domingo, 21 de maio de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! BATISMO - PARTE V -

Padre Hélio De Pessato Libárdi(+)
Redentorista na paz do senhor
Para que servem os padrinhos de batismo? 
O batismo é o sacramento que nos introduz no ministério de Cristo. Pelo batismo somos recebidos como filhos de Deus; nascemos de novo e iniciamos a plenitude da vida em nós na comunhão com o Pai, Filho e Espírito Santo. É também a nossa entrada ao povo de Deus que é a Igreja. Aceitamos Jesus, queremos viver o que Ele ensinou e vamos ensinar aos outros o Evangelho que vamos aprendendo e vivendo. Dada a importância desse sacramento, a Igreja pede que os pais assumam um verdadeiro compromisso de dar um exemplo cristão de vida e ensinamento, pelo menos, dos rudimentos da fé. E pede padrinhos e madrinhas ao lado do batizando para auxiliar os pais na tarefa da educação na fé. São ou devem ser pessoas que tenham uma vivência de seu batismo, sejam comprometidas com a comunidade, aptas para desempenharem sua missão ao lado do afilhado na sua formação humano-cristã, quer pelo exemplo de vida, quer pela presença cristã ao seu lado. Quando não se sabe disso, as pessoas convidam para padrinhos e madrinhas os menos recomendáveis, ou pessoas boas e idosas, doentes, como uma atenção especial ou para lhes mostrar uma amizade maior. Aí aparecem aqueles que não têm nenhuma vivência cristã, pessoas sem compromisso com sua fé e com sua comunidade. Os idosos, dentro de pouco tempo ou na época que o batizando mais precisa, já morreram ou não estão mais lúcidos e capazes de acompanhá-lo na educação da fé. Os que não vivem a sua fé, não possuem valores para transmitir nem exemplo para dar e nem moral para falar e menos vontade de cumprir seu encargo. Para que servem esses padrinhos e essas madrinhas? É tempo de os pais perceberem e fazerem uma melhor escolha de padrinhos, encontrando pessoas capacitadas para o exercício de sua missão que é acompanhar, motivar, orientar o afilhado. Eles adquirem um grau de parentesco muito próximo dos pais e deverão assumir o afilhado se os pais falharem ou vierem a faltar. Por isso mesmo devemos acabar com essa pretensa prática de condecorar parentes ou amigos entregando a eles seus filhos. Seria bom que acabassem o costume de se ter uma lista enorme de afilhados. Cada um deve ser consciente de sua obrigação e até mesmo recusar algum convite de ser padrinho e madrinha. Não é pecado recusar e nem falta de consideração, mas é a consciência do que se pode e consegue fazer. Não aceitar nessas condições é ser lúcido e consciente de suas possibilidades e poder de acompanhar o afilhado. Os pais que analisem melhor e façam uma escolha mais pensada. Ser padrinho e madrinha não é recompensa para os avós e muito menos para tias que nem sequer dão conta de suas obrigações religiosas e ainda querem cuidar dos outros. Se os padrinhos e madrinhas assumissem sua missão na ausência dos pais, não haveria tanta criança desamparada na rua. DO LIVRO: RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE EDITORA SANTUÁRIO Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

ELES VIVERAM CONOSCO - PE. AGENOR MATHIAS PESSOA CSsR

PE. AGENOR MATHIAS PESSOA CSsR
+21 de MAIO 1992 
Nasceu em Quatá - SP, no dia 17 de maio de 1940,mas cresceu e formou- se em Presidente Prudente - SP. Eram seus pais Cândido Mathias Pessoa e Joaquina Maria de Jesus. Com 6 anos de idade perdeu a mãe e com 9 anos, o pai. Fez seus estudos primários, ginasiais e clássicos em Presidente Prudente. Trabalhava e estudava. Formou-se em 1966, quando começou a lecionar. Entrou para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida-SP, no dia 30 de janeiro de 1970. O noviciado foi feito em 1971, em Sacramento- MG, onde fez a profissão religiosa na Congregação Redentorista a 05 de fevereiro de 1972. Fez a profissão perpétua no dia 30 de janeiro de 1977, em Tietê-SP. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de dezembro de 1977, em Presidente Prudente, por Dom Antônio Agostinho Marochi, bispo daquela diocese. Antes da ordenação trabalhou como diácono na Basílica de Aparecida. Seu primeiro campo de apostolado, depois de padre, foi a formação no Seminário Santo Afonso, em Aparecida, onde ficou até fim de 1981. No ano seguinte foi nomeado diretor do Seminário de Santa Teresinha, em Tietê, onde ficou por um ano. Em 1983 foi transferido para Aparecida, dedicando-se ao trabalho pastoral com os romeiros, na Basílica de Nossa Senhora. Dois anos depois foi nomeado superior da comunidade e diretor do Seminário do Santíssimo Redentor, em Sacramento-MG. Em janeiro de1985 teve seu primeiro problema cardíaco. Veio para São Paulo e no Hospital da Beneficência Portuguesa foi operado do coração. Lá esteve internado de fevereiro a fim de maio. Em recuperação voltou para a comunidade da Basílica, em Aparecida. Em 1991 foi nomeado mestre de noviços, no Seminário Santa Teresinha, em Tietê. Em 1992 cuidava de sua segunda turma de noviços: 15. Em começo de maio, estando os noviços na missão de Atibaia - SP, Pe. Agenor, a conselho do Pe. Provincial, saiu para uns dias de férias. Depois de passar por Aparecida, foi a Três Pontas - MG, à casa de seu amigo Antônio Brito. Lá no dia 5 de maio, à noite, sentiu-se mal, com dores muito fortes no peito. Foi trazido de avião para São Paulo, onde foi internado na Beneficência Portuguesa. Foi operado no dia 12: grande dilatação da aorta. Não saiu mais da UTI. Seu estado foi piorando: infecção pulmonar, depois bloqueio renal. Na UTI completou 52 anos de idade. Faleceu às 1,20 h. da madrugada do dia 21 de maio de 1992, no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Seu corpo foi levado para Tietê, sua comunidade. A missa de corpo presente foi às 16 horas desse mesmo dia. 54 foram os concelebrantes, 4 diáconos, além dos Irmãos, teólogos, filósofos, noviços e seminaristas. Foi sepultado no mesmo dia, em Tietê. Pe. Agenor estava com 52 anos de idade, 20 anos de profissão religiosa e quase 15 anos de sacerdócio. Pe. Agenor era um padre e religioso simples, sorridente, alegre e muito piedoso. Era um homem de oração. Por onde passou deixou incontáveis amigos. Estava sendo um mestre de noviços muito bom. Seu falecimento foi verdadeiramente uma perda para a Província. (Arquivo Provincial)
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sábado, 20 de maio de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BATISMO - PARTE IV -

