quinta-feira, 9 de novembro de 2017

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO - PARABÉNS PARA A CONGREGAÇÃO REDENTORISTA E PARA ESTE VALIOSO MISSIONÁRIO

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
VICE-POSTULADOR DA CAUSA
VENERÁVEL PADRE PELÁGIO
MISSIONÁRIO REDENTORISTA
Boa tarde a todos!
Ouvi um dia do Padre Inácio CSsR :
“DA INTERNET TUDO SE COPIA!”
Concordo inteiramente com isso até porque é minha constante prática.....
E os artigos que copio têm um único dono do direito autoral:
DEUS NOSSO PAI!
Ele designa seus correspondentes para o apostolado que nos leva ao caminho certo da vida eterna.
No meu blog diário, MOMENTOS OPORTUNOS
http://ierardineto.blogspot.com.br/
tenho copiado de diversos correspondentes como Padre Luiz Carlos, Padre Walmir Garcia CSsR, Padre Flávio Cavalca CSsR, Padre Hélio Libárdi CSsR(+), Padre Orlando Gambi CSsR(+) Padre Isac Lorena CSsR(+).
Mas agora quero lembrar especialmente um correspondente que aniversaria neste dia, 90 anos vividos!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR 
Do seu site BOLETIM PADRE PELÁGIO
copio todos os dias a vida dos santos e as lições de vida.
OBRIGADO, PADRE CLÓVIS E PARABÉNS NESTA DATA!
CONHEÇAM NOSSO AMIGO
COOPERADOR PAROQUIAL EM GOIÂNIA-GO
Pe. Clovis-11
Ficha biográfica
1927 – Nascimento em Boituva, SP - Pais: Américo Bovo e Rosa Sartorelli Bovo
1938 – Ingresso no Seminário S. Afonso em Aparecida, SP
1946 – Profissão Religiosa na Congregação do Ssmo. Redentor (Redentoristas) em indamonhangaba, SP
1951 – Ordenação sacerdotal em Tietê-SP por Dom José Carlos de Aguirre
1952/53 – Especialização em Jornalismo no Brasil e na Itália.
1954-1971 – Cooperador paroquial em Aparecida e Redator do “Santuário de Aparecida”.
1972-1997 – Membro da equipe missionária de Goiás.
1997... - Cooperador paroquial em Goiânia e Vice-postulador da Causa de Beatificação do Servo de Deus Padre Pelágio Sauter.
OBRAS LITERÁRIAS
* Jesus, nosso Irmão
* Unidos em Cristo
* Fica conosco, Senhor
* Novena do Padroeiro
* Maria de Deus, Maria do Povo
* Vem, Senhor
* Santo Antonio do Povo (Trezena)
* Novena a Santo Antônio
* Novena a Nossa Senhora Aparecida
* Minhas dúvidas de Fé
* Oração da vida (4 volumes)
* Viva a vida
* 365 Dias, 365 Historias
* Essa alegre gente de Deus
* Maria Rainha da Paz
TRADUÇÕES
* Vida do Padre André Hamerle CSsR
* Vida do Bom Jesus
* Geraldinho
* Dicionário das Religiões
* Cartas entre o Céu e o Inferno
* Santa Maria Goretti
* Kateri, a índia do Grande Espírito
* Irmão João Batista Stöger
* Orar 15 dias com São Vicente de Paulo
* Meditar como cristãos
* São Clemente (8º Volume de Espiritualidade Redentorista)
* Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Sua história Sua imagem
“Do Noviciado até a ordenação, era costume naquele tempo, ser tratado pelo sobrenome. Mas havendo já outro confrade com o mesmo sobrenome, escolhia-se um nome tirado da própria família, para não haver confusão de nomes no trato diário.
-No meu caso, p.ex., ao meu nome de batismo, Clóvis de Jesus Bovo, acrescentou-se Sartorelli (sobrenome da minha mãe). Por que? Clóvis não se podia adotar, por ser o primeiro nome. Jesus, seria quase uma falta de respeito. Bovo, sim, mas prestava-se a equívocos e brincadeiras. O jeito foi adotar o sobrenome da minha mãe (Sartorelli). Depois da ordenação podia-se voltar para o nome de batismo, i,é, o primeiro nome. Mas os resquícios ficam. Até hoje os mais antigos me chamam de Fr. ou P. Sartorelli.”
Padre Clóvis
Antônio Ierárdi Neto
Como é maravilhoso, estar com os irmãos!(Salmo 132(3))



