sábado, 31 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE GERCÉ DIVINO BORGES CSsR

PADRE GERCÉ DIVINO BORGES CSsR
(*) 10 DE ABRIL 1959
(+) 31 DE JANEIRO 2024
A Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e a Congregação do Santíssimo Redentor lamentam o falecimento do missionário redentorista padre Gercé Divino Borges, ocorrido nesta quarta-feira (31/01/24), aos 64 anos, devido a uma grave pneumonia. O padre estava internado no Hospital do Coração, em Goiânia. Ele era o Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Abadia, em Abadia de Goiás. Nos últimos anos, padre Gercé estava na Comunidade Mãe do Perpétuo Socorro, localizada na BR-O60, próximo à Goiânia (GO), onde abriga os idosos do Santíssimo Redentor, desempenhando uma função de ajuda ao próximo com grande zelo.
Biografia 
Gercé Divino Borges nasceu no dia 10 de abril de 1959, na cidade de Goiânia (GO). Filho de Gervásio Borges e Iolanda de Paula Borges.
Entrou para o Seminário Pe. Pelágio, na época em Goiânia, no dia 04 de fevereiro de 1987. Fez seu noviciado na cidade de Tietê (SP), no ano de 1994. 
Sua primeira Profissão Religiosa aconteceu no dia 05 de fevereiro de 1995, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Matriz de Campinas), também em Goiânia. 
Ele cursou filosofia e teologia no Instituto de Filosofia e Teologia de Goiás.
No dia 03 de maio de 1998, ele fez a Profissão Perpétua dos votos. 
No dia 1º de agosto de 1998, foi ordenado diácono por Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, na Igreja Matriz do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO). 
Em 10 de janeiro de 1999, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ele foi ordenado presbítero pelas mãos de Dom Celso Pereira de Almeida, OP.
Padre Gercé Divino realizou diversos trabalhos missionários. 
Foi pároco na Paróquia Santo Afonso em São Sebastião (DF). 
No ano de 2011, na Paróquia Divino Pai Eterno em Trindade (GO), assumiu a função de vigário paroquial. 
Em 2012, desempenhou também o trabalho de vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora da Guia em Trindade (GO). 
Em 2014, foi transferido para cidade Vila Rica (MT), desempenhando a missão de vigário paroquial da Paróquia São Pedro. 
Nessa mesma Paróquia, em 2017, ele assumiu a função de pároco e passou a ser o Superior Local da comunidade. 
No ano de 2020, foi pároco da Paróquia São Sebastião em Confresa (MT), e recebeu o encargo de animar os confrades da comunidade religiosa local como superior. 
No ano de 2021, passou a realizar uma importante missão de assistência e animação dos confrades idosos, sendo assim, nomeado superior local da comunidade Mãe do Perpétuo Socorro, em Goiânia (GO). 
Dedicou-se a essa missão até o seu último dia. 
Em todas as suas missões, padre Gercé desempenhou um trabalho de dedicação e zelo. 
Os Missionários Redentoristas agradecem pela vida e missão desse grande propagador da palavra do Pai Eterno. 
Que o Divino Pai Eterno o acolha com amor e paz!

Frei Guilherme Sônego OFMcap

Frei Guilherme Sônego OFMcap +31 Janeiro 2013 (Irmão do Padre Guilherme Sônego CSsR (+15/12/69)
Rua Padre Visconti,nº5, foi a referência da presença diária de uma pessoa marcante aos olhos dos paroquianos da comunidade do Embaré,Frei Guilherme. A espera da condução com destino certo lá ia ele com muita disposição presidir as celebrações na comunidade do Quarentenário em São Vicente, onde por muito tempo desenvolveu vários trabalhos sociais junto aos pobres. Na diocese de Santos ministrou aulas sobre o apóstolo São Paulo, na Faculdade de Teologia para leigos,um programa em que desenvolvia com profundo conhecimento.Na paróquia de Santo Antônio do Embaré pôde ensinar a importância dos Sacramentos e falar sobre o Evangelista João com muita sabedoria.Palestras não se tem conta das inúmeras vezes que se dirigia ao público.Anos e anos celebrou na comunidade do Colégio Stella Maris e ministrou comunhão aos jovens que se preparavam para o sacramento da Eucaristia. Frei Guilherme conservou uma juventude espiritual e uma vitalidade incomparável.Dizia que o segredo está na alegria de seu sacerdócio que, a cada dia,renovava seu amor à vida pelo espírito do carisma franciscano. 
Biografia 
Nome: Frei Guilherme Sônego, OFMcap 
ordenação: 08/12/1944 
natalício: 03/07/1920 
paróquia: Santo Antônio do Embaré - Santos 
nasceu em : Limeira SP 
país : Brasil 
Nascido na cidade de Limeira/SP, o menino Jiácomo Sônego vivia com os pais Santo Sônego e Luiza Pegoree e seus quatro irmãos. Com o tempo, a família cresceu, o casal teve mais oito filhos e mudaram-se para Santa Cruz do Rio Pardo/SP. Foi seu avô quem lhe deu um livro contando a vida de São Francisco de Assis. Jiácomo leu, e, no momento em que devolveu o livro, o avô o convidou a seguir o carisma franciscano. Foi o primeiro dos irmãos a seguir a vocação religiosa. Mais tarde, um deles se tornaria padre Redentorista, outro padre Dominicano, uma irmã seria freira Marcelina e mais duas irmãs e um irmão fariam parte da Ordem Paulina. Aos doze anos, Jiácomo com o pai Santo - homem devoto, de comunhão diária, estava dentro do trem noturno que o levaria ao Seminário Seráfico São Fidelis, em Piracicaba. Foi ordenado sacerdote no dia 08 de dezembro de 1944 com o nome de Guilherme, porque queria ter o nome do irmão. O frei ainda viveria nas comunidades de Mococa, Piracicaba e São Paulo, chegaria a assumir o cargo de Provincial do Estado de São Paulo por seis anos. Seria professor de Filosofia, Matemática, Grego e Latim em várias cidades de são Paulo, tanto em seminários franciscanos, quanto na Faculdade de Serviço Social de Piracicaba. E, no ano de 1981, estaria passando a ter como seu lar a Paróquia Santo Antônio do Embaré, em Santos. 
Cronologia 
1932 - Ingressou no Seminário Seráfico São Fidelis em Piracicaba/SP; 
1936 a 1944 - Cursa Filosofia em Mococa/SP e Teologia em São Paulo/SP; 08/dez/44 - Foi ordenado sacerdote pelas mãos de Dom Luiz Sant'Anna em Botucatu/SP; 
1975 a 1981 - Torna-se Provincial da Ordem dos Frades Menores na Província do Estado de São Paulo; 
1981 - Torna-se vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio do Embaré/Santos; 
1991 - Junto de Irmã Dolores, atua na evangelização no Quarentenário em São Vicente.
PADRE GUILHERME SÔNEGO CSsR(+)
Padre Sônego, irmão de Frei Guilherme, foi diretor do Seminário Santo Afonso entre 1957 a 1959, vindo a falecer em 15 de dezembro de 1969.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - BENÊ(+) E ANTÔNIO BICARATO(+), oblato redentorista