Pe.Hélio De Pessato Libárdi(+) 
Redentorista na Paz do Senhor 
É válido o batismo em outras Igrejas? 
Encontramos dificuldades com os que foram batizados em outras Igrejas, e a falta de conhecimento faz com que se fale em batizar de novo quem já foi batizado validamente. O Direito Canônico diz: “Aqueles que foram batizados em comunidade eclesial não-católica não devem ser batizados sob condição... a não ser que haja séria razão para duvidar da validade do batismo” (Cân. 869 § 2). I. Diversas Igrejas batizam validamente. No Brasil foi feita uma pesquisa sobre o modo de conferir o batismo nas comunidades acatólicas atuantes, e o Secretariado Nacional de Teologia concluiu que muitas Igrejas batizam validamente. 
São elas: 
a) Igrejas orientais (Ortodoxas que não estão em comunhão plena com a Católica Romana, das quais, pelo menos seis estão no Brasil). 
b) Igreja Vétero-católica 
c) Igreja Episcopal do Brasil (Anglicano) 
d) Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
e) Igreja Evangélica Luterana do Brasil 
f) Igreja Metodista II. 
Há Igrejas que embora não justifique nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito, contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo, alguns pastores, segundo parece, não manifestam urgência em batizar ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito. Também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode rebatizar nem sob condição. 
São as seguintes: 
a) Igreja Presbiteriana 
b) Igreja Batista 
c) Igreja Congregacionista 
d) Igreja Adventista 
e) A maioria das Igrejas Pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Deus é Amor, Igreja Evangélica Pentecostal “O Brasil para Cristo”).
III. Há Igrejas de cujo batismo se pode duvidar prudentemente e, por esta razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição.
São essas: 
a) Igreja Pentecostal Unida do Brasil 
b) Igreja Brasileira IV. 
Com certeza, batizam invalidamente: 
a) Testemunhas de Jeová (negam a fé na Trindade). 
b) Ciência Cristã (o rito que praticam tem matéria e forma certamente inválidas). c) O mesmo se pode dizer de certos ritos que, sob o nome de batismo, são praticados por alguns grupos religiosos não-cristãos, como a Umbanda. 
Para provar a administração do batismo, basta a declaração de uma testemunha insuspeita ou o juramento do próprio batizado, se recebeu o batismo em idade adulta (cf. Cân. 876). 
DO LIVRO: 
RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE
EDITORA SANTUÁRIO 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

ELES VIVERAM CONOSCO - PADRE LUIZ GONZAGA WEISS CSsR

PADRE LUIZ GONZAGA WEISS CSsR
+20 de MAIO 1959 
De pequena estatura, um tanto infantil em suas maneiras, ele era, para muitos, o Pe. Luizinho. Nasceu em 1881 na Alemanha, e, professando em 1902, foi ordenado em 1907. No ano seguinte veio para o Brasil, permanecendo em Aparecida uns dois anos. Trabalhou depois, em diversos triênios, em Goiás, Aparecida e Penha. Foi Superior em Perdões, Araraquara e Cachoeira do Sul. Pe. Luizinho era um homem simples, alegre e atencioso com todos. Zeloso da observância, sua piedade não conhecia complicações. Foi Mestre de Noviços durante 10 anos seguidos, em Pinda; e seus pupilos guardaram a lembrança de um pai, ou vovô de coração aberto e compreensivo. Caridoso, sabia interessar- se pelo bem dos confrades que o estimavam pela sua sinceridade em tudo. Sempre alemão, mesmo em seus últimos anos, não dispensava a sua cervejinha, que ele dizia o leite dos velhos. Transferido para Cachoeira do Sul, pouco pôde trabalhar, devido a sua idade. Faleceu em Cachoeira do Sul, a 20 de maio de 1959.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

sexta-feira, 19 de maio de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BATISMO-III -