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ELES NOS PRECEDERAM - IR. ESTANISLAU (PEDRO SCRAFFL) CSsR

IR. ESTANISLAU (PEDRO SCRAFFL) CSsR
+8 de NOVEMBRO 1920 
Muito simples e humilde, este Irmão teve também a sua parte de cooperação e de mérito na fundação da nossa atual Província. Filho de uma família bastante pobre, lavradores de Dening (Alemanha), ele nasceu a 24 de novembro de 1842. Tendo ficado órfão de mãe aos três anos de idade, ouviu de seu pai esta palavra que nunca mais esqueceu: De agora em diante sua mãe será Nossa Senhora. Garoto de 13 anos, assistiu a uma Missão pregada pelos nossos; e entusiasmado, disse depois em casa: “Ah! se eu pudesse ser também um missionário, ou pelo menos, ajudante deles em alguma coisa!” — Não pensava que, um dia, Deus lhe daria essa graça. Até aos 28 anos esteve a serviço de uma rica senhora inglesa, emprego que precisou deixar para servir o exército. “Sem sentir o cheiro da pólvora” — diz um seu biógrafo, chegou a ser condecorado com uma medalha, feita com bronze dos canhões franceses capturados pelos alemães, na guerra de 1870. Terminado o serviço militar, voltou ao seu antigo emprego; e, a conselho de uma sua parenta Religiosa, começou uma novena ao Sagrado Coração, para conseguir a graça de entrar num convento. Foi quando conheceu a um de nossos padres que por ele se interessou, conseguindo-lhe um lugar na C.Ss.R. Mas como naquele tempo nossos conventos estavam fechados pela perseguição religiosa, Estanislau ficou entre os nossos até 1884 como simples empregado. Somente em dezembro desse ano pôde receber o hábito, professando em 1888. Anos mais tarde, soube que alguns dos nossos vinham trabalhar no Brasil. De boa vontade ofereceu-se para vir também, pronto para ajudá-los no que lhe fosse possível. Os Superiores concordaram, e o Ir. Estanislau também teve o seu lugarzinho entre os primeiros Redentoristas que chegaram a Aparecida em 1894. Aí trabalhou durante 10 anos, muito estimado por todos devido à sua simplicidade, atenção para com os pobres e amor ao trabalho. Em 1904 foi transferido para Goiás, onde continuou sendo o mesmo exemplo de humildade, oração e trabalho, apesar de já não ser moço. De Goiás veio para a fundação de Perdões (supressa em 1920) e daí para a nova fundação de Araraquara, onde pouco pôde trabalhar. As privações e dificuldades de uma Casa recém fundada, apressaram o esgotamento de suas forças. Já idoso, e muito doente, faleceu a 8 de novembro de 1920, aos 78 anos de idade.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO - 90 ANOS


Dizem que a terceira idade  situa-se na faixa etária entre 65 e 85. E depois? As estatísticas do IBGE do ano 2015 afirmam que pouco mais de 13% da população está nesta faixa etária. Mas entre os missionários redentoristas, graças a Deus, há um considerável número de redentoristas nesta fase da vida, alguns ainda trabalhando igual ou mais ainda do que pessoas de cinquenta anos
de idade. É o que se observa na Província de Goiás e tantas outras Unidades Redentoristas pelo mundo afora.
A Província de Goiás conta com 77 membros (padres e irmãos com votos perpétuos); desses, 22 já entraram na terceira idade, inclusive 11 acima dos 75 anos. Sabe-se que existe uma exigência (pedida do Direito Canônico) que os bispos peçam renúncia quando chegarem aos 75 anos. Mas entre os padres e irmãos consagrados não existe este costume. Daí, alguns trabalharem até o fim da vida.
Pe. Clóvis: 90 anos
No dia 6 de novembro, Pe.Clóvis de Jesus completou 90 anos de vida. Uma celebração eucarística na Matriz de Campinas(Santuário Basílica do Perpétuo Socorro), em Goiânia, reuniu familiares, confrades e amigos para a ação de graças por sua vida e vocação. Em plena segunda-feira, a igreja ficou lotada. Era nítida a presença de muita gente simples e humilde, evidenciando a gratidão dos pobres ao missionário que lhes dedica muito carinho e atenção.
Depois da Eucaristia presidida por ele e concelebrada por duas dezenas de confrades, foi servido um jantar no Centro de Formação que atraiu mais ou menos 400 pessoas.
Pe. Clóvis, mesmo enfrentando os problemas próprios da idade que exigiriam mais repouso, ele não deixa de colaborar com os trabalhos missionários, inclusive sempre disposto e disponível para atendimento dos doentes e para as confissões.
Natural de Boituva, perto de Tietê, no interior paulista, ele recorda como chegou ao seminário redentorista.
- “Um padre que pregou missão lá em minha cidade pediu ao meu pai que guardasse um dos filhos para  a Congregação. E eu nem tinha nascido ainda. Por desígnio de Deus, e sem saber desta história, acabei entrando para o seminário  aos 10 anos de idade”.
Aos 26 anos, foi ordenado padre, e logo foi enviado para Roma, para estudar comunicação. Ao  voltar ao Brasil, foi designado a trabalhar em Aparecida/SP, na redação do jornal “Santuário de  Aparecida”, onde ficou por 15 anos.
Missionário
Pe. Clóvis tem grande paixão pelo trabalho das Santas Missões Populares.
-“Fui convidado para ajudar numa missão redentorista, e gostei. Então, pedi para deixar o jornal e ficar na missão. E o provincial da época aceitou”, diz ele.
Atuou em diversas missões de norte a sul do Brasil, e por isso, afirma com entusiasmo:
-“Fiquei trinta anos nas missões, às vezes fazendo paralelamente outros trabalhos. Mas as missões foi o que mais gostei”.
Na década de 1970, foi designado para ser pároco da Matriz de Campinas.
-“E eu não aceitei.  Veio o Pe. Zômpero, e eu dei graças a Deus. Continuei nas missões, e me entreguei de corpo e alma”, explica o missionário.
E depois de tanto tempo nas missões, aceitou um novo desafio: ser o vice-postulador do processo de beatificação do Padre Pelágio Sauter.
-“Já recolhi mais de 500 páginas de depoimentos sobre o nosso Apóstolo de Goiás”.
Esse é o Pe. Clóvis de Jesus: jornalista, poliglota, autor de vários livros e conhecedor da vida dos santos, apresentador de programa de rádio e responsável por um site (www.boletimpadrepelagio.org). Na paróquia/santuário de Campinas, está sempre disponível para a assistência aos doentes, as celebrações de missas e o atendimento de confissões. Isso aos noventa anos!
Fonte: Padre Mauricio Brandolize – O RAPIDINHO Nº176-Dezembro 2017