Hoje lembramos 14 anos que a Benê nos deixou para ir ao encontro de Deus PAI.

BENÊ AO LADO DO ESPOSO BICARATO(+)
Logo após seu falecimento recebemos do Bicarato(+) a cópia abaixo do poema/oração inédito feito por ela, provavelmente já em perfeito colóquio para ir ao encontro com o Senhor...
"Senhor, hoje estou aqui para fazer sala contigo.
Desaprendi há muito o sentido do silêncio, do murmúrio
Ouvi muito o vento que curva as árvores e esqueci 
como é o som da brisa,
que, quase calada, passa por meu rosto como um beijo suave.
Há tanto barulho, Senhor, que houve momentos absurdos
que me fizeram esquecer Teu nome.
E, quando voltei a mim,
senti uma necessidade muito grande de Tua presença.
Por todos os lados, ruidos, latidos, gritos e meu coração calado,
mais que nunca precisando de Ti.
Curvei meus ombros e humildemente
chego silenciosa para esse abraço amigo, fraterno
Quero ouvir Teu coração batendo ao lado do meu,
numa cadência bonita, carregada de sons meninos,
onde volto a ser criança precisando de colo."

CLICAR SOBRE A IMAGEM PARA LER
Benê Bicarato
* 25/12/1944
+ 30/01/2011
30 de janeiro, ah, que data!
Para mais doer o coração
ouço Fábrica de Mágicas.
Zezé e Simões cantam:
Estas são as manhãs, que cantava o rei Davi.
Hoje é o teu dia santo, e cantamos por ti!
Desperta, meu bem, desperta,
veja que já amanheceu!…
Desperta, Benê, desperta,
basta deste sono que dois anos já dura.
Acaso de nós te esqueceste?
Não vês qu’inda marejam os olhos
quando te sinto e no entanto
te ver, tocar, abraçar não posso?
Desperta, Benê, desperta,
hoje é o teu dia santo!
Bicarato - Oblato Redentorista
(+)24/11/2014
Não conto em meu vocabulário o auxílio de uma palavra para deixar aqui depositada em homenagem ao Bicarato e à Benê . A ela, tomo dele a poesia e dedico a essa pessoa doce, santa, que tive o privilégio de conhecer e conviver . A ele um pedido de desculpas por palavras impróprias, sarcásticas , talvez inveja de sua fé e tranquilidade no tratamento de coisas divinas. Fomos contemporâneos no seminário, ele mais novo, mas, mais espichado, chegamos juntos aos maiores, já se destacava entre os melhores. Foi adiante, professou, saiu, mas teve uma vida inteira dedicada ao Dies Impendere, muito mais que outros que perseveraram.Alexandre Dumas
Grandes pessoas, ótimos amigos! Em meu primeiro ano de seminário, admissão na Pedrinha, o Bicarato estava no noviciado. O Pe. Arthur Bonotti era o mestre. Acho que mais ou menos em abril, vieram à Pedrinha. Foi o primeiro contato que tive com noviços redentoristas. A Benê, conheci em 1996, muito simpática e meiga. Deixaram saudades! Antônio de Lima
Quando entrei ao SRSA ele estava de saída para o noviciado em Pindamonhangaba-SP. Nunca conversamos, posto que ele era da turma da maiores e eu nos menores. Entretanto, passava-me a imagem de líder discreto. Encontrei-o por diversas vezes nos eventos em que o Mané nos proporcionava na Pedrinha. Ali sim, pude discorrer bons assuntos com ele. Seu Toninho Bicarato....
Uma lembrança do último encontro na Pedrinha, 
com a presença do Pe.Libárdi(+) em 2011!
Antônio Ierárdi

ELES VIVERAM CONOSCO - Padre João Batista Libânio - SJ

 Padre João Batista Libânio - SJ 

+30 DE JANEIRO DE 2014 

Religioso da Companhia de Jesus - Jesuítas, que faleceu na manhã de quinta-feira, 30 de janeiro de 2014, aos 81 anos, em Curitiba (PR), em decorrência de um enfarto. Reconhecido mundialmente por seu profundo conhecimento na área teológica e sua ação pastoral junto aos mais simples, padre Libânio prestou importante e valioso serviço à Igreja. Era doutor em Teologia, professor na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia e vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano. Em novembro de 2012, Padre Libânio nos brindou com sua sabedoria durante o VI Encontro do IPDM realizado no Santuário Nossa Senhora da Paz – Cidade Líder.
“Nada faz o ser humano mais feliz do que colaborar no crescimento espiritual das pessoas”
 Padre João Batista Libânio, SJ
(1932  - 2014)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

CAPELA SANTA CRUZ

A Capela Santa Cruz, no bairro do Sapé, em Ubatuba/SP, encontra-se hoje rodeada por roseiras.

