segunda-feira, 7 de junho de 2021

CRÔNICAS DE UM FORMADOR - 1

Pe. Silvério Negri C.Ss.R.
1. No Seminário Redentorista Santo Afonso 
Chegando ao SRSA, fui colocado num quartinho que hoje é a sala de estar. Fica de fronte à cabine de telefone, no primeiro andar, à esquerda de quem sobe a escada partindo do térreo, na frente do refeitório. Metade das três turmas dos seminaristas estava na casa de férias, no Pré-SRSA, na Pedrinha, e a outra no SRSA. O seminário era dividido em três turmas: maiores, médios e menores. Uma turma não podia conversar com a outra, a não ser por sinais, e com muita parcimônia. Passar dos menores para os médios e destes para os maiores, era uma sensação emocionante, uma promoção! Fui nomeado prefeito dos menores. Pe. Francisco Vieira da Costa CSSR era o prefeito dos maiores; Pe. Ângelo Licati, dos médios. O Pe. José Ribolla era o diretor; Pe. José Pereira Neto era o reitor (superior da comunidade). Ao todo, éramos 14 padres professores e 3 irmãos coadjutores, só no SRSA. Mas, no Pré-SRSA na Pedrinha, havia mais 3 padres: Guilherme Sônego, Antônio Borges e Maurílio Fernandes. Em janeiro, eu passei para um quarto no terceiro andar, com vista para o horta e para a Basílica Velha. Duas coisas me tocam o coração, entre outras, nesse tempo: primeira , o bimbalhar dos grandes sinos da Basílica Velha. Eles soam sem falta às 6, 12 e 18 horas. Fazem-me lembrar a Mãe, Nossa Senhora Aparecida. Segunda, era o soar do relógio alemão, trazido do Colegião, que ficava na sala de estudos. Ele batia de 15 em 15 minutos e o chefe entoava: “Omnia ex amore  Iesu et Mariae”.
Padre Negri, quando chegou, foi ocupar o quarto do segundo prefeito, o primeiro era o padre Ângelo. Os quartos do diretor, prefeitos e espiritual ficavam fora da clausura. Eu, na sexta série, fui encarregado da limpeza do quarto do Padre Negri, ele queria me dispensar desse encargo, mas a ordem vinha de cima, nós, da turma dos maiores, limpávamos os quartos fora da clausura, melhor que lavar privadas. Padre Negri ficou meu amigo, e em contraponto à faxina, indicou-me para coroinha mór, ajudava as missas solenes na basílica. Certa feita, reclamei-lhe do estado quase roto das batinas de coroinha. Não teve dúvida, emprestou-me a novinha dele com direito ao cinto. Não fui para o noviciado, mas já usei, pelo menos uma vez, o hábito redentorista.Alexandre Dumas
SEGUE AMANHÃ
CADERNOS REDENTORISTAS
https://www.editorasantuario.com.br/
PRÉ – SEMINÁRIO SANTO AFONSO - PEDRINHA 

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