-SP, em 1976. Foi transferido em 1985 para a diocese de Campanha, em Minas Gerais. Durante seu episcopado, exercido com os sacrifícios impostos por sua saúde frágil, Dom Tarcísio permaneceu constantemente unido à Província, com freqüente presença em São Paulo e Aparecida. Motivos de saúde o obrigaram a pedir renúncia ao exercício do episcopado e, assim, em 1991 ele se viu livre para voltar a fazer parte da comunidade redentorista. Residiu em Aparecida, integrando-se à vida e aos trabalhos dos confrades no Santuário Nacional. Fraterno, expansivo, espirituoso, simples e participante, viveu seus últimos anos como um modelo de vida redentorista. Foi sempre intensamente procurado por bispos, sacerdotes, religiosos e leigos para aconselhamento, orientação e decisões importantes. Era também requisitado para palestras e cursos de formação. Nossos noviços e estudantes sempre receberam dele muita atenção. Foi representante pessoal do Pe. Geral no processo de renovação do convênio entre a Congregação e o Santuário Nacional de Aparecida. Sua prudência, experiência e competência, mais uma vez estavam a serviço da querida Congregação. Entusiasmado com a criação do Centro Redentorista de Espiritualidade, o CERESP, assumiu a organização da biblioteca especializada do mesmo, entrando em contato com as diversas unidades da Congregação para obter livros e publicações. Um câncer linfático obrigou-o a tratamentos de químio e radioterapia que lhe trouxeram algum alívio. Mas logo o mal retomou toda gravidade e, no dia 2 de novembro de 1994, deixou-nos o querido confrade. Pouco antes, já acamado, ele vibrara com as celebrações do centenário da presença redentorista no Brasil. Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral soube colocar inteiramente a serviço do Reino todos os ricos talentos que Deus lhe confiara. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Ele foi para mim a imagem da misericórdia de Deus. Carlos Felicio
Caro amigo Felício! Considero salutar a memória dos que nos precederam ou que viveram conosco! Não vou enveredar para qualquer caminho de crítica nos nossos dias, mas como seria bom se acompanhássemos permanentemente a existência desses seguidores de Sto.Afonso, cuja vida é perfeito modelo de santidade. Hoje ainda sabemos existirem nos conventos muitos sacerdotes que permanecem em contínua oração por sua própria e nossas almas! O mínimo que podemos fazer é contar com todos eles e , quando possível, divulgar seu santo exemplo de vida!!!!! Um forte abraço! Ierárdi
Lembro tão bem...eleito VIGÁRIO GERAL EM ROMA.... ainda estava no SANTO AFONSO. Nos visitou um dia.....dignidade,simplicidade, uma eleição histórica no VATICANO.... ARIOVALDO AMARAL.... que bom que o conheci..ainda no seminário SANTO AFONSO... foi eleito VIGÁRIO GERAL EM ROMA.... CRIA E FILHO DO SEMINÁRIO REDENTORISTA SANTO AFONSO EM APARECIDA. Era apenas o escrutinador de votos na ELEIÇÃO que deu como eleito , se não me foge a memoria, o PADRE JOSE RIBOLA..... que recusou ser empossado por motivos de saúde e pela simplicidade que o envolvia... logo em outro escrutínio, aquele que recolhia os VOTOS foi ELEITO VIGÁRIO GERAL..... não sabia de sua partida...tao cedo, jovem e Santo. AMEM.Nelson Duarte(+)
Em 1945, entrei para o quadro de coroinhas da basílica velha, padre Amaral era o encarregado de nos ministrar as primeiras lições do latinório e dos rituais sacros, padre Roriz também fazia parte da comunidade. Posteriormente, encontrei-me com ele em uma de suas visitas ao seminário, reconheceu-me. Mas, o mais incrível é que, já velho e arcebispo emérito, participando de uma cerimônia na basílica nova, quando me apresentei perguntando se lembrava-se de mim, ele prontamente me chamou de Dumas.Alexandre Dumas