Novas mudas já estão sendo preparadas e, em breve, serão plantadas ao seu redor.

Esse jardim em formação nos oferece uma dupla imagem e, com ela, uma mensagem pastoral profundamente evocativa.

Os espinhos remetem à coroa que feriu a fronte de Jesus no caminho da Cruz; as rosas, que nascem protegidas por esses mesmos espinhos, anunciam a delicadeza que brota mesmo no terreno da dor.

É um convite à contemplação do mistério cristão: a dor não tem a última palavra. Da entrega nasce a vida, e do sofrimento pode florescer a beleza que salva. Como nos recorda o apóstolo Paulo:

“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5,20).

Assim, as rosas que cercam a Capela Santa Cruz tornam-se sinal silencioso da esperança cristã: na fidelidade ao amor, até os espinhos podem guardar a promessa da ressurreição. PEDRO LUIZ DIAS




EVANGELIZAÇÃO LEIGA REDENTORISTA

Os frutos da evangelização no ambiente digital tornam-se visíveis quando compromisso, fidelidade carismática e constância missionária caminham juntos.

Os endereços mantidos por Antônio Ierárdi Neto, voltados à reflexão espiritual e à integração da Família Leiga Redentorista, alcançam números expressivos e significativos:

Momentos Oportunos ultrapassa 4.092.427 visualizações;

Tempo Espiritual registra 104.420 visualizações;

a Távola Redonda dos Seminários soma 530.341 visualizações.

Mais do que estatísticas, esses números expressam alcance pastoral, interesse contínuo e impacto formativo, revelando um trabalho consistente de evangelização e serviço à fé no contexto contemporâneo.

Inspirado no exemplo de Santo Afonso Maria de Ligório — que, ao abandonar uma promissora carreira jurídica em Nápoles, escolheu dedicar sua vida à evangelização dos mais abandonados —, o apostolado desenvolvido nas mídias digitais reafirma o núcleo do carisma redentorista: anunciar a copiosa redenção por meios acessíveis, atuais e profundamente humanos.

A Congregação do Santíssimo Redentor e a Família Leiga reconhecem, com gratidão, o valor desse testemunho missionário, que contribui para manter vivos os vínculos espirituais, a formação permanente e a comunhão entre aqueles que partilham do mesmo ideal afonsiano.

Manifestamos nosso reconhecimento e estima ao missionário leigo redentorista das mídias sociais, desejando-lhe perseverança, fecundidade apostólica e abundantes bênçãos, à luz do legado de Santo Afonso.

PEDRO LUIZ DIAS

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. SIMÃO - (CORBINIANO VEICHT)CSsR

IR. SIMÃO - (CORBINIANO VEICHT)CSsR
+26 Janeiro 1959 
Nosso marceneiro, cujos trabalhos ainda continuam em muitas de nossas casas. Bávaro, nascido a 7 de setembro de 1866, veio para o Brasil com a primeira turma, em 1894, fazendo sua profissão perpétua em 1899. Trabalhou como pedreiro e marceneiro na construção da primeira casa e da primeira igreja de Campinas (GO) onde viveu até 1913. Veio depois para Aparecida, foi para Cachoeira do Sul, voltou novamente para Aparecida, terminando seus dias em São João da Boa Vista. Marceneiro habilidoso, era esse o seu ofício em todas as casas em que residiu. Fez mais de 40 altares, entre os quais o da capela do convento de Aparecida; e o forro da nossa igreja em São João da Boa Vista, ainda hoje, continua lembrando o seu trabalho dedicado e paciente. Era ao mesmo tempo uma alma de Encantadora humildade. Profundamente piedoso, observante, comparecia pontualmente a todos os exercícios comuns; e aos domingos, seu descanso era na capela, com o terço nas mãos. Trabalhando sempre, chegou à invejável mocidade dos seus 91 anos, dos quais 65 dedicados à Província. Já acamado, sem forças, horas antes de morrer, tomou a sua cruz de madeira (que estava sempre sobre sua cama) apertou-a contra o peito, e encolhendo-se todo, esperou que a morte chegasse. Quando ela chegou, ele já estava morto, para o mundo, e para si mesmo. Não houve problemas; ele apenas parou de respirar. Último remanescente da primeira turma, foi juntar-se a seus antigos companheiros, na gloria do Pai, a 26 de janeiro de 1959.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