Padre Hélio de Pessato Libardi(+) 
Redentorista na paz do Senhor 
Não sou casado, posso batizar meu filho? 
Dada à situação em que vivem muitos casais, essa é uma preocupação e uma pergunta constante. Não há normas canônicas que impeçam ou dificultem; há orientações pastorais um tanto exigentes que alguns sacerdotes transformam em leis. Deve haver compreensão dos dois lados e deve haver também um diálogo que esclareça as situações e posições criadas. Todos sabemos da importância do sacramento do batismo e do compromisso que dele nasce. Não tem mesmo sentido alguém pedir o batismo para seu filho, se ele mesmo não se compromete e não se esforça em viver o seu próprio batismo com os seus compromissos. É melhor deixar a criança crescer e fazer a sua própria opção mais tarde. Ela será batizada, quando criança, mas não tem alcance de saber ou de viver sua fé pela falta dos pais que não são religiosos. Por outro lado, sabemos de situações em que as pessoas não podem se casar no religioso, outros nem devem se casar, pois falta a um deles as condições necessárias. Isso acontece muito entre os recasados. Uma conversa direta com o pároco, não com a secretária, pode esclarecer o fato, e o padre pode averiguar a verdade, inclusive a situação religiosa desses pais. Convém também dizer que há muitos batizados que não deviam ser feitos, pois o que aparece de pais e padrinhos, não oferece a mínima condição para um sacramento. É gente que está aí porque é costume batizar e fazer a cerimônia. Os tais cursos de batismo dão uma boa catequese, mas essas pessoas são tão despreparadas que não conseguem captar o que lhes é falado. Fazer o que nessa hora? Quem procura o batismo para seu filho devia ter um bom relacionamento e poder dizer ao pároco com sinceridade: “Queremos batizar nosso filho na fé que nós temos e vivemos”. A criança, às vezes, vira uma boneca nas mãos de pessoas despreparadas. Sem falar daqueles que já chegam com pressa e querem tudo rápido e, se possível, com muitas fotos e sorrisos. O pároco pode batizar seu filho quando percebe que há uma reta intenção, há uma vida cristã entre os pais e entre os padrinhos, dessa forma ele tem certeza de que não administra em vão um sacramento tão importante. Sendo consciente, a pessoa livra-se de embaraços desagradáveis. Do contrário, não coloque seu filho numa fria: numa Igreja em que você não vive, numa fé que não lhe diz nada. 
DO LIVRO: RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE 
EDITORA SANTUÁRIO 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

ELES VIVERAM CONOSCO - EDÉLCIO COSTA LIMA-ANTIGO SEMINARISTA

EDÉLCIO COSTA LIMA (+19/05/2013)
Às 20,30h de 19 de maio de 2013, domingo de Pentecostes, nosso querido e admirado colega Edélcio partiu para junto do Pai.Deixa para nós belo exemplo de vida. Entusiasta da UNESER, foi sempre colaborador. Apesar das dificuldades da doença, não deixava de participar dos encontros, dos retiros e de outros acontecimentos, dando seu testemunho de fé, confiança em Deus, amizade e camaradagem, alegria e participação. Em fevereiro ainda celebrou suas bodas de casamento, recebendo, na missa de encerramento de nosso retiro, a bênção do Pe. Dezidério. Nosso pesar e nossa mensagem de conforto aos famiiares, em especial, a sua esposa Vera e ao filho Renato. (Lili)(UNESER - COORDENAÇÃO)
Com muita dor que tomo conhecimento agora do falecimento deste tão querido irmão, Edélcio Costa Lima, por favor queiram encaminhar meus mais profundos sentimentos de pesar à toda sua familia, especialmente sua esposa Vera Lucia Lima e seu filho Renato Nunes Lima. Não poderei comparecer ao enterro, mas estarei rezando por ele. Vá em paz meu grande amigo!!!(Ubaldo)
Ainda em nosso encontro de sábado passado, 18 de maio de 2013, lembrávamos de uma das muitas passagens com ele quando do retiro na Pedrinha em 2011!Deus o tem com toda certeza!(Ierárdi)
Sei que ele deixa muita saudade para nós seus colegas e seus familiares. Que Deus o tenha a seu lado!(Benedito Franco)
Querido Edélcio, vai em paz meu irmão. Meu coração manifesta-se em lágrimas em minha face, mas não consegue aquietar meu espírito pela ausência da convivência de um campeão. Descansa o corpo, sobe o espirito para o Pai. (Antônio Galvão)
Minha querida Vera e Renato, que Deus dê forças a vocês para suportarem a dor da perda.O Edélcio foi uma pessoal especial na vida de todos/as que o conheceram e conviveram com ele. Foi guerreiro, lutou até o fim pela vida! Com certeza Deus o recebeu em sua glória! Muitas bênçãos e que Nossa Senhora conforte seus corações!!(Elzi F.Silvério)
Sinto muito também. Vamos nos unir em orações por ele e pela família. Foi mesmo um lutador.Fica nossa saudade e agradecimento pela sua presença amiga.(João Loch)
Um grande amigo nos deixou...Nossos sentimentos à Vera e Renato. (Staliano)
Enquanto vivemos juntos no SRSA repetimos várias vezes que "A morte não será tirada, mas transformada". Juntamente com o Edélcio fizemos o Ensino Médio, cursamos Filosofia e Estudos Sociais. Com ele convivemos vários anos. Edélcio era como meu irmão.Era uma pessoa de ouro. Depois que voltamos a nos encontrar na UNESER, aquela chama de amizade e de fraternidade ficou mais acesa ainda. Ele foi um exemplo de dedicação, de inteligência e de sensibilidade, enquanto pensamos juntos. Ele era 10. Nos últimos tempos, com sua doença, cada vez que a gente se encontrava, ele nos inspirava confiança e muita fé. Creio que Jesus, através do Espírito Santo, vem ao encontro daqueles que o amam devotamente. Edélcio se foi no dia em que comentamos sobre os sete dons do Espírito Santo. Edélcio era portador da energia destes 7 dons. Nele sempre presenciei a humildade e a sabedoria. Nossos sentimentos aos familiares, principalmente à Vera e ao Renato. Afonso e Maria Helena. (Afonso Cavalcanti-Jandaia)
Com muito pesar recebo a notícia do falecimento de nosso irmão Edélcio. Apesar de conhecer em momentos de encontro da UNESER, vejo uma pessoa de muita calma e apesar da doença abraçou com garra sem perder a esperança. É como fala o Zezinho em sua música: "Senti saudades tuas e acabei voltando aqui" e com certeza agora goza da presença do Pai junto aos nossos entes queridos, como por exemplo o nosso inesquecível e estimado Pe. Libardi.(Waddington Pacheco Rangel)
O nosso amigo se foi para junto do Pai, agradeçamos a Deus por termos convivido um pouco com ele e através dele termos aprendido tantas coisas. Um abraço à família e conte com nossas orações.(José Hélio Reis)
Oi, Gente, 
Fiquei sabendo agora pouco do falecimento do Edélcio. Fomos colegas de classe, depois do e-mail sempre nos correspondíamos. Considerado genial, QI muito acima da média, não era pessoa da arrogância. Nos últimos anos parece que o sofrimento imposto pela doença foi duro. Mas ele era resistente. Brincávamos que "quem comeu da pasta atômica sobreviveria a qualquer outro atentado". Era uma referência a uma berinjela feita às toneladas em nosso tempo de seminário, que virava uma pasta pesada. Que Deus o tenha e conforte sua família. Cumpriu sua história. (Malvezzi. )
"Vá em paz, meu irmão Edélcio: Deus vê coração e atitudes independente de bandeiras. O reino dos céus não é um local como a maioria pensa, mas é um estado de ser em Deus com Cristo, e creio que você muitas vezes já teve em si esse estado. Hoje você apenas está experienciando a Verdade em que sempre acreditou e se encontrando com o Ele: a Verdade, o Caminho, a Vida, o Senhor Jesus, nosso Redentor, nosso Deus, nosso amigo. Agora é hora de curtir na eternidade. Nos encontraremos lá, se a misericórdia desse maravilhsos Deus nos permitir. Abraço eterno querido amigo."(Elberto Mello)
"Mais um se junta à plêiade de Redentoristas no céu. Valeu,Edélcio. A caravana continua..." (Aparecido Ramos Barbosa(+))
Sinto demais essa partida, mas reconheço que a LUTA do Edelcio foi algo extraordinário.Aliás, luta foi o que nunca faltou a esse corinthiano fiel e cheio de raça. A doença não o derrotou nunca! Ele a venceu e lá do céu estará nos acompanhando sempre, pois Uma Vez Redentorista, Sempre Redentorista. Valeu Edelcio, e muito obrigado por fazer parte de nossa Vida. Vera e Renato, muito obrigado pelo carinho e presença na vida dele. Beijão em voces.(Antonio Deziderio Frabetti Vieira)
Nossa vida em Cristo é tudo. Valeu amigo e colega de curso Edelcio. Que Deus o acolha em seu seio e junto a Vigem Mãe Aparecida possa desfrutar da eternidade feliz. Obrigado pelo seu exemplo de vida.(Laerte Pasquotto)