domingo, 5 de novembro de 2017

ELES NOS PRECEDERAM ou VIVERAM CONOSCO - IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR e PE. PAULO DE TOLEDO LEITE CSsR

IR. BENTO (JOSÉ HIEBL) CSsR 
+5 de NOVEMBRO 1912 
Nosso irmão, que se tornou conhecido por seus trabalhos de pintura e escultura. — Filho de ricos agricultores, nasceu na Alemanha a 4 de janeiro de 1837. Desde criança começou a mostrar queda para a escultura. Como jovem, sempre alegre e divertido, tinha sua turma de amigos e, com eles, não perdia festas e barulhos. Mas, durante uma Missão pregada pelos nossos, o rapaz resolveu a mudar de vida. Dedicou-se mais à oração e acabou resolvendo fazer-se Religioso. Contrariando a vontade dos pais, procurou os Redentoristas e foi admitido na C.Ss.R. professando a 26 de agosto de 1865. Durante alguns anos pôde aperfeiçoar-se na escultura, sob a direção de um outro irmão Redentorista, escultor famoso. Em 1895 prontificou-se a vir trabalhar no Brasil. Encaixotou diversos instrumentos do seu ofício, e não se descuidou de trazer também revólver, facas e facões, para se defender dos índios... A princípio teve dificuldades para iniciar sua nova vida e, numa carta a um de seus irmãos, ele escreveu: “Se soubesse que a coisa era assim, eu não teria vindo”... Durante alguns anos foi professor de desenho no “Colégio Santo Afonso”, passando depois a trabalhar somente nos seus quadros e esculturas. Fez diversos trabalhos para as nossas casas, e mesmo para igrejas de São Paulo e de Minas. Sua melhor obra é certamente o Crucifixo esculpido em madeira, atualmente num dos altares da Igreja de São Benedito, em Aparecida. Com a vista arruinada, já em seus últimos anos, Irmão Bento começou a pensar em sua volta para a Alemanha. Voltaram as saudades, e ele se julgava inútil para os trabalhos da casa. Mas desistiu de sua idéia, a conselho dos superiores. Três meses antes de sua morte sofreu muito com uma unha encravada que arruinou, devido a queda de uma vigota de madeira que, ao cair, acabou estraçalhando aquela sua unha de estimação... Levado para São Paulo, os médicos extraíram-lhe a unha. Mas o pé continuou horrivelmente inflamado, provocando dores intensas que não davam ao Irmão o mínimo descanso, mesmo durante a noite. Os médicos decidiram amputar-lhe o pé; mas isso não foi possível, já que o pobre Irmão estava com 75 anos de idade, e com deficiência cardíaca. Em meio aos seus sofrimentos, o enfermo apenas rezava, aborrecendo-se muito se lhe escapava algum gemido. Homem de muita oração, que trabalhava recitando contínuas jaculatórias, Irmão bento foi principalmente nos seus últimos dias, um modelo de paciência e conformidade. Nenhuma queixa, e sempre com o terço nas mãos. Dias antes de morrer, pediu água benta, persignou-se, e continuou rezando, até perder os sentidos. Faleceu às 14 h. do dia 5 de novembro de 1912. 

PE. PAULO DE TOLEDO LEITE CSsR 
+5 de NOVEMBRO 1962 
Nascido em Santos a 26 de janeiro de 1921, Pe. Leite professou na C.Ss.R. a 2 de fevereiro de 1941, sendo ordenado a 28 de julho de 1946. Trabalhou em Aparecida, na Basílica, depois em Porto Alegre como co-fundador da Casa, foi superior da Penha, esteve algum tempo em Araraquara e finalmente em Garça. Ótimo confrade, que todos estimavam pela sua humildade, espírito de oração e trabalho, viu sua vida chegar ao fim, como conseqüência de um desastre, exatamente como já o havia previsto. A 5 de novembro de 1962 pouco antes das 8 da noite, voltava ele para casa, após ter visitado um doente. Estava num jipe (que não dirigia) quando um caminhão desgovernado trombou com o jipe, atirando-o contra outro caminhão. Da cintura para baixo, Pe. Leite foi praticamente esmagado. Socorrido imediatamente, pediu ainda que nada fosse feito contra o motorista culpado — “Como Deus é Bom!” — Foram suas últimas palavras. Horas depois trocava este mundo pela eternidade. Tinha só 41 anos.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 4 de novembro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. OTO (MARIA) BÖHM CSsR