ELES NOS PRECEDERAM - PE. JOSÉ WENDL CSsR

PE. JOSÉ WENDL CSsR
+26 Janeiro 1916 
Ativo e trabalhador, ele teve uma alma de apóstolo. Nasceu em Hollerdau (Alemanha) a 15 de março de 1844. Feitos os estudos primários, aos doze anos passou a trabalhar na lavoura com seu pai. Com muito sacrifício, devido a distância, pode cursar o ginásio, e em 1869 conseguiu realizar o seu sonho de ingressar na C.Ss.R. Mas depois de nove meses no noviciado, teve de professar para não ser chamado à guerra de 1870. Estudou Teologia até os fins de 1872, sendo ordenado em 29 de junho desse mesmo ano. Logo depois começou, na Alemanha, a perseguição religiosa que fechou todos os conventos redentoristas no país. Pe. José teve de ira para a Holanda, onde apenas podia celebrar, por não conhecer a língua. À custa de muito estudo conseguiu aprender o Holandês e arriscou pedir uso de ordens, para ser capelão de um convento de religiosas. Estas, na ocasião, iam começar um retiro de oito dias. A resposta do Arcebispo foi desanimadora: Jurisdição por nove dias, para atender somente às religiosas durante o retiro. É que, naqueles anos, os bispos holandeses, extremamente rigorosos, não viam com bons olhos os padres alemães, tidos como relaxados. Pe. José conta que, na ocasião, chegou a chorar de tristeza, mas conformou-se. Impaciente por não poder trabalhar, pediu ao Geral que o mandasse para a América do Norte. A resposta foi negativa porque o Provincial se opôs. Mais uma vez — diz ele 34 — precisei rezar: Ita, Pater. Terminada a perseguição, Pe. José pôde voltar para a Alemanha, sendo logo enviado para a Áustria, onde trabalhou sete anos como professor no Seminário da C.Ss.R. Finalmente, em 1894, conseguiu ser mandado para o Brasil, com a primeira turma. Em outubro desse ano chegou a Aparecida, sendo designado para a missão de Campininhas (Goiás) onde viveu anos de intenso apostolado, de acordo com seu zelo que não conhecia sacrifícios nem dificuldades. Pouco parava em casa, pois os Redentoristas tinham a seus cuidados nada menos que... sete paróquias. Pe. José as visitava quatro ou cinco vezes ao ano, permanecendo oito, dez ou quinze dias em cada uma, pregando e administrando os Sacramentos. O cansaço, os sacrifícios e as privações dessas viagens pelo sertão, em lombo de mula... só Deus ficou sabendo. A 13 de junho de 1915, ao voltar de uma de suas excursões missionárias, já perto de casa, o cavalo que montava caiu de uma ponte, atirando Pe. José a uma distancia de dois metros. Ferido no ombro, foi logo levado ao convento pelo seu ajudante. Mas, para tratar-se melhor, e descansar um pouco, veio para São Paulo. Meses depois, tendo que ser operado, sua idade avançada não resistiu, e Pe. José faleceu a 26 de janeiro de 1916, longe daquele seu Goiás que tanto amava, e onde tanto havia sofrido pelas almas abandonadas.
CERESP
 

Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 25 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE JÚLIO BRUSTOLONI CSsR

PADRE JÚLIO BRUSTOLONI CSsR
+25 de Janeiro 2017
Nota de falecimento
Perdemos mais um confrade que renasceu para a vida em Deus.
Na tarde de hoje, por volta das 14h45 faleceu em Guaratinguetá (SP) o Pe. Julio Brustoloni com a idade de 90 anos, 70 anos de consagração religiosa e 65 anos de vida sacerdotal.
Em anexo colocamos a sua biografia.
Somos gratos a Deus pelos muitos dons com os quais ele cumulou o Pe. Julinho como nós o conhecíamos e pelos muitos trabalhos que ele realizou, especialmente no pesquisar e escrever a História de Nossa Senhora Aparecida e também a História de nossa Província de São Paulo.
Pe. Julio era incansável, mas que lá do céu ele alcance o repouso eterno nos braços misericordiosos de Deus Pai. 
RIP 
Bênçãos de Deus para cada um de nós e para nossa Província.
CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR
Pe. Inácio Medeiros
Superior Provincial
Tel. 11 4890-2980