Já se foram quatro anos!! Grande amigo de muito tempo. Saudades de você, de seus e-mails, das felicitações no dia do aniversário!! Ubaldo em 19/05/2017
Amigo de curso. No inicio da filosofia éramos quinze. Terminou a teologia com Dorivaldo e Gogò( Roberto Malvezzi). Adilson José Cunha
Nosso irmão se foi para junto de Deus. Quero abraçá-los, mesmo na distância. Vocês sabem e se lembram que estivemos juntos nas mesmas salas de aula, nos mesmos cursos, nos mesmos encontros da Uneser e lá víamos o Edélcio, o Midem, o Queixinho, o moço genial, simples, humilde, mas muito doce, muito gente, muito amigo, muito seminarista, muito Ministro da Eucaristia conosco. Que pena! A doença judiou muito dele, mas agora ele está lá junto com o Libardi, com Foguinho, com Leuze e com os seus familiares. Aqui ficamos nós: que sirva de alento os seus bons exemplos: Estudioso, Dedicado, Religioso, Amigo, Irmão no Santíssimo Redentor. Se vocês forem ao velório cumprimentem os familiares por mim. Não poderei ir. Abraço. Afonso. Mesmo distante vou pensar e rezar pelo Edélcio.Afonso Cavalcanti(Jandaia)
MENSAGEM DA ESPOSA E FILHO:
(Edélcio ainda lutava pela vida no hospital)
Queremos agradecer as manifestações de carinho e apoio que estamos recebendo. Edélcio continua internado: consciente e lúcido, decide com o médico as novas etapas do tratamento. O espírito elevado lhe dá forças para enfrentar as dores e limitações do corpo. Pediu-me para enviar a todos um forte e grande abraço e dizer que não se esquece de rezar nas intenções de cada um. Obrigado a todos!VERA LÚCIA LIMA e RENATO

quinta-feira, 18 de maio de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BATISMO-II -

Padre Hélio de Pessato Libárdi(+)
Redentorista na Paz do Senhor 
Filho de mãe solteira pode ser batizado? 
Quanta dor de cabeça para os párocos e quanto descontentamento por erros das duas partes, erros que poderiam ser evitados se não tomassem posições extremas. As mães e familiares devem compreender a razão das normas em certas paróquias que não aceitam batizar filhos de mãe solteira. A Igreja toma algumas atitudes com as quais não se condenam as mães solteiras, mas se pede que elas tomem uma nova posição, façam uma reflexão e vejam que devem mudar de vida. Hoje batiza um, amanhã outro, depois de amanhã vem um terceiro. Se quer batizar, mostre que já refletiu, já deu novo rumo a sua vida. Um erro se entende, mas a repetição mostra a imaturidade da pessoa, o que também vai impedir de educar cristãmente o filho. Da parte dos párocos precisa haver mais flexibilidade e mais compreensão. Não se pode transformar uma orientação da Igreja em lei, porque “nenhuma lei feita pelo homem tem o poder para obrigar a consciência, se for arbitrária” (Bernhard Häring). Se não nos detivermos para examinar caso por caso, estamos sendo arbitrários. Não se podem deixar tais casos ao critério e exame de uma secretária paroquial, a quem não se tem obrigação de abrir a consciência. A missão da Igreja é acolher e não excluir, e se evangeliza muito mais acolhendo que excluindo. Com a preocupação de dar uma boa formação, acaba-se tornando a Igreja intolerante, antipática e exclusora dos que a procuram em situações menos regulares. Todos nós sabemos a concessão do Direito Canônico: a mãe que apresente padrinhos responsáveis que possam responder pela criança. Eles vão encaminhar essa criança e ministrar a ela uma boa formação religiosa. Serão responsáveis em lugar dos pais. Para que servem os padrinhos? Não queremos nivelar os casos ou desvalorizar as normas pastorais que todas as paróquias devem ter; sentimos que todos devem observar essas normas, que deverão conduzir as pessoas a uma sólida formação e a uma vida de comunidade. Mas sentimos também que esses assuntos e normas suportam bem maior flexibilidade. A rigidez nesses casos nos aproxima muito dos fariseus, que “carregam os ombros dos outros com pesados fardos que eles mesmos não podem suportar”. Vejam o caso dos filhos de “padres casados”, sem ter a situação pessoal regularizada; como os colegas os passam por baixo do pano sem escrúpulo algum. Por que não passar os outros também pelo mesmo buraco do pano? A intolerância lembra a advertência de Jesus aos fariseus: “Vocês ficam na porta, não entram e não deixam os outros entrarem”. 
DO LIVRO: RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE
EDITORA SANTUÁRIO 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE - BATISMO-I -