PE. OTO (MARIA) BÖHM CSsR 
+4 de NOVEMBRO 1954 
“Se não vos tornardes como crianças...” é o pensamento que nos ocorre, quando nos lembramos do nosso Pe. Oto. Realmente, apesar de ter chegado aos 74 anos, ele viveu sempre como uma criança: simples, inocente, sem qualquer sombra de maldade, incapaz de magoar, não conhecendo aversões nem antipatia... Podia figurar muito bem entre os Santos Inocentes. Ele era de Hofen (Alemanha) e nasceu a 14 de dezembro de 1880. Tendo professado na C.Ss.R. em 1902, foi ordenado em 1907, vindo no ano seguinte para o Brasil. Foi missionário, professor e diretor no Juvenato, Superior em Pinda, primeiro Superior em Tietê, e coadjutor na Penha. Observante e piedoso, de uma simplicidade única no gênero, era ele o confrade que todos estimavam. Como superior em Tietê, soube ganhar a amizade do povo e das autoridades, pela sua maneira humilde e simples de tratar a todos. Nunca foi de muita saúde, apesar de sua devoção ao método de cura do Dr. Kneip-P 1 P. Faleceu em Araraquara a 4 de novembro de 1954. 
P 1 P-Pe. Oto foi cultor da medicina natural, ajudando muita gente. A ele o Seminário Santo Afonso deveu a instalação do laboratório de física. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO - DOM TARCÍSIO ARIOVALDO AMARAL CSsR

DOM TARCÍSIO ARIOVALDO AMARAL CSsR 
+2 de NOVEMBRO 1994 
Nascido em Tabatinga-SP, no dia 23 de dezembro de 1919, era filho de Aurélio Amaral Barros e Ana Rita Machado Amaral. Mudou-se ainda criança para Araraquara, onde conheceu os redentoristas. Foi aluno de catecismo do Pe. Vítor Coelho, quem lhe despertou a vocação. Em 1930 entrou para o Pré-Seminário de Pindamonhangaba. Daí passou para o Seminário Redentorista Santo Afonso. Em 1937 estava novamente em Pindamonhangaba, desta vez para o noviciado. No ano seguinte professou na Congregação e foi para o Estudantado em Tietê, onde realizou seus estudos filosóficos e teológicos. Foi ordenado sacerdote no dia 1 de agosto de 1943, na igreja de Santa Cruz, em Araraquara. Trabalhou em Aparecida de 1943 a 1947, tanto nas atividades na paróquia e no santuário como nas Oficinas Gráficas, hoje Editora Santuário. Foi, em seguida para Roma, formando-se em Direito Canônico e Civil. Durante sua permanência na Europa foi um dedicado e competente comprador e organizador do acervo da Biblioteca Provincial. Retornando ao Brasil, durante dez anos foi professor muito competente e estimado em nosso Estudantado, exercendo por algum tempo o encargo de Prefeito dos Estudantes. Cuidou insistentemente da elevação do nível da formação intelectual de nossos clérigos. Em 1962, deixou a formação, indo para a Penha, em São Paulo, como pároco e superior da comunidade. No ano seguinte foi o vogal da Província no Capítulo Geral da Congregação. Já desempenhara essa missão no Capítulo anterior, de 1954. Eleito Conselheiro Geral, exerceu o cargo até 1967, quando foi eleito Superior Geral da Congregação. Durante o período em que era Conselheiro Geral tinha também as funções de Secretário Geral e Procurador Geral junto à Santa Sé. Além disso, tinha sido nomeado pela mesma Santa Sé membro da Comissão de Revisão do Código de Direito Canônico. Como Superior Geral liderou todo o processo de atualização da Congregação, de acordo com as novas Constituições e as orientações do Concílio Vaticano II, até quando sua saúde enfraquecida obrigou-o a deixar as responsabilidades imediatas e diretas aos seus Conselheiros. Pe. Amaral viajou pelos seis Continentes, levando seu apoio e estímulo e animando as comunidades naqueles momentos decisivos de renovação Em 1973, liberado das funções no centro da Congregação, voltou para a Província. Trabalhou aqui como diretor da Editora Santuário e, posteriormente, como membro da equipe de mestres do Noviciado. Foi nomeado bispo de Limeira-SP, em 1976. Foi transferido em 1985 para a diocese de Campanha, em Minas Gerais. Durante seu episcopado, exercido com os sacrifícios impostos por sua saúde frágil, Dom Tarcísio permaneceu constantemente unido à Província, com freqüente presença em São Paulo e Aparecida. Motivos de saúde o obrigaram a pedir renúncia ao exercício do episcopado e, assim, em 1991 ele se viu livre para voltar a fazer parte da comunidade redentorista. Residiu em Aparecida, integrando-se à vida e aos trabalhos dos confrades no Santuário Nacional. Fraterno, expansivo, espirituoso, simples e participante, viveu seus últimos anos como um modelo de vida redentorista. Foi sempre intensamente procurado por bispos, sacerdotes, religiosos e leigos para aconselhamento, orientação e decisões importantes. Era também requisitado para palestras e cursos de formação. Nossos noviços e estudantes sempre receberam dele muita atenção. Foi representante pessoal do Pe. Geral no processo de renovação do convênio entre a Congregação e o Santuário Nacional de Aparecida. Sua prudência, experiência e competência, mais uma vez estavam a serviço da querida Congregação. Entusiasmado com a criação do Centro Redentorista de Espiritualidade, o CERESP, assumiu a organização da biblioteca especializada do mesmo, entrando em contato com as diversas unidades da Congregação para obter livros e publicações. Um câncer linfático obrigou-o a tratamentos de químio e radioterapia que lhe trouxeram algum alívio. Mas logo o mal retomou toda gravidade e, no dia 2 de novembro de 1994, deixou-nos o querido confrade. Pouco antes, já acamado, ele vibrara com as celebrações do centenário da presença redentorista no Brasil. Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral soube colocar inteiramente a serviço do Reino todos os ricos talentos que Deus lhe confiara. (Pe. Víctor Hugo)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR
Ele foi para mim a imagem da misericórdia de Deus. Carlos Felicio
Caro amigo Felício! Considero salutar a memória dos que nos precederam ou que viveram conosco! Não vou enveredar para qualquer caminho de crítica nos nossos dias, mas como seria bom se acompanhássemos permanentemente a existência desses seguidores de Sto.Afonso, cuja vida é perfeito modelo de santidade. Hoje ainda sabemos existirem nos conventos muitos sacerdotes que permanecem em contínua oração por sua própria e nossas almas! O mínimo que podemos fazer é contar com todos eles e , quando possível, divulgar seu santo exemplo de vida!!!!! Um forte abraço! Ierárdi