O missionário redentorista padre Júlio Brustoloni, faleceu às 14h30 da tarde desta quarta-feira, 25/1, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP). Ele tinha 90 anos e estava com complicações decorrentes da idade, além de uma fratura no fêmur. O velório e a missa serão no Convento do Santuário de Aparecida, às 10h30, desta quinta-feira 26/1 e o sepultamento no cemitério Santa Rita em Aparecida. 
Padre Júlio comemoraria 70 anos de profissão religiosa no próximo dia 2 de fevereiro. Ele nasceu no dia 18 de julho de 1926, no bairro de São Roque no Tietê (SP). Filho de Ettore Brustoloni e Angelina Dalto, entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), em 04 de janeiro de 1939. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba (SP), durante o ano de 1946.
Estudou Filosofia e Teologia, em Tietê, onde fez a Profissão Perpétua em 02 de fevereiro de 1950. Foi Ordenado Sacerdote também em Tietê, em 27 de dezembro de 1951, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba (SP). 
Suas atividades se iniciaram como Vigário Paroquial em diversas de nossas Comunidades: Santuário de Aparecida, Paróquia Imaculada Conceição, em Campinas, Goiás, e na Igreja Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, em São João da Boa Vista (SP), Paróquia de São Pedro, em Garça (SP) e Igreja de Santa Teresinha, em Tietê (SP). 
A partir de 1959, depois de fazer o segundo noviciado, dedicou-se à pregação das Missões Populares, nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Depois de deixar as Missões, foi o coordenador da Pastoral do Santuário de Aparecida, por mais de dez anos. Tinha o cargo que entre os Redentoristas se chama “Prefeito de Igreja”. 
Naqueles tempos difíceis pós-conciliares, a Pastoral do Santuário era um constante desafio. Ele soube coordenar com sabedoria as atividades evangelizadoras, com as celebrações liturgicamente atualizadas, ao mesmo tempo que valorizou as expressões das devoções populares. Reorganizou os arquivos do Santuário e manteve corretamente atualizados os livros de missa, de batizados e casamentos.
Outro desafio que precisou enfrentar foi a mudança do Santuário (da Basílica Velha para a Basílica Nova). Nos finais de semana (sábados, domingos e feriados) o atendimento dos romeiros acontecia no Santuário Novo em construção. Quase tudo meio ao ar livre, sem portas e janelas, havia o desconforto do vento e da chuva, que invadia o recinto das celebrações, e a lama nos arredores não pavimentados.
Padre Brustoloni sempre mostrou tendência para a Pesquisa Histórica. Tinha boa redação e escreveu vários livros. A partir de 1982, transferido para a Comunidade das Comunicações, em Aparecida mesmo, dedicou-se a um trabalho totalmente diferente: cuidar de toda a Documentação Histórica da Província de São Paulo, o que fez com brilhantismo. Seu trabalho até serviu de modelo para outras Províncias da Congregação. São volumes e volumes de cartas e crônicas catalogadas, ano por ano, tudo bem digitado. 
Mas, nem por isso deixou os trabalhos apostólicos. Sempre saía para ajudar os párocos na Semana Santa e aceitava também tríduos, novenas, sempre que possível.
Nos seus últimos anos de vida, residiu no Seminário São Geraldo, no Potim (SP), que, a partir de 2012, se tornou simplesmente Comunidade Irmão Bento. 
Diva Maria Hernandes (Lili)
PADRE JÚLIO BRUSTOLONI E O SERVO DE DEUS PADRE VÍTOR COELHO DE ALMEIDA
DECLARAÇÃO DO PADRE VITOR COELHO:
“Eu, Pe.Vítor, depois de minha morte, se Deus me der a salvação, pedirei a Nosso Senhor que castigue salutarmente as pessoas que, ignorantes e supersticiosas, se meterem a me venerar como santo. Rogo, porém, a todos que rezem muito pelo meu descanso eterno.”
Padre Júlio Brustoloni encarou o desafio do Padre Vítor, dispôs até receber o salutar castigo sugerido e assumiu a vice-postulação para a causa de canonização do seu confrade....Pe.Júlio conhecia pormenorizadamente a biografia do Pe.Vítor, escreveu alguns livros sobre sua santa vida e apenas, por questões de saúde, deixou o encargo embora continuasse na sua clausura em preces constantes para esse objetivo.
Agora ambos se encontram na outra vida e o Pe.Vítor irá abraçar seu colega que chega retirando aquele desejo, ainda que salutar, e agradecendo pelo que desenvolveu a seu respeito por aqui nosso já saudoso Pe.Júlio Brustoloni....Requiescant in pace.... Ierárdi
Hoje, Pe. Júlio Brustoloni termina sua caminhada entre nós. Sua trajetória de vida foi fértil, deixando para a Congregação Redentorista uma riqueza inigualável de produções escritas e organizações de documentos históricos. Seu modo incansável de dedicação ao apostolado, sua inteligência e inquietude, manifestada no modo de ser, era fruto de sua paixão, seu amor ao ser humano, cuja Congregação foi a mediação. Pe. Júlio era uma biblioteca ambulante um arquivo vivo da história dos Redentoristas e do Santuário de Aparecida. Despretensioso, autêntico e corajoso, lutou até o fim dos seus dias pelos seus ideais. Muito ele nos ensinou, mas teremos muito ainda para aprender com ele. Obrigada, Pe. Júlio Brustoloni, pela sua vida, sua doação, seu patrimônio construído e deixado em nossas bibliotecas e arquivos históricos. Esse homem viveu e deixou marcas. Descanse em paz, Pe. João Júlio Brustoloni.
A nossa homenagem, com carinho e saudades!