PADRE HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+) 
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Batismo de criança é uma graça ou uma imposição? 
Quanta gente se vê apertada quando é questionada sobre o batismo de criança. Realmente parece estranho batizar quem não entende e não é convicto do que acontece no batismo. O batismo, como a própria vida natural do homem, é um dom de Deus, uma graça que o torna seu filho. Se não é uma injustiça que Deus nos tenha criado sem ter nosso consentimento, assim é necessário reconhecer o direito de Deus expressar seu amor no fato de nos chamar para nos tornarmos seus filhos. É certo que Deus quer filhos livres, por isso a Igreja aconselha a batizar filhos de pessoas que tomem a responsabilidade de educar cristãmente as crianças, até que elas possam assumir por si mesmas a realidade do batismo. Só tem sentido batizar crianças que nos dão a garantia de uma sadia formação religiosa. Quando os pais e padrinhos não assumem nem sua vida religiosa na comunidade, é sinal de que não vão assumir também a orientação dos filhos e afilhados. Já foi o tempo em que ficávamos preocupados em batizar a todo o custo. Hoje entendemos que, se for da vontade de Deus, ele salvará a criança de outro modo. Mas batizar só para batizar ou para não ficar doente, isso não se faz. Quando a criança se tornar adulta, vai tomar uma decisão por si mesma. Seria muito gratificante participar de uma celebração de batismo, onde todos compreendessem o que se passa nessa hora e tivessem uma fé atuante na comunidade. Essas crianças iriam receber dos pais, junto com o testemunho de uma vida, a orientação segura para serem livres e fiéis em Cristo. O cristianismo não é um conjunto de leis, mas é um caminho. Cada curso de batismo tem como finalidade mostrar esse caminho ou aprofundar seu conhecimento sobre o seguimento de Jesus. Não vejo obrigação de fazer esses cursos, vejo como necessidade de uma instrução para uma celebração consciente. Às vezes as pessoas dizem que sabem mais do que o palestrante; então nesse curso peçam licença e assumam a palestra no lugar do catequista. Infelizmente se dá mais valor à festa que ao sacramento. A realidade misteriosa da nossa inserção no Mistério Pascal de Jesus está ainda muito distante do nosso saber. Jesus como caminho é ainda uma interrogação para muita gente. A Bíblia diz: “Agora vocês já não são mais servos, mas filhos... ora se somos filhos, somos também herdeiros... sepultados na morte de Cristo, com ele ressuscitamos para a vida nova”. Cada pai e cada mãe deviam dizer aos filhos: vocês foram batizados na mesma fé que nós temos. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

terça-feira, 16 de maio de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! AMOR AOS INIMIGOS-

Padre Hélio Pessato Libárdi(+)
Redentorista na Paz do Senhor
É possível amar os inimigos? 
Há coisas que assustam os que refletem um pouco. Essa necessidade de amar, que é algo inerente ao homem, parece ser das coisas mais impossíveis, que cedem sempre aos interesses pessoais e de grupos. Dizemos velhas fórmulas, mas continuamos a amar aqueles que nos são simpáticos, cativantes, semelhantes a nós. Não conseguimos amar os irritantes e não conseguimos pensar bem dos outros e não deixamos de estar sempre julgando que os outros estão contra nós e são nossos inimigos. As maiores religiões desse planeta falam de amor aos inimigos, mas tudo acaba ficando sobre nosso critério. É impressionante como o ódio cresce com rapidez no coração da humanidade e tudo leva facilmente ao ódio, tudo se transforma numa ameaça constante. De fato temos inimigos, é preciso admitir, temos que localizá-los, conhecê-los para saber como tratá-los. Devemos porém admitir que nós também somos inimigos; há pessoas que nos temem, não confiam em nós, nos detestam. É tarefa difícil nos vermos desse lado. O que é mais impressionante é que sempre estamos olhando para os outros, encontrando culpados, apontando os responsáveis, sem olharmos para nós e perguntarmos se, por acaso, não fomos nós que causamos o estrago ou geramos tal situação. Há situações que desencadeiam novas situações cada vez mais violentas, frutos da mesma árvore. Sempre usamos desculpas para justificar nossas atitudes e sempre queremos estar com a razão. É chocante ver como as pessoas lutam pela vida, pelo conforto sem olhar para os outros, se vão perder o que tem ou se vão passar necessidades. O egoísmo fala muito alto dentro de nós. Parece que o fundamental é a análise. Desde que a pessoa perceba a realidade que ele provocou ou pode provocar, aí está a chave para a solução. Quem não analisa, não percebe e certamente vai continuar no mesmo caminho e vai achar que está mais do que certo agir como age. O segundo ponto de solução está na escala de valores que usamos. Se a dignidade da pessoa não conta, mas só conta a luta pela vida, então vamos agir como animais. A saída está fechada. O terceiro ponto está na oração que interioriza os valores, conscientiza sobre novos valores, abre o coração para nos desarmarmos diante de situações conflitivas, difíceis e até injustas. Se não há mudança de mentalidade, certamente vamos destruir o mundo pela violência institucionalizada ou pela violência que geramos cada dia. Infelizmente as lições do mundo atual não estão sendo suficientes para nos convencer que precisamos procurar o caminho do amor aos inimigos. 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! ADÃO E EVA - PARTE 2-