Lembro tão bem...eleito VIGÁRIO GERAL EM ROMA....ainda estava no SANTO AFONSO. Nos visitou um dia.....dignidade, simplicidade, uma eleição histórica no VATICANO....ARIOVALDO AMARAL....que bom que o conheci..ainda no seminario SANTO AFONSO...foi eleito VIGARIO GERAL EM ROMA....CRIA E FILHO DO SEMINARIO REDENTORISTA SANTO AFONSO EM APARECIDA. Era apenas o escrutinador de votos na ELEIÇAO que deu como eleito , se nao me foge a memoria, o PADRE JOSE RIBOLA.....que recusou ser empossado por motivos de saude e pela simplicidade que o envolvia...logo em outro escrutinio, aquele que recolhia os VOTOS foi ELEITO VIGARIO GERAL.....nao sabia de sua partida...tao cedo, jovem e Santo. AMEM.Nelson Duarte

NOSSA VIDA É PARA SEMPRE

Pe. Flávio Cavalca de Castro, redentorista
flcastro22@gmail.com
Todo ano lembramo-nos de nossos falecidos. E o fazemos unindo um pouco de tristeza, de saudade e de gratas lembranças. Alguma lágrima pode haver, mas logo lembramos de como foi bom tê-los conosco e como nos amávamos. Mais que tristeza, vivemos momentos de saudade, de volta aos bons momentos, renovando sentimentos de gratidão, reavivando nossa fé tranquila num alegre reencontro para sempre. Já vivemos o luto, mas agora vivemos a espera, a certeza da chegada do dia, quando não apenas poderemos rever rostos, mas poderemos conhecer-nos plenamente, unidos na amizade e no amor que sempre sonhamos. Oramos, sim, por eles, mas principalmente pedimos que, tendo chegado à casa do Pai, orem por nós, que ainda avançamos pela estrada que às vezes parece tão difícil.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

DUMAS E OS VELHOS TEMPOS DE SEMINÁRIO

Fiz referência a um tema polêmico, canonização possível de Martinho Lutero num processo de reconciliação de nossa igreja com a reforma luterana, acredito viável também a elevação aos altares de Chico Xavier, que recebeu as luzes do Espírito Santo , espalhou caridade e divulgou centenas de livros psicografados, cheios de verdades inspiradas em dons misteriosos e inexplicáveis de um semianalfabeto, sacristão de uma igreja em Uberaba que nunca renunciou a sua fé católica. Em minha vida cristã, convivi com muitos santos, padre Marino Plentz, o Borginho, Dom Fré, padre Antão e outros mais. Permitam-me, invocar o Venerável Padre Vitor de Almeida, um candidato aos altares com quem convivi, acolitei missas e tive a oportunidade de vivenciar uma passagem hilária. Certa ocasião, no seminário, fomos convocados, em solenidade de Nossa Senhora, a participar de procissão comemorativa na Basílica Velha, fomos, duzentos seminaristas, liderados pelo padre Ângelo, demos a volta pela Rua Oliveira Braga e subimos a Monte Carmelo, trajeto exaustivo, com cânticos de louvor e rezas apropriadas ao evento. Chegamos à Praça Nossa Senhora, altar campal e um orador cheio de fé, invocou louvores, cânticos e aplausos a nossa santa querida, padre Vitor não tinha limites, seu horário não obedecia às necessidades dos devotos, o tempo avançava e ele não largava o microfone. Padre Ângelo, com duzentos seminaristas famintos, ainda sem a última ceia do dia, nosso jantar estava programado para oito horas, impaciente, cutucou-me, eu era um dos mais velhos da comunidade, dirigiu-me textualmente estas palavras - "Está vendo aquela tomada ali atrás do púlpito ? Chegue lá e desligue-a, não aguento mais ver esse cara falar, eu tenho que dar comida a essa cambada toda. " Eu não obedeci e nos obrigamos a ouvir por mais meia hora os louvores desse Santo. Santo Padre Vitor, orai por nós!!! ALEXANDRE DUMAS 
ADMIRAVEL, e...nós seminaristas vivíamos umas piadinhas na época....PE. VITOR COELHO na LADEIRA MONTE CARMELO.... FILHAS DE MARIA,.......SUBINDO A LADEIRA MONTE CARMELO.... CANTEM..... e por aih foi....KKKKKKKK... NELSON FELIX VIANNA 
Caros Dumas e Nélson, quantas lembranças de nossos velhos tempos de seminário em Aparecida. Lembro-me ainda de tantas vezes que nosso coral, e fazia parte, na basílica velha, hoje a basílica matriz, ao som e acompanhamento daquele velho órgão de tubos e na condução vigorosa e sensível do nosso estimado e saudoso Padre Viesse, catávamos a Missa Gaudiosa, de Franco Fittadini ou mesmo os passos da paixão de Cristo....” et dixerunt: Hic dixit: Possum destruere templum Dei, et post triduum reædificare illud.”... “Reus , reus est mortis”.... “Et tu cum Jesu Galilaeo eras.”.... “Et hic erat cum Jesu Nazareno.” Tenho saudades desse mestre de batina, cinto e rosário suspenso... ...e, na discrição de sua batuta e partitura, estava a mensagem de Deus..... Que Deus o tenha para sempre, caro mestre! Quanto às referências observo que há uma semelhança nas vidas de Santa Madre Teresa de Calcutá e o espiritualista Chico Xavier que, se fosse católico, estaria sem dúvida em processo de canonização....ANTÔNIO IERÁRDI NETO