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

SAUDADE QUE NÃO DÓI

Do outro lado da rua, o ipê era um milagre amarelo, um esplendor que só Deus lhe pode dar. 
Quatro ou cinco di-as depois, de novo olhei para o outro lado da rua, e todo o ouro alegre desaparecera, sobravam apenas saudades na calçada. 
Saudades na calçada, o que ainda sobra, quando penso em tantas pessoas amadas que aí já não estão. 
Há uma tristeza que vem de mansinho, e só se vai quando lembro e fecho os olhos, e elas ali estão numa saudade que não dói, porque é esperança, certeza que não se vê. 
Elas não se foram, apenas esperam um pouco mais adiante.
E, se a saudade aperta, é só esperar um pouco. 
O ouro do ipê florido no próximo ano estará de volta, é só olhar para o outro lado da rua onde o milagre da vida continua. 
É só lembrar que o milagre da vida é eterno, primavera que fica para sempre.

domingo, 29 de outubro de 2023

CARMINHA, MINHA INESQUECÍVEL IRMÃ

Maria  do Carmo Yerárdi
(*) 05 de outubro de 1946
(+)29 de outubro de 2023 

Minha irmã Carminha nasceu em São José dos Campos.

Devido a impossibilidade de conviver com meus pais, meu pai Juan estava enfermo e minha mãe Josefa teria de viver em São Paulo-Capital, onde trabalhava no Lanifício Fileppo como operária,arrumadeira na creche.

Assim, a Carminha, desde a primeira idade, teve de ser internada em São José dos Campos, no Colégio Santa Inês!

Após 3 anos, com o passamento do meu pai que se deu naquela cidade em 1949, minha irmã foi trazida para São Paulo e passou a viver até a juventude com nossos parentes, conterrâneos da Paraíba, terra da minha mãe!

Já na juventude, preferiu a viver sozinha!

Com a ajuda de Ricardo Granja, filho de sua madrinha,  conseguiu, em 1.996, um apartamento do CDHU na Víla Sílvia, distrito do Cangaíba, Zona Leste de São Paulo!

Lá morou até seus últimos dias de vida.

Após quase 3 meses internada no Hospital Municipal Professor Dr. Alípio Correa Neto, em Ermelino Matarazzo, veio a falecer no domingo às 09:15h do dia 29 de outubro de 2023.

Ela nos deixou!

A única vez que fui àquele hospital, onde estava internada, foi para tomar as providências do seu pós-falecimento.

Particularmente o que vi não foi bom...

Tive de reconhecer o corpo,abandonado e descartado, que estava em um canto no subsolo, coberto com um lençol!

Minha irmã, que Deus hoje a mantenha nesse novo estágio da sua vida espiritual e agora, carinhosa e francamente  quero dizer: 

-DESCANSE EM PAZ! 