PE.HÉLIO DE PESSATO LIBÁRDI(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR 
Segundo a Bíblia, o primeiro homem e a primeira mulher foram criados por Deus. Mas a ciência diz que a espécie humana surgiu de outros animais através da evolução. No que devo acreditar?
Não existe contradição entre a verdadeira fé e a verdadeira ciência. Elas tratam da origem do ser humano sob aspectos diversos. Quando a Bíblia diz que o mundo foi criado em seis dias ou que Deus formou Adão do pó da terra e Eva de uma costela de Adão, está usando uma linguagem simbólica, como quando o marido chama sua mulher de "meu coração". O ensinamento da Bíblia não é uma explicação científica da origem da espécie humana, mas uma mensagem religiosa sobre o sentido de nossa vida. Nem por isso deixa de ser verdadeiro, como é verdadeira a declaração de amor do marido à mulher. Portanto, não há nenhuma oposição entre a narração bíblica e a ciência, quando esta afirma que a evolução do universo desde a sua origem até o aparecimento da vida humana levou bilhões de anos. Nem é contrário à fé cristã admitir que o ser humano surgiu por evolução a partir duma série sempre mais perfeita de animais, chamados pelos cientistas primatas e antropóides. São teorias científicas hoje bastante aceitas. Você como cristão não é obrigado nem a aceitar nem a recusar a teoria da evolução. Também não precisa acreditar que o primeiro homem se chamou Adão e a primeira mulher Eva, porque não é isso que Deus nos quer ensinar através da Bíblia. Adão em hebraico significa simplesmente "homem" e Eva significa "mãe dos viventes". O cristão pode aceitar a evolução, mas deve acrescentar que todo este universo em transformação, e especialmente o homem, foi criado por Deus. Se o corpo humano tem sua origem na matéria viva já existente, a alma espiritual é criada imediatamente por Deus. Portanto o homem, ao contrário dos outros animais, não deriva simplesmente do universo material: tem uma relação direta com Deus, do qual recebe a sua capacidade de compreender e amar, a sua inteligência e liberdade. A ciência não pode verificar se as afirmações da fé são verdadeiras ou não. Ela trata apenas do que pode observar através dos seus métodos. Mas a criação do mundo e do homem não são acessíveis à observação científica. Se o cientista nega que o mundo foi criado por Deus ou afirma que o ser humano é pura matéria, ele está saindo do seu campo e entrando no campo religioso. Como cientista, ele não tem competência para decidir esta questão, assim como a fé não pretende decidir se a evolução é um explicação verdadeira ou falsa dos dados da realidade. (João A. Mac Dowell S.J.) Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.

ELES VIVERAM CONOSCO - Ir. BENEDITO CARMELINO DE OLIVEIRA CSsR

Ir. BENEDITO CARMELINO DE OLIVEIRA CSsR
+15 DE MAIO DE 2014
1) Origens:
Nasceu no dia 21 de agosto de 1931, em Paraisópolis – MG. Seus pais: Zeferino Góis de Oliveira e  Maria Júlia de Jesus.
2) A Vocação:
Chegou  na Comunidade de Pindamonhangaba a 17de janeiro de 1957. Fez a PROFISSÃO  TEMPORÁRIA: dia 02 de fevereiro de 1957, em Pindamonhangaba – SP. PROFISSÃO PERPÉTUA: dia 02 de fevereiro de 1963, em Aparecida – SP.
            03) Encargos:                                              
 a) O Ir. Carmelino era dotado de piedade exemplar e se adaptava bem à vida comunitária. Sabia aproveitar bem o tempo, dedicando-se aos mais diversos ofícios na comunidade. Sendo assim, procurou se aperfeiçoar em diversos ofícios práticos. Além de fazer um Curso de Teologia para Leigos, em 1974, fez Curso de Encadernador, Curso de Eletricista e Curso de Encanador Prático.
b) Residiu em diversas de nossas comunidades (geralmente casas de formação), sendo encadernador, porteiro, sacristão, hospedeiro, motorista, hortelão, eletricista, encanador e ecônomo. É difícil descobrir o ofício que ele  não tenha exercido. Por muitos anos, foi o encadernador de nossos livros da Biblioteca Provincial, quando ainda estava em nosso Seminário Maior Santa Teresinha, em Tietê/SP. Aí também, como motorista, foi auxiliar de nossa apicultura, especializando-se na caça de enxames de abelhas, que  se instalavam nas fazendas das redondezas.
c) Além de encadernador, era um bom letrista e gravador (letras douradas em capas de livros encadernados). Especializou-se na fabricação de velas, dando grande impulso a tal indústria que funcionava  em nosso Seminário São Geraldo, no Potim/SP. Sendo um bom músico e possuindo boa voz, participava, como voluntário, do Coral do Santuário de Aparecida.
04) Comunidades e cargos exercidos:
De 1957 a 1962 (julho), em Tietê-SP: como encadernador, porteiro e sacristão;
De 1962 (agosto) a 1963, em Pindamonhangaba-SP, segundo noviciado;
De 1963 a 1964 (abril), em Tietê – SP, como encadernador;
De 1964 (maio-dezembro), em Araraquara-SP, sacristão;
Em 1965, em Aparecida-SP (Sto. Afonso), porteiro e encadernador;
Em 1966, em São Paulo, no Santuário da Penha, sacristão;
Em 1967 (janeiro-julho), em Aparecida-SP, porteiro e encadernador;
De 1967 (agosto) a 1968 (fevereiro), em Goiânia-GO, sacristão;
De 1968 (março) a 1970, São Paulo-SP (Alfonsianum), porteiro, serviços gerais;
Em 1971 e 1972, em S. Paulo-SP, (Jd. Paulistano), hospedeiro, ecônomo;
De 1973 a 1977, em Tietê-SP, ecônomo e serviços gerais;
Em 1978, em Campinas-SP, ecônomo auxiliar;
De 1979 a 1982, São Paulo (Jd. Paulistano), ecônomo;
De 1983 a 1986, em S. Paulo (Pesquisas Relig.), gravador auxiliar;
De 1987 a 1989, em S. Paulo (S. Judas), gravador e compreiro;
De 1990 a 1996, em S. Paulo (Jd. Paulistano), ecônomo auxiliar;
Em 1997 e 1998, em Potim-SP (S. R. S. G.), fábrica de velas;
De 1999 a 2002, em Aparecida-SP,(Convento do Santuário), motorista;
De 2003 a 2008, em Aparecida-SP,(Propedêutico), ecônomo e serviços gerais;
De 2009 a 2010, Seminário Santo Afonso, em Aparecida;
De 2011 a 2014, Convento do Santuário.
           