terça-feira, 31 de outubro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO- PE. ARLINDO MAGNUS RAUPP THOMAZ CSsR

PE. ARLINDO MAGNUS RAUPP THOMAZ CSsR
+31 de OUTUBRO 1993 
Nasceu em Porto Alegre – RS, a 14 de agosto de 1917. Eram seus pais: Zacarias Thomaz e Emelina Raupp Thomaz. Era o primeiro dos 5 filhos do casal. Entrou para o Pré-Juvenato de Cachoeira do Sul - RS a 07 de janeiro de 1932. Em junho de 1932 veio para o Seminário de Santo Afonso, em Aparecida, onde completou seus estudos ginasiais. O Noviciado foi feito em Pindamonhangaba – SP, durante o ano de 1938, fazendo a profissão religiosa na C.Ss.R. a 02 de fevereiro de 1939. O Seminário Maior foi feito em Tietê. Foi ordenado sacerdote na Igreja de Nossa Senhora da Penha, em São Paulo, no dia 06 de janeiro de 1944. Em 1945 deixou o seminário maior, iniciando sua vida apostólica como coadjutor na paróquia da Penha, em São Paulo. Aí ficou 3 anos. No segundo semestre de 1952 fez o 2P º P noviciado em Pindamonhangaba, preparando-se para as missões populares. Foi missionário por vários anos, trabalhando em São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás. Como gaúcho deveria pertencer à Província de Porto Alegre, quando esta ficou independente. Por motivos de saúde, pois não suportava mais o frio do Rio Grande do Sul, pediu para passar para a Província de São Paulo. Foi pároco em Roseira – SP, perto de Aparecida, onde construiu a original Capela de Nossa Senhora Aparecida. Foi superior e pároco de Garça – SP. Dedicou-se também, durante vários anos, ao apostolado com os romeiros, na Basílica de Aparecida. Em 1982, esteve quase o ano todo em Roma, dedicando-se a estudos sobre a História da Congregação Redentorista. Escreveu vários livros: “Faces de uma vida: Pe. Francisco Antônio Maria de Paula C.Ss.R”(1985) – “Dom Isidoro Léggio CssR, bispo de Umbriático”( 1992) – “Guardados de meu velho baú”(1992) – “Efemérides da Congregação Redentorista e da Província de São Paulo”( 1993) – Pelos 200 anos da morte de S. Afonso, escreveu sua biografia, com o título “Pedacinhos de uma Vida”, publicada em 68 capítulos no jornal “Santuário de Aparecida”(1987 e 1988). Escreveu ainda “Afonso, fino humorista e brincalhão”, opúsculo( 1987) – “Vidas, historietas jocosas e hilariantes de Redentoristas que já estão na casa do Pai...”(1993). A 02 de fevereiro de 1989 celebrou seu Jubileu de Ouro de profissão religiosa. Desde janeiro de 1987 morava na comunidade do Perpétuo, em São João da Boa Vista – SP. No dia 28 de outubro de 1993 Pe. Thomás foi internado na Santa Casa de São João da Boa Vista, com pneumonia. Não parecia coisa grave, mas pediu e recebeu os santos sacramentos. Pe. Thomás nunca teve boa saúde, tendo durante sua vida se sujeitado a várias operações. Infelizmente seu estado se agravou e ele não resistiu. Faleceu lúcido no fim da tarde de 31 de outubro de 1993, domingo, na Santa Casa. Na missa de corpo presente, em nossa igreja, estavam presentes Dom Dadeus, bispo de São João, Pe. Provincial, muitos confrades, padres diocesanos e dois irmãos do Pe. Thomás que vieram de Porto Alegre. Foi sepultado em São João da Boa Vista. No dia 06 de janeiro de 1994 iria celebrar seu jubileu de ouro de ordenação sacerdotal. Pe. Thomás estava com 76 anos de idade, 54 de Profissão Religiosa e quase 50 anos de sacerdócio.(*)(Arquivo Provincial) 
NOTA(*)Pe. Thomás era alegre, pastoralmente zeloso, muito dinâmico, cheio de iniciativa, agitado e falador. Era o “Thomazinho”, baixo e magricela, querido pelos confrades e pelo povo. (nota do editor)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