DUAS MULHERES EM MINHA VIDA:
JOSEFA PEREIRA IERARDI(+),MÃE
MARIA DO CARMO YERARDI(+),IRMÃ

sábado, 28 de outubro de 2023

ELES NOS PRECEDERAM e VIVERAM CONOSCO - PE. CONRADO (MARIA) KOHLMANN CSsR e IR. PLÁCIDO (JOSÉ SCHAFFLEITNER) CSsR

PE. CONRADO (MARIA) KOHLMANN CSsR 
+28 de OUTUBRO 1944 
Outro grande missionário que muito realizou e sofreu pela nossa Província. Era da cidade de Seisling (Alemanha) onde nasceu a 5 de fevereiro de 1879. Desde criança mostrou desejo de ser Padre e, logo que pôde, ingressou no Juvenato da Província- Mãe, professando em 1903. Foi ordenado em 1908, vindo no ano seguinte para o Brasil. Era seu sonho dedicarse logo às missões; mas a obediência o colocou no Juvenato de Aparecida como Diretor e Professor. Mesmo assim, sempre que possível, lá estava ele na igreja, auxiliando nas confissões e batizados. Em 1921 foi para Campininhas, e, aliando sua ótima saúde a um zelo extraordinário, percorreu todo o sul de Goiás num contínuo apostolado. Não conhecia cansaço nem dificuldades; sempre a cavalo, fazia quantas léguas fossem necessárias para atender a um doente que o solicitasse. Os perigos que enfrentou pelo sertão: a fome, a sede que muitas vezes teve de suportar, o trabalho das contínuas pregações, as noites em claro, foram capítulos que só Deus conhece, escritos como foram “in libro vitae”. De 1936 a 1941 trabalhou nas Missões do Estado de São Paulo. Durante esse tempo foi também superior de Pindamonhangaba, onde muito fez para valorizar o terreno: o dia todo lá estava ele de enxada, picareta ou machado à mão, para dar ao noviciado a horta, o pomar, os caminhos ou avenidas que embelezariam a casa. Mas nem por isso se esquecia das missões; estava em todas, sempre com o mesmo entusiasmo e piedade. No entanto, seu sonho era voltar para Goiás, onde se sentia melhor em meio ao povo simples. E era lá que ele desejava terminar os seus dias. Em 1942, todo feliz, regressou às missões em terras goianas. Sua saúde, porém, já não era a mesma. E quando notou que já não podia mais continuar como superior de Campinas, renunciou ao cargo, passando a viver no silêncio do seu quarto. Esse descanso forçado, com a certeza de que o fim se aproximava, foi uma dura penitência para o seu zelo; mas ele a aceitou, apegando-se à oração, no quarto ou na capela, e apoiando, com todo entusiasmo, o trabalho missionário de seus colegas. Com o coração bastante fraco, passava noites em claro, mal podia respirar. Assim foi que ele viveu seus últimos dias, entre a vida e a morte, recitando contínuas jaculatórias que bem revelavam a sua conformidade e grande esperança. Em 28 de outubro de 1944, ele rezou, com o Irmão que o assistia, das oito às onze horas da noite, quando entrou em agonia. Algumas horas depois expirou. Levava consigo para a eternidade o mérito alcançado de trinta e cinco anos de intenso apostolado.
IR. PLÁCIDO (JOSÉ SCHAFFLEITNER) CSsR
+28 de OUTUBRO 1953 
Era austríaco, nascido a 1º de maio de 1877. Ingressando na C.Ss.R. em 1901, fez os votos a 3 de maio de 1906 em Aparecida, três anos após sua chegada ao Brasil. Um Irmão que trabalhou em todas as nossas casas daquele tempo: Aparecida, Penha, Araraquara, Cachoeira do Sul e Campinas (GO). Alegre, piedoso, e muito dedicado ao trabalho, Irmão Plácido foi sempre muito estimado pelos confrades, pelo otimismo e felicidade que irradiava. Com uma certa facilidade para escrever, deixou-nos um interessante “Diário” da sua vida na Alemanha, desde que ingressou na C.Ss.R. e, no Brasil, até junho de 1905. Em outubro de 1931 renunciou (por escrito) a viagem-recreio que podia fazer à Alemanha, talvez com medo de não poder mais voltar para o seu querido Goiás. Numa carta ao Provincial, em 1935, ele diz alguma coisa da sua vida em Campininhas: “Graças a Deus, há 32 anos que estou no Brasil, sempre alegre e satisfeito. Além dos sofrimentos que todo mundo tem, já caí três vezes da escada, ao apanhar laranjas; tive maleita durante três anos e meio; por ocasião da festa em Trindade quase fui morto a pauladas; além disso fui picado por uma jararaca (1934) e, outra vez, picado por uma jaracuçu (1935). E, para encher as medidas, estou agora com uma úlcera no estômago. Como V.R. pode ver, o sofrimento é meu signo neste mundo miserável. Mas, apesar de tudo, vivo contente e feliz aqui em Campinas”. E, pressentindo a morte, ele diz ainda: “Será que vou logo para o cemitério? Isto seria para mim o fim deste mundo, e seria muito bom, tanto para mim, como para os outros, pois já não sirvo mais para muita coisa”. — E mostra-se consolado ao dizer: “Graças a Deus que vou morrer aqui, e já estou vendo que isso não vai demorar muito”. — Mas ainda demorou um pouco. E seus últimos anos foram de muito sofrimento. Sempre alegre, porém, conformado, esperou pela morte, até que ela chegou, a 28 de outubro de 1953, em Campinas como ele sempre desejara.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR 

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

ELES VIVERAM CONOSCO - Gilberto dos Santos - Antigo Seminarista

Gilberto dos Santos
+25/10/2013
Antigo Seminarista Redentorista
Faleceu a 25/10/2013 em Aparecida aos 56 anos de idade, o ex Gilberto dos Santos.
Gilberto foi seminarista redentorista na década de 70, era frequentador assíduo dos encontros de antigos seminaristas e retiros.
Era ele que em todos os anos, tanto no retiro como nos encontros em Aparecida, doava as imagens de Santo Afonso para serem sorteadas. Todos se entristecem com a perda deste grande colega e que Deus o tenha em seus braços.
À família de Gilberto enviamos sempre as nossas condolências e orações.