A 15 de maio de 2014 passou por uma cirurgia por causa de um aneurisma abdominal, no Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá. Porém, mal saía da sala de cirurgia, teve outro aneurisma, quando não resistiu e veio a falecer. A missa de corpo presente foi às 16h00, no Santuário, seguindo-se  o sepultamento no Cemitério Municipal. Descanse em paz.
Pe. José Bertanha, C.Ss.R
Arquivista Provincial

Ir. Carmelino... um dos primeiros redentoristas que conheci, quando ainda eu era criança...; nos meus primeiros anos de padre, moramos juntos em Tietê (1976/1978)... era quem fazia as compras para o Seminário Santa Terezinha, na ocasião com 80 seminaristas além da comunidade religiosa... ótimo confrade... presença marcante e querida nas férias do Araguaia..... estou sentindo sua morte... fiquei sabendo agora à noite neste dia 15 de maio... morava em Aparecida-SP. O texto recebido do secretário da província de são paulo comunicando sua morte: "Faleceu ontem (15.05.2014) em Guaratinguetá, Hospital Frei Galvão, o Ir. Benedito Carmelino de Oliveira. Nessa tarde, passou por uma cirurgia por causa de um aneurisma abdominal. Mas, enquanto deixava a sala, teve outro aneurisma e não resistiu, vindo a falecer. Missa de corpo presente, dia 16.05.2014, às 16h00, no Santuário, seguindo-se o sepultamento no Cemitério Municipal"....(Pe.Maurício-FC) 
Querido Irmão Carmelino, moramos juntos também, em Campinas no Taquaral, cuidei dele numas das várias crises de maleita que ele pegou no Araguaia. Tenho mais um amigo no céu!!!!!!Jose Alcides Marton 
Deixou muitas saudades! Grande ser humano. Nunca se esqueceu de qdo morou em Tietê. Descanse em paz.
Bom dia Ierardi. Eu gostava muito do Carmelino, pois ele morou muito tempo aqui em Tietê e onde a gente se encontrava ele era sempre festivo.Abs. Diva Maria Hernandes
Irmão Carmelino fez o noviciado em 1956 com a minha turma. Certa ocasião, conversando com ele, contei-lhe este detalhe, acrescentando que eu saí dias antes do retiro preparatório para vestir a batina em 02 de fevereiro de 1956, como esta já estava pronta, haveria a possibilidade de que ela tenha sido destinada a ele.Alexandre Dumas.
 Alexandre Dumas Pasin de Menezes, não me lembro de você no seminário, mas você quando fala do seminário, fala com tanto amor e muita saudade, que fico pensando: eu nunca deveria ter saído de lá. Você é um ex diferente, que admiro.Abner
Agradeço o seu elogio, o seminário foi um marco em minha vida, até hoje, vivo o trauma de uma saída que não queria, mas se tornava necessária, minha fé se desvanecia, era importante a reflexão, optar por um rumo diferente à lavagem cerebral, encontrar o Cristo puro e verdadeiro, que nos trouxe a mensagem do amor, criando o cristianismo, cisma do judaismo, nada mais que isso, o resto é criação de mentes insanas que nos confundiram através dos tempos e criaram céus, infernos, dogmas e castigos além da morte. Alexandre Dumas
 Eu admiro você em tudo isso, porque sinto mais ou mesmo assim, saí por uma bobeira, e uma vez conversando com o Libardi, ele me disse: "A Congregação perdeu muita pessoa que faria diferença agora, e saíram por bobeira." Talvez seja esse o nosso caso. Precisamos conversar mais.Abner 
Ahahahahah. isso o meu problema. Não entrei para sair. No entanto, as coisas acontecem. abr. Uma prece ao Carmelino, quase carmelengo. Pequeno na estatura, mas grande de coração. Adilson José Cunha
QUE PENA QUE NÃO FICAMOS, SE TODOS NÓS LÁ HOJE ESTIVÉSSEMOS, TALVEZ AS COISAS ESTARIAM MELHOR, GENTE CULTA E INSERIDA NOS PROPÓSITOS DE SANTO AFONSO, NÃO PODEMOS LUTAR CONTRA A REALIDADE, SOMOS EX-SEMINARISTAS E NOSSO SONHO FOI SEPULTADO EM REALIDADES DIFERENTES, POR MUITO TEMPO CONVIVEMOS, ALGUMAS VEZES CONFLITAMOS, AS COISAS BOAS QUE APRENDEMOS, AS BELAS HORAS QUE PASSAMOS, SOMENTE DELAS LEMBRAREMOS..
Essa questão de ficar ou sair é muito individual...no meu caso, fui à sala do então diretor Padre Brandão e disse:
-Padre vou sair do seminário...
Ele estranhou muito minha atitude e quis saber a razão pois não esperava por isso...
-Padre, saio por orientação do meu confessor o Pe.Azevedo....
Imediatamente ele aceitou o meu recado.... Sobre tudo isso tenho uma história particular que quis colocá-la em fórum em alguns dos encontros da UNESER... até para debater uma situação de quem sai para o casamento e depois pleiteia a eucaristia no recasamento... mas os encontros foram sempre mais para o "oba oba" do que para oportunos debates de antigos seminaristas!!!! Ierardi