Biblioteca Seminário Santo Afonso

sábado, 24 de janeiro de 2026

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE HUMBERTO PIERONI

PADRE HUMBERTO PIERONI 
*05 DE OUTUBRO 1915 
+24 DE JANEIRO 2005 
Em 1951, a Rádio Aparecida foi inaugurada em 8 de setembro, e teve como seu primeiro diretor o missionário redentorista padre Humberto Jorge Rafael Pieroni. Permaneceu nesta missão até 1953, sendo um dos responsáveis pela instalação física da emissora ao lado da Basílica Histórica, hoje sede da Livraria Santuário. 
Chamado a ser redentorista 
Nasceu no dia 5 de outubro de 1915, em Espírito Santo do Pinhal (SP). Era um dos onze filhos de Máximo Pieroni e Maria Luiza Jorge. Entusiasmado pelas pregações dos missionários redentoristas, Padres Estevão Maria e José Montezuma, entrou para o Juvenato de Santo Afonso, em Aparecida (SP), no dia 30 de janeiro de 1927, com onze anos de idade. Em 3 de outubro do ano seguinte, ele e seus companheiros de curso foram enviados para fundar o Colégio Socorro de Pindamonhangaba (SP). Voltando dois anos depois para o Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida, passou também pela experiência da mudança do Juvenato para o Colegião. Feito o noviciado em Pindamonhangaba, fez a profissão religiosa em 1934, seguindo para Manuel Ocampo, na Argentina, lugar em que cursou os estudos filosóficos e teológicos, completando-os nos Estudantados de Villa Allende, na Argentina, e de Tietê (SP). Foi ordenado sacerdote por Dom José Carlos de Aguirre, no dia 8 de dezembro de 1939. 
Habilidoso como construtor 
Dotado de muito talento e habilidade para as mais diferentes atividades, colocou-se inteiramente a serviço da Vice-província e Província de São Paulo. Nos primeiros anos de sacerdócio trabalhou na paróquia e Santuário de Aparecida, foi professor no Seminário Redentorista Santo Afonso, integrou as equipes missionárias da Província, tendo residido em praticamente todas as nossas comunidades. Arquivo ProvincialArquivo ProvincialPe. Humberto em 1948 Pe. Pieroni se destacou principalmente como grande construtor. Mesmo não tendo estudos técnicos especializados, sua habilidade natural, criatividade e talento administrativo puseram-no à frente da construção do barracão de festas de São João da Boa Vista (SP). Deu continuidade ao trabalho de Pe. Inocêncio na construção do Seminário Santo Afonso e reformou a livraria da Praça Nossa Senhora Aparecida, com a complementação do convento e do salão paroquial na parte superior da mesma livraria. Edificou também o Seminário São Geraldo, em Potim (SP), cuidou das sucessivas ampliações da casa das Pedrinhas, em Guaratinguetá (SP), e sua piscina, levantou o conventinho das Irmãs junto ao Seminário Santo Afonso e o prédio da Rádio Aparecida ao lado da Basílica Velha. Levou para outros estados sua dedicação, construindo o Seminário Menino Deus de Passo Fundo (RS), e o Seminário São José de Goiânia. Ainda em Goiás, deu início à construção do Santuário Novo do Divino Pai Eterno, em Trindade. A Capela do Seminário Redentorista Santo Afonso é sua obra prima, mas, como ele mesmo dizia, a "pupila de seus olhos" era o Seminário São Geraldo. Durante quase oito anos, ele havia batalhado intensamente pela iniciativa de um seminário específico para a formação de Irmãos. Autorizado pelo Governo Provincial, comprou a fazenda São Geraldo, traçou a planta e dirigiu a construção do prédio. E foi, com amor e zelo constante, o primeiro diretor dessa casa de formação. Anos mais tarde, quando alguns lançaram a ideia de unir numa só casa de formação o Seminário São Geraldo e o Seminário Santo Afonso, ele batalhou mais uma vez, agora para preservar uma entidade específica para início da formação dos futuros Irmãos. Em 1950, Pe. Pieroni desenvolveu um trabalho de restauração da imagem original de Nossa Senhora Aparecida. Ele colocou um pino interno de alumínio para unir a cabeça ao tronco, remodelou a cabeleira e retirou uma camada de breu que a cobria. Sua destreza manual permitiu-lhe ainda recuperar as instalações dos sinos das torres da Basílica e consertar os relógios da mesma igreja. Em 1951, deu início às instalações e transmissões provisórias da Rádio Aparecida e, no ano seguinte, quando inaugurada, assumiu sua direção geral. Quando criada a Vice-província de Brasília (DF), Pe. Pieroni administrou para a mesma um sólido patrimônio. Como dizia ele: “O segredo é não ficar ocioso, ter um grande amor à minha vocação, à minha Congregação e ter criatividade para ocupar o resto de meu tempo”. Em meio a todas as atividades acima enumeradas, ele nunca deixou de lançar-se nas lides da pastoral. Foi pároco em mais de uma cidade. Enquanto teve forças, trabalhou na Prelazia e Diocese de Rubiataba (GO), vindo nos anos derradeiros para a comunidade do Santuário, em Aparecida. Aí o confessionário sempre o viu acolhendo os romeiros com todo o zelo. 
70 anos de vida religiosa a serviço do outro 
Esse gigante, entre atividades e responsabilidades, era um homem de saúde frágil. Por um tempo foi tuberculoso, ficando internado por quase dois anos em um sanatório em Campos do Jordão (SP). Por outros problemas de saúde, teve de ficar em tratamento em Águas de Santa Bárbara (SP). Por dois anos, foi vigário cooperador e por outros cinco foi o pároco. Quando a idade já não mais lhe permitia continuar cuidando da paróquia de Nova América na Diocese de Rubiataba (GO), veio, como desejava, terminar seus dias em Aparecida, como confessor dos romeiros. Internado na Santa Casa de Guaratinguetá, faleceu com quase 90 anos de idade, 70 de Vida Religiosa e 66 de Sacerdócio, na madrugada de 24 de janeiro de 2005.

ELES VIVERAM CONOSCO - DIÁCONO EMERANO (ANTÔNIO MARTINS DE ALMEIDA) CSsR

DIÁCONO EMERANO (ANTÔNIO MARTINS DE ALMEIDA) CSsR
+24 JANEIRO 1990 
Nasceu no dia 19 de fevereiro de 1916. Ingressou, já viúvo e com filhos, na Província de São Paulo onde professou em 1944. Trabalhou vários anos nas comunidades da Província como sapateiro, porteiro e sacristão. Em Goiás ordenou-se diácono permanente. Ali exerceu o ministério por vários anos e faleceu, em Goiânia, no dia 24 de janeiro de 1990. Era um confrade tranqüilo, de bom coração e piedoso. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

2026 É UM ANO DE MUITOS JÚBILOS

O Papa Leão XIV proclamou este tempo como o Ano Jubilar celebrando os 800 anos de São Francisco, convidando toda a Igreja a renovar-se na esperança, na simplicidade e na alegria do Evangelho.
Neste mesmo espírito jubilar, a grande Família Leiga Redentorista une-se, com profunda gratidão e emoção, à Congregação do Santíssimo Redentor para celebrar também os jubileus de profissão religiosa de 22 de seus missionários. Entre eles, há quem celebre 75 anos de profissão e quem comemore 25 anos de consagração. Somados, esses anos de entrega, fidelidade e missão ultrapassam mil anos de vida religiosa, colocados a serviço do Reino de Deus.
É motivo de imensa alegria para toda a Família Redentorista reconhecer que, do seio de muitas dessas famílias leigas, brotaram vocações abençoadas. Deus olhou para essas famílias e elas, à semelhança de Maria, souberam dizer “sim”. Deste “sim” nasceram homens que deixaram tudo para seguir o Senhor Jesus Cristo, abraçando uma vida de doação radical, simplicidade evangélica e zelo missionário.
Esses religiosos percorreram o Brasil inteiro, anunciando a copiosa redenção: dos confins da Amazônia aos rincões do Sul, passando pelo Norte e Nordeste, junto aos pobres, aos esquecidos, aos que mais precisavam de esperança. Suas vidas tornaram-se Evangelho vivido, presença consoladora e testemunho fiel do carisma redentorista.
Neste ano jubilar, a Família Leiga Redentorista sente-se especialmente unida, agradecida e esperançosa. Celebrar esses jubileus é celebrar a fidelidade de Deus, a perseverança dos seus servos e a beleza de uma missão partilhada entre religiosos e leigos, como verdadeira família espiritual.
Com o coração cheio de júbilo, elevamos nossa ação de graças ao Senhor por cada uma dessas vidas consagradas e renovamos nosso compromisso de caminhar juntos, na mesma fé e na mesma missão.

