terça-feira, 1 de junho de 2021

“O MEU PRÉ - SEMINÁRIO DA PEDRINHA” (MINHAS MEMÓRIAS) CONTINUAÇÃO 4

PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO CSsR
4. Os nossos seminaristas 
Todos os anos, eles eram cerca de 90 a 95 jovens. Como média. Saía e entrava gente durante todo o ano escolar. O Pré-Seminário servia, então, também muitas vezes como “Estágio Vocacional”. Eu recebia, lá, na Pedrinha, por força das circunstâncias, meninos de 10 anos apenas e muitíssimos de 11 a 12 anos de idade. Chegavam para fazer a Admissão ou a 1ª Série Ginasial. Eram rapazes e meninos generosos, corajosos, sinceros. Pequenos. Sem grandes preocupações. Sem medo e sem enxergar perigo em nada. Era sempre uma turma irrequieta, sangue novo, que nós cercávamos de todo cuidado e carinho. Eram como filhos “nossos”, meus e dos meus auxiliares, que enchiam nosso dia e nossa noite. Os estudos dos seminaristas, tanto em Aparecida, como na Pedrinha, eram feitos dentro do próprio prédio do Seminário. Eram os próprios sacerdotes e os não-sacerdotes redentoristas que gastavam suas vidas dando aulas de Latim, de Português, de Geografia, de Matemática, de Caligrafia, de Formação Religiosa etc. E como foram bonitos e gostosos, aqueles anos de nossa vida e de nosso querido Pré-Seminário! O ar da Pedrinha era o ar puro dos campos, das matas. O prédio estava cercado por árvores, com passarinhos gorjeando por toda a parte, com as seriemas cantando bem pertinho da gente. Nosso Pré-Seminário da Pedrinha procurava ser uma casa de estudos, de oração, de convivência humana, de formação de jovens “para ser padre”. Era mais do que explícito. E, todos os dias, juntamente com meus auxiliares, eu procurava incutir e gravar no coração dos seminaristas o ideal que a gente sonhava e que a gente queria alcançar: “Ser padre, missionário, redentorista, santo”.
SEGUE AMANHÃ

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