quinta-feira, 24 de junho de 2021

CRÔNICAS DE UM FORMADOR - 9.2

Pe. José Ribolla, provincial, autoriza férias na casa dos pais para todos, com prazo de 30 dias. Aprova também o tom normal nas orações. É abolido o “reto tono”. São sinais significativos de uma transformação progressiva, lenta e segura na disciplina. Vai-se fazendo uma abertura para se confiar mais no sujeito principal da educação que é o próprio juvenista. As mudanças litúrgicas vêm em boa hora. São provocadas em grande parte pela publicação, a 04/12/63, por Paulo VI, da Constituição “Sacrossanctum Concilium” sobre a liturgia,um dos 4 documentos básicos do Concílio Vaticano II. Pe. Oscar Brandão ficou no SRSA até 27/01/65. Nesse dia ele me apresentou aos seminaristas como novo diretor. A 27/01/65, fizemos uma despedida carinhosa para ele. Pe. Arlindo Santiago Amparado foi nomeado Reitor e Ecônomo. Foram nomeados Vice-Diretores os padres: Ítalo Zômpero para os médios e Pe. Augusto Pasquoto para os menores. Vieram ainda para fazer parte do corpo de professores, integrando-se aos demais que já estavam no Seminário, os padres Roberto Escudeiro, Geraldo Correia Barbosa, Frater Romeu Henkes, Emanuel Gomes Morais, Francisco Castilho Chagas, Geraldo Braga, José Dutra, Sebastião Osvaldo Aranha e Sargento João Mahas Júnior. Neste início de 65 os juvenistas são 214. É claro, sem contar os do pré-seminário que é uma comunidade autônoma já faz 3 anos. A partir de 12/02/65, das 17 às 18:30 hs, os seminaristas podem entrar livremente para a clausura a fim de se confessar ou de conversar com os padres professores sobre algum problema nos estudos. Consegui que a conferência dos professores aceitasse introduzir no currículo dos estudos a “Doutrina Social da Igreja”, tendo como texto base o manual chamado Uma Escola Social, de dois padres jesuítas. Frater Romeu Henkes assume a direção da banda de música do SRSA, no lugar do competente Pe. Délcio Viesse. Ele consegue trazer o Prof. Expedito Machado para fazer uma vistoria nos instrumentos musicais e iniciar alguns ensaios com novos componentes da corporação musical. As festinhas missionárias continuam com muito incentivo. Semanalmente são feitas em separado, com críticas positivas e negativas. Os maiores se reúnem no auditório; os médios, no barracão; os menores, no refeitório. Uma vez por mês todos se reúnem no auditório ou salão de atos. Aos poucos, vai-se deslocando o eixo central e forte de direção do seminário das mãos do diretor e diretor espiritual para o diretor, vice-diretores e conferência dos professores. Com essa prática pedagógica, o diretor espiritual passa a ter menos presença nas orientações e decisões disciplinares. Começo a experimentar uma séria angústia: o regulamento do SRSA já não serve mais ao pé da letra, em vista das mudanças trazidas pelo Vaticano II e pelo decreto Perfectae Charitatis de 18/10/65, sobre a atualização da vida religiosa. Vamos partindo para aberturas para a família, para o mundo. Vêm sérios questionamentos sobre o noviciado colocado logo após o colegial, sobre a separação entre o ginásio (primeiro grau) e colegial (segundo grau). Mas, os percalços vão sendo vencidos, porque a equipe de formadores (vice-diretores e conferência dos professores) é boa e se prepara cada vez melhor. Basta saber que no período de 65 a 70 fazem cursos de reciclagem, de aprofundamento nos estudos e de complementação na filosofia os seguintes padres: Víctor Hugo Lapenta, Carlos da Silva, Lauro Masserani, Alberto e Augusto Pasquoto, Afonso João Matje, Pe. João Rezende Costa, Pe. Ubenay.
Artigo interessante, mudanças necessárias, leigos introduzidos no corpo docente, dois ex-seminaristas, o Dutra e o Aranha. Três dos padres citados abandonaram o ministério, Geraldo Correia, Augusto Pasquotto e Ubenay. Os cinco foram meus contemporâneos. Conheci também e convivi com os leigos Emanoel Morais, Geraldo Braga e Francisco Chagas. Os outros, Alberto Pasquotto, Zômpero, Matye, Masserani e João Resende, todos igualmente contemporâneos. Se eu tivesse perseverado, com certeza vocês leriam :- " Estava me esquecendo do Dumas, um aparecidense recém-ordenado, colega de turma do João Resende." Alexandre Dumas
CADERNOS REDENTORISTAS
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PRÉ – SEMINÁRIO SANTO AFONSO - PEDRINHA 

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