Como dizem os franciscanos:Paz e bem a todos.
PEDRO LUIZ DIAS

Pedro Luiz: “ Impossível contar em Graças um século de dedicação ao serviço de Deus . Este é um tempo divino.” Adélia Villas - Rio de Janeiro. 
Pedro Luiz: “A partir do meu contato, há alguns anos, com a formação de seminaristas — muitos dos quais hoje são padres redentoristas — percebi que, para eles, o encontro com a Palavra de Deus não se deu como mera informação intelectual, sob o signo da neutralidade, nem como objeto de uma contemplação alienada do mundo, mas como sujeito que interpela e desvela, colocando-os em missão. Para esses “meninos”, não se tratava — e não se trata — de uma informação a ser simplesmente assimilada, mas de um acontecimento que os atingia e redefinia o próprio ser. Por isso, a resposta deles foi assumir uma aceitação integral, que se traduz diariamente nos padres redentoristas, em fé, adoração e serviço ao próximo.” Prof. Sergio A. Ribaric’
Pedro Luiz: “Parabéns aos jubilandos! Exemplos de dedicação e fidelidade ao chamado divino para a divulgação do Evangelho. Que Deus os abençoe grandemente e continue inspirando-os, com acompanhamento de Maria, no fomento de novas vocações, pois a messe é grande e os operários são poucos." José Carlos Criado. São Paulo. 
“Fui abençoada ao ser convidada para lecionar aos seminaristas redentoristas, em Tietê/SP. Nessa convivência constante, aprendi que cada gesto de amor, cada palavra de esperança e cada momento dedicado ao serviço do próximo são expressões vivas da nossa fé e do carisma redentorista — carisma este que hoje se renova e se celebra na vida e na missão dos Jubilares da Congregação do Santíssimo Redentor.” Profa. Mali Moura – Piracicaba/SP 
“Um tempo cheio de graça 2026 é, de fato, um ano de muitos júbilos. A Igreja inteira vive um Ano Jubilar, proclamado pelo Papa Leão XIV, celebrando os 800 anos de São Francisco de Assis e convidando-nos a renovar a esperança, a simplicidade e a alegria do Evangelho. É nesse clima de gratidão que a Congregação do Santíssimo Redentor celebra o jubileu de 22 confrades, entre eles alguns que alcançam a belíssima marca de 75 anos de vida consagrada. Não estamos apenas contando anos, mas agradecendo por vidas inteiras oferecidas a Deus e à Igreja. Santo Afonso Maria de Ligório nos lembrava que o tempo é um presente sério: Deus o concede para que seja transformado em amor. Por isso, uma vida longa na vida religiosa não é um peso, mas uma graça — quando vivida com fidelidade. E chegar a 75 anos de consagração é sinal de quem, dia após dia, renovou o mesmo “sim”, mesmo nos momentos difíceis. Esses irmãos nos ensinam que a fecundidade da vida consagrada não está apenas no que se faz, mas no permanecer. Quando a força diminui, cresce a oração; quando as palavras se tornam poucas, o testemunho fala mais alto. Como dizia Santo Afonso, há uma grande utilidade para a Igreja mesmo quando já não se pode “fazer muito”, porque então tudo se torna oferta. Neste Ano Jubilar, tão marcado pela esperança, esses jubileus são um verdadeiro sinal profético. Em um mundo que valoriza o imediato e o descartável, 75 anos de fidelidade mostram que vale a pena entregar a vida inteira ao Redentor. Como lembrava o Padre Antônio Vieira, o tempo pode ser perdido ou salvo. Esses confrades salvaram o tempo, porque o devolveram a Deus em forma de serviço, oração e amor. Que este jubileu renove nossa gratidão, fortaleça nossa vocação e nos ajude a olhar para o futuro com confiança, aprendendo com quem caminhou longo tempo e permaneceu fiel até o fim.” Jonas M. P. Miranda-Assis/SP

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

FAMÍLIA LEIGA REDENTORISTA

TEXTO INSTITUCIONAL – FAMÍLIA LEIGA REDENTORISTA

A Família Leiga Redentorista é formada por leigas e leigos que, inspirados pelo carisma de Santo Afonso Maria de Ligório, assumem no coração do mundo a missão da Congregação do Santíssimo Redentor. Em comunhão com os missionários redentoristas, vivem e anunciam o Evangelho como testemunhas da Copiosa Redenção, especialmente junto aos mais pobres e abandonados.

Inseridos na vida familiar, profissional, social e comunitária, os membros da Família Leiga Redentorista expressam sua vocação batismal por meio do serviço pastoral, da ação missionária, do compromisso social e da vivência da espiritualidade alfonsiana. Sua atuação se dá nas paróquias, comunidades, obras sociais, missões populares e em todos os espaços onde a vida clama por esperança, misericórdia e dignidade.

A Família Leiga Redentorista não é apenas um grupo organizado, mas uma comunhão de vocações, unidas pela mesma fé, pela mesma missão e pelo mesmo ardor evangelizador, caminhando lado a lado com os religiosos redentoristas na construção do Reino de Deus.

MANIFESTO INSPIRADOR – FAMÍLIA LEIGA REDENTORISTA

Somos leigas e leigos em missão.

Somos Igreja viva em saída.

Somos a Família Leiga Redentorista.

Carregamos no cotidiano da vida o carisma que nasceu do coração ardente de Santo Afonso: anunciar que em Cristo há Copiosa Redenção. Não vivemos a fé à distância, mas no chão da história, no trabalho diário, na família, na comunidade, nos desafios do mundo real.