DUMAS E A REFORMA PROTESTANTE

ALEXANDRE DUMAS
Certa ocasião em uma das reuniões acontecidas na década de cinquenta em nosso seminário, sempre aos domingos, intituladas por festinhas missionárias, um seminarista de minha turma se propôs a abordar um tema polêmico sobre a reforma protestante, discorreu sobre o assunto por um longo tempo, terminando seu discurso com uma frase que até hoje não me esqueço:- "Lutero, você não deveria ter nascido". Fomos surpreendidos por uma reprimenda de nosso padre diretor, o Ribolla, "Esta bobagem toda não deveria ser discutida neste ambiente, reprovo todas as considerações de um neófito e ignorante da história da igreja , isto é assunto a ser aprofundado em esferas superiores. Passados mais de sessenta anos, hoje, repassando reportagens no meu jornal diário, Estado de São Paulo, deparo com uma reportagem sobre os quinhentos anos da reforma protestante promovida pelo monge agostiniano, Martinho Lutero, onde nossa igreja propõe uma reconciliação com as ideias daquele louco que contestou a venda de indulgências. Diz a história que, na época, o papa nomeara um arcebispo de vinte poucos anos para assumir a arquidiocese que abrangia a região do mosteiro de Lutero. Na falta de dinheiro para os festejos da sagração do jovem eleito para tão alto cargo, sugeriu-se que fossem vendidas indulgências para pecados passados e até futuros. Foi a gota d'água para que Lutero se rebelasse. Ele defendeu que a salvação se dava simplesmente pela fé e as escrituras eram a única referência da verdade. Coisa pura e audaciosa, enfrentar os poderes do Vaticano, foi excomungado e banido da igreja. Hoje, poderá ser até canonizado. Santo Lutero, rogai por nós !!!ALEXANDRE DUMAS
Você foi longe...hehe Não acredito que seja canonizado, se isso acontecer, pode ter certeza que os Católicos fundamentalistas farão um cisma....hehe Mas o belo, foi atitude do Padre Ribola!PAULO AFONSO TAVARES
Lutero poderia muito bem criticar , corrigir os erros e continuar na Igreja, como fez o seu amigo, Erasmo de Roterdan, que comungava as mesmas ideias de Lutero e não se afastou da Igreja . O seu livro Elogio à Loucura, fala muito bem o que acontecia na época.ABNER FERRAZ CAMPOS
A sua memória está em dia Parabens BRENO BENEDITO PEREIRA Bom dia Dumas.
Não sei se já o fez. Se não, não deixe essas belas memórias se apagarem. Escreva um livro, ou mais. Além de sua inteligência rara, você tem boa memória e habilidade para escrever. Grande abraço.NÉLSON FELIZ VIANNA
Caro Dumas, sobre Martinho Lutero e a Reforma Protestante, tenho hoje duas observações históricas....A primeira refere-se à grande e combatida luta de verter os termos da bíblia no idioma pátrio. A Igreja da época combateu muito essa tese e até houve condenações por heresias...Em 1965 o CONCÍLIO VATICANO SEGUNDO colocou a Sagrada Escritura nas mãos dos católicos aceitando a proposta de Lutero! Já a segunda observação é mais triste para nossos tempos, Martinho Lutero escandalizou-se em viagem à Roma, com a venda de indulgências para arrecadação de fundos para as reformas da basílica de São Pedro....Vimos isso em 2012 em Aparecida quando se passou a comercializar pedaços bentos do manto de Nossa Senhora, para a cúpula daquele templo...e ainda as banquinhas criadas nas redes de tv,s católicas para a venda de objetos bentos para a prosperidade de quem os adquire.... CONCLUSÃO..... Marinho Lutero não estava errado nesses assuntos!!!!!ANTONIO IERÁRDI NETO