ELES VIVERAM CONOSCO - IR. ALTINO ALVES DE SOUZA CSsR

IR. ALTINO ALVES DE SOUZA CSsR
+15 de MAIO 2001 
Nasceu em Nova Granada SP, dia 07 de fevereiro de 1932. Seus pais: Manoel Alves de Souza e Jerônima Jácomo de Souza Entrou para a Vida religiosa em São Paulo, em nosso Convento do Jardim Paulistano, em 24.07.1967. Fez o Postulantado, em Aparecida, em 1967. Dia 01.02.1968 recebeu a batina redentorista e começou sua experiência religiosa no Seminário São Geraldo no Potim. Fez o Noviciado em Aparecida, de 01.02.1969 a 02.02.1970, dia em que fez sua Profissão Religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor. Em Tietê formou-se na Escola Técnica de Comércio. Morou em várias comunidades da Província. Fez sua Profissão Perpétua na Congregação Redentorista, em São João da Boa Vista em 01.08.1977. Em 1979, por, pediu dispensa dos votos, para poder ajudar sua família e resolver problemas familiares. Em 21 de setembro de 1994 pediu o retorno à Congregação Redentorista. Foi aceito. Depois de um ano de experiência, fez novamente sua Profissão Religiosa na Congregação Redentorista. Isto aconteceu dia 24.09.1995, em Tietê Dia 31.08.1997, em Aparecida, fez sua Profissão Perpétua na Congregação do Santíssimo Redentor. Durante os anos de sua Vida Religiosa, Ir. Altino, por ser formado em Comércio, sempre trabalhou na contabilidade das comunidades onde morou. Sempre foi um religioso piedoso e correto em seu servi. Era de fácil comunicação. Infelizmente sua saúde logo comeu a manifestar problemas pulmonares. A falta de ar o fazia sofrer muito. Estava morando ultimamente no Convento do Santuário, quase que preso ao balão de oxigênio. Nos timos dias, esteve internado na UTI do Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá. A faleceu, no fim da tarde do dia 15 de maio de 2001. Sepultado em Aparecida, no dia 16 de maio de 2001.
CERESP
Centro Redentorista de Espiritualidade - Aparecida-SP
Pe.Isac Barreto Lorena C.Ss.R.(In memoriam)
Pe.Vitor Hugo Lapenta CSsR
Pe.Flávio Cavalca de Castro CSsR

domingo, 14 de maio de 2023

PADRE LIBÁRDI - RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE! ADÃO E EVA - PARTE 1-

Padre Hélio De Pessato Libárdi(+)
Redentorista na paz do Senhor
Ouvi um padre dizer que a história de Adão e Eva, contada na Bíblia, não é verdadeira. 
A Bíblia não é a palavra de Deus? 
Em que devo acreditar? 
Você provavelmente não entendeu bem o que o padre disse. A história de Adão e Eva é verdadeira, sem dúvida, mas não deve ser compreendida ao pé da letra. Por exemplo, quando Você canta o hino nacional, diz que o Brasil está "deitado eternamente em berço esplêndido". Ninguém vai pensar que existe um berço enorme onde o Brasil está deitado. Mas, através dessa linguagem poética, o autor do hino exprime uma verdade: os brasileiros vivem dentro de um território magnífico, comparável ao berço onde se põe uma criança. Assim também a Bíblia usa símbolos concretos para explicar coisas espirituais que não podemos ver. Ela diz que Deus formou o homem do pó da terra e insuflou em suas narinas um sopro de vida (Gen 2,7). Mas não pretende que se acredite que Deus tem mãos como nós para modelar uma imagem e que o sopro de sua boca deu vida a uma estátua de barro. É apenas um modo de dizer, utilizado na Bíblia, para revelar verdades muito profundas sobre a nossa vida. Quer dizer em primeiro lugar que somos criados por Deus: nossa existência é um presente gratuito dele. Não existimos por acaso, nem somos donos da nossa vida, mas a recebemos de Deus. Ele nos criou à sua imagem e semelhança (Gen 1,27), num gesto de amor, para nos comunicar a sua vida e felicidade. O ser humano será feliz à medida que reconhece Deus como seu criador, i.e. colabora com o plano de Deus para que reine a justiça e a paz em toda a família humana. A história bíblica da criação do mundo contém ainda muitas verdades importantes para nossa vida. Por exemplo. Tudo o que Deus fez é bom: o mal não vem de Deus. A pessoa humana é o ponto alto da criação: tudo o mais no céu e na terra foi criado para o nosso bem. O ser humano não é um espírito que está provisoriamente aprisionado na matéria: ele faz parte deste mundo e na sua totalidade, corpo e alma, foi criado por Deus, como sua imagem. Homem e mulher foram criados por Deus, para se ajudarem e completarem. O homem não é superior à mulher. Os dois merecem o mesmo respeito. Este é o verdadeiro sentido da história de Adão e Eva. A Bíblia não é um livro científico nem uma história como qualquer outra. É um livro religioso. Só pode ser entendida quando Você procura nela a mensagem de Deus para sua vida. (João A. Mac Dowell S.J.) 
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R.