Caminhamos com os missionários redentoristas, não atrás nem à margem, mas juntos, como irmãos e irmãs chamados a testemunhar esperança onde ela parece faltar. Nosso altar é também a rua, nossa missão é também o diálogo, nossa pregação é muitas vezes o silêncio que acolhe, a mão que sustenta, a presença que permanece.

Somos leigos e leigas que creem que o Evangelho transforma vidas, estruturas e corações. Por isso, servimos, anunciamos, cuidamos e permanecemos fiéis. Não por heroísmo, mas por gratidão. Não por obrigação, mas por amor.

Família Leiga Redentorista: unidos na missão, firmes na esperança, enviados para o mundo.

A Família Leiga Redentorista é o conjunto de leigas e leigos que, sem serem religiosos ou sacerdotes, participam do carisma e da missão da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas) no coração do mundo.

Quem a forma

Ela é formada por:

Leigas e leigos comprometidos com a vida cristã em suas realidades familiares, profissionais e sociais

Casais, jovens, adultos e idosos, de diferentes profissões e estados de vida

Pessoas que caminham espiritualmente com os Redentoristas, inspiradas por Santo Afonso Maria de Ligório

Membros de movimentos, fraternidades, associações ou grupos missionários leigos ligados às paróquias, santuários e obras redentoristas

Não se trata de uma estrutura única e rígida, mas de uma comunhão de vocações, unidas pelo mesmo espírito.

O que os une

A Família Leiga Redentorista é unida por:

O carisma da Copiosa Redenção

O compromisso com o anúncio do Evangelho, especialmente aos pobres e mais abandonados

A vivência da fé no cotidiano, no trabalho, na família e na sociedade

A espiritualidade alfonsiana, marcada pela misericórdia, proximidade e esperança

Como atua

A atuação acontece de forma concreta e simples:

Serviço pastoral nas paróquias e comunidades

Apoio às missões populares redentoristas

Participação ativa na liturgia, catequese, ação social e caritativa

Testemunho cristão no mundo do trabalho, da cultura e da política, como verdadeiros discípulos missionários

Em comunhão com os religiosos

A Família Leiga Redentorista:

Não substitui os religiosos, mas caminha com eles

Enriquece a missão com o olhar do mundo laical

Ajuda a manter vivo o carisma redentorista fora dos muros das casas religiosas

Em síntese, a Família Leiga Redentorista é o rosto laical do carisma redentorista, vivendo no mundo aquilo que os Redentoristas anunciam em missão:

”Com Ele há copiosa redenção".

ELES VIVERAM CONOSCO- Pe. José Augusto da Costa CSsR

Pe. José Augusto da Costa CSsR 
+ 21 de janeiro de 2006 
Pe. José Augusto da Costa nasceu em 8 de julho de 1921 em Aparecida SP. Seus pais foram Antonio Miguel da Costa e Emília Augusta da Costa. Foi batizado em Aparecida dia 9 de julho de 1921. Entrou para o Pré-Seminário de Pindamonhangaba em 1933, passando para o Seminário de Santo Afonso em Aparecida, em setembro de 1934. Concluiu o curso em 1939. Fez o Noviciado em Pindamonhangaba, durante o ano de 1940, e fez sua Profissão Religiosa na CSSR em 2 de fevereiro de1941. O Seminário Maior foi feito em Tietê. Ai fez a Profissão Perpétua em 1945. Foi Ordenado Sacerdote em S.João da Boa Vista no dia 28 de julho de 1946, por Dom Manuel da Silveira Delboux, Bispo de Ribeirão Preto. Deixou o Seminário Maior em janeiro de 1947, iniciando sua vida apostólica como Vigário Cooperador da Paróquia da Penha, em S. Paulo, aí ficando até fim de 1948. Em 1949 e 1950 foi Vigário Cooperador da Paróquia de Campinas, em Goiânia GO. No primeiro semestre de 1951 fez, em Pindamonhangaba, o Segundo Noviciado, preparando-se para as Missões Populares. De agosto de 1951 a dezembro de 1953, morou em Araraquara, como Missionário. Em 1954 e 1955 foi missionário morando na casa de Cachoeira do Sul, RS. Em 1956 foi nomeado Pároco de Nossa Paróquia de N.S. da Penha, em S.Paulo, aí fican¬do até fim de 1961. Foi ele que iniciou a construção da nova Igreja. De 1962 a 1965 voltou ao trabalho missionário, morando em S.João da Boa Vista, Penha e Araraquara. Em 1965 trabalhou como Missionário das Fabricas, em S.Paulo SP. Foi Vice-Diretor da Rádio Aparecida, de fevereiro de 1966 a julho de 1967. Em julho de 1967 foi nomeado Vice-Provincial da Vice-Província de Brasília, cargo que ocupou até janeiro de 1970. Em 1970 foi Pároco de Aruanã e Mozarlândia, na Prelazia de Rubiataba, GO. Em 1971 voltou ao trabalho das Missões Populares, até fins de 1975. Em dezembro de 1975, tomou posse como Pároco de Aparecida. Em janeiro de 1978 foi nomeado Pároco da Paróquia do Bom Jesus, no Potim SP, morando no Seminário S. Geraldo. De 1979 a 1984 voltou novamente às Missões Populares morando em Sacramento e S. João da Boa Vista. Em 1985 foi nomeado Pároco de Sacramento, onde ficou por 3 anos. Em 1988 foi para Goiânia, como Missionário. Em 1989 foi transferido para a Paróquia do Potim, como Vigário Paroquial, morando no Centro de Pastoral. Em 1993 foi transferido para a Comunidade da Basílica, dedicando-se ao trabalho com os romeiros. Em 1994 voltou novamente ao Potim como Vigário Paroquial. Em 1997 passou a residir no Seminário S. Geraldo. Em 2003 foi transferido para a Comunidade Redentorista do Santuário para tratamento de saúde. Veio a falecer às 4 horas e meia do dia 21 de janeiro de 2006, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, SP.