sábado, 28 de outubro de 2017

ELES NOS PRECEDERAM e VIVERAM CONOSCO - PE. CONRADO (MARIA) KOHLMANN CSsR e IR. PLÁCIDO (JOSÉ SCHAFFLEITNER) CSsR

PE. CONRADO (MARIA) KOHLMANN CSsR 
+28 de OUTUBRO 1944 
Outro grande missionário que muito realizou e sofreu pela nossa Província. Era da cidade de Seisling (Alemanha) onde nasceu a 5 de fevereiro de 1879. Desde criança mostrou desejo de ser Padre e, logo que pôde, ingressou no Juvenato da Província- Mãe, professando em 1903. Foi ordenado em 1908, vindo no ano seguinte para o Brasil. Era seu sonho dedicarse logo às missões; mas a obediência o colocou no Juvenato de Aparecida como Diretor e Professor. Mesmo assim, sempre que possível, lá estava ele na igreja, auxiliando nas confissões e batizados. Em 1921 foi para Campininhas, e, aliando sua ótima saúde a um zelo extraordinário, percorreu todo o sul de Goiás num contínuo apostolado. Não conhecia cansaço nem dificuldades; sempre a cavalo, fazia quantas léguas fossem necessárias para atender a um doente que o solicitasse. Os perigos que enfrentou pelo sertão: a fome, a sede que muitas vezes teve de suportar, o trabalho das contínuas pregações, as noites em claro, foram capítulos que só Deus conhece, escritos como foram “in libro vitae”. De 1936 a 1941 trabalhou nas Missões do Estado de São Paulo. Durante esse tempo foi também superior de Pindamonhangaba, onde muito fez para valorizar o terreno: o dia todo lá estava ele de enxada, picareta ou machado à mão, para dar ao noviciado a horta, o pomar, os caminhos ou avenidas que embelezariam a casa. Mas nem por isso se esquecia das missões; es264 tava em todas, sempre com o mesmo entusiasmo e piedade. No entanto, seu sonho era voltar para Goiás, onde se sentia melhor em meio ao povo simples. E era lá que ele desejava terminar os seus dias. Em 1942, todo feliz, regressou às missões em terras goianas. Sua saúde, porém, já não era a mesma. E quando notou que já não podia mais continuar como superior de Campinas, renunciou ao cargo, passando a viver no silêncio do seu quarto. Esse descanso forçado, com a certeza de que o fim se aproximava, foi uma dura penitência para o seu zelo; mas ele a aceitou, apegando-se à oração, no quarto ou na capela, e apoiando, com todo entusiasmo, o trabalho missionário de seus colegas. Com o coração bastante fraco, passava noites em claro, mal podia respirar. Assim foi que ele viveu seus últimos dias, entre a vida e a morte, recitando contínuas jaculatórias que bem revelavam a sua conformidade e grande esperança. Em 28 de outubro de 1944, ele rezou, com o Irmão que o assistia, das oito às onze horas da noite, quando entrou em agonia. Algumas horas depois expirou. Levava consigo para a eternidade o mérito alcançado de trinta e cinco anos de intenso apostolado.
IR. PLÁCIDO (JOSÉ SCHAFFLEITNER) CSsR
+28 de OUTUBRO 1953 
Era austríaco, nascido a 1º de maio de 1877. Ingressando na C.Ss.R. em 1901, fez os votos a 3 de maio de 1906 em Aparecida, três anos após sua chegada ao Brasil. Um Irmão que trabalhou em todas as nossas casas daquele tempo: Aparecida, Penha, Araraquara, Cachoeira do Sul e Campinas (GO). Alegre, piedoso, e muito dedicado ao trabalho, Irmão Plácido foi sempre muito estimado pelos confrades, pelo otimismo e felicidade que irradiava. Com uma certa facilidade para escrever, deixou-nos um interessante “Diário” da sua vida na Alemanha, desde que ingressou na C.Ss.R. e, no Brasil, até junho de 1905. Em outubro de 1931 renunciou (por escrito) a viagem-recreio que podia fazer à Alemanha, talvez com medo de não poder mais voltar para o seu querido Goiás. Numa carta ao Provincial, em 1935, ele diz alguma coisa da sua vida em Campininhas: “Graças a Deus, há 32 anos que estou no Brasil, sempre alegre e satisfeito. Além dos sofrimentos que todo mundo tem, já caí três vezes da escada, ao apanhar laranjas; tive maleita durante três anos e meio; por ocasião da festa em Trindade quase fui morto a pauladas; além disso fui picado por uma jararaca (1934) e, outra vez, picado por uma jaracuçu (1935). E, para encher as medidas, estou agora com uma úlcera no estômago. Como V.R. pode ver, o sofrimento é meu signo neste mundo miserável. Mas, apesar de tudo, vivo contente e feliz aqui em Campinas”. E, pressentindo a morte, ele diz ainda: “Será que vou logo para o cemitério? Isto seria para mim o fim deste mundo, e seria muito bom, tanto para mim, como para os outros, pois já não sirvo mais para muita coisa”. — E mostra-se consolado ao dizer: “Graças a Deus que vou morrer aqui, e já estou vendo que isso não vai demorar muito”. — Mas ainda demorou um pouco. E seus últimos anos foram de muito sofrimento. Sempre alegre, porém, conformado, esperou pela morte, até que ela chegou, a 28 de outubro de 1953, em Campinas como ele sempre desejara.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

ELES VIVERAM CONOSCO - Gilberto dos Santos - Antigo Seminarista

Gilberto dos Santos
+25/10/2013
Antigo Seminarista
Faleceu a 25/10/2013 em Aparecida aos 56 anos de idade, o ex Gilberto dos Santos.
Gilberto foi seminarista redentorista na década de 70, era frequentador assíduo dos encontros de antigos seminaristas e retiros.
Era ele que em todos os anos, tanto no retiro como nos encontros em Aparecida, doava as imagens de Santo Afonso para serem sorteadas. Todos se entristecem com a perda deste grande colega e que Deus o tenha em seus braços.
À família de Gilberto enviamos sempre as nossas condolências